Abril S.A. e empresas controladas

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1 Abril S.A. e empresas controladas DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS Referentes ao Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2010 e Relatório dos Auditores Independentes 1

2 Abril S.A. e empresas controladas DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS Referentes ao Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2010 e Relatório dos Auditores Independentes Í N D I C E Página Relatório da Administração 1 3 Balanços patrimoniais 4 5 Demonstrações do resultado 6 Demonstrações do resultado abrangente 7 Demonstrações das mutações no patrimônio líquido 8 Demonstrações dos fluxos de caixa 9 10 Demonstrações do valor adicionado 11 Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras Conselho de administração e diretoria 86 Relatório dos Auditores independentes

3 Relatório da Administração Senhores Acionistas, Em cumprimento às determinações estatutárias, submetemos à apreciação de V. Sas. as Demonstrações Financeiras da Abril S.A. para o exercício findo em 31 de dezembro de Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. São Paulo, 30 de março de A Administração 1

4 BALANÇOS PATRIMONIAIS (valores expressos em milhares de reais) A T I V O Controladora Consolidado 31/12/ /12/ /01/ /12/ /12/ /01/2009 CIRCULANTE: Caixa e equivalentes de caixa (nota 6) Contas a receber de clientes (nota 7) Estoques (nota 8) Impostos a compensar (nota 9) Dividendos a receber (nota 29) Adiantamentos a fornecedores e outros (nota 10) Total do circulante NÃO CIRCULANTE: REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Empréstimos e outros créditos com partes relacionadas (nota 29) Contas a receber de clientes (nota 7) Impostos a compensar (nota 9) Imposto de renda e contribuição social diferidos (nota 17) Depósitos judiciais (nota 18) Adiantamentos a fornecedores e outros (nota 10) INVESTIMENTOS (nota 11) INTANGÍVEL (nota 12) IMOBILIZADO (nota 13) Total do não circulante Total do ativo As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 2

5 BALANÇOS PATRIMONIAIS (valores expressos em milhares de reais) PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Controladora Consolidado 31/12/ /12/ /01/ /12/ /12/ /01/2009 CIRCULANTE: Fornecedores e outras contas a pagar (nota 14) Empréstimos, financiamentos e debêntures (nota 15) Impostos e contribuições a pagar (nota 16) Dividendos a pagar (nota 20.4) Assinaturas de revistas Total do circulante NÃO CIRCULANTE: EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Empréstimos e outros débitos de partes relacionadas (nota 29) Empréstimos, financiamentos e debêntures (nota 15) Impostos e contribuições a pagar (nota 16) Imposto de renda e contribuição social diferidos (nota 17) Provisão para contingências (nota 18) Programa de parceria de longo prazo (nota 29) Provisão para perdas em operação de controladas (nota 11) Outras contas a pagar Total do não circulante PATRIMÔNIO LÍQUIDO (nota 20): Capital social Reserva de capital Reservas de reavaliação Dividendo adicional proposto Reservas de lucros (prejuízos acumulados) ( ) ( ) Total do patrimônio líquido Participação dos não controladores Total do passivo e patrimônio líquido As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 3

6 DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (valores expressos em milhares de reais, exceto lucro por ação) Abril S.A. Controladora Consolidado OPERAÇÕES CONTINUADAS Receitas (nota 23) Custo das vendas (nota 24) - - ( ) ( ) Lucro bruto Despesas com vendas (nota 24) - - ( ) ( ) Despesas administrativas (nota 24) (12.975) (1.719) ( ) ( ) Remuneração da administração (nota 29) - - (21.230) (24.733) Outras despesas(receitas), líquidas (nota 25) (67) (7.184) Participação nos resultados de controladas e coligadas (nota 11) Resultado decorrente da adesão ao REFIS (nota 17) (1.909) Lucro operacional RESULTADO FINANCEIRO (nota 26): Receitas Despesas (33.417) (6.743) ( ) ( ) Variações cambiais, líquidas (2) Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (nota 27) - - ( ) ( ) Corrente - - (97.411) (49.166) Diferido - - (29.439) ( ) Lucro do exercício das operações continuadas OPERAÇÕES DESCONTINUADAS (nota 21) Lucro do exercício das operações descontinuadas Lucro líquido do exercício ATRIBUÍVEL A Acionistas da Companhia Participação dos não controladores Lucro por ação do capital social (em R$) (nota 20.6) 7,1867 5,9722 As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 4

7 DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTE PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (valores expressos em milhares de reais) Abril S.A. Controladora Consolidado LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Total do resultado abrangente do exercício ATRIBUÍVEL A Acionistas da Companhia Participação dos não controladores As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 5

8 DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES NO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DA CONTROLADORA E DO CONSOLIDADO (valores expressos em milhares de reais) Atribuível aos acionistas da controladora Reserva Reservas de capital de lucros Lucros Dividendo Participação dos Total do Capital Reserva Reservas de Reserva (prejuízos) adicional acionistas não patrimônio social de ágio reavaliação legal acumulados proposto Total controladores líquido SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE ( ) Efeitos dos ajustes CPCs (nota 34) SALDOS EM 1 DE JANEIRO DE ( ) Absorção de prejuízos acumulados conforme AGE de 25/11/2009 ( ) Realização da reserva de reavaliação 141 (141) - - Imposto de renda sobre realização da reserva de reavaliação (48) Lucro líquido do exercício Outras movimentações de não controladores (nota 20) - (1.519) (1.519) Destinação do resultado: - Constitiuição de reserva legal (6.808) Distribuição de dividendos conforme AGE de 22/12/2009 ( ) ( ) ( ) - Dividendo adicional proposto (27.344) SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE Aumento de Capital AGE de 17/02/2010 (nota 20.1) Cisão Abril Educação conforme AGE de 28/02/2010 (nota 11.5.a) ( ) (73.765) (12.576) ( ) ( ) Realização da reserva de reavaliação 266 (266) - - Imposto de renda sobre realização - da reserva de reavaliação (91) 91 - Reversão da reserva legal (253) Dividendos intermediários - AGE de 25/08/2010 (72.656) (27.344) ( ) ( ) Lucro líquido do exercício Outras movimentações de não controladores (nota 20) Destinação do resultado: Dividendo adicional proposto ( ) SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 6

9 DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (valores expressos em milhares de reais) Abril S.A. Controladora Consolidado FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS Caixa gerado pelas (aplicado nas) operações (nota 28) (10.369) (11.330) Juros pagos (1.779) 117 (64.005) (55.216) Imposto de renda e contribuição social pagos - - (86.715) CAIXA LÍQUIDO GERADO NAS (APLICADO NAS) OPERAÇÕES (12.148) (11.213) ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS: Aquisições de: Intangíveis - - (58.258) (38.153) Imobilizado - - (36.917) (37.609) Investimentos (32.790) (69.087) (24.887) (32.124) Recebimento (pagamento) de créditos com partes relacionadas líquidos (63.478) ( ) Dividendos recebidos Aquisição de controlada, líquido do caixa recebido (32.035) - (29.340) - Caixa recebido na combinação de negócios Caixa baixado na alienação de investimentos - - (17.244) - CAIXA LÍQUIDO (APLICADO NAS) GERADO PELAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS (4.500) ( ) ( ) ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS: Captação de empréstimos e financiamentos Pagamento de empréstimos e financiamentos - - (54.384) ( ) Dividendos pagos ( ) - ( ) (1.289) Pagamentos de tributos e contribuições - PAES, REFIS IV e impostos parcelados (205) (238) (48.678) (68.442) CAIXA APLICADO NAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS ( ) (238) ( ) ( ) REDUÇÃO DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA (25) (15.951) ( ) ( ) (+) Saldo Inicial (=) Saldo Final MOVIMENTAÇÃO LÍQUIDA DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA (25) (15.951) ( ) ( ) 7

10 DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (valores expressos em milhares de reais) Abril S.A. Controladora Consolidado RECEITAS Vendas brutas de produtos e serviços Outras receitas Provisão para créditos de liquidação duvidosa (31.808) INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS Matérias-primas consumidas Custo dos produtos e serviços vendidos Materiais, energia, serviços de terceiros e outros VALOR ADICIONADO BRUTO (9.022) (1.781) RETENÇÕES Depreciações e amortizações VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO (9.022) (1.781) VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA Participação no resultado das controladas Receitas financeiras Variação cambial ativa - - (947) (2.768) Operação descontinuada VALOR ADICIONADO TOTAL A DESTRIBUIR DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO: Pessoal e encargos Remuneração direta Benefícios FGTS Impostos, taxas e contribuições 35 (1.022) Federais Estaduais Municipais Resultado decorrente da adesão ao REFIS - (1.027) (5.842) Remuneração de capital de terceiros Juros Variação cambial passiva 2 - (1.972) (26.947) Aluguéis Outros Remuneração de capitais próprios Lucros retidos Dividendos Participação dos não controladores nos lucros VALOR ADICIONADO TOTAL DISTRIBUÍDO As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 8

11 NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS REFERENTES AO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 (valores expressos em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) 1. CONTEXTO OPERACIONAL A Abril S.A. ( Companhia ) é uma sociedade anônima com sede em São Paulo, Estado de São Paulo. Sua controladora é a Ativic S.A. e, em conjunto com as sociedades controladas, compartilha as estruturas e os custos corporativos, gerenciais e operacionais. A Companhia e suas controladas têm como atividade a participação em empresas, principalmente aquelas que exploram o ramo de comunicações; a atuação nas atividades editorial e gráfica, compreendendo a edição, impressão, distribuição e venda de revistas, anuários, guias e publicações técnicas; na internet como provedor de conteúdo, acesso, venda de publicidade e produtos; em empresas que atuam na produção, aquisição, licenciamento, distribuição, importação e exportação de programas de televisão, próprios ou de terceiros, prestação de demais serviços relacionados com sistemas para transmissão, recepção e distribuição de sinais e programas de televisão; no serviços de organização e promoção de exposições, feiras, na exploração e comercialização de propaganda e publicidade. A emissão dessas demonstrações financeiras foi autorizada pelo Conselho de Administração em 29 de março de RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras consolidadas estão definidas abaixo. Essas políticas vêm sendo aplicadas de modo consistente em todos os exercícios apresentados Base de preparação As demonstrações financeiras foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ajustadas para refletir o custo atribuído de terrenos e edificações na data da transição para IFRS/CPCs e também ativos e passivos financeiros (inclusive instrumentos derivativos, quando aplicável) mensurados a valor justo contra o resultado do exercício. A preparação de demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis da Companhia. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras consolidadas, estão divulgadas na nota 3. 9

12 2.1.a Demonstrações financeiras consolidadas As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas e estão sendo apresentadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). As demonstrações financeiras consolidadas também foram preparadas e estão sendo apresentadas de acordo com os Padrões Internacionais de Demonstrações Financeiras - International Financial Reporting Standards (IFRS) - emitidos pelo International Accounting Standards Board. Anteriormente, a Companhia elaborou demonstrações financeiras consolidadas de acordo com o IFRS em 31 de dezembro de Em linha com o disposto no Pronunciamento CPC 37 (R1) Adoção inicial das normas internacionais de contabilidade e no Pronunciamento CPC 43 (R1) Adoção inicial dos pronunciamentos técnicos CPC 15 a 41, a Companhia adotou os saldos anteriormente existentes em IFRS na preparação de suas demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as CPCs. Adicionalmente, efetuou a transposição dos ajustes em suas demonstrações financeiras individuais, de forma a obter o mesmo patrimônio líquido das demonstrações financeiras consolidadas. As principais diferenças entre as práticas contábeis adotadas anteriormente no Brasil (BR GAAP antigo) e CPCs/IFRS, incluindo as reconciliações do patrimônio líquido e do resultado abrangente, estão descritas na nota b Demonstrações financeiras individuais 2.2. Consolidação As demonstrações financeiras individuais da controladora foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs) e são publicadas juntamente com as demonstrações financeiras consolidadas. 2.2.a Demonstrações financeiras consolidadas As seguintes políticas contábeis são aplicadas na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas. Controladas Controladas são todas as entidades nas quais a Companhia tem o poder de determinar as políticas financeiras e operacionais, geralmente acompanhada de uma participação de mais do que metade dos direitos a voto (capital votante). A existência e o efeito de possíveis direitos a voto atualmente exercíveis ou conversíveis são considerados quando se avalia se a Companhia controla outra entidade. As controladas são totalmente consolidadas a partir da data em que o controle é transferido para a Companhia. A consolidação é interrompida a partir da data em que o controle termina. 10

13 A Companhia usa o método de contabilização da aquisição para contabilizar as combinações de negócios. A contraprestação transferida para a aquisição de uma controlada é o valor justo dos ativos transferidos, passivos incorridos e instrumentos patrimoniais emitidos pela Companhia. A contraprestação transferida inclui o valor justo de algum ativo ou passivo resultante de um contrato de contraprestação contingente quando aplicável. Custos relacionados com aquisição são contabilizados no resultado do exercício conforme incorridos. Os ativos identificáveis adquiridos e os passivos e passivos contingentes assumidos em uma combinação de negócios são mensurados inicialmente pelos valores justos na data da aquisição. A Companhia reconhece a participação não controladora na adquirida, tanto pelo seu valor justo como pela parcela proporcional da participação não controlada no valor justo de ativos líquidos da adquirida. A mensuração da participação não controladora a ser reconhecida é determinada em cada aquisição realizada. O excesso da contraprestação transferida e do valor justo na data da aquisição de qualquer participação patrimonial anterior na adquirida em relação ao valor justo da participação da Companhia de ativos líquidos identificáveis adquiridos é registrada como ágio (goodwill). Transações entre companhias, saldos e ganhos não realizados em transações entre empresas do grupo são eliminados. Os prejuízos não realizados também são eliminados a menos que a operação forneça evidências de uma perda (impairment) do ativo transferido. As políticas contábeis das controladas são alteradas quando necessário para assegurar a consistência com as políticas adotadas pela Companhia. Coligadas Coligadas são todas as entidades sobre as quais a Companhia tem influência significativa, mas não o controle, geralmente em conjunto com uma participação acionária de 20% a 50% dos direitos de voto. Os investimentos em coligadas são contabilizados pelo método de equivalência patrimonial e são, inicialmente, reconhecidos pelo seu valor de custo. O investimento da Companhia em coligadas inclui o ágio identificado na aquisição, líquido de qualquer perda por impairment acumulada. Ver nota 2.13 sobre impairment de ativos não financeiros, incluindo ágio. A participação da Companhia nos lucros ou prejuízos de suas coligadas pósaquisição é reconhecida na demonstração do resultado. Quando a participação da Companhia nas perdas de uma coligada for igual ou superior a sua participação na coligada, incluindo quaisquer outros recebíveis, a Companhia não reconhece perdas adicionais, a menos que tenha incorrido em obrigações ou efetuado pagamentos em nome da coligada. Os ganhos não realizados das operações entre a Companhia e suas coligadas são eliminados na proporção da participação da Companhia nas coligadas. As perdas não realizadas também são eliminadas, a menos que a operação forneça evidências de uma perda (impairment) do ativo transferido. As políticas contábeis das coligadas foram alteradas, quando necessário, para assegurar consistência com as políticas adotadas pela Companhia. 11

14 Se a participação acionária na coligada for reduzida, mas for retida influência significativa, somente uma parte proporcional dos valores anteriormente reconhecidos em outros resultados abrangentes será reclassificada no resultado, quando apropriado. Os ganhos e as perdas de diluição em participações em coligadas, quando ocorrem, são reconhecidos na demonstração do resultado. 2.2.b Demonstrações financeiras individuais Nas demonstrações financeiras individuais as controladas são contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial. Os mesmos ajustes são feitos tanto nas demonstrações financeiras individuais quanto nas demonstrações financeiras consolidadas para chegar ao mesmo resultado e patrimônio líquido atribuível aos acionistas da controladora. No caso da Companhia, as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicadas nas demonstrações financeiras individuais diferem do IFRS aplicável às demonstrações financeiras separadas, apenas pela avaliação dos investimentos em controladas pelo método de equivalência patrimonial, enquanto conforme IFRS seria custo ou valor justo Apresentação de informação por segmentos As informações por segmentos operacionais são apresentadas de modo consistente com o relatório interno fornecido para o principal tomador de decisões operacionais. O principal tomador de decisões operacionais, responsável pela alocação de recursos e pela avaliação de desempenho dos segmentos operacionais, é o Conselho de Administração responsável inclusive pela tomada das decisões estratégicas da Companhia Conversão de moeda estrangeira (a) Moeda funcional e moeda de apresentação Os itens incluídos nas demonstrações financeiras da Companhia e suas controladas são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico, no qual a empresa atua ("a moeda funcional"). As demonstrações financeiras consolidadas estão apresentadas em Reais (R$), que é a moeda funcional da Companhia e, também, a moeda de apresentação da Companhia. (b) Transações e saldos As operações com moedas estrangeiras são convertidas para a moeda funcional, utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação, na qual os itens são remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes das liquidações dessas transações e da conversão pelas taxas de câmbio do final do exercício, referentes a ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras, são reconhecidos nas demonstrações do resultado. 12

15 Os ganhos e perdas cambiais relacionados com empréstimos, caixas e equivalentes de caixa são apresentados nas demonstrações do resultado como receita ou despesa financeira. Todos os outros ganhos e perdas cambiais são apresentados como Outras despesas líquidas Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de três meses, ou menos e com risco insignificante de mudança de valor Ativos financeiros e títulos e valores mobiliários Classificação e mensuração: A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: a) mensurados ao valor justo através do resultado, b) empréstimos e recebíveis e c) ativos mantidos até o vencimento, não existindo, nas presentes demonstrações financeiras instrumentos disponíveis para venda e instrumentos financeiros derivativos. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. a) Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado Os ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são aqueles mantidos para negociação ativa e frequente. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são apresentados na demonstração do resultado em "resultado financeiro" no período em que ocorrem, a menos que o instrumento tenha sido contratado em conexão com outra operação. Neste caso, as variações são reconhecidas na mesma linha do resultado afetada pela referida operação. b) Empréstimos e recebíveis Incluem-se nesta categoria os empréstimos concedidos e os recebíveis que são ativos financeiros não-derivativos com pagamentos fixos ou determináveis e não cotados em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes são classificados como ativos não-circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem os empréstimos à controladas, contas a receber de clientes, demais contas a receber e caixa e equivalentes de caixa, exceto os investimentos de curto prazo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa de juros efetiva. 13

16 c) Ativos mantidos até o vencimento São basicamente os ativos financeiros que não podem ser classificados como empréstimos e recebíveis, por serem cotados em um mercado ativo. Neste caso, os ativos financeiros são adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São avaliados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do exercício. Valor justo Os valores justos dos investimentos com cotação pública são baseados nos preços atuais de compra. Para os ativos financeiros sem mercado ativo ou cotação pública, a Companhia estabelece o valor justo através de técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem o uso de operações recentes contratadas com terceiros, a referência a outros instrumentos que são substancialmente similares, a análise de fluxos de caixa descontados e os modelos de precificação de opções que fazem o maior uso possível de informações geradas pelo mercado e contam o mínimo possível com informações geradas pela Administração da própria entidade Impairment de ativos financeiros Ativos mensurados ao custo amortizado A Companhia avalia no final de cada exercício se há evidência objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e os prejuízos de impairment são incorridos somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um "evento de perda") e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. Os critérios que o a Companhia e suas controladas usam para determinar se há evidência objetiva de uma perda por impairment incluem: (i) dificuldade financeira relevante do emissor ou devedor; (ii) uma quebra de contrato, como inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou principal; (iii) a Companhia e suas controladas, por razões econômicas ou jurídicas relativas à dificuldade financeira do tomador de empréstimo, garante ao tomador uma concessão que o credor não consideraria; (iv) torna-se provável que o tomador declare falência ou outra reorganização financeira; (v) o desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido às dificuldades financeiras. 14

17 Se, num período subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão da perda por impairment reconhecida anteriormente será reconhecida na demonstração do resultado Contas a receber de clientes As contas a receber referem-se substancialmente a veiculação de publicidade, serviços gráficos, assinaturas e venda de produtos. A provisão para créditos de liquidação duvidosa foi constituída com base, na análise do nível de perdas históricas e no conhecimento e acompanhamento da situação individual de seus clientes, sendo considerada suficiente para fazer face as eventuais perdas na realização dos créditos (nota 7) Estoques Os estoques são demonstrados ao custo médio das compras ou da produção, inferior aos custos de reposição ou aos valores de realização e, quando aplicável, reduzido por provisão para obsolescência e para redução ao valor de mercado (nota 8). As importações em andamento são demonstradas ao custo acumulado de cada importação. A Companhia e suas controladas efetuaram provisão para perdas para os produtos acabados e matérias-primas com baixa utilização. Tal provisão é constituída com base em percentual pelo tempo de permanência dos itens nos estoques até o limite máximo de três anos, quando são totalmente provisionados como prováveis de perda. As peças de reposição de máquinas e equipamentos podem permanecer no estoque enquanto houver perspectiva de utilização, mesmo estando provisionadas Depósitos judiciais Os depósitos judiciais são atualizados monetariamente e apresentados como dedução do valor de um correspondente passivo constituído, quando aplicável Intangíveis i) Programas de computador (software) Licenças adquiridas de programas de computador são capitalizadas e amortizadas ao longo de sua vida útil estimada (nota 12). Os gastos associados ao desenvolvimento ou à manutenção de softwares são reconhecidos como despesas na medida em que são incorridos. Os gastos diretamente associados a softwares identificáveis e únicos, controlados pela Companhia e suas controladas e que, provavelmente, gerarão benefícios econômicos maiores que os custos por mais de um ano, são reconhecidos como ativos intangíveis. Os gastos diretos incluem a remuneração dos funcionários da equipe de desenvolvimento de softwares e a parte adequada das despesas gerais relacionadas. 15

18 Os gastos com o desenvolvimento de softwares reconhecidos como ativos são amortizados usando-se o método linear ao longo de suas vidas úteis, pelas taxas demonstradas na nota 12. ii) Ágio O ágio (goodwill) é representado pela diferença positiva entre o valor pago ou a pagar e o montante líquido do valor justo dos ativos e passivos da entidade adquirida. O ágio de aquisição de controladas é registrado nas demonstrações financeiras consolidadas como ativo intangível, enquanto que nas demonstrações financeiras individuais, é registrado como investimentos a menos que a empresa adquirida tenha sido incorporada pela Companhia. Caso a Companhia apure deságio registra o montante como ganho no resultado do período, na data da aquisição. O ágio é testado anualmente para verificar prováveis perdas (impairment) e contabilizado pelo seu valor de custo menos as perdas acumuladas por impairment, que não são revertidas. Os ganhos e as perdas da alienação de uma entidade incluem o valor contábil do ágio relacionado com a entidade vendida. O ágio é alocado às Unidades Geradoras de Caixa (UGCs) para fins de teste de impairment. A alocação é feita para as UGCs ou para os grupos de UGC que devem se beneficiar da combinação de negócios da qual o ágio se originou, devidamente segregada, de acordo com o segmento operacional iii) Relações contratuais com clientes As relações contratuais com clientes, adquiridas em uma combinação de negócios, são reconhecidas pelo valor justo na data da aquisição. As relações contratuais com clientes têm vida útil finita e são contabilizadas pelo seu valor de custo menos a amortização acumulada. A amortização é calculada usando o método linear durante a vida esperada da relação com o cliente. iv) Outros ativos intangíveis Os custos com a aquisição de patentes, marcas comerciais, licenças são capitalizados e não são amortizados. Os ativos intangíveis não foram reavaliados Imobilizado Máquinas e equipamentos industriais, compreendem principalmente ao parque fabril utilizado na produção gráfica; terrenos e edifícios compreendem principalmente a fábricas, galpões e escritórios. São demonstrados pelo custo histórico de aquisição, acrescidos de reavaliações espontâneas efetuadas em 31 de dezembro de 2005 pelas controladas Editora Abril S.A. e Abril Gráfica Ltda., com base em laudo elaborado por empresa especializada, abrangendo tão somente seu parque gráfico, edifícios e terrenos. A depreciação é calculada pelo método linear, de acordo com as taxas divulgadas na nota 13. Terrenos não são depreciados. Ganhos e perdas em alienações são determinados pela comparação dos valores de alienação com o valor contábil e são incluídos no resultado. Quando os ativos reavaliados são vendidos, os valores incluídos na reserva de reavaliação são transferidos para lucros acumulados. 16

19 Os custos dos encargos sobre empréstimos tomados para financiar a construção do imobilizado são capitalizados durante o período necessário para executar e preparar o ativo para o uso pretendido. Reparos e manutenção são apropriados ao resultado durante o período em que são incorridos. O custo das principais renovações é incluído no valor contábil do ativo no momento em que for provável que os benefícios econômicos futuros que ultrapassarem o padrão de desempenho inicialmente avaliado para o ativo existente fluirão para a Companhia. As principais renovações são depreciadas ao longo da vida útil restante do ativo relacionado. Conforme facultado pelo Pronunciamento CPC 13 - Adoção Inicial da Lei nº /07, a Companhia optou por manter os saldos das reavaliações até a sua plena realização. De acordo com a Deliberação CVM nº 527/07, que aprovou a CPC 01, Redução ao valor recuperável de ativos, a Companhia e suas controladas em conjunto com empresa especializada, realizou a revisão da vida útil econômica dos bens do imobilizado e registrou os efeitos desta revisão a partir de janeiro de Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2010, não foram identificadas diferenças significativas na vida útil-econômica dos bens que integram o ativo imobilizado da Companhia e de suas controladas, consequentemente, foram utilizadas as mesmas taxas de depreciação utilizadas no exercício findo em 31 de dezembro de Impairment de ativos não financeiros Os ativos que têm uma vida útil indefinida, não estão sujeitos à amortização e são testados anualmente para a verificação de impairment. Os ativos que estão sujeitos à amortização são revisados para a verificação de impairment sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Uma perda por impairment é reconhecida pelo valor ao qual o valor contábil do ativo excede seu valor recuperável. Este último é o valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o seu valor em uso. Para fins de avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos níveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa identificáveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa (UGC)). Os ativos não financeiros, que tenham sofrido impairment, são revisados subsequentemente para a análise de uma possível reversão do impairment na data de apresentação do relatório Recebimentos antecipados Os recebimentos antecipados de clientes referem-se aos adiantamentos obtidos por conta de veiculação da publicidade futura e são registrados como receita quando da veiculação da publicidade. 17

20 2.15. Fornecedores As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano (ou no ciclo operacional normal dos negócios, ainda que mais longo). Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros. Na prática, são normalmente reconhecidas ao valor da fatura correspondente Empréstimos, financiamentos e debêntures Os empréstimos, financiamentos e debêntures de certas controladas são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquido dos custos incorridos na transação e são, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferença entre os valores captados (líquidos dos custos da transação) e o valor de liquidação é reconhecida na demonstração do resultado durante o período em que os empréstimos estejam em aberto, utilizando o método da taxa efetiva de juros. As taxas pagas no estabelecimento do empréstimo são reconhecidas como custos da transação do empréstimo, uma vez que seja provável que uma parte ou todo o empréstimo seja sacado. Nesse caso, a taxa é diferida até que o saque ocorra. Quando não houver evidências da probabilidade de saque de parte ou da totalidade do empréstimo, a taxa é capitalizada como um pagamento antecipado de serviços de liquidez e amortizada durante o período do empréstimo ao qual se relaciona. Os empréstimos são classificados com o passivo circulante, a menos que a Companhia e suas controladas tenham um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do balanço Provisões As provisões são reconhecidas quando a Companhia e suas controladas tem uma obrigação presente, legal ou não formalizada, como resultado de eventos passados e é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação e uma estimativa confiável do valor possa ser feita Assinaturas de revistas O saldo da conta assinaturas de revistas liquida-se pela produção e entrega contratada das publicações futuras e está demonstrado pelo montante líquido de valores a receber por conta de assinaturas vendidas. 18

21 2.19. Imposto de renda e contribuição social correntes e diferidos As despesas de imposto de renda e contribuição social do período compreendem aos impostos corrente e diferido, sendo reconhecidas na demonstração do resultado. O encargo de imposto de renda e contribuição social corrente é calculado com base nas leis tributárias promulgadas na data do balanço. O imposto de renda e a contribuição social diferidos são calculados sobre os prejuízos fiscais do imposto de renda, a base negativa de contribuição social e as correspondentes diferenças temporárias entre as bases de cálculo do imposto sobre ativos e passivos e os valores contábeis das demonstrações financeiras. As alíquotas desses impostos, definidas atualmente para determinação desses créditos diferidos, são de 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuição social. Impostos diferidos ativos são reconhecidos na extensão em que seja provável que o lucro futuro tributável esteja disponível para ser utilizado na compensação das diferenças temporárias e/ou prejuízos fiscais, com base em projeções de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações Benefícios a funcionários (i) Obrigações de aposentadoria O plano de pensão da Companhia e de suas controladas é classificado como contribuição definida sendo que, são pagas contribuições aos planos de pensão administrado pela Abrilprev Sociedade de Previdência Privada ( AbrilPrev ) em bases compulsórias, contratuais ou voluntárias. Assim que as contribuições tiverem sido feitas, a Companhia não tem obrigações relativas a pagamentos adicionais. As contribuições regulares compreendem os custos periódicos líquidos do período em que são devidas e, assim, são incluídas nos custos de pessoal. (ii) Participação nos lucros A Companhia e suas controladas oferecem aos funcionários participação nos resultados, por meio do Superação, programa de participação nos resultados da Companhia e suas controladas vinculado ao atingimento de metas pré-estabelecidas. O reconhecimento desta participação é efetuado mensalmente e revidado quando do encerramento do exercício, momento em que o valor pode ser mensurado de maneira confiável pela Companhia. (iii) Remuneração com base em ações O programa de parceria de longo prazo prevê a venda de ações da controlada direta Beigetree Participações S.A., que detém participação direta no capital da controlada direta Editora Abril S.A., para os executivos da Companhia. 19

22 A Companhia, tem a obrigação de recomprar as ações concedidas aos executivos, 50% no ano seguinte ao do exercício da opção e 50% quando do término do contrato de trabalho, falecimento ou superveniência de oferta pública de ações da Companhia, sendo que estas ações não poderão ser alienadas a terceiros sem anuência prévia. Adicionalmente, o usufruto dos direitos que essas ações poderão vir a gerar serão de propriedade integral da Companhia. As ações destinadas ao programa de parceria de longo prazo poderão ser exercidas anualmente, desde que o executivo autorizado seja, na data da aquisição, funcionário ou administrador da Companhia ou das suas controladas Demonstrações dos resultados Reconhecimento da receita a) Receita de vendas de produtos e serviços A Companhia e suas controladas reconhecem a receita quando o valor da receita pode ser mensurado com segurança, é provável que os benefícios econômicos futuros fluirão para as entidades e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma de suas atividades. As receitas com publicidade (líquidas das bonificações de volumes), com vendas de produtos e com serviços de impressão são creditadas ao resultado quando da veiculação da propaganda, da entrega do produto e da prestação dos serviços, respectivamente. As vendas de revistas para pontos de vendas são creditadas ao resultado nas datas de circulação, líquidas da estimativa de perdas. As receitas de assinaturas de revistas são reconhecidas proporcionalmente aos exemplares entregues. A Companhia efetua operações de permuta de publicidade e sobre tais operações é aplicado o conceito de valor justo para cada contrato. b) Receita financeira A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido, usando o método da taxa efetiva de juros. Custos Os custos são reconhecidos quando da veiculação da publicidade; os custos de produção são apurados pelo método de lote específico e considera preços médios das compras ou produção. Os custos dos serviços prestados são reconhecidos quando da efetiva prestação dos serviços. Os custos de produção e venda de revistas são reconhecidos conforme a data de capa de cada edição e os custos de assinaturas e distribuição de exemplares são apurados no momento da entrega aos assinantes Arrendamento Mercantil Arrendamentos de imobilizado nos quais a Companhia assume substancialmente os riscos e benefícios do bem, são classificados como arrendamentos financeiros. Os arrendamentos financeiros são reconhecidos como um ativo e um passivo (empréstimos com incidência de juros) por montantes iguais ao menor entre o valor justo da propriedade arrendada e o valor presente das contraprestações do arrendamento no momento inicial. A depreciação e o teste de redução ao valor de recuperação para ativos arrendados depreciáveis é a mesma utilizada para ativos depreciáveis próprios. 20

23 Pagamentos do contrato de arrendamento são distribuídos entre o passivo em aberto e encargos financeiros para que seja obtida uma taxa de juros constante e periódica sobre o valor remanescente da dívida. A controlada Treelog S.A. Logística e Distribuição assume substancialmente todos os riscos e benefícios de propriedade referente a frota de veículos de carga classificados como arrendamento financeiro. Os arrendamentos financeiros são registrados como se fossem uma compra financiada, reconhecendo, no seu início, um ativo imobilizado e um passivo de financiamento (arrendamento). Arrendamentos de ativos onde os riscos e benefícios do bem são retidos substancialmente pelo arrendatário são classificados como arrendamento operacional. Pagamentos de arrendamentos operacionais são reconhecidos no resultado em uma base linear até o encerramento do contrato. Quando um arrendamento operacional é encerrado antes da data de vencimento, qualquer pagamento a ser feito ao arrendatário a titulo de multa é reconhecido como uma despesa no período em que o contrato é encerrado Normas, alterações e interpretações de normas existentes que ainda não estão em vigor e não foram adotadas antecipadamente pela Companhia e suas controladas As normas e alterações das normas existentes a seguir foram publicadas e são obrigatórias para os períodos contábeis da Companhia e suas controladas iniciados em 1º de janeiro de 2011, ou após essa data, ou para períodos subsequentes. Todavia, não houve adoção antecipada dessas normas e alterações de normas por parte do Companhia. IFRS 9, "Instrumentos financeiros", emitido em novembro de Esta norma é o primeiro passo no processo para substituir o IAS 39 "Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração". O IFRS 9 introduz novas exigências para classificar e mensurar os ativos financeiros e provavelmente afetará a contabilização da Companhia para seus ativos financeiros. A norma não é aplicável até 1 de janeiro de 2013, mas está disponível para adoção prévia. A Companhia ainda avaliará o impacto total do IFRS 9. IAS 24 Revisado, "Divulgações de Partes Relacionadas", emitido em novembro de Substitui o IAS 24, "Divulgações de Partes Relacionadas", emitido em O IAS 24 (revisado) é obrigatório para períodos iniciando em ou após 1 de janeiro de Aplicação prévia, no todo ou em parte, é permitida. A norma revisada esclarece e simplifica a definição de parte relacionada e retira a exigência de entidades relacionadas com o governo divulgarem detalhes de todas as transações com o governo e outras entidades relacionadas do governo. A Companhia aplicará a norma revisada a partir de 1 de janeiro de Quando a norma revisada é aplicada, a Companhia precisará divulgar quaisquer transações entre suas controladas e coligadas. A Companhia está atualmente avaliando o impacto do IAS

24 O IFRIC 19, "Extinção dos Passivos Financeiros com Instrumentos Patrimoniais" está em vigor desde 1 de julho de A interpretação esclarece a contabilização por parte de uma entidade quando os prazos de um passivo financeiro são renegociados e resultam na emissão pela entidade dos instrumentos patrimoniais a um credor da entidade para extinguir todo ou parte do passivo financeiro (conversão da dívida). Isso requer que um ganho ou perda seja reconhecido no resultado, que é mensurado como a diferença entre o valor contábil do passivo financeiro e o valor justo dos instrumentos patrimoniais emitidos. Se o valor justo dos instrumentos financeiros emitidos não puder ser mensurado de maneira confiável, os instrumentos patrimoniais devem ser mensurados para refletir o valor justo do passivo financeiro extinto. A Companhia aplicará a interpretação a partir de 1º de janeiro de Não se espera que haja algum impacto nas demonstrações financeiras da Companhia ou das controladas Interpretações e alterações de normas existentes que ainda não estão em vigor e não são relevantes para as operações da Companhia e suas controladas As interpretações e alterações das normas existentes a seguir foram publicadas e são obrigatórias para os períodos contábeis da Companhia iniciados em 1 de janeiro de 2011, ou após essa data, ou para períodos subsequentes. Entretanto, não são relevantes para as operações da Companhia e suas controladas. Apresentamos a seguir uma lista de normas/interpretações emitidas e que estão em vigor para períodos após 1 o de janeiro de Normas / Interpretações Alteração no IAS 32, "Instrumentos Financeiros: Apresentação - Classificação dos Direitos de Ações" Alteração no IFRS 1 - "Primeira Adoção de IFRS - Isenção Limitada a Partir das Divulgações Comparativas do IFRS 7 Para as Entidades que Fazem a Adoção pela Primeira Vez" Alteração ao IFRIC 14, IAS 19 - "Limite de Ativo de Benefício Definido, Exigências Mínimas de Provimento de Recursos (funding) e sua Interpretação" Aprimoramentos aos IFRS em 2011 As alterações geralmente são aplicáveis para períodos anuais iniciando após 1º de janeiro de 2011, a não ser que seja indicado de outra forma. A aplicação antecipada, embora permitida pelo IASB, não está disponível no Brasil. Abaixo resumo dos pronunciamentos a serem aplicados. 22

25 IFRS 1 IFRS 3 IFRS 7 IAS 1 IAS 27 IAS 34 IFRIC 13 - "Primeira Adoção das Normas Internacionais de Contabilidade" Pronunciamentos (i) Mudanças na política contábil no ano da adoção (ii) Base de reavaliação como custo atribuído (deemed cost) (iii) Uso do custo estimado para operações sujeitas a preços regulados (por exemplo, concessionárias de de de serviços públicos) - "Combinações de Negócios" (i) (ii) (iii) Exigências de transição para contraprestação contingente a partir de uma combinação de negócios que ocorreu antes da data da entrada em vigor do IFRS do IFRS revisado Mensuração de participações não controladoras Concessões de pagamentos com base em ações não substituídos ou substituídos voluntariamente - "Instrumentos Financeiros" - "Apresentação das Demonstrações Financeiras" - "Demonstrações Financeiras Consolidadas e separadas" - "Apresentação de Relatórios Financeiros Intermediários" - "Programas de Fidelização de Clientes" 3. ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS CONTÁBEIS CRÍTICOS As estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoáveis para as circunstâncias, as quais estão destacadas a seguir: a) Perda (impairment) estimada do ágio Anualmente, a Companhia testa eventuais perdas (impairment) no ágio, de acordo com a política contábil apresentada na nota Os valores recuperáveis de Unidades Geradoras de Caixa (UGCs) foram determinados com base em cálculos do valor em uso, efetuados com base em estimativas (nota 12). b) Receitas de permuta e publicidade Conforme mencionado na nota 2.21, algumas controladas da Companhia efetuam operações de permuta de publicidade e sobre tais operações é aplicado o conceito de valor justo para cada contrato. Uma vez que, conforme Pronunciamento CPC 30 Receitas, a receita proveniente de transação de permuta que envolva publicidade não pode ser medida de forma confiável pelo valor justo dos serviços de publicidade recebidos, a Administração utiliza experiência histórica e estimativas para determinar o valor justo dos serviços entregues. 23

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