PROJETO DE FORMAÇÃO E MELHORIA DA QUALIDADE DA REDE DE SAUDE QUALISUS-REDE

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1 TERMO DE REFERÊNCIA Nº 10/2015 Consultor Conteudista para elaboração do Curso EAD voltado à Implantação de Serviço de Clínica Farmacêutica Intervenção Sistêmica Gestão da Assistência Farmacêutica : Implantação de serviços de cuidado farmacêutico integrado às ações de saúde nas RAS I. CONTEXTO O Projeto de Formação e Melhoria da Qualidade da Rede de Saúde QualiSUS-Rede caracteriza-se como uma proposta de intervenção de apoio à organização de redes de atenção à saúde no Brasil e compõe um conjunto de ações estrategicamente concebidas pelo Ministério da Saúde voltadas para dinamizar o movimento de transformação das atuais regiões de saúde, que hoje estão conformadas como sistemas fragmentados, em Redes de Atenção a Saúde (RAS), reconhecendo ser este um processo gradual e complexo que demandará aporte contínuo de conhecimentos e recursos. O Projeto QualiSUS-Rede compreende o apoio à implantação de 15 (quinze) subprojetos regionais voltados para a organização de redes de atenção à saúde. Trata-se de um projeto de cooperação viabilizado através do Acordo de Empréstimo Nº 7632 BR firmado entre o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e o Ministério da Saúde (MS). O Projeto QualiSUS-Rede estrutura-se em três componentes, a saber: Componente 1 - Qualificação do Cuidado e Organização de Redes de Atenção à Saúde; Este componente abrange 16 Estados, o Distrito Federal e 486 Municípios, sendo executado através de 15 Subprojetos Regionais contratualizados entre o MS, os Estados e o Distrito Federal, voltados à implementação de redes de atenção à saúde ou de estratégias que promovam sua implantação e consolidação. Componente 2 - Desenvolvimento de Sistemas para Melhoria do Desempenho: Este componente compreende ações denominadas Intervenções Sistêmicas, voltadas ao apoio à implementação de redes de atenção à saúde e à qualificação de cuidados em saúde, garantindo, assim, intervenções estratégicas globais e centradas em prioridades nacionais, para dar suporte à implementação das RAS. Componente 3 - Gestão do Projeto: Este componente compreende a organização e o financiamento de atividades relacionadas à administração geral do Projeto.

2 No âmbito do Componente 2 está em curso a Intervenção Sistêmica Gestão da Assistência Farmacêutica que envolve entre outras ações a Implantação de serviços de cuidado farmacêutico integrado às ações de saúde nas RAS, em municípios participantes do Projeto QualiSUS-Rede. A situação de saúde da população brasileira e o atual estágio de desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS) impõem aos gestores, consultores e trabalhadores de saúde o desafio da garantia da integralidade do cuidado. No Brasil, o perfil epidemiológico é caracterizado por uma tripla carga de doenças, que envolve a persistências das doenças parasitárias, infecciosas e desnutrição, aliada à predominância das doenças crônicas e seus fatores de risco, e ao crescimento das causas externas, o que evidencia que o modelo de saúde vigente tem sido insuficiente para responder a essas condições. As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), consideradas problema de saúde pública e responsável, em 2007 por 72% do total de mortes, com destaque para as doenças do aparelho circulatório (31,3% dos óbitos), neoplasias (16,3%) e diabetes (5,2%). A proporção de mortes por DCNT aumentou em mais de três vezes entre 1930 e 2006, sendo que um terço das mortes ocorreu em pessoas com idade inferior a 60 anos de idade. Associado a esse contexto, o Brasil apresenta uma taxa de envelhecimento populacional exuberante, apresentando em 2010, uma população brasileira de habitantes, dos quais eram considerados idosos (idade 60 anos), correspondendo a 10,8% da população brasileira. Outro aspecto a considerar é a ocorrência de óbitos por intoxicação com medicamentos que tem sido considerada um dos agravos de saúde pública. Dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde apontam que a morbidade e a mortalidade causadas por produtos farmacêuticos estão entre os principais problemas de saúde, quadro que começa a ser reconhecido pelos profissionais de saúde e pela sociedade. Além disso, a literatura e a observação de campo no trabalho profissional em programas de Assistência Farmacêutica indicam que, de modo geral, os gestores apresentam uma grande preocupação com o abastecimento de medicamentos na rede de saúde. Porém, para produzir efetiva melhoria na saúde e na qualidade de vida da população assistida, o acesso ao medicamento, por si só, não basta. A não adesão ao tratamento medicamentoso prescrito tem sido identificada como causa para o insucesso do tratamento e como geradora de gastos adicionais e desnecessários para o sistema de saúde. Desta forma, é fundamental a percepção de que a disponibilidade dos medicamentos precisa estar de acordo com o quadro epidemiológico, com suficiência, regularidade e qualidade apropriada, e mais, os serviços precisam

3 promover a orientação para o uso correto dos medicamentos e o monitoramento da utilização quando necessários. Com a demanda crescente por medicamentos e o elevado aporte de recursos financeiros, cujo gerenciamento efetivo pode propiciar, à população, o acesso regular aos medicamentos, cabe à Assistência Farmacêutica exercer um importante papel no setor produtivo, na inovação, no desenvolvimento tecnológico e na produção de serviços visando o cuidado farmacêutico. Assim, a Assistência Farmacêutica, na estrutura das Redes Regionais de Atenção à Saúde (RRAS), visa a assegurar o acesso da população aos medicamentos a partir da promoção do uso correto dos mesmos, a fim de garantir a integralidade do cuidado e a resolutividade das ações em saúde, por meio de linhas de cuidado. No entanto, para que as ações da Assistência Farmacêutica atendam às necessidades de saúde da comunidade, o farmacêutico precisa conhecer a estrutura do serviço de saúde e da Assistência Farmacêutica no município e nas unidades de saúde, os processos de trabalho, o perfil demográfico e epidemiológico, assim como as condições de vida e saúde da população local. Da mesma forma, é fundamental que o farmacêutico esteja articulado com a equipe de saúde na perspectiva de que a Assistência Farmacêutica faça parte das ações de saúde da rede de atenção. Esse profissional deve atuar junto à equipe multiprofissional na busca da identificação dos problemas, sua hierarquização, estabelecimento de prioridades, definição das estratégias e ações para intervenção e os obstáculos a serem superados para atingir a dimensão integral da Assistência Farmacêutica. Neste contexto, a constituição de uma rede de cuidados é uma das estratégias essenciais dentro da lógica de trabalho do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). Assim, como estratégia de qualificação da atenção e da gestão da saúde na Atenção Básica (AB), o NASF, constituído por equipe multiprofissional de saúde pode contribuir, de maneira efetiva, para a integração da Assistência Farmacêutica nas ações de saúde do SUS e no contexto da implantação das RRAS. Nesta perspectiva é necessário considerar, pela sua magnitude, a superação da fragmentação dos serviços da Assistência Farmacêutica e do SUS, na qual são expressivas as diferenças loco regionais e a diversidade organizacional e operativa da rede de serviços de saúde. Os sistemas de atenção à saúde devem estar organizados para oferecer uma atenção contínua e integral a diferentes grupos populacionais, considerando suas características singulares de saúde, que envolvem fatores sociais, econômicas e culturais. Neste cenário, ao ter como propósito contribuir para a qualificação da atenção e da gestão em saúde no âmbito do SUS por meio da conformação de redes regionais de atenção à saúde, o Projeto piloto de cuidado farmacêutico na atenção básica, incorporado ao Projeto QualiSUS-Rede, representa um importante instrumento para a consolidação desse sistema. O Projeto piloto de

4 cuidado farmacêutico na atenção básica propõe a implantação de serviços de clínica farmacêutica nas Redes de atenção à Saúde e o desenvolvimento do curso é fundamental para a disseminação do conhecimento e apoio ao processo de implantação de serviços de clínica. Para tanto, torna-se necessária a atuação de consultores especializados para colaborar na elaboração dos conteúdos. Esta intervenção é conduzida sob a supervisão técnica da Coordenação-Geral de Assistência Farmacêutica do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos Economia da Saúde e em parceria com as equipes das Secretarias Estaduais de Saúde (SES) e regiões de saúde que fazem parte do Projeto QualiSUS-Rede. II. OBJETO DA BOLSA Seleção de 01 (um) Profissional Conteudista, em caráter temporário, para elaboração de curso de capacitação para implantação do serviço de clinica farmacêutica. III. OBRIGAÇÕES DO BOLSISTA Ao profissional conteudista compete desenvolver conteúdo para implantação de serviços de clínica farmacêutica nas RAS,conforme a descrito a seguir: 1. Elaborar conteúdos didáticos digitais para Educação a Distância de autoria própria a partir de temas definidos pelo Ministério da Saúde; 2. Elaborar conteúdos em formato de roteiros para a gravação de vídeo aulas, de acordo com os temas propostos pelo Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde - DAF/MS para o curso, bem como pelo Grupo Gestor do Projeto QualiSUS-Rede; 3. Elaborar e entregar os conteúdos dos módulos desenvolvidos no prazo determinado; 4. Adequar conteúdos, materiais didáticos, mídias e bibliografias utilizados para o desenvolvimento do curso à linguagem da modalidade a distância; 5. Realizar a revisão de linguagem do material didático desenvolvido para a modalidade à distância; 7. Adequar e disponibilizar, para o Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde - DAF/MS, o material didático nas diversas mídias demandas;

5 8. Participar de grupo de trabalho para focar a produção de materiais didáticos para a modalidade à distância; 9. Elaborar relatório final no âmbito de suas atribuições, para encaminhamento ao DAF e Unidade Gestora do Projeto/QualiSUS-Rede ou quando solicitado; 10. Cumprir rigorosamente o cronograma de trabalho aprovado; 11. Apontar na aprovação do trabalho os requisitos necessários ao bom cumprimento do cronograma; 12. Realizar teste de validação do curso com a participação do DAF. IV. REQUISITOS TÉCNICOS E ASPECTOS OPERACIONAIS 1. Formação e experiência a) Qualificações Requeridas O profissional deverá possuir graduação em Farmácia, com pósgraduação, no mínimo doutorado concluído (Strito Sensu), em Assistência Farmacêutica e/ou na área da Saúde Coletiva/Pública para o Sistema Único de Saúde, experiência de no mínimo 6 (seis) anos na elaboração de conteúdos de cursos relacionados à Assistência Farmacêutica e/ou Farmácia Clínica e/ou Farmacologia Clínica e coordenação de grupos técnicos de publicação e elaboração de conteúdos da área. O local de apresentação e validação dos serviços é Brasília-DF. b) Seleção b.1) A seleção será aferida com base no currículo lattes; b.2) Entrevista: para complementação de informações no que se refere ao local de prestação do serviço, disponibilidade para viagens e clareza quanto às obrigações e escopo de trabalho; e, b.3) O local de atuação é Brasília/DF. O profissional interessado em realizar as atividades previstas neste Termo de Referência será avaliado em duas fases conforme os requisitos abaixo:

6 Etapa eliminatória - Fase A: 1. Formação em Farmácia, com pós-graduação, no mínimo doutorado concluído (Strito Sensu), em Assistência Farmacêutica e/ou na área de Farmácia e/ou na área da Saúde Coletiva/Pública; 2. Experiência de no mínimo 6 (seis) anos na elaboração de conteúdos de cursos relacionados à Farmácia Clínica e/ou Farmacologia Clínica e/ou Assistência Farmacêutica e coordenação de grupos técnicos de publicação e elaboração de conteúdos da área. Etapa Classificatória Fase B - Critérios: 3. Critérios: Critérios Experiência comprovada acima do mínimo 6 (seis) anos na elaboração de conteúdos destinados a cursos relacionados à Assistência Farmacêutica; Farmácia Clínica e/ou Farmacologia Clínica. Experiência comprovada na elaboração de conteúdos destinados a cursos relacionados à Assistência Farmacêutica; Farmácia Clínica e/ou Farmacologia Clínica para ensino à distância nos últimos 5 anos. Experiência comprovada em tutoria de cursos na modalidade à distância, na área Assistência Farmacêutica; Farmácia Clínica e/ou Farmacologia Clínica, com carga horária mínima de 20 horas nos últimos 5 anos. Quadro de avaliação dos critérios Fase B Pontuação 5pt/ ano acima dos 6 mínimos Tempo Máximo de Experiência Considerado Pontuação Máxima por Critério Subtotais Tempo máximo de 10 anos 20 pontos 20 4,0 pt/ por curso Máximo de 5 cursos nos últimos 5 anos 20 pontos pt/curso Máximo de 2 cursos nos últimos 5 anos 20 pontos 20 Experiência didática comprovada. 2,0 pt/ ano acima dos 5 mínimos Tempo máximo de 10 anos 10 pontos 10 Total Geral 70

7 2. Pagamento O bolsista receberá mensalmente o valor líquido de R$ 6.100,00 (seis mil e cem reais) mediante apresentação de relatório mensal de atividades acompanhado dos produtos desenvolvidos durante o período. 3. Prazo O prazo da bolsa será de 05 (cinco) meses respeitada a data limite de desembolso do Contrato de Empréstimo nº 7632-BR pelo Banco com data de encerramento prevista para 31/12/ Supervisão e Sigilo Os trabalhos serão supervisionados pela Coordenação-Geral de Assistência Farmacêutica (DAF/SCTIE/MS) e pela Unidade Gestora do Projeto, que poderão a qualquer momento ou quando achar necessário, solicitar relatórios adicionais sobre a execução das atividades. O bolsista deverá manter sigilo acerca de seu trabalho, dos documentos e informações a que tenha acesso no cumprimento de suas obrigações. Deverá, ainda, manter uma atuação profissional compatível com o código de ética vigente no setor público, tanto nas relações com técnicos ou pessoas com que venha interagir no desenvolvimento de suas atividades, quanto nos eventuais contatos que se façam necessários com autoridades federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal, ou instituições externas ao Ministério da Saúde. 5. Propriedade Intelectual Todos os trabalhos, estudos, projetos e sistemas desenvolvidos ou implementados pelo contratado durante a vigência desta contratação, ainda que inacabados, serão de propriedade exclusiva do Ministério da Saúde.

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