OBJECTIVO Cinco anos para construir uma verdadeira Parceria Global para o Desenvolvimento PROPOSTA DE ACÇÃO FEC

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1 OBJECTIVO 2015 Cinco anos para construir uma verdadeira Parceria Global para o Desenvolvimento PROPOSTA DE ACÇÃO

2 INTRODUÇÃO O ano de 2010 revela-se, sem dúvida, um ano marcante para o combate contra a pobreza extrema no Mundo e, muito em concreto, no nosso país: assinalamos o Ano Europeu contra a Pobreza e Exclusão Social; celebramos os 10 anos da Declaração do Milénio das Nações Unidas sobre o combate à pobreza extrema; e recebemos a visita do Papa Bento XVI a Portugal, ocasião forte de reflexão e inspiração para a intervenção social, já iniciada em 2009 com a sua Encíclica Caridade na Verdade. Três exemplos de iniciativas que apelam à acção conjunta por um mesmo objectivo: o desenvolvimento humano integral. Num Mundo cada vez mais interdependente, o grande desafio que se coloca à globalização é precisamente transformar essa interdependência em interacção. Para que esta mudança se dê a nível global, essa transformação tem de acontecer a nível local e pessoal. O tema do desenvolvimento dos povos está intimamente ligado com o do desenvolvimento de cada indivíduo (Encíclica Caridade na Verdade, nº 68). Os oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio de luta contra a pobreza extrema e a fome, assumidos em 2000 na Declaração do Milénio, a cumprir até 2015, estão neste ano de 2010 numa fase decisiva de avaliação: que sucessos e fracassos se registaram nestes 10 anos já percorridos? Em 2015, como será recordado este pacto global? A acção global concertada dos ODM, impulsionada pelos prazos estabelecidos para o cumprimento dos compromissos assumidos, tem levado a alguns progressos nas áreaschave do desenvolvimento. No entanto, deficiências conceptuais na matriz estrutural dos ODM, nomeadamente, a sua incapacidade de incorporar princípios de direitos humanos, a sua ênfase na obtenção de resultados em detrimento dos processos de desenvolvimento e a sua ambição limitada, resultaram em progressos com impactos limitados ou inexistentes sobre as causas estruturais da pobreza. As alterações climáticas e a crise alimentar e financeira inverteram, ou colocaram em risco, as tendências positivas na redução da pobreza e no combate à fome. Os esforços globais para enfrentar as múltiplas crises revelaram lacunas fundamentais neste pacto global. Devem ser tomadas medidas para resolver estas lacunas, tendo em conta a busca de uma verdadeira parceria para o desenvolvimento, uma parceria que une e não divide e é celebrada de livre vontade num clima de cooperação e solidariedade de modo a superar as divisões ideológicas. Na Cimeira das Nações Unidas de 20 a 22 de Setembro de 2010, que irá avaliar o ponto de situação dos ODM e o caminho a traçar nos próximos 5 anos, uma determinação chave deverá ser conseguida: a construção de uma verdadeira parceria que responda efectivamente, e de forma estrutural, à pobreza e ao direito ao desenvolvimento para todos. 2/6

3 A e a CIDSE acreditam que os princípios da responsabilização mútua, da subsidiariedade e da transparência são centrais para a construção e manutenção de uma verdadeira parceria para o desenvolvimento. Neste quadro de referência, apelamos aos líderes políticos que nesta Cimeira assumam: 1. Uma verdadeira parceria para combater as alterações climáticas 2. Uma parceria real para a segurança alimentar global 3. Uma parceria corajosa para mitigar as causas e o impacto da crise financeira 4. Impostos sobre transacções financeiras globais para combater fraquezas sistémicas e gerar recursos para o desenvolvimento 5. Uma reforma estrutural do sistema de Ajuda Pública para o Desenvolvimento 6. Uma resposta estrutural para os encargos da dívida dos países pobres 7. Uma reforma das Instituições Financeiras Internacionais (IFI) Esta acção é promovida pela ( ONG para o Desenvolvimento da Igreja Católica portuguesa) em colaboração com a CIDSE (Plataforma de 16 ONG Católicas para o Desenvolvimento da Europa e América do Norte, entre as quais a ). A coordena, em Portugal, com o apoio da Campanha do Milénio das Nações Unidas, a Rede Fé e Desenvolvimento, plataforma de mobilização da Igreja Católica para a intervenção nas questões do Desenvolvimento. PROPOSTA DE ACÇÃO MISSÃO Desenvolvimento para Todos Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio de luta contra a pobreza extrema exigem uma parceria global efectiva e estruturante. As parcerias globais só se podem construir a partir de pequenas parcerias locais de base, actuantes e transformantes nas comunidades, cujo efeito multiplicador se vai espalhando, marcando cada vez mais a vida de cada pessoa, da sua comunidade, da sua região, do seu país, influenciando políticas locais, nacionais, globais. De 20 a 22 de Setembro queremos que os líderes políticos ultrapassem as boas intenções e promessas e que reforcem as parcerias já lançadas em 2000, na luta contra a pobreza extrema e pelo desenvolvimento. Reforçar, reinventar, ousar são atitudes que devem estar presentes no encontro e nas negociações desta Cimeira. Estes encontros políticos devem, no entanto, espelhar uma sociedade também ela disponível para trabalhar com radicalidade pela justiça e pelo bem comum, construindo com criatividade parcerias geradoras de transformação social. 3/6

4 ATÉ ONDE SE PODEM ESPALHAR AS NOSSAS PEQUENAS ACÇÕES? LEVANTA-TE, CELEBRA, REFLECTE E FAZ-TE OUVIR, COM A TUA COMUNIDADE LOCAL PELA GRANDE COMUNIDADE GLOBAL. A quer acompanhar a Cimeira das Nações Unidas, desafiando todas as pessoas, em especial as comunidades da Igreja Católica e os seus parceiros, a ser sinal concreto, evidente e profético do poder multiplicador das nossas pequenas acções. No âmbito da grande mobilização global do Levanta-te e faz-te ouvir contra a pobreza!, normalmente associada ao dia internacional para a erradicação da pobreza (17 de Outubro), e este ano antecipada para os dias 17 a 19 de Setembro devido à realização da Cimeira de revisão dos ODM, apelamos todas as comunidades da Igreja Católica em Portugal a celebrar a Eucaristia dominical de 19 de Setembro com esta intenção. Propomos três passos concretos: CELEBRAÇÕES RELIGIOSAS Todos os Sacerdotes, Religiosos e Leigos são convidados a associar-se a esta acção, celebrando as Missas do fim-de-semana 18/19 de Setembro tendo em consideração a proposta de guião para a Eucaristia (em anexo), construído com base na liturgia própria do dia e num conjunto de recomendações lançado pela CIDSE, plataforma de 16 organizações católicas da Europa e América do Norte, a qual a integra. Em anexo está também um Guião para a oração meditada do Terço (rezado no passado dia 8 de Agosto no Santuário de Fátima). Convidamos todas as Comunidades Religiosas a terem esta intenção nas suas orações comunitárias de 17 a 19 de Setembro. Convidamos ainda as Comunidades de outras Confissões Religiosas a associarem-se a este tempo de oração conjunta, adaptando as propostas sugeridas. CELEBRAÇÃO COMO ENCONTRO De forma a testemunhar a abertura, diálogo e união em torno de causas comuns, desafiamos a que sejam convidados a estar presentes nesta Celebração as entidades e personalidades que representem a nível local os diferentes sectores da sociedade que é necessário reunir e concertar também a nível global, para que as mudanças possam acontecer e o direito ao desenvolvimento seja uma realidade para todos. Alguns exemplos: Bispo da Diocese, Presidente da Câmara, Vereadores, Presidentes das Juntas de Freguesia, Assembleias de 4/6

5 representantes, líderes e fiéis de outras Confissões Religiosas, representantes das instituições públicas da rede de serviços básicos (Escolas, Centros de Saúde, Bombeiros, Polícia), organizações sem fins lucrativos, responsáveis das empresas locais, artistas locais, etc. Não esquecer (muito importante!) de envolver os meios de comunicação locais. Para este fim, a desafia as redes que coordena em Portugal Rede de Voluntariado Missionário (50 entidades espalhadas pelo país), Rede Fé e Desenvolvimento (núcleos locais em 12 Dioceses); os 10 Municípios envolvidos no projecto Enlaces (educação para o desenvolvimento e cooperação descentralizada) e o Programa Lusofonias, que envolve 20 Rádios de 8 países, a serem porta-vozes desta mensagem conjunta. Os Bispos Lusófonos, recentemente reunidos no IX Encontro das Igrejas Lusófonas, promovido com o apoio da, foram já porta-vozes de algumas preocupações e recomendações neste sentido, no Comunicado Final divulgado (Julho de 2010). Desafiamos cada pessoa/ grupo/ Movimento/ Congregação Religiosa/ Comunidade a mobilizar as suas redes sociais, activando parcerias locais multiplicadoras e transformadoras. Desafiamos, em especial, a realização de Celebrações ecuménicas e/ ou Inter-Religiosas. COMUNICAÇÃO A 20 de Setembro, dia do início da Cimeira, será lançado um comunicado de imprensa com um apelo aos líderes políticos, divulgando o somatório de todas as acções desenvolvidas. Para que tal seja possível, e de forma a potenciarmos esta acção em termos de comunicação, pedimos: - Que nos enviem até dia 16 de Setembro as Celebrações que contam organizar, de forma a podermos potenciar a participação dos meios de comunicação social e de todos os interessados; não esquecer de envolver previamente os meios de comunicação locais, essenciais para multiplicar as acções locais e potenciar a acção proposta a nível nacional; - Que até dia 20 às 10h nos seja enviada a indicação das acções realizadas (Celebração da Eucaristia, Orações, outras) para ou através do (Margarida Alvim), (Tiago Tavares). Indicar local da acção, entidades/ parceiros locais representados, nº de pessoas envolvidas. 5/6

6 A é uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento da Igreja Católica em Portugal, que promove o desenvolvimento humano integral através da mobilização de pessoas, comunidades e Igrejas, com o objectivo de erradicar todas as formas de pobreza, alcançar a justiça social e o respeito pela dignidade humana. A integra a rede CIDSE, plataforma de 16 ONG católicas para o Desenvolvimento da Europa e América do Norte. A coordena em Portugal, com o apoio da Campanha do Milénio das Nações Unidas, a Rede Fé e Desenvolvimento, plataforma de mobilização da Igreja Católica nas questões do Desenvolvimento. Para saber mais, visite: e

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