INSTITUTO DE ESTUDOS FARMACÊUTICOS - IFAR PÓS GRADUAÇÃO EM VIGILÂNCIA SANITÁRIA O MARKETING DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA X SAÚDE DA POPULAÇÃO

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1 INSTITUTO DE ESTUDOS FARMACÊUTICOS - IFAR PÓS GRADUAÇÃO EM VIGILÂNCIA SANITÁRIA O MARKETING DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA X SAÚDE DA POPULAÇÃO RESUMO MARINA DE DEUS VIEIRA BOAVENTURA 1 CARINA RAU 2 O presente trabalho teve por objetivo estudar os impactos do Marketing da Indústria Farmacêutica na saúde da população brasileira, buscando, ao mesmo tempo, alertar sobre os cuidados que a veiculação da propaganda de medicamentos deve ter no sentido de ser uma informação compreensível, clara, isenta e, sobretudo, validada cientificamente, uma vez que, mal conduzida, poderá potencialmente causar danos à saúde da população. Dessa forma, buscou-se, por meio desse estudo bibliográfico, emitir um alerta para o fato de que a falta de medidas eficazes na regulação da publicidade, não venha a causar maiores danos para a saúde humana. Os estudos indicaram que apesar da evolução trazida pela RDC 102/00 e da intensificação das ações fiscalizadoras da ANVISA, é indispensável que novas medidas concretas com base na ética da proteção (para beneficiar a sociedade) e na Bioética de Intervenção (que justifica o papel interventivo e controlador do Estado) sejam tomadas. A propaganda de medicamentos, no Brasil necessita de um controle mais rigoroso para que o país possa responder adequadamente aos requisitos indispensáveis para uma verdadeira democracia participativa do Século XXI. Considera-se fundamental o aprofundamento do debate e a mobilização da população e dos profissionais envolvidos, no sentido da proibição da propaganda de medicamentos em nosso país. Palavra Chaves: Indústria Farmacêutica. Propaganda. Bioética. ABSTRACT This work aimed to study the impacts of Marketing of Pharmaceutical Industry in the health of the Brazilian population, seeking at the same time, warn about the care that the placement of drug advertising must have in order to be comprehensible information, clear, free and, above all, scientifically validated, since misguided, can potentially cause damage to people's health. Thus, we sought, through this study seeks to issue an alert to the fact that the lack of effective regulation in the advertising, will not cause more damage to human health. Studies have indicated that despite the progress brought by RDC 102/00 and the intensification of supervisory actions by ANVISA, it is essential that new concrete measures based on the ethics of protection (to benefit society) and Bioethics Intervention (which justifies the role interventive controller and the state) are taken. The advertising of medicines in Brazil needs a more strict control so that the country can respond adequately to the requirements necessary for a genuine participatory democracy of the XXI Century. It is essential to deepen the debate and mobilization of the population and the professionals involved, to prohibit the advertising of medicines in our country. Keywords: Pharmaceutical Industry.Advertising,. Bioethics. 1 Farmacêutica Generalista graduada pela Universidade Católica de Brasília UCB; Estudante do curso de Especialização em Vigilância Sanitária pelo Instituto de Estudos Farmacêuticos IFAR vinculado a Pontifícia Universidade de Goiás - PUC-GOIÁS. 2 Orientadora. Farmacêutica Industrial graduada pela Universidade Federal do Paraná - UFPR; Mestre em Ciências Farmacêuticas pela UFPR. Professora do Curso de Farmácia do Centro Universitário Campos de Andrade UNIANDRADE.

2 2 1. INTRODUÇÃO A Constituição Federal de 1998 trouxe uma revolução do conceito saúde ao determiná-la como direito fundamental do ser humano (Art. 1º,III) e como direito de todos e dever do Estado (Art.196). Assim, a saúde passa ser um direito individual frente ao Estado, impetrando importantes mudanças (DIAS, 2003). Essas mudanças repercutiram de forma positiva no crescimento da vigilância sanitária, antes apresentada basicamente com a função de cuidar do saneamento das cidades e vilas e evitar a propagação de doenças. Devido ao desenvolvimento econômico e pelo fato da atual Constituição trazer a saúde como mínimo existencial, houve uma necessidade de maior ação regulatória (ANVISA, 2002). Em 1999, cria-se um marco para o país no campo da vigilância, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária ANVISA (Lei 9782/99). A ANVISA é um órgão fiscalizador com a finalidade de promover a proteção a saúde por meio do controle sanitário de produtos e serviços, controlar portos aeroportos e fronteiras e tratar de assuntos internacionais na área de vigilância sanitária (ANVISA, 2002). Dentre os muitos produtos submetidos ao controle e fiscalização desse órgão, estão os medicamentos de uso humano (Lei 9782/99 Art.8º, inciso I). Muitos são os aspectos regulatórios relacionados aos medicamentos, entre eles está o monitoramento de propagandas de medicamentos. De acordo com o Ministério da Saúde, a propaganda de medicamentos é uma atividade comercial que movimenta, hoje, mais de 400 bilhões de dólares no mundo. Esses padrões de mercado exercem impacto no comportamento das pessoas e nas práticas terapêuticas. Dados do Sistema Nacional de Informação Tóxico- Farmacológica (SINITOX), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), de 2004, indicam que no Brasil, os medicamentos constituem a primeira causa de intoxicação com 29%, à frente daquelas causadas por animais peçonhentos, com 24,8% dos registros, e por domissanitários, com 7,8% (ANVISA, 2008). Um dos fatores que podem ter desencadeado essa estatística é o processo acelerado de crescimento da indústria farmacêutica, instalada no país a partir dos anos 30, que tem demandado uma oferta de medicamentos como se esses fossem quaisquer outros objetos de consumo, ou seja, a propaganda, incentivando o

3 3 consumo de medicamentos, divulgadas nos meios de comunicação de forma aleatória. Preocupada com essa prática, a ANVISA estabeleceu, por meio de norma específica, critérios para a publicidade de medicamentos por meio da Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº102/00, de 30/11/2000. Essas regras evitam que a publicidade contenha informações falsas ou enganosas sobre medicamentos e estabelece critérios para a veiculação desse material, contribuindo para a diminuição do uso incorreto de medicamentos e, também, para a redução de riscos, nos casos de reações adversas, e dos índices de intoxicação, pelo consumo inadequado de produtos medicamentosos. O presente trabalho tem como objetivo estudar os impactos do Marketing da Indústria Farmacêutica na saúde da população brasileira, buscando, ao mesmo tempo, alertar sobre os cuidados que a veiculação da propaganda de medicamentos deve ter no sentido de ser uma informação compreensível, clara, isenta e, sobretudo, validada cientificamente, uma vez que, mal conduzida, poderá potencialmente causar danos à saúde da população. 2. METODOLOGIA Para a elaboração desta revisão de literatura, foram pesquisadas fontes nacionais e internacionais, entre os anos de 1990 a 2010, empregando as expressões vigilância sanitária, propaganda/publicidade de medicamentos, regulação da propaganda de medicamento e indústria farmacêutica. Para tanto, foram acessados periódicos das bases de dados Scielo e do portal Capes listados nas ciências Farmácia, Publicidade e Direito Sanitário. Também foram utilizadas legislações referentes ao tema, disponíveis no site da ANVISA e no Portal do Ministério da Saúde. Dessa forma, buscou-se, por meio desse estudo bibliográfico, emitir um alerta para o fato de que a falta de medidas eficazes na regulação da publicidade, não venha a causar maiores danos para a saúde humana.

4 4 O trabalho é apresentado da seguinte forma: em um primeiro momento enfocará o marketing de uma forma geral, incluindo-se aí a monitoração e a fiscalização da propaganda de produtos sujeitos à vigilância sanitária, em especial os medicamentos. Em seguida dar-se-á ênfase ao marketing de medicamentos, ou seja, o potencial da propaganda interferindo diretamente nas relações consumidor/saúde. Espera-se que o presente estudo atinja o objetivo de disseminar a pesquisa sobre o tema aqui abordado entre estudiosos da área. 3. DISCUSSÃO 3.1 A Propaganda e o Consumo de Medicamentos Silva e Corte (2009) desenvolveram estudos sobre a propaganda de produtos farmacêuticos e o poder de persuasão que esta prática possui sobre a população. Segundo esses estudos, a propaganda de produtos farmacêuticos teve início no século XIX por meio de anúncios dirigidos a todas as pessoas mostrando que adoecer era tão normal quanto estar sadio, incentivando a população a consumir medicamentos indiscriminadamente. Nos anos 30, com a disseminação do Rádio, essas indústrias passaram a patrocinar este novo veículo de comunicação. O rádio permitia uma publicidade mais rápida e objetiva, além de mais atrativa, pois se introduziu os jingles, mensagem publicitária musicada e elaborada com um refrão simples a fim de ser lembrado com facilidade; e os slogans que se resume numa frase de efeito direto, utilizado pela propaganda para agregar valores à marca. Alguns jingles e slogans passam a ser tão importantes quanto suas próprias marcas. Exemplos dessa forma de publicidade são: Pra você ficar legal, toma..., É gripe,... e Dor de cabeça? Chama..., que ficam na memória das pessoas (SILVA; CORTE, 2009, p. 3). Cunha (2004, p. 1) alerta que a propaganda de medicamento deveria ter um importante papel na educação dos profissionais de saúde, farmacêuticos e usuários, em vez de ser apenas artifício para aumentar as vendas das indústrias

5 5 farmacêuticas. Segundo essa autora, a indústria farmacêutica incentiva a difusão de informações sobre novos medicamentos, no mercado varejista, entre a população e entre os profissionais da medicina conseguindo influenciar a prescrição, a venda e o consumo de medicamentos. Prova disso são as enormes cifras destinadas para este fim, a exemplo do Xenical (Roche) para o qual foram destinados US$ 50 milhões. Os argumentos mais utilizados na propaganda de medicamentos são, em geral, eficácia, segurança, comodidade posológica, rapidez de ação e alta tolerabilidade. Além disso, as propagandas utilizam vários recursos gráficos, superlativos e frases de impacto, mantendo o nome comercial com muito mais destaque do que o genérico, maculando, por conseguinte, inúmeras normas legais. Ficam assim evidentes as dificuldades na implementação da RDC n.º 102/00, por parte da ANVISA, pois existem vários conflitos entre os interesses sociais de políticas de saúde e interesses comerciais das indústrias farmacêuticas, que propiciam a veiculação de propagandas incentivando o consumidor a adquirir os produtos independentemente dos possíveis prejuízos que podem acarretar à saúde da população. Sayd et al (2001) indicam preocupação com o incentivo à automedicação desencadeada entre os idosos pela propaganda da indústria farmacêutica, ou seja, a utilização de critérios como o hábito, levando a uma falta de criticidade por parte da população em prol de uma atração pelo aparecimento do novo, induzindo a uma utilização inadequada de medicamentos. A automedicação é um fenômeno potencialmente nocivo à saúde individual e coletiva, pois nenhum medicamento é inócuo ao organismo. O uso indevido de substâncias consideradas banais pela população pode acarretar diversas consequências, como resistência bacteriana, reações de hipersensibilidade, dependência, sangramento digestivo, sintomas de retirada e, ainda, aumentar o risco para determinadas neoplasias. Além disso, o alívio momentâneo dos sintomas encobre a doença de base que passa despercebida e pode, assim, progredir (SILVA; CORTE, 2009, p. 4). Soares (2008) alerta para a necessidade de se pensar em novas estratégias de ação do Estado em relação aos fabricantes e/ou empresas, de forma mais abrangente e mais eficaz. Com base em estudos e apontando participação em diversos fóruns de discussão sobre o tema, inclusive o III Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, ela conclui que: as propagandas de

6 6 medicamentos não são fontes confiáveis de informação; basicamente omitem/minimizam cuidados e riscos; apresentam referências bibliográficas inexistentes, de acesso restrito ou enganosas, que induzem ao consumo inadequado dos produtos; podem ter consequências graves para a saúde da população; as propagandas são incompatíveis com o uso consciente e responsável de medicamentos, pois induzem o seu uso acrítico, abusivo e desnecessário. Rubinstein et al (ANVISA, 2007, p. 79) afirmam que as principais propagandas de medicamentos no Brasil tiveram início ainda na década de 80 do Século XIX. A partir de então houve um aumento no número de propagandas veiculadas nos meios de comunicação de massa, rádio e televisão, sem a devida fiscalização por parte do Estado. A indústria farmacêutica com o intuito de aumentar a venda do seu produto, o medicamento, que deveria ser apenas um composto químico para tratamento de doenças que atingem o ser humano, passa a intensificar a propaganda de sua mercadoria de consumo sem se preocupar com as consequências que esse ato possa causar à saúde da humanidade. Frente ao evidente risco sanitário, em praticamente todos os países a propaganda de medicamentos passa pelo controle das autoridades sanitárias, sendo totalmente proibida em alguns deles. Outros restringem a veiculação desses produtos a certos horários e a publicações exclusivamente dirigidas à classe médica, existindo, ainda, alguns países que proíbem somente a propaganda de produtos cuja venda depende de receita médica ou os que causam dependência física ou psíquica. No Brasil, a ANVISA regulamenta e fiscaliza a propaganda de medicamentos visando proteger a população do consumo de medicamentos que levem à prejuízos na saúde. Os autores alertam ainda que de acordo com os dados levantados, o posicionamento da indústria farmacêutica em relação às propagandas de medicamentos é basicamente guiado por preceitos econômicos. O discurso da indústria é que a propaganda de fármacos tem como objetivo principal conferir saúde à população, uma atitude ética, de acordo com o princípio da beneficência que, refere-se à obrigação moral de promover benefícios. Entretanto, por meio da propaganda, a indústria farmacêutica aumenta a carência de saúde, pois incentiva a automedicação que pode levar o consumidor a prejuízos de saúde permanentes. Além disso pode levar as pessoas mais frágeis a se utilizarem de medicação que causa dependência física e mental (ANVISA, 2007).

7 7 Seguindo esse raciocínio, Rubinstein e colaboradores (ANVISA, 2007) esclarecem que o alto índice de automedicação no Brasil pode estar evidenciando a tentativa do paciente de retomar o controle sobre sua própria saúde. Se anteriormente o poder era exercido unilateralmente pelo médico, hoje, quem controla a saúde do paciente é a indústria farmacêutica. De acordo com Temporão (1986), a automedicação implica num grande risco sanitário, pois, além de aumentar os riscos diretos e indiretos do consumo de medicamentos, induz a uma inibição de condutas preventivas de saúde. Fagundes et al (2007) desenvolveram uma pesquisa sobre a influência das peças publicitárias de medicamentos veiculadas à classe médica na prescrição de medicamentos. Nesse estudo eles alegam que a publicidade de medicamentos define padrões de mercado e de comportamento das pessoas, exercendo impacto concreto sobre as práticas terapêuticas. Neste sentido, a preocupação com a qualidade da informação sobre medicamentos deve fazer parte do cotidiano de profissionais de saúde e dos consumidores. O apelo ao consumo e bens de serviços e a estratégia de ligar este consumo ao desfrute (real ou fictício) de bem-estar, saúde e felicidade é uma das características da sociedade moderna, onde a mercadoria medicamento é uma unidade que possui valor de uso ao lado do valor de troca, e que, a exemplo das demais mercadorias, se transforma em instrumento de acumulação de poder e capital. Dantas (2010) desenvolveu estudo sobre a relação entre o uso e a propaganda de medicamentos na atualidade tendo como base de discussão a chamada cultura do consumo. A autora chama a atenção para a publicidade como instrumento capaz de potencializar a crença no poder dos fármacos como solução rápida para problemas típicos do mundo contemporâneo. Outra questão é o pensamento do dever de consumir os mais recentes produtos que vem se tornando um meio de aplacar as dificuldades diárias das pessoas. Assim, essa lógica do consumo, com a ajuda da publicidade, ilude o consumidor com promessas de soluções imediatas aos seus problemas, além de facilitar a aquisição desses medicamentos por meio do comércio virtual, dos supermercados, das lojas de departamentos, dos shoppings etc. Ela conclui com um alerta de que é fundamental estabelecer, com esses meios de comunicação, um diálogo reflexivo e amplo com vistas a resguardar a saúde da população.

8 8 Os autores citam vários estudos segundo os quais a propaganda consegue realmente alterar o padrão de prescrição dos médicos, alertando que esse fato requer um controle maior ainda por parte da ANVISA, pois envolve o profissional responsável por receitar medicação para a população. 3.2 ANVISA: Monitoração da Propaganda de Medicamentos O Projeto de Monitoração de Propaganda e Publicidade de Medicamentos para fiscalizar a propaganda de medicamentos foi implantado a partir da edição da RDC 102/2000. É resultado de uma iniciativa da ANVISA para expandir a todas as regiões brasileiras a monitoração e a fiscalização da propaganda de produtos sujeitos à vigilância sanitária. Com o projeto, foram desenvolvidas parcerias com diversas instituições de ensino superior do Brasil que monitoram, captam, préanalisam e encaminham propagandas para a ANVISA e, dessa forma, auxiliam a Agência nas atividades de monitoramento e fiscalização do setor. Além de tentar reduzir a exposição da população à propaganda abusiva e enganosa, verificando o cumprimento da Legislação Sanitária e adotando as medidas corretivas, a ANVISA aborda no projeto questões relevantes à saúde coletiva e estimula a discussão do tema na comunidade acadêmica. Para minimizar os riscos à saúde da população, são trabalhados temas como: automedicação, intoxicações e uso inadequado de medicamentos. A 1ª fase do projeto, denominada Projeto de Monitoração de Propaganda e Publicidade de Medicamentos, teve a duração de doze meses ( ) e representou um intenso processo de cooperação entre a ANVISA e 17 universidades. Devido ao sucesso da primeira etapa, o projeto foi ampliado em sua 2ª fase ( ) para o monitoramento de algumas categorias de alimentos e de produtos para saúde, sendo então denominado Projeto de Monitoração de Propaganda de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária. Em sua 3ª fase ( ), o projeto contou com a parceria de 18 instituições e foi novamente ampliado, com a inclusão de novos tipos de produtos para saúde e alimentos abrangidos pela Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de 1ª Infância (NBCAL).

9 9 Esse projeto, além de ampliar a monitoração e captação de propaganda em todas as regiões brasileiras, levou a discussão da propaganda de produtos sujeitos à vigilância sanitária à comunidade acadêmica, às pesquisas, aos eventos da área de saúde e para a mídia de todo o Brasil. A ANVISA criou a Gerência de Fiscalização e Monitoramento de Propaganda, Publicidade, Promoção e Informação de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária (GPROP), através da edição da Portaria n.º 123, em 9 de fevereiro de 2004, três anos após a publicação da RDC 102/2000. Até ter uma Gerência exclusiva, o projeto de monitoração da propaganda era desenvolvido no âmbito da Gerência Geral de Inspeção e Controle de Medicamentos (GGIMP), mais especificamente pela Gerência de Fiscalização e Controle de Medicamentos e Produtos (GFIMP). 3.3 Bioética e a Regulação da Propaganda de Medicamentos As propagandas de medicamentos contribuem para alienar a sociedade em relação ao uso de medicação, portanto a ética deve servir de instrumento preventivo contra abusos atuais e futuros que venham trazer lucros abusivos para poucos em detrimento do sofrimento de grande parte da população (ANVISA, 2007). A indústria se aproveita e reforça do estado de alienação da população, mantendo a hegemonia da mercadoria, sustentando e fomentando uma representação de saúde como bem de consumo. Nessa sociedade alienada, a saúde surge como mercadoria para negar o negativo, a doença. A indústria farmacêutica contribui para a violação da autonomia dos cidadãos e mantém, ou até mesmo agrava, o quadro caótico de saúde pública no país. As pessoas tendem a acreditar que a saúde provém dos remédios e os demais fatores sociais e políticos envolvidos neste processo são ignorados. Portanto é imprescindível a instalação da bioética na regulação da propaganda veiculada pelos meios de comunicação por meio da indústria farmacêutica. As ações da indústria farmacêuticas, no que diz respeito à propaganda de medicamentos, podem ser qualificadas como não beneficentes, já que não promovem a autonomia do paciente. Além disso, podem ser classificadas como maleficentes, pois promovem justamente o contrário, a alienação e diminuição da

10 10 autodeterminação das pessoas, ou seja, elas perdem o direito de agir de acordo com seus próprios julgamentos e suas próprias convicções. Muitas vezes pode-se observar que o Estado volta-se aos interesses da indústria farmacêutica, incentivando, portanto, o consumo de medicamentos e as consultas ambulatoriais. Entretanto, tal como prescreve a Constituição, áreas prioritárias para o bem-estar coletivo, como saúde e educação, não podem ser definidas e determinadas pelo livre mercado e sim pelo Estado. Garrafa (2005) afirma que a propaganda tenta atingir todas as classes sociais com o mesmo produto. Nesse sentido, a igualdade tende a anular as diferenças e que frente a necessidades distintas só o reconhecimento dessas necessidades diferentes permite atingir objetivos iguais. Prover a cada um segundo suas necessidades é um dos caminhos da ética prática em face da realização dos direitos humanos universais, entre eles o acesso à saúde e à vida digna. Zancanaro (1996) ressalta que o fundamento ético da responsabilidade política leva em conta exatamente a demanda dos outros no qual estão embutidas expectativas de soluções referentes à dignidade humana. Quando determinado compromisso se torna público, então adquire e cria expectativas recíprocas e participação comum. Garrafa e Porto (2003) argumentam que a possibilidade de provocar dor ou prazer a outros é a base das relações de poder. Essas sensações, que desenham a moralidade e condicionam comportamento, são a base do pacto social, que deve ser defendido pelo Estado. Hoje, sob o imperativo das forças do mercado os ecos dos gritos de pavor e do silêncio horrorizado se perdem no burburinho da cultura de massas. Consumimos a dor como mercadorias em nossas poltronas. A liberdade não pode justificar condições de vulnerabilidade e vitimização. Frente à essa discussão é importante citar que a legislação brasileira, da Constituição às leis ordinárias e complementares, aponta a obrigação do Estado em regulamentar e controlar a propaganda de medicamentos. Desde cedo, foi incorporado ao espírito das leis o entendimento que tal propaganda traz em seu bojo um risco sanitário potencial e que os cidadãos devem ser protegidos na sua vulnerabilidade. No entanto, até recentemente essa legislação não era aplicada, tornando impossível conseguir progresso moral coletivo.

11 11 Portanto, tanto legal como moralmente é dever do Estado garantir a proteção da saúde da população, resguardando sua autonomia e analisando os efeitos benéficos ou maléficos de determinadas ações. O risco sanitário relacionado ao autoconsumo de medicamentos, incentivado pelo marketing das indústrias farmacêuticas, reside no fato principal de que doenças sérias e graves podem apresentar sinais e sintomas semelhantes que as demais enfermidades para um leigo, sendo muitas vezes tratadas inadequadamente e impossibilitando o diagnóstico precoce (SELLI; GARRAFA, 2003). 4. CONCLUSÃO Ao término dessa pesquisa conclui-se que o papel regulador do Estado, através da ANVISA, com base na bioética de intervenção e visando a proteção da sociedade, deve ser continuamente exercido com relação à propaganda de medicamentos. Fica evidente que continuam ocorrendo irregularidades na veiculação de propagandas de medicamentos, constatando-se certo desacordo com a legislação vigente. As fórmulas utilizadas pela indústria farmacêutica para influenciar a prescrição e o consumo de medicamentos e, principalmente, para induzir as pessoas à automedicação seguem vigorando. É necessária a monitorização da propaganda de medicamentos, uma vez que, com essa medida, se está beneficiando a sociedade como um todo e garantindo melhores consequências coletivas, pois as indústrias de medicamentos parecem estar mais preocupadas com suas vendas do que com a saúde pública, insistindo em divulgar os produtos por meio de publicidade muitas vezes inadequada e enganosa. A publicação da RDC 102/00 deve ser vista como um importante progresso no controle da propaganda e publicidade de medicamentos no Brasil. Sua publicação é um marco histórico de fundamental importância para a consolidação da atuação da ANVISA, que atua como elemento articulador das políticas públicas de intervenção e proteção da sociedade brasileira globalmente considerada. Por outro lado o Estado se torna responsável direto na implementação de políticas de educação, da normatização e da fiscalização, que dependerá o futuro da publicidade de medicamentos no país, principalmente no que diz respeito à

12 12 prescrição, com base nos requisitos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e no consumo racional pela população. Os estudos indicaram que apesar da evolução trazida pela RDC 102/00 e da intensificação das ações fiscalizadoras da ANVISA, é indispensável que novas medidas concretas com base na ética da proteção (para beneficiar a sociedade) e na Bioética de Intervenção (que justifica o papel interventivo e controlador do Estado) sejam tomadas. A propaganda de medicamentos, no Brasil, necessita de um controle mais rigoroso para que o país possa responder adequadamente aos requisitos indispensáveis para uma verdadeira democracia participativa do Século XXI, melhorando dessa forma a saúde da população. Por fim, é lícito afirmar que as doenças sempre existirão, as pessoas continuarão a tomar medicamentos e a indústria sempre terá como fim o lucro. Mas, em primeiro lugar, deve vir a saúde da população, e para isso, medicamentos devem trazer informações compreensíveis, claras, e, sobretudo, validadas cientificamente, uma vez que, propagandas mal conduzidas, conduzem a automedicação que podem potencialmente causar danos à saúde da população. BIBLIOGRAFIA ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Bioética e vigilância sanitária. Brasília: Anvisa, ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Cartilha de vigilância sanitária. 2 ed. Brasília: Anvisa, agosto de Disponível em <http://www.anvisa.gov.br/institucional/snvs/coprh/cartilha.pdf>. Acesso em: 16 ago ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Notícias. Propaganda de medicamentos ganha novas regras. Brasília: Anvisa, Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2008/ htm> Acesso em: 20 ago CUNHA, F. de O. Propaganda de medicamentos deve orientar profissionais de saúde. Revista Consultor Jurídico. 8 de julho de Disponível em <http://www.conjur.com.br/2004-jul

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