BRASILALEMANHA. feiert 20 Jahre. comemora 20 anos MATÉRIAS-PRIMAS RENOVÁVEIS NO LUGAR DE INSUMOS FÓSSEIS BIOMASSA APOSTA EFICIENTE, LIMPA E BARATA

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1 Novembro/Dezembro 2012 Ano 20 Edição 3 BRASILALEMANHA comemora 20 anos feiert 20 Jahre BIOMASSA APOSTA EFICIENTE, LIMPA E BARATA BIOMASSE EFFIZIENT, SAUBER UND GÜNSTIG ENERGIA PROJETOS PRECISAM SAIR DO PAPEL ENERGIE GEPLANTE PROJEKTE MÜSSEN UMGESETZT WERDEN MATÉRIAS-PRIMAS RENOVÁVEIS NO LUGAR DE INSUMOS FÓSSEIS NACHWACHSENDE ROHSTOFFE ERSETZEN FOSSILE RESSOURCEN

2 Energia Energie 2 BRASILALEMANHA Novembro/Dezembro 2012

3 Sumário / Inhalt 4 Alf Ribeiro - AE ANOS Revista BRASILALEMANHA Veículo registrou os mais importantes acontecimentos no âmbito das relações entre os dois países 20 Jahre BRASILALEMANHA Seit 1992 berichtet die Kammerzeitschrift über die wichtigsten Ereignisse im Rahmen der bilateralen Beziehungen Brasil: energia para garantir o desenvolvimento Para atender a demanda doméstica de eletricidade dos próximos anos, o cronograma de projetos do governo federal precisa sair do papel 18 Energia solar aguarda definições / Solarenergiebranche wartet auf Definition Nova legislação, aprovada em abril, deverá entrar em vigor até o final do ano / Rekordinvestitionen kurbeln die Wirtschaft des Bundesstaats an. 34 Terras-raras: o mercado vai dobrar até 2020 / Seltene Erden: Markt verdoppelt sich bis 2020 As terras-raras são um importante grupo de metais necessários para a produção de itens de alta tecnologia / Die Seltenen Erden sind eine wichtige Gruppe von Metallen, die zur Herstellung hochtechnologischer Produkte benötigt werden. 42 O Brasil também quer o seu espaço / Brasilien will sich Marktanteile sichern Estudos indicam que o Brasil também dispõe de reservas de terras-raras / Studien haben ergeben, dass auch Brasilien über Vorkommen an Seltenen Erden verfügt 48 De plásticos e sonhos / Nachwachsender Kunststoff A substituição de insumos fósseis tradicionais por matérias primas renováveis é uma tendência cada vez mais forte na indústria / Die traditionellen fossilen Rohstoffe werden zunehmend durch nachwachsende Rohstoffe ersetzt. 56 O bom destino para o imposto das empresas / Gute Verwendungsmöglichkeiten für Unternehmenssteuern Instituto Sócio Cultura Brasil-Alemanha promove o uso das leis de incentivo fiscal / Das Deutsch-Brasilianische Institut für Kultur und Soziales fördert das Engagement von Unternehmen und zeigt Steuervergünstigungen auf 60 Comentário Econômico / Wirtschaftskommentar A queda dos juros e o financiamento de longo prazo no Brasil / Brasilien und die internationale Krise Brasilien: Energie für die Entwicklung Um die Binnennachfrage nach Energie in den nächsten Jahren zu decken, müssen die Projekte der Bundesregierung in die Tat umgesetzt werden 10 Biomassa aposta limpa, barata e eficiente A bioeletricidade tem potencial para ampliar, em muito, a sua participação na matriz energética brasileira. Biomasse: sauber, günstig und effizient Der Anteil der Biomasse am brasilianischen Energiemix könnte erheblich steigen Unica - Niels Andreas BRASIL-ALEMANHA é uma publicação da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha produzida e editada pelo Departamento de Comunicação Social / Veröffentlichung der Deutsch-Brasilianischen Industrie- und Handelskammern, die von der Abteilung Öffentlichkeitsarbeit erstellt und herausgegeben wird CONSELHO EDITORIAL / HERAUSGEBER Thomas Timm (Vice-Presidente-Executivo Câmara São Paulo / Hauptgeschäftsführer der AHK São Paulo), Hanno Erwes (Diretor-Executivo Câmara Rio de Janeiro / Hauptgeschäftsführer der AHK Rio de Janeiro), Valmor Kerber (Gerente Geral AHK Porto Alegre / Leiter der AHK Porto Alegre) DIRETOR DE COMUNICAÇÃO SOCIAL MERCOSUL / LEITER ÖFFENTLICHKEITSARBEIT MERCOSUR Eckart Michael Pohl EDITORA E JORNALISTA RESPONSÁVEL Cecília Degen - MTB (SP) REDAÇÃO / REDAKTION Raquel Sander e Marco Túlio Pereira Silva (reportagens e textos / Reportagen und Texte); Luciana Riccó e Vladimir Goitia (colaboração / Freie Mitarbeiter); Wiebke Herbig e \ (tradução / Übersetzungen); Regina Helena Caetano, Thomas Tünnemann (revisão / Lektorat) FOTO DE CAPA / TITELBILD Shutterstock PRODUÇÃO GRÁFICA / GRAFISCHE UMSETZUNG Nobreart Comunicação Ltda. Rua Deputado João Sussumu Hirata, cj 43 Tel.: (+55 11) FORNECEDORES / DRUCK Gráfica Bandeirantes (Impressão) COORDENAÇÃO COMERCIAL Celia Utsch Bensadon Câmaras de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha / Deutsch-Brasilianische Industrie- und Handelskammern: São Paulo: Rua Verbo Divino São Paulo - SP Tel.: (+55 11) Fax: (+55 11) Rio de Janeiro: Av. Graça Aranha Rio de Janeiro - RJ Tel.: (+55 21) Fax: (+55 21) Rio Grande do Sul: Rua Castro Alves, Porto Alegre - RS Tel.: (+55 51) Fax: (+55 51) Paraná: Rua Duque de Caxias Curitiba - PR Tel.: (+55 41) Fax: (+55 41) Santa Catarina: Rua Hermann Hering Blumenau - SC Tel.: (+55 47) Fax: (+55 47) Brasília: Quadra 6, Conjunto A, Bloco E, SHS BR Brasília-DF Tel.: (+55 61) /8383 Fax: (+55 61) Alemanha/Deutschland: DIHK - Deutscher Industrie- und Handelskammertag Breite Straße Berlin Tel. (+ 0049) Distribuição gratuita a todos os associados das Câmaras de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. Os conceitos emitidos nas matérias não representam necessariamente a opinião oficial das Câmaras de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. DIRETORA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL / ABTEILUNG ÖFFENTLICHKEITSARBEIT Tel.: (+55 11) / Novembro/Dezembro Cecilia Degen2012 BRASILALEMANHA 3 Homepage:

4 Energia Energie Brasil - energia para garantir o desenvolvimento Cronograma de projetos do governo federal precisa ser colocado em prática Vladimir Goitia O Brasil, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), organização que atua como uma espécie de orientadora política sobre energia para 26 países membros, é o décimo maior consumidor mundial de energia e, entre 2010 e 2035, a demanda no País deve crescer 78%. Ou seja, o planejamento energético que o governo faz anualmente, traçando o cenário para os dez anos seguintes, precisará mesmo sair do papel para não correr riscos de falta de eletricidade, como os que já se viu este ano em algumas regiões brasileiras. A desaceleração do crescimento econômico nos últimos anos fez o Brasil ganhar certo fôlego para a velocidade de concretização de investimentos no segmento de energia elétrica, razão pela qual a pressão para tirar projetos do papel deve diminuir, avalia a indústria do setor. É bom lembrar que o consumo de eletricidade está atrelado à expansão do Produto Interno Bruto (PIB). Osvaldo San Martin, presidente e CEO da Voith Hydro, alerta, porém, que é importante que o cronograma de projetos planejados pelo governo federal seja colocado em prática o quanto antes para, justamente, garantir que não ocorram problemas com a oferta de energia [elétrica] e com possíveis futuros apagões. San Martin não deixa de ter razão. Até porque estimativas recentes da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão estatal de planejamento, mostram que a demanda doméstica de eletricidade deve crescer, em média, 4,7% ao ano nos próximos dez anos e a AIE confirma essas previsões. Cremos que dois grandes passos já foram dados, ressalta Marcos Costa, presidente da Alstom Brasil. Primeiro, explica ele, o investimento de empresas [multinacionais] que estão trazendo suas instalações para o Brasil e reforçando a formação de mão de obra local especializada. Depois, acrescenta, a organização do setor por meio de leilões [de energia com antecedência de três e cinco anos da data de suprimento], com a participação de empresas públicas e privadas. Para atender a demanda de energia elétrica, o Brasil conta com um Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE), coordenado pelo Ministério de Minas e Energia. Já para viabilizar a expansão planejada no PDE, são realizados leilões de energia com antecedência da data de suprimento. No momento, há várias usinas contratadas que entrarão em operação até Em dezembro, por exemplo, serão realizados dois leilões para início de entrega de energia em 2015 e BRASILALEMANHA Novembro/Dezembro 2012

5 Divulgação Voith AG As pás de uma turbina hidráulica vistas de forma criativa. Mais de 70% da matriz energética brasileira corresponde à energia gerada pela forca das aguas dos rios / Die Blätter einer Turbine aus kreativer Perspektive. Über 70% des brasilianischen Energiemix kommen aus Flusswasserkraftwerken Brasilien - Energie für die Entwicklung Die Projekte der Bundesregierung müssen in die Tat umgesetzt werden Vladimir Goitia Nach Angaben der Internationalen Energieagentur (IEA), die für ihre 28 Mitgliedsländer eine Art Orientierungshilfe für die Energiepolitik gibt, hat Brasilien den weltweit zehnthöchsten Energieverbrauch. Die IEA geht außerdem davon aus, dass der Verbrauch in Brasilien von 2010 bis 2035 um 78% steigen wird. Das heißt, die Energiepläne, die die Regierung jedes Jahr für die nächsten zehn Jahre erstellt, müssen auch tatsächlich umgesetzt werden; sonst drohen Stromausfälle, wie sie in diesem Jahr in einigen Regionen des Landes bereits vorgekommen sind. Durch die Verlangsamung des Wirtschaftswachstums in den letzten Jahren hat Brasilien sozusagen wieder Luft bekommen für die Umsetzung von Investitionen in den Energiesektor. Die Unternehmen der Branche gehen davon aus, dass der Druck auf die Verantwortlichen, geplante Projekte tatsächlich umzusetzen, nachlassen wird. Der Stromverbrauch steht in engem Zusammenhang mit dem Wachstum des Bruttoinlandsprodukts. Osvaldo San Martin, Präsident und CEO von Voith Hydro, warnt jedoch: Es ist wichtig, dass die von der Bundesregierung geplanten Projekte möglichst bald durchgeführt werden, um sicherzustellen, dass es keine Probleme in der Energieversorgung und mit eventuellen Stromausfällen gibt. Und er hat recht. Nach einer kürzlich durchgeführten Erhebung des staatlichen Unternehmens für Energieforschung (EPE), das Grundlagen für die Energieplanung liefern soll, wird die Binnennachfrage nach Elektrizität in den nächsten Jahren um durchschnittlich 4,7% im Jahr wachsen, und die IEA bestätigt diese Zahlen. Zwei wichtige Maßnahmen sind schon getroffen worden, betont Marcos Costa, Präsident von Alstom Brasil. Da seien zum einen die Investitionen von [multinationalen] Unternehmen, die Niederlassungen in Brasilien einrichten und mit zur Ausbildung spezialisierter Arbeitskräfte beitragen. Und zum anderen nennt er die Organisation des Sektors über Auktionen [bei denen Verträge über Stromlieferungen drei bis fünf Jahre im Voraus abgeschlossen werden], an denen öffentliche und private Unternehmen teilnehmen. Um die Nachfrage zu decken, hat Brasilien einen Zehnjahresplan zum Ausbau der Energiewirtschaft (PDE) ausgearbeitet, dessen Umsetzung vom Ministerium für Bergbau und Energie koordiniert wird. Um den im PDE vorgesehen Ausbau zu ermöglichen, werden Energieauktionen lange Zeit im Voraus durchgeführt. Es wurden bereits Verträge mit einigen Kraftwerken abgeschlossen, die bis 2016 in Betrieb gehen sollen. Im Dezember werden zwei Auktionen über Stromlieferungen ab 2015 und 2017 stattfinden. Die laufenden Projekte in der Energieerzeugung und übertragung sind sehr wichtig, um gegen das Risiko von Lieferengpässen vorzubeugen, und genau das ist auch ihr Ziel, erklärt Elbia Melo, geschäftsführende Präsidentin des Verbandes der Windkraftunternehmen (ABEEólica). Stromausfälle stehen nicht notwendigerweise mit der langfristigen Planung in Zusammenhang, so Melo. Ein Fehler im System könne jederzeit zu einem vorübergehenden Stromausfall führen. Novembro/Dezembro 2012 BRASILALEMANHA 5

6 Energia Energie O Brasil possui um total de empreendimentos em operação, que geram kw de potência In Brasilien sind Kraftwerke in Betrieb, die insgesamt kw erzeugen Os projetos em andamento, tanto em geração quanto em transmissão, são muito importantes para prevenir o risco de não suprimento de energia elétrica, e [eles] são feitos para isso, lembra Elbia Melo, presidente- -executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). Um apagão (blecaute) não necessariamente está relacionado ao planejamento de longo prazo, afirma. Para ela, a qualquer momento o Brasil pode ter uma ocorrência no sistema, que pode provocar a falta temporária de energia. Embora a demanda esteja realmente crescendo, Costa, da Alstom Brasil, lembra que a oferta de energia elétrica está acompanhando a expansão, e No futuro, o Brasil aumentará a utilização de fontes renováveis como vento, sol e biomassa para a geração de energia / In Brasilien wird immer mehr Energie aus Wind, Sonne und Biomasse erzeugt com certa mobilidade. Por exemplo, nos próximos quatro anos, a demanda do mercado deve se concentrar em três fontes. As hidrelétricas devem responder por 50% a 60%; as eólicas, por 30%; e o restante ficará com as térmicas. Isso quer dizer que a energia eólica deve mesmo se consolidar como a segunda fonte mais importante e competitiva. Vivemos um momento de ampla expansão industrial e, cada vez mais, vemos investimentos nesse setor, avalia o executivo da Alstom. Investimentos bilionários Até 2021, estima-se que o setor de energia elétrica no Brasil receberá quase R$ 269 bilhões para investimentos (R$ 213 bilhões em geração e R$ 56 bilhões em transmissão). Com isso, a capacidade de geração do País deve aumentar 56% e saltar dos atuais 116,5 mil MW para 182,4 mil MW, com destaque significativo para as fontes renováveis (inclui hidrelétricas), que, de acordo com projeções do PDE, crescerão a uma taxa média de 5,1% ao ano, passando de uma participação total de 43,1% na matriz energética para 45% daqui a nove anos. Especificamente sobre as fontes renováveis, a EPE destaca a energia eólica, cuja capacidade instalada pode Sérgio Castro / Agência Estado chegar a 16 mil MW, ultrapassando a capacidade da geração a biomassa, que terá 13 mil MW, e as PCHs, 7 mil MW. Para a ABEEólica, por ser uma fonte complementar à fonte hidrelétrica, a eletricidade gerada com a força dos ventos consegue proporcionar maior segurança no suprimento, principalmente nos momentos em que não ocorrem chuvas. A presidente da entidade lembra que, em função dos leilões já realizados desde 2009, mais de R$ 25 bilhões serão investidos no setor. Situação atual dos empreendimentos para geração de energia no Brasil Neue Kraftwerke in Brasilien N o de Empreendimentos Fonte de Energia Situação Potência Associada (MkV) Zahl der geplanten Kraftwerke Energiequelle derzeitiger Stand Leistung (in MkW) 213 eólica / Windkraft outorgada / vergeben eólica / Windkraft em construção / im Bau eólica / Windkraft em operação / in Betrieb fotovoltaica / Photovoltaik em operação / in Betrieb 2,5 204 hidrelétrica / Wasserkraft outorgada / vergeben hidrelétrica / Wasserkraft em construção / im Bau hidrelétrica / Wasserkraft em operação / in Betrieb maré / Gezeitenkraft outorgada / vergeben 0, termelétrica / Wärmekraft outorgada / vergeben termelétrica / Wärmekraft em construção / im Bau termelétrica / Wärmekraft em operação / in Betrieb Total: Fonte: Aneel Dados atualizados em nov/2012 / Quelle: Energiebehörde ANEEL - Stand: November BRASILALEMANHA Novembro/Dezembro 2012

7 Alf Ribeiro - AE Zwar steigt die Nachfrage, aber Costa von Alstom Brasil weist darauf hin, dass das Stromangebot parallel dazu steigt und eine gewisse Flexibilität aufweist. In den nächsten vier Jahren wird die Nachfrage voraussichtlich aus drei Quellen gedeckt: Die Wasserkraftwerke machen 50% bis 60% aus, die Windkraftwerke 30%, und der Rest der Energie kommt aus Wärmekraftwerken. Es sieht also tatsächlich so aus, als könne sich die Windenergie als zweitwichtigste und wettbewerbsfähige Energiequelle etablieren. Die Industrie expandiert im Moment stark, und es wird immer mehr in den Sektor investiert, so Costa. Milliardenschwere Investitionen Bis 2021 sollen in der brasilianischen Energiewirtschaft schätzungsweise R$ 269 Mrd. investiert werden (R$ 213 Mrd. in die Energieerzeugung und R$ 56 Mrd. in die Energieübertragung). Damit sollte die Kapazität um 56% ansteigen, von den heutigen MW auf MW. Eine besondere Rolle wird dabei die Energieerzeugung aus erneuerbaren Quellen (einschließlich Wasserkraft) spielen, die nach Prognosen des PDE um durchschnittlich 5,1% im Jahr wachsen wird und in neun Jahren einen Anteil von 45% am Energiemix (heute: 43,1%) haben sollte. Unter den erneuerbaren Quellen misst EPE der Windkraft besondere Bedeutung bei, die auf eine Kapazität von MW kommen kann und damit die Biomassekraftwerke und die kleinen Wasserkraftwerke (PCHs, Kraftwerke mit einer Kapazität von bis zu 30 MW) mit voraussichtlich MW bzw MW überholen würde. Nach Ansicht der ABEEólica erhöht die Windkraft als Ergänzung zur Wasserkraft die Energiesicherheit, insbesondere in regenarmen Zeiten. Der Präsident des Verbandes erinnert daran, dass infolge der seit 2009 durchgeführten Auktionen über R$ 25 Mrd. in die Windkraft investiert werden. San Martin von Voith Hydro ist zwar auch der Ansicht, die Windkraft sei eine wettbewerbsfähige Energiequelle mit relativ geringen sozialen und ökologischen Auswirkungen. Er äußert jedoch Zweifel an der Zuverlässigkeit und der Nachhaltigkeit. Windkraft sei keine zuverlässige Energiequelle, mit der sich die Versorgung auch zu Spitzenverbrauchszeiten gewährleisten ließe, und die Energie könne auch nicht ununterbrochen und in ausreichender Menge erzeugt werden, um Stromausfälle zu verhindern. Und ob die Windkraft eine nachhaltige Energiequelle ist, ob also eine Energieerzeugung in großem Maßstab ohne permanente Schädigung von Landschaft und Fauna möglich ist, ist ebenfalls noch nicht geklärt. Es steht zu hoffen, dass diese und andere Fragen in der Öffentlichkeit debattiert werden, je mehr Bedeutung die Windkraft gewinnt, so San Martin. Kein Land der Welt würde sein Energiepotential verschwenden, und bei der Wahl der Energiequelle seien drei rationale Kriterien zu beachten: Preis, Zuverlässigkeit und Nachhaltigkeit. Danach sind Wasserkraftwerke praktisch unschlagbar. Sie haben die geringsten Produktionskosten pro MW, arbeiten mit Technologien, die seit Jahren weiterentwickelt Os novos projetos hidrelétricos do País se concentram na região Amazônica, já que o potencial de aproveitamento hídrico do Sul e Sudeste está esgotado / Die neuen geplanten Wasserkraftwerke liegen größtenteils im Amazonasgebiet, da das Potential im Süden und Südosten des Landes bereits erschöpft ist Dida Sampaio - AE Novembro/Dezembro 2012 BRASILALEMANHA 7

8 Helvio Romero - AE Energia Energie San Martin, da Voith Hydro, concorda que a energia eólica é de fato uma fonte de energia com custo de geração competitivo e seu impacto socioambiental é relativamente pequeno. Entretanto, alerta o executivo da múlti alemã, restam questões de confiabilidade e sustentabilidade. Para ele, a energia eólica não é uma fonte confiável para poder garantir suprimento nos momentos de pico, tampouco para assegurar energia suficiente e ininterrupta para evitar apagões e blecautes. Se é mesmo sustentável, no sentido de ser viável em larga escala e sem impactos permanentes na paisagem e na fauna local, são questões igualmente em aberto. É de se esperar que, à medida que essa fonte de energia venha ganhando importância, estas e outras questões começarão a ser debatidas pela sociedade, argumenta. Para o executivo da Voith Hydro, nenhum país do mundo desperdiça seu potencial energético e, pensando em critérios racionais para a escolha de uma fonte, três fatores precisam ser levados em conta: preço, confiabilidade e sustentabilidade. Nesse sentido, as hidrelétricas são praticamente imbatíveis. Têm o menor custo de geração por MW, utilizam tecnologia que vem sendo desenvolvida há anos e ainda se valem de um fluido não poluente e renovável, diz. É claro que Parques eólicos no Interior da Bahia no município de Caetité. Lá a empresa Renova Energia já construiu 184 aerogeradores / Windparks im Landesinneren von Bahia - in Caetité hat Renova Energia bereits 184 Anlagen gebaut os grandes projetos hidrelétricos precisam ser estudados cuidadosamente para que os impactos socioambientais durante a construção sejam minimizados e os interesses legítimos da sociedade sejam preservados e atendidos. Estimativas mostram que a participação das hidrelétricas na matriz energética do Brasil cairá de 76% hoje para 67%. Já a geração de fontes alternativas, como a de térmicas movidas a biomassa, usinas eólicas e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), vai dobrar em apenas dez anos, de 8% para 16%. Ao longo dos próximos dez anos, o consumo final energético aumentará em linha com o crescimento econômico: 4,7% ao ano em média. Com isso, a demanda por energia entre 2011 e 2021 deve avançar de 472 mil GWh por ano para 736 mil GWh por ano. Ou seja, 56% a mais. O consumo per capita, de 2,4 mil kwh por ano, também deve aumentar, aproximando-se do verificado em países como Chile e Argentina, mas ficará ainda abaixo do dos Estados Unidos, onde é de mais de 12 mil kwh por habitante. Visão de futuro Diante disso e de olho na demanda futura, as grandes indústrias estão se preparando para atender da melhor forma possível. A Alstom, por exemplo, tem boas perspectivas em todos os segmentos de atuação. Não privilegiamos um setor. Mas podemos afirmar que o de geração está em uma fase de grande crescimento, e temos muitos projetos em vista neste momento, explica Costa. Os grande projetos hidrelétricos precisam ser estudados para que os impactos socioambientais sejam minimizados, afirma Osvaldo San Martin, presidente e CEO da Voith Hydro no Brasil / Bei den geplanten großen Wasserkraftwerken müssen die sozialen und ökologischen Auswirkungen minimiert werden, erklärt Osvaldo San Martin, Präsident und CEO von Voith Hydro in Brasilien A Alstom avalia que, além da hidroeletricidade, que demandará novas usinas, principalmente na região Norte do Brasil, o mercado eólico também passa por forte expansão. Tendo isso em vista, só podemos investir e apostar nossas fichas no mercado de geração, diz o executivo da Alstom, que tem uma fábrica de produção de naceles para aerogeradores na Bahia, com 600 MW de capacidade anual. Anunciamos recentemente que vamos instalar nossa primeira fábrica de torres eólicas na América Latina, no Rio Grande do Sul. Esses investimentos, e estudos de nossa equipe, reforçam nosso compromisso com a demanda atual do país, afirma. A Voith Hydro também está com seus planos de longo prazo em execução. Da mesma forma que em 1964 a Voith se estabeleceu no Brasil buscando atender o que viria a ser conhecido como milagre econômico, marcado por investimentos consideráveis em infraestrutura, a companhia acredita no bom momento do país, que emergiu para um novo patamar de desenvolvimento, afirma San Martin. No Brasil, a múlti modernizou-se com dois laboratórios de P&D. Um para geradores e outro para automação. A nova fábrica da Voith, estabelecida em Manaus, é o exemplo vivo de como a empresa busca estar sempre à frente do nosso tempo. Acreditamos estar preparados para continuar a ser um parceiro competente e confiável para nossos clientes. 8 BRASILALEMANHA Novembro/Dezembro 2012

9 Helvio Romero - AE werden, und nutzen eine Flüssigkeit, die erneuerbar und nicht umweltschädlich ist. Natürlich müssen die geplanten großen Wasserkraftwerke sorgfältig geprüft werden, damit die sozialen und ökologischen Folgen minimiert und die legitimen Interessen der Gesellschaft beachtet und respektiert werden. Schätzungen zufolge wird der Anteil der Wasserkraft am brasilianischen Energiemix von heute 76% auf 67% zurückgehen. Die Erzeugung aus alternativen Energiequellen wie z.b. Biomassekraftwerken, Windkraftwerken und kleinen Wasserkraftwerken (PCHs) wird sich in nur zehn Jahren voraussichtlich von 8% auf 16% verdoppeln. In den nächsten zehn Jahren wird der Energieendverbrauch parallel zum Wirtschaftswachstum steigen, und zwar durchschnittlich um 4,7% im Jahr. Damit würde die Energienachfrage von 2011 bis 2021 von GWh im Jahr auf GWh pro Jahr steigen. Das ist ein Plus von 56%. Der Pro- Kopf-Verbrauch, der derzeit bei kwh im Jahr liegt, wird sich voraussichtlich ebenfalls erhöhen und ungefähr den Wert erreichen, der in Ländern wie Chile und Argentinien verzeichnet wird, allerdings hinter den in den USA verzeichneten kwh zurückbleiben. Blick in die Zukunft Angesichts der geschilderten Sachlage und im Hinblick auf die künftige Nachfrage treffen die entsprechenden Unternehmen ihre Vorbereitungen. Alstom beispielsweise hat gute Aussichten in allen Geschäftsbereichen. Wir priorisieren hier nicht. Aber die Energieerzeugung ist ein stark wachsendes Geschäftsfeld, und wir planen hier momentan viele Projekte, erklärt Costa. Alstom geht davon aus, dass neben der Wasserkraft, für deren Nutzung neue Kraftwerke v.a. im Norden Brasiliens gebaut werden müssen, auch der Windkraftmarkt stark expandieren wird. Also müssen wir in diese Form der Energieerzeugung investieren, so Costa. Alstom baut im Bundesstaat Bahia Maschinenhäuser für Windkraftanlagen mit einer Kapazität von 600 MW pro Jahr. Wir haben kürzlich bekanntgegeben, dass wir in Rio Grande do Sul die erste Fabrik für Windkrafttürme bauen werden. Mit diesen Investitionen und den Studien, die unser Team durchführt, kommen wir der Nachfrage in Brasilien entgegen. Auch bei Voith Hydro sind bereits langfristige Projekte angelaufen. Schon 1964 ist Voith nach Brasilien bekommen, um die Nachfrage zu bedienen, die durch das sogenannte Wirtschaftswunder entstand. Damals wurden erhebliche Investitionen in die Infrastruktur getätigt. Auch heute sind wir überzeugt, dass es der brasilianischen Wirtschaft gut geht. Das Land hat eine neue Entwicklungsstufe erreicht, so San Martin. Das deutsche multinationale Unternehmen unterhält in Brasilien zwei Forschungslabors. In einem Labor werden Generatoren, im anderen Automatisierungssysteme entwickelt. Die neue Fabrik von Voith in Manaus ist ein anschauliches Beispiel dafür, dass das Unternehmen stets versucht, seiner Zeit voraus zu sein. Wir werden unseren Kunden auch weiterhin ein kompetenter und zuverlässiger Partner sein. Total de usinas de geração de energia em operação no Brasil Bestehende Kraftwerke in Brasilien Hidrelétricas / Wasserkraftwerke Térmicas a óleo / Ölkraftwerke 983 Térmicas a gás / Gaskraftwerke 145 Térmicas a carvão / Kohlekraftwerke 10 Biomassa / Biomassekraftwerke 445 Nucleares / Kernkraftwerke 2 Eólicas / Windkraftwerke 81 Total / Insgesamt Aneel/ EPE Base de dados: 2011 / Quelle: Energiebehörde ANEEL / Unternehmen für Energieforschung (EPE), Stand: 2011 Novembro/Dezembro 2012 BRASILALEMANHA 9

10 Energia Energie Única Tadeu Fessel Analistas acreditam que até 2030, a biomassa responda por 10% da matriz energética brasileira / Fachleute gehen davon aus, dass die Biomasse im Jahr 2030 einen Anteil von 10% am brasilianischen Energiemix haben wird Biomassa, aposta limpa, barata e eficiente Bagaço de canade-açúcar, casca de arroz, resíduos agrícolas. Tudo pode ser usado para gerar energia Vladimir Goitia Por ser considerada uma das fontes mais renováveis de todas, capaz de gerar energia elétrica 24 horas por dia, já que não depende do sol, do vento ou da água, a biomassa é, de acordo com especialistas, a aposta mais limpa, mais barata e mais eficiente. Além disso, é possível ainda comercializar créditos no mercado de carbono e os valores necessários para investimento são reduzidos, em comparação a outros tipos de energia limpa. Daí as estimativas otimistas de, em um período de 20 anos, a bioeletricidade ampliar significativamente a sua participação na matriz energética do Brasil. De acordo com dados mais recentes da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão estatal de planejamento, a capacidade instalada da produção de energia por meio de biomassa somou no ano passado 4,5 mil MW, montante 21% a mais do que no período anterior. Mesmo apresentando essa forte expansão de um ano para outro, a produção de bioeletricidade não chega nem mesmo a 4% de toda a matriz energética nacional, atualmente em 116 mil MW. A participação da biomassa na matriz energética brasileira é ainda muito reduzida, menos de 5%. Mas, com as boas perspectivas de crescimento nos próximos anos, essa fatia, principalmente no período entre 2020 e 2030, pode atingir 10%, avalia Suani Coelho, professora do programa de Pós-Graduação em Energia da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do Centro Nacional de Referência em Biomassa (Cenbio/IEE/USP). A EEP acredita que a capacidade instalada da produção de eletricidade com bagaço de cana, casca de arroz, licor negro, resíduos de madeira e com biogás suba para MW em 2020 e salte para MW em A União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), entretanto, é um pouco mais otimista, e prevê que, em 2020, a produção de bioeletricidade possa superar os 13 mil MW, montante acima do que é produzido hoje na usina hidrelétrica de Itaipu. Suani ressalta uma série de vantagens econômicas para quem produz energia por meio de biomassa. Entre elas, a utilização de equipamentos e matéria-prima nacionais e o aproveitamento de resíduos ambientalmente corretos, além, claro, da geração de empregos 10 BRASILALEMANHA Novembro/Dezembro 2012

11 Biomasse: sauber, günstig und effizient Zuckerrohrbagasse, Reisschalen, Agrarabfälle. Energie lässt sich aus allem erzeugen Vladimir Goitia Biomasse ist eine der erneuerbarsten Energiequellen. Aus Biomasse lässt sich 24 Stunden am Tag Strom erzeugen, unabhängig von Sonne, Wasser oder Wind. Fachleuten zufolge ist Biomasse die sauberste, günstigste und effizienteste Energiequelle. Außerdem können CO 2 -Zertifikate verkauft werden, und die notwendigen Investitionen sind im Vergleich zu anderen sauberen Energien gering. Das erklärt die optimistische Einschätzung, dass sich der Anteil der Biomasse am brasilianischen Energiemix in den nächsten 20 Jahren beträchtlich erhöhen wird. Nach einer kürzlich durchgeführten Erhebung des staatlichen Unternehmens für Energieforschung (EPE), das Grundlagen für die Energieplanung liefern soll, belief sich die installierte Kapazität der Biomassekraftwerke im vergangenen Jahr auf MW, 21% mehr als im Jahr Aber trotz dieses starken Anstiegs in nur einem Jahr macht Strom aus Biomasse keine 4% der in Brasilien insgesamt erzeugten Energie ( MW) aus. Der Anteil der Biomasse am brasilianischen Energiemix ist noch sehr gering und liegt bei unter 5%. Aber angesichts der guten Wachstumsaussichten für die nächsten Jahre könnte der Anteil steigen, besonders in den Jahren 2020 bis 2030, und bis zu 10% erreichen, so die Einschätzung von Suani Coelho, Dozentin im Postgraduiertenstudiengang Energie an der Universität São Paulo (USP) und Koordinatorin des brasilianischen Biomasseforschungszentrums am Institut für Elektrotechnik und Energie (CENBIO/ IEE/USP). EPE geht davon aus, dass die installierten Kapazitäten in der Energieerzeugung aus Zuckerrohrbagasse, Reisschalen, Schwarzlauge, Holzabfällen und Biogas bis 2020 auf MW und bis 2030 auf MW steigen werden. Der Verband der Zuckerrohrindustrie (UNICA) ist optimistischer und erwartet für 2020 bereits über MW - das ist mehr Energie, als heute im Wasserkraftwerk Itaipu erzeugt wird. Coelho betont die wirtschaftlichen Vorteile der Energieerzeugung aus Biomasse, darunter die Nutzung von Anlagen und Rohstoffen aus dem Inland, die ökologisch korrekte Verwendung von Abfällen und natürlich die Schaffung von Arbeitsplätzen in ländlichen Gebieten. Ein weiterer großer Vorteil ist die dezentrale Energieerzeugung. Die Risiken von Lieferunterbrechungen sind geringer, und durch die verbrauchernahe Produktion ist das Angebot gesichert. Die CENBIO-Koordinatorin erklärt außerdem, dass beispielsweise die Zuckerrohrernte in die Trockenzeit fällt, so dass aus der Bagasse gerade dann Energie gewonnen werden kann, wenn die Wasserkraftwerke normalerweise mit niedrigen Kapazitäten arbeiten. Dadurch ergänzen sich die verschiedenen Formen der Energieerzeugung, so Coelho. Trotz dieser ökologischen und ökonomischen Vorteile und des großen Potentials gibt es bei der Erzeugung von Biostrom in Brasilien noch Probleme. Eine der größten Schwierigkeiten sieht Coelho in den Kosten für effizientere Technologien besonders bei der Energieerzeugung aus Biogas in städtischen Regionen (Mülldeponien und Kläranlagen). Antonio Milena - AE Aterro Sanitário Bandeirantes em São Paulo tecnologia sofisticada faz com que o gás da decompostagem gere energia elétrica / Die Mülldeponie Bandeirantes in São Paulo - dank moderner Technologien können die Zersetzunggase zur Energieerzeugung verwendet werden Novembro/Dezembro 2012 BRASILALEMANHA 11

12 Energia Energie Epitacio Pessoa - AE em zonas rurais. Outra grande vantagem é a geração descentralizada, com menores riscos de interrupções e maior segurança na oferta devido à proximidade dos centros de carga, afirma. A coordenadora do Cenbio, grupo de pesquisa em bioenergia criado no Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, lembra ainda que outro fator importante a ser considerado no caso do uso do bagaço da cana-de-açúcar, por exemplo, é que a safra brasileira ocorre no período de seca, quando as usinas hidrelétricas operam geralmente em baixa capacidade. Isso permite a complementaridade das energias produzidas no país, acrescenta. Apesar dessas vantagens, tanto em termos ambientais como de custos, a produção de bioeletricidade ainda enfrenta sérios problemas no Brasil, onde o potencial de geração é considerado significativo. Para Suani, uma das maiores dificuldades é, por exemplo, a viabilidade econômica para o uso de tecnologias mais eficientes, principalmente no setor de biogás em regiões urbanas (aterros e Estações de Tratamento de Esgoto). Outro problema elencado pela professora da USP refere-se aos leilões de energia promovidos pelo governo federal, que, de acordo com ela, não são realizados apenas para interessados em gerar bioenergia. Pela regulamentação, esse segmento precisa competir com outras fontes, como eólica. Na opinião dela, essa fonte de energia renovável recebe pesados incentivos e subsídios, entre eles a isenção de impostos. Se soma a esses fatores o conservadorismo dos produtores rurais que não se sentem incentivados a aproveitar dejetos de animais, que, afinal de contas, têm impactos ambientais decorrentes de sua disposição inadequada, explica a coordenadora do Cenbio. Embora a biomassa seja considerada uma ótima fonte renovável de energia, nem sempre é utilizada de maneira sustentável, acrescenta. Sustentabilidade É bom ressaltar que a biomassa é usada há séculos como fonte de energia, sem, no entanto, apoiar-se em produção sustentável. Por isso, durante muito tempo, o termo biomassa acabou associado à ideia de desmatamento. Daí que as chamadas biomassas tradicionais (combustão direta de madeira, lenha, carvão vegetal, resíduos de animais e urbanos para cocção, secagem e produção de carvão) são consideradas hoje não sustentáveis, já que são utilizadas de maneira rústica, em geral para suprimento residencial em comunidades isoladas. Já as chamadas biomassas modernas, entre elas biocombustíveis (etanol e biodiesel), madeira de reflorestamento, bagaço de cana-de-açúcar, casca de arroz, licor negro e outros resíduos agrícolas, desde que utilizadas de maneira sustentável e em processos tecnológicos avançados e eficientes, estão se transformando na menina dos olhos dos investidores. Não é à toa que a parcela relacionada ao uso de biomassa tradicional no mundo como fonte renovável vem caindo ano a ano, enquanto a biomassa moderna vem aumentando significativamente. Essa mudança e a percepção de que as fontes limpas são cada vez mais bem vistas fizeram com que a energia renovável tenha praticamente superado o status de nicho de mercado e hoje No Rio Grande do Sul, a MPC Bioenergia, ligada ao grupo alemão MPC Münchmeyer Petersen, produz energia a partir da casca de arroz / In Rio Grande do Sul erzeugt MPC Bioenergia, eine Niederlassung der deutschen Gruppe MPC Münchmeyer Petersen, Energie aus Reisschalen 12 BRASILALEMANHA Novembro/Dezembro 2012

13 Novembro/Dezembro 2012 BRASILALEMANHA 13

14 Energia Energie já represente uma parcela significativa e crescente no fornecimento total de energia. De acordo com o REN21 s Renewables 2012 Global Status Report, preparado pelo UNEP Collaborating Centre for Climate and Sustainable Energy Finance, em associação com a Bloomberg New Energy Finance, as energias renováveis continuaram a crescer fortemente em todos os setores de uso final de energia eletricidade, transporte, aquecimento e refrigeração. O relatório indica ainda que as energias renováveis contribuíram com quase metade dos estimados 208 GW de capacidade elétrica adicionada no mundo no ano passado. Globalmente, até o final de 2011, a capacidade de energia elétrica renovável excedeu GW, um aumento de 8% sobre As fontes renováveis compreendem mais de 25% da capacidade global de geração de eletricidade (estimada em GW em 2011) e forneceram um suprimento de 20,3% para a eletricidade global naquele período. Daí a aposta na versatilidade da biomassa por parte dos grandes investidores. É o caso do grupo alemão MPC Münchemeyer Petersen & Co, que administra 18 bilhões de euros em fundos e tem investimentos nas áreas de energia, imóveis e navegação. A MPC Bioenergia do Brasil, subsidiária do grupo alemão, começou a produzir em maio deste ano 12,3 MW de energia numa usina própria movimentada com casca de arroz em São Borja, no Rio Grande do Sul. São quase 10 milhões de toneladas de arroz produzidas por ano no Estado, dos quais 20% são cascas. Ou seja, trata-se de 2 milhões de toneladas que, largadas em aterros, criam graves problemas ambientais, explica Johann Albert Ramcke, diretor-executivo da MPC. Diante desse problema, e vendo que esse resíduo agrícola poderia gerar energia, a gestora de fundos alemães investiu R$ 65 milhões para colocar em operação esse complexo energético, que consome cerca de 100 mil toneladas por ano de casca de arroz. A usina da MPC exporta para o Sistema Integrado Nacional (SIN) 10,8 MW, quantidade suficiente para abastecer uma cidade com 60 mil casas ou de 180 mil habitantes. O restante é para consumo próprio, diz Ramcke. Diante do sucesso, o executivo informa que a MPC construirá outras duas usinas, uma em Itaqui, a mais ou menos 100 quilômetros de São Borja, e a outra em Pelotas. A primeira já tem a licença aprovada e deve começar a operar em meados de A segunda está em fase de licenciamento, com perspectivas de começar a gerar energia em Tanto uma como a outra devem receber investimentos semelhantes ao de São Borja, já que a capacidade de geração será a mesma. Pelo fato de essas usinas servirem como mais uma solução para problemas ambientais, ao dar uma destinação adequada e sustentável à casca de arroz, a MPC deve pleitear a obtenção de créditos de carbono. É bom ressaltar que os fornecedores da matéria-prima para a usina são indústrias de beneficiamento de arroz da região, que estabeleceram contrato de entrega com a MPC por 12 anos. Ramcke antecipa ainda que o MPC Münchemeyer Petersen & Co pretende investir também em usinas eólicas e em outros segmentos e projetos no Rio Grande do Sul. Planta piloto para gaseificação de biomassa será construída em Piracicaba, no interior do Estado de São Paulo Mas a biomassa ainda permite outro tipo de usos. Em parceria com Oxiteno, Petrobras e Vale Soluções em Energia (VSE), o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) vai erguer até 2016, no Parque Tecnológico de Piracicaba, no interior de São Paulo, uma planta piloto de gaseificação de biomassa. Ela deve começar a operar por módulos no mesmo ano e integralmente em 2017, de acordo com Gerhard Ett, gerente do projeto de gaseificação do IPT. O projeto do IPT é o maior do gênero no Brasil e vai processar 1 tonelada de bagaço seco por hora e gerar gás de síntese ou syngas, uma mistura combustível de gases produzida a partir de processos de gaseificação, ou seja, de combustão incompleta de combustíveis sólidos. O gás de síntese do bagaço de cana será avaliado em três aplicações: para a geração de energia elétrica, para a produção de biocombustível líquido e como precursor de biopolímeros, os chamados monômeros do plástico. Para os primeiros cinco anos do projeto está prevista a produção de 500 kg/hora de gás de biomassa. Esse gás é como se fosse um lego, que serve para produzir, entre outros, etanol de segunda geração, querosene, diesel, acetonas, ácido acético, além de fertilizantes, explica Ett. Para a construção dessa unidade industrial piloto de R$ 80 milhões, o IPT está próximo a fechar um financiamento de R$ 32 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Outros R$ 25 milhões virão da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Já o governo de São Paulo entrará com R$ 5 milhões e os restantes R$ 18 milhões virão do próprio IPT e de seus parceiros no projeto. Gerhard Ett explica que a planta piloto está sendo projetada para testar algumas das possíveis soluções para a planta industrial. Caso o projeto vingue e não tem por que não dar certo, de acordo com ele, servirá de base para estabelecer um projeto conceitual de uma planta industrial de gaseificação com capacidade de processar 800 mil toneladas anuais de bagaço e palha de cana-de-açúcar. Além do bagaço, outras matérias- -primas de biomassa serão investigadas. Os parceiros industriais investirão conjuntamente na planta piloto e, isoladamente, nos projetos de pesquisa do aproveitamento de gás de síntese. 14 BRASILALEMANHA Novembro/Dezembro 2012

15 Unica - Niels Andreas Als weiteres Problem nennt sie die Energieauktionen, die von der Regierung organisiert werden und die nicht ausschließlich auf Bioenergie ausgerichtet sind. Die Energie aus Biomasse konkurriert z.b. mit der Windenergie. Ihrer Ansicht nach wird Windkraft stark gefördert und subventioniert, beispielsweise durch Steuerbefreiungen. Hinzu kommt die konservative Einstellung der Landwirte, denen kein Anreiz gegeben wird, Gülle wirtschaftlich zu nutzen, obwohl eine unangemessene Entsorgung ökologisch problematisch ist, so Coelho. Obwohl Biomasse als hervorragende erneuerbare Energiequelle gilt, wird sie nicht immer nachhaltig genutzt. Nachhaltigkeit Biomasse wird schon seit Jahrhunderten als Energiequelle genutzt, allerdings ohne dass dabei auf eine nachhaltige Energieerzeugung geachtet wurde. So wurde der Ausdruck Biomasse lange mit Abholzung assoziiert. Deshalb gilt die Nutzung traditioneller Biomasse (die direkte Verbrennung von Holz, Holzkohle, Gülle und städtischen Abfällen für die Verkokung, Trocknung und Produktion von Kohle) heute nicht als nachhaltig; diese herkömmliche Nutzung dient im Allgemeinen der Versorgung von Haushalten in isolierten Gebieten. Die sogenannte moderne Biomasse, darunter Biotreibstoffe (Ethanol und Biodiesel), Holz aus der Wiederaufforstung, Zuckerrohrbagasse, Reisschalen, Schwarzlauge und andere Abfälle aus der Landwirtschaft, wird hingegen zum Liebling der Investoren, wenn sie nachhaltig und mit fortschrittlichen, effizienten Technologien verarbeitet wird. Nicht umsonst geht die Nutzung traditioneller Biomasse weltweit Jahr für Jahr weiter zurück, während die moderne Biomasse immer mehr an Bedeutung gewinnt. No período da seca (abril a novembro), a bioeletricidade economizou 5% de água dos reservatórios do Sudeste e Centro- Oeste do Brasil / In der Trockenzeit (April bis November) lassen sich durch die Energieerzeugung aus Biomasse 5% des Wassers in den Stauseen im Südosten und im Mittleren Westen einsparen Aufgrund dieser Veränderungen und der Tatsache, dass saubere Energiequellen immer mehr Akzeptanz finden, sind erneuerbare Energien fast schon keine Marktnische mehr und machen heute schon einen erheblichen Anteil am wachsenden Energieangebot aus. Nach dem REN21 s Renewables 2012 Global Status Report, der vom UNEP Collaborating Centre Climate & Sustainable Energy Finance gemeinsam mit dem Brancheninformationsdienst Bloomberg New Energy Finance erstellt wurde, haben die erneuerbaren Energien in allen Bereichen des Energieendverbrauchs - Strom, Verkehr, Heizung und Kühlung - stark an Bedeutung gewonnen. Der Bericht zeigt außerdem, dass die erneuerbaren Energien fast die Hälfte der 208 GW ausgemacht haben, um die die weltweiten Kapazitäten im letzten Jahr erhöht wurden. Ende 2011 beliefen sich die weltweiten Kapazitäten in der Energieerzeugung aus erneuerbaren Quellen auf GW, 8% mehr als im Jahr Mehr als 25% der global erzeugten Energie (2011 lag die Schätzung bei GW) kommen aus erneuerbaren Quellen, und erneuerbare Quellen machten 20,3% der Stromversorgung aus. Deshalb setzten große Investoren auf die Vielseitigkeit von Biomasse. Das gilt z.b. für die deutsche Gruppe MPC Münchmeyer Petersen & Co., die 18 Mrd. in Fonds verwaltet und in den Energiesektor, in Immobilien und in die Schifffahrt investiert. MPC Bioenergia do Brasil, eine Niederlassung der deutschen Gruppe, hat im Mai mit der Novembro/Dezembro 2012 BRASILALEMANHA 15

16 Energia Energie Helvio Romero - AE Uma tonelada de cana produz 250 kg de bagaço e 240 de palha. Tudo é queimado para gerar energia / Eine Tonne Zuckerrohr entspricht 250 kg Bagasse und 240 kg Stroh, die zur Energieerzeugung verbrannt werden Erzeugung von 12,3 MW in einer eigenen Anlage in São Borja (Rio Grande do Sul) begonnen, die mit Reisschalen betrieben wird. In dem Bundesstaat werden jedes Jahr fast 10 Mio. Tonnen Reis produziert. 20% davon sind Schalen. Das heißt, jedes Jahr werden 2 Mio. Tonnen Reisschalen auf Mülldeponien entsorgt, wo sie große Umweltprobleme verursachen, erklärt Johann Albert Ramcke, geschäftsführender Direktor von MPC. Deshalb hat die deutsche Fondgesellschaft R$ 65 Mio. investiert, um diese Agrarabfälle in Energie umzuwandeln; die Anlage verbraucht jährlich etwa Tonnen Reisschalen. 10,8 MW werden in das brasilianische Verbundnetz (Sistema Interligado Nacional, SIN) eingespeist; damit kann eine Stadt mit Haushalten oder Einwohnern versorgt werden. Der Rest ist für den Eigenverbrauch, so Ramcke. Aufgrund des Erfolges wird MPC zwei weitere Kraftwerke bauen, in Itaqui (ca. 100 km von São Borja entfernt) und in Pelotas (ebenfalls in Rio Grande do Sul). Der Bau des ersten Kraftwerks wurde bereits genehmigt, und die Anlage soll Mitte 2014 in Betrieb gehen. Für das zweite Kraftwerk läuft das Genehmigungsverfahren. Die Inbetriebnahme ist für 2016 geplant. Die Investitionen dürften für beide Anlagen etwa so hoch sein wie in São Borja, zumal die Kapazität dieselbe ist. Aufgrund des ökologischen Nutzens durch die angemessene und nachhaltige Verwendung der Reisschalen wird MPC voraussichtlich CO2- Zertifikate beantragen. Die Rohstoffe für das Kraftwerk werden von den reisverarbeitenden Unternehmen der Region geliefert, die mit MPC einen Liefervertrag über zwölf Jahre abgeschlossen haben. Ramcke kündigte außerdem an, dass MPC Münchmeyer Petersen & Co. auch in Windkraftanlagen und in andere Projekte in Rio Grande do Sul investieren will. In Piracicaba im Landesinneren von São Paulo wird eine Pilotfabrik zur Biomassevergasung gebaut Aber Biomasse lässt auch andere Nutzungen zu. Das Institut für Technologische Forschung (IPT) wird gemeinsam mit Oxiteno, Petrobras und Vale Soluções em Energia (VSE) bis 2016 in Piracicaba im Landesinneren von São Paulo einen Technologiepark mit einer Pilotfabrik zur Biomassevergasung einrichten. Die Fabrik soll noch im selben Jahr teilweise und 2017 ganz in Betrieb genommen werden, wie Projektleiter Gerhard Ett vom IPT erklärt. Das IPT-Projekt ist das größte seiner Art in Brasilien. Pro Stunde wird eine Tonne Trockenbagasse verarbeitet, um durch die unvollständige Verbrennung fester Brennstoffe brennbare Gasgemische (Synthesegas) zu erzeugen. Das Synthesegas aus Zuckerrohrbagasse soll auf drei Anwendungsmöglichkeiten hin geprüft werden: in der Stromerzeugung, in der Produktion von flüssigem Biotreibstoff und als Vorläufer von Biopolymeren (sogenannte Kunststoffmonomere). In den ersten fünf Jahren sollen pro Stunde 500 kg Biomassegas produziert werden. Dieses Gas ist vielseitig einsetzbar, z.b. in der Produktion von Ethanol der zweiten Generation, Kerosin, Diesel, Aceton, Essigsäure oder Düngemitteln, so Ett. In den Bau der Pilotfabrik fließen R$ 80 Mio. Das IPT steht kurz vor dem Abschluss eines Vertrages über die Finanzierung von R$ 32 Mio. mit der Entwicklungsbank BNDES. Weitere R$ 25 Mio. kommen von der Finanzierungsagentur für Untersuchungen und Projekte (FINEP). Die Regierung des Bundesstaats São Paulo beteiligt sich mit R$ 5 Mio., und die restlichen R$ 18 Mio. tragen das IPT und seine Projektpartner. Ett erklärt, in der Pilotanlage sollen verschiedene Alternativen für die industrielle Produktion getestet werden. Falls das Projekt erfolgreich ist - und daran hat Ett keinen Zweifel -, dient es als Konzept für eine Industrieanlage zur Biomassevergasung mit einer Kapazität von Tonnen Zuckerrohrbagasse und Zuckerrohrstroh pro Jahr. Die Verwendung anderer Rohstoffe wird noch geprüft. Die beteiligten Industriebetriebe investieren gemeinsam in die Pilotfabrik und jeweils einzeln in die Forschungsprojekte zur Nutzung von Synthesegas. 16 BRASILALEMANHA Novembro/Dezembro 2012

17 Luiz Machado / AHK Brasil Novembro/Dezembro 2012 BRASILALEMANHA 17

18 Energia Energie Divulgação Bosch Energia solar aguarda definições Setor depende de aprimoramentos em sua regulamentação Vladimir Goitia No rastro do crescimento da participação das térmicas movidas a biomassa, das usinas eólicas e das pequenas centrais hidrelétricas, a capacidade solar fotovoltaica é outra fonte alternativa que começa a despertar interesse no Brasil, a exemplo do que já vem ocorrendo em centenas de países. Segundo o relatório Global Trends in Renewable Energy Investiment, elaborado pelo United Nations Environment Programme (UNEP) Collaborating Centre for Climate and Sustainable Energy Finance, a geração solar ultrapassou a eólica para se tornar a preferência dos investidores globais em A energia solar atraiu quase o dobro do investimento em energia eólica, conduzindo o setor para mais um ano de quebra de recordes, embora envolvido em desafios existentes na indústria de renováveis, conclui o relatório. Para o UNEP, o investimento total em energia solar aumentou 52%, atingindo US$ 147 bilhões, montante que equivale a mais da metade do recorde de US$ 257 bilhões investidos em energias renováveis (excluindo grandes hidrelétricas) no ano passado no mundo todo esse valor é seis vezes maior em relação ao de 2004 e 94% mais alto do que o total de 2007, ano anterior à crise financeira mundial. Ainda de acordo com o relatório, os desafios para a competitividade foram intensificados, provocando quedas nítidas nos preços, especialmente no mercado solar mundial. Os preços dos módulos fotovoltaicos caíram aproximadamente 50%, enquanto os de turbinas eólicas on shore, 10%, diz o UNEP. Essas variações impulsionaram essas duas tecnologias renováveis para uma maior competitividade com os combustíveis fósseis, como carvão e gás. A grande vantagem da energia fotovoltaica é que ela pode ser usada de forma modular. Ou seja, o sistema pode ser facilmente ajustado a qualquer demanda sem grandes restrições de localidades, desde que haja irradiação solar. Dessa forma, os coletores fotovoltaicos podem ser instalados no telhado de residências para diminuir a conta de luz de uma família ou ainda em hotéis e no comércio para diminuir o consumo de energia do sistema de ar- -condicionado, por exemplo, durante a tarde quando a irradiação solar é maior. Paineis solares instalados no Campo de Marte, em São Paulo / Solarpanels auf dem Campo de Marte in São Paulo 18 BRASILALEMANHA Novembro/Dezembro Junho 2012

19 Marcio Fernandes AE Solarenergiebranche wartet auf Definition der rechtlichen Rahmenbedingungen Die Branche hängt von einer Verbesserung der gesetzlichen Bestimmungen ab Vladimir Goitia Neben dem wachsenden Anteil von Biomassekraftwerken, Windkraftanlagen und kleinen Wasserkraftwerken am brasilianischen Energiemix wächst auch das Interesse an der Photovoltaik, der Umwandlung von Sonnenlicht in elektrische Energie, die in Hunderten von Ländern bereits genutzt wird. Nach dem Bericht Global Trends in Renewable Energy Investment des UNEP Collaborating Centre Climate & Sustainable Energy Finance hat die Photovoltaik im Jahr 2011 die Windkraft überholt und steht jetzt bezüglich der weltweiten Investitionen an erster Stelle: In die Solarenergie gingen fast doppelt so viele Investitionen wie in die Windkraft, und die Branche hat auch in diesem Jahr wieder Rekorde gebrochen, trotz der Herausforderungen, vor denen der Sektor der erneuerbaren Energien steht. Nach den Zahlen der UNEP haben sich die Investitionen in die Solarenergie um 52% auf US$ 147 Mrd. erhöht; das ist mehr als die Hälfte der US$ 257 Mrd., die im vergangenen Jahr weltweit in erneuerbare Energien (mit Ausnahme großer Wasserkraftwerke) investiert wurden. Diese US$ 257 Mrd. wiederum waren ein Rekordwert, sechsmal mehr als im Jahr 2004 und 94% höher als die Investitionen im Jahr 2007, dem Jahr vor der globalen Finanzkrise. Außerdem heißt es in dem Bericht, die Herausforderungen bezüglich der Wettbewerbsfähigkeit hätten zugenommen, was zu einem starken Preisrückgang gerade in der Photovoltaik geführt habe. Die Preise für Photovoltaikmodule sind um ca. 50% gefallen, die Preise für Onshore- Windkraftanlagen um 10%. Dadurch gewinnen diese beiden Technologien an Wettbewerbsfähigkeit gegenüber fossilen Brennstoffen wie Kohle und Gas. Der große Vorteil der Photovoltaik sind die modularen Anlagen: Die Systeme können schnell und bei ausreichender Sonnenstrahlung fast überall an die Nachfrage angepasst werden. Die Solarmodule können auf Hausdächern angebracht werden, um die Stromrechnung zu senken, oder auf den Dächern von Hotels und Geschäften, um beispielsweise in den Nachmittagsstunden, wenn die Sonne am stärksten scheint, die Kosten für die Klimaanlage zu mindern. Poste com painel solar para iluminação em teste, no centro da cidade de São Paulo / Im Zentrum von São Paulo wird die Beleuchtung durch Solarpanel getestet Erwartungen In Brasilien warten die Investoren auf bessere rechtliche Rahmenbedingungen. So müssen beispielsweise einige im April verabschiedete Gesetze noch in Kraft treten. Damit wird Ende des Jahres gerechnet. Die neuen Vorschriften der ANEEL erleichtern den Zugang zum Verteilernetz. Wir hoffen, dass ein sicheres, zuverlässiges Umfeld geschaffen wird, damit Investitionen in erneuerbare Energien möglich werden, in kleinem wie in großem Maßstab. Dazu müssen günstige Konditionen für langfristige Finanzierungen geboten werden, und die Importe von Photovoltaik-Bauteilen müssen steuerlich entlastet werden, bis der brasilianische Markt die Nachfrage selbst decken kann, betont Philipp Günther, Geschäftsführer von Bosch Solar Energy. Novembro/Dezembro 2012 BRASILALEMANHA 19

20 Energia Energie Amadeu Barbosa - AE Expectativas No Brasil, porém, os investidores esperam uma melhor regulamentação. Por exemplo, falta entrar em vigor a nova legislação que foi aprovada em abril. A previsão é que estará válida a partir do final do ano. A nova regulamentação por parte da ANEEL facilita o acesso ao sistema de distribuição. Esperamos que se crie um ambiente seguro e confiável para que os investimentos em energias renováveis, tanto em pequena como em grande escala, sejam viáveis. Para isso, é preciso oferecer condições de financiamento favoráveis de longo prazo e ter uma política de desoneração de impostos para importação de componentes fotovoltaicos até que o mercado nacional esteja estruturado para abastecer a demanda local, ressalta Philipp Günther, gerente da Bosch Solar Energy. Para ele, é importante que a nova regulamentação dê certeza para proprietários de sistemas, e que seja possível aproveitar a conexão de rede para gerar créditos de energia quando houver sobra de energia solar na unidade de consumo. Também é importante A energia que vem do mar Projeto experimental foi instalado em Pernambuco, no Porto de Pecém Qualquer pessoa que tenha estado na praia ou num navio pode alguma vez ter imaginado que a força das ondas poderia ser aproveitada para produzir eletricidade, da mesma forma como é feito, por exemplo, com outros elementos da natureza. O fato é que esse pensamento não é um sonho. Um projeto assim está sendo testado no Porto de Pecém, a 60 quilômetros de Fortaleza (CE). Não se trata de uma ideia nova, já que a primeira patente da energia das ondas foi realizada na França em Um protótipo desse tipo está sendo desenvolvido e financiado pela Tractebel Energia, através do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com o apoio do governo do Ceará. O projeto tem duração de 36 meses a um custo de aproximadamente R$ 15 milhões. O protótipo que produz eletricidade a partir das ondas do mar é formado por dois braços mecânicos gigantescos instalados no píer do Porto de Pecém. Os braços contam com flutuadores, que, fixados no quebra-mar, contribuem para um conjunto de turbina, gerador e câmara hiperbárica, para gerar 50 KW de eletricidade. Para os pesquisadores, o local é um laboratório em escala real, que servirá de base para a produção de energia limpa e renovável. Não custa lembrar que o litoral brasileiro tem cerca de 8 mil quilômetros de extensão, com capacidade de receber usinas de ondas que produziriam 87 GW, segundo os pesquisadores. O Ceará não foi escolhido aleatoriamente. Sua grande vantagem estratégica é a constância dos ventos alísios, resultado da rotação da Terra. O movimento do ar gera ondas regulares no mar brasileiro. Não são grandes, mas estão sempre batendo. Poder contar com o movimento praticamente o tempo todo aumenta a eficiência da usina, a qual os especialistas evitam comparar às hidrelétricas, que, em geral, têm custo de produção quatro vezes menor. No entanto, espera-se uma redução de custos com aumento da escala de produção. 20 BRASILALEMANHA Novembro/Dezembro 2012

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