Noções Básicas sobre. Análisis de la Cobertura Experiência Brasileira

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1 TALLER REGIONAL SOBRE ANÁLISIS DE COHERENCIA, CALIDAD Y COBERTURA DE LA INFORMACION CENSAL Noções Básicas sobre Análisis de la Cobertura Experiência Brasileira Santiago, Chile, 1 al 5 agosto de 2011 Data 00/00/00

2 Cobertura e qualidade dos Censos Introdução Censos demográficos são, pela sua dimensão e importância, a principal atividade empreendida por um instituto oficial de estatística, sendo também a mais importante fonte de informações demográficas de um país, especialmente para níveis geográficos mais desagregados. Em atividades desta magnitude é inerente a existência de problemas de cobertura e qualidade, de forma que se tornam imprescindíveis a avaliação e mensuração de tais problemas, além da busca contínua por melhorias das informações coletadas.

3 Cobertura e qualidade dos Censos Medidas preventivas Para alcançar os melhores padrões de qualidade no censo brasileiro, o IBGE introduziu, em 2010, várias inovações gerencial, metodológica e tecnológica, com destaque para a atualização da base territorial digital, a adoção do computador de mão equipado com GPS, para a coleta dos dados, e a introdução da Internet como alternativa para preenchimento do questionário. O uso de equipamentos com GPS permitiu o georreferenciamento das unidades visitadas nas zonas rurais, bem como gerenciar o ritmo e a cobertura geográfica da operação de campo realizada pelos recenseadores

4 Censo 2010 Medidas preventivas A Pré-coleta A realização da Pré-coleta do Censo Demográfico 2010 teve como principal objetivo a atualização da Base Territorial e do cadastro nacional de endereços Além desta atualização a Pré-coleta foi também empregada no Censo 2010, não como parâmetro para avaliação direta da cobertura, mas como um dos critérios de acompanhamento por parte da supervisão, podendo acusar possíveis problemas de enumeração e qualidade das informações coletadas.

5 Censo 2010 Medidas preventivas A Pré-coleta Sistema de relatórios e indicadores gerenciais Comparação entre a coleta e pré-coleta Limitação -> conceitos de morador e domicílio Conferência do percurso/cobertura Reentrevista

6 Introdução Técnicas Diretas -> Pesquisas de Avaliação Técnicas Indiretas -> utilização de análises demográficas

7 Análises Demográficas Objetivo -> obter uma coerência entre as informações dos censos e os eventos demográficos

8 Análises Demográficas O processo de conciliação censitária resultou nos níveis estimados de cobertura/subenumeração dos Censos Demográficos desde As principais etapas realizadas no processo de avaliação da subenumeração censitária através de técnicas indiretas foram: 1) Projeções de população por sexo e idade até 2007 com as populações de partida em 1970, 1980, 1990, 1995 e 2000; 2) Retroprojeções por sexo e idade até 1970 com as populações de partida em 2005, 2000, 1995, 1990 e 1980.

9 Análises Demográficas

10 Análises Demográficas

11

12 Análises Demográficas Resultados Há evidências de que os Censos Demográficos do Brasil guardam coerência entre si Também há evidências de comprometimento da comparabilidade e derivação de indicadores do crescimento populacional entre as Contagens da População e os Censos Demográficos adjacentes

13 Análises Demográficas Resultados O grau de subenumeração/cobertura estimado para o Censo Demográfico de 1980 não compromete a projeção da população do Brasil, cuja partida pode ser a estrutura por sexo e idade observada O padrão histórico das estimativas dos graus de subenumeração não se altera quando comparados Conciliação dos Censos e Método da Componentes Demográficas Vs. Método das Componentes Demográficas simplesmente

14 Pesquisa de Avaliação Desde o Censo Demográfico de 1970, o IBGE realiza a Pesquisa de Avaliação de cobertura da coleta associada à operação censitária

15 Pesquisa de Avaliação Censo 2000 Método - Dual System Estimation Independência entre o Censo e a PA Não cobriu as áreas rurais da Região Norte Amostra: Setores Censitários domicílios pessoas (0,7%)

16 Pesquisa de Avaliação Censo 2000 Resultados em termos de taxas de omissão com desagregação por: Unidades da Federação Situação do Domicílio (Urbana ou Rural) Faixas Etárias (Menor de 1 ano; 1 a 4 anos; 5 a 14 anos; 15 a 59 anos; 60 anos ou +

17 10,0 9,0 8,0 Pesquisa de Avaliação Censo 2000 Taxas líquidas de omissão de pessoas residentes em domicílios particulares ocupados, por situação do domicílio, para Brasil e Grandes Regiões - com reconciliação, Censo 2000 Total Urbana Rural 7,0 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 Brasil** Norte* Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste

18 Pesquisa de Avaliação Censo 2000 Taxas de omissão de pessoas residentes em domicílios ocupados e recenseados pelas duas pesquisas, por faixa etária, para as unidades da Federação Unidade da Federação Menor que 1 ano 5 a 14 anos 15 a 59 anos 60 anos ou + Estimativa CV Estim ativa CV Estim ativa CV Estimativa CV Estimativa CV Rondônia* 9,1 88,8 5,3 26,2 2,1 29,7 3,1 16,5 2,3 56,6 Acre* 2,2 98,3 4,7 28,4 3,5 28,3 4,6 15,5 1,1 66,1 Amazonas* 6,2 50,4 5,1 22,4 4,1 21,4 4,5 10,7 1,8 55,7 Roraima* 11,3 38,5 9,5 27,7 4,7 28,0 5,1 13,7 6,9 57,3 Pará* 11,9 20,2 7,1 20,4 3,4 22,2 5,4 11,2 5,0 23,6 Amapá* 2,4 100,1 5,1 34,6 3,7 27,6 5,1 18,5 8,2 43,3 Tocantins* 1,2 99,9 3,3 49,8 3,7 36,3 4,3 15,1 3,0 41,2 Maranhão 10,5 44,0 4,0 28,0 4,7 18,9 4,4 13,6 4,7 32,1 Piauí 8,0 57,1 2,8 33,6 2,8 27,4 2,6 16,3 1,6 46,1 Ceará 7,3 58,3 5,2 33,5 1,7 29,8 3,4 19,8 1,7 41,5 Rio Grande do Norte 11,7 36,4 3,6 38,1 3,5 27,4 4,1 15,3 2,5 30,1 Paraíba 8,1 34,8 2,3 35,2 3,0 25,5 2,2 15,9 2,2 31,6 Pernam buco 9,6 43,3 5,0 30,0 2,5 25,8 3,2 13,9 3,5 35,2 Alagoas 5,1 46,6 3,8 29,5 2,6 24,0 3,5 15,5 4,1 24,2 Sergipe 4,0 57,4 5,4 22,4 4,1 22,2 3,3 18,2 2,0 40,6 Bahia 10,1 30,2 3,2 30,4 3,7 21,6 4,1 10,0 2,5 25,9 Minas Gerais 4,8 64,5 0,6 101,0 1,8 46,7 1,3 23,3 1,0 68,4 Espírito Santo 8,8 57,7 3,5 37,9 3,4 38,5 3,5 28,9 1,5 48,7 Rio de Janeiro - - 4,4 35,7 4,8 22,2 2,7 28,9 1,9 34,9 São Paulo - - 3,7 33,5 1,5 32,7 1,9 19,3 3,1 30,6 Paraná 2,1 97,7 0,7 98,5 2,2 38,2 2,0 18,4 2,2 37,8 Santa Catarina 5,7 46,0 0,9 55,8 2,1 24,6 2,6 15,4 1,8 44,4 Rio Grande do Sul - - 1,6 41,6 1,4 37,9 2,3 13,9 1,4 42,3 Mato Grosso do Sul 10,9 44,1 4,4 49,8 2,4 24,8 3,0 15,2 3,4 37,1 Mato Grosso 3,9 69,6 3,1 30,2 2,8 21,5 3,1 13,7 3,0 38,0 Goiás 2,3 96,4 4,5 36,1 1,8 45,9 2,5 17,1 2,2 40,0 Distrito Federal 5,4 65,4 7,3 33,1 3,3 36,0 4,2 16,7 2,0 74,9

19 Pesquisa de Avaliação Censo 2010 Novas metodologias e tecnologias -> processos automatizados em todas as fases da pesquisa Inclusão das áreas rurais da Região Norte Maior independência em relação à equipe que realizou o Censo Maior amostra, com mais de setores censitários melhora no nível de confiança, chegando a 95% com 0,20 de erro setores censitários foram selecionados com probabilidade proporcional ao tamanho (PPT) aumento da eficiência da amostra e precisão das estimativas

20 Considerações Acerca da Utilização dos Fatores Calculados O IBGE realiza Pesquisas de Avaliação de seus censos demográficos desde 1970, mas, assim como a grande parte dos países, não ajusta os resultados dos censos Estão sendo estudadas possibilidades de utilização dos resultados das avaliações dos Censos diretas e indiretas nas projeções e estimativas populacionais

21 Considerações Acerca da Utilização dos Fatores Calculados A decisão de se ajustar o Censo deveria ocorrer junto com o planejamento geral da operação Deve-se considerar quais são os usos feitos das informações censitárias Ex.: FPM ajustes podem afetar a distribuição populacional do país, afetando também a distribuição dos recursos Como fazer o ajuste? Metodologias específicas Nível geográfico

22 Considerações Acerca da Utilização dos Fatores Calculados Tempo de realização do ajuste Heterogeneidade geralmente encontrada entre as taxas de cobertura em diferentes regiões e grupos populacionais específicos.

23 Muchas Gracias!

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