Que infra-estrutura informática a UEM precisa numa situação em que o mundo é caracterizado pela integração tecnológica?

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1 Sumário Executivo A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) é uma das pioneiras no uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (ICTs), em Moçambique. Em 1992, adoptou a sua primeira Política de Informática e um plano de acção para a sua implementação. Decorrente deste Plano, a UEM introduziu a Internet em Moçambique em princípios de 1993 e deu início ao estabelecimento das primeiras infra-estruturas e sistemas de informação. Em 1998, a UEM fez uma ligeira actualização da Política de Informática que, embora não tenha sido aprovada pelo Conselho Universitário, serviu de guião para o actual estágio das ICTs na UEM. Em 1999, a UEM adoptou o seu Plano Estratégico. Não obstante o facto do Plano Estratégico ter sido acompanhado por um plano operacional, o papel da Informática na sua execução (do Plano Estratégico) não foi analisado à altura da sua importância, com profundidade e rigor. Assim, em muitos dos objectivos estratégicos, a Informática pode desempenhar um papel importante na sua plenitude, em particular no que se refere à melhoria dos processos de ensino e aprendizagem, investigação e gestão universitária. Porém, não obstante a infraestrutura de informática da UEM ser uma das mais evoluídas do sector académico e estatal moçambicano, continua insatisfatória, em termos de quantidade e qualidade, para servir de plataforma de suporte às actividades da instituição. Embora docentes, estudantes e funcionários da UEM gastem parte significativa do seu dia-a-dia de trabalho no computador, a área de ensino e aprendizagem constitui aquela que menos se beneficia do orçamento de investimento e de funcionamento. A comunidade académica é solicitada a reflectir sobre o papel que a Informática deverá desempenhar, se se pretender que a UEM continue na vanguarda como centro de produção de conhecimento e de formação de quadros que vão liderar os processos de desenvolvimento económico e social do País. Dentre as questões-chave para reflexão, destacam-se as seguintes: Que papel a informática poderá ter na gestão universitária, investigação, ensino e aprendizagem quando a UEM possuir estudantes não só em Maputo mas, em todo o território nacional? Que infra-estrutura informática a UEM precisa numa situação em que o mundo é caracterizado pela integração tecnológica? A UEM precisa de uma infra-estrutura tecnológica apropriada para transporte de dados, voz e imagem num único meio de transmissão, tendo em conta que, no futuro, o computador vai servir de telefone do mesmo modo que o telefone móvel será também um computador. Esta Política e Plano Estratégico para as ICTs representam o primeiro exercício para o desenvolvimento de uma política e plano de acção, alinhados com os objectivos estratégicos do Plano Estratégico da UEM, apresentando os fundamentos para o desenvolvimento de infra-estruturas e sistemas de informação e estabelecendo formas de garantir a correcta gestão e manutenção dos recursos informáticos existentes ou a serem adquiridos na UEM. Esta é apenas uma visão de cinco anos que deve, mesmo dentro deste período, ser considerada flexível e passível de ser ajustada se assim se julgar necessário. Espera-se que, deste modo, se melhore a maneira como a universidade se deve encarregar de realizar a sua missão. Plano Estratégico de ICTs da Universidade Eduardo Mondlane, Maio 2006 i

2 Abreviaturas e Acrónimos AHM Arquivo Histórico de Moçambique CEA Centro de Estudos Africanos CIS Course Information Systems (Sistema de Informação de Cursos) CIUEM Centro de Informática da Universidade Eduardo Mondlane CTA Corpo Técnico e Administrativo DAP Direcção de Administração de Património e Meios Materiais DFin Direcção de Finanças DSD Direcção de Serviços de Documentação DSS Direcção de Serviços Sociais DVD Digital Versatile Disc GIU Gabinete de Instalações Universitárias ICT Information and Communication Technology (Tecnologias de Informação e Comunicação) IP Internet Protocol LAN Local Area Network (Rede de Área Local) MHN Museu de História Natural PARPA Plano de Acção para a Redução da Pobreza Absoluta SIP Sistema Integrado de Planificação SIRHUS Sistema de Informação de Recursos Humanos e Salários SWOT Strengthens, Weaknesses, Opportunities and Threats (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças) UEM Universidade Eduardo Mondlane VoIP Voice over Internet Protocol Plano Estratégico de ICTs da Universidade Eduardo Mondlane, Maio 2006 ii

3 Glossário Backbone espinha dorsal, designação que se refere à parte principal que transporta tráfego muitas vezes concentrado através da LAN. DVD - Digital Versatile Disc (antes denominado Digital Video Disc). Contém informações digitais, com uma maior capacidade de armazenamento que o CD áudio ou CD-ROM, devido a uma tecnologia de compressão de dados. EMUnet backbone espinha dorsal da infra-estrutura de dados e voz da UEM construída na base de rede de fibra óptica e wireless. Ethernet - tecnologia de interconexão para redes locais - Local Area Networks (LAN) - baseada no envio de pacotes. Ela define o cabeamento e sinais eléctricos para a camada física, e formato de pacotes e protocolos para a camada de controlo de acesso ao meio (Media Access Control - MAC) do modelo OSI. A Ethernet foi padronizada pelo IEEE como Gateway - ponto de saída de uma rede para outra. No contexto deste documento, refere-se à ligação da rede da UEM para a rede Internet. LAN uma rede de dados que cobre uma área geográfica significativamente pequena. Site link designação para indicar o ponto terminal que liga uma rede local ao backbone de wireless. VoIP Voice over IP, a forma de transportar uma conversação telefónica usando o protocolo de dados IP. WAN - uma rede de dados que cobre uma área geográfica grande. Wireless - redes que utilizam sinais de rádio para a sua comunicação. As redes locais sem fio, também conhecidas como WLAN s, são especificadas por órgãos internacionais como o IEEE na série , onde se encontra o Wi-Fi (802.11b). Plano Estratégico de ICTs da Universidade Eduardo Mondlane, Maio 2006 i

4 INDICE SUMÁRIO EXECUTIVO...I ABREVIATURAS E ACRÓNIMOS...II GLOSSÁRIO...I CAPITULO I: AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA UEM INTRODUÇÃO TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NOS PROCESSOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM, INVESTIGAÇÃO E GESTÃO UNIVERSITÁRIA SITUAÇÃO ACTUAL DA INFORMÁTICA NA UEM Infra-estrutura Gateway para Internet Backbone de Fibra Óptica Redes Locais Rede Wireless Sistemas de Informação e Conteúdos Sistemas de Informação de gestão Produção de Conteúdos em forma electrónica Capacidade Humana...19 CAPITULO II: PLANO ESTRATÉGICO DE ICT S VISÃO MISSÃO VALORES OU PRINCÍPIOS OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS...21 CAPITULO III: POLÍTICA DE INFORMÁTICA DA UEM RESPONSABILIDADE PELA INFRA-ESTRUTURA RESPONSABILIDADE PELOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO DE GESTÃO RESPONSABILIDADE PELOS CONTRATOS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PADRONIZAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS E SISTEMAS INFORMÁTICOS FORMAS DE PROCUREMENT DE BENS E SERVIÇOS INFORMÁTICOS ORÇAMENTOS E ALOCAÇÃO DE FUNDOS PARA AS ICTS PARTILHA DE RECURSOS NOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO DE GESTÃO PARA A UEM PRESERVAÇÃO DE DADOS...28 CAPITULO IV: PLANO DE ACÇÃO LABORATÓRIOS MULTIMÉDIA PRODUÇÃO DE CONTEÚDOS EM FORMA ELECTRÓNICA ENSINO E APRENDIZAGEM BASEADOS EM ICTS UM ESTUDANTE UM COMPUTADOR APOIO AO DESENVOLVIMENTO DE RECURSOS HUMANOS BACKBONE DE MAIOR DISPONIBILIDADE PARA A UEM OPEN ACCESS (WIRELESS) REDES RESIDENCIAIS ARQUIVO DIGITAL E DATA CENTRE SISTEMA DE GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS SISTEMA DE EXAMES DE ADMISSÃO SISTEMA DE REGISTO ACADÉMICO SISTEMA DE GESTÃO DE PATRIMÓNIO SISTEMA DE BIBLIOTECAS SISTEMA INTEGRADO DE PLANIFICAÇÃO NORMAS DE ACESSO E UTILIZAÇÃO DE ICTS...48 CAPITULO V: REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...50 Plano Estratégico de ICTs da Universidade Eduardo Mondlane, Maio 2006 ii

5 Lista de Tabelas Tabela 1: Equipamento de rede existente nas Faculdades e Serviços da UEM. Tabela 2: Sistemas de Informação de Gestão existentes na UEM. Tabela 3: Projectos previstos no âmbito do Plano de Acção ( ). Tabela 4: Estimativa do orçamento do projecto Laboratórios Multimédia. Tabela 5: Estimativa do orçamento do projecto Produção de Conteúdos em Forma Electrónica. Tabela 6: Estimativa do orçamento do projecto Ensino e Aprendizagem baseado em ICTs. Tabela 7: Estimativa do orçamento do projecto Um Estudante Um Computador. Tabela 8: Estimativa do orçamento do projecto Apoio ao Desenvolvimento de Recursos Humanos. Tabela 9: Estimativa do orçamento do projecto Backbone de maior disponibilidade para a UEM. Tabela 10: Estimativa do orçamento do projecto Open Access (Wireless). Tabela 11: Estimativa do orçamento do projecto Redes Residenciais. Tabela 12: Estimativa do orçamento do projecto Arquivo Digital e Data Center. Tabela 13: Estimativa do orçamento do projecto Sistema de Recursos Humanos. Tabela 14: Estimativa do orçamento do projecto Sistema de Exames de Admissão Tabela 15: Estimativa do orçamento do projecto Sistema de Registo Académico. Tabela 16: Estimativa do orçamento do projecto Sistema de Gestão de Património. Tabela 17: Estimativa do orçamento do projecto Sistema de Bibliotecas. Lista de Anexos Anexo 1: Esquema da rede de fibra óptica no Campus Principal Anexo 2: Esquema da Rede wireless que interliga os diversos edifícios da UEM. Plano Estratégico de ICTs da Universidade Eduardo Mondlane, Maio 2006 iii

6 As Tecnologias de Informação e Comunicação na UEM Plano Estratégico de ICTs da Universidade Eduardo Mondlane, Maio 2006 Pág. 4

7 CAPITULO I: AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA UEM 1. Introdução A Universidade Eduardo Mondlane é uma pessoa colectiva de direito público, dotada de personalidade jurídica e goza de autonomia científica, pedagógica e administrativa. São objectivos gerais da UEM a formação superior, a investigação e a extensão. Na realização desses objectivos, a UEM prossegue, nomeadamente, os seguintes fins: 1. Formar profissionais com alto grau de qualificação técnica e científica, capazes de participar activamente no desenvolvimento do país. 2. Desenvolver a consciência deontológica e brio profissional. 3. Promover nos estudantes um espírito crítico e autocrítico, o gosto pelo estudo, pesquisa e trabalho e atitude de auto-estima. 4. Realizar acções de actualização dos conhecimentos dos quadros e graduados de nível superior, de acordo com o progresso da arte, ciência e técnica e com as necessidades nacionais. 5. Promover e incentivar a investigação científica, estudar as aplicações da ciência e da técnica nas áreas de desenvolvimento do país e divulgar os seus resultados. 6. Realizar actividades de extensão e difundir a cultura, ciência e a técnica no seio da sociedade moçambicana, sistematizar e valorizar as contribuições de outros sectores nas mesmas áreas. 7. Estabelecer relações de intercâmbio cultural, científico e técnico com instituições nacionais e internacionais. A Universidade Eduardo Mondlane tem, actualmente, 10 Faculdades e 3 Escolas Superiores. As Faculdades encontram-se localizadas em diversos pontos da Cidade de Maputo, das quais 5 no Campus Principal. As Escolas Superiores encontram-se situadas em Maputo, Cidade de Inhambane e em Quelimane. A UEM possui ainda um curso de Direito que é leccionado na Faculdade de Direito em Maputo, com extensão na Cidade da Beira. Para além destas unidades orgânicas, a UEM possui outras unidades orgânicas vocacionadas para a investigação e prestação de serviços, como são os casos do Arquivo Histórico de Moçambique (AHM), Museu de História Natural (MHN), Centro de Estudos Africanos (CEA), Centro de Informática da UEM (CIUEM), Centro de Electrónica e Instrumentação (CEI), Centro de Estudos Industriais, Segurança e Ambiente (CEISA), Centro de Biotecnologia (CB-UEM), Académica - Centro de Desenvolvimento de Desporto e de Educação Física, Direcção de Cultura, estes directamente dependentes do Reitor, Centro de Estudos da População (CEP), Centro de Práticas Jurídicas, Centro de Biologia Marinha, Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos, Centro de Estudos de Habitat. Há ainda diferentes Serviços Centrais, a destacar a Direcção de Serviços de Documentação (DSD) que faz a gestão de milhares de títulos bibliográficos, cuja conservação e utilização exigem a aplicação das novas tecnologias de informação, ocorrendo o mesmo com a Direcção de Serviços Sociais (DSS) cuja missão é a gestão de residências universitárias (actualmente em número de oito e com tendências para aumentar), restaurantes, bolseiros e sua saúde, dentre outras funções. A gestão pedagógica e científica a nível central é repartida pelas Direcções Pedagógica e Científica, para a Direcção de Registo Académico se ocupar de assuntos estudantis, nomeadamente, a organização e realização de matrículas, inscrições, registo e arquivo do aproveitamento pedagógico, e gestão de bolsas de estudos. Os membros dos Corpo Técnico e Administrativo devem ser, devidamente, geridos de modo a que os seus direitos sejam salvaguardados e o exercício dos seus deveres convenientemente controlado. Essa missão é assegurada pela Direcção de Recursos Humanos, tarefas que são executadas em coordenação com outros serviços e unidades orgânicas. Actualmente, a UEM possui membros do CTA e docentes. Os fundos financeiros destinados a assegurar a realização de gastos correntes e investimentos, pela sua dimensão e complexidade, tanto no volume como no que se refere à sua origem, exigem o emprego ou utilização de novas tecnologias aplicadas à gestão. Esta não é só tarefa da Direcção de Finanças, mas também das unidades orgânicas e serviços que utilizam tais fundos. O Bairro Residencial Universitário (BRU), os Prédios da ISATEX e da Av. Vlademir Lénine, destinados a acomodar docentes e membros dos Corpo Técnico e Administrativo (CTA), são parte do património da instituição cuja gestão deverá ser feita em moldes modernos. Pela primeira vez no país, uma instituição do Estado instituiu uma Fundação, a Fundação Universitária (FU), como pessoa jurídica distinta da instituidora. Plano Estratégico de ICTs da Universidade Eduardo Mondlane, Maio 2006 Pág. 5

8 No que concerne ao número de estudantes, este é da ordem de Se o actual nível de crescimento se mantiver em 5 anos, portanto, o período de vigência deste plano, a UEM terá uma população estudantil de cerca de estudantes. O crescimento da população universitária, a dispersão geográfica na Cidade de Maputo e a expansão para outras províncias coloca desafios acrescidos à UEM em termos de gestão das ICTs. 1.1 Finalidade da UEM A Universidade Eduardo Mondlane tem como unidades orgânicas Faculdades, Escolas Superiores, Centros, Arquivo Histórico de Moçambique, Museu de História Natural e outras atrás já menciondas. Os centros estruturam-se por domínios científicos específicos, tendo como funções a investigação, a prestação de serviços à UEM e à comunidade, apoio à extensão e a colaboração no ensino ministrado pelas Faculdades e Escolas Superiores. É neste âmbito que se situam as atribuições do Centro de Informática da Universidade Eduardo Mondlane (CIUEM), impondo-se-lhe a tarefa de desenvolver a Política de Informática e a respectiva Estratégia de Implementação. A Universidade Eduardo Mondlane empenha-se em ser uma instituição de excelência no domínio da educação, ciência, cultura e tecnologia, educando para a vida os profissionais que capacita e assumindo responsabilidades no processo de inovação e transferência de conhecimento e no desenvolvimento sustentável. A Universidade Eduardo Mondlane pugna pela sua integração e afirmação na comunidade científica mundial e por ser agente e objecto activo de mudanças e transformações da sociedade. Plano Estratégico de ICTs da Universidade Eduardo Mondlane, Maio 2006 Pág. 6

9 Para cumprir esta missão, a UEM norteia-se pelos seguintes princípios e propósitos: 1. Gestão eficiente num contexto de autonomia universitária. 2. Prática democrática, respeitando a independência intelectual e a liberdade académica. 3. Desenvolvimento, valorização e utilização racional dos seus recursos, tanto humanos como materiais. 4. Adequação constante dos curricula aos avanços da ciência e da técnica e à realidade nacional e regional. 5. Reflexo das necessidades e perspectivas nacionais e regionais de desenvolvimento nas actividades de investigação, extensão e ensino. 6. Aumento do número de ingressos e das taxas de sucesso escolar e de graduação, através do desenvolvimento de novos métodos de ensino e de avaliação. 7. Apoio e cooperação com os diferentes subsistemas do Sistema Nacional de Educação. 8. Garantia de equidade em todas as acções com respeito pela diversidade cultural, étnica, racial, religiosa e de género. 9. Que a condição económica e social não constitua uma limitante no acesso aos seus cursos. 10. Promoção da educação cívica, ética e social. 11. Promoção de espírito académico, crítico e científico, bem como de brio profissional. 12. Intensificação da ligação e da cooperação com o sector produtivo nacional e com a comunidade. 13. Fortalecimento e alargamento da cooperação regional e internacional. Plano Estratégico de ICTs da Universidade Eduardo Mondlane, Maio 2006 Pág. 7

10 1.2 Plano Estratégico da UEM A Universidade Eduardo Mondlane tem desenvolvido, desde sempre, planos prospectivos e de desenvolvimento com os quais procura marcar rumos e antever o seu futuro e as suas necessidades. Foi com base nesses exercícios de planificação que a UEM foi crescendo quantitativa e qualitativamente, tendo hoje uma posição conceituada, privilegiada e de respeito não só na sociedade moçambicana como também no estrangeiro. Em 1999, a UEM realizou um exercício de planeamento estratégico do qual resultaram os seguintes objectivos estratégicos: 1. Atingir eficiência administrativa e de gestão num contexto de autonomia universitária. 2. Assegurar excelência e qualidade. 3. Desenvolver a sustentabilidade financeira. 4. Desenvolver a planta física. 5. Estabilizar e desenvolver os recursos humanos. 6. Aumentar o número de ingressos. 7. Melhorar as condições sociais. 8. Garantir a equidade de género. 9. Desenvolver a cooperação nacional e internacional. 10. Estimular e promover o ambiente académico. 11. Publicitar e divulgar a imagem da UEM. 12. Garantir a continuidade do processo de planificação estratégica. A presente Política de Informática e o Plano Estratégico das Tecnologias de Informação e Comunicação têm como objectivo fazer com que as tecnologias de informação e comunicação sirvam de suporte na implementação dos objectivos estratégicos previstos naquele plano. Plano Estratégico de ICTs da Universidade Eduardo Mondlane, Maio 2006 Pág. 8

11 2. Tecnologias de Informação e Comunicação nos Processos de Ensino e Aprendizagem, Investigação e Gestão Universitária Muitas questões se levantam na aplicação das tecnologias de informação e comunicação nos processos de ensino e aprendizagem, investigação e gestão universitária. Talvez a primeira questão a ser colocada seja: porquê se utilizam as tecnologias de informação e comunicação? Existem várias razões pelas quais as tecnologias de informação e comunicação são introduzidas. A mais importante é a melhoria que as ICTs podem trazer nos processos de ensino e aprendizagem, investigação e na gestão universitária. No ensino superior, o aumento do número de estudantes tem provocado mudanças importantes na organização do ensino e aprendizagem e na própria avaliação, uma vez que este não tem sido acompanhado do respectivo aumento do pessoal que participa no processo de ensino. Como consequência, novos métodos são adoptados, cabendo às ICTs o papel de aliviar a pressão que recai sobre esse pessoal, agora obrigado a enfrentar turmas numerosas e cada vez com menos tempo para lidar com o estudante individualmente. Uma segunda e importante razão da aplicação das ICTs na aprendizagem é a capacidade de aperfeiçoar a aprendizagem dos estudantes, por forma a proporcionar aos estudantes oportunidades de desenvolver capacidades e competências de uma maneira independente. Existem muitas formas de aplicação das ICTs no processo de ensino e aprendizagem, como por exemplo, para melhorar o rendimento do aluno, usando módulos de software, como a folha de cálculo, bases de dados e processadores de texto, que permitem actualizar dados e informações, a pesquisa individual nas bases de dados ou ainda comunicar com outros estudantes ou interessados que trabalham em áreas similares. A aplicação das tecnologias de informação e comunicação na recolha e transmissão de informação permite também a sua utilização como intermediária na aprendizagem, através do uso do computador, quer no ensino à distância, quer na participação directa em seminários, através de redes. No que concerne à gestão universitária, as ICTs permitem diminuir, significativamente, os custos operacionais, na medida em que o seu uso pode racionalizar a mão-de-obra necessária para a realização de actividades, custos de comunicação, consumíveis e espaço de armazenamento de processos. Na investigação, as ICTs permitem o uso de bibliotecas virtuais que facilitam o acesso a jornais electrónicos. A subscrição seria bastante onerosa se fosse feita para os jornais impressos. As ICTs podem representar uma oportunidade para interligar serviços que se encontrem em locais geograficamente separados como é o caso da UEM. Análise SWOT A caracterização da UEM (através da análise interna) e das circunstâncias em que ela opera (através da análise externa) permite o desenho de alternativas para explorar as oportunidades e reduzir o potencial das ameaças, utilizando os pontos fortes (forças) e removendo os pontos fracos (fraquezas). Os parágrafos seguintes apresentam, de forma exaustiva, o resultado do exercício de diagnóstico realizado através da análise SWOT: Plano Estratégico de ICTs da Universidade Eduardo Mondlane, Maio 2006 Pág. 9

12 Forças o facto da UEM possuir algum parque informático interligado através de redes amplas (WANs) e locais (LANs); a existência de pessoal experiente e capacitado na instituição que foi exposto à utilização das ICTs no processo de sua formação e que, muitas vezes, foi feita no exterior; a existência de pessoal com grande interesse em aprender e trabalhar; a existência na UEM de uma unidade que se dedica, exclusivamente, às ICTs com capacidade e conhecimentos para a planificação, aquisição, implementação e manutenção das ICTs, e com palmarés no mercado nacional; o facto da UEM, como instituição de ensino superior, ser pioneira no uso e divulgação das ICTs em Moçambique e na região. o facto de o CIUEM como uma unidade profissionalizante da UEM na área de ICTs poder coordenar com o DMI acções concretas na área de formação através de acordos a estabelecer. Fraquezas exiguidade de recursos financeiros para apetrechar os órgãos com meios de transporte, comunicação, e manutenção de equipamentos e serviços de ICTs; meios informáticos incapazes de responder à demanda actual da comunidade universitária; falta de um instrumento orientador (Política de Informática para a UEM); falta de tempo do pessoal docente para se apropriar das ICTs, o que resulta em fraca adopção/uso de ICTs para as actividades de ensino, investigação e extensão; resistência à mudança na adopção de novas tecnologias; insuficiência de pessoal qualificado para gerir o parque informático da instituição; o facto da universidade estar dispersa em diferentes locais da Cidade de Maputo e do país. Oportunidades o facto da UEM ser a única instituição do Estado com um forte domínio de ICTs, o que lhe coloca como uma instituição de referência para apoiar o processo de adopção de ICTs na função pública a todos os níveis; o facto da utilização das ICTs nas diversas áreas constar de diversos instrumentos nacionais de planificação (PARPA, Programa do Governo, Política de Informática, dentre outros) permite o suporte do plano de desenvolvimento de ICTs da UEM e sua expansão; a existência de alguns parceiros internacionais que apoiam programas de ICTs na UEM, o que pode facilitar o desenvolvimento de novos programas de ICTs; o prestígio que a instituição possui na sociedade colocando-a como referência para a produção de soluções informáticas; o uso das ICTs que pode permitir à UEM aumentar a sua capacidade de divulgação/marketing das suas potencialidades; a expansão territorial da UEM que coloca desafios que obrigam a utilização de ICTs, como forma de atenuação e ou de superação da distância, aumentando a capacidade de adopção de soluções adequadas num curto espaço de tempo e com custos reduzidos. Plano Estratégico de ICTs da Universidade Eduardo Mondlane, Maio 2006 Pág. 10

13 Ameaças o ambiente de competição a nível do mercado de ICTs que reina entre as organizações afins; o facto da insuficiência de financiamentos; a ausência de uma política de retenção de pessoal qualificado na área de ICTs; a existência de outras instituições do ensino superior com políticas claras sobre a utilização de ICTs, podendo atrair mais investimentos nesta área, por parte de parceiros internacionais, em detrimento da UEM e, consequentemente, reduzir o grau de competitividade desta instituição de ensino no mercado. Plano Estratégico de ICTs da Universidade Eduardo Mondlane, Maio 2006 Pág. 11

14 3. Situação actual da Informática na UEM A situação actual das ICTs na UEM pode ser descrita tendo em conta, nomeadamente, a infra-estrutura, os sistemas de informação e a capacidade humana para gerir estas tecnologias. 3.1 Infra-estrutura A infra-estrutura é constituída pelo Gateway, backbone (espinha dorsal) de fibra óptica, redes locais (LANs) e wireless (sem fio). A seguir, apresenta-se uma descrição sucinta de cada uma destas redes Gateway para Internet O acesso à Internet está associado a um dos recursos mais caros na Informática, nomeadamente, a largura de banda. Desde 1994 que a UEM possui o seu próprio Gateway para acesso à Internet, via satélite. Nessa altura, as necessidades da instituição eram ainda muito limitadas, tendo-se começado apenas com uma capacidade total de 64Kbps. Com o crescimento do parque informático e o aumento constante do número de utilizadores, foram sendo feitos também upgrades sucessivos da largura de banda, visando responder à demanda. Neste momento, a UEM beneficia de um financiamento do Banco Mundial para pagar o contrato de fornecimento de largura de banda de 8,5Mbps, à razão de USD23.810,00 por mês, para um período de 2 anos (Jan 2005-Jan 2007). Torna-se por isso necessário prever alternativas de financiamento para o período posterior ao actual contrato, tendo em conta que até lá as necessidades irão certamente aumentar. Na tentativa de reduzir os custos de largura de banda, a UEM está em vias de aderir à iniciativa denominada Bandwidth Consortium, assistida pela Partnership for Higher Education in Africa, visando apoiar algumas universidades africanas em matéria de acesso às fontes de informação de pesquisa usando a Internet. Outra iniciativa importante, neste contexto, é a MoRENet (Mozambique Research and Education Network), que consistirá de uma rede que vai interligar as instituições de ensino e pesquisa, a nível de todo o País. Isto irá permitir que o custo total da largura de banda possa ser negociado pelo conjunto das instituições envolvidas com um único fornecedor. A UEM já tem autorização formal do Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique para explorar a ligação desta futura rede ao cabo submarino de fibra óptica denominado EASSy (Easten Africa Submarine Cable System), a ser instalado brevemente ao longo da costa oriental e austral de África. Portanto, à partida a Universidade Eduardo Mondlane já assegurou uma posição de liderança que deverá ser preservada Backbone de Fibra Óptica A Universidade Eduardo Mondlane possui, em Maputo, dois Campus Principal e o da Faculdade de Engenharia). Nestes locais, a interligação entre os diferentes edifícios que compõem o Campus é feita através do cabo de fibra óptica com largura de banda de 100Mbits, formando o backbone interno nos Campus onde está instalada. Estas infra-estruturas foram instaladas em 1999 para o Campus Principal e em 2001 para o Campus da Faculdade de Engenharia. Do ponto de vista técnico, o backbone do Campus universitário (qual? não está, completamente, operacional pois existem alguns ramais com problemas de equipamento terminal, nomeadamente, em estado de obsolência, devido ao seu tempo de uso. Os edifícios com este tipo de problemas são o Centro de Estudos Africanos (CEA), Direcção de Finanças (DFin), Direcção de Serviços de Documentação (DSD), Imprensa Universitária (IUEM), Gabinete de Instalações Universitárias (GIU) e o novo edifício da Faculdade de Ciências onde funcionam os Departamentos de Química e Física. O backbone da Faculdade de Engenharia tem registado alguns problemas resultantes dos trabalhos de reabilitação da estrutura física dos edifícios, ainda em curso. Os problemas conhecidos hoje referem-se à interrupção da continuidade no cabo de fibra óptica e a avarias de switches. A avaliação final da operacionalidade deste será feita após o fim das obras que têm a sua conclusão prevista para o presente ano. Como forma de evitar danificações que comprometam a operacionalidade do backbone o GIU e a DAP sempre que tiverem que realizar ou adjudicar obras de reabilitação ou construção, deverão solicitar ao CIUEM os mapas actualizados da estrutura da fibra óptica. Plano Estratégico de ICTs da Universidade Eduardo Mondlane, Maio 2006 Pág. 12

15 Os anexos 1 e 2 mostram o esquema das redes de fibra óptica no Campus Principal e na Faculdade de Engenharia Redes Locais A UEM possui redes locais de computadores (LANs) com topologia estrela em todos os edifícios onde funcionam os serviços académicos e administrativos. Todas as redes são do tipo Ethernet, a maioria com uma largura de banda de 100Mbits e algumas com 10Mbits, sendo sempre actualizadas para operarem a 100Mbits. Devido ao reduzido orçamento disponibilizado para a instalação de redes locais e ao faseamento não coincidente entre diferentes fontes de financiamento, não foi possível até ao momento estabelecer uma rede estruturada (que inclua dados, voz e energia eléctrica) em qualquer um dos edifícios da UEM, todavia, a infra-estrutura estabelecida é funcional. No geral, todas as LANs funcionam normalmente. Algumas vezes ocorrem interrupções quando o equipamento terminal é danificado devido a flutuações eléctricas. A Tabela 1, mostra a distribuição dos pontos de rede, de voz e de energia eléctrica nas unidades orgânicas e serviços da UEM. Plano Estratégico de ICTs da Universidade Eduardo Mondlane, Maio 2006 Pág. 13

16 Tabela 1: Equipamento de rede existente nas faculdades e serviços da UEM ITEM LOCALIZAÇÂO DESCRIÇÃO DO EQUIPAMENTO HUBS SWITCHES SERVIDORES PONTOS DE REDE FORA DO CAMPUS PRINCIPAL 1. Reitoria servidor Faculdade de Engenharia servidores Museu da História Natural servidor Faculdade de Veterinária servidor proxy Faculdade de Medicina servidor proxy Faculdade de Arquitectura servidores proxy Faculdade de Direito servidor proxy Escola Superior de Hotelaria e servidores proxy 70 Turismo de Inhambane 9. Fundação Universitária servidor proxy DSS servidor proxy Direcção de Cultura e Desporto Residências servidor proxy Residência servidor proxy Residência servidor proxy Residência Residência 6/ Residência servidor proxy Arquivo Histórico de Moçambique CAMPUS PRINCIPAL 19. Faculdade de Letras e C. Sociais servidores proxy Faculdade de Economia Faculdade de Educação servidores Faculdade de Agronomia e servidor proxy 96 Engenharia Florestal 23. Faculdade de Ciências servidor proxy 48 Departamento de Biologia 24. Faculdade de Ciências servidores proxy 144 Departamento de Matemática 25. Comissão de Exames de Admissão 2 1 servidor proxy Faculdade de Ciências Departamento de Biologia ( Herbário) 27. Faculdade de Ciências servidores proxy Centro de Estudos Africanos 2 1 1servidor proxy DSD Imprensa Universitária Faculdade de Educação DFIN servidor DAP servidor Central de Comunicações GIU Servidor CIUEM Total Plano Estratégico de ICTs da Universidade Eduardo Mondlane, Maio 2006 Pág. 14

17 3.1.4 Rede Wireless A rede wireless interliga os edifícios da UEM situados fora do Campus Universitário, nomeadamente, as Faculdades de Engenharia, Veterinária, Reitoria, Medicina, Arquitectura e Planeamento Físico, Direito, Fundação Universitária, Arquivo Histórico de Moçambique, Museu de História Natural, DSS, Residências Universitárias (R1, R2, R4, R5, R6/7 e R8). O anexo 2 mostra a rede wireless que interliga os diversos edifícios da UEM. A rede wireless forma o backbone global da UEM, que interliga todas as LANs das Faculdades numa só rede, formando assim a WAN da UEM. Este backbone serve de suporte físico tecnológico para o fornecimento dos serviços de Internet/ à comunidade universitária, com um ponto de saída para a rede Internet localizado no Campus Principal e administrado pelo CIUEM. Esta rede é composta por seis base stations de 11Mbps, também designadas repetidoras e 25 site links de 3Mbps. As base stations formam o backbone para o fornecimento de serviços de Internet/ enquanto o equipamento dos site links constitui o nó de ligação do edifício ou da unidade orgânica ao backbone. O backbone da rede wireless constitui o ponto fraco de fornecimento de serviços de Internet/ às faculdades e unidades fora do Campus devido ao seu funcionamento deficiente. Existem diversos factores que contribuem para o funcionamento deficiente da rede wireless devido ao facto deste ser instalado no exterior dos edifícios. Destacam-se, os seguintes: - flutuações na rede de energia eléctrica; - elevadas temperaturas e humidade; - descargas atmosféricas; - interferências rádio-eléctricas. O equipamento foi instalado com todos os requisitos para minimizar os efeitos adversos resultantes dos factores acima mencionados, mas tem sido frequente, sobretudo no período de Verão, ocorrerem diversas avarias no equipamento da rede wireless. Este equipamento é caro e o processo de sua aquisição para substituições, em caso de avaria, tem sido demorada por se tratar de equipamento especializado que os fornecedores nunca possuem em stock. No que diz respeito aos Recursos Humanos, o CIUEM possui pessoal com competências para instalar e manter as redes (LAN, Wireless, fibra óptica), contudo a quantidade de técnicos existente no CIUEM não é suficiente para atender as solicitações da comunidade universitária. Quanto à administração da tecnologia de fibra óptica, importa referir que há necessidade de se formarem mais técnicos de modo a diminuir-se a dependência em relação a outras instituições ou empresas nacionais e estrangeiras ligadas a esta área. A UEM precisa de adoptar uma estratégia que lhe permita instalar capacidade de assistência técnica o mais próximo das unidades orgânicas. Existem, actualmente, apenas 4 Faculdades que possuem assistência e administração local da rede de dados, o que obriga os técnicos de CIUEM a fazerem deslocações constantes para tais locais que ainda não possuem pessoal capacitado para garantir este tipo de suporte. Uma vez que o CIUEM possui poucos técnicos, a qualidade de serviço fornecido à comunidade universitária situa-se muito aquém dos níveis exigidos. A retenção de técnicos competentes é um outro problema que afecta a UEM, pois a maior parte dos técnicos contratados pelos órgãos uma vez capacitados abandonam a instituição. 3.2 Sistemas de Informação e Conteúdos A UEM em geral e, em especial, as Faculdades, enfrentam grandes dificuldades por não possuírem um sistema integrado de informação que lhes permita gerir, de forma eficiente, os meios físicos e humanos. Os sistemas, actualmente, existentes não abrangem nem satisfazem, de uma maneira geral, as necessidades actuais da UEM. Nem todas as funcionalidades dos sistemas existentes são exploradas na sua totalidade, como são os casos do SIRHUS, DSS, DSD e CIS. Isto deve-se a vários factores, dentre os quais, a falta duma estratégia apropriada para a implementação dos sistemas (análise de requisitos e treinamento) e divulgação não abrangente dos sistemas. Plano Estratégico de ICTs da Universidade Eduardo Mondlane, Maio 2006 Pág. 15

18 Não obstante a última Política de Informática da UEM recomendar o uso de plataformas UNIX e ORACLE para os sistemas de informação de gestão, e a centralização desses recursos no CIUEM, nota-se a existência de soluções que não obedecem à recomendação o que resulta na dispersão de meios. Actualmente, cada unidade pode seleccionar, adquirir, manter e administrar os seus próprios sistemas de informação criando redundância de equipamentos e recursos humanos Sistemas de Informação de gestão A Universidade Eduardo Mondlane possui os seguintes sistemas de informação de gestão: Tabela 2: Sistemas de Informação de Gestão existentes na UEM. Órgão Sistema/Aplicação Situação actual DRA Gestão de Alunos da Universidade do Porto Inoperacional Aplicação em MS Access para registo de Matrículas Operacional Aplicação em MS Access para registo de Indicadores a enviar Operacional para o Banco Mundial Faculdade de Aplicação para Registo Académico Operacional Ciências - Departamento de Geologia (Mapas em Excel) DRH Sistema de Informação de Recursos Humanos e Salários Operacional (SIRHUS) Direcção de Sistema de Contabilidade Pública Operacional Finanças DSD Sistema Integrado de Bibliotecas Inoperacional DSS Gestão de Alojamento Operacional CIUEM Sistema de Informação de Cursos (CIS) Operacional Faculdade de Engenharia Faculdade de Educação Website da Universidade Eduardo Mondlane KEWL NextGen (Knowledge Environment for Web-based Learning) Aplicação do Registo Académico Ambiente de Aprendizagem (Moodle) Operacional Em implementação Operacional Operacional Plano Estratégico de ICTs da Universidade Eduardo Mondlane, Maio 2006 Pág. 16

19 Na Direcção de Registo Académico. GAUP Gestão de Alunos da Universidade do Porto Esta aplicação foi desenvolvida pela Universidade do Porto com a finalidade de gerir centralmente toda a informação relativa ao estudante e encontra-se instalada na DRA. Aplicação em Access para Registo de Matrículas Esta aplicação foi desenvolvida pelo Departamento de Informática da Direcção do Registo Académico, com vista à resolução do problema de fornecimento de dados estatísticos sobre os estudantes inscritos. Aplicação em Access para Registo de Indicadores (a enviar para o Banco Mundial) Esta aplicação foi instalada ao abrigo de um projecto desenvolvido em conjunto com o Banco Mundial, para que fosse reportado um conjunto de indicadores a serem obtidos através de recolha e tratamento manual de informação compilada e introduzida na aplicação. Na Faculdade de Engenharia Aplicação do Registo Académico Esta aplicação foi desenvolvida pela Faculdade de Engenharia, com vista a gerir o processo de Registo Académico local. A Faculdade desenhou a aplicação em causa com recurso a ferramentas Open Source (sem custos de licenciamento), utilizando recursos internos. Na Faculdade de Ciências - Departamento de Geologia Aplicação para Registo Académico (Mapas em Excel) Este Departamento, apesar de não possuir um sistema de registo académico, adoptou uma solução alternativa que consistiu na criação de uma estrutura de mapas em Microsoft Excel, por forma a facilitar a consulta de informação, a produção de listas de estudantes, actas de exames, pautas, bem como permitir o processamento de algumas estatísticas. Na Direcção de Recursos Humanos SIRHUS - Sistema de Informação de Recursos Humanos e Salários Esta aplicação foi desenvolvida em MS Access para responder às necessidades da Direcção de Recursos Humanos na gestão de recursos humanos e salários. Na Direcção de Finanças Sistema de Contabilidade Pública Aplicação de Contabilidade Pública que permite gerir os fundos do Orçamento do Estado, atribuídos à UEM, de acordo com as regras da Contabilidade Pública. Este sistema não responde a todas as necessidades da UEM uma vez que esta não depende unicamente do Orçamento do Estado. Na Direcção de Serviços de Documentação Millennium - Sistema Integrado de Bibliotecas Sistema Integrado de Bibliotecas permite a inventariação e gestão de todos os títulos disponíveis na UEM ao cuidado da Direcção de Serviços de Documentação. Trata-se de um sistema baseado numa plataforma comercial robusta, mas que esteve inoperacional devido à problemas relacionados com o servidor. Na Direcção dos Serviços Sociais Gestão de Alojamento Este sistema foi desenvolvido pelo Centro de Informática da UEM e destina-se ao registo da vida dos estudantes alojados nas residências universitárias. Plano Estratégico de ICTs da Universidade Eduardo Mondlane, Maio 2006 Pág. 17

20 No Centro de Informática Website da Universidade Eduardo Mondlane (http://www.uem.mz) O website da UEM é um espaço virtual para a divulgação da imagem da instituição, junto da sociedade e para com o exterior, dando a conhecer os programas e projectos nas áreas de ensino e aprendizagem e investigação. Este website constitui um canal importante de interacção com a comunidade universitária, Governo, doadores e com a sociedade civil no geral. Na estrutura do website pode encontrar-se informação diversa sobre os cursos oferecidos na UEM, faculdades, regulamentos, notícias, dentre outros assuntos. Sistema de Informação de Cursos (http://www.cis.uem.mz) O sistema CIS foi desenvolvido pelo CIUEM e permite a colocação de informações on-line sobre os cursos, faculdades e planos temáticos. Os docentes podem inserir materiais no formato digital para consulta pelos estudantes. Algumas das unidades da UEM (Faculdades de Agronomia e Engenharia Florestal, Ciências, Educação, Engenharia, Letras e Ciências Sociais) possuem informação neste sistema. KEWL NextGen (Knowledge Environment for Web-based Learning) (http://www.kewl.uem.mz) Trata-se de uma plataforma de e-learning que permite uma interacção on-line entre o docente e o estudante, disponibilização de cursos e conteúdos, testes on-line, formulários para desenvolvimento de websites pessoais, chat, interno entre outros, com um nível de acesso definido pelo docente. Este sistema baseado em Open Source apresenta-se como sendo uma das plataformas mais avançados de e-learning da actualidade, devido a sua versatilidade, flexibilidade e simplicidade de gestão e operação. O desenvolvimento do KEWL começou na Universidade de Western and Cape da África do Sul, neste momento envolve 11 universidades africanas que adoptaram aquela plataforma. O CIUEM, em representação da UEM, foi convidado também a participar no processo de desenvolvimento do sistema e possui, neste momento, uma equipa de developers, treinada nesse âmbito, para assegurar a implementação, exploração, manutenção e assistência técnica local e que se encontra agora numa fase avançada de adaptação do sistema às especificidades da UEM, bem como à criação de novos módulos e tradução do sistema para a língua portuguesa. Faculdade de Educação Moodle Ambiente de aprendizagem (http:// /moodle/) O Moodle é um sistema de gestão de cursos baseado em Open Source desenhado com base em princípios académicos, com o objectivo de auxiliar os docentes na criação de conteúdos para aprendizagem on-line. Este software está disponível na Internet e pode ser usado em qualquer computador. Actualmente, este sistema encontra-se em uso na Faculdade de Educação. Plano Estratégico de ICTs da Universidade Eduardo Mondlane, Maio 2006 Pág. 18

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