ENTRE O MINISTÉRIO DA ECONOMIA, DO PLANO E INTEGRAÇÃO REGIONAL DA GUINÉ-BISSAU

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1 PROTOCOLO ENTRE O MINISTÉRIO DA ECONOMIA, DO PLANO E INTEGRAÇÃO REGIONAL DA GUINÉ-BISSAU A ASSOCIAÇÃO INDUSTRIAL PORTUGUESA - CÂMARA DE COMÉRCIO E INDÚSTRIA (AIP-CCI) E A A ELO - ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E A COOPERAÇÃO Considerando que: a) O Ministério da Economia, do Plano e Integração Regional da Guiné-Bissau é responsável pelo desenvolvimento económico, nomeadamente pela planificação e coordenação do desenvolvimento e governação económica; pela promoção do crescimento económico; pela melhoria do ambiente de negócios e apoio ao sector privado; e, pelo aprofundamento da integração regional. Entre outras entidades públicas, este Ministério tutela a Agência Guineense de Promoção de Investimentos, a Guiné-Bissau Investimentos, que tem por objectivos a criação de condições para a realização de projectos de investimento nacionais e estrangeiros e a promoção do país como destino de investimento directo; b) Na prossecução dos seus fins atribui particular relevo às relações económicas internacionais, designadamente em matéria de comércio e de investimento, realçando-se a promoção e o apoio às instituições de microfinanças e às PME, o desenvolvimento de parcerias público-privadas, a 1

2 mobilização do investimento privado externo, o aprofundamento da integração regional, entre outras atribuições; c) Na prossecução dos seus objectivos desenvolve um relacionamento muito estreito com a comunidade empresarial, nomeadamente as estruturas associativas empresariais representativas, partilhando objectivos de interesse comum; d) A Guiné-Bissau integra e participa institucionalmente na Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), partilhando nesse quadro objectivos de interesse comum com a comunidade empresarial guineense, através das suas estruturas associativas empresariais; e) A Guiné-Bissau faz parte de duas comunidades económicas regionais, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que visa a criação de um mercado comum entre os seus quinze Estados-membros, para promover o comércio regional, a cooperação e o desenvolvimento da região e a União Económica e Monetária do Oeste Africano (UEMOA), f) constituída por oito países da África Ocidental que têm em comum uma moeda única, o Franco CFA; g) A Guiné-Bissau é subscritora do acordo de Cotonou (União Europeia- Estados de África, Caraíbas e Pacífico), tal como os seguintes Estadosmembros da CPLP: Angola, Cabo Verde, Timor-Leste, Moçambique, Portugal e S. Tomé e Príncipe; h) A Associação Industrial Portuguesa - Câmara de Comércio e Indústria (AIP-CCI), que em Janeiro de 2012 comemora o seu 175º aniversário, é uma estrutura associativa de âmbito empresarial, das mais representativas e prestigiadas na sociedade portuguesa, sem fins lucrativos, prosseguindo objectivos de reconhecido interesse público; i) Apoia os seus sócios e o tecido empresarial português em geral, muito particularmente as Pequenas e Médias Empresas (PME), através de acções, 2

3 iniciativas e projectos, em domínios fundamentais para a promoção da modernização empresarial, do desempenho de elevados padrões ambientais, de estímulo à inovação e competitividade da indústria e da economia portuguesa em geral; j) Desenvolve relações privilegiadas com uma rede de Associações Empresariais Regionais e Sectoriais distribuídas por todo o país, a que acresce a sua participação na BUSINESSEUROPE Confederation of European Business (ex-unice) e da UEAPME (União Europeia do Artesanato e das PME); a AICO (Associação Ibero-Amaricana de Câmaras de Comércio); BIAC (Business and Industrial Advising Committee da OCDE); OIE (Organização internacional de Empregadores); e, na CE-CPLP (Confederação Empresarial da CPLP), a que preside à Assembleia Geral; k) Tem uma larga experiência no desenvolvimento de iniciativas e projectos no âmbito da formação e consultoria a nível nacional e internacional, nomeadamente nos domínios da internacionalização empresarial, do apoio às PME e às microempresas, organização de feiras e congressos, propriedade intelectual, qualidade, ambiente e certificação, da garantia e contra-garantia, da inovação e competitividade, e de redes de inteligência de mercados; l) A ELO foi criada em 1988 com o objectivo de promover e desenvolver o intercâmbio económico, empresarial, social, científico e cultural entre Portugal e os países em desenvolvimento, em especial os de expressão oficial portuguesa; m) A ELO tem a vice-presidência de Portugal na Direcção da Confederação Empresarial da CPLP, cujo secretariado-geral assegura, para além de representar Portugal no Conselho de Administração do EBCAM European Business Council for Africa and the Mediterranean (Bruxelas) e no Working Group Development Policy da BUSINESSEUROPE (Bruxelas) por indicação conjunta da CIP Confederação Empresarial de Portugal e da AIP-Câmara de Comércio e Industria. A ELO está ainda indigitada, por indicação da AIP-CCI, 3

4 para vir a representar Portugal no Grupo África do BIAC Business and Industry Advisory Committee da OCDE (Paris); n) A Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP) tem por objecto promover a dinamização das relações entre as Associações/Federações e Confederações Empresariais e Empresas no âmbito espacial da lusofonia, e constituir-se como representante, quer no quadro da CPLP quer no quadro internacional, dessas Associações/Federações e Confederações Empresariais e empresas dos Estados-membros que constituem a CPLP, com o fim de constituir instrumento privilegiado da contribuição doa seus associados para: a. O desenvolvimento, o crescimento e o bom funcionamento das economias dos Estados-membros da CPLP; b. O incremento da participação das respectivas economias no sistema económico mundial; c. A promoção das actividades privadas e o reforço da confiança entre todos os parceiros económicos e instituições de financiamento daqueles Estados; d. E, ainda, a erradicação da pobreza, a promoção do desenvolvimento sustentável e a diminuição das assimetrias existentes, não só entre aqueles Estados, mas ainda entre outros Estados com maior desenvolvimento económico e social. Assim, O Ministério da Economia, do Plano e Integração Regional da Guiné-Bissau, com sede na Avenida Amílcar Cabral, nº 37, 6 Bissau, Guiné-Bissau, representado neste acto pela Ministra da Economia, do Plano e Integração Regional, Helena Maria José Nosolini Embaló, com poderes bastantes para o acto. A 4

5 A Associação Industrial Portuguesa - Câmara de Comércio e Indústria (AIP-CCI), associação de direito privado, pessoa colectiva de utilidade pública, com sede na Praça das Indústrias, em Lisboa, Portugal, pessoa colectiva nº , neste acto representada pelo seu Presidente do Conselho Geral, Comendador Jorge Rocha de Matos e pelo Presidente da Direcção, Dr. José Eduardo de Carvalho, com poderes para o acto. E A A ELO - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Económico e a Cooperação, Pessoa Colectiva nº , matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o mesmo número, com sede no Edifício AIP, Praça das Indústrias nº 1 1º, Lisboa, representada pelo seu Presidente do Conselho Geral, Dr. Francisco Murteira Nabo, e, pelo seu Presidente da Direcção, Dr. Francisco Mantero, com poderes bastantes para o acto. Estabelecem entre si o presente Protocolo, que se rege por estes considerandos e cláusulas seguintes: Cláusula Primeira O presente protocolo tem por finalidade estabelecer uma cooperação profícua entre o Governo da República da Guiné-Bissau, através do Ministério da Economia, do Plano e Integração Regional da Guiné-Bissau, a Associação Industrial Portuguesa - Câmara de Comércio e Indústria (AIP-CCI) e a ELO- Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Económico e a Cooperação, de modo a potenciarem os resultados das suas acções em benefício do tecido empresarial e do desenvolvimento económico e social, designadamente 5

6 favorecendo a cooperação institucional e empresarial, em termos bilaterais e no contexto da CPLP, em torno de objectivos comuns. Cláusula Segunda Para dar início a uma cooperação imediata, o Ministério da Economia, do Plano e Integração Regional da Guiné-Bissau, a Associação Industrial Portuguesa - Câmara de Comércio e Indústria (AIP-CCI) e a ELO- Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Económico e a Cooperação estabelecem, desde já, formas de colaboração no âmbito das actividades desenvolvidas por cada uma das instituições, nos termos do disposto neste protocolo. Cláusula Terceira No cumprimento da cláusula anterior e a fim de criar mecanismos de aproximação eficazes, a Associação Industrial Portuguesa - Câmara de Comércio e Indústria (AIP-CCI) e a ELO-Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Económico e a Cooperação, propõem-se incentivar a comunidade empresarial portuguesa em estreita interacção com as suas congéneres de outros países da CPLP, a investir e incrementar as relações comerciais com a Guiné-Bissau, e, reciprocamente, o Ministério da Economia, do Plano e Integração Regional da Guiné-Bissau propõe-se facilitar os canais de comunicação e agilizar formas de cooperação adequadas ao desenvolvimento das relações bilaterais a nível económico e empresarial. Cláusula Quarta No seguimento da cláusula anterior, o Ministério da Economia, do Plano e Integração Regional da Guiné-Bissau, a Associação Industrial Portuguesa - Câmara de Comércio e Indústria (AIP-CCI) e a ELO-Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Económico e a Cooperação, tendo por base os 6

7 objectivos subjacentes à CPLP e à Confederação Empresarial da CPLP (CE- CPLP), propõem-se impulsionar mecanismos de aproximação entre as duas comunidades empresariais, sob a forma de parcerias, para que os empresários de ambos os países possam desenvolver estratégias e plataformas colaborativas, actividades e negócios de interesse comum, incluindo o acesso aos mercados das organizações regionais que cada um dos países integra, nomeadamente a UE e no caso de Portugal e a CEDEAO e UEMOA em relação à Guiné-Bissau; Cláusula Quinta Promover e realizar acções e projectos de cooperação que se desenvolverão em geral sob a forma de assistência técnica, formação profissional, estudos prospectivos, intercâmbio de informação e documentação, realização de missões empresariais, feiras e outros eventos, apoio à criação e dinamização de parques e plataformas empresariais, desenvolvimento de redes de inteligência de mercados, entre outras iniciativas, correspondendo às necessidades e prioridades definidas pelas partes. Cláusula Sexta Ambas as entidades, quando o considerarem conveniente, poderão elaborar protocolos adicionais de colaboração em áreas específicas de interesse comum; Cláusula Sétima Este Protocolo terá uma vigência de três anos, a contar da data da sua assinatura por ambas as partes, considerando-se automaticamente renovado por períodos de um ano salvo comunicação expressa de alguma das partes 7

8 em o não renovar, com a antecedência mínima de três meses em relação à data do seu termo ou de qualquer uma das suas renovações. E como prova de conformidade com quanto antecede, ambas as partes assinam o presente Protocolo de Colaboração, em três exemplares igualmente válidos, na cidade e datas referidas ut supra. Guiné-Bissau, 16 de Dezembro de 2011 Pelo Ministério da Economia, do Plano e Integração Regional Helena Maria José Nosolini Embaló, Ministra da Economia, do Plano e Integração Regional Pela Associação Industrial Portuguesa-Câmara de Comércio e Indústria (AIP-CCI) Pela Associação Industrial Portuguesa-Câmara de Comércio e Indústria (AIP-CCI) Comend. Jorge Rocha de Matos Presidente do Conselho Geral Dr. José Eduardo de Carvalho Presidente da Direcção Pela ELO - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Económico e a Cooperação Dr. Francisco Murteira Nabo Presidente do Conselho Geral Dr.Francisco Mantero Presidente da Direcção 8

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