ÂMBITO Aplica-se à instalação e ao funcionamento dos recintos com diversões aquáticas.

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1 O conteúdo informativo disponibilizado pela presente ficha não substitui a consulta dos diplomas legais referenciados e da entidade licenciadora. FUNCHAL RECINTOS COM DIVERSÕES AQUÁTICAS CAE REV_3: ATIVIDADES DOS PARQUES DE DIVERSÃO E TEMÁTICOS ÂMBITO Aplica-se à instalação e ao funcionamento dos recintos com diversões aquáticas. DEFINIÇÕES Recintos com diversões aquáticas locais vedados, com acesso ao público, destinados ao uso de equipamentos recreativos, cuja utilização implique o contacto dos utentes com a água, independentemente de se tratar de entidade pública ou privada e da sua exploração visar ou não fins lucrativos. Importa ter em conta, que não são considerados recintos com diversões aquáticas aqueles que unicamente disponham de piscinas de uso comum, nomeadamente as destinadas à prática de natação, de competição, de lazer ou recreação. Paralelamente, não são consideradas atividades aquáticas, as atividades em que, estando a água presente, esta não constitui parte decisiva das mesmas. REQUISITOS: Ao funcionamento do recinto com diversões aquáticas é exigível: A manutenção de condições de segurança e higiene, de carácter geral ou específico, que em qualquer momento se venham a mostrar necessárias, de forma a manter o recinto, os equipamentos e as instalações de apoio em perfeitas condições de uso e funcionamento; Permissão e facilidade nas inspeções efectuadas pelas autoridades competentes; Ter os livros legalmente exigidos (livro de registo de ocorrências assistidas no posto de socorro e livro de registo do controlo da água), com os registos em dia, em bom estado de conservação, facultando a sua apresentação ao público e às autoridades encarregadas das inspeções e controlo; Responder civil ou criminalmente pelas ocorrências verificadas no empreendimento em consequência das quais resultem danos materiais ou pessoais abrangidos pela legislação vigente; SP Atualizado em: 10 de Julho de

2 A promoção e a atualização do seguro obrigatório de responsabilidade civil que cubra os normais riscos do funcionamento, incluindo os de acidentes dos utentes; Requisição junto da entidade licenciadora de vistoria às instalações com, pelo menos, 30 dias de antecedência em relação à data prevista para a reabertura, sendo que, nos casos em que os empreendimentos tenham funcionamento contínuo, deverá ser requerida uma vistoria anual no mês de Março; Facultar ao público, quando este o solicitar, o regulamento interno do recinto, que estabeleça o regime de uso e funcionamento do mesmo; Promover a manutenção, à entrada do empreendimento, dos cartazes com informações dirigidas ao público relativas à identificação da entidade exploradora, à lotação máxima instantânea do recinto, aos preços do custo dos diferentes serviços prestados e às normas genéricas da exploração com interesse imediato para o utente que vai obter o seu ingresso no recinto, designadamente a indicação dos riscos inerentes no uso dos vários equipamentos de diversão aquática por parte de pessoas que sofram de doenças do foro neurológico e cardiovascular. Existência de Livro de Reclamações A entidade exploradora dos recintos com diversões aquáticas deve promover o registo, junto da câmara municipal e do Instituto do Desporto de Portugal, através do envio dos seguintes elementos: Nome comercial do recinto; Data da aprovação do projeto, classe do recinto e lotação; Localização do recinto; Entidade proprietária e respectivo domicílio ou sede e identificação dos seus administradores, diretores ou gerentes; Entidade ou entidades exploradoras, respectivo domicílio ou sede, identificação dos administradores, diretores ou gerentes e menção dos respectivos títulos de exploração; Identificação do diretor do recinto. PROCESSO DE LICENCIAMENTO: O processo de licenciamento desenvolve-se em três fases distintas: licenciamento da localização, licenciamento da construção e, por último, licenciamento do funcionamento titulado por um alvará. 1. Licenciamento da localização SP Atualizado em: 10 de Julho de

3 Sempre que a instalação de um recinto com diversões aquáticas envolva a realização de operação urbanística sujeita a controlo prévio, a apreciação em razão da localização é efectuada exclusivamente nos termos RJUE, no âmbito do pedido de informação prévia ou do procedimento aplicável à operação urbanística. 2. Licenciamento da construção Os projetos são apreciados pela Câmara Municipal, com base nos pareceres dos organismos seguintes: Instituto do Desporto de Portugal Delegação Regional do Ministério da Economia Delegado regional de Saúde Serviço Nacional de Bombeiros Quando as obras a realizar no interior dos recintos com diversões aquáticas não estiverem sujeitas a licenciamento municipal, carecem de autorização do Instituto do desporto de Portugal. 3. Licenciamento do funcionamento A emissão da licença de funcionamento deve ser requerida ao presidente do Instituto do Desporto de Portugal, sendo a sua emissão precedida de uma vistoria, a realizar no prazo de 45 dias a partir da apresentação do requerimento, por uma comissão composta por representantes do(a): Instituto do Desporto de Portugal Câmara municipal Serviço Nacional de Bombeiros Delegação regional do Ministério da Economia Delegado regional de Saúde A licença de funcionamento, válida por um prazo de três, é emitida pelo Instituto do Desporto de Portugal, no prazo de 15 dias a contar da data da realização da vistoria, mediante a exibição do alvará da licença de utilização emitido pela câmara municipal. Do alvará de funcionamento devem constar as seguintes indicações: A indicação do recinto O nome da entidade exploradora do recinto As atividades a que o recinto se destina A lotação do recinto para cada uma das atividades A data da sua emissão e o prazo de validade da licença Importa ainda fazer referência ao facto de ter sido aditado ao D.L. 65/97, de 31 de março o artigo 19º-A o qual, sob a epígrafe "tramitação desmaterializada", estabelece que "os procedimentos administrativos previstos nos artigos anteriores que não devam ser tramitados nos termos do artigo 8.º -A do RJUE são-no no balcão único eletrónico dos serviços, referido nos artigos 5.º e 6.º do Decreto -Lei n.º 92/2010, de 26 de julho, acessível através do Portal da Empresa, sem prejuízo da utilização de outros meios legalmente admissíveis". SP Atualizado em: 10 de Julho de

4 LEGISLAÇÃO APLICÁVEL: Decreto-Lei nº 86/2012, de 10 de Abril - O presente diploma procede à simplificação do regime de instalação e funcionamento de recintos com diversões aquáticas, previsto no Decreto -Lei n.º 65/97, de 31 de março, alterado pelo Decreto -Lei n.º 79/2009, de 2 de abril, a fim de o conformar com o Decreto -Lei n.º 92/2010, de 26 de junho, que transpôs a Diretiva n.º 2006/123/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de dezembro, relativa aos serviços no mercado interno Decreto Legislativo Regional n.º 2/2010/M adapta à RAM o DL 65/97, de 31 de Março Decreto-Lei n.º 79/2009, de 2 de Abril Procede à primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 65/97, de 31 de Março Decreto-Lei n.º 65/97, de 31 de Março Regula a instalação e o funcionamento dos recintos com diversões aquáticas Decreto Regulamentar n.º 5/97, de 31 de Março Aprova o Regulamento das Condições Técnicas e de Segurança dos Recintos com Diversões Aquáticas Lei n.º 28/2010, de 2 de Setembro alteração ao Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, que estabelece o regime jurídico da urbanização e edificação e procede à respectiva republicação ENTIDADE: Câmara Municipal territorialmente competente Direção Regional da Juventude e Desporto Rua dos Netos, n.º Funchal Telf: Fax: DRCIE Direção Regional do Comércio, Indústria e Energia Avenida do Mar e das Comunidades Madeirenses, nº 23 1º Piso Funchal Tel: Fax: URL: Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros da Madeira Rua Dr. Pita, Funchal Telf: SP Atualizado em: 10 de Julho de

5 Instituto do Desporto de Portugal, I.P. Av. Infante Santo, Lisboa Telefone: Fax; SP Atualizado em: 10 de Julho de

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