PLANO DE NEGÓCIOS: UMA PESQUISA COM OS COMERCIANTES DO RAMO FARMACÊUTICO DO CENTRO COMERCIAL DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO-PE

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1 UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS PLANO DE NEGÓCIOS: UMA PESQUISA COM OS COMERCIANTES DO RAMO FARMACÊUTICO DO CENTRO COMERCIAL DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO-PE THACIANNA BITTENCOURT ANDRADE SILVA RECIFE 2013

2 THACIANNA BITTENCOURT ANDRADE SILVA PLANO DE NEGÓCIOS: UMA PESQUISA COM OS COMERCIANTES DO RAMO FARMACÊUTICO DO CENTRO COMERCIAL DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO-PE. Monografia apresentada como requisito obrigatório para obtenção do título de bacharel em Ciências Contábeis, da Universidade Católica de Pernambuco. Orientador: Prof. Msc. Julio Cesar de Santana Gonçalves. RECIFE 2013

3 THACIANNA BITTENCOURT ANDRADE SILVA PLANO DE NEGÓCIOS: UMA PESQUISA COM OS COMERCIANTES DO RAMO FARMACÊUTICO DO CENTRO COMERCIAL DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO-PE. DEFESA PÚBLICA em Recife, de de BANCA EXAMINADORA RECIFE 2013

4 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus, pois sem Ele eu nada seria nada e Ele está à frente de tudo em minha vida. Agradeço a minha mãe Semíramis Bitencourt por sempre me acompanhar e me dá a mão, me apoiando em todas as situações e sendo a pessoa mais especial nisso tudo. A meu pai Joserise Marcos por ser um grade homem, me enxergando lá na frente e tendo uma fé inabalável em mim. A minha falecida avó Ivone Bittencourt que mesmo não estando aqui agora foi essencial para a minha caminhada na universidade. A minha irmã que de forma mesmo que indireta me dá total apoio nas minhas decisões. A minha tia e tio Semadar Bittencourt e Eronides Bittencourt por confiarem no meu potencial e assim sendo avalista de todo o meu estudo. A meu grande amigo e irmão Elias Sandin por ter me ajudado a dar os primeiros passos na carreira. A minha amiga Anna C. Bandeira pôr no momento de conclusão me fazer enxergar que eu não podia desistir me apoiando e me ajudando incansavelmente. A meu coordenador Miron Palhano por me conduzir de forma saiba e amiga durante grande parte do percurso na universidade. A meu orientador Júlio Cesar pela sua confiança, incentivo e total atenção em todo processo final desta monografia. E por fim a meus amigos e professores que de forma direta ou indiretamente acrescentam na minha vida.

5 RESUMO Esta monografia apresenta um estudo sobre plano de negócios: uma pesquisa com os comerciantes do ramo farmacêutico do centro comercial de Vitória de Santo Antão PE. Mostrando a relação da adoção, elaboração e execução do plano de negócios, mesmo que de forma empírica. Sendo enfatizada em cima dos três pilares de estudo que são empreendedorismo, plano de negócios e planejamento estratégico. Com base numa coleta de dados através de um questionário piloto que foi aplicado junto aos gestores das empresas. E com isso auxiliar o aprimoramento no processo de gestão, acrescentando o desempenho empresarial e identificando e evitando possíveis erros. Palavras chaves: Plano de Negócios, Empreendedorismo, Planejamento Estratégico.

6 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO PROBLEMA DE PESQUISA OBJETIVOS Objetivo Geral Objetivos Específicos JUSTIFICATIVA REFERENCIAL TEÓRICO EMPREENDEDORISMO PLANO DE NEGÓCIOS PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO METODOLOGIA TIPO DE ESTUDO DEFINIÇAO DA AMOSTRA COLETA DE DADOS ANALISE DOS RESULTADOS CARACTERIZAÇÃO DO SEGMENTO FARMACÊUTICO EM VITÓRIA DE 16 SANTO ANTÃO PE MAPEAMENTO DO PERFIL DOS EMREENDEDORES DAS EMPRESAS 16 FARMACÊUTICAS EM VITÓRIA DE SANTO ANTÃO PE AVALIAÇÃO SOBRE O GRAU DE ADOÇÃO DE PLANO DE NEGÓCIOS 17 PELOS EMPREENDEDORES FARMACÊUTICOS EM VITÓRIA DE SANTO ANTÃO PE CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS APENDICE A FORMULÁRIO DE COLETA DE DADOS... 21

7 6 1. INTRODUÇÃO A economia pernambucana vive atualmente um momento muito favorável com destaque no crescimento da produção industrial (dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ascensão das classes sociais que antes estavam fora do consumo, altíssimos investimentos governamentais e o surgimento e expansão de micro e pequenas empresas. Neste cenário de crescimento, competitividade, expansão e mudanças nos vários ambientes empresariais, surgi a necessidade de elaborar um Plano de Negócios que representa um documento onde são evidenciados os objetivos de uma entidade e quais passos que devem ser dados para que esses objetivos sejam alcançados, diminuindo os riscos e as incertezas. Sendo assim, o Plano de Negócios constitui um documento que descreve a empresa e onde ela pretende chegar. A utilização deste instrumento auxilia o gestor a identificar e restringir seus erros no papel, ao invés de cometê-los no mercado. Por outro lado também ajuda a responder as seguintes perguntas: Vale a pena abrir, manter ou ampliar o meu negócio? Entretanto, segundo Rosa (2007), a preparação de um plano de negócio é um grande desafio, pois exige persistência, comprometimento, pesquisa, trabalho duro e muita criatividade. Sob essa ótica, o plano de negócio é o instrumento ideal que pode ser utilizado por qualquer entidade para traçar um retrato fiel do mercado, do produto e das atitudes do empreendedor, o que propicia segurança para quem quer iniciar uma empresa com maiores condições de êxito ou mesmo ampliar ou promover inovações em seu negócio. O amplo campo de aplicação deste instrumento gerencial foi o principal motivo para deste estudo. 1.1 Problema de Pesquisa As empresas de pequeno porte são fundamentais para estimular a economia do País e possibilitar a inclusão social, mediante a maior oferta de postos de trabalho. A partir do processamento das bases de dados mais recentes da

8 7 Secretaria da Receita Federal (referentes aos anos de 2005 a 2009), obteve-se a taxa de sobrevivência das empresas com até 2 anos, para as empresas constituídas nos anos de 2005 e Para as empresas constituídas em 2005, a taxa de sobrevivência das empresas brasileiras com até 2 anos foi de 71,9%. Para as empresas constituídas em 2006, a taxa de sobrevivência subiu para 73,1 dentre as principais causas apontadas para esta mortalidade empresarial destaca-se a falta de planejamento prévio (plano de negócios) e também a dificuldade em realizar controles básicos (o fluxo de caixa, elaboração dos custos, formação do preço de venda, etc.). Baseado no conteúdo deste preâmbulo foi formulada a seguinte pergunta, constituída como problema de pesquisa: Os comerciantes do ramo farmacêutico do centro comercial da cidade de Vitoria de Santo Antão têm prática de elaborar plano de negócios para fins de tomada de decisão e o hábito de utilizar os controles básicos de gestão (fluxo de caixa, elaboração dos custos)? 1.2 Objetivos da Pesquisa Objetivo geral Efetuar uma análise descritiva das práticas empresariais e de planejamento prévio utilizadas pelos comerciantes do ramo farmacêutico do centro comercial de Vitória de Santo Antão PE Objetivos Específicos a) Investigar, através da análise da literatura, a importância do empreendedorismo, as principais características de um Plano de Negócios e as mais importantes técnicas de controle de gestão; b) Apresentar os fatores que motivaram o empreendedor entrevistado a abrir seu próprio negócio e listar os principais atributos que o qualificaram antes de adentrar neste ramo;

9 8 c) Descrever sobre a utilização e o conhecimento de algumas práticas administrativas como fluxo de caixa, elaboração de custos, etc., que são consideradas fundamentais para o bom funcionamento do negócio, sob a ótica do entrevistado; d) Verificar se o empreendedor utilizou algumas técnicas, mesmo que de forma empírica, que constam no plano de negócios. 1.3 Justificativa da Pesquisa A cada dia é maior a importância e relevância das micro e pequenas empresas no desenvolvimento econômico e social do País, dos Estados e dos Municípios. Segundo várias pesquisas elas são apontadas como responsáveis por grande parte dos empregos gerados e são fundamentais para estimular a economia e possibilitar a inclusão social. Portanto se faz necessário estudar se essas empresas estão necessitando de aprimoramento nos seus processos de gestão para que possam crescer com sustentabilidade e evitar a mortalidade empresarial. Alem disso, esta investigação, dentro das suas modestas linhas e limitações, poderá auxiliar outros estudos que busquem auxiliar os gestores identificar e restringir seus erros no papel, ao invés de cometê-los no mercado.

10 9 2. REFERENCIAL TEÓRICO Neste capítulo são abordados três temas de fundamental importância para o cenário em que se realizará a pesquisa: 2.1 Empreendedorismo Segundo Timmons (1994) o empreendedorismo é uma revolução que será para o século XXI mais do que a revolução industrial representou para o século XX. Esta afirmação explica em parte por que os países em desenvolvimento têm investido tanto em programas que visem o desenvolvimento do empreendedorismo, onde conforme Chiavenato (2005) para ser bem sucedido o empreendedor não deve apenas saber criar seu próprio empreendimento. Deve principalmente saber gerenciar seu negócio, para tê-lo vivo e sustentá-lo em um ciclo de prolongado e buscar obter sempre retornos significativos de seus investimentos. Fala Dolabela (2003) empreendedorismo não é um tema novo ou modismo: existe desde sempre, desde a primeira ação humana inovadora, com o objetivo de melhorar as relações do homem com os outros e com a natureza. Se existem muitas obras sobre o assunto, as definições do tema são as mais diversas são apresentados vários conceitos, mas a grande maioria converge no mesmo ponto, a inovação, aliada a força de vontade, e a grande busca de resultados. Para Ângelo (2003) empreendedorismo é a criação de valor por pessoas e organizações trabalhando juntas para implementar uma ideia por meio da aplicação de criatividade, capacidade de transformar e o desejo de tomar aquilo que comumente chamaria de risco. Onde definição de Barreto (1998) empreendedorismo é a habilidade de se conceber e estabelecer algo partindo de muito pouco ou quase nada, assim Barreto enfatiza a grande importância do trabalho, além da capacidade de maximizar recursos. Uma outra definição interessante é a de Schumpeter (citado por FILION,1999) onde expõe que empreendedorismo está na percepção e aproveitamento das novas oportunidades no âmbito dos negócios sempre tem a ver com criar uma nova forma de uso dos recursos nacionais, em que eles sejam deslocados de seu emprego tradicional e sujeitos a novas combinações. Já para Dornelas (2001) empreendedorismo é o envolvimento de pessoas e processos que, em conjunto,

11 10 levam a transformação de ideias em oportunidades enfatiza assim de forma mais geral o real objetivo do empreendedorismo, que é gerar oportunidades. E segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE (2009) o empreendedor tem como característica básica o espírito criativo e pesquisador. Ele está constantemente buscando novos caminhos e novas soluções, sempre tendo em vista as necessidades das pessoas. A essência do empresário de sucesso é a busca de novos negócios e oportunidades e a preocupação sempre presente com a melhoria do produto. Enquanto a maior parte das pessoas tende a enxergar apenas dificuldades e insucessos, o empreendedor deve ser otimista e buscar o sucesso, apesar das dificuldades. 2.2 Plano de Negócios O Plano de Negócio não representa somente um instrumento de planejamento formalizado, ele deve estar integrado a todo o negócio, sendo realimentado permanentemente com novas informações. O planejamento também deve ser flexível a novas realidades, adaptável a novos paradigmas. Empreender é sempre um risco, mas empreender com planejamento é um risco que pode ser amenizado ou até mesmo evitado. O Plano de Negócio, apesar de não ser a garantia de sucesso, irá ajudar, entre outras coisas, na tomada de decisões, assim como a não se desviar de seus objetivos iniciais. Segundo o Sebrae (2009), um plano de negócio é um documento que descreve por escrito os objetivos de um negócio e quais passos devem ser dados para que esses objetivos sejam alcançados, diminuindo os riscos e as incertezas. Um plano de negócio permite identificar e restringir seus erros no papel, ao invés de cometê-los no mercado. Conforme Dornelas (2001) o plano de negócios é composto por várias seções que se relacionam e permitem um entendimento global do negócio de forma escrita e em poucas páginas. E para Chiavenato (2005), plano de negócio trata-se de um planejamento antecipado no qual um empreendedor, baseado em um conjunto de dados e informações sobre um determinado negócio, procura viabilizar uma sociedade de seu interesse.

12 Planejamento Estratégico O cenário contemporâneo de intensa competitividade, avanço da tecnologia, intensa exigência dos consumidores e mudanças nos vários ambientes das empresas, vem incentivando, cada vez mais, os gestores a buscarem novos métodos e alternativas de maximizar o desempenho de suas atividades e controle empresarial, a fim de gerar resultados satisfatórios. Eis que está o Planejamento Estratégico, com o papel de auxiliar e subsidiar os gestores no controle de gestão, agregando valores aos diversos ramos de atividades. Com o auxílio deste instrumento, o gestor terá maior controle das operações, podendo, desta forma, avaliar o desempenho e analisar as decisões a serem tomadas de forma mais eficiente, objetivando corrigir as falhas observadas. Sob essa ótica de que as informações contidas nos relatórios provindos do Planejamento Estratégico são de suma importância para o desempenho dos gestores, e que um bom planejamento e controle levam a empresa à conquista de suas metas, o reconhecimento desse departamento vem sendo reconhecido, cada vez mais, e destaque para objeto de estudo. O Planejamento Estratégico é compreendido sobre dois horizontes; um é que ele é entendido como um órgão que repassa informações para todas as demais áreas da empresa, auxiliando-as a implementarem estratégicas especificas. Por outro lado, ele é compreendido pela área que integra o processo de decisões estratégicas de cada departamento, em busca pelo objetivo global da entidade, sua diretriz estratégica. Segundo Oliveira (2005) planejamento estratégico é o processo administrativo que proporciona sustentação metodológica para se estabelecer a melhor direção a ser seguida para a empresa, visando ao otimizado grau de interação com o ambiente e atuando de forma inovadora e diferenciada. Já Kotler (2000) define planejamento estratégico, como um processo gerencial de desenvolver e manter um ajuste viável entre os objetivos, as habilidades e os recursos de uma organização e as oportunidades de um mercado em constante mudança. Sendo seu objetivo dar forma os negócios e produtos da empresa, possibilitando os lucros e crescimento almejados.

13 12 3. METODOLOGIA O processo metodológico é o estudo e a avaliação dos diversos métodos, com o objetivo de identificar possibilidades e limitações no ambiente de sua aplicação no processo de pesquisa científica. 3.1 Tipo de Estudo A partir dos objetivos e técnicas utilizadas, o estudo em questão se classifica como uma investigação descritiva realizada através do método quantitativo, pois está baseada no levantamento de informações verificadas, quantificadas tanto pela coleta de dados quanto pelo tratamento dos resultados (RICHARDSON, 1999). Por outro lado, Gil (2002) expõe que a investigação descritiva tem como objetivo fundamental, a descrição das características de determinada população ou fenômeno, além do estabelecimento de relações entre as variáveis. 3.2 Definição da Amostra O universo de micro e pequenas empresas do segmento farmacêutico localizados no centro comercial de Vitória de Santo Antão PE são de 19 empresas, conforme dados obtidos junto a ACIAV Associação Comercial de Vitória (2013). Diante disto, para fins desta monografia a amostragem a ser adotada será de 14 empresas, conforme os seguintes critérios: Seguimento do Empreendimento - Farmacêutico. Localização Centro comercial. Estrutura Micro e Pequenas empresas. 3.3 Coleta de dados Inicialmente foi elaborado um questionário piloto que foi aplicado junto aos gestores das empresas em estudo com a finalidade de comprovar seus resultados e a adequação das perguntas. Passada a etapa do questionário piloto e feitos os ajustes necessários, a autora da pesquisa entrevistou os comerciantes ou pessoas responsáveis pelas

14 13 entidades a fim de preencher os dados constantes no formulário piloto que se encontra em anexo. As perguntas do questionário estão relacionadas com o objetivo geral e específicos propostos neste estudo de acordo com o quadro 1. Com base nestas perguntas foi elaborado o instrumento de pesquisa disposto no apêndice desta monografia. Quadro 1 Relação entre as perguntas do questionário e os objetivos da pesquisa Nº PERGUNTA DO QUESTIONARIO OBJETIVO DA PERGUNTA 6 O que levou o Sr. a abrir seu próprio negócio? Descrever os principais Não queria mais trabalhar para os outros. Cansei de ser empregado (ser mandado) e queria ser patrão (mandar). fatores que motivaram o empreendedor a abrir seu próprio negócio Quero fazer meu próprio horário de trabalho (liberdade) Recebi um dinheiro extra (herança, loteria, vendi um imóvel, etc.) Saí do emprego e recebi uma indenização. Outros. Qual: 7 Por que escolheu a área de farmácia para atuar? Todo mundo falava que medicamentos é sempre um bom negócio. Medicamentos é uma produto essencial. É uma área que trabalhei por vários anos/meses e me identifico. Vi que era um ramo que todos se davam bem e resolvi arriscar. Outros 8 Enumere os principais atributos que o qualificaram para atuar na área e dar partida ao negócio? Já trabalho no ramo de farmácia. Me identifico. Adoro desafios e resolvi arriscar. Estou convicto que chegou a hora de mostrar as pessoas o quanto sou capaz. 9 Antes de iniciar as atividades o Sr. procurou saber se teria demanda no ponto escolhido? Comentário: Descrever os principais fatores que motivaram o empreendedor a abrir seu próprio negócio Enumerar os principais atributos, sob a ótica do empreendedor, que o qualificaram antes de dar partida no negócio. Enumerar os principais atributos, sob a ótica do empreendedor, que o qualificaram antes de dar partida no negócio.

15 14 10 Antes de abrir seu empreendimento o Sr. fez um levantamento com o objetivo conhecer aqueles que iriam fornecer à sua empresa os medicamentos, mercadorias, prateleiras, máquinas e outros materiais necessários ao seu funcionamento? Comentário: 11 Antes de abrir seu empreendimento o Sr. preparou um PANFLETO (exemplo) contendo endereço, horário de funcionamento e telefones. Tirou Xerox e distribuiu para os possíveis futuros clientes? Comentário: 12 Qual o meio de divulgação e propaganda o Sr. utilizou? Rádio. TV. Panfleto. Carro de som. boca a boca. Outro. Qual: 13 Antes de abrir o empreendimento o Sr. se preocupou em fazer uma relação das principais marcas, dos principais produtos e dos principais fornecedores que iria utilizar? Comentário: 14 No seu empreendimento só é comercializado medicamentos ou o senhor abrange pra outras mercadorias e serviços? Qual: 15 O Sr. já elaborou um plano de negócio? Comentário: Conhecimento e a utilização de práticas que constam no plano de negócios. Pesquisa de mercado Fornecedor. Conhecimento e a utilização de práticas que constam no plano de negócios. Marketing. Conhecimento e a utilização de práticas que constam no plano de negócios. Marketing. Conhecimento e a utilização de práticas que constam no plano de negócios. Definir produtos e mercadorias a serem vendidas e serviços a serem prestados. Conhecimento e a utilização de práticas que constam no plano de negócios. Definir produtos e mercadorias a serem vendidas e serviços a serem prestados. Conhecimento e a utilização de práticas que constam no plano de negócios. Definir se há conhecimento da importância do Plano de Negócio.

16 15 16 Se sim, o Sr. encontrou alguma dificuldade em elaborá-la? Comentário: 17 O Sr. acha importante a elaboração de um plano de negócio? Comentário: 18 O Sr. acha que acrescenta em qual ponto a elaboração de um plano de negócio? Financeiro. Controle. Estrutura. Planejamento. Todos acima. Nenhum Acima. Outro. Comentário: Conhecimento e a utilização de práticas que constam no plano de negócios. Definir se há conhecimento da importância do Plano de Negócio. Conhecimento e a utilização de práticas que constam no plano de negócios. Definir se há conhecimento da importância do Plano de Negócio. Conhecimento e a utilização de práticas que constam no plano de negócios. Definir se há conhecimento da importância do Plano de Negócio. 19 O Sr. já passou por alguma situação que solicitaram um plano de negócio? Se sim, qual: Comentário: 20 O Sr. acha que plano de negócio é importante para tomada de decisões? Comentário: Conhecimento e a utilização de práticas que constam no plano de negócios. Definir se há conhecimento da importância do Plano de Negócio. Conhecimento e a utilização de práticas que constam no plano de negócios. Definir se há conhecimento da importância do Plano de Negócio.

17 16 4. ANÁLISE DOS RESULTADOS 4.1 Caracterização do segmento farmacêutico em Vitória de Santo Antão PE Conservadorismo é a palavra-chave quando se trata das características do setor farmacêutico do município de Vitória de Santo Antão PE. É possível notar que apesar do crescimento populacional, do avanço da região, acarretando assim no aumento da concorrência, além de um maior incentivo fiscal e das inovações tecnológicas trazidas na bagagem da globalização, o mesmo se contrapôs a todas a essas mudanças e manteve seus conceitos arcaicos e ultrapassados. O conservadorismo implica em posições político-filosóficas com aspectos tradicionalistas, se aplicando, no determinado nicho do mercado farmacêutico, nas formas de gerenciamento e controle dos estabelecimentos. Onde os sistemas operacionais, como o fluxo de caixa e controle de estoque, são realizados ainda de forma manual em sua grande totalidade, sem esquecer de mencionar o aspecto de maior visão tradicionalista que é a passagem da administração e gestão das empresas de geração para geração, com o intuito de manter os valores e costumes. Toda essa base foi construída e firmada por empresas com um maior tempo de mercado; de mais de cinco anos, de acordo com a pesquisa. E foi durante esse tempo de construção desse mercado que se assimilou e estabeleceu determinados pensamentos, conceitos e ações que iam de acordo com a realidade da época e que não se renovou com o passar dos anos. 4.2 Mapeamento do perfil dos empreendedores das empresas farmacêuticas em Vitória de Santo Antão PE O perfil dos empreendedores do ramo farmacêutico de Vitória de Santo Antão PE são de uma maioria do sexo masculino de etnia parda e com nível superior completo, formando uma média de 70% e 90% em relação a quantidade total, respectivamente; onde grande parte desses gestores já haviam tido algum tipo de experiência no setor e buscavam constituir uma independência profissional e financeira, abrindo mão do trabalho assalariado e convencional, ou seja, para terceiros, buscando assim iniciar seu próprio negócio. Sem deixar de acrescentar que todos as empresas desse segmento, na região central, são 100% legalizados.

18 17 Como comprovado e constatado em pesquisa de campo e citado acima, esse mercado em si é praticamente dominado por homens de cor clara, analisando, assim, o contexto sócio histórico da época em que os empreendimentos dessa área começaram a ser fundados na cidade, podemos contextualizar que essas farmácias faziam parte do patrimônio de famílias que tinham um poder aquisitivo consideravelmente alto. 4.3 Avaliação sobre o grau de adoção de plano de negócios pelos empreendedores farmacêuticos em Vitória de Santo Antão Avalia-se que o setor farmacêutico do centro do município de Vitória de Santo Antão PE, apesar de estável e crescente, está defasado, e isso se deve em partes a uma gama de empreendedores que, por um lado, apresentam uma visão debilitada de gestão, mostrando desinteresse e descredibilidade em relação a elaboração de planos de negócios, e em contra partida, outros gestores, que tem consciência da importância de um planejamento prévio de um negócio, optaram pela não adoção e elaboração do mesmo, por, em principal, terem encontrado dificuldades na execução desta ação. Alegando muitas vezes que a elaboração de um plano de negócios requer uma estrutura e linguagem muito técnica, desencorajando-os de fazê-lo. Em um certo número, pode-se constatar, também, que existem algumas empresas que elaboraram planos de negócios, mesmo que de forma empírica, obrigatoriamente por terem sidos solicitados por instituições financeiras para liberação de crédito. Mesmo tendo uma consciência profissional, em sua maioria, da significância de um plano de negócios, tanto na iniciação e montagem do empreendimento quando no decorrer da gestão da empresa, os empresários costumam não realizalos por livre e espontânea vontade. E com esboço em planilha abaixo a pesquisa aponta que: APLICAÇÃO DE PESQUISA GRAU DE ADOÇÃO DE PLANO DE NEGÓCIOS % Já elaboraram um plano de negócios (mesmo que de forma empírica). 78% Sentiram algum tipo de dificuldade em elaborá-lo. 36%

19 18 Acham importante a elaboração de um plano de negócios. 86% Acham que acrescenta na gestão a adoção de um plano de negócios. 86% Já foram solicitados de alguma forma de um plano de negócios. 43% Acham que plano de negócios é importante para tomada de decisões. 93% Fonte: Elaboração própria proveniente de pesquisa de campo (2013)

20 19 5. CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES FINAIS Com referência a partir do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas empresas) 2009, cerca de 31% das empresas encerram suas atividades no primeiro ano, chegando até a 60% no quinto ano de atividade. Isso se reflete, na sua grande parte, na falta de um planejamento, na elaboração de um plano de negócios, tanto antes da sua abertura, quanto no decorrer das suas atividades. A pesquisa mostrou que atualmente o mercado farmacêutico de Vitória de Santo Antão PE encontra-se carente de bons planos de negócios. A economia é aquecida e o setor é forte, com grande demanda e crescimento contínuo. O problema em sua maioria está na escarces de uma boa gestão pela falta de um planejamento, na elaboração de um eficiente plano de negócios. A elaboração de um plano de negócios reflete na definição do formato, na identificação dos pontos fortes e fracos do seguimento, na análise da concorrência, entre outros fatores que são de extrema importância para o planejamento e gerência de uma organização, sendo ela de grande, médio e até mesmo de pequeno porte. Sendo assim, é de fundamental importância para uma gestão eficiente, a elaboração de um plano de negócios. Não só para a viabilidade de abertura da empresa como para o decorrer de sua gestão. Com isso auxiliando o aprimoramento no processo de gestão, acrescentando o desempenho empresarial, identificando e evitando possíveis falhas.

21 20 REFERÊNCIAS ACIAV Associação Comercial de Vitória, ÂNGELO, Eduardo. Empreendedor corporativo: a nova postura de quem faz a diferença. Rio de Janeiro: Campus, BARRETO, L. P. Educação para o Empreendedorismo. Salvador: Escola de Administração de Empresa da Universidade Católica de Salvador, CHIAVENATO, Idalberto Empreendedorismo: Dando asas ao espírito empreendedor. São Paulo: Ed. Saraiva, 2005; DOLABELA, Fernando - Pedagogia Empreendedora. São Paulo: Editora Cultura, DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo: Transformando Ideias em negócios. Rio de Janeiro: Elsevier, FILION, Louis Jacques. Diferenças entre sistemas gerenciais de empreendedores e operadores de pequenos negócios. Revista de Administração de Empresas, São Paulo, GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, KOTLER, Philip. Administração de marketing: a edição do novo milênio. Tradução Bazán tecnologia e Linguística; Revisão técnica Arão Sapiro. São Paulo: Pearson Prentice Hall, OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Planejamento estratégico: conceitos, metodologia e práticas. São Paulo: Atlas, ROSA, Cláudio Afrânio. Como elaborar um Plano de Negócio. SEBRAE Brasília, ROSA, José Antônio. Negócio próprio: Você está preparado? Um teste autoaplacável que ajuda você a analisar a decisão de partir para o negócio próprio. São Paulo Editora STS, RICHARDSON, Roberto Jarry. Pesquisa Social: métodos e técnicas. Colaboradores José Augusto de Souza Peres. São Paulo: Atlas, SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas. Como elaborar um Plano de Negócio. Brasília, SEBRAE - SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS SEBRAE- TIMMONS, J.A. New Venture Creation. Boston: Orwin McGraw-Hill, 1994.

22 21 APENDICE A - QUESTIONÁRIO PARTE 1 INFORMAÇÕES SOBRE EMPREENDIMENTO. 1) Dados do empreendimento: Nome: Endereço: Cidade: CEP: Telefone: Estado: 2) Responsável do empreendimento: Nome: Telefone: Celular: Correio eletrônico ( ): Sexo: Feminino Masculino Etnia: Grau de Escolaridade: 1º Grau 2º Grau Técnico Superior 3) Qual o tempo de funcionamento? Menos de 1 ano 1 a 3 anos 3 a 5 anos Mais de 5 anos 5) Seu empreendimento é formalizado? Sim Não.Por quê?

23 22 PARTE 2 INFORMAÇÕES SOBRE A UTILIZAÇÃO E O CONHECIMENTO DE ALGUMAS PRÁTICAS ADMINISTRATIVAS. 6- O que levou o Sr. a abrir seu próprio negócio? Não queria mais trabalhar para os outros. Cansei de ser empregado (ser mandado) e queria ser patrão (mandar). Queria fazer meu próprio horário de trabalho (liberdade) Recebi um dinheiro extra (herança, loteria, vendi um imóvel, etc.) Saí do emprego e recebi uma indenização. Outros. Qual: 7- Por que escolheu a área de farmácia para atuar? Todo mundo falava que medicamentos é sempre um bom negócio. Medicamentos é uma produto essencial. É uma área que trabalhei por vários anos/meses e me identifico. Vi que era um ramo que todos se davam bem e resolvi arriscar. Outros 8- Enumere os principais atributos que o qualificaram para atuar na área e dar partida ao negócio? Experiência no ramo de farmácia. Me identifico. Adoro desafios e resolvi arriscar. Estou convicto que chegou a hora de mostrar as pessoas o quanto sou capaz. 9- Antes de iniciar as atividades o Sr. procurou saber se teria demanda no ponto escolhido? Comentário: 10- Antes de abrir seu empreendimento o Sr. fez um levantamento com o objetivo conhecer aqueles que iriam fornecer à sua empresa os medicamentos, mercadorias, prateleiras, máquinas e outros materiais necessários ao seu funcionamento? Comentário:

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