CAPÍTULO 3 ANIMAIS SELVAGENS E SILVESTRES

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1 CAPÍTULO 3 ANIMAIS SELVAGENS E SILVESTRES ÍNDICE 1. Introdução 2. Comércio de animais selvagens e silvestres a) Elefantes b) Ursos c) Tigres d) Carne de caça e) Focas f) Baleias g) Tartarugas 3. Caça e armadilhas 4. Criação em cativeiro de animais selvagens e silvestres para fins comerciais a) Fazendas de ursos b) Fazendas de Civets (Gatos-de-Algália) c) Fazendas de peles 5. Comércio de animais de estimação exóticos 6. Estratégias de proteção animal a) O Poder das coalizões b) Educação pública c) Análise de fatores econômicos d) Reabilitação de animais selvagens e silvestres e santuários 7. Perguntas e respostas 8. Recursos adicionais 76

2 1 INTRODUÇÃO 2 Cada vez mais, animais selvagens e silvestres estão ameaçados de extinção, devido a perda de habitat, poluição, intervenção humana, exploração comercial e outros fatores. Os homens nem sempre fazem uso dos recursos naturais, incluindo animais selvagens e silvestres, de maneira responsável. Como resultado, os processos ecológicos não conseguem funcionar corretamente, para manter o meio ambiente saudável e diversificado para a população selvagem/silvestre. Existem tipos diferentes de exploração dos animais selvagens e silvestres, com efeitos variados no bem-estar dos indivíduos envolvidos. Alguns animais são capturados na natureza, enquanto outros são reproduzidos em cativeiro. Eles podem ser comercializados vivos ou mortos (inteiros, em partes ou na forma de produtos processados). Muitos tipos de exploração envolvem alto grau de sofrimento animal. Algumas formas de exploração comercial dos animais selvagens e silvestres também comprometem sua preservação. Populações animais são afetadas, assim como também a qualidade de vida do animal individualmente. Para desenvolver estratégias eficazes de proteção para os animais selvagens e silvestres, é importante compreender melhor a exploração comercial de certas espécies, o comércio internacional delas e seus produtos, além da disponibilidade de produtos humanitários alternativos. COMÉRCIO DE ANIMAIS SELVAGENS E SILVESTRES Animais selvagens e silvestres são caçados por suas peles, seus corpos, derivados e suas partes, para alimentação, produção de medicamentos tradicionais, moda e artigos de luxo. Animais vivos são também caçados por serem animais de estimação exóticos e pela indústria do entretenimento. Fortes incentivos financeiros movimentam o comércio de animais selvagens e silvestres, gerando lucros tanto para caçadores quanto para grandes corporações multinacionais. O comércio de animais selvagens e silvestres tem colocado muitas espécies, tais como tigres e rinocerontes, à beira da extinção e continua a ameaçar muitas outras. Todo ano, centenas de milhares de animais são comercializados ilegalmente, gerando uma receita de bilhões de dólares Segue uma breve introdução aos problemas de algumas espécies individualmente. a) Elefantes Existem duas espécies de elefantes: o asiático (Elephas maximus) e o africano (Loxodonta africana). Um elefante pesa entre três e seis toneladas, tem até quatro metros de altura e presas que pesam em média 27 quilos. Seu período de gestação é de 22 a 24 meses. Atingem a maturidade aos 18 anos e podem viver entre 60 e 70 anos, algumas vezes até mais. O processo para obtenção de marfim é cruel e aterrador. O elefante precisa ser morto antes que o marfim seja removido. Isso pode ser feito por meio de tiros, apedrejamento ou envenenamento por dardos, o que resulta em morte lenta e dolorosa. Ocorre também com o uso de metralhadoras, quando manadas inteiras são chacinadas nos bebedouros. 77

3 Independentemente da forma de matança, o processo de remoção do marfim é o mesmo. Para se retirar as presas de um elefante, o caçador precisa cortar sua cabeça a fundo, para retirar cerca de 25% de marfim de dentro do crânio. Entre 1979 e 1989, a demanda mundial pelo marfim reduziu a população de elefantes a níveis perigosos. Em dez anos, cerca de 100 mil espécimes foram abatidos. Na África, as populações de elefantes foram reduzidas quase à metade, de 1,3 milhão para 600 mil. Finalmente, em 1989, a Convenção para o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens e Silvestres em Perigo (CITES) aprovou a proibição do comércio de marfim e outros produtos derivados do elefante. Dois dos maiores mercados consumidores de marfim do mundo, Europa e EUA, foram efetivamente fechados. CITES RESUMIDAMENTE, A CONVENÇÃO PARA O COMÉRCIO INTERNACIONAL DE ESPÉCIES DA FLORA E FAUNA SELVAGENS E SILVESTRES EM PERIGO (CITES) É O ÓRGÃO DAS NAÇÕES UNIDAS RESPONSÁVEL PELA REGULAMENTAÇÃO INTERNACIONAL DO COMÉRCIO DE ESPÉCIES EM PERIGO. O BRASIL É MEMBRO DA CITES DESDE NOVEMBRO DE 1975, DESTA FORMA DEMONSTRANDO INTENÇÃO DE CONSENSO COM SUAS DIRETRIZES. AS AUTORIDADES RESPONSÁVEIS PELA ADMINISTRAÇÃO DAS REGULAMENTAÇÕES PERTENCEM AO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS IBAMA, DEPARTAMENTO DE VIDA SILVESTRE (DEVIS). CITES CLASSIFICA AS ESPÉCIES EM PERIGO EM TRÊS CATEGORIAS, DE FORMA A GARANTIR QUE O COMÉRCIO INTERNACIONAL DOS ESPÉCIMES DA FAUNA E FLORA NÃO AMEACE SUA SOBREVIVÊNCIA: APÊNDICE I ESPÉCIES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO: O COMÉRCIO INTERNACIONAL É COMPLETAMENTE PROIBIDO. APÊNDICE II ESPÉCIES QUE PODEM FICAR AMEAÇADAS SE O COMÉRCIO NÃO FOR ESTRITAMENTE REGULAMENTADO. APÊNDICE III ESPÉCIES INDICADAS E PROTEGIDAS PELO ESTADO QUE BUSCA ASSISTÊNCIA DE TERCEIROS PARA CONTROLAR O COMÉRCIO. PARA INFORMAÇÕES MAIS DETALHADAS EM RELAÇÃO AO CITES, LEIA O CAPÍTULO SOBRE LEGISLAÇÃO DE PROTEÇÃO ANIMAL. No entanto, recentemente, os principais países consumidores, como o Japão e outras nações do Sudeste Africano, se empenharam para suspender a proibição e restabelecer o comércio de marfim. Em 1997, a CITES, por meio de votação, suspendeu parcialmente a proibição e permitiu a venda de estoques acumulados de marfim para o Japão, em caráter experimental, no Zimbábue, Botsuana e Namíbia. Essa foi a primeira venda internacional legal de marfim em uma década. Desde a concretização dessa venda, em 1999, houve aumento significativo de apreensões de marfim em trânsito ilegal. Apesar disso e também do evidente aumento da caça ilegal, em 2002 foi acertada a venda, sob certas condições, do marfim de Botsuana, Namíbia e África do Sul. No encontro do CITES de 2004, outras propostas para comércio de estoques foram rejeitadas, mas a Namíbia foi autorizada a comercializar bijuterias ornamentais contendo marfim. Com isso, permitiu que os milhões de 78

4 turistas que visitam o país todos os anos as adquiram como souvenirs. O comércio de marfim continuará a ser questão contenciosa em todos os encontros do CITES. APENAS OS ELEFANTES DEVERIAM USAR MARFIM. b) Ursos Existem oito espécies de ursos em todo o mundo: panda gigante, urso polar ou branco, urso pardo, urso negro americano, urso negro asiático ou tibetano, urso-de-óculos ou urso andino, urso preguiça ou urso beiçudo e urso malaio. Os ursos vivem em todos os continentes, com exceção de África, Antártica e Austrália. Todas as oito espécies estão em perigo; cinco estão listadas no Apêndice I e as três restantes estão no Apêndice II. Os ursos são caçados, tanto legalmente quanto ilegalmente, por uma série de razões, incluindo seu uso como troféus (América do Norte e Europa), como controle de pragas (Japão); como alimento (no mundo todo) e para a produção de medicamentos (no mundo todo). A caça autorizada de ursos ainda é praticada em diversos países, como Canadá, Croácia, Rússia, Romênia, Eslováquia, Eslovênia e EUA. Além disso, ursos selvagens são geralmente capturados quando filhotes e usados para fins de entretenimento, como dança (Índia, Paquistão, Bulgária e, anteriormente, Grécia e Turquia) e rinhas (bearbaiting) (Paquistão e, anteriormente, em partes da Europa). Ursos selvagens são também caçados ilegalmente em países na Ásia (incluindo China, Coréia e Vietnã) para complementar os estoques das fazendas de extração de bile. As implicações no bem-estar dos ursos criados nessas fazendas serão discutidas mais adiante na seção Reprodução em cativeiro para fins comerciais deste capítulo. Apesar de a preocupação com os ursos ser global, a proteção oferecida a eles varia enormemente entre os países. c) Tigres Os tigres são um dos quatro grandes felinos pertencentes ao grupo da Panthera genus. Existem cinco subespécies de tigres: Amur (Siberiano), da Indochina, de Bengala, da China do Sul e de Sumatra. Todas estão em perigo e listadas no Apêndice I do CITES. Três outras subespécies se tornaram extintas nos últimos cem anos: o Cáspio, o Javanês e o Balinês. A caça ilegal é uma das maiores causas do rápido declínio dos tigres na natureza. Historicamente, há milênios partes do corpo desse animal têm sido usadas pela medicina tradicional asiática no tratamento do reumatismo e de doenças afins na Ásia. Praticamente todas as partes do tigre são utilizadas. A medicina tradicional asiática emprega ossos de tigre em muitas fórmulas diferentes. A pele é usada para fazer amuletos mágicos, como também os dentes e garras, enquanto o pênis é ingrediente de tônicos sexuais alegadamente poderosos. Tigres criados em cativeiro são também vendidos como animais de estimação exóticos. Desde o começo dos anos 1990, a procura por ossos e o comércios de produtos oriundos de tigres levou as espécies já ameaçadas à beira da extinção. Mercados fornecedores ilegais ainda operam no Sudeste da Ásia, especialmente em Camboja, Indonésia, Laos, Mianmar e Vietnã. Não há muita repressão aos caçadores e comerciantes ilegais por parte das autoridades. Em outros países, incluindo Bangladesh, China, Índia, Nepal, Rússia e Tailândia, o mercado fornecedor é mais dissimulado, porém ainda operante. Em países como Índia e Rússia, o considerável mercado de pele de tigre persiste. No final de 2003, a alfândega no Tibete apreendeu o maior lote de peles animais do mundo, incluindo as de 31 tigres e 581 leopardos. Grudados nas 79

5 peles, foram encontrados pedaços de jornal que revelavam os vínculos comerciais entre a Índia e a China. A China e a Tailândia possuem grandes estabelecimentos para criação de tigres em cativeiro. Essas fazendas de tigres foram instaladas para atender a demanda do mercado por partes do animal. No entanto, a proibição da CITES do comércio de tigres e seus produtos tem evitado a expansão das fazendas. Agora funcionam como atração para turistas ou alegam servirem a programas de reintegração dos animais à natureza. Há, porém, indícios de comércio ilegal nessas instalações. Além do emprego de partes de tigres como matéria-prima em misturas com ervas medicinais praticado por médicos tradicionais asiáticos, as últimas décadas mostram uma produção em larga escala e distribuição global de medicamentos contendo partes desse animal. A China é o maior produtor de pílulas de ossos de tigre, emplastros e vinhos medicinais, mas tais medicamentos são produzidos na Coréia do Sul e outros países asiáticos. Técnicas científicas atuais não conseguem detectar a presença de ossos nas misturas processadas e alguns produtores alegam que os produtos só contêm tigre no nome. d) Carne de caça (bush meat) Carne de caça é o termo usado para descrever carnes obtidas na natureza, não-cultivadas. Geralmente incluem espécies como chimpanzés e gorilas. Originalmente, carnes de caça eram apenas consumidas pelos próprios caçadores para sua subsistência. Porém, hoje em dia, é vendida em grandes cidades e centros, não apenas no país de origem, mas no mundo todo. Em muitas áreas, os caçadores ilegais vêm de outras regiões ou nações para caçar, desprovendo a população local de uma fonte de alimentação. Com a urbanização de muitas regiões do planeta, as pessoas estão apelando para carnes de caça como uma escolha tradicional ou produto de luxo. A abertura das florestas para o comércio de madeira e a mineração em larga escala aumentou o acesso e a caça de animais selvagens e silvestres na África, na Ásia e na América do Sul. O comércio de carnes de caça causa grande sofrimento e morte entre os animais individualmente e está levando espécies ameaçadas, como os gorilas das planícies do leste, os bonobos (chimpanzés pigmeus) e os chimpanzés à beira da extinção. Os animais órfãos, que não conseguem sobreviver na natureza, são capturados para o comércio de animais de estimação. Muito animais caçados são protegidos pela CITES, da qual todos os países da África Central e da Ocidental são signatários. Porém a CITES só regula o comércio internacional e, por conseguinte, não tem condições de acabar com a caça e o consumo dentro dos países. O comércio internacional de carnes de caça vem aumentando devido aos altos preços alcançados em certos países, onde pode custar até US$ 20 ou US$ 30 por quilo. Além do mais, a falta de fundos e a interferência ou a instabilidade política levam ao não cumprimento tanto da legislação quanto das regulamentações da CITES. A CITES, os governos e as ONGs estão trabalhando juntas para atacar o problema das carnes de caça. Porém, a crise crescente é uma questão complexa e multifacetada e representa, hoje, um dos maiores desafios para as organizações de preservação e proteção dos animais. e) Focas Seis espécies de focas, incluindo foca harpa, foca de capuz, foca cinzenta, foca anelada, foca barbada e foca do porto, são encontradas na costa atlântica do Canadá. As focas 80

6 harpa e as aneladas são as duas espécies mais comumente caçadas para fins comerciais. Embora as focas harpa representem 95% da caça comercial, elas não são as únicas caçadas no costa atlântica do Canadá: existe ainda uma cota de caça permitida de 10 mil focas de capuz e, recentemente, uma pequena quantidade de focas cinzentas foi caçada para fins comerciais. Além da caça comercial, as focas de todas as espécies são usadas para fins de subsistência em Labrador e no Ártico canadense. Focas harpa e focas de capuz podem ser assassinadas para uso pessoal por moradores das regiões pesqueiras. A cota para a caça desses animais foi implantada em A maioria das peles de foca ainda é exportada para a Noruega para que sejam processadas. As peles de foca são usadas para fazer casacos ou couro. Uma pequena quantidade de carne de foca, em especial a da nadadeira, é consumida localmente por moradores de Newfoundland e alguns alegam que tem efeito afrodisíaco. Pepperoni, salame, lingüiça e carne enlatada de foca estão sendo divulgados como produtos relativamente novos. A carne de foca é também processada para extração de proteína em pó. O óleo de foca é processado na forma de cápsulas e vendido como suplemento alimentar ou usado na produção de margarina, queijo, cosméticos, loção para mãos e outros produtos. Os pênis são transportados para mercados asiáticos, onde são desidratados e consumidos na forma de cápsulas ou tônicos, e podem alcançar até 500 dólares cada. A caça às focas é desumana. Por essa causa, grupos internacionais como o International Fund for Animal Welfare e o Greenpeace vêm militando há anos e as evidências mostram os horrores da caça às focas: bebês conscientes arrastados pelo gelo e agarrados a ganchos afiados, empilhamentos de animais moribundos e mortos, espancamento e pisoteamento de focas, que têm suas peles arrancadas enquanto vivas. Em 2002, uma equipe internacional de especialistas veterinários assistiu à caça. Eles observaram os caçadores em ação, tanto do ar quanto do solo, e conduziram investigações post-mortem em 73 carcaças. Seus estudos concluíram que: 79% dos caçadores não verificaram se o animal estava morto antes de arrancar sua pele. Em 40% das mortes, o caçador teve que golpear a foca uma segunda vez, provavelmente porque estava consciente após o primeiro ataque ou tiro. Cerca de até 42% das focas examinadas devem ter tido suas peles arrancadas ainda vivas. Muitas pessoas se recordam do protesto em nível mundial que aconteceu nos anos 1970 contra a matança de bebês-foca brancos, com menos de duas semanas de vida, no Canadá. O protesto maciço, com militância internacional contra a caça às focas no país durante os anos 1970 e 1980, levou a União Européia a proibir a importação de peles de focas brancas em 1983 e a proibição da caça comercial desses animais em navios de grande porte pelo governo canadense em A indústria da pesca de bacalhau no Canadá entrou em colapso no começo dos anos 1990 e alguns culparam as focas, apesar da evidência de que a maior causa do colapso foi a pesca excessiva pelos humanos durante décadas. A falência da indústria de pesca em Newfoundland, devido à má administração, é fator responsável pelo aumento da caça às focas. Até o momento, a caça à foca harpa branca continua proibida, mas a caça às focas harpas 81

7 mais velhas ainda é legal no Canadá. Lamentavelmente, em 1995, o ministro da Indústria da Pesca do país aumentou a quota e anunciou novos subsídios federais para encorajar os caçadores a matar mais desses animais. Em 2004, o governo canadense aprovou um aumento na quota para 350 mil por ano, a mais alta desde Hoje em dia, a atividade mais uma vez é motivo para novos protestos. EMBORA A CAÇA ÀS FOCAS NO CANADÁ SEJA A MAIOR DO MUNDO E COM O PERFIL MAIS INTERNACIONAL, TAMBÉM É REALIZADA EM MUITOS OUTROS PAÍSES, INCLUINDO GROENLÂNDIA, RÚSSIA, NORUEGA E SUÉCIA. Para mais informações sobre a atividade, veja a seção Estratégias de proteção animal neste capítulo. f) Baleias As baleias são caçadas por sua carne e certas partes do corpo. O óleo é usado para fazer batons, lustradores de sapatos e margarina. A prática começou no século IX, quando a Espanha organizou a primeira caçada. No século XX, a Holanda, a Dinamarca, a Grã- Bretanha, a França, a Alemanha, a Noruega, o Japão e os EUA começaram a exterminar um grande número de baleias. Algumas espécies foram tão caçadas que seu número começou a diminuir. Em 1946, a IWC (International Whaling Commission Comissão Baleeira Internacional) surgiu para tratar de questões relativas às baleias e à crescente ameaça às suas espécies.a IWC criou três categorias de pesca: Comercial, Científica e de Subsistência Aborígine. Na pesca comercial, as baleias são mortas por sua carne e certas partes. Na pesca científica, para que os corpos sejam estudados e catalogados. A subsistência aborígine é a pesca realizada por culturas nativas, como os índios nos Estados Unidos. Esses grupos possuem direitos para pescar baleias devido ao seu histórico cultural e à dependência desse tipo de carne. Por causa do perigo de extinção que muitas espécies enfrentam, a IWC votou a favor da suspensão de toda a pesca comercial, a partir de Apesar deste acordo internacional para acabar com a matança desses mamíferos por seus órgãos, muitos países continuam a matá-los para vender sua carne e suas partes, incluindo a Noruega, a Islândia e o Japão. Nos Estados Unidos, na Groenlândia e na Rússia, as baleias continuam a ser mortas dentro da categoria de subsistência aborígine. NÃO HÁ FORMA HUMANITÁRIA DE SE MATAR UMA BALEIA. Na maioria das vezes, são mortas pelo uso de uma arma primitiva chamada arpão. O arpão moderno possui uma granada anexada, que explode quando perfura o corpo da baleia. Pode levar muito tempo até que morram, o que causa imenso sofrimento, medo e morte lenta. Apesar da pressão internacional, dos maiores esforços de alguns membros da IWC e dos movimentos de base para salvar as baleias em todo o mundo, a pesca baleeira continua a ameaçar seu futuro aqui na Terra. 82

8 A LISTA DAS BALEIAS MAIS FREQÜENTEMENTE CAÇADAS PARA FINS COMERCIAIS, CIENTÍFICOS E DE SUBSISTÊNCIA ABORÍGINE SÃO: BALEIA-BICUDA-DE-BAIRD JAPÃO BALEIA-DA-GROENLÂNDIA ESTADOS UNIDOS E RÚSSIA BALEIA-DE-BRYDE JAPÃO BALEIA FIN GROENLÂNDIA BALEIA CINZENTA RÚSSIA BALEIA JUBARTE OU CORCUNDA SÃO VICENTE E GRANADINE BALEIA-PILOTO-DE-ALETA-LONGA JAPÃO E ILHAS FARO BALEIA-MINKE JAPÃO, ISLÂNDIA, NORUEGA E GROENLÂNDIA BALEIA-SEI JAPÃO BALEIA-PILOTO-DE-ALETA-CURTA JAPÃO CACHALOTE JAPÃO g) Tartarugas As tartarugas marinhas e de água doce são caçadas por sua carne e seus cascos. Além de serem capturadas na natureza, algumas espécies são criadas em cativeiro para fins comerciais. Ferimentos provocados durante a captura, principalmente causados por arpão, não matam as tartarugas imediatamente, mas provocam dor e sofrimento prolongado. Uma vez a bordo do navio, elas são posicionadas de costas, sobre seus cascos, e deixadas em exposição ao Sol. Freqüentemente, atingem altíssimas temperaturas e acabam morrendo ou ficam debilitadas pelo calor. As sobreviventes geralmente são largadas de costas, sem alimentação, desidratadas e cobertas por excrementos provenientes das mortas e moribundas, por mais de duas semanas, até que o lote seja descarregado na praia. Estimase que 25% das tartarugas capturadas morram antes de atingir a costa, onde são inspecionadas por possíveis compradores. O processo de matança gera preocupação ainda maior. Ainda plenamente consciente, a tartaruga é posta de costas e uma faca é usada para cortar as partes macias inferiores e superiores do casco. Quando a faca é inserida e girada em volta da circunferência do casco, a parte dura é então arrancada, expondo os órgãos internos e os músculos. Durante toda essa provação, a tartaruga pode ver e também sentir o que está acontecendo até o momento de sua morte. Esses animais têm uma série de características fisiológicas, exclusiva dos répteis, que resultam em sério comprometimento de seu bem-estar durante o abate. Comparados com os mamíferos, os répteis têm taxa metabólica baixa, o que significa que a perda de sangue em ferimentos é relativamente baixa. Tecidos nervosos são extremamente resistentes e podem permanecer viáveis por longo período sem oxigenação. De fato, muitos estudos mostram que os répteis mantêm-se conscientes muito tempo depois da decapitação. Além da injeção letal, acredita-se hoje que a única forma humanitária de se matar um réptil é por meio da destruição rápida e total de seu cérebro. A população mundial de tartarugas-de-pente vem declinando rapidamente nas últimas décadas, devido a um número de fatores: exploração excessiva de seus ovos, destruição de seu habitat, poluição marinha e pesca acidental. No entanto, uma das maiores causas do declínio é a comercialização de seu casco, usado em muitos produtos diferentes, incluindo 83

9 3 itens de artesanato, jóias e outros acessórios. A demanda por cascos de tartaruga-de-pente continua alta e, apesar da diminuição do número de animais, elas ainda são ativamente caçadas e mortas para atender às demandas de consumidores no mundo todo. O comércio internacional de tartarugas-de-pente foi rigorosamente regulamentado desde a introdução da CITES. Como resultado das fortes evidências de declínio significativo em todo o mundo e do declínio atual projetado, a International Union for the Conservation of Nature (IUCN) Species Survival Commission Marine Turtle Specialist Group caracterizou a tartaruga-de-pente como criticamente em perigo. Apesar disso, o comércio desses animais continua uma ameaça constante. CAÇA E ARMADILHAS Caça: historicamente, a caça foi necessária para a sobrevivência humana. Porém, na maioria das sociedades modernas, não é mais necessária e é meramente uma ferramenta comercial e/ou de entretenimento. A caça de animais, especialmente selvagens e silvestres, se desenvolveu para proporcionar alimento, diversão, esporte ou para suprir o comércio de seus produtos. Os animais caçados por esses motivos são chamados animais de caça. As caças também são realizadas para controle de espécies daninhas ou como uma ferramenta para reduzir populações de animais que excederam a capacidade de ocupação; ou quando se tornam um perigo ou um distúrbio para os humanos. No entanto, a caça é freqüentemente uma forma de exploração de animais para entretenimento. Pode pôr em risco o equilíbrio natural quando não é necessário controlar a maioria das populações das espécies. Os animais são perseguidos individualmente antes de mortos, sofrendo o estresse da separação de seu grupo e a transferência para um novo ambiente. A caça geralmente causa ferimentos sem morte e, muitas vezes, leva à morte prolongada. Nos EUA, o Federal Aid in Wildlife Restoration Act (Ajuda Federal para a Lei de Restauração da Vida Selvagem/Silvestre) ajuda a financiar agências nacionais para a vida selvagem e silvestre, estabelecendo impostos sobre armas, munições e equipamentos de pesca. Esses fundos são repassados para as agências. Quanto mais licenças de caça são vendidas, mais fundos o Estado recebe. Dessa forma, as agências tendem a criar um clima favorável às espécies de caça e estimulam a superpopulação para servirem à caça esportiva. Predadores como raposas, coiotes e lobos são freqüentemente mortos para que animais como alces, veados, renas/cariboos e pássaros estejam disponíveis para os caçadores. Existem milhares de clubes de armas na América do Norte e centenas de grupos que promovem e defendem a caça. Alguns especificamente promovem a caça de espécies em perigo e animais selvagens e silvestres exóticos em todo o mundo. O método safári é um desenvolvimento da atividade como esporte que prevê viagens elaboradas por África, Índia e outros lugares em busca de troféus. Na Grã-Bretanha, o método mais controverso é a caça às raposas com matilha de cães, geralmente acompanhada por cavaleiros. Como todas as formas dessa prática, a caça às raposas é um esporte sangrento. A HSA (Hunt Saboteurs Association Associação 84

10 Sabotadora da Caça) foi fundada na Grã-Bretanha em Os sabotadores desmantelam caças para evitar que os animais sejam mortos por grupos de caça esportiva. A HSA foi a primeira organização a confrontar metodicamente a morte organizada de animais por esporte, particularmente a caça às raposas com matilhas de cães. Em fevereiro de 2002, o parlamento escocês baniu a atividade com cães. E, finalmente, depois de oitenta anos de militância, a proibição da caça às raposas finalmente foi aprovada pelo parlamento inglês. A caça com cães é agora ilegal na Inglaterra e no País de Gales. Caça enlatada (canned hunting) é um comércio estabelecido em propriedades privadas que cobram de caçadores taxas para abater animais mantidos em um ambiente fechado. Esse método começou na América do Norte nos anos1960 e foi anunciado com vários nomes, tais como reservas de caça, ranchos de caça ou reservas para tiros. Esse tipo pode ocorrer em propriedades com tamanhos que variam entre menos de 100 a 650 acres. Os animais podem ser abatidos dentro de gaiolas ou lugares cercados. Em outros casos, eles são mortos dentro de estações de alimentação. Os preços para caçar podem variar entre muitas centenas e milhares de dólares por abate. Um rancho de caça nos EUA, por exemplo, cobra 350 dólares por um cabrito corsican, 450 dólares por um javali da Rússia, 750 dólares por um antílope cervicapra, 3 mil dólares por um búfalo e 5,5 mil dólares por um troféu de alce. Alguns animais exóticos estão disponíveis sob encomenda. Certas reservas de tiro cobram até 20 mil dólares por um leão ou um rinoceronte. Os animais são criados em cativeiro, comprados de comerciantes ou são antigas propriedades de circo ou zoológico. A caça nesses locais é um estímulo para zoológicos e criadores de animais exóticos para aumentar sua produção. Eles podem se desfazer do excesso indesejável vendendo os animais diretamente ou indiretamente para os ranchos de caça. Como a maioria desses animais é criada domesticamente, eles tendem a ser mansos; conseqüentemente não correm diante da presença de caçadores armados. Outros podem ainda ser amarrados a estacas ou drogados antes de serem abatidos. O negócio oferece troféus garantidos e anuncia: Se não matar, não paga. Inevitavelmente, os animais são restritos a áreas especiais e não podem evitar seu abate, independentemente do tamanho do local. Isso contraria a noção de perseguição justa, ética fundamental nos círculos de caça. É amplamente sabido que animais mantidos em áreas concentradas são mais passíveis de transmitir doenças como brucelose, tuberculose e CWD (Doença Debilitante Crônica), semelhante à doença da vaca louca. A prática da caça em locais fechados tem se espalhado por outros países, como África do Sul, onde tem havido campanhas contra esse abuso cruel e antiético da rica fauna selvagem e silvestre do país. Armadilhas requerem menos tempo e energia do que a maioria dos métodos de caça. É também comparativamente seguro do ponto de vista do caçador. Armadilhas humanitárias podem ser usadas para tratar animais feridos ou reassentar animais selvagens e silvestres. Existem quatro tipos principais de tipos de armadilhas: leghold, conibear, laços e gaiolas. A armadilha do tipo leghold é a mais comumente usada. Mesmo a conservadora Associação 85

11 Médica Veterinária Americana considera a armadilha leghold desumana. A armadilha do tipo leghold é composta de duas mandíbulas, uma mola e um gatilho no meio. Quando o animal pisa no gatilho, a armadilha se fecha em volta da perna, prendendo-o. As mandíbulas se prendem acima da pata, impedindo que ele escape. Geralmente algum tipo de isca é usado para atrair o animal ou é colocada na trilha dele. A armadilha provoca sérios ferimentos e grande estresse. À medida que tenta escapar, o animal se fere ainda mais; ao morder a armadilha, quebra seus dentes e machuca a boca e, algumas vezes, morde e mastiga a perna presa até arrancá-la. Muitas vezes, morrem de infecção mesmo se conseguem escapar dessa forma. Se a fuga não é possível, a vítima pode morrer de choque, perda de sangue, hipotermia, desidratação ou exaustão antes que o caçador retorne, o que pode levar dias ou semanas. Ele pode também ser morto ou mutilado por predadores. A ARMADILHA DO TIPO LEGHOLD É UNIVERSALMENTE CONHECIDA PELA CRUELDADE E SEU USO É PROIBIDO EM MAIS DE OITENTA PAÍSES, INCLUINDO A UNIÃO EUROPÉIA. A armadilha conibear é igualmente desumana. O animal tem que ser atraído ou conduzido à posição correta antes que seja disparada. É geralmente construída para atingir a nuca e quebrar a coluna. O efeito deveria ser instantâneo, com uma morte quase imediata, mas se o animal não estiver corretamente posicionado, pode não funcionar como deveria. Os animais que não morrem antes do caçador voltar geralmente sofrem antes de serem mortos de forma cruel. Os caçadores os matam a cacetadas, por afogamento, por sufocação etc., para evitar danificar suas peles. Embora alternativas tenham sido propostas, como um leghold acolchoado ou uma armadilha tipo gaiola, os animais silvestres ainda assim tentam escapar, quebrando os dentes e sofrendo sérios ferimentos. Outros problemas causados por armadilhas afetam um grande número de espécies que não são alvo, como cães, gatos, pássaros e outras que são capturadas, feridas e mortas, assim como a desestruturação de populações saudáveis de animais silvestres. Os caçadores chamam esses animais de mortes-lixo, porque não têm valor econômico. O uso de armadilhas para fins comerciais ocorre principalmente nos Estados Unidos, no Canadá e na Rússia, mas números menores de animais são encontrados em países como a Argentina e a Nova Zelândia. Quatro milhões de animais silvestres são mortos nos Estados Unidos a cada ano por 160 mil caçadores, que fornecem as peles para a indústria da moda. Uma década atrás, a situação era pior: 17 milhões de animais silvestres foram mortos por causa de suas peles por 300 mil caçadores. No entanto, as estatísticas mostram que o número de caçadores caiu. A proibição imposta pela União Européia da importação de peles oriundas de países que adotam a leghold e anos de lobbying e pressão junto aos governos canadense e americano tiveram impacto significativo no uso de armadilhas. 86

12 4 CRIAÇÃO EM CATIVEIRO DE ANIMAIS SELVAGENS E SILVESTRES PARA FINS COMERCIAIS Alguns animais selvagens, incluindo ursos, tigres, gatos-de-algália, visons e raposas, são criados em cativeiro para fins comerciais. São tratados como animais domésticos e suas necessidades comportamentais naturais lhes são completamente negadas. O bem-estar fica totalmente comprometido nessas instalações de cativeiro, onde animais são criados sob condições intensivas e muito estressantes. a) Fazendas de ursos O uso de partes de ursos na medicina chinesa data de mais de 3 mil anos. A bile de urso é considerada eficaz para uma variedade de situações, incluindo redução de febre e inflamação, para resfriamento do fígado e no tratamento da hepatite. O uso da bile na medicina tradicional asiática é difundido em muitos países asiáticos, incluindo Japão, Coréia, Cingapura, Taiwan, Vietnã, Malásia e Tailândia. Tradicionalmente, os ursos são caçados e mortos para obtenção da vesícula biliar para uso medicinal, o que leva à redução das populações. Nos anos 1980, à medida que os ursos selvagens foram ficando cada vez mais raros, uma nova forma de exploração apareceu: as fazendas de ursos. A técnica usada nesses locais teve origem na Coréia do Norte, mas rapidamente se expandiu pela China e depois pela Coréia do Sul e pelo Vietnã. O argumento a favor das fazendas de ursos é que a bile extraída de um animal em cativeiro em um ano equivaleria à quantidade obtida de quarenta indivíduos abatidos na natureza. No entanto, há sérios problemas de bem-estar animal associados a essa indústria, incluindo confinamento em pequenas e inóspitas gaiolas e técnicas cruéis de extração de bile. Preocupações com a preservação da espécie também existe, uma vez que os ursos geralmente são retirados da natureza. O urso negro asiático, a principal espécie mantida nas fazendas na China, está listada no Apêndice I da CITES, o que significa que todo o comércio internacional de espécimes vivos, partes do corpo ou derivados está proibido. O comércio ilegal, porém, ainda continua. A indústria de fazendas de ursos na China está passando por um processo de consolidação e expansão. As menores estão fechando e as maiores, expandindo-se em tamanho. O resultado é um menor número de fazendas, porém com mais ursos. Em 1992, havia 600 unidades, com aproximadamente 6 mil animais. Ao final de 2002, havia 167, com cerca de 9 mil ursos. Em 2003, a WSPA patrocinou uma investigação que visitou oito fazendas no Nordeste da China e, somente naquelas instalações, os donos alegaram possuir um total de ursos. Embora números precisos do total de animais nas fazendas chinesas não estejam disponíveis atualmente, está claro que a quantidade de bile produzida nelas de fato aumentou a demanda do mercado. Isso pode ser constatado pela enorme variedade de produtos, de xampu a pastilhas de garganta e vinhos. A produção de bile de urso em fazendas também pode ser encontrada na Coréia e no Vietnã. Devido à pressão pública, as autoridades coreanas proibiram a extração de bile no começo dos anos No entanto, os ursos permanecem nas fazendas. 87

13 NÚMERO ESTIMADO DE URSOS EM FAZENDAS DE URSOS VIETNÃ: URSOS EM FAZENDAS (NÚMEROS OFICIAIS DO GOVERNO 2005) CORÉIA: EM 78 FAZENDAS (NÚMEROS OFICIAIS DO GOVERNO 2004) CHINA: URSOS EM 247 FAZENDAS (DADOS OFICIAIS DO GOVERNO -1999)* * Números precisos para a China não estão disponíveis atualmente; as últimas estatísticas oficiais do governo foram anunciadas em Após intensa campanha da WSPA, em fevereiro de 2005 o governo vietnamita concordou em estabelecer uma força tarefa nacional para suspender gradualmente a criação de ursos em fazendas no Vietnã. Ficou estabelecido entre a WSPA e o governo que todos os ursos no cativeiro serão registrados e ganharão microchips, a criação de ursos em fazendas será gradualmente extinta e a proibição da retirada de ursos de seu ambiente natural será reforçada. A indústria das fazendas de ursos deverá acabar, com base na extrema crueldade animal envolvida, dos efeitos negativos na preservação dos ursos selvagens e devido à existência de remédios de ervas tradicionais similares e alternativas sintéticas de produção de bile. A demanda dos consumidores por produtos contendo bile de urso precisa acabar. Isso pode ser conseguido por meio da promoção ativa das alternativas herbáceas e sintéticas. b) Fazendas de civet/gatos-de algália (Civetticitis civetta) O almíscar de civet é muito usado em perfumes na França. É produzido na Etiópia, onde aproximadamente 3 mil civets são mantidos em condições primitivas em mais de 200 fazendas. Mais de mil quilos de almíscar são exportados da Etiópia para a França a cada ano. Existem sérios problemas de bem-estar associados à produção de almíscar. Os animais são retirados de seu ambiente natural e confinados em pequenas gaiolas de madeira em condições precárias de alimentação e acomodação. Quase 40% dos civets morrem nas primeiras três semanas após sua captura. O almíscar é extraído pela pressão da glãndula perineal, localizada na base da causa. É um processo muito doloroso e traumático, que geralmente resulta em ferimentos físicos. O almíscar de civet é um ingrediente nada essencial para a indústria de perfumes, uma vez que pode ser sintetizado artificialmente e a forma sintética já é usada em muitos perfumes atualmente no mercado c) Fazendas de peles O comércio de peles é uma indústria que movimenta muitos bilhões de dólares em todo o mundo. Do animal ao casaco, vários setores estão envolvidos. O criador ou caçador mata e esfola os animais. Por intermédio de comerciantes ou cooperativas, as peles são vendidas em leilões. Os compradores são comerciantes ou grandes confecções, que compram a matéria-prima e a transforma em casacos ou outros artigos. As peles e os casacos manufaturados são negociados na maioria das vezes em feiras em todo o mundo. O varejista da loja de departamento ou o peleteiro vende os casacos para o público. 88

14 5 Peles são também usadas por necessidade econômica em algumas áreas do mundo, embora isso esteja se tornando mais raro, uma vez que produtos alternativos estão cada vez mais disponíveis. O uso de peles na indústria da moda é completamente gratuito, já que existem muitos produtos alternativos disponíveis. Há muitas questões de preservação e bem-estar animal associadas com os animais, tanto os que estão no cativeiro quanto os que são criados em fazendas, tais como armadilhas, condições de criação e métodos de abate. Oitenta e cinco por cento das peles da indústria de peles vem de animais criados em fazendas. Elas podem abrigar milhares de espécimes, que são criados de forma intensiva de maneira semelhante em todo o mundo. Outras fontes incluem animais caçados ou capturados por armadilhas, animais de estimação roubados e excedentes de indivíduos oriundos dos programas de controle de população de rua. Veja no capítulo sobre Animais de Produção as implicações do bem-estar animal de Fazendas de Peles. QUANTOS ANIMAIS SÃO NECESSÁRIOS PARA FAZER UM CASACO DE PELES? LINCES LOBOS OU COIOTES RAPOSAS VISONS GUAXININS CASTORES ESQUILOS (FONTE: FUR FREE ALLIANCE COMÉRCIO DE ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO EXÓTICOS O comércio de animais de estimação exóticos envolve a compra e venda de animais silvestres para uso como animais de estimação. Eles tanto podem ser capturados na natureza quanto vendidos em estabelecimentos de criação em cativeiro que se assemelham a fazendas industriais. Grande parte do comércio de animais de estimação exóticos é dominado por répteis e pássaros. A venda de répteis e anfíbios vivos é amplamente desregulada, com relativamente poucas espécies listadas na CITES. Até pouco tempo, a maioria dos répteis comercializados era capturada na natureza. As grandes margens de lucro e os baixos custos de transporte fizeram do comércio de répteis um negócio lucrativo. O comércio traz muitas implicações negativas na preservação e no bem-estar associados à captura, ao transporte e à venda desses animais. A maioria dos indivíduos capturados na natureza morrem por causa do estresse e de doenças associadas a cada etapa de sua jornada. Uma vez que é vendido, seus problemas de bem-estar podem continuar. Em primeiro lugar, pode não ser adequado como animal de estimação doméstico. Segundo, como o animal provavelmente foi submetido a altos níveis de estresse e possivelmente a ferimentos e doenças, talvez não sobreviva por muito tempo. 89

15 O dono pode não conhecer os requisitos específicos para sua alimentação e criação. As condições talvez não permitam que o animal se comporte naturalmente, o que provoca distúrbios físicos e mentais, como automutilação: os papagaios cinzas arrancam todas as suas penas, os macacos mastigam seus membros anteriores ou caudas etc. Os animais podem também não ser capazes de exibir padrões comportamentais normais, como buscar alimento ou patrulhar um território. Como a manutenção de animais exóticos ou selvagens pode despender muito tempo e dinheiro, eles geralmente terminam sendo negligenciados, ficam doentes e podem ser abandonados depois que o efeito novidade passa. Esse abandono é obviamente prejudicial ao animal em um ambiente estranho, suas chances de sobrevivência são baixas e podem morrer em decorrência de má-nutrição, doenças ou ferimentos. Além do mais, podem disseminar doenças entre a população silvestre local. Se grandes números de animais exóticos forem abandonados, também podem criar um desequilíbrio no ecossistema local. Os orangotangos, listados no Apêndice I da CITES, são um exemplo típico. Eles são caçados em seus habitats naturais na Indonésia e contrabandeados para países como Taiwan, Japão e Tailândia. Orangotangos jovens tirados de suas mães e vendidos em mercados de animais de estimação atraem donos que os compram e os mantêm em pequenos apartamentos ou casas, pouco sabendo sobre seu comportamento natural ou suas necessidades biológicas. Quando, anos mais tarde, eles crescem até seu tamanho natural, os donos não conseguem dar conta deles e, então, os enjaulam ou abandonam. Os animais podem também ficar doentes devido à falta de cuidados veterinários. THE SPECIES SURVIVAL NETWORK SSN (REDE DE SOBREVIVÊNCIA DAS ESPÉCIES) A REDE DE SOBREVIVÊNCIA DAS ESPÉCIES (SSN) É EXEMPLO DE UMA COALIZÃO EFICAZ PARA A PROTEÇÃO DOS ANIMAIS SELVAGENS E SILVESTRES, ENTRE ORGANIZAÇÕES DE PRESERVAÇÃO E PROTEÇÃO ANIMAL E AMBIENTAL TRABALHANDO PARA REGULAMENTAR AO COMÉRCIO DAS ESPÉCIES SELVAGENS E SILVESTRES POR MEIO DA CITES. A SSN coordena as atividades de mais de setenta grupos em todo o mundo para ajudar a garantir a proteção da CITES aos animais selvagens e silvestres afetados pelo comércio internacional. A SSN fornece às organizações as informações que precisam para participar do processo da CITES. A SSN oferece uma lista de discussão na Internet e atualizações regulares em questões ligadas aos animais selvagens e silvestres e cobertura jornalística global relevante. A SSN estabelece ligações com os governos e as autoridades que são responsáveis por questões de comércio de animais selvagens e silvestres. Sua publicação regular, CITES Digest, é enviada para todas as signatárias da CITES antes e durante a Conferência das Signatárias. Essa publicação ajuda as autoridades a entenderem os desenvolvimentos na CITES, o comércio de vida silvestre em geral e a posição das ONGs relativa a certas questões. 90

16 6 A análise e a pesquisa científica e legal da SSN dá às signatárias da CITES e à mídia informações para uma melhor compreensão das resoluções e propostas submetidas à adoção pelas associadas e o impacto que podem ter na sobrevivência de certas espécies. Os grupos de trabalho da SSN são compostos por especialistas de diferentes profissões do seu quadro de membros, incluindo biólogos, advogados e especialistas em comércio e cumprimento de leis. Esses grupos de trabalho desenvolvem e executam planos para defender a proteção dada pela CITES às espécies comercializadas. A SSN tem grupos de trabalho para elefantes, baleias e golfinhos, pássaros, ursos, peixes marinhos, tigres, grandes felídeos, primatas, tartarugas marinhas, uso de animais selvagens e silvestres, caça a troféus e implementação. Com o esforço conjunto e atividades de lobby coletivas em prol da proteção de animais selvagens e silvestres, a SSN tem feito campanhas para evitar a suspensão da proibição do comércio internacional de marfim em países do Sudeste africano e também garantiu a rejeição da proposta do Japão para diminuir a proteção à baleia minke no 13º encontro das associadas da CITES em ESTRATÉGIAS DE PROTEÇÃO ANIMAL Com o intuito de preservar e proteger os animais selvagens e silvestres, grupos de proteção animal têm usado várias estratégias e ações de campanha ao longo dos anos. A seguir, alguns exemplos do que foi e pode ser feito: a) O Poder das coalizões As indústrias e os indivíduos que utilizam e exploram animais selvagens e silvestres empregam muito mais pessoas do que os grupos de proteção aos animais e geralmente são mais ricos e mais organizados na forma de conduzir seus negócios. Trabalhar isoladamente não é mais eficaz, uma vez que um único grupo estará lutando contra as indústrias poderosas e abordando tantas questões complexas. É vital que as organizações de proteção aos animais trabalhem intimamente ligadas, não apenas entre si, mas também com diferentes tipos de ONGs que podem ter várias preocupações a respeito das mesmas questões. Os benefícios incluem: Atraem maior atenção da mídia. Mais pessoas e recursos podem ser reunidos para uma campanha maior e mais organizada. Conquista mais credibilidade para as ONGs e melhora do perfil da questão. Lobby coletivo junto a políticos ou personalidades com poder de decisão geralmente leva a efeitos e retorno mais positivos. Capacita a proteção animal a estender as preocupações com o bem-estar animal a uma arena maior. Capacita grupos a dividir o trabalho e as tarefas e a atacar o problema de ângulos variados. 91

17 b) Educação pública Explicar a importância de se preservar populações de animais selvagens e silvestres e de proteger as espécies individualmente. Revelar a crueldade e as implicações no bem-estar animal por trás da exploração comercial dos animais selvagens e silvestres. Educar os consumidores para o impacto de se consumir produtos derivados de animais selvagens e silvestres. Fornecer alternativas humanitárias para o uso de animais selvagens e silvestres em medicamentos tradicionais. Trabalhar com a mídia e por meio de campanhas multimídia para revelar as práticas cruéis das indústrias comerciais. Pedir ao público que leve suas preocupações aos legisladores ou às autoridades. c) Análise de fatores econômicos Indústrias exploradoras dos animais selvagens e silvestres e outros opositores da proteção dos animais selvagens e silvestres geralmente usam argumentos econômicos para justificar a necessidade de se continuar a exploração para uso comercial. Repetidamente alegam que há benefícios econômicos tangíveis para as comunidades locais, a indústria específica ou para a nação no comércio e na exploração dos animais selvagens e silvestres, principalmente das espécies em perigo. Esse argumento geralmente ganha apoio tanto da mídia quanto do público. É importante que os grupos de proteção animal examinem de perto os argumentos econômicos postos em debate, Normalmente, ou são incorretos ou usados de maneira enganosa em favor dos nossos opositores. Os grupos de proteção animal devem tomar a iniciativa de trabalhar de perto com economistas ou encorajá-los a conduzir estudos das questões sob o ângulo econômico, de forma que seus dados e argumentos consistentes possam ser usados para combater alegações ou projeções não realistas. Por exemplo, um relatório produzido pelo Centro para Estudos Econômicos Internacionais sobre A economia da criação em cativeiro e a preservação das espécies ameaçadas demonstra como a criação de animais selvagens e silvestres em cativeiro para fins comerciais não ajudará a preservá-los. O documento traz um novo ângulo e evidências persuasivas para o argumento em defesa da proteção dos animais selvagens e silvestres. O exemplo seguinte relata como os grupos de proteção aos animais analisaram e combateram as alegações do governo e da indústria pesqueira em relação aos supostos benefícios econômicos da caça às focas. O ACTIVE CONSERVATION AWARENESS PROGRAMME ACAP (PROGRAMA ATIVO DE CONSCIENTIZAÇÃO DA PRESERVAÇÃO) ataca o comércio ilegal de animais selvagens e silvestres e o mercado de medicamentos tradicionais, comidas exóticas, artigos de luxo e comércio da moda por meio da educação dos consumidores, com vistas à redução da demanda por produtos oriundos das espécies ameaçadas. Instituído por uma organização de preservação internacional, a WILDAID, o ACAP usa celebridades com alta visibilidade na mídia, heróis culturais e campanhas multimídia inovadoras para atingir os consumidores, principalmente em países onde a demanda por produtos é alta mas a conscientização sobre as ameaças às espécies em perigo é baixa. 92

18 O ACAP recebe apoio de mais de 50 celebridades do mundo ocidental, da África e da Ásia, incluindo lendas vivas das artes marciais, como Jackie Chan, o ator de Bollywood (Índia) Amitabh Bachchan, o corredor de longa distância Etíope Haile Gebreselassie; e as estrelas de Hollywood Ralph Fiennes e Minnie Driver. Baseadas no tema central do ACAP, QUANDO A COMPRA PÁRA, A MATANÇA PODE PARAR TAMBÉM, as mensagens das celebridades são transmitidas via TV para até um bilhão de pessoas em todo o mundo, toda semana, por meio do apoio da mídia internacional. Por exemplo: a CNN Internacional, as redes Discovery, a Star TV e as estações terrestres. Os resultados regionais têm sido bastante encorajadores: 78% dos expectadores de Taiwan disseram que nunca mais usariam produtos derivados de espécies em perigo e 30% do público na Tailândia disse que tinha parado de tomar sopa de barbatana de tubarão por causa da campanha do ACAP. Além de recrutar líderes culturais, o ACAP também trabalha localmente, para conseguir que líderes políticos estratégicos apóiem e participem de campanhas regionais, por meio do cumprimento eficaz das leis que prevêem crimes contra animais selvagens e silvestres. O ACAP também recruta parceiros locais para apoiar trabalhos comunitários e de campo mais amplos, junto com escolas, universidades e a mídia local. Para mais informações, visite o website Análise dos fatores econômicos da caça às focas no Canadá Freqüentemente argumentase que a caça às focas é importante para a economia do Canadá atlântico. De acordo com os próprios números da indústria: A caça comercial às focas foi responsável por apenas 0,06% do PIB de Newfoundland em Gerou o equivalente a apenas 100 a120 empregos em período integral. Somente nos últimos sete anos, mais de $ 20 milhões foram destinados à indústria da caça por meio de doações governamentais e empréstimos sem juros. Estima-se que o valor total da caça às focas no Canadá atlântico equivalha à receita anual de uma filial do McDonald s. Fato: a caça às focas mancha bastante a imagem internacional do Canadá, pondo em risco outras indústrias legítimas, como o turismo. Subsídios provinciais e federais dados diretamente para a produção de carne de foca foram suspensos em 2000, mas subsídios para as associações ligadas à caça e às indústrias para pesquisa, desenvolvimento e processamento de produtos derivados das focas continuam. Alguns economistas observaram que, quando se consideram fatores como os serviços custeados pelo governo para melhoria da imagem, assim como a perda da receita gerada pelo turismo, a caça comercial às focas pode representar uma perda líquida para a economia de Newfoundland. Fato: De acordo com o governo de Newfounfland, a recita gerada pela caça em 1998 foi de $ 8,75 milhões, caindo para $ 7,5 milhões em 1999 e $ 2 milhões de dólares em

19 7 Fato: uma vez que a receita gerada por toda a indústria pesqueira de Newfoundland excedeu a marca de $1 bilhão, tanto em 1999 quanto em 2000, pode-se claramente dizer que a caça comercial às focas representa muito pouco para a economia local. d) Santuários e reabilitação de animais selvagens e silvestres Reabilitar animais selvagens e silvestres significa cuidar dos doentes, feridos ou órfãos. Os que são confiscados no comércio ilegal vão para centros de reabilitação para tratamento e subseqüente avaliação de suas condições de soltura no seu ambiente natural. Um programa ou um centro de reabilitação pode ser administrado pelo governo federal ou por uma ONG. Os animais que não estão aptos para a soltura podem ser mantidos no centro de reabilitação ou ser transferidos para outras locações e lá viverem até sua morte. Alguns podem ter perdido sua habilidade natural de sobrevivência na natureza por causa de ferimentos ou confinamentos por longos períodos. Quando nascem em cativeiro e são criados por adultos, suas chances de soltura são ainda mais limitadas, e os santuários são necessários para abrigá-los. Em geral, um santuário consiste em um habitat seminatural com uma cerca limítrofe. Um santuário animal é diferente de um zoológico. Os animais de um santuário são resgatados por causa de abusos ou abandono. Esses podem ser resgatados de circos, zoológicos de beira de estrada, laboratórios, ranchos de caça ou terras públicas. Mais importante, não deve haver reprodução em um santuário. Eles geralmente são mantidos por ONGs e muitos não são abertos ao público o ano todo A campanha da WSPA Libearty resultou na construção de muitos santuários em Laos, Grécia, Turquia, Hungria, Tailândia, Índia, Paquistão e, mais recentemente, Romênia. Entre os ursos que vivem nesses santuários estão aqueles que foram resgatados de uma vida de abusos, como os ursos dançarinos, ou usados em eventos de bear baiting (rinhas de urso). Outro grupo nos EUA, o Fundo para os Animais, administra diversos santuários e sua unidade de acres no Texas abriga mais de 900 animais, incluindo elefantes, chimpanzés, burros e avestruzes. PERGUNTAS E RESPOSTAS P: O que tem causado o declínio de espécies de animais selvagens e silvestres? R: Muitas populações de espécies estão se desestabilizando por causa de mudanças climáticas, poluição, espécies agressivas e impacto humano direto, tais como caçadores e comerciantes ilegais de animais selvagens e silvestres. P: Existem órgãos ou acordos internacionais que fornecem dados sobre populações de animais selvagens e silvestres e controlam o comércio das espécies em perigo? R: A International Union for Conservation of Nature and Natural Resources IUCN (União Internacional para a Preservação da Natureza e dos Recursos Naturais), foi fundada em Em 1990, o nome foi encurtado para The World Conservation Union IUCN (União Mundial para Preservação da Natureza). A IUCN monitora o estado das espécies no mundo e publica a Lista vermelha das espécies ameaçadas. Fornece também conselhos sobre 94

20 políticas e suporte técnico para secretariados e grupos para participação em convenções internacionais como a CITES. A Lista Vermelha é o inventário mais abrangente sobre o estado global de conservação das espécies animais e vegetais e é amplamente reconhecida por governos, cientistas e ONGs. Uma série de critérios é usada para avaliar o risco de extinção de milhares de espécies e subespécies. A lista classifica as espécies em oito categorias diferentes. Fora as duas primeiras, Extinta e Extinta na Natureza, qualquer espécie listada como Criticamente Ameaçada (CR) ou Ameaçada (EN) concentrará esforços que evitem sua extinção. As informações contidas na Lista Vermelha são atualizadas anualmente no site da IUCN e uma análise completa dos dados é publicada a cada três ou quatro anos. A CITES é o órgão responsável pela regulamentação do comércio internacional de espécies em perigo. Ele entrou em funcionamento em 1975 e desde 2005 possui 167 países associados que precisam implantar e cumprir legislação nacional, em conformidade com as regulamentações da CITES, para ajudar a evitar o comércio ilegal. Para mais informações sobre a CITES, leiam o capítulo sobre Legislação de proteção animal. P: Qual a gravidade do comércio ilegal de animais selvagens e silvestres em todo o mundo? R: Apesar da existência e do cumprimento da legislação da CITES e dos esforços das ONGs, há ainda um enorme e lucrativo comércio ilegal organizado, que movimenta mais de dez bilhões de dólares por ano. O comércio ilegal de animais selvagens e silvestres é quase tão lucrativo como o comércio de drogas ilícitas, apesar de as penalidades para os contrabandistas de animais selvagens e silvestres serem muito mais lenientes. P: Quais são as implicações da retirada de animais da natureza para sua preservação? R: Tirar animais de seu ambiente natural pode gerar desequilíbrios na ecologia local e possíveis danos ambientais associados. Se um determinado número de animais for retirado de uma pequena população, isso pode resultar no desaparecimento daquela espécie naquela região e poderia ser potencialmente desastroso para sua sobrevivência no mundo todo. P: Quais são os problemas de bem-estar dos animais retirados de seu ambiente natural? R: A captura e a retirada de animais de seu ambiente natural podem ter muitas conseqüências. Técnicas grosseiras de remoção podem resultar em estresse, ferimentos e morte. Os animais podem ser capturados por meio de armadilhas desumanas, golpeados ou arrancados de seus refúgios, o que provoca grande estresse e ferimentos. Podem ser mantidos em gaiolas superlotadas durante dias ou semanas, com pouco ou nenhum acesso a alimento e água, até que um número suficiente de animais para um carregamento seja reunido. Esses animais são então transportados, geralmente por longas distâncias, nacionalmente ou internacionalmente. Provavelmente são mantidos em condições de superlotação, com quantidades insuficientes de alimento e água (às vezes nenhuma), principalmente nos casos de comércio ilegal. Animais famintos e desidratados pesam menos do que os que têm peso normal e por isso são mais baratos para transportar. Espécies diferentes são, às vezes, transportadas juntas, o que gera brigas e, conseqüentemente, ferimentos. O bem-estar dos animais pode ser seriamente comprometido por tais condições e o estresse resultante pode 95

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