O CRÉDITO RURAL NO CONTEXTO DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O CRÉDITO RURAL NO CONTEXTO DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL"

Transcrição

1 O CRÉDITO RURAL NO CONTEXTO DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL Resumo Rosimeire Aparecida de Souza Antão * Tarcisio Campanholo ** Este artigo é um estudo sobre a política de crédito rural, avaliando seu potencial e importância como agente de desenvolvimento econômico e social, atendendo a necessidade dos produtores que precisam de um recurso que possibilite seu investimento. O crédito rural consiste em uma política agrícola que tem por escopo o fornecimento de recursos necessários ao suprimento de capital ao produtor, para que este explore o cultivo, a cultura ou a exploração pretendida. Desse modo, o objetivo é verificar, através do entendimento sobre a política de crédito rural, a sua função perante a sociedade e a sua importância como instrumento para o desenvolvimento econômico e social dos produtores rurais e consequentemente para o desenvolvimento da economia nacional. Palavras-chave: Crédito Rural. Desenvolvimento. Economia. INTRODUÇÃO No início de nossa civilização as relações econômicas se movimentavam através da troca, o conhecido escambo. Passado o tempo, percebeu-se o interesse da população em determinados bens que passaram a servir como produtos de intermediação, como base das trocas, tal como aconteceu com o sal, o gado, fios, bambus. Mais tarde se deu a fase do metalismo, na qual o ouro, a prata e o bronze eram base de troca de mercadorias. Com o passar do tempo chegou-se a fase monetária, na qual o dinheiro foi criado como base de troca de mercadorias por excelência, desse modo, o dinheiro é a mercadoria aceita por todos voluntariamente a fim de desempenhar as funções intermediárias nas aquisições de outras mercadorias e na obtenção de serviços indispensáveis, satisfazendo as necessidades humanas no convívio social, sendo, ainda o meio normal de pagamento. A atividade empresarial passou a exigir para a realização de negócios em massa, a rapidez, a segurança e o crédito. O crédito, um dos pilares da atividade empresarial, representa, de maneira geral, a confiança no cumprimento das obrigações, facilitando as * Graduada em Ciências Contábeis pela Universidade Araxá. Especialista em Gestão Financeira, Controladoria, Pericia e Auditoria pela UNIESSA. ** Doutorando em Administração pela Universidad de La Empresa - UDE - Montevidéo - Uruguay. Mestrado em Biotecnologia e Gestão Industrial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ. Pós Graduação em Segurança da Informação pela União Educacional de Minas Gerais. Graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Itapiranga-FAI.

2 transações comerciais que representam trocas imediatas de valores. O crédito permitiu a expansão e o desenvolvimento das principais atividades econômicas desenvolvidas no mundo moderno. Além do sentido moral da palavra crédito tem-se, também, o sentido econômico. De acordo com Rosa Júnior (2006) são apresentados cinco conceitos de crédito: [...] crédito é a troca no tempo e não no espaço (Charles Guide); crédito é a permissão de usar capital alheio (Stuart Mill); crédito é o saque contra o futuro; crédito confere poder de compra a quem não dispõe de recursos para realizá-lo (Werner Sombart); crédito é a troca de uma atual para uma prestação futura. Para Miranda (2006), o crédito é a transação entre duas partes, na qual uma delas (o credor) entrega a outra (o devedor) determinada quantidade de dinheiro, bens ou serviços, em troca de uma promessa de pagamento. Na economia moderna o crédito possui um papel de grande importância, pois permite a imediata mobilização da riqueza, possibilitando o aumento do número de negócios realizados, do número de bens produzidos e do de bens consumidos. Mobilizando grandes quantidades de recursos e bens a todo o momento, exercendo um papel determinante para que isso ocorra na velocidade exigida pela economia atual. 2. TÍTULOS DE CRÉDITO Título de crédito pode ser entendido por Navarrini (1937) como um documento que atesta uma operação de crédito, cuja posse é necessária para o exercício do direito que dele deriva e para investir outras pessoas desse direito. Para Asquini (1996) título de crédito é o documento de um direito literal destinado à circulação, idôneo para conferir de modo autônomo a titularidade de tal direito ao proprietário do documento e necessário e suficiente para legitimar o possuidor ao exercício do próprio direito. O título de crédito para Semo (1963) é um documento criado segundo determinados requisitos de forma, obedecendo a uma particular lei de circulação, contendo incorporado a ele o direito do legítimo possuidor a uma prestação em dinheiro ou em mercadorias, que nele é mencionada. Vivante (1924) possui o conceito mais clássico o qual é praticamente reproduzido pelo artigo 887 do novo Código Civil, para ele o título de crédito é o documento necessário para o exercício do direito, literal e autônomo, nele mencionado. Desse modo, tem-se a idéia geral de título de crédito como sendo um documento que permite o exercício de um direito com certas características especiais, havendo uma necessária ligação entre o título e o direito que 2

3 ele representa, e, além disso, certos atributos ao direito ali representado são assegurados que dão caráter peculiar aos títulos de crédito. Os títulos de crédito possuem como função primordial, facilitar e agilizar a circulação de riquezas melhorando o desempenho das atividades econômicas. Assim, simplificam a circulação e dão segurança aos eventuais adquirentes do crédito, que terão interesse nessa circulação. 2.1 CRÉDITO RURAL O artigo 2º do Decreto nº , de 10 de maio de 1966, define o crédito rural como o suprimento de recursos financeiros a produtores rurais, ou as suas cooperativas para aplicação exclusiva em atividades que se enquadrem nos objetivos indicados no referido regulamento, desse modo entende-se que o crédito é o suprimento de um recurso presumivelmente bem aplicável e legalmente possível o seu adimplemento. O crédito rural tem como finalidade o cumprimento dos seguintes objetivos, previstos na lei que o institucionalizou em 1965 estimular o incremento ordenado dos investimentos rurais, inclusive para armazenamento, beneficiamento e industrialização dos produtos agropecuários, quando efetuados por cooperativas ou pelo produtor na sua propriedade rural; favorecer o custeio oportuno e adequado da produção e a comercialização dos produtos agropecuários; possibilitar o fortalecimento econômico dos produtores, notadamente considerados ou classificados como pequenos e médios; incentivar a introdução de métodos racionais de produção, visando o aumento da produtividade e a melhoria do padrão de vida das populações rurais e à adequada defesa do solo. O crédito rural possui três modalidades: crédito rural corrente, crédito rural educativo e crédito rural especial. O crédito rural corrente consiste no suprimento de recursos sem a prestação de assistência técnica em nível de empresa. O crédito rural educativo refere-se ao suprimento de recursos conjugado com a prestação de assistência técnica, compreendendo a elaboração de projeto ou plano e a orientação ao produtor. O crédito rural especial é destinado às cooperativas de produtores rurais, para aplicações próprias ou dos associados; e programas de colonização ou reforma agrária, na forma da Lei de FINALIDADES DO CRÉDITO RURAL 3

4 O crédito rural se destina ao financiamento das atividades de custeio das despesas normais de cada ciclo produtivo, investimento em bens ou serviços cujo aproveitamento se estenda por vários ciclos produtivos, ou ainda, na comercialização da produção. O crédito rural é classificado pelo Banco do Brasil em três grupos: custeio, investimento e comercialização. O crédito de custeio refere-se a cobrir despesas normais decorrentes do ciclo produtivo de lavouras periódicas, de entressafra de lavouras permanentes ou da extração de produtos vegetais espontâneos, incluindo o beneficiamento primário da produção obtida e seu armazenamento, de exploração pecuária e de beneficiamento ou industrialização de produtos agropecuários. O crédito de investimento é destinado a aplicações em bens e serviços cujos benefícios se estendam por vários períodos de produção. O crédito de comercialização é destinado a cobrir despesas próprias da fase pós-produção ou a converter em espécie os títulos oriundos de sua venda ou entrega pelos produtores ou suas cooperativas. 2.2 EVOLUÇÃO HISTÓRICA E SOCIAL DO CRÉDITO RURAL A importância da agropecuária para a economia nacional é reconhecida desde o princípio da colonização, especificamente no Brasil, destacaram-se os ciclos da cana-deaçúcar, do algodão e do café, além de outros, como o da mandioca, o do milho e, mais recentemente, o da soja. Os governos, ao longo do tempo, devido a essa relevância, criaram a estratégia para a produção agropecuária, incorporada nos chamados planos de safra, comumente divulgados no início do segundo semestre civil de cada ano. Os planos de safra, basicamente, trazem as medidas de incentivo à produção de determinados produtos e o volume de recursos destinados à agropecuária, como também, o montante de crédito a juros favorecidos a ser disponibilizado no ano safra, que depende da disponibilidade orçamentária do Tesouro Nacional para ser viabilizado. Tal prática é adotada de diversas formas, com maior ou menor intensidade, pelos governos de todos os principais países produtores, como política de incentivo, argumentando-se que a atividade agropecuária possui um risco adicional, a dependência climática, se comparada à indústria ou ao comércio. O crédito rural, antes de 1965, era executado somente pelo Banco do Brasil, através de sua Carteira de Crédito Agrícola e Industrial, criada em Atualmente, o Sistema Nacional de Crédito Rural é constituído de órgãos básicos, vinculados e articulados. Como 4

5 órgãos básicos têm-se Banco Central do Brasil (Bacen), Banco do Brasil (BB), Banco da Amazônia (Basa) e Banco do Nordeste (BNB). E são órgãos vinculados o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), bancos privados e estaduais, caixas econômicas, cooperativas de crédito rural e sociedades de crédito. Por fim, os órgãos articulados constituem órgãos oficiais de valorização regional e entidades de prestação de assistência O atual contexto do agronegócio brasileiro é bastante diferente do qual foi elaborado a legislação básica, desse modo, para se adequar à realidade agropecuária nacional, vem sendo complementada com outras leis, decretos e programas no decorrer dos anos. Em 1967, tornouse obrigatório o direcionamento de 10% dos depósitos à vista no sistema bancário para a concessão de crédito no setor agrícola, através da resolução do Conselho Monetário Nacional. Em 1986, os recursos para o Crédito Rural foram limitados à disponibilidade da União com a extinção da Conta Movimento, houve, também, a criação da Poupança Rural, na qual ficaram autorizados a operar essa fonte de recursos os bancos oficiais, que em 1988 se tornou a maior fonte supridora para o crédito rural. Em 1991, o BNDES aumentou a sua participação no crédito rural por meio da Finame Rural (Agência Especial de Financiamento Industrial - Finame), do Programa de Operações Conjuntas (POC) e do Programa de Operações Diretas do próprio Banco. Em 1995, foi criado o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A criação do Programa de Securitização das dívidas dos agricultores, em 1996, permitiu o reescalonamento do vencimento das operações e taxas de juros compatíveis com a atividade agropecuária. O governo, até 1994, exercia grande interferência no mercado através da Política de Preços Mínimos fazendo com que o financiamento do agronegócio brasileiro dependesse fortemente de recursos oficiais. Isto resultou em um grande descompasso entre o custo do financiamento e o preço dos produtos agropecuários, desse modo, o sistema financeiro reduziu a sua atuação no crédito rural em razão do elevado risco da atividade. A estabilização da economia através do plano real, a definição de taxas prefixadas para o crédito rural, a criação de programas especiais para o reescalonamento das dívidas rurais, como Securitização Rural (1996), Programa Especial de Saneamento de Ativos (Pesa) (1998), Programa de Revitalização das Cooperativas Agropecuárias (Recoop) (1998) e Programa de Fortalecimento das Instituições Financeiras Oficiais (2001) e a definição de novas linhas de crédito, contribuíram para a reversão desse quadro. 5

6 O Banco do Brasil, nesse período, aperfeiçoou o modelo de relacionamento negocial com os agentes das diversas cadeias produtivas, implementou novas modalidades de financiamento, desenvolveu novos mecanismos de apoio à comercialização, estimulou à prática de proteção de preços pelos produtores, reformulou o processo de concessão de crédito e de definição de risco dos empreendimentos agropecuários, implementou os programas de renegociação das dívidas anteriores a 1995, o que lhe garantiu posição de liderança no mercado do agronegócio. Uma verdadeira revolução no agronegócio brasileiro ocorreu através das medidas adotadas pelas áreas governamentais, pelo Banco do Brasil e o excelente trabalho das instituições de pesquisa, notadamente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), tornando-o muito competitivo mesmo se comparado aos Estados Unidos, grande potência mundial tradicional nesse mercado. Com o passar do tempo o campo se modernizou e profissionalizou, os produtores atuam em toda cadeia produtiva e com reduzidos índices de inadimplência. Modificou, também, o perfil do financiamento da produção nacional, o credito rural é responsável por 30% da demanda de crédito anual, outros 30% são atendidos pelas vendas antecipadas, inclusive Cédula de Produto Rural (CPR), trocas de produtos por insumos ou adiantamento de fornecedores, e os 40% restantes são provenientes de recursos próprios dos produtores. As principais linhas de crédito oferecidas pelo Banco do Brasil são as linhas de crédito específicas para a agricultura familiar que são o Crédito de Custeio Agropecuário e Crédito para Investimento Agropecuário. O Crédito para custeio agropecuário consiste no custeio para produtores do Grupo A, C, D e E em que os itens financiados são as despesas normais do ciclo de produção. O Crédito para investimento agropecuário consiste no Pronaf Agroindústria, Pronaf Florestal, Pronaf Semi-Árido, Pronaf Mulher e Pronaf Planta Brasil. O Pronaf Agroindústria consiste no financiamento de estruturas fixas ou semifixas para a verticalização da produção para empreendimentos conduzidos por pessoas jurídicas ou físicas em regime familiar, inclusive suas associações e cooperativas. O Pronaf Florestal é aquele que financia para produtores enquadrados no Pronaf, despesas para implantação de florestas. O Pronaf Semi-Árido financia em empreendimentos conduzidos na região do semiárido, para produtores enquadrados no Pronaf, estruturas fixas ou semi-fixas. O Pronaf Mulher é aquele que financia para esposas ou companheiras de produtores enquadrados no Pronaf, estruturas fixas ou semi-fixas. O Pronaf Planta Brasil financia estruturas fixas ou 6

7 semi-fixas em empreendimentos conduzidos por produtores assentados do Instituto Nacional da Reforma Agrária (Incra) ou beneficiários do Banco da Terra. O Crédito para Custeio Agropecuário, Crédito para Investimento Agropecuário e Crédito para Comercialização são linhas de crédito destinadas aos produtores rurais que não se enquadram na classificação do programa de Agricultura Familiar. 2.3 CRÉDITO RURAL E ECONOMIA O crédito rural proporciona a circulação de alimentos (matéria prima vegetal, mineral e animal), movimentando e gerando tributos para o Estado, elevando investimentos e gerando empregos. Desse modo o crédito rural é imprescindível à economia, e para gerá-lo utilizam-se as cédulas de crédito, sendo a Cédula Rural Hipotecária, a Cédula Rural Pignoratícia e a Cédula Rural Pignoratícia e Hipotecaria as mais usadas. A mais usada pelas instituições financeiras é a Cédula Rural Pignoratícia, a qual constitui um direito real conferido do devedor ao credor regulando o penhor agrícola e pecuário. A Cédula Rural Hipotecaria também é um direito real conferido do devedor ao credor, mediante hipoteca de um imóvel de sua propriedade ou de outrem. A Cédula Rural Pignoratícia e Hipotecaria poderia ser escrito de próprio punho, dispensando formalidades contratuais, descrevendo os bens e as condições em que se daria o vínculo obrigacional. O Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar) é um meio de viabilização para a implantação, ampliação e modernização da infra-estrutura produtiva e social no meio rural, através do auxílio financeiro prestado aos pequenos produtores rurais que são responsáveis por 38% do valor bruto da produção nacional de alimentos. Construir um padrão de desenvolvimento sustentável para os agricultores familiares e suas famílias, visando o aumento e a diversificação, com o conseqüente crescimento dos níveis de emprego e renda, proporcionando o bem estar social e qualidade de vida, constitui um dos objetivos do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Isto está extremamente ligado a facilitação do acesso e o apoio dos pequenos produtores no seu plantio, através das concessões de créditos aos produtores, informando-os por meio de acompanhamentos técnicos, visando atingir a função social da propriedade. O agronegócio abrange caráter internacional, utiliza tecnologia e mão-de-obra assalariada para obter cultivos consideráveis e direciona a sua produção para o mercado 7

8 externo, desse modo se diferencia da agricultura familiar. De acordo com Ulhoa Coelho (2005): (...) encontra-se na economia brasileira, de um lado, a agroindústria (ou agronegócio) e, de outro, a agricultura familiar. Naquela, emprega-se tecnologia avançada e mão-de-obra assalariada (permanente e temporária), há a especialização de cultura em grandes áreas de cultivo; na familiar trabalham o dono da terra e seus parentes, um ou outro empregado, e são relativamente mais diversificadas as culturas e menores as áreas de cultivo. A agricultura familiar possui fundamental importância para a economia brasileira, pois detém o fornecimento da variedade alimentícia no mercado. Milhares de famílias sobrevivem dessa pouca produção e maior variedade, distribuindo os alimentos cultivados em tempo hábil ao consumidor. Desse modo, o Estado deve manter a produção de alimentos, assegurando os preços mínimos dos alimentos, para que haja um aumento da produção de alimentos por esse produtor rural familiar. Esse ciclo gerado pela agricultura familiar, a concessão de créditos e a produção, geram emprego na lavoura, no comércio em geral e também na indústria, além da melhora na qualidade de vida. O grande produtor produz diretamente para a exportação, mantendo índices como o PIB (Produto Interno Bruto) elevado, deixando o país como um todo sempre produtivo, sendo de grande interesse para o Estado. Entre as beneficies do grande produtor rural, também está o emprego de mão-de-obra assalariada de modo formal, assim, gerando empregos e produção em larga escala, propicia o desenvolvimento da economia brasileira. 2.4 CRÉDITO RURAL E DESENVOLVIMENTO SOCIAL O acesso a melhor habitação, alimentação, saúde, educação, vestuário é necessário para a melhoria das condições de vida dos agricultores e para que isso ocorra não necessita somente de capacitar as famílias rurais nos aspectos de economia doméstica, também é imprescindível haver um aumento da renda para que possam ter acesso a tais melhoramentos. Sem recursos financeiros adicionais é muito difícil alcançar o bem estar familiar e chegar ao desenvolvimento social. O desenvolvimento social rural só existe se houver uma agricultura eficiente e rentável, para que haja essa eficiência produtiva, gerencial, comercial e organizacional dependerá do nível de renda das famílias rurais, sendo que a fonte geradora de renda para a maioria dos habitantes rurais é a atividade agropecuária. Satisfazendo as mais importantes 8

9 aspirações das famílias rurais, aumentando a segurança alimentar e a renda com menos riscos, é um grande passo para sair do subdesenvolvimento. A partir destes avanços uma real mudança de atitudes e de valores ocorre, os quais são importantes componentes do desenvolvimento cultural. Tais mudanças de atitudes não são alcançadas simplesmente com propostas teóricas e abstratas, mas através de atividades concretas que possuem uma grande força motivadora, através do desenvolvimento econômico dos produtores rurais, aumentando sua produção, sua produtividade e sua renda. Destarte, através do crédito rural é proporcionado aos produtores rurais um mecanismo para se desenvolverem economicamente, aumentando a renda, a produtividade e a produção. Ocorrendo o desenvolvimento econômico rural, as famílias rurais começam a procurar mecanismos para melhorar a qualidade de vida e proporcionar o bem estar, se aprimorando em conhecimentos e técnicas, caminhando para o desenvolvimento social e cultural. 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS O crédito rural, diante da temática apresentada, tem enorme importância em relação à economia rural e a necessidade do amparo ao produtor, para possibilitar um melhor investimento na lavoura, não somente aos pequenos e médios produtores, como também ao empresário rural, tendo o crédito rural posição de essencial instrumento de política agrícola para o desenvolvimento do país. Com a competitividade e poder de exportação brasileira, aliada ao investimento em tecnologia, vem produzindo cada vez mais a cada safra, atualmente. O Brasil necessita que seus agricultores façam uma agricultura rentável e competitiva, não somente pelos imperativos de justiça social, mas também porque a agricultura em sua globalidade tem potencialidades para oferecer uma contribuição muito mais significativa à solução dos grandes problemas nacionais. Para isso é necessário que os produtores rurais introduzam inovações para eliminar as ineficiências e aumentar os rendimentos. No entanto, essas inovações devem ser tecnológicas, gerenciais e organizacionais e, além disso, fazê-lo em todos os elos da cadeia agroalimentar, ou seja, no acesso aos insumos, na produção, na administração da propriedade, na transformação dos produtos e na comercialização dos excedentes. Sendo estes os pré-requisitos para que os produtores rurais passem a ser eficientes e capazes de obter insumos a preços baixos, de reduzir os custos de 9

10 produção, de melhorar a qualidade dos excedentes e de incrementar os seus preços de venda e consequentemente obterem mais rentabilidade. Neste contexto introduz-se o crédito rural, que constitui um mecanismo que estimula o incremento ordenado dos investimentos rurais, inclusive para armazenamento, beneficiamento e industrialização dos produtos agropecuários, quando efetuados por cooperativas ou pelo produtor na sua propriedade rural. Favorece o custeio oportuno e adequado da produção e a comercialização dos produtos agropecuários. Possibilita o fortalecimento econômico dos produtores, notadamente considerados ou classificados como pequenos e médios e incentiva a introdução de métodos racionais de produção, visando o aumento da produtividade e a melhoria do padrão de vida das populações rurais e à adequada defesa do solo. O crédito rural é um instrumento que proporciona aos produtores rurais a oportunidade de desenvolverem economicamente, de aprimorarem suas técnicas de produção, melhorar o plantio, gerando uma produção mais eficaz e mais rentável. A partir do desenvolvimento econômico rural caminha-se para o desenvolvimento social e cultural que tem como base o aumento da rentabilidade, da qualidade de vida e do bem estar das famílias rurais. O desenvolvimento econômico propiciado pelo crédito rural além de estar principalmente voltado para o âmbito rural também ocorre em âmbito nacional, através do desenvolvimento da economia do país. O crédito rural proporciona a circulação de alimentos (matéria prima vegetal, mineral e animal), movimentando e gerando tributos para o Estado, elevando investimentos e gerando empregos. Desse modo, fica demonstrada a notável importância do crédito rural para o desenvolvimento econômico e social, tanto em nível rural quanto em nível nacional. O que faz com que esse instrumento seja algo imprescindível para a economia proporcionando aos produtores rurais mecanismos para o avanço da produção, o aumento da rentabilidade e consequentemente um avanço social e cultural. Referências ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MARKETING RURAL ABMR. Disponível em: <http://www.abmr.com.br/>. Acesso em: 08 maio BANCO CENTRAL DO BRASIL. Manual de Crédito Rural. Brasília, volumes. BRASIL. Decreto-Lei nº167, de 14 de fevereiro de Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 15 fev 10

11 p BRASIL. Decreto nº , de 10 de maio de Aprova o regulamento da Lei n º 4829, que Institucionaliza o Crédito Rural. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ decreto/antigos/d58380.htm>. Acesso em: 09 maio BRASIL. Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 03 fev. 1965a. BRASIL. Lei nº 4.829, de 05 de novembro de Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 5 nov. 1965b. BULGARELLI, Waldirio. Títulos de Crédito. 14ª ed, São Paulo: Atlas, COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de direito comercial. Volume 1. 9ª ed. São Paulo: Saraiva, DE SEMO, Giorgio. Trattato di diritto cambiário. 3. ed. Padova: CEDAM, DINIZ, Maria Helena. Dicionário Jurídico. 1º ed, São Paulo: Saraiva, História do Crédito ao consumo. Disponível em: <http://www.creditoaoconsumo.com/credito-ao-consumo-historia.html>acesso em 10 maio GOLDEMBERG, Arnaldo. Crédito rural, títulos de crédito rural, enfoques. Disponível em: <http://www.uva.br/icj/artigos_de_professores/prof.%20arnaldo%20goldemberg%20credi TO%20RURAL.htm>. Acesso em: 09 maio Ministério do Desenvolvimento Agrário. Perguntas e Respostas. Disponível em: <http://www.mda.gov.br/saf/index.php?ctuid=7007&sccid=1243&imprimir=t> acesso em 09 maio MIRANDA, Maria Bernardete. Titulos de crédito. Rio de Janeiro: Forense, NAVARRINI, Umberto. La cambiale e l assegno bancário. Bologna: Zanichelli, OLIVEIRA, Hilário de. Títulos de Crédito. São Paulo: Editora Pillares, PINTO, Laércio de Oliveira. A importância do crédito para a sociedade. Disponível em: <http://www.serasa.com.br/serasalegal/01-set-01_m3.htm>acesso em 08 maio ROSA JÚNIOR, Luiz Emygdio da. Títulos de crédito. 4. ed. Rio de Janeiro: Renovar, SAES, M.S.M; NAKAZONE, D. Estudo da Competitividade de Cadeias Integradas no Brasil: Impactos das Zonas de Livre Comércio: Cadeia Café. Campinas (SP): Unicamp,

12 TOMAZETTE, Marlon. Curso de Direito Empresarial: Títulos de Crédito. Volume 2. São Paulo: Atlas, VIVANTE, Cezare. Trattato di diritto commerciale. 5. ed. Milano: Casa Editrice Dottor Francesco Vallardi,

Evolução histórica do crédito rural

Evolução histórica do crédito rural Evolução histórica do crédito rural Banco do Brasil Diretoria de Agronegócios O Sistema de equivalência-produto já é apontado como uma das principais formas de financiamento do plantio para médios e grandes

Leia mais

LEGISLAÇÃO DO CRÉDITO RURAL

LEGISLAÇÃO DO CRÉDITO RURAL *PRONAF* Legislação LEGISLAÇÃO DO CRÉDITO RURAL Art. 187. A política agrícola será planejada e executada na forma da lei, com a participação efetiva do setor de produção, envolvendo produtores e trabalhadores

Leia mais

1. Definições, Conceitos e Esclarecimentos sobre Crédito Rural

1. Definições, Conceitos e Esclarecimentos sobre Crédito Rural 1. Definições, Conceitos e Esclarecimentos sobre Crédito Rural Importante: A Matriz de Dados do Crédito Rural (MDCR) permite consultas personalizadas em que o consulente seleciona o período desejado, as

Leia mais

Ações de apoio à Produção Agrícola Gilson Bittencourt

Ações de apoio à Produção Agrícola Gilson Bittencourt Ações de apoio à Produção Agrícola Gilson Bittencourt gilson.bittencourt@fazenda.gov.br 1 Ações de apoio à Produção Agrícola Safra 2008/2009 Lançamento do Plano de Safra da Agricultura Empresarial com

Leia mais

o mapa da mina de crédito Figura 1 - Passos para decisão de tomada de crédito

o mapa da mina de crédito Figura 1 - Passos para decisão de tomada de crédito crédito rural: o mapa da mina Por: Felipe Prince Silva, Ms. Desenvolvimento Econômico, Espaço e Meio Ambiente UNICAMP. Economista Agrosecurity Gestão de Agro-Ativos LTDA e Agrometrika Informática e Serviços

Leia mais

LEASING. Leasing operacional praticado pelo fabricante do bem, sendo realmente um aluguel. (Telefones, computadores, máquinas e copiadoras).

LEASING. Leasing operacional praticado pelo fabricante do bem, sendo realmente um aluguel. (Telefones, computadores, máquinas e copiadoras). LEASING Leasing operacional praticado pelo fabricante do bem, sendo realmente um aluguel. (Telefones, computadores, máquinas e copiadoras). Leasing financeiro mais comum, funciona como um financiamento.

Leia mais

1RWDV7pFQLFDV GR %DQFR&HQWUDOGR%UDVLO

1RWDV7pFQLFDV GR %DQFR&HQWUDOGR%UDVLO ,661Ã 1RWDV7pFQLFDV GR %DQFR&HQWUDOGR%UDVLO 1~PHUR 1RYHPEURGH O sistema financeiro e o crédito rural Moyses Kessel ISSN 1519-7212 CGC 00 038 166/0001-05 Notas Técnicas do Brasília n 6 nov 2001 P 1-10 Banco

Leia mais

Linhas Agrícolas Agosto 2013

Linhas Agrícolas Agosto 2013 Linhas Agrícolas Agosto 2013 MERCADO DE CRÉDITO DÍVIDA PRIVADA Dividido em 3 Principais Classes de Ativo: Crédito Geral: Linha de KG, Conta Garantida, Finame, PSI; CCB, Debênture; Crédito Imobiliário:

Leia mais

CRÉDITO RURAL, TÍTULOS DE CRÉDITO RURAL E ENFOQUES (outubro de 2005)

CRÉDITO RURAL, TÍTULOS DE CRÉDITO RURAL E ENFOQUES (outubro de 2005) CRÉDITO RURAL, TÍTULOS DE CRÉDITO RURAL E ENFOQUES (outubro de 2005) Prof. Arnaldo Goldemberg[i] SUMÁRIO 1. Introdução 2. Crédito Rural 2.1. Objetivos do Crédito Rural 2.2. Aplicações do Crédito Rural

Leia mais

PRODUTOS E SERVIÇOS PARA OS PEQUENOS E MINI PRODUTORES RURAIS

PRODUTOS E SERVIÇOS PARA OS PEQUENOS E MINI PRODUTORES RURAIS PRODUTOS E SERVIÇOS PARA OS PEQUENOS E MINI PRODUTORES RURAIS SETEMBRO - 2011 BANCO DO NORDESTE APOIO AO MINI E PEQUENO PRODUTOR RURAL PROGRAMA DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO RURAL DO NORDESTE (RURAL) FONTE:

Leia mais

Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste

Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste O que é FCO? O Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) é um fundo de crédito criado pela Constituição Federal de 1988 com o objetivo de promover

Leia mais

Políticas públicas e o financiamento da produção de café no Brasil

Políticas públicas e o financiamento da produção de café no Brasil Políticas públicas e o financiamento da produção de café no Brasil Organização Internacional do Café - OIC Londres, 21 de setembro de 2010. O Sistema Agroindustrial do Café no Brasil - Overview 1 Cafés

Leia mais

Do Manual de Crédito Rural, disponível aqui.

Do Manual de Crédito Rural, disponível aqui. Do Manual de Crédito Rural, disponível aqui. TÍTULO: CRÉDITO RURAL CAPÍTULO: Operações - 3 SEÇÃO: Créditos de Custeio - 2 1 - O custeio rural classifica-se como: (Res a) agrícola; b) pecuário; c) de beneficiamento

Leia mais

Subsídios para uma nova política agropecuária com gestão de riscos

Subsídios para uma nova política agropecuária com gestão de riscos Subsídios para uma nova política agropecuária com gestão de riscos Evandro Gonçalves Brito Diretoria de Agronegócios / Banco do Brasil Uberlândia (MG), 18 de novembro de 2010. Desafios Globais Os dez maiores

Leia mais

DERAL - Departamento de Economia Rural. Política Agrícola - Análise da Conjuntura Agropecuária

DERAL - Departamento de Economia Rural. Política Agrícola - Análise da Conjuntura Agropecuária Política Agrícola - Análise da Conjuntura Agropecuária Setembro de 2012 A política agrícola anunciada para a agricultura empresarial se caracterizou por assegurar o necessário apoio ao produtor rural.

Leia mais

Linhas de Crédito PISCICULTURA INVESTIMENTO CUSTEIO. Obs.: As informações atinentes às linhas de crédito estão sujeitas a alterações.

Linhas de Crédito PISCICULTURA INVESTIMENTO CUSTEIO. Obs.: As informações atinentes às linhas de crédito estão sujeitas a alterações. PISCICULTURA CUSTEIO INVESTIMENTO Obs.: As informações atinentes às linhas de crédito estão sujeitas a alterações. financiar as despesas normais de custeio da produção agrícola e pecuária. Linhas de Crédito

Leia mais

Ambiente de Gerenciamento do PRONAF e Programas de Crédito Fundiário

Ambiente de Gerenciamento do PRONAF e Programas de Crédito Fundiário Ambiente de Gerenciamento do PRONAF e Programas de Crédito Fundiário Janeiro - 2011 Banco do Nordeste Apoio à Agricultura Familiar Programa Nacional de Fortalecimento Da Agricultura Familiar OBJETIVO Fortalecer

Leia mais

MINISTÉRIO DA FAZENDA GABINETE DO MINISTRO ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL VOTOS APROVADOS NA REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO CMN 16/04/2009

MINISTÉRIO DA FAZENDA GABINETE DO MINISTRO ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL VOTOS APROVADOS NA REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO CMN 16/04/2009 MINISTÉRIO DA FAZENDA GABINETE DO MINISTRO ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL VOTOS APROVADOS NA REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO CMN 16/04/2009 1 - PROGRAMA DE FINANCIAMENTO PARA ESTOCAGEM DE ÁLCOOL ETÍLICO COMBUSTÍVEL

Leia mais

Resolução nº 3.500 define novas condições para dívidas agrícolas

Resolução nº 3.500 define novas condições para dívidas agrícolas Resolução nº 3.500 define novas condições para dívidas agrícolas O Governo Federal, através do Banco Central, divulgou no dia 28 de setembro de 2007 a Resolução nº 3.500, que trata das condições para negociação

Leia mais

BANCO DA AMAZÔNIA. Seminário Programa ABC

BANCO DA AMAZÔNIA. Seminário Programa ABC BANCO DA AMAZÔNIA Seminário Programa ABC O BANCO DA AMAZÔNIA Missão Criar soluções para que a Amazônia atinja patamares inéditos de desenvolvimento sustentável a partir do empreendedorismo consciente.

Leia mais

Banco do Nordeste Apoio à Agricultura Familiar

Banco do Nordeste Apoio à Agricultura Familiar Banco do Nordeste Apoio à Agricultura Familiar Programa Nacional de Fortalecimento Da Agricultura Familiar OBJETIVO Fortalecer a agricultura familiar, mediante o financiamento da infra-estrutura de produção

Leia mais

NORMATIVOS SOBRE DÍVIDAS DO CRÉDITO RURAL DO PRONAF (VIGENTES EM 18 DE SETEMBRO DE 2014)

NORMATIVOS SOBRE DÍVIDAS DO CRÉDITO RURAL DO PRONAF (VIGENTES EM 18 DE SETEMBRO DE 2014) NORMATIVOS SOBRE DÍVIDAS DO CRÉDITO RURAL DO PRONAF (VIGENTES EM 18 DE SETEMBRO DE 2014) NORMATIVO PERMANENTE DISPOSTO NO MCR 2.6.9 e MCR 10.1.24 a 26 MCR 2.6.9 Permanente Parcelas a vencer/ operações

Leia mais

Crédito Rural. Comissão de Agricultura e Reforma Agrária - CRA 10.06.2011

Crédito Rural. Comissão de Agricultura e Reforma Agrária - CRA 10.06.2011 Ciclo de Palestras e Debates Crédito Rural Senado Federal Comissão de Agricultura e Reforma Agrária - CRA 10.06.2011 CONTEXTUALIZAÇÃO FINANCIAMENTO DO AGRONEGÓCIO BNDES LINHAS DE CRÉDITO DO AGRONEGÓCIO

Leia mais

alimentos para o brasil APRESENTAÇÃO

alimentos para o brasil APRESENTAÇÃO 2014-2015 alimentos para o brasil APRESENTAÇÃO O Plano Safra da Agricultura Familiar 2014/2015 Alimentos Para o Brasil vem consolidar mais de uma década de políticas públicas que melhoram a vida de quem

Leia mais

AGRONEGÓCIO PANORAMA ATUAL

AGRONEGÓCIO PANORAMA ATUAL AGRONEGÓCIO PANORAMA ATUAL IMPORTÂNCIA ECONOMICA 1- Exportações em 2014: Mais de US$ 100 bilhões de dólares; 2- Contribui com aproximadamente 23% do PIB brasileiro; 3- São mais de 1 trilhão de Reais e

Leia mais

Avenida Paulista, 949 22º andar

Avenida Paulista, 949 22º andar Avenida Paulista, 949 22º andar São Paulo, 30 de novembro de 2012 1 I n t r o d u ç ã o 140 CRÉDITO PRODUÇÃO BRASIL Fase de ouro Fase de crise Fase da agricultura de mercado 133 127 162 120 114 117 105

Leia mais

P R O A G R O. Programa de Garantia da Atividade Agropecuária. Deoclécio Pereira de Souza. Rio Branco (AC) 22-07-2008

P R O A G R O. Programa de Garantia da Atividade Agropecuária. Deoclécio Pereira de Souza. Rio Branco (AC) 22-07-2008 P R O A G R O Programa de Garantia da Atividade Agropecuária Deoclécio Pereira de Souza Rio Branco (AC) 22-07-2008 1 1.a S E G U R O A - M U N D O ANO > 1347 LOCAL > GÊNOVA - Itália FATO > 1º CONTRATO

Leia mais

alimentos para o brasil APRESENTAÇÃO

alimentos para o brasil APRESENTAÇÃO 2014-2015 APRESENTAÇÃO O Plano Safra da Agricultura Familiar 2014/2015 Alimentos Para o Brasil vem consolidar mais de uma década de políticas públicas que melhoram a vida de quem vive no Brasil Rural.

Leia mais

ESPELHO DE EMENDAS DE ACRÉSCIMO DE META

ESPELHO DE EMENDAS DE ACRÉSCIMO DE META SISTEMA DE ELABORAÇÃO DE S ÀS LEIS ORÇAMENTÁRIAS Página: 2504 de 2619 ESPELHO DE S DE 1 Apoio à pesquisa e preservação de recursos genéticos e biotecnologia Custos financeiros: Despesas de custeio - 3

Leia mais

O espaço rural brasileiro 7ºano PROF. FRANCO AUGUSTO

O espaço rural brasileiro 7ºano PROF. FRANCO AUGUSTO O espaço rural brasileiro 7ºano PROF. FRANCO AUGUSTO Agropecuária É o termo utilizado para designar as atividades da agricultura e da pecuária A agropecuária é uma das atividades mais antigas econômicas

Leia mais

NORMATIVOS SOBRE DÍVIDAS DO CRÉDITO RURAL DO PRONAF (VIGENTES EM 19 DE DEZEMBRO DE 2014)

NORMATIVOS SOBRE DÍVIDAS DO CRÉDITO RURAL DO PRONAF (VIGENTES EM 19 DE DEZEMBRO DE 2014) NORMATIVOS SOBRE DÍVIDAS DO CRÉDITO RURAL DO PRONAF (VIGENTES EM 19 DE DEZEMBRO DE 2014) NORMATIVO PERMANENTE DISPOSTO NO MCR 2.6.9 e MCR 10.1.24 a 26 MCR 2.6.9 Permanente Parcelas a vencer/ operações

Leia mais

Plano Agrícola e Pecuário PAP 2013/2014 Ações estruturantes para a Agropecuária Brasileira

Plano Agrícola e Pecuário PAP 2013/2014 Ações estruturantes para a Agropecuária Brasileira Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil Plano Agrícola e Pecuário PAP 2013/2014 ROSEMEIRE SANTOS Superintendente Técnica Plano Agrícola e Pecuário PAP 2013/2014 Ações estruturantes para a Agropecuária

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL TEMAS VOLUME DE RECURSOS Do aporte nacional, garantir para o RS no mínimo 20% (vinte por cento) dos recursos para financiamento agropecuário de forma oportuna, tempestiva e suficiente. Aumentar os limites

Leia mais

1.1 - Incluir a caracterização do inciso IX se e for oriunda da agricultura familiar deverá, visando corrigir distorções.

1.1 - Incluir a caracterização do inciso IX se e for oriunda da agricultura familiar deverá, visando corrigir distorções. Assunto: Sugestões da Petrobras Biocombustível para alteração da minuta da Portaria do Selo Combustível Social, fornecida pelo MDA em reunião com representantes das empresas produtoras de Biodiesel e disponibilizada

Leia mais

Diretoria de Agronegócios. Safra 2013/2014

Diretoria de Agronegócios. Safra 2013/2014 Diretoria de Agronegócios Safra 2013/2014 Agricultura Empresarial Custeio Custeio MCR 6.2 e MCR 6.4 Equalizado 1) Limite recursos controlados: R$ 800 mil, por beneficiário/safra, independentemente da cultura;

Leia mais

Oportunidade de Investimento no Pará. Principais linhas de financiamento do Banco da Amazônia

Oportunidade de Investimento no Pará. Principais linhas de financiamento do Banco da Amazônia Seminário: Oportunidade de Investimento no Pará Palestra: Principais linhas de financiamento do Banco da Amazônia Palestrante: Valmir Pedro Rossi - Presidente São Paulo, 02 de dezembro de 2013 Pauta da

Leia mais

VIII Simpósio Técnicas de Plantio e Manejo de Eucalipto para Usos Múltiplos

VIII Simpósio Técnicas de Plantio e Manejo de Eucalipto para Usos Múltiplos VIII Simpósio Técnicas de Plantio e Manejo de Eucalipto para Usos Múltiplos Linhas de crédito para o setor florestal Homero José Rochelle Engº Agrônomo ESALQ 1979 Plano de Safra 2014/2015 MAPA - Ministério

Leia mais

Agroenergia e Agricultura Familiar

Agroenergia e Agricultura Familiar Agroenergia e Agricultura Familiar V Congresso Brasileiro de Mamona (CBM) II Simpósio Internacional de Oleaginosas Energéticas (SIOE) I Fórum Capixaba de Pinhão-Manso Guarapari - ES Julho/2012 ÍNDICE Agricultura

Leia mais

Políticas Agrícolas e Comercio Internacional Acadêmicas: Jéssica Mello e Marcele Leal

Políticas Agrícolas e Comercio Internacional Acadêmicas: Jéssica Mello e Marcele Leal Políticas Agrícolas e Comercio Internacional Acadêmicas: Jéssica Mello e Marcele Leal Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) O Pronaf iniciou em 28 de julho de 1996, pelo

Leia mais

projetos com alto grau de geração de emprego e renda projetos voltados para a preservação e a recuperação do meio ambiente

projetos com alto grau de geração de emprego e renda projetos voltados para a preservação e a recuperação do meio ambiente O QUE É O FCO? O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) foi criado pela Lei n.º 7.827, de 27.09.1989, que regulamentou o art. 159, inciso I, alínea c, da Constituição Federal, com

Leia mais

RESSEGURO DO PROAGRO. Eng Agr Angelo Gemignani Sb

RESSEGURO DO PROAGRO. Eng Agr Angelo Gemignani Sb RESSEGURO DO PROAGRO Eng Agr Angelo Gemignani Sb CRÉDITO RURAL Institucionalizado em 1965 através da Lei n 4.829, de 5-11-65 SEGURO RURAL Institucionalizado em 1966 através do Decreto-Lei n 73, de 21-11-66

Leia mais

Seminário Riscos e Gestão do Seguro Rural no Brasil

Seminário Riscos e Gestão do Seguro Rural no Brasil Seminário Riscos e Gestão do Regulamentação para gestão do seguro rural em eventos catastróficos Otávio Ribeiro Damaso Secretário Adjunto de Política Econômica / otavio.damaso@fazenda.gov.br Campinas,

Leia mais

MINISTERIO DO MEIO AMBIENTE DEPARTAMENTO DE FLORESTAS

MINISTERIO DO MEIO AMBIENTE DEPARTAMENTO DE FLORESTAS MINISTERIO DO MEIO AMBIENTE DEPARTAMENTO DE FLORESTAS Referência: Agenda para a criação de instrumentos de financiamentos e crédito para o setor florestal Interessado: DFLOR/SBF/MMA. 1. ANTECEDENTES: O

Leia mais

ESTADO DO ACRE. Estado do Acre estabelece processos de inclusão social e econômica visando ao uso sustentável dos recursos naturais

ESTADO DO ACRE. Estado do Acre estabelece processos de inclusão social e econômica visando ao uso sustentável dos recursos naturais Estado do Acre estabelece processos de inclusão social e econômica visando ao uso sustentável dos recursos naturais Através da Política de Valorização do Ativo Ambiental Florestal e do Zoneamento Ecológico

Leia mais

Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18

Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18 Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18 Características Agropecuárias A sociedade brasileira viveu no século XX uma transformação socioeconômica e cultural passando de uma sociedade agrária para uma sociedade

Leia mais

PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS 1. O CENÁRIO DO SETOR AGROPECUÁRIO BRASILEIRO

PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS 1. O CENÁRIO DO SETOR AGROPECUÁRIO BRASILEIRO PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS 1. O CENÁRIO DO SETOR AGROPECUÁRIO BRASILEIRO A economia brasileira tem passado por rápidas transformações nos últimos anos. Neste contexto ganham espaço novas concepções, ações

Leia mais

23ª ABERTURA DA COLHEITA DO ARROZ. Restinga Seca - RS. Diretoria de Agronegócios (DF)

23ª ABERTURA DA COLHEITA DO ARROZ. Restinga Seca - RS. Diretoria de Agronegócios (DF) 23ª ABERTURA DA COLHEITA DO ARROZ Restinga Seca - RS 21-02-2013 Protagonista do Agronegócio Mundial Brasil Protagonista do Agronegócio Mundial População crescerá 2,15 bilhões de habitantes até 2050, elevando

Leia mais

DECRETO N 037/2014. O Prefeito Municipal de Santa Teresa Estado do Espírito Santo, no uso de suas atribuições legais,

DECRETO N 037/2014. O Prefeito Municipal de Santa Teresa Estado do Espírito Santo, no uso de suas atribuições legais, DECRETO N 037/2014 Regulamenta aplicação das Instruções Normativas SDE Nº 01/2014 a 02/2014, que dispõem sobre as Rotinas e Procedimentos do Sistema de Desenvolvimento Econômico a serem observados no âmbito

Leia mais

Cliente Novo: Custeio/investimento até R$10.000; Cliente Normal: Custeio/investimento até R$ 20.000,00

Cliente Novo: Custeio/investimento até R$10.000; Cliente Normal: Custeio/investimento até R$ 20.000,00 PLANO SAFRA 20132014 LINHAS DE FINANCIAMENTO E ENQUADRAMENTO DE CRÉDITO RURAL AFEAM BANCO DO BRASIL BANCO DA AMAZÔNIA APRESENTAÇÃO O presente documento contém as principais linhas e enquadramento de crédito

Leia mais

Anexo ao Ato Declaratório Executivo Cofis n o 20/2015 Manual de Orientação do Leiaute da ECF Atualização: Março de 2015

Anexo ao Ato Declaratório Executivo Cofis n o 20/2015 Manual de Orientação do Leiaute da ECF Atualização: Março de 2015 A.1.1.1.2. L100B - Financeiras 1.0.3.9.9.99.99 ATIVO GERAL 01012014 S 1 01 1.1.0.0.0.00.00 ATIVO 01012014 S 1.0.0.0.0.00.00 2 01 1.1.1.0.0.00.00 CIRCULANTE E REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 01012014 S 1.1.0.0.0.00.00

Leia mais

Soluções de Crédito. Cadeia Produtiva do Café CADA VEZ BOMPRATODOS

Soluções de Crédito. Cadeia Produtiva do Café CADA VEZ BOMPRATODOS Cadeia Produtiva do Café CADA + VEZ BOMPRATODOS Capital de Giro Recebíveis BB Giro Empresa Flex Agro Crédito Agroindustrial Desconto de Cheques/Títulos BB Giro Recebíveis Duplicatas/Cheques/Cartões BB

Leia mais

Notificações Brasileiras ao Comitê de Agricultura da Organização Mundial do Comércio (OMC)

Notificações Brasileiras ao Comitê de Agricultura da Organização Mundial do Comércio (OMC) Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio Departamento de Acordos Comerciais Notificações Brasileiras ao Comitê de Agricultura da Organização Mundial do Comércio (OMC) Notificações Brasileiras

Leia mais

Renda Fixa. Letra de Crédito do Agronegócio

Renda Fixa. Letra de Crédito do Agronegócio Renda Fixa Letra de Crédito do Agronegócio Letra de Crédito do Agronegócio Diversifique sua carteira de investimentos e obtenha mais rentabilidade O produto Letra de Crédito do Agronegócio () é um título

Leia mais

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO. Secretaria da Agricultura Familiar. Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar - Pronaf

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO. Secretaria da Agricultura Familiar. Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar - Pronaf MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO Secretaria da Agricultura Familiar Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar - Pronaf Agricultura Familiar 06/07- renegociação dos custeios - Resolução

Leia mais

Modelos de Desenvolvimento Agropecuário do Cerrado Brasileiro. Paulo César Nogueira Assessor da Secretaria de Relações Internacionais Embrapa

Modelos de Desenvolvimento Agropecuário do Cerrado Brasileiro. Paulo César Nogueira Assessor da Secretaria de Relações Internacionais Embrapa Modelos de Desenvolvimento Agropecuário do Cerrado Brasileiro Paulo César Nogueira Assessor da Secretaria de Relações Internacionais Embrapa BRASIL SAFRA--------------CRESCIMENTO DE 50% NOS ÚLTIMOS 10

Leia mais

III CONGRESSO BRASILEIRO DO CACAU: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E SUSTENTABILIDADE

III CONGRESSO BRASILEIRO DO CACAU: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E SUSTENTABILIDADE III CONGRESSO BRASILEIRO DO CACAU: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E SUSTENTABILIDADE Painel 8: O papel de Instituições Públicas para Desenvolvimento da Cacauicultura Brasileira O Cacau e a Agricultura Familiar Adriana

Leia mais

Soluções para o Cooperativismo Parceria de confiança em todos os momentos.

Soluções para o Cooperativismo Parceria de confiança em todos os momentos. Soluções para o Cooperativismo Parceria de confiança em todos os momentos. bb.com.br/agronegocio Banco do Brasil, parceiro em todos os momentos do cooperativismo. O cooperativismo consolida, cada vez mais,

Leia mais

Contribuições do Sistema Cooperativista - Consulta Pública MDA

Contribuições do Sistema Cooperativista - Consulta Pública MDA Contribuições do Sistema Cooperativista - Consulta Pública MDA Critérios e procedimentos de concessão, manutenção e uso do Selo Combustível Social As políticas de apoio à agricultura familiar desempenham

Leia mais

AGRONEGÓCIO NO MUNDO PRINCIPAIS PLAYERS

AGRONEGÓCIO NO MUNDO PRINCIPAIS PLAYERS AGRONEGÓCIOS AGRONEGÓCIO NO MUNDO PRINCIPAIS PLAYERS Argentina Estados Unidos Indonésia Brasil Canadá Russia Índia Japão Austrália China México Área Agricultável > 30 milhões de ha População urbana > 80

Leia mais

La Experiencia del PRONAF Eco Dendê en Brasil

La Experiencia del PRONAF Eco Dendê en Brasil La Experiencia del PRONAF Eco Dendê en Brasil Taller sobre el Acceso a Créditos para la Agricultura Familiar en América Latina - Cadena Productiva de Palma Bogotá Colombia Junio 2015 O MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO

Leia mais

Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará

Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará Rua Edite Braga, 50 - Jardim América - 60.425-100 Fortaleza - Ceará Fone: (85) 494-3933 - Fax: (85) 494-7695 site: www.faec.org.br e-mail: detec@faec.ogr.br

Leia mais

Banco do Brasil. Programa ABC

Banco do Brasil. Programa ABC Banco do Brasil Programa ABC Junho de 2015 Plano ABC Conceito Crédito orientado para promover a redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) na agricultura, conforme preconizado na Política Nacional

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Page 1 of 5 Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI N o 10.823, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2003. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono

Leia mais

Natureza Cambiária da Cédula de Produto Rural. A Cédula de Produto Rural, conhecida pela sigla CPR e criada pela Lei n.

Natureza Cambiária da Cédula de Produto Rural. A Cédula de Produto Rural, conhecida pela sigla CPR e criada pela Lei n. Natureza Cambiária da Cédula de Produto Rural Gustavo Ribeiro Rocha A Cédula de Produto Rural, conhecida pela sigla CPR e criada pela Lei n. 8.929/94, é um documento emitido pelo produtor rural ou por

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 11.322, DE 13 DE JULHO DE 2006. Mensagem de veto Conversão da MPv nº 285, de 2006 Dispõe sobre a renegociação de dívidas oriundas

Leia mais

Linhas de Financiamento

Linhas de Financiamento A história do cooperativismo no País está relacionada ao crescimento da agricultura brasileira. E o Banco do Brasil, como principal responsável pelo impulso do nosso agronegócio, é também o banco do cooperativismo.

Leia mais

Renda Fixa Privada Certificado de Recebíveis do Agronegócio CRA. Certificado de Recebíveis do Agronegócio CRA

Renda Fixa Privada Certificado de Recebíveis do Agronegócio CRA. Certificado de Recebíveis do Agronegócio CRA Renda Fixa Privada Certificado de Recebíveis do Agronegócio CRA Certificado de Recebíveis do Agronegócio Instrumento de captação de recursos e de investimento no agronegócio O produto O Certificado de

Leia mais

Crédito Agro Principais Linhas de Crédito. Fortaleza (CE), maio de 2014

Crédito Agro Principais Linhas de Crédito. Fortaleza (CE), maio de 2014 Crédito Agro Principais Linhas de Crédito Fortaleza (CE), maio de 2014 Agricultura Familiar Principais Linhas de Crédito Pronaf Custeio - Beneficiários: Agricultores familiares, exceto dos grupos A e B;

Leia mais

CARTA-CIRCULAR Nº 4. - conservação, fábricas de gelo, armazéns frigoríficos e depósitos destinados a afetividades pesqueiras;

CARTA-CIRCULAR Nº 4. - conservação, fábricas de gelo, armazéns frigoríficos e depósitos destinados a afetividades pesqueiras; CARTA-CIRCULAR Nº 4 Aos Estabelecimentos Bancários RESOLUÇÃO nº 69 - Atividade pesqueira - Conforme estabelece o item V da Resolução nº 69, de 22.9.67, item 3 da Circular nº 100, de 24.10.67, são também,

Leia mais

Programa 2014 Agropecuária Sustentável, Abastecimento e Comercialização

Programa 2014 Agropecuária Sustentável, Abastecimento e Comercialização 0299 - Equalização de Preços nas Aquisições do Governo Federal e na Formação de Estoques Reguladores e Estratégicos AGF 1. Descrição: O AGF (Aquisições do Governo Federal) é o instrumento tradicional da

Leia mais

Curso de MBA. Especialização em GESTÃO SUSTENTÁVEL DO AGRONEGÓCIO (COM ÊNFASE NO NOVO CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO)

Curso de MBA. Especialização em GESTÃO SUSTENTÁVEL DO AGRONEGÓCIO (COM ÊNFASE NO NOVO CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO) Curso de MBA Especialização em GESTÃO SUSTENTÁVEL DO AGRONEGÓCIO (COM ÊNFASE NO NOVO CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO) 1 2 SUMÁRIO 4. FORMATO. 5. CONCEPÇÃO. 7. OBJETIVO. 7. PÚBLICO ALVO. 8. DIFERENCIAIS INOVADORES

Leia mais

Declaração de Aptidão ao Pronaf DAP

Declaração de Aptidão ao Pronaf DAP Declaração de Aptidão ao Pronaf DAP É o instrumento que identifica os agricultores familiares e/ou suas formas associativas organizadas em pessoas jurídicas, aptos a realizarem operações de crédito rural

Leia mais

MOVIMENTANDO OPORTUNIDADES gerando investimentos A FORTESEC. securitizadora. Home Empresa Securitização Emissões Fale Conosco

MOVIMENTANDO OPORTUNIDADES gerando investimentos A FORTESEC. securitizadora. Home Empresa Securitização Emissões Fale Conosco MOVIMENTANDO OPORTUNIDADES gerando investimentos Com credibilidade e criatividade, transformamos as novas ideias do mercado SAIBA MAIS A FORTESEC A Fortesec é uma com foco em operações estruturadas de

Leia mais

PRONAMP PROGRAMA NACIONAL DE APOIO AO MÉDIO PRODUTOR RURAL. novembro de 2013

PRONAMP PROGRAMA NACIONAL DE APOIO AO MÉDIO PRODUTOR RURAL. novembro de 2013 PRONAMP PROGRAMA NACIONAL DE APOIO AO MÉDIO PRODUTOR RURAL novembro de 2013 EVOLUÇÃO DO FINANCIAMENTO RURAL 160,0 1200% 140,0 1100% 1000% 120,0 900% BILHÕES 100,0 80,0 60,0 40,0 424% 349% 800% 700% 600%

Leia mais

PLANO SAFRA DAS ÁGUAS 2010-2011

PLANO SAFRA DAS ÁGUAS 2010-2011 PLANO SAFRA DAS ÁGUAS 2010-2011 1 PLANO SAFRA DAS ÁGUAS - PESCA E AQUICULTURA BRASÍLIA-DF 2010 SUMÁRIO Pag. Apresentação...4 Novidades...5 Linhas de Crédito - Pronaf Pesca e Aquicultura...6 Linhas de Crédito

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO DE SISTEMAS PRODUTIVOS EM ASSENTAMENTOS RURAIS NO MUNICÍPIO DE CENTENÁRIO DO SUL-PR

CARACTERIZAÇÃO DE SISTEMAS PRODUTIVOS EM ASSENTAMENTOS RURAIS NO MUNICÍPIO DE CENTENÁRIO DO SUL-PR CARACTERIZAÇÃO DE SISTEMAS PRODUTIVOS EM ASSENTAMENTOS RURAIS NO MUNICÍPIO DE CENTENÁRIO DO SUL-PR Luis Artur Bernardes da Rosa¹; Maria de Fátima Guimarães²; Sergio Luis Carneiro³; Dimas Soares Júnior4

Leia mais

Renda Fixa Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio - CDCA. Renda Fixa. Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio - CDCA

Renda Fixa Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio - CDCA. Renda Fixa. Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio - CDCA Renda Fixa Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio - CDCA Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio Viabiliza o financiamento da cadeia do agronegócio com recursos privados O produto

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 01, DE 05 DE JULHO DE 2005.

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 01, DE 05 DE JULHO DE 2005. INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 01, DE 05 DE JULHO DE 2005. Dispõe sobre os critérios e procedimentos relativos à concessão de uso do selo combustível social. O MINISTRO DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO, no

Leia mais

F N O - PROGRAMAS DE FINANCIAMENTO

F N O - PROGRAMAS DE FINANCIAMENTO F N O - PROGRAMAS DE FINANCIAMENTO NO SETOR RURAL Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar PRONAF Programa de Financiamento às Atividades Agropecuárias Programa a de Financiamento a

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº. 3163. 1º Os agentes financeiros terão até 31 de maio de 2004 para formalização dos instrumentos de repactuação.

RESOLUÇÃO Nº. 3163. 1º Os agentes financeiros terão até 31 de maio de 2004 para formalização dos instrumentos de repactuação. RESOLUÇÃO Nº. 3163 Dispõe sobre renegociação de operações de crédito rural amparadas por recursos do Programa Especial de Crédito para a Reforma Agrária (Procera), do Programa Nacional de Fortalecimento

Leia mais

DILMA ROUSSEFF Presidenta da República. PATRUS ANANIAS Ministro do Desenvolvimento Agrário

DILMA ROUSSEFF Presidenta da República. PATRUS ANANIAS Ministro do Desenvolvimento Agrário DILMA ROUSSEFF Presidenta da República PATRUS ANANIAS Ministro do Desenvolvimento Agrário MARIA FERNANDA RAMOS COELHO Secretária Executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário MARIA LÚCIA DE OLIVEIRA

Leia mais

Anexo ao Ato Declaratório Executivo Cofis n o 20/2015 Manual de Orientação do Leiaute da ECF Atualização: Março de 2015

Anexo ao Ato Declaratório Executivo Cofis n o 20/2015 Manual de Orientação do Leiaute da ECF Atualização: Março de 2015 2.05.01.01.05 Fundos Especiais de Domiciliados e Residentes no País 01012014 A 2.05.01.01 5 03 2.05.01.02 PATRIMÔNIO SOCIAL REALIZADO - DE RESIDENTE/DOMICILIADO NO EXTERIOR 01012014 S 2.05.01 4 03 2.05.01.02.01

Leia mais

PROPOSTA DE MÓDULO DE FINANCIAMENTO, CONTRATOS, COMERCIALIZAÇÃO E ASSOCIATIVISMO PARA O SNPA

PROPOSTA DE MÓDULO DE FINANCIAMENTO, CONTRATOS, COMERCIALIZAÇÃO E ASSOCIATIVISMO PARA O SNPA Diretoria de Pesquisas Coordenação de Agropecuária PROPOSTA DE MÓDULO DE FINANCIAMENTO, CONTRATOS, COMERCIALIZAÇÃO E ASSOCIATIVISMO PARA O SNPA (Coordenação de Agropecuária) E DA GEPAD (Gerência de Planejamento,

Leia mais

Programa BB Aqüicultura e Pesca

Programa BB Aqüicultura e Pesca Programa BB Aqüicultura e Pesca O Banco do Brasil é o maior parceiro dos empreendedores brasileiros, sejam grandes ou pequenos produtores. Isso vale, também, para a aqüicultura e pesca. Assim, com o objetivo

Leia mais

CONTRIBUIÇÃO PARA IMPLANTAÇÃO DA QUALIDADE TOTAL NA. EMATER Paraná

CONTRIBUIÇÃO PARA IMPLANTAÇÃO DA QUALIDADE TOTAL NA. EMATER Paraná ODÍLIO SEPULCRI CONTRIBUIÇÃO PARA IMPLANTAÇÃO DA QUALIDADE TOTAL NA EMATER Paraná Projeto apresentado a Universidade Federal do Paraná, Confederação Nacional da Indústria, Serviço Nacional de Aprendizagem

Leia mais

Propostas do Sistema Cooperativista para o Plano Safra da Agricultura Familiar 2015/2016

Propostas do Sistema Cooperativista para o Plano Safra da Agricultura Familiar 2015/2016 Propostas do Sistema Cooperativista para o Plano Safra da Agricultura Familiar 2015/2016 Introdução...4 O cooperativismo e a agricultura familiar... 5 Crédito Rural...8 Sugestões para aprimoramento das

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 2766. Art. 2º Os financiamentos ao amparo de recursos do PRONAF ficam sujeitos às seguintes taxas efetivas de juros:

RESOLUÇÃO Nº 2766. Art. 2º Os financiamentos ao amparo de recursos do PRONAF ficam sujeitos às seguintes taxas efetivas de juros: RESOLUÇÃO Nº 2766 Dispõe sobre alterações no Regulamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF). O BANCO CENTRAL DO BRASIL, na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de

Leia mais

BALANÇO DE INVESTIMENTOS DO PRONAF EM MINAS GERAIS: uma tentativa de inserção da agricultura familiar no mercado. Resumo

BALANÇO DE INVESTIMENTOS DO PRONAF EM MINAS GERAIS: uma tentativa de inserção da agricultura familiar no mercado. Resumo 1 BALANÇO DE INVESTIMENTOS DO PRONAF EM MINAS GERAIS: uma tentativa de inserção da agricultura familiar no mercado Álisson Riceto 1 João Cleps Junior 2 Eduardo Rozetti de Carvalho 3 Resumo O presente artigo

Leia mais

O papel do engenheiro agrônomo no desenvolvimento das plantas medicinais

O papel do engenheiro agrônomo no desenvolvimento das plantas medicinais O papel do engenheiro agrônomo no desenvolvimento das plantas medicinais Alexandre Sylvio Vieira da Costa 1 1.Engenheiro Agrônomo. Professor Universidade Vale do Rio Doce/Coordenador Adjunto da Câmara

Leia mais

O Crédito e a. no BB

O Crédito e a. no BB O Crédito e a Sustentabilidade no BB O Crédito e a Sustentabilidade no BB Para efeito de concessão de crédito, os produtores são divididos da seguinte forma: Agricultura Familiar: Agricultores e Pecuaristas

Leia mais

PLANO SAFRA DA PESCA E AQUICULTURA 2015/2016

PLANO SAFRA DA PESCA E AQUICULTURA 2015/2016 PLANO SAFRA DA PESCA E AQUICULTURA 2015/2016 PLANO SAFRA DA PESCA E AQUICULTURA 2015/2016 Pilares do PSPA CRÉDITO PROMOÇÃO PROMOÇÃO DO DO CONSUMO PESQUEIRO PSPA INFRAESTRUTURA ASSISTÊNCIA TÉCNICA COMERCIALI

Leia mais

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA)

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA) Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA) Relatório com as principais notícias divulgadas pela mídia

Leia mais

PROGRAMA ESTADUAL FÁBRICA DO AGRICULTOR: UMA AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS

PROGRAMA ESTADUAL FÁBRICA DO AGRICULTOR: UMA AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS PROGRAMA ESTADUAL FÁBRICA DO AGRICULTOR: UMA AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS Área: ADMINISTRAÇÃO José Lindomir Pezenti EMATER, Cascavel-PR, pezenti@yahoo.com.br Geysler Rogis Flor Bertolini UNIOESTE, Cascavel-PR,

Leia mais

DICRE DIRETORIA DE CRÉDITO GCREF - Gerência de Crédito de Fomento COPEN - Coordenadoria de Pequenos Negócios Rurais e Urbanos

DICRE DIRETORIA DE CRÉDITO GCREF - Gerência de Crédito de Fomento COPEN - Coordenadoria de Pequenos Negócios Rurais e Urbanos PRESIDENTE Mâncio Lima Cordeiro DIRETOR DE CRÉDITO Milton Barbosa Cordeiro GERENTE EXECUTIVO DE CRÉDITO DE FOMENTO Raimunda Carmem Pereira da Silva COORDENADOR DE PEQUENOS NEGÓCIOS RURAIS E URBANOS Affonso

Leia mais

PRONAF SUSTENTÁVEL PLANO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA UNIDADE FAMILIAR

PRONAF SUSTENTÁVEL PLANO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA UNIDADE FAMILIAR PRONAF SUSTENTÁVEL PLANO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA UNIDADE FAMILIAR ANTECEDENTES DO PRONAF SUSTENTÁVEL RESGATANDO OS OBJETIVOS DO PRONAF... Estimular o incremento ordenado dos investimentos rurais,

Leia mais

MBA Gestão Estratégica do Agribusiness

MBA Gestão Estratégica do Agribusiness MBA Gestão Estratégica do Agribusiness Inscrições Abertas: Início das aulas: 24/08/2015 Término das aulas: 24/08/2016 Dias e horários das aulas: Segunda-Feira 18h30 às 22h30 Semanal Quarta-Feira 18h30

Leia mais

AGRICULTURA FAMILIAR NO MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM-SP: Principais políticas publicas. Arthur Moriconi harthus94@gmail.com.

AGRICULTURA FAMILIAR NO MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM-SP: Principais políticas publicas. Arthur Moriconi harthus94@gmail.com. AGRICULTURA FAMILIAR NO MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM-SP: Principais políticas publicas Arthur Moriconi harthus94@gmail.com. Acadêmico do Curso de Ciências Econômicas/UNICENTRO Fabio Junior Penteado fabioturvo@gmail.com.

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 752, DE 26 DE AGOSTO DE 2015

RESOLUÇÃO Nº 752, DE 26 DE AGOSTO DE 2015 RESOLUÇÃO Nº 752, DE 26 DE AGOSTO DE 2015 Regulamenta as linhas de crédito dos Programas de Geração de Emprego e Renda na área Urbana - PROGER Urbano Investimento. O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo

Leia mais

Gerente de Mercados da OCB. Brasília, 08 de abril de 2011

Gerente de Mercados da OCB. Brasília, 08 de abril de 2011 ENDIVIDAMENTO DO SETOR AGROPECUÁRIO EVANDRO SCHEID NINAUT Gerente de Mercados da OCB Brasília, 08 de abril de 2011 Organização das Cooperativas Brasileiras Ci Criada em 1.969 IV Congresso Brasileiro i

Leia mais