Desenvolvimento Local com Justiça Social: Uma Estratégia Alternativa de Combate à Pobreza em Angola.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Desenvolvimento Local com Justiça Social: Uma Estratégia Alternativa de Combate à Pobreza em Angola."

Transcrição

1 Desenvolvimento Local com Justiça Social: Uma Estratégia Alternativa de Combate à Pobreza em Angola.. Introdução Um projeto de desenvolvimento que priorize o combate à pobreza não pode se limitar ao desejo imprescindível de crescimento econômico, o que é legítimo em países que tentam se erguer do caos da guerra como Angola. A redução da desigualdade deve ser encarada não somente como um poderoso atalho do modelo a ser desenvolvido, mas também como um propósito fundamental da reconstrução de uma nação economicamente dinâmica e socialmente justa. Nesse sentido, este artigo não pretende analisar detalhadamente a Estratégia de Combate à Pobreza (ECP) do Ministério do Planejamento da República da Angola. Seu objetivo será o de introduzir, em linhas bastante gerais, a partir de limitações observadas na ECP, as principais diretrizes de um modelo alternativo de desenvolvimento para o país que combine crescimento econômico com redução da desigualdade visando combater a pobreza. Para tanto, acreditase que será preciso romper com o padrão de desenvolvimento, segundo o qual o que é relevante é apenas o crescimento econômico, orientado pelo Estado e baseado na grande empresa e dependente de setores específicos como é o caso do setor petrolífero angolano 1. O modelo de desenvolvimento que se faz necessário deveria, ao contrário, passar pela criação de ambientes favoráveis às Micro e Pequenas Empresas concebidas em nível local a partir da valorização do território. Sua caracterização remete a uma reorientação do Estado, que precisaria passar a atuar de forma mais descentralizada e em parceria com a sociedade civil e a iniciativa privada na 1 Segundo o INE, o setor petrolífero respondia por mais de 50% do PIB angolano em Outro setor mencionado na ECB é o explorador de diamantes. Apesar do seu peso no PIB ser menor (aproximadamente 5% do PIB em 2002), apresentou o maior crescimento em 2003 (aproximadamente 20% em relação a 2002). 1

2 oferta conjunta de bens e serviços públicos voltados a aprimorar os mecanismos de funcionamento dos mercados, ao invés de tentar substituí-los. Este artigo se divide em três breves seções, além desta introdução. Na próxima, apresentam-se, de forma sucinta, características do modelo de desenvolvimento da ECP que vão de encontro à nova concepção de desenvolvimento que se faz necessária hoje em Angola. Na seção seguinte, apresentam-se os principais elementos da agenda que seria necessária para a formatação de uma estratégia deste tipo. A terceira e última é a das considerações finais. I. ECP em Angola: Do petróleo ao desenvolvimento local A breve discussão dessa seção irá se apoiar basicamente em duas questões para abordar o problema do combate à pobreza: Desenvolvimento Local e produção de informação. Apesar do entendimento geral de que é necessário dinamizar a economia não-petrolífera e corrigir os desequilíbrios nos mercados, ainda encontra-se arraigada em Angola a idéia de que o petróleo é o ouro negro da sociedade e a menina dos olhos do Governo, produto que irá sedimentar a ponte entre o caos da guerra e a prosperidade da nação. Entretanto, sabe-se que a influência deste ramo de atividade no combate à pobreza é apenas marginal na medida em que é intensivo em capital e o pouco que emprega é, em grande parte, mão-de-obra qualificada. Um país que almeja seguir uma trajetória sustentada de desenvolvimento deveria enfraquecer a correlação entre o crescimento do PIB e o sucesso de um setor em particular. A conseqüência mais imediata desta relação é a elevada dependência das receitas fiscais, em torno de 80%, o peso excessivo das despesas públicas no PIB (em média entre 1991 e 2001), em redor de 57,5%, a precarização do setor privado doméstico e milhões de angolanos vivendo à margem do mercado de trabalho formal. 2

3 Por outro lado, o retorno de cerca de 30% da população de deslocados das capitais provinciais 2 para as tradicionais áreas de residência e atividade econômica está, muito propriamente, associado à intenção de desenvolver a atividade rural e da indústria transformadora 3 para diminuir a vulnerabilidade do mercado interno. No entanto, não se coloca explicitamente qual será o modelo de produção: baseado nos grandes empreendimentos, produção familiar de subsistência ou arranjos produtivos 4. A concepção de um modelo local de desenvolvimento deve partir da valorização dos territórios não somente nas cidades, mas também nos ambientes rurais e, também, apoiados nas suas peculiaridades culturais. Estes territórios não devem ser vistos apenas como dimensões administrativas (burocráticas) e ainda menos como realidades puramente geográficas mas como redes locais de cidadãos. Territórios se constituem, também, pela presença e a integração de instituições de bens e serviços públicos (mas não necessariamente estatais), como, educação, saúde, crédito, telecomunicações, transportes, centros de pesquisa, estações de tratamento de água, agências de desenvolvimento, plataformas logísticas, etc. Dessa forma, o território é desenhado pela extensão das redes sociais, técnicas e institucionais que criam e recriam esses bens e serviços públicos; sua competitividade é função da cooperação entre os atores locais, organizados nessas diferentes redes. É através da aliança entre o governo, a iniciativa privada e a sociedade civil, por meio de uma multiplicidade de iniciativas de desenvolvimento local que se acredita que se pode chegar a um processo de longo prazo que leve ao crescimento de forma mais eqüitativa corrigindo também os desequilíbrios regionais. A pobreza, apesar de generalizada e intensa em Angola 5 e entendida sob múltiplas dimensões, seu enfrentamento necessita, antes de qualquer ação, da definição de uma única linha de pobreza e de uma medida para que se possa 2 De Luanda, Cabinda, Luanda Norte, etc. 3 Por exemplo, a madeira, os têxtil, o açúcar e derivados apresentam vantagens competitivas. Pode-se mencionar também o papel, metais não-ferrosos, alimentos, etc. 4 Redes de micro, pequenas e médias empresas, compostas de estruturas hierárquicas mais eqüitativas e baseadas num território produtivo, de acordo com o modelo de desenvolvimento local. 5 Em torno de 57% na área urbana e 94% na área rural, segundo o IDR de

4 formar uma fila de prioridades. Isto não se verifica no documento da ECP quando se associa a linha de pobreza de aproximadamente US$ 1,7 diários do Governo de Angola à meta de redução de pobreza no longo prazo em consonância com os objetivos de Desenvolvimento do Milênio (redução até de 50% da proporção da população com menos de US$1 diários). Entretanto, qualquer tentativa de política, não somente para combater a pobreza, aumentará o risco de não suceder se não for fundamentada por um aparato científico e informacional exaustivo. Isto se dá uma vez que não se faz política sem ciência. Prescindir deste aparato sistemático de informações detalhadas sobre a sociedade significa aumentar o custo de oportunidade social das políticas e deixá-las subordinadas à boa vontade dos políticos. Um exemplo ilustrativo de como boas intenções desprovidas de informações e conhecimento científico podem gerar a anulação e até mesmo a inversão dos objetivos é o mercado de crédito no Brasil. Uma pesquisa foi realizada com juízes de várias capitais do Brasil querendo saber para quem era dada a causa em disputas judiciais quando bancos querem reaver seus empréstimos a pequenos tomadores que não pagavam. A causa, na grande maioria das vezes, era dada ao pequeno tomador de empréstimos. Os juízes, na certeza de estarem praticando ativismo social sob suas funções achavam que a causa deveria ser dada ao José da Silva, pobre e que não podia pagar o empréstimo. O problema é que ajudando ao José da Silva, pessoa física, está prejudicando todo o grupo de pobres pequenos tomadores de empréstimos (o barraqueiro da esquina) que certamente terá dificuldades em conseguir crédito, devido ao desincentivo gerado pela tendência à perda das causas pelos bancos e à falta de informação sobre o pequeno tomador. Portanto, é extremamente necessário que se construa um sistema de produção estatística contínuo. É também necessário que abranja não somente agregados econômicos e setoriais da economia e da sociedade através de indicadores defasados e coincidentes. Para ajudar a combater a pobreza não basta a produzir dados sobre pobreza, mas também sobre desigualdade, não mencionado na ECP. É importante produzir análises bivariadas, isto é, traçar um perfil das variáveis indicativas do universo estudado (ex: renda) em relação aos 4

5 principais atributos sócio-demográficos observáveis em pesquisas de Inquérito (ex: sexo, raça, idade, escolaridade, status de imigração) e atividades econômicas exercidas (ex: posição na ocupação, tempo de trabalho e setor de atividade). Os grandes inquéritos junto à população para a formação de micro-dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) ainda são muito limitados. Por exemplo, a amostra do Inquérito aos Agregados Familiares sobre Receitas e Despesas (IDR) é considerada pequena com agregados familiares principalmente em áreas urbanas. Ademais, a maioria dos Inquéritos, que foram elaborados somente a parir de 1995, a exceção do Inquérito de Indicadores Múltiplos (MICS) de 2001, não chegava à área rural devido à insegurança da guerra, o que sugere um questionamento não somente da representatividade das amostras, mas também do padrão e da confiabilidade das fontes de informação 6. Além do esforço que já vem sendo realizado junto ao INE através do Plano Nacional de Médio Prazo , seria bastante edificante uma parceria com instituições internacionais especializadas e países com maior experiência na produção estatística. Um eventual candidato que surge é o Brasil, não somente pela proximidade que a língua portuguesa sugere, mas também pelo acúmulo de conhecimento técnico, metodológico e operacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse sentido, o intercâmbio de técnicos, cursos e seminários poderiam agregar valor de fato ao sistema de produção estatística de Angola. Através de um diagnóstico mais detalhado da sociedade e da atividade econômica e da formação de técnicos para avaliar os dados é possível desenhar políticas mais focadas 7 e que tenham maior potencial de impacto nos grupos sociais mais vulneráveis. Apesar de alguns destes aspectos estarem mencionados de forma genérica na ECP no que se refere as mudanças de Governação 8, a reorientação do Estado 6 Por exemplo, no documento da ECB divulgam-se repetidas vezes a incidência da pobreza em Angola em torno de 68% de acordo com IDR de Mas, utilizando a mesma fonte pode-se perceber, numa tabela de indicadores de pobreza, uma incidência de 62,2%. 7 Como por exemplo, a ênfase na cobertura e na qualidade da educação, uma vez que o perfil da estrutura demográfica angolana é muito jovem e gera pressões tremendas sobre o mercado de trabalho. Cerca de 50% da população, segundo o INE, é composto de jovens menores de 15 anos. 8 Ë notável, na ECB, a falta de um arcabouço teórico bem estruturado e institucionalizado para fundamentar a coordenação entre as esferas estatais cria margem para os agentes envolvidos desviarem das ações eficientes 5

6 deve partir do princípio de que a prosperidade de Angola derivará da democratização ao acesso a um vasto conjunto de ativos que constituem a riqueza 9 e do amadurecimento da cultura democrática. Em outras palavras, a institucionalização da cultura da informação e da cultura estatística não somente para traçar diagnósticos exaustivos da sociedade, mas também para abrir caminhos mais seguros para o desenvolvimento tornado-lo mais independente da intuição ligeira e do ciclo político. Desta forma, através do aprofundamento da cultura informacional e da transparência será possível, por exemplo, que as empresas conheçam melhor seus mercados e o seu potencial de expansão, os Governos possam redesenhar suas políticas através do aprendizado, tornando-as mais efetivas, e os cidadãos possam controlar o compromisso político com seus eleitos. Somente desta forma poder-se-ão aumentar os vínculos sociais, a confiança nas instituições locais e a constituição de um ambiente favorável à inovação e ao empreendedorismo tão necessários para a reconstituição da unidade nacional e da qualidade de vida de todos os cidadãos angolanos. II. Uma Agenda de desenvolvimento com foco na redução da pobreza Adotar um modelo de desenvolvimento que priorize o combate à pobreza não se limita a uma estratégia agressiva de crescimento econômico. Um modelo baseado nos grandes empreendimentos intensivos em capital e na atuação do Estado conferindo mais dinâmica a setores específicos (como o petrolífero) pode conferir altas taxas de crescimento da atividade econômica com ônus de Angola continuar a ser um país com muitos pobres. Não se trata, portanto, somente de gerar mais recursos, mas de distribuir os recursos que são gerados. Entretanto, distribuir renda é, sobretudo, conseqüência de uma reorientação do Estado e de e, até mesmo, para a ocorrência de comportamento oportunístico, uma vez que os mesmos teriam liberdade e incentivo (escondendo-se no anonimato da falta de transparência) para adotar ações ocultas (Moral Hazard), em outras palavras, a corrupção sistemática. 9 Tais como educação, propriedade, crédito, informação, infra-estrutura, etc. 6

7 uma reengenharia institucional formando um novo padrão de acumulação. Não é fruto exclusivo da intervenção direta do Estado através das políticas sociais. O conceito de elasticidade de crescimento da redução da pobreza ajuda a explicar como políticas de distribuição de renda podem potencializar o efeito do crescimento econômico no combate à pobreza. A idéia básica sugerida é a de que países que apresentam maior desigualdade precisam crescer mais e mais rápidos do que os mais igualitários para reduzir em um por cento o número de pessoas que vivem na pobreza. Portanto, quanto menor a desigualdade de renda mais forte é a relação (direta) entre crescimento econômico e redução da pobreza. No Brasil, foram feitas estimativas no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) através de um exercício utilizando a Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (PNAD/IBGE) de 2001 para demonstrar combinações entre crescimento e redução na desigualdade para diminuição da extrema pobreza em 10 pontos percentuais. O resultado aponta que, para reduzir em 10% a extrema pobreza (de 15% para 5%) bastaria reduzir o grau de desigualdade em 10%. Por outro lado, a mesma redução da extrema pobreza, para ser alcançada apenas com crescimento econômico demandaria um crescimento contínuo da renda per capita de 3% ao ano durante 28 anos sem alteração no grau de desigualdade. Exercícios como estes são úteis para perceber que, provavelmente crescimento e redistribuição não são ortogonais. Neste caso, tanto crescimento econômico quanto políticas pró-pobres podem reforçar-se mutuamente. Uma agenda de desenvolvimento teste tipo passaria e referenciar-se nas seguintes diretrizes gerais: Consolidação da estabilidade macroeconômica: Por si só, trata-se de uma condição necessária, mas não suficiente para esta estratégia de desenvolvimento. Os problemas sociais angolanos não podem ser solucionados através de políticas macroeconômicas, mas podem ser agravados por más políticas como ocorreu num passado recente no país. Um ambiente econômico em que se observava 10, entre 1991 e 2001, uma taxa média de inflação anual de 893,5%, uma taxa média 10 Todas as fontes remetem ao INE. 7

8 de juros de cerca de 200% ao ano e uma sobrevalorização da moeda nacional não gerava um ambiente propício e incentivador de investimento privado devido à instabilidade dos preços relativos. A consolidação da estabilidade macroeconômica, para a qual se tem dirigido esforços recentemente, poderia levar, paulatinamente, a uma redução das taxas de juros, o que poderia abrir espaço para uma ampliação do gasto público social sem tanta necessidade de aumento da carga tributária 11. Ampliação do gasto público social (GPS) e da efetividade das políticas sociais: O GPS em Angola ainda é considerado baixo apesar do aumento de 3% do PIB em 2002 para 7% do PIB em Entretanto, não basta aumentar o GPS, é preciso garantir que o mesmo está, efetivamente, combatendo a pobreza. A política social para ser efetiva necessita antes ser eficiente eficaz e ter foco. Neste sentido, a mesma precisa ser capaz de transformar recursos em serviços a um baixo custo. Estes serviços devem ser capazes de gerar impacto, ou seja, as intervenções devem melhorar o bem-estar dos beneficiários (expandindo capacidade produtiva ou o grau de utilização desta e satisfazendo necessidades básicas). Mas, além disto, deveria assegurar que o impacto incida sobre os mais pobres. Portanto, percebe-se que há uma gama de questões entre o gasto público social e o resultado em termos de indicadores. Estas questões atuam sobre a política social através de múltiplas dimensões e demonstram que o montante em gastos não tem necessariamente correlação positiva com a melhora do resultado em termos de indicadores sociais. Sendo assim, existem algumas dimensões que também estão correlacionadas com a qualidade do gasto público social, como, operacionalização, coordenação entre as 11 A carga tributária em angola vem crescendo recentemente. De uma carga de 9,3% do PIB em 2001 para 15,1% em Entretanto, por Angola se tratar de país muito pobre, acredita-se que há espaço para um aumento devido à ênfase no papel redistributivo do Estado. Mas, deveria diminuir a dependência da Receita Pública do petróleo, ampliando a base fiscal e potencializando o impacto do gasto público sobre o combate à pobreza. 8

9 esferas estatais, integração de políticas e esforços de diagnóstico, monitoramento, e avaliação através da construção sistemática de bases informacionais. Desta forma, deve-se evitar que programas sociais, como é o caso da ECP, sejam concebidos para atender a objetivos genéricos, sobrepostos, múltiplos e de difícil verificação a priori dos resultados pretendidos devido às limitadas possibilidades de hierarquização destas orientações. A formulação de metas muito ambiciosas e com prazos muito curtos (muitos são para ) em frentes como, por exemplo, a desminagem, combate ao VIH/SIDA, e nas infra-estruturas básicas são conseqüência da falta de fundamentação estatística que limita a projeção de indicadores com mais segurança. Aprofundamento das reformas institucionais: As reformas são necessárias, antes de tudo, para permitir o aumento do GPS e da sua efetividade em combater a pobreza. É preciso garantir que os governantes tenham mais margem de manobra para decidir o formato do GPS para evitar que o Orçamento do Governo seja muito engessado e que o mesmo seja capturado pelas camadas mais favorecidas economicamente e mais organizadas politicamente. Ao mesmo tempo, deve-se conciliar incentivos legais e institucionais para que os beneficiários das políticas sociais não fiquem subordinados a disputas eleitorais e abrir canais para que os recursos públicos cheguem às áreas que oferecem maiores retornos à sociedade. Aprofundar as reformas significa também atuar na correção das falhas dos mais diversos mercados, atuando como uma espécie de lubrificante das engrenagens da economia. Isto irá permitir que atividade econômica flua de forma mais eficiente e competitiva na inserção de um mundo globalizado e com maior capacidade de produzir desenvolvimento doméstico e justiça social. Ampliação do espaço público para além das fronteiras estatais: Tanto para promover o crescimento quanto para reduzir a 9

10 desigualdade é necessário aumentar a oferta de bens e serviços públicos, o que é possível somente através da multiplicação de alianças entre distintos níveis de governo, a iniciativa privada e a sociedade civil. A diferença fundamental destes tipos de alianças com aquelas que são mencionadas na ECP refere-se à produção destes bens e serviços pelos diferentes agentes aos arranjos produtivos e aos cidadãos e, também, ao trânsito das políticas de desenvolvimento industrial para as políticas de desenvolvimento destes serviços ampliando a noção do que é público. O desafio passa por levar esse tipo de experiência não somente ao meio rural, mais pobre, mas de generalizá-lo para as capitais provinciais, onde a pressão demográfica é maior e a desigualdade é mais intensa.. Considerações finais A intenção deste artigo não foi a de analisar ponto a ponto as áreas de intervenção da ECP em Angola, algumas delas, muito bem intencionadas e apoiadas em bons princípios, como, por exemplo, o da gestão pública mais participativa e da criação de um sistema de monitoramento e avaliação de políticas. Mas, foi, sobretudo, a de sublinhar, a partir de algumas limitações observadas, a importância dos vetores distribuição de renda e informação na formulação de políticas de combate à pobreza. A herança deixada desde os tempos de colônia portuguesa até o período de guerra civil torna inevitável o desejo por mais crescimento econômico. Entretanto, o momento de reconstrução de uma nação surge como oportuno para se repensar a questão do desenvolvimento projetando-a mais além da idéia de crescimento da atividade econômica. Romper as barreiras entre o econômico, o social e o político promovendo um amplo aprofundamento das práticas democráticas, descentralizadas, participativas e fomentadoras de empreendimentos é elemento decisivo na definição de uma agenda de 10

11 desenvolvimento que combine mais crescimento (e eficiência) e mais eqüidade, promovendo uma maior inclusão social. Para tanto, deve-se abandonar a noção nacional-desenvolvimentista, concebendo o desenvolvimento como um processo que passa pela criação de condições para que ocorra uma vasta e diversificada gama de experiências de desenvolvimento local. Ela mostra, entre outras coisas, que é no âmbito local que podem ser costuradas as parcerias e alianças entre vários níveis de governo, iniciativa privada e sociedade civil que são requeridas para ampliar a oferta de bens e serviços públicos de forma que esse novo padrão de acumulação possa vingar. Sendo assim, outras formas de capital, que não o físico e o humano podem passar a ocupar um lugar prioritário nas agendas políticas, antes organizadas em cima de orientações estritamente políticas e setoriais. O capital social, o intangível, o cognitivo representado pelos vínculos sociais e pela confiança entre os agentes e a confiança nas instituições pode ser de suma importância. Contudo, a desejável busca de maior racionalidade no processo de desenvolvimento que priorize combater a pobreza deve, necessariamente, envolver as duas origens da Economia: O ingrediente ético, que diz respeito à escolha dos fins, e o elemento logístico, que visa viabilizar a consecução destes fins. Parece igualmente claro que, ainda que a colaboração entre ética e logística seja estreita, e grande a tentação de reduzir uma à outra, uma vocação não pode ser reduzida à outra sob a pena de indeterminação. O eficiente não existe no vazio de propósitos e o desejado não se viabiliza sem engenharia. Nesse sentido, o grande desafio da reconstrução de Angola será o de compatibilizar essas duas dimensões: a ética e a eficiência para que possa romper a barreira entre o querer e o poder, ou seja, entre o sonho de uma sociedade mais próspera e uma realidade com muitas privações. 11

TECNOLOGIA SOCIAL DO MICROCRÉDITO PRODUTIVO. José Nelio Monteiro Corsini

TECNOLOGIA SOCIAL DO MICROCRÉDITO PRODUTIVO. José Nelio Monteiro Corsini TECNOLOGIA SOCIAL DO MICROCRÉDITO PRODUTIVO José Nelio Monteiro Corsini APRESENTAÇÃO 1. ECONOMIA DA POBREZA E MICROCRÉDITO 2. PEQUENOS EMPREENDIMENTOS E MICROCRÉDITO 3. ELEMENTOS HISTÓRICOS 4. MICROCRÉDITO

Leia mais

1ª CONFERÊNCIA REGIONAL DE

1ª CONFERÊNCIA REGIONAL DE PROJETO ELABORAÇÃO DO PLANO DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL SUSTENTÁVEL DO VALE DO RIBEIRA E IMPLANTAÇÃO DE PROJETOS SOCIOAMBIENTAIS PRIORITÁRIOS 1ª CONFERÊNCIA REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL SUSTENTÁVEL

Leia mais

Aula 1 Contextualização

Aula 1 Contextualização Economia e Mercado Aula 1 Contextualização Prof. Me. Ciro Burgos Importância do estudo da Ciência Econômica e da organização dos mercados Impacto na sociedade Instrumentalização Tomada de decisão empresarial

Leia mais

ANEXO II DOS TERMOS DE REFERÊNCIA

ANEXO II DOS TERMOS DE REFERÊNCIA ANEXO II DOS TERMOS DE REFERÊNCIA GLOSSÁRIO DE TERMOS DO MARCO ANALÍTICO Avaliação de Projetos de Cooperação Sul-Sul: exercício fundamental que pretende (i ) aferir a eficácia, a eficiência e o potencial

Leia mais

Segunda Cúpula das Américas Declaração de Santiago

Segunda Cúpula das Américas Declaração de Santiago Segunda Cúpula das Américas Santiago, Chile, 18 e 19 de abril de 1998 Segunda Cúpula das Américas Declaração de Santiago O seguinte documento é o texto completo da Declaração de Santiago assinada pelos

Leia mais

Cadeias Produtivas Solidárias

Cadeias Produtivas Solidárias Cadeias Produtivas Solidárias Euclides André Mance IFiL, Curitiba, 11/2002 Definição Sintética As cadeias produtivas compõem todas as etapas realizadas para elaborar, distribuir e comercializar um bem

Leia mais

Anexo II - Termo de Referência

Anexo II - Termo de Referência Anexo II - Termo de Referência Pesquisa sobre o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) nos Assentamentos de Reforma Agrária: implantação, impactos e perspectivas I. CONTEXTO O abastecimento alimentar

Leia mais

Globalização Financeira e Fluxos de Capital. Referências Bibliográficas. Referências Bibliográficas. 1) Mundialização Financeira

Globalização Financeira e Fluxos de Capital. Referências Bibliográficas. Referências Bibliográficas. 1) Mundialização Financeira e Fluxos de Capital Wilhelm Eduard Meiners IBQP/UniBrasil/Metápolis Referências Bibliográficas Referências Bibliográficas Chesnais, F. Mundialização Financeira, cap.1 Baumann, Canuto e Gonçalves. Economia

Leia mais

Dados do IBGE de 1996 indicam que o Brasil tem 157 milhões

Dados do IBGE de 1996 indicam que o Brasil tem 157 milhões Cidadania e reforma urbana Orlando Alves dos Santos Junior, sociólogo, mestre em Planejamento Urbano e Regional e diretor da Fase para a Área Cidadania, Políticas Públicas e Questão Urbana Dados do IBGE

Leia mais

1 INTRODUÇÃO. Ana Luiza Neves de Holanda Barbosa** Carlos Henrique L. Corseuil***

1 INTRODUÇÃO. Ana Luiza Neves de Holanda Barbosa** Carlos Henrique L. Corseuil*** BOLSA FAMÍLIA, ESCOLHA OCUPACIONAL E INFORMALIDADE NO BRASIL* Ana Luiza Neves de Holanda Barbosa** Carlos Henrique L. Corseuil*** 1 INTRODUÇÃO O Bolsa Família (BF) é um programa assistencialista que visa

Leia mais

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO - MDA SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL - SDT ACORDO DE EMPRÉSTIMO FIDA Nº

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO - MDA SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL - SDT ACORDO DE EMPRÉSTIMO FIDA Nº TERMO DE REFERÊNCIA SERVIÇOS NÃO CONTINUADOS (não alterar os campos em cinza) TR nº MODALIDADE TEMA PROCESSO SELETIVO TR_16_2015_PDHC Produto Sistematização de Experiências Inovadoras Parecer Nº 00558/2015/CONJUR-MDA/CGU/AGU,

Leia mais

PJ 75/14. 1. o setembro 2014 Original: francês. Comitê de Projetos 8. a reunião 22 setembro 2014 Londres, Reino Unido

PJ 75/14. 1. o setembro 2014 Original: francês. Comitê de Projetos 8. a reunião 22 setembro 2014 Londres, Reino Unido PJ 75/14 1. o setembro 2014 Original: francês P Comitê de Projetos 8. a reunião 22 setembro 2014 Londres, Reino Unido Orientação para a apresentação de projetos pleiteando apoio financeiro para atividades

Leia mais

CO SELHO DA U IÃO EUROPEIA. Bruxelas, 3 de Outubro de 2011 (06.10) (OR.en) 14552/11 SOC 804 JEU 53 CULT 66. OTA Secretariado-Geral do Conselho

CO SELHO DA U IÃO EUROPEIA. Bruxelas, 3 de Outubro de 2011 (06.10) (OR.en) 14552/11 SOC 804 JEU 53 CULT 66. OTA Secretariado-Geral do Conselho CO SELHO DA U IÃO EUROPEIA Bruxelas, 3 de Outubro de 2011 (06.10) (OR.en) 14552/11 SOC 804 JEU 53 CULT 66 OTA de: Secretariado-Geral do Conselho para: Delegações n.º doc. ant.: 14061/1/11 REV 1 SOC 759

Leia mais

A POBREZA COMO EXPRESSÃO DA QUESTÃO SOCIAL RESUMO

A POBREZA COMO EXPRESSÃO DA QUESTÃO SOCIAL RESUMO A POBREZA COMO EXPRESSÃO DA QUESTÃO SOCIAL Ana Caroline de Sousa Silva 1 Jéssica Holanda Ponte 2 Tereza Nair de Paula Pachêco 3 RESUMO A pobreza e a desigualdade social perpassam o mundo todo, no caso

Leia mais

Microcrédito no âmbito das políticas públicas de trabalho e renda

Microcrédito no âmbito das políticas públicas de trabalho e renda OPINIÃO DOS ATORES Microcrédito no âmbito das políticas públicas de trabalho e renda Rogério Nagamine Costanzi* Desde a experiência do Grameen Bank em Bangladesh, o microcrédito passou a se disseminar

Leia mais

MEMORANDUM 2014 ELEIÇÕES EUROPEIAS

MEMORANDUM 2014 ELEIÇÕES EUROPEIAS MEMORANDUM 2014 ELEIÇÕES EUROPEIAS A Importância da Economia Social Economia social é uma realidade muito importante na Europa, proporcionando emprego remunerado a mais de 14,5 milhões de europeus que

Leia mais

POLÍTICA REIVINDICATIVA 2015-2016

POLÍTICA REIVINDICATIVA 2015-2016 POLÍTICA REIVINDICATIVA 2015-2016 Proposta para o Crescimento Económico e Social da RAM A UGT Madeira seguindo a linha de ação da UGT Portugal, que aprovou e tornou público, em Abril de 2015, o seu Guião

Leia mais

Cenários Transformadores para a Educação Básica no Brasil

Cenários Transformadores para a Educação Básica no Brasil RELATÓRIO FINAL Cenários Transformadores para a Educação Básica no Brasil Preparado pelo Instituto Reos JUNHO 2015 CONVOCADORES FINANCIADORES Capítulo 2 CONTEXTO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA C2 17 CAPÍTULO 2

Leia mais

Capítulo 1 PREÂMBULO

Capítulo 1 PREÂMBULO Capítulo 1 PREÂMBULO 1.1. A humanidade se encontra em um momento de definição histórica. Defrontamo-nos com a perpetuação das disparidades existentes entre as nações e no interior delas, o agravamento

Leia mais

Declaração da Cidade de Quebec

Declaração da Cidade de Quebec Declaração da Cidade de Quebec Nós, os Chefes de Estado e de Governo das Américas, eleitos democraticamente, nos reunimos na Cidade de Quebec, na III Cúpula, para renovar nosso compromisso em favor da

Leia mais

Desenvolvimento Sustentável nas Terras

Desenvolvimento Sustentável nas Terras Seminário Internacional Promovendo o Desenvolvimento Sustentável nas Terras Secas Africanas 2/11/2011 1 Desenvolvimento Sustentável Individuais Autonomia Atendimento das necessidades sociais da gerações

Leia mais

alfabetizaçãocomoliberdade

alfabetizaçãocomoliberdade alfabetizaçãocomoliberdade 53 A DÉCADA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A ALFABETIZAÇÃO: EDUCAÇÃO PARA TODOS Plano de Ação Internacional; Implementação da Resolução nº 56/116, da Assembléia Geral.Relatório do Secretário-Geral

Leia mais

I OFICINA REGIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL

I OFICINA REGIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL I OFICINA REGIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME SECRETARIA DE ESTADO DO TRABALHO, EMPREGO E ECONOMIA SOLIDÁRIA DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA ALIMENTAR

Leia mais

POLÍTICA DE PROMOÇÃO E COOPERAÇÃO EM PRODUÇÃO E CONSUMO SUSTENTÁVEIS NO MERCOSUL

POLÍTICA DE PROMOÇÃO E COOPERAÇÃO EM PRODUÇÃO E CONSUMO SUSTENTÁVEIS NO MERCOSUL MERCOSUL/CMC/DEC. N 26/07 POLÍTICA DE PROMOÇÃO E COOPERAÇÃO EM PRODUÇÃO E CONSUMO SUSTENTÁVEIS NO MERCOSUL TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, as Decisões N 02/01, 03/02,

Leia mais

Foco: Mulheres beneficiárias do Programa Bolsa Família

Foco: Mulheres beneficiárias do Programa Bolsa Família Projeto de Educação Financeira de Adultos Foco: Mulheres beneficiárias do Programa Bolsa Família Relatório Parcial A AEF-Brasil é uma entidade da sociedade civil que promove e executa ações transversais

Leia mais

Políticas Públicas de Fomento ao Cooperativismo *

Políticas Públicas de Fomento ao Cooperativismo * Políticas Públicas de Fomento ao Cooperativismo * Introdução Euclides André Mance México, DF, 19/10/2007 No desenvolvimento do tema desta mesa, trataremos de três aspectos, a saber: a) de que cooperativismo

Leia mais

A CAB. e os impactos do saneamento. impactos na saúde vida de seus clientes

A CAB. e os impactos do saneamento. impactos na saúde vida de seus clientes Doenças Relativas ao Saneamento ambiental inadequado (DRSAI) A CAB e os impactos do saneamento básico A na CAB e os impactos na saúde vida de seus clientes qualidade 1 índice APRESENTAçÃO 3 Objetivos da

Leia mais

A QUESTÃO DA SAÚDE NO DISTRITO FEDERAL. (Documento elaborado pelo CEBES do Distrito Federal) Dossiê Corrupção na Saúde (Núcleo DF)

A QUESTÃO DA SAÚDE NO DISTRITO FEDERAL. (Documento elaborado pelo CEBES do Distrito Federal) Dossiê Corrupção na Saúde (Núcleo DF) A QUESTÃO DA SAÚDE NO DISTRITO FEDERAL (Documento elaborado pelo CEBES do Distrito Federal) Dossiê Corrupção na Saúde (Núcleo DF) O texto traça um breve histórico sobre a reforma sanitária no Brasil e

Leia mais

Excelentíssimo Senhor Deputado MARCELO NILO Digníssimo Presidente da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia Nesta

Excelentíssimo Senhor Deputado MARCELO NILO Digníssimo Presidente da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia Nesta Mensagem nº 032/2015. Salvador, 29 de setembro de 2015. Senhor Presidente, Tenho a honra de encaminhar a Vossa Excelência, para a apreciação dessa augusta Assembleia Legislativa, o anexo Projeto de Lei

Leia mais

Trabalho infantil em Pelotas: perfil ocupacional e contribuição à economia

Trabalho infantil em Pelotas: perfil ocupacional e contribuição à economia Universidade Federal de Pelotas Departamento de Medicina Social Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia Trabalho infantil em Pelotas: perfil ocupacional e contribuição à economia Luiz Augusto Facchini

Leia mais

Mapa 1 Proporção da população que reside em domicílios urbanos com irregularidade fundiária, por UF - 2003 (em %)

Mapa 1 Proporção da população que reside em domicílios urbanos com irregularidade fundiária, por UF - 2003 (em %) amoradia é um dos principais determinantes da qualidade de vida da população de um país. Todas as pessoas necessitam de uma habitação que lhes assegure um isolamento do meio natural, protegendo do frio,

Leia mais

1. Introdução. Igor Arsky 1

1. Introdução. Igor Arsky 1 A sustentabilidade dos programas e políticas públicas de captação e manejo de água de chuva para a garantia da soberania e segurança alimentar no semi-árido brasileiro. Igor Arsky 1 1 Coordenador do Programa

Leia mais

Governo eletrônico e revisão de processos básicos da administração pública: superando o falso conflito entre eficiência e transparência

Governo eletrônico e revisão de processos básicos da administração pública: superando o falso conflito entre eficiência e transparência Governo eletrônico e revisão de processos básicos da administração pública: superando o falso conflito entre eficiência e transparência José Carlos Vaz Introdução Este artigo faz parte do painel: O uso

Leia mais

Art. 3º. O Plano Municipal Decenal de Educação observará os seguintes elementos e princípios: I diagnóstico e realidade sócio-educacional e história;

Art. 3º. O Plano Municipal Decenal de Educação observará os seguintes elementos e princípios: I diagnóstico e realidade sócio-educacional e história; Lei nº 1.315, de 25 de agosto de 2003. Dispõe sobre o Plano Municipal Decenal de Educação e dá outras providências. O PREFEITO MUNICIPAL DE CODÓ, ESTADO DO MARANHÃO: Faço saber que a Câmara Municipal de

Leia mais

DIAGNÓSTICO SOCIOECONÔMICO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO REGIONALIZADA E PARTICIPATIVA

DIAGNÓSTICO SOCIOECONÔMICO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO REGIONALIZADA E PARTICIPATIVA Centro de Convenções Ulysses Guimarães Brasília/DF 16, 17 e 18 de abril de 2013 DIAGNÓSTICO SOCIOECONÔMICO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO REGIONALIZADA E PARTICIPATIVA Luciana Lima Marcelo Andrade Vinícius

Leia mais

Documento aprovado na Conferência Estadual do Maranhão em 2011

Documento aprovado na Conferência Estadual do Maranhão em 2011 Documento aprovado na Conferência Estadual do Maranhão em 2011 Impulsionar o governo Dilma a aproveitar a janela de oportunidade aberta pela crise para fazer avançar o Projeto Nacional de Desenvolvimento

Leia mais

Unidade I. Mercado Financeiro e. Prof. Maurício Felippe Manzalli

Unidade I. Mercado Financeiro e. Prof. Maurício Felippe Manzalli Unidade I Mercado Financeiro e de Capitais Prof. Maurício Felippe Manzalli Mercado Financeiro O mercado financeiro forma o conjunto de instituições que promovem o fluxo de recursos entre os agentes financeiros.

Leia mais

EDITAL DE SELEÇÃO Nº. 05/2015 PROCESSO SELETIVO PARA CONTRATAÇÃO DE PESSOAL

EDITAL DE SELEÇÃO Nº. 05/2015 PROCESSO SELETIVO PARA CONTRATAÇÃO DE PESSOAL EDITAL DE SELEÇÃO Nº. 05/2015 PROCESSO SELETIVO PARA CONTRATAÇÃO DE PESSOAL O Instituto Sócio Cultural, Ambiental e Tecnológico Arthur Andrade IAA, organização não governamental, sem fins lucrativos, fundado

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA DA EMPRESA LUZ E FORÇA SANTA MARIA S/A

CÓDIGO DE ÉTICA DA EMPRESA LUZ E FORÇA SANTA MARIA S/A CÓDIGO DE ÉTICA DA EMPRESA LUZ E FORÇA SANTA MARIA S/A O código de ética da Empresa Luz e Força Santa Maria S/A contempla as seguintes partes interessadas: empregados, fornecedores, meio ambiente, consumidores

Leia mais

Especificações Técnicas. Elaboração da Pesquisa

Especificações Técnicas. Elaboração da Pesquisa Especificações Técnicas Período De 2 a 25 de março de 205 Abrangência Nacional Universo Eleitores com 6 anos ou mais Amostra 2002 entrevistas em 42 municípios Margem de erro 2 pontos percentuais e grau

Leia mais

GT 10 - Políticas Públicas e Desenvolvimento Rural

GT 10 - Políticas Públicas e Desenvolvimento Rural GT 10 - Políticas Públicas e Desenvolvimento Rural Título: Arranjos institucionais de políticas públicas para o desenvolvimento rural: uma análise a partir da trajetória do Programa de Aquisição de Alimentos

Leia mais

15071/15 ip/arg 1 DG B 3A

15071/15 ip/arg 1 DG B 3A Conselho da União Europeia Bruxelas, 7 de dezembro de 2015 15071/15 SOC 711 EMPL 464 RESULTADOS DOS TRABALHOS de: Secretariado Geral do Conselho data: 7 de dezembro de 2015 para: Delegações n.º doc. ant.:

Leia mais

SAÚDE, AMBIENTE E TRABALHO SAÚDE E AMBIENTE: ABORDAGENS INTEGRADAS MFKUHN@TERRA.COM.BR

SAÚDE, AMBIENTE E TRABALHO SAÚDE E AMBIENTE: ABORDAGENS INTEGRADAS MFKUHN@TERRA.COM.BR SAÚDE, AMBIENTE E TRABALHO SAÚDE E AMBIENTE: ABORDAGENS INTEGRADAS MFKUHN@TERRA.COM.BR As ações de promoção à saúde territorialmente integrada ao ambiente só se efetivam mediante um trabalho local em direção

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Da elaboração à aplicação de engajamentos regionais e internacionais em matéria de desenvolvimento sustentável: o papel dos parlamentares Presidente: Síntese das conferências

Leia mais

presidente Brasil Por Nízea Coelho

presidente Brasil Por Nízea Coelho a PRIMEIRA presidente do Brasil Por Nízea Coelho 1 Lula é um fenômeno no mundo Historiador, mestre e futuro doutor. Este é Leandro Pereira Gonçalves, professor de História do Centro de Ensino Superior

Leia mais

SERVIÇO SOCIAL. Processo Seletivo para Ingresso nos Programas de Residência Multiprofissional em Área Profissional de Saúde - INCA 2014 PROGRAMA:

SERVIÇO SOCIAL. Processo Seletivo para Ingresso nos Programas de Residência Multiprofissional em Área Profissional de Saúde - INCA 2014 PROGRAMA: Processo Seletivo para Ingresso nos Programas de Residência Multiprofissional em Área Profissional de Saúde - INCA 2014 PROGRAMA: SERVIÇO SOCIAL CÓDIGO: SSC24 LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES 1 - A duração

Leia mais

Construção Social e de Gestão Social na China

Construção Social e de Gestão Social na China Construção Social e de Gestão Social na China Chen Li Para promover melhor a construção da sociedade harmoniosa, nas práticas, o Partido Comunista da China, por um lado tem implementado a construção da

Leia mais

GT de Juventude do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento

GT de Juventude do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento GT de Juventude do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento CETEM 11 de setembro de 2009 Programa Nacional de Juventude e Meio Ambiente De Onde Vêm? Porque Juventude

Leia mais

PLANO DE ACTIVIDADES 2011

PLANO DE ACTIVIDADES 2011 PLANO DE ACTIVIDADES 2011 MARÇO DE 2011 Este documento apresenta os objectivos estratégicos e as acções programáticas consideradas prioritárias para o desenvolvimento da ESE no ano 2011. O Plano de Actividades

Leia mais

Política Habitacional no Orçamento Participativo de Porto Alegre

Política Habitacional no Orçamento Participativo de Porto Alegre Política Habitacional no Orçamento Participativo de Porto Alegre Nadia Andréa Hilgert 1 Introdução O Orçamento Participativo de Porto Alegre é um dos exemplos mais importantes de espaços públicos participativos

Leia mais

Documento temático Sessão 2

Documento temático Sessão 2 ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO Fórum da OIT sobre Trabalho Digno para uma Globalização Justa FDW Lisboa 31 de Outubro 2 de Novembro de 2007 Documento temático Sessão 2 Melhorar o trabalho e o funcionamento

Leia mais

A CONSTITUIÇÃO DO FÓRUM PERMANENTE DA PESSOA IDOSA NA REGIÃO DOS CAMPOS GERAIS

A CONSTITUIÇÃO DO FÓRUM PERMANENTE DA PESSOA IDOSA NA REGIÃO DOS CAMPOS GERAIS 8. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA A CONSTITUIÇÃO DO FÓRUM PERMANENTE DA PESSOA IDOSA NA REGIÃO DOS CAMPOS GERAIS Maria Iolanda de Oliveira 1 Rita de

Leia mais

Evolução do Mercado de Crédito e Microcrédito. Fernando Nogueira da Costa Professor do IE-UNICAMP http://fernandonogueiracosta.wordpress.

Evolução do Mercado de Crédito e Microcrédito. Fernando Nogueira da Costa Professor do IE-UNICAMP http://fernandonogueiracosta.wordpress. Evolução do Mercado de Crédito e Microcrédito Fernando Nogueira da Costa Professor do IE-UNICAMP http://fernandonogueiracosta.wordpress.com Estrutura da apresentação Problemas de Acesso ao Crédito Evolução

Leia mais

Estudo dos principais entraves e desafios para o fomento da Previdência Complementar VISÃO DE PATROCINADORES E INSTITUIDORES

Estudo dos principais entraves e desafios para o fomento da Previdência Complementar VISÃO DE PATROCINADORES E INSTITUIDORES Estudo dos principais entraves e desafios para o fomento da Previdência Complementar VISÃO DE PATROCINADORES E INSTITUIDORES Coordenação de Análise Conjuntural - COANC Coordenação de Estudos Técnicos e

Leia mais

7 Percepção de riscos de campos eletromagnéticos pela população

7 Percepção de riscos de campos eletromagnéticos pela população 102 7 Percepção de riscos de campos eletromagnéticos pela população A população está constantemente exposta às ondas eletromagnéticas (OEM) de radiofreqüências (RF) de baixa intensidade oriundas de diversas

Leia mais

Política de apoio a grupos produtivos

Política de apoio a grupos produtivos O CONTADOR-EDUCADOR E A REFLEXÃO SOBRE UMA ALTERNATIVA DE CONTRIBUIÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DE GRUPOS PRODUTIVOS, ANALISANDO AS COOPERATIVAS POPULARES E SUA INCUBAÇÃO Política de apoio a grupos produtivos

Leia mais

PMDB UM PROGRAMA PARA O BRASIL

PMDB UM PROGRAMA PARA O BRASIL PMDB UM PROGRAMA PARA O BRASIL Tem muito Brasil pela Frente O PMDB é o partido da democracia. Ontem como hoje, cultiva a semente da participação popular no processo político. Sabe, por isso mesmo, que

Leia mais

A PolíticA que faz muitos brasileiros voltarem A sorrir.

A PolíticA que faz muitos brasileiros voltarem A sorrir. A PolíticA que faz muitos brasileiros voltarem A sorrir. POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE BUCAL PROGRAMA BRASIL SORRIDENTE Durante anos a Odontologia esteve à margem das políticas públicas de saúde. O acesso

Leia mais

CARTA DE VITÓRIA PELO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

CARTA DE VITÓRIA PELO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL CARTA DE VITÓRIA PELO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL I. Introdução: Desde a Conferência RIO-92 diversas propostas foram discutidas e formuladas com um crescente conhecimento científico sobre a real condição

Leia mais

Componentes do SI. Organização. Pessoas. Tecnologia. Unidades que exercem diferentes funções, tais como: vendas, produção, educação;

Componentes do SI. Organização. Pessoas. Tecnologia. Unidades que exercem diferentes funções, tais como: vendas, produção, educação; Componentes do SI Realimentam o SI com novos dados que geram novas informações; Interagem diretamente com o SI. Utilizam as informações geradas para algum processo de tomada de decisão (ambiente de trabalho);

Leia mais

Iniciativa Nacional de Inovação em Biotecnologia

Iniciativa Nacional de Inovação em Biotecnologia Iniciativa Nacional de Inovação em Biotecnologia Visão Atual e 2021 3º CB APL 29 de novembro de 2007. Brasília - DF 1 CONTEXTO Fórum de Competitividade de Biotecnologia: Política de Desenvolvimento da

Leia mais

Recebo com emoção o título de doutor Honoris Causa da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira.

Recebo com emoção o título de doutor Honoris Causa da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira. Discurso do Ex-Presidente Lula Outorga do Título de Doutor Honoris Causa da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira 1 de Março de 2013 Recebo com emoção o título de doutor

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 54 Discurso na apresentação dos resultados

Leia mais

PLANO DE TRABALHO GT ESPIRITO SANTO

PLANO DE TRABALHO GT ESPIRITO SANTO PLANO DE TRABALHO GT ESPIRITO SANTO 1. INTRODUÇÃO O povo capixaba orgulha-se de sua vasta diversidade cultural, representada em uma pequena parte pelas ações dos Pontos de Cultura. Eles são iniciativas

Leia mais

Osasco - SP 04/2015. Classe B1 Estudo de Caso. Setor Educacional - c) Educação Superior

Osasco - SP 04/2015. Classe B1 Estudo de Caso. Setor Educacional - c) Educação Superior EaD DE DENTRO PARA FORA: O APROVEITAMENTO E INTEGRAÇÃO DOS DOCENTES PRESENCIAIS COMO FORMA DE MELHORAR O ENVOLVIMENTO E ENFRENTAR OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA EM UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR.

Leia mais

Sumário. Aids: a magnitude do problema. A epidemia no Brasil. Característica do Programa brasileiro de aids

Sumário. Aids: a magnitude do problema. A epidemia no Brasil. Característica do Programa brasileiro de aids Sumário Aids: a magnitude do problema A epidemia no Brasil Característica do Programa brasileiro de aids Resultados de 20 anos de luta contra a epidemia no Brasil Tratamento Prevenção Direitos humanos

Leia mais

Financiamento para o desenvolvimento. Novembro/2012

Financiamento para o desenvolvimento. Novembro/2012 Financiamento para o desenvolvimento Novembro/2012 Agenda Contexto dos investimentos em infraestrutura no Brasil Desafios para a realização de investimentos em infraestrutura 1 Brasil Média Global Países

Leia mais

Doutores Titulados Aquém das Necessidades do Brasil

Doutores Titulados Aquém das Necessidades do Brasil 1 Doutores Titulados Aquém das Necessidades do Brasil Clóvis Pereira da Silva UFPR Neste texto abordaremos o problema que diz respeito ao número de doutores titulados anualmente em Matemática Pura, no

Leia mais

Alessandro Octaviani. Professor de Direito Econômico da USP Professor da EESP/FGV Diretor do IBDS

Alessandro Octaviani. Professor de Direito Econômico da USP Professor da EESP/FGV Diretor do IBDS Alessandro Octaviani Professor de Direito Econômico da USP Professor da EESP/FGV Diretor do IBDS I. A Ordem Econômica brasileira: superação do subdesenvolvimento II. III. IV. Acesso e continuidade: interpretação/aplicação

Leia mais

O PROGRAMA DE AQUISIÇÃO DE ALIMENTOS E O ESTÍMULO À PRODUÇÃO ORGÂNICA

O PROGRAMA DE AQUISIÇÃO DE ALIMENTOS E O ESTÍMULO À PRODUÇÃO ORGÂNICA O PROGRAMA DE AQUISIÇÃO DE ALIMENTOS E O ESTÍMULO À PRODUÇÃO ORGÂNICA Carlos Alberto da Rosa Maciel 1 Eduardo Miotto Flech 2 RESUMO O artigo faz uma análise do ponto de vista do desenvolvimento social

Leia mais

Anexo II - Termo de Referência

Anexo II - Termo de Referência Anexo II - Termo de Referência I IDENTIFICAÇÃO Contratação de pessoa jurídida para realizar estudo sobre O acesso e efeito dos programas de proteção social, em homens e mulheres trabalhadores na economia

Leia mais

Noções Básicas sobre. Análisis de la Cobertura Experiência Brasileira

Noções Básicas sobre. Análisis de la Cobertura Experiência Brasileira TALLER REGIONAL SOBRE ANÁLISIS DE COHERENCIA, CALIDAD Y COBERTURA DE LA INFORMACION CENSAL Noções Básicas sobre Análisis de la Cobertura Experiência Brasileira Santiago, Chile, 1 al 5 agosto de 2011 Data

Leia mais

FÓRUM DE DISCUSSÃO COMO FERRAMENTA PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

FÓRUM DE DISCUSSÃO COMO FERRAMENTA PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO FÓRUM DE DISCUSSÃO COMO FERRAMENTA PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO Rose Madalena Pereira da Silva (Pedagoga e Tutora em EaD) Sara Ingrid Borba (Pedagoga, Mestre em educação e Tutora em EaD) RESUMO Este

Leia mais

ISO 14004:2004. ISO14004 uma diretriz. Os princípios-chave ISO14004. Os princípios-chave

ISO 14004:2004. ISO14004 uma diretriz. Os princípios-chave ISO14004. Os princípios-chave ISO14004 uma diretriz ISO 14004:2004 Sistemas de Gestão Ambiental, Diretrizes Gerais, Princípios, Sistema e Técnicas de Apoio Prof.Dr.Daniel Bertoli Gonçalves FACENS 1 Seu propósito geral é auxiliar as

Leia mais

FLORIANÓPOLIS... um dos melhores destinos turísticos... Audiência Pública Apresentação e discussão da LDO de 2013

FLORIANÓPOLIS... um dos melhores destinos turísticos... Audiência Pública Apresentação e discussão da LDO de 2013 FLORIANÓPOLIS... um dos melhores destinos turísticos... Audiência Pública Apresentação e discussão da LDO de 2013 Apresentação e discussão das metas para elaboração das Diretrizes Orçamentárias para o

Leia mais

SUMÁRIO O QUE É COACH? 2

SUMÁRIO O QUE É COACH? 2 1 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...3 O COACHING...4 ORIGENS...5 DEFINIÇÕES DE COACHING...6 TERMOS ESPECÍFICOS E SUAS DEFINIÇÕES...7 O QUE FAZ UM COACH?...8 NICHOS DE ATUAÇÃO DO COACHING...9 OBJETIVOS DO COACHING...10

Leia mais

CONCEPÇÃO DE TECNOLOGIA NA ÁREA ÓPTICA

CONCEPÇÃO DE TECNOLOGIA NA ÁREA ÓPTICA CONCEPÇÃO DE TECNOLOGIA NA ÁREA ÓPTICA Erivane Rocha RIBEIRO; Maria Rita Neto Sales OLIVEIRA Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais RESUMO: Este artigo contempla aspectos de uma pesquisa

Leia mais

Pequenas e Médias Empresas no Canadá. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios

Pequenas e Médias Empresas no Canadá. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios Pequenas e Médias Empresas no Canadá Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios De acordo com a nomenclatura usada pelo Ministério da Indústria do Canadá, o porte

Leia mais

2 A Realidade Brasileira

2 A Realidade Brasileira 16 2 A Realidade Brasileira 2.1. A Desigualdade Social no Brasil De acordo com o levantamento do IBGE, embora a renda per capita no país seja relativamente elevada para os padrões internacionais, a proporção

Leia mais

A TOMADA DE DECISÃO: os aspectos do processo decisório e o uso da racionalidade na busca pelo sucesso nas decisões. AURÉLIO FERNANDO FERREIRA

A TOMADA DE DECISÃO: os aspectos do processo decisório e o uso da racionalidade na busca pelo sucesso nas decisões. AURÉLIO FERNANDO FERREIRA 1 A TOMADA DE DECISÃO: os aspectos do processo decisório e o uso da racionalidade na busca pelo sucesso nas decisões. AURÉLIO FERNANDO FERREIRA 1 Introdução Numa organização a todo o momento uma decisão

Leia mais

Ministério do Desenvolvimento Agrário -MDA- Secretaria da Agricultura Familiar -SAF- Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural -DATER-

Ministério do Desenvolvimento Agrário -MDA- Secretaria da Agricultura Familiar -SAF- Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural -DATER- Ministério do Desenvolvimento Agrário -MDA- Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural Secretaria da Agricultura Familiar -SAF- -DATER- Lei 12.188 Assistência Técnica e Extensão Rural para a

Leia mais

Unidade Ribeirão Preto -SP

Unidade Ribeirão Preto -SP Unidade Ribeirão Preto -SP Gestão Estratégica de Controladoria O papel da controladoria na gestão estratégica de uma empresa Curriculum Luís Valíni Neto Técnico Contábil Administrador de Empresas pela

Leia mais

GLOSSÁRIO. Este glossário tem como objetivo de esclarecer todos o termos a comunidade acadêmica, referentes a CPA:

GLOSSÁRIO. Este glossário tem como objetivo de esclarecer todos o termos a comunidade acadêmica, referentes a CPA: GLOSSÁRIO Este glossário tem como objetivo de esclarecer todos o termos a comunidade acadêmica, referentes a CPA: ACG Avaliação dos Cursos de Graduação Avaliar Significa atribuir valor a alguma coisa AVALIES

Leia mais

Revisto e aprovado por Kâmia Preparado por Glayson Ferrari - Coordenador Executivo do PEA

Revisto e aprovado por Kâmia Preparado por Glayson Ferrari - Coordenador Executivo do PEA PNUD Angola PEA - Programa Empresarial Angolano Marco Lógico do Programa - 2011 Resultado Geral Revisto e aprovado por Kâmia Preparado por Glayson Ferrari - Coordenador Executivo do PEA Carvalho - Coordenadora

Leia mais

Chefe de Gabinete do Prefeito

Chefe de Gabinete do Prefeito Chefe de Gabinete do Prefeito Compete ao Chefe de Gabinete do Prefeito chefiar as atividades atinentes ao Gabinete do Prefeito; organização de documentos, desempenhando estas atividades segundo especificações,

Leia mais

Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos de 2013. Ensinar e Aprender para o Desenvolvimento

Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos de 2013. Ensinar e Aprender para o Desenvolvimento Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos de 2013 Panorama Ensinar e Aprender para o Desenvolvimento O Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos de 2013 demonstrará porque

Leia mais

MINISTÉRIO DA FAZENDA MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

MINISTÉRIO DA FAZENDA MINISTÉRIO DA JUSTIÇA MINISTÉRIO DA FAZENDA MINISTÉRIO DA JUSTIÇA PORTARIA CONJUNTA SEAE/SDE Nº 50, DE 1º DE AGOSTO DE 2001 (publicada no Diário Oficial da União nº 158-E, de 17/08/01, Seção 1, páginas 12 a 15) O Secretário

Leia mais

CADERNO DE QUESTÕES PROCESSO SELETIVO TRANSFERÊNCIA VOLUNTÁRIA (TRV) 2ª ETAPA EDITAL 02/2015-COPESE DATA: 08/02/2015. HORÁRIO: das 09 às 12 horas

CADERNO DE QUESTÕES PROCESSO SELETIVO TRANSFERÊNCIA VOLUNTÁRIA (TRV) 2ª ETAPA EDITAL 02/2015-COPESE DATA: 08/02/2015. HORÁRIO: das 09 às 12 horas Realização: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ CADERNO DE QUESTÕES PROCESSO SELETIVO TRANSFERÊNCIA VOLUNTÁRIA (TRV) 2ª ETAPA EDITAL 02/2015-COPESE CURSO: BACHARELADO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS

Leia mais

Governo do Estado do Ceará Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior - SECITECE

Governo do Estado do Ceará Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior - SECITECE Governo do Estado do Ceará Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior - SECITECE TERMO DE REFERÊNCIA Suporte Técnico Especializado em Inovação Sênior- Pessoa Física, visando apoiar a COTEC/SECITECE

Leia mais

Cláudio Jesus de Oliveira Esteves Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES) cesteves@ipardes.pr.gov.br

Cláudio Jesus de Oliveira Esteves Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES) cesteves@ipardes.pr.gov.br AS FUNÇÕES PÚBLICAS DE INTERESSE COMUM DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE SANEAMENTO BÁSICO NA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA (RMC): DIAGNÓSTICO PRELIMINAR DA DISPONIBILIDADE Cláudio Jesus de Oliveira Esteves

Leia mais

I CONGRESSO DE ENGENHEIROS DE LÍNGUA PORTUGUESA. Centro Cultural de Belém, Lisboa. Notas Significativas

I CONGRESSO DE ENGENHEIROS DE LÍNGUA PORTUGUESA. Centro Cultural de Belém, Lisboa. Notas Significativas I CONGRESSO DE ENGENHEIROS DE LÍNGUA PORTUGUESA Centro Cultural de Belém, Lisboa Notas Significativas No dia 18 de Outubro de 2012, realizou-se, no Centro Cultural de Belém, na cidade de Lisboa, o I CONGRESSO

Leia mais

A ponte que atravessa o rio

A ponte que atravessa o rio A ponte que atravessa o rio Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Falar do combate à fome no Brasil requer falar de combate à desigualdade social. Requer compreender que o

Leia mais

ELEMENTOS BÁSICOS NA ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO DE CAPITAL

ELEMENTOS BÁSICOS NA ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO DE CAPITAL ELEMENTOS BÁSICOS NA ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO DE CAPITAL 16/08/2011 1 CAPITAL: Refere-se aos ativos de longo prazo utilizados na produção; ORÇAMENTO: é o plano que detalha entradas e saídas projetadas durante

Leia mais

A Ampliação do Acesso à Comunicação, à Informação e ao Entretenimento nos Domicílios Cearenses

A Ampliação do Acesso à Comunicação, à Informação e ao Entretenimento nos Domicílios Cearenses Nº 82 dezembro 2014 A Ampliação do Acesso à Comunicação, à Informação e ao Entretenimento nos Domicílios Cearenses Uma Análise Comparativa com o Brasil e os Estados Nordestinos 2002-2013 GOVERNO DO ESTADO

Leia mais

RESOLUÇÃO CONAMA Nº 238, de 22 de dezembro de 1997

RESOLUÇÃO CONAMA Nº 238, de 22 de dezembro de 1997 RESOLUÇÃO CONAMA Nº 238, de 22 de dezembro de 1997 O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE - CONAMA, no uso das atribuições e competências que lhe são conferidas pela Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981,

Leia mais

RESOLUÇÃO N 015, DE 02 DE MARÇO DE 2012

RESOLUÇÃO N 015, DE 02 DE MARÇO DE 2012 S E RVIÄO P ÅBLIC O FEDERAL INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÄÇO, CIÉNCIA E TECNOLOGIA DO CEARÑ CONSELHO SUPERIOR RESOLUÇÃO N 015, DE 02 DE MARÇO DE 2012 Aprova a Proposta do Programa de Bolsas IFCE Internacional.

Leia mais

PROGRAMA MUNICIPAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR

PROGRAMA MUNICIPAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR PROGRAMA MUNICIPAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL NO CAMPO E NA CIDADE GARANTIA DE QUALIDADE NO SETOR ALIMENTICIO PRÁTICAS ALIMENTARES SAUDÁVEIS I - Introdução A economia local de Caracol

Leia mais

AGENDA DA FAMÍLIA. 1 O que é a Agenda da Família?

AGENDA DA FAMÍLIA. 1 O que é a Agenda da Família? AGENDA DA FAMÍLIA Marcelo Garcia é assistente social. Exerceu a Gestão Social Nacional, Estadual e Municipal. Atualmente é professor em cursos livres, de extensão e especialização, além de diretor executivo

Leia mais

SÍNTESE DOS RESULTADOS DAS CONSULTAS

SÍNTESE DOS RESULTADOS DAS CONSULTAS Plataforma dos Centros Urbanos SÍNTESE DOS RESULTADOS DAS CONSULTAS PARTICIPATIVAS DE SÃO PAULO INTRODUÇÃO Este relatório sintetiza os dados consolidados do processo de consulta participativa, realizado

Leia mais