Encontro Anual dos Dirigentes Municipais de Meio Ambiente

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1 Encontro Anual dos Dirigentes Municipais de Meio Ambiente Engenheiro Ambiental Gabriel Simioni Ritter Diretor do Departamento de Biodiversidade Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Porto Alegre, agosto de 2015

2 Licenciamento Florestal As florestas nativas e as demais formas de vegetação natural ocorrentes no território estadual são consideradas bens de interesse comum a todos os habitantes do Estado, exercendo-se os direitos de uso na propriedade ou posse, com as limitações definidas pela legislação federal, estadual e municipal vigente. O que é? Instrumento da política florestal do Estado, compreendendo serviços prestados pelo órgão ambiental estadual ou municipal competente, visando regularidade e fiscalização dos diferentes tipos de manejos de espécies florestais nativas e devidas compensações florestais, conforme legislação vigente.

3 Licenciamento Florestal O Alvará de Licenciamento Florestal e a Autorização Florestal emitidos pelo órgão ambiental competente são os documentos oficiais que possibilitam a regularidade e legalidade na execução de manejos de corte, supressão ou transplante de árvores nativas, formações florestais nativas, florestas plantadas com espécies nativas ou supressão de exóticas para restauração de áreas de preservação permanente; Estabelece o manejo licenciado ou autorizado referente a vegetação, as condições, restrições e compensações a serem realizadas, incluindo os prazos;

4 Licenciamento Florestal A execução de manejos de corte, destruição, supressão, podas, transplantes por atividades florestais atingindo árvores nativas, sem a respectiva autorização ou licença emitida pelo órgão ambiental competente ou ainda em desacordo com as mesmas, constitui-se em infração administrativa ambiental na área florestal, passíveis das sanções previstas na legislação vigente.

5 Licenciamento Florestal Procedimento O proprietário, o posseiro ou o empreendedor de imóvel rural ou urbano deverão requerer o licenciamento florestal em procedimento administrativo próprio junto ao órgão ambiental competente, através de formulários específicos dentro das modalidades de licenciamentos florestais estabelecidas. Onde requerer? O Licenciamento Florestal deverá ser requerido junto aos Balcões de Licenciamento Ambiental Unificados, Agências Florestais ou órgãos ambientais de municípios qualificados para a gestão ambiental de impacto local.

6 Licenciamento Florestal Bioma Mata Atlântica e Bioma Pampa Mata Atlântica: Lei , de 22 de dezembro de 2006; Decreto 6.660, de 21 de novembro de 2008; Bioma Pampa: Decreto , de 22 de junho de Impacto Local definido através da Resolução CONSEMA 288; Lei Estadual n.º 9.519, de 21 de janeiro de 1992; Decreto Estadual n.º , de 01 de abril de 1998;

7 CONSEMA 288/2014 Estabelece as atividades consideradas de impacto de âmbito local, para o exercício da competência Municipal para o licenciamento ambiental; Licenciamento florestal Definido no ANEXO II; Para o transporte de matéria-prima florestal nativa deverá ser realizada a prévia homologação do respectivo alvará de licenciamento para posterior emissão de Documento de Origem Florestal (DOF); O DOF é o único documento legal que autoriza o transporte regular de matéria-prima florestal nativa no RS; A competência para a homologação dos alvarás de licenciamento para fins de transporte de matéria-prima florestal é exclusivamente do órgão florestal do Estado do RS.

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11 Res. CONAMA nº 33, de 7 de dezembro de 1994 Convalidada pela Res. CONAMA 388/07 Cria critérios para definir estágio sucessionais das formações vegetais da Mata Atlântica para o RS. Vegetação primária a vegetação de máxima expressão local com grande diversidade biológica, sendo os efeitos das ações antrópicas mínimos, a ponto de não afetar significativamente suas características originais de estrutura e de espécies. Vegetação secundária ou em regeneração, considera-se aquelas formações herbáceas, arbustivas ou arbóreas decorrentes de processos naturais de sucessão, após supressão total ou parcial da vegetação original por ações antrópicas ou causas naturais. Define-se Estágio de Regeneração Inicial, Médio ou Avançado

12 Lei da Mata Atlântica - Compensação O corte ou a supressão de vegetação primária ou secundária nos estágios médio ou avançado de regeneração do Bioma Mata Atlântica, é condicionado à compensação ambiental, na forma da destinação de área equivalente à extensão da área desmatada, desde que: A área possua as mesmas características ecológicas; Na mesma bacia hidrográfica; Preferencialmente, na mesma microbacia hidrográfica; E, nos casos de loteamentos ou edificações, em áreas localizadas no mesmo Município ou região metropolitana. Caso seja verificada pelo órgão ambiental a impossibilidade desta compensação ambiental, deve ser exigida a reposição florestal, com espécies nativas, em área equivalente à desmatada, na mesma bacia hidrográfica, sempre que possível na mesma microbacia hidrográfica.

13 Lei da Mata Atlântica - Compensação É vedada a supressão de vegetação primária do Bioma Mata Atlântica, para fins de loteamento ou edificação; Restrições quanto à supressão da vegetação secundária em estágio avançado de regeneração: Nos perímetros urbanos aprovados até 22/12/2006, dependerá de prévia autorização do órgão estadual competente e somente será admitida, para fins de loteamento ou edificação, no caso de empreendimentos que garantam a preservação de vegetação nativa em estágio avançado de regeneração em no mínimo 50% (cinqüenta por cento) da área total coberta por esta vegetação Nos perímetros urbanos aprovados após 22/12/2006, é vedada a supressão de vegetação secundária em estágio avançado de regeneração do Bioma Mata Atlântica para fins de loteamento ou edificação.

14 Lei da Mata Atlântica - Compensação Restrições quanto à supressão da vegetação secundária em estágio médio de regeneração: Nos perímetros urbanos aprovados até 22/12/2006, a supressão de vegetação secundária em estágio médio de regeneração somente será admitida, para fins de loteamento ou edificação, no caso de empreendimentos que garantam a preservação de vegetação nativa em estágio médio de regeneração em no mínimo 30% (trinta por cento) da área total coberta por esta vegetação. Nos perímetros urbanos delimitados após 22/12/2006, a supressão de vegetação secundária em estágio médio de regeneração fica condicionada à manutenção de vegetação em estágio médio de regeneração em no mínimo 50% (cinqüenta por cento) da área total coberta por esta vegetação.

15 Lei da Mata Atlântica - Compensação Para a supressão da vegetação secundária em estágio médio e avançado de regeneração para atividade de mineração, é necessário: Licenciamento ambiental, condicionado à apresentação de Estudo Prévio de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental - EIA/RIMA, pelo empreendedor, e desde que demonstrada a inexistência de alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto; Medida compensatória que inclua a recuperação de área equivalente à área do empreendimento, com as mesmas características ecológicas, na mesma bacia hidrográfica e sempre que possível na mesma microbacia hidrográfica, independentemente do disposto no Art. 36 da Lei n 9.985, de 18 de julho de 2000.

16 Convênio da Mata Atlântica Delegação de Competência da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável ao Município; É delegada a Competência para a realizar da gestão florestal: Licenciamento; Fiscalização das atividades e empreendimentos; Estabelecer procedimentos com vista à preservação, à conservação, à recuperação e à melhoria do meio ambiente

17 Convênio da Mata Atlântica As atividades e empreendimentos a serem licenciados pelo ficam limitados àquelas previstas na Resolução CONSEMA vigente que determina as tipologias e portes de impacto ambiental local. Nos procedimentos de licenciamento que envolvam manejo de vegetação nativa o município deverá Realizar avaliação técnica e legal prévia da atividade. Efetuar o rito processual; Emitir, se for o caso, a devida licença florestal; Fiscalizar o cumprimento dos termos da licença emitida.

18 ATRIBUIÇÕES Compete ao Município Exercer a gestão florestal; Compatibilizar a legislação municipal específica às normas que determinam as atividades e empreendimentos considerados de impacto ambiental local, a serem licenciados ambientalmente; Respeitar e observar as normas determinadas pelo cadastro florestal estadual e cadastro técnico federal; Auxiliar os usuários do sistema ambiental municipal a obter junto ao IBAMA o Documento de Origem Florestal, quando couber, para o correto transporte de matéria-prima florestal nativa; Estruturar-se para a implementação de plano municipal de conservação e recuperação da Mata Atlântica, previsto na Lei n.º /2006; Publicar na página eletrônica informações no tocante a política florestal municipal.

19 Compete ao Município Possuir equipe técnica composta por profissionais habilitados, pelo respectivo conselho profissional e Anotação de Responsabilidade Técnica; Possuir no quadro de servidores de fiscal ambiental; Apresentar relatório anual ao com quantidade de processos de manejo de vegetação protocolados, sua tipificação (modalidades de licenciamento), especificando a quantidade de indeferimentos e de licenças emitidas; Relatar a quantidade de eventos de capacitação interna realizados.

20 ATRIBUIÇÕES Compete ao DBio/SEMA Emitir e publicar: Instruções Normativas; Formulários; Termos de Referência. Acompanhar a execução da gestão florestal; Prestar orientações técnicas ao município, quando for solicitado, visando à execução das atividades e ações delegadas; Comunicar as suas unidades descentralizadas da vigência do convênio do município sob sua área de abrangência;

21 ATRIBUIÇÕES Compete ao DBio/SEMA Fiscalizar o cumprimento das cláusulas constantes Termo de Convênio visando o cumprimento das obrigações, restrições e condições impostas pela legislação florestal vigente; Criar e manter uma estrutura de monitoramento, controle e de fiscalização das ações delegadas; Analisar os pedidos de homologação de licenças florestais emitidas pelo município, fiscalizando sua regularidade, para fins de inclusão no sistema DOF do IBAMA, quando couber, para o correto transporte de matéria-prima florestal nativa;

22 Vegetação Campestre Bioma Pampa Compete ao órgão estadual, conforme Art. 26 da Lei /2012. Art. 26. A supressão de vegetação nativa para uso alternativo do solo, tanto de domínio público como de domínio privado, dependerá do cadastramento do imóvel no CAR, de que trata o art. 29, e de prévia autorização do órgão estadual competente do Sisnama. Formulário e Termo de Referencia no site da SEMA desde 2012; Decreto , de 23 de junho de 2015, definiu conceitos e procedimentos.

23 Decreto , de 23 de junho de 2015 Art. 5º No que se refere ao Bioma Pampa, para fins de inscrição dos imóveis no CAR, entende-se por: I área rural consolidada por supressão de vegetação nativa para uso alternativo do solo: área com ocupação antrópica preexistente a 22 de julho de 2008, em que houve o corte, a destruição, o desenraizamento, a dessecação, a desvitalização por qualquer meio, ou qualquer outra prática que promova a conversão do uso do solo, com a exclusão das espécies nativas do ambiente, com a finalidade de introduzir edificações, benfeitorias ou atividades agrossilvipastoris, admitida, neste último caso, a adoção do regime de pousio; II área rural consolidada por supressão de vegetação nativa com atividades pastoris: área com ocupação antrópica preexistente a 22 de julho de 2008, com atividades pastoris em que se manteve parte da vegetação nativa;

24 Decreto , de 23 de junho de 2015 III - área de remanescente de vegetação nativa: área coberta por vegetação nativa dos tipos florestal, campestre, ou qualquer outra fisionomia vegetal, sem ocupação antrópica preexistente a 22 de julho de Parágrafo único. A presença de espécies herbáceas forrageiras de ciclo de vida anual ou perene introduzidas na vegetação nativa campestre, bem como de espécies exóticas na vegetação nativa campestre não a descaracteriza como área rural consolidada por supressão de vegetação nativa com atividades pastoris para fins de cadastramento no CAR.

25 Decreto , de 23 de junho de 2015 Art. 8º A supressão da vegetação nativa para uso alternativo do solo dependerá do cadastramento do imóvel no CAR e de autorização prévia do órgão estadual competente do Sistema Nacional do Meio Ambiente SISNAMA, conforme o disposto no art. 26 da Lei Federal nº / º No Bioma Pampa, necessitam a autorização prévia de que trata o caput deste artigo as supressões para uso alternativo do solo das áreas dos incisos II e III do art. 5º deste Decreto. 2º Para instruir a solicitação de autorização que se refere o caput deste artigo, o requerente deverá atender as exigências documentais e informativas previstas nas normas específicas da SEMA;

26 Decreto , de 23 de junho de 2015 Art. 9º A autorização para supressão de vegetação nativa no Bioma Pampa para uso alternativo do solo de que trata o art. 8º deste Decreto, até que advenha regramento específico do Conselho Estadual de Meio Ambiente CONSEMA, dependerá da manutenção, a título de compensação ambiental, de área equivalente a 20% (vinte por cento) da soma das áreas declaradas como consolidadas por supressão nativa com atividades pastoris e de remanescentes de vegetação nativa, descritas nos incisos II e III do art. 5º deste Decreto. 1º A base de cálculo do percentual de 20% (vinte por cento) a que se refere o caput deste artigo são as áreas a que se referem os incisos II e III do art. 5º deste Decreto, inclusive as localizadas em áreas de Preservação Permanente, de Reserva Legal, de uso restrito e de servidão administrativa 2º Poderão ser utilizadas na compensação ambiental a que se refere o caput deste artigo as áreas existentes no imóvel e declaradas como consolidadas por supressão nativa com atividades pastoris e como remanescentes de vegetação nativa, descritas nos incisos II e III do art. 5º deste Decreto, localizadas nas áreas de Preservação Permanente, de Reserva Legal, de uso restrito e de servidão administrativa.

27 Decreto , de 23 de junho de º A indicação da área de vegetação nativa a ser suprimida para uso alternativo do solo é de responsabilidade do produtor, devendo este priorizar, para conversão, as áreas com a presença de espécies herbáceas exóticas e, para manutenção, as de remanescentes de vegetação nativa e aquelas que permitam a formação de corredores ecológicos entre as Áreas de Reserva Legal e as Áreas de Preservação Permanente. 4º A falta de áreas no imóvel em condições de atendimento do percentual de 20% exigido no caput poderá ser compensada pela oferta de áreas em outro imóvel, com as mesmas características ecológicas e preferencialmente na mesma bacia hidrográfica, inseridas em áreas rurais consolidadas por supressão de vegetação nativa com atividades pastoris e áreas de remanescentes de vegetação nativa que excedam as obrigações estabelecidas na legislação ambiental neste outro imóvel.

28 Decreto , de 23 de junho de 2015 Art. 10. No Bioma Pampa, ficam dispensadas de autorização do órgão estadual competente do SISNAMA as seguintes atividades: I - a introdução de espécies herbáceas forrageiras de ciclo de vida anual ou perene na vegetação nativa, desde que não caracterize supressão da vegetação nativa para uso alternativo do solo; II - a roçada ou o corte das partes aéreas da vegetação herbácea campestre para fins de redução de biomassa; III o descapoiramento da vegetação nativa sucessora formada, principalmente, por espécies pioneiras com até três metros de altura, tais como timbó (Ateleia glazioviana), espinilho (Acácia caven), maricá (Mimosa bimucronata), vassoura-vermelha (Dodonea viscosa), aroeiras (Schinus spp.), bracatinga (Mimosa scabrella) e desde que: a) seja realizado com o objetivo de manutenção da vegetação campestre para a atividade pastoril; b) não implique em supressão de vegetação para uso alternativo do solo; c) não esteja a vegetação nativa sucessora associada com formações secundárias; d) não seja efetuada sobre as áreas consideradas de preservação permanente, de reserva legal e de uso restrito;

29 Decreto , de 23 de junho de 2015 IV - a atividade pastoril, em sistema extensivo, sobre área de remanescente de vegetação nativa ou área rural consolidada por supressão de vegetação nativa com atividades pastoris, fora de Área de Preservação Permanente e de Reserva Legal, desde que não envolva supressão de vegetação nativa para uso alternativo do solo; e V - a atividade pastoril sobre área de remanescente de vegetação nativa ou área rural consolidada por supressão de vegetação nativa com atividades pastoris, em Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal, desde que o proprietário adote boas práticas ambientais e tenha realizado a inscrição no CAR. 1º O órgão estadual competente do SISNAMA publicará, em ato específico, diretrizes ambientais para a prática da atividade pastoril sustentável sobre remanescentes de vegetação nativa campestre em Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal. 2º A atividade referida no inciso III deste artigo não importa em reposição florestal.

30 PORTARIA SEMA N.º 121/2015 (31/07/15) Objetivo de desenvolver estudos e apresentar proposições, no prazo de 60 dias, sobre diretrizes de uso e conservação do Bioma Pampa, inclusive critérios para o ato de autorização referido no art. 9, do Decreto Estadual /2015. Constituído por representantes das Secretarias e Órgãos: Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - SEMA: Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul FZB; Secretaria da Agricultura e Pecuária - SEAP; Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo SDR; Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural - EMATER/RS. Podem ser convidadas outras instituições e entidades para contribuir com o desenvolvimento dos trabalhos, a critério da Coordenação.

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