Avaliação da Viabilidade de Contratos Futuros de Leite no Brasil 1 RESUMO

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1 Avaliação da Viabilidade de Contratos Futuros de Leite no Brasil 1 Kennya Beatriz Siqueira Carlos Arthur Barbosa da Silva Danilo Rolim Dias de Aguiar RESUMO Com o fim do controle governamental, os fatores que afetam a oferta e demanda de leite têm provocado elevada instabilidade nos preços praticados nas transações entre produtores e laticinistas. Assim, considera-se que as negociações a futuro seriam, em princípio, uma alternativa para a cadeia produtiva do leite, visto que promovem a transferência de risco de preços entre os participantes do mercado. Portanto, o objetivo deste trabalho foi analisar a viabilidade de implantação de um contrato futuro de leite no Brasil. Para isso, utilizou-se a teoria do sucesso e fracasso dos contratos futuros como ferramenta metodológica. Analisando as características do mercado e dos produtos leite cru refrigerado, leite UHT e leite em pó, observou-se que o leite cru refrigerado é o produto mais adequado para a implantação de um contrato futuro de leite no País. O leite cru apresentou elevada volatilidade dos preços, grande número de agentes num mercado competitivo, inexistência de contratos ou outras formas de comercialização que concorram com o contrato futuro, além da impossibilidade de se realizar cross hedging. As únicas desvantagens apresentadas foram a perecibilidade e a atividade de mercado. Os demais produtos analisados apresentaram algumas características favoráveis para a comercialização a futuro, mas a baixa volatilidade encontrada, associada ao alto grau de concentração dessas indústrias, praticamente inviabiliza as transações a futuro desses produtos. Realizaram-se também entrevistas com os 100 maiores produtores de leite do País, o que permitiu identificar o seu perfil empresarial e sócio-econômico, bem como as suas percepções quanto aos mercados futuros. A expressiva maioria dos entrevistados mostrou-se preocupada com as oscilações do preço do leite e demonstrou interesse na adoção de novos mecanismos de gerenciamento de risco de preços. Ao contrário do esperado, muitos produtores já tinham conhecimento de mercados futuros e revelaram interesse em adotar esse tipo de mecanismo. Por outro lado, apresentaram características de indivíduos propensos a negociar na bolsa de mercadorias, como o grau de escolaridade elevado e a média de idade abaixo de 60 anos. Concluindo, a análise indica que o lançamento de um contrato futuro de leite no Brasil tem elevada probabilidade de ser bem-sucedido. Palavras-chave: mercados futuros, leite, viabilidade 1 Parte da tese de Mestrado em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa - Minas Gerais - da primeira autora.

2 1. INTRODUÇÃO Com o fim do controle governamental, os fatores que afetam a oferta e demanda de leite têm provocado elevada instabilidade nos preços praticados entre produtores e laticinistas, o que tem suscitado sucessivas reivindicações de arbitragens nas transações. Com efeito, os participantes do agronegócio do leite parecem ainda estar se adaptando ao fim da intervenção governamental no setor, o que se traduz em rearranjos nas atividades desses agentes e na estrutura da cadeia produtiva. Neste contexto, a comercialização a futuro pode ser uma opção tanto para produtores quanto para industriais do setor de laticínios, pois, de acordo com HALL et al. (2001), os mercados futuros funcionam como instrumentos auxiliares no desenvolvimento da comercialização agrícola, limitando a flutuação dos preços. Os contratos futuros são definidos como um acordo legal de compra ou venda de determinada commodity no futuro, em quantidade e qualidade padronizadas, durante um mês específico, sob os termos e condições estabelecidos pelo mercado de contratos e preço estabelecido no pregão (CBOT, 1985). Esse tipo de contrato é impessoal e mais padronizado que o contrato a termo 2 e, portanto, mais líquido, sendo negociado somente na bolsa de mercadorias. De acordo com BLAU (1944), as bolsas de mercadorias são mercados organizados especialmente desenvolvidos para facilitar a transferência de risco dos preços futuros das commodities. A bolsa facilita as negociações por remover a incerteza sobre o outro lado da transação, desenvolvendo um contrato padronizado e gerenciando as relações contratuais entre compradores e vendedores. Atualmente, os mercados futuros atuam também como centros de coleta e disseminação de informação, e, se estas informações, incluindo expectativas, são completamente refletidas nos preços à vista, esses mercados podem ser vistos como eficientes (GOSS, 1981). As negociações a futuro seriam, em princípio, uma alternativa para a cadeia produtiva do leite, visto que promovem a transferência de risco de preços entre os participantes do mercado. Além disso, os mercados futuros permitem a determinação dos preços de forma clara, transparente e eficiente, controlando as imperfeições da sua formação (SANTOS, 2001). Considera-se, dessa forma, que a implantação de um contrato futuro de leite seria capaz de reduzir as distorções mercadológicas e financeiras que o segmento de laticínios vem enfrentando. Entretanto, o lançamento de um novo contrato futuro é um processo caro e que consome muito tempo. Por isso, deve ser resultado de estudos apurados, para não se incorrer em fracassos, como os observados em várias bolsas estrangeiras e nacionais. As bolsas de futuro, aparentemente, têm dificuldades em predizer o sucesso ou fracasso de contratos futuros. Conforme as estimativas de SILBER (1981), 58% dos contratos futuros de commodities introduzidos nos Estados Unidos da América entre 1960 e 1980 fracassaram e, de 1970 a 1979, gastaram-se, em média, US$22,500 por contrato reformulado, sendo uma média de US$70,000 para os novos contratos. Segundo Thompson e Kunda (2000), citados por AGUIAR (2002a), de 1980 a 1999 mais de 500 contratos de commodities passaram a ser negociados nas bolsas de mercadorias, sendo que, no final desse período, menos da metade desses contratos continuava sendo negociada. Por essa razão, diversos trabalhos têm sido feitos no

3 sentido de identificar os fatores determinantes do sucesso e fracasso dos contratos futuros. Estudos como este, portanto, servem de orientação para o mercado de futuros, haja vista o grande número de contratos fracassados nos últimos tempos. Posto isso, considera-se oportuna a avaliação da viabilidade da introdução de contratos futuros para o leite no Brasil. Assim, o objetivo deste trabalho foi analisar a viabilidade de implantação de um contrato futuro de leite no Brasil como ferramenta de gerenciamento de risco de preços. Como objetivos específicos procurou-se: identificar o derivado, ou a combinação de derivados lácteos, que melhor pudesse se adequar a negociações a futuro; realizar análise exploratória da demanda potencial por transações futuras de leite e esboçar o design do contrato futuro de leite, caso ele fosse viável. Para tanto, utilizouse a teoria do sucesso e fracasso dos contratos futuros como ferramenta metodológica. Foram analisadas as características do mercado e dos produtos leite cru refrigerado, leite longa vida (UHT) desnatado e leite em pó desnatado, e foram realizadas entrevistas com um amostra dos 100 maiores produtores de leite do Brasil. 2. RESULTADOS E DISCUSSÃO O enfoque adotado é baseado no trabalho de PENNINGS e LEUTHOLD (2000), que analisaram as propriedades técnicas da commodity simultaneamente com o processo de tomada de decisão dos potenciais participantes do mercado. Tal processo integra a abordagem de economia-financeira e a de gerenciamento de mercado, sendo ambas denominadas abordagem macro e abordagem micro. A primeira consiste na observação de um conjunto de atributos físicos que a commodity deve apresentar para ser transacionada a futuro, enquanto a segunda procura determinar o processo de tomada de decisão dos potenciais usuários dos contratos futuros Abordagem macro Nesta abordagem são avaliadas algumas características dos produtos e dos mercados em que são transacionados. Sob o ponto de vista teórico, cada característica apresenta peculiaridades que concorrem favorável ou desfavoravelmente para o sucesso do contrato potencial. Estas são discutidas a seguir. a) Perecibilidade e capacidade de estocagem Mesmo considerando a adoção dos melhores padrões higiênicos, o leite cru não pode ser estocado por mais de 2 dias. Porém, este fato não o impossibilita de ser negociado numa bolsa de futuros, pois é produzido regularmente durante todo o ano. Só vale lembrar que a qualidade do leite varia consideravelmente ao longo do ano, dificuldade esta que só pode ser superada através da liquidação financeira dos contratos negociados. A capacidade de estocagem também não é problema para os demais produtos analisados. O leite UHT, por ser submetido a temperaturas de 135 a 150 o C por 2 a 4 segundos, garantindo a destruição de todos os microrganismos patogênicos e alteradores, pode ser estocado por 6 meses. O leite em pó, assim como todos os produtos desidratados, possui um processo de deterioração mais lento e, dessa forma, pode ser estocado por até 2 anos. Essa capacidade de estocagem apresenta-se como uma vantagem para os leites UHT e em pó, visto que permite a negociação a futuro com entrega física do produto.

4 No entanto, nos Estados Unidos, tanto os contratos de leite fluido quanto de leite em pó desnatado são encerrados por liquidação financeira. b) Homogeneidade e capacidade de mensuração De acordo com o MINISTÉRIO DA AGRICULTURA (2003), os produtos analisados apresentam os seguintes requisitos de identificação e classificação, como mostrado nas Tabelas 1, 2 e 3. Tabela 1 - Padronização do leite cru refrigerado Requisitos Limites Métodos de Análises Matéria gorda, g/100 g Mín 3,0 FIL 1C: 1987 Densidade relativa A 15/150 C g/ml 1,028 a 1,034 LANARA/MA, 1981 Acidez titulável, g ácido lático/100 ml 0,14 a 0,18 LANARA/MA, 1981 Extrato seco desengordurado, g/100 g Mín. 8,4 FIL 21B: 1987 Índice crioscópico máximo -0,530 o H (equivalente a 0,512 FIL 108A: 1969 o C) Proteínas, g/100 g Mín. 2,9 FIL 20B: 1993 Fonte: Adaptado do Ministério da Agricultura. Tabela 2 - Padronização do leite UHT Requisitos Limite Métodos de Análises Matéria gorda (m/v) Máx de 0,5 FIL 1C: 1987 Acidez titulável, g ácido lático/100 ml 0,14 a 0,18 AOAC 15 o ed Estabilidade ao etanol 68% (v/v) Estável FIL 48:1969 Extrato seco desengordurado % (m/m) Mín. 8,4 FIL 21B: 1987 Fonte: Adaptado do Ministério da Agricultura. Tabela 3 - Padronização do leite desnatado Requisitos Limites Métodos de Análises Matéria gorda (% m/m) Menor que 1,5 FIL 9C: 1987 Umidade (% m/m) Máx. 4,0 FIL 26: 1982 Sólidos não-gordurosos Máx. 18,0 FIL 86:1981; FIL 81:1981 Índice de solubilidade (ml) Máx. 1,0 FIL 129A: 1988 Leite de alto tratamento térmico Máx. 2,0 Partículas queimadas (máx.) Disco B ADMI 916 Fonte: Adaptado do Ministério da Agricultura. Como pode ser observado nas Tabelas 1 a 3, tanto o leite cru quanto UHT e em pó são produtos que precisam de testes laboratoriais para serem identificados. Por ser um produto de fácil contaminação e cuja composição varia amplamente, dependendo da raça do animal, alimentação, região produtora, época do ano, entre outros fatores, a qualidade do leite deve ser avaliada por testes específicos. Essa variação da qualidade do produto impossibilitaria a sua negociação no mercado futuro se não existisse a liquidação financeira.

5 Dessa forma, com relação à padronização, o leite apresenta desvantagem em comparação com a maioria das commodities agrícolas negociadas na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a exemplo do café, que é um produto cuja qualidade pode ser identificada mais facilmente, apenas por avaliação visual 3. Mas o fator positivo dessa padronização do leite é que tanto o produtor quanto a indústria já estão familiarizados com os requisitos e testes utilizados. c) Volatilidade do preço O cálculo da volatilidade do leite cru foi feito para Minas Gerais e Goiás, que são os principais estados produtores e para São Paulo, que no início do período considerado para análise figurava como o segundo produtor nacional. O cálculo da volatilidade dos leites UHT e em pó foi feito para o Estado do Rio de Janeiro, por ser uma das regiões com maior concentração de indústrias de laticínios do País e por apresentar disponíveis os preços destes produtos. Na Tabela 4, apresentam-se os resultados dos cálculos de volatilidade dos três produtos analisados. Tabela 4 - Volatilidades calculadas para o leite cru, leite UHT e leite em pó Produto Estado Volatilidade (%) São Paulo 21,51 Leite cru Goiás 29,36 Minas Gerais 43,66 Leite UHT Rio de Janeiro 1,69 Leite em pó Rio de Janeiro 2,25 Fonte: Resultados da pesquisa. Os valores encontrados das volatilidades indicam que há grande variação dos preços do leite cru no mercado físico, o que constitui fator importante para o lançamento de um contrato futuro de leite. Essa variação nos preços manifesta-se como motivação ao produtor para procurar um mecanismo de gerenciamento de risco de preços, no qual o mercado futuro se inclui. Para o leite UHT e o leite em pó, os valores encontrados para a volatilidade no mercado físico são pequenos, se comparados com as volatilidades das principais commodities agrícolas negociadas na BM&F. d) Tamanho do mercado físico De acordo com EMBRAPA (2002), em 2002 os produtores de leite geraram R$ 8 bilhões em receita bruta para o País, em cerca de 1,12 milhão de fazendas distribuídas por todo o território brasileiro, gerando mais de 3,6 milhões de empregos diretos e produzindo milhões de litros, com a ressalva de que somente milhões de litros foram captados pelos estabelecimentos com o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF). Pode-se dizer, assim, que há um grande volume de comércio de leite cru refrigerado, visto que a produção nacional é significativa e há um grande número de agentes envolvidos na atividade. 3 O café arábica negociado na BM&F é padronizado como: café cru, em grão, de produção brasileira, Coffea arabica, tipo 6 ou melhor, bebida dura ou melhor.

6 Com relação ao leite longa vida, tem-se que ele foi lançado no País em 1972, mas só começou a firmar-se de forma competitiva na década de 1990, depois que o governo desregulamentou o mercado de leite. Desde então, as vendas cresceram, em média, 27% ao ano, superando as de leite pasteurizado. O market share do leite longa vida no mercado de leite fluido saltou de 4,4%, em 1990, para 74%, em 2002, com a existência de mais de 100 marcas no mercado. O leite em pó, apesar de também ser um produto prático, não é muito consumido no Brasil, pois se constitui num substituto para o leite UHT. Ademais, é produzido por reduzido número de empresas, que controlam os preços do mercado. Dessa forma, o leite em pó é, entre os três produtos analisados, o produto lácteo mais importado e exportado, apresentando vantagens, nesse sentido, em relação ao leite UHT, pois apresenta volume e valor maior de comércio internacional, fato relevante para um produto comercializado numa bolsa de futuros. O leite cru refrigerado, como já era previsto, não consta nem na cota de produtos importados, nem de exportados. Portanto, com relação ao tamanho do mercado de laticínios, pode-se dizer que este apresenta grande número de agentes envolvidos, com grande volume e valor de negociações, sendo que o leite cru apresenta maior produção, mas significativa parcela dessa produção é comercializada no mercado informal (37% da produção nacional). Já o leite UHT apresenta maior volume de vendas internas, enquanto o leite em pó é o produto mais negociado nas transações internacionais. e) Grau de competição no mercado Apesar da dualidade existente na produção de leite, essa atividade apresenta-se muito próxima de um mercado de concorrência perfeita, característica extremamente importante na implantação de um contrato futuro. O setor de leite resfriado é classificado como competitivo, de fácil entrada, na qual os produtores líderes não são suficientemente grandes para exercerem algum tipo de controle no mercado. Para a indústria de leite UHT, o coeficiente de concentração das duas principais empresas (CR2) encontrado por AGUIAR e CONNOR (1997) foi de 50%, enquanto que para o leite em pó este índice foi 62%. No entanto, atualmente a concentração na indústria de leite UHT diminuiu, com muitas novas fábricas ingressando num mercado em ascensão. Já o mercado de leite em pó apresenta barreiras tecnológicas à entrada, de modo que apenas as grandes empresas industrializam esse produto, sendo, assim, um mercado muito mais concentrado do que o de leite UHT. Com relação às intervenções do governo no setor de laticínios, pode-se dizer que este tem exercido influência através de: políticas de custeio, de financiamento a investimentos, políticas de comercialização (criação da EGF do leite) e barreiras à entrada (medidas antidumping). No Brasil, pode-se dizer que as intervenções do governo são mais no sentido de tornar o mercado mais competitivo do que no sentido de manipular oferta e preços, fortalecendo políticas que racionalizem a comercialização de leite e derivados. Outra característica importante dessa relação governo-mercado lácteo é que o mercado de leite brasileiro é tão amplo, que as ações do governo não afetam substancialmente a formação de preços. Para isso, o governo teria que desembolsar grande parcela de recursos, o que não é possível nas atuais circunstâncias econômicas em que se encontra. f) Formas de comercialização e atividade do mercado A comercialização do leite é um tema que merece atenção especial, visto que não se assemelha a nenhum outro tipo de negociação no País. As transações entre produtor e indústria ocorrem de forma única em todo o território nacional. Os

7 produtores de leite começam a entregar seu produto, normalmente, no dia primeiro de cada mês, por um preço algumas vezes referido como preço surpresa. Assim, no dia 30 do mesmo mês, a indústria faz o fechamento das contas, e é apenas nesse dia que o produtor descobre quanto vai receber pelo produto entregue. Porém, o pagamento estipulado no dia 30 só será concretizado no dia 15 do mês seguinte. Essa forma de comercialização implica que, para o produtor, durante o mês, não há variação no preço do leite, que só se modifica mensalmente, sendo formado de acordo com variações da oferta e demanda internas, bem como importação, exportação e, conseqüentemente, preços internacionais. Segundo GOMES (2003), a comercialização do leite cru refrigerado no Brasil se caracteriza pela informalidade nas relações comerciais, não existindo compromissos formais previamente estabelecidos entre fornecedor e comprador para médio e longo prazos, o que gera riscos e incertezas para o produtor que, na maioria das vezes, não sabe quanto nem quando vai receber pelo produto que vendeu. Portanto, é praticamente inexistente no Brasil a adoção de contratos formais de comercialização entre produtores e indústria, por vários motivos. Em primeiro lugar, o fato de ainda não se ter uma padronização da matéria-prima entregue aos laticínios, em termos de qualidade e quantidade, dificulta esse tipo de negociação. A variação na quantidade é resultado da instabilidade temporal na oferta, em função da sazonalidade de produção ao longo do ano, aliada às constantes importações e na demanda, em função da economia do País (MARTINS e GOMES, 2002). Já, na comercialização entre indústria e varejo, os contratos de compra e venda são mais comuns, visto que ambos os lados da negociação tentam se resguardar do risco de preços. Normalmente, o prazo de pagamento estabelecido é em torno de 45 dias, como ocorre na comercialização da maioria dos produtos processados. Posto isso, pode-se dizer que, com relação à atividade do mercado de leite cru, este apresenta uma desvantagem para a comercialização a futuro do leite, visto que, num mercado futuro, as negociações são diárias, sendo, portanto, desejável que a oscilação de preços seja diária também. Porém, este fato não inviabiliza a implantação do contrato futuro de leite, pois o mesmo ocorre com os tipos de leite negociados na Chicago Mercantile Exchange (CME). Já a análise da competição de contratos a termo ou outras formas contratuais, com relação ao contrato futuro, indica que praticamente não há concorrentes para o mercado futuro, fator extremamente positivo para o sucesso de um contrato. Porém, a análise para os produtos leite UHT e em pó mostra certa afinidade do mercado com contratos de curto e longo prazos, os quais podem ser concorrentes com o contrato futuro de leite. g) Competição com outros contratos futuros Pode-se afirmar que não há possibilidades de cross hedging para os empresários do setor lácteo brasileiro, visto que o contrato futuro de leite mais bemsucedido é negociado na CME, nos Estados Unidos, onde a formação de preços ocorre de forma bem diferente da ocorrida no Brasil. Nesse aspecto, o contrato futuro de leite apresenta uma grande vantagem, visto que não existem concorrentes nem na BM&F, nem em bolsas estrangeiras.

8 2.2. Abordagem micro Nesta abordagem, procurou-se avaliar as percepções dos maiores produtores de leite do país quanto às perspectivas para a comercialização em mercados futuros. Foram ouvidos 82 dos 100 maiores produtores identificados pelo site especializado Milkpoint. Os produtores de leite que compõem a amostra produziram, em 2002, mil litros de leite, com média de L/dia, valor esse muito superior ao da maioria das fazendas brasileiras. O sistema de produção mais adotado foi o confinamento total (44% das fazendas), seguido de semiconfinamento (35%) e pastagens (21%), sendo a raça Holandesa empregada em 57% das propriedades e a Girolando em 24%. A idade média dos administradores das propriedades analisadas é de 45 anos, sendo que somente 14,6% dos entrevistados têm acima de 60 anos, 43,9% entre 41 e 60 anos e 41,5% entre 21 e 40 anos. Este fato se apresenta como um fator positivo à implantação do contrato futuro de leite, pois estudos têm indicado que fazendeiros acima de 60 anos preferem usar outros tipos de contratos, em relação ao mercado futuro, dada a tradição em comercializar a produção nos meios em que já estão habituados, enquanto os administradores com idade abaixo de 60 se mostram mais propensos a inovações. Com relação ao nível de escolaridade, pôde-se observar predominância de profissionais com nível superior (43,9%), seguido de segundo grau completo (23,2%), primeiro grau completo (12,2%), pós-graduação (11,0%), segundo grau incompleto (8,5%) e analfabeto (1,2%). Portanto, predominam administradores com 11 anos ou mais de escolaridade. Isso constitui uma vantagem para o lançamento do contrato futuro de leite no Brasil, pois, de acordo com MARQUES (2001), a maior parte dos produtores que usam mercados futuros, nos países estudados, possui curso superior ou escola secundária completa. De acordo com 35,4% dos produtores entrevistados, a principal fonte de risco na atividade leiteira é o preço dos insumos empregados na atividade. No entanto, o preço recebido pelo leite foi colocado por 54,9% dos entrevistados como o grande problema enfrentado pelos produtores de leite no Brasil, o que se confirma pelo número de produtores que procura reduzir seu risco de preços através de contratos com cooperativas e laticínios: 67,1% dos entrevistados, dos quais, 66,7% acreditam que esses contratos são eficientes na redução de risco de preços. A resposta dos produtores quanto ao conhecimento de mercados futuros também foi surpreendente. Do total de entrevistados, 57,3% disseram conhecer o mecanismo de comercialização a futuro, dos quais 61,1% se mostraram interessados em adotar novos mecanismos de gerenciamento de risco de preços e 91,5% teriam interesse em negociar contratos futuros de leite. Pode-se afirmar, dessa forma, que, pelo menos entre os maiores produtores de leite do Brasil, há preocupação com a volatilidade dos preços e interesse por novos instrumentos de auxílio ao gerenciamento de risco de preços e, em especial, por um mercado futuro de leite. Os produtores entrevistados, portanto, evidenciaram uma provável demanda por contratos futuros de leite. Tal informação é muito importante para a implantação do contrato futuro de leite, visto que uma das maiores dificuldades das bolsas de mercadorias, atualmente, é verificar a existência de uma demanda potencial pelos novos contratos lançados. Esta análise mostrou, então, que o contrato futuro de leite no Brasil tem potencial de ser bem-sucedido, tanto pelas características apresentadas pela commodity e pelo mercado quanto pelo interesse demonstrado por parcela dos participantes do mercado.

9 2.3. Design do contrato Com as informações da abordagem macro é possível sugerir um design para o contrato de leite in natura. O tamanho de um contrato normalmente é estabelecido com base nos meios de transporte ou armazenamento da commodity. Nesse caso, sugere-se que o tamanho do contrato do leite in natura seja estabelecido considerando a capacidade de um tanque de resfriamento médio, ou seja, em torno de a L de leite. Tal sugestão é fundamentada no fato de que, de acordo com a legislação, os produtores devem ter um tanque de resfriamento de leite na fazenda para garantir a qualidade do produto por mais tempo. No entanto, se comparado ao tamanho dos demais contratos agrícolas da BM&F, este seria um contrato pequeno, mas a vantagem está em que, de acordo com experiências em bolsas estrangeiras, os contratos menores atraem mais participantes para o mercado, pois o risco associado à negociação é menor. Um contrato pequeno tem o problema de ter custos administrativos maiores, mas, à medida que atrai mais participantes, esses custos são reduzidos. Tal sugestão é justificável também pelo fato de que o mercado de lácteos é composto de muitos pequenos produtores, que, dessa forma, teriam mais condições de investir em mercados futuros. O tipo de produto, conforme constatado na análise comparativa da abordagem macro, deve ser o leite in natura, visto que os demais produtos apresentam significativas desvantagens para uma comercialização a futuro, ou seja, baixa volatilidade de preços e alto grau de concentração de mercado. Dessa forma, o produto especificado no contrato deve atender aos padrões da Tabela 1, que são os requeridos pelo Ministério da Agricultura. Porém, como esse produto é perecível, a única forma de liquidação possível é a liquidação financeira, como ocorre com o contrato de boi gordo na BM&F e com os contratos de BFP classe III e classe IV, nos Estados Unidos. Os meses de vencimento dos contratos são relacionados com os períodos de safra e entressafra. No entanto, assim como ocorre na comercialização de boi gordo, na comercialização do leite não há oscilações consideráveis no número de transações entre os períodos de safra e entressafra, de forma que se sugere que o contrato futuro de leite seja negociado todos os meses do ano. Quanto à data do vencimento do contrato, recomenda-se que seja relacionada com a data de divulgação do preço de referência do Conseleite-Minas Gerais, conselho paritário de produtores e indústrias de laticínios que está sendo formado naquele estado. Tal sugestão se justifica pelo fato de Minas Gerais ser o maior produtor de leite do Brasil, o que faz com que esse preço de referência de Minas Gerais tenha influência direta sobre a formação do preço do leite no País. A título de comparação, os contratos de leite fluido BFP classe III e classe IV, nos Estados Unidos, são negociados todos os meses do ano, com vencimento na véspera do dia da divulgação do preço do leite pelo USDA, que ocorre normalmente no quinto dia útil de cada mês. O intervalo máximo de negociação do contrato de leite classe III é de 18 meses, enquanto o do leite classe IV, de 12 meses. 3. Conclusão A análise das características inerentes ao setor de laticínios indicou que o leite cru refrigerado tem um grande potencial para a comercialização a futuro, haja vista que apresentou saldo satisfatório para quase todos os fatores estudados. As únicas desvantagens encontradas para a comercialização a futuro do leite cru foram com relação à perecibilidade e à atividade de mercado.

10 Os demais produtos analisados, leite UHT e leite em pó, apresentaram algumas características favoráveis à comercialização a futuro, mas a baixa volatilidade encontrada, associada ao alto grau de concentração dessas indústrias, praticamente inviabiliza as transações a futuro desses produtos. Alta volatilidade dos preços e baixa concentração do mercado são características consideradas de fundamental importância para o sucesso de um contrato. A investigação do perfil do produtor de leite brasileiro é outra análise que se mostrou favorável para a implantação desse mercado futuro. Pelas entrevistas realizadas, pôde-se concluir que os grandes produtores de leite colocam o preço do leite como o grande problema da atividade e estão interessados em adotar mecanismos alternativos no gerenciamento de risco de preço. Ao contrário do esperado, muitos dos entrevistados já tinham conhecimento de mercados futuros e demonstraram-se interessados em adotar este tipo de mecanismo, além de apresentarem características de indivíduos propensos a negociar na bolsa de mercadorias, como grau de escolaridade elevado e média de idade abaixo de 60 anos. Com isso, pode-se concluir que a implantação de um contrato futuro de leite apresenta um potencial favorável tanto do lado das características do produto e do mercado quanto do lado do interesse dos participantes do mercado, de forma que se pode dizer que existe um ambiente propício, no Brasil, para o lançamento desse contrato. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGUIAR, D.R.D. Agricultural futures contracts in Brazil: evolution and perspectives. In: Seminário apresentado no Department of Agricultural and Resource Economics, 2002, Storr (CT). University of Connecticut, Storrs (CT), 2002a. AGUIAR, D.R.R.; CONNOR, J.M. The effects of changes in regulatory and trade policies on the structure, conduct and performance of the Brazilian dairy processing industry. [S.l.] Purdue University, oct (Staff Paper 97-15) BLAU, G. Some aspects of the theory of futures trading. Review of Economic Studies, v. 12, p. 1-30, CHICAGO BOARD OF TRADE CBOT. Manual de commodities. São Paulo: PROMERC, p. EMBRAPA GADO DE LEITE. Banco de dados econômicos, Disponível em: <http://www.cnpgl.embrapa.br>. Acesso em: 11 nov GOMES, A.T. O contrato: o instrumento que falta para organizar a cadeia produtiva do leite. Entrevista concedida à Milkpoint. Disponível em: < =9&perA=2003>. Acesso em: 17 mar GOSS, B.A. Feasibility, forward pricing and returns. Recent developments in the literature on futures trading. Resources Policy, v. 7, n. 2, jun p

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