AULA 12. Produtos e Serviços Financeiros VI

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1 AULA 12 Produtos e Serviços Financeiros VI

2 Operações Acessórias e Serviços As operações acessórias e serviços são operações de caráter complementar, vinculadas ao atendimento de particulares, do governo, de empresas estatais ou privadas, em serviços tipicamente bancários. São exemplos de operações acessórias e serviços: administração de recursos de terceiros; garantias bancárias; ordens de pagamento e transferência de fundos; cobranças; recolhimento e entrega de numerário a domicilio; e serviços ao câmbio e ao comércio internacional.

3 Garantias Bancárias Para que certas operações bancárias se realizem é necessário saber qual o tipo de contrato ou transação efetuada e da existência de garantias vinculadas à transação. Há várias as formas de garantia, que se distinguem em dois grandes grupos: fidejussórias (pessoais) e garantias reais.

4 Garantias Pessoais - Fiança Fiança é negócio jurídico acessório que tem por finalidade prestar garantia de pagamento de uma obrigação principal a qual adere. O devedor da obrigação principal é chamado de afiançado, cujo pagamento o fiador garante.

5 Garantias Pessoais - Fiança Pela regra, o fiador só está obrigado a pagar caso o devedor principal não o faça. O pagamento deve ser exigido primeiro do devedor afiançado. É o benefício de ordem a favor do fiador. Porém, a lei abriu alternativa para que o fiador possa renunciar a este benefício, passando a ser devedor solidário e principal pagador.

6 Garantias Pessoais - Fiança Havendo mais de um fiador na mesma obrigação, a responsabilidade será solidária. É a chamada co-fiança. Havendo solidariedade entre os fiadores, aquele que realizar o pagamento, sub-roga-se no direito do credor, ou seja, poderá cobrar a dívida toda do devedor, bem como a cota devida pelos demais fiadores. A fiança pode ser prestada por cláusula contratual no mesmo instrumento obrigacional do negócio principal.

7 Garantias Pessoais Aval O aval é a garantia pessoal do pagamento de um título de crédito. No aval, o garantidor promete pagar a dívida, caso o devedor não o faça. É o ato cambiário pelo qual o avalista garante o pagamento do título em favor do devedor principal (avalizado) ou de um coobrigado. Vencido o título, o credor pode cobrar indistintamente do devedor ou do avalista.

8 Garantias Pessoais Aval O aval é a garantia tipicamente cambiária, ou seja, não vale em contrato, pode ser passado em títulos de crédito, que, por sua vez, podem ser entregues em garantias de um contrato. Cabe lembrar que - segundo o Código Civil, em seu art nenhum dos cônjuges pode, sem autorização do outro, exceto no regime da separação absoluta, prestar fiança ou aval.

9 Garantias Reais Hipoteca A hipoteca é uma convenção de garantia de uma dívida, que pressupõe um compromisso anterior. È considerado, portanto, um direito real, embora seja um acessório de um compromisso principal. Cumprido o compromisso, a hipoteca é extinta. Importante ressaltar que a hipoteca só é resgatada com o pagamento integral da dívida, ou seja, com a quitação. Pagamentos parciais não exoneram parte do bem hipotecado, de forma que a dívida, ainda que menor, continue.

10 Garantias Reais Hipoteca Os seguintes bens são passíveis de hipoteca: imóveis (terrenos, sítios, chácaras, fazendas, prédios, e apartamentos), os acessórios dos imóveis conjuntamente com eles (benfeitorias, melhoramentos, as máquinas da fábrica, matas, árvores de corte, lavouras, frutos pendentes, implementos agrícolas, gado, entre outros), domínio direto, domínio útil, estradas de ferro, pedreiras e minas, navios e aeronaves.

11 Garantias Reais Hipoteca A hipoteca só é considerada um direito real quando atende a dois princípios básicos: o da especialização e o da publicidade. O princípio da especialização é o próprio documento, o ato constitutivo, que deve ser inscrito no Registro de Imóveis da circunscrição onde se situa o bem dado em garantia. O princípio da publicidade se dá a partir da inscrição do ato constitutivo no Registro de Imóveis. A inscrição torna pública a hipoteca, tornando todos cientes do ônus existente.

12 Garantias Reais Hipoteca Somente o dono de um bem pode hipotecá-lo. Pessoas casadas precisam da assinatura do cônjuge para realizar a hipoteca. Um mesmo bem pode ser hipotecado em mais de um ato constitutivo, ou seja, para mais de um credor, desde que o valor do imóvel ultrapasse o valor da primeira dívida. O prazo de vencimento da hipoteca é estipulado pelas partes, no momento do ato constitutivo, podendo ser prorrogado.

13 Garantias Reais Penhor As garantias reais garantem o cumprimento de determinada obrigação por meio de um bem, seja ele móvel ou imóvel. Assim, as principais garantias reais são a hipoteca, o penhor e a alienação fiduciária. O penhor é uma garantia real que, de forma geral, consiste na tradição de coisa móvel, suscetível de alienação, realizada pelo devedor ou por terceiro ao credor em garantia de um débito.

14 Garantias Reais Penhor Em regra, o penhor recai sobre bens móveis. Porém existem os chamados penhores especiais que incidem sobre imóveis, como por exemplo, o penhor rural e o industrial. É importante mencionar que os bens empenhados devem ser especificados e identificados de forma completa, como pode ser observado no artigo 1424, IV, do Código Civil. Ressaltando que, o penhor é um contrato solene, podendo ser constituído por instrumento público ou particular.

15 Garantias Reais Penhor No que concerne às espécies de penhor, pode-se dividir o penhor, quanto à fonte, em convencional, quando resulta de um acordo de vontades, e em legal, quando resulta da lei. Pode- se ainda citar o penhor comum ou tradicional e o penhor especial. O penhor comum ou tradicional é que decorre da vontade das partes, tendo a entrega de coisa móvel ao credor, em garantia por celebração do negócio.

16 Garantias Reais Penhor Já o penhor especial está sujeito às regras específicas, como o penhor rural, industrial, de títulos de crédito, de veículos e o penhor legal. Cabe lembrar que, segundo o Código Civil, art parágrafo único, no penhor rural, industrial, mercantil e de veículos, as coisas empenhadas continuam em poder do devedor, que as deve guardar e conservar.

17 Garantias Reais Alienação Fiduciária A alienação fiduciária em garantia consiste na transferência feita pelo devedor ao credor da propriedade resolúvel e da posse indireta de um bem infungível, segundo o Código Civil em seu artigo ou de um bem imóvel, conforme a Lei n /97, nos artigos 22 a 33, como garantia de seu débito, resolvendo-se o direito do adquirente com o adimplento da obrigação, ou melhor, com o pagamento da dívida garantida.

18 Garantias Reais Alienação Fiduciária Objetiva a constituição de direito real de garantia, tem como objeto a transferência da propriedade de coisa móvel e imóvel, mas com a finalidade de garantir o cumprimento de obrigação assumida pelo devedor fiduciário, frente a instituição financeira que lhe concedeu o financiamento para a aquisição de um bem.

19 Garantias Reais Alienação Fiduciária A relação na alienação fiduciária é bilateral, por conter no contrato de alienação fiduciária duas partes: o credor fiduciário que é a empresa administradora de consórcio, ou a instituição financeira e o devedor fiduciário que é aquele a quem é concedido o financiamento direto. O vendedor, ou seja, aquele que firma o contrato de compra e venda de bem de produção, não figura nesse contrato de garantia, uma vez que ele é celebrado entre a entidade ou empresa financiadora e o devedor.

20 Garantias Reais Alienação Fiduciária A alienação fiduciária é formal, porque consiste em negócio jurídico celebrado por instrumento escrito, público ou particular e o registro desse deve ser feito no Registro de Títulos e Documentos do domicílio do devedor, ou em se tratando de veículos, na repartição competente para o licenciamento, fazendo-se a anotação no certificado de registro.

21 FGC O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é uma associação civil sem fins lucrativos, com personalidade jurídica de direito privado. O FGC tem por objeto prestar garantia de créditos contra instituições dele participantes, nas hipóteses de decretação da intervenção, liquidação extrajudicial ou falência de instituição; reconhecimento, pelo Banco Central do Brasil, do estado de insolvência de instituição.

22 FGC O total de créditos de cada pessoa contra a mesma instituição associada, ou contra todas as instituições associadas do mesmo conglomerado financeiro, será garantido até o valor de R$ ,00 (setenta mil reais).

23 Teste (FCC Banco do Brasil - Escriturário 2010) O Fundo Garantidor de Crédito - FGC é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que administra o mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores, contra instituições financeiras em caso de intervenção, liquidação ou falência. São cobertos limitadamente pela garantia A) Notas Promissórias Comerciais. B) Letras Hipotecárias. C) Depósitos Judiciais. D) Letras Financeiras do Tesouro. E) Fundos de Investimentos Financeiros.

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