Relatório de atividades 2009 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

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1 Relatório de atividades 2009 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ RELATÓRIO 2009

2 A UTORIDADES Reitor da UFPR Zaki Akel Sobrinho Vice-Reitor da UFPR Rogério Andrade Mulinari Diretora Geral do Hospital de Clínicas Heda Maria Barska dos Santos Amarante Diretor de Corpo Clínico Flávio de Queiroz Telles Filho Diretor de Ensino, Pesquisa e Extensão Ângelo Luiz Tesser Diretora da Assistência Mariângela Honório Pedrozo Diretor Administrativo Aristheu Lopes Negrão Diretora Financeira Vera Bandeira do Nascimento Assessora de Marketing Institucional Mônica Cristofoletti Budni UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

3 Falando um pouco do HC 7Assistência Unidades Funcionais Unidades em Implantação 27 Unidade de Hematologia, Hemoterapia e Oncologia 28 Unidade de Neurologia, Neurocirurgia e Psiquiatria Coordenação de Enfermagem Serviços de Referência 30 Serviço de Transplante Hepático 31 Oftalmologia 31 Banco de Tecidos Músculo-Esqueléticos 32 Unidade de Endocrinologia Pediátrica 32 Centro de Genética Molecular e Pesquisa do Câncer em Crianças 33 Centro de Neuropediatria 33 Ambulatório de Síndrome de Down 34 Serviço de Endocrinologia e Metabologia 34 Serviço de Hematopediatria Unidade de Ambulatórios 10 Unidade de Apoio e Diagnóstico 12 Unidade de Atendimento Multiprofissional de Diagnóstico e Terapêutica 14 Unidade Cardiovascular e Pneumologia 16 Unidade de Centro Cirúrgico 18 Unidade de Farmácia Hospitalar 20 Unidade da Mulher e do Recém-Nascido 22 Unidade de Nutrição e Dietética 24 Unidade de Urgência e Emergência Adulto 26 Unidade de Diagnóstico por Imagem e Terapia por Radiação

4 S UMÁRIO Administrativa 36 Unidade de Abastecimento 37 Comissão de Licitação 38 Unidade de Informação 40 Unidade de Infraestrutura 42 Unidade de Hotelaria Hospitalar 44 Unidade de Administração de Pessoas 46 Unidade de Contabilidade e Finanças Assessoria de Marketing HC em Números Associações e Fundação que Apoiam o HC Ensino e Pesquisa Corpo Clínico Comitê de Ética e Pesquisa em Seres Humanos Epidemiologia Controle de Infecção Hospitalar Gerenciamento de Resíduos Humanização Ouvidoria Voluntariado Social Qualidade 59 Pesquisa: Avaliação da Satisfação do Usuário Esterno e Interno

5 A PRESENTAÇÃO Esta publicação apresenta o Relatório de Atividades de 2009 do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. Ano que registrou um marco histórico, pois, às vésperas de completar 50 anos, uma mulher assume a Direção Geral do Hospital pela primeira vez em sua história. Aborda o processo de mudança da estrutura organizacional iniciado, em 2002, com a implantação de um novo modelo de gestão que visa atender as necessidades de modernização administrativa e apresenta a atuação do HC dentro da nova estrutura administrativa. PALAVRAS DA DIRETORA É uma honra ser a primeira mulher, em 50 anos, a representar milhares de profissionais do sexo feminino, frente a esta conceituada Instituição. É com orgulho que apresento esta publicação que traz o relato das atividades realizadas com o apoio das esferas governamentais e que traduz o trabalho e empenho dos profissionais do HC, em sua busca constante pela melhoria da qualidade dos serviços prestados. Heda Maria Barska dos Santos Amarante

6 F ALANDO UM POUCO DO HC Hospital de Clínicas é um órgão O suplementar da Universidade Federal do Paraná (UFPR). É o maior hospital público do Paraná e um dos cinco maiores hospitais universitários federais do país. Nasceu do anseio da UFPR em ter um hospital para o treinamento dos alunos do curso de medicina e, também, da necessidade do Estado ter um hospital geral que atendesse a população. Foi inaugurado em 05 de agosto de 1961 pelo presidente Jânio Quadros. Atualmente, possui infraestrutura e instrumental técnico com equipamentos de ponta para dar suporte a realização de exames avançados de diagnósticos e procedimentos cirúrgicos. Conta com um corpo funcional formado por professores, médicos, profissionais da área de saúde, funcionários, voluntários e colaboradores, que trabalham incansavelmente nesta cidade, cuja estrutura física é de, aproximadamente, 66 mil m2 de área construída, por onde circulam, diariamente, cerca de 11 mil pessoas que vão construindo ou realizando sonhos e desenhando trechos da história. O HC, em sua trajetória, passou por diversas mudanças, mas procurou sempre se adequar às necessidades, sem, no entanto, mudar sua essência e missão. E, entendendo que, atualmente, as organizações demandam de novas formas de gestão e de processos de trabalho visando uma melhor produtividade, melhor índice de desempenho no atendimento ao cliente e, também, que os hospitais públicos devem ser gerenciados com o objetivo de alcançarem o melhor resultado com os recursos públicos disponíveis para o seu custeio, o HC optou por uma mudança organizacional e gerencial em sua estrutura de forma a atender as necessidades de modernização administrativa através de um trabalho multiprofissional e interdisciplinar focado no cliente.

7 U NIDADES FUNCIONAIS HC adotou o modelo de gestão de Unidades Funcionais, proposto pelo Ministério da Saúde para os hos- O pitais federais, estaduais e municipais, baseado na descentralização administrativa e na corresponsabilidade do corpo funcional. Neste sentido, a estrutura administrativa do Hospital está passando, desde 2002, por uma ampla reforma de conceitos, ideias, cargos e organograma. O novo modelo divide o hospital por áreas afins, agregando serviços, esforços e confluindo para atingir os objetivos com mais eficiência e eficácia. Tratase de um conceito de gestão participativa e democrática que envolve os funcionários nas tomadas de decisões, por meio dos colegiados de suas unidades. Nesses espaços coletivos são pactuados compromissos e responsabilidades e definidas as metas a serem alcançadas. O processo de implantação de Unidades Funcionais foi iniciado, ainda em 2002, com a proposta de se criarem 22 unidades que abarcariam todos os serviços da estrutura anterior sob o critério de afinidade. Até dezembro de 2009, foram implantadas 16 unidades que já estão em pleno funcionamento, duas se encontram em fase de implantação, a serem concluídas até o final de 2010 e está prevista a formação das cinco últimas em Em Pesquisa de Avaliação de Satisfação do Cliente das Unidades Funcionais já implantadas, realizada pela Assessoria de Marketing, verificou-se que a maioria atingiu as metas institucionais propostas para o ano de 2009 e, as que ainda não atingiram, se encontram em vias de conseguir. Isso poderá ser conferido em maiores detalhes, adiante no ícone Qualidade. Vejam, ao lado, o organograma do HC no modelo de gestão adotado.

8 A SSISTÊNCIA Hospital de Clínicas da UFPR O tem por missão prestar assistência hospitalar acreditada à comunidade, garantindo campo apropriado para o ensino, a pesquisa e a extensão e, no intuito de cumpri-la vem empreendendo esforços para executar padrões de excelência no atendimento ao paciente e segurança nas ações de saúde, pois aspira ser um hospital Acreditado, conquistando referência máxima da Organização Nacional de Acreditação (ONA). As ações na área da assistência hospitalar vêm sendo desenvolvidas pela Diretoria da Assistência, com 10 Unidades Funcionais implantadas, que reúnem grande parte dos serviços de assistência. A seguir, são apresentadas as Unidades da Assistência.

9 U NIDADE DE AMBULATÓRIOS responsável pelos Ambulatórios e É Central de Agendamento. Disponibiliza estrutura física, equipes de enfermagem e administrativa, possibilitando condições de assistência adequada aos usuários na realização de consultas ambulatoriais. É também responsável pelo gerenciamento dos módulos informatizados de consultas e exames ambulatoriais. Conta com 18 ambulatórios (SAM s), que oferecem atendimento em 27 especialidades, contidas em 181 consultórios. Em 2009, inaugurou mais um ambulatório, o de Procedimentos, um espaço destinado pequenas a cirurgias para diversas especialidades. Como resultado, as equipes médicas receberam melhores condições para realização dos procedimentos cirúrgicos e de pulsoterapia, que consiste na aplicação de medicamentos endovenosos e consequente melhora na qualidade da assistência ao paciente. Outras ações voltadas à qualidade do atendimento foram empreendidas pela Unidade, como a realização, em parceria com a Unidade de Administração de Pessoas, de treinamento para a equipe administrativa que atua nos ambulatórios, através de encontros que oportunizaram abordagens de questões como, qualidade do atendimento ao cliente, atendimento a portadores de necessidades especiais, postura profissional e pessoal, gerenciamento de crises e qualidade de vida profissional e pessoal. Como resultado, teve 70% da equipe administrativa treinada.

10 A Unidade realizou também um amplo controle de consultas no Sistema de Informações Hospitalares (SIH) através de acompanhamento quinzenal. Esse trabalho resultou na redução de 49% do número de consultas pendentes no sistema, impactando, diretamente, no faturamento do Hospital.

11 U NIDADE DE APOIO E DIAGNÓSTICO A Unidade de Apoio e Diagnóstico (UAD) agrega dois serviços, o de Análises Clínicas, que atua nas áreas de Biologia Molecular, Bioquímica, Imunologia, Hormônios, Imunogenética, Bacteriologia, Micologia, Parasitologia, Hematologia e Urinálise; e o de Anatomia Patológica, que realiza diagnósticos de alto padrão a partir das biópsias, que resultam no diagnóstico definitivo para a grande maioria das neoplasias e outros grupos de doenças. Possui uma equipe com cerca de 265 profissionais, entre farmacêuticos, biólogos, médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de laboratório e funcionários administrativos. Sua produção em média/mês é de 105 mil exames para prestar assistência acerca de pacientes. 10 Em 2009, a Unidade teve sua atenção voltada a infraestrutura e condições de trabalho dos profissionais, visando a melhoria da qualidade dos serviços prestados. Nesse sentido, realizou uma ampla reforma no segundo andar do laboratório, abrangendo todas as seções, unificando áreas como a Bioquímica, Hormônios e Sorologia, o que resultou na eliminação de tarefas repetidas, diminuição do tempo de liberação dos resultados de exames e redução de custos. Foram feitas adequações nas áreas das Seções de Virologia e Citogenética. A instalação de aparelhos de ar condicionado em várias seções melhoraram as condições de trabalho e adequaram o ambiente para receber equipamentos que necessitam de área climatizada.

12 A Unidade implantou um fluxo para gerenciar os equipamentos visando obter todas as informações necessárias para avaliar a performance de cada um deles, o que possibilitou reunir informações de empresas com contratos vigentes, de manutenções corretivas e preventivas, além do controle interno. Investiu na qualificação da equipe proporcionando o Curso 5S s com o objetivo de melhorar o ambiente de trabalho e otimizar o potencial de recursos humanos da Unidade, resultando na melhora da qualidade, da produtividade e da organização, bem como, no aumento da autoestima de seus colaboradores. 11 A UAD participa do Programa Nacional de Indicadores Laboratoriais (ControlLab) da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica, que compara diversas atividades entre os laboratórios e envia, trimestralmente, relatórios com o posicionamento de cada estabelecimento, o que possibilita, a partir da análise dos indicadores, desenvolver estratégias para ações de melhoria.

13 U NIDADE DE ATENDIMENTO MULTIPROFISSIONAL DE DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA Implantada no final de 2009, com a finalidade de prestar serviços de qualidade ao usuário do Hospital de Clínicas nas áreas que agrega, une-se às demais Unidades da Assistência, de forma a atender o paciente integralmente nas necessidades de restauração da saúde. 12 É formada pelos Serviços de Reabilitação (que abrange as áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, musicoterapia e educação física), Serviço de Psicologia, Serviço Social e Serviço de Terapia Ocupacional, reunindo uma equipe de 116 profissionais altamente qualificados, que prestam atendimento aos pacientes nas Unidades de Internação e Ambulatórios. Possui, ainda, equipe administrativa e supervisão técnica que é exercida por uma comissão formada por um profissional de cada Serviço que a compõe. Os profissionais atendem em todas as especialidades, promovendo o tratamento dos pacientes e atenção à família. O atendimento é interdisciplinar, sendo realizados projetos de diagnóstico e acompanhamento de alfabetização, desenvolvimento e dificuldades de aprendizagem e, também, de humanização hospitalar.

14 Na área de ensino, a Unidade integra o Programa de Residência Multiprofissional e realiza supervisão de estágio de estudantes de Psicologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Também está ofertando o curso de extensão universitária de Qualificação Profissional em Psicologia Hospitalar, destinado a psicólogos e estudantes de psicologia. Realiza cursos, seminários, palestras e outros eventos, cumprindo a missão institucional de transmitir conhecimento. 13

15 U NIDADE CARDIOVASCULAR E PNEUMOLOGIA Tem por finalidade prestar atendimento a pacientes nas áreas de cardiologia clínica, pneumologia, cirurgia cardiovascular, torácica e vascular periférica, nas unidades de internação e nos ambulatórios. Realiza exames avançados utilizando métodos diagnósticos. Agrega serviços que conquistaram referência nacional, como o Centro de Pesquisas em Células-Tronco na área de Cardiologia e o Laboratório da Função Pulmonar, estruturado com equipamentos de última geração. Tem se destacado na formação acadêmica nas áreas de cardiologia, pneumologia, cirurgia cardíaca e vascular com a titulação anual de vários médicos com cursos de pós-graduação, além de proporcionar extenso campo para a pesquisa científica. 14 Com a aquisição de vários equipamentos, como Ergometria e Transdutor de Ecocardiografia, Polígrafo e aparelho de Radiofrequência para o Laboratório de Eletrofisiologia, possibilitará a Unidade a realizar de estudos eletrofisiológicos invasivos e ablação por radiofrequência. Adquiriu também ventiladores pulmonares para o Centro de Terapia Intensiva Cardiológica, em substituição aos antigos. Realizou ampla modificação da área física da Eletrocardiografia, com a confecção de móveis para otimizar o espaço físico, proporcionando maior conforto aos pacientes e funcionários.

16 15 Implantou o módulo EC-Exames Complementares no SIH-Sistema de Informação Hospitalar para o Laboratório de Hemodinâmica e no Serviço de Métodos Cardiológicos para assegurar maior agilidade na requisição e controle de exames agendados e realizados, bem como, para o faturamento dos mesmos. Implantou também um balcão para atendimento ao público, com informações gerais e orientações também de outras Unidades, proporcionando acolhimento aos pacientes que transitam no 2º andar do prédio central. A Unidade realizou também ações voltadas especialmente aos pacientes internados, como a transferência da Unidade de Dor Torácica, que era localizada na Unidade de Urgência e Emergência, para o Centro de Terapia Intensiva Cardiológica, ampliando a capacidade em número de leitos, o que resultou na agilidade do atendimento aos pacientes com dor precordial. Alterou o horário de visitas aos pacientes internados na Unidade Clínica para o mesmo horário em que os médicos dão alta, possibilitando ao acompanhante estar presente no momento da alta do paciente, o que além de diminuir o tempo de espera, evita aglomerações e retorno do visitante no mesmo dia para buscar o paciente com alta.

17 U NIDADE DE CENTRO CIRÚRGICO Seu objetivo é proporcionar condições para a realização de procedimentos cirúrgicos e afins, bem como o processamento de materiais, adequação e manutenção do ambiente dentro dos padrões de exigências da Vigilância Sanitária. 16 A Unidade de Centro Cirúrgico conta com 150 profissionais, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, técnicos de farmácia, médicos e equipe administrativa. Mantém nove salas equipadas para atender a demanda de todas as especialidades, realizando em média 800 cirurgias por mês e um Centro de Material Esterilizado cuja produção mensal é cerca de 30 mil volumes esterilizados. Primando pela qualidade do atendimento e também pelo conforto e tranquilidade da equipe, realiza, anualmente, o Encontro da Unidade de Centro Cirúrgico. Evento que é calcado sobre dois pilares. O primeiro trata de aspectos técnicos voltados à assistência aos pacientes, como os cuidados relacionados à infecção hospitalar, entre outros. O segundo se constitui num momento voltado especialmente aos funcionários da Unidade, abordando questões de bem-estar, área pessoal e motivacional.

18 Em 2009, a Unidade realizou ações voltadas à qualidade da assistência e melhoria nas condições de trabalho e segurança dos profissionais, como aquisição, em parceria com a Unidade de Apoio e Diagnóstico, de um Gasômetro, equipamento que viabiliza a realização de exames essenciais em pacientes submetidos a cirurgias de grande porte, melhorando a qualidade da assistência prestada. Também foi adquirido um Carrinho de Emergência com Cardioversor para atendimento a pacientes em recuperação anestésica imediata, proporcionando à equipe médica e de enfermagem da REPAI (Recuperação Pós-Anestésica Imediata) rapidez, agilidade e segurança no atendimento em casos de parada cardio-respiratória. 17 A Unidade, atenta para a humanização na assistência, teve sua atenção voltada para a criança submetida à cirurgia e, com o objetivo de amenizar o estresse que antecede o momento da cirurgia, adquiriu um carrinho infantil para transportar a criança da recepção até a sala de cirurgia, o que resultou significativamente na melhoria das condições das crianças que se submetem a um procedimento cirúrgico.

19 U NIDADE DE FARMÁCIA HOSPITALAR responsável pela gestão medicamentosa É no HC, que compreende a seleção, distribuição e controle de medicamentos em todo o hospital, bem como o acompanhamento e avaliação da utilização dos mesmos, observando os padrões de conservação, controle de qualidade, segurança e eficácia terapêutica. 18 Dispensa, em média, 420 mil unidades de medicamentos por mês a, aproximadamente três mil pacientes ambulatoriais e internados, sendo 50% por sistema de código de barras que propicia maior segurança ao paciente e rastreabilidade do medicamento. Possui uma Central de Misturas Intravenosas que produz em média/mês 450 Bolsas de Nutrição Parenteral e que realiza a manipulação e dispensação de aproximadamente itens Quimioterápicos Antineoplásicos, além da produção da Farmacotécnica que realiza, mensalmente, cinco mil adequações de formas farmacêuticas e também o trabalho realizado pelo Controle de Qualidade que avalia em média 60 produtos/mês. A unidade foi a primeira farmácia, no Estado, a realizar a diluição do medicamento Oseltamivir para utilização no tratamento de crianças com a gripe Influenza A H1N1, cujo processo foi repassado às farmácias de outros hospitais do Paraná, por solicitação das Secretarias Municipais e Estadual da Saúde. Com o intuito de alcançar as metas propostas para 2009, a Unidade empreendeu várias ações como a revisão e/ou atualização de 195 POP s (Procedimentos Operacionais Padrão).

20 Realizou o I Simpósio da Unidade de Farmácia Hospitalar: Segurança do Paciente Viabilidade em Hospitais Universitários. Na oportunidade, foram discutidas novas metodologias de trabalho na área de Gerenciamento de Risco visando identificar, qualificar e quantificar os perigos envolvidos na assistência à saúde e, na área de Farmacoterapia, foi abordada outra metodologia que consegue pontuar os riscos dos pacientes, de acordo com a patologia e a terapêutica adotada, o que permite que as intervenções farmacêuticas sejam mais efetivas e beneficiem os pacientes de maior risco. O evento reuniu cerca de 110 participantes, entre farmacêuticos, enfermeiros, residentes, estudantes e outros profissionais de saúde. Outras ações foram realizadas também, como a tabulação de dados encontrados de não conformidades na etiquetagem de medicamentos para o código de barras, com o registro das respectivas ações corretivas e a resolução de 100% das não conformidades pontuadas pelo Programa de Acreditação e Gerenciamento de Resíduos. 19 A Unidade de Farmácia Hospitalar alcançou 90% de satisfação do usuário interno e 99% do externo, em pesquisa de avaliação da satisfação do cliente. E, ainda, tem projetos aprovados, como a reestruturação da área física da Unidade para atendimento da legislação vigente, cujas obras já foram iniciadas em setembro/09; e, a Organização e Execução da Residência Integrada Multiprofissional em Atenção Hospitalar do Hospital de Clínicas.

21 U NIDADE DA MULHER E DO RECÉM-NASCIDO Tem por objetivo a assistência hospitalar multiprofissional à mulher na área de saúde sexual, reprodutiva e ginecológica, bem como ao recém-nascido. Presta atendimento humanizado de qualidade ao recém-nascido de baixo, médio e alto risco, tanto em alojamento conjunto como na UTI Neonatal, onde são atendidos os bebês prematuros e com doenças graves. O HC é referência nesse tipo de serviço, pois realiza exames avançados nos recém-nascidos, como Bilirrubina Sérica Total, Capilar e Transcutânea que diagnóstica de forma precoce a doença Hemolítica do recém-nascido (Icterícia) e a Ecografia Cerebral Transfontanela, que mostra se o recém-nascido tem hemorragia cerebral devido a prematuridade. 20 Mantém em sua estrutura um Banco de Leite Humano que é referência no Paraná e se configura como um dos maiores do país em volume, produzindo cerca de 250 litros por mês. Oferece atendimento de enfermagem, nas primeiras 72 horas, à mulher vítima de violência sexual e acompanhamento ambulatorial por seis meses. Esse atendimento é estendido também à adolescentes. A Unidade da Mulher teve sua implantação concluída em dezembro último e, para fazer frente à demanda de seus clientes, realizou a aquisição de diversos equipamentos e materiais para os Serviços de Pronto Atendimento Tocogi-

22 necológico, Centro Cirúrgico Obstétrico e Ginecológico, Central de Materiais e Esterilização, Alojamento Conjunto e inaugurou o Serviço de Medicina Fetal, que totalizam 91 leitos, tudo para dar condições de melhoria na qualidade do atendimento e segurança às pacientes; para humanizar o atendimento às gestantes de alto risco com fetos mal-formados e, também, para dar maior segurança aos profissionais na realização dos procedimentos necessários. A Unidade, com apoio da AAHC (Associação de Amigos do Hospital de Clínicas), inaugurou uma enfermaria para o Projeto Mãe Canguru, que resultou na redução do tempo de separação mãe-filho, evitando longos períodos sem estimulação sensorial e melhoria na qualidade do desenvolvimento neurocomportamental e psico-afetivo do recém-nascido de baixo peso. Investiu também em sua equipe, aplicando a metodologia de Investigação Apreciativa envolvendo colaboradores das equipes de enfermagem, médica e administrativa, o que levou à melhoria no relacionamento interpessoal. Oferecendo atendimento humanizado e de qualidade aos seus clientes, a Unidade mantém a distinção conquistada de Hospital Amigo da Criança. 21

23 U NIDADE DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA Tem como missão a promoção da assistência à saúde dos diversos clientes do HC por meio de nutrição adequada às suas necessidades, bem como contribuir para a pesquisa e formação acadêmica na área de saúde. Constituída pelas áreas de Nutrição Enteral, Produção Nutricional e Nutrição Clínica/Distribuição, a Unidade conta com 200 profissionais entre nutricionistas, cozinheiros e auxiliares, garantindo a aplicação de boas práticas de produção. 22 Na Unidade, são preparadas, mensalmente, cerca de 63 mil refeições, entre dietas prescritas aos pacientes e refeições normais. No refeitório, são atendidos mensalmente em média 20 mil pessoas em horários de desjejum, lanches da manhã e tarde, almoço, jantar e ceia, em ambiente cordial e acolhedor. Em 2009, prezando pela qualidade dos serviços, realizou ampla reforma em sua área física, desde a pintura do refeitório, cozinha geral, almoxarifado e área administrativa, até a troca total do forro e luminárias das salas da Gerência e Secretaria. Adquiriu materiais e equipamentos como adipômetros, paquímetros, balanças, cubas, purificadores de água, entre outros, o que resultou na melhoria das condições de trabalho das equipes, como também na otimização e agilidade dos serviços prestados.

24 A Unidade de Nutrição e Dietética vem experimentando, como resultado de sua atuação no novo modelo de gestão, um considerável aumento de público no refeitório, atraídos pela melhora do sabor das refeições e inovações como a inclusão de dois tipos de saladas e a diversificação do cardápio, além do sistema self service. 23 As ações e projetos implantados são frutos das discussões no colegiado da Unidade, cujos funcionários participam ativamente das decisões e encontram satisfação em poder opinar, além de esses encontros se constituírem em oportunidade para melhor conhecimento e entrosamento entre as equipes. Foi essa atuação que levou a Unidade a conquistar, em pesquisa realizada, satisfação de 79% do cliente interno e 88% do cliente externo, atingindo as metas propostas para 2009.

25 U NIDADE DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA ADULTO Constituída em 2004, esta Unidade presta assistência hospitalar de urgência e emergência ao adulto, não resultante de trauma, ao paciente crítico, terciário e referendado, de forma humanizada e acreditada. Com estrutura de Pronto Atendimento (PA), Centro de Terapia Intensiva (CTI), Centro de Terapia Semi-Intensiva (CTSI) e 48 leitos, centraliza suas atividades em uma linha de cuidados, em níveis crescentes de complexidade, a qual se inicia nos CMUM s (Centros Municipais de Urgências Médicas) Boa Vista e Fazendinha, para os quais o HC é referência acordada no convênio UFPR/SMS (Secretaria Municipal da Saúde); no HC/UFPR, pacientes são referenciados ao PA-Emergência, com atendimento humanizado segundo os critérios de estratificação de risco, sendo encaminhados ao Centro de Terapia Semi-Intensiva, ou ao Centro de Terapia Intensiva, segundo sua complexidade e necessidade de assistência ventilatória, drogas vaso- 24

26 ativas, em bomba infusora e outros recursos de alta complexidade. Para aqueles pacientes que necessitem de investigação para elucidação diagnóstica em até 72 horas, ou de tempo para sua estabilização clínica, tem os leitos do PA-Observação. A qualidade do atendimento terciário aos pacientes graves do SUS levou a indicação da Unidade de Urgência e Emergência Adulto (UUEA) como referência em Curitiba para o atendimento dos casos graves da gripe H1N1 na epidemia de Para tanto, a Unidade se organizou com estrutura física, 300 profissionais e tecnologia de ponta para o enfrentamento da pandemia. Com isso, o HC/UFPR se tornou Centro de Referência no manejo destes pacientes, com experiência e capacidade reconhecida nos Congressos de Medicina Intensiva e Infectologia desde então. Primando pela qualidade no controle de infecção hospitalar e respeito à privacidade dos pacientes, a Unidade realizou uma ampla reforma na área física do CTSI, proporcionando ainda maior conforto nas acomodações com instalação de cortinas para individualizar os leitos no CTSI e no PA. Investiu também em tecnologia adquirindo monitores cardíacos, respiradores, bisturi cirúrgico, camas elétricas, cardioversores e eletrocardiógrafos para garantir a assistência segura e com qualidade a pacientes críticos da Unidade. As equipes médica e de enfermagem também foram alvo de atenção da Unidade recebendo capacitação em Curso de Urgência/Emergência que envolveu médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem. Ainda para garantia da assistência segura e com qualidade a pacientes de todo o hospital, a Unidade acompanha o Plano de Aplicação do Convênio, entre o Hospital de Clínicas e Prefeitura Municipal de Curitiba de atendimento exclusivo a paciente SUS. 25

27 U NIDADE DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM E TERAPIA POR RADIAÇÃO responsável pela realização de É exames e terapias complementares. Tem por objetivo subsidiar a área médica através da disponibilização de serviços para a execução de exames e terapias, possibilitando o diagnóstico e tratamento adequado ao paciente. 26 A Unidade reúne os Serviços de Litotripsia, Mamografia, Medicina Nuclear, Radioterapia e Radiologia, que abrange os exames de Radiologia Geral (RX), Tomografia Computadorizada e Ultrassonografia. Possui uma equipe com 149 profissionais qualificados e tecnologia de ponta para atendimento às demandas das diversas especialidades existentes em cerca de 40 Unidades de Internação e de 19 ambulatórios.

28 U NIDADES EM IMPLANTAÇÃO UNIDADE DE HEMATOLOGIA, HEMOTERAPIA E ONCOLOGIA Em processo de implantação, a Unidade já possui o objetivo definido de prestar assistência acreditada e humanizada ao paciente hematológico, oncológico e tratamento hemoterápico. Contando com 245 profissionais, agrega o Serviço de Hematologia e Oncologia, juntamente com o Ambulatório Hemato/ Onco e Unidade de Quimioterapia de Alto Risco, Serviço de Hemoterapia e Serviço de Transplante de Medula Óssea (STMO), reconhecido nacional e internacionalmente como centro de excelência nos transplantes de medula óssea e que, em 2009, completou 30 anos de atividade ininterrupta. O STMO foi o primeiro da América Latina em realizar transplante de medula óssea (1979), a utilizar células de cordão umbilical (1992) e a ser referenciado pelo National Marrow Donor Program (NMDP) - órgão de cadastro mundial de doadores de medula - por utilizar medula óssea de doadores não aparentados (1995). O mesmo órgão que condedeu, em 2007, a primeira deferência no Brasil pelo fato de o Serviço cumprir 100% dos requisitos exigidos para esse tipo de transplante, sendo, ainda, agraciado com outras distinções pela atuação na área. Com quase 2 mil transplantes, atualmente, é responsável por, aproximadamente, 16% dos transplantes de alogênicos do País. 27 Ações de adequação e melhoria da infraestrutura tem sido o principal alvo de atenção da Unidade, como a realização de reformas na área física, adaptações de espaços e aquisição de materiais e equipamentos.

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