Continuação aula 3 - unidades do Sistema de Esgotamento Sanitário

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2 Continuação aula 3 - unidades do Sistema de Esgotamento Sanitário e) Órgãos acessórios: Dispositivos fixos e não mecanizados destinados a facilitar a inspeção e limpeza dos coletores, construídos em pontos singulares da rede coletora. Quando devem ser utilizados? Início e Final de cada trecho do coletor. Nos pontos de mudança de derivação, declividade, diâmetro, material e cota.

3 O segmento de coletor, compreendido entre duas singularidades sucessivas, denomina-se "trechos". Distância máxima de 100 m entre acessos. Muito importante: na construção, operação e principalmente, inspeção e manutenção da rede coletora de esgotos deve ser feita a desobstrução e à remoção de material acumulado no interior desses dispositivos.

4 Poço de visita (PV): câmara visitável através de abertura existente em sua parte superior, destinada à execução de trabalhos de manutenção. A deficiência de equipamentos adequados para manutenção e desobstrução dos condutos levou a exageros na quantidade de PVs construídos (quanto mais melhor!). Isso gerou um aumento exagerado nos custos de implantação de redes coletoras.

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7 Tubo de queda (TQ): é uma tubulação instalada na extremidade de um coletor, que se interliga um coletor afluente em cota mais alta ao fundo de um PV. Esse dispositivo deve ser instalado somente quando a diferença entre cota de chegada do coletor e a cota de fundo do PV for maior ou igual a 0,50m Sem o tubo de queda, os esgotos cairiam a uma altura que, paulatinamente, iria erodir o fundo do PV. Não é recomendado o uso de tubos de quedas em TIL.

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12 Terminal de Limpeza (TL): Dispositivo não visitável, fabricado em PVC ou outro material plástico, destinado à introdução de equipamentos de desobstrução e limpeza dos coletores, localizado na cabeceira do coletor. É usado em substituição ao PV no início dos coletores. Vem sendo substituído por TIL, em razão de não possibilitar a inspeção visual ou acesso ao coletor.

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15 Terminal de Inspeção e Limpeza (TIL): Dispositivo não visitável, fabricado em PVC ou em outro material plástico, destinado a inspeção visual ou a introdução de equipamentos de desobstrução e limpeza dos coletores.

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17 O TIL substitui o PV nas singularidades descritas anteriormente, até uma profundidade máxima de 3 m.

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19 Caixa de Passagem (CP): Câmara sem acesso, localizada em pontos singulares por necessidade construtiva e que permite a passagem de equipamento de limpeza do trecho a jusante. Pode ser localizada no meio do trecho do coletor, desde que justificado por necessidade construtiva ou econômica, para conexão de coletor ou de ligação predial de grande diâmetro.

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21 f) Estação elevatória de esgoto sanitário (EEE): Segundo a NBR Projeto de Estações Elevatórias de Esgoto, as EEE são instalações que se destinam ao transporte do esgoto do nível do poço de sucção das bombas ao nível de descarga na saída do recalque, acompanhando aproximadamente as variações da vazão afluente.

22 g) Estação de tratamento de esgoto (ETE): Segundo a NBR Projeto de Estações de Tratamento de Esgoto Sanitário, a ETE é o conjunto de unidades de tratamento, equipamentos, órgãos auxiliares, acessórios e sistemas de utilidades cuja finalidade é a redução das cargas poluidoras do esgoto sanitário e condicionamento da matéria residual resultante do tratamento.

23 h) Corpo receptor: segundo a NBR 9649 o corpo receptor é qualquer coleção de água natural ou solo que recebe o lançamento de esgoto em seu estágio final.

24 AULA 4 MATERIAIS DAS TUBULAÇÕES Atualmente no Brasil, o material mais utilizado em ampliações e novos sistemas de coleta e transporte de esgoto tem sido o PVC (policloreto de vinila) e seus derivados, RPVC (tubo de PVC rígido) e PRFV (tubos RPVC revestidos com fibra de vidro).

25 Para linhas de recalque, normalmente são utilizados tubos de ferro fundido ou aço. Observação: Alguns materiais como, por exemplo, tubo cerâmico, concreto e cimentoamianto já caíram em desuso no Brasil, mas ainda podem ser encontrados em sistemas de esgotos mais antigos.

26 Fatores condicionantes para a escolha do material: As características dos esgotos; As condições locais; Aos métodos utilizados na construção.

27 Em relação ao material devem ser atentadas as seguintes características: Resistência a cargas externas; Resistência a abrasão e a ataque químico; Facilidade de transporte; Disponibilidade de diâmetros necessários; Custo de material; Custo de transporte; Custo de assentamento.

28 4.1 PVC Características do PVC: Leve; Boas condições de escoamento; Longa durabilidade (sem exposição ao sol); Baixo custo; Facilidade de assentamento e conexão; Moderada resistência a pressões internas elevadas; Moderada resistência a cargas externas; Baixa resistência a choques; Altamente resistentes a corrosão.

29 A NBR Sistemas enterrados para condução de esgoto sanitário fixa as condições exigíveis para tubos de PVC, destinados à rede coletora e ramais prediais enterrados para a condução de esgotos sanitários e despejos industriais, cuja temperatura do fluido não exceda 40 C.

30 Um tubo de PVC possui 6,0m de extensão e seus diâmetros (nominais) comumente encontrados são de 100, 150, 200, 250, 300, 350 e 400mm, mas esta faixa varia de acordo com cada fabricante.

31 Os tubos de PVC DE FoFo (para condutos forçados) possuem diâmetro externo equivalente aos tubos de ferro fundido, suportando uma pressão de até 1,0 Mpa. A especificação DE FoFo (que significa de ferro fundido) é utilizada para produtos ligados a saneamento (NBR 7665/2007). São utilizados em substituição ao ferro fundido (FoFo), em redes pressurizadas (elevatórias de esgotos, sifões invertidos e passagem forçada).

32 Os tubos de PVC lançados recentemente têm as juntas elásticas integradas, dispensando a aquisição de anéis de vedação. Alguns fabricantes criaram a junta elástica removível integrada (JERI) e garantem total estanqueidade, mesmo nas pequenas acomodações do solo, o que impede vazamentos ou infiltrações e elimina problemas de contaminação.

33 Segundo Amanco (2007), estas juntas conseguem unir a eficiência da junta elástica integrada à praticidade de um sistema removível, que já vem montado de fábrica e acompanha o tubo durante o transporte e a instalação.

34 Normas complementares: NBR Tubo de PVC rígido com junta elástica, coletor de esgoto (PVC OCRE) - condições para aceitação e recebimento. NBR Conexões de PVC rígido com junta elástica para coletor de esgoto sanitário - padroniza os tipos de conexões de PVC rígido. NBR Projeto e assentamento de tubulações de PVC rígido para sistemas de esgoto sanitário.

35 O PVC rígido tem alta resistência à choques e quedas, tem baixa sensibilidade à fissuração sob tensão, baixíssima permeabilidade à gases.

36 4.2 - Concreto Características dos tubos de concreto: Resiste a cargas externas moderadas; Não resiste a pressões internas; Grande peso; Utilizado em escoamento livre; Utilizado para grandes diâmetros. Os tubos podem ser de concreto simples ou armado.

37 São utilizados para coletores de esgoto com diâmetro igual ou maior que 400 mm, principalmente nos coletores tronco; interceptores e emissários. Em canalizações que exigem resistência acima da oferecida por outros tipos de tubos. Para diâmetros maiores que 400mm, os tubos de concreto são o material mais utilizado em obras de esgotamento sanitário.

38 Os tubos de concreto estão sujeitos ao ataque químico (corrosão por ácido sulfúrico). O ácido sulfúrico ataca o cimento enfraquecendo a tubulação (diminuindo a resistência da tubulação) e proporcionando o rompimento da canalização. Esse ácido é proveniente de compostos originados da decomposição anaeróbica do esgoto: SO 4 S (bactérias redutoras de sulfatos sulfetos) S + H 2 H 2 S (gás sulfídrico) H 2 S + O 2 H 2 SO 4

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40 Normatização: Tubos de concreto simples: NBR 8889 Tubo de concreto simples, de seção circular, para esgoto sanitário prevê duas classes de tubos (S-1 e S-2 ) e diâmetros de 200 a 1000mm. Tubos de concreto armado: NBR Tubo de concreto armado de seção circular para esgoto sanitário prevê duas classes de tubos (A-2 e A-3 ) e diâmetros de 400 a 2000mm.

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43 4.3 - Ferro Fundido Características dos tubos de ferro fundido: Elevada resistência a pressões internas e externas; Sensíveis a corrosão; Peso elevado; Utilizados em linhas de recalque, passagem sob rios, etc (rede com estanqueidade de 100% garantida); Pode ter revestimento interno (concreto ou outros materiais); Pode ter revestimento externo; Baixa rugosidade; Envelhecimento provoca incrustações ou corrosão.

44 Utilização: São utilizados em linhas de recalque de elevatórias; Para escoamento livre são utilizados em travessias aéreas, passagem sob rios, ou em situações que necessitam de tubos que suportem cargas extremamente altas. São normatizados pela NBR Tubo de ferro fundido dúctil centrifugado para canalizações sob pressão; São disponíveis no mercado com DN:100, 150, 200, 250, 300, 350, 375, 400, 500, 600, 700, 800, 900, 1000 e 1200 mm. Comprimento de 6 m.

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46 4.4 - Tubos de aço São utilizados quando se deseja uma tubulação menor peso, com absoluta estanqueidade, com flexibilidade e com grande resistência a pressão de ruptura. São recomendados nos casos de esforços elevados sobre a linha, como no caso de travessias diretas de grandes vãos, cruzamentos subaquáticos.

47 Podem ser ponta-bolsa, junta elástica e estão disponíveis nos diâmetros comerciais de 150, 200, 250, 300, 350, 400, 450, 500, 600, 700, 800, 900, 1000, 1100, 1200mm Podem também ser fabricados no próprio local (tubo de aço soldado e rebitado). A NBR Tubos de aço ponta e bolsa para junta elástica fixa as condições para encomenda, fabricação e fornecimento de tubos de aço com ponta e bolsa, para junta elástica, utilizados em canalização de água e esgoto sob pressão.

48 4.5 - Tubo Cerâmico Principais características: Baixo custo; Alta impermeabilidade; Não resiste a cargas externas elevadas; Não resiste a pressões internas; Utilizado em escoamento livre; Alta resistência a meios ácidos e corrosão; Frágil (quebra facilmente).

49 Este tipo de material já foi mais utilizado no Brasil, quando os tubos de PVC e seus derivados ainda não haviam sido difundidos. São fabricados com argila e postos em fornos a altas temperaturas (acima de 1000 C), por um período de 10 dias, em média.

50 A NBR Tubo cerâmico para canalizações fixa as condições exigíveis para aceitação e/ou recebimento de tubos cerâmicos de juntas não elásticas empregados na canalização de águas pluviais, de esgotos sanitários e de despejos industriais, que operam sob a ação da gravidade.

51 Os tubos cerâmicos, devido à sua rigidez, não dependem da compactação do reaterro em seu assentamento para manter as características dimensionais; São disponíveis no mercado: DN (diâmetro nominal): 75, 100, 150, 200, 250, 300, 350, 375, 400, 450, 500 e 600 mm. Comprimento nominal: 600, 800, 1.000, 1.250, e mm.

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54 4.6 - Polietileno de Alta Densidade (PEAD) Principais características: Alta resistência mecânica; Excelente relação peso/metro (menor custo do produto); Alta resistência à abrasão e alta resistência química; Excelente resistência aos agentes bioquímicos como mofo, bolor e enzimas;

55 Autolimpeza (a inércia química e a baixa rugosidade de polietileno minimizam a possibilidade de ocorrência de incrustações na parede interna dos tubos, o que evita, no futuro, a redução da seção útil interna). As juntas asseguram uma estanqueidade excelente, fazendo com que a instalação seja mais prática e rápida. O tempo médio de instalação pode corresponder à aproximadamente 1/3 do tempo gasto para instalação do mesmo sistema em PVC;

56 Tem maior facilidade no manuseio, transporte e assentamento, o que leva a evitar perdas por quebras, (redução no custo total da obra). As sobras que ocorrerem nas instalações podem ser aproveitadas como luvas. As tubulações em PEAD são vastamente utilizadas na Europa, EUA e Japão nos mercados de energia elétrica, telecomunicações, drenagem e saneamento.

57 Foram lançados no Brasil em 2002, mas a utilização em coletores de esgoto é bastante recente. O procedimento de instalação dos tubos em PEAD é semelhante aos dos tubos cerâmicos e de PVC. Embora seja um produto de recente lançamento, as fábricas já oferecem uma vasta gama de acessórios para diversas necessidades encontradas nas obras É possível a interação com os sistemas já existentes como os tubos de PVC e cerâmicos.

58 O desempenho atende aos mesmos requisitos estabelecidos na NBR 7362 para os tubos em PVC. Estes tubos, assim como os de PVC, são fornecidos em barras de 6 metros, com um anel de borracha e uma luva de emenda já montados em uma das extremidades; Em casos específicos podem ser fabricados em outras metragens.

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60 Na próxima aula: Traçado de rede coletora

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