Como se sabe, "crédito" provém do latim "creditum", que significa "confiança", "que se pode crer", "confiável".

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Como se sabe, "crédito" provém do latim "creditum", que significa "confiança", "que se pode crer", "confiável"."

Transcrição

1

2 Considerações Gerais sobre os Títulos de Créditos à Luz do Novo Código Civil: O art LIVIA ROSSI Pós Graduada da Faculdade de Direito da USP Advogada em São Paulo Sumário: 1. Introdução: relevância dos títulos de crédito na economia moderna. 2. Objetivos do legislador ao regular os títulos de crédito no novo Código Civil. 3. A utilidade e necessidade da criação de uma teoria geral dos títulos de crédito. 4. Considerações gerais sobre os títulos de crédito atípicos, à luz do novo Código Civil Requisitos mínimos e principais características dos títulos de crédito atípicos Espécies de títulos de crédito atípicos Aspectos processuais dos títulos de crédito atípicos. 5. Conclusão. 1. INTRODUÇÃO: RELEVÂNCIA DOS TÍTULOS DE CRÉDITO NA ECONOMIA MODERNA Como se sabe, "crédito" provém do latim "creditum", que significa "confiança", "que se pode crer", "confiável". Nas palavras de Paulo Armínio Tavares Buechele, o crédito importa um ato de fé, de confiança do credor. Quem aceita, em troca de sua mercadoria ou de seu dinheiro, a promessa de pagamento futuro, confia no devedor. 1 A economia moderna é creditória, creditícia ou "funcionalmente creditante", ou seja, essencialmente baseada no crédito. O homem não se satisfaz em apenas colher os frutos que a natureza espontaneamente põe à sua disposição; esse deseja ter cada vez mais, empregando meios tendentes a forçar a natureza a aumentar seus frutos; ele quer transformar esses mesmos produtos em bens a fim de satisfazer melhor as necessidades humanas, isto é, ele intenciona produzir riquezas. Para todas essas realizações, impõe-se a necessidade de crédito. 2 Os títulos de crédito, a seu turno, constituem a exteriorização dessa necessidade humana, uma vez que instrumentalizam, com certeza e segurança jurídica, esse ato de fé/confiança depositada pelo credor no devedor, possibilitando a mobilização da riqueza, o fomento das atividades econômicas, com a superação das dificuldades impostas pelo espaço e tempo. Dessa forma, o título de crédito é certamente um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento da economia das nações e, por conseguinte, de suas organizações empresariais. Constitui mérito de Tullio Ascarelli a astuta percepção a respeito da relevância dos títulos de crédito para o desenvolvimento da economia moderna, ao discorrer que: "se nos perguntassem qual a 1 Os títulos de crédito no projeto de Código Civil brasileiro, Revista de Direito Mercantil, Industrial, Econômico e Financeiro. São Paulo: Revista dos Tribunais, ano XXIX, n 78, p Ascarelli, Tullio. Teoria Geral dos Títulos de Crédito, Trad. Nicolau Nazo. São Paulo: Saraiva, 1943, p

3 TÍTULOS DE CRÉDITO contribuição do Direito Comercial na formação da economia moderna, outra não poderíamos talvez apontar que mais tipicamente tenha influído nessa economia do que o instituto dos títulos de crédito. A economia moderna seria incompreensível sem a densa rede de títulos de crédito; às invenções teriam faltado meios jurídicos para a sua adequada realização social; as relações comerciais tomariam necessariamente outro aspecto. Graças aos títulos de crédito pôde o mundo moderno mobilizar as próprias riquezas; graças a ele o direito consegue vencer tempo e espaço, transportando, com a maior facilidade, representados nesses títulos, bens distantes e materializando, no presente, as possíveis riquezas futuras. 3 A ampla utilização dos títulos de crédito na economia, tanto nas relações empresariais quanto nas privadas, se deve ao fato de que ele oferece segurança e certeza jurídica através do acolhimento de formalidades dotadas de valor absoluto, e através da separação das obrigações cambiais, presentes no documento, daquelas a ele estranhas. Assim, o presente estudo tem por objetivo traçar algumas considerações sobre as mudanças trazidas pelo novo diploma legal no tocante aos títulos de crédito, e os impactos que tais alterações podem acarretar na vida social e econômica. Não se pretende exaurir todas as vicissitudes que derivam do tema e assim não poderia ser. O que se busca é apenas retratar os principais elementos que compõem a questão, levantando alguns problemas que apenas serão solucionados com o labor da doutrina e com a consolidação das orientações jurisprudenciais. Dessa forma, este estudo é iniciado com a discussão a respeito da utilidade e necessidade de uma teoria geral dos títulos de crédito, como premissa fundamental para aquilatar o conteúdo da explanação. Prossegue-se com a exposição sobre o objetivo do novo Código em regular os títulos de crédito atípicos, explanando a opinião de eminentes estudiosos da matéria, tais como, Mauro Rodrigues Penteado, Rubens Requião, Fábio Konder Comparato e Mauro Brandão Lopes. Por fim, finaliza-se o trabalho discorrendo sobre os requisitos mínimos dos títulos de crédito atípicos, suas espécies e os aspectos processuais relevantes sobre o assunto. Nessa ordem de idéias, visa o estudo debater sobre os principais aspectos da matéria que foram alterados pela nova codificação civil. Uma vez que o trabalho não comportaria uma explanação abrangente de todas as modificações trazidas pelo diploma legal citado, buscou-se focar a atenção em pontos considerados elementares. Com isso, como dito, não se objetiva esgotar o estudo do tema ou monopolizar a verdade, mas apenas contribuir na demonstração dos aspectos fundamentais inerentes aos títulos de crédito. 2. OBJETIVOS DO LEGISLADOR AO REGULAR OS TÍTULOS DE CRÉDITO NO NOVO CÓDIGO CIVIL A promulgação do novo Código Civil/2002 causou grande alvoroço no mundo jurídico, especialmente entre os estudiosos e operadores do Direito Comercial. Isto porque a idéia de unificação dos Direitos Comercial e Civil causou arrepios à parcela dos doutrinadores e juristas especializados na matéria. 3 Op. cit., p. 3.

4 LIVIA ROSSI Criticou-se dizendo que a pretendida unificação teria sido um grande erro, sendo que, em verdade, não teria havido absorção alguma, nem didática, nem científica, do Direito Comercial pelo Direito Civil, uma vez que aquele ramo continuaria com seus princípios diferentes desse. Voraz crítico dessa unificação foi o Professor mineiro Wille Duarte Costa, ao comentar que: "a pretendida unificação foi um grande engano, (...). Em verdade, não houve absorção alguma do Direito Comercial pelo Direito Civil, como achavam. Não houve unificação didática e nem científica. O Direito Comercial continua com seus princípios, diferentes do Direito Civil. (...). É claro que algumas normas do Direito Comercial estão no Código Civil aprovado, como poderiam estar, também, as normas relativas ao Direito Penal, ao Direito Administrativo, ao Direito Processual e a qualquer outro ramo. Nesse caso, poderíamos dizer que o Direito Civil absorveria o Direito Penal, ou o Administrativo, ou o Processual?" 4 Rubens Requião, por sua vez, também se pronunciou a respeito do assunto perante a Comissão Especial da Câmara dos Deputados, encarregada de dar parecer ao Projeto de Lei n. 634/75, que instituía o novo Código Civil, ao desabafar que: "antes, porém, de examinarmos especificamente os dispositivos do projeto que consideramos passíveis de crítica e de aperfeiçoamento, pretendemos dar nossa posição doutrinária relativamente a um problema fundamental. Referimo-nos ao critério que prevaleceu, de unificação de Códigos, fazendo-se com que o Código Civil absorva e regule, também toda a matéria comercial. (...) Muita matéria privatista, com efeito, escapa de seu plano. Consiste a unificação, isto sim, na simples justaposição formal da matéria comercial, regulada num mesmo diploma. Constitui, repetimos, simples e inexpressiva unificação formal. Isso, na verdade, nada diz de científico e de lógico, pois, na verdade, como se disse em 'Exposições de Motivos' preliminar, o Direito Comercial, como disciplina autônoma, não desaparecerá com a codificação, pois nela apenas se integra formalmente. 5 Quanto aos títulos de crédito, que são o real objeto do presente estudo, grande temor houve entre os comercialistas a respeito das possíveis alterações que seriam implantadas pelo novo ordenamento jurídico. Temia-se que o legislador pudesse modificar substancialmente institutos que já estavam bem regulados, e que cumpriam a função a que se destinavam. No entanto, tal temor não se justificava, sendo que grande parte da doutrina tranqüilizou-se ao constatar que o novo Código, hoje aprovado e em vigor, no seu artigo 887, traz, apesar de não fie1 6, a famosa definição de títulos de crédito, construída por Cesare Vivante, qual seja, a de que o "título de crédito é o documento necessário ao exercício do direito literal e autônomo nele contido". Referida definição é ainda completada com a determinação de que o título de crédito "somente produz efeito quando preencha os requisitos da lei. Crítica se fez sobre a inclusão de conceitos doutrinários na lei. Segundo Wille Duarte Costa, o legislador teria errado quando definiu título de crédito no rastro de Vivante. E continua: sabemos que tais conceitos não devem estar na lei, a não ser por absoluta necessidade, o que não é o caso, pois, modificados, a lei fica dando um tratamento errado ao que pode evoluir. 7 4 Títulos de crédito e o novo Código Civil. Revista da Faculdade de Direito Milton Campos, Belo Horizonte, ano 2001, vol. 8, p Projeto de Código Civil. Apreciação crítica sobre a Parte Geral e o Livro I (Das obrigações). Revista dos Tribunais, Revista dos Tribunais: São Paulo, ano 64, n. 477, jul. 1975, p Doutrinadores, tais como, Newton de Lucca e Paulo Armínio Tavares Buechele, já se pronunciaram a respeito da deturpação do conceito de Vivante. Segundo eles, alguns juristas modificaram, com o apoio de Savigny, a definição de título de crédito de Vivante, quando afirmam que este é um documento que "contém" um direito literal e autônomo, ao invés de simplesmente "mencioná-lo". 7 Op. cit., p. 114.

5 TÍTULOS DE CRÉDITO Discordando dessa posição, Mauro Rodrigues Penteado 8 assim se manifestou, em artigo publicado pela Revista de Direito Mercantil: afirma-se, ademais, que o dispositivo é tautológico, porque contém definição de título de crédito, noção inexistente fora da ciência do direito, pois constitui tradução doutrinária simplificada da regulamentação normativa extravagante, que tem por objeto fatispecies determinadas, às quais não se aplicariam as disposições gerais do Projeto. A crítica procederia se esse complexo de normas especiais não padecesse, entre nós, das deficiências acima apontadas, e se o Projeto não visasse permitir a criação de títulos de crédito atípicos, incluindo ao só uma definição normativa, de cunho operacional (art. 889), mas também, e congruentemente, a explicitação tipológica dos requisitos mínimos que determinado documento deve preencher para ser reputado como tal (art. 891). Apesar de interessante, não cabe, no âmbito do presente trabalho, levar adiante tal debate, tendo em vista que outros tantos, igualmente importantes, surgirão no seu decorrer. Com efeito, de essencial importância é a discussão sobre a interpretação do artigo 903 do novo Código Civil, no tocante à aplicação desse diploma legal aos títulos de crédito previstos em legislação especial. Referido dispositivo assim dispõe: "Salvo disposição diversa em lei especial, regem-se os títulos de crédito pelo disposto neste Código." Ao nosso ver, as disposições previstas no Título VIII do novo Código Civil, a respeito de títulos de crédito, têm simultaneamente duas funções, a primeira, de regular os títulos atípicos e, a segunda, de criar uma teoria geral dos títulos de crédito, que regulará, subsidiariamente, na ausência de disposição específica na lei especial, os títulos de crédito típicos. Nesse sentido já se pronunciou Mauro Rodrigues Penteado, ao sustentar que: "é certo que o Projeto não se aplicará, em princípio, aos títulos de crédito já devido e completamente tratados em leis especiais (notadamente às letras de câmbio, notas promissórias e cheque), não apenas em razão da vinvulação do país a tratados internacionais, mas porque suas disposições gerais não coincidem exatamente... com os lineamentos básicos desses títulos-paradigma. 9 Continua o citado autor, ao discorrer sobre a construção de uma teoria geral dos títulos de crédito: "ter-se-á, assim, um conjunto homogêneo de preceitos gerais, comuns aos títulos de crédito em espécie, conferindo organicidade ao sistema, ao qual irão necessariamente se integrar os documentos que vierem a ser legislativamente reconhecidos como tal, pautados por suas regras gerais, que a eles se aplicarão, no que não forem diversamente disciplinados (art. 905 do Projeto)." 10 Por sua vez, Newton de Lucca, em sua obra recém publicada "Comentários ao novo Código Civil - Dos atos unilaterais. Dos Títulos de Crédito", manifestou, inicialmente, entendimento contrário ao afirmar que: "a inovação poderá revelar-se absolutamente inócua, se se levar em consideração que o capítulo do Projeto relativo aos títulos de crédito, consoante repetidos pronunciamentos de seu autor nessa parte, o ilustre e saudoso Professor Mauro Brandão Lopes, apenas destinou-se à possibilidade de criação dos chamados títulos atípicos não podendo suas disposições, em conseqüência, ser aplicadas aos títulos de crédito típicos, tais como duplicatas, notas promissórias, cheques e letras de câmbio Título de crédito no projeto de Código Civil. Revista de Direito Mercantil, Industrial, Econômico e Financeiro. São Paulo : Revista dos Tribunais, ano XIV, n. 100, p Op. cit., p Op. cit., p Comentários do novo Código Civil - Dos atos unilaterais - Dos títulos de crédito, p. 137.

6 LIVIA ROSSI No decorrer de sua obra supra citada, Professor Newton de Lucca, expectador dos calorosos debates travados entre os célebres Mauro Brandão Lopes 12 e Antônio Mercado Jr., conclui que: assim, parece não haver mais dúvida quanto ao exato sentido e correto alcance desse art. 903, a partir das inestimáveis contribuições de Mercado Jr. e Mauro Brandão Lopes: sempre que a lei especial for omissa - e não houver contradição com os seus princípios - poderão ser aplicadas as normas constantes do Título VIII, conforme a dicção do artigo em tela. 13 Desse modo, diante dos entendimentos anteriormente esposados, pode-se concluir que a disciplina geral prevista no novo Código Civil não se aplica aos títulos de crédito típicos, tendo em vista que as respectivas leis de regência de tais títulos são anteriores a ele e, portanto, referida teoria geral não revoga as remissões feitas pelas leis especiais que a precederam. Todavia, respeitadas as remissões feitas pelas respectivas leis de regência aos títulos de crédito típicos, se essa lei especial contiver lacunas ou omissões a serem supridas, compartilha-se do entendimento de que a teoria geral poderá ser utilizada como fonte supletiva, desde que a norma que se pretende aplicar não conflite com o espírito e a lógica do título de crédito, tal como foi delineado pela norma que o criou. Resumindo: praticamente nada foi alterado com relação aos títulos de créditos típicos, ou seja, aqueles regulados em leis especiais, tais como, letras de câmbio, notas promissórias, cheques, duplicatas, títulos rurais e outros, a não ser, por exemplo, a possibilidade de serem criados títulos através de meios eletrônicos ( 3 do art. 889 do NCC), tendo em vista que tal dispositivo não conflita com as normas de regência dos títulos de crédito típicos. Seguindo adiante, ninguém melhor do que o Professor Mauro Brandão Lopes para explicar, resumidamente, quais foram os objetivos do legislador ao tratar no novo Código Civil a respeito dos títulos de crédito: "tem assim a aludida regulamentação dois objetivos básicos: de um lado, estabelecer os requisitos mínimos para título de crédito, ressalvadas as disposições em leis especiais; de outro lado, permitir a criação de títulos atípicos ou inominados. Neste último objetivo está o principal valor do Anteprojeto; regulando ele títulos atípicos, terão estes que se amoldar aos novos requisitos. Os títulos atípicos, que estão indubitavelmente surgindo, encontrarão assim o seu apoio e o seu corretivo no Título VII - apoio porque terão maior força jurídica do que os créditos de direito não-cambiário, embora menor força do que os títulos regulados em leis especiais como a letra de câmbio e a nota promissória; corretivo, porque se evitarão títulos sem requisitos mínimos de segurança, os quais ficarão desautorizados pelo Código Civil. 14 Assim, os próximos tópicos desse estudo servirão para discutir as duas intenções manifestadas pelo legislador, quais sejam: (1 ) fixar os requisitos mínimos dos títulos de crédito, criando, assim, uma teoria geral, que será aplicada, aos títulos típicos, na falta de disposição legal específica; e (2 ) permitir a criação de títulos de crédito atípicos ou inominados, com menos vantagens em relação aos títulos de crédito típicos, reconhecidos em leis especiais, visando, dessa forma, desembaraçar a atuação e a criatividade do meio empresarial. 12 Durante o ciclo de conferências sobre o projeto de Código Civil, ministradas na Associação dos Advogados de São Paulo, in Revista do Advogado n. 20, março/86, o Professor Mauro Brandão Lopes assim esclareceu sobre a sua participação na redação do Título VIII do Projeto de Código Civil: "Consistiu - a convite do professor Miguel Reale, que foi o Supervisor Geral do Projeto - no preparo do texto original, na iniciativa de alguns pontos básicos da revisão de 1973, e no preparo de justificativas de rejeição de emendas propostas na Câmara." 13 Op. cit., p Observações sobre o Livro I, Título VIII ("Dos Títulos de Crédito"). Anteprojeto de Código Civil. 2. Ed. Revisada. Brasília: Ministério da Justiça, 1973, p

7 TÍTULOS DE CRÉDITO 3. DIFICULDADE E UTILIDADE DE CRIAÇÃO DE UMA TEORIA GERAL SOBRE TÍTULOS DE CRÉDITO Discute a doutrina sobre possibilidade de criação de uma doutrina unitária a respeito dos títulos de crédito. Pretende-se, ainda, saber da utilidade da inserção de uma teoria geral dos títulos de crédito no sistema legislativo pátrio, seguindo-se os exemplos do Código Federal Suíço das Obrigações, o Código Civil italiano de 1942, a Lei Geral de Títulos e Operações de Crédito do México de 1932 e, agora, o novo Código Civil brasileiro, no tocante à solução dos problemas surgidos nessa matéria. Segundo Paulo Armínio Tavares Buechele 15, "a teoria geral dos títulos de crédito representa uma totalidade que está em permanente transformação, não apenas pela variação no número de elementos que a compõem (número variável de títulos de crédito), como pela modificação dos próprios elementos específicos, sujeitos às mais variadas influências do comércio nacional e internacional." Prossegue o citado autor: "à Vivante, segundo Ascarelli, cabe principalmente o mérito de haver tentado construir uma teoria unitária do título de crédito, fixando os caracteres comuns dos títulos ao portador, à ordem e nominativos. Entretanto, não foram poucos os tratadistas que revelaram seu receio de que era extremamente difícil - senão impossível - a construção de um sistema sólido, capaz de generalizar princípios comuns às diferentes espécies de títulos existentes. 16 Grandes críticos da oportunidade e utilidade de uma disciplina geral dos títulos de crédito em texto de lei são: Francesco Messineo e Tullio Ascarelli, ao comentarem sobre os dispositivos contidos no art e seguintes do Código Civil italiano. Segundo Messineo, a disciplina geral dos títulos de crédito tem sido ferozmente contestada em razão da falta de congruência entre os princípios nela consagrados e os existentes para os títulos emitidos em série ou em massa; da exagerada relevância atribuída aos chamados títulos de pagamento (títulos abstratos) em prejuízo dos títulos causais; da escassez de normas verdadeiramente gerais e a reduzida margem de aplicação das disposições do Código; da confusão que gera quando correlacionada com as particularidades dos títulos de crédito regidos por lei especial; e finalmente em razão da grande dificuldade do intérprete, fundado somente na teoria geral, de classificar como de crédito, títulos inominados ou atípicos. 17 Para Ascarelli, quando o legislador transporta para as Disposições Gerais o conceito de título de crédito formulado por Vivante, duas hipóteses podem ocorrer. Na primeira delas, ele estaria repetindo, sob designação genérica, as normas especiais de cada um dos títulos de crédito particularmente considerados. Na segunda, o legislador estaria permitindo a livre criação dos chamados títulos atípicos. Continua o ilustre mestre a sustentar que pareceria razoável supor-se que a primeira hipótese seria totalmente inócua, pois a simples repetição de normas gerais, por si só, não passaria de mero deleite didático. Já a segunda hipótese, poderia merecer, à primeira vista, acolhida. No entanto, segundo Ascarelli, a interpretação de que essa disciplina geral destina-se à livre possibilidade de criação de títulos atípicos levar-nos-ia a um "círculo vicioso". 15 Op. cit., p Op. cit., p Manuale di Diritto Civile e Commerciale, Milão: Giuffrè, v. 1972, p. 246.

8 LIVIA ROSSI Conforme afirma Ascarelli, estaríamos regulando um conceito que, na verdade, não existe e que não tem a menor utilidade, pois os títulos de crédito sempre correspondem a uma fattispecie determinada, às quais não se aplicam aquelas disposições gerais. Segundo o mestre, para cogitar-se da aplicação dessas disposições gerais seria necessário, preliminarmente, identificar-se a fattispecie dos títulos de crédito. Se essa disciplina normativa, no entanto, destina-se aos títulos inominados ou atípicos, não há fattispecie possível à qual poder-se-ia aplicar tais disposições gerais. Defendendo a utilidade da criação dessa disciplina geral dos títulos de créditos, temos Antônio Mercado Júnior 18, ao sustentar que: "em sentido contrário, poder-se-ia argumentar com os inconvenientes práticos que decorrem da falta em nosso direito, quanto aos títulos nominativos e os à ordem, de uma disciplina geral, como a existente sobre os ao portador. Essa falta faz com que a lei, ao prever a criação de um novo título, deva regulá-lo pormenorizadamente, mesmo quanto à circulação, se nominativo; e, se à ordem, determine sua sujeição às disposições da Lei Cambial, no que couber, com isso criando uma fonte de dúvidas para o intérprete. O saudoso e ilustre Professor Mauro Brandão Lopes 19 era também outro ferrenho defensor da regulamentação de uma disciplina geral dos títulos de crédito, já tendo se pronunciado sobre o assunto quando ministrou palestra junto à Associação dos Advogados de São Paulo: de qualquer modo, as leis especiais, quando regem determinada matéria, excluem a regulamentação geral, e, de outro lado, a regulamentação geral só se aplica na ausência de lei especial. O que tudo leva à conclusão de que a disciplina geral é uma disciplina que se dirige aos títulos atípicos. (...) Onde não existe uma disciplina geral, um dos títulos é tomado como paradigma. Entre nós, este título paradigma é a letra de câmbio, ou melhor, as duas cambiais: letra de câmbio e nota promissória. E, portanto, a Lei Uniforme de Genebra hoje nos serve como lei paradigma: toda vez que se precisa fazer uma remissão, nós fazemos remissão à Lei Uniforme. E essa remissão é feita com grande dificuldade por brasileiros, como tentarei agora demonstrar. Hoje no Brasil, quando se cria um título novo, recorre-se à Lei Uniforme de Genebra, como remissão. Isto é, remete-se, para determinados institutos, à Lei Uniforme de Genebra. É normal essa remissão, mas sempre imperfeita a sua aplicação. E vou dar exemplos. A Lei de Mercado de Capitais, o seu artigo 5º, parágrafo 5º, criou o título chamado conhecimento de depósito bancário, o CDB. Na disciplina do CDB, este parágrafo 5º diz o seguinte: 'Aplicam-se ao conhecimento de depósito bancário as disposições legais relativas à nota promissória.' Claro. O CDB tem um emitente. Não é um saque contra outrem, é uma promessa de pagamento. Mas, se vamos aplicar ao CDB as normas relativas à nota promissória, temos dificuldades insuperáveis. Pergunto: aplicam-se ao CDB as regras sobre pluralidade de exemplares, que estão na Lei Uniforme de Genebra no artigo 64? Isto é pode-se criar CDB com vários exemplares? A acreditar na remissão feita pela Lei nº 4.728, poder-se-ia fazê-lo, porque aplicam-se ao CDB, no que couber - eu não vejo por que não haveria de caber -, disposições legais relativas à nota promissória. Aplica-se ao CDB a possibilidade, que está na Lei de Genebra, de endosso sem regresso, isto é o endossamento, ao fazer o endosso, exime-se da responsabilidade e pagamento? Ou seja, contra ele teria o portador, eventualmente, direito de regresso? Aplica-se isso ao CDB? A acreditar na remissão, claramente se aplica." Conclui o notável mestre que: "temos então de tal maneira defeituosa nossa regulamentação, que não tenho dúvida de que é necessária uma lei básica, uma disciplina genérica, que sirva de suporte a 18 Observações sobre o anteprojeto de Código Civil, quanto à matéria "Dos títulos de crédito", constante da parte especial, Livro I, Título VIII. Revista de Direito Mercantil, Industrial, Econômico e Financeiro. São Paulo : Revista dos Tribunais, ano XII, n. 9, p Títulos de crédito atípicos. Ciclo de Conferências sobre o projeto de Código Civil - segunda parte. Revista do Advogado, n. 20. São Paulo: Associação dos advogados de São Paulo, março/198620, p. 25. Revista do Advogado n. 20, p. 24.

9 TÍTULOS DE CRÉDITO todas as remissões de títulos novos. Isto é, os títulos novos devem ser criados com apoio numa regulamentação que só pode ser uma disciplina geral, porque uma disciplina mínima." 20 Não obstante as razões expostas por Messineo e Ascarelli, filia-se à posição defendida por Mauro Brandão Lopes, no sentido de que a disciplina geral dos títulos de crédito é útil à medida que dará as diretrizes para a criação de títulos novos, satisfazendo assim uma aspiração dos empresários, bem como facilitará a vida do legislador dando suporte à remissão dos títulos típicos, nas matérias em que está ausente disposição específica na legislação. 4. CONSIDERAÇÕES SOBRE OS TÍTULOS DE CRÉDITO ATÍPICOS, À LUZ DO NOVO CÓDIGO CIVIL Quanto à liberdade de criação de títulos de crédito atípicos, pode-se afirmar, desde logo, que esta não só é concebível como, em verdade, é princípio acolhido por diversos ordenamentos, tanto de família romano-germânica como da common law. O que prevalece, de fato, é uma ampla tendência à negação do numerus clausus; quer no direito francês, onde vigora o conceito de effet de commerce, quer no inglês, e sobretudo no italiano, o acolhimento de novos tipos de documentos criados pela praxe comercial é uma possibilidade comum. O direito italiano destaca-se pelo implícito reconhecimento que se deu ali à liberdade de criação de títulos de crédito atípicos. Com efeito, o art do Código Civil de 1942, sob a rubrica "limitação da liberdade de emissão", dispõe que "os títulos de crédito que contêm obrigação de pagar uma soma de dinheiro não podem ser emitidos ao portador, senão nos casos estabelecidos em lei". Assim, admitiu-se, em linha de princípio, tal liberdade de criação de títulos de crédito atípicos, porém foi posta uma limitação, relativamente àqueles que têm por objeto uma soma de dinheiro; com o que se evitou o perigo de que tais títulos pudessem usurpar a função do papel moeda, cuja emissão não pode ser deixada ao arbítrio dos indivíduos. Como já adiantado, o segundo e maior objetivo do legislador brasileiro, ao tratar dos títulos de crédito no novo Código Civil, é a de possibilitar a criação dos chamados títulos de crédito atípicos, ou seja, aqueles que não estão previamente definidos e disciplinados pela própria lei, sendo que, no entendimento de seu redator Mauro Brandão Lopes, aí estaria o principal valor do Projeto. Prossegue Mauro Brandão Lopes 21, ao dissertar sobre o tratamento dispensado pelo Código Civil aos títulos de crédito: "assim, a disciplina geral, que está no Projeto, viria de encontro ao desejo daqueles que acham que mesmo na ausência de disciplina legislativa deve ser possível a criação de títulos de crédito, que neste caso seriam atípicos, porque não seriam nem letras de câmbio, nem promissórias, nem quaisquer outros títulos regulados. O fato é que no Brasil, como foi na Itália, os títulos não regulados, títulos que não têm sanção legislativa, não têm reconhecimento dos tribunais. E ao meu ver, isto fecha a questão: no Brasil, sem legislação específica, não é lícita a criação de títulos de crédito; o documento que se cria, mesmo com a denominação de título de crédito, não será título de crédito, isto é, não terá as características que veremos daqui a pouco." O novo Código, assim, pretendeu instituir uma categoria intermediária de documentação de direitos creditícios, a meio caminho entre os chamados "créditos de direito não-cambiário" - oriundos de negócios jurídicos celebrados por instrumento particular ou público - e os títulos de crédito típicos. 20 Op. cit., p Op. cit., p

10 LIVIA ROSSI Por esse motivo, o tratamento da matéria vem em Título distinto daquele consagrado às declarações unilaterais de vontade, uma vez que os títulos atípicos ou inominados, embora contenham declarações cartulares unilaterais, não se incluem entre os negócios jurídicos relativos a direitos nãocambiários. 22 Segundo Mauro Rodrigues Penteado 23, a opção do legislador ao criar os títulos atípicos ou inominados está baseada nos seguintes preceitos: a) permitir a criação de documentos necessários ao exercício do direito literal e autônomo neles contidos, sem as formalidades previstas para a validade dos atos jurídicos (arts. 104 e 221 do NCC) e que estejam aptos a agregar uma garantia de terceiros, de modo mais ágil e simplificado do que a fiança, porque consubstanciada em simples oposição da assinatura do garante; b) sem ficarem adstritos ao regime igualmente solene e dificultoso da cessão civil de créditos, permitir que esses documentos possam incorporar direitos suscetíveis de transferência por termo, tradição ou endosso, privilegiando, assim, a tendência atual e irreversível, verificada, sobretudo, no campo empresarial, de tornar mais célere e fácil a assunção e a circulação de direitos e obrigações. O que não se pode esquecer é que os títulos inominados ou atípicos não são documentos com vocação de serem produzidos em massa, consistindo, antes, em categoria documental intermediária apta a atender demandas negociais tópicas. Se determinado título atípico criado pela praxe empresarial vier a apresentar interesse significativo, sua utilização mais intensiva por certo se traduzirá em regulamentação própria, através de lei especial, como se deduz pela própria história do direito cartular. Acrescente-se que, esse emprego limitado dos títulos atípicos não apresenta nenhum risco para o mercado de capitais ou para o público em geral, visto que sua colocação e circulação, nele, é vedada pela Lei 6.385/ No mesmo sentido, já se pronunciou Antônio Mercado Júnior 25 : "há que se considerar o risco que a possibilidade de criação, indiscriminada, de novos títulos de crédito, poderia constituir para o público em geral. Esse risco, entretanto, talvez decorre, apenas, de situação transitória, que poderíamos designar, amplamente, como ' conjuntura atual do mercado creditício'. Se assim for, cumpre atender que as regras do Código Civil devem ser de caráter permanente, destinando-se a longa duração e, não, ditadas para resolver situações de momento, por isso mesmo mutáveis em tempo relativamente breve. Isso levaria a concluir pela manutenção, no anteprojeto, do princípio da liberdade de emissão de títulos atípicos ou inominados, ficando à legislação extravagante coibir possíveis abusos." 4.1. Requisitos mínimos e principais características dos títulos de crédito atípicos O "caput" do artigo 889 do novo Código Civil prevê que os títulos de crédito devem conter os seguintes requisitos mínimos: 22 Cf. Mauro Rodrigues Penteado. Op. cit., p Op. cit., p Cf. Mauro Rodrigues Penteado. Ob. cit., p Op. cit., p.117.

TÍTULOS DE CRÉDITO: CONHECENDO A TEORIA GERAL

TÍTULOS DE CRÉDITO: CONHECENDO A TEORIA GERAL 1 TÍTULOS DE CRÉDITO: CONHECENDO A TEORIA GERAL Juliana de Oliveira Carvalho Martins Ferreira 1 RESUMO: Na busca pelo aprimoramento do conhecimento acerca dos títulos de crédito, faz-se necessária uma

Leia mais

AULA 3 23/02/11 A CLASSIFICAÇÃO DOS TÍTULOS DE CRÉDITO

AULA 3 23/02/11 A CLASSIFICAÇÃO DOS TÍTULOS DE CRÉDITO AULA 3 23/02/11 A CLASSIFICAÇÃO DOS TÍTULOS DE CRÉDITO 1 A CLASSIFICAÇÃO QUANTO À ESTRUTURA JURÍDICA 1.1 AS ORDENS DE PAGAMENTO Há títulos de crédito que estão estruturados na forma de ordens de pagamento.

Leia mais

Arts. 269 e 270 Teoria da Aparência. Arts. 272 e 273 Revisão Contratual

Arts. 269 e 270 Teoria da Aparência. Arts. 272 e 273 Revisão Contratual Novo Código Comercial Livro III Das obrigações dos empresários Cibele Frandulic Shimono Guilherme Setoguti J. Pereira Luiz Rafael de Vargas Maluf Rafael Villac Vicente de Carvalho 22 de novembro de 2011

Leia mais

Operações de Créditos Atuais: o cartão de crédito como substituto dos clássicos documentos de crédito

Operações de Créditos Atuais: o cartão de crédito como substituto dos clássicos documentos de crédito Operações de Créditos Atuais: o cartão de crédito como substituto dos clássicos documentos de crédito Katyúscia Kelly Pereira de Sousa Feitoza* Títulos de crédito são documentos que representam obrigações

Leia mais

12 DUPLICATA 12.1 APRESENTAÇÃO

12 DUPLICATA 12.1 APRESENTAÇÃO 12 DUPLICATA 12.1 APRESENTAÇÃO A duplicata mercantil é um documento criado pelo legislador brasileiro. O Código Comercial, embora revogado, previa, em seu art. 219, que nas vendas por atacado, o vendedor

Leia mais

Exigibilidade. Introdução

Exigibilidade. Introdução 1 Exigibilidade Introdução 1. Considerações: Os devedores de um título de crédito são de duas categorias: o chamado devedor principal, que, na letra de câmbio, é o aceitante, e os coobrigados, que, nesta

Leia mais

Natureza Cambiária da Cédula de Produto Rural. A Cédula de Produto Rural, conhecida pela sigla CPR e criada pela Lei n.

Natureza Cambiária da Cédula de Produto Rural. A Cédula de Produto Rural, conhecida pela sigla CPR e criada pela Lei n. Natureza Cambiária da Cédula de Produto Rural Gustavo Ribeiro Rocha A Cédula de Produto Rural, conhecida pela sigla CPR e criada pela Lei n. 8.929/94, é um documento emitido pelo produtor rural ou por

Leia mais

APOSTILA 3 DE TÍTULOS DE CRÉDITO. Tema : NOTA PROMISSÓRIA

APOSTILA 3 DE TÍTULOS DE CRÉDITO. Tema : NOTA PROMISSÓRIA APOSTILA 3 DE TÍTULOS DE CRÉDITO Tema : NOTA PROMISSÓRIA Material de apoio para a disciplina Direito de Empresa Elaborado por : Denis Domingues Hermida OBSERVAÇÃO: A redação dessa apostila é feita com

Leia mais

DIREITO COMERCIAL II TÍTULOS DE CRÉDITO:

DIREITO COMERCIAL II TÍTULOS DE CRÉDITO: TÍTULOS DE CRÉDITO: CRÉDITO = alargamento da troca. Venda a prazo Empréstimo Documento necessário para o exercício do direito literal e autônomo nele mencionado.(vivante) joao@joaopereira.com.br TÍTULO

Leia mais

Cheque e Duplicata. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Cheque e Duplicata. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Cheque e Duplicata Crédito ETIMOLOGIA E SEMÂNTICA A palavra crédito é derivada do latim "Creditum", Credere que significa, coisa emprestada, empréstimo, dívida, depositar confiança em, confiar em, dar

Leia mais

AULA 4 02/03/11 OS ELEMENTOS CONEXOS À MATÉRIA

AULA 4 02/03/11 OS ELEMENTOS CONEXOS À MATÉRIA AULA 4 02/03/11 OS ELEMENTOS CONEXOS À MATÉRIA 1 INTRODUÇÃO No estudo da matéria títulos de crédito, torna-se imprescindível a análise daqueles elementos que, não obstante não fazerem parte da essência

Leia mais

NOTA PROMISSÓRIA NOTA PROMISSÓRIA NOTA PROMISSÓRIA NOTA PROMISSÓRIA NOTA PROMISSÓRIA NOTA PROMISSÓRIA CONCEITO

NOTA PROMISSÓRIA NOTA PROMISSÓRIA NOTA PROMISSÓRIA NOTA PROMISSÓRIA NOTA PROMISSÓRIA NOTA PROMISSÓRIA CONCEITO CONCEITO Armindo de Castro Júnior E-mail: armindocastro@uol.com.br MSN: armindocastro1@hotmail.com Homepage: www.armindo.com.br Cel: 8405-7311 A nota promissória é promessa de pagamento, isto é, compromisso

Leia mais

TÍTULOS DE CRÉDITOS VIRTUAIS

TÍTULOS DE CRÉDITOS VIRTUAIS TÍTULOS DE CRÉDITOS VIRTUAIS Rodrigo Almeida Magalhães Mestre e Doutor em Direito 1- Introdução Baseado no conceito de Cesare Vivante 1, o Código Civil de 2002, em seu art. 887, preceitua o título de crédito,

Leia mais

TÍTULOS DE CRÉDITO INTRODUÇÃO

TÍTULOS DE CRÉDITO INTRODUÇÃO TÍTULOS DE CRÉDITO INTRODUÇÃO O direito cambiário é o que tem por objeto o estudo dos títulos de crédito. Estes títulos são documentos representativos da obrigação de pagar uma determinada quantia em dinheiro,

Leia mais

Literalidade o título valerá pelo que nele estiver escrito. Formalismo - a forma do título de crédito é prescrita lei.

Literalidade o título valerá pelo que nele estiver escrito. Formalismo - a forma do título de crédito é prescrita lei. Legislação Societária / Direito Comercial Profª Mestre Ideli Raimundo Di Tizio p 27 DIREITO CAMBIÁRIO Títulos de Crédito São documentos representativos de obrigações pecuniárias, deve ser escrito, assinado

Leia mais

AULA 17 ESPÉCIES DE TÍTULOS DE CRÉDITO

AULA 17 ESPÉCIES DE TÍTULOS DE CRÉDITO 1 AULA 17 ESPÉCIES DE TÍTULOS DE CRÉDITO INTRODUÇÃO Atualmente, existem cerca de 40 títulos de crédito em circulação no país. Os mais conhecidos são a nota promissória, cheque e duplicata. NOTA PROMISSÓRIA

Leia mais

APOSTILA 5 DE TÍTULOS DE CRÉDITO. Tema : DUPLICATA

APOSTILA 5 DE TÍTULOS DE CRÉDITO. Tema : DUPLICATA APOSTILA 5 DE TÍTULOS DE CRÉDITO Tema : DUPLICATA Material de apoio para a disciplina Direito Empresarial Elaborado por : Denis Domingues Hermida OBSERVAÇÃO: A redação dessa apostila é feita com base nas

Leia mais

Sumário. xiii. Olho_Willy_Titulos de Creditos.pmd 13

Sumário. xiii. Olho_Willy_Titulos de Creditos.pmd 13 Sumário INTRODUÇÃO TÍTULOS DE CRÉDITO: SUA HISTÓRIA... 1 1. Origem remota... 3 2. Letra de câmbio na antiguidade... 4 3. Origem lógica... 6 4. Período italiano instrumento de troca... 9 5. Período francês

Leia mais

OBRAS DO AUTOR... NOTA EXPLICATIVA... XVII

OBRAS DO AUTOR... NOTA EXPLICATIVA... XVII ÍNDICE SISTEMÁTICO OBRAS DO AUTOR... XV NOTA EXPLICATIVA... XVII CAPÍTULO I TEORIA GERAL DOS TÍTULOS DE CRÉDITO 1. A regulamentação dos títulos de crédito pelo Código Civil e por leis especiais 2. Aplicação

Leia mais

TEORIA GERAL DOS TÍTULOS DE CRÉDITO - IX. 1. Do crédito:

TEORIA GERAL DOS TÍTULOS DE CRÉDITO - IX. 1. Do crédito: TEORIA GERAL DOS TÍTULOS DE CRÉDITO - IX 1. Do crédito: - O crédito como um fenômeno econômico importa um ato de confiança do credor ao devedor. O crédito de um é o débito de outro. A venda a prazo e o

Leia mais

Portanto seremos obrigados a adaptar ou elaborar legislações, e isso há de ser agora, pois a evolução da informática é extraordinária e não espera.

Portanto seremos obrigados a adaptar ou elaborar legislações, e isso há de ser agora, pois a evolução da informática é extraordinária e não espera. 1 Títulos de Crédito em face da Revolução Eletrônica Karine Paola Vasconcelos Costa,aluna do curso de Direito-manhã, 5º período,do Centro Universitário Newton Paiva. Diante a banalização da ciência da

Leia mais

PONTO 1: Títulos de Crédito PONTO 2: Propriedade Industrial. 1. Títulos de Crédito:

PONTO 1: Títulos de Crédito PONTO 2: Propriedade Industrial. 1. Títulos de Crédito: 1 DIREITO EMPRESARIAL PONTO 1: Títulos de Crédito PONTO 2: Propriedade Industrial 1. Títulos de Crédito: Critérios de Classificação: Estrutura: - sacador = dá a ordem, emite o título; - sacado = destinatário

Leia mais

REGULAMENTAÇÃO DA CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO PELA LEI 10.931 DE 02 DE AGOSTO DE 2004.

REGULAMENTAÇÃO DA CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO PELA LEI 10.931 DE 02 DE AGOSTO DE 2004. 1 REGULAMENTAÇÃO DA CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO PELA LEI 10.931 DE 02 DE AGOSTO DE 2004. Lécio Goulart Costa * Acadêmico do curso de Direito Contabilista Sumário: 1. Introdução; 2. Aspectos gerais da CCB

Leia mais

O Título de Crédito Eletrônico no Código Civil

O Título de Crédito Eletrônico no Código Civil 1 O Título de Crédito Eletrônico no Código Civil Maria Bernadete Miranda Mestre em Direito das Relações Sociais, sub-área Direito Empresarial, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Coordenadora

Leia mais

Faculdade de Direito da Alta Paulista

Faculdade de Direito da Alta Paulista Disciplina: DIREITO EMPRESARIAL II Código: Série: 3ª Obrigatória (X ) Optativa ( ) CHTeórica: 136 CH Prática: CH Total: 136 Horas Obs: Objetivos Geral: Apresentar aos alunos os pontos principais da Disciplina

Leia mais

(Artigo publicado no Jornal da Associação Nacional dos Procuradores da República nº 25, de Julho de 2004

(Artigo publicado no Jornal da Associação Nacional dos Procuradores da República nº 25, de Julho de 2004 Parece. Mas não é! Um princípio de Direito Comercial Marcelo Moscogliato (Artigo publicado no Jornal da Associação Nacional dos Procuradores da República nº 25, de Julho de 2004 www.anpr.org.br) Escrevo

Leia mais

TEORIA GERAL DO DIREITO EMPRESARIAL

TEORIA GERAL DO DIREITO EMPRESARIAL Direito Societário É subárea do direito empresarial que disciplina a forma de exercício coletivo de atividade econômica empresária; Importante observação sobre as questões da primeira fase da OAB: 25%

Leia mais

Faculdade de Direito da Alta Paulista

Faculdade de Direito da Alta Paulista Plano de Ensino Disciplina: DIREITO EMPRESARIAL II Código: Série: 3ª Obrigatória (X ) Optativa ( ) CHTeórica: 136 CH Prática: CH Total: 136 Horas Obs: Objetivos Geral: Apresentar aos alunos os pontos principais

Leia mais

DISCIPLINA: Direito Empresarial SEMESTRE DE ESTUDO: 7º Semestre. CH total: 72h

DISCIPLINA: Direito Empresarial SEMESTRE DE ESTUDO: 7º Semestre. CH total: 72h DISCIPLINA: Direito Empresarial SEMESTRE DE ESTUDO: 7º Semestre TURNO: Matutino / Noturno CH total: 72h CÓDIGO: DIR131 1. EMENTA: Histórico. Conceito. Características. Empresário: qualidade, prerrogativas

Leia mais

CHEQUE CARACTERÍSTICA

CHEQUE CARACTERÍSTICA CHEQUE LEI 7357/1985 CONCEITO: Cheque é uma ordem de pagamento à vista, sacada contra um banco e com base em suficiente provisão de fundos depositados pelo sacador em mãos do sacado ou decorrente de contrato

Leia mais

PROJETO DE LEI 1.572/11 NOVO CÓDIGO COMERCIAL ESTRUTURA E COMENTÁRIOS PONTUAIS

PROJETO DE LEI 1.572/11 NOVO CÓDIGO COMERCIAL ESTRUTURA E COMENTÁRIOS PONTUAIS PROJETO DE LEI 1.572/11 NOVO CÓDIGO COMERCIAL ESTRUTURA E COMENTÁRIOS PONTUAIS (material preparado para reunião do Comitê Societário do CESA julho 2011) Autor: Renato Berger LIVRO I DA EMPRESA TÍTULO I

Leia mais

AULA 6 23/03/11 A LETRA DE CÂMBIO

AULA 6 23/03/11 A LETRA DE CÂMBIO AULA 6 23/03/11 A LETRA DE CÂMBIO 1 O CONCEITO A letra de câmbio é uma ordem de pagamento, à vista ou a prazo, emitida pelo sacador contra o sacado, devendo este último efetuar o pagamento ao beneficiário

Leia mais

Cód. Disciplina Período Créditos Carga Horária D-40 7º 04 04 60

Cód. Disciplina Período Créditos Carga Horária D-40 7º 04 04 60 Cód. Disciplina Período Créditos Carga Horária D-40 7º 04 04 60 Turma DIREITO Nome da Disciplina / Curso DIREITO COMERCIAL II D- 32DIREITO COMERCIAL I(EMENTA 2008/01) D- 27 DIREITO COMERCIAL I(EMENTA 2008/02)

Leia mais

Caderno Eletrônico de Exercícios Títulos de Crédito

Caderno Eletrônico de Exercícios Títulos de Crédito 1) São exemplos de títulos de crédito, exceto: a) Cheque b) Testamento c) Duplicata d) Nota promissória 2) São características de títulos de crédito, exceto: a) Documentalidade b) Força executiva c) Autonomia

Leia mais

DUPLICATA XII. 1. Origem:

DUPLICATA XII. 1. Origem: DUPLICATA XII 1. Origem: - A duplicata constitui um título de crédito que tem origem no Direito brasileiro, e mais especificamente no Código Comercial de 1850, o qual determinava aos comerciantes atacadistas

Leia mais

TÍTULOS DE CRÉDITO 1) CONCEITOS

TÍTULOS DE CRÉDITO 1) CONCEITOS TÍTULOS DE CRÉDITO 1) CONCEITOS Vivante : documento necessário para o exercício do direito literal e autônomo nele mencionado princípios da literalidade e autonomia Sentido lato qualquer documento que

Leia mais

Em nossa visão a prova de Direito Civil para Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil (ESAF AFRFB/2012) não comporta qualquer possibilidade de anulação de questões. Foi bem objetiva, sendo que todas

Leia mais

ORIGENS DAS RELAÇÕES COMERCIAIS E SURGIMENTO DA TEORIA DA EMPRESA

ORIGENS DAS RELAÇÕES COMERCIAIS E SURGIMENTO DA TEORIA DA EMPRESA ORIGENS DAS RELAÇÕES COMERCIAIS E SURGIMENTO DA TEORIA DA EMPRESA Resumo JOÃO BATISTA DE ALVARENGA 1 O objetivo do trabalho proposto é analisar as origens das relações comerciais, sua evolução até o momento

Leia mais

Cheque Aulas 22 a 24

Cheque Aulas 22 a 24 Cheque Aulas 22 a 24 1. NORMATIZAÇÃO: Lei 7.357/85 que absorveu as regras contidas na Lei Uniforme sobre Cheques. Resoluções do Banco Central do Brasil, tomadas por deliberação do Conselho Monetário Nacional,

Leia mais

Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA. Índice 1.

Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA. Índice 1. Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA Índice 1. Anotações de Aula 1. ANOTAÇÕES DE AULA DIREITO TRIBUTARIO NO CTN Art. 155-A CTN.

Leia mais

TÍTULOS DE CRÉDITO: UMA ANÁLISE DAS PRINCIPAIS DISPOSIÇÕES DO NOVO CÓDIGO CIVIL *

TÍTULOS DE CRÉDITO: UMA ANÁLISE DAS PRINCIPAIS DISPOSIÇÕES DO NOVO CÓDIGO CIVIL * TÍTULOS DE CRÉDITO: UMA ANÁLISE DAS PRINCIPAIS DISPOSIÇÕES DO NOVO CÓDIGO CIVIL * JEAN CARLOS FERNANDES Mestre em Direito Comercial pela UFMG Professor titular de Direito Comercial da Faculdade de Direito

Leia mais

CONTRATO SOCIAL COMO INSTRUMENTO DE CONSTITUIÇÃO DAS SOCIEDADES LIMITADAS

CONTRATO SOCIAL COMO INSTRUMENTO DE CONSTITUIÇÃO DAS SOCIEDADES LIMITADAS CONTRATO SOCIAL COMO INSTRUMENTO DE CONSTITUIÇÃO DAS SOCIEDADES LIMITADAS RENÊ GABRIEL JUNIOR Graduando do Centro Universitário São Camilo - ES INTRODUÇÃO O presente trabalho busca apresentar o contrato

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br A mudança do direito empresarial no direito brasileiro Elias Jacobsen Bana Com o advento do novo Código Civil em 2002, todo o sistema societário que antes existia passou a vigorar

Leia mais

PLANO DE ENSINO. 5. RELAÇÕES INTERDISCIPLINARES Direito constitucional, civil, processual civil, penal, processual penal.

PLANO DE ENSINO. 5. RELAÇÕES INTERDISCIPLINARES Direito constitucional, civil, processual civil, penal, processual penal. PLANO DE ENSINO 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Instituição: Universidade Alto Vale do Rio do Peixe Curso: Direito Professores: Levi Hülse Período/ Fase: 10ª Semestre: 1º Ano: 2015 Disciplina: Direito empresarial

Leia mais

PROTESTO DE TÍTULOS. Deverão ser observados os prazos prescricionais, de acordo com legislação vigente.

PROTESTO DE TÍTULOS. Deverão ser observados os prazos prescricionais, de acordo com legislação vigente. 2 PROTESTO DE TÍTULOS O protesto de títulos pode ser lavrado por falta de aceite, de devolução de duplicatas, por falta de pagamento em seu vencimento, para garantia do direito regressivo contra endossantes

Leia mais

É um título de crédito que se estrutura como ordem de pagamento. Desta forma tem-se origem a três situações jurídicas distintas:

É um título de crédito que se estrutura como ordem de pagamento. Desta forma tem-se origem a três situações jurídicas distintas: TÍTULOS DE CRÉDITO LETRA DE CÂMBIO É um título de crédito que se estrutura como ordem de pagamento. Desta forma tem-se origem a três situações jurídicas distintas: a) Sacador quem emite a ordem; b) Sacado

Leia mais

CIRCULAR Nº 3.330. Art. 2º Esta Circular entra em vigor na data de sua publicação. Este texto não substitui o publicado no DOU e no Sisbacen.

CIRCULAR Nº 3.330. Art. 2º Esta Circular entra em vigor na data de sua publicação. Este texto não substitui o publicado no DOU e no Sisbacen. CIRCULAR Nº 3.330 Altera o Regulamento do Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais (RMCCI). A Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil, em sessão extraordinária realizada em 27 de outubro de 2006,com

Leia mais

RETA FINAL - MG Disciplina: Direito Empresarial Aula nº 01 DIREITO EMPRESARIAL

RETA FINAL - MG Disciplina: Direito Empresarial Aula nº 01 DIREITO EMPRESARIAL DIREITO EMPRESARIAL 1. Atividade Empresarial ( art. 966 e ss do CC) Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br Factoring Antonio César Barros de Lima Histórico As operações de Factoring têm sua origem nos séculos XIV e XV, na Europa. O factor era um agente mercantil, que vendia mercadorias

Leia mais

Caixa Econômica Federal

Caixa Econômica Federal Turma Exercícios 01) Em relação ao Sistema Financeiro Nacional, analise as afirmativas a seguir: I - Compete ao Conselho Monetário Nacional Regular o valor externo da moeda e o equilíbrio do balanço de

Leia mais

1. Formalidade versus informalidade e a perspectiva dos Direitos Humanos

1. Formalidade versus informalidade e a perspectiva dos Direitos Humanos 1. IDENTIFICAÇÃO CÓDIGO DA DISCIPLINA: D-38 PERÍODO: 7º CRÉDITO: 04 CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 60 NOME DA DISCIPLINA: DIREITO COMERCIAL II NOME DO CURSO: DIREITO 2. EMENTA Títulos

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVII EXAME DE ORDEM UNIFICADO RETIFICAÇÃO DO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Pereira Barreto, empresário individual, falido desde 2011, teve encerrada a liquidação de todo o seu ativo abrangido pela falência. No relatório final

Leia mais

REGIMENTO DO SCPC. Rua XV de Novembro, 621 Fone: (41) 3320-2929 80020-310 Curitiba PR www.acpr.com.br

REGIMENTO DO SCPC. Rua XV de Novembro, 621 Fone: (41) 3320-2929 80020-310 Curitiba PR www.acpr.com.br REGIMENTO DO SCPC Rua XV de Novembro, 621 Fone: (41) 3320-2929 80020-310 Curitiba PR www.acpr.com.br REGIMENTO INTERNO DO SERVIÇO DE REGIMENTO INTERNO DO SERVIÇO DE PROTEÇÃO PROTEÇÃO AO AO CRÉDITO CRÉDITO

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 3.954. Altera e consolida as normas que dispõem sobre a contratação de correspondentes no País.

RESOLUÇÃO Nº 3.954. Altera e consolida as normas que dispõem sobre a contratação de correspondentes no País. RESOLUÇÃO Nº 3.954 Altera e consolida as normas que dispõem sobre a contratação de correspondentes no País. O Banco Central do Brasil, na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, torna

Leia mais

Toque 14 - FGV - Fiscal de Rendas/ MS - 2006 (2ª parte)

Toque 14 - FGV - Fiscal de Rendas/ MS - 2006 (2ª parte) Olá, pessoal! Neste Toque continuaremos a análise da prova aplicada pela FGV em 21/05/2006, que selecionou candidatos ao cargo de Fiscal de Rendas para a Secretaria de Receita e Controle do Estado do Mato

Leia mais

Excertos. Código Comercial. Carta de Lei de 28 de junho de 1888. TÍTULO I Disposições gerais. Artigo 96.º Liberdade de língua nos títulos comerciais

Excertos. Código Comercial. Carta de Lei de 28 de junho de 1888. TÍTULO I Disposições gerais. Artigo 96.º Liberdade de língua nos títulos comerciais Excertos do Código Comercial Carta de Lei de 28 de junho de 1888 Livro Segundo Dos Contratos Especiais de Comércio TÍTULO I Disposições gerais Artigo 96.º Liberdade de língua nos títulos comerciais Os

Leia mais

SUGESTÃO PARA O DESENVOLVIMENTO PROGRAMA DE ENSINO DE DIREITO COMERCIAL. Da especificação dos temas do programa proposto para o Semestre (único)

SUGESTÃO PARA O DESENVOLVIMENTO PROGRAMA DE ENSINO DE DIREITO COMERCIAL. Da especificação dos temas do programa proposto para o Semestre (único) Carga Horária Período Semestre (único) SUGESTÃO PARA O DESENVOLVIMENTO PROGRAMA DE ENSINO DE DIREITO COMERCIAL Da especificação dos temas do programa proposto para o Semestre (único) A dicotomia do Direito

Leia mais

Nas definições de título de crédito, para melhor ilustrar meus apontamentos, destaco duas:

Nas definições de título de crédito, para melhor ilustrar meus apontamentos, destaco duas: Títulos Crédito Uma visão contemporânea Introdução O Novo Código Civil (que não está tão novo assim, a Lei 10406/2002 foi sancionada em 10 de janeiro de 2002 e, de acordo com o seu Art. 2.044, entrou em

Leia mais

CRÉDITO: 04 CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 60 PERÍODO: 7º NOME DA DISCIPLINA: DIREITO COMERCIAL II NOME DO CURSO: DIREITO

CRÉDITO: 04 CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 60 PERÍODO: 7º NOME DA DISCIPLINA: DIREITO COMERCIAL II NOME DO CURSO: DIREITO 1. IDENTIFICAÇÃO CÓDIGO DA DISCIPLINA: D. 40 CRÉDITO: 04 CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 60 PERÍODO: 7º NOME DA DISCIPLINA: DIREITO COMERCIAL II NOME DO CURSO: DIREITO 2. EMENTA Títulos

Leia mais

Unidade II. A afirmação pode ser comprovada da leitura do dispositivo transcrito:

Unidade II. A afirmação pode ser comprovada da leitura do dispositivo transcrito: Unidade II 4 IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS A Constituição Federal proíbe a instituição de impostos sobre certas pessoas ou situações. Baleeiro (1976, p. 87) ensina que imunidades tributárias são: vedações absolutas

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 1.655 R E S O L V E U:

RESOLUÇÃO Nº 1.655 R E S O L V E U: 1 RESOLUÇÃO Nº 1.655 O BANCO CENTRAL DO BRASIL, na forma do artigo 9º da Lei nº 4.595, de 31.12.64, torna público que o CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL, em sessão realizada em 25.10.89, tendo em vista o disposto

Leia mais

O PROTESTO CAMBIAL INDEVIDO DOS BOLETOS BANCÁRIOS

O PROTESTO CAMBIAL INDEVIDO DOS BOLETOS BANCÁRIOS O PROTESTO CAMBIAL INDEVIDO DOS BOLETOS BANCÁRIOS Tatiana Corrêa Teixeira Acadêmica de Direito Centro Universitário Newton Paiva Resumo: O presente artigo tem a função de demonstrar os abusos cometidos

Leia mais

Global Central de Documentação e Serviços Ltda. CPR: Cédula de Produto Rural

Global Central de Documentação e Serviços Ltda. CPR: Cédula de Produto Rural 2012 Global Central de Documentação e Serviços Ltda. CPR: Cédula de Produto Rural CPR: Cédula de Produto Rural CPR é um título cambial e declaratório com as seguintes características: É título líquido

Leia mais

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO PROJETO DE LEI N o 4.804-A, DE 2001 Dispõe sobre a atividade de empresa emissora de cartão de crédito, e dá outras providências. Autor: Deputado

Leia mais

Pessoa Jurídica de Direito Privado como Sujeito de Direitos e Obrigações

Pessoa Jurídica de Direito Privado como Sujeito de Direitos e Obrigações 1 Pessoa Jurídica de Direito Privado como Sujeito de Direitos e Obrigações Maria Bernadete Miranda Mestre em Direito das Relações Sociais, sub-área Direito Empresarial, pela Pontifícia Universidade Católica

Leia mais

Pagamento Direto a Subcontratados em Empreitada de Obra Pública

Pagamento Direto a Subcontratados em Empreitada de Obra Pública Pagamento Direto a Subcontratados em Empreitada de Obra Pública Antônio Carlos Cintra do Amaral Indaga-me a Consulente se pode estabelecer, em contrato de empreitada para execução de obras e serviços em

Leia mais

CURSO ONLINE - DIREITO COMERCIAL(EMPRESARIAL) AFRFB/AFT 2013 PROFESSORES LUCIANO OLIVEIRA E CADU CARRILHO AULA 04

CURSO ONLINE - DIREITO COMERCIAL(EMPRESARIAL) AFRFB/AFT 2013 PROFESSORES LUCIANO OLIVEIRA E CADU CARRILHO AULA 04 Olá, amigo(a) concurseiro(a)! Iniciaremos agora a Aula 04 de Direito Comercial(Empresarial) para AFRFB e AFT 2013. A aula de hoje versará sobre o item 7 do edital: 7. Nota promissória. Cheque. Duplicata.

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.228.173 - MT (2010/0215316-5) RELATOR : MINISTRO PAULO DE TARSO SANSEVERINO RECORRENTE : SIRIANNI E SIRIANNI LTDA ADVOGADO : MARCELO MARTINS DE OLIVEIRA RECORRIDO : ELÉTRICA SERPAL

Leia mais

PROJETO DE PESQUISA. Faculdade de Direito de Campos. Direito Civil. Contratos. Fiança no Contrato de Locação Urbana

PROJETO DE PESQUISA. Faculdade de Direito de Campos. Direito Civil. Contratos. Fiança no Contrato de Locação Urbana PROJETO DE PESQUISA Faculdade de Direito de Campos Direito Civil Contratos Fiança no Contrato de Locação Urbana Ana Luiza P. Machado Bárbara Tavares Caldas Fábia Santos Pereira Campos, 2006 ASSUNTO: Direito

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Mate Gelado Refrescos Ltda. celebrou contrato de compra e venda com Águas Minerais da Serra S.A., pelo qual esta deveria fornecer 100 (cem) litros d água por dia

Leia mais

R E S O L V E U: Art. 2. A sociedade corretora tem por objeto social:

R E S O L V E U: Art. 2. A sociedade corretora tem por objeto social: RESOLUCAO 1.655 --------------- O BANCO CENTRAL DO BRASIL, na forma do artigo 9. da Lei n. 4.595, de 31.12.64, torna público que o CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL, em sessão realizada em 25.10.89, tendo em

Leia mais

INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONSTITUIÇÃO DA SOCIEDADE LIMITADA EMPRESA 1

INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONSTITUIÇÃO DA SOCIEDADE LIMITADA EMPRESA 1 INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONSTITUIÇÃO DA SOCIEDADE LIMITADA EMPRESA 1 Pelo presente instrumento particular, atendendo as formalidades legais, SÓCIA 2; SÓCIO 2, resolvem constituir uma sociedade limitada,

Leia mais

TÍTULOS DE CRÉDITO ELETRÔNICOS

TÍTULOS DE CRÉDITO ELETRÔNICOS TÍTULOS DE CRÉDITO ELETRÔNICOS TÍTULOS DE CRÉDITO Conhecida é a definição de TÍTULO DE CRÉDITO dada por Cesare Vivante e adotada em nosso Código Civil, no sentido de que título de crédito é o documento

Leia mais

Da Permissibilidade de os Casados Prestarem Aval e Fiança, as Regras Cambiárias e seus Efeitos no Novo Código Civil

Da Permissibilidade de os Casados Prestarem Aval e Fiança, as Regras Cambiárias e seus Efeitos no Novo Código Civil Da Permissibilidade de os Casados Prestarem Aval e Fiança, as Regras Cambiárias e seus Efeitos no Novo Código Civil Ricardo Z. Affonso Especialista em Direito Comercial e Tributário. M uito tem sido falado

Leia mais

Repercussões do novo CPC para o Direito Contratual

Repercussões do novo CPC para o Direito Contratual Repercussões do novo CPC para o Direito Contratual O NOVO CPC E O DIREITO CONTRATUAL. PRINCIPIOLOGIA CONSTITUCIONAL. REPERCUSSÕES PARA OS CONTRATOS. Art. 1 o O processo civil será ordenado, disciplinado

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI N o 5.731, DE 2009 Altera as Leis n.ºs 8.218, de 29 de agosto de 1991, e 10.406, de 10 de janeiro de 2002 Código Civil, para permitir a

Leia mais

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I Da Fatura e da Duplicata

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I Da Fatura e da Duplicata LEI Nº 5.474, DE 18 DE JULHO DE 1968. Dispõe sôbre as Duplicatas, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO

Leia mais

PROVA SIMULADA Conhecimentos Bancários Elaborada pelo professor Carlos Arthur Newlands Junior*

PROVA SIMULADA Conhecimentos Bancários Elaborada pelo professor Carlos Arthur Newlands Junior* Publicado em 2 de março de 2007 PROVA SIMULADA Conhecimentos Bancários Elaborada pelo professor Carlos Arthur Newlands Junior* 1. Sabemos que o Banco Central exige que os bancos mantenham um nível mínimo

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL PEÇA PROFISSIONAL Espera-se que o(a) examinando(a) elabore ação revocatória, com fulcro no art. 130 e ss. da Lei n. o 11.101/2005: São revogáveis os atos praticados com a intenção de prejudicar credores,

Leia mais

LEI N 5.474 - DE 18 DE JULHO DE 1968. Dispõe sobre as Duplicatas, e dá outras providências. Capítulo I - DA FATURA E DA DUPLICATA

LEI N 5.474 - DE 18 DE JULHO DE 1968. Dispõe sobre as Duplicatas, e dá outras providências. Capítulo I - DA FATURA E DA DUPLICATA LEI N 5.474 - DE 18 DE JULHO DE 1968. Dispõe sobre as Duplicatas, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Capítulo

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China CONVENÇÃO SOBRE A LEI APLICÁVEL AOS CONTRATOS DE COMPRA E VENDA INTERNACIONAL DE MERCADORIAS (Concluída em 22 de dezembro de 1986) Os Estados-Partes da presente Convenção, Desejando unificar as regras

Leia mais

REGULAMENTO DO MERCADO DE CÂMBIO E CAPITAIS INTERNACIONAIS TÍTULO : 1 - Mercado de Câmbio CAPÍTULO : 11 - Exportação SEÇÃO : 1 - Disposições Gerais

REGULAMENTO DO MERCADO DE CÂMBIO E CAPITAIS INTERNACIONAIS TÍTULO : 1 - Mercado de Câmbio CAPÍTULO : 11 - Exportação SEÇÃO : 1 - Disposições Gerais SEÇÃO : 1 - Disposições Gerais 1. Este capítulo dispõe sobre as operações no mercado de câmbio relativas às exportações brasileiras de mercadorias e de serviços. 2. O exportador de mercadorias ou de serviços

Leia mais

Realizado por: Joana Fernandes nº 9 10º S

Realizado por: Joana Fernandes nº 9 10º S Realizado por: Joana Fernandes nº 9 10º S Índice Introdução..3 O que é um banco e a importância da actividade bancária no desenvolvimento de outras actividades. 4 Operações de credito 5 Tipos de contas

Leia mais

Contratos em língua estrangeira

Contratos em língua estrangeira BuscaLegis.ccj.ufsc.br Contratos em língua estrangeira Marcelo Camargo de Brito advogado em São Paulo (SP), atuante nas áreas cível e empresarial, pós-graduando em Direito Tributário pela UNAMA/LFG/IOB/UVB

Leia mais

Os bens e direitos formam o ativo. As obrigações, o passivo exigível (ou simplesmente o passivo).

Os bens e direitos formam o ativo. As obrigações, o passivo exigível (ou simplesmente o passivo). Módulo 2 O Patrimônio Conceito. Estão compreendidas no campo de atuação do contabilista as atividades de estudo, controle, exposição e análise do patrimônio, de maneira a poder informar a situação patrimonial

Leia mais

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Paraná 2ª TURMA RECURSAL JUÍZO A

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Paraná 2ª TURMA RECURSAL JUÍZO A JUIZADO ESPECIAL (PROCESSO ELETRÔNICO) Nº200770530011010/PR RELATORA : Juíza Ana Carine Busato Daros RECORRENTE : JUAREZ FIGUEIREDO RECORRIDO : CAIXA ECONOMICA FEDERAL E NASCIMENTO & CÉSAR LTDA EPP VOTO

Leia mais

Pessoa jurídica. Administração. Direito Societário: sociedade simples e sociedade empresarial. Classificação das pessoas jurídicas

Pessoa jurídica. Administração. Direito Societário: sociedade simples e sociedade empresarial. Classificação das pessoas jurídicas Administração Profa.: Barbara Mourão dos Santos Direito Societário: sociedade simples e sociedade empresarial Pessoa jurídica Agrupamento de pessoas físicas e/ou jurídicas que tem o seu ato constitutivo

Leia mais

REDAÇÃO OFICIAL LEIS

REDAÇÃO OFICIAL LEIS REDAÇÃO OFICIAL LEIS Lei Ordinária Definição A lei ordinária é um ato normativo primário e contém, em regra, normas gerais e abstratas. Embora as leis sejam definidas, normalmente, pela generalidade e

Leia mais

23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares

23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares 23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer disposições comuns para regulamentar o

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º 6.525, DE 2013 (Do Sr. Carlos Bezerra)

PROJETO DE LEI N.º 6.525, DE 2013 (Do Sr. Carlos Bezerra) CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI N.º 6.525, DE 2013 (Do Sr. Carlos Bezerra) Altera a Lei nº 9.514, de 20 de novembro de 1997, que "Dispõe sobre o Sistema de Financiamento Imobiliário, institui a alienação

Leia mais

LEGALIZAÇÃO E IMPUTAÇÃO DE AUTORIA EM DOCUMENTOS DIGITAIS

LEGALIZAÇÃO E IMPUTAÇÃO DE AUTORIA EM DOCUMENTOS DIGITAIS LEGALIZAÇÃO E IMPUTAÇÃO DE AUTORIA EM DOCUMENTOS DIGITAIS Angelo Volpi Neto angelo@volpi.not.br www.volpi.not.br LEGALIDADE DOCUMENTOS DIGITAIS Cod. Civil art. 225. As reproduções fotográficas, cinematográficas,

Leia mais

PLANO DE ENSINO. 5. RELAÇÕES INTERDISCIPLINARES Direito constitucional, civil, processual civil, penal, processual penal.

PLANO DE ENSINO. 5. RELAÇÕES INTERDISCIPLINARES Direito constitucional, civil, processual civil, penal, processual penal. PLANO DE ENSINO 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Instituição: Universidade Alto Vale do Rio do Peixe Curso: Direito Professores: Evandro Muniz Período/ Fase: 10ª Semestre: 2º Ano: 2012 Disciplina: Direito empresarial

Leia mais

Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ Brasil S/A

Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ Brasil S/A 1. PARTES CONVÊNIO PARA UTILIZAÇÃO DO SISTEMA INTERNET BANKING (CORRETORA DE CÂMBIO) O presente Convênio disciplina o uso pela CORRETORA de CÂMBIO do Sistema INTERNET BANKING ( INTERNET BANKING CORRETORA

Leia mais

Contas a Pagar e Contas a receber

Contas a Pagar e Contas a receber Treinamento Financeiro Contas a Pagar e Contas a receber Jéssica Rodrigues Pedro Amauri 1 Duplicatas O que são duplicatas? A duplicata mercantil ou simplesmente duplicata é uma espécie de título de crédito

Leia mais

ÍNDICE SUMÁRIO PARTE I DOUTRINA. Capítulo I Títulos de Crédito... 27

ÍNDICE SUMÁRIO PARTE I DOUTRINA. Capítulo I Títulos de Crédito... 27 Títulos de Crédito, Aval, Endosso, Cessão e Fiança 11 ÍNDICE SUMÁRIO PARTE I DOUTRINA Capítulo I Títulos de Crédito..................................................... 27 Ação regressiva no título de

Leia mais

21. Convenção sobre a Administração Internacional de Heranças

21. Convenção sobre a Administração Internacional de Heranças 21. Convenção sobre a Administração Internacional de Heranças Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer disposições comuns a fim de facilitar a administração internacional de

Leia mais

CONDIÇÕES GERAIS DO CONTRATO

CONDIÇÕES GERAIS DO CONTRATO CONFIANET CERTIFICAÇÕES S.A. INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONTRATO DE LICENCIAMENTO DE USO DE SOFTWARE DE CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE COMERCIAL CONDIÇÕES GERAIS DO CONTRATO O presente instrumento faz parte

Leia mais