COMUNICAÇÃO EM PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DISTRIBUÍDO DE SOFTWARE: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

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1 COMUNICAÇÃO EM PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DISTRIBUÍDO DE SOFTWARE: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA POR ARIADNES NUNES DANTAS RODRIGUES Universidade Federal de Pernambuco RECIFE 2014

2 ARIADNES NUNES DANTAS RODRIGUES COMUNICAÇÃO EM PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DISTRIBUÍDO DE SOFTWARE: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA TRABALHO APRESENTADO À PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO DO CENTRO DE INFORMÁTICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO COMO REQUISITO PARCIAL PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE MESTRE EM CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO. HERMANO PERRELLI DE MOURA, PHD ORIENTADOR RECIFE 2014

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4 Dissertação de Mestrado apresentada por Ariadnes Nunes Dantas Rodrigues à Pós Graduação em Ciência da Computação do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco, sob o título Comunicação em Projetos de Desenvolvimento Distribuído de Software: uma Revisão Sistemática da Literatura orientada pelo Prof. Hermano Perrelli de Moura e aprovada pela Banca Examinadora formada pelos professores: Prof. Alex Sandro Gomes Centro de Informática/UFPE Profa. Cristine Martins Gomes de Gusmão Departamento de Engenharia Biomédica/UFPE Prof. Hermano Perrelli de Moura Centro de Informática/UFPE Visto e permitida a impressão. Recife, 25 de agosto de Profa. Edna Natividade da Silva Barros Coordenadora da Pós-Graduação em Ciência da Computação do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco.

5 DEDICO ESTE TRABALHO A MINHA IRMÃ ARIANE NUNES RODRIGUES. QUE O NOSSO COMPANHEIRISMO SE CONSERVE POR TODO O SEMPRE.

6 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus pelo dom da minha vida. Agradeço sempre o amor da minha família: Graças Nunes (mãe), Ari Rodrigues (pai), Temistro Teixeira (padrasto), meus irmãos Aristóteles, Ariane e Arizinho, meu sobrinho Tales Rodrigues, meus avós, tias, primos e primas. Agradeço a Hermano Perrelli, meu orientador, pela oportunidade de estudar neste centro de excelência que é o CIn/UFPE, pela confiança e desafios impostos durante o Mestrado, que foram superados com sua valiosa orientação. Agradeço demais ao meu co-orientador e grande amigo Ivaldir Júnior, por me incentivar a participar do programa de Mestrado, me acompanhar tão de perto durante a pesquisa me fornecendo feedbacks valiosos e rápidos. Agradeço a meus amigos do grupo de pesquisa GP2, em especial a João Paulo pela colaboração na realização da pesquisa, bem como a Dennis Sávio, professor da UFPI, pela sua valiosa colaboração. Agradeço aos pesquisadores Alexandre Luna (UFPE), Alinne Santos (USP), Catarina Costa (UFF), Fernando Kenji (UFPE), George Valença (UFPE) e José Gilson (UFPE), pela participação na avaliação do protocolo da pesquisa. Agradeço a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) pela concessão da bolsa durante a realização deste Mestrado. Agradeço muito aos meus amigos pessoais, por me compreenderem e por dividirem comigo suas histórias: Juliane Rodrigues (the best), Jonas, Jenifer, Thiago Rodrigo (o comediante), Emanuelle, Osvaldo, Thaís Nascimento, Felipe Cruz e Danilo Novelino. Agradeço muito a Hígor Monteiro, meu amor, por me ensinar sobre a vida com exemplos, me incentivar sempre a superar meus limites, pelas orientações no decorrer da pesquisa e por tantos momentos de diversão. Você é muito importante para mim! Agradeço também a família de Hígor (Augusto, Amélia, Hugo, D. Nair, Tia Nenê e Tia Lu) por me acolher com carinho.

7 RESUMO Contexto: O software é cada vez mais indispensável para a sociedade moderna, onde a globalização é uma característica fundamental. Diversas empresas têm distribuído seus processos de desenvolvimento de software ao redor do mundo, visando ganhos de produtividade, redução de custos e melhorias na qualidade. No cenário do Desenvolvimento Distribuído de Software (DDS), a comunicação entre as equipes é uma atividade desafiadora, pois é predominantemente mediada por tecnologia, envolve pessoas de culturas diferentes, pode não haver a possibilidade de ser realizada em tempo real, entre outras características. Objetivos: A pesquisa visa identificar fatores que influenciam a comunicação em projetos de DDS, bem como as práticas utilizadas para realizá-la. Método: Uma Revisão Sistemática da Literatura (RSL) foi realizada a fim de coletar dados de estudos empíricos relacionados à comunicação em projetos de DDS. No total, 184 estudos relevantes contribuíram para a pesquisa e foram selecionados a partir de diversas fontes: 6 bases eletrônicas, 11 jornais, 2 revistas e 16 conferências. O procedimento de análise qualitativa de Merriam foi utilizado para interpretar os dados. Antes da condução, o protocolo da RSL foi avaliado por sete pesquisadores com experiência em projetos de software e RSL. Resultados: Como resultado, 34 fatores e 48 práticas da comunicação em projetos DDS foram evidenciados. Os fatores são descritos e categorizados de acordo a influência exercida na frequência, riqueza, eficácia, velocidade e percepção sobre os interlocutores. As práticas também são descritas e categorizadas de acordo com características de uso e atuação no planejamento, realização ou controle da comunicação. Além disso, são destacados ferramentas e métodos associados às práticas. Conclusão: Este trabalho confirma que a comunicação desempenha um papel essencial na realização de projetos de DDS. A principal limitação relaciona-se à falta da avaliação da qualidade dos estudos primários. E como contribuição, é apresentado um conjunto categorizado de fatores e práticas que podem aumentar as chances de realizar uma comunicação satisfatória. Palavras-chave: Desenvolvimento Distribuído de Software. Comunicação. Revisão Sistemática da Literatura.

8 ABSTRACT Context: Software is increasingly indispensable to modern society, in which globalization is a key characteristic. Several firms have distributed their software development processes around the world, seeking productivity gains, cost savings and quality improvements. In the Distributed Software Development (DSD) context, communication between teams is a challenging activity, because it is predominantly mediated by technology, involves people from different cultures, can be carried out asynchronously, and so on. Objectives: This research aims to identify factors that influence communication in projects of DDS as well as practices used to accomplish it. Method: A Systematic Literature Review (SLR) context was performed in order to collect data from related empirical studies to communication in DDS projects. Altogether, 184 relevant studies contributed to the research and were selected from a variety of sources: 6 electronic databases, 11 journals, 2 periodical and 16 conferences. The procedure of qualitative analysis Merriam was used to interpret the data. Prior to the systematic review, a protocol was developed and after assessed by seven researchers with expertise in software projects and systematic review. Results: As a result, 34 factors and 48 practices of communication in DDS projects were evidenced. The factors are described and categorized according to the influence on effectiveness, agility, frequency, wealth and perception of the interlocutors. The practices are also described and categorized according to the usage characteristics and performance in the planning, implementation or control of communication. Furthermore, tools and methods associated with practices are highlighted. Conclusion: This work confirms that communication plays a key role in DDS projects. The main limitation is related to the lack of quality assessment of primary studies. And as a contribution, we present a categorized set of factors and practices that can increase the chances of performing a satisfactory communication. Keywords: Distributed Software Development. Communication. Systematic Literature Review.

9 ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1 Modelos do Desenvolvimento Distribuído de Software Figura 2 Modelo de Comunicação no Ciberespaço Figura 3 Software Weft QDA para Análise Qualitativa Figura 4 Processo de Seleção dos Estudos Primários Figura 5 Formação Acadêmica dos Avaliadores Figura 6 Resultado da Avaliação do Protocolo Figura 7 Origem da Publicação dos Estudos Primários Figura 8 Critérios de Exclusão Adotados na Seleção dos Estudos Primários. 47 Figura 9 Distribuição Temporal dos Estudos Primários Figura 10 Principais Autores dos Estudos Primários Figura 11 Nacionalidade do Primeiro Autor e da Amostra Industrial Figura 12 Nacionalidade do Primeiro Autor e da Amostra Acadêmica Figura 13 Principais Tópicos da Pesquisa nos Estudos Primários Figura 14 Quantidade de Respostas para as Perguntas de Pesquisa

10 ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1 Quadro Metodológico Tabela 2 Classificação da Pesquisa Segundo Taxonomia de Cooper Tabela 3 Termos, Sinônimos e a String de Busca Tabela 4 Resultado da Busca Automática Tabela 5 Resultado da Primeira Seleção na Busca Automática Tabela 6 Estudos Repetidos da Busca Automática Tabela 7 Resultado da Primeira Seleção Busca Manual (Jornais/Revistas) Tabela 8 Resultado da Primeira Seleção Busca Manual (Conferências) Tabela 9 Estudos Repetidos da Busca Manual Tabela 10 União dos Resultados das Buscas (Automática e Manual) Tabela 11 Resultado Final da Seleção Tabela 12 Fontes dos Estudos Primários (Conferências) Tabela 13 Fonte dos Estudos Primários (Jornais e Revistas) Tabela 14 Métodos Científicos Utilizados pelos Estudos Primários Tabela 15 Técnicas de Coleta de Dados Utilizadas pelos Estudos Primários.. 54 Tabela 16 Técnicas de Análise de Dados Utilizadas pelos Estudos Primários. 54 Tabela 17 Fatores que Influenciam a Comunicação em Projetos de DDS Tabela 18 Influência dos Fatores na Frequência da Comunicação Tabela 19 Influência dos Fatores na Riqueza da Comunicação Tabela 20 Influência dos Fatores na Eficácia da Comunicação Tabela 21 Influência dos Fatores na Velocidade da Comunicação Tabela 22 Influência dos Fatores na Percepção sobre os Interlocutores Tabela 23 Práticas Utilizadas para a Comunicação em Projetos de DDS Tabela 24 Síntese das Práticas Utilizadas na Comunicação no DDS Tabela 25 Comparação com trabalhos relacionados Fatores Tabela 26 Comparação com trabalhos relacionados Práticas

11 LISTA DE ABREVIATURAS A.C. CSCW DDS ES EUA EBSE F2F PMI RSL TI TIC URL Antes de Cristo Computer Supported Cooperative Work Desenvolvimento Distribuído de Software Engenharia de Software Estados Unidos da América Engenharia de Software Baseada em Evidência Comunicação face a face Project Management Institute Revisão Sistemática da Literatura Tecnologia da Informação Tecnologia da Informação e Comunicação Uniform Resource Locator

12 SUMÁRIO 1. Introdução Contextualização Problema de Pesquisa Objetivos Estrutura da Dissertação Revisão da Literatura Desenvolvimento Distribuído de Software Processo de Comunicação Engenharia de Software Baseada em Evidência Trabalhos Relacionados Metodologia Classificação de Acordo com Marconi e Lakatos Classificação de Acordo com Cooper Planejamento da RSL Condução da RSL Resultados da Seleção Resultados da Extração e Análise das Evidências Comparação com Trabalhos Relacionados Conclusões Limitações da Pesquisa Trabalhos Futuros Referências Apêndice A Endereço das Fontes de Busca Apêndice B Busca Experimental para Calibração da String Apêndice C Questionário de Avaliação do Protocolo Apêndice D Resultado da Avaliação do Protocolo

13 Apêndice E Fonte dos Estudos Primários Apêndice F Autores dos Estudos Primários Apêndice G Lista de Estudos Primários Selecionados Apêndice H Lista de Estudos Excluídos Apêndice I Evidências fatores e práticas

14 1. INTRODUÇÃO 13 1 Introdução Dê seu primeiro passo com fé, não é necessário que veja todo caminho, só dê seu primeiro passo. Martin Luther King Jr. ( ) 1.1. Contextualização Nos últimos anos, o software tornou-se um elemento indispensável para muitas organizações, pois é constantemente usado para obtenção de diferenciais competitivos. Para atender cada vez melhor a demanda por softwares maiores e mais complexos, a Engenharia de Software tem desenvolvido abordagens para melhorar a qualidade e reduzir os custos do software produzido (Sommerville, 2006). Uma tendência atual da Engenharia de Software que visa atingir essas metas é a utilização do Desenvolvimento Distribuído de Software (Carmel, 1999; Bosch e Bosch-Sijtsema, 2010). De acordo com Carmel (1999), projetos de Desenvolvimento Distribuído de Software (DDS) referem-se ao grupo de pessoas em diferentes localidades geográficas que trabalham unidas, colaborando para atingir um objetivo comum por um extenso período de tempo. Inspirado pelo trabalho distribuído de outros ramos industriais como o têxtil e o automobilístico, a partir da década de 90 o mercado de TI adotou este modelo de funcionamento, e países como Estados Unidos, Brasil, Chile, Índia, China, Malásia são atualmente reconhecidos como grandes centros desse tipo de trabalho colaborativo. Segundo o jornal Wall Street apud Sakthivel (2005, p. 1), a exportação de software e serviços de TI da Índia movimentou US$12 bilhões de dólares em Já a IDC (2013) relata que a China movimentou US$5 bilhões de dólares em exportação e serviços de TI em 2012, e estima-se que o país cresça neste mercado a uma taxa composta anual de 22,3% entre O setor de

15 14 exportação de TI do Brasil, segundo Carmel e Prikladnicki (2010), tem uma taxa de crescimento de 6,5% ao ano desde 2005 e em 2008 exportou cerca de R$2,2 bilhões de reais enquanto empregava 1,7 milhões de pessoas nesse mercado. Especificamente a Accenture, que possue um dos centros de desenvolvimento em Recife, faturou US$23 milhões de dólares como provedora de serviços de software em 2008 (Gereffi e Fernandez-Stark, 2010). Para Prikladnick (2009), as equipes do projeto podem estar distribuídas à distância nacional (localizadas no mesmo país, realizando o onshore) ou à distância global (localizadas em países diferentes, realizando o offshore). Allen (1977) observou ainda que uma separação geográfica de 30 metros já é tão impactante para algumas atividades colaborativas, quanto uma distância de vários quilômetros. Esse grau de diferença física menor envolvendo poucos metros, diferentes bairros ou cidades é chamado de dispersão regional (Prikladnick, 2009). Além da diferença física, a dispersão geográfica pode ser observada a partir da perspectiva das diferenças cultural e temporal (Prikladnick, 2009). A cultura provê os membros com conceitos básicos, certas noções de bom e ruim, princípios, estratégias, entre outras características. Cada indivíduo traz consigo uma cultura, e a variação entre a cultura de dois indivíduos japoneses, por exemplo, é bem menor se comparado à variação entre cultura de um japonês e um norte-americano. Neste sentido, Borchers (2006) identificou que os participantes do seu estudo que eram engenheiros de software da equipe dos EUA tinham um elevado grau de individualismo, enquanto que engenheiros de software das equipes do Japão e Índia possuíam comportamentos habitualmente coletivistas. A diferença temporal diz respeito à diferença nos horários de trabalho (fusos horários). Quando há diferença temporal entre as organizações envolvidas no DDS, pessoas em um local podem estar iniciando o dia de trabalho, enquanto outros estão no final do expediente (Carmel, 1999). Como exemplo, uma equipe formada por engenheiros na Índia e nos EUA colabora entre eles com uma diferença de 13 horas.

16 15 Devido a estas condições, os projetos de DDS alcançam a competitividade que as organizações procuram, pois aprimoram capacidades importantes, tais como (Prikladnick, 2003): A redução no tempo de desenvolvimento: a distribuição global pode implicar na localização de integrantes em diferentes fusos horários, configurando mais horas de trabalho em um dia. Como exemplo, Herbsleb et al. (2000) cita a Índia e os EUA: os horários de trabalho entre esses países não coincidem, o que torna possível obter naturalmente 16 ou mais horas de trabalho em um único dia. A redução do custo do projeto: existe a possibilidade de contratação de recursos remotos a custos o mais baixo possível. A média de custo com desenvolvedores na Ásia, por exemplo, é de 5 a 12 vezes menor se comparado com a mão de obra ocidental e está previsto para permanecer, pelo menos, quatro vezes menor, em 2015 (Janco, 2003); Além disso, não é necessário desembolsar custos com locomoção de profissionais que estão presentes no mercado atingido (como por exemplo, uma equipe responsável pela Engenharia de Requisitos instalada no mesma cidade que o cliente). A expansão de sinergia cultural: uma equipe que reúne diferentes culturas amplia a criatividade e inspiração, encontrando melhores formas de criar produtos, resolver problemas, etc. Apesar de se configurarem como vantagens competitivas, as diferenças físicas, de tempo e de cultura se apresentam como ameaças a atividades indispensáveis nos projetos, como é o caso da comunicação entre os integrantes da equipe (Prikladnick, 2003; Santos, 2011; Trindade, 2008). A comunicação no contexto do DDS passa a ser uma atividade bem mais desafiadora. Porque devido à diferença física, por exemplo, a comunicação é menos frequente e predominantemente mediada por computador, com pouco ou nenhum elemento que enriquece a interação face a face: gestos, entonação, expressões faciais, percepções, etc (Prikladnick, 2003; Santos, 2011). Devido à diferença temporal, a comunicação não sincronizada dificulta atividades como a elicitação, negociação de requisitos e as mudanças de escopo (Santos, 2011). E projetos DDS dependem de um bom relacionamento entre os envolvidos, mas as

17 16 interações são desafiadas pelas diferenças culturais dos mesmos (Prikladnick, 2003; Santos, 2011; Trindade, 2008). Herbsleb (2007) e Bass et al. (2009) afirmam que comunicação e coordenação são os principais fatores que levam os projetos de DDS ao fracasso. Após essa breve introdução acerca de projetos de DDS, as próximas seções deste capítulo apresentam o problema e os objetivos da pesquisa e a estrutura desta dissertação Problema de Pesquisa A Engenharia de Software é uma atividade de uso intensivo de conhecimento e comunicação (Herbsleb e Mockus, 2003). Em projetos de Desenvolvimento Distribuído de Software (DDS), a comunicação é mais desafiadora, pois como foi dito anteriormente, sofre influência das diferenças física, temporal e cultural. Desta forma, esta dissertação pretende investigar o seguinte problema de pesquisa: quais são os fatores que influenciam a comunicação em projetos de DDS e as práticas utilizadas pare realizá-la? Segundo Bruno e Leidecker (1984), fatores são definidos como variáveis que, quando devidamente sustentadas, mantidas ou administradas, podem ter um impacto significativo no sucesso de um aspecto organizacional. Portanto, para esta dissertação os fatores são como pontos que merecem atenção e gerenciamento para aumentar as chances de comunicar-se de forma satisfatória. Já a prática, segundo Navari (2010), pode ser definida como uma atividade buscando um objetivo, que é concebido como resultado de seguir os princípios do procedimento (tradução nossa). Portanto, para esta dissertação, as práticas são a maneira habitual e eficaz de conduzir a comunicação entre as equipes distribuídas Objetivos Esta pesquisa tem o objetivo geral de identificar os fatores que influenciam a comunicação em projetos de DDS e as práticas utilizadas pare realizá-la. Para alcançar o objetivo geral, os seguintes objetivos específicos foram definidos:

18 17 Identificar evidências empíricas sobre os fatores que influenciam a comunicação em projetos de DDS; Identificar evidências empíricas sobre as práticas utilizadas para realizar a comunicação em projetos de DDS; Classificar essas evidências de maneira sistemática; Fornecer um conjunto categorizado de fatores e práticas referentes à comunicação em projetos de DDS Estrutura da Dissertação A dissertação está estruturada da seguinte forma: Capítulo 2. Revisão da Literatura: apresenta uma revisão da literatura sobre Desenvolvimento Distribuído de Software (DDS), Comunicação e Engenharia de Software Baseada em Evidência com foco em Revisão Sistemática da Literatura. Dois trabalhos relacionados a esta pesquisa também são apresentados. Capítulo 3. Metodologia: apresenta o método de Revisão Sistemática da Literatura, assim como sua classificação. Detalha o protocolo da Revisão Sistemática da Literatura, descrevendo os procedimentos para busca, seleção e análise dos estudos. É apresentado também o resultado da avaliação a que o protocolo foi submetido. Capítulo 4. Condução da RSL: apresenta o resultado da Revisão Sistemática da Literatura, ou seja, são apresentadas as respostas para as perguntas de pesquisa extraídas dos estudos empíricos. Capítulo 5. Conclusões: neste capítulo são exibidas as contribuições e limitações da pesquisa, finalizando com recomendações para trabalhos futuros.

19 2. REVISÃO D A LI TE RATURA 18 2 Revisão da Literatura Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento. Albert Einstein ( ) Este capítulo oferece uma visão geral sobre Desenvolvimento Distribuído de Software, Processos de Comunicação e Engenharia de Software Baseada em Evidência com foco em Revisão Sistemática da Literatura. Estes conceitos são necessários para o entendimento dos resultados apresentados nesta dissertação. E por último, os trabalhos relacionados são apresentados Desenvolvimento Distribuído de Software Nos últimos anos, o software tornou-se um elemento indispensável para muitas organizações, pois é constantemente usado para obtenção de diferenciais competitivos. Para atender cada vez melhor a demanda por softwares maiores e mais complexos, a área da Engenharia de Software tem procurado maneiras para melhorar a qualidade e reduzir os custos do software produzido (Sommerville, 2006). Uma tendência atual na área da Engenharia de Software que visa atingir essas melhorias é a utilização do Desenvolvimento Distribuído de Software (Carmel, 1999; Bosch e Bosch-Sijtsema, 2010). De acordo com Carmel (1999), projetos de Desenvolvimento Distribuído de Software (DDS) referem-se ao grupo de pessoas em diferentes localidades geográficas que trabalham unidas, colaborando para atingir um objetivo comum por um extenso período de tempo. Inspirado pelo trabalho distribuído de outros ramos industriais como o têxtil e o automobilístico, a partir da década de 90 o mercado de TI adotou este modelo de funcionamento, e países como Estados Unidos, Brasil, Chile, Índia, China, Malásia são atualmente reconhecidos como grandes centros desse tipo de trabalho colaborativo.

20 19 Para Prikladnick (2009), as equipes do projeto podem estar distribuídas à distância nacional (localizadas no mesmo país, realizando o onshore) ou à distância global (localizadas em países diferentes, realizando o offshore). Segundo o mesmo autor, o DDS pode ser classificado também de acordo com a relação de controle que a organização matriz tem sobre as equipes remotas: outsourcing (com contratação de empresa terceirizada) ou insourcing (criação de uma unidade remota da empresa). Esses modelos que operacionalizam o DDS estão esquematizados na Figura 1. Figura 1 Modelos do Desenvolvimento Distribuído de Software. Fonte Adaptado de Prikladnick (2009). Allen (1977) observou ainda que uma separação geográfica de 30 metros já é tão impactante para algumas atividades colaborativas, quanto uma distância de vários quilômetros. Esse grau de diferença física menor envolvendo poucos metros, diferentes bairros ou cidades é chamado de dispersão regional (Prikladnick, 2009). Além da diferença física, a dispersão geográfica pode ser observada a partir da perspectiva das diferenças cultural e temporal (Prikladnick, 2009). A cultura provê os membros com conceitos básicos, certas noções de bom e ruim, princípios, estratégias, etc. como definem Van Maanen e Laurent (1993) apud Carmel (1999, p. 58). Cada indivíduo traz consigo uma cultura, e a variação entre a cultura de dois indivíduos japoneses, por exemplo, é bem menor se comparado à variação entre cultura de um japonês e um norte-americano. Borchers (2003) identificou que a cultura de engenheiros de software dos EUA tem um elevado grau de individualismo, enquanto que os engenheiros de software do Japão e a Índia possuem comportamentos coletivistas.

21 20 A diferença temporal diz respeito à diferença nos horários de trabalho (fusos horários). Quando há diferença temporal entre as organizações envolvidas no DDS, pessoas em um local podem estar iniciando o dia de trabalho, enquanto outros estão no final do expediente (Carmel, 1999). Como exemplo, há entre os EUA e a Índia uma diferença de horários de 13, e dessa forma, não há sobreposição alguma do horário de trabalho. É válido salientar que projetos de DDS também carregam consigo os desafios da Engenharia de Software que ocorrem em projetos com equipes colocalizadas (Prikladnick, 2003). Exemplos: Especificação informal e apressada dos requisitos do software; Prazos e custos definidos de forma imprecisa, ocorrendo atraso na entrega e prejuízos financeiros; Pouca importância dada à qualidade, ao teste e à manutenção; Falta de planejamento do projeto; Trabalho em equipe afetada por falta de confiança e motivação, etc Razões que levam ao DDS Nesta subseção são apresentados alguns fatores que motivam o uso de DDS nas organizações: Redução no tempo de desenvolvimento: a distribuição global pode implicar na localização de integrantes em diferentes fusos-horário, configurando mais horas de trabalho em um dia. Como exemplo, Herbsleb et al. (2000) cita a Índia e os EUA. Os horários de trabalho entre esses países não coincidem, o que torna possível obter naturalmente 16 ou mais horas de trabalho em um único dia. Redução de custo do projeto: existe a possibilidade de contratação de recursos remotos a custos o mais baixo possível. A média de custo com desenvolvedores na Ásia, por exemplo, é de 5 a 12 vezes menor se comparado com a mão de obra ocidental e está previsto para permanecer, pelo menos, quatro vezes menor, em 2015 (Janco, 2003); Além disso, não é necessário desembolsar custos com locomoção de integrantes já presentes no mercado atingido.

22 21 Expansão de sinergia cultural: uma equipe que reúne diferentes culturas amplia a criatividade e inspiração, encontrando melhores formas de criar produtos e resolver problemas. Rigor: na tentativa de melhorar a comunicação entre os locais de desenvolvimento, as equipes de projetos de DDS tendem a utilizar significamente metodologias formais, práticas de qualidade e documentação (Carmel, 1999). Escala: locais de desenvolvimento de software podem aumentar e assim, dificultar seu gerenciamento. Dessa forma, torna-se necessário distribuir o desenvolvimento para atender a demanda necessária (Carmel, 1999) Importância da Comunicação De acordo com o Project Management Institute (2004) a comunicação é um processo no qual as informações são trocadas entre pessoas com o uso de um sistema comum de símbolos, sinais ou comportamentos. A comunicação envolve completamente o trabalho da equipe na realização de um projeto, e já foi estimado que 90% do tempo do gerenciamento dos projetos são dedicados de algum modo às comunicações (Mulcahy, 2005). A comunicação no contexto do DDS passa a ser uma atividade bem mais desafiadora. Pois devido à diferença física, a comunicação é menos frequente e predominantemente mediada por computador, com pouco ou nenhum elemento que enriquece a interação face-a-face: gestos, entonação, expressões faciais, percepções, etc (Prikladnick, 2003; Santos, 2011). Devido à diferença temporal, a comunicação não sincronizada dificulta atividades como a elicitação, negociação de requisitos e as mudanças de escopo (Santos, 2011). E projetos DDS dependem de um bom relacionamento entre os envolvidos, mas as interações são desafiadas pelas diferenças culturais dos mesmos (Prikladnick, 2003; Santos, 2011; Trindade, 2008). De acordo com Santos (2011), uma comunicação efetiva afeta, entre outras coisas, o amadurecimento da equipe, a colaboração entre os locais, o processo de levantamento de requisitos, o compartilhamento do conhecimento e o gerenciamento do projeto. Herbsleb (2007) e Bass et al. (2009) afirmam que a

23 22 comunicação e a coordenação são os principais fatores que levam os projetos DDS ao fracasso Processo de Comunicação De acordo com a Ciência da Comunicação (Souza, 2006), definir comunicação é uma atividade desafiadora, porque todos os comportamentos e atitudes humanas, sendo eles intencionais ou não intencionais podem ser definidos como comunicação. Uma pessoa que dorme está a comunicar que está dormindo. Um membro da equipe ao virar o trinco da porta, também está comunicando que chegou à reunião. Um semblante triste está comunicando também. Outro desafio de sua descrição é o fato de a comunicação não ter início e fim bem definidos. Em uma aula, o professor começa a comunicação somente quando fala ou se comunica quando caminha na sala, abre seu livro, e observa os alunos? Por essa perspectiva, a comunicação envolve tudo, e a informação é o mundo inteiro (Souza, 2006). Do ponto de vista da origem da palavra, comunicação vem do latim communicatione, que, por sua vez, origina da palavra commune, ou seja, comum. Comunicação em latim significa participar, pôr em comum. Portanto, comunicação é, etimologicamente, relacionar seres viventes e tornar alguma coisa em comum, seja uma experiência, uma informação, uma sensação, uma emoção (Souza, 2006) Comunicação Organizacional De acordo com Souza (2006), a uma das formas de comunicação humana acontece no interior das organizações. As organizações e os grupos mantêm-se enquanto os seus membros colaboram e se coordenam, comunicando, para atingir os objetivos da organização. A comunicação humana pode ser classificada de diversas formas. Quanto aos dispositivos técnicos, a comunicação pode direta (face a face) ou ser mediada (realizada através de dispositivos técnicos como um ofício, jornal, computador, telefone). Quanto à formalidade, a comunicação pode ser formal (refere-se aos assuntos sobre a organização ou ao uso de um processo estabelecido para a comunicação a fim de evitar distorções da informação) ou

24 23 informal (refere-se às falas dos funcionários não oficialmente relacionadas à organização). De acordo com o Project Management Institute (2004), para gerenciar comunicação em uma organização que funciona através de projetos, é necessário empregar processos destinados à geração, coleta, distribuição, armazenamento, recuperação e destinação final das informações sobre o projeto de forma oportuna e adequada. Neste sentido, cita quatro processos para o gerenciamento das comunicações nos projetos: Planejamento das comunicações (determinação das necessidades de informação e comunicação das partes interessadas); Distribuição das informações (colocação das informações necessárias à disposição das partes interessadas no momento adequado). Relatório de desempenho (coleta e distribuição das informações sobre o desempenho do projeto) e Gerenciar as partes interessadas (gerenciamento das comunicações para satisfazer os requisitos das partes interessadas e resolver os problemas com elas) Modelos de Comunicação Alguns modelos foram criados por teóricos a fim de representar a realidade comunicacional de uma forma simples e compreensível. Os modelos procuram representar os elementos da comunicação como se fosse possível congelar um instante do ato comunicacional. Os primeiros modelos que surgiram na história da pesquisa comunicacional definiram grande parte dos modelos posteriores. Os mesmos serão descritos a seguir (Souza, 2006). O modelo retórico de Aristóteles, século IV A.C., foi o primeiro modelo histórico da comunicação. Para o filósofo, estabelecer a retórica envolvia considerar três elementos essenciais: 1)a pessoa que fala (locutor); 2)o discurso que faz; e 3)a pessoa que ouve. Essa abordagem expressa a essência de qualquer modelo comunicacional posterior: o emissor, o receptor e a mensagem. O modelo de Lasswell, 1948, foi voltado para representar a comunicação que acontece através dos meios de comunicação em massa. Esse modelo propõe que a iniciativa de um ato de comunicação é sempre do emissor e que provoca efeitos no receptor (o efeito constitui uma mudança observável ou mensurável registrada no receptor). Há cinco interrogações associadas à comunicação: 1) Quem?, 2) Diz o quê?, 3) Por que canal/meio?, 4) A quem?, 5) Com que efeitos?.

25 24 O modelo de Shanon e Weaver, 1949, foi criado para representar a comunicação mediada por dispositivos eletrônicos, porém pode ser aplicado aos estudos de outras formas de comunicação. Segundo o mesmo, a fonte de informação elabora e envia uma mensagem; a mensagem chega a um transmissor, que transforma a mensagem em um sinal. O sinal pode estar sujeito a ruído (interferências) e portando, o que é recebido pode ser diferente do sinal enviado. O receptor capta o sinal e o transforma à forma inicial da mensagem, de maneira a que esta possa ser compreendida pelo receptor. Este modelo enfatizou a problemática do significado da mensagem e das interferências sobre o processo de significação (efeitos da comunicação). De acordo com Dante (2006), na comunicação humana o sinal é responsável por organizar a mensagem. Um sinal tem significado em relação aos demais e devem ser organizados em uma determinada ordem. O conjunto dos sinais é chamado de código e este deve ser conhecido por ambos os interlocutores para que haja comunicação. São exemplos de códigos: idioma, Libras, desenho, código Morse, entre outros. O modelo de Newcomb, 1953, opta por representar as motivações comunicacionais das pessoas nas interações. Este modelo sustenta que as pessoas precisam de informações para saber como se socializarem e também para saberem como reagir ao meio ambiente. Incentivando equilíbrios, a comunicação entre as pessoas fomenta a probabilidade de os participantes (A e B) negociarem orientações similares em relação aos referentes (X) da comunicação que estabelecem entre eles. O primeiro modelo de Schramm, 1954, apresenta a ideia de que o processo de codificação/descodificação da mensagem depende das experiências do codificador e do decodificador. O conhecimento, ou campo de experiência, da fonte e do destino coincidem-se, permitindo a comunicação. Se a superfície comum aos dois campos de experiência é grande, a comunicação será fácil; se a superfície comum é pequena, será difícil comunicar com a outra pessoa. Seu segundo modelo introduz pela primeira vez o conceito de feedback e se torna o primeiro modelo circular de comunicação. Em síntese, o modelo propõe que cada emissor pode também funcionar como receptor num mesmo ato comunicativo (devido ao mecanismo de retroação ou feedback).

26 25 O modelo de Gerbner, 1956, pretende mostrar a comunicação como transmissão de mensagens. Um acontecimento é percepcionado por um agente, que tanto pode ser uma pessoa como uma máquina. A percepção é seletiva e se o agente é uma pessoa, a seleção é determinada pela adaptação da mensagem ao seu sistema cognitivo. Ou seja, a mensagem tem a realidade por referente. O significado emerge do enquadramento da mensagem no sistema cognitivo. O enquadramento da mensagem é externamente condicionado pela cultura, pois as cognições variam em função da cultura. Surgiu recentemente um modelo que caracteriza a comunicação no universo virtual ou ciberespaço. O mesmo é baseado nos principais modelos de comunicação e na análise da comunicação que ocorre através de antigos e novos meios de comunicação em massa (TV, rádio, hipertexto, banco de dados online, etc). O Modelo de Comunicação no Ciberespaço (Teixeira et al., 2014) (Figura 2) evidencia o processo comunicativo contemporâneo, mediado por TIC, com múltiplos emissores e receptores para a troca de mensagens escritas, sons, vídeos, imagens e intercâmbio de informações e saberes, de forma síncrona e assíncrona. E desta forma se estabelece a sociedade em rede. Figura 2 Modelo de Comunicação no Ciberespaço. Fonte Adaptado de Teixeira e Ferreira (2013) apud Teixeira et al. (2014, p. 50).

27 Engenharia de Software Baseada em Evidência Brereton et al. (2007) afirma que a Engenharia de Software Baseada em Evidência (EBSE) é uma paradigma que produz uma avaliação objetiva e a síntese de resultados empíricos relevantes para uma questão de pesquisa particular. Kitchenham et al. (2009) inclui que, neste contexto, evidência é definido como a síntese dos melhores estudos científicos no tópico ou questão de pesquisa. De acordo com Brereton et al. (2007), ESBE é geralmente executada através do processo de Revisão Sistemática da Literatura (RSL). Kitchenham et al. (2009) contextualiza este método como a principal forma de síntese na ESBE, indicando que a RSL é uma revisão metodologicamente rigorosa dos resultados da pesquisa. Kitchenham e Charters (2007) define RSL como um meio de identificar, avaliar e interpretar todas as pesquisas disponíveis relevantes para uma questão de pesquisa específica, área temática ou fenômeno de interesse (tradução nossa). Kitchenham e Charters (2007) indicam que o objetivo de uma RSL não é apenas para integrar os dados existentes sobre a pergunta de pesquisa; mas também se destina a apoiar o desenvolvimento de guias baseados em evidências para os profissionais (tradução nossa). Os mesmos resumem as razões para a realização de uma RSL como segue: Para resumir as evidências existentes sobre um tratamento ou tecnologia; Para fornecer um framework/background da literatura e suas lacunas fim de sugerir de forma apropriadas pesquisas futuras; De acordo com Kitchenham e Charters (2007), a realização de RSL envolve três fases principais: o planejamento, a condução e o reporte da revisão. Durante o planejamento, ocorre a criação de um protocolo de pesquisa que deve especificar claramente: A motivação para realizar a RSL; As perguntas de pesquisa que serão respodidas pela RSL. Uma ou mais perguntas podem ser definidas; A estratégia de busca das evidências. As evidências conseguidas através da busca são nomeadas de estudos primários, e estes formam um

28 27 conjunto de obras potencialmente relevantes para alcançar os objetivos da RSL. A estratégia de busca inclui: os termos e a string de busca; as fontes para busca automática (repositório de estudos como a ACM Digital Library, IEEExplorer, entre outros); as fontes para busca manual (repositório das revistas, jornais e conferências); A estratégia de seleção dos estudos primários. Após serem obtidos os estudos potencialmente relevantes, é necessário avaliar sua relevância real. Este avaliação é realizada com o auxílio de: uma lista de critérios para inclusão e exclusão dos estudo na RSL, definidos a partir das perguntas de pesquisa; procedimento da seleção (equipe de trabalho, procedimento para solução de desacordos, etc); O procedimento para avaliação da qualidade dos estudos primários. Esta etapa visa avaliar em cada estudo primário o grau em o viés foi minizado e a validade interna e externa foram maximizadas. Esta etapa é indicada por Kitchenham et al. (2004) como um meio para orientar a interpretação dos resultados e determinar a força de inferências; A estratégia para a extração dos dados. Incliu determinar meios (formulários) para obter precisamente dos estudos as informações que apoiam a análise das perguntas de pesquisa; O procedimento para a síntese dos dados extraídos. A informação obtida na etapa anterior é analisada através da síntese que segundo Kitchenham et al. (2004), pode ser uma análise descritiva (não quantitativa), sendo algumas vezes completada com um resumo quantitativo; E finalmente o cronograma para a realização da RSL. O protocolo, portanto, contempla o planejamento sistemático, transparente e repetível da RSL. O seu desenvolvimento pode envolver mais de um pesquisador e que ainda é passível de avaliação. Estas são as características chaves que distinguem revisões tradicionais das revisões sistemáticas da literatura (Kitchenham e Charters, 2007). Após o protocolo ser aceito, a próxima fase da RSL pode ser iniciada.

29 28 Segundo Kitchenham e Charters (2007), a fase de condução da RSL deve executar os passos definidos na fase de planejamento: a busca, seleção e a avaliação de qualidade dos estudos, extração e a síntese dos dados. Finalmente, a terceira fase visa comunicar os resultados da RSL. Conforme os autores Kitchenham e Charters (2007), isso pode ser detalhado em um relatório técnico ou em um jornal de conferência, etc Trabalhos Relacionados Em uma análise histórica sobre publicações a respeito de projetos de DDS, Prikladnicki et al. (2011), afirma que é possível encontrar pesquisas sobre o tema a partir da década de O artigo de Hawryszkiewycz e Gorton (1996), publicado na Australian Software Engineering Conference, foi um dos primeiros trabalhos diretamente relacionado à área. Os autores discutiram sobre o uso de groupware no suporte ao gerenciamento e a coordenação de equipes geograficamente distribuídas. Entre os artigos cujo tema é a comunicação em projetos DDS, encontrase, por exemplo, o trabalho de Hanisch e Corbitt (2004). Nesta pesquisa, os autores discutiram a importância da comunicação para o processo de Engenharia de Requisitos num contexto de DDS global. Eles argumentam que o uso de tecnologias de comunicação, tais como , telefone e vídeo conferência evoluem ao longo do tempo na medida em que amadurece também a necessidade do uso destas tecnologias. E documentam no artigo o que poderia ser uma sequência de passos nesta evolução. Como resultado, a utilização do e- mail apareceu como uma necessidade básica e evoluiu para o uso de videoconferência, quando os desafios da comunicação começariam a aumentar. Para propor o processo de evolução, os autores optaram por um Estudo de Caso com a utilização de instrumentos de coleta de dados qualitativos. Outro estudo sobre a comunicação em equipes DDS foi desenvolvido por Farias Júnior et al. (2009). Os pesquisadores optaram por uma pesquisa empírica qualitativa para selecionar práticas da comunicação em projetos de DDS. Foram realizadas entrevistas com seis gestores de equipes DDS e como resultado, são evidencias oito boas práticas para a comunicação. A partir de estudos primários como o de Hanisch e Corbitt (2004), e o de Farias Júnior et al. (2009), é possível realizar estudos secundários, cuja

30 29 finalidade principal é analisar e sintetizar o conhecimento já produzido sobre o fenômeno. Pesquisas realizadas por Santos (2011) e Iqbal e Abbas (2011) produziram sínteses a cerca da comunicação em ambientes distribuídos. Logo, esses dois trabalhos são considerados relacionadas a esta pesquisa. Em 2011, através de uma Revisão Sistemática da Literatura, Santos (2011) identificou os principais fatores que influenciam a comunicação em projetos DDS, bem como os efeitos positivos e/ou negativos que tais fatores exerciam no projeto. Partindo da análise de 20 estudos secundários, 29 fatores e 25 efeitos foram identificados. Os fatores e efeitos foram divididos nas categorias C1 (Fatores Humanos), C2 (Localização e Infraestrutura) e C3 (Processos e Tecnologias). Porém este trabalho não apresenta as práticas e ferramentas para gerenciar o processo de comunicação em projetos DDS. Iqbal e Abbas (2011) utilizou uma Revisão Sistemática da Literatura para documentar as práticas disponíveis para realizar a comunicação em projetos de DDS. Esta revisão levou em consideração 90 estudos primários e foram evidenciadas 63 práticas. Este trabalho, porém, não apresenta o nome de ferramentas e métodos associados às práticas. Entretanto, ainda existem lacunas referentes à consolidação da literatura. Pois conforme ocorre a evolução das TICs (atualização de sistemas de redes para melhorar qualidade e largura de banda, oferta de largura de banda sem fio, maior interoperabilidade entre dispositivos e aplicações, segurança de dados, interfaces para interação homem-máquina, inteligência artificial (Ackerman et al., 2002)) haverá o desenvolvimento de novas ferramentas, técnicas, modelos e com isso novas pesquisas sobre comunicação em projetos de DDS envolvendo essas abordagens serão publicados.

31 3. METODO LOGIA 30 3 Metodologia O fracasso é a oportunidade de se começar de novo inteligentemente. Henry Ford ( ) Para Marconi e Lakatos (2010), não há ciência sem o emprego de métodos científicos. O método é um conjunto de atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite que uma pesquisa alcance conhecimentos válidos e verdadeiros. Este capítulo apresenta a classificação do método de Revisão Sistemática da Literatura, o planejamento da SRL, bem como a avaliação do protocolo realizada por sete pesquisadores Classificação de Acordo com Marconi e Lakatos Esta pesquisa utiliza a indução como abordagem científica. É baseada em dados de natureza qualitativa e no que diz respeito a seu método de pesquisa, é conduzida uma Revisão Sistemática da Literatura. O quadro metodológico da pesquisa é apresentado na Tabela 1. Tabela 1 Quadro Metodológico. Quadro Metodológico Abordagem Científica Método indutivo Método de Pesquisa Revisão Sistemática da Literautra Natureza dos Dados Qualitativa Fonte Elaborado pela autora. De acordo com Marconi e Lakatos (2010), a abordagem científica indutiva começa a partir de dados específicos até chegar à verdade geral ou universal, não contida nas partes examinadas. Para isso, são seguidos três passos:

32 31 Observação do fenômeno: neste passo observam-se os fatos ou fenômenos e são analisadas as causas de sua manifestação; Descoberta da relação entre eles: durante este passo, os fatos ou fenômenos são comparados com a finalidade de descobrir a relação constante existente entre eles; Generalização da relação: neste passo, a relação encontrada no passo anterior é generalizada para fatos ou fenômenos semelhantes. O método de pesquisa selecionado foi Revisão Sistemática da Literatura, que analisa e interpreta todas as pesquisas relevantes disponíveis para responder uma pergunta específica (Kitchenham e Chartes, 2007). De acordo com Marconi e Lakatos (2010), o método qualitativo define a análise de um fenômeno através de dados qualitativos, oferecendo como resultado uma descrição profunda das características do fenômeno Classificação de Acordo com Cooper A taxonomia de Cooper (1988) classifica as revisões da literatura de acordo com seis características: foco, objetivo, perspectiva, cobertura, organização e audiência. A classificação de Cooper (Tabela 2) estimulou o raciocínio para a definição do protocolo desta RSL. Tabela 2 Classificação da Pesquisa Segundo Taxonomia de Cooper. Característica Foco Objetivo Perspectiva Cobertura Organização Audiência Categoria Práticas ou aplicações Integração Representação neutra Exaustiva Conceitual Pesquisadores especializados Profissionais Fonte Elaborado pela autora. As características são definidas por Cooper (1988), como segue: Foco: está relacionado com o principal interesse do pesquisador que realiza a revisão da literatura. Quanto ao foco nas práticas ou aplicações, examina como as práticas ou aplicações foram aplicadas em determinado grupo de pessoas.

33 32 Objetivo: está relacionado com os objetivos que a revisão da literatura almeja alcançar. Quanto ao objetivo da integração, oferece uma síntese da literatura em um determinado tópico de pesquisa. Perspectiva: refere-se ao ponto de vista do pesquisador durante a discussão da revisão da literatura. Quanto à perspectiva da representação neutra, apresenta as evidências disponíveis na literatura e o pesquisador da RSL não provê sua posição diante do exposto. Cobertura: refere-se à decisão do pesquisador de refinar a inclusão de estudos relevantes. Quanto à cobertura exaustiva, atinge toda a literatura disponível no tópico de interesse. Organização: refere-se à organização dos resultados da revisão. Quanto à organização conceitual, são apresentados juntos os estudos que discutem as mesmas ideias. Audiência: refere-se a quem será direcionada a revisão da literatura. Pode ser direcionada aos profissionais, pesquisadores especializados ou gerais, ou público em geral. A distinção da audiência irá guiar o estilo de escrita e o uso de conceitos do tópico de interesse Planejamento da RSL As próximas seções desccrevem detalhadamente o protocolo da RSL. Por fim, a avaliação do protocolo realizada por sete pesquisadores também é apresentada Perguntas de Pesquisa PP1 - Quais são os fatores que influenciam a comunicação em projetos de DDS? Segundo Bruno e Leidecker (1984), fatores são definidos como variáveis que, quando devidamente sustentadas, mantidas ou administradas, podem ter um impacto significativo no sucesso de um aspecto organizacional. Então, para esta dissertação os fatores são como pontos que merecem atenção e gerenciamento para aumentar as chances de comunicar-se de forma satisfatória. PP2 - Quais são as práticas utilizadas para a comunicação em projetos de DDS? Segundo Navari (2010), a prática pode ser definida como uma atividade buscando um objetivo, que é concebido como resultado de seguir os princípios do procedimento (tradução nossa). Então, para esta dissertação, as práticas são

34 33 a maneira habitual e eficaz de conduzir a comunicação entre as equipes distribuídas Estratégia de Busca A principal atividade da estratégia de busca é construir uma string, sendo indispensável considerar o conjunto de perguntas de pesquisa (Kitchenahm e Charters, 2007). Os passos para a construção da string foram: Os principais termos da busca foram identificados partir das perguntas de pesquisa; Foi realizada a tradução desses termos para o inglês, por ser o idioma mais utilizado na literatura de Ciência da Computação; Os principais sinônimos dos termos foram identificados; A string foi gerada a partir da combinação dos termos e sinônimos. Utilizaram-se aspas duplas, parênteses e operadores lógicos AND e OR. A Tabela 3 apresenta os termos, os sinônimos e a string de busca. Tabela 3 Termos, Sinônimos e a String de Busca. Termos Sinônimos String Distributed Software Development Communication Distributed software development, Distributed development, Distributed teams, Global software development, Global software engineering, Global software teams, Globally distributed development, Globally distributed work, Geographically distributed software development, Collaborative software development, Collaborative software engineering, Cooperative software development, Cooperative software engineering, Offshore software development, Offshoring, Offshore, Offshore outsourcing Communication, Communicate, Communication management, Information sharing, Information transfer Fonte Elaborado pela autora. ("Communication" OR "Communicate" OR "Communication Management" OR "Information sharing" OR "Information transfer") AND ("Distributed software development" OR "Distributed development" OR "Distributed teams" OR "Global software development" OR "Global software engineering" OR "Global software teams" OR "Globally distributed development" OR "Globally distributed work" OR "Geographically distributed software development" OR "Collaborative software development" OR "Collaborative software engineering" OR "Cooperative software development" OR "Cooperative software engineering" OR "Offshore software development" OR "Offshoring" OR "Offshore" OR "Offshore outsourcing").

35 34 Em Maio/2013, buscas experimentais foram realizadas a fim de calibrar a string e adaptá-la a cada base eletrônica. As buscas foram executadas levando em consideração todos os dados disponíveis dos estudos (resumo, palavraschave, título, texto completo, etc.). Como resultado, muitos artigos sem relação ao tema foram retornados. Então, as fontes de busca foram configuradas para retornar estudos analisando apenas o resumo, o que melhorou o resultado anterior. O resultado das buscas experimentais pode ser visto no Apêndice B. A busca dos estudos é dividida em dois passos: a automática e a manual. Os seguintes critérios foram utilizados para selecionar as fontes para as buscas: A fonte deve ter disponibilidade de consulta de artigos através da web; A fonte para busca automática deve possuir mecanismos de busca através de palavras-chaves; Utilizar fontes de busca recomendadas por especialista em EBSE como as citadas em Kitchenahm e Charters (2007); e fontes presentes em RSL envolvendo DDS, como em Santos (2011), Iqbal e Abbas (2011), Verner (2012), Trindade (2008) e Yalaho (2006); Identificar principais jornais, revistas e conferências indexadas pelas fontes de busca automática. Então, as fontes eletrônicas utilizadas para busca automática e manual são as listadas a seguir (as URLs das fontes estão disponíveis no Apêndice A): Bases eletrônicas: ACM Digital Library; El Compendex; Elsevier ScienceDirect; IEEEXplore Digital Library; Scopus e Wiley InterScience. Jornais e Revistas: Annals of Software Engineering; Communications of the ACM; Empirical Software Engineering; IEEE Software; Information and Software Technology; Information Systems Journal; Journal of Computer-Mediated Communication; Journal of Global Information Management; Journal of Global Information Technology Management; Journal of Software: Evolution and Process; Journal of Systems and Software; Software Practice and Experience e Transactions on Software Engineering. Conferências: Collaboration and Intercultural Issues on Requirements: Communication, Understanding and Softskills; Conference on Computer Supported Cooperative Work; IET Software; International Conference on

36 35 Collaboration Technologies and Systems; International Conference on Collaborative Computing: Networking, Applications and Worksharing; International Conference on Computer Supported Cooperative Work in Design; International Conference on Cooperation and Promotion of Information, Resources in Science and Technology; International Conference on Global Software Engineering; International Conference on Intercultural Collaboration; International Conference on Software Engineering; International Conference on Supporting Group Work; International Conference Professional Communication; International Symposium on Empirical Software Engineering and Measurement; Symposium on Advanced Management of Information for Globalized Enterprises; Workshop de Desenvolvimento Distribuído de Software e Workshop on Wikis for Software Engineering Estratégia de Seleção Para Kitchenahm e Charters (2007), a estratégia de seleção deve fornecer um conjunto de critérios de inclusão e exclusão e um processo para aplicar tais critérios. Os critérios de exclusão (CE) e inclusão (CI) são os listados a seguir: CE1: Devem ser excluídos os estudos que não estejam escritos em Inglês, CE2: Devem ser excluídos os estudos irrelevantes, que não respondam a nenhuma das perguntas de pesquisa, CE3: Devem ser excluídos os estudos que não estejam disponíveis para recuperação através da web, CE4: Se dois artigos diferentes publicarem os mesmos resultados de um estudo, o menos detalhado será excluído, CE5: Se dois artigos iguais forem capturados em mais de uma fonte, um deles será excluído, CE6: Devem ser excluídos os estudos que não sejam da área de Ciência da Computação, CE7: Devem ser excluídos os estudos cujo ano de publicação seja inferior a 1999 (ano em que ocorreu uma publicação marcante sobre o tema: Carmel (1999)).

37 36 CE8: Devem ser excluídos os estudos não empíricos relacionados à comunicação em projetos DDS, CI1: Devem ser incluídos estudos empíricos relacionados à comunicação em projetos DDS que respondem pelo menos uma pergunta de pesquisa, CI2: Se dois artigos publicarem resultados diferentes de um mesmo estudo, ambos serão incluídos. A equipe formada para realizar esta RSL envolveu quatro pesquisadores. A participação de outros pesquisadores reduz o viés de interpretação de que o estudo é realmente relevante para responder as perguntas de pesquisa, segundo Kitchenham e Chartes (2007). A Tabela 4 caracteriza a formação e experiência dos participantes com relação a DDS e RSL, bem como a participação deles nesta RSL. Tabela 4 Equipe de Execução da RSL Pesquisador Formação Experiência em DDS Experiência em RSL Participação na RSL ANDR Bacharelado em Sistemas de Informação (UPE) Acadêmica (1 ano) Sim (1 ano) Busca, Seleção, Extração e Síntese. DS IHFJ JPNO Especialista em Banco de Dados (CEFET - PI) Mestre em Ciência da Computação (UFPE) Mestre em Ciência da Computação (UFPE) Acadêmica (1 ano) Acadêmica (6 anos) Profissional (1 ano) Acadêmica (2 anos) Profissional (8 anos) Sim (1 ano) Sim (2 anos) Sim (2 anos) Busca, Seleção e Extração. Busca, Seleção, Extração e Síntese. Extração. Fonte Elaborado pela autora. A Figura 3 apresenta o processo de seleção dos estudos. A seguir, cada passo é brevemente descrito: Figura 3 Processo de Seleção dos Estudos Primários. Fonte Elaborado pela autora.

38 37 Passo 1 Busca Automática: Uma equipe de quatro pesquisadores participou da RSL. Neste passo, as bases eletrônicas serão divididas entre eles. Cada pesquisador realiza a busca de acordo com a estratégia de busca descrita na seção anterior. A partir da leitura do título, resumo e palavras-chaves, os pesquisadores decidem se o estudo será excluído e utiliza os critérios de exclusão de CE1 a CE8. Caso haja dúvida de que o estudo deve ser realmente excluído, é optado pela inclusão, de forma que este estudo seja avaliado detalhadamente nos próximos passos. Os arquivos são baixados e esta 1ª Lista de artigos potencialmente relevantes será mantida no sistema Dropbox de compartilhamento de arquivos. Passo 2 Busca Manual: As fontes para a busca manual serão divididas entre os pesquisadores. A busca nas revistas e jornais se dará através da lista de artigos publicados nos volumes e suas edições. Para as conferências, a busca se dará através da lista de artigos aceitos para publicação. A partir da leitura do título, resumo e palavras-chaves, os pesquisadores decidem se o estudo será excluído utilizando os critérios de exclusão de CE1 a CE8. Caso haja dúvida de que o estudo deve ser realmente excluído, é optado pela inclusão, de forma que este estudo seja avaliado detalhadamente nos próximos passos. A 2ª Lista de artigos potencialmente relevantes será mantida no sistema Dropbox de compartilhamento de arquivos. De acordo com Kitchenham e Charters (2007), essas buscas iniciais retornam uma grande quantidade de estudos irrelevantes. Esses estudos serão descartados e não será mantida a listagem dos mesmos. Passo 3 União das listas: As duas listas de estudos potencialmente relevantes são unidas através do Mendeley que é capaz de subtrair os estudos repetidos (critério de exclusão CE5), ao ponto que captura automaticamente os principais dados de cada estudo (Título, Autor, Fonte e Ano de Publicação). Então, será formada a 3ª Lista de estudos potencialmente relevantes. Os dados extraídos pelo Mendeley serão exportados para uma planilha do Microsoft Excel. Novas colunas serão adicionadas (ID, Situação, Critério de Exclusão, Desempate e Observações) para facilitar a análise dos estudos nas próximas fases. Passo 4 Seleção: Os estudos da 3ª Lista serão avaliados por pelo menos dois pesquisadores. Através da leitura da introdução e conclusão será

39 38 decidido se o estudo será excluído ou incluído (critérios CE1 a CE8 e CI1 a CI2). A coluna Situação deve ser preenchida com os valores Incluído ou Excluído, e a coluna Critério de Exclusão com o critério de exclusão adotado. Como resultado desta etapa, será obtido um conjunto final de estudos primários que respondem às perguntas de pesquisa. Se houver discordâncias na inclusão ou exclusão de um estudo, um terceiro pesquisador resolverá o conflito Estratégia de Extração Para Kitchenham e Charters (2007), o objetivo desta etapa é elaborar o instrumento para a extração dos dados dos estudos primários. O instrumento deve ser projetado para coletar as informações necessárias para responder as perguntas de pesquisa. Visando analisar completamente os estudos primários, e responder perguntas de pesquisa PP1 e PP2, será utilizado um documento texto com as seguintes seções: ID, Pesquisador da extração, Objetivo da pesquisa, Método científico, Técnica de Coleta de Dados, Técnica de análise de dados, Amostra (profissionais ou estudantes), Modelo do DDS, Fator que influencia a comunicação, Nome e descrição da prática para a comunicação, Detalhes adicionais e/ou conceitos. Uma lista inicial de métodos científicos possíveis foi criada a partir de Easterbrook et al. (2008) e Merriam (2009), porém outros métodos podem ser encontrados Estratégia de Síntese A interpretação de dados é o cerne da pesquisa qualitativa. Em síntese, o objetivo de uma análise qualitativa é derivar conclusões de forma clara e sistêmica a partir dos dados coletados (Merriam, 2009). O aspecto essencial do procedimento de análise qualitativa é o emprego de categorias, que visam o resumo e redução dos textos coletados (documentos, transcrições de entrevistas, notas de campo, etc.). O processo básico de análise qualitativa descrito por Merriam (2009) foi utilizado nesta pesquisa e possui os seguintes passos: 1) Nomear as categorias: a partir da leitura do primeiro texto coletado, são geradas anotações (categorias) próximas a trechos que são relevantes para responder as perguntas da pesquisa. As categorias são abstrações ou elementos conceituais que cobrem exemplos individuais.

40 39 2) Determinar o número de categorias: um conjunto final de categorias é obtido pela união das categorias proveniente de textos da pesquisa. Neste momento, podem ocorrer junções de categorias similares, renomeação, uma categoria pode se tornar uma subcategoria, etc. É um refinamento que deve ser realizado até que o número de categorias seja satisfatório para refletir fielmente aos dados que elas representam. O conjunto final de categorias é chamado de esquema, temas, achados. 3) Associar trechos dos textos às categorias: de posse do esquema, é necessário depositar os segmentos dos textos dentro das categorias. Isto é feito criando-se pastas com o nome das categorias e cada unidade do texto codificada com a categoria finalmente é cortada e depositada dentro da pasta correspondente. Porém quando a quantidade de dados é grande é recomendando o uso de softwares para auxiliar. Para a realização do processo foi utilizado o software livre Weft QDA. Segue a ilustração do software em execução (Figura 4), onde são apresentados os textos pertencentes à categoria Diferença cultural. Figura 4 Software Weft QDA para Análise Qualitativa. Fonte Elaborado pela autora.

41 Avaliação do Protocolo O protocolo é um elemento crítico de qualquer RSL e por isso é necessário availá-lo, conforme afirma Kitchenham e Charts (2007). Sete pesquisadores foram convidados para determinar a sua adequabilidade: o orientador da dissertação e mais seis pesquisadores com experiência em RSL e Projetos de Software ou DDS. O questionário de avaliação contém questões sugeridas por Kitchenham e Charters (2007) e pelo CDR (Center for Reviews and Dissemination) apud Kitchenham e Charters (2007, p. 16). Essas questões são normalmente utilizadas em avaliações de revisões sistemáticas da literatura já concluídas, por isso foram adaptadas para a avaliação do protocolo. O questionário foi disponibilizado através do Survey Monkey e continha sete questões envolvendo as perguntas de pesquisas, a string de busca, a fontes de busca, os critérios de inclusão e exclusão, a avaliação da qualidade dos estudos e os procedimentos para extração e análise de dados (ver Apêndice C). O questionário ficou disponível entre os dias 10/05 e 25/05/2013 e foram obtidas sete respostas (ver Apêndice D). Quanto ao perfil dos respondentes, dois são PhD em Ciência da Computação, os demais são Mestres e estão cursando PhD em Ciência da Computação, conforme o gráfico da Figura 5. Figura 5 Formação Acadêmica dos Avaliadores. Formação acadêmica dos avalidores PhD Candidato a PhD Quantidade de respondentes Fonte Elaborado pela autora. A média da avaliação foi calculada para as questões, conforme detalhado na Figura 6. Estas médias são todas superiores ao valor 2,5, e por isso, pode-se dizer que o protocolo foi positivamente aceito e tornou-se apto a passar para a fase de condução. Valores acima de 2,5 estão mais próximos do grau de concordância Condordo Parcialmente (Peso 3) do que em relação ao grau de concordância inferior Neutro (Peso 2).

42 4. CONDUÇÃO DA RSL 41 Figura 6 Resultado da Avaliação do Protocolo. Avaliação do protocolo 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 3,86 3,86 3,29 3,00 3,00 3,14 2,57 Q1 Q2 Q3 Q4 Q5 Q6 Q7 Média da Avaliação Fonte Elaborado pela autora. Diante das sugestões de melhoria fornecidas pelos avaliadores, algumas fragilidades no protocolo foram reparadas. Após isso, o protocolo foi reenviado aos participantes da avaliação: Correções gramaticais: erros de grafia foram eliminados e trechos foram reescritos para ficarem mais claros. Perguntas de pesquisa: reorganização e fusão de perguntas de pesquisa. Estratégia de busca: eliminou-se a fonte Springer Link e houve a sugestão da Wiley InterScience. Os artigos da Springer Link não são gratuitamente disponíveis na Internet. Após conversar com os participantes, ficou claro que a questão Q3 apresentou ambiguidade no seu entendimento. A mesma se refereia à variedade de fontes de busca, e concluímos que seria mais claro se tivesse sido escrita da seguinte forma: Q3) As fontes de busca selecionadas (bases eletrônicas, jornais, revistas e periódicos) cobrirão provavelmente os estudos relevantes.

43 42 4 Condução da RSL Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago, a lua toda brilha porque alta vive. Fernando Pessoa ( ) Este capítulo fornece os resultados da condução da SLR que foram obtidos através da aplicação do protocolo detalhado no capítulo Resultados da Seleção A seleção iniciou em Junho de 2013 e por isso levou em consideração os estudos publicados até o primeiro semestre deste ano. Composto por quatro passos (ver Figura 3), o processo de seleção é apresentado abaixo. Passo 1 Busca Automática: nesta etapa, os estudos foram obtidos automaticamente a partir das seguintes fontes: ACM Digital Library, El Compendex, Elsevier ScienceDirect, IEEEXplore Digital Library, Scopus e Wiley InterScience. A busca automática utilizou a string de busca para examinar o resumo dos estudos. Algumas bases possuíam filtros para já aplicar os critérios de exclusão CE1, CE6 e CE7. A string de busca retornou um total de estudos, conforme detalhado na Tabela 5: Tabela 5 Resultado da Busca Automática. Base eletrônica Estudos retornados El Compendex Scopus 866 IEEEXplore Digital Library 338 Wiley InterScience 308 ACM Digital Library 148 Elsevier ScienceDirect 31 Total Fonte Elaborado pela autora. Neste ponto, foram lidos o título, o resumo e as palavras-chaves dos estudos, e foram excluídos aqueles que obedeciam aos critérios de exclusão CE1

44 43 a CE8. Após isso, uma parcela de 31,01% (841) do número total de estudos foi selecionada, conforme detalhado na Tabela 6. Estes estudos retidos formam a 1ª Lista de Estudos potencialmente relevantes (Passo 1 - Figura 3). Os mesmos foram baixados em formato PDF e armazenados no sistema Dropbox de compartilhamento de arquivos para participarem das próximas etapas. Tabela 6 Resultado da Primeira Seleção na Busca Automática. Base Eletrônica Estudos retornados Estudos selecionados Porcentagem (%) Scopus ,34 El Compendex ,18 ACM Digital Library ,43 Elsevier ScienceDirect ,81 IEEEXplore Digital Library ,96 Wiley InterScience ,47 Total ,15 Fonte Elaborado pela autora. Durante a busca automática foi observado que os sinônimos do termo DDS Offshoring e Offshore retornavam artigos constantemente relacionados ao assunto oil and gas. Logo, acredita-se que estes sinônimos poderiam ter sido retirados da string sem maiores prejuízos ao resultado da busca. Acredita-se ainda, que aplicar a busca no resumo dos estudos tenha sido uma maneira eficiente de encontrar estudos relevantes, levando em consideração que houve taxa de retenção entre 30% a 38% como ocorreu nas bases do Scopus, El Compendex e ACM Digital Library. Neste ponto, todos os 845 estudos selecionados foram importados para o sistema de gerenciador de referências Mendeley. O Mendeley é capaz de subtrair os estudos iguais obedecendo-se assim ao critério de exclusão CE5. Desta forma, obteve-se 518 estudos únicos na busca automática, conforme detalhado na Tabela. Tabela 7 Estudos Repetidos da Busca Automática. Estudos selecionados na busca automática Estudos repetidos Estudos únicos Fonte Elaborado pela autora. A grande quantidade de estudos repetidos evidencia o fato de que diferentes bases eletrônicas indexam os estudos dos mesmos jornais, revistas e

45 44 conferências. O fato revela ainda um funcionamento uniforme dos mecanismos de busca, uma vez que bases distintas retornaram os mesmos estudos através da mesma string. Passo 2 Busca Manual: nesta etapa, os estudos foram obtidos a partir de 32 fontes entre jornais, revistas e conferências. A busca pelos estudos foi realizada de forma semelhante à busca automática: leitura do título, resumo e palavras-chave, e os estudos foram excluídos conforme obedeciam aos critérios de exclusão CE1 a CE8. Os estudos selecionados formam a 2ª Lista de Estudos potencialmente relevantes (Passo 2 - Figura 3). Os mesmos foram baixados em formato PDF e foram armazenados no sistema Dropbox de compartilhamento de arquivos para participarem das próximas etapas. Tabela 8 Resultado da Primeira Seleção Busca Manual (Jornais/Revistas). Revistas e Jornais Estudos selecionados Communications of the ACM 49 IEEE Software 26 Information and Software Technology 20 Information Systems Journal 14 Journal of Software: Evolution and Process 9 Transactions on Software Engineering 6 Journal of Systems and Software 6 Empirical Software Engineering 5 Annals of Software Engineering 4 Software Practice and Experience 4 Journal of Global Information Management 4 Journal of Global Information Technology Management 3 Journal of Computer-Mediated Communication 3 Total 153 Fonte Elaborado pela autora. Tabela 9 Resultado da Primeira Seleção Busca Manual (Conferências). Conferências Estudos selecionados International Conference on Global Software Engineering 134 International Conference on Computer Supported Cooperative Work in Design 62 International Conference on Software Engineering 45 International Conference on Collaboration Technologies and Systems 34 International Conference on Collaborative Computing: Networking, Applications and Worksharing 17 Conference on Computer Supported Cooperative Work 15 International Symposium on Empirical Software Engineering and Measurement 12

46 45 International Conference on Supporting Group Work 9 IET Software 7 Workshop on Wikis for Software Engineering 6 Symposium on Advanced Management of Information for Globalized Enterprises 5 Workshop de Desenvolvimento Distribuído de Software 5 International Conference Professional Communication 3 Collaboration and Intercultural Issues on Requirements: Communication, Understanding and Softskills 3 International Conference on Intercultural Collaboration 2 International Conference on Cooperation and Promotion of Information Resources in Science and Technology 2 Total 361 Fonte Elaborado pela autora. Neste momento, todos os estudos selecionados na busca manual foram importados para o Mendeley, que subtraiu os estudos iguais obedecendo-se assim ao critério de exclusão CE5. Do total de 514 estudos advindos das jonais, revistas e conferências, obteve-se uma lista com 511 estudos únicos, conforme é detalhado na Tabela 10. Tabela 10 Estudos Repetidos da Busca Manual. Estudos selecionados na busca manual (jornais, revistas e conferências) Estudos repetidos Estudos únicos Fonte Elaborado pela autora. Passo 3 União das Listas: utilizando-se o Mendeley, a 1ª e 2ª lista de estudos potencialmente relevantes foram unidas (Passo 3 - Figura 3), excluindose também os estudos repetidos. Essa união dos 518 artigos da busca automática e 511 estudos da busca manual deu origem a uma 3ª Lista com 923 estudos potencialmente relevantes únicos, conforme mostra a Tabela 11. Tabela 11 União dos Resultados das Buscas (Automática e Manual). Estudos selecionados na busca automática Estudos selecionados na busca manual Estudos repetidos Estudos únicos Fonte Elaborado pela autora. Neste ponto, observou-se o benefício de se realizar os dois tipos de busca, uma vez que foram encontrados na busca manual estudos diferentes daqueles encontrados na busca automática. Por fim, a 3ª Lista de estudos potencialmente relevante foi exportada do Mendeley para uma planilha Excel, com informações do Título, Autor (s), Fonte e Ano de Publicação e foram adicionadas mais

47 46 quatro colunas chamadas ID, Situação, Critério de Exclusão, Desempate, Observações para possibilidar a próxima análise dos estudos, como descrito a seguir. Passo 4 Seleção dos Estudos: todos os 923 estudos potencialmente relevantes da 3ª Lista (Passo 4 - Figura 3) foram avaliados por pelo menos dois pesquisadores, mediante a leitura da introdução e conclusão. Quando houve dúvida se o estudo obedecia ou não aos critérios de exclusão ou inclusão, outras seções do artigo eram lidas. A coluna Situação foi preencida com os valores Incluído ou Excluído, e a coluna Critério de Exclusão foi preenchido com o critério adotado. Utilizaram-se os critérios de exclusão CE1 a CE8. Quando havia qualquer discordância na inclusão ou exclusão de um estudo, havia uma reunião de desempate entre os pesquisadores, e se a dúvida persistisse um terceiro pesquisador resolvia o conflito, preenchendo a coluna Desempate. Após esse processo, uma parcela de 26,54% (245) do número total de estudos foi selecionada, conforme detalhado na Tabela 12. Estudos únicos Tabela 12 Resultado Final da Seleção. Estudos excluídos Estudos selecionados Porcentagem (%) ,54 Fonte Elaborado pela autora. A fonte de publicação dos estudos primários está detalhada na Figura 7. Figura 7 Origem da Publicação dos Estudos Primários. Origem dos estudos primários Conferências Jornais e Revistas Qtd. de estudos Fonte Elaborado pela autora. Com relação aos critérios de exclusão, a maioria dos estudos desta RSL foi excluída pelos critérios CE2: Devem ser excluídos os estudos irrelevantes, que não respondam a nenhuma das pergunta de pesquisa e CE5: Se dois artigos iguais forem capturados em mais de uma fonte, um deles será excluído

48 47 como mostra a Figura 8. Uma lista completa dos estudos excluídos também pode ser encontrada no Apêndice H. Figura 8 Critérios de Exclusão Adotados na Seleção dos Estudos Primários Critérios de exclusão adotados CE 1 CE 2 CE 3 CE 4 CE 5 CE 6 CE 7 CE 8 Qtd. de estudos primários Fonte Elaborado pela autora. Foram classificados no CE2, por exemplo, estudos sobre colaboração em equipes co-localizadas, propostas de teses e dissertações ainda sem resultados, descrições de workshops, estudos de comunicação em equipes virtuais de áreas diferentes da Engenharia de Software, estudos sobre projetos de DDS que não focavam na atividade de comunicação, entre outros. Nem todos os estudos repetidos (CE5) foram excluídos automaticamente pelo Mendeley, sendo 5 excluídos manualmente. Como citado anteriormente, a maioria destas duplicatas vieram da busca automática, pois as diversas bases eletrônicas indexam os mesmos jornais, revistas e conferêmcias. Uma análise da intersecção de revistas, jornais e conferências indexados pelas bases eletrônicas não é conhecida. Houve ainda documentos PDF incompletos, ou seja, seu texto completo não estava disponível para download (CE3). Foram encontrados artigos com títulos diferentes, mas com os mesmos resultados publicados (CE4). Lembrando que os critérios CE1, CE6 e CE7 foram utilizados na busca automática como filtros disponíveis nas fontes, e busca manual através do pesquisador. Enquanto que, foram classificados no CE8, os estudos não primários e não empíricos que mencionam a comunicação em projetos de DDS, entre eles revisões ad-hoc e sistemáticas da literatura.

49 Resultados da Extração e Análise das Evidências Durante a extração, os 245 estudos selecionados foram completamente lidos por pelo menos dois pesquisadores. Durante este processo, 61 estudos ainda foram excluídos, pois 23 deles obedeciam ao CE2, 36 deles ao CE4 e 2 obedeciam ao CE8. Então, definitivamente, 184 estudos primários foram selecionados nesta RSL (a lista completa dos estudos se encontra no Apêndice G) A distribuição temporal destes estudos é apresentada na Figura 9. Figura 9 Distribuição Temporal dos Estudos Primários Ano de publicação Qtd. de estudos primários Fonte Elaborado pela autora. A quantidade de publicações sobre comunicação em projetos de DDS era pequena no início da década de 2000, alcançando um pico de 5 estudos em Mas cresceu vertiginosamente para 20 estudos em 2006, quando houve a primeira edição da conferência ICGSE (International Conference on Global Software Engineering). Uma média de 23 estudos/ano foi mantida até Em 2013, a busca ficou limitada às publicações do primeiro semestre, tempo que não haviam acontecido as conferências que contribuíram significativamente na quantidade de estudos em anos anteriores (ICGSE, CSCW e WDDS). Quanto à fonte de publicação, 74,45% (137) dos estudos foram originados de conferências, e os outros 25,55% (47) vieram de jornais ou revistas, conforme detalhado na Tabela 13 e Tabela 14. Houve 30 conferências e 19 entre jornais e revistas que contribuíram com apenas um estudo, e estão representados pelas linhas Outros (uma lista completa das fontes está disponível no Apêndice E). As fontes em negrito foram apontadas na elaboração do protocolo. Tabela 13 Fontes dos Estudos Primários (Conferências).

50 49 Conferências Estudos primários International Conference on Global Software Engineering 44 32,12 International Conference on Computer Supported Cooperative Work (%) 10 7,30 International Conference on Software Engineering 8 5,84 Workshop on Collaborative Teaching of Globally Distributed Software Development 8 5,84 IET Software 4 2,92 International Symposium on Empirical Software Engineering and Measurement 4 2,92 Hawaii International Conference on System Sciences 4 2,92 International Conference on Requirements Engineering 3 2,19 International Conference on Product-Focused Software Process Improvement 3 2,19 Pacific Asia Conference on Information Systems 3 2,19 Software Engineering Approaches For Offshore and Outsourced Development 3 2,19 Agile Conference 3 2,19 Conference on Human Factors in Computing Systems 2 1,46 Conference on Computer Personnel Research 2 1,46 International Symposium on Empirical Software Engineering 2 1,46 International Conference on Collaborative Computing: Networking, Applications and Worksharing 2 1,46 European Conference on Information Systems 2 1,46 Outros 30 21,90 Total Fonte Elaborado pela autora. Tabela 14 Fonte dos Estudos Primários (Jornais e Revistas). Jornais/revistas Estudos primários (%) IEEE Software 5 10,64 Communications of the ACM 5 10,64 Journal of Software: Evolution And Process 4 8,51 Expert Systems 3 6,38 Information Systems Journal 3 6,38 Software Process: Improvement and Practice 2 4,26 Information and Software Technology 2 4,26 Transactions on Professional Communication 2 4,26 Transactions on Software Engineering 2 4,26 Outros 19 40,43 Total Fonte Elaborado pela autora. Quatro conferências se destacaram, contribuindo com 44, 10, 8 e 8 estudos: International Conference on Global Software Engineering (ICGSE), International Conference on Computer Supported Cooperative Work (CSCW), International Conference on Software Engineering (ICSE) e Workshop on Collaborative Teaching of Globally Distributed Software Development

51 50 (CTGDSD). A ICGSE é a principal conferência sobre projetos de DDS, e a ICSE é a principal em Engenharia de Software. A CSCW foca no estudo sobre o uso de tecnologias colaborativas em projetos que não são necessariamente de software. A CTGDSD foca no DDS entre universidades. Quanto aos jornais e revistas, Communications Of The ACM, IEEE Software e Journal of Software: Evolution And Process contribuíram com 5, 5 e 4 estudos. O primeir0 abrange a Ciência da Computação e os outros se concentram na Engenharia de Software. Os estudos primários estão associados a 431 autores diferentes (Apêndice F). Entre estes, 31 figuram como os principais contribuintes (Figura 10). Figura 10 Principais Autores dos Estudos Primários. Principais autores Damian, Daniela E Lassenius, Casper Vizcaíno, Aurora Herbsleb, James D Paasivaara, Maria Lanubile, Filippo Piattini, Mario Aranda, Gabriela N Bass, Matthew Calefato, Fabio Meyer, Bertrand Nordio, Martin Richardson, Ita Vliet, Hans Van Ågerfalk, Pär J Al-Ani, Ban Bosnić, Ivana Casey, Valentine Cataldo, Marcelo Crnković, Ivica Hiltz, Starr Roxanne Kulkarni, Vidya Marczak, Sabrina Morán, Alberto L Nagappan, Nachiappan Niinimäki, Tuomas Ocker, Rosalie J Orlić, Marin Palacio, Ramón R Plotnick, Linda Scharff, Christelle Qtd. de estudos primários Fonte Elaborado pela autora. Quanto à nacionalidade dos estudos primários, levou-se em consideração a origem do primeiro autor e da amostra industrial utilizada na pesquisa (ver

52 51 Figura 11). Foi constatado que 23,36% (43) dos estudos foram realizados por pesquiadores dos EUA. E 30,97% (57) dos estudos continha uma amostra industrial composta por profissionais deste país. Canadá, Finlândia e Alemanha também se destacam como produtores dos estudos primários; já Índia, China e Reino Unido tiveram uma baixa produção de estudos, mas os a indústria desses países foi constantemente estudada. Foram identificados 36 países como Malásia sem produção de artigos, porém com a indústria estudada. Figura 11 Nacionalidade do Primeiro Autor e da Amostra Industrial. Nacionalidade do primeiro autor e da amostra (industrial) Estados Unidos da América Canadá Finlândia Alemanha Irlanda Holanda Suíça Austrália Brasil Índia Itália Reino Unido Suécia Espanha Argentina Dinamarca México Paquistão China Letônia Croácia Arábia Saudita África do Sul Áustria Gana Malásia Rússia Lituânia Japão Qtd. de estudos produzidos Qtd. de estudos com amostra industrial Fonte Elaborado pela autora. Quanto à nacionalidade dos estudos primários que utilizaram amostra acadêmica na pesquisa (ver Figura 12), EUA liderarou novamente: produziu

53 52 5,97% (11) dos estudos e envolveu estudandtes de 8 universidades (Pace University, University of North Texas, Monmouth University, Iowa State University, Carnegie Mellon University, Marquette University, MIT Sloan School of Management, Savannah College of Art and Design), acompanhado da Alemanha, da Itália e do Brasil (Universidade da Amazônia e da Bahia, Universidade Federal da Amazônia e de Pernambuco) com 8, 7 e 8 estudos primários. Figura 12 Nacionalidade do Primeiro Autor e da Amostra Acadêmica. Nacionalidade do primeiro autor e da amostra (acadêmica) Estados Unidos da América Alemanha Brasil Itália Índia Senegal Suécia China Tailândia Canadá Finlândia Suíça Austrália Argentina Croácia Hungria Ucrânia Turquia Camboja República da Coréia Reino Unido Rússia Vietnã Irlanda Espanha Panamá Holanda Dinamarca México Paquistão Letônia Arábia Saudita África do Sul Áustria Gana Qtd. de estudos produzidos Qtd. de estudos com amostra acadêmica Fonte Elaborado pela autora. Um total de 28,26% (52) dos artigos não informou a nacionalidade da amostra utilizada na pesquisa. Conforme Dyba et al. (2012), a contextualização

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