TRABALHO E DEFICIÊNCIA: SIGNIFICADO DA INCLUSÃO NO MERCADO FORMAL PARA UM GRUPO DE JOVENS COM SÍNDROME DE DOWN

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "TRABALHO E DEFICIÊNCIA: SIGNIFICADO DA INCLUSÃO NO MERCADO FORMAL PARA UM GRUPO DE JOVENS COM SÍNDROME DE DOWN"

Transcrição

1 TRABALHO E DEFICIÊNCIA: SIGNIFICADO DA INCLUSÃO NO MERCADO FORMAL PARA UM GRUPO DE JOVENS COM SÍNDROME DE DOWN WORK AND DISABILITIES: THE MEANING OF INCLUDING IN THE FORMAL MARKET A GROUP OF YOUNG PEOPLE WITH DOWN S SYNDROME Ana Paula Leonardo Toledo¹ Silvana Maria Blascovi-Assis² 1 Fisioterapeuta, Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie 2 Fisioterapeuta, Doutora em Educação Física pela UNICAMP, Universidade Presbiteriana Mackenzie RESUMO Este estudo teve coma objetivo avaliar o significado do trabalho para um grupo de jovens com síndrome de Down que integra o mercado formal na cidade de Campinas - São Paulo. A pesquisa realizada é de caráter qualitativo, combinando pesquisa bibliográfica e de campo. Participaram do estudo três jovens com síndrome de Down, com idade entre 21 a 26 anos. Os dados foram coletados através de entrevistas semi-estruturadas, registradas em gravador de voz. Após transcrição das falas, os dados foram analisados e discutidos em três categorias de análise: 1. Significado do trabalho; 2. Trabalho e relações pessoais e 3. Tipo de trabalho. Os resultados sugerem que o trabalho e o desemprego têm significados semelhantes para pessoas com ou sem deficiência, uma vez que o trabalho é o caminho para a conquista de recompensas internas coma a autoestima e externas coma o dinheiro. Foi constatado também que, para esses três jovens, as relações com as pessoas sem deficiência foram predominantemente de natureza funcional ou profissional, uma vez que se restringiram ao ambiente de trabalho. Todos relataram born relacionamento com a chefia e o desejo de continuar trabalhando. Outro fator a destacar é o tipo de atividade executada, que privilegiou o contato com o publico para os três participantes, em 83

2 lojas de fast food ou supermercado. A partir deste trabalho pode-se evidenciar a necessidade de novos estudos na área e o desenvolvimento de estratégias para este tipo de pesquisa, dando voz aos jovens com síndrome de Down para que sejam mais compreendidos em suas expectativas e sentimentos. Palavras-chave: Trabalho; síndrome de Down; relações interpessoais ABSTRACT The present study aims evaluate the meaning of work to a group of youngsters with Down syndrome that belongs to the private sector employment in Campinas - Sao Paulo. This is a qualitative research, which combines bibliographical research and fieldwork. Three youngsters with Down syndrome, at ages between 21 and 26, participated in the study. The data was collected through semi-guided interviews, which were tape recorded and transcribed. Afterwards the speeches were analyzed and discussed into three different categories: 1. Meaning of work, 2. Work and personal relationships, and 3. Type of work. The results suggest that work and unemployment have similar meanings to both people with or without disabilities, as work is the means through which one reaps internal rewards, such as self-esteem, as well as external, such as money_ The analysis also demonstrated that the relationship which the three youngsters had with people without disabilities was predominantly on functional or professional basis, since it was restricted to the work environment. They all reported that they get along well with their bosses and wish to continue working. Another relevant aspect to highlight is the type of activity carried out, in fast food restaurants or supermarkets, which provided the three participants with direct contact with costumers. This work leads to the conclusion that new studies in this area are needed, as well as the development of strategies for this specific type of research, enabling youngsters with Down syndrome to express themselves, so that their expectations and feelings can be understood. Keywords: Work; Down syndrome; interpersonal relations 84

3 1-INTRODUÇÃO A inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho formal vem sendo estudada e discutida considerando-se questões como o preconceito e a alta expectativa de produtividade dos empregadores diante da legislação que busca incentivar as empresas à absorção dessas pessoas em seu quadro de funcionários. Para Ribas (2004), não existe ainda a consciência da responsabilidade social para muitos empresários e a contratação ocorre, infelizmente, em muitos casos, apenas para cumprir a lei, não existindo um real comprometimento com a empregabilidade. Além disto, nas empresas ainda são escassos os profissionais que conhecem os alcances e limites das pessoas com deficiência. Outro fator citado pelo autor, é que o nível de escolaridade da maioria dessas pessoas é baixíssimo, assim como é precário o grau de preparação para o trabalho. A legislação vigente não garante o incentivo governamental para qualificar profissionalmente pessoas com deficiência e, portanto, as empresas são cobradas a cumprir a legislação, que fixa uma porcentagem de contratações, mas são muito pouco encorajadas com auxílios estratégicos. O empresário não contrata a pessoa com deficiência por varias razões, entre elas está a dificuldade em acreditar que essa pessoa possa exercer alguma atividade com sucesso, ficando difícil imaginar que pessoas deficientes possam ser bem-sucedidas nos seus locais de trabalho (VASH, 1988). Além destes fatores, temos ainda a falta de conhecimento das necessidades específicas dessas pessoas por parte do empregador, passando pelas barreiras arquitetônicas, transporte não adaptado, conjuntura econômica do país desfavorável ao atendimento da demanda por emprego, entre outros. A garantia de acesso ao trabalho para pessoas com deficiência é prevista tanto na legislação internacional como na brasileira. Esta conquista estimulou a organização de grupos no sentido de buscar formas variadas de representação para atuar em busca dos novos direitos (PASTORE, 2000). Entretanto, embora seja possível fazer cumprir leis que obriguem as 85

4 empresas a aceitarem pessoas com deficiência, não existe lei garantindo a melhor forma de convívio entre todos (GLAT, 1995). Desde a adoção da Recomendação sobre a habilitação e reabilitação profissional dos deficientes, em 1955, foi registrado um significativo progresso na compreensão das necessidades da reabilitação pelo Ministério Público do Trabalho. Em 9 de dezembro de 1975 a ONU aprovou a Declaração dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência, defendendo como direito inerente dessas pessoas o respeito por sua dignidade e o de ter suas necessidades levadas em consideração em todos os estágios do planejamento socioeconômico (GIL et al. 2002). Nos anos que se seguiram foram estabelecidas novas datas simbólicas referentes à questão, como em 1980, quando a ONU estabeleceu a Década Internacional das Pessoas Deficientes; em 1981, a ONU proclamou o Ano Internacional das Pessoas Deficientes, com o tema "Participação plena e igualdade", com um programa de ação mundial para atingir metas de "participação plena" dessas pessoas na vida social e no desenvolvimento, assim como metas de "igualdade". O Brasil ratificou quase todos esses tratados e convenções internacionais, e, em 1988, a Constituição Federal Brasileira incorporou garantias às pessoas com deficiência, tendo como um dos seus princípios fundamentais o princípio da isonomia ou principio da igualdade, que proíbe as diferenças arbitrárias e as discriminações absurdas, de forma que as pessoas devem ser tratadas desigualmente, na medida em que se desigualam (COSTALLAT, 2003). A partir desse marco, mudanças ocorreram no âmbito legal, cujo intuito era o de assegurar às pessoas com deficiência o acesso ao mercado de trabalho formal (LANCILLOTTI, 2003). No âmbito das leis ordinárias, o Brasil se propõe, igualmente, a dar um grande apoio aos que apresentam deficiência, exemplo disso é a Lei n 7.853, que foi elaborada em 1989, e que referendou a Convenção n 159 da OIT. Essa lei definiu os direitos das pessoas com deficiência, disciplinou a atuação do Ministério Público e criou a Coordenadoria Nacional para Integração das Pessoas Portadoras de Deficiência a CORDE. 86

5 A Coordenadoria Nacional para Integração das Pessoas Portadoras de Deficiência é o órgão de Assessoria da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, responsável pela gestão de políticas voltadas para integração da pessoa portadora de deficiência, tendo como eixo focal a defesa de direitos e a promoção da cidadania. No seu artigo 2, a lei atribui ao Poder Público à tarefa de: Assegurar à pessoa portadora de deficiência o pleno exercício de seus direitos básicos, inclusive dos direitos à educação, à saúde, ao trabalho, ao desporto, ao turismo, ao lazer, à previdência social, à assistência social, ao transporte, à edificação pública, à habitação, à cultura, ao amparo à infância e à maternidade, e de outros que, decorrentes da Constituição e das leis, propiciem seu bem-estar pessoal, social e econômico (COSTALLAT, 2003, p. 71). Em seu artigo 8 vai mais longe ao criminalizar a discriminação do portador de deficiência. O artigo diz o seguinte, aquele que impedir, sem justa causa, o acesso de alguém a qualquer cargo público por motivo derivado de sua deficiência; ou negar, sem justa causa, emprego ou trabalho, em razão de sua deficiência, estará cometendo crime punível com reclusão de um a quatro anos e multa (PASTORE, 2000). D`antino (2001) ressalta que o Brasil tem uma das mais avançadas normas legais do mundo, mas por outro lado, é um dos países com maior dificuldade em concretizá-las. Como podemos constatar, as grandes transformações pelas quais vem passando a humanidade, especialmente a partir da década de 90, reconhecidas como o processo de globalização do mundo, vêm trazendo novos desafios para se refletir, entre esses desafios está à relação do sujeito social com o trabalho (SILVA, 2000). No entanto, não podemos desprezar o fato de que a globalização tenta exigir de forma sistemática o crescimento, a produtividade, a competitividade e a mercantilização, se apoiando em uma estrutura de poder cada vez mais concentrada em benefícios de algumas empresas, de algumas potências políticas e de uma estrutura de riquezas e rendas profundamente desigual (KÜNZLE, 1999). 87

6 O presente estudo foi realizado com base na experiência de trabalho no mercado formal para três pessoas com Síndrome de Down, que exerciam funções profissionais com registro em carteira. Considerando a relevância desse tema, propõe-se nessa pesquisa a discussão sobre o direito ao trabalho não apenas como transposição da barreira do preconceito, mas também como uma necessidade preventiva frente ao futuro dessas pessoas, para que possam desenvolver parte de sua independência na vida adulta. 2-PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Este estudo foi de caráter qualitativo considerando Minayo (1994) que ressalta que: A abordagem qualitativa trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis. Optou-se por trabalhar com a entrevista semi-estruturada, uma vez que, para atender aos objetivos propostos, foi necessário apreender um momento específico da vida dos participantes, o que só pode ocorrer através de relatos do que cada um deles vivenciou. Participaram deste estudo três jovens com síndrome de Down, que foram inseridos no mercado de trabalho formal através de uma instituição filantrópica especializada localizada no interior do Estado de São Paulo. A seleção ocorreu a partir da indicação dos nomes dos freqüentadores que faziam parte do programa de acompanhamento no mercado formal por profissionais vinculados à instituição. Os critérios para inclusão no estudo previam que os jovens entrevistados possuíssem linguagem inteligível ou que fossem acompanhados por uma pessoa que facilitasse a compreensão de sua fala. Todos deveriam também ter registro em carteira no mercado formal. Os dados foram coletados através de entrevistas semi-estruturadas, pré-agendadas e gravadas em fita cassete, após aceite dos participantes e de seus responsáveis, que leram a carta 88

7 de informação e assinaram o termo de consentimento informado, após aprovação do projeto pelo comitê de ética em pesquisa da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Foram feitas perguntas sobre o significado do trabalho, expectativas de futuro, satisfação e relações sociais. 3-RESULTADOS E DISCUSSÃO Os jovens entrevistados foram, neste estudo, denominados de Pedro, João e Carolina. Estes nomes são fictícios para preservar a identificação dos participantes. A indicação dos mesmos para as empresas ocorreu em função da oportunidade do surgimento das vagas e da identificação de perfil compatível com a função nos jovens indicados. Também se considerou a disponibilidade das famílias e a concordância das mesmas com o registro em carteira, uma vez que em alguns casos o jovem e seu responsável poderiam não desejar abrir mão do benefício governamental que recebem mensalmente e que o declara incapacitado para o trabalho. Todas as entrevistas foram acompanhadas por Maria (nome fictício), profissional responsável pela inserção desses jovens no mercado formal e acompanhamento dos mesmos posteriormente em visitas regulares ao local de vínculo empregatício. Seu papel foi de intermediar a entrevista quando necessário e auxiliar na compreensão da fala dos jovens que tivessem maiores dificuldades para se expressar. Maria antecipou a cada um dos jovens entrevistados sobre o que seria falado, enfatizando o interesse da pesquisadora pelo trabalho realizado por eles. Entrevista n.1: Pedro. Tem 26 anos, é muito comunicativo, preocupado com a aparência. Durante a entrevista apresentou-se tranqüilo, comunicando-se com facilidade, confiante e demonstrando prazer em estar participando daquele momento. Foi explicado a ele que estava sendo realizada uma entrevista para um trabalho universitário e que sua participação seria importante. Pedro trabalha em uma rede de fast food há cinco anos e durante toda a entrevista 89

8 colaborou sem problemas, comunicando-se de forma bastante inteligível. O primeiro encontro entre Pedro, Maria e a pesquisadora foi suficiente para a análise dos dados. Entrevista n. 2: João. Tem 21 anos, é tímido, apresentou-se com dificuldade para a comunicação. Durante a entrevista mostrou-se quieto, permanecendo de cabeça baixa, emitindo poucas palavras, em sua maioria de modo não compreensível pela pesquisadora, sendo necessária intervenção constante de Maria, que tentava estimulá-lo a contar sobre seu trabalho. Mesmo com a insistência de Maria, poucos dados foram obtidos, sendo necessário repetir a entrevista em um segundo momento. Neste segundo momento a entrevista foi programada apenas com a presença de Maria, com o objetivo de tornar o ambiente mais familiar para João. De fato, comparando-se as transcrições entre a primeira e a segunda entrevista com João, pode-se observar que ele mostrou-se menos tímido na segunda situação, onde falou um pouco mais sobre seu trabalho. Mesmo assim, necessitou de intervenção constante e estímulo para expressar-se e responder às questões que foram passadas para Maria, seguindo-se o mesmo roteiro da entrevista inicial. João trabalha em um supermercado há três anos. Entrevista n. 3: Carolina. Tem 24 anos, mostrou-se tímida durante o encontro, mesmo acompanhada por Maria. Permaneceu cabisbaixa, manifestou-se para Maria como se sentindo envergonhada e evitou contato de olho com a pesquisadora. Maria procurou orientá-la e deixá-la mais à vontade, mas mesmo assim as respostas foram emitidas por intermédio de poucas palavras. Também com ela foi necessário marcar uma nova entrevista, somente com Maria, que seguiu o mesmo roteiro e procedimento realizado com João. Nesta segunda oportunidade Carolina falou sobre seu emprego de forma mais abrangente, oferecendo mais dados e comunicando-se de forma mais espontânea. Carolina trabalha em uma rede de fast food há três anos. 90

9 Categorização Dos Resultados Da Entrevista Após leitura e re-leitura das entrevistas foram elaboradas categorias para análise e discussão dos dados. As categorias para análise foram: 1. Significado do trabalho e suas recompensas internas e externas; 2. Trabalho e relações sociais, incluindo as relações com colegas, chefia e com o público. Categoria 1: Significado Do Trabalho No discurso dos entrevistados, verifica-se aquilo que Vash (1988) chama de recompensas externas e internas, isto é, o trabalho não apenas como sobrevivência, mas também como autorealização. É através do trabalho que eles conseguem sentir-se fazendo parte de um todo, sentemse inseridos em um contexto, mesmo que essa inserção seja apenas funcional (GLAT, 1995). Segundo Vash (1988): (...) o trabalho é um veículo para a aquisição de recompensas externas socialmente veneradas, tais como dinheiro, prestígio e poder, bem como de recompensas internas associadas com a auto-estima, pertinência e auto-realização. O desemprego gera ausência de poder sócio-político e econômico, e a ausência de poder é a base do desamparo aprendido uma forma de depressão (p. 105). Analisando as respostas da pergunta: Você já pensava em ter um trabalho como o que tem agora?, observa-se nas respostas o que Vash (1988) chama de recompensas externas e entre elas está o dinheiro. Todos os entrevistados responderam a esta pergunta falando da importância em ganhar dinheiro. (...) eu adoro lá, porque é o meu futuro, o dinheiro de lá é o meu futuro, eu trabalho lá faz tempo, o meu trabalho é... como se fala, casa, é que eu estou há muito tempo lá, eu estou indo muito bem (Pedro) (...) eu gosto do meu trabalho e ganho dinheiro (Carolina). Pensava em trabalhar, porque tenho uma namorada e quero casar, ter dez filhos, minha vó morreu e deixou a casa no meu nome, e com o trabalho vou sustentar minha família (João). 91

10 A recompensa interna é identificada em respostas dadas a perguntas diferentes, mostrando como a pessoa se sente reconhecida no trabalho e como este gera oportunidades para o estabelecimento de novas relações. Todos os participantes relatam essas situações com muito orgulho, pois é no trabalho que eles são solicitados e reconhecidos por aquilo que fazem. Pode-se observar em suas falas a satisfação por suas realizações: (...) tenho até namorada de lá sabe, eu já conquistei uma (Pedro). (...) Eu animo as crianças, tem três funcionários, dois homens e uma moça de marionete, eu apresentei, eu fiz uma brincadeira com eles, Ah! Outra coisa que eu preciso te contar, além de clientes também, acho que é interessante isso também para você, tem clientes que tem crianças e eu animo eles também, com uma brincadeira, eu mando qualquer coisa para eles brincarem, para que o pai a mãe possam comer. As crianças adoram,... crianças são muito fofas, eu até fui criança,... eu amo muito as crianças (Pedro). O dia feliz vai muitos artistas, eu fico feliz. E fizeram uma festa surpresa para mim (Carolina). Para Vash (1988) O desemprego gera ausência de poder sócio-político e econômico, e a ausência de poder é a base do desamparo aprendido uma forma de depressão (p. 105). Este fato é verificado quando é perguntado se caso não tivessem o emprego que têm o que fariam; e todos responderam que fariam outra coisa ou procurariam outro emprego, mas não ficariam sem trabalhar. Eu faria outra coisa, como na banca, que eu estava trabalhando, antes de trabalhar no... (Pedro). Outro emprego (Carolina). Procurava outro. (Ficar sem trabalhar?). De jeito nenhum (João). 92

11 Categoria 2: Trabalho e Relações Sociais a) Relacionamento com os colegas Nesta categoria pode-se constatar com mais clareza o que foi dito por Glat (1995), quando ressalta que apesar da desinstitucionalização de pessoas com deficiência ter aumentado o contato entre pessoas estigmatizadas e não-estigmatizadas, esse contato ainda é de natureza funcional ou profissional em vez de social, e este contato, raramente se dá em um nível de igualdade. Por exemplo, Carolina tem uma amiga do trabalho que liga de vez em quando para bater um papinho. Já Pedro sofre provocações por parte dos colegas de trabalho, normalmente ele tem que chegar mais cedo para se arrumar no banheiro, evitando o contato direto com os colegas. João conta que na hora do almoço ele almoça com os amigos e joga pebolim. Pedro trabalha há cinco anos no mesmo lugar, e Camila e João há três anos e, em nenhum momento, surgiu na fala espontânea deles o relato de um convite para festa de aniversário dos colegas, por exemplo, ou mesmo para qualquer atividade fora do ambiente de trabalho. Portanto, como refere Glat (1995), o contato entre eles ainda é de natureza funcional ou profissional ao invés de social. b) Relacionamento com chefia Sobre a relação com o chefe, todos demonstram satisfação em suas falas, o que sugere que há empenho por parte dos profissionais responsáveis em proporcionar ambientes favoráveis ao trabalho das pessoas com síndrome de Down. Meu relacionamento com o meu chefe é muito ótimo,(...). (Pedro) Tenho amigos, meu chefe é legal, vamos comer todos juntos, jogo pebolim na hora do almoço, ficamos conversando, passeia ali (João). c) Relacionamento com o público Todos estão em contato direto com o público, e mesmo com a dificuldade de comunicação para alguns, é esse contato que os faz se sentirem prestativos e é nessa troca que eles se sentem 93

12 realizados. Observa-se isso no relato de João, quando fala que ajuda os clientes a escolher uma fruta, ou mesmo no relato de Camila quando diz que o local que ela mais gosta de trabalhar é o drive-thru, onde tem mais contato com as pessoas e de Pedro, quando anima as crianças, ou apresenta a empresa para um novo funcionário. 4-CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir desse estudo pode-se reafirmar a importância da pesquisa sobre o trabalho para as pessoas com deficiência. Embora o trabalho seja apenas uma das possibilidades da inclusão social, o contato direto com o público torna-se de grande importância, já que conviver em sociedade, interagindo com diferentes pessoas e em diferentes meios é um passo para que a sociedade conheça e reconheça a existência dessa população e possa refletir sobre suas necessidades. Os dados mostram que os três jovens inseridos no mercado formal desempenham funções em contato com o público e são apoiados pela sua chefia. As entrevistas foram limitadas pela fala restrita e pelas dificuldades de expressão e timidez dos jovens entrevistados. Ficou evidente a necessidade do desenvolvimento de estratégias para este tipo de pesquisa, que possa permitir e facilitar a comunicação e a expressão dos jovens com síndrome de Down. Estratégias que facilitem a expressão tornam-se muito importantes na medida em que muito se fala sobre a importância da inclusão no mercado de trabalho sem, no entanto, ouvir o relato dos próprios incluídos. Fica anunciado também, pelos relatos aqui expostos, que as expectativas e necessidades dos entrevistados configuram-se de modo bastante semelhante às das demais pessoas: o aparecimento da remuneração como fator relevante demonstra a necessidade do suprimento para sobrevivência e consumo; os sonhos como ter uma esposa, filhos, constituir uma família, ilustram as necessidades emocionais pertinentes a qualquer ser humano, relacionadas às suas questões afetivas. 94

13 Deve-se também pensar no desenvolvimento de propostas que possam lidar com as questões psicológicas e emocionais referentes a esses desejos, anseios e fantasias, para que o jovem possa sentir-se realizado e tenha consciência de suas potencialidades e de suas limitações. Sabe-se que a sobrevida das pessoas com síndrome de Down foi ampliada devido aos avanços nas pesquisas que proporcionam melhores condições de assistência médica, maiores oportunidades educacionais e melhor qualidade de vida. Portanto, embora esse estudo tenha sido realizado com um número reduzido de participantes, fica o alerta para que o período da vida adulta e o envelhecimento dessas pessoas possam ser mais amplamente estudados e compreendidos, e, deste modo, possam gerar opções para sua inclusão no trabalho e na vida social de um modo geral. 5-REFERÊNCIAS COSTALLAT, F. L. (2003). O direito ao trabalho da pessoa deficiente: manual de orientação legislação e jurisprudência. Campinas, SP: Fundação Síndrome de Down. D`ANTINO, M.E.F. (2001). Deficiência e a imagem reveladora da instituição especializada: dimensões imagética e textual. Tese (Doutorado) - Universidade de São Paulo/ Instituto de Psicologia, São Paulo. GIL, M.; RIBAS, J.B.C.; MENDES,R.H.; CAMISÃO,V,; GONZALES,C.J.; SILVA,M.F. (2002). O que as empresas podem fazer pela inclusão das pessoas com deficiência. São Paulo: Instituto Ethos. GLAT, R. (1995). A integração social dos portadores de deficiências: uma reflexão. Rio de Janeiro: Sette Letras. KÜNZLE, L. A. (1999).Uma rápida introdução ao tema globalização. In: FILHO, L.L. (org.). Educação profissional tendências e desafios. Curitiba: SINDOCEFET-PR. p

14 LANCILLOTTI, S.S.P. (2003). Deficiência e Trabalho: redimensionando o singular no contexto universal. Campinas, SP: Autores Associados. (Coleção polêmicas do nosso tempo). MINAYO, M.C. de S. Pesquisa Social: Teoria, Método e Criatividade. Rio de Janeiro:Vozes, PASTORE, J. (2000). Oportunidade de trabalho para portadores de deficiência. São Paulo: LTr. RIBAS, J.B. (2004). Pessoas com deficiência e emprego formal: as dificuldades que as empresas têm encontrado para contratar. Disponível em: <htpp://www.universiabrail.net/materia. jsp?materia=3147>. Acesso em: 14 de abr SILVA, A.G. (2000). A educação profissional de pessoas com deficiência mental: a história da relação educação especial/trabalho na APAE-SP. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Estadual de Campinas, Campinas. VASH, C. L. (1988). Enfrentando a deficiência: a manifestação, a psicologia, a reabilitação. São Paulo: Pioneira / EDUSP. 96

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO Jessica Fernanda Gonçalves Graduanda em Administração Faculdades Integradas de Três Lagoas FITL/AEMS Mariane Pereira Graduanda em Administração Faculdades

Leia mais

De que Inclusão Estamos Falando? A Percepção de Educadores Sobre o Processo de Inclusão Escolar em Seu Local de Trabalho

De que Inclusão Estamos Falando? A Percepção de Educadores Sobre o Processo de Inclusão Escolar em Seu Local de Trabalho 1 de 5 29/6/2010 00:34 www.ibmeconline.com.br De que Inclusão Estamos Falando? A Percepção de Educadores Sobre o Processo de Inclusão Escolar em Seu Local de Trabalho Autora: Patrícia Carla de Souza Della

Leia mais

A INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO. Palavras-chave: Inclusão. Pessoas com deficiência. Mercado de trabalho.

A INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO. Palavras-chave: Inclusão. Pessoas com deficiência. Mercado de trabalho. 1 A INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO Marlene das Graças de Resende 1 RESUMO Este artigo científico de revisão objetiva analisar importância do trabalho na vida das pessoas portadoras

Leia mais

APRENDIZAGEM DA LINGUAGEM ORAL DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN NA EDUCAÇÃO INFANTIL: CONCEPÇÕES DE PAIS E PROFESSORES

APRENDIZAGEM DA LINGUAGEM ORAL DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN NA EDUCAÇÃO INFANTIL: CONCEPÇÕES DE PAIS E PROFESSORES APRENDIZAGEM DA LINGUAGEM ORAL DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN NA EDUCAÇÃO INFANTIL: CONCEPÇÕES DE PAIS E PROFESSORES Resumo Gabriela Jeanine Fressato 1 - Universidade Positivo Mariana Gomes de Sá Amaral

Leia mais

Carreiras e a Nova Geração Produtiva: Quais as Expectativas de Carreira de Jovens Profissionais?

Carreiras e a Nova Geração Produtiva: Quais as Expectativas de Carreira de Jovens Profissionais? Patrícia Freitas de Sá Carreiras e a Nova Geração Produtiva: Quais as Expectativas de Carreira de Jovens Profissionais? Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada ao Programa de Pósgraduação em Administração

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL: A INCLUSÃO DE PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIAS NO MERCADO DE TRABALHO

RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL: A INCLUSÃO DE PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIAS NO MERCADO DE TRABALHO RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL: A INCLUSÃO DE PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIAS NO MERCADO DE TRABALHO Fabiana Serralha Miranda de PÁDUA * Denise Franco NOVA ** RESUMO Em decorrência da disparidade

Leia mais

Manual de Boa Conduta dos profissionais da área da beleza. Ética, o que é?

Manual de Boa Conduta dos profissionais da área da beleza. Ética, o que é? Manual de Boa Conduta dos profissionais da área da beleza. Ética, o que é? Para crescer profissionalmente não basta conhecer bem sua especialidade, é indispensável ser ético. De acordo com o dicionário

Leia mais

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM CORRENTES DO PENSAMENTO DIDÁTICO 8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Se você procurar no dicionário Aurélio, didática, encontrará o termo como feminino substantivado de didático.

Leia mais

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Anais. III Seminário Internacional Sociedade Inclusiva. Ações Inclusivas de Sucesso

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Anais. III Seminário Internacional Sociedade Inclusiva. Ações Inclusivas de Sucesso Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Anais III Seminário Internacional Sociedade Inclusiva Ações Inclusivas de Sucesso Belo Horizonte 24 a 28 de maio de 2004 Realização: Pró-reitoria de Extensão

Leia mais

Comunicação JOGOS TEATRAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO MATERNAL E EDUCAÇÃO INFANTIL

Comunicação JOGOS TEATRAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO MATERNAL E EDUCAÇÃO INFANTIL Comunicação JOGOS TEATRAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO MATERNAL E EDUCAÇÃO INFANTIL ROSA, Maria Célia Fernandes 1 Palavras-chave: Conscientização-Sensibilização-Transferência RESUMO A psicóloga Vanda

Leia mais

A Inclusão do Profissional Portador de Deficiência e a lei 8213 de 24/07/91

A Inclusão do Profissional Portador de Deficiência e a lei 8213 de 24/07/91 A Inclusão do Profissional Portador de Deficiência e a lei 8213 de 24/07/91 Luiz Carlos Rodrigues Resumo: Com a criação da Lei que estabelece cotas para a inclusão do profissional portador de deficiências

Leia mais

Estudo de Caso. Cliente: Rafael Marques. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses

Estudo de Caso. Cliente: Rafael Marques. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses Estudo de Caso Cliente: Rafael Marques Duração do processo: 12 meses Coach: Rodrigo Santiago Minha idéia inicial de coaching era a de uma pessoa que me ajudaria a me organizar e me trazer idéias novas,

Leia mais

Comunicação para Todos Em Busca da Inclusão Social e Escolar. Centro Universitário Feevale, Novo Hamburgo, RS. Resumo

Comunicação para Todos Em Busca da Inclusão Social e Escolar. Centro Universitário Feevale, Novo Hamburgo, RS. Resumo Comunicação para Todos Em Busca da Inclusão Social e Escolar Communication for All - In Search of the Social and Pertaining to School Inclusion Centro Universitário Feevale, Novo Hamburgo, RS Carolina

Leia mais

ANÁLISE DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA DE DEZ ANOS DOS CADERNOS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DISTÚRBIOS DO DESENVOLVIMENTO.

ANÁLISE DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA DE DEZ ANOS DOS CADERNOS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DISTÚRBIOS DO DESENVOLVIMENTO. ANÁLISE DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA DE DEZ ANOS DOS CADERNOS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DISTÚRBIOS DO DESENVOLVIMENTO. ANALYSES OF TEN YEARS OF SCIENTIFIC PRODUCTION OF THE JOURNAL CADERNOS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DISTÚRBIOS

Leia mais

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA Jaqueline Oliveira Silva Ribeiro SESI-SP josr2@bol.com.br Dimas Cássio Simão SESI-SP

Leia mais

SANDRA MARY ALMEIDA MATTJIE CRENÇAS DE PROFESSORES E ALUNOS DE ESCOLAS DE COMUNIDADE BILÍNGUE SOBRE O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DE INGLÊS

SANDRA MARY ALMEIDA MATTJIE CRENÇAS DE PROFESSORES E ALUNOS DE ESCOLAS DE COMUNIDADE BILÍNGUE SOBRE O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DE INGLÊS SANDRA MARY ALMEIDA MATTJIE CRENÇAS DE PROFESSORES E ALUNOS DE ESCOLAS DE COMUNIDADE BILÍNGUE SOBRE O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DE INGLÊS PORTO ALEGRE 2010 SANDRA MARY ALMEIDA MATTJIE CRENÇAS DE

Leia mais

Por que ouvir a sua voz é tão importante?

Por que ouvir a sua voz é tão importante? RESULTADOS Por que ouvir a sua voz é tão importante? Visão Tokio Marine Ser escolhida pelos Corretores e Assessorias como a melhor Seguradora pela transparência, simplicidade e excelência em oferecer soluções,

Leia mais

AVALIAÇÃO. Projeto Inovar com Igualdade - 2ª Edição

AVALIAÇÃO. Projeto Inovar com Igualdade - 2ª Edição AVALIAÇÃO Projeto Inovar com Igualdade - 2ª Edição 2 3 AVALIAÇÃO Impacto do Projeto Inovar com Igualdade - 2ª Edição Avaliação do Impacto - Metodologia RESULTADOS DO QUESTIONÁRIO DE AUTODIAGNÓSTICO -Visou

Leia mais

O que é o Ação Integrada?

O que é o Ação Integrada? O que é o Ação Integrada? Resultado de uma articulação entre a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/MT), o Ministério Público do Trabalho (MPT/MT), a Fundação Uniselva da Universidade

Leia mais

A PRÁTICA PEDAGOGICA DOS PROFESSORES NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

A PRÁTICA PEDAGOGICA DOS PROFESSORES NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA A PRÁTICA PEDAGOGICA DOS PROFESSORES NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA Jadson Gilliardy Barbosa de Souza¹; Maria Aparecida Alves Sobreira Carvalho 2 ; Valmiza da Costa Rodrigues Durand 3. Instituto Federal da Paraíba-

Leia mais

CONSULTOR CARLOS MARTINS AÇAO EM MARKETING

CONSULTOR CARLOS MARTINS AÇAO EM MARKETING CONSULTOR CARLOS MARTINS CRIA - AÇAO EM MARKETING SUA EMPRESA Copyright Consultor Carlos Martins - Todos os direitos reservados wwwcarlosmartinscombr - consultor@carlosmartinscombr Como conquistar Clientes

Leia mais

TÍTULO: O INGRESSO DA CRIANÇA AOS SEIS ANOS NO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS DILEMA OU SOLUÇÃO

TÍTULO: O INGRESSO DA CRIANÇA AOS SEIS ANOS NO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS DILEMA OU SOLUÇÃO TÍTULO: O INGRESSO DA CRIANÇA AOS SEIS ANOS NO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS DILEMA OU SOLUÇÃO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: PEDAGOGIA INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DO GRANDE

Leia mais

Fidelização dos consumidores aos planos de saúde e grau de interesse por quem não possui o benefício

Fidelização dos consumidores aos planos de saúde e grau de interesse por quem não possui o benefício 1 Fidelização dos consumidores aos planos de saúde e grau de interesse por quem não possui o benefício 2013 Índice 2 OBJETIVO E PÚBLICO ALVO METODOLOGIA PLANO DE SAÚDE O MERCADO DE PLANO DE SAÚDE PERFIL

Leia mais

Comunicação Não Violenta

Comunicação Não Violenta Comunicação Não Violenta Ana Paula Franke Eder Conrado de Oliveira Mariangela Marini SIPAT 2013 21 de outubro O QUE É CNV? A Comunicação Não-Violenta é um processo de entendimento que facilita a harmonização

Leia mais

Transcriça o da Entrevista

Transcriça o da Entrevista Transcriça o da Entrevista Entrevistadora: Valéria de Assumpção Silva Entrevistada: Ex praticante Clarice Local: Núcleo de Arte Grécia Data: 08.10.2013 Horário: 14h Duração da entrevista: 1h COR PRETA

Leia mais

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense Projeto de Extensão Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense 1.0 - JUSTIFICATIVA Considerando que a Extensão Universitária tem entre as suas

Leia mais

Direitos Humanos - Ensino Fundamental e Ensino Médio

Direitos Humanos - Ensino Fundamental e Ensino Médio Direitos Humanos - Ensino Fundamental e Ensino Médio Um projeto para discutir Direitos Humanos necessariamente tem que desafiar à criatividade, a reflexão, a crítica, pesquisando, discutindo e analisando

Leia mais

Educação Financeira se aprende na Escola?

Educação Financeira se aprende na Escola? Educação Financeira se aprende na Escola? Você é previdente e pensa que o futuro é consequência das escolhas do presente? Missão DSOP Educação Financeira Disseminar a educação financeira no Brasil e no

Leia mais

Universidade: Universo desigual

Universidade: Universo desigual 1 POLÍTICAS AFIRMATIVAS EM MATO GROSSO: EM QUESTÃO O PROJETO POLÍTICAS DA COR NA UFMT SOUZA, Elaine Martins da Silva UFMT ses_martins@yahoo.com.br GT-21: Afro-Brasileiros e Educação Agência Financiadora:

Leia mais

3º Prêmio de Reabilitação e Readaptação Profissional

3º Prêmio de Reabilitação e Readaptação Profissional Instituição: SENAC Comunidade Categoria: Escolas de Educação Profissional Trabalho Eliminando barreiras, construindo pontes: A experiência do SENAC Comunidade na inclusão de pessoas com deficiência intelectual

Leia mais

Aula 7: TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO

Aula 7: TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO Aula 7: TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO OBJETIVOS Definir com maior precisão o que é marketing; Demonstrar as diferenças existentes entre marketing externo, marketing interno e marketing de treinamento;

Leia mais

1. Você escolhe a pessoa errada porque você espera que ela mude após o casamento.

1. Você escolhe a pessoa errada porque você espera que ela mude após o casamento. 10 Maneiras de se Casar com a Pessoa Errada O amor cego não é uma forma de escolher um parceiro. Veja algumas ferramentas práticas para manter os seus olhos bem abertos. por Rabino Dov Heller, Mestre em

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 105, DE 2008

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 105, DE 2008 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 105, DE 2008 Altera o art. 2º da Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989, que dispõe sobre o apoio às pessoas com deficiência, para prever incentivo ao empreendedorismo. O SENADO

Leia mais

A LEITURA LITERÁRIA: UM OLHAR SOBRE AS ESTRATÉGIAS DE INCENTIVO À LEITURA DA LITERATURA NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE ENSINO FUNDAMENTAL DE SÃO SEBASTIÃO

A LEITURA LITERÁRIA: UM OLHAR SOBRE AS ESTRATÉGIAS DE INCENTIVO À LEITURA DA LITERATURA NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE ENSINO FUNDAMENTAL DE SÃO SEBASTIÃO A LEITURA LITERÁRIA: UM OLHAR SOBRE AS ESTRATÉGIAS DE INCENTIVO À LEITURA DA LITERATURA NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE ENSINO FUNDAMENTAL DE SÃO SEBASTIÃO Autores: Rúbia Ribeiro LEÃO; Letícia Érica Gonçalves

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE: compartilhamento de conhecimento; gestão do conhecimento; responsabilidade social.

PALAVRAS-CHAVE: compartilhamento de conhecimento; gestão do conhecimento; responsabilidade social. PROGRAMA DE VALORIZAÇÃO DOS SERVIDORES DA UNICENTRO, PROVARS: COMPARTILHANDO CONHECIMENTOS PARA A EFETIVAÇÃO DE UMA POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL. RESUMO: O presente trabalho pretendeu verificar

Leia mais

Por uma pedagogia da juventude

Por uma pedagogia da juventude Por uma pedagogia da juventude Juarez Dayrell * Uma reflexão sobre a questão do projeto de vida no âmbito da juventude e o papel da escola nesse processo, exige primeiramente o esclarecimento do que se

Leia mais

questionários de avaliação da satisfação CLIENTES, COLABORADORES, PARCEIROS

questionários de avaliação da satisfação CLIENTES, COLABORADORES, PARCEIROS questionários de avaliação da satisfação creche CLIENTES, COLABORADORES, PARCEIROS 2ª edição (revista) UNIÃO EUROPEIA Fundo Social Europeu Governo da República Portuguesa SEGURANÇA SOCIAL INSTITUTO DA

Leia mais

Você, no entanto, pode nos ajudar!

Você, no entanto, pode nos ajudar! Este livro pode ser adquirido por educação, negócios, vendas ou uso promocional. Embora toda precaução tenha sido tomada na preparação deste livro, o autor não assume nenhuma responsabilidade por erros

Leia mais

SALA DE ESPERA DIREITOS DOS IDOSOS: SUBPROJETO DO NÚCLEO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, JURÍDICA E DE ESTUDOS SOBRE A PESSOA IDOSA

SALA DE ESPERA DIREITOS DOS IDOSOS: SUBPROJETO DO NÚCLEO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, JURÍDICA E DE ESTUDOS SOBRE A PESSOA IDOSA 110. ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( x ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA SALA DE ESPERA DIREITOS DOS IDOSOS: SUBPROJETO DO NÚCLEO

Leia mais

Blue Mind Desenvolvimento Humano

Blue Mind Desenvolvimento Humano Conhecendo o Coaching Por Fábio Ferreira Professional & Self Coach pelo Instituto Brasileiro de Coaching, com certificação internacional pela European Coaching Association e Global Coaching Community,

Leia mais

EDUCAÇÃO EM SERVIÇO, EDUCAÇÃO CONTINUADA, EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: SINÔNIMOS OU DIFERENTES CONCEPÇÕES?

EDUCAÇÃO EM SERVIÇO, EDUCAÇÃO CONTINUADA, EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: SINÔNIMOS OU DIFERENTES CONCEPÇÕES? EDUCAÇÃO EM SERVIÇO, EDUCAÇÃO CONTINUADA, EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: SINÔNIMOS OU DIFERENTES CONCEPÇÕES? Beatriz Francisco Farah E-mail:biafarah@nates.ufjf.br A questão da educação para profissionais

Leia mais

Curso de Especialização em Saúde da Pessoa Idosa

Curso de Especialização em Saúde da Pessoa Idosa Curso de Especialização em Saúde da Pessoa Idosa Módulo Unidade 01 Tópico 01 Políticas na Atenção do Idoso Introdução as Políticas Públicas Políticas Públicas Ao longo do tempo o papel do Estado frente

Leia mais

Curso de Especialização Educação Infantil 2ª Edição EMENTA DAS DISCIPLINAS

Curso de Especialização Educação Infantil 2ª Edição EMENTA DAS DISCIPLINAS Curso de Especialização Educação Infantil 2ª Edição EMENTA DAS DISCIPLINAS Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem da Criança de 0 a 5 anos Docente do Curso Gilza Maria Zauhy Garms Total da Carga

Leia mais

3. Os erros têm sido cometidos exatamente onde há maior dificuldade...

3. Os erros têm sido cometidos exatamente onde há maior dificuldade... Entrevista com PEDRO MANDELLI Consultor na área de mudança organizacional, Pedro Mandelli é um dos maiores especialistas em desenho e condução de processos de mudança em organizações. É professor da Fundação

Leia mais

implementação do Programa de Ação para a Segunda Década de Combate ao Racismo e à Discriminação Racial,

implementação do Programa de Ação para a Segunda Década de Combate ao Racismo e à Discriminação Racial, 192 Assembleia Geral 39 a Sessão suas políticas internas e exteriores segundo as disposições básicas da Convenção, Tendo em mente o fato de que a Convenção está sendo implementada em diferentes condições

Leia mais

PROJETO FAZENDO ESCOLA: UMA EXPERIÊNCIA DO ORIENTADOR NO COMPROMISSO DA CAPACITAÇÃO DOCENTE

PROJETO FAZENDO ESCOLA: UMA EXPERIÊNCIA DO ORIENTADOR NO COMPROMISSO DA CAPACITAÇÃO DOCENTE PROJETO FAZENDO ESCOLA: UMA EXPERIÊNCIA DO ORIENTADOR NO COMPROMISSO DA CAPACITAÇÃO DOCENTE Sérgio Dal-Ri Moreira Pontifícia Universidade Católica do Paraná Palavras-chave: Educação Física, Educação, Escola,

Leia mais

PRÁTICA DOCENTE EM TURMA REGULAR E ESPECIAL DE ENSINO: A PERCEPÇÃO DE PROFESSORES SOBRE A INCLUSÃO¹

PRÁTICA DOCENTE EM TURMA REGULAR E ESPECIAL DE ENSINO: A PERCEPÇÃO DE PROFESSORES SOBRE A INCLUSÃO¹ PRÁTICA DOCENTE EM TURMA REGULAR E ESPECIAL DE ENSINO: A PERCEPÇÃO DE PROFESSORES SOBRE A INCLUSÃO¹ PEDROTTI, Ana Paula Floss²; GRASSI, Marília Guedes²; FERREIRA, Marilise²; MOREIRA, Nathana Coelho²; NOAL,

Leia mais

SOFRIMENTO PSÍQUICO NA ADOLESCÊNCIA Marcia Manique Barreto CRIVELATTI 1 Solânia DURMAN 2

SOFRIMENTO PSÍQUICO NA ADOLESCÊNCIA Marcia Manique Barreto CRIVELATTI 1 Solânia DURMAN 2 SOFRIMENTO PSÍQUICO NA ADOLESCÊNCIA Marcia Manique Barreto CRIVELATTI 1 Solânia DURMAN 2 INTRODUÇÃO: Durante muitos anos acreditou-se que os adolescentes, assim como as crianças, não eram afetadas pela

Leia mais

Trabalho apresentado no III Congresso Ibero-americano de Psicogerontologia, sendo de total responsabilidade de seu(s) autor(es).

Trabalho apresentado no III Congresso Ibero-americano de Psicogerontologia, sendo de total responsabilidade de seu(s) autor(es). O TRABALHO NA TERCEIRA IDADE: A CONTINUAÇÃO DE UMA IDENTIDADE SOCIAL? Rosimeire de Oliveira Sueli Galego de carvalho Universidade Presbiteriana Mackenzie São Paulo, Brasil Resumo O número de idosos tem

Leia mais

A ideia inicial é tornar o conteúdo mais dinâmico, menos descritivo e valorizar mais as pesquisas, as atividades lúdicas, artísticas, investigativas

A ideia inicial é tornar o conteúdo mais dinâmico, menos descritivo e valorizar mais as pesquisas, as atividades lúdicas, artísticas, investigativas A ideia inicial é tornar o conteúdo mais dinâmico, menos descritivo e valorizar mais as pesquisas, as atividades lúdicas, artísticas, investigativas e as representações subjetivas sobre os conceitos estudados.

Leia mais

1 O texto da Constituição Federal de 1988 diz: Art. 7. São direitos dos trabalhadores urbanos e

1 O texto da Constituição Federal de 1988 diz: Art. 7. São direitos dos trabalhadores urbanos e 1 Introdução A presente pesquisa tem como objeto de estudo a inserção da pessoa com deficiência física no mercado de trabalho. Seu objetivo principal é o de compreender a visão que as mesmas constroem

Leia mais

Projeto. Supervisão. Escolar. Adriana Bührer Taques Strassacapa Margarete Zornita

Projeto. Supervisão. Escolar. Adriana Bührer Taques Strassacapa Margarete Zornita Projeto de Supervisão Escolar Adriana Bührer Taques Strassacapa Margarete Zornita Justificativa O plano de ação do professor pedagogo é um guia de orientação e estabelece as diretrizes e os meios de realização

Leia mais

A Educação Física como meio de inclusão social: mito ou verdade?

A Educação Física como meio de inclusão social: mito ou verdade? A Educação Física como meio de inclusão social: mito ou verdade? Discente em formação do curso de Licenciatura Plena em Educação Física, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB, Campus Jequié.

Leia mais

Quem Contratar como Coach?

Quem Contratar como Coach? Quem Contratar como Coach? por Rodrigo Aranha, PCC & CMC Por diversas razões, você tomou a decisão de buscar auxílio, através de um Coach profissional, para tratar uma ou mais questões, sejam elas de caráter

Leia mais

Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)

Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) 15/07/2011 METALÚRGICO, 26 ANOS Não costumo fazer exame porque sinto meu corpo bom, ótimo. Nunca senti uma dor. Senti uma dor uma vez na

Leia mais

Educação, Deficiência e Cidadania (*)

Educação, Deficiência e Cidadania (*) SEM REVISÃO Educação, Deficiência e Cidadania (*) Luiz Antonio Miguel Ferreira Promotor de Justiça SP 1. As Constituições do Brasil e o deficiente Segundo dados da ONU, cerca de 10% da população é constituída

Leia mais

SAÚDE MENTAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA:

SAÚDE MENTAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: SAÚDE MENTAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: CRENÇAS DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE ACERCA DO CUIDADO DA PESSOA EM SOFRIMENTO MENTAL. Programa de Pós-Graduação em Psicologia Faculdade de Filosofia Ciências

Leia mais

Núcleo de Educação Infantil Solarium

Núcleo de Educação Infantil Solarium 0 APRESENTAÇÃO A escola Solarium propõe um projeto de Educação Infantil diferenciado que não abre mão do espaço livre para a brincadeira onde a criança pode ser criança, em ambiente saudável e afetivo

Leia mais

cultural de fundamental importância quando mergulham conceitualmente em temas de interesse para o bem-estar de pessoas e de populações idosas, para o

cultural de fundamental importância quando mergulham conceitualmente em temas de interesse para o bem-estar de pessoas e de populações idosas, para o Prefácio Ao longo dos últimos 11 anos, a coleção Velhice e Sociedade vem cumprindo a missão de divulgar conhecimento sobre a velhice e tem contribuído para o desenvolvimento e o aperfeiçoamento de recursos

Leia mais

O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 0 O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Renato da Guia Oliveira 2 FICHA CATALOGRÁFICA OLIVEIRA. Renato da Guia. O Papel da Contação

Leia mais

Falta preparo para inclusão de crianças com deficiência na escola regular

Falta preparo para inclusão de crianças com deficiência na escola regular Entrevistas PARTICIPAÇÃO, DIREITOS E CIDADANIA Falta preparo para inclusão de crianças com deficiência na escola regular 1 DE JUNHO DE 2015 A inclusão da pessoa com deficiência na escola regular está prevista

Leia mais

Transcrição de Entrevista nº 5

Transcrição de Entrevista nº 5 Transcrição de Entrevista nº 5 E Entrevistador E5 Entrevistado 5 Sexo Feminino Idade 31 anos Área de Formação Engenharia Electrotécnica e Telecomunicações E - Acredita que a educação de uma criança é diferente

Leia mais

JOVEM COM DEFICIÊNCIA

JOVEM COM DEFICIÊNCIA JOVEM COM DEFICIÊNCIA 1. Promover cursos de educação profissional de nível básico (técnico e tecnológico nos termos da Lei 9.394/96) e superior em espaços públicos e privados, respeitando a inclusão de

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA INICIAÇÃO CIENTÍFICA PARA OS ALUNOS DE GRADUAÇÃO EM BIOMEDICINA

A IMPORTÂNCIA DA INICIAÇÃO CIENTÍFICA PARA OS ALUNOS DE GRADUAÇÃO EM BIOMEDICINA Revista Eletrônica Novo Enfoque, ano 2010, v. 11, n. 11, p. 61 66 A IMPORTÂNCIA DA INICIAÇÃO CIENTÍFICA PARA OS ALUNOS DE GRADUAÇÃO EM BIOMEDICINA Flávia Bastos 1, Fernanda Martins 1, Mara Alves 1, Mauro

Leia mais

CLASSE HOSPITALAR E A PRÁTICA DA PEDAGOGIA

CLASSE HOSPITALAR E A PRÁTICA DA PEDAGOGIA CLASSE HOSPITALAR E A PRÁTICA DA PEDAGOGIA OLIVEIRA, Linda marques de Acadêmica do curso de Pedagogia da ACEG/FAHU-Garça-SP E-MAIL: linda_faculdade@yahoo.com.br FILHO, Vanessa Cristiane de Souza Acadêmico

Leia mais

Marketing não Sobrevive sem Endomarketing

Marketing não Sobrevive sem Endomarketing Marketing não Sobrevive sem Endomarketing Um ótimo serviço pode se tornar ruim se os funcionários não confiam em si mesmos. Uma endoentrevista sobre endomarketing. Troquemos de lugar! O título é, sem dúvida,

Leia mais

DO PLANO DE CONTRIBUIÇÃO DEFINIDA

DO PLANO DE CONTRIBUIÇÃO DEFINIDA GUIA PARA A ESCOLHA DO PERFIL DE INVESTIMENTO DO PLANO DE CONTRIBUIÇÃO DEFINIDA Caro Participante: Preparamos para você um guia contendo conceitos básicos sobre investimentos, feito para ajudá-lo a escolher

Leia mais

Jardim Helena São Miguel Paulista PROJETO DE REGÊNCIA EM TURMAS DO ENSINO MÉDIO RECUPERAÇÃO PARALELA.

Jardim Helena São Miguel Paulista PROJETO DE REGÊNCIA EM TURMAS DO ENSINO MÉDIO RECUPERAÇÃO PARALELA. De acordo com às determinações constantes do Plano de Estágio Supervisionado, submeto à apreciação de V.Sª o plano de aula que foram desenvolvidas no Estágio de Licenciatura em Matemática no período de

Leia mais

CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X

CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X DA INVISIBILIDADE AFROBRASILEIRA À VALORIZAÇÃO DA DIVERSIDADE

Leia mais

Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho (Avanços e Perspectivas) 09/12/2011

Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho (Avanços e Perspectivas) 09/12/2011 Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho (Avanços e Perspectivas) 09/12/2011 De quem estamos falando 15% da população mundial (cerca de um bilhão de pessoas) - Relatório Mundial sobre

Leia mais

Curso ISO 9001:2008 Qualidade em Serviços

Curso ISO 9001:2008 Qualidade em Serviços Curso ISO 9001:2008 Qualidade em Serviços Guia Fundamental para Gestão de Qualidade em Serviços Objetivo Capacitar os participantes a interpretarem os requisitos da Norma ISO 9001:2008, relacionados aos

Leia mais

O COORDENADOR PEDAGÓGICO E A INCLUSÃO DOS ALUNOS COM SURDEZ

O COORDENADOR PEDAGÓGICO E A INCLUSÃO DOS ALUNOS COM SURDEZ O COORDENADOR PEDAGÓGICO E A INCLUSÃO DOS ALUNOS COM SURDEZ Introdução Maria Amélia da Silva Viana Márcia Rafaella Graciliano dos Santos Viana UNASUR aneliavianna@hotmail.com A educação de qualidade é

Leia mais

MADRINA-Desenvolvimento Infantil e Parental 1

MADRINA-Desenvolvimento Infantil e Parental 1 MADRINA-Desenvolvimento Infantil e Parental 1 PROJETO MEU TEMPO DE CRIANÇA Missão Visão Valores Colaborar com a importante tarefa de educar as crianças, nesse momento único de suas jovens vidas, onde os

Leia mais

Inclusão Social da Pessoa com Deficiência Intelectual:

Inclusão Social da Pessoa com Deficiência Intelectual: Inclusão Social da Pessoa com Deficiência Intelectual: Educação Especial no Espaço da Escola Especial Trabalho, Emprego e Renda Autogestão, Autodefesa e Família APAE : INTEGRALIDADE DAS AÇÕES NO CICLO

Leia mais

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER II JORNADA DE TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO INCA

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER II JORNADA DE TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO INCA INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER II JORNADA DE TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO INCA FORMAÇÃO E EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE NA ATENÇÃO AO CÂNCER: DESAFIOS PARA OS TÉCNICOS DE ENFERMAGEM ESPECIALIZAÇÃO DO TÉCNICO

Leia mais

Serviço Social. DISCURSIVA Residência Saúde 2012 C COORDENADORIA DE DESENVOLVIMENTO ACADÊMICO D A. wwww.cepuerj.uerj.br ATIVIDADE DATA LOCAL

Serviço Social. DISCURSIVA Residência Saúde 2012 C COORDENADORIA DE DESENVOLVIMENTO ACADÊMICO D A. wwww.cepuerj.uerj.br ATIVIDADE DATA LOCAL HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PEDRO ERNESTO C COORDENADORIA DE DESENVOLVIMENTO ACADÊMICO D A Serviço Social DISCURSIVA Residência Saúde 2012 ATIVIDADE DATA LOCAL Divulgação do gabarito - Prova Objetiva (PO) 31/10/2011

Leia mais

TÍTULO: AUTORES: INSTITUIÇÃO: ÁREA TEMÁTICA 1-INTRODUÇÃO (1) (1).

TÍTULO: AUTORES: INSTITUIÇÃO: ÁREA TEMÁTICA 1-INTRODUÇÃO (1) (1). TÍTULO: A IMPORTÂNCIA DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR NA MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA E INCLUSÃO SOCIAL DE INDIVÍDUOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS ASSISTIDOS PELA APAE DE VIÇOSA, MG. AUTORES: André

Leia mais

LER E ESCREVER: APRENDER COM O LÚDICO

LER E ESCREVER: APRENDER COM O LÚDICO LER E ESCREVER: APRENDER COM O LÚDICO Inês Aparecida Costa QUINTANILHA; Lívia Matos FOLHA; Dulcéria. TARTUCI; Maria Marta Lopes FLORES. Reila Terezinha da Silva LUZ; Departamento de Educação, UFG-Campus

Leia mais

coleção Conversas #14 - outubro 2014 - e r r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça.

coleção Conversas #14 - outubro 2014 - e r r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. não Eu Não r que o f existe coleção Conversas #14 - outubro 2014 - a z fu e r tu r uma fa o para c ul m d im ad? e. Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. A Coleção

Leia mais

Qualidade de Vida no Trabalho

Qualidade de Vida no Trabalho 1 Qualidade de Vida no Trabalho Alessandra Cristina Rubio¹ Thiago Silva Guimarães² Simone Cristina Fernandes Naves³ RESUMO O presente artigo tem como tema central a Qualidade de Vida no Trabalho, com um

Leia mais

Kit de Apoio à Gestão Pública 1

Kit de Apoio à Gestão Pública 1 Kit de Apoio à Gestão Pública 1 Índice CADERNO 3: Kit de Apoio à Gestão Pública 3.1. Orientações para a reunião de Apoio à Gestão Pública... 03 3.1.1. O tema do Ciclo 4... 03 3.1.2. Objetivo, ações básicas

Leia mais

Pedagogia, Departamento de Educação, Faculdade de Ciências e Tecnologia- UNESP. E-mail: rafaela_reginato@hotmail.com

Pedagogia, Departamento de Educação, Faculdade de Ciências e Tecnologia- UNESP. E-mail: rafaela_reginato@hotmail.com 803 AS CONTRIBUIÇÕES DO LÚDICO PARA O DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL INFANTIL NO CONTEXTO ESCOLAR Rafaela Reginato Hosokawa, Andréia Cristiane Silva Wiezzel Pedagogia, Departamento de Educação, Faculdade de

Leia mais

PESQUISA DE CLIMA MOTIVACIONAL

PESQUISA DE CLIMA MOTIVACIONAL PESQUISA DE CLIMA MOTIVACIONAL Relatório e Análise 2005 Introdução: ``Para que a Construtora Mello Azevedo atinja seus objetivos é necessário que a equipe tenha uma atitude vencedora, busque sempre resultados

Leia mais

QUERIDO(A) ALUNO(A),

QUERIDO(A) ALUNO(A), LANÇADA EM 15 MAIO DE 2008, A CAMPANHA PROTEJA NOSSAS CRIANÇAS É UMA DAS MAIORES MOBILIZAÇÕES PERMANENTES JÁ REALIZADAS NO PAÍS, COM FOCO NO COMBATE À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E À EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS

Leia mais

A INFLUÊNCIA DO AMBIENTE NO DESENVOLVIMENTO HUMANO

A INFLUÊNCIA DO AMBIENTE NO DESENVOLVIMENTO HUMANO A INFLUÊNCIA DO AMBIENTE NO DESENVOLVIMENTO HUMANO Roberta Ortiz Furian Palavra-chave: ecologia, ambiente, desenvolvimento Este trabalho tem como objetivo destacar a teoria Ecologia do Desenvolvimento

Leia mais

MINISTÉRIO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL ATENDIMENTO À PESSOA IDOSA

MINISTÉRIO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL ATENDIMENTO À PESSOA IDOSA MINISTÉRIO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL ATENDIMENTO À PESSOA IDOSA BRASIL Ü 2025 32 milhões de idosos 6º LUGAR NO MUNDO 2002 15 milhões de Idosos LEGISLAÇÃO DE PROTEÇÃO SOCIAL PARA O IDOSO Lei Orgânica da Assistência

Leia mais

Adultos Jovens no Trabalho em Micro e Pequenas Empresas e Política Pública

Adultos Jovens no Trabalho em Micro e Pequenas Empresas e Política Pública Capítulo 3 Adultos Jovens no Trabalho em Micro e Pequenas Empresas e Política Pública Maria Inês Monteiro Mestre em Educação UNICAMP; Doutora em Enfermagem USP Professora Associada Depto. de Enfermagem

Leia mais

coleção Conversas #22 - maio 2015 - Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça.

coleção Conversas #22 - maio 2015 - Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. coleção Conversas #22 - maio 2015 - assistente social. agora? Sou E Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. A Coleção CONVERSAS da Editora AfroReggae nasceu com o desejo

Leia mais

TÍTULO: A INSERÇÃO DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NOS NÚCLEOS DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA (NASF): VISÃO DOS PROFISSIONAIS

TÍTULO: A INSERÇÃO DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NOS NÚCLEOS DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA (NASF): VISÃO DOS PROFISSIONAIS Anais do Conic-Semesp. Volume 1, 2013 - Faculdade Anhanguera de Campinas - Unidade 3. ISSN 2357-8904 TÍTULO: A INSERÇÃO DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NOS NÚCLEOS DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA (NASF):

Leia mais

Os brasileiros diante da microgeração de energia renovável

Os brasileiros diante da microgeração de energia renovável Os brasileiros diante da microgeração de energia renovável Contexto Em abril de 2012, o governo através da diretoria da agência reguladora de energia elétrica (ANEEL) aprovou regras destinadas a reduzir

Leia mais

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: ALUNO COM DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA NO ENSINO REGULAR

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: ALUNO COM DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA NO ENSINO REGULAR EDUCAÇÃO INCLUSIVA: ALUNO COM DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA NO ENSINO REGULAR Autoras: Natália Aparecida DAL ZOT, Rafaela Alice HORN, Neusa MARTINI Identificação autores: Acadêmica do Curso de Matemática-Licenciatura

Leia mais

CONSELHO DE CLASSE. A visão dos professores sobre educação no Brasil

CONSELHO DE CLASSE. A visão dos professores sobre educação no Brasil CONSELHO DE CLASSE A visão dos professores sobre educação no Brasil INTRODUÇÃO Especificações Técnicas Data do Campo 19/06 a 14/10 de 2014 Metodologia Técnica de coleta de dados Abrangência geográfica

Leia mais

Transcrição: Perguntas mais frequentes (FAQs) sobre o PDS

Transcrição: Perguntas mais frequentes (FAQs) sobre o PDS Transcrição: Perguntas mais frequentes (FAQs) sobre o PDS Modelo operacional Qual é o modelo organizacional do PDS? Trabalhamos bastante para chegar ao modelo organizacional certo para o PDS. E aplicamos

Leia mais

Com base nesses pressupostos, o objetivo deste estudo foi conhecer como vem se dando a inserção e a empregabilidade, nas empresas do Pólo Industrial

Com base nesses pressupostos, o objetivo deste estudo foi conhecer como vem se dando a inserção e a empregabilidade, nas empresas do Pólo Industrial Introdução Esta proposta de estudo insere-se na linha de pesquisa Trabalho, Gênero e Políticas Sociais do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da PUCRJ e buscou conhecer questões referentes à inserção

Leia mais

Orientação às Famílias

Orientação às Famílias Ministério da Educação Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão Cartilha Orientação às Famílias Brasília, 10 de agosto de 2012. 1 Presidência da República Ministério da

Leia mais

EDUCAÇÃO INCLUSIVA. Profa.: Jane Peruzo Iacono Projeto: UNIOESTE/MEC 2006

EDUCAÇÃO INCLUSIVA. Profa.: Jane Peruzo Iacono Projeto: UNIOESTE/MEC 2006 EDUCAÇÃO INCLUSIVA Profa.: Jane Peruzo Iacono Projeto: UNIOESTE/MEC 2006 Por que é equivocado dizer que a INCLUSÃO refere se a um processo direcionado aos alunos com necessidades educacionais especiais,

Leia mais

AS ATIVIDADES ESPORTIVAS E DE LAZER COMO CONTRIBUIÇÃO PARA A INCLUSÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE IGARASSU.

AS ATIVIDADES ESPORTIVAS E DE LAZER COMO CONTRIBUIÇÃO PARA A INCLUSÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE IGARASSU. AS ATIVIDADES ESPORTIVAS E DE LAZER COMO CONTRIBUIÇÃO PARA A INCLUSÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE IGARASSU. Autora: MARIA JOSÉ CALADO Introdução Diante da necessidade e do direito

Leia mais

Disciplina: modernidade e Envelhecimento Curso de Serviço Social 3º e 5º Semestre Políticas públicas para idosos 1 Marco Legal Nacional Constituição Federal (1988) Art. 202 Inciso I Ao idoso é assegurado

Leia mais