Meus 90 anos 01/05/2011

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Meus 90 anos 01/05/2011"

Transcrição

1 1

2 2

3 Meus 90 anos 3 01/05/2011

4 4

5 CARMEN SÁ SENS MEMÓRIAS DE MINHA VIDA Editora Nova Letra

6 Fotografia da capa: Arthur Sens e Luisa Malzoni Revisão: João Francisco Vaz Sepetiba 6

7 Carmen Sá Sens 01/05/1977 ( Foto de Lígia Maria Philippi) Ituporanga - SC Não sei se a vida é curta ou longa demais para nós. Mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos no coração das pessoas (Cora Coralina) 7

8 Agradeço primeiramente a Deus pela saúde, pelo ânimo para escrever estas memórias. Agradecimentos também a meus filhos, irmãos, netos, sobrinhos, cunhados, primos e amigos, todos com importância ímpar em minha vida e, assim, neste livro. Agradeço em especial ao meu neto Arthur pela arte da capa, e à minha filha Kéia e ao meu neto Eduardo, que tiraram minha vontade de escrever do campo dos sonhos, concretizando-a nestas páginas. 8

9 APRESENTAÇÃO Para os amigos, Carmen significa força; significa coragem. Características próprias daquela que soube superar dificuldades da infância para ter uma vida simples, mas repleta de alegrias e de amor. Carmen, para os filhos, é sinônimo de carinho, daquele afeto sensível, do sorriso fácil, dos conselhos sempre presentes, estes mesmos que hoje cada um repassa aos seus próprios filhos. Mas Carmen, para quem ler este livro, não passará de um grande poema. Assim como a origem do nome Carmen significa literalmente poema, Memórias de Minha Vida, este livro que se passa através dos tempos e que foi maturado no auge de uma vida-exemplo, transpira poesia, inspira a alegria, leva às lágrimas e serve de companhia. Não, não pela redação, que no máximo levará como mérito o fato de não ser mais que um espelho da vida desta mulher: simples e carinhosa, sensível e perseverante. Memórias de Minha Vida, assim como a Carmen que conhecemos, é um verdadeiro poema pelo conteúdo, uma obra-prima a quem Deus permitiu dar um pouco de si a cada filho, a cada neto e a quem quer que tenha gozado de sua companhia. Cada olhar afetuoso, cada brincadeira, cada gesto desta mulherpoema está presente nos que são seus, assim como os detalhes daqueles com quem conviveu igualmente se amoldaram à sua personalidade. Nisso reside a poesia de sua vida e aqui o livro, embora escrito em prosa, deve ser lido como verso: cânticos de uma bela vida muito bem vivida ficarão agora registrados para todo o sempre. Eduardo Sens dos Santos 9

10 AS FAMÍLIAS Antônio Emiliano Sá e Lucinda Neves (1º casamento) Dulce Aldo Carmen Doraci Lucinda Antônio Emiliano Sá e Clara Bunn (2º casamento) Alcione Zulma Amilton Dilma Acelon Jacob Mathias Sens e Cecília Clasen Levino Vitório Rogário (Roque) Isidório (Ize) Adelaide Wictalina (Metcha) Oswaldo (Dinho) Hildeberto (Detcha) Ubaldino Nilvo (Ite) Nelson (Nelo) Gemma Lieselote (Lote) Carmen Sá Sens e Vitório Sens Moacyr (Titi) Mauri Ezir (Maninha) Evanir Márcio (Piláh) Mário Eucléria (Kéia) Maurício (Nego) Elizabeth (Beth) Elizete (Zete) Eunice (Nice) Eliete 10

11 SUMÁRIO COMEÇANDO DO COMEÇO A PRIMEIRA VIAGEM A CABRITA DO MAURÍCIO O CHAPÉU O ENCONTRO COM LUCINDA MEUS VESTIDOS QUANDO QUASE ME AFOGUEI PROCURA-SE UMA VELHA RUBENS, O NAMORADO DE BOM RETIRO PROSA E VERSO NA FESTA DA CEBOLA PROJETO DO VOTO DA MULHER O PILÁH ERA O MAIS MIJÃO CINQÜENTA HINOS E DUAS CERVEJAS MÃE DO ANO KÉIA ELETRIFICADA MAIO MÊS DAS MÃES O TOMBO DA ZETE SEM QUERER QUERENDO NUNCA MAIOR QUE EU OS PINTOS DA EVANIR GALINHA AO GRITO ZIGUEZAGUE NA ESTRADA A CHAVE DA IGREJA AS MANIAS NICE E SUA HEROÍNA IRMÃS CORAGEM TEMPOS DE PRINCESA MINHA RELIGIOSIDADE ANEXO ÚNICO ERRO! NENHUMA ENTRADA DE ÍNDICE DE ILUSTRAÇÕES FOI ENCONTRADA. 11

12 COMEÇANDO DO COMEÇO Ninguém da família poderá ofender-se ao ler este livro, com as frases desagradáveis que talvez eu tenha formulado, com meu jeito (ou a falta dele) ao falar do passado e de meus queridos irmãos. Mas aqui eu relato a minha história, minha história verdadeira, sem subterfúgios, que tem apenas o objetivo de levar ao conhecimento dos meus filhos um passado que reputo muito bonito. Pois bem, comecemos do começo! Na localidade de Armazém, cidade de Tubarão, em Santa Catarina, Antônio Emiliano de Sá e Lucinda Neves de Sá viviam com seus quatro filhos: Dulce, Aldo, Carmen e Doracy, que faleceu com apenas seis meses de idade. Bastante debilitada e inconformada pela morte da filha, Lucinda engravidou novamente, dando à luz mais uma linda e saudável menina. Mas quis o destino que a mãe dessas crianças não sobrevivesse ao parto e falecesse, sem ter podido nem ao menos abraçar sua pequena Lucinda, cujo nome lhe deram em sua homenagem. Emiliano, desesperado pela dor da perda e confuso com a situação em que a morte da esposa o havia colocado, entregou Carmen para sua tia Cecília Neves, a recém-nascida para a irmã Joana Morega de Sá, ou tia Janoca, como era conhecida por todos, e o menino Aldo para o tio Aristides Neves. Dulce faleceria em 10 de fevereiro de 1930, em decorrência de tifo preto. Assim é que Antônio Emiliano de Sá, jovem, bem apessoado e professor municipal de Armazém, após a morte prematura da esposa, resolveu morar em Bom Retiro, onde iniciou na profissão de coletor municipal, que corresponde na atualidade ao fiscal de tributos. A profissão gerava bastante respeito da população, e assim a família foi se estabelecendo. Algum tempo depois, ainda insatisfeito com o rumo de sua vida, Antônio 12

13 Emiliano mudou-se para Salto Grande, atual Ituporanga, e encontrou vago o cargo de Escrivão e Tabelião. Salto Grande era um pequeno vilarejo doado pelo governo estadual em troca de serviços prestados aos empreiteiros da estrada. Foi-se formando às margens do rio Itajaí do Sul, colonizado principalmente por agricultores que, décadas depois, dominariam o cultivo da cebola, hoje principal produto da cidade. Desbravaram assim as densas florestas de araucárias e imbuias da Mata Atlântica e enfrentaram com grande coragem as tribos indígenas que reivindicavam seu espaço. Naturalmente, sem a presença dos atuais meios de comunicação, o comum era que o tabelião empreendesse inúmeras viagens à Capital e outras cidades maiores. Foi numa das suas viagens, precisamente em São José, que ele conheceu a jovem Clara Bunn, por quem se apaixonou e para quem logo demonstrou sua vontade de constituir nova família. Começaram então os namoros e a relação foi se estreitando até que, por fim, deu-se o casamento. Na verdade, Clara Bunn passou a simplesmente morar com meu pai, como se marido e mulher fossem. Não puderam se casar, porque ela já era casada com um médico, pelo qual fora enganada, pois ele já era casado. O sujeito certamente falsificou os documentos e se declarou solteiro quando casou com Clara no civil e no religioso. Só algum tempo depois é que foi-se descobrir que já tinha um casamento anterior, que segundo a lei da época não podia ser desfeito, porque não existia divórcio. A alternativa seria a anulação de casamento, mas exigia uma ação judicial praticamente desconhecida da família, o que inviabilizou totalmente a solução. Somente muitos anos depois o Sr. Antônio Pereira, velho amigo da família, leu no jornal a nota de falecimento do primeiro marido de Clara, o que permitiu o casamento com toda a formalidade exigida. Clara casou-se assim com meu pai, mas logo veio a morrer, quando finalmente recebeu a graça da comunhão. Clara era muito religiosa, freqüentava as missas, mas não podia 13

14 comungar, a religião católica não permitia. Após passarem a morar juntos, Emiliano procurou reunir os filhos que havia espalhado na casa dos seus tios e irmã, com exceção da Lucinda, que permaneceu com Tia Janoca, professora primária em Armazém. Com algum esforço, recompensado pela presença daqueles a quem mais amava, Emiliano enfim reencontrou suas crianças, de modo que a vida passou a correr tranqüila para aquele casal e seus quatro filhos e enteados. Mas como era natural Clara Bunn também desejava ter seus próprios filhos. Talvez se sentisse frustrada por não ter ainda uma descendência direta, algo que prezava sobremaneira. Ter filhos significava não só a seqüência de uma família, mas o respeito pelos vizinhos e a mostra de que era realmente uma mulher dedicada. Foi aí que a tranqüilidade e a paz dos enteados terminaram. É que, e digo isso com a maior tristeza no coração, com aquele sentimento de quem prefere esconder a verdade, mas se rende a ela para evitar que sufoque, foi neste preciso momento de minhas lembranças que começaram a maldade e as humilhações que minha madrasta nos impôs. Ainda com a intenção de não me sufocar, de trazer a verdade à tona, quero poder acreditar que ela ao casar-se com meu pai não tinha sequer a vaga idéia da responsabilidade que a esperava, ou seja, a educação de três filhos que biologicamente não eram seus. Mas também não posso crer que meu pai não a tivesse alertado da nossa existência e das conseqüências que a união traria. Tudo começou com o nascimento de seu primeiro filho, Alcione, quando Clara mudou completamente a maneira de nos tratar. Passou a adotar dois pesos e duas medidas em várias situações. O que era para os seus era diferente para nós. Desde um pedaço de cuca, que não era repartido entre todos, mas apenas para os seus, ao passo que nós ganhávamos polenta fria. Lembro-me bem que às vezes, com os vestidos surrados, sentadinhas no chão, comíamos um pedaço 14

15 de polenta fria que tinha sobrado. A cuca da boa, como costumávamos chamar aquela que vinha de Rio do Sul, levada pela padaria Brehsan, essa era guardada no guarda-roupa do casal, às sete chaves, para que não alcançássemos. A mesma coisa acontecia na hora da distribuição no lanche da tarde, quando Clara chamava seus filhos e os entregava pedaços da deliciosa cuca; nós nos contentávamos em arregalar os olhos e a salivar como pequenos bichinhos, porque não ganhávamos nem um pedaço. Acelon, um dos cinco filhos naturais de Clara, perguntava: e o Aldo, a Dulce e a Carmen? A resposta era sempre a mesma: eles não precisam de cuca! Em algumas ocasiões, e longe dos olhos da mãe, Acelon repartia o seu pedaço. Era um irmão de ouro e, como todos os outros, gostava de nós e nós dele. Disso jamais duvidei, por mais que ela tivesse tentado dividir nossos corações, impedir nossa amizade e nosso carinho de irmãos. Por isso e por tantas outras até hoje tenho o maior respeito e amizade por todos eles, e procuro trazer sempre na lembrança as melhores cenas dos melhores momentos de nossa triste infância. Tudo isso era tão mesquinho, e mais mesquinho ainda era o fato de essa atitude não ser justificada, visto que meu pai era um homem de posses, de modo que não seria preciso economizar. O que eu percebia, e quisera Deus fosse uma visão míope da situação, é que Clara deliberadamente nos rejeitava por não sermos seus filhos. Meu pai, é claro, não sabia o que acontecia. Assim, na base da discriminação, foi-se levando minha infância, até que completei idade escolar e passei a freqüentar a Escola Isolada de Salto Grande, cujo professor era o senhor Lindolfo Rodrigues. Era enfim a chance de aprender novidades, de fazer novas amizades e, mais importante do que tudo isso, de fugir dos serviços domésticos a que Clara me obrigava. Sim, porque além de nos tratar de forma totalmente díspar, Clara fazia de mim e de seus outros enteados praticamente seus serviçais. Limpávamos, 15

16 varríamos, lavávamos e até capinávamos a horta da casa sob as ameaças de violentas surras. E não era o serviço doméstico que se destinava comumente às crianças, até como forma de nelas inculcar os valores do trabalho e da organização; era um trabalho exigente demais para nossa condição física, que nos cansava além do que nossos pequenos corpos podiam suportar, e que ao invés de somar valores dividia nossas forças e subtraía as possibilidades de um crescimento sadio. Por isso é que para freqüentar as aulas eu tinha que sair às escondidas, como uma fugitiva, de seu próprio lar; do contrário os trabalhos me prenderiam à casa de meu pai e a escola acabaria em segundo plano. Minha estratégia tinha que mudar a cada manhã, mas a principal era atravessar a cerca de madeira que separava nossa casa e a do vizinho, e correr sorrateiramente, com o coração disparado com medo de ser apanhada em flagrante por um crime (crime?) que não era meu. Ao chegar na escola, o pior momento era aquele em que o professor pedia que lhe apresentássemos as tarefas do dia anterior. Todas as crianças orgulhosas mostravam suas lousas e o professor, com a postura sóbria que o marcava, examinava detidamente cada uma. Indicava um erro numa, elogiava outra, recomendava um ajuste aqui e acolá. À medida que ele se aproximava meu medo crescia: é claro, não havia cumprido a tarefa. E não por má vontade e preguiça, mas por pura falta de tempo e, vez por outra, pela expressa proibição imposta por Clara de dedicar-me pelo tempo que fosse a outra atividade que não os trabalhos domésticos. Sentiame tão humilhada e injustamente rebaixada com as punições do professor e com as chacotas dos meus colegas de classe, que simplesmente baixava a cabeça e colocava-me a chorar. Como dizer ao professor Lindolfo que minha própria madrasta não dava permissão para fazer as tarefas? Com que palavras enunciar tão grave acusação? 16

17 Em quem ele acreditaria, numa pirralha de sete anos ou nela, senhora distinta, esposa do escrivão municipal? Não vendo saída eu me calava e recebia os terríveis castigos daquela já distante época, castigos que também não eram meus. Porém, nem as palmatórias nem as orações forçadas da escola, nada se comparava ao que ainda estava por vir: ao chegar em casa novamente era castigada fisicamente (para dizer o mínimo) por tê-la desobedecido ao fugir para tentar, apesar de todas as humilhações, sair daquela vida pela estrada do estudo. Ainda assim levei meu período escolar até o terceiro ano, quando já sem forças para agüentar mais tive de finalmente abandonar os estudos na metade do ano para trabalhar mais do que já trabalhava em casa. Tornava-me, assim, uma faxineira da minha madrasta, com a agravante de ser submetida a surras quando algo parecia errado ao seu olhar e de não poder me demitir. Meu pai, homem que se dedicava demais ao trabalho, não conseguia acompanhar os dramas familiares e acabava não se inteirando das maldades a que suas filhas eram submetidas todos os dias. E como viajava muito para Florianópolis e Bom Retiro, em viagens que levavam semanas ou meses, Clara se aproveitava da situação e deixava seus instintos extravasarem. Recordo que numa dessas ausências Clara fez com que eu e Aldo pegássemos cada um numa das pernas de Dulce e a puxássemos para fora da casa, descendo os cinco degraus de escada que separavam a casa do terreno, de modo a levá-la para um macabro passeio pela terra, que incluía incursões por trechos pedregosos. Uma verdadeira sessão de tortura contra uma pessoa indefesa. Ela, como que apreciando aquela situação deplorável, permanecia sentada numa cadeira com um chicote ou uma varinha de marmelo na mão, assistindo e gritando: mais, mais, muito mais 17

18 Hoje fico a me perguntar que mente doentia era aquela, que prazer poderia existir numa cena tão mórbida? Mas ao lembrar do brilho de seu olhar, do sorriso de triunfo que exalava, vejo que era tudo pura maldade, uma espécie de vingança por ter o encargo de criar como seus os filhos de outra mulher. Hoje penso que a gravidade da situação não era uma só, mas três. A maldade ao atingir não só Dulce, pela dor física, mas também a mim e ao Aldo pelo mal que sabíamos estar causando a nossa irmã, mesmo sendo obrigados a isso, porque, se não o fizéssemos, apanharíamos. Além disso, ela também nos proibia de contar para o pai, sob ameaças de que as próximas sessões seriam piores ainda. As lembranças são fortes demais e remexê-las freqüentemente me leva às lágrimas. Colocá-las no papel, assim, é uma espécie de terapia, que me permite encará-las de outro ângulo, tornando-as, quem sabe, mais distantes da realidade. O papel para mim se torna um desafogo, porque tira de mim o peso que as lembranças jogam em meus ombros e transfere para suas linhas aquilo que eu tento esquecer. Mas, pouco adianta; como sabe qualquer um que tenha passado por uma situação penosa como essa, a dor, a sensação de fragilidade e de impotência cravam seus sentimentos no fundo do peito. Mas meu coração não era de galinha. Nas minhas veias corre sangue quente e forte. Apesar de ainda criança, um dia me aproximei de meu pai, baixei os olhos, fitei meus chinelos, pensei mais uma vez nos prós e contras, e, quando estava quase desistindo, busquei nas lembranças dos dias anteriores minhas últimas forças e contei tudo a ele. Nesse dia lembro que o casal brigou feio, e meu pai, que estava com um livro de tabelião nas mãos, atirou-o nela, atingindoa nas costas. O castigo foi insignificante diante de tudo que ela nos obrigava a passar e a fazer contra nossas vontades, mas valeu para marcar na minha vida esse ponto de coragem e firmeza após tanto sacrifício. Aquele átimo de força teria ainda uma conseqüência. Quando já era mocinha meu pai, munido da intenção de me tirar daquele ambiente, decidiu me 18

19 matricular no quarto ano do colégio Sagrada Família, em Blumenau; já não sabia ele o que fazer para livrar-me das perseguições de Clara, e um internato foi mesmo a melhor solução. Nas visitas que ela fazia ao Colégio, Clara aproveitava para recomendar às freiras que me ensinassem apenas a cozinhar, lavar, passar, tricotar e costurar, e que deixassem de lado as outras disciplinas, pois não me seriam úteis; segundo sua equivocada visão de mundo, meu desenvolvimento intelectual não era importante para o futuro. Meu pai, no entanto, dava outras orientações: deveriam me tratar da mesma forma que a todas as outras meninas do internato, ensinando tudo o que fosse de meu interesse, mas sem qualquer distinção; deveriam, enfim, me formar uma mulher cidadã. Logo me interessei no aprendizado de tipografia e comecei a me sair muito bem nos estudos. As notas variavam de muito bom a excelente, de modo que me sentia cada vez mais estimulada a prosseguir. Noutras matérias não ia tão bem. Um exemplo foi o corte e costura, que talvez por deficiência nos estudos anteriores de matemática e artes, prejudicados pelos trabalhos domésticos, passei a encontrar muita dificuldade. Apesar de tudo, aquele foi um ano bom, em que aprendi muito no pouco tempo em que fiquei lá. Enquanto isso a vida de meus irmãos continuava transcorrendo com seus altos e baixos, na pequena Salto Grande. Meu irmão Aldo, por quem meu pai nutria uma vaga esperança de transformá-lo num grande homem, desejando e podendo dar condições de estudo em bons colégios, não correspondia às expectativas. Aldo, naquela época estudava no Colégio dos Padres, mas não se adaptava à disciplina rígida imposta na instituição. Suplicava através de cartas que meu pai o retirasse de lá, dizendo que não gostava das regras, das lições, dos colegas e do ambiente. O comportamento, bastante incomum, magoava meu pai e o fazia chorar. Pedindo 19

20 alento, se abraçava a mim como se eu, ainda uma criança, pudesse consolar aquele homem que era admirado por todos na cidade. Hoje penso que na verdade meu pai jamais se consolou com a falta de ambição do único filho homem que teve com a primeira esposa, de quem, desconfio eu, jamais se esqueceu e com quem considerava haver vivido anos de muito amor, muito companheirismo e muita luta. Aldo então foi para o Exército. Tinha ficado um belo rapagão, alto, forte, cabelos pretos e sempre muito requisitado pelos amigos e admirado pelas garotas. Mas continuava aprontando, desrespeitando as normas e as autoridades. Não como um delinqüente, isso não, mas apenas com a intenção de se divertir. O que ele buscava na verdade, sem medir as conseqüências, era a diversão, sem se importar com mais nada. De tanto aprontar, certa vez mandou uma carta para meu pai com um desenho de uma cadeia. Para susto dele, adivinhem quem estava desenhado dentro da cadeia? Outra que ele aprontou foi a do cacho de banana. Clara costumava pendurar um cacho cheio de bananas verdes para amadurecer bem no alto do forro, onde ninguém pudesse alcançar. Sempre querendo aprontar alguma brincadeira, alguns dias depois Aldo foi espiar o estado do cacho e, vendo as bananas já maduras, apanhou algumas para comer. E foi assim naquele e nos dias seguintes, até que as bananas acabaram, ficando só a penca. Quando Clara descobriu, Aldo não poderia negar, porque era o único que alcançaria lá. Não negou e tampouco esperou a severa punição. Colocou numa valise algumas mudas de roupa e foi pedir abrigo na casa de nosso tio Aristides Neves que morava em Bom Retiro. Quase esquecia! Nesse meio tempo, depois do ano de internato em Blumenau, retornei a Salto grande, para minha vidinha de sempre. Fui então readmitida ao cargo de empregada doméstica na casa de meu pai, pois era o que me cabia na opinião de Clara. Voltei a lavar, passar, cozinhar e a fazer todo 20

21 o serviço da casa para ela, que agora se desculpava alegando não ter tempo, já que passara a trabalhar com meu pai no Cartório. Não retornei mais aos estudos. O que sei, o pouco que sei, foram desses quatro anos de escola e internato, quatro anos mal aproveitados. Mas a vida ensina muito, e com ela aprendi o resto que me foi suficiente para sobreviver e criar meus filhos. É por isso que sempre digo que ninguém cruza nosso caminho por acaso, e nós não entramos na vida de alguém sem nenhuma razão; há muito o que dar e o que receber; há muito o que aprender, com experiências boas ou negativas. Tenho certeza de que, se mesmo a pior tempestade traz o viço às plantas e devolve a vida à floresta, minhas dificuldades iniciais me fizeram crescer forte para enfrentar todas as batalhas que a vida me traria. Foi isso o que aconteceu comigo e é isso que eu quero contar agora. 21

22 A PRIMEIRA VIAGEM Minha primeira grande viagem aconteceu quando eu contava com apenas dois anos e meio de idade. Logo após a morte de minha mãe, meu grande pai, Emiliano Sá, pediu à cunhada Cecília que ficasse comigo por algum tempo, enquanto reestruturava a família depois da perda. Minhas memórias dessa época são poucas e se devem mais às conversas com a família, no interesse de saber da minha própria infância, do que de lembranças pessoais. Mas vagamente recordo ter ficado durante aproximadamente quatro anos morando com a tia Cecília. Nesse meio tempo, meu pai casou novamente, retornando para me levar junto na nova família. Chegou dizendo que por nada nesse mundo queria me deixar com a tia Cecília, não por desgostar dela, mas por querer muito bem a mim. Eu, a essa altura, já não queria ir com ele coisa de criança! mas acabei cedendo diante da promessa de uma boneca. Naquele tempo, era comum se falar em dar a criança para os parentes, para que cuidassem melhor. E foi essa a palavra que a tia Cecília usou quando meu pai voltou para me buscar: Emiliano, dá a Carminha para mim? Eu gostaria muito de ter ficado com a tia Cecília; na verdade era tudo o que eu queria na época, já que estava acostumada a ela e à família. Mas meu pai disse um definitivo não, daqueles que continham por si só imposição suficientemente forte, pois vinha do homem da família. A tia Cecília, mesmo assim, argumentou dizendo que como ele já tinha dado minha irmã Lucinda para a tia Janoca, poderia também me deixar sob seus cuidados. A Carmen eu quero foram as palavras de meu pai, Emiliano. A partir daí, para voltarmos à casa de meu pai, pegamos a estrada saindo de Armazém, com destino a Bom Retiro, no alto da Serra. 22

23 Na época, é possível imaginar a dificuldade da viagem. O que hoje leva pouco mais de quatro horas num carro qualquer, levou mais de três dias no lombo de cavalos e burros. Depois de longas horas de chão poeirento e às vezes coberto de lama, de lentas paradas para alimentar os animais, finalmente chegávamos nos hotéis na estrada, torcendo para conseguir alcançá-los antes de a noite chegar. Para nós, crianças, a viagem era penosa. Além das difíceis condições do tempo, do pouco tempo para brincadeiras e da parca alimentação, eu e minha irmã Dulce ficávamos no que se chamava cargueiro, uma espécie de alforje feito de vime que cruzava as costas do animal de modo a equilibrar uma de cada lado. Ao subir a serra a paisagem começava a mudar. Do calor de Armazém da manhã no começo da viagem, já à tardezinha começávamos a sentir o frio que vinha dos vales. O vai-e-vem dos animais, somado à consciência de meu pai sobre nossa hidratação, favorecia o funcionamento de todas as funções do corpo. Em especial, do aparelho urinário. E foi o que aconteceu. Lembro bem que levei uma grande bronca de meu pai, quando ele percebeu que a farinha que vinha dentro do cargueiro comigo já 23

24 não poderia mais ser usada para alimentar o comboio. É que, apesar de as paradas serem poucas, a água era bem servida, e eu, que já não estava entendendo muito bem o porquê da viagem, também não sabia pedir para ir ao banheiro, ou o que quer que o substituísse no meio da empoeirada estrada de chão batido. O resultado foi um pirão um tanto diferente, com o meu xixi bem misturado naquela farinha de mandioca. Mas criança é assim mesmo, faz onde der vontade! Ainda bem que perceberam antes do jantar! Para manter a ordem durante o percurso, meu pai ralhava o tempo todo comigo e com minha irmã. Em certa parada, no meio de minhas brincadeiras, quase caí num desses poços artesianos em que parávamos para abastecer os animais e os alforjes. Acredito que, pela profundidade, se eu escorregasse na beirada de limo talvez não sobrevivesse à queda. Mas como eu sempre digo, meu destino já estava traçado para que eu tivesse os doze filhos que tive. Aqui cabe um pequeno comentário sobre o meu pai, para alguns o Vô Miliano, para outros tantos o bisavô que não chegaram a conhecer. Homem de caráter irrepreensível, foi professor em Armazém, coletor uma espécie de cobrador de impostos em Bom Retiro e tabelião em Salto Grande, cidade que mais tarde receberia o nome de Ituporanga. Essa última profissão rendeu-lhe alguma fama e uma vida digna, com frutos suficientes para sustentar e educar a grande família que tinha. Mas, voltemos à viagem. Do pouco tempo que ficamos em Bom Retiro não tenho maiores lembranças, mesmo porque logo passamos a viver em Salto Grande, onde eu criaria mais tarde meus filhos e passaria boa parte de minha vida. Nossa primeira casa lá foi a tal da Casa Velha. Feita de madeira, tinha bom tamanho, onde se distribuíam três quartos, escritório e cozinha, mas o pouco cuidado que recebia fazia meu pai se ver obrigado a aturar comentários dos vizinhos contrapondo a sua nobre profissão de tabelião com a pobre casa em que morava com a família. Para ele, que nunca foi de luxo, não havia qualquer 24

25 problema, e deixar os outros falar pelas costas era mesmo a melhor solução. Na Salto Grande desse tempo o comércio se restringia a alguns botecos e galpões para estocagem da produção agrícola, com alguns moinhos as chamadas tafonas lá levávamos a produção caseira de fubá, milho ou de mandioca para transformar em farinha. No entanto, a maioria dos negócios era fechada na localidade de Freguesia de Baixo, em que havia um permanente mercado. Pagava-se o dono das tafonas no regime da meia, ou seja, quem levava o milho para moer deixava metade ou a terça parte do produto com o tafoneiro, que sempre saía lucrando. Daí a brincadeira que sempre fazia a Adelaide Sens quando dizia que a tal da meia não servia nem para os pés, porque o único que ganhava bem, realmente, era o dono do moinho. Aliás, usava-se a farinha de mandioca como alimento em muitas ocasiões, e lembro-me bem que meus filhos mais velhos cansaram de comer o pirão que com ela se fazia. Na verdade, o tal pirão fez crescer fortes e saudáveis todos os meus filhos, que só não ficaram maiores porque a linhagem não permitia mesmo. 25

26 A CABRITA DO MAURÍCIO A essa altura da minha vida muitas histórias vêm à mente. São detalhes singelos do dia-a-dia, lembranças que engatam em outras lembranças e trazem de reboque mais umas tantas; enfim, acho que ainda hoje ninguém descobriu bem ao certo como nos chegam as lembranças, mas eu posso dizer que descobri a felicidade de tê-las. Uma dessas recordações é de um acontecido com meu filho mais novo, o Maurício Luis Sens. Maurício, sempre muito benquisto por seus amigos, resolveu convidá-los certa vez para passear de canoa pelo rio Itajaí do Sul, que cruza Ituporanga, e, em Rio do Sul, se encontra com o Itajaí do Oeste para formar o Itajaí-Açu. Dentre eles, pelo que lembro, estava também o Bira de Sá, meu sobrinho, além de pelo menos outros cinco. Desciam o rio naquele lindo dia de sol com as bagunças que sempre os meninos inventam nessas horas, até que de repente a balbúrdia foi interrompida por um grito estranho vindo da barranca: mééééé, ouviram todos eles sem conseguir ao certo identificar que ser emitia aquele grunhido. O grito parecia de algum animal de sítio, um bode, uma cabra, mas ainda não tinham identificado ao certo. Procuraram por algum tempo o local de onde partia o berro até que encontraram uma pobre cabritinha desesperada. O coração de qualquer um amolece nesta hora: o pobre bichinho havia se perdido e agora já estava no leito do rio sem saber como nem para onde voltar. Como coração de menino amolece mais rápido ainda, logo trataram de colocá-la para dentro da canoa e trazer para casa. Já em Ituporanga, com a cabrita no colo, muito satisfeitos da boa ação que haviam feito, chegou a hora da verdade: Para onde vamos levá-la? alguém perguntou ingenuamente, causando aquele típico olhar de perplexidade por todos. 26

27 A verdade é que não tinham a menor idéia do que fazer com o animalzinho, até que um deles se deparou com a brilhante idéia: Maurício, deixa na tua mãe! Outro, um pouco mais astuto, pensou alto: E que tal vendêla?. Uniram uma idéia à outra e pronto: lá veio a cabritinha à minha casa, para que eu a comprasse. Como se já não bastassem todas aquelas crianças e as molecagens que sempre me aprontavam molecagens que, claro, eu adorava traziam agora, assim como se fosse um presente, uma cabrita desgarrada para me vender. Tudo bem que lá em casa já criávamos porcos, galinhas e patos, como era comum na região. Mas uma cabrita que não tinha dono e ainda por cima não parava de berrar, essa era novidade! No final das contas, depois de muito pedirem, comprei por uma quantia de nada a tal cabritinha, e eles, agora já não sei se felizes pela nova boa ação ou pelo alívio em se livrar do bicho, deram pulos de alegria. A mais nova proprietária de uma cabrita em Ituporanga sacou logo de um pedaço de corda e amarrou a pobrezinha num pé de árvore. Como já era de se esperar, os meninos logo partiram para outra brincadeira; a cabrita, essa continuava a berrar sem parar. O tempo passou e os berros só cresciam. Meus ouvidos já não agüentavam mais aquele martírio. Não lembro, mas devo até ter pensado em preparar cabrito assado para o jantar. Para minha sorte e da cabrita! minha vizinha Nazira, que sempre passava lá em casa para buscar cebolinha, viu o animal gritando e disse: essa cabrita é minha! Mal pude acreditar! Quem pulava agora não eram os meninos nem a cabrita, era eu, de contente por livrar meus ouvidos daquele insistente méééééé. 27

Em algum lugar de mim

Em algum lugar de mim Em algum lugar de mim (Drama em ato único) Autor: Mailson Soares A - Eu vi um homem... C - Homem? Que homem? A - Um viajante... C - Ele te viu? A - Não, ia muito longe! B - Do que vocês estão falando?

Leia mais

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação...

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação... Sumário Agradecimentos... 7 Introdução... 9 1 - Um menino fora do seu tempo... 13 2 - O bom atraso e o vestido rosa... 23 3 - O pequeno grande amigo... 35 4 - A vingança... 47 5 - O fim da dor... 55 6

Leia mais

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar 1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar nosso amor 4. Porque a gente discute nossos problemas

Leia mais

LENDA DA COBRA GRANDE. Um roteiro de IVI SIBELI ROCHA DE BARROS DAIANE MONTEIRO POLIANA AGUIAR FERREIRA MARIA LUZIA RODRIGUES DA SILVA

LENDA DA COBRA GRANDE. Um roteiro de IVI SIBELI ROCHA DE BARROS DAIANE MONTEIRO POLIANA AGUIAR FERREIRA MARIA LUZIA RODRIGUES DA SILVA LENDA DA COBRA GRANDE Um roteiro de IVI SIBELI ROCHA DE BARROS DAIANE MONTEIRO POLIANA AGUIAR FERREIRA MARIA LUZIA RODRIGUES DA SILVA CRUZEIRO DO SUL, ACRE, 30 DE ABRIL DE 2012. OUTLINE Cena 1 Externa;

Leia mais

As 12 Vitimas do Medo.

As 12 Vitimas do Medo. As 12 Vitimas do Medo. Em 1980 no interior de São Paulo, em um pequeno sítio nasceu Willyan de Sousa Filho. Filho único de Dionizia de Sousa Millito e Willian de Sousa. Sempre rodeado de toda atenção por

Leia mais

017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997.

017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997. 017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997. Acordei hoje como sempre, antes do despertador tocar, já era rotina. Ao levantar pude sentir o peso de meu corpo, parecia uma pedra. Fui andando devagar até o banheiro.

Leia mais

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a João do Medo Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a mamãe dele. Um dia, esse menino teve um sonho ruim com um monstro bem feio e, quando ele acordou, não encontrou mais

Leia mais

DESENGANO CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA

DESENGANO CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA DESENGANO FADE IN: CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA Celular modelo jovial e colorido, escovas, batons e objetos para prender os cabelos sobre móvel de madeira. A GAROTA tem 19 anos, magra, não

Leia mais

All You Zombies. Baseado no conto original de Robert A. Heinlein, All You Zombies, 1959. Versão Portuguesa, Brasil. Wendel Coelho Mendes

All You Zombies. Baseado no conto original de Robert A. Heinlein, All You Zombies, 1959. Versão Portuguesa, Brasil. Wendel Coelho Mendes All You Zombies Wendel Coelho Mendes Versão Portuguesa, Brasil Baseado no conto original de Robert A. Heinlein, All You Zombies, 1959 Esse conto é minha versão sobre a verdadeira história de All You Zombies,

Leia mais

Aluno (a): Ana Paula Batista Pereira Série: 3º Ano do Ensino Médio Professora: Deysiane Maria Assis Zille. Água

Aluno (a): Ana Paula Batista Pereira Série: 3º Ano do Ensino Médio Professora: Deysiane Maria Assis Zille. Água Aluno (a): Ana Paula Batista Pereira Série: 3º Ano do Ensino Médio Professora: Deysiane Maria Assis Zille Água Tu és um milagre que Deus criou, e o povo todo glorificou. Obra divina do criador Recurso

Leia mais

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar MELHORES MOMENTOS Expressão de Louvor Acordar bem cedo e ver o dia a nascer e o mato, molhado, anunciando o cuidado. Sob o brilho intenso como espelho a reluzir. Desvendando o mais profundo abismo, minha

Leia mais

Tia Pri Didáticos Educação Cristã PROIBIDA REPRODUÇÃO,CÓPIA OU DISTRIBUIÇÃO POR QUALQUER MEIO tiapri@tiapri.com (47) 3365-4077 www.tiapri.

Tia Pri Didáticos Educação Cristã PROIBIDA REPRODUÇÃO,CÓPIA OU DISTRIBUIÇÃO POR QUALQUER MEIO tiapri@tiapri.com (47) 3365-4077 www.tiapri. Tia Pri Didáticos Educação Cristã PROIBIDA REPRODUÇÃO,CÓPIA OU DISTRIBUIÇÃO POR QUALQUER MEIO tiapri@tiapri.com (47) 3365-4077 www.tiapri.com Página 1 1. HISTÓRIA SUNAMITA 2. TEXTO BÍBLICO II Reis 4 3.

Leia mais

A Última Carta. Sempre achamos que haverá mais tempo. E aí ele acaba. (The Walking Dead)

A Última Carta. Sempre achamos que haverá mais tempo. E aí ele acaba. (The Walking Dead) A Última Carta Sempre achamos que haverá mais tempo. E aí ele acaba. (The Walking Dead) E la foi a melhor coisa que já me aconteceu, não quero sentir falta disso. Desse momento. Dela. Ela é a única que

Leia mais

Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo

Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo Autora: Tell Aragão Personagens: Carol (faz só uma participação rápida no começo e no final da peça) Mãe - (só uma voz ela não aparece) Gigi personagem

Leia mais

Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar

Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar CATEGORIAS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS S. C. Sim, porque vou para a beira de um amigo, o Y. P5/E1/UR1 Vou jogar à bola, vou aprender coisas. E,

Leia mais

Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história.

Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história. Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história. Nem um sopro de vento. E já ali, imóvel frente à cidade de portas e janelas abertas, entre a noite vermelha do poente e a penumbra do jardim,

Leia mais

1. COMPLETE OS QUADROS COM OS VERBOS IRREGULARES NO PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO E DEPOIS COMPLETE AS FRASES:

1. COMPLETE OS QUADROS COM OS VERBOS IRREGULARES NO PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO E DEPOIS COMPLETE AS FRASES: Atividades gerais: Verbos irregulares no - ver na página 33 as conjugações dos verbos e completar os quadros com os verbos - fazer o exercício 1 Entrega via e-mail: quarta-feira 8 de julho Verbos irregulares

Leia mais

Rosana! Rosanaaa! Ô menina! Onde que cê se meteu, diacho de moleca!!

Rosana! Rosanaaa! Ô menina! Onde que cê se meteu, diacho de moleca!! A Promessa N.Lym Consegui um bom emprego em São Paulo! Não posso levar você comigo, mas você pode me esperar. Prometo que vou voltar, vamos nos casar e morar juntos, bem longe daqui! Rosana ficou a pensar

Leia mais

Fim. Começo. Para nós, o tempo começou a ter um novo sentido.

Fim. Começo. Para nós, o tempo começou a ter um novo sentido. Fim. Começo. Para nós, o tempo começou a ter um novo sentido. Assim que ela entrou, eu era qual um menino, tão alegre. bilhete, eu não estaria aqui. Demorei a vida toda para encontrá-lo. Se não fosse o

Leia mais

Conto n.o 5: A minha mãe é a Iemanjá 24.07.12. Ele ficava olhando o mar, horas se o deixasse. Ele só tinha cinco anos.

Conto n.o 5: A minha mãe é a Iemanjá 24.07.12. Ele ficava olhando o mar, horas se o deixasse. Ele só tinha cinco anos. Contos Místicos 1 Contos luca mac doiss Conto n.o 5: A minha mãe é a Iemanjá 24.07.12 Prefácio A história: esta história foi contada por um velho pescador de Mongaguá conhecido como vô Erson. A origem:

Leia mais

O livro. Todos diziam que ele era um homem só e evasivo. Fugia de tudo e de todos. Vivia

O livro. Todos diziam que ele era um homem só e evasivo. Fugia de tudo e de todos. Vivia O livro Vanderney Lopes da Gama 1 Todos diziam que ele era um homem só e evasivo. Fugia de tudo e de todos. Vivia enfurnado em seu apartamento moderno na zona sul do Rio de Janeiro em busca de criar ou

Leia mais

RECADO AOS PROFESSORES

RECADO AOS PROFESSORES RECADO AOS PROFESSORES Caro professor, As aulas deste caderno não têm ano definido. Cabe a você decidir qual ano pode assimilar cada aula. Elas são fáceis, simples e às vezes os assuntos podem ser banais

Leia mais

Alta Performance Como ser um profissional ou ter negócios de alta performance

Alta Performance Como ser um profissional ou ter negócios de alta performance Sobre o autor: Meu nome é Rodrigo Marroni. Sou apaixonado por empreendedorismo e vivo desta forma há quase 5 anos. Há mais de 9 anos já possuía negócios paralelos ao meu trabalho e há um pouco mais de

Leia mais

Vida nova Jovens contam como superaram doenças graves. Depois de um câncer de mama aos 23 anos, Dolores Cardoso teve um filho, escreveu um livro e

Vida nova Jovens contam como superaram doenças graves. Depois de um câncer de mama aos 23 anos, Dolores Cardoso teve um filho, escreveu um livro e Sexta Vida nova Jovens contam como superaram doenças graves. Depois de um câncer de mama aos 23 anos, Dolores Cardoso teve um filho, escreveu um livro e mudou o rumo da vida profissional FOLHA DA SEXTA

Leia mais

Ato Único (peça em um ato)

Ato Único (peça em um ato) A to Ú nico Gil V icente Tavares 1 Ato Único (peça em um ato) de Gil Vicente Tavares Salvador, 18 de agosto de 1997 A to Ú nico Gil V icente Tavares 2 Personagens: Mulher A Mulher B Minha loucura, outros

Leia mais

Belo reparo. capítulo um. No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas. Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor

Belo reparo. capítulo um. No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas. Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor capítulo um Belo reparo Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas preciosas com ouro. O resultado é uma peça que nitidamente foi quebrada,

Leia mais

Eu, Você, Todos Pela Educação

Eu, Você, Todos Pela Educação Eu, Você, Todos Pela Educação Um domingo de outono típico em casa: eu, meu marido, nosso filho e meus pais nos visitando para almoçar. Já no final da manhã estava na sala lendo um livro para tentar relaxar

Leia mais

FUGA de Beatriz Berbert

FUGA de Beatriz Berbert FUGA de Beatriz Berbert Copyright Beatriz Berbert Todos os direitos reservados juventudecabofrio@gmail.com Os 13 Filmes 1 FUGA FADE IN: CENA 1 PISCINA DO CONDOMÍNIO ENTARDECER Menina caminha sobre a borda

Leia mais

noite e dia marconne sousa

noite e dia marconne sousa noite e dia marconne sousa Mais uma noite na terra a terra é um lugar tão solitário cheio de pessoas, nada mais onde se esconderam os sentimentos? um dedo que aponta um dedo que desaponta um dedo que entra

Leia mais

5 ADOLESCÊNCIA. 5.1. Passagem da Infância Para a Adolescência

5 ADOLESCÊNCIA. 5.1. Passagem da Infância Para a Adolescência 43 5 ADOLESCÊNCIA O termo adolescência, tão utilizado pelas classes médias e altas, não costumam fazer parte do vocabulário das mulheres entrevistadas. Seu emprego ocorre mais entre aquelas que por trabalhar

Leia mais

A criança preocupada. Claudia Mascarenhas Fernandes

A criança preocupada. Claudia Mascarenhas Fernandes A criança preocupada Claudia Mascarenhas Fernandes Em sua época Freud se perguntou o que queria uma mulher, devido ao enigma que essa posição subjetiva suscitava. Outras perguntas sempre fizeram da psicanálise

Leia mais

MARIANA: Fátima? Você tem certeza que seu pai vai gostar? Ele é meio careta, apesar de que é uma linda homenagem.

MARIANA: Fátima? Você tem certeza que seu pai vai gostar? Ele é meio careta, apesar de que é uma linda homenagem. Pais e filhos 1º cena: música ambiente (início da música pais e filhos legião urbana - duas pessoas entram com um mural e começam a confeccionar com frases para o aniversário do pai de uma delas (Fátima),

Leia mais

ROTEIRO: O LUGAR ONDE EU VIVO

ROTEIRO: O LUGAR ONDE EU VIVO ROTEIRO: O LUGAR ONDE EU VIVO Ideia: Produção realizada a partir de um fato marcante e em algumas situações ocorre a mesclagem entre narrações e demonstrações de cenas. Personagens: A filha da doméstica

Leia mais

VOCÊ DÁ O SEU MELHOR TODOS OS DIAS. CONTINUE FAZENDO ISSO.

VOCÊ DÁ O SEU MELHOR TODOS OS DIAS. CONTINUE FAZENDO ISSO. VOCÊ DÁ O SEU MELHOR TODOS OS DIAS. CONTINUE FAZENDO ISSO. Qualquer hora é hora de falar sobre doação de órgãos. Pode ser à mesa do jantar, no caminho para o trabalho ou até mesmo ao receber este folheto.

Leia mais

POR QUE BATISMO? PR. ALEJANDRO BULLÓN

POR QUE BATISMO? PR. ALEJANDRO BULLÓN POR QUE BATISMO? PR. ALEJANDRO BULLÓN "Pr. Williams Costa Jr.- Pastor Bullón, por que uma pessoa precisa se batizar? Pr. Alejandro Bullón - O Evangelho de São Marcos 16:16 diz assim: "Quem crer e for batizado,

Leia mais

A Vida Passada a Limpo. Ayleen P. Kalliope

A Vida Passada a Limpo. Ayleen P. Kalliope A Vida Passada a Limpo Ayleen P. Kalliope 2011 Este livro é dedicado ao meu querido filho, Pedro Paulo, que ao nascer me trouxe a possibilidade de parar de lecionar Inglês e Português, em escolas públicas

Leia mais

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak Entrevista com Ezequiel Quem é você? Meu nome é Ezequiel, sou natural do Rio de Janeiro, tenho 38 anos, fui

Leia mais

Meninas Nhe nhe. Eu Aff Chegando lá. Eu Gente estou com um mau pressentimento

Meninas Nhe nhe. Eu Aff Chegando lá. Eu Gente estou com um mau pressentimento Eu e umas amigas íamos viajar. Um dia antes dessa viagem convidei minhas amigas para dormir na minha casa. Nós íamos para uma floresta que aparentava ser a floresta do Slender-Man mas ninguém acreditava

Leia mais

- Papá, é hoje! É hoje, papá! Temos que montar o nosso pinheirinho de Natal. disse o rapaz, correndo na direção de seu pai.

- Papá, é hoje! É hoje, papá! Temos que montar o nosso pinheirinho de Natal. disse o rapaz, correndo na direção de seu pai. Conto de Natal Já um ano havia passado desde o último Natal. Timóteo estava em pulgas para que chegasse o deste ano. Menino com cara doce, uma tenra idade de 10 aninhos, pobre, usava roupas ou melhor,

Leia mais

Concurso Literário. O amor

Concurso Literário. O amor Concurso Literário O Amor foi o tema do Concurso Literário da Escola Nova do segundo semestre. Durante o período do Concurso, o tema foi discutido em sala e trabalhado principalmente nas aulas de Língua

Leia mais

HISTÓRIA DE SÃO PAULO. Alunos: Tatiana Santos Ferreira, Joyce Cruvello Barroso, Jennifer Cristine Silva Torres dos Santos, Sabrina Cruz. 8ª série.

HISTÓRIA DE SÃO PAULO. Alunos: Tatiana Santos Ferreira, Joyce Cruvello Barroso, Jennifer Cristine Silva Torres dos Santos, Sabrina Cruz. 8ª série. EE Bento Pereira da Rocha HISTÓRIA DE SÃO PAULO Alunos: Tatiana Santos Ferreira, Joyce Cruvello Barroso, Jennifer Cristine Silva Torres dos Santos, Sabrina Cruz. 8ª série. História 1 CENA1 Mônica chega

Leia mais

JANEIRO DE 2013,SEXTA FEIRA DIA 11. escrito por: Antפnio Carlos Calixto. Filho. Personagens: Dana de. Oliveira uma moça. simples ingênua morena

JANEIRO DE 2013,SEXTA FEIRA DIA 11. escrito por: Antפnio Carlos Calixto. Filho. Personagens: Dana de. Oliveira uma moça. simples ingênua morena OSUTERBOS DE 2013,SEXTA FEIRA DIA 11. JANEIRO escrito por: Antפnio Carlos Calixto Filho Personagens: Dana de Oliveira uma moça simples ingênua morena olhos pretos como jabuticaba,1.70a,sarad a cabelos

Leia mais

MEU TIO MATOU UM CARA

MEU TIO MATOU UM CARA MEU TIO MATOU UM CARA M eu tio matou um cara. Pelo menos foi isso que ele disse. Eu estava assistindo televisão, um programa idiota em que umas garotas muito gostosas ficavam dançando. O interfone tocou.

Leia mais

08. Camilo Alfredo Faigle Vicari

08. Camilo Alfredo Faigle Vicari 08. Camilo Alfredo Faigle Vicari Nascido em São Paulo, em 1976, é biólogo e estudante de mestrado na UNIFESP. Em 26 de agosto de 2010 recebi Camilo numa sala de reuniões da UNIFESP. Ele chegou às 18h e

Leia mais

Felipe Luis do Nascimento Rodrigues. O sobrevivente

Felipe Luis do Nascimento Rodrigues. O sobrevivente O sobrevivente Felipe Luis do Nascimento Rodrigues O sobrevivente São Paulo, 2011 Editor responsável Zeca Martins Projeto gráfico e diagramação Claudio Braghini Junior Controle editorial Manuela Oliveira

Leia mais

Dar de comer a quem tem fome 1º E 2º CICLOS. 3ª feira, dia 26 de abril de 2016 INTRODUÇÃO

Dar de comer a quem tem fome 1º E 2º CICLOS. 3ª feira, dia 26 de abril de 2016 INTRODUÇÃO 3ª feira, dia 26 de abril de 2016 Dar de comer a quem tem fome 1º E 2º CICLOS Bom dia a todos. Preparados para mais um dia de aulas?! Muito bem! Hoje vamos falar como é importante dar comida a quem não

Leia mais

POESIAS. Orientação: Professora Keila Cachioni Duarte Machado

POESIAS. Orientação: Professora Keila Cachioni Duarte Machado POESIAS Orientação: Professora Keila Cachioni Duarte Machado A flor amiga O ser mais belo e culto Emoções e corações Sentimentos envolvidos Melhor amiga e amada O seu sorriso brilha como o sol Os seus

Leia mais

www.rockstarsocial.com.br

www.rockstarsocial.com.br 1 1 Todos os Direitos Reservados 2013 Todas As Fotos Usadas Aqui São Apenas Para Descrição. A Cópia Ou Distribuição Do Contéudo Deste Livro É Totalmente Proibida Sem Autorização Prévia Do Autor. AUTOR

Leia mais

Conversando com os pais

Conversando com os pais Conversando com os pais Motivos para falar sobre esse assunto, em casa, com os filhos 1. A criança mais informada, e de forma correta, terá mais chances de saber lidar com sua sexualidade e, no futuro,

Leia mais

FIM DE SEMANA. Roteiro de Curta-Metragem de Dayane da Silva de Sousa

FIM DE SEMANA. Roteiro de Curta-Metragem de Dayane da Silva de Sousa FIM DE SEMANA Roteiro de Curta-Metragem de Dayane da Silva de Sousa CENA 1 EXTERIOR / REUNIÃO FAMILIAR (VÍDEOS) LOCUTOR Depois de uma longa semana de serviço, cansaço, demoradas viagens de ônibus lotados...

Leia mais

A ABDUZIDA. CELIORHEIS Página 1

A ABDUZIDA. CELIORHEIS Página 1 CELIORHEIS Página 1 A Abduzida um romance que pretende trazer algumas mensagens Mensagens estas que estarão ora explícitas ora implícitas, dependendo da ótica do leitor e do contexto em que ela se apresentar.

Leia mais

Versículo para memorizar: Deus ama quem dá com alegria (2 Coríntios 9:7)

Versículo para memorizar: Deus ama quem dá com alegria (2 Coríntios 9:7) A ALEGRIA DE OFERTAR A lição a seguir é relato de um fato ocorrido durante a Campanha de Missões de Setembro /2001. O objetivo principal é desenvolver nas crianças o amor pela contribuição na obra missionária.

Leia mais

O porco é fisicamente incapaz de olhar o céu. ( 7 )

O porco é fisicamente incapaz de olhar o céu. ( 7 ) O porco é fisicamente incapaz de olhar o céu. Isso o Ricardo me disse quando a gente estava voltando do enterro do tio Ivan no carro da mãe, que dirigia de óculos escuros apesar de não fazer sol. Eu tinha

Leia mais

Para gostar de pensar

Para gostar de pensar Rosângela Trajano Para gostar de pensar Volume III - 3º ano Para gostar de pensar (Filosofia para crianças) Volume III 3º ano Para gostar de pensar Filosofia para crianças Volume III 3º ano Projeto editorial

Leia mais

UNIFORMES E ASPIRINAS

UNIFORMES E ASPIRINAS SER OU NÃO SER Sujeito desconfiava que estava sendo traído, mas não queria acreditar que pudesse ser verdade. Contratou um detetive para seguir a esposa suspeita. Dias depois, se encontrou com o profissional

Leia mais

P/1 Seu Ivo, eu queria que o senhor começasse falando seu nome completo, onde o senhor nasceu e a data do seu nascimento.

P/1 Seu Ivo, eu queria que o senhor começasse falando seu nome completo, onde o senhor nasceu e a data do seu nascimento. museudapessoa.net P/1 Seu Ivo, eu queria que o senhor começasse falando seu nome completo, onde o senhor nasceu e a data do seu nascimento. R Eu nasci em Piúma, em primeiro lugar meu nome é Ivo, nasci

Leia mais

Narrador Era uma vez um livro de contos de fadas que vivia na biblioteca de uma escola. Chamava-se Sésamo e o e o seu maior desejo era conseguir contar todas as suas histórias até ao fim, porque já ninguém

Leia mais

MARK CARVALHO. Capítulo 1

MARK CARVALHO. Capítulo 1 MARK CARVALHO Capítulo 1 Mark era um menino com altura média, pele clara, pequenos olhos verdes, cabelos com a cor de avelãs. Um dia estava em casa vendo televisão, até que ouviu: Filho, venha aqui na

Leia mais

É POSSÍVEL CONVIVER COM UM LOBO? Pr. Bullón. www.sisac.org.br

É POSSÍVEL CONVIVER COM UM LOBO? Pr. Bullón. www.sisac.org.br É POSSÍVEL CONVIVER COM UM LOBO? Pr. Bullón www.sisac.org.br "No capítulo 7 da epístola aos Romanos, encontramos o grito desesperado de um homem que não conseguia viver à altura dos princípios que conhecia.

Leia mais

Texto 1 PRA DAR NO PÉ (Pedro Antônio de Oliveira)

Texto 1 PRA DAR NO PÉ (Pedro Antônio de Oliveira) PROFESSOR: EQUIPE DE PORTUGUÊS BANCO DE QUESTÕES - LÍNGUA PORTUGUESA - 3 ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ========================================================================== Texto 1 PRA DAR NO PÉ (Pedro

Leia mais

Álbum: O caminho é o Céu

Álbum: O caminho é o Céu Álbum: O caminho é o Céu ETERNA ADORAÇÃO Não há outro Deus que seja digno como tu. Não há, nem haverá outro Deus como tu. Pra te adorar, te exaltar foi que eu nasci, Senhor! Pra te adorar, te exaltar foi

Leia mais

Gratuidade com os outros

Gratuidade com os outros 2ª feira, dia 21 de setembro de 2015 Gratuidade com os outros Bom dia! Com certeza, todos nós já experimentamos como é bom brincar com amigos, como nos faz felizes trocar jogos e brinquedos, como sabe

Leia mais

copyright Todos os direitos reservados

copyright Todos os direitos reservados 1 2 Espaço das folhas 3 copyright Todos os direitos reservados 4 Autor Jorge Luiz de Moraes Minas Gerais 5 6 Introdução Folha é apenas uma folha, uma branca cor cheia de paz voltada para um querer, um

Leia mais

EDUARDO ZIBORDI CAMARGO

EDUARDO ZIBORDI CAMARGO EDUARDO ZIBORDI CAMARGO Dudu era o segundo filho do casal Flávio Camargo e Elza Zibordi Camargo, quando desencarnou, aos sete anos incompletos. Hoje, além de Flávia, a família se enriqueceu com o nascimento

Leia mais

Historinhas para ler durante a audiência dos pais. Pio Giovani Dresch

Historinhas para ler durante a audiência dos pais. Pio Giovani Dresch Historinhas para ler durante a audiência dos pais Pio Giovani Dresch Historinhas para ler durante a audiência dos pais Pio Giovani Dresch Ilustrações: Santiago Arte: www.espartadesign.com.br Contatos

Leia mais

JOSÉ ARAÚJO CISNE BRANCO

JOSÉ ARAÚJO CISNE BRANCO CISNE BRANCO 1 2 JOSÉ ARAÚJO CISNE BRANCO 3 Copyright 2011 José Araújo Título: Cisne Branco Editoração e Edição José Araújo Revisão e diagramação José Araújo Capa José Araújo Classificação: 1- Literatura

Leia mais

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão.

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão. REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO Código Entrevista: 2 Data: 18/10/2010 Hora: 16h00 Duração: 23:43 Local: Casa de Santa Isabel DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS Idade

Leia mais

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele O Plantador e as Sementes Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele sabia plantar de tudo: plantava árvores frutíferas, plantava flores, plantava legumes... ele plantava

Leia mais

LIÇÃO 8 MANSIDÃO: Agir com mansidão com todos

LIÇÃO 8 MANSIDÃO: Agir com mansidão com todos Lição 3: Alegria LIÇÃO 8 MANSIDÃO: Agir com mansidão com todos RESUMO BÍBLICO Gálatas 5:23; Gálatas 6:1; 2 Timóteo 2:25; Tito 3; 1 Pedro 3:16 Como seres humanos estamos sempre à mercê de situações sobre

Leia mais

MEDITAÇÃO SALA LARANJA SEMANA 16 QUEDA E MALDIÇÃO Nome: Professor: Rebanho

MEDITAÇÃO SALA LARANJA SEMANA 16 QUEDA E MALDIÇÃO Nome: Professor: Rebanho MEDITAÇÃO SALA LARANJA SEMANA 16 QUEDA E MALDIÇÃO Nome: Professor: Rebanho VERSÍCULOS PARA DECORAR ESTA SEMANA Usamos VERSÍCULOS a Bíblia na PARA Nova DECORAR Versão Internacional ESTA SEMANA NVI Usamos

Leia mais

Ideionildo. E a Chave Azul. Pelo Espírito Vovó Amália. Robson Dias

Ideionildo. E a Chave Azul. Pelo Espírito Vovó Amália. Robson Dias Ideionildo E a Chave Azul Robson Dias Pelo Espírito Vovó Amália Livrinho da Série - As Histórias Que a Vovó Gosta de Contar (http:\www.vovoamalia.ubbi.com.br - Distribuição Gratuita) - A venda deste produto

Leia mais

Lucas Zanella. Collin Carter. & A Civilização Sem Memórias

Lucas Zanella. Collin Carter. & A Civilização Sem Memórias Lucas Zanella Collin Carter & A Civilização Sem Memórias Sumário O primeiro aviso...5 Se você pensa que esse livro é uma obra de ficção como outra qualquer, você está enganado, isso não é uma ficção. Não

Leia mais

Autor (a): Januária Alves

Autor (a): Januária Alves Nome do livro: Crescer não é perigoso Editora: Gaivota Autor (a): Januária Alves Ilustrações: Nireuda Maria Joana COMEÇO DO LIVRO Sempre no fim da tarde ela ouvia no volume máximo uma musica, pois queria

Leia mais

Olá caros amigos..finalmente consegui pegar num computador decente pra falar sobre o que aconteceu aqui..

Olá caros amigos..finalmente consegui pegar num computador decente pra falar sobre o que aconteceu aqui.. Olá caros amigos..finalmente consegui pegar num computador decente pra falar sobre o que aconteceu aqui.. Bem, Ontem, Eu estava na Log Base por volta das 16:50h quando o terremoto aconteceu. Acredite nenhuma

Leia mais

A HISTÓRIA DE UM SOBREVIVENTE

A HISTÓRIA DE UM SOBREVIVENTE A HISTÓRIA DE UM SOBREVIVENTE Lisboa 2014 A HISTÓRIA DE UM SOBREVIVENTE O MEU PAI SANGRA HISTÓRIA E AQUI COMEÇARAM OS MEUS PROBLEMAS Tradução de JOANA NEVES Fui visitar o meu pai a Rego Park. Há muito

Leia mais

Entendendo o que é Gênero

Entendendo o que é Gênero Entendendo o que é Gênero Sandra Unbehaum 1 Vila de Nossa Senhora da Piedade, 03 de outubro de 2002 2. Cara Professora, Hoje acordei decidida a escrever-lhe esta carta, para pedir-lhe ajuda e trocar umas

Leia mais

Anexo II - Guião (Versão 1)

Anexo II - Guião (Versão 1) Anexo II - Guião (Versão 1) ( ) nº do item na matriz Treino História do Coelho (i) [Imagem 1] Era uma vez um coelhinho que estava a passear no bosque com o pai coelho. Entretanto, o coelhinho começou a

Leia mais

O despertador ainda não havia tocado quando abri os

O despertador ainda não havia tocado quando abri os I O despertador ainda não havia tocado quando abri os olhos na manhã do dia cinco de abril de mil novecentos e noventa e nove. Abri os olhos por intuição e virei o rosto na direção do relógio que estava

Leia mais

R. Rutschka. R. Rutschka. P. Rull Gomes

R. Rutschka. R. Rutschka. P. Rull Gomes Primeira Edição R. Rutschka Ilustrações de: R. Rutschka Revisão de texto: P. Rull Gomes São Paulo, 2012 3 R. Rutschka 2012 by R. Rutschka Ilustrações R. Rutschka Publicação PerSe Editora Ltda. ISBN 978-85-8196-024-1

Leia mais

E sua sede começa a crescer Em angústia e desespero Enquanto os ruídos da cachoeira Da grande cachoeira das eras O convoca para mergulhar Mergulhar

E sua sede começa a crescer Em angústia e desespero Enquanto os ruídos da cachoeira Da grande cachoeira das eras O convoca para mergulhar Mergulhar Uma Estória Pois esta estória Trata de vida e morte Amor e riso E de qualquer sorte de temas Que cruzem o aval do misterioso desconhecido Qual somos nós, eu e tu Seres humanos Então tomemos acento No dorso

Leia mais

Só que tem uma diferença...

Só que tem uma diferença... Só que tem uma diferença... Isso não vai ficar assim! Sei. Vai piorar. Vai piorar para o lado dela, isso é que vai! Por enquanto, só piorou para o seu, maninho. Pare de me chamar de maninho, Tadeu. Você

Leia mais

2010 PRÊMIO CORUJA DO SERTÃO 2ª FASE - REDAÇÃO

2010 PRÊMIO CORUJA DO SERTÃO 2ª FASE - REDAÇÃO 2010 PRÊMIO CORUJA DO SERTÃO 2ª FASE - REDAÇÃO NOME: Jaguarari, outubro de 2010. CADERNO DO 6º E 7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL 2010 Numa carta de Papai Noel destinada às crianças, ele comunica que não será

Leia mais

VISITE O BLOG www.homemalpha.com.br

VISITE O BLOG www.homemalpha.com.br VISITE O BLOG www.homemalpha.com.br APRESENTAÇÃO A timidez é um problema que pode acompanhar um homem a vida inteira, tirando dele o prazer da comunicação e de expressar seus sentimentos, vivendo muitas

Leia mais

Perdão. Fase 7 - Pintura

Perdão. Fase 7 - Pintura SERM7.QXD 3/15/2006 11:18 PM Page 1 Fase 7 - Pintura Sexta 19/05 Perdão Porque, se vocês perdoarem as pessoas que ofenderem vocês, o Pai de vocês, que está no Céu também perdoará vocês. Mas, se não perdoarem

Leia mais

De Fernando Prado Registrado junto à Biblioteca do Rio de Janeiro / 2001 DRAMATURGIA 1 - Textos Reunidos

De Fernando Prado Registrado junto à Biblioteca do Rio de Janeiro / 2001 DRAMATURGIA 1 - Textos Reunidos Fragmentos Fragmentos Insólitos Fragmentos Insólitos Insólitos Fragmentos Fragmentos Insólitos Insólitos Fragmentos Insólitos Fragmentos Insólitos De Fernando Prado Registrado junto à Biblioteca do Rio

Leia mais

O Menino do futuro. Dhiogo José Caetano Uruana, Goiás Início da história

O Menino do futuro. Dhiogo José Caetano Uruana, Goiás Início da história O Menino do futuro Dhiogo José Caetano Uruana, Goiás Início da história Tudo começa em uma cidade pequena do interior de Goiás, com o nome de Uruana. Havia um garoto chamado Dhiogo San Diego, um pequeno

Leia mais

POEMAS DE JOVITA NÓBREGA

POEMAS DE JOVITA NÓBREGA POEMAS DE JOVITA NÓBREGA Aos meus queridos amigos de Maconge Eu vim de longe arrancada ao chão Das minhas horas de menina feliz Fizeram-me estraçalhar a raiz Da prima gota de sangue Em minha mão. Nos dedos

Leia mais

Os dois foram entrando e ROSE foi contando mais um pouco da história e EDUARDO anotando tudo no caderno.

Os dois foram entrando e ROSE foi contando mais um pouco da história e EDUARDO anotando tudo no caderno. Meu lugar,minha história. Cena 01- Exterior- Na rua /Dia Eduardo desce do ônibus com sua mala. Vai em direção a Rose que está parada. Olá, meu nome é Rose sou a guia o ajudara no seu projeto de história.

Leia mais

A Cigarra e a Formiga (versão Carla Flores)

A Cigarra e a Formiga (versão Carla Flores) A Cigarra e a Formiga (versão Carla Flores) CRÉDITO: Carla Cavichiolo Flores/Positivo Informática O verão terminava, e as folhas das árvores já começavam a amarelar, anunciando a chegada do outono. E lá

Leia mais

Este testemunho é muito importante para os Jovens.

Este testemunho é muito importante para os Jovens. Este testemunho é muito importante para os Jovens. Eu sempre digo que me converti na 1ª viagem missionária que fiz, porque eu tinha 14 anos e fui com os meus pais. E nós não tínhamos opção, como é o pai

Leia mais

Titulo - VENENO. Ext Capital de São Paulo Noite (Avista-se a cidade de cima, forrada de prédios, algumas luzes ainda acesas).

Titulo - VENENO. Ext Capital de São Paulo Noite (Avista-se a cidade de cima, forrada de prédios, algumas luzes ainda acesas). Titulo - VENENO Ext Capital de São Paulo Noite (Avista-se a cidade de cima, forrada de prédios, algumas luzes ainda acesas). Corta para dentro de um apartamento (O apartamento é bem mobiliado. Estofados

Leia mais

Assim nasce uma empresa.

Assim nasce uma empresa. Assim nasce uma empresa. Uma história para você que tem, ou pensa em, um dia, ter seu próprio negócio. 1 "Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini Tuo da gloriam" (Sl 115,1) 2 Sem o ar Torna-te aquilo

Leia mais

"ATIROU PARA MATAR" Um roteiro de. Nuno Balducci (6º TRATAMENTO)

ATIROU PARA MATAR Um roteiro de. Nuno Balducci (6º TRATAMENTO) "ATIROU PARA MATAR" Um roteiro de Nuno Balducci (6º TRATAMENTO) Copyright 2013 de Nuno Balducci Todos os direitos reservados. balducci.vu@gmail.com (82) 96669831 1 INT. DIA. LANCHONETE CHINESA Uma GAROTA

Leia mais

O TEMPLO DOS ORIXÁS. Site Oficial: http://www.tfca.com.br E-mail: tfca@tfca.com.br

O TEMPLO DOS ORIXÁS. Site Oficial: http://www.tfca.com.br E-mail: tfca@tfca.com.br O TEMPLO DOS ORIXÁS Quando, na experiência anterior, eu tive a oportunidade de assistir a um culto religioso, fiquei vários dias pensando a que ponto nossa inconsciência modificou o mundo espiritual. Conhecendo

Leia mais

Page 1 of 7. Poética & Filosofia Cultural - Roberto Shinyashiki

Page 1 of 7. Poética & Filosofia Cultural - Roberto Shinyashiki Page 1 of 7 Universidade Federal do Amapá Pró-Reitoria de Ensino de Graduação Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia Disciplina: Filosofia Cultural Educador: João Nascimento Borges Filho Poética & Filosofia

Leia mais

Nicholas Sparks. Tradução: Marsely De Marco Martins Dantas

Nicholas Sparks. Tradução: Marsely De Marco Martins Dantas Nicholas Sparks Tradução: Marsely De Marco Martins Dantas A ÚLTIMA MÚSICA 1 Ronnie Seis meses antes Ronnie estava sentada no banco da frente do carro sem entender por que seus pais a odiavam tanto. Era

Leia mais

O PROFETA ELISEU Lição 64. 1. Objetivos: Ensinar que mesmo quando a vida é difícil que nunca devemos perder nossa esperança se estamos em Cristo.

O PROFETA ELISEU Lição 64. 1. Objetivos: Ensinar que mesmo quando a vida é difícil que nunca devemos perder nossa esperança se estamos em Cristo. O PROFETA ELISEU Lição 64 1 1. Objetivos: Ensinar que mesmo quando a vida é difícil que nunca devemos perder nossa esperança se estamos em Cristo. 2. Lição Bíblica: 2 Reis 2, 4, 5 (Base bíblica para a

Leia mais

22 A VIDA QUE NINGUÉM VÊ

22 A VIDA QUE NINGUÉM VÊ 22 A VIDA QUE NINGUÉM VÊ O mundo é salvo todos os dias por pequenos gestos. Diminutos, invisíveis. O mundo é salvo pelo avesso da importância. Pelo antônimo da evidência. O mundo é salvo por um olhar.

Leia mais

SARAMAU. Carolina Pereira Rodrigues e Milena da Silva

SARAMAU. Carolina Pereira Rodrigues e Milena da Silva SARAMAU Carolina Pereira Rodrigues e Milena da Silva CENA 1 Saramau entra no palco leve e com um ar de alegria e paz. ela acaba de compreender que ama de verdade José o seu marido. Ela entra chamando pelo

Leia mais

Desde cedo aprendemos que a vida é um eterno retirar grãos de areia dos olhos da ilusão.

Desde cedo aprendemos que a vida é um eterno retirar grãos de areia dos olhos da ilusão. Desde cedo aprendemos que a vida é um eterno retirar grãos de areia dos olhos da ilusão. Aos oito anos perdemos papai para as profundezas misteriosas da Lagoa dos Barros. De acordo com tio Vicente, que

Leia mais