SEPLAN. Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico. RESOLUÇÃO Nº 003/ CEPINF de 15 de agosto de 2006.

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1 RESOLUÇÃO Nº 003/ CEPINF de 15 de agosto de DEFINE a Política de Informática do Estado do Amazonas. O PRESIDENTE DO COMITÊ ESTADUAL DE POLÍTICA DE INFORMÁTICA, no uso de suas atribuições legais, e Considerando a Lei Delegada nº. 09 de 07 de julho de 2005, que dispõe sobre o Regimento Interno da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico SEPLAN, Considerando que a citada Lei Delegada instituiu o Comitê Estadual de Política de Informática CEPINF como órgão colegiado integrante da estrutura organizacional da SEPLAN, Considerando o Decreto nº de 24 de novembro de 2005 que dispõe sobre a regulamentação do Comitê Estadual de Política de Informática CEPINF, Considerando ainda a deliberação do colegiado constante da Resolução nº 002/2006, de 25/01/ 2006, RESOLVE: CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS NORTEADORES DA POLÍTICA DE INFORMÁTICA Art. 1 º.Os princípios que norteiam a formação da Política de Informática do Estado do Amazonas e que deverão ser seguidos em todos os órgãos e entidades que integram a Administração Estadual Direta e Indireta, as Autarquias, as Fundações, as Sociedades de Economia Mista e subsidiárias e outras entidades controladas ou mantidas pelo Estado, direta ou indiretamente, são os seguintes: I - Obter, preservar e desenvolver o domínio do conhecimento e da informatização; II - Buscar independência em relação a soluções proprietárias oriundas dos desenvolvedores de softwares corporativos, destacando ser imprescindível ter o domínio do conhecimento necessário para manutenções corretivas e evolutivas de sistemas corporativos; III - Proporcionar a otimização da utilização dos recursos tecnológicos disponíveis no Estado através do intercâmbio e compartilhamento de soluções e aplicações comuns às diversas organizações públicas; IV - Buscar a integração de projetos cooperados e parcerias; V - Priorizar a integração dos sistemas de informações e telecomunicações entre as organizações públicas;

2 VI - Otimizar a redução de custo de aquisição, manutenção e desenvolvimento de soluções de tecnologia da informação e comunicações no que se refere ao desenvolvimento de sistemas, bens e serviços; VII - Promover a inclusão digital; VIII - Zelar pelo aprimoramento da segurança em relação aos aspectos de confidencialidade, disponibilidade e integridade de informações e de comunicações; IX - Homogeneizar os recursos tecnológicos existentes nas organizações públicas através de padrões e normas estabelecidas para aquisição, desenvolvimento e manutenção de bens e serviços; X - Buscar a preservação do investimento quanto à reutilização do código desenvolvido na característica de portabilidade, ou seja, a capacidade de ser utilizado em vários ambientes computacionais; XI - Promover a característica da escalabilidade, que é a propriedade de oferecer crescimento de desempenho quando mais recursos (tipicamente hardware, no caso de computadores) são acrescentados ao sistema; XII - Promover alta disponibilidade, que é obter uma solução informatizada resistente a falhas de software e infra-estrutura, cujo objetivo é manter os serviços disponibilizados o máximo de tempo possível; CAPÍTULO II DAS DIRETRIZES DA POLÍTICA DE INFORMÁTICA Art. 2 º. O CEPINF, no uso de suas atribuições, formula a política de informática e define as diretrizes de interesse comum para o Estado do Amazonas, aos órgãos e entidades vinculadas ao Estado do Amazonas, com o propósito de otimizar e racionalizar as aquisições de bens e serviços de TIC - Tecnologia da Informação e Comunicação. Art. 3 º. Os princípios definidos no Art. 1º deverão ser adotados para a aquisição e o desenvolvimento ou manutenção de soluções, bens e serviços que envolvam TIC. Art. 4 º. No que se refere a software: serão adotadas as seguintes diretrizes como prioridade para as aquisições de softwares, programas aplicativos ou desenvolvimento de sistemas aplicativos informatizados com TIC: I - Adotar soluções tecnológicas elaboradas preferencialmente com a adoção de software livre ou do modelo GPL (General Public License Licença Pública Geral), que permitam a disseminação de softwares livres para outras instituições públicas ou mesmo privadas, assegurando liberdade de compartilhar e alterar os sistemas já desenvolvidos; II - Compartilhar soluções comuns já existentes em outras organizações públicas e que forem elaboradas parcial ou totalmente de acordo com as definições do item anterior; III - Adotar preferencialmente sistema operacional de código aberto para a execução de programas de computador destinados ao uso de facilidades e a prestação de serviços públicos por meio eletrônico;

3 IV - Adquirir softwares aplicativos proprietários dando preferência para aqueles que operem em ambiente multiplataforma, permitindo sua execução sem restrições em sistemas operacionais baseados em software livre; V - Desenvolver softwares corporativos obedecendo à arquitetura estruturada de modelo de desenvolvimento em 3 ou mais camadas, ou seja, no mínimo com a camada de aplicação, de lógica de negócio e de banco de dados. apreciação técnica do CEPINF. Art. 5 º. No que se refere a bens e serviços: serão adotadas como prioridade para as aquisições de bens e serviços de TIC as seguintes diretrizes: I - Oferecer suporte a software livre para as aplicações desenvolvidas; II - Prover soluções com independência de plataforma tecnológica; III - Efetivar contratos de manutenção avaliando a possibilidade de utilizar soluções que otimizem a relação custo/benefício, em virtude da possível existência de soluções alternativas que possam ser mais viáveis economicamente. IV - Obedecer às padronizações técnicas globais definidas e publicadas pelo CEPINF; V - Verificar a possibilidade de utilizar recursos disponíveis existentes em outras organizações estaduais, de forma a otimizar a utilização de recursos já existentes. apreciação técnica do CEPINF. Art. 6 º. No que se refere às Comunicações: serão adotadas como prioridade para as aquisições de bens e serviços de TIC relacionada com sistemas de Comunicação as seguintes diretrizes: I - Utilizar redes de comunicação que permitam o compartilhamento, a integração e a convergência de serviços e soluções entre as organizações públicas do Estado; II - Verificar para novos projetos de comunicações a aderência aos meios já existentes, observando o aproveitamento e compartilhamento de recursos, de forma a evitar duplicidade desnecessária. apreciação técnica do CEPINF, ressaltando aqueles onde a contingência e segurança sejam plenamente justificáveis. CAPÍTULO III DO PAPEL DO ORGÃO CENTRALIZADOR Art. 7 º. À SEPLAN, através de seus órgãos específicos responsáveis pela execução de Política de Informática e Telecomunicação do Estado do Amazonas, compete realizar as seguintes atividades centralizadas, observando suas normas e legislação interna:

4 I - Ter o domínio tecnológico para desenvolver, alocar, manter e alterar sistemas corporativos e estratégicos de interesse e uso comum às organizações públicas; II - Proporcionar a disponibilização de dados integrados em um grande Banco de Dados do Estado necessários à gestão no nível de governo e para a população; III - Ser um local de contingência de soluções tecnológicas para as demais organizações estaduais; IV - Proporcionar a integração de sistemas corporativos; V - Viabilizar a utilização e disseminação de ferramentas de software livre, bem como metodologias e ferramentas integrantes de ambiente de desenvolvimento de aplicações; VI - Participar ativamente na definição do padrão metodológico de desenvolvimento de aplicações; VII - Fornecer suporte aos sistemas distribuídos, ao desenvolvimento de sistemas setoriais e ao usuário final; VIII - Promover pesquisa e desenvolvimento tecnológico, orientados à melhoria do uso das tecnologias de informação pelos órgãos da administração estadual; IX - Efetuar difusão tecnológica; X - Gerenciar os serviços de rede objetivando proporcionar convergência de utilização de comunicações para tráfego de dados, voz e vídeo para integração corporativa da Rede de Governo do Estado, buscando sua interligação e operação otimizada; XI - Promover a adoção e a utilização de normas e padrões técnicos; XII - Treinar e capacitar recursos humanos para a utilização dos sistemas de informação corporativos e telecomunicações; XIII - Possuir um órgão de excelência em TIC, de modo a poder suprir demandas atuais e futuras da administração estadual e da sociedade amazonense. CAPÍTULO IV DO PROCESSO DE AQUISIÇÃO Art. 8 º. Com a finalidade de otimizar a utilização dos recursos tecnológicos de TIC já desenvolvidos, deverá ser observada a possibilidade de utilização de recursos empregados em outras organizações do Estado e interestaduais. Art. 9 º. Toda aquisição de bens e serviços de TIC, independente da quantidade e valor, deverá ser submetida à apreciação técnica e administrativa do CEPINF e ter a aprovação do seu Comitê. Parágrafo único. Excetuam-se materiais de consumo (exemplo: toner, cartuchos, mídias e semelhantes) cujas aquisições não sejam objeto de processo licitatório. Art. 10 º. Toda nova aquisição de bens de que trata esta resolução deverá estar devidamente inventariada pelo CEPINF. Art. 11 º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial do Estado do Amazonas.

5 GLOSSÁRIO SEPLAN AMBIENTE MULTIPLATAFORMA: ambiente computacional em que é possível utilizar programas aplicativos desenvolvidos em diversos sistemas operacionais. CONVERGÊNCIA: utilização de redes corporativas visando suportar aplicações que precisam cada vez mais de segurança, integração e gerenciamento quanto à utilização de tráfego conjunto de dados, voz e imagem. DESENVOLVIMENTO EM 3 CAMADAS: estrutura para desenvolvimento de programas aplicativos onde a divisão do código do aplicativo é distribuída em camadas específicas de acordo com sua finalidade. Basicamente as 3 camadas são assim distribuídas: - Camada de Apresentação: representa a parte do código da aplicação que gera a interface ou parte visível que aparece na máquina local do usuário da aplicação. - Camada de Lógica: é a parte do código onde estão as regras do negócio, as quais determinam de que maneira os dados serão utilizados. Esta camada normalmente fica em um servidor de aplicações, de forma que, quando uma regra do negócio for alterada, basta atualizá-la no servidor de aplicações e automaticamente os usuários já passarão a acessar a nova versão, sem que seja necessário reinstalar o programa em cada um dos usuários; - Camada de Dados: nesta camada temos a utilização de um servidor de banco de dados que guarda toda a informação e os dados necessários para o funcionamento da aplicação. SOFTWARE PROPRIETÁRIO: entende-se por software proprietário aquele cuja licença de uso implica em pagamento de licença pela propriedade intelectual de sua criação, e que apresenta garantia do fabricante com relação a sua eficácia e exata utilização. SOFTWARE LIVRE OU CÓDIGO ABERTO: entende-se por software-livre ou código aberto para computador aquele cuja licença de uso não restrinja sua distribuição, cessão, utilização ou alteração de suas características originais, assegurando ao usuário e às organizações acesso irrestrito e sem custos adicionais ao seu código fonte, permitindo a alteração parcial ou total do programa para seu aperfeiçoamento ou adequação. GABINETE DO PRESIDENTE DO COMITE ESTADUAL DE POLITICA DE INFORMATICA - CEPINF, em Manaus, 15 de agosto de Ozias Monteiro Rodrigues Presidente Redomarck Nunes Castelo Branco Isper Abrahim Lima Frank Abrahim Lima

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