Número 15 Ano 2009 Mês Abril

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Número 15 Ano 2009 Mês Abril"

Transcrição

1 Número 15 Ano 2009 Mês Abril

2 Editorial Museu da Lourinhã O Museu continua a empenhar-se em múltiplas actividades, colaborando sempre que pode e tem sentido, com outras entidades. Em Abril pudemos concretizar esta abertura ao exterior de duas formas bem distintas: a adesão ao Dia dos Monumentos e Sítios, com uma vertente de divulgação do património, e a colaboração com a Expo Mundo Lego, algo realmente único. Por vezes surge-me uma peça que me deixa verdadeiramente encantado. Foi o caso este mês, e de tal forma que não resisti a dedicar-lhe a capa e encontrar uma cor que condissesse. É, espero que concordem, algo de muito curioso e digno de realce. Registamos o regresso de um colaborador que nos trás um apelo à preservação do património. Algo em que todos podemos colaborar. A terminar, o resultado de um voo sobre a Lourinhã e seus arredores, possível através da mágica do Google Earth. Até breve Fernando Nogal Neste número 2 Mensagem do Editor 3 Notícias da Associação 6 Serviços do Museu Artigos 3 Assembleia-Geral de 28 de Março 4 Antigas profissões Os Ourives Ambulantes 5 Fertilização das Terras Os Estrumes Orgânicos 6 Perguntas com Resposta 7 Palinologia Corte de Paimogo 8 Laboratório de Conservação e Restauro Fabrico de Réplicas 9 Conservar o Património Geológico e Paleontológico Precisa-se! Capa: Pormenor da decoração de um relógio de sol. Este relógio tem como particularidades ser portátil e de bolso! Uma preciosidade referida no artigo da página 4. Contracapa: Uma vista sobre a Lourinhã, centrada no Museu (39º N, 9º W). Imagem de Google Earth Assine o Boletim do Museu da Lourinhã! Sem encargos, por distribuição electrónica Se não é sócio e quer receber regularmente o Boletim, envie um pedido para Os Associados recebem automaticamente o Boletim por via electrónica. Mantenha actualizado o seu endereço Escreva directamente ao Editor, enviando artigos, comentários, sugestões, para 2 Boletim N.º 15 Abril 2009

3 Notícias Visitas e conferências de ilustres paleontólogos O Professor Paul Upchurch, do Imperial College de Londres, especialista em dinossauros saurópodes, visitou o Museu tendo proferido uma palestra no dia 28 de Abril. Este paleontólogo participou em vários capítulos da obra Dinosauria (2ª Edição) uma das principais ferramentas para os paleontólogos. Além disso tem-se dedicado a vários problemas globais da distribuição e ocorrência de dinossauros, dando contributos importantes numa sub-disciplina da paleontologia: a paleobiogeografia. Avançou, inclusivamente, uma substituição de paradigma nas análises genealógicas dos seres vivos, tendo proposto que a informação geográfica das suas ocorrências também fosse tida em conta. Outro ilustre visitante, Klaas Post, tem afiliação no Natuurhistorisch Museum Rotterdam e é um dos especialistas mundiais em zifídeos, nome que designa as baleias-de-bico. Curiosamente, na região de Peniche, junto com as redes dos pescadores vêm por vezes crânios fosfatizados de zífideos. A região de Peniche tal como parte das costas de Espanha, Holanda, Itália e África do Sul têm abundantes vestígios destes fósseis que são recolhidos da mesma maneira. Klaas irá avaliar o espólio do Museu da Lourinhã que foi doado por um construtor naval director da Fibramar. Assinalado o Dia dos Monumentos e Sítios 2009 Subordinado ao tema Património e Ciência, e com o objectivo de proporcionar uma oportunidade de reflexão e de reconhecimento do papel da ciência no património cultural, o IGESPAR promoveu esta iniciativa, a nível nacional, a que o Museu aderiu. Assim, no dia 18 de Abril pelas 15:00, realizou-se no Museu uma palestra, proferida pelo Doutor Octávio Mateus, sobre o tema Património paleontológico, dinossauros e evolução. Foto: Google-Earth Museu apoia a iniciativa da Expo Mundo Lego O Museu colaborou com a organização da Expo Mundo Lego, realizada na Lourinhã, do modo a proporcionar às muitas crianças inscritas uma visita ao Museu. a que estas aderiram em grande número. Admissão de Associados Durante o mês de Março foi aprovado o pedido de admissão de um novo associado. Novo livro do Professor Galopim de Carvalho Com o título Fora de Portas, Memória e Reflexões, apresentado pela Âncora Editora, este novo livro do Professor Galopim de Carvalho relembra a sua vida, desde a infância, dando natural ênfase ao seu trabalho no Museu Nacional de História Natural da Universidade de Lisboa, Universidade que marcou de forma profunda com a sua personalidade. O livro traz prefácio do Prof. Doutor José Barata Moura e nele o Prof. Galopim tem a gentileza de se referir ao Museu da Lourinhã e aos seus fundadores. Errata No Boletim nº 14, de Março de 2009, o termo Gingko foi erradamente utilizado em várias páginas como Ginko. Uma versão já corrigida do Boletim pode ser obtida no sítio Internet do Museu em: Assembleia-Geral de 28 de Março A Assembleia-Geral do GEAL reuniu em sessão ordinária no dia 28 de Março, tendo-se registado cerca de cinquenta presenças e representações. Da Ordem de Trabalhos constava: 1. Apresentação discussão e deliberação sobre o Relatório Anual de Actividades relativo ao ano de 2008; 2. Apresentação discussão e deliberação sobre o Relatório Anual de Contas relativo ao ano de 2008; 3. Apresentação discussão e deliberação sobre o Plano Anual de Actividades e Orçamento Anual relativos ao ano de 2009; 4. Confirmação nominal dos membros do Conselho Científico, nos termos do Art. 14 dos Estatutos; 5. Outros assuntos de interesse para a Associação. Registou-se a ocorrência de debate profícuo, tendo-se aprovado todos os documentos bem como confirmado os membros do Conselho Científico que são, por ordem alfabética, Professor José Bonaparte, Professor Miguel Telles Antunes e Professor Philippe Taquet. Abril 2009 Boletim N.º 15 3

4 Antigas profissões - Os Ourives Ambulantes Os ourives ambulantes que vinham à Região Oeste eram, quase todos, naturais dos Concelhos de Cantanhede e de Mira. O ouro provinha das diversas minas de Portugal, exploradas desde o Calcolítico até à actualidade (exemplo: Minas de Aljustrel). Quer o ouro quer a pirite cristalizam no sistema cúbico, sendo ambos amarelos e, à primeira vista, só se distinguem pela risca, a pirite com risca preta e o ouro com risca amarela, razão pela qual ainda hoje se chama à pirite o ouro dos tolos ou dos parvos. De aldeia em aldeia, vendiam os mais diversos objectos em ouro e em prata, desde anéis a brincos, de dedais a relógios, e óculos das mais diversas graduações que os clientes escolhiam até encontrarem os mais adaptados para a sua visão. Embora, por norma, os óculos fossem comprados aos amola-tesouras, que se deslocavam a Espanha periodicamente, não era este o caso da Lourinhã em que os óculos provinham de outros locais. Os relógios avariados eram arranjados nas terras de origem e devolvidos na volta seguinte. Também furavam orelhas para suporte dos brincos. As peças com que mais trabalhavam eram o canivete de ourives e o alicate. Passaram-se os tempos e fixaram-se nas respectivas áreas de venda montando relojoarias e ourivesarias, onde já era possível arranjar relógios, vender relógios de parede e despertadores, o que era difícil enquanto ambulantes. Casaram, tiveram filhos, muitos deles continuando a profissão dos pais. 1. Os ourives deslocavam-se em grupo. Os já referidos Concelhos de Mira e Cantanhede possuíam fábricas e depósitos de ouro, principalmente em Febres e Vilamar e na sede dos Concelhos, comprando-se, também ouro às fábricas de Gondomar e do Porto. É neste contexto que surgem os ourives ambulantes (Foto 1). Deslocavam-se em grupos, quase sempre de comboio, mas levando as bicicletas e malas tendo cada um a sua área de trabalho e encontrando-se na mesma pensão, à noite ou em feiras e mercados. O chapéu e a bicicleta Ralia com a mala em folha e de cor verde, presa ao suporte por cintas de cabedal, identificavam, por si só, a profissão! Que se saiba, a primeira ourivesaria da Lourinhã, sita na antiga Praça da República (Anuário Comercial de Portugal, 1931) pertencia a Francisco Ferreira dos Santos, também conhecido por Francisco Picão. Segundo informações orais comercializava mais relógios que ouro. José Maurício ficou na Lourinhã, montando uma relojoaria e ourivesaria na rua Miguel Bombarda e, mais tarde, na Praça Marquês de Pombal, comprando, depois, a loja de Francisco Picão. Albino Tomásio, um dos companheiros do Maurício, ficou em Peniche, assim como outros no Bombarral e Torres Vedras. O Museu da Lourinhã tem uma exposição sobre o ourives ambulante tendo as peças sido oferecidas pelos filhos de José Maurício. 3. José Maurício, à direita. Não foi possível recuperar a bicicleta original pelo que se utilizou outra idêntica doada pelo senhor Toscano. Terminamos com uma curiosidade... Horácio Mateus 4. Relógio de sol e de bolso, um dos primeiros relógios fabricados pelo homem 2. Mala de ourives (GEAL-Etn 1388) com os mostruários (GEAL-Etn. 1389). 4 Boletim N.º 15 Abril 2009

5 FERTILIZAÇÃO DAS TERRAS - OS ESTRUMES ORGÂNICOS No início do século XX, em todo o País, a maioria dos estrumes provinha dos pátios, das cocheiras e das queimadas. Os pátios com sama, mato dos pinhais ou engaço de bagaço, e sempre adjacentes às casas agrícolas, onde se criavam galinhas, patos e perus e onde se situavam as quartelhas dos porcos ou outros animais à solta. Todos os detritos da cozinha, bem como as cinzas da fornalha, tinham o mesmo destino (as galinhas espojavamse nas cinzas por causa dos piolhos). Os pátios serviam ainda como retretes pois casas de banho não existiam. Nos finais do Verão o estrume era retirado para a fazenda e colocado novo mato resultante da limpeza dos pinhais. Nas cocheiras onde os animais estavam presos à manjedoura, a sua cama era mudada diariamente, tirando-se o estrume das patas para um monte, a palha das mãos para as patas e os retraços da manjedoura para as mãos. Cama limpa! Quando o monte de estrume estava grande era transportado para a fazenda. Nas terras destinadas a batatas, hortaliças e cereais, todas as ervas daninhas, caniços e silvas eram amontoados e largado o fogo, que ardia durante dias, a que se chamava boiça. Já na fazenda todo o estrume era colocado num monte de forma quadrada ou rectangular (os agricultores tinham brio na apresentação do monte de forma a parecer mais higiénico), onde ficava a curtir até à altura das sementeiras ou de adubar vinhas e pomares. Para todo este trabalho as alfaias utilizadas eram as forquilhas e gadanhas. O estrume fresco emanava calor razão porque nas zonas mais frias de Portugal o gado ficava no rés-do-chão (lojas) e as casas no primeiro andar. Na Lourinhã, no Inverno, em cima do monte da fazenda colocavam-se sementes de hortaliça para depois se plantar. (Uma nota curiosa, a dos petrolinos que, para o azeite não coalhar, depositavam as bilhas sobre um oleado que cobria o estrume da cocheira para que, na volta do dia seguinte, o azeite estivesse líquido). Dos primeiros fertilizantes à venda, os mais famosos eram o Nitrato do Chile, proveniente do guano das aves acumulado ao longo de milhares de anos e a purgueira composta de restos de engaços de bagaço e azeitona e outros produtos orgânicos. Também se vendiam outros adubos anunciados em O Imparcial, semanário da Lourinhã de 11 de Novembro de Começaram a aparecer os adubos químicos. O Imparcial, de 11 de Novembro de Tentativa, de 28 de Dezembro de Tentativa, de 30 de Novembro de Abril 2009 Boletim N.º 15 5

6 O BOM DE VIVER À BEIRA MAR Aproveitava-se outro tipo de estrume. Quando o mar estava revolto, dava à costa grandes quantidades de limo que era de imediato recolhido e aproveitado pelos agricultores. Quando a maré estava baixa, apanhavam-se pilatos (pequenos caranguejos) para a mesma finalidade e que eram também comprados aos Penicheiros e Ferralejos. Estes restos orgânicos, mais fortes que os restantes, eram mais utilizados nos plantios de novas vinhas e pomares. A vinha de meu Pai, na Galeana, foi plantada com pilatos. Os nossos avós, sem o saberem, já faziam reciclagem e, ao aproveitarem o mato para os pátios e cama das bestas, limpavam os pinhais e, automaticamente, protegiam a floresta contra o fogo. Quase auto-suficientes, pouco utilizavam adubos na Lavoura não dando azo ao envenenamento de terrenos e cursos de água. Horácio Mateus Perguntas com resposta! Aqui fica mais uma pergunta que nos chegou por correio electrónico (decididamente o método mais expedito). Como verão, os nossos paleontólogos não tiveram dúvidas. Reproduzimos uma das fotos. Agradecia que me dissessem que fósseis são estes, que parecem de plantas. Mando duas fotos, desculpem a qualidade. Muito obrigado. As fotografias mostram cristais de dendrites em calcário. Embora tenham o aspecto de uma planta ou fungo, as dendrites não têm origem biológica e resultam da impregnação lenta de cristais de magnésio e ferro nos interstícios do calcário. As dendrites são comuns em calcários litográficos como os de Solnhofen que preservaram os famosos fósseis de Archaeopteryx, a primeira ave fóssil. Em Portugal ocorrem vulgarmente em pedras de calcário do Jurássico médio. Octávio Mateus Não são fósseis, mas sim minerais! O hábito, curioso, destes minerais (os mineralogistas chamam hábito à forma como os minerais geralmente cristalizam) chama-se dendrítico, ou, com forma de árvore. Geralmente o mineral mais comum que forma estas árvores é a pirolusite, um hidróxido de manganês e ferro; mas existem outros como a holandite, por exemplo. A grande maioria dos minerais com este hábito têm manganês na sua constituição, e pode-se formar em calcários (talvez o mais comum) mas até mesmo em grandes cristais de quartzo. Os minerais de pirolusite que se formam no calcário resultam da resposta à diagénese (processo de litificação, ou seja processo de transformação de sedimentos em rochas). Neste processo a água, rica em "minerais dissolvidos", é expulsa dos interstícios dos clastos carbonatados, possibilitando o "crescimento" da pirolusite; também pode acontecer posteriormente à litificação pela circulação de água rica em manganês e ferro nas fracturas do calcário. Ricardo Araújo O Museu da Lourinhã disponibiliza os seguintes Serviços: Visitas guiadas e palestras Paleontologia: o Preparação de fósseis o Elaboração de moldes o Venda de réplicas Conservação e restauro de peças Workshops: o Conservação e restauro o Réplicas o Preparação de fósseis 6 Boletim N.º 15 Abril 2009

7 Palinologia - Corte de Paimogo A palinologia, termo proveniente das palavras gregas pale (pó) e logos (palavra, ciência), estuda as células vegetais produzidas pelos órgãos reprodutores das plantas: os esporos e os pólens. Num significado mais lato, a palinologia refere-se ao estudo de todo o conteúdo existente numa lâmina ou Gingko biloba conjunto de lâminas observadas ao microscópio e que podem conter, entre outros, detritos vegetais, algas planctónicas, dinoflagelados, foraminíferos, pólens e esporos. Em 1890, Wenceslau de Lima descreveu no seu estudo florístico, espécies emissoras de esporos do permo-carbónico do Bussaco. Na década de 40 do século XX, Carlos Ribeiro retomou estes estudos e, em 1943, fez acompanhar o estudo de macrofósseis das argilas de Porto Côvo com a análise polínica residual destas argilas. Mais recentemente, João Pais, Paulo Trincão, Lígia Sousa, Bouland, Van Erve, Bárbara Mohr, Friis, Pinheiros entre outros, retomaram o interesse pela palinologia do Jurássico em Portugal. As amostras para o nosso estudo foram recolhidas entre Vale Pombas e Paimogo, ao longo de metros. A espessura acumulada das diferentes camadas estratigráficas é de cerca de 90 metros. A litologia é, essencialmente, constituída por siltes, argilas e grés. Certos níveis contêm abundantes restos vegetais e impressões de ramos de Brachyphyllum (conífera arcaica). Pólens de pinus Esporo de Patellasporites t d i Pólen de Araucariecites australis. cópio óptico e, também, ao microscópio electrónico. A associação palinológica é relativamente homogénea, pouco diversificada, comportando, apenas, palinomorfos de origem continental, dispersos entre bastantes detritos vegetais indeterminados. Entre estes estão fragmentos de epiderme e fragmentos de traqueites com pontuações aureoladas bisseriadas, provavelmente de madeira de conífera como o Brachyphyllum. A ausência de quistos de dinoflagelados ou de acritarcos (organismos microscópicos de origem marinha) indica que o ambiente de depósito foi feito ao abrigo de qualquer influência marítima. A associação polínica tem uma maior predominância estatística de esporos triletes o que permite deduzir que a flora envolvente era essencialmente composta por Pteridófitas, em particular as Filicófitas (fetos, muitos deles arbóreos). O predomínio de pólens é relativamente baixo mas entre estes destaca-se uma grande percentagem de Corollina /Classopollis característico de plantas de clima quente, mais ou menos seco, o Brachyphyllum. Araucária Fetos Encontramos também Applanopsis dampieri, produzido por outra conífera, Podocarpites sp., produzido por podocarpáceas, diversos pólens bissacados produzidos por pináceas, Araucaracites australis proveniente de araucária e Monossulcites produzidos por cicas. Cedros A matéria orgânica foi extraída seguindo os processos clássicos de esmagamento, neutralização das amostras e eliminação dos silicatos. As lâminas foram observadas ao micros- Esporo de Tessalatosporis escheri Conclusão A floresta era aberta, dominada pelas coníferas que incluíam abetos, cedros, pinheiros e araucárias, sendo o Brachyphyllum a mais abundante. Cyca revoluta Abril 2009 Boletim N.º 15 7

8 O estádio arbustivo e herbácio era composto por Pteridófitas e Filicínias. As cicas, pouco abundantes, eram representadas pela Cyca williamsonia. Ao nível mais baixo encontravase a selaginela. A presença dos diversos esporos do género Cicatricosisporites implica uma idade do Kimeridgiano ao Portlandiano. A ausência de pólens de angiospérmica limita a idade geológica ao Jurássico. Museu da Lourinhã Esporo de Cicatricosisporites sp. A vegetação descrita, principalmente a presença de Brachyphyllum, define um clima quente a seco. No entanto, a presença de fetos, alguns arbóreos, implica a existência de grande abundância de água, certamente lagunar. Isabel Mateus Laboratório de Conservação e Restauro Fabrico de réplicas Já aqui foi referido que o Museu da Lourinhã, através do seu Laboratório, tem capacidade para executar moldes e réplicas de fósseis e, até, de material de natureza arqueológica, entre outros. Por várias vezes aceitou encomendas de réplicas dos seus fósseis. Só este ano já recebeu e respondeu positivamente a duas importantes solicitações de réplicas por parte de instituições estrangeiras. A primeira encomenda envolveu réplicas do bloco com ossos do Miragaia longiccollum, um espinho caudal deste mesmo exemplar, uma tíbia e fémur de Ceratosaurus, bem como uma tíbia de Torvosaurus. Em todos os casos, as réplicas ou originais destes fósseis encontramse na exposição de paleontologia do Museu da Lourinhã. As réplicas destinaram-se ao Parco Safari della Preistoria, em Itália, e foram fabricadas no Museu durante os meses de Janeiro e Fevereiro. A segunda encomenda, satisfeita logo em seguida, visou a entrega de quinze réplicas de um dente de camarasaurídeo, uma tíbia e um fémur de Ceratosaurus. Viajaram até à Polónia, para o parque Dinozatorland. As réplicas maiores foram executadas em resina de poliéster e fibra de vidro. Resumidamente, a técnica consiste em cobrir-se o interior dos moldes de silicone com diversas camadas destes materiais, obtendo-se as várias partes ocas dos ossos. Juntam-se as diferentes partes e enche-se o seu interior com espuma de poliuretano. As réplicas mais pequenas foram elaboradas em resina de poliuretano. Sendo indiscutivelmente uma técnica de execução mais fácil, baseia-se no enchimento dos moldes de silicone, também feitos para esta ocasião, com a resina. São dados alguns retoques na pintura. Não é demais realçar a relevância deste tipo de acções para o GEAL - Museu da Lourinhã. A venda de réplicas dá um reflecte-se imediatamente ao nível das receitas, contribuindo para a saúde financeira da Associação. Igualmente importante, possibilita aos técnicos e voluntários envolvidos o aperfeiçoamento dos seus conhecimentos de elaboração de moldes e réplicas. Assim, o Museu adquire capacidade de resposta para encomendas que se deseja sejam cada vez mais numerosas. Estas réplicas são, além disso, um excelente veículo de divulgação do Museu da Lourinhã e do espólio que tem à sua guarda, repercutindo-se este factor no volume de visitantes, na recepção de mais encomendas e no interesse de mais investigadores. Pouco a pouco, os dinossauros da Lourinhã vão invadindo os museus de todo o globo, levando o nome da Lourinhã até ao mais alto nível do mundo da Paleontologia. Carla Alexandra Tomás 8 Boletim N.º 15 Abril 2009

9 Conservar o Património Geológico e Paleontológico Precisa-se! Ao caminharmos pelas nossas praias, quer seja por lazer ou em pesquisa, é cada vez mais frequente encontrarmos as nossas arribas vandalizadas. Daqui resulta não só a destruição da paisagem, mas também a destruição de material que poderá ser importante para a Ciência. Tem vindo a aumentar a probabilidade de encontrarmos nas belas praias do nosso país, para além do lixo também presente, declarações amorosas, exclamações de presença em determinado local ou, simplesmente, esculturas artísticas gravadas nas rochas, como poderá ver na imagem. Não será demais salientar a importância das praias, quer como fonte de lazer quer a nível económico, produzindo benefícios que se reflectem em todos. Sinceramente não sei o que os autores dessas obras de arte pensam, mas certamente que não estão a prestar um bom serviço à comunidade. ao trabalho de retirar o exemplar completo; ou outras razões ainda. Como reagiríamos se alguém decidisse dirigir-se a uma obra importante do nosso património, por exemplo o Mosteiro dos Gerónimos, com o intuito de o cobrir de graffiti ou de lhe arrancar pedaços? É lícito perguntar se as actividades de campo que o Museu da Lourinhã exerce não são também um contributo para a degradação do património paisagístico, já que ninguém duvidará do seu contributo científico. É verdade que, em grande parte das nossas intervenções, estamos a destruir rocha para atingir um fim, que é retirar um determinado fóssil da rocha. Contudo, no sentido de preservarmos o nosso património e minimizarmos ou anularmos os nossos efeitos sobre o mesmo, tomamos várias medidas. Mas não é só arte que poderão encontrar nas nossas arribas. Infelizmente, existem muitos caçadores de fósseis que, para a sua colecção privada ou para venda, recolhem fósseis indiscriminadamente, sem dar a devida atenção ao seu valor científico, para não falar da delapidação de uma parte importante do nosso património. É frequente observarem-se os efeitos dessas colheitas indiscriminadas já que, para quem está familiarizado com este assunto, é possível distinguir, por exemplo, quando foi partido um osso de dinossauro encontrado no campo, se recentemente se antes do mesmo fossilizar. Pormenor de uma arriba a sul da Lagoa de Albufeira, Península de Setúbal. São bem visíveis as esculturas e desenhos na parede da arriba. A adicionar a este facto, são também visíveis colheitas onde o responsável recolheu apenas uma parte do osso, deixando ficar o resto. As razões para tal facto poderão ser várias: desconhecimento do colector que o tal osso continua; por não se ter dado Entre elas, contam-se a utilização do menor espaço intervencionado possível, a remoção do lixo efectuado durante os trabalhos e o reposicionamento dos detritos de rocha produzidos, de modo a deixar o local com um aspecto não intervencionado. Assim, deixo um pedido: por favor divulgue estas mensagens e não escreva ou desenhe nas rochas. No caso de encontrar algum achado que pense ser importante, a melhor actuação é não mexer, tomar boa nota do local e tirar fotografias, se possível, e contactar o Museu por qualquer meio (em pessoa, por telefone, correio electrónico ou outro). Teremos todo o gosto em visitar o local para examinar o achado e proceder à sua recolha minuciosa, caso se justifique. Bruno Pereira Abril 2009 Boletim N.º 15 9

10 10 Boletim N.º 15 Abril 2009

SANTA CLARA-A-VELHA: O QUOTIDIANO PARA ALÉM DA RUÍNA A ESTACARIA DO REFEITÓRIO

SANTA CLARA-A-VELHA: O QUOTIDIANO PARA ALÉM DA RUÍNA A ESTACARIA DO REFEITÓRIO IGESPAR, I. P. Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico MINISTÉRIO DACULTURA SANTA CLARA-A-VELHA: O QUOTIDIANO PARA ALÉM DA RUÍNA A ESTACARIA DO REFEITÓRIO PAULA FERNANDA QUEIROZ

Leia mais

Compostagem doméstica

Compostagem doméstica Compostagem doméstica Na Natureza tudo se transforma 1 2 3 Este guia vai ser-lhe útil! Com este pequeno guia pode, finalmente, tirar partido do seu lixo e sentir-se bem por isso! Os restos de comida, as

Leia mais

PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º /XI

PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º /XI Grupo Parlamentar PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º /XI RECOMENDA AO GOVERNO A SUSPENSÃO DE TODAS AS ACÇÕES RELATIVAS À TRANSFERÊNCIA DE MUSEUS E À CRIAÇÃO DE NOVOS MUSEUS NO EIXO AJUDA/BELÉM, ATÉ À ELABORAÇÃO

Leia mais

ESCOLA EB 2,3 DE EIRÍZ. O caderno

ESCOLA EB 2,3 DE EIRÍZ. O caderno ESCOLA EB 2,3 DE EIRÍZ O caderno da compostagem Saudações ambientais! Um dos maiores problemas ambientais dos nossos dias é a enorme quantidade de lixo que todos produzimos. A compostagem permite não só

Leia mais

CAPÍTULO 7 EVOLUÇÃO DA ÁREA NA AUSÊNCIA DO PROJECTO

CAPÍTULO 7 EVOLUÇÃO DA ÁREA NA AUSÊNCIA DO PROJECTO CAPÍTULO 7 EVOLUÇÃO DA ÁREA NA AUSÊNCIA DO PROJECTO ÍNDICE DE TEXTO VII. EVOLUÇÃO DA ÁREA NA AUSÊNCIA DO PROJECTO...219 217 218 VII. EVOLUÇÃO DA ÁREA NA AUSÊNCIA DO PROJECTO O presente capítulo tem como

Leia mais

FCHA DE TRABALHO /TRABALHO DE CAMPO / TRABALHO EXPERIMENTAL Aluno: Ano: Turma:

FCHA DE TRABALHO /TRABALHO DE CAMPO / TRABALHO EXPERIMENTAL Aluno: Ano: Turma: FCHA DE TRABALHO /TRABALHO DE CAMPO / TRABALHO EXPERIMENTAL Aluno: Ano: Turma: O quê Objetivos Onde Analisa o solo da tua região Como se formam e são constituídos os solos Compreender como se formam os

Leia mais

Museu Regional P a r e d e s d e C o u r a

Museu Regional P a r e d e s d e C o u r a Pa r e d e s d e C o u r a O Museu Inaugurado em Outubro de 1997, o de Paredes de Coura é uma infra-estrutura de iniciativa autárquica, através da qual se pretende promover, conservar e divulgar os bens

Leia mais

Nossa Terra. Episódio 2 - Fósseis

Nossa Terra. Episódio 2 - Fósseis Nossa Terra Resumo Episódio 2 - Fósseis A Série Nossa Terra é composta por sete documentários de 15 minutos cada um, em que a Geologia é explorada de forma dinâmica por meio de questionamentos, experimentos,

Leia mais

A Vida no Solo. A vegetação de um local é determinada pelo solo e o clima presentes naquele local;

A Vida no Solo. A vegetação de um local é determinada pelo solo e o clima presentes naquele local; A Vida no Solo A Vida no Solo A vegetação de um local é determinada pelo solo e o clima presentes naquele local; O solo é constituído por alguns componentes: os minerais, o húmus, o ar, a água e os seres

Leia mais

Vila Franca de Xira Em representação do GART Grupo de Artistas e Amigos da Arte

Vila Franca de Xira Em representação do GART Grupo de Artistas e Amigos da Arte P I N T U R A 12 12 2013 22 02 2014 Vila Franca de Xira Em representação do GART Grupo de Artistas e Amigos da Arte I N F O R M A Ç Õ E S [Patente] Galeria de Exposições da Biblioteca Municipal de Vila

Leia mais

MANUAL DA PRÁTICA DA COMPOSTAGEM DOMÉSTICA

MANUAL DA PRÁTICA DA COMPOSTAGEM DOMÉSTICA MANUAL DA PRÁTICA DA COMPOSTAGEM DOMÉSTICA Maria Inês de Sousa Carmo i Índice 1. Introdução... 2 2. O que é a Compostagem?... 3 2.1. Porquê fazer a compostagem?... 3 2.2. Quais as suas vantagens?... 4

Leia mais

(Ponto I) (Ponto II) 2. A lagoa encontra-se de facto poluída embora à primeira vista pareça um ecossistema saudável.

(Ponto I) (Ponto II) 2. A lagoa encontra-se de facto poluída embora à primeira vista pareça um ecossistema saudável. Soluções: Ficha 1º Ciclo (Ponto I) 2. F L A M I N G O A Q T S S F F S A G G A S A U T P A E O J P A S G A C I L R E C A R P F L A U F L L H A E C Z L T E O Q R I A Q E U O C A I M A O I R U E Ç T I I A

Leia mais

Cada nova camada que se forma sobrepõe-se e comprime as camadas mais antigas, situadas por baixo dela

Cada nova camada que se forma sobrepõe-se e comprime as camadas mais antigas, situadas por baixo dela - são testemunhos dos processos geológicos que ocorreram no passado; - são habitualmente estratificadas e fossilíferas Reflectem as alterações ambientais que ocorreram na Terra Contam a história evolutiva

Leia mais

COMPOSTAGEM DOMÉSTICA, O QUE É?

COMPOSTAGEM DOMÉSTICA, O QUE É? ECO-ESCOLA PROJETO: Na Natureza tudo se transforma COMPOSTAGEM DOMÉSTICA, O QUE É? É um processo de reciclagem de matéria orgânica (de cozinha, da horta, do jardim ) realizado através de microrganismos

Leia mais

O Caderno da Compostagem

O Caderno da Compostagem O Caderno da Compostagem A publicação do Guia da Compostagem, que colocamos à sua disposição. constitui mais um elemento no domínio da sensibilização e educação ambiental, que procura incentivar uma maior

Leia mais

A Vila. Na vila de Barrancos

A Vila. Na vila de Barrancos Locais a visitar A Vila Na vila de Barrancos podem ainda encontrar-se belos exemplares do típico casario alentejano, de arquitectura popular: casas caiadas de branco, de piso térreo, construídas em taipa,

Leia mais

À descoberta da Geologia da Praia Grande, Sintra

À descoberta da Geologia da Praia Grande, Sintra À descoberta da Geologia da Praia Grande, Sintra Para observar as pegadas de dinossáurio preservadas na laje vertical do extremo sul da Praia Grande, suba as escadas até as encontrar. Nas pegadas que observa

Leia mais

CRIANÇAS QUÍMICOS SABICHÕES À DESCOBERTA DA FLORA. Actividades de Verão. 11:00 13:00 (excepto aos fins de semana) 16:30 18:00

CRIANÇAS QUÍMICOS SABICHÕES À DESCOBERTA DA FLORA. Actividades de Verão. 11:00 13:00 (excepto aos fins de semana) 16:30 18:00 CRIANÇAS Actividades de Verão 11:00 13:00 (excepto aos fins de semana) 16:30 18:00 QUÍMICOS SABICHÕES Durante esta actividade os participantes contactam com experiências que lhes permitirão compreender

Leia mais

Plano Anual Curricular Estudo do Meio - 1º Ciclo -

Plano Anual Curricular Estudo do Meio - 1º Ciclo - Plano Anual Curricular Estudo do Meio - 1º Ciclo - Estudo do Meio 1º Ano 1º Período 2º Período 3º Período À descoberta de si mesmo - A sua identificação Conhecer a sua identificação Conhecer o seu nome

Leia mais

O QUE É A COMPOSTAGEM DOMÉSTICA?

O QUE É A COMPOSTAGEM DOMÉSTICA? O QUE É A COMPOSTAGEM DOMÉSTICA? É um processo natural de transformação dos resíduos provenientes do jardim e da cozinha (resíduos orgânicos) numa substância rica em matéria orgânica, chamada composto,

Leia mais

PROJETO DE HISTÓRIA: CAMINHOS DA HISTÓRIA

PROJETO DE HISTÓRIA: CAMINHOS DA HISTÓRIA PROJETO DE HISTÓRIA: CAMINHOS DA HISTÓRIA VIAGEM PARA A SERRA CAPIVARA PI ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL II 7º AO 9º ANO. COLÉGIO DÍNAMO 2011 PROFESSORES: * MARCOS MURILO DE OLIVEIRA SILVA * SEMIRAMES ARAÚJO

Leia mais

A PALINOLOGIA COMO FERRAMENTA PARA APONTAR EVIDÊNCIAS DA OCUPAÇÕES HUMANAS NA ZONA DA MATA MINEIRA, MG, BRASIL

A PALINOLOGIA COMO FERRAMENTA PARA APONTAR EVIDÊNCIAS DA OCUPAÇÕES HUMANAS NA ZONA DA MATA MINEIRA, MG, BRASIL A PALINOLOGIA COMO FERRAMENTA PARA APONTAR EVIDÊNCIAS DA OCUPAÇÕES HUMANAS NA ZONA DA MATA MINEIRA, MG, BRASIL Shana Yuri Misumi 1 ; Marcia Aguiar de Barros 1 ; Robson Lucas Bartholomeu 1 ; Julio César

Leia mais

Município de Reguengos de Monsaraz MANUAL DE BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS NAS HORTAS URBANAS

Município de Reguengos de Monsaraz MANUAL DE BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS NAS HORTAS URBANAS Município de Reguengos de Monsaraz MANUAL DE BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS NAS HORTAS URBANAS 0 1. O que são as Boas Práticas Agrícolas? Os consumidores estão cada vez mais preocupados em obter alimentos saudáveis,

Leia mais

MUSEU NACIONAL DE HISTÓRIA NATURAL E DA CIÊNCIA

MUSEU NACIONAL DE HISTÓRIA NATURAL E DA CIÊNCIA MUSEU NACIONAL DE HISTÓRIA NATURAL E DA CIÊNCIA Apresentação do Museu O Museu Nacional de História Natural é um organismo da Universidade de Lisboa, vocacionado para a investigação científica e atividades

Leia mais

Com este pequeno guia pode, finalmente, tirar partido do seu lixo... e sentir-se bem por isso!

Com este pequeno guia pode, finalmente, tirar partido do seu lixo... e sentir-se bem por isso! Com este pequeno guia pode, finalmente, tirar partido do seu lixo... e sentir-se bem por isso! Os restos de comida, as folhas do jardim ou as plantas secas do quintal ganham vida nova através de um processo

Leia mais

COMPOSTAGEM COMO ESTRATÉGIA DE GESTÃO DE RESÍDUOS VERDES E ORGÂNICOS

COMPOSTAGEM COMO ESTRATÉGIA DE GESTÃO DE RESÍDUOS VERDES E ORGÂNICOS COMPOSTAGEM COMO ESTRATÉGIA DE GESTÃO DE RESÍDUOS VERDES E ORGÂNICOS ÍNDICE 03 07 12 16 A compostagem como estratégia de gestão de resíduos verdes e orgânicos O que é a compostagem? O que é a vermicompostagem?

Leia mais

Areias e Ambientes Sedimentares

Areias e Ambientes Sedimentares Areias e Ambientes Sedimentares As areias são formadas a partir de rochas. São constituídas por detritos desagregados de tamanhos compreendidos entre 0,063 e 2 milímetros. Areias: Ambiente fluvial As areias

Leia mais

Compostagem: a arte de transformar o lixo em adubo orgânico. 1 - Compostagem e Composto: definição e benefícios

Compostagem: a arte de transformar o lixo em adubo orgânico. 1 - Compostagem e Composto: definição e benefícios Compostagem: a arte de transformar o lixo em adubo orgânico 1 - Compostagem e Composto: definição e benefícios A compostagem é o processo de transformação de materiais grosseiros, como palhada e estrume,

Leia mais

FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS DA UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA

FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS DA UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS DA UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA DA ARTE LICENCIATURA E MESTRADO EM HISTÓRIA DA ARTE DOCENTE: PROFESSOR DOUTOR CARLOS MOURA VIAGEM A MADRID:

Leia mais

Crescimento, Renovação Celular e Reprodução: da teoria à prática. Coimbra, 2012/2014. Sandra Gamboa Andreia Quaresma Fernando Delgado

Crescimento, Renovação Celular e Reprodução: da teoria à prática. Coimbra, 2012/2014. Sandra Gamboa Andreia Quaresma Fernando Delgado Crescimento, Renovação Celular e Reprodução: da teoria à prática Sandra Gamboa Andreia Quaresma Fernando Delgado Coimbra, 2012/2014 Escolher Ciência PEC282 ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE COIMBRA O que é um

Leia mais

LIÇÃO 3 Outros Exemplos de Crescimento

LIÇÃO 3 Outros Exemplos de Crescimento LIÇÃO 3 Outros Exemplos de Crescimento O principal exemplo de maturidade cristã na Bíblia é Jesus Cristo, o nosso irmão mais velho. Ele assumiu a forma de servo e obedeceu ao Pai totalmente. Ele humilhou-se

Leia mais

ADITAMENTO AO ESTUDO DE IMPACTE AMBIENTAL. Elementos Solicitados pela Comissão de Avaliação

ADITAMENTO AO ESTUDO DE IMPACTE AMBIENTAL. Elementos Solicitados pela Comissão de Avaliação ADITAMENTO AO ESTUDO DE IMPACTE AMBIENTAL Elementos Solicitados pela Comissão de Avaliação Processo de Avaliação de Impacte Ambiental do Projecto: Ampliação da Pedreira Monte Novo dos Cavacos Processo

Leia mais

O que é a DESERTIFICAÇÃO?

O que é a DESERTIFICAÇÃO? Maria José Roxo Pedro Cortesão Casimiro Tiago Miguel Sousa O que é a DESERTIFICAÇÃO? Projecto DesertLinks Framework 5 União Europeia Geografia e Planeamento Regional Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Leia mais

CARTA DE FLORENÇA Pág. 1 de7 JARDINS HISTÓRICOS. Carta de Florença 1982. Adoptada pelo ICOMOS em Dezembro de 1982

CARTA DE FLORENÇA Pág. 1 de7 JARDINS HISTÓRICOS. Carta de Florença 1982. Adoptada pelo ICOMOS em Dezembro de 1982 Pág. 1 de7 JARDINS HISTÓRICOS Carta de Florença 1982 Adoptada pelo ICOMOS em Dezembro de 1982 Tradução por António de Borja Araújo, Engenheiro Civil IST Dezembro de 2006 Pág. 2 de7 PREÂMBULO O ICOMOS-IFLA

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE AVEIRO ESCOLA JOÃO AFONSO DE AVEIRO

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE AVEIRO ESCOLA JOÃO AFONSO DE AVEIRO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE AVEIRO ESCOLA JOÃO AFONSO DE AVEIRO PROGRAMA DA VISITA DE ESTUDO: POR TERRAS DA MACARONÉSIA ROTEIRO GEOLÓGICO E PAISAGÍSTICO EM S. MIGUEL E SANTA MARIA (AÇORES) ANO LECTIVO DE

Leia mais

Plataformas Associativas, Património Rural e Conservação da Fauna Selvagem Casos práticos do Nordeste Transmontano

Plataformas Associativas, Património Rural e Conservação da Fauna Selvagem Casos práticos do Nordeste Transmontano Plataformas Associativas, Património Rural e Conservação da Fauna Selvagem Casos práticos do Nordeste Transmontano Ricardo M. L. Brandão ALDEIA Apartado 71 5210-909 Miranda do Douro E-mail: aldeiamail@gmail.com

Leia mais

Código de Boas Práticas. para a Prevenção e Redução. de Micotoxinas em Cereais

Código de Boas Práticas. para a Prevenção e Redução. de Micotoxinas em Cereais Código de Boas Práticas para a Prevenção e Redução de Micotoxinas em Cereais Índice: Introdução... 3 I. Práticas recomendadas com base nas Boas Práticas Agrícolas (BPA) e nas Boas Práticas de Fabrico (BPF)...

Leia mais

CENTRO DE ACTIVIDADES DE TEMPOS LIVRES Plano Anual de Actividades

CENTRO DE ACTIVIDADES DE TEMPOS LIVRES Plano Anual de Actividades Clube Metodologia Atividades Objetivos Descobrir o Mundo Este clube é anual, tendo a duração de 1h30m.Pretende- se com este clube que os jovens explorem as culturas de alguns países, através de jogos,

Leia mais

Locais a Visitar na Vila de Almodôvar

Locais a Visitar na Vila de Almodôvar Locais a Visitar na Vila de Almodôvar Igreja Matriz de Almodôvar A matriz é o monumento mais visitado do Concelho de Almodôvar e é dedicada a Santo Ildefonso, sendo que D. Dinis doou-a à Ordem de Santiago,

Leia mais

Nome da unidade de monitorização Nome local ou de um ponto de referência. Tem conhecimento de que esta unidade seja uma área com designação especial?

Nome da unidade de monitorização Nome local ou de um ponto de referência. Tem conhecimento de que esta unidade seja uma área com designação especial? A INFORMAÇÃO GERAL A1 Código de País NUT III Bloco Unidade Ver mapa em: http://worldmap.harvard.edu/maps/cwsurveyunits A2 Nome da unidade de monitorização Nome no mapa Nome local ou de um ponto de referência

Leia mais

A Participação Voluntária No Planeamento, Execução E Controlo Social Do Orçamento. Participativo

A Participação Voluntária No Planeamento, Execução E Controlo Social Do Orçamento. Participativo Cecília Branco Programa Urbal Red 9 Projecto Orçamento Participativo Reunião de Diadema Fevereiro 2007 A Participação Voluntária No Planeamento, Execução E Controlo Social Do Orçamento Participativo Município

Leia mais

CONCURSO DE FOTOGRAFIA «A PAISAGEM DO OURO BRANCO»

CONCURSO DE FOTOGRAFIA «A PAISAGEM DO OURO BRANCO» CONCURSO DE FOTOGRAFIA «A PAISAGEM DO OURO BRANCO» «Talvez que a fotografia nos tenha interessado especialmente devido a tratarse de uma maneira rápida, cómoda e exacta de registar algo. A importância

Leia mais

O SEU GUIA DA COMPOSTAGEM

O SEU GUIA DA COMPOSTAGEM O SEU GUIA DA COMPOSTAGEM O SEU GUIA DA COMPOSTAGEM Ficha Técnica Título Projecto Compostagem no Seixal O Seu Guia da Compostagem Concepção Gráfica e Revisão Sector de Apoio Gráfico e Edições Edição Câmara

Leia mais

COMPOSTAGEM. Produção de adubo a partir de resíduos orgânicos

COMPOSTAGEM. Produção de adubo a partir de resíduos orgânicos COMPOSTAGEM Produção de adubo a partir de resíduos orgânicos Produzir adubo na propriedade rural é uma prática fácil porque a matéria prima a ser usada éobtida de resíduos orgânicos como o lixo doméstico

Leia mais

Tarefa online 8º ANO

Tarefa online 8º ANO Tarefa online 8º ANO 1) Estabelecendo-se correlações entre a exploração florestal no Globo e as Zonas Climáticas, pode-se inferir que: 2) O Domínio morfoclimático das pradarias é uma área marcada: a) pelo

Leia mais

6. AGRICULTURA DE PRECISÃO. EXEMPLO DA AVALIAÇÃO DO EFEITO DA TOPOGRAFIA E DA REGA SOBRE A VARIABILIDADE ESPACIAL E TEMPORAL DA PRODUTIVIDADE DO MILHO

6. AGRICULTURA DE PRECISÃO. EXEMPLO DA AVALIAÇÃO DO EFEITO DA TOPOGRAFIA E DA REGA SOBRE A VARIABILIDADE ESPACIAL E TEMPORAL DA PRODUTIVIDADE DO MILHO 6. AGRICULTURA DE PRECISÃO. EXEMPLO DA AVALIAÇÃO DO EFEITO DA TOPOGRAFIA E DA REGA SOBRE A VARIABILIDADE ESPACIAL E TEMPORAL DA PRODUTIVIDADE DO MILHO José Rafael Marques da Silva (1) e Luís Leopoldo Silva

Leia mais

GRUPO LOBO PLANO DE ACTIVIDADES Triénio 2011-2014

GRUPO LOBO PLANO DE ACTIVIDADES Triénio 2011-2014 GRUPO LOBO PLANO DE ACTIVIDADES Triénio 2011-2014 Índice Informação da Opinião Pública / Divulgação Ambiental 2 Centro de Recuperação do Lobo Ibérico 3 Actividade Científica 6 Administração e Gestão Associativa

Leia mais

Ano Lectivo: 2014/2015. Disciplina de: CIÊNCIAS NATURAIS 5º ANO. Período de Calendarização: 1º, 2º E 3º PERÍODOS. Nº de blocos semanais: 1,5

Ano Lectivo: 2014/2015. Disciplina de: CIÊNCIAS NATURAIS 5º ANO. Período de Calendarização: 1º, 2º E 3º PERÍODOS. Nº de blocos semanais: 1,5 PROGRAMA CALENDARIZAÇÃO Ano Lectivo: 04/0 Disciplina de: CIÊNCIAS NATURAIS º ANO Período de Calendarização: º, º E º PERÍODOS blocos semanais:, Nº total de aulas (4 min) previstas: +/- 98 (sem contar com

Leia mais

PROPRIEDADES FÍSICAS DOS SOLOS.

PROPRIEDADES FÍSICAS DOS SOLOS. TÉCNICAS LABORATORIAIS DE BIOLOGIA BLOCO II PROPRIEDADES FÍSICAS DOS SOLOS. 23 DE OUTUBRO DE 2003 ESCOLA SECUNDÁRIA D. SANCHO I VILA NOVA DE FAMALICÃO ANA ISABEL MOREIRA DA SILVA N.º 3 11º04 LILIANA SOFIA

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO PROGRESSOS NA REALIZAÇÃO DOS OBJECTIVOS DE QUIOTO

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO PROGRESSOS NA REALIZAÇÃO DOS OBJECTIVOS DE QUIOTO COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 27.11.2007 COM(2007) 757 final COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO PROGRESSOS NA REALIZAÇÃO DOS OBJECTIVOS DE QUIOTO (nos termos da Decisão n.º 280/2004/CE do Parlamento

Leia mais

Produçaõ de peixes. Adaptado de: "Better Farming Series 27 - FreshWater Fish Farming: How to Begin" (FAO, 1979)

Produçaõ de peixes. Adaptado de: Better Farming Series 27 - FreshWater Fish Farming: How to Begin (FAO, 1979) Produçaõ de peixes Adaptado de: "Better Farming Series 27 - FreshWater Fish Farming: How to Begin" (FAO, 1979) Onde pôr seu tanque de peixes 1. Você tem que escolher um lugar bom para sua tanque. 2. Lembra

Leia mais

Palestra: Compostagem. Na gestão e promoção da sustentabilidade ambiental do município

Palestra: Compostagem. Na gestão e promoção da sustentabilidade ambiental do município Na gestão e promoção da sustentabilidade ambiental do município BIBLIOTECA ESCOLA EB 2/3 D.MANUEL FARIA DE SOUSA Ricardo Sousa, Eng. 22 de Março de 2011 Estrutura da Apresentação 1.EMAFEL, E.M. Aterro

Leia mais

Portaria n.º 376/2007 de 30 de Março

Portaria n.º 376/2007 de 30 de Março Portaria n.º 376/2007 de 30 de Março O Decreto-Lei n.º 96/2007, de 29 de Março, definiu a missão e atribuições do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, I. P., abreviadamente

Leia mais

Informações básicas para fazer compostagem 1.

Informações básicas para fazer compostagem 1. Educação Ambiental Desenvolvimento Sustentável. www.ecophysis.com.br Informações básicas para fazer compostagem 1. COMPOSTAR para reduzir a quantidade de resíduos orgânicos 2. REUSAR os resíduos compostados

Leia mais

A Floresta é um recurso estratégico? RefCast. Reforço da cultura do castanheiro. José Gomes Laranjo. jlaranjo@utad.pt

A Floresta é um recurso estratégico? RefCast. Reforço da cultura do castanheiro. José Gomes Laranjo. jlaranjo@utad.pt A Floresta é um recurso estratégico? RefCast Reforço da cultura do castanheiro José Gomes Laranjo jlaranjo@utad.pt Espinhal, 4 Setembro 2010 O que é o RefCast? Proposta de investimento na fileira do castanheiro:

Leia mais

Estudo do Solo. 1. Introdução. 2. O solo

Estudo do Solo. 1. Introdução. 2. O solo Estudo do Solo 1. Introdução O estudo e a caracterização dos parâmetros físicos e químicos do solo constituem uma metodologia de trabalho essencial na realização de levantamentos das comunidades vegetais,

Leia mais

PRIMEIRO ANO DE TRABALHOS DE CONSERVAÇÃO E RESTAURO DOS ACERVOS DOS NÚCLEOS MUSEOLÓGICOS DO MUNICÍPIO DE ABRANTES

PRIMEIRO ANO DE TRABALHOS DE CONSERVAÇÃO E RESTAURO DOS ACERVOS DOS NÚCLEOS MUSEOLÓGICOS DO MUNICÍPIO DE ABRANTES PRIMEIRO ANO DE TRABALHOS DE CONSERVAÇÃO E RESTAURO DOS ACERVOS DOS NÚCLEOS MUSEOLÓGICOS DO MUNICÍPIO DE ABRANTES Técnicos Superiores de Conservação e Restauro: Isabel dos Santos Filipe Pereira (2013/2014)

Leia mais

Ano VI N.º 22. Boletim Informativo da Junta de Freguesia da Ribeira Quente. Quinta-Feira 28 de Julho de 2011

Ano VI N.º 22. Boletim Informativo da Junta de Freguesia da Ribeira Quente. Quinta-Feira 28 de Julho de 2011 Ano VI N.º 22 Boletim Informativo da Junta de Freguesia da Ribeira Quente Quinta-Feira 28 de Julho de 2011 Bandeira Azul Hasteada na Ribeira Quente A Praia do Fogo da Ribeira Quente recebeu no dia 28 de

Leia mais

Bacia do Paraná: Rochas e solos. Almério Barros França Petrobrás Claudinei Gouveia de Oliveira Instituto de Geociências-UnBi

Bacia do Paraná: Rochas e solos. Almério Barros França Petrobrás Claudinei Gouveia de Oliveira Instituto de Geociências-UnBi Bacia do Paraná: Rochas e solos Almério Barros França Petrobrás Claudinei Gouveia de Oliveira Instituto de Geociências-UnBi Bacia Hidrográfica do Rio Paraná versus Bacia Sedimentar do Paraná = Bacia do

Leia mais

Galinhas Saudáveis Pessoas Saudáveis

Galinhas Saudáveis Pessoas Saudáveis Galinhas Saudáveis Pessoas Saudáveis Projecto Celeiro da Vida Album Seriado Manual de Facilitação de Práticas Agrárias e de Habilidades para a Vida Para os Facilitadores das Jffls Galinhas saudáveis

Leia mais

Nosso Território: Ecossistemas

Nosso Território: Ecossistemas Nosso Território: Ecossistemas - O Brasil no Mundo - Divisão Territorial - Relevo e Clima - Fauna e Flora - Ecossistemas - Recursos Minerais Um ecossistema é um conjunto de regiões com características

Leia mais

EsEscola Básica 2.3 de Pedro de Santarém Ano Lectivo: 2010/2011 5º Ano Planificação Anual de Ciências da Natureza

EsEscola Básica 2.3 de Pedro de Santarém Ano Lectivo: 2010/2011 5º Ano Planificação Anual de Ciências da Natureza Preparar e organizar o trabalho a realizar com os. Reconhecer a diversidade de ambientes e de seres vivos existentes na Biosfera. Compreender as relações entre as características dos organismos e os ambientes

Leia mais

Dicas Consumo Sustentável 2.fev.2015

Dicas Consumo Sustentável 2.fev.2015 Dicas Consumo Sustentável 2.fev.2015 Nas compras: Se gosta de produtos mais exóticos que não se encontram no comércio local, então poderá optar pelo comércio justo. Existem já algumas lojas no nosso país

Leia mais

Santa Catarina - Altitude

Santa Catarina - Altitude Santa Catarina - Altitude RELEVO O relevo catarinense caracteriza-se por sua ondulação, que variam dependendo da região do estado. No litoral, o que predomina são as planícies, as chamadas baixadas litorâneas,

Leia mais

REGISTRE SEUS DADOS ESCOLA: ALUNO: Prezados alunos e professores!

REGISTRE SEUS DADOS ESCOLA: ALUNO: Prezados alunos e professores! 1 Prezados alunos e professores! O livro Somos os Senhores do Planeta é fruto de um trabalho didático que tem por objetivo reunir em uma única publicação temas sobre o meio ambiente, são textos de fácil

Leia mais

DADOS DE MERCADO 2010/2011 HOLANDA + BÉLGICA

DADOS DE MERCADO 2010/2011 HOLANDA + BÉLGICA DADOS DE MERCADO 2010/2011 HOLANDA + BÉLGICA HÓSPEDES HOTELARIA ÁREA METROPOLITANA DE LISBOA (NUTSII) (Fonte: INE, PORTUGAL) HOLANDA Hóspedes hotelaria - AM Lisboa 82.600 78.557 75.546 76.601 75.636 74.305

Leia mais

TERCEIRÃO GEOGRAFIA FRNTE 8 A - aula 25. Profº André Tomasini

TERCEIRÃO GEOGRAFIA FRNTE 8 A - aula 25. Profº André Tomasini TERCEIRÃO GEOGRAFIA FRNTE 8 A - aula 25 Profº André Tomasini Localizado na Região Centro-Oeste. Campos inundados na estação das chuvas (verão) áreas de florestas equatorial e tropical. Nas áreas mais

Leia mais

PLANO CURRICULAR DISCIPLINAR. Ciências Naturais 7.º Ano

PLANO CURRICULAR DISCIPLINAR. Ciências Naturais 7.º Ano PLANO CURRICULAR DISCIPLINAR Ciências Naturais 7.º Ano UNIDADES DIDÁTICAS CONTEÚDOS METAS DE APRENDIZAGEM 1º Período TERRA NO ESPAÇO Terra Um planeta com vida Condições da Terra que permitem a existência

Leia mais

Geografia - Clima e formações vegetais

Geografia - Clima e formações vegetais Geografia - Clima e formações vegetais O MEIO NATURAL Clima e formações vegetais 1. Estado do tempo e clima O que é a atmosfera? A atmosfera é a camada gasosa que envolve a Terra e permite a manutenção

Leia mais

SESSÃO DE FORMAÇÃO. 1. Finalidades e Objectivos. 2. O Inquiry Based Learning e as Ciências no ensino básico

SESSÃO DE FORMAÇÃO. 1. Finalidades e Objectivos. 2. O Inquiry Based Learning e as Ciências no ensino básico SESSÃO DE FORMAÇÃO SEMENTES DE CIÊNCIA NA CIDADE 1. Finalidades e Objectivos 2. O Inquiry Based Learning e as Ciências no ensino básico 3. A Liberdade do professor e as consequências da Aprendizagem *

Leia mais

Indíce. Gráfico XII: Comparação da situação das sub-acções com o período homólogo de 2008

Indíce. Gráfico XII: Comparação da situação das sub-acções com o período homólogo de 2008 Indíce 1. Característica básica...1 Gráfico I: Distribuição em sexo Gráfico II: Distribuição em cidadãos e turistas Gráfico III: Distribuição em idade Gráfico IV: Distribuição dos turistas 2. Resultado

Leia mais

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 3ª PROVA SUBSTITUTIVA DE GEOGRAFIA Aluno: Nº Série: 7º Turma: Data: Nota: Professor: Edvaldo Valor da Prova: 50 pontos Assinatura do responsável: Orientações

Leia mais

Ecologia para Aldeias de Pesquisa para a Paz

Ecologia para Aldeias de Pesquisa para a Paz Ecologia para Aldeias de Pesquisa para a Paz O Centro de Pesquisa para a Paz Tamera está a desenvolver um modelo de grande escala para renaturalização da paisagem e produção de alimentos em cooperação

Leia mais

Excelência Senhor presidente da COP 19 Excelências distintos chefes de delegações aqui presentes Minhas senhoras e meus senhores (1)

Excelência Senhor presidente da COP 19 Excelências distintos chefes de delegações aqui presentes Minhas senhoras e meus senhores (1) Excelência Senhor presidente da COP 19 Excelências distintos chefes de delegações aqui presentes Minhas senhoras e meus senhores (1) Permitam que em nome do Governo de Angola e de Sua Excelência Presidente

Leia mais

DEPARTAMENTO DE 1º Ciclo - Grupo 110. Planificação Anual / Critérios de avaliação. Disciplina: Estudo do Meio 2.º ano 2015/2016

DEPARTAMENTO DE 1º Ciclo - Grupo 110. Planificação Anual / Critérios de avaliação. Disciplina: Estudo do Meio 2.º ano 2015/2016 DEPARTAMENTO DE 1º Ciclo - Grupo 110 Planificação Anual / Critérios de avaliação Disciplina: Estudo do Meio 2.º ano 2015/2016 Domínio (Unidade/ tema) Subdomínio/Conteúdos Metas de Aprendizagem Estratégias/

Leia mais

Programa de Promoção Turística e Cultural

Programa de Promoção Turística e Cultural Programa de Promoção Turística e Cultural Sintra encontra-se em 11º lugar no ranking dos 50 melhores lugares a visitar, nas escolhas dos leitores do jornal New York Times? Sintra é uma das 21 finalistas

Leia mais

1. Em que consiste o Resumo Não Técnico?

1. Em que consiste o Resumo Não Técnico? 1. Em que consiste o Resumo Não Técnico? Este Resumo Não Técnico é um volume independente que integra o Estudo de Impacte Ambiental do Parque Eólico de S. Lourenço da Montaria. Destina-se, como o nome

Leia mais

A FLORESTA PORTUGUESA ESTÁ A CHEGAR AO LIMITE

A FLORESTA PORTUGUESA ESTÁ A CHEGAR AO LIMITE Pág: 78 Área: 16,45 x 19,86 cm² Corte: 1 de 7 FLORESTA A FLORESTA PORTUGUESA ESTÁ A CHEGAR AO LIMITE A afirmação é do Presidente da ANEFA, Pedro Serra Ramos, que considera imperativo a definição de uma

Leia mais

USOS E Aplicações DE SENSORIAMENTO REMOTO I

USOS E Aplicações DE SENSORIAMENTO REMOTO I USOS E Aplicações DE SENSORIAMENTO REMOTO I AGRICULTURA, E RECURSOS FLORESTAIS DISCRIMINAÇÃO DE TIPOS DE VEGETAÇÃO Tipos de colheita Tipos de madeiras DETERMINAÇÃO DA VARIAÇÃO DE APTIDÃO E BIOMASSA DETERMINAÇÃO

Leia mais

Projecto de Enquadramento Geral

Projecto de Enquadramento Geral A Política de Biodiversidade da EDP e o Envolvimento da Projecto de Enquadramento Geral Outubro 2010 A Politica de Biodiversidade da EDP no Envolvimento da Direcção de Sustentabilidade e Ambiente 1 Módulo

Leia mais

PROJETOS ORÇAMENTO PARTICIPATIVO DA FREGUESIA DE BENFICA 2014

PROJETOS ORÇAMENTO PARTICIPATIVO DA FREGUESIA DE BENFICA 2014 PROJETOS ORÇAMENTO PARTICIPATIVO DA FREGUESIA DE BENFICA 2014 Projeto nº1 Mensagem: No âmbito da Educação e com vista à integração das pessoas com dificuldades cognitivas, de desenvolvimento e motoras,

Leia mais

RELATÓRIO DA DISCUSSÃO PUBLICA ESTRATÉGIA NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA E DA BIODIVERSIDADE

RELATÓRIO DA DISCUSSÃO PUBLICA ESTRATÉGIA NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA E DA BIODIVERSIDADE RELATÓRIO DA DISCUSSÃO PUBLICA ESTRATÉGIA NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA E DA BIODIVERSIDADE SECRETARIA DE ESTADO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E DA CONSERVAÇÃO DA NATUREZA AGOSTO DE 2001 ESTRATÉGIA

Leia mais

Como crescer soja em Moçambique

Como crescer soja em Moçambique Como crescer soja em Moçambique A soja é uma excelente safra de levantar em sua fazenda A soja é muito nutritivo e é um bom substituto para a carne. Ela pode ser feita em vários tipos diferentes de alimentos,

Leia mais

Projecto-Piloto. Doméstica. 25 moradias

Projecto-Piloto. Doméstica. 25 moradias Projecto-Piloto Compostagem Doméstica 25 moradias O que é a compostagem? É um processo biológico em que os microrganismos i transformam a matéria orgânica, como estrume, folhas e restos de comida, num

Leia mais

SEMINÁRIO DE DIVULGAÇÃO DO TRABALHO DESENVOLVIDO NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE

SEMINÁRIO DE DIVULGAÇÃO DO TRABALHO DESENVOLVIDO NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE SEMINÁRIO DE DIVULGAÇÃO DO TRABALHO DESENVOLVIDO NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE Lisboa, 20 de Maio 2011 ECOTECA DE OLHÃO Fátima Monteiro . Auxiliar de Serviços Gerais.Técnica Administrativa.

Leia mais

COMISSÃO EUROPEIA DIRECÇÃO-GERAL SAÚDE E DEFESA DO CONSUMIDOR

COMISSÃO EUROPEIA DIRECÇÃO-GERAL SAÚDE E DEFESA DO CONSUMIDOR COMISSÃO EUROPEIA DIRECÇÃO-GERAL SAÚDE E DEFESA DO CONSUMIDOR Direcção F - Serviço Alimentar e Veterinário DG(SANCO)/9142/2003-RM Final RELATÓRIO FINAL DE UMA MISSÃO REALIZADA EM PORTUGAL DE 2 A 4 DE ABRIL

Leia mais

SUMÁRIO CUIDADOS DO JARDIM NO VERÃO 1 Adubação: 1 Irrigação: 1 Poda: 1 CUIDADOS DO JARDIM NA PRIMAVERA 1

SUMÁRIO CUIDADOS DO JARDIM NO VERÃO 1 Adubação: 1 Irrigação: 1 Poda: 1 CUIDADOS DO JARDIM NA PRIMAVERA 1 SUMÁRIO CUIDADOS DO JARDIM NO VERÃO 1 Adubação: 1 Irrigação: 1 Poda: 1 CUIDADOS DO JARDIM NA PRIMAVERA 1 Adubação: 1 Irrigação: 1 Poda: 2 Limpeza: 2 CUIDADOS DO JARDIM NO OUTONO 2 Limpeza: 2 Adubação:

Leia mais

Visitas Guiadas ao Complexo Mineiro de S. Domingos

Visitas Guiadas ao Complexo Mineiro de S. Domingos Visitas Guiadas ao Complexo Mineiro de S. Domingos Definição de condições e preços A Fundação Serrão Martins (FSM) proporciona visitas guiadas ao complexo mineiro, sujeitas a marcação prévia e à disponibilidade

Leia mais

Relatório de Actividades de 2004

Relatório de Actividades de 2004 Relatório de Actividades de 2004 1. Direcção A direcção da ABIC, como é da sua competência, durante o ano de 2004 coordenou e desenvolveu as seguintes actividades no sentido de cumprir o plano de actividades

Leia mais

Relatório do Modo Como Decorreu a Execução da Obra. Identificação da Obra Forte da Graça - Elvas

Relatório do Modo Como Decorreu a Execução da Obra. Identificação da Obra Forte da Graça - Elvas Concurso Público para a Empreitada de Forte da Graça Obras de 1ª Intervenção Câmara Municipal de Elvas Relatório do Modo Como Decorreu a Execução da Obra Identificação da Obra Forte da Graça - Elvas Não

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA

A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA A IMPORTÂNCIA DAS VIAGENS NA NOSSA VIDA PARA SABERMOS VER MELHOR A VIDA PERCEBERMOS O NOSSO PAPEL NO MUNDO PARA ENTENDERMOS O PRESENTE PARA SABERMOS COMO CHEGAMOS ATÉ AQUI VINDOS

Leia mais

JUNTA DE FREGUESIA DE RIO MAIOR

JUNTA DE FREGUESIA DE RIO MAIOR JUNTA DE FREGUESIA DE RIO MAIOR ACTA -----Aos oito dias do mês de Maio de dois mil e seis, reuniu ordinariamente a Junta de Freguesia de Rio Maior, sob a presidência da Senhora Dra. Isaura Maria Elias

Leia mais

O nome Camaleão significa Leão da Terra e é derivado das palavras gregas Chamai (na terra, no chão) e Leon (leão).

O nome Camaleão significa Leão da Terra e é derivado das palavras gregas Chamai (na terra, no chão) e Leon (leão). Nome científico: Chamaeleo chamaeleon Nome popular: camaleão-comum Classe: Reptilia Ordem: Squamata Subordem: Sauria Família: Chamaeleontidae Etimologia: O nome Camaleão significa Leão da Terra e é derivado

Leia mais

- Fernão, mentes? - Minto!

- Fernão, mentes? - Minto! Na etapa 3, leste um excerto do primeiro capítulo da Peregrinação de Fernão Mendes Pinto, numa adaptação de Aquilino Ribeiro. Nesta etapa, vais ler um excerto do último capítulo do original, Peregrinação,

Leia mais

GMAIL - Criação de uma conta de correio electrónico

GMAIL - Criação de uma conta de correio electrónico COMO CRIAR UMA CONTA PESSOAL NO FACEBOOK Em primeiro lugar é necessário ter um endereço de correio electrónico (email) pessoal. Qualquer endereço de correio electrónico (email) serve perfeitamente. Pode

Leia mais

PALEONTOLOGIA E SEDIMENTOLOGIA DOS SEDIMENTOS CENOZÓICOS DA REGIÃO DE EIRUNEPÉ, BACIA DO SOLIMÕES, AMAZONAS, BRASIL.

PALEONTOLOGIA E SEDIMENTOLOGIA DOS SEDIMENTOS CENOZÓICOS DA REGIÃO DE EIRUNEPÉ, BACIA DO SOLIMÕES, AMAZONAS, BRASIL. TÍTULO: PALEONTOLOGIA E SEDIMENTOLOGIA DOS SEDIMENTOS CENOZÓICOS DA REGIÃO DE EIRUNEPÉ, BACIA DO SOLIMÕES, AMAZONAS, BRASIL. Autores: MARIA INÊS FEIJÓ RAMOS E-MAIL: mramos@fua.com.br INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE

Leia mais

Acção de Formação. Sabores com Muita Sabedoria. 3ª Sessão. Actividades Propostas

Acção de Formação. Sabores com Muita Sabedoria. 3ª Sessão. Actividades Propostas Acção de Formação Sabores com Muita Sabedoria 3ª Sessão Actividades Propostas Obra Proposta na Acção para a introdução do estudo de temas de ciência: O Grilo Verde Autor António Mota Editora Gailivro O

Leia mais

MOGNO BRASILEIRO. "Mogno resssurge no cerrado mineiro

MOGNO BRASILEIRO. Mogno resssurge no cerrado mineiro MOGNO BRASILEIRO A valiosa madeira mogno está sendo cultivada no norte de MG. Cresce rápido, e agricultores já a veem como futura fonte de lucro. Vejam: "Mogno resssurge no cerrado mineiro A valiosa madeira

Leia mais

JUNTA DE FREGUESIA DE Nª. SRª GUADALUPE. Concelho de Évora OPÇÕES DO PLANO PARA 2006. Largo Abel Augusto nº 4 7000-222 Nª. Sr.

JUNTA DE FREGUESIA DE Nª. SRª GUADALUPE. Concelho de Évora OPÇÕES DO PLANO PARA 2006. Largo Abel Augusto nº 4 7000-222 Nª. Sr. JUNTA DE FREGUESIA DE Nª. SRª GUADALUPE Concelho de Évora OPÇÕES DO PLANO PARA 2006 Largo Abel Augusto nº 4 7000-222 Nª. Sr.ª Guadalupe Tel. e Fax: 266 781 165 Tel.: 266 747 916 email: jfguadalupe@mail.evora.net

Leia mais

NEWSLETTER. Nesta Edição. Não pode haver maior dom do que o de dar o próprio tempo e energia para ajudar os outros, sem esperar nada em troca.

NEWSLETTER. Nesta Edição. Não pode haver maior dom do que o de dar o próprio tempo e energia para ajudar os outros, sem esperar nada em troca. A R O NEWSLETTER BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME - COIMBRA JANEIRO 2014 Após algum tempo, reaparece hoje o órgão de informação do Banco Alimentar Contra a Fome Coimbra, A BROA. Tendo em conta a generalização

Leia mais