ORGANIZAÇÃO DO MATERIAL / 2014 MARISE LECHETA VENSKE

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1 ORGANIZAÇÃO DO MATERIAL / 2014 MARISE LECHETA VENSKE

2 EGITO

3 EGITO - Lei da frontalidade - Arte tumular - Utilização de materiais resistentes para garantir a perpetuação das obras. - Estilização da pintura e da escultura. A pintura era sempre chapada, ou seja, sem o uso de gradações. - Reprodução da hierarquia social através da proporção dos personagens representados. Faraó Sahuré - Pintura simbolizando sua ressurreição

4 EGITO Cena familiar testemunha o estilo de vida e a hierarquia no Egito antigo. Jovens com instrumentos musicais.

5 EGITO Exército de mercenários Núbios.

6 EGITO ESCULTURAS EM DIORITO E GRANITO MATERIAIS PREFERIDOS Faraó Miquerinos e sua esposa Khamerernebti II.

7 Reino Congo M'Banza Kongo é uma cidade e município da província do Zaire, em Angola. Tem cerca de 68 mil habitantes. Foi a capital do antigo reino do Kongo e designou-se São Salvador do Congo até 1975.

8 Reino Congo - Nove grupos formavam o reino Kongo, cuja capital Mbanza Congo foi rebatizada pelos portugueses de São Salvador. Situava-se na atual Angola. Fundado em 1400 foi convertido ao cristianismo em 1512, ano em que o rei Kongolês envia uma missão a Roma com a finalidade de prestar obediência ao Papa. O rei era autoridade suprema e também um curandeiro de dimensão cósmica. ARTE FUNERÁRIA Esculturas em pedra - Representa o rei, ao mesmo tempo em que fazem uma homenagem à sua memória, procura estabelecer uma reação material entre o mundo dos vivos e dos mortos. A escultura é o próprio rei, o seu duplo imortalizado. Estatueta funerária esteatita 42 cm (Bélgica)

9 Reino Congo Esculturas em madeira -Eram depositadas sobre os túmulos de pessoas importantes e revelam o pertencimento social do homenageado através da vestimenta, das jóias e das escarificações*. -Garrafas e cálices esculpidos também eram depositados nos mesmos túmulos. Madeira e pigmento 69 cm (Bruxelas coleção particular)

10 Reino Congo * Escarificação As escarificações, marcas feitas com cortes na pele, registram fases importantes na vida de uma pessoa. Os cortes são feitos na pele e quando cicatrizam parecem uma renda. As cicatrizes tem função estética e também podem indicar status social e o pertencimento a um determinado grupo étnico. Em algumas regiões da Nigéria, as marcas começam a serem feitas cedo, a partir dos 5 anos de idade, em partes específicas do corpo, obedecendo uma sequência. As jovens só são consideradas adultas e aptas para o casamento quando toda a sequência de desenhos estiverem completas.

11 Esculturas com pregos -Representam a força do mundo invisível e devem ser invocadas através de certos rituais. Determinadas substâncias mágicas são introduzidas nessas peças pelos sacerdotes. A cor vermelha indica o poder mediador do morto. Substitutas do rei, sua função é caçar as forças do mal e restabelecer verdade. A lâmina ou prego encravado encerra a discussão. Reino Congo Madeira, ferro, conchas, tecido e fibras vegetais 117 cm (Bélgica)

12 Reino Congo Máscaras - Geralmente antropomórficas eram usadas por sacerdotes para evocarem o mundo dos espíritos, pois acreditavam em seu poder intermediador. Podiam ser femininas ou masculinas e quando pintadas de branco eram associadas ao luto. Essa cor também era besuntada ao corpo do sacerdote antes de começar o encantamento. Eram usadas em funerais de chefes ou pessoas importantes para o reino. Madeira e pigmento 1 23, 5 cm 2 42 cm 3 55 cm (Bruxelas coleção particular)

13 REINO CONGO ARTE DA CORTE - Compreendia a confecção de cetros, abanadores de moscas, espadas, tecidos, instrumentos musicais e esculturas representando o rei. - Os materiais utilizados eram bem diversificados: madeira, marfim, prata, pérola, penas, fibras vegetais, vidro, cobre, latão e tecidos. Casal Lemba Sec. XIX 17 cm Madeira, pigmento, ouro e caulim (Bruxelas coleção particular)

14 REINO KUBA Foi fundado no séc XVII e ocupou parte da atual República Democrática do Congo. Era composto por 19 tribos diferentes; dentro elas os Bushoong são os mais poderosos e significativos. O Reino Kuba ou Federação Kuba existiu entre Era limitado pelos rios Sankuru, Lulua e Kasai localizado no sudeste do que é hoje a República Democrática do Congo (antigo Zaire). O Reino Kuba foi um conglomerado de vários principados menores de diversas origens étnicas(compreendendo uma coleção de aproximadamente vinte grupos étnicos Bantu). Os primeiros habitantes migraram para Kuba a partir do norte durante o século 16.

15 REINO KUBA Arte Kuba -O gosto pela decoração incitou a exploração e praticamente todas as possibilidades geométricas, quaisquer que fossem os suportes. Máscaras reais 1 Madeira, cobre, contas de vidro e pele de animal. 75 CM (Bruxelas coleção particular) 2 Madeira, tecido, pérolas, penas e fibras vegetais. 40 cm (Bélgica) - Três facetas da arte Kuba são as mais destacadas: as máscaras, os cálices antropomórficos e os tecidos de ráfia utilizados como moeda de troca ou como símbolo de ostentação.

16 REINO KUBA Cálice Antropomórfico - Destinado a receber o vinho comemorando a vitória. Tinha a forma de uma cabeça. Poderia ser o retrato de um rei. Apenas pessoas de muito prestígio utilizavam esses cálices. Cálice Antropomórfico Madeira 22 cm (Bruxelas coleção particular)

17 REINO KUBA Escultura de chefe sentado 1850 (aprox.) 45 cm Museu Etnográfico - Lisboa

18 Reino Iorubá Os iorubás, iorubas, iorubanos ou nagôs (em iorubá: Yorùbá) constituem um dos maiores grupos étnicos linguísticos da Africa Ocidental, com mais de 30 milhões de pessoas em toda a região. Trata-se do segundo maior grupo étnico na Nigéria, correspondendo a aproximadamente 21% da sua população total.

19 Reino Iorubá Máscara pendente Séc. XVIII Marfim 19 cm (Bruxelas coleção particular) - De acordo com Muniz Sodré foram os últimos a serem trazidos para o Brasil na condição de escravizados; - Era composto por 16 cidades-estado, sendo Ilê-Ife a cidade sagrada onde o poder real era legitimado; - Dominavam técnicas avançadas de entalhe e fundição de metais. Sua produção artística estava associada ao poder real e a religião. As obras produzidas tinha caráter utilitário.

20 Reino Iorubá Portadoras de cálice Madeira (Bruxelas coleção particular) Cálice de adivinhação Madeira 29 cm (Bruxelas coleção particular)

21 Reino Iorubá Máscara Gelede de face dupla Madeira 50 cm (Bruxelas coleção particular) Máscara Gelede Séc. XIX Madeira 21 cm (Bruxelas coleção particular)

22 Reino Zimbabué

23 Esculturas em pedra - Zimbabué Macaco Pedra 52 X 20 X 15 cm Animal Pedra 13 X 10 X 30 cm Cabeça Pedra 29 X 9 X 9 cm A escultura em pedra do Zimbabué é uma forma de Arte Africana Contemporânea que veio a luz do dia no início da década de Desde então, tornou-se um dos mais importantes movimentos artísticos africanos.

24 ARTISTAS AFRICANOS CONTEMPORÂNEOS Henry MUNYARADZI Zimbabué Palm Girl X 98 X 16 cm Good Samaritan 188 X 64 X 28 cm

25 Arte Africana Contemporânea Bernard Matemera Zimbabué Man Changing Into Spirit Blind Woman 120 X 40 X 70 cm

26 Arte Africana Contemporânea Sylvester MUBAYI Zimbabué Protecting Spirit Rhino Protecting Spirit 91 X 79 cm

27 Arte Africana Contemporânea A 52ª (1968) Bienal de Veneza premiava Malick Sidibé, do Mali, com o prémio Lion d or, o primeiro artista africano a receber este prêmio. Un yeye em position Fotografia Dance thetwist Fotografia

28 Arte Africana Contemporânea Rosemary Karuga Nasceu no início da década de 1930, no Kenya. Na década de 1940 seu pai mudou-se para Nairobi e a levou com ele pois sabia da importância de enviar seus filhos à escola, inclusive as filhas. Ela foi matriculada em uma das poucas escolas para negros em Nairobi, onde começou a se interessar por arte. De Nairobi, seu pai mudou-se para Uganda e novamente levou Karuga com ele. Em Uganda, continuou com seus estudos e se tornou professora de escola primária. Em 1950 graduou-se pela High School. Tentou tornar-se uma artista comercial, fazendo esculturas e pinturas, mas não conquistou o sucesso que esperava. Então, decidiu desistir e dedicar-se plenamente ao ensino. O reconhecimento só aconteceu no final da década de 1980 quando passou a trabalhar com colagens. Sua primeira exposição aconteceu em 1990.

29 Arte Africana Contemporânea Rosemary Karuga Rosemary Karuga Kenya Landscape With Blue Trees Colagem 60 X 42 cm Rosemary Karuga Kenya Heron Colagem 34 X 22 cm Rosemary Karuga Kenya Landscape With Birds Colagem 60 X 44 cm

30 Arte Africana Contemporânea Kivuthi Mbuno Kivuthi Mbuno nasceu no Quênia, no ano de Ele é um mestre reconhecido da cena artística internacional. Já nos primeiros anos da década de 1990 seus trabalhos foram expostos em importantes museus e galerias na Europa (Saatchi Collection, Londres, Alemanha) e nos Estados Unidos (Center for Africano Art, New York).

31 Arte Africana Contemporânea Kivuthi Mbuno Safari Ya Make Pastel, Crayon e Caneta Colorida Sobre papel 90 X 60 cm (aprox.) Safari yake Pastel, Crayon e Caneta Colorida Sobre papel 90 X 60 cm (aprox.)

32 Arte Africana Contemporânea Esther Mahlangu Foi a primeira artista da etnia Ndebele que transpôs os murais pintados nas paredes das casas de sua comunidade, para as telas e levou o seu trabalho para outros públicos. A artista começou a ganhar visibilidade após um grupo de pesquisadores franceses conhecerem seu trabalho em Em 1989 Esther viajou até Paris para criar os murais da exposição "Magiciens de la Terre", e a partir daí virou sensação: fez trabalhos pra diversos museus e outros edifícios públicos, desenhou pra BMW e para a Fiat.

33 Arte Africana Contemporânea Esther Mahlangu Casas tradicionais da etnia Ndebele África do Sul

34 Arte Africana Contemporânea Esther Mahlangu BMW 525 i Sou Esther Esta é minha casa Pintura

35 Materiais extraídos da palestra Estereótipos e Invisibilização, de 2010, ministrada pelo professor Marco de Oliveira da UFPR. BIBLIOGRAFIA FORMAÇÃO ARTE 2014 BERND, Zilá. Racismo e anti-racismo. São Paulo. Editora Moderna, NEYT, François; VANDERHAEGHE, Catherine. A arte das cortes da África Negra no Brasil. Arte afro-brasileira mostra do redescobrimento. São Paulo, Fundação Bienal de São Paulo, Catálogo de exposição. MENESES, Maria Paula Guttierrez. Os espaços criados pelas palavras: racismos, Etnicidades e o encontro colonial. In: GOMES, Nilma Lino (org.). Um olhar além das fronteiras educação e relações raciais. Belo Horizonte, Autêntica, MOURA, Carlos Eugênio Marcondes. A travessia da Calunga grande três séculos de imagens sobre o negro no Brasil. São Paulo, Edusp, SALUM, Marta Heloísa Leuba. Cem anos de arte afro-brasileira. Arte afro-brasileira mostra do redescobrimento. São Paulo, Fundação Bienal de São Paulo, Catálogo de exposição.

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