TEORIA GERAL DOS TÍTULOS DE CRÉDITO

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1 29 TEORIA GERAL DOS TÍTULOS DE CRÉDITO SUMÁRIO: Teoria geral dos títulos de crédito O crédito Conceito geral dos títulos de crédito Características dos títulos de crédito: a) Literalidade; b) Autonomia; c) Cartularidade Independência Abstração Natureza comercial dos títulos de crédito Teoria de Vivante Outras teorias: de Einnert, de Savigny, de Schweppe, de Von Ihering Teoria da criação Teoria da emissão A teoria adotada pelo direito brasileiro Inoponibilidade das exceções O título de crédito não opera novação do crédito anterior. Classificação dos títulos de crédito Classificação quanto ao conteúdo e natureza Classificação quanto ao modo de circulação Títulos ao portador Títulos nominativos Títulos à ordem Conversibilidade dos títulos de crédito Títulos de crédito conhecidos no direito brasileiro. TEORIA GERAL DOS TÍTULOS DE CREDITO 503. O CREDITO. Precedendo à dissertação sobre a teoria geral dos títulos de crédito é interessante recordar algumas noções de crédito como fenómeno económico. Gide, em seu Compêndio de Economia Política, tão divulgado didaticamente em nosso país, conceitua o crédito como o alargamento da troca. "A troca no tempo, em lugar de ser no espaço", escrevia o economista francês, acrescentando que a venda a prazo e o empréstimo constituem precisamente as suas duas formas essenciais. São caracteres essenciais do crédito, primeiro, o consumo da coisa vendida ou emprestada e, segundo, a espera da coisa nova destinada a substituí-la. 379

2 O crédito importa um ato de fé, de confiança, do credor. Daí a origem etimológica da palavra creditum, credere. Não configura o crédito um agente de produção, pois consiste apenas em transferir a riqueza de A para B. Ora, transferir evidentemente não é criar, nem produzir. "O crédito não cria capitais, como a troca não cria mercadorias", sustentava Stuart Mill. "O crédito não é mais do que a permissão para usar do capital alheio." Disse Vivante que o crédito chegou a ser na economia moderna um objeto de comércio, um valor patrimonial suscetível de troca, e que se retrocederia no processo histórico, que produziu esse resultado, se se devolvesse aos contratantes a faculdade de vincular o crédito à pessoa do credor. A ilusão de que o crédito multiplica o capital se deve precisamente à criação dos títulos de crédito. Não fossem estes e o capital emprestado, saindo das mãos do mutuante, não seria mais suscetível de mobilização. O título ou cártula, o papel, enfim, que contém o valor do empréstimo, torna-se negociável. É um capital de certa forma, pois o detentor pode transformá-lo novamente em dinheiro. Não constitui dinheiro para a massa de capitais globais de um país. Permite, o título de crédito, a possibilidade de se obter, em sua troca, outro capital em substituição àquele que se tinha emprestado anteriormente. Sem dúvida, devido à criação dos títulos de crédito, os capitais, pela rápida circulação, tornam-se mais úteis e, portanto, mais produtivos, permitindo que deles melhor se disponha, a serviço da produção de riqueza. Compreende-se, assim, a enorme importância que adquiriram os títulos de crédito na economia atual, tornando seu estudo um dos pontos altos do moderno direito comercial. Difícil, no direito romano, era a circulação dos capitais através do crédito. A obrigação constituía, em princípio, um elo pessoal entre credor e devedor. Segundo a forte expressão dos glosadores, a obrigação aderia ao corpo do devedor, ossibus haeret. No primitivo direito romano o credor não se podia cobrar nos bens do devedor; daí a forma de cobrança cruel, admitida na Lei das XII Tábuas, que consistia em matar o devedor (in partes secare), ou vendê-lo como escravo trans Tiberim. Mais tarde, com a Lex Papiria, a garantia pessoal e corporal do devedor foi substituída pela de seu património, embora permanecesse muito formal a transmissão do crédito através da cessão, que importava, como ainda hoje, a notificação do devedor. Na Idade Média, devido à maior intensidade e desenvolvimento do tráfico mercantil, procurou-se simplificar a circulação de capitais, através do aperfeiçoamento dos títulos de crédito, surgindo a letra de câmbio. Desde então difundiu-se o uso dos títulos de crédito sob vários tipos e espécies CONCEITO GERAL DOS TÍTULOS DE CREDITO. O jurista germânico Brunner havia definido os títulos de crédito como o "documento de um direito privado que não se pode exercitar, se não se dispõe do título". Vivante achou a definição insuficiente, pois lhe faltavam elementos essenciais, que são os verdadeiros fundamentos dos títulos de crédito, isto é, o caráter literal e o caráter autónomo, de que eles se revestem. Acrescendo ao enunciado de Brunner esses dois conceitos, Vivante formulou a sua célebre definição, geralmente considerada perfeita: Título de crédito é um documento necessário para o exercício do direito literal e autónomo nele mencionado. Essa definição, concisa e precisa, foi adotada pelo Código Civil, em nosso país, cujo art. 887 propõe: "O título de crédito, documento necessário ao exercício do direito literal e autónomo nele contido, somente produz efeito quando preencha os requisitos da lei". Discute-se sobre a posição dos títulos de crédito em face da classificação geral, no direito privado. Em que ramo devem eles figurar? Vivante considera que devam ser classificados no "direito das coisas", ao passo que Bonelli os vê mais adequadamente colocados no "direito das obrigações". Em nosso país, Inglez de Souza, no Projeto de 1912, os incluía entre as "coisas", ao passo que Otávio Mendes sustentava que pertenciam ao "direito das coisas", mas depois de vencidos pertenciam ao "direito das obrigações"... O Código Civil incorpora sua disciplina no Livro I, da Parte Especial, dedicada ao "direito das obrigações". O Título VIII desse Livro regula as disposições gerais dos títulos de crédito e as formas ao portador, à ordem e nominativas. O Código Civil, segundo o art. 903, rege os títulos de crédito, ressalvada disposição diversa de lei especial. As normas do Código têm natureza suplementar, como se previu no projeto, pois não revogam as leis especiais que regulam os títulos de créditos, como a Lei Uniforme de Genebra, Lei do Cheque, das Duplicatas e outras leis que disciplinam os inúmeros títulos de créditos, próprios ou impróprios, brasileiros CARACTERÍSTICAS DOS TÍTULOS DE CREDITO. A definição de Vivante merece ser analisada mais a fundo, dadas as luzes com que ilumina a matéria. Dela defluem três requisitos básicos do título: a) a literalidade; b) a autonomia; c) a cartularidade (documento). Poderse-ia admitir mais um elemento, que, todavia, não é geral a independência ou substantividade. a) Literalidade. O título é literal porque sua existência se regula pelo teor de seu conteúdo. O título de crédito se enuncia em um escrito, e somente o que está nele inserido se leva em consideração; uma obrigação que dele não conste, embora sendo expressa em documento separado, nele não se integra. 381

3 O crédito importa um ato de fé, de confiança, do credor. Daí a origem etimológica da palavra creditum, credere. Não configura o crédito um agente de produção, pois consiste apenas em transferir a riqueza de A para B. Ora, transferir evidentemente não é criar, nem produzir. "O crédito não cria capitais, como a troca não cria mercadorias", sustentava Stuart Mill. "O crédito não é mais do que a permissão para usar do capital alheio." Disse Vivante que o crédito chegou a ser na economia moderna um objeto de comércio, um valor patrimonial suscetível de troca, e que se retrocederia no processo histórico, que produziu esse resultado, se se devolvesse aos contratantes a faculdade de vincular o crédito à pessoa do credor. A ilusão de que o crédito multiplica o capital se deve precisamente à criação dos títulos de crédito. Não fossem estes e o capital emprestado, saindo das mãos do mutuante, não seria mais suscetível de mobilização. O título ou cártula, o papel, enfim, que contém o valor do empréstimo, torna-se negociável. É um capital de certa forma, pois o detentor pode transformá-lo novamente em dinheiro. Não constitui dinheiro para a massa de capitais globais de um país. Permite, o título de crédito, a possibilidade de se obter, em sua troca, outro capital em substituição àquele que se tinha emprestado anteriormente. Sem dúvida, devido à criação dos títulos de crédito, os capitais, pela rápida circulação, tornam-se mais úteis e, portanto, mais produtivos, permitindo que deles melhor se disponha, a serviço da produção de riqueza. Compreende-se, assim, a enorme importância que adquiriram os títulos de crédito na economia atual, tornando seu estudo um dos pontos altos do moderno direito comercial. Difícil, no direito romano, era a circulação dos capitais através do crédito. A obrigação constituía, em princípio, um elo pessoal entre credor e devedor. Segundo a forte expressão dos glosadores, a obrigação aderia ao corpo do devedor, ossibus haeret. No primitivo direito romano o credor não se podia cobrar nos bens do devedor; daí a forma de cobrança cruel, admitida na Lei das XII Tábuas, que consistia em matar o devedor (in partes secare}, ou vendê-lo como escravo trans Tiberim. Mais tarde, com a Lex Papiria, a garantia pessoal e corporal do devedor foi substituída pela de seu património, embora permanecesse muito formal a transmissão do crédito através da cessão, que importava, como ainda hoje, a notificação do devedor. Na Idade Média, devido à maior intensidade e desenvolvimento do tráfico mercantil, procurou-se simplificar a circulação de capitais, através do aperfeiçoamento dos títulos de crédito, surgindo a letra de câmbio. Desde então difundiu-se o uso dos títulos de crédito sob vários tipos e espécies CONCEITO GERAL DOS TÍTULOS DE CREDITO. O jurista germânico Brunner havia definido os títulos de crédito como o "documento de um direito privado que não se pode exercitar, se não se dispõe do título". Vivante achou a definição insuficiente, pois lhe faltavam elementos essenciais, que são os verdadeiros fundamentos dos títulos de crédito, isto é, o caráter literal e o caráter autónomo, de que eles se revestem. Acrescendo ao enunciado de Brunner esses dois conceitos, Vivante formulou a sua célebre definição, geralmente considerada perfeita: Título de crédito é um documento necessário para o exercício do direito literal e autónomo nele mencionado. Essa definição, concisa e precisa, foi adotada pelo Código Civil, em nosso país, cujo art. 887 propõe: "O título de crédito, documento necessário ao exercício do direito literal e autónomo nele contido, somente produz efeito quando preencha os requisitos da lei". Discute-se sobre a posição dos títulos de crédito em face da classificação geral, no direito privado. Em que ramo devem eles figurar? Vivante considera que devam ser classificados no "direito das coisas", ao passo que Bonelli os vê mais adequadamente colocados no "direito das obrigações". Em nosso país, Inglez de Souza, no Projeto de 1912, os incluía entre as "coisas", ao passo que Otávio Mendes sustentava que pertenciam ao "direito das coisas", mas depois de vencidos pertenciam ao "direito das obrigações"... O Código Civil incorpora sua disciplina no Livro I, da Parte Especial, dedicada ao "direito das obrigações". O Título VIII desse Livro regula as disposições gerais dos títulos de crédito e as formas ao portador, à ordem e nominativas. O Código Civil, segundo o art. 903, rege os títulos de crédito, ressalvada disposição diversa de lei especial. As normas do Código têm natureza suplementar, como se previu no projeto, pois não revogam as leis especiais que regulam os títulos de créditos, como a Lei Uniforme de Genebra, Lei do Cheque, das Duplicatas e outras leis que disciplinam os inúmeros títulos de créditos, próprios ou impróprios, brasileiros CARACTERÍSTICAS DOS TÍTULOS DE CREDITO. A definição de Vivante merece ser analisada mais a fundo, dadas as luzes com que ilumina a matéria. Dela defluem três requisitos básicos do título: a) a literalidade; b) a autonomia; c) a cartularidade (documento). Poderse-ia admitir mais um elemento, que, todavia, não é geral a independência ou substantividade. a) Literalidade. O título é literal porque sua existência se regula pelo teor de seu conteúdo. O título de crédito se enuncia em um escrito, e somente o que está nele inserido se leva em consideração; uma obrigação que dele não conste, embora sendo expressa em documento separado, nele não se integra. 381

4 b) Autonomia. Diz-se que o título de crédito é autónomo (não em relação à sua causa como às vezes se tem explicado), mas, segundo Vivante, porque o possuidor de boa-fé exercita um direito próprio, que não pode ser restringido ou destruído em virtude das relações existentes entre os anteriores possuidores e o devedor. Cada obrigação que deriva do título é autónoma em relação às demais. c) Cartularidade (documento necessário). O título de crédito se assenta, se materializa, numa cártula, ou seja, num papel ou documento. Para o exercício do direito resultante do crédito concedido torna-se essencial a exibição do documento. O documento é necessário para o exercício do direito de crédito. Sem a sua exibição material não pode o credor exigir ou exercitar qualquer direito fundado no título de crédito. Vivante, com esse conceito, substitui o vulgar, que combate, pelo qual se afirma que o direito está incorporado ao título INDEPENDÊNCIA. Existem muitos títulos, como acentua Vivante, que intensificam uma qualidade particular, que é a independência. São títulos de crédito regulados pela lei, de forma a se bastarem a si mesmos. Não se integram, não surgem nem resultam de nenhum outro documento. Não se ligam ao ato originário de onde provieram. É o caso da letra de câmbio. Não se admite a independência como um característico geral, pois existem muitos títulos de crédito que se referem a contratos que lhes deram origem, como as ações das sociedades anónimas, que se fundam e se vinculam ao ato de constituição da sociedade anónima ABSTRAÇÃO. Vivante ainda explica que os títulos de crédito podem circular como documentos abstratos, sem ligação com a causa a que devem sua origem. A causa fica fora da obrigação, como no caso da letra de câmbio e notas promissórias. A índole abstrata do crédito não é essencial ao título de crédito, reafirma o grande comercialista. É bom acentuar que a obrigação abstrata ocorre apenas quando o título está em circulação, isto é, "quando põe em relação duas pessoas que não contrataram entre si, encontrando-se uma em frente da outra, em virtude apenas do título". Isso, como veremos, constitui o âmago da teoria de Vivante NATUREZA COMERCIAL DOS TÍTULOS DE CRÉDITO. Desde o Regulamento n se incluíam na jurisdição comercial as questões relativas a títulos da dívida pública e letras de câmbio. Aplicando-se a 382 extensão analógica a outros institutos afins, a jurisdição comercial abrangia os títulos de crédito, que assim se entendiam como integrantes da matéria comercial. Seu estudo pertence, portanto, ao âmbito do direito comercial. Hoje, porém, existem títulos de crédito de natureza civil, por imposição da lei, embora se lhes aplique subsidiariamente a legislação cambial. Títulos de crédito de natureza civil são os definidos no Decreto-lei n e 167, de 14 de fevereiro de 1967, que dispõe sobre títulos de crédito rural, cujo art. 10 os define (cédulas de crédito rural) como títulos civis, líquidos e certos. Embora tais títulos sejam declarados pela lei títulos de crédito civis, não deixaremos, para manter a unidade do estudo dos títulos de crédito, de abordá-los neste livro* TEORIA DE VIVANTE. Começa Vivante por indagar como se explica a posição jurídica diversa entre o devedor que emite o título de' crédito e o credor que lhe está à frente, e aquele a quem este transferiu o título. Se se considera, comenta o autor, como fundamento da obrigação (do devedor versus credor originário) o contrato, não se explica como o devedor perde a faculdade de opor ao terceiro possuidor do título os vícios que suprimem a obrigação; se for explicado como resultante da vontade unilateral do devedor, não se explica por que pode opor ao seu credor todas as exceções procedentes do contrato que deu origem ao crédito... Não é possível, pois, estabelecer critério unitário para dar explicação a questão tão complexa. Por isso Vivante desdobra a relação jurídica em duas partes, formulando sua teoria, baseada em um duplo sentido da vontade, o que lhe valeu a crítica de Bonelli. Tomamos de Vivante as suas próprias palavras: "Para explicar a posição distinta do devedor, há que penetrar nos motivos de sua vontade, fazer a análise destg vontade, que é o fundamento da obrigação, e reconhecer que se ele, para obter o benefício do crédito, quis dar à outra parte, seja vendedor ou mutuante, um título apto para a circulação, quis também, não obstante, conservar intatas contra ele as defesas que o direito comum proporciona. Mas a disciplina do título deve adaptar-se a essa diferente direção da vontade que lhe deu origem, devendo a condição de devedor regular-se conforme a relação jurídica total que deu origem ao título, quando se encontra ante aquele com quem o negociou; e se deve, em troca, ajustar a sua vontade unilateral, tal como se manifestou no título, quando se encontra frente aos subsequentes portadores de boa-fé". * A distinção desaparece com a edição do Código Civil de

5 Assim, em relação ao seu credor, o devedor do título se obriga por uma relação contratual, motivo por que contra ele mantém intatas as defesas pessoais que o direito comum lhe assegura; em relação a terceiros, o fundamento da obrigação está na sua firma (do emissor), que expressa sua vontade unilateral de obrigar-se e essa manifestação não deve defraudar as esperanças que desperta em sua circulação". Essa teoria foi saudada como "definitiva para a ciência" por Bolaffío e Segre. Bonelli, como já enunciamos, a contestou, considerando-a ilógica - contrária à lógica jurídica devido admitir o duplo sentido da vontade. Vivante, com vantagem, contraditou, demonstrando que na sociedade comercial e na representação é comum esse duplo sentido da vontade OUTRAS TEORIAS. Pelas simples anotações já apresentadas, podemos perceber como é fascinante o estudo dos títulos de crédito, na sua essência. Convém conhecer outras teorias, de diferentes juristas, que tentam desvendar-lhes os mistérios. Einnert. O grande jurista alemão considerava a cambial como o "papelmoeda dos comerciantes" (Papier-Geldstheorie). Emitida a promessa ao público, cria-se neste a fé no pagamento, de acordo com as cláusulas apostas no título, e daí a existência do direito autónomo. Se houvesse contrato, expressa Einnert, não se poderia conceber a autonomia. Kuntze aprofundou a teoria incutindo-lhe um pouco do pensamento moderno no sentido de que o título não é simples documento probatório: a) é veículo de promessa; b) a promessa de pagamento é abstrata; independe da relação fundamental; c) não se trata de contrato, mas de promessa unilateral. O título para esses autores surge de uma promessa unilateral. Savigny, seguido por Jolly, Goldschmidt e Unger. Parte Savigny da ideia de que quem emite o título geralmente o faz em massa; o emissor visa o contrato cum incerta persona e incorpora a dívida no papel. "Como verdadeiro credor", diz o jurista, "é preciso considerar, em todos os casos, ** O conceito de autonomia recebeu exame judicial, frente a caso concreto, pelo Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do Recurso Especial n /RS, Relator o Ministro Jorge Scartezzini, 4 a Turma, acórdão publicado no Diário da Justiça da União de l 2 de agosto de 2006, p. 452, no qual se entendeu que "A autonomia própria dos títulos de crédito consiste em reflexo da respectiva negociabilidade, é dizer, a abstração somente se verifica à vista da circulação da cambial; a não-comercialização do título lastreado em negócio jurídico presume a sua emissão em garantia da avença (acessoriedade), destituído de seus caracteres cambiados e maculado pelos vícios atinentes à relação negociai originária". 384 o proprietário do papel. A posse de fato está sempre unida à presunção de propriedade." Schweppe. Cria esse autor a teoria da personificação do título. É curiosa. O titular do direito é o título mesmo, que se personifica no momento da criação. O título emitido não é cousa, mas pessoa. Foi seguida por Bekker. Saleilles a combateu, porque "as coisas materiais não podem ser sujeitos de direito, por si próprias, e não pode haver crédito sem credor". Von Ihering. Enunciou o famoso jurista a teoria do germe. O credor é o último portador. A declaração de vontade do emissor produz imediatamente um vínculo passivo da obrigação, porém não o direito de crédito correspondente; durante a circulação este existe em germe, em potencial, não pertence porém ao património de ninguém. Amadurece quando deixa de circular. Vivante a classificou como artificiosa, e pergunta: os milhões de títulos nas Bolsas, objeto do comércio, não existem? Vejamos, nesta análise perfurrctória das teorias, duas que são das mais expressivas, e que dividem as preferências da legislação positiva dos países modernos: a teoria da criação e a teoria da emissão TEORIA DA CRIAÇÃO. Essa teoria tem como paladinos Siegel e Kuntze, seguidos por Bruschettinni, Bonelli, Navarrini e outros. O direito deriva da criação do título. O subscritor dispõe de um elemento de seu património; fez para a vida o que, por um testamento, faria para efeitos post mortem: dispor dos próprios bens. O título é como o testamento: tem valor próprio, dispensa e lhe repugna o acordo de vontades. O emissor fica ligado a sua assinatura, e obrigado para o futuro portador, credor eventual e indeterminado. Só com o aparecimento desse futuro detentor é que nasce a obrigação. Otávio Mendes criticou essa teoria, que confunde criação do título com nascimento da obrigação. Assim, para Kuntze, com a entrada em circulação do título nasce a obrigação; com a concepção do escrito nasce, apenas, o título. A consequência da teoria da criação é severa e grave. O título roubado ou perdido, antes da emissão, mas após a criação, leva consigo a obrigação do subscritor. Essa teoria foi adotada em grande parte pelo Código Civil alemão. Como comentou Pontes de Miranda, em mãos do subscritor o título, segundo essa teoria, já é um valor patrimonial e prestes a se tornar fonte de direito de crédito. A vontade do devedor já não importa para tal efeito obrigacional: o título é que o produz... É o título que cria a dívida. A única condição que se impõe a sua eficácia é a posse pelo primeiro portador, qualquer que seja ela. 385

6 512. TEORIA DA EMISSÃO. Foi defendida por Stobbe e Windscheid. Sustenta essa teoria que do ato da criação, isto é, da assinatura do título, não pode surgir vínculo algum, porque a redação e subscrição não patenteiam ainda a vontade de se obrigar. Só após o abandono voluntário da posse, seja por ato unilateral, seja por tradição, é que nasce a obrigação do subscritor. Sem emissão voluntária não se forma o vínculo. Se o título foi posto fraudulentamente em circulação, não subsiste a obrigação A TEORIA ADOTADA PELO DIREITO BRASILEIRO. Muito embora as teorias estudadas sobre títulos de crédito digam respeito a todas as suas formas, mais se acentuam e aproveitam em relação aos títulos de crédito ao portador. O antigo Código Civil brasileiro disciplinou os títulos de crédito ao portador, embora fosse muito criticada a inclusão dessa matéria em seu âmbito. Considerou-os não como resultantes de relação contratual, mas de declaração unilateral da vontade. Por isso alinhou-os sob o título Das Obrigações por Declaração Unilateral da Vontade, ao lado do capítulo "Da Promessa de Recompensa". A esse respeito Clóvis Beviláqua comentou: "Depois de longas, eruditas e acaloradas discussões, chegou afinal a doutrina jurídica a fixar-se na explicação do mecanismo do título ao portador pela eficácia da declaração unilateral da vontade. Somente ela explica a relação direta entre o devedor e o portador do título, fazendo-se tabula rasa de todos os precedentes possuidores, de modo a poder-se dizer que o direito de todos os portadores é igual e simultâneo, para significar que a obrigação da parte do emissor permanece íntegra a todo o momento, perante quem quer que apresente o documento, onde ela se incorpora; ou para exprimir que a vontade do subscritor, depois de assumir a obrigação, se conserva em passividade receptiva, à espera de quem se lhe apresente a exigir-lhe o cumprimento da promessa; ou para dar a entender que entre o obrigado e o primeiro detentor do título não há vínculo obrigatório pessoal, nem tampouco entre eles e os sucessivos portadores. O credor é uma pessoa incerta, que se determina pela apresentação do título". Não é fácil, por outro lado, situar a doutrina do Código de 1916 entre as teorias da criação ou da emissão. Clóvis, ao estudar a reivindicação dos títulos ao portador, revela que "fundiram-se em nosso direito doutrinas divergentes". Em face dos diversos dispositivos legais, com efeito, ora aparece-nos a teoria da emissão, ora a da criação. Tomemos como exemplo o disposto no art , que dizia: "A obrigação do emissor subsiste, ainda que o título tenha entrado em circulação contra a sua vontade". Isso é pura teoria 386 da criação, na qual se integra a obrigação pela simples assinatura do subscritor no título, pouco importando que o tenha feito circular. Os autores indicam o art. 794 do Código Civil alemão, inspirado nessa teoria, como fonte do dispositivo de nossa lei: "O emissor de um título ao portador se acha obrigado, ainda se lhe foi roubado, se lhe foi extraviado ou de qualquer outro modo foi posto em circulação contra sua vontade..." 1. Se assim fosse, não impedia a lei civil que o subscritor ou portador pudesse reavê-lo das mãos desonestas, o que lhe facultava o art , embora nada pudesse intentar contra o terceiro de boa-fé, a cujas mãos veio ter o título. A possibilidade de reaver o título, posto a circular indevidamente, nos aproxima da teoria da emissão... O Código Civil atual, no art. 909 e parágrafo único, tem disposição semelhante, ao estabelecer que "o proprietário, que perder ou extraviar título, ou for injustamente desapossado dele, poderá obter novo título em juízo, bem como impedir sejam pagos a outrem capital e rendimentos". Conclui que "o pagamento, feito antes de ter ciência da ação referida neste artigo, exonera o devedor, salvo se provar que ele tinha conhecimento do fato". A conclusão a tirar é que o Código de 1916 não se filiou puramente a nenhuma das duas teorias, temperando os rigores da teoria da criação com nuanças da teoria da emissão. Tal ecletismo foi mantido no Código de INOPONIBILIDADE DAS EXCEÇÕES. O interesse social visa, no terreno do crédito, a proporcionar ampla circulação dos títulos de crédito, dando aos terceiros de boa-fé plena garantia e segurança na sua aquisição. É necessário que na circulação do título, aquele que o adquiriu, mas que não conheceu ou participou da relação fundamental ou da relação anterior que ao mesmo deu nascimento ou circulação, fique assegurado de que nenhuma surpresa lhe venha perturbar o seu direito de crédito por quem com ele não esteve em relação direta. O título deve, destarte, passar-lhe às mãos purificado de todas as questões fundadas em direito pessoal, que porventura os antecessores tivessem entre si, de forma a permanecer límpido e cristalino nas mãos do novo portador. A segurança do terceiro de boa-fé é essencial na negociabilidade dos títulos de crédito. O direito, em diversos preceitos legais, realiza essa proteção, impedindo que o subscritor ou devedor do título se valha, contra o 1. O Código Civil de 2002, no art. 905, parágrafo único, dispõe que "a prestação é devida ainda que o título tenha entrado em circulação contra a vontade do emitente". 387

7 terceiro adquirente, de defesa que tivesse contra aquele com quem manteve relação direta e a favor de quem dirigiu a sua declaração de vontade. Por conseguinte, em toda a fase da circulação do título, o emissor pode opor ao seu credor direto as exceções de direito pessoal que contra ele tiver, tais como, por exemplo, a circunstância de já lhe ter efetuado o pagamento do mesmo título, ou pretender compensá-lo com crédito que contra ele possuir. Se o mesmo título houver saído das mãos do credor direto e for apresentado por um terceiro, que esteja de boa-fé, já nenhuma exceção de defesa ou oposição poderá usar o devedor contra o novo credor, baseado na relação pessoal anterior. Este, ao receber o título, houve-o purificado de todas as relações pessoais anteriores que não lhe dizem respeito. Esse princípio, que resulta do conceito já exposto da autonomia das relações cartulares (n 505 supra), pois o portador de boa-fé exercita um direito próprio, e não derivado de relação anterior, está consagrado em algumas normas de lei. O Código Civil de 1916, ao regular os títulos ao portador, consagrou no art. l.507 o princípio da inoponibilidade das exceções, expressando que "ao portador de boa-fé, o subscritor, ou o emissor, não poderá opor outra defesa, além da que assente em nulidade interna ou externa do título, ou em direito pessoal ao emissor, ou subscritor, contra o portador". O Decreto n , de 31 de dezembro de 1908, também, regula a matéria no setor cambiário, dispondo, no art. 51, que "na ação cambial somente é admissível defesa fundada no direito pessoal do réu contra o autor, em defeito de forma do título e na falta de requisito necessário ao exercício da ação". Esse preceito ressurge no art. 17 da Lei Uniforme, de Genebra, segundo o qual "as pessoas acionadas em virtude de uma letra não podem opor ao portador as exceções fundadas sobre as relações pessoais delas com o sacador ou com os portadores anteriores, a menos que o portador ao adquirir a letra tenha procedido conscientemente em detrimento do devedor". O Código Civil atual segue a mesma orientação ao dispor, no art. 906, que o devedor só poderá opor ao portador exceção fundada em direito pessoal ou em nulidade de sua obrigação. Afora a oponibilidade de defesa resultante de relação pessoal direta entre o subscritor ou transmitente do título e o novo portador, podem ser opostos a qualquer portador os vícios formais ou falta de requisito necessário ao exercício da ação. Uma letra de câmbio, por exemplo, a que falte um requisito essencial, não configura título cambiário, e qualquer pessoa que nele apareça em posição de devedor pode opor ao credor esse vício fundamental, elidindo a ação fundada no título de crédito. O mesmo ocorre quando o emissor do título for incapaz, não podendo o credor dele exigir o crédito ilegalmente reconhecido pelo menor. Os interesses sociais de proteção ao incapaz superam os interesses sociais de segurança da circulação dos títulos de crédito (ns. 534 e 547 infra). 388 Se, todavia, o adquirente do título agir de má-fé, estando, por exemplo, conluiado com o portador anterior, a fim de frustrar o princípio da inoponibilidade da exceção de defesa que contra ele tivesse o devedor, este tem o direito de opor-lhe a defesa que teria contra o antecessor. A inoponibilidade das exceções fundadas em direito pessoal do devedor contra o credor constitui a mais importante afirmação do direito moderno em favor da segurança da circulação e negociabilidade dos títulos de crédito. No decorrer de nossos estudos voltaremos ainda à análise da inoponibilidade das exceções (n infra} O TÍTULO DE CRÉDITO NÃO OPERA NOVAÇÃO DO CRÉDITO ANTERIOR. Um dos aspectos mais curiosos do direito relativo aos títulos de crédito resulta da debatida questão de se saber se incorporado um direito de crédito ao título, esse direito se extingue pela novação, ou se subsiste de forma latente. Essa questão, como observam os professores franceses Hamel, Lagarde e Jauffret, apresenta diversos interesses práticos. Assim é, de fato, pois se o crédito originário desaparecer, isso ocorrerá por efeito da novação da dívida; o título substituirá o crédito antigo, que desaparecerá ao mesmo tempo que suas garantias; e mais, se o crédito antigo desaparecesse não poderia renascer na hipótese de o título não ser pago ou em consequência de decadência ou prescrição. Esses autores invocam a jurisprudência dos tribunais franceses, os quais admitem que as garantias do crédito originário passam ao portador regular e asseguram o crédito, e, ao mesmo tempo, permitem ao credor agir em virtude do antigo crédito quando o título sobre ele emitido desaparecer pela decadência ou prescrição. Concluem que é forçoso então reconhecer que o crédito antigo não desaparece pelo fato de sua incorporação no título. Em nosso direito estabeleceu-se séria controvérsia. Sustenta Magarinos Torres que a nota promissória, título de crédito a que dedica sua obra, pelo seu caráter de título de crédito completo, desempenha as funções de dinheiro e paga, como este, para os efeitos jurídicos, conquanto seja na realidade um adiantamento. "Ela leva o dinheiro", prossegue o autor, "representado apenas no crédito das assinaturas, de um lugar para outro, de um mesmo ou de países diversos; e realiza por si a extinção de uma dívida, quer seja o preço de uma compra, ou de um serviço, ou o débito de uma conta, ou um empréstimo; ao mesmo tempo que retarda a entrega efetiva do dinheiro." O título de crédito, em consequência, opera a novação do crédito antigo, pois novação é a conversão de uma obrigação em outra, que absorve a primitiva. O título de 389

8 crédito extingue, em virtude dessa doutrina, o crédito que deu causa, novando-o; o crédito primitivo extingue-se, mas ressurge sob a roupagem e forma de título de crédito. Como observa Inglez de Souza, que perfilha a mesma opinião, "o indivíduo, devedor de uma conta, e que emite uma nota promissória, deixa de dever aquela conta que se considera paga pela novação operada com a emissão desse título". Não é essa, porém, a corrente vitoriosa em nosso direito. J. X. Carvalho de Mendonça, por exemplo, é conclusivo quando compara a moeda corrente aos títulos de crédito, afirmando que "os pagamentos feitos com a primeira são imediatamente operativos e extintivos do débito, enquanto que os pagamentos realizados com os segundos não extinguem absolutamente a obrigação; a extinção fica dependente do pagamento no vencimento, da execução da prometida prestação, causa única do valor desses títulos. Por outra, tais títulos se recebem pró solvendo e não pró soluto". Desse lado se alinham Paulo de Lacerda, Saraiva e Arruda. Para eles o título de crédito não opera novação da obrigação subjacente, que lhe deu origem. Assim, com efeito, parece ser o correto. Se o título de crédito engendrasse novação do crédito antigo, extinguindo-o, não se poderia cogitar da ação de locupletamento ou de enriquecimento sem causa, a que expressamente alude o art. 48 do Decreto n , quando permite que "sem embargo da desoneração da responsabilidade cambial, o sacador ou o aceitante fica obrigado a restituir ao portador, com os juros legais, a soma com a qual se locupletou à custa deste", nem se admitiria a oponibilidade das exceções fundadas em direito pessoal do devedor contra o portador, que, como se estudou, podem ser opostas nas relações diretas entre um e outro (Dec. n Q 2.044, art. 51). A inclinação do Supremo Tribunal Federal é considerar o pagamento feito por título de crédito como pró solvendo, como se vê no julgamento do Recurso Extraordinário n s , de 1951, relatado pelo Min. Nelson Hungria (Rev. Forense, 140/175). / CLASSIFICAÇÃO DOS TÍTULOS DE CRÉDITO 516. CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO CONTEÚDO E NATUREZA. Muitos critérios existem para a classificação dos títulos de crédito. Vivante, todavia, os classifica, quanto ao seu conteúdo, em quatro categorias: a) títulos de crédito propriamente ditos, que dão direito a uma prestação de coisas fungíveis. Exemplo: letra de câmbio, cédula hipotecária; b) títulos que servem para aquisição de direitos reais sobre coisas determinadas: conhecimento de embarque, conhecimento de depósito; c) títulos que atribuem a quali- 390 dade de sócio: ações de sociedades anónimas; d) títulos que dão direito a algum serviço: bilhetes de viagens ou de transporte. A melhor classificação em nosso entender, pelo menos para efeitos didáticos, é a que classifica os títulos de crédito em relação à sua natureza, em abstratos e causais. Os títulos abstratos são os mais perfeitos como títulos de crédito, pois deles não se indaga a origem. Vale o crédito que na cártula foi escrito. Títulos causais são aqueles que estão vinculados, como um cordão umbilical, à sua origem. Como tais, são imperfeitos ou impróprios. São considerados títulos de crédito pois são suscetíveis de circulação por endosso, e levam neles corporificada a obrigação. A duplicata, os conhecimentos de transporte, as ações, são deles exemplo. Entre os títulos causais ou impróprios podemos distinguir os que constituem comprovante de legitimação do credor, e são geralmente declarados intransferíveis bilhetes, passagens, cadernetas de Caixa Económica, vales e tíquetes e outros que são títulos de legitimação, que são direitos transferíveis, tais como vales postais, cautelas de penhor ao portador. Enquanto nos comprovantes de legitimação o possuidor se legitima como contraente originário, nos títulos de legitimação quem for possuidor legitima-se como cessionário eventual. O título nesse caso é probatório e prova o contrato. O primeiro opera em favor do devedor; o segundo, título de legitimação, opera em favor de ambos, devedor e credor (Ascarelli). Entre os títulos causais ou impróprios poderíamos incluir um grupo de títulos chamados representativos, nos quais a circulação importa a transferência da mercadoria a que se referem: conhecimento de transporte ferroviário ou marítimo, warrant e conhecimento de depósito, expedidos pelos armazéns gerais CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO MODO DE CIRCULAÇÃO. Cada título, como observa Vivante, nasce com sua lei de circulação, dependente da vontade do legislador ou de quem o emite. Assim, por exemplo, a lei proíbe a circulação de letra de câmbio ou nota promissória ao portador, por conveniência da circulação da moeda oficial; ou determina que em certas sociedades anónimas com objeto de interesse da defesa nacional suas ações sejam sempre nominativas; ou, ainda, quando não integralizadas as ações de sociedade anónima, exige que sejam elas nominativas. Ao emitente, por outro lado, pode convir limitar a circulação do título, emitindo-o nominativo, ou mesmo, com cláusula não à ordem, impedindo a transmissibilidade por endosso. Para atender aos efeitos da circulação dos títulos de crédito, foram, em seu desenvolvimento histórico, surgindo as formas dos títulos de crédito que hoje se classificam em: ao portador, nominativos e à ordem. 391

9 518. TÍTULOS AO PORTADOR. Os títulos emitidos ao portador não revelam o nome da pessoa beneficiada. Têm inserida a cláusula "ao portador" ou mantêm em branco o nome do beneficiário ou tomador, que é o titular do crédito. A Lei n , de 12 de abril de 1990, impõe, no art. 4-, que as ações devem ser nominativas, excluindo as ações ao portador. Isso não impedia que, naquela época, outros títulos comportassem a cláusula ao portador. A sua circulação se processava com extrema facilidade, pela simples tradição manual. Quem os detinha presumia-se proprietário legítimo. Era usado geralmente para os títulos emitidos em massa. O Código Civil, no art. 904, explica, ao disciplinar o título ao portador, que sua transferência "se faz por simples tradição". O art. 930 do Projeto de Código de Obrigações (1965), fiel à teoria da criação (n- 511 supra), dispunha que "a subscrição de títulos de crédito ao portador obriga o emitente a satisfazer a prestação devida a quem lhe apresentar, ainda quando entre em circulação contra a vontade do eminente". No art. 909, o Código Civil apenas dispõe que "o proprietário, que perder ou extraviar título, ou for dele injustamente desapossado, poderá obter novo título em juízo, bem como impedir sejam pagos a outrem capital e rendimentos". Em decorrência da política monetária, várias legislações, sobretudo as que, como a nossa, se filiam à Convenção de Genebra de 1930, proscrevem a liberdade de emissão de títulos ao portador, que traduzem a obrigação de pagar certa importância em dinheiro. Além disso, o art do Código Civil de 1916 é secundado pelo art. 907 do Código Civil de 2002, que declara nulos os títulos ao portador emitidos sem autorização de lei especial. Essa lei especial, naturalmente, será federal, pois à União a Constituição reserva o direito de legislar sobre direito comercial, sistema monetário, títulos e política de crédito (art. 22,1, VI e VII). Por isso, com o advento da Lei Uniforme de Genebra (n- 528 infra), não são admissíveis em nosso direito a letra de câmbio ou nota promissória ao portador. A Lei n Q 8.021/90, art. 2, III, vedou a emissão de cheque, sem identificação do beneficiário, sempre que tivesse valor superior ao de cem bónus do tesouro nacional, hoje extintos. Após essa lei, houve a edição da Lei n s 8.088, de 31 de outubro de 1990, cujo art. 19 eliminou praticamente a forma ao portador dos títulos de crédito, ao dispor que "Todos os títulos, valores mobiliários e cambiais serão emitidos sempre sob a forma nominativa, sendo transmissíveis somente por endosso em preto", imposição que alcançou até mesmo os títulos emitidos antes da lei, caso fossem reemitidos, repactuados, desdobrados ou agrupados. O desatendimento da forma nominativa implica a inexigibilidade do débito representado pelo título irregular. Finalmente, a Lei n s 9.096, de 29 de junho de 1995, que dispôs sobre o plano económico denominado Real, no seu art. 69 estabeleceu a vedação de 392 emissão, pagamento, compensação de cheques de valor superior a R$ 100,00, sem identificação do beneficiário TÍTULOS NOMINATIVOS. São títulos nominativos, segundo o art. 921 do Código Civil de 2002, os emitidos em favor de pessoa cujo nome conste no registro do emitente; e o emitente não está obrigado a reconhecer como proprietário senão quem figure no registro nessa condição. Pretende esse Código que os títulos nominativos somente possam ser transferidos através de endosso em preto, efetuada a averbação no livro do emitente. A doutrina do Código é fiel a Vivante. Disse o mestre que "os títulos nominativos são títulos de crédito emitidos em nome de uma pessoa determinada, cuja transmissão não é perfeita senão quando se registra nos livros do devedor (entidade emissora)". Não é admissível, portanto, que nessa modalidade de título de crédito o seu proprietário o transfira por endosso em branco, o que o tornaria ao portador. Sua circulação se dará por endosso em preto ou pelo contrato de cessão de crédito. Se, porventura, o emitente não atender essas circunstâncias, pagará mal, e deverá pagar novamente ao verdadeiro titular nominativo, que constar ou devesse constar do registro em seus livros. Assim, a respeito, escreveu Vivante: "Distinguem-se essencialmente dos títulos de crédito à ordem e ao portador porque se transferem com o freio de sua respectiva inscrição no Registro do devedor, que serve para proteger o titular contra o perigo de perder o crédito com a perda do título" TÍTULOS À ORDEM. Títulos à ordem são os emitidos em favor de pessoa determinada, transferindose pelo endosso. Diferenciam-se, portanto, dos títulos nominativos porque são transferíveis pelo simples endosso, sem qualquer outra formalidade. Se a um título de crédito nominativo for inserida pelo emitente a cláusula à ordem, o título perde a sua natureza de puro título nominativo, para adotar a segunda forma, passando então a circular pelo endosso. Se o endosso for em branco, sua circulação pode prosseguir como se fora simples título ao portador. 2. O Código Civil, no art. 924, admite a transformação do título nominativo em título à ordem ou ao portador. Entretanto, no direito brasileiro, hoje, vigora a geral proscrição do título de crédito ao portador, como veremos no item seguinte. Como o Código Civil ressalva, no art. 924, a proibição legal para se processar a transformação, segue-se que ela atualmente é impossível, em face da restrição referida. 393

10 É a letra de câmbio tipicamente um título à ordem. A cláusula cambiaria, expressa na denominação "letra de câmbio", contém implicitamente a cláusula à ordem. Assim reza a Lei Uniforme de Genebra, no art. 11: "Toda letra de câmbio, mesmo que não envolva expressamente a cláusula à ordem, é transmissível por via de endosso". Como vimos, a Lei n /90 restringiu o endosso à forma "em preto", ou seja, designando nominalmente o endossatário. Agravando ainda mais as restrições à liberdade de circulação, característica dos títulos de crédito em geral, a Lei n , de 24 de outubro de 1996, que instituiu a Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira CPMF, no período de treze meses previstos para a sua imposição, só admitia, nos cheques pagáveis no País, um único endosso (art. 17, I, c/c art. 20). A Lei n , de 12 de dezembro de 1997, estabeleceu que, observadas as disposições da Lei n /96, a Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira incidirá sobre os fatos geradores ocorridos no prazo de vinte e quatro meses, contados a partir de 23 de janeiro de Os tributos chamados provisórios, no Brasil, têm a suspeita tendência de se tornarem permanentes... Com as sucessivas prorrogações do prazo de incidência da CPMF, a referida restrição à circulação do cheque por via de endosso perdurará por igual período CONVERSIBILIDADE DOS TÍTULOS DE CREDITO. Vimos que os títulos de crédito nascem com sua lei de circulação, dependente ou da intenção da lei ou da vontade do emitente. Quando é a lei que determina a forma do título, não é possível convertê-lo em outra. Uma nota do tesouro (nosso papel-moeda), que é ao portador, não pode pela vontade de seu detentor ser transformada em título nominativo. 3. O tributo CPMF foi instituído, de início, pelo art. 74 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição de 1988, o qual foi regulamentado pela Lei n /96, que vigorou por treze meses, até fevereiro de Esta Lei foi alterada pela Lei n s 9.539/97, prorrogandose o prazo de vigência por mais vinte e quatro meses, que terminaram em 22 de janeiro de A Emenda Constitucional n 2 21/99 pretendeu restaurar a legislação sobre o tributo. A Emenda Constitucional n 2 31, de 14 de dezembro de 2000, aumentou a alíquota da CPMF para 0,38%, estabelecendo o prazo de imposição entre 18 de março de 2001 a 17 de junho de Ver Decreto n , de 16 de março de Depois, a Emenda Constitucional n 2 37, de 12 de junho de 2002, estabeleceu que a contribuição seria cobrada até 31 de dezembro de Ocorre que o comando legal que fixava o termo final do período de incidência da contribuição (EC n a 42, de ) não foi prorrogado, pelo que, a partir de janeiro de 2008, ela deixou de ser cobrada TÍTULOS DE CREDITO CONHECIDOS NO DIREITO BRASI- LEIRO. São vários os títulos de crédito conhecidos no atual estágio do direito brasileiro. Estão eles regulados por leis especiais, não havendo uma disciplina geral para os mesmos, ao contrário do que ocorre no México, por exemplo, onde há um diploma especial denominado Lei Geral de Títulos e Operações de Crédito. O Código Civil não disciplina espécies de títulos de crédito, mas apenas esboça a teoria geral (vide n supra}. Por ora, todavia, devemos pesquisar em várias leis os títulos de crédito existentes no direito brasileiro. Aqui vão eles indicados, com as leis que os disciplinam: 1. LETRA DE CÂMBIO Decreto n , de 31 de dezembro de 1908, alterado pelo Decreto n , de 24 de janeiro de 1966 Lei Uniforme de Genebra. 2. NOTA PROMISSÓRIA Idem. 3. CHEQUE Lei n e 7.357, de 2 de setembro de DUPLICATA COMERCIAL Lei n e 5.474, de 18 de julho de 1968, alterada pelo Decreto-lei n 2 436, de 27 de janeiro de DUPLICATA DE SERVIÇO Idem. 6. CONHECIMENTO DE DEPÓSITO Decreto n , de 21 de novembro de "WARRANT" Idem. 8. CONHECIMENTO DE TRANSPORTE Decreto n , de 10 de dezembro de LETRA HIPOTECÁRIA Lei n , de 2 de dezembro de CÉDULA RURAL PIGNORATÍCIA Decreto-lei n 2 167, de 14 de fevereiro de CÉDULA RURAL HIPOTECÁRIA Idem. 12. CÉDULA RURAL PIGNORATÍCIA E HIPOTECÁRIA Idem. 13. NOTA DE CRÉDITO RURAL Idem. 14. NOTA PROMISSÓRIA RURAL Idem. 15. DUPLICATA RURAL Idem. 16. LETRA IMOBILIÁRIA Lei n , de 21 de agosto de CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO Lei n , de 14 de julho de

11 18. CÉDULA DE CRÉDITO INDUSTRIAL Decreto-lei n 2 413, de 9 de janeiro de NOTA DE CRÉDITO INDUSTRIAL Idem. 20. AÇÕES DE SOCIEDADE POR AÇÕES Lei n Q 6.404, de 15 de dezembro de CERTIFICADO DE DEPÓSITO DE AÇÕES Idem. 22. PARTES BENEFICIÁRIAS Idem. 23. CERTIFICADO DE DEPÓSITO DE PARTES BENEFICIÁRIAS - Idem. 24. DEBÊNTURE Idem. 25. CERTIFICADO DE DEPÓSITO DE DEBÊNTURE Idem. 26. CÉDULA DE DEBÊNTURE Idem. 21. BÓNUS DE SUBSCRIÇÃO DE AÇÕES Idem. 28. CERTIFICADO DE BÓNUS DE SUBSCRIÇÃO DE AÇÕES Idem. 29. BILHETE DE MERCADORIA Lei n A, de CÉDULA HIPOTECÁRIA Decreto-lei n 2 70, de 21 de novembro de 1966, e Resolução n 2 228, de 4 de julho de 1972, do Banco Central do Brasil. 31. CERTIFICADOS DE DEPÓSITOS EM GARANTIA -- Lei n , de 14 de julho de 1965, art CERTIFICADO DE INVESTIMENTO Resolução n 2 145, de 14 de abril de 1970, do Banco Central do Brasil. 33. CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO Lei n , de 16 de dezembro de 1975, Circular do BCB 7.586, de 25 de outubro de NOTA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO Idem. 35. CÉDULA DE CRÉDITO COMERCIAL. 36. NOTA DE CRÉDITO COMERCIAL. 37. CÉDULA DE PRODUTO RURAL CPR -- Lei n , de 22 de agosto de CERTIFICADOS DE ENERGIA ELÉTRICA Instrução n 2 267, de l 2 de agosto de 1997, da Comissão de Valores Mobiliários. 39. CERTIFICADOS DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS CRI Lei n , de 20 de novembro de CONHECIMENTO DE TRANSPORTE MULTIMODAL DE CARGAS - Lei n , de 19 de fevereiro de CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO Medida Provisória n , de 23 de agosto de 2001, e Lei n , de 2 de agosto de CERTIFICADO DE CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO Medida Provisória n , art LETRA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO Lei n , de 2 de agosto de CÉDULA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO -- Lei n , de 2 de agosto de CERTIFICADO DE DEPÓSITO AGROPECUÁRIO E WARRANT AGROPECUÁRIO Lei n , de 30 de dezembro de CERTIFICADO DE DIREITOS CREDITÓRIOS DO AGRONEGÓCIO - Lei n , de 30 de dezembro de LETRA DE CRÉDITO DO AGRONEGÓCIO Lei n , de 30 de dezembro de CERTIFICADO DE RECEBÍVEIS DO AGRONEGÓCIO -- Lei n , de 30 de dezembro de NOTA COMERCIAL DO AGRONEGÓCIO Instrução n 2 422, de 20 de setembro de 2005, da Comissão de Valores Mobiliários. Passaremos a analisar cada espécie desses títulos de crédito BILHETE DE LOTERIA Decreto-lei n 2 204, de 27 de fevereiro de CÉDULA DE CRÉDITO MICROEMPRESARIAL art. 46 da Lei Complementar n 2 123/ Os títulos de crédito privativos das sociedades por ações foram estudados na Parte Segunda deste Curso de Direito Comercial, para manter a unidade do sistema da Lei n a 6.404, de 15 de dezembro de

12 BIBLIOGRAFIA Trattato di Diritto Commerciale, CESARE VIVANTE, Casa Editrice Dott. Francesco Vallardi, Milão, 1812; "Dos Títulos ao Portador", PONTES DE MIRANDA, in Manual do Código Civil Jacintho R. dos Santos Editor, Rio de Janeiro, 1932; Teoria Geral dos Títulos de Crédito, TULLIO ASCARELLI, Ed. Saraiva, São Paulo, 1943; Diritto Cambiaria, G1ORGIO DE SEMO, A. Giuffrè Editore, Milão, 1953; Traité de Droit Commercial, HAMEL, LAGARDE ET JAUFFRET, Libr. Dalloz, Paris, 1966; Droit Commercial, JULLIOT DE LA MORANDIÈ- RE, Libr. Dalloz, Paris, 1965; Direito Comercial Terrestre, OTÁVIO MENDES, Saraiva & Cia., São Paulo, 1930; Código Civil Comentado, CLÓVIS BEVILÁQUA, Livr. Francisco Alves, Rio de Janeiro, 1947; Anteprojeto de Código de Obrigações, Ministério da Justiça, Serviço de Reforma de Código, Rio de Janeiro, 1965; Tratado de Direito Comercial Brasileiro, J. X. CARVALHO DE MENDONÇA, Livr. Freitas Bastos, Rio de Janeiro, 1938; Preleções de Direito Comercial, INGLEZ DE SOUZA, 5 a ed., Copilação de A. Biolchini, Livr. Jacintho, Rio de Janeiro, 1935; A Cambial, PAULO DE LACERDA, Jacintho R. dos Santos, Rio de Janeiro, 1928; Nota Promissória, MAGARINOS TORRES, Saraiva & Cia., São Paulo, 1935; Diritto Cambiaria Italiano, GIUSEPPE VALERI, Casa Editrice Dott. Francesco Vallardi, Milão, 1936; Delia Cambiale, G. BONELLI, Casa Editrice Dott. Francesco Vallardi, Milão, 1914; / Titoli di Credito, FRANCES- CO MESSINEO, Cedam, Pádua, 1964; A Cambial, Saraiva, Rodrigues & Cia., Rio de Janeiro, 1912; La Letra de Cambio, PEDRO HUGUET Y CAMPANA, Ed. Gener, Madri, LETRA DE CÂMBIO SUMÁRIO: Desenvolvimento "histórico Os três períodos históricos a ) Período italiano a ) Período francês e ) Período germânico A cambial no direito brasileiro A Lei Uniforme da Convenção de Genebra Introdução da Lei Uniforme de Genebra no direito brasileiro As "reservas" da Lei Uniforme Desnecessidade do registro fiscal das cambiais. Noção geral da letra de câmbio Conceito. Emissão Circulação da letra de câmbio Segurança da circulação (inoponibilidade das exceções). Regras de forma Rigor cambiário Determinação dos requisitos essenciais a requisito: a denominação "Letra de Câmbio" a requisito: a quantia que deve ser paga a requisito: o nome de quem deve pagar (sacado) S requisito: o nome da pessoa a quem deve ser paga a requisito: a data e o lugar onde a letra é sacada a requisito: a assinatura do sacador Letra por ordem e conta de terceiro Requisitos supríveis (teoria dos equivalentes) Ineficácia da cambial por falta de requisitos essenciais Regularização da cambial incompleta. Regras de fundo Requisitos intrínsecos Título de favor A cambial "financeira". O endosso Conceito Cláusula "não à ordem" Modalidades de endosso Efeitos do endosso Espécies de endosso Endosso-procuração Endosso-caução. 557." Endosso fiduciário Endosso tardio. O aceite Conceito Apresentação para aceite Limitação do aceite Cancelamento do aceite Prisão do sacado pela recusa e devolução da letra Aceite por intervenção Prorrogação do prazo de apresentação para aceite. O aval Conceito Natureza jurídica A forma do aval Aval antecipado Nulidade da obrigação avalizada Aval limitado Avais simultâneos. O vencimento Modos de fixação do vencimento Vencimento à vista Vencimento a certo termo de vista Vencimento a certo termo de data e a dia certo A contagem de prazos Vencimento antecipado. O pagamento Apresentação para pagamento Efeitos da não-apresentação Regras do pagamento Lugar do pagamento Oposição ao pagamento Efeitos do pagamento Pagamento por intervenção Prorrogação do prazo de apresentação ao pagamento. Protesto Conceito Efeitos do protesto Protesto necessário Forma do protesto Prazos de protesto Dispensa do protesto

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