A Bolsa Portuguesa. Factos e Números 2013

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1 A Bolsa Portuguesa Factos e Números 213

2 ÍNDICE Caixa: A Bolsa Portuguesa em Números Factos Relevantes da Actividade do Mercado Admissões e Exclusões Negociação Membros do Mercado Índices 2. Enquadramento Económico e Financeiro Internacional Nacional 3. Enquadramento Regulatório 4. Mercado Acionista Enquadramento Internacional Mercado Primário Nacional Mercado Secundário Nacional Caixa: Oferta Pública de Venda dos CTT Correios de Portugal Caixa: Admissão da Nexponor Sicafi Caixa: Alterações às Regras do Índice PSI 2 5. Mercado Obrigacionista Enquadramento Internacional Mercado Primário Nacional Mercado Secundário Nacional Caixa: Emissões de Obrigações Dirigidas Mercado de Warrants Enquadramento Internacional Mercado Nacional 7. Mercado de ETFs e Certificados Enquadramento Internacional Mercado Nacional 8. Mercado de Derivados Enquadramento Internacional Mercado Nacional 9. Membros do Mercado 1. Sistema Nacional de Registo e Liquidação de Valores Mobiliários Sistemas Centralizados de Valores Mobiliários Sistemas de Liquidação Agência Nacional de Codificação ANEXO ESTATÍSTICO ao Investidor Individual

3 A Bolsa Portuguesa Factos e Números 213 A BolSA PortuguESA em Números AÇÕES Nº de Empresas cotadas, em 31 dezembro de 213 = 62 Nº de Empresas cotadas nacionais = 59 Capitalização bolsista doméstica = 54,3 mil milhões Valor total negociado em ações, em 213= 28,7 mil milhões Variação do índice PSI 2, em 213 = 16,% Variação do índice PSI Geral, em 213 = 15,6% OBRIGAÇÕES Nº de obrigações cotadas, em 31 de dezembro de 213 = 282 Nº de obrigações cotadas de entidades privadas = 266 Capitalização bolsista, em 31 de dezembro de 213 = 94,1 mil milhões Valor total negociado em obrigações, em 213 = 413 milhões WARRANTS Nº de Warrants admitidos à negociação, em 31 de dezembro de 213 = Nº de negócios, em 213= Valor negociado em warrants, em 213 = 183 milhões ETFs Nº de ETFs admitidos à negociação, em 31 de dezembro de 213 = 3 ETFs cotados: PSI 2, PSI 2 Leverage e Índice Ibérico Capitalização Bolsista, em 31 de dezembro de 213 = 23,5 milhões Valor negociado em ETFs, em 213 = 95,4 milhões ÍNDICES DO MERCADO PORTUGUÊS PSI 2. É o índice de referência do mercado português, que integra as 2 empresas mais representativas. PSI Geral. Engloba a totalidade das empresas cotadas na Euronext Lisbon. PSI Setoriais. Existem índices sobre os seguintes setores: Materiais de base, Industrial, Bens de Consumo, Serviços, Telecomunicações, Utilities, Setor Financeiro, Tecnologia. OUTROS ÍNDICES COM EMPRESAS PORTUGUESAS Índice Ibérico. Para além dos índices nacionais, as empresas cotadas na Euronext Lisbon também estão incluídas em índices internacionais, como este, que inclui 2 empresas espanholas e 1 portuguesas. Euronext 1. É um índice bolsista das empresas de maior capitalização e mais líquidas nas praças europeias geridas pela Euronext, que engloba atualmente 5 empresas portuguesas. Next 15. É o índice que cobre as 15 empresas mais representativas das praças europeias geridas pela Euronext, após as 1 maiores, que engloba atualmente 7 empresas portuguesas. CERTIFICADOS Nº de Certificados admitidos à negociação, em 31 de dezembro de 213 = 217 Valor negociado em certificados, em 213 = 524,9 milhões DERIVADOS NACIONAIS Nº de Contratos de Futuros cotados, a 31 de dezembro de 213 = 13 Nº de Contratos de Futuros cotados sobre Índices = 1 (PSI 2) Nº de Contratos de Futuros cotados sobre ações individuais = 12 Posições abertas, a 31 de dezembro de 213 = Nº de Contratos Negociados, em 213 = Valor dos Contratos Negociados, em 213 = 682 milhões 3

4 A Bolsa Portuguesa Factos e Números Factos ReleVANtes da AtIVIDADe do MerCADo ADMISSõES e ExclusõES Em fevereiro, a EDP solicitou a admissão de 4,14% do capital em Bolsa, que era propriedade do Estado português, que deixou de ser acionista da empresa, após esta operação. A privatização dos CTT-Correios de Portugal, que se traduziu na venda de 7% do capital da empresa, culminou com o início da negociação da empresa na Bolsa Portuguesa a 5 de dezembro. O Estado português realizou um encaixe de cerca de 579 milhões, através de uma oferta pública de venda e uma venda direta a investidores institucionais. A Caixa Económica Montepio Geral emitiu 2 milhões em unidade de participação, que se distribuíram por cerca de 24 mil novos investidores. O Banif realizou um aumento de capital dirigido a investidores individuais, que totalizou cerca de 7,7 milhões, através de uma oferta pública de troca de obrigações subordinadas e de ações preferenciais. O Nexponor, fundo imobiliário promovido pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), foi admitido à cotação no dia 3 de junho, no Alternext Lisbon, com uma capitalização de 65 milhões. Foram excluídas 3 empresas da Bolsa portuguesa: a Brisa, a Progado e a Rações Progado Centro Sul, sendo que a primeira estava cotada no Euronext e as restantes no Easynext. Continuaram a realizar-se emissões de obrigações destinadas ao retalho: a 14 de março foi admitido o empréstimo obrigacionista Mota-Engil Taxa Fixa no montante de 175 milhões, em abril foi a vez da SAD benfiquista ter emitido obrigações num total de 45 milhões, em junho o Banif emitiu 6 milhões a uma taxa de 7,5%. Realizaram-se diversas operações de aumentos de capital, que totalizaram em 213, cerca de 1.5 milhões. Em 213 foram admitidas à Bolsa portuguesa um total de 52 emissões de obrigações, que totalizaram cerca de 8.2 milhões. NegoCIAção A negociação de ações evoluiu positivamente, tendo atingido 28,7 mil milhões de euros em 213, representando um acréscimo de 42% face a 212. Ao invés, a negociação de obrigações regrediu, totalizando 413 milhões, 3,4% abaixo do registado em 212. Esta evolução ficou a dever-se à negociação de obrigações de dívida pública, na medida em que a negociação de dívida privada teve uma evolução positiva de 24,7%. Os instrumentos financeiros de gestão passiva, incluindo ETFs e Certificados, registaram evoluções muito positivas, tendo o volume de negociação aumentado 143% e 241%, respetivamente. O valor negociado de Certificados terá ultrapassado a negociação de obrigações, totalizando 525 milhões. MEMbros do MerCADo Foi admitido um novo membro no mercado a contado da Euronext Lisbon o Sun Trading International Ltd (UK). Solicitaram a saída seis membros do mercado. No final de 213 o mercado à vista nacional contava com 99 membros. ÍNDICES Aquando da revisão anual do PSI 2, em março, foi incluída a empresa Novabase e foi retirado o Espírito Santo Financial Group deste índice. Na revisão trimestral seguinte, em junho, houve uma inversão de posições, com a saída da Novabase e a reentrada do Espírito Santo Financial Group. Três novas empresas portuguesas entraram no Índice Next 15: Altri, Mota-Engil e SonaeCom, tendo sido excluído o ESFG. Em agosto, foi anunciada uma alteração às regras do índice PSI 2, para vigorar a partir de 214. As normas alteradas relacionam-se essencialmente com a metodologia de seleção das empresas que compõem o índice PSI 2. O critério principal passou a ser a capitalização bolsista efetivamente dispersa (free float market capitalization) (ver Caixa). Em dezembro foi realizado um novo ajustamento às regras do PSI 2, que removeu os requisitos de sede e de mercado principal de negociação para efeitos de elegibilidade das empresas para o índice. 4

5 A Bolsa Portuguesa Factos e Números ENQUADRAMENto ECONÓMICO E FINANCEIro Crescimento do PIB (%) Fonte: Fundo Monetário Internacional 4,9% 4,7% EnquADrAMento INterNACIoNAl A economia mundial abrandou ligeiramente em 213, com uma evolução do crescimento do PIB de 3,1%, em 212, para 3,%, em 213, conforme os dados do Fundo Monetário Internacional. O segundo semestre de 213 verificou uma atividade global acima do esperado, com sinais positivos tanto nos países desenvolvidos como nos países emergentes. Em 213 o PIB mundial cresceu 3,%, um ligeiro abrandamento face a 212, ano em que o PIB subiu 3,1%. Este abrandamento é verificado tanto nas economias avançadas (crescimento caiu de 1,4%, em 212, para 1,3%, em 213) como nas economias emergentes (crescimento reduziu-se de 4,9% para 4,7%). Em 213 os EUA tiveram um crescimento de 1,9%, abaixo do crescimento de 2,8% verificado em 212. Reino Unido, Japão e Canadá cresceram 1,7%. A Alemanha e França registaram uma progressão económica ligeira. Alguns países da zona do Euro continuaram em recessão, ainda que menos acentuada que no ano anterior. Para 214 o FMI prevê um crescimento global de 3,7%. Esta melhoria de perspetivas futuras promoveu uma maior atividade económica já em 213, com o comércio externo a aumentar globalmente e com uma subida do investimento, sobretudo na segunda metade de 213. Em meados de 213 assistiu-se também ao abrandamento dos estímulos monetários nos EUA. Ainda que seja uma medida que inverte a política monetária expansionista iniciada em 28, demonstra um sinal de confiança nos indicadores económicos positivos que surgiram ao longo do ano. Dos países emergentes, a China regista o maior crescimento (7,7% em 213). A Europa do Leste cresceu 2,5%, acima de 1,4% verificados no ano anterior, à semelhança do Brasil, que também viu o crescimento do seu PIB aumentar (de 1,%, em 212, para 2,3%, em 213) bem como a Índia (de 3,2%, em 212, para 4,4%, em 213). A atividade económica no México, Rússia e África do Sul também progrediu positivamente, ainda que a um menor ritmo que em 212. As taxas de juro da dívida pública de Portugal, Espanha e Itália, seguiram uma tendência de descida, tendo as da Alemanha subido ligeiramente. Esta melhoria global, e maior convergência, indicam uma maior estabilidade financeira na zona euro, com a crise das dívidas soberanas a mostrar, em 213, sinais de alívio. EnquADrAMento NACIoNAl Durante o ano de 213 o PIB real português decresceu 1,4%, alargando o período recessivo que já tinha sido registado em 212, quando o PIB caiu 3,2%. Apesar da contração registada na totalidade do ano, o comportamento ao longo do ano mostra um aligeiramento da recessão, com o último trimestre a demonstrar um crescimento de 1,6% face ao período homólogo de 212. No último trimestre de 213 a taxa de desemprego fixou-se nos 15,3%, 1,6 p.p. abaixo do período homólogo de 212. No final de 213 verificou-se uma tendência de descida, já que a taxa de desemprego 3,1% 3% 2,8% Economia mundial 1,9% -,4% -,7%,9%,5%,%,2% -1,8% -1,6%-1,2% -2,5% eua Zona Euro Alemanha França Itália Espanha Reino Unido Japão Países emergentes Evolução das taxas de juro da dívida soberana (1 anos) Fonte: Bloomberg 18% 16% 14% 12% 1% 8% 6% 4% 2% -,3% 1,7% 1,4% 1,7% Portugal Itália Espanha Alemanha % Dez/1 Jun/11 Dez/11 Jun/12 Dez/12 Jun/13 Crescimento do PIB português (var % homóloga, trimestral) Fonte: Instituto Nacional de Estatística 2,7% 2,2% 2,2% 2,3%,8%,6%,3% -1,8% -2,5% -3,6% -4,1% 2,1% 2,4% 1,8% 1,5% -1,4% Dez/13 1,6% -,1% -,7% -,9% -1,4% -2,% -2,4% -2,8% -3,2% -3,6% -3,8% -4,% 27.I 27.II 27.III 27.IV 28.I 28.II 28.III 28.IV 29.I 29.II 29.III 29.IV 21.I 21.II 21.III 21.IV 211.I 211.II 211.III 211.IV 212.I 212.II 212.III 212.IV 213.I 213.II 213.III 213.IV 5

6 A Bolsa Portuguesa Factos e Números 213 caiu,3% do terceiro para o quarto trimestre. A taxa média anual de desemprego foi de 16,3%, superior àquela que se verificou no final do ano. De sublinhar ainda que em 213 se verificou uma redução relevante da população ativa, em grande parte explicada pela emigração registada. Evolução do crédito bancário Fonte: Banco de Portugal 15% Empresas Particulares Capacidade/necessidade de financiamento da economia (% do PIB) Fonte: Instituto Nacional de Estatística 1,6% 1,8%,7% De acordo com a comunicação relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos, de 31 de março de 214, o défice público de 213 situou-se em 4,9% do PIB, continuando a trajetória de consolidação registada desde 29, ano em que este indicador atingiu 1,2% do PIB. O saldo primário terá atingido o nível de -1,6% do PIB. A dívida pública continua a subir, tendo atingido 127,8% do PIB em % 5% % -5% -9,7% -1,6% -11,6% -11,4% -11,4% -9,5% -9,% -9,5% -9,6% -1,1% -9,8% -1,4% -8,3% -8,% -7,% -5,6% -4,6% -2,4% -1,2% -,1% Em 213 manteve-se a tendência de evolução positiva na capacidade de financiamento da economia, que se observa em Portugal desde 29. Pela primeira vez, desde que Portugal aderiu à moeda única europeia, verificou-se um excedente de financiamento externo, desde o início do ano, atingindo um máximo de 1,8% do PIB no terceiro trimestre de % Jan/8 Jan/9 Jan/1 Jan/11 Jan/12 Jan/13 28.I 28.II 28.III 28.IV 29.I 29.II 29.III 29.IV 21.I 21.II 21.III 21.IV 211.I 211.II 211.III 211.IV 212.I 212.II 212.III 212.IV Em 213 a capacidade de financiamento do sistema bancário português continuou a cair, prolongando o abrandamento e posterior declínio da liquidez existente no mercado, que se verifica desde 29. Em junho de 211, com o início do programa de austeridade imposto ao abrigo do programa de auxílio financeiro externo, que incluiu fortes restrições de solvabilidade aos bancos portugueses, o crédito concedido começou a cair, gerando fortes restrições ao consumo e investimento. No final de 213, e face ao final de 212, o crédito bancário aos particulares caiu 4,2% e o crédito bancário às empresas reduziu-se 4,7%, depois de já ter recuado 4,3% e 8,3%, respetivamente, no ano anterior. 6

7 A Bolsa Portuguesa Factos e Números enquadramento Regulatório Nos últimos anos as atividades relacionadas com os mercados financeiros em geral, incluindo as que respeitam ao mercado de capitais, têm vindo a ser sujeitas a um nível acrescido de regulamentação, em grande medida como resposta aos problemas relacionados com a crise financeira que temos vivido. Ao nível do G2, tem sido desenvolvida uma agenda para a reforma regulatória do setor financeiro, que se tem traduzido num vasto conjunto de iniciativas em diversos países, e em particular ao nível da União Europeia, algumas das quais já implementadas, mas muitas outras ainda em desenvolvimento, em processo de negociação ou em fase de transposição. Adicionalmente, e como consequência da situação de emergência financeira que Portugal atravessa, é relevante referir as medidas de agravamento fiscal que foram tomadas, e que naturalmente reduzem a atratividade do investimento no mercado de capitais nacional. Salientam-se em seguida algumas dessas medidas relativas ao enquadramento comunitário: Enquadramento do Setor Bancário e Segurador Diretiva sobre Gestão de Crises Bancárias e Falências, apresentada em junho de 212, em discussão no Parlamento e no Conselho. Esta proposta tem como propósito criar um enquadramento para a resolução cross-border de crises no setor bancário, através de vários mecanismos. Novo enquadramento para a União Bancária na UE, apresentado em junho de 212, que visa criar uma união económica e monetária mais aprofundada, com um supervisor bancário único. Diretiva relativa aos Requisitos de Capital (CRD 3 e CRD 4), apresentada em julho de 211, foi aprovada em julho de 213, com entrada em vigor em janeiro de 214. Esta proposta trata da questão da remuneração, do trading book, da securitização e da implementação dos requisitos de Basileia III, referentes a capital, endividamento e liquidez. Revisão do enquadramento relativo à Solvência do Setor Segurador (Solvency II), apresentado em maio de 212, a revisão da Diretiva Solvency II (Omnibus II) foi aprovada pelo Conselho em dezembro de 213, entrando em vigor em 216. Mercados e Infraestruturas Revisão da Diretiva da UE sobre Mercados e Instrumentos Financeiros (MiFID II e MiFIR), proposta pela Comissão em outubro de 211 (Diretiva e Regulamento), a que estão associados um conjunto de padrões técnicos recentemente publicados. Esperase que as alterações que estão em discussão venham a proporcionar um ambiente concorrencial mais equilibrado entre as bolsas tradicionais, as novas plataformas alternativas de negociação e a negociação fora de mercado (otc), a par de uma maior concentração da negociação e liquidação de produtos financeiros em mercados organizados e transparentes. Em junho de 213, o Conselho da EU acordou uma posição final sobre a MiFID II, e sobre o Regulamento relativo aos mercados de instrumentos financeiros. A discussão continua em âmbito tripartido e na esma. Regulamento da UE relativo às Centrais de Valores Mobiliários (CSD), apresentado em março de 212, em fase de discussão no Parlamento Europeu. Este regulamento tem como âmbito a desmaterialização geral de títulos e a harmonização de regras e procedimentos de custódia e liquidação. Regulamento da UE relativo aos Derivados Overthe-Counter (OTC) e Infraestrutura do Mercado (EMIR), entrou em vigor em agosto de 212. Espera-se que este Regulamento permita que mais produtos derivados venham a ser objeto de compensação e liquidação de forma centralizada. A plena implementação do EMIR fica pendente de um conjunto de regulamentos delegados e de execução a adotar pela CE, com base em propostas da ESMA, alguns dos quais já foram entretanto concretizados. Fica igualmente pendente legislação nacional que irá concretizar alguns dos aspetos deste complexo enquadramento. Revisão da Diretiva da UE relativa à Transparência (TD), apresentada em outubro de 211, e em discussão. Esta proposta enquadra-se num conjunto de medidas designadas Responsible Lending Initiative, e trata das obrigações de divulgação de participações qualificadas, publicação de contas (abolição da exigência de informação trimestral) e alarga a definição de instrumento financeiro. Revisão da Diretiva da UE relativa ao Abuso de Mercado (MAD a MAR), apresentada em outubro de 211. Em junho de 213 foi obtido um acordo quando ao Regulamento, em sede de discussão tripartida, o qual deverá entrar em vigor em 215. Esta Diretiva e Regulamento têm como objetivo estender o âmbito e melhorar os mecanismos de aplicação, face à versão anterior, e a sua implementação exigirá ainda normas complementares ao nível dos requisitos técnicos, a desenvolver pela ESMA. Reporte das Sociedades: em abril de 213 a CE adotou uma proposta de Diretiva relativa à divulgação de informação não financeira pelas sociedades. Diversidade de Género nos Conselhos de Administração: a CE apresentou, em novembro de 212, uma proposta de Diretiva relativa à melhoria do equilíbrio entre homens e mulheres, que se encontra em fase de apreciação pelo Conselho. 7

8 Alteração do Regulamento das Agências de Rating (CRAs), apresentada em novembro de 211, foi aprovada e entrou em vigor em 2 de junho de 213. Espera-se que esta alteração reduza a utilização indiscriminada de ratings, que trate das questões relacionadas com conflitos de interesse e que incremente a concorrência. Em seguida apresentam-se algumas medidas relativas ao enquadramento regulatório nacional: Transposição da Diretiva do Prospeto e da Diretiva da Transparência: em fevereiro de 213 foi publicado o Decreto-Lei nº18/213, que procedeu à transposição das alterações à Diretiva do Prospeto e Diretiva da Transparência. Transposição de Diretivas relativas aos Organismos de Investimento Coletivo: através do Decreto-Lei nº 63-A 213, foi realizada uma revisão relevante em várias normas que enquadram a atividade dos OIC. Governo das Sociedades: a CMVM alterou o seu Regulamento relativo ao Governo das sociedades, acolhendo um conjunto de simplificações neste regime. Registo e Deveres dos Auditores: a CMVM apresentou a Consulta Pública um projeto de regulamento sobre o registo dos auditores e seus deveres. FisCAlIDADe Diretiva da UE relativa a um Imposto sobre Transações Financeiras (FTT), apresentada em setembro de 211. Na ausência de acordo dos 27 países, em fevereiro de 213, e no âmbito de um mecanismo de cooperação que envolve 11 países, foi apresentada uma nova proposta de diretiva, que pretende aplicar um imposto às instituições financeiras na negociação de instrumentos financeiros. Esta proposta de diretiva foi aprovada pelo Parlamento Europeu em julho de 213, e encontra-se em fase de discussão pelos Estadosmembros do mecanismo de cooperação reforçada. Lei do Orçamento de Estado para 213, que adotou várias medidas de agravamento fiscal à economia, que se traduziram numa subida média efetiva do nível geral de tributação, incluindo a subida das taxas liberatórias de IRS de 26,5% para 28% nos rendimentos de capitais e mais-valias na transmissão de valores mobiliários. Em sede de IRC, nota para a introdução de um limite à dedução de gastos financeiros até à concorrência do maior dos seguintes limites: 3 milhões ou 3% do EBITA, a implementar faseadamente até 217. Foi também agravada a tributação dos fundos de investimento mobiliário e imobiliário. O Orçamento de Estado para 213 continha uma autorização legislativa relativa à implementação em Portugal do Imposto sobre Transações Financeiras, que não foi utilizada. 4. MerCADo ACIoNIsta O segmento de ações da Euronext Lisbon foi marcado pela realização do IPO dos CTT, o primeiro desde 28, e por uma evolução positiva dos volumes negociados, ao invés do que se havia registado em 211 e 212. Em 213, o número de negócios de ações aumentou 25,5% e o valor negociado 4,7%. ENQUADRAMENTO INTERNACIONAL Em 213 o mercado europeu registou uma queda ligeira do número de Ofertas Públicas Iniciais (OPI) face ao período homólogo, totalizando 278 operações, menos 1 (3,5%) que em 212. Apesar de em A Bolsa Portuguesa Factos e Números 213 menor número, as operações realizadas em 213 representaram um valor muito superior ao de 212. Enquanto que em 212 foram obtidos 11 mil milhões através de OPIs, em 213 este valor subiu 14%, para 26,4 mil milhões. Ainda assim, este registo está muito distante do montante gerado no pico de OPIs, em 27, quando se realizaram 81 OPIs envolvendo 8,3 mil milhões. Nos Estados Unidos, 237 empresas foram listadas em bolsa através de OPIs em 213, o que significou um crescimento de 62% face a 212 (quando 146 empresas lançaram OPIs). As OPIs registadas em 213 geraram 56,8 mil milhões de dólares, o que ficou acima dos 42,9 mil milhões de dólares obtidos em 212. Nos Estados Unidos, 213 foi o ano com mais actividade em OPIs desde 2. Número e valor de OPIs na Europa Fonte: IPO Watch, PWC Nº IPO Q1-26 Q2-26 Q3-26 Q4-26 Q1-27 Q2-27 Q3-27 Q4-27 Q1-28 Q2-28 Q3-28 Q Valor ( Milhões) Q1-29 Q2-29 Q3-29 Q4-29 Q1-21 Q2-21 Q3-21 Q4-21 Q1-211 Q2-211 Q3-211 Q4-211 Q1-212 Q2-212 Q3-212 Q4-212 Q1-213 Q2-213 Q3-213 Q

9 De acordo com os dados da World Federation of Exchanges, após de uma queda de 7% em 211, e de uma ligeira subida em 212, o número total de empresas listadas observou uma subida de 3,6%, ascendendo a 48,331. No entanto, esta evolução positiva global não foi refletida em todas as regiões do mundo. Na Ásia-Pacífico verificou-se uma subida relevante de 7,5% no número de empresas listadas, e no continente americano uma subida ligeira de,7%. Em sentido inverso, a região que engloba Europa, África e Médio Oriente (EAMO) viu o número de empresas listadas cair 1%. Ainda no que se refere às bolsas registadas na World Federation of Exchanges, a capitalização bolsista das empresas cotadas em mercado subiu 13,9%, globalmente. Esta subida é explicada, não apenas pelo aumento do número de empresas listadas, mas também pela evolução positiva global das cotações no segmento acionista. Regionalmente, esta subida também foi generalizada, ainda que em diferentes magnitudes. A capitalização bolsista subiu 17,6% na Ásia-Pacífico, 18,6% na EAMO e 5,5% nas Américas. Em 213 verificou-se uma maior dinâmica na atividade bolsista global, com maior número de transações e volume de negociação envolvidos. Depois de se ter atingido o mínimo dos anos recentes em 212, 213 trouxe um aumento do valor de ações negociado de 11,3% e um aumento do número de negócios em 6,7%. Na maioria dos mercados bolsistas verificou-se uma subida dos índices de ações, em linha com o que já se havia registado no ano anterior, com 14 bolsas (das 21 apresentadas) a registar subidas superiores às A Bolsa Portuguesa Factos e Números 213 do ano anterior. Em média, as bolsas subiram 18,3% durante 213, enquanto que em 212 subiram, em média, 15,4% e em 211 desceram 17,6%. O IBEX 35, que em 212 registou uma variação negativa, conseguiu em 213 inverter o comportamento e acabou por registar um aumento de 21,4%. No sentido inverso, 4 índices bolsistas (México, Rússia, China e Turquia) passaram de crescimento em 212 para descidas dos índices em 213. Empresas Cotadas e Capitalização Bolsista nas Bolsas membros da WFE Fonte: World Federation of Exchanges Nº Empresas Cotadas Cap. Bolsista Doméstica Nº Empresas Cotadas Cap. Bolsista Doméstica (1^9 USD) 9

10 Negociação de Ações nas Bolsas membros da WFE Fonte: World Federation of Exchanges Valor da Negociação , , ,16 Número de negócios em Ações , , ,48 Evolução dos principais índices bolsistas mundiais (var% anual fim de período) Fonte: Bloomberg Argentina (Burcap) Japão (Nikkei 225) Irlanda (IseQ) Estados Unidos (DJIA) Alemanha (Xetra Dax) Grécia (Ftase) Espanha (IBEX 35) Suécia (omxs 3) Suíça (smi) Bélgica (BEL 2) França (cac 4) Holanda (aex 25) Itália (Ftse) Portugal (PSI 2) Reino Unido (Ftse) Israel (ta-25) Índia (S&P CNX Nifty) México (IPC) Rússia (rts) China (sse 18) Turquia (National 3) -4,7% -2,2% -5,5% -9,2% -15,6% 12,4% 68,9% 22,9% 56,7% 17,1% 33,6% 7,3% 26,5% 29,1% 25,5% 16,9% 24,3% 21,4% 11,8% 2,7% 14,9% 2,2% 18,8% 18,1% 15,2% 18,% 9,7% 17,2% 7,8% 16,6% 2,9% 16,% 5,8% 14,4% 9,2% 12,1% 27,7% 6,8% 17,9% 1,5% 1,8% 58,4% Valor da Negociação de Ações (1^12 USD) Número de negócios em Ações (1^12) MerCADo primário NACIoNAl No total do ano as empresas cotadas na Euronext Lisbon realizaram diversas operações de aumentos de capital, que totalizaram cerca de 1.5 milhões. Em fevereiro, a EDP solicitou a admissão de 4,14% do capital em Bolsa. Esta parcela de capital era propriedade do Estado português, que deixou de ser acionista da empresa após esta operação. A privatização dos ctt-correios de Portugal, que se traduziu na venda de 7% do capital da empresa, culminou com o início da negociação das suas ações na Bolsa Portuguesa, a 5 de dezembro. O Estado português realizou um encaixe de cerca de 579 milhões, através de uma oferta pública de venda e uma venda direta a investidores institucionais. A Caixa Económica Montepio Geral emitiu 2 milhões em unidade de participação, que se distribuíram por cerca de 24 mil novos participantes. O Banif realizou um aumento de capital dirigido a investidores individuais, que totalizou cerca de 7,7 milhões, através de uma oferta pública de troca de obrigações subordinadas e da emissão de ações preferenciais. O Nexponor, sociedade imobiliária promovida pela Associação Empresarial de Portugal (aep), a primeira SIcaFI constituída em Portugal, foi admitido à cotação no dia 3 de junho, no Alternext Lisbon, com um valor aproximado de 65 milhões. A Bolsa Portuguesa Factos e Números 213 MerCADo secundário NACIoNAl No final de 213 estavam cotadas 62 empresas na Euronext Lisbon, tendo saído 3 empresas e entrado 1 nova empresa: os CTT. A capitalização bolsista doméstica das empresas cotadas registou uma subida significativa em 213, passando de 49,8 mil milhões de euros, no início de 213, para 54,3 mil milhões de euros, no final do ano, o que se traduz numa variação de 9,%. Em 213 verificou-se uma evolução positiva na atividade do mercado acionista, ao contrário do que se havia registado em 211 e 212. Em 213, o número de negócios de ações aumentou 25,5% e o valor negociado 4,7%. O grau de concentração das transações mantevese praticamente inalterado, com o Top 5 a registar cerca de 73% das transações e o Top 2 perto de 99%. As cinco ações mais transacionadas (em valor) mantiveram-se em 213, face a 212, com a exceção da saída da Jerónimo Martins e da entrada do BCP. Os indicadores de liquidez inverteram a tendência regressiva que vinham mostrando desde 28, evidenciando uma melhoria significativa em 213. O turnover médio das 2 ações mais negociadas cresceu de 55,5% em 212 para 84,% em 213. O índice PSI 2 ganhou 16,% em 213, reforçando a recuperação que tinha sido iniciada em 212, quando o mesmo índice subiu 2,9%. A subida registada em 212 tinha representado uma inversão da tendência de descida dos dois anos anteriores, mas o índice está ainda abaixo do máximo registado em 27, antes do início do ciclo recessivo global. Os índices setoriais registaram, todos eles, um comportamento positivo, entre um máximo de 44,7% nos materiais de base e um mínimo de 5,2% nas telecomunicações. Registaram-se algumas compensações face ao ano anterior, como foi o caso do IT, que caiu 13,1% em 212 e recuperou 22,7% no ano seguinte. 1

11 Aquando da revisão anual do PSI 2, em março, foi incluída a empresa Novabase e foi retirado o Espírito Santo Financial Group deste índice. Na revisão trimestral seguinte, em junho, houve uma inversão de posições, com a saída da Novabase e a reentrada do Espírito Santo Financial Group. Três novas empresas portuguesas entraram no Índice Next 15: Altri, Mota-Engil e SonaeCom, tendo sido excluído o ESFG. Em agosto, foi anunciada uma alteração às regras do índice PSI 2, para vigorar a partir de 214. As normas alteradas relacionam-se essencialmente com a metodologia de seleção das empresas que compõem o índice PSI 2. O critério principal passou a ser a capitalização bolsista efetivamente dispersa (free float market capitalization) (ver Caixa). Em dezembro foi realizado um novo ajustamento às regras do PSI 2, que removeu os requisitos de sede e de mercado principal de negociação para efeitos de elegibilidade das empresas para o índice. Negociação de Ações na Euronext Lisbon Número de Negócios em Ações , , , , Valor da Negociado , , N.º de Negócios (1^6) (Milhões de Euros) Tendo o PSI 2 beneficiado de uma subida de 16,% no conjunto do ano de 213, as variações individuais das empresas foram muito diversificadas, oscilando entre uma variação positiva de 176%, registada pela Mota-Engil, e uma negativa de 93% pelo Banif. Ações com Maior Valor Transacionado 12. (1^6) Indicadores de Liquidez das Ações Cotadas na Euronext Lisbon ações com maior valor negociado Turnover Médio (*) 89,5% 67,2% 63,7% Frequência Média de Negociação (**) 99,9% 1,% 1,% Restantes ações do Mercado Regulamentado Turnover Médio (*) 11,2% Frequência Média de Negociação (**) 73,3% 7,1% 7,7% 1,% 68,2% ,5% 55,5% 84,% 99,8% 1,% 1,% 4,8% 62,1% ,2% 61,6% 3,1% 63,3% (*) Média simples do turnover do conjunto das ações a que se refere, sendo o valor do turnover calculado pelo rácio entre a quantidade transacionada e a quantidade listada durante o período. (**) Média simples da frequência de negociação, que é medida pelo rácio entre o número de sessões em que a ação negociou e o número de sessões em que esteve listada. Evolução do Índice PSI MOTA ENGIL BCP ZON Sonaecom sonae sasemapa ALtrI BPI PortUceL EDP Bes SONae IND. ren GALP J.martINS EDP renováveis esfg cofina PT BANIF -92,8% A Bolsa Portuguesa Factos e Números Evolução dos Índices Setoriais Materiais de Base Industrial Bens de Consumo Serviços Telecomunicações Utilities Setor Financeiro IT -32,7% -46,4% -39,6% -52,3% -32,4% -37,4% -62,9% -13,1% 37,2% 54,6%,5% 67,8% 56,4% 23,3% 14,7% 7,3% 22,3% -22,6% 4,6% 27,6% 14,2% -2,5% -29,9% -31,3% -2,2% -23,5% -,4% -4,4% -32,6% 2,7% -62,4% -34,6% 37,8% -2,7% 17,7% 2,9% -1,7% -1,3% 9,8% -13,1% Cotações ajustadas das ações da carteira do PSI 2 (var% - fim de período) -2,6% -3,3% -8,% -14,9% -15,7% 81,8% 73,5% 52,7% 43,1% 41,1% 29,% 27,6% 16,6% 16,1% 15,1% 8,9% 1,3% 121,8% ,7% 17,4% 24,3% 16,6% 5,2% 16,5% 22,% 22,7% 175,9% 11

12 A Bolsa Portuguesa Factos e Números 213 Oferta Pública de VENda dos ctt- CorrEIos de PortuGAl No dia 4 de dezembro realizou-se, na Euronext Lisbon, a sessão especial de divulgação dos resultados da Oferta Pública Inicial dos CTT, no âmbito do processo de privatização da empresa pelo Estado. Esta foi a primeira oferta pública inicial realizada na Bolsa portuguesa desde junho de 28, quando se realizara a operação da EDP Renováveis, evidenciando que este foi um período particularmente difícil para a economia portuguesa, o que se traduziu naturalmente na atividade do mercado de capitais. Assim, esta operação foi acolhida com grande expetativa, tendo os resultados da mesma sido considerados indiscutivelmente positivos, pela generalidade dos participantes no mercado. Os diplomas que decretaram a privatização dos CTT invocaram várias razões, para além do encaixe financeiro, para a privatização e para a escolha do mercado de capitais para concretizar a operação: a redução do peso do Estado na economia, a liberalização do setor postal, a salutar sujeição a regras de transparência características de uma sociedade de capital aberto e a obtenção de uma estrutura acionista diversificada e internacional. O Estado decidiu alienar 7% do capital dos CTT (15.. de ações), transação que foi estruturada em duas tranches: 1) Oferta Pública de Venda = 21.. de ações (14% do capital social.) que incluiu, por seu turno, duas linhas: a) Oferta a Trabalhadores dos CTT = de ações b) Oferta ao Público em Geral = de ações 2) Venda Direta Institucional = 84.. de ações (56% do capital social) que incluiu, um greenshoe de de ações O intervalo de preços foi inicialmente fixado entre 4,1 e 5,52, e aos trabalhadores dos CTT foi oferecido um desconto de 5%. O preço final acabaria por ser fixado no limite superior do intervalo, isto é, em 5,52, proporcionando ao Estado um encaixe de cerca de 579 milhões. A venda foi concretizada na globalidade, tendo-se recorrido ao clawback entre a tranche dos trabalhadores, que adquiriram ações, e a do público em geral, que absorveu ações, correspondentes s novos acionistas. A oferta pública de venda registou uma procura equivalente a 9 vezes a oferta. A empresa foi admitida à negociação na Bolsa portuguesa em 5 de dezembro, e estreou-se no Índice PSI 2, em 24 de março de

13 A Bolsa Portuguesa Factos e Números 213 AdmISSão da Nexponor SocIEdade ESPEcIAl de INVEStimENto ImoBIliário de capital fixo SICAFI S.A. A Nexponor foi a primeira Sociedade Especial de Investimento Imobiliário de Capital Fixo SICAFI constituída em Portugal, ao abrigo do Decreto-Lei nº71/21, e admitida à negociação na Bolsa portuguesa, no segmento Alternext. por 1 anos, prorrogável por períodos de 2 anos, por deliberação da Assembleia Geral da sociedade. Da operação de oferta pública de subscrição da totalidade do capital da Nexponor resultou uma estrutura de participações sociais, incluindo na sua maioria instituições financeiras originalmente credoras da Associação de Parques e Exposições do Norte EXPONOR. A Nexponor SICAFI foi admitida ao Alternext no dia 3 de junho de 213, com ações, a um preço de admissão de 5, totalizando uma capitalização bolsista de 66,25 milhões. Esta admissão foi o culminar de uma operação de oferta pública de subscrição da totalidade das referidas ações, representativas de 1% do capital social da Nexponor. De acordo com a informação disponibilizada na Offering Circular da operação, a constituição da Nexponor foi promovida pela AEP Associação Empresarial de Portugal, no âmbito de um processo de desalavancagem financeira do Grupo AEP e da reestruturação do seu passivo. Ainda de acordo com a referida Offering Circular, numa fase inicial, esta sociedade tem como objetivo investir em imóveis urbanos anteriormente pertencentes à Associação de Parques e Exposições do Norte EXPONOR mais concretamente o empreendimento designado por Exponor Feira Internacional do Porto, cujo objetivo será promover o seu arrendamento ou exploração a título oneroso. Numa segunda fase, o objetivo será desenvolver nos terrenos livres remanescentes do empreendimento Exponor, um projeto imobiliário misto (retalho, hoteleiro, logístico e escritório), com a finalidade de dinamizar o empreendimento Exponor. A Nexponor foi constituída 13

14 A Bolsa Portuguesa Factos e Números 213 AlteraçõES às regras do Índice PSI 2 Em agosto de 213 foi anunciada a alteração de diversas regras relacionadas com a metodologia de seleção das empresas que compõem o índice PSI 2, as quais entraram em vigor em 214, com o propósito de aumentar a eficiência e reforçar a atratividade deste benchmark, em benefício dos investidores e das empresas cotadas na Bolsa Portuguesa. Em dezembro foi realizado um novo ajustamento às regras do PSI 2, que removeu os requisitos de sede e de mercado principal de negociação para efeitos de elegibilidade das empresas para o índice. O principal objetivo das alterações apresentadas consistiu em adaptar o índice de referência da Bolsa nacional à evolução da estrutura dos mercados e aos desenvolvimentos particulares do mercado português, melhorando a sua atratividade enquanto instrumento de negociação. Procedeu-se, nomeadamente, à alteração do principal critério de seleção das empresas constituintes do índice, do volume negociado (turnover) para a capitalização bolsista efetivamente dispersa (free float market capitalization), com o intuito de aumentar a estabilidade do índice e lidar com a fragmentação das transações. Outras modificações foram ainda introduzidas com o intuito de melhorar a negociabilidade do índice, e limitar a discricionariedade das decisões de revisão. As alterações introduzidas pretenderam igualmente produzir um índice mais equilibrado, reduzindo-se o peso máximo que cada título pode atingir. Principais alterações às regras do Índice PSI 2 a) Seleção baseada na capitalização bolsista efetivamente dispersa (free float market capitalization) O critério base de seleção das empresas constituintes do índice PSI 2 foi alterado, passando do atual valor negociado em Bolsa (turnover) para a capitalização bolsista efetivamente dispersa, isto é, ajustada pelo free float. Em articulação com esta alteração, outras regras foram introduzidas ou modificadas, referentes a limites mínimos que as empresas devem cumprir para serem integradas no PSI 2 e ao número de empresas mínimo. b) Novas regras de elegibilidade As empresas candidatas a integrarem o índice PSI 2 deverão cumprir duas novas regras de elegibilidade: (1) Mínimo de 1 milhões para a capitalização bolsista efetivamente dispersa (Free float market capitalization); (2) Mínimo de 15% de dispersão do capital (Free float). Por seu turno, com a alteração introduzida em dezembro, foram eliminados dois requisitos de elegibilidade a empresa ter sede em Portugal ou ter o seu mercado principal de negociação na Euronext Lisbon. c) Número variável de constituintes Devido à introdução do critério de dimensão mínimo, pode acontecer que existam menos que 2 empresas elegíveis para integrarem o índice. No entanto, o índice PSI 2 terá sempre, pelo menos, 18 constituintes. Se necessário, e para cumprir este mínimo, poderão ser incluídas empresas com uma capitalização bolsista efetivamente dispersa inferior a 1 milhões. d) Alteração ao limite de velocity O limite mínimo de liquidez também foi modificado, do atual mínimo de 1% de velocity, para 25% de free float velocity. O free float velocity consiste no quociente do número de ações negociado pelo número de ações efetivamente dispersas (free float shares). Esta alteração não se traduz necessariamente num limite mais exigente, mas apenas numa adaptação técnica, em função da alteração do critério base de seleção. e) Peso máximo O peso máximo que cada constituinte pode ter na revisão anual do índice é reduzido de 15% para 12%. 14

15 A Bolsa Portuguesa Factos e Números MerCADo obrigacionista No segmento de obrigações, verificou-se um abrandamento da atividade, que se refletiu no mercado primário e também nos volumes negociados. Realizaram-se algumas emissões destinadas ao investidor individual, que conjuntamente com outras que se observaram desde meados de 211, proporcionaram um financiamento de 2.45 milhões, a um conjunto de empresas cotadas no mercado nacional. enquadramento INterNACIoNAl No que se refere a obrigações negociadas nas Bolsas associadas da World Federation of Exchanges, o mercado obrigacionista global manteve a tendência verificada em 212, de crescimento do número de negócios, com um aumento de 29% em 213, depois de um crescimento de 28% em 212. No entanto, o valor negociado desceu novamente, 15%, durante 213, depois de uma queda de 11% em 212, contrariando a evolução positiva registada entre 28 e 211. Globalmente, o comportamento foi bastante heterogéneo. Enquanto que na região eamo, a região dominante deste mercado, o valor caiu 17,4%, no continente asiático o valor negociado desceu apenas 1,5%, e no continente americano subiu 7,1%. MerCADo secundário NACIoNAl Em 213 registaram-se 52 emissões de obrigações No ano de 213 verificou-se uma queda do número de negócios de obrigações (-13%) e também do valor negociado (-3%) face ao ano de 212. Este comportamento inverte o que se havia registado em 212, ano em que ambos os indicadores tinham evoluído muito positivamente (o número de obrigações transacionadas havia crescido 149% e o valor negociado 15%). Este comportamento foi distinto entre dívida pública e dívida privada. Enquanto que, relativamente à dívida pública, o valor transacionado desceu 36% e o número de negócios 37%, nas obrigações de dívida privada o valor transacionado apenas caiu 16% e o número de negócios subiu 4%. Negociação de Obrigações nas Bolsas membros da WFE Fonte: World Federation of Exchanges 35, 3, 25, 2, 15, 1, 5, 18,3 19,12 21,12 32,28 25,41 32,81 3,14 26,69 Número de Negócios ,8 34,26 22,71 44, (1^12 USD) Número de Negócios (1^6 ) Negociação de Obrigações na Euronext Lisbon 5 MerCADo primário NACIoNAl Em 213 registaram-se 52 emissões de obrigações admitidas à Euronext Lisbon, a que correspondeu um montante total de cerca de 8.2 milhões, -28,6% do que o valor emitido em 212. Tal como já se tinha verificado no ano anterior, estas emissões foram sobretudo originadas pelos bancos. Desde dezembro de 211, data da primeira emissão pela EDP, tem-se verificado o recurso ao mercado de capitais por um conjunto de empresas cotadas, através do ressurgimento da realização de empréstimos obrigacionistas, dirigidos a investidores nacionais individuais. Entre abril de 211 e dezembro de 213 estas emissões totalizaram 2.45 milhões (ver caixa) Número de Negócios (1^12 USD) Número de Negócios (1^6 ) 15

16 A Bolsa Portuguesa Factos e Números 213 EmISSõES de obrigações dirigidas ao INVEStidor IndIVIdual Desde 211 que se tem verificado o recurso ao mercado de capitais por um conjunto de empresas cotadas, através da realização de empréstimos obrigacionistas, dirigidos a investidores nacionais individuais. Emissão de obrigações: montante e taxa de juro Montante (Milhões ) 45 4 Este tem constituído um mecanismo alternativo de financiamento das empresas, num período particularmente difícil, durante o qual, e por virtude da situação de emergência financeira que o país tem atravessado, as fontes de financiamento têm estado fortemente condicionadas. Em 213, foram emitidos e cotados na Euronext, mais 28 milhões de obrigações, com uma taxa média de 7,2%. O montante emitido é significativamente mais baixo que o verificado em 212 ( 1.9 milhões). Apresentam-se em seguida alguns indicadores das emissões entre abril de 211 e junho de 213: % 8% 9,3% 6% 6,85% 6% 6,85% 6,25% 7% 6,25% 6,25% 8,25% 6,85% 7,25% 7,5% Valor total emitido = 2.45 milhões Taxa de juro média simples = 7,% (entre 6% e 9,3%) Maturidade média simples = 3,1 anos (entre 2,5 e 4 anos) Valor total procurado = milhões Rácio de cobertura da oferta pela procura (valor) = 1,6 Nº médio de investidores, por emissão = Valor médio do investimento, por investidor = Investidores que aplicaram um valor < 5. = 26% Investidores que aplicaram um valor < 5. = 64% Colocação pelos intermediários financeiros líderes = 97% Abril a 1. 6% Junho 211 Julho 211 Dezembro 211 Março a 5. 3% Maio 212 até 5. 26% Junho 212 Distribuição dos Investidores por Valor Investido (dez 211 a junho 213) Julho 212 Julho 212 Julho 212 Setembro 212 Dezembro 212 Março 213 Abril 213 Junho 213 Nº de Emissões em que cada instituição financeira líder participou Banco BPI Millennium BCP Espírito Santo Investment Bank Barclays Banco Popular Caixa BI Banif a 5. 65% Em todas estas operações mais de 9% da colocação foi realizada em investidores doméstico. 16

17 A Bolsa Portuguesa Factos e Números MerCADo de Warrants EnquADrAMento INterNACIoNAl A evolução da negociação de warrants nas Bolsas membros da WFE registou uma ligeira evolução positiva, se atendermos ao número de negócios realizados (+4,2%), mas evidenciou um decréscimo no valor transacionado (-6,%). A atividade de warrants continuou assim, em 213, a um nível de cerca de metade do que se havia observado nos anos 28 a 211. MerCADo NACIoNAl Negociação de Warrants nas Bolsas membros da WFE Fonte: World Federation of Exchanges Número de Negócios Em 213 o número de negócios de warrants caiu 2,3%, mas o valor negociado subiu 21,7%. A tendência desde 28 é de uma forte queda nestes dois indicadores, sendo que em 213 o número de negócios é 2,4% do indicador homólogo de 28 e o valor negociado é apenas 1,8% daquele que foi verificado em ,77 842, , 1.131,93 119,19 13,17 133,22 167, ,17 86, ,1 91, (1^9 USD) Número de Negócios (1^6) Negociação de Warrants na Euronext Lisbon 35 Número de Negócios N.º de Negócios (1^3) (Milhões ) 17

18 7. MerCADo de etfs e CertIFICADos Negociação de ETFs nas Bolsas membros da WFE Fonte: World Federation of Exchanges A Bolsa Portuguesa Factos e Números 213 Evolução da Negociação de Certificados na Euronext Lisbon EnquADrAMento INterNACIoNAl No mercado global de etfs, em 213, verificou-se um incremento, tanto no valor negociado como no número de negócios, depois de uma descida significativa de ambos os indicadores em Número de Negócios Número de Negócios Enquanto que a progressão do valor negociado foi de cerca de 8%, o número de negócios aumentou significativamente, evoluindo 183% sobre o registado em MerCADo NACIoNAl Em 21, foram lançados pela Euronext Lisbon e pelo Commerzbank, através da sua subsidiária ComStage, dois novos Exchange Traded Funds (ETF), sobre o PSI 2 e PSI 2 Leverage. A Espírito Santo Ativos Financeiros (ESAF) lançou, no mesmo ano, o primeiro ETF, replicando o índice de ações ibérico do grupo NYSE Euronext ,9 387, ,7 759, ,9 516, ,1 1.71, , 665,3 426,7 1.27,3 Negociação de ETFs na Euronext Lisbon Número de Negócios (1^9 USD) Número de Negócios (1^6) (milhares ) Número de Negócios Em 213 confirmou-se a tendência crescente do número de negócios de ETFs na bolsa portuguesa, tendo estes progredido 82,2% face a 212, evolução que se vem intensificando desde 29. Ao contrário do que aconteceu em 212, em 213 também se verificou uma subida no valor negociado, tendo este mais que duplicado, com um aumento de 143,4%; ainda assim, ficou abaixo do valor registado em O mercado de certificados verificou igualmente uma evolução positiva do nível de atividade, com o valor negociado e o número de negócios a subir significativamente em 213. O número de negócios quase quintuplicou de 212 para 213, tendo evoluído 397,1%, enquanto que o valor negociado quase triplicou, com um incremento de 191,4%. O comportamento destes dois indicadores reforça a tendência de crescimento verificada desde Número de Negócios (milhares ) 18

19 8. MerCADo de DerIVADos EnquADrAMento INterNACIoNAl À semelhança do verificado nos mercados à vista, o mercado de derivados (futuros) experimentou uma evolução positiva nos valores transacionados (19,8%) em 213 face ao ano anterior, bem como no número de negócios (3,2%). MerCADo NACIoNAl No final do ano em apreço, encontravam-se disponíveis para ser negociados 13 contratos de futuros: 1 sobre o principal índice acionista português (o PSI 2) e 12 sobre as ações de outras tantas sociedades integradas na carteira deste índice. Em termos do conjunto da carteira do PSI 2 estas ações representavam diversos setores da economia nacional: financeiro (Millennium-BCP, BPI e Bes), energia (EDP, ren e EDP Renováveis), comunicações (Portugal Telecom, ZON Otimus e SonaeCom), retalho (Sonae e Jerónimo Martins) e petrolífero (Galp Energia). Em 213 foram negociados contratos, dos quais corresponderam ao contrato de futuro sobre o PSI 2. O volume de contratos transacionados registou um assinalável crescimento, aumentando 67,% face ao ano anterior, e o valor negociado progrediu 95,5% também em variação homóloga. Em setembro foram admitidos à negociação os MiniFutures, emitidos pelo Commerzbank. Os MiniFutures transacionam no mercado a contado e pertencem a uma categoria de produtos que combinam as características dos contratos de futuros com as dos warrants. Transações de Derivados (Futuros) nas Bolsas membros da WFE Fonte: World Federation of Exchanges ,6 3,1 75,5 2,4 98, 2,8 121,4 3,5 Negociação de Derivados na Euronext Lisbon Fonte: World Federation of Exchanges Número de Contratos Número de Contratos ,2 3,1 127,2 3, , , , , , , ,5 3 2,5 2 1,5 1,5 1^12 USD) Número de Contratos (1^9) Número de Contratos (1^3) (1^6 ) A Bolsa Portuguesa Factos e Números MeMBros do MerCADo Em 213, foi admitido um novo membro do mercado na Euronext Lisbon: Sun Trading International Limited (Reino Unido) No mesmo período, saíram seis outros membros: Tibra Equities Europe Limited (Reino Unido) Renell Wertpapierhandelsbank AG (Alemanha) Liquid Capital Markets Limited (Reino Unido) Credit Agricole Cheuvreux S.A. (França) Tibra Trading Netherlands B.V. (Holanda) CIT Cologne Independent Traders GmbH (Alemanha) No final do ano existiam, assim, 99 membros a operar na bolsa portuguesa, após ter começado o ano com 14 membros. Os 99 membros são provenientes de diferentes países europeus, com a seguinte distribuição geográfica. Membros do Mercado da Euronext Lisbon 14 Portugal 31 Reino Unido 21 Holanda 1 9 França Alemanha 4 4 Irlanda Espanha 2 2 Bélgica Itália 1 1 Suécia Suiça 19

20 A Bolsa Portuguesa Factos e Números sistema NACIoNAl de Registo e liquidação de Valores MoBIliários SisteMAs CentralIZADos de Valores MoBIliários 1 Em 213 o número de emissões sob gestão da Interbolsa verificou um acréscimo de 14% em termos homólogos, a que correspondeu uma diminuição em termos do respetivo valor nominal, de 3,6%. A Interbolsa iniciou, em 213, a adaptação técnica dos seus Sistemas, de forma a permitir ao mercado português o acesso à plataforma de liquidação T2S. Após a assinatura do Framework Agreement com o Banco Central Europeu em 212, a Interbolsa iniciou os trabalhos de adaptação técnica e operacional dos seus sistemas de forma a permitir ao mercado português o acesso à plataforma de liquidação target2securities, possibilitando assim a liquidação de valores mobiliários em moeda de banco central, com o objetivo de otimizar as interações entre as Centrais de Valores Mobiliários através de um ambiente técnico integrado e harmonizado, capaz de reduzir as barreiras na liquidação transfronteiriça. No final do ano a Interbolsa contava com 31 Intermediários Financeiros filiados nos seus Sistemas, sendo a sua totalidade entidades bancárias. 1 Em Portugal, a gestão dos Sistemas Centralizados de valores mobiliários e dos Sistemas de Liquidação é da competência da INTERBOLSA Sociedade Gestora de Sistemas de Liquidação e de Sistemas Centralizados de Valores Mobiliários, S.A., uma sociedade anónima cujo capital social é inteiramente detido pela Euronext Lisbon. Nos termos legais, a INTERBOLSA, no seu relatório anual, faz uma análise detalhada da forma como desenvolveu, em 213, as atividades que lhe estão cometidas. Assim sendo, e apenas porque este se trata de um relatório consolidado, apresenta-se a seguir uma breve resenha da atividade desenvolvida no ano em apreço no domínio dos Sistemas Centralizados e de Liquidação de valores mobiliários. O número de emissões sob gestão da Interbolsa totalizava no final do ano, emissões com um valor nominal global de mil milhões. Comparativamente com o período homólogo, verificou-se um acréscimo de 415 emissões e uma diminuição de 3,6% no montante nominal dos valores mobiliários. No período em análise foram processadas através dos sistemas geridos pela Interbolsa operações de exercício de direitos de conteúdo patrimonial e outros eventos, o mesmo número do que as registadas no ano anterior, sendo o montante nominal correspondente ao total destas operações de milhões, apresentando um decréscimo homólogo de 9,7%. O montante de juros e rendimentos equiparados, pagos através dos Sistemas Centralizados geridos pela Interbolsa, no ano de 213, ascendeu a milhões de euros, resultado de 3.52 operações (menos 582 no ano anterior). Assim, no decurso do ano foram processadas 27 operações respeitantes a emissões representativas da dívida pública portuguesa, no montante de milhões, valor que representou um decréscimo de 12% em confronto com o ano transato. Por sua vez, no mesmo período, foram processadas 3.11 operações desta natureza referentes ao conjunto da dívida privada, no montante total de milhões, decrescendo em termos homólogos 6,8%. No que concerne ao número de amortizações processadas na Interbolsa, tanto de dívida pública como de dívida privada, aumentou em termos homólogos 4,% (de 882 para 917), tendo o montante amortizado no ano de 213 decrescido 3,5%. Cumpre ainda referir que, desde dezembro de 212, a Interbolsa integra nos seus sistemas a dívida pública de curto prazo Bilhetes de Tesouro até essa data registada na central do SITEME, gerida pelo Banco de Portugal. Como consequência, em 213 foram realizadas 1 operações de amortizações de Bilhetes do Tesouro, movimentando, em termos de valor, milhões. No que respeita ao pagamento de dividendos e de remunerações de unidades de participação, sob gestão da Interbolsa, no ano de 213, foram processadas 94 operações, nas quais foram movimentados milhões. No sistema centralizado gerido pela Interbolsa foram ainda efetuadas, no período em análise, 13 operações de aumento de capital, sendo 5 na modalidade de subscrição e 8 de incorporação de reservas. O montante resultante da incorporação de reservas ascendeu a 1,1 milhões euros, que compara com 175 milhões de euros processado no período homólogo, e o capital realizado por subscrição cifrou-se em 19 milhões tendo, no ano anterior, ascendido a milhões. No tocante às operações de redução de capital, fusão e cisão de empresas e liquidação de emissões que tiveram lugar no decurso do ano de 213, a Interbolsa registou no conjunto 21 operações desta natureza (mais 7 do que no período homólogo), nas quais, no seu conjunto, foram movimentados milhões, valor que compara com milhões registados no mesmo período do ano anterior. Ainda, durante o ano em causa, a Interbolsa processou 3.49 operações de exercício de valores 2

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