INE DISPONIBILIZA "RETRATO SOCIAL" DE PORTUGAL NA DÉCADA DE 90

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1 PORTUGAL SOCIAL de Setembro de 23 INE DISPONIBILIZA "RETRATO SOCIAL" DE PORTUGAL NA DÉCADA DE 9 A partir desta data encontra-se disponível a terceira edição da publicação Portugal Social. A informação está organizada em onze capítulos ou domínios sócio-demográficos, apresentando-se para cada um deles, um conjunto de indicadores disponíveis para o período de 1991 a 21. De forma a enriquecer a análise temática, a presente edição incorpora ainda contributos individuais de um conjunto de investigadores universitários que acederam a colaborar com o INE nesta iniciativa. Em cada tema, são apresentadas, sempre que possível, comparações regionais e internacionais, permitindo posicionar cada região no contexto nacional e enquadrando Portugal na envolvente internacional. Apresentam-se, de seguida, alguns exemplos da informação contida em cada um dos capítulos do Portugal Social Capítulo 1 - POPULAÇÃO "[ ] A passagem para uma população superior a 1 milhões de habitantes no espaço português veio confirmar as tendências que se começaram a desenhar por volta dos setenta e que se acentuaram nos últimos dez as grandes assimetrias regionais deixam de ter uma orientação norte/sul para passarem a ter uma orientação litoral/interior e o crescimento demográfico deixa de ser explicado pelo movimento natural e passa a ser explicado quase exclusivamente pelos movimentos migratórios.[ ]" Manuel Nazareth População residente aumenta cerca de 3,2% entre 1991 e 21. Algarve regista o maior crescimento demográfico entre 1991 e 21. PORTUGAL SOCIAL /12

2 Densidade populacional mais elevada na Região Autónoma da Madeira. Manutenção de baixos níveis de natalidade e fortes saldos migratórios caracterizam período intercensitário. Fluxos migratórios determinam quase exclusivamente o crescimento demográfico. Envelhecimento demográfico acentua-se no período intercensitário. Relação de masculinidade aumenta em todas as regiões. Portugal com menor proporção de jovens que a média europeia. Alentejo é a região mais envelhecida e a Região Autónoma dos Açores a mais jovem. Em 21 existiam 4 indivíduos potencialmente activos por cada idoso. Alentejo com as taxas de mortalidade mais elevadas. Taxas de mortalidade infantil com os níveis mais baixos de sempre. Esperança de vida mais longa nas mulheres. Emigração da última década é predominantemente masculina e temporária. Europa comunitária é o principal destino dos emigrantes portugueses. Luxemburgo e Alemanha apresentam as maiores proporções de não-nacionais. Entre 1996 e 21 entraram em Portugal cerca de 245 mil indivíduos que residiam no estrangeiro. Lisboa e Vale do Tejo registou o maior número de movimentos migratórios internos entre 1995 e 21. Algarve foi a região mais atractiva entre 1995 e 21 e Alentejo e Madeira as mais repulsivas. Pílula é o método contraceptivo utilizado maioritariamente. n.º de indivíduos Emigrantes permanentes e temporários, por sexo 3 Permanentes Temporários Total Homens Mulheres Fonte: INE - Estatísticas Demográficas PORTUGAL SOCIAL /12

3 Proporção de núcleos familiares monoparentais (mãe ou pai com filhos) no total de núcleos familiares, por região NUTS II % Capítulo 2 - FAMÍLIAS "[ ] O recuo das taxas de nupcialidade e dos casamentos na Igreja, a popularidade crescente das uniões de facto, dos casamentos com co-residência prévia dos noivos ou com filhos anteriores à celebração, tendências aliás tipicamente associadas às franjas mais jovens de população, constituem sinais da emergência de novos valores sobre a conjugalidade, agora representada como um compromisso afectivo e privado, construído a dois, ao serviço da felicidade individual.[ ]" Aumentou o número de famílias. Mais pessoas a viverem sós. Famílias cada vez mais pequenas. Ana Nunes de Almeida Número de casamentos tem vindo a diminuir e número de divórcios não cessa de aumentar. Quase duplicou o número de indivíduos casados sem registo. Decréscimo do número de famílias com 5 ou mais pessoas. Regiões Autónomas têm famílias mais numerosas. São sobretudo as mulheres idosas que vivem em famílias unipessoais. Aumentaram as famílias unipessoais de homens com menos de 65 de idade. Casal com filhos é o núcleo familiar predominante. Famílias monoparentais são sobretudo compostas por mães com filhos. Mulheres e homens casam cada vez mais tarde. Jovens saem cada vez mais tarde de casa dos pais. Casamentos católicos têm vindo a diminuir. Algarve e Lisboa e Vale do Tejo com as maiores proporções de população casada sem registo. Em mais de um terço dos casamentos celebrados no Algarve os nubentes já tinham residência comum. Têm aumentado os casamentos celebrados em que existem filhos anteriores ao casamento. Divórcios aumentaram cerca de 9% entre 1991 e 21. Casamentos dissolvidos por divórcio duraram em média cerca de Norte Centro Lisboa V. Tejo Alentejo Algarve R. A. Açores Portugal 1991 Portugal 21 R. A. Madeira Idade média ao divórcio ronda os 4. Taxa de viuvez é superior nas mulheres. Mais de 4% das mulheres idosas são viúvas. Fonte: INE - Recenseamento Geral da População, de 1991 e 21 PORTUGAL SOCIAL /12

4 Capítulo 3 - EDUCAÇÃO "[ ] O que parece vir a acentuar-se é o fosso geracional, no seio da população portuguesa, entre um pólo juvenil mais escolarizado e mais propenso a uma formação continuada ao longo da vida e um pólo mais envelhecido, com uma escolarização rudimentar e manifestando uma menor disposição em apostar em formação.[ ]" José Resende; Maria Manuel Vieira Fundos públicos destinados ao financiamento da educação cresceram em média 12,4% ao ano entre 199 e 1999; em 1999, representavam 6,9% do PIB; na UE apenas a Dinamarca e a Suécia gastam mais, em percentagem do PIB, que Portugal. Jovens: crescentemente melhor qualificados que a geração anterior. Entre 1992 e 2, 37% dos diplomas do ensino superior foram atribuídos pelo ensino privado. Em 21 o número de doutoramentos reconhecidos em Portugal são mais do que em 199; destes, cerca de um quarto foram realizados fora do país. O desempenho dos alunos portugueses em Matemática, Ciências e Leitura é melhor em Lisboa e Vale do Tejo; também o desempenho das raparigas é, em geral, melhor que o dos rapazes. Em Portugal, os jovens dos 15 aos 34 tendem a fazer a transição da educação para a vida activa em torno dos 18, mais cedo que nos países nórdicos, mas ao mesmo tempo dos itali. Um em cada dois jovens encontra o primeiro emprego nos primeiros 5 meses após deixar a escola. Encontrar o primeiro emprego estável demora em média 15 meses. Estes hiatos, em ambos os casos, são maiores para as mulheres. Pouco mais de metade dos diplomados empregados em 21 não passaram por períodos de desemprego. As mulheres são grandes responsáveis pela elevação do nível de escolaridade da população. As diferenças nos níveis de escolaridade na UE 9% 8% Taxa de pré-escolarização bruta tendem a atenuar-se. Mais de metade das crianças de 3 são 7% 6% 5% escolarizadas. No ensino básico a população escolar diminuiu quase 319 mil alunos na última década (199/91 a 4% 3% 2% 1% 2/1). O prosseguimento dos estudos após a escolaridade % 1991/ / / / / / / / / 2/1 obrigatória tende a aumentar. Fonte: Cálculos INE com base em DAPP/ME Continua a crescer o número de estudantes no ensino superior. PORTUGAL SOCIAL /12

5 Capítulo 4 - EMPREGO, SALÁRIOS E CONDIÇÕES DE TRABALHO "[ ] A integração da mão-de-obra qualificada no mercado de trabalho foi facilitada pela forte expansão do emprego no sector público da economia, em especial, na administração pública, saúde e ensino, que tem vindo a absorver cerca de 5 por cento do fluxo anual de novos licenciados produzidos pelas universidades portuguesas.[ ]" Pedro Portugal A população activa cresceu ininterruptamente entre 1998 e 21. Papel activo das mulheres no crescimento do emprego. Taxa de emprego dos portugueses com 65 e mais A população empregada concentra-se nas profissões associadas a baixos níveis de qualificação e apresenta reduzidos níveis de habilitações escolares. Portuguesas são das que menos trabalham na Europa em tempo parcial. Os trabalhadores portugueses destacam-se na Europa pelo exercício de uma segunda actividade. A remuneração média mensal de base das mulheres representava, em 2, 77,5% da auferida pelos homens. Menor turbulência no mercado de trabalho nos últimos da década de 9. Em 2, estiveram envolvidos trabalhadores (menos 35,8 % que em 1995), representando, em média, 155 trabalhadores por greve. Portugal destaca-se na Europa por uma elevada incidência de acidentes de trabalho (que implicam paragem de mais de 3 dias de trabalho). é a maior da União Europeia. Mais de metade do emprego no sector dos Serviços. Número de greves, de trabalhadores envolvidos, e número de dias perdidos, como consequência de greves efectuadas Trabalhadores envolvidos e Dias perdidos Fonte: MSST - DETEFP Trabalhadores envolvidos Dias perdidos Número de greves N.º de greves Capítulo 5 - SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO "[ ] a informação disponível confirma que o recurso às novas tecnologias de informação e comunicação por parte dos portugueses varia de acordo com as suas características sócio-demográficas, sobretudo quando essas tecnologias são mais dispendiosas em termos financeiros e exigentes em competências específicas. Sem surpresa, as famílias de maior rendimento e os grupos mais escolarizados e jovens surgem numa posição de destaque nos vários indicadores de posse PORTUGAL SOCIAL /12

6 de equipamentos e acesso a serviços que ocupam uma posição central no contexto da sociedade da informação e do conhecimento. [ ]" Posse de computador e ligação à Internet dos agregados domésticos, por região NUTS II em 21 % R. Autónoma da Madeira R. Autónoma dos Açores Portugal João Ferrão Fundos públicos destinados ao financiamento de investigação e desenvolvimento (I&D) cresceram em média 9,3% ao ano entre 199 e 21; em 21, representavam,64% do PIB; na UE, apenas a Grécia gastou menos, em percentagem do PIB, que Portugal. Em 1999, existiam mais 15 7 indivíduos a exercer actividades de I&D que em 199. Em cada 1 indivíduos activos, 3,1 eram investigadores; na UE, esse valor era de 5,5 investigadores em média. Grande parte dos investigadores possui o grau de bacharelato/licenciatura. Ao contrário da UE, onde a maior parte dos investigadores no Estado e no ensino superior são do sexo masculino, em Portugal, a proporção Continente Norte de mulheres nesta actividade e nestes sectores é maior. Em 21, cerca de um quarto das famílias portuguesas - 24% - possuíam computador e 13% ligação à Internet. De entre os indivíduos com 15 e mais, 29% utilizavam, em 21, habitual ou ocasionalmente, o computador. 18% da população portuguesa utilizava a Internet; o uso de computador e da Internet era feito maioritariamente pela população mais jovem, por estudantes e por indivíduos do sexo masculino. Em 21, existiam, nas escolas do ensino não superior, no Continente, cerca de 3,5 computadores por escola, para uso pelos alunos. Em 2, cada família gastou em média 541 euros em comunicações, valor muito superior aos 69 euros gastos em As despesas em comunicações representavam, em 2, cerca de 2,5% do total das despesas de consumo das famílias. A densidade telefónica do serviço móvel terrestre em Portugal era, em 2, de 64,9%, claramente acima dos 62,6% da União Europeia. Em 21, 6,2% dos alojamentos portugueses estavam aptos a receber os serviços da televisão por cabo, estando 37% efectivamente ligados. Capítulo 6 - CONDIÇÕES DE VIDA DAS FAMÍLIAS Algarve Centro Alentejo Lisboa e Vale do Tejo Posse de Computador Ligação à Internet Fonte: INE Inquérito à Utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação pelas Famílias, 21 "[ ] O crescente aumento do grau de endividamento das famílias, resultante desta expansão do crédito, constitui, de facto, outro factor de agravamento da vulnerabilidade da situação económica e financeira das famílias, originando agravamentos sensíveis no peso PORTUGAL SOCIAL /12

7 dos encargos financeiros, de natureza fixa e não compressível, nos orçamentos familiares, e dando lugar a restrições adicionais às possibilidades de consumo de outros bens e serviços e, portanto, do seu bem-estar. [ ]" José Pereirinha PIB cresce em média anual 3,5% entre 1995 e 21; neste ano, o crescimento real do PIB face a 1995 ronda os 23% e o do PIB per capita 2%. Em 1999, cerca de 83% dos agregados familiares portugueses afirma ter fraca (ou não ter de facto) capacidade de poupança. Lisboa e Vale do Tejo lidera regionalmente o PIB per capita e as receitas médias liquidas anuais das famílias. Os trabalhadores por conta de outrem - outros que não operários - superam em 2, a média nacional de receitas médias líquidas dos agregados familiares, em 65%, enquanto os trabalhadores por conta própria (excepto agricultura) o fazem em 2%. Em 2, as receitas médias líquidas anuais dos agregados cujo representante detém o ensino superior são cerca de 5,2 vezes superiores às dos agregados cujo representante não possui qualquer grau. As duas principais fontes de rendimento são o trabalho por conta de outrem, para os agregados com crianças, e as pensões para os agregados sem crianças a cargo. Em 1999, cerca de 16% dos portugueses afirmou que a sua situação económica melhorou face ao ano anterior; cerca de 62% consideraram que a mesma se manteve. Os portugueses, em 1999, estavam reticentes quanto à compra de bens que envolvessem quantias elevadas; apenas 12% consideravam o momento favorável. A taxa de pobreza diminuiu 4 p. p. em 1998, face ao ano anterior, quando consideradas as transferências sociais. Portugal deixa de se situar no último lugar da tabela quando comparado com os restantes países da União Europeia, para ultrapassar, em 1998, a Grécia e o Reino Unido. O número de beneficiários do Rendimento Mínimo Garantido é composto maioritariamente por mulheres. RDB-1 6 euros Consumo e Poupança das famílias em percentagem do Rendimento Disponível Bruto (RDB) RDB Consumo % RDB Poupança % Rendimento disponível bruto Consumo das famílias (% RDB) Rendimento disponível bruto Poupança bruta (% RDB) Fonte: INE Contas Nacionais PORTUGAL SOCIAL /12

8 Educação é a classe de consumo onde os preços apresentam a maior variação. Habitação é a categoria de despesa com maior peso nos orçamentos familiares dos portugueses. Região Autónoma da Madeira regista os mais baixos valores de despesa média dos agregados familiares. Em 2, a principal despesa dos agregados cuja principal fonte de rendimento é o trabalho por conta de outrem é a "Habitação, despesas com água, electricidade, gás e outros combustíveis"; nos agregados cuja principal fonte são as pensões são os "Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas". Endividamento das famílias aumenta desde o início dos 9, atingindo em 21, valores perto do total dos seu rendimento disponível. Em 21 a proporção de alojamentos ocupados pelo proprietário ascendia aos 75%, sendo que 31% dos mesmos geravam encargos inerentes à sua aquisição. Capítulo 7 - PROTECÇÃO SOCIAL "[ ] O aumento da despesa em pensões de velhice e sobrevivência será uma consequência de dois efeitos: a diminuição da relação entre activos e pensionistas, resultante do envelhecimento da população, e o aumento significativo da pensão média, em consequência do aumento médio das carreiras contributivas.[ ]" Vítor Martins Receitas de protecção social superam as despesas em Função Velhice e sobrevivência cresce, em termos reais, 83% entre 1991 e O montante despendido com a função Saúde conheceu um aumento real de 34,5% entre 1995 e Função Família regista um crescimento real na ordem dos 31%, entre 199 e Em 1999, as prestações de protecção social no desemprego totalizaram cerca de,7% do PIB. Função Exclusão social vê crescer a sua importância, sobretudo devido ao surgimento do Rendimento Mínimo Garantido (actual Rendimento Social de Inserção). Prestações de protecção social crescem 39,5% e 31,7%, respectivamente, no sector público e no sector privado, entre 1995 e As receitas de Outros regimes de protecção social registaram, globalmente, um aumento de 84 p.p., entre 1995 e Despesas de protecção social, em % do PIB, em Portugal e na União Europeia Portugal UE Diferença Fonte: Eurostat NewCronos e INE Estatísticas da Protecção Social PORTUGAL SOCIAL /12

9 Instituições Particulares de Solidariedade Social são responsáveis, em 1999, por aproximadamente 3% do total das prestações sociais concedidas. Velhice e sobrevivência é a função em que maior montante é afectado pelas Associações de Socorros Mútuos: 94,6% do total despendido em Serviço Nacional de Saúde consagra 413 milhões de euros à actividade hospitalar. Em 1999, o montante total de Fundos de pensões atinge os milhões de euros. Capítulo 8 - SAÚDE E INCAPACIDADES "[ ] Em comparação com os países da União Europeia, Portugal é dos que têm menos profissionais de saúde por habitante. Quanto à procura de cuidados médicos, esta não parou de aumentar, tendo as consultas nos hospitais e centros de saúde crescido cerca de 25% numa década. Os internamentos tendem a diminuir e a ser mais curtos, de acordo com as tendências actuais da medicina, mas persistem grandes diferenças regionais difíceis de explicar. [ ]" Manuel Villaverde Cabral Os 6 novos hospitais existentes em 21 (face a 1996) são hospitais particulares. Ortopedia e oftalmologia são as especialidades com maior representatividade nas consultas hospitalares. Cada doente permanece, em média, 8,9 dias internado nos hospitais. Algarve com menor número de camas e maior taxa de ocupação efectiva. Entre a população feminina, a prevalência de "ter pelo menos uma incapacidade física" é superior, sobretudo a partir dos 45 de idade. A análise da esperança de vida sem incapacidade de nenhum tipo e "sem incapacidade funcional evidencia que, a partir dos 25, a esperança de vida do sexo masculino é superior à do sexo feminino. Mulheres com maior esperança de vida, mas com menor valor na esperança de vida sem incapacidade física de longa duração. Tuberculose tende a persistir como problema de saúde pública. Principais causas de morte por grupo etário, em 21 % 6 5 Tumores malignos Doenças do aparelho circulatório Morte violenta Diabetes Pneumonia 4 Mais de 5% da despesa média das famílias em 3 saúde destina-se a medicamentos, aparelhos e 2 material terapêutico. 1 Alentejo e Regiões Autónomas muito afastadas do número de médicos por 1 habitantes registado no país. 1 a 19 2 a 29 3 a 39 4 a 49 5 a a 79 8 e mais Fonte: INE Estatísticas da Saúde PORTUGAL SOCIAL /12

10 Os homens são as principais vítimas dos acidentes de trânsito com veículos a motor. Decréscimo contínuo e significativo na mortalidade infantil. Capítulo 9 - AMBIENTE "[ ] Nos últimos, a empresarialização e a privatização de serviços públicos introduziram alterações, por vezes muito significativas, no domínio da provisão em matéria ambiental. A avaliação rigorosa dessas alterações está, em grande medida, por fazer. Mas é seguro que o novo ciclo ambiental dependerá fortemente de comportamentos do mercado, tanto por parte das empresas que actuam no segmento ambiental, como do largo conjunto de estabelecimentos cuja laboração desencadeia impactes directos e indirectos sobre o ambiente. Os mecanismos de mercado deverão, por isso, complementar a acção pública, contribuindo para introduzir uma maior qualidade e eficiência em todos os sistemas ambientais e, por essa via, tornar mais sustentável a consolidação do novo ciclo em emergência. [ ]" João Ferrão O forte incremento que se registou em Lisboa e Vale do Tejo foi absorvido, numa perspectiva nacional, pelo decréscimo verificado no Norte do país. O número de associados das Organizações não Governamentais de Ambiente (ONGA) por cada 1 habitantes estabilizou desde 1998, situando-se nos 15 membros em 21. Em termos das acções desenvolvidas pelas ONGA, salientam-se as acções de educação ambiental, medidas que se inserem no domínio Outras actividades de ambiente. As principais reclamações ambientais incidiram sobre Água e Ruído. Entre 1997 e 21, mais 2,1 milhões de pessoas em Portugal passaram a usufruir de infra-estruturas de tratamento das águas residuais. Em 21, das águas residuais produzidas e colectadas, cerca de 76% sofreram tratamento antes da sua descarga no destino final. No ano de 21, cada cidadão produziu cerca de 459 quilogramas de lixo, o que perfaz uma média diária superior a 1 quilograma per capita. Resíduos sólidos por destino final ton As administrações públicas gastaram, no ano 21, cerca de 872 milhões de euros (preços correntes) em acções e medidas de protecção ambiental, que representaram,71% do Produto Interno Bruto. O domínio Gestão de resíduos absorve a maior fatia dos recursos financeiros aplicados no âmbito da protecção ambiental Compostagem Incineração Aterro Lixeira Fonte: INE - Estatísticas do Ambiente PORTUGAL SOCIAL /12

11 Capítulo 1 - JUSTIÇA "[ ] As muitas reformas, sobretudo legais, da administração da justiça que visavam reduzir a sua morosidade e ineficácia tiveram, como mostram as estatísticas, um impacto reduzido. [ ]" Boaventura Sousa Santos O número de polícias e outros profissionais associados ao funcionamento da justiça cresceu cerca de 45% na última década. Cadeias portuguesas com 4 novos lugares no final da década. A duração média de uma acção executiva era, em 21, 7 meses superior à de uma acção declarativa. A duração média das transgressões de trabalho e das acções executivas laborais sofreu um decréscimo, respectivamente, de 19 e 12 meses entre 199 e 21. Entre 199 e 21, os acidentes de trabalho causaram 8651 óbitos. Apesar de o número de crimes contra as pessoas ter aumentado ao longo da década, os ilícitos penais contra o património mantiveram sempre a liderança da criminalidade registada. Os indivíduos do sexo masculino representam cerca de 9% da população prisional. Processos cíveis representam perto de dois terços dos processos entrados nos tribunais portugueses nos últimos da década de 9. n.º Justiça Penal - Crimes registados pelas autoridades, segundo as definições gerais Crimes c/ pessoas, patrim, e humanid Crimes c/ o Estado, e prev. em legisl. penal avul Crimes contra as pessoas Crimes contra o património Crimes contra a paz e humanidade/ crimes contra a vida em sociedade Crimes contra o Estado Crimes previstos em legislação penal avulsa Fonte: Gabinete de Política Legislativa e Planeamento do Ministério da Justiça PORTUGAL SOCIAL /12

12 Capítulo 11 - CULTURA E LAZER "[ ] O objectivo da democratização cultural, a crescente consciência da dimensão económica da cultura e a adopção de uma perspectiva que coloca a cultura no centro das preocupações políticas e como uma componente indispensável do desenvolvimento, a par da melhoria das condições de vida da população e do alargamento da classe média, são alguns dos factores que ajudam a entender a evolução recente deste sector em Portugal. [ ]" José Soares Neves Fundos públicos destinados ao financiamento dos serviços de cultura e lazer cresceram em média 12,7% ao ano entre 199 e 1999; em 1999, representavam 1,2% do PIB e 129 euros por indivíduo residente; 39% das despesas foram efectuadas pelas câmaras municipais; na UE, apenas a Suécia, a Dinamarca e o Luxemburgo gastaram mais, em percentagem do PIB, que Portugal. As famílias gastaram, em média, em 2, cerca de 663 euros, sendo as de maior rendimento as que maior despesa efectuaram em cultura e lazer. O cinema é o espectáculo que reúne a preferência dos portugueses; mas cerca de 7% da população com 15 e mais não foi, em 1999, uma única vez ao cinema. Os monumentos musealizados receberam, em 21, cerca de 29% do total de visitantes a museus registado nesse ano; e as visitas efectuadas por grupos escolares representavam 18% do total de visitas a museus. Apenas 15% dos portugueses com 15 e mais frequentou pelo menos uma vez as bibliotecas, em A prática "Jantar fora com familiares e amigos" foi, em 1999, efectuada por 73% da população com 15 e mais. Apenas 16% das mulheres praticou, em 1999, pelo menos uma actividade desportiva. Os portugueses que gozam férias fazem-no, em média, duas vezes por ano, para uma estada média de cerca de 6 dias. Nas férias em Portugal, os portugueses pernoitam maioritariamente em alojamento turístico privado e viajam de carro. Frequência das práticas culturais de saída da população com 15 e mais em % Cinema 3% 25% 2% 15% 1% 5% % Teatro Dança Concertos de música popular/ contemporânea Fonte: INE - Inquérito à Ocupação do Tempo Concertos de música clássica/ erudita Ópera Outro espectáculo Museus e exposições Bibliotecas De uma forma geral, toda a informação apresentada nesta publicação encontra-se disponível em vários suportes de difusão, produzidos e divulgados pelo INE, aconselhando-se a consulta do site para maior detalhe e eventual actualização de alguns indicadores apresentados. PORTUGAL SOCIAL /12

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