Gênero Streptococcus spp

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Gênero Streptococcus spp"

Transcrição

1 Abscessos Mastites Garrotilho ATUALIDADES Atualmente (), na List of Prokaryotic names with Standing in Nomenclature organizada pelo do pesquisador Jean Paul Marie Euzéby que cita 99 espécies e 17 subespécies no gênero Streptococcus spp, conforme o site atualizado HISTÓRICO: Em 1877, Bilroth e Elrlich evidenciaram cocos com apresentação em cadeias de feridas infectadas conhecidas como erisipela (erythros = vermelho) (pella = pele). Em 1887, Nocard e Mollereau, na França, descreveram como Streptococcus da mastite e depois batizado com o nome de Streptococcus agalactiae por Lehmann e Neumann, em Pasteur observou microrganismos semelhantes que foram chamados por Ogston de Streptococcus. O nome genérico dos estreptococos foi utilizado, pela primeira vez, por Rosenbach (1884) para descrever um microrganismo esférico que crescia em cadeias e que fora isolado, de lesões supurativas no homem. Em 1887/1888, Schutz isolou o S. equi (garrotilho) e pneumonia dos eqüinos. CARACTERÍSTICAS GERAIS Os estreptococos são Gram positivos, imóveis (poucas exceções), não formam esporos, tem forma esférica e suas dimensões variam entre 0,2 a 1,2 µm. Formam longas cadeias, mas podem formar pequenas cadeias de quatro células ou de cocos agrupados em duas células. Esfregaços em meios sólidos formam cadeias curtas ou aos pares. No caldo, as cadeias podem ser longas ou agrupadas. Algumas espécies possuem cápsula na fase de

2 crescimento logaritmo e estacionária. Possuem metabolismo fermentativo de açúcares que formam principalmente ácido lático. São aeróbios e anaeróbios facultativos; catalase e oxidase negativa. Não resistem ao aquecimento por 30 minutos a 60 C. HABITAT Os estreptococos estão distribuídos na natureza como comensais (animais). Os estreptococos causam uma série de enfermidades nos animais e no homem, sendo importantes saprófitos do leite e produtos lácteos. As espécies potencialmente patogênicas ou não patogênicas estão presentes na pele e mucosas do trato digestivo, genital e respiratório, podendo em determinadas condições, causar doença. CLASSIFICAÇÃO Em 1933, Rebecca Lancefield, trabalhando com o teste de precipitação utilizaram estas diferenças antigênicas para estabelecer seis grupos (A até E e N). Mais tarde, outros grupos foram incorporados (F,G, H, K, L, M, O, P, Q, R, S, T, U e V), entretanto nenhuma designação foi dada a esses novos grupos. Mais tarde, estranhou-se que estreptococos como o S. bovis e o S. faecalis compartilhassem o mesmo grupo de antígenos, pois eram fisiologicamente e taxonomicamente diferentes. A classificação dos estreptococos não pode ser baseada, somente no grupamento sorológico, mas no critério fisiológico e bioquímico. Os antígenos (polissacarídeo e carboidrato) utilizados no sistema de classificação de Lancefield estão localizados na parede celular, especialmente os grupos: A, B, C, E, F, G, H e K. Nos grupos D e N estes antígenos são ácidos teicóicos que se localizam entre a parede e a membrana celular. No grupo B e C está contida a maioria dos estreptococos de importância veterinária. Estudos recentes, utilizando hibridização de ADN indicaram que os estreptococos do grupo C, G e L estavam intimamente relacionados, e que sua inclusão sobre o mesmo nome específico poderia ser justificável. O S. zooepidemicus pode ser então renomeado de S. equi subsp zooepidemicus.

3 IMPORTÂNCIA Os estreptococos são importantes causa de mastites em bovinos, de garrotilho e de outras doenças nos eqüinos; de meningoencefalites, artrites, endocardites e linfadenite em suínos. Embora menos freqüente, eles estão relacionados com septicemia nas aves e infecções respiratórias em gatos e cães novos. FATORES DE VIRULÊNCIA As amostras de estreptococos são classificadas, conforme o tipo de hemólise: a) α (alfa): hemólise parcial de cor esverdeada; b) β (beta): uma zona descorada devido à hemólise total e; c) γ (gama): esta hemólise não é detectável. Os fatores de virulência dos estreptococos envolvidos em enfermidades animais são mostrados na tabela 1. A grande maioria dos estreptococos são piogênicos, exceto o S. pneumoniae e o S. suis. A comparação da seqüência dos genomas disponíveis dos estreptos piogênicos evidenciou que 66% de seus genes são comuns para todos. A parte variável é formada por genes associados aos: profagos, elementos conjugados de integração ou integrative conjugative elements (ICEs), elementos de inserção (ISs), e outros genes adquiridos por transferência horizontal (Beres et al. 2008). A virulência dos estreptococos está baseada na secreção de proteínas de superfície e nas estruturas que direta ou indiretamente impedem a fagocitose, incluindo àquelas envolvidas na adesão e metabolismo de carboidratos ou induzindo a liberação de citocinas pro-inflamatórias. Os fatores de virulência mais conhecidos dos estreptococos são: cápsula de ácido hialurônico; proteína M antifagocitária e exotoxinas pirogênicas. Outras moléculas incluindo estreptolisinas, proteases, toxinas leucocidas, ativadores plasminogênio (estreptoquinase) e possivelmente receptores da plasmina encontrados na superfície ou

4 secretados contribuem com a patogenicidade. Além disso, a maioria dos estreptos patogênicos possui a habilidade de ligar-se ao plasma do hospedeiro; à albumina, à imunoglobulina, ao fibrinogênio; ligar-se à fibrinonectina, à laminina e a outros componentes do hospedeiro. Os organismos cobertos com um ou mais desses componentes podem escapar das defesas do hospedeiro, tanto da detecção ou pelo bloqueio de componentes opsônicos do complemento. Os estreptos patogênicos dos animais domésticos podem ser agrupados por sua adaptação a um específico órgão ou sistema. Assim, o S. agalactiae, S. dysgalactiae e o S. uberis causam lesão no úbere; o S. equi, S. canis (alguns tipos M) e o S. porcinus são patógenos dos linfonodos da cabeça e pescoço; o S. pneumoniae causa doença do trato respiratório baixo em eqüinos; o S. suis está adaptado a sobreviver em ou dentro de células mononucleares sanguíneas que o transporta até o SNC, pulmões e articulações. Alem disso, todos os estreptos exibem graus variáveis de especificidade ao hospedeiro, contrastando com o S. equi subsp zooepidemicus, que apesar de intimamente relacionado ao S. equi é um patógeno oportunista de diferentes órgãos/sistemas e hospedeiros.

5 Tabela 1. Estreptococos patogênicos em Veterinária. Espécies Lancefield Fatores de Virulência Doença S. agalactiae B Cápsula polissacarídeo; Proteínas C, R, e X; CAMP factor; Hialuronidase; Ácido lipoteicóico; Proteases; CspA; Colagenase; Ácido lipoteicóico D- alanilado; Neuraminidase. Mastites S. dysgalactiae subsp dysgalactiae C Hialuronidase; Estreptoquinase; Proteína lig. às fnb A e B; proteína G; receptor ao plasminogênio; Estreptodornase; Proteínas similares à M; Receptor a alfa-2-macroglobulina. Mastites S. dysgalactiae subsp equisimilis A, C, G, L Semelhante ao subsp dysgalactiae, mas incluindo Estreptolisina S e O Artrite suína; Pneumonia dos filhotes (gatos cães); Linfadenites; Metrites; Placentites nos Eqüídeos. S. equi equi C Cápsula ácido hialurônico; Proteínas antifagocíticas SeM, Se18,9 e IdeE; Estreptolisina S; Exotoxinas pirogênicas; Estreptoquinase; Peptidoglicano; Proteínas de lig. à fibronectina; Proteases; Proteína lig. tonsilar SzPSe e Se51,9; Estreptoquinase; Equibactina. Garrotilho. S. equi zooepidemicus C Cápsula de ácido hialurônico; Estreptoquinase; Proteases; Estreptolisina S; Peptidoglicano; Proteína de lig. tonsilar SzP; Proteína de lig. à Fibronectina; Proteína de lig. à IgG.Oportunista piogênico; Pneumonia; Metrite; Doença articular. S. suis Cápsula; Proteínas MRP e EF; Suilisina; OFS, Enolase, SAO, Adesinas. Meningoencefalites; Septicemia e Artrites. S. porcinus E, P, U, V Proteína M; Estreptoquinase Linfadenite cervical suína. S. canis G Proteína M; Estreptolisina O Metrite/vaginite canina e felina; Bacteremia neonatal dos gatinhos; Linfadenite juvenil gatos, cobaias e ratos. S. uberis - Fator (es) antifagocíticos secretados; Receptor à caseina; Hialuronidase; CAMP-like uberis factor; Adesina à cel. mamária; Ativador do plasminogênio PauA; Mr scavenger MTuA. Mastites S. pneumoniae Polissacarídeo capsular; Neuraminidases; Pneumolisina; Autolisina; Protease IgA; Proteína de lig. à fibronectina; Permeases de peptídeos; Metaloproteinases ZmpB; Proteínas de lig. à colina PsPA, LytA e CppA. Bronqueolites e pneumonia de equinos em treinamento

6 Quadro 1. Características entre Streptococcus β-hemolíticos / podem ser β-hemolíticos. 1) S. agalactiae; 2) S. canis; 4) S. dysgalactiae (subsp dysgalactiae e subsp equisimilis); 5) S. equi subsp equi; 6) S. equi subsp ruminatorum; 7) S. equi subsp zooepidemicus; 10) Streptococcus do "complexo S. milleri" (S. anginosus, S. constellatus, S. intermedius); 12) S. porcinus; 13) S. pyogenes e 14) S. suis biovar "capnofílico". Testes/Espécies Hemólise β, α ou - β β, α, ou - β β β β, α ou - β β β Grupo de Lancefield B G C, G ou L C C C -, F, C, ou G E, P, U, V, - A - Inulina a b Lactose a d + b d d* d + + Manitol a b d** + b - - d-rafinose a d*** b Ribose a d Salicina a d + d b + + b Espécies ) S. agalactiae; 2) S. canis; 4) S. dysgalactiae (subsp dysgalactiae e subsp equisimilis); 5) S. equi subsp equi; 6) S. equi subsp ruminatorum; 7) S. equi subsp zooepidemicus; 10) Streptococcus do "complexo S. milleri" (S. anginosus, S. constellatus, S. intermedius); 12) S. porcinus; 13) S. pyogenes e 14) S. suis biovar "capnofílico".

7 1) S. agalactiae; 2) S. canis; 4) S. dysgalactiae (subsp dysgalactiae e subsp equisimilis); 5) S. equi subsp equi; 6) S. equi subsp ruminatorum; 7) S. equi subsp zooepidemicus; 10) Streptococcus do "complexo S. milleri" (S. anginosus, S. constellatus, S. intermedius); 12) S. porcinus; 13) S. pyogenes e 14) S. suis biovar "capnofílico". Testes/Espécies Sorbitol a - - d - d**** Trealose a d - b b d ADH b Esculina - + b d + b - + b + + b d Hipurato + - d b - - c - + VP b - - Fosfatase alcalina βglicuronidase d - b b d + PYR b d + - b Testes/Espécies ) S. agalactiae; 2) S. canis; 4) S. dysgalactiae (subsp dysgalactiae e subsp equisimilis); 5) S. equi subsp equi; 6) S. equi subsp ruminatorum; 7) S. equi subsp zooepidemicus; 10) Streptococcus do "complexo S. milleri" (S. anginosus, S. constellatus, S. intermedius); 12) S. porcinus; 13) S. pyogenes e 14) S. suis biovar "capnofílico". a : Acidificação. b : Algumas linhagens podem ser exceção. c : As linhagens de origem animal são geralmente hipurato negativas, mas cerca de 50% das cepas de origem humanas são hipurato positivas. d : Ao utilizar a galeria de identificação API 20 STREP ou Rapid ID 32 Strep, o teste da pirrolidonil-arilamidase (PYR) é muitas vezes negativo. Outras técnicas (utilização de discos), o Streptococcus porcinus dá resultado PYR positivo. Cerca de 30 a 50% dessas linhagens dão uma resposta positiva fraca. * : S. anginosus e o S. intermedius acidificam a lactose enquanto que a acidificação é variável dependendo da cepas do S. constellatus. ** : Acidificação do manitol é geralmente negativa, mas algumas cepas do S. anginosus acidificam este açúcar. *** : S. constellatus e o S. intermedius não acidificam a rafinose embora acidificação seja variável conforme as cepas do S. anginosus.

8 **** : Ao utilizar as galerias API Rapid ID 32 Strep, duas cepas dentre seis acidificaram o sorbitol. No entanto resposta positiva foi obtida utilizando a técnica clássica. Na publicação de Fernández et al A acidificação do sorbitol é uma característica notada negativa na tabela 1 e uma característica positiva no protocolo.

9 CARACTERÍSTICAS CULTURAIS E BIOQUÍMICAS Os estreptococos são bactérias exigentes em relação as suas necessidades nutritivas. Não crescem em meios com extrato de carne ou seu crescimento é pequeno no infuso, a menos que seja enriquecido com sangue ou soro. Agar infuso de carne eqüina é um excelente meio para isolamento dos estreptococos animais. O meio de Todd-Hewitt é um excelente meio líquido. A maioria dos estreptococos patogênicos cresce bem, em meio definido. As cepas de estreptococos produzem colônias translúcidas, pequenas, delicadas e com aproximadamente 1 mm de diâmetro, em meio sólido. Inóculos maiores produzem crescimento confluente que é quase transparente. A superfície do crescimento é lisa, brilhante e de contorno circular. As colônias crescidas, mais profundamente no agar são lenticulares. As colônias crescidas em meio fluido podem ser globulares e dificilmente visíveis a olho nu. Cepas que produzem cadeias longas produzem sedimento no fundo do tubo. Amostras capsuladas e amostras com cadeias curtas permanecem mais tempo em suspensão. Todos os estreptococos crescem bem no leite e a maioria das amostras produz ácido láctico neste substrato. A maioria dos estreptococos cresce bem em aerobiose e anaerobiose, embora poucas cepas se desenvolvam em condições de anaerobiose. Os estreptococos são únicos entre as bactérias aeróbias que não sintetizam citocromo, sendo incapazes de produzir fosforilação oxidativa por meio da cadeia de transporte de elétrons por meio do sistema citocromo. A azida sódica como inibidor da cadeia citocromo é amplamente utilizada como meio seletivo para isolamento de estreptococos em amostras contaminadas. Os estreptococos são catalase negativos e fermentam açúcares até o ácido D-lático. A temperatura ideal de crescimento varia de -10ºC a 45ºC. As espécies patogênicas são destruídas por temperatura inferiores a da pasteurização. Algumas espécies coagulam o leite e outras espécies intestinais resistem ao processo de pasteurização. O S. thermophilus cresce a 50ºC. A maioria dos estreptococos patogênicos

10 hemolisa as hemácias de eqüinos. As colônias alfa hemolíticas ou do grupo viridans produzem uma zona estreita de descoloração esverdeada ao redor das colônias. Streptococcus dysgalactiae SINÔNIMOS: S. dysgalactiae subsp equisimilis; S. equisimilis. TAXONOMIA O mais recente ordenamento dessa espécie está disponível no site O S. dysgalactiae possui antígenos dos grupos C, G ou L de Lancefield e a sistemática desses estreptococos é bem complexa. HISTÓRICO Vieira e colaboradores, em 1998, propuseram a descrição de duas subespécies do S. dysgalactiae: S. dysgalactiae subsp dysgalactiae e o S. dysgalactiae subsp equisimilis. O S. dysgalactiae subsp dysgalactiae agrupa: a) linhagens do grupo C, b) alfa-hemolítico ou não hemolíticos; c) não sintetizam estreptoquinase ativa sobre o plasminogênio humano; d) isolado de mastite bovina, alem da boca, amídalas ou da vagina de bovinos. O S. dysgalactiae subsp equisimilis agrupa a) linhagens dos grupos C, G ou L, b) beta-hemolíticos; c) sintetizam estreptoquinase ativa sobre o plasminogênio humano; d) isolado do homem e de animais. Dentro dessa subespécie é possível distinguir: a) cepas de origem humana do grupo C b) cepas de origem animal do grupo C; c) cepas de origem humana do grupo G e

11 d) cepas do grupo L. CARACTERÍSTICAS MORFOTINTORIAIS /CULTURAIS As linhagens do S. dysgalactiae são constituídas de cocos ovais; Gram positivos, agrupados aos pares ou em cadeias imóveis; algumas vezes, capsulados (S. dysgalactiae subsp dysgalactiae), aeróbio-anaeróbio; catalase negativos; quimiorganotróficos; metabolismo fermentativo, possuindo antígenos do grupo C, G ou L de Lancefield; Mostram no AS ovino, colônias alfa ou beta ou não hemolíticas; não sobrevivem ao calor a 60 C por 30 minutos. CARACTERÍSTICAS BIOQUÍMICAS Resposta positiva aos testes de: Fosfatase alcalina; ADH; β-glucuronidase; Leucina arilamidase; Acidificação do Amido; Glicose; Maltose; Ribose; Sacarose e Trealose. Resposta negativa aos testes de: VP; α-galactosidase; Acidificação da arabinose; Inulina; Manitol e Rafinose. Resposta variável aos testes de: Hidrólise da esculina; Hidrólise do hipurato; Pirrolidonil-arilamidase (PYR), resposta geralmente negativa. β-galactosidase (resposta sempre negativa no API 20 STREP). Acidificação do Glicogênio; Glicerol; Lactose; Salicina; Tagatose e Sorbitol. Acidificação da tagatose e do sorbitol permitem reconhecer 4 biovares dentro das linhagens do S. dysgalactiae subsp dysgalactiae isolados de mastite bovina.

12 Quadro I. Características diferenciais entre subespécies do S. dysgalactiae. Características S. dysgalactiae subsp dysgalactiae S. dysgalactiae subsp equisimilis Linhagens Cepas animais do grupo C Cepas humanas do grupo C Cepas animais do grupo C Cepas humanas do grupo G Cepas Grupo L Hemólise α β β β β Sorbitol* (+) Glicogênio* Hidrólise do Hipurato (+) Bacitracina S R R R S * : Acidificação. (+) : 70 a 80 % são positivas. + : Ao menos 95 % são positivas. - : Ao menos 95 % são negativas. CARACTERÍSTICAS CULTURAIS A temperatura ótima de crescimento é de 37 C, mas não crescem entre 10 C ou a 45 C ou na presença de 6,5 % de Sal ou no ph de 9,6. O cultivo só é possível em meios complexos ou no AS onde as colônias do S. dysgalactiae subsp dysgalactiae não são hemolíticas ou circundadas por uma zona de hemólise alfa enquanto que as colônias do S. dysgalactiae subsp equisimilis são beta hemolíticas. PATOGENICIDADE O S. dysgalactiae subsp dysgalactiae é isolado de bovinos, podendo estar presente na boca, amígdalas e vagina. São responsáveis por lesões nos tetos, mastite subclínica e clínica, tanto durante a lactação quanto no período seco. A sua freqüência de isolamento é de 14 a 20 % de uma mesma cepa persistir sobre a outra lactação. São isoladas a partir de

13 moscas, sugerindo que esses artrópodes podem ter um papel na disseminação da bactéria. Raramente este agente é responsável por lesões cutâneas assim como artrites e septicemias em terneiros. FATORES DE VIRULÊNCIA Vários fatores de virulência são evidenciados nas cepas associadas às mastites: a) Fatores que permitem adesão às células epiteliais, após depois da penetração e sobrevivência dentro da célula; humana; b) Produção de fibrinolisina que age sobre a fibrina bovina, mas não sobre a fibrina c) Produção de uma hialuronidase; d) Produção de estreptoquinase que converte o plasminogênio em plasmina (a plasmina exerce atividade proteolítica que permite a bactéria utilizar aminoácidos para crescimento); e) Fixação ao fragmento Fc das IgG; f) Fixação à albumina, g) Fixação à fibronectina; h) Fixação ao fibrinogênio; i) Fixação ao colágeno; j) Fixação à vitronectina; l) Fixação do plasminogênio e da alfa 2 -macroglobulina. O S. dysgalactiae subsp dysgalactiae é raramente isolado de pequenos ruminantes. É capaz de provocar artrites e septicemias nos cordeiros e artrites nas cabras. As cepas do S. dysgalactiae subsp equisimilis dos grupos C e G são causa de infecções faringeanas, mas raramente causam glomerulonefrites pós-infecção e nunca reumatismo articular agudo. Esses estreptococos dão origem a infecções diversas como septicemias, meningites, endocardites, infecções dos tecidos moles, infecções osteoarticulares e pneumopatias.

14 As cepas do grupo G são isoladas de septicemias pós-parto e responsáveis pela síndrome do choque tóxico. Os estreptococos possuem proteína G que fixa o fragmento Fc das IgG, mas também ao fibrinogênio, fibronectina, β2-microglobulina e α2-macroglobulina. As cepas do grupo L raramente estão presentes no homem, mas já foram isoladas a partir de infecções cutâneas de magarefes, trabalhando em matadouro suíno. Carnívoros As cepas isoladas de estreptococos do grupo G pertencem à espécie S. canis. As amostras do S. dysgalactiae subsp equisimilis dos grupos C e L são albergadas pelos cães e gatos, entretanto a infecção por linhagens do grupo C ainda não foram descritas em cães. Os estreptococos do grupo L estão implicados nas pneumonias hemorrágicas e purulentas, infecções urinárias, septicemias e casos de morte súbita. As cepas do grupo L são raramente isoladas em cães e gatos; elas são implicadas em múltiplas infecções (abscessos, faringites, otites, infecções umbilicais, artrites, dermatites, infecções genitais, abortamentos...). As cepas do grupo L são isoladas de diversos órgãos de focas (Phoca vitulina e Halichoerus grypus), vitimas de epizootia do Morbillivirus. Cetáceos As cepas do grupo L são responsáveis pela formação de abscessos, broncopneumonias e septicemias em botos (Phocoena phocoena) do mar Báltico e Mar do Norte. Os animais infectam-se pelo contato direto e essas infecções são, em parte, responsáveis pela diminuição da população de botos, observadas depois do início do século vinte. Eqüídeos O S. dysgalactiae subsp equisimilis causa infecções similares às infecções causadas pelo S. equi subsp zooepidemicus, mas com freqüência média. São isolados de lesões

15 supurativas, septicemias neonatais, poliartrites, endometrites, mastites e um complicador de doença respiratória. Suínos O S. dysgalactiae subsp equisimilis é isolado de suínos. As cepas do grupo C estão presentes na cavidade nasal, garganta, amídalas e secreção vaginal. As cepas do grupo L são isoladas da pele, garganta, secreções vaginais e prepúcio. As infecções são freqüentes em leitões de 1-3 semanas que se contaminam pelo contato direto com as porcas. O agente penetra via cutânea, umbigo ou amídalas, provocando bacteremia e septicemia. Os animais apresentam hipertermia, abatimento e anorexia. Localizações secundárias em um ou vários órgãos são a origem de artrites (levando a claudicação), endocardites e meningites. Evitar infecções é indispensável conferir nos leitões a imunidade passiva (colostro) e, evitando lesões dos pés e membros pelo uso de pisos não traumáticos. Utilização de bacterinas administradas nas porcas é preconizada. O S. dysgalactiae subsp equisimilis (cepas dos grupos C e L) são isoladas de infecções cutâneas, abscessos subcutâneos, pneumonias, pleurisias, septicemias, infertilidade, abortos ou agalaxia e implicada na síndrome necrose das orelhas. Esta infecção tem origem nas lesões da orelha, principalmente pelas mordeduras ou pela contensão dos animais. As lesões são contaminadas por estafilococos (S. hyicus), mas podem ser igualmente colonizadas pelos estreptococos. Animais experimentais (de laboratório) Os estreptococos do grupo C são responsáveis por infecções nos roedores de laboratório (ratos, camundongos e cobaias), sendo mais freqüente o S. equi subsp zooepidemicus.

16 Greestein e colaboradores descreveram no camundongo casos de infecção por cepas do grupo C do S. dysgalactiae subsp equisimilis. Os camundongos apresentaram abscesso hepático e peritonite, albergando o germe na garganta e nas fezes. Ruminantes As cepas do S. dysgalactiae subsp equisimilis dos grupos C e L são responsáveis por septicemias, abscessos, artrites, abortamentos, mastite na vaca e mortalidade perinatal. Na Inglaterra e País de Gales é a principal causa de artrite infecciosa em terneiros, apresentando onfalites e artrites. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL O diagnóstico tem como base o isolamento e identificação do agente. O número de bactérias, algumas vezes, é pequeno, especialmente nos processos de inflamação importante (mastite, artrite) e o inóculo deve ser importante. O isolamento é realizado em AS isento de açúcares redutores que influenciam a hemólise. Os meios utilizados são TSA e Columbia Agar com sangue ovino ou de cavalo (sangue de cavalo permite uma melhor expressão da hemólise). A concentração do sangue no meio e altura da lâmina do agar podem influenciar a hemólise, sendo conveniente utilizar um AS com 4 mm de altura, contendo 5% de sangue. As placas são incubadas a 37 C em aerobiose ou numa atmosfera de anaeróbia ou microaeróbia (10% de CO 2 ). O cultivo em agar pode ser precedido de uma etapa de enriquecimento em meio líquido, como o caldo de Todd-Hewitt incubado por 18h horas (overnight) a 37 C. O isolamento deverá ser realizado, em paralelo, em um meio não seletivo e em meio seletivo como o Agar Columbia ANC (ácido nalidíxico e colicina) e sangue. A identificação provável do gênero Streptococcus tem como base: as características morfológicas, culturais, ausência de catalase e tipo respiratório.

17 A identificação da espécie leva em conta a origem da amostra; da hemólise; das características antigênicas e características bioquímicas. Hemólise A colônia do S. dysgalactiae subsp dysgalactiae são circundadas por uma hemólise verde (hemólise α) ou não são hemolíticas. As colônias do S. dysgalactiae subsp equisimilis são circundadas por uma hemólise total (hemólise βb). Sorotipagem A extração do antígeno de grupo pela técnica de Lancefield (tratamento pelo ácido clorídrico a 100 C) ou de Fuller (tratamento pelo formol a 160 C) permite uma caracterização pela técnica de precipitação em meio líquido (reação feita em tubos capilares utilizando antissoros específicos) é raramente utilizado pelos laboratórios de diagnóstico menos especializados. A maioria utiliza kits de reação (extração enzimática do antígeno e identificação com ajuda de partículas de látex recobertas de anticorpos), permitindo a caracterização dos antígenos do grupo A, B, C, D, F e G. O inconveniente é que esses kits não permitem a caracterização de cepas do grupo L. Características Bioquímicas A maioria dos laboratórios utiliza testes comerciais, como as cartelas de diagnóstico conhecidas como API 20 STREP. O estabelecimento do perfil por código de resultados e pesquisa deste perfil dentro da base de dados do fabricante conduz a erros que pode ser complementado pelo uso de tabelas clássicas de identificação. As cepas do grupo G pertencem à espécie do S. dysgalactiae subsp equisimilis se diferenciam do S. canis e do S. alactolyticus pelas características mencionadas no quadro I.

18 Quadro I. Diferenças entre Streptococcus com/sem antígeno grupo G que produzem/podem produzir colônias grandes. Testes/Espécies S. canis S. dysgalactiae subsp equisimilis, cepas do grupo G S. alactolyticus Fonte de isolamento Diversas espécies animais, carnívoros e bovinos. Homem Suínos, Aves Antígeno Grupo G + + Tardio Colônias Ø 0,5 mm (24 h de incubação) + + Tardio Cresc à 45 C ADH Acidif Trealose Tardia Geral m - + Tardia α-galactosidase* Tardia - Tardia β-galactosidase* Tardia Geral m β-glicuronidase* Tardia Geral m Testes/Espécies S. canis S. dysgalactiae subsp equisimilis, cepas grupo G S. alactolyticus * : Caract. Estudadas no API 20 STREP. As cepas do grupo C da espécie do S. dysgalactiae subsp equisimilis se diferenciam das cepas do grupo C do complexo "Streptococcus milleri" visto que essas últimas produzem colônias minúsculas e são VP positivas.

19 Em Veterinária, as cepas β-hemolíticas do S. dysgalactiae subsp equisimilis portadoras do antígeno C podem ser confundidas com o S. equi subsp equi ou com o S. equi subsp zooepidemicus. O diagnóstico diferencial é evidenciado no Quadro II. Quadro II. Diferenciação dentre Streptococcus estreptococos portadores do antígeno grupo C de Lancefield, β-hemolíticos, isolados em Veterinária. Testes/Espécies S. equi subsp equi S. equi subsp ruminatorum S. equi subsp zooepidemicus Grupo de Lancefield C C C Hidról. Esculina Geral m + - Geral m + S. dysgalactiae subsp equisimilis C ou L (cepas animais) C, G ou L(cepas humanas) Geral m - Hidról. Hipurato ADH β-glicuronidase Teste de CAMP Glicogênio* d Lactose* Geral m + Manitol* - - Geral m - - Metil β-dglicopiranosidio* d Ribose* Sacarose* Sorbitol* - d** + - Trealose* - - Geral m - + Testes/Espécies * Acidificação. S. equi subsp equi S. equi subsp ruminatorum S. equi subsp zooepidemicus S. dysgalactiae subsp equisimilis ** Utilizando a galeria API Rapid ID 32 Strep, 2 cepas dentre 6 acidificam o sorbitol, entretanto uma resposta positiva é obtida ao utilizar a técnica clássica. Na publicação de Fernández et al a acidificação do sorbitol é uma característica negativa no tabela 1 e uma característica positiva no protocolo!

20 TESTE DE SENSIBILIDADE AOS ANTIMICROBIANOS (ATMs) O S. dysgalactiae é sensível aos β-lactâmicos, especialmente a penicilina G. A resistência adquirida aos aminoglicosídeos (falsa e ilusória a associação com um β- lactâmico porque não há sinergismo), cloranfenicol, macrolideos e, sobretudo as tetraciclinas.

21 Streptococcus agalactiae Mastites SINONIMIA Streptococcus difficilis foi o sinônimo anterior e heterotípico do Streptococcus agalactiae. GENERALIDADES O S. agalactiae foi descrito por Nocard e Mollereau, em 1887, com o nome de "Streptococcus da mastite" depois denominado de S. agalactiae por Lehmann e Neumann, em Dentro dessa espécie encontram-se linhagens de origem humana e animal que se diferenciam entre si, por características bacteriológicas. Muitos autores tentaram separar diversas linhagens sob o ponto de vista taxonômico, mas os resultados de hibridização do ADN/ADN, assim como as análises dos perfis eletroforéticos das proteínas mostraram que todas as amostras pertenciam a uma única espécie. O S. agalactiae é o único membro do grupo B de Lancefield, importante causa de mastite crônica e infecciosa nos bovídeos; causa de mastite e doença invasiva em camelídeos e, ocasionalmente doença em cães, gatos, peixes e hamsters. Este agente um patógeno importante para os recém-nascidos, podendo causar septicemia e meningite neonatais. O S agalactiae é distinto e comporta-se diferentemente entre as populações humanas e bovinas, existindo um pequeno numero evidencias de transmissão interespécie (Sukhanand et al. 2005). Entretanto o isolado humano clone hipervirulento complexo 17 tem origem de um ancestral bovino. A fermentação da salicina e da lactose; bacteriocinas e fagotipagem são úteis na diferenciação das linhagens humanas e bovinas. Há nove sorotipos baseados na cápsula de polissacarídeos que variam, conforme o arranjo de quatro açúcares dentro de uma única unidade repetida. Transferência horizontal

Microbiologia Veterinária. Gêneros Streptococcus e Staphylococcus

Microbiologia Veterinária. Gêneros Streptococcus e Staphylococcus Microbiologia Veterinária Gêneros Streptococcus e Staphylococcus Gênero Streptococcus TAXONOMIA A partir da caracterização da amostra como CG+ através da coloração de Gram, a determinação da família é

Leia mais

Diagnóstico Diferencial de coco Gram positivos: Staphylococcus, Streptococcus e Enterococcus

Diagnóstico Diferencial de coco Gram positivos: Staphylococcus, Streptococcus e Enterococcus Diagnóstico Diferencial de coco Gram positivos: Staphylococcus, Streptococcus e Enterococcus Prof. Dr. Fernando Ananias Estrutura da parede em Staphylococcus 11 sorotipos capsulares (em infecções = 5 e

Leia mais

Staphylococcus. Gram positivo - Forma esférica; - Reacção ao método de Gram; - Ausência de endosporos

Staphylococcus. Gram positivo - Forma esférica; - Reacção ao método de Gram; - Ausência de endosporos Gram positivo - Forma esférica; - Reacção ao método de Gram; - Ausência de endosporos Aeróbios catalase positivos Staphylococcus, Micrococcus, Kocuria, Kytococcus e Alloiococcus; Aeróbios catalase negativos

Leia mais

Staphylococcus 15/10/2009. Staphylococcus aureus UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE INTRODUÇÃO. Família Staphylococcaceae; 41 espécies e 25 subespécies.

Staphylococcus 15/10/2009. Staphylococcus aureus UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE INTRODUÇÃO. Família Staphylococcaceae; 41 espécies e 25 subespécies. UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE Staphylococcus INTRODUÇÃO Família Staphylococcaceae; 41 espécies e 25 subespécies. Ambiente. Microbiota de mamíferos e aves: BACTERIOLOGIA VETERINÁRIA 2º SEMESTRE/2009 PROFA.

Leia mais

ANTICORPOS. CURSO: Farmácia DISCIPLINA: Microbiologia e Imunologia Clínica PROFESSORES: Guilherme Dias Patto Silvia Maria Rodrigues Querido

ANTICORPOS. CURSO: Farmácia DISCIPLINA: Microbiologia e Imunologia Clínica PROFESSORES: Guilherme Dias Patto Silvia Maria Rodrigues Querido CURSO: Farmácia DISCIPLINA: Microbiologia e Imunologia Clínica PROFESSORES: Guilherme Dias Patto Silvia Maria Rodrigues Querido ANTICORPOS Anticorpo é uma globulina sintetizada por linfócitos B e principalmente

Leia mais

GRAM POSITIVOS. - catalase positivos : Staphylococcus Micrococcus ( Micrococcus, Kocuris e Kytococcus) Alloiococcus

GRAM POSITIVOS. - catalase positivos : Staphylococcus Micrococcus ( Micrococcus, Kocuris e Kytococcus) Alloiococcus GRAM POSITIVOS Aeróbios : - catalase positivos : Staphylococcus Micrococcus ( Micrococcus, Kocuris e Kytococcus) Alloiococcus - catalase negativos : Streptococcus Enterococcus Anaeróbios Família : Micrococcaceae

Leia mais

Noções Básicas na Prática Microbiológica. Microbiologia Clínica 2012.1 Prof. Thiago Marconi Cardoso

Noções Básicas na Prática Microbiológica. Microbiologia Clínica 2012.1 Prof. Thiago Marconi Cardoso Noções Básicas na Prática Microbiológica Microbiologia Clínica 2012.1 Prof. Thiago Marconi Cardoso Pedido do Exame Preparo do paciente Pré-analítico Frequência de erros ~60-70% Obtenção da amostra Procedimento

Leia mais

27/03/2011 COCOS GRAM POSITIVOS DE INTERESSE CLÍNICO. Streptococcus Enterococcus. GÊ ERO Streptococcus. Características gerais

27/03/2011 COCOS GRAM POSITIVOS DE INTERESSE CLÍNICO. Streptococcus Enterococcus. GÊ ERO Streptococcus. Características gerais COCOS GRAM POSITIVOS DE INTERESSE CLÍNICO Streptococcus Enterococcus Características gerais GÊ ERO Streptococcus FamíliaStreptococcaceae: 2 gêneros de importância: Streptococcus e Enterococcus Cocos Gram

Leia mais

MEIOS DE CULTURA DESENVOLVIMENTO OU PRODUÇÃO DE MEIOS DE CULTURA. Necessidade Bactérias Leveduras

MEIOS DE CULTURA DESENVOLVIMENTO OU PRODUÇÃO DE MEIOS DE CULTURA. Necessidade Bactérias Leveduras MEIOS DE CULTURA Associação equilibrada de agentes químicos (nutrientes, ph, etc.) e físicos (temperatura, viscosidade, atmosfera, etc) que permitem o cultivo de microorganismos fora de seu habitat natural.

Leia mais

Disciplina de Imunologia. Curso de Biomedicina. Imunidade aos Microbios Bactéria extracelular

Disciplina de Imunologia. Curso de Biomedicina. Imunidade aos Microbios Bactéria extracelular Disciplina de Imunologia Curso de Biomedicina Imunidade aos Microbios Bactéria extracelular Como o sistema imune exerce sua função fisiológica principal = Proteger o hospedeiro de infecções por agentes

Leia mais

ANTICORPOS: ESTRUTURA E FUNÇÃO

ANTICORPOS: ESTRUTURA E FUNÇÃO ANTICORPOS: ESTRUTURA E FUNÇÃO Por definição, anticorpos são moléculas de glicoproteína, também chamadas de imunoglobulinas. São glicoproteínas altamente específicas sintetizadas em resposta a um antígeno,

Leia mais

Como controlar a mastite por Prototheca spp.?

Como controlar a mastite por Prototheca spp.? novembro 2013 QUALIDADE DO LEITE marcos veiga dos santos Professor Associado Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP www.marcosveiga.net O diagnóstico da mastite causada por Prototheca spp.

Leia mais

Imunidade aos microorganismos

Imunidade aos microorganismos Imunidade aos microorganismos Características da resposta do sistema imune a diferentes microorganismos e mecanismos de escape Eventos durante a infecção: entrada do MO, invasão e colonização dos tecidos

Leia mais

Características Gerais das Bactérias

Características Gerais das Bactérias Universidade Estadual do Oeste do Paraná Especialização em Microbiologia Aplicada Características Gerais das Bactérias Profª. Graziela Braun Características Gerais das Bactérias Morfologia Cocos: bactérias

Leia mais

COCOS GRAM-POSITIVOS. Alfa Hemolítico. Beta Hemolítico. Gama Hemolítico

COCOS GRAM-POSITIVOS. Alfa Hemolítico. Beta Hemolítico. Gama Hemolítico COCOS GRAM-POSITIVOS Catalase Positiva Catalase Negativa STAPHYLOCOCCUS STREPTOCOCCUS Coagulase (+) S. aureus Coagulase (-) S. epidermidis S. saprophyticus Alfa Hemolítico S. pneumoniae sensível à Optoquina.

Leia mais

VIROLOGIA HUMANA. Professor: Bruno Aleixo Venturi

VIROLOGIA HUMANA. Professor: Bruno Aleixo Venturi VIROLOGIA HUMANA Professor: Bruno Aleixo Venturi O que são vírus? A palavra vírus tem origem latina e significa "veneno". Provavelmente esse nome foi dado devido às viroses, que são doenças causadas por

Leia mais

BACTÉRIAS LÁCTICAS. Profª Drª Dejanira de Franceschi de Angelis

BACTÉRIAS LÁCTICAS. Profª Drª Dejanira de Franceschi de Angelis BACTÉRIAS LÁCTICAS Profª Drª Dejanira de Franceschi de Angelis BACTÉRIAS LÁCTICAS São bactérias que pertencem ao domínio BACTÉRIA. Cocos ou bacilos são Gram positivos não esporulados possuem baixo teor

Leia mais

ANTI HUMANO. Anti IgG Anti C 3 d Poliespecífico

ANTI HUMANO. Anti IgG Anti C 3 d Poliespecífico ANTI HUMANO Anti IgG Anti C 3 d Poliespecífico PROTHEMO Produtos Hemoterápicos Ltda. PARA TESTES EM LÂMINA OU TUBO SOMENTE PARA USO DIAGNÓSTICO IN VITRO Conservar entre: 2º e 8ºC Não congelar Conservante:

Leia mais

Aula 05 Manejo de Ordenha. Universidade Federal do Paraná Bovinocultura de Leite Prof. Dr. Rodrigo de Almeida

Aula 05 Manejo de Ordenha. Universidade Federal do Paraná Bovinocultura de Leite Prof. Dr. Rodrigo de Almeida Aula 05 Manejo de Ordenha Universidade Federal do Paraná Bovinocultura de Leite Prof. Dr. Rodrigo de Almeida Introdução Em geral, a ordenha determina a quantidade e a qualidade do leite. Retorno do investimento

Leia mais

ANTI IgG (Soro de Coombs)

ANTI IgG (Soro de Coombs) ANTI IgG (Soro de Coombs) Soro Anti Gamaglobulinas Humanas PROTHEMO Produtos Hemoterápicos Ltda. PARA TESTES EM LÂMINA OU TUBO SOMENTE PARA USO DIAGNÓSTICO IN VITRO Conservar entre: 2º e 8ºC Não congelar

Leia mais

SANDRA BERTELLI RIBEIRO DE CASTRO LABORATÓRIO DE IMUNOLOGIA. Aviso: Início das aulas práticas

SANDRA BERTELLI RIBEIRO DE CASTRO LABORATÓRIO DE IMUNOLOGIA. Aviso: Início das aulas práticas ANTÍGENO E ANTICORPO SANDRA BERTELLI RIBEIRO DE CASTRO LABORATÓRIO DE IMUNOLOGIA Aviso: Início das aulas práticas Laboratório de Imunologia, Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia, Instituto

Leia mais

Professor Fernando Stuchi M ETABOLISMO DE C ONSTRUÇÃO

Professor Fernando Stuchi M ETABOLISMO DE C ONSTRUÇÃO M ETABOLISMO DE C ONSTRUÇÃO P ROTEÍNAS P ROPRIEDADE BÁSICA São grandes moléculas (macromoléculas) constituídas por aminoácidos, através de ligações peptídicas. É o composto orgânico mais abundante no corpo

Leia mais

Microrganismos mais frequentemente isolados

Microrganismos mais frequentemente isolados Microbiologia Streptococcus (continuação da aula anterior) Cocos Gram positivos: Micrococcus São agentes da população microbiana normal da pele, mucosa e orofaringe; Mecanismos de virulência não são conhecidos,

Leia mais

CARTILHA CUIDE DO SEU REBANHO. Contra a BRUCELOSE ou TUBERCULOSE. Campanha regional. Promoção

CARTILHA CUIDE DO SEU REBANHO. Contra a BRUCELOSE ou TUBERCULOSE. Campanha regional. Promoção CARTILHA CUIDE DO SEU REBANHO Contra a BRUCELOSE ou TUBERCULOSE Campanha regional Promoção INTRODUÇÃO A Tuberculose que é causada pelo Mycobacteium bovis e a Brucelose causada pela brucella abortus, atacam

Leia mais

Diretrizes Assistenciais PREVENÇÃO DA DOENÇA ESTREPTOCÓCICA NEONATAL

Diretrizes Assistenciais PREVENÇÃO DA DOENÇA ESTREPTOCÓCICA NEONATAL Diretrizes Assistenciais PREVENÇÃO DA DOENÇA ESTREPTOCÓCICA NEONATAL Versão eletrônica atualizada em fev/2012 O agente etiológico e seu habitat A doença estreptocócica neonatal é causada por uma bactéria,

Leia mais

Diagnóstico. Diferencial de Vibrio spp,, Campylobacter spp e Espiroquetídeos. Prof. Dr. Fernando Ananias

Diagnóstico. Diferencial de Vibrio spp,, Campylobacter spp e Espiroquetídeos. Prof. Dr. Fernando Ananias Diagnóstico Diferencial de Vibrio spp,, Campylobacter spp e Espiroquetídeos Prof. Dr. Fernando Ananias 1 Campilobacter Exige microaerofilia (5% de CO2, 10% de CO2 e 85% de isolamento em fezes = filtração

Leia mais

Cuidados simples são fundamentais para o sucesso desta fase de criação e muitas vezes são negligenciados pelo produtor. Saiba quais são eles.

Cuidados simples são fundamentais para o sucesso desta fase de criação e muitas vezes são negligenciados pelo produtor. Saiba quais são eles. Cuidados simples são fundamentais para o sucesso desta fase de criação e muitas vezes são negligenciados pelo produtor. Saiba quais são eles. Publicado em 03/09/2010 por Breno Bracarense, graduando em

Leia mais

O Sistema do Complemento

O Sistema do Complemento UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto Programa de Pós- Graduação em Imunologia Básica e Aplicada Disciplina- Integração Imunologia Básica- Clínica O Sistema do Complemento Elyara

Leia mais

MANUAL MASTITE BOVINA INFORMATIVO BPA 34 3818-1300 34 9684-3150. bpa@cemil.com.br REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

MANUAL MASTITE BOVINA INFORMATIVO BPA 34 3818-1300 34 9684-3150. bpa@cemil.com.br REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ilustra BPA REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA Normativa nº 51 18/09/2002. Regulamentos Técnicos de Produção, Identidade e Qualidade do Leite tipo A, do Leite tipo B, do Leite tipo C, do Leite Pasteurizado e do

Leia mais

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO Página 1 de 17 1. NOME DO MEDICAMENTO VETERINÁRIO Cepravin DC 250 mg, Suspensão intramamária para bovinos 2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA Cada seringa

Leia mais

Exercícios de Monera e Principais Bacterioses

Exercícios de Monera e Principais Bacterioses Exercícios de Monera e Principais Bacterioses 1. (Fuvest) O organismo A é um parasita intracelular constituído por uma cápsula protéica que envolve a molécula de ácido nucléico. O organismo B tem uma membrana

Leia mais

Tratamento de infecções causadas por bactérias anaeróbias

Tratamento de infecções causadas por bactérias anaeróbias UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ ÁREA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE MEDICINA SAI VI Tratamento de infecções causadas por bactérias anaeróbias Bactérias anaeróbias não-esporuladas Participam

Leia mais

GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS

GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS POP n.º: I 29 Página 1 de 5 1. Sinonímia Pesquisa de anticorpos frios. 2. Aplicabilidade Bioquímicos e auxiliares de laboratório do setor de Imunologia. 3. Aplicação clínica As Crioaglutininas são anticorpos

Leia mais

FISIOLOGIA DIGESTIVA

FISIOLOGIA DIGESTIVA EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM FISIOLOGIA DIGESTIVA 01. Na digestão, a redução dos alimentos a partículas através de processos mecânicos tem por finalidade: a) facilitar a eliminação de substâncias inúteis

Leia mais

Doenças Sexualmente transmissíveis - DST

Doenças Sexualmente transmissíveis - DST Doenças Sexualmente transmissíveis - DST Bacteriologia Médica Carina Scolari Gosch Neisséria O gênero Neisséria é formado por bactérias diplococos g(-) Neisséria gonorrheaea Contato: Perda da resistência

Leia mais

Elaborado por: Karina Salvador Revisado por: Hilda Helena Wolff Aprovado por: Andréa Cauduro

Elaborado por: Karina Salvador Revisado por: Hilda Helena Wolff Aprovado por: Andréa Cauduro ANTI- 1 Manual CAMBRIDGE BIOTECH -1 POP: BM 05 Página 1 de 7 1. Sinonímia ANTI, TESTE CONFIRMATÓRIO. 2. Aplicabilidade Aos bioquímicos e técnicos do setor de imunologia. 3. Aplicação clínica Os testes

Leia mais

GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS

GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS 1. Sinonímia VIDAS DUO 2. Aplicabilidade Aos bioquímicos do setor de imunologia. 3. Aplicação clínica POP n.º: I 56 Página 1 de 7 O vírus da imunodeficiência humana () é um retrovírus RNA, transmitido

Leia mais

Disciplina de Doença das Aves Domésticas Curso de Medicina Veterinária MV Leonardo Bozzi Miglino Mestrando em Ciências Veterinárias - UFPR

Disciplina de Doença das Aves Domésticas Curso de Medicina Veterinária MV Leonardo Bozzi Miglino Mestrando em Ciências Veterinárias - UFPR MICOPLASMOSE AVIÁRIA Disciplina de Doença das Aves Domésticas Curso de Medicina Veterinária MV Leonardo Bozzi Miglino Mestrando em Ciências Veterinárias - UFPR Mycoplasma gallisepticum, M.synoviae, M.meleagridis

Leia mais

Bioenergética. Profa. Kalyne de Menezes Bezerra Cavalcanti

Bioenergética. Profa. Kalyne de Menezes Bezerra Cavalcanti Bioenergética Profa. Kalyne de Menezes Bezerra Cavalcanti Natal/RN Fevereiro de 2011 Substratos para o exercício O corpo utiliza nutrientes carboidratos, gorduras e proteínas consumidos diariamente para

Leia mais

Vanguard HTLP 5/CV-L Vacina contra Cinomose, Adenovírus Tipo 2, Coronavírus, Parainfluenza, Parvovirose e Leptospirose Canina

Vanguard HTLP 5/CV-L Vacina contra Cinomose, Adenovírus Tipo 2, Coronavírus, Parainfluenza, Parvovirose e Leptospirose Canina Uso Veterinário Usar exclusivamente em cães Indicações: É indicado para vacinação de cães de 6 semanas de idade ou mais velhos como prevenção da cinomose canina, da hepatite infecciosa canina (causada

Leia mais

15/10/2009. Cocobacilos Gram-negativos. Taxonomia: Intracelular. Família Brucellaceae; Não formador de esporo. Gênero Brucella 10 espécies..

15/10/2009. Cocobacilos Gram-negativos. Taxonomia: Intracelular. Família Brucellaceae; Não formador de esporo. Gênero Brucella 10 espécies.. UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE BACTERIOLOGIA NUTRIÇÃO Brucella e Listeria Brucella PROF. RENATA F. RABELLO 2 o SEMESTRE/2009 INTRODUÇÃO Taxonomia: Família Brucellaceae; Gênero Brucella 10 espécies.. Significado

Leia mais

DETERMINAÇÃO DOS GRUPOS SANGÜÍNEOS ABO

DETERMINAÇÃO DOS GRUPOS SANGÜÍNEOS ABO DETERMINAÇÃO DOS GRUPOS SANGÜÍNEOS ABO INTRODUÇÃO Foi no início do século XX que a transfusão de sangue, adquiriu bases mais científicas. Em 1900 foram descritos os grupos sanguíneos A, B e O por Landsteiner

Leia mais

Virulogia. Vírus. Vírus. características 02/03/2015. Príons: Proteína Viróides: RNA. Características. Características

Virulogia. Vírus. Vírus. características 02/03/2015. Príons: Proteína Viróides: RNA. Características. Características Vírus Virulogia Características Vírus- latim veneno - agentes filtráveis Parasita intracelular obrigatório Extracelular: virion Intracelular: vírus Possuem alta especificidade Vírus Características Alta

Leia mais

Imunidade Adaptativa Humoral

Imunidade Adaptativa Humoral Imunidade Adaptativa Humoral Daiani Cristina Ciliao Alves Taise Natali Landgraf Imunidade Adaptativa Humoral 1) Anticorpos: Estrutura Localização 2) Maturação de célula B: Interação dependente de célula

Leia mais

BRUCELOSE BOVINA. Martin Schmachtenberg E.M. Emater Estrela

BRUCELOSE BOVINA. Martin Schmachtenberg E.M. Emater Estrela BRUCELOSE BOVINA Martin Schmachtenberg E.M. Emater Estrela Temas Abordados Definição Etiologia Epidemiologia Importância econômica Transmissão Patogenia Sinais clínicos Diagnóstico Controle Brucelose Bovina

Leia mais

Nota Técnica: Prevenção da infecção neonatal pelo Streptococcus agalactiae (Estreptococo Grupo B ou GBS)

Nota Técnica: Prevenção da infecção neonatal pelo Streptococcus agalactiae (Estreptococo Grupo B ou GBS) Prefeitura do Município de São Paulo Secretaria Municipal da Saúde Áreas Técnicas da Saúde da Mulher e da Criança e Assistência Laboratorial Nota Técnica: Prevenção da infecção neonatal pelo Streptococcus

Leia mais

AGAMAGLOBULINEMIA LIGADA AO CROMOSSOMA X

AGAMAGLOBULINEMIA LIGADA AO CROMOSSOMA X AGAMAGLOBULINEMIA LIGADA AO CROMOSSOMA X Esta brochura é para ser usada pelos pacientes e pelas suas famílias e não deve substituir o aconselhamento de um imunologista clínico. 1 Também disponível: DOENÇA

Leia mais

Preparo de Materiais em microbiologia,meios de cultura usados no laboratório, técnicas de semeadura e Colorações

Preparo de Materiais em microbiologia,meios de cultura usados no laboratório, técnicas de semeadura e Colorações Preparo de Materiais em microbiologia,meios de cultura usados no laboratório, técnicas de semeadura e Colorações Prof (a) Dr Luciana Debortoli de Carvalho Preparo de materiais Meios de Cultura O crescimento

Leia mais

PATOGENIA DAS INFECÇÕES VIRAIS

PATOGENIA DAS INFECÇÕES VIRAIS PATOGENIA DAS INFECÇÕES VIRAIS Profª Maria Luzia da Rosa e Silva Viroses em humanos Patogenicidade: capacidade de infectar o hospedeiro e causar doença infecção viral (1) injúria nos órgãos (2) manifestações

Leia mais

Trato Digestivo do Suíno

Trato Digestivo do Suíno Trato Digestivo do Suíno Monogástrico onívoro com limitada fermentação pós-gástrica Estômago simples, incapaz de utilizar dietas ricas em forragem Incapaz de digerir algumas substâncias presentes em grãos,

Leia mais

INTERAÇÃO BACTÉRIA-HOSPEDEIRO

INTERAÇÃO BACTÉRIA-HOSPEDEIRO INTERAÇÃO BACTÉRIA-HOSPEDEIRO Prof. Dr. Cláudio Galuppo Diniz INTERAÇÃO BACTÉRIA - HOSPEDEIRO O PLANETA MICROBIANO Os microrganismos são ubíquos e são capazes de se adaptar a qualquer ambiente físico-químico.

Leia mais

Brucelose. Brucella sp. curtos

Brucelose. Brucella sp. curtos Brucelose Brucella sp. Bacilos Gram curtos negativos, Brucelose Sete espécies (mais 3 novas) B. pinnipedialis e B. ceti: baleias e focas B. microti Hospedeiro preferencial - reservatório Placenta, fluídos

Leia mais

Microbiologia e Imunologia Clínica

Microbiologia e Imunologia Clínica Estudo dos mecanismos naturais de defesa contra doenças. Microbiologia e Imunologia Clínica Estudo do sistema imune do corpo e suas funções e alterações. Profa. Ms. Renata Fontes Fundamentos da Imunologia

Leia mais

95% de água, 3% de substâncias orgânicas e 2% de sais minerais. uma secreção serosa outra secreção mucosa

95% de água, 3% de substâncias orgânicas e 2% de sais minerais. uma secreção serosa outra secreção mucosa SISTEMA DIGESTÓRIO SALIVA A saliva é um líquido claro, viscoso, alcalino (ph entre 6 e 7), que contém em sua composição: 95% de água, 3% de substâncias orgânicas e 2% de sais minerais. Além disso, também

Leia mais

PROTOCOLO MÉDICO. Assunto: Infecção do sítio cirúrgico. Especialidade: Infectologia. Autor: Cláudio de Cerqueira Cotrim Neto e Equipe GIPEA

PROTOCOLO MÉDICO. Assunto: Infecção do sítio cirúrgico. Especialidade: Infectologia. Autor: Cláudio de Cerqueira Cotrim Neto e Equipe GIPEA PROTOCOLO MÉDICO Assunto: Infecção do sítio cirúrgico Especialidade: Infectologia Autor: Cláudio de Cerqueira Cotrim Neto e Equipe GIPEA Data de Realização: 29/04/2009 Data de Revisão: Data da Última Atualização:

Leia mais

OFICINA INTEGRADA DE DOENÇAS IMUNOPREVINÍVEIS

OFICINA INTEGRADA DE DOENÇAS IMUNOPREVINÍVEIS OFICINA INTEGRADA DE DOENÇAS IMUNOPREVINÍVEIS OFICINA INTEGRADA DE DOENÇAS IMUNOPREVINÍVEIS DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DAS MENINGITES- ESTUDO DO LCR TÓPICOS A SEREM ABORDADOS : FASE PRÉ ANALÍTICA PROCESSAMENTO

Leia mais

ALBUMINA BOVINA 22% PROTHEMO. Produtos Hemoterápicos Ltda. PARA TESTES EM LÂMINA OU TUBO SOMENTE PARA USO DIAGNÓSTICO IN VITRO

ALBUMINA BOVINA 22% PROTHEMO. Produtos Hemoterápicos Ltda. PARA TESTES EM LÂMINA OU TUBO SOMENTE PARA USO DIAGNÓSTICO IN VITRO ALBUMINA BOVINA 22% PROTHEMO Produtos Hemoterápicos Ltda. PARA TESTES EM LÂMINA OU TUBO SOMENTE PARA USO DIAGNÓSTICO IN VITRO Conservar entre: 2º e 8ºC Não congelar Conservante: Azida de Sódio 0,1 % Responsável

Leia mais

VIROLOGIA RETROVÍRUS 1. HIV

VIROLOGIA RETROVÍRUS 1. HIV Instituto Federal de Santa Catarina Curso Técnico em Biotecnologia Unidade Curricular: Microbiologia VIROLOGIA RETROVÍRUS 1. Prof. Leandro Parussolo O que é um retrovírus? É qualquer vírus que possui o

Leia mais

MICROBIOTA INTESTINAL PREBIÓTICOS PROBIÓTICOS SIMBIÓTICOS Apresentado por : Prof. Dr. Yvon Toledo Rodrigues Membro Titular da Academia Nacional de Medicina. Presidente da Academia Latino-Americana de Nutrologia.

Leia mais

Patogênese Viral Instituto de Ciências Biomédicas Departamento de Microbiologia Prof. Dr. Charlotte Marianna Hársi

Patogênese Viral Instituto de Ciências Biomédicas Departamento de Microbiologia Prof. Dr. Charlotte Marianna Hársi Patogênese Viral Instituto de Ciências Biomédicas Departamento de Microbiologia Prof. Dr. Charlotte Marianna Hársi BMM-280-2009 Patogênese Viral Como os vírus causam doença no hospedeiro? Virulência =

Leia mais

95% de água, 3% de substâncias orgânicas e 2% de sais minerais. uma secreção serosa outra secreção mucosa

95% de água, 3% de substâncias orgânicas e 2% de sais minerais. uma secreção serosa outra secreção mucosa SISTEMA DIGESTÓRIO SALIVA A saliva é um líquido claro, viscoso, alcalino (ph entre 6 e 7), que contém em sua composição: 95% de água, 3% de substâncias orgânicas e 2% de sais minerais. Além disso, também

Leia mais

O SANGUE. Constituintes do Sangue e suas funções

O SANGUE. Constituintes do Sangue e suas funções O SANGUE Constituintes do Sangue e suas funções AS HEMÁCIAS OU GLÓBULOS VERMELHOS Células sanguíneas sem núcleo que contém hemoglobina, que é a substância responsável pela cor vermelha. São as células

Leia mais

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS MICRORGANISMOS

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS MICRORGANISMOS CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS MICRORGANISMOS Características fisiológicas das bactérias Oxigênio Temperatura Água Concentração hidrogênionica do meio (ph) Oxigênio Temperatura ambiental Grupo Temp. Temp.

Leia mais

SISTEMA CIRCULATÓRIO P R O F E S S O R A N A I A N E

SISTEMA CIRCULATÓRIO P R O F E S S O R A N A I A N E SISTEMA CIRCULATÓRIO P R O F E S S O R A N A I A N E Sistema circulatório O coração e os vasos sanguíneos e o sangue formam o sistema cardiovascular ou circulatório. A circulação do sangue permite o transporte

Leia mais

Aos bioquímicos, técnicos de laboratório e estagiários do setor de imunologia e hematologia.

Aos bioquímicos, técnicos de laboratório e estagiários do setor de imunologia e hematologia. POP n.º: I70 Página 1 de 5 1. Sinonímia Teste rápido Anti-, VIKIA Biomeriéux. 2. Aplicabilidade Aos bioquímicos, técnicos de laboratório e estagiários do setor de imunologia e hematologia. 3. Aplicação

Leia mais

Resposta imune às infecções virais ou DEFESAS DO HOSPEDEIRO CONTRA OS VÍRUS

Resposta imune às infecções virais ou DEFESAS DO HOSPEDEIRO CONTRA OS VÍRUS Resposta imune às infecções virais ou DEFESAS DO HOSPEDEIRO CONTRA OS VÍRUS MULTIPLICATION 1 Defesas Resposta imune frente a infecções 2 Defesas Imunidade inata Defesa e recuperação Genética Fatores séricos

Leia mais

TÉCNICA EM LABORATÓRIO/HEMOTERAPIA

TÉCNICA EM LABORATÓRIO/HEMOTERAPIA UFF UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE CCM CENTRO DE CIÊNCIAS MÉDICAS HUAP HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ANTONIO PEDRO TÉCNICA EM LABORATÓRIO/HEMOTERAPIA Parte I: Múltipla Escolha 01 Quanto à classificação do grupo

Leia mais

TEÓRICA 6 DOCENTES: Prof. Helena Galvão (responsável componente teórico) Prof. Margarida Reis (componente prático)

TEÓRICA 6 DOCENTES: Prof. Helena Galvão (responsável componente teórico) Prof. Margarida Reis (componente prático) TEÓRICA 6 DOCENTES: Prof. Helena Galvão (responsável componente teórico) Prof. Margarida Reis (componente prático) VIRUS CONCEITOS E DEFINIÇÕES Características: 1. Não têm estrutura celular, mas multiplicam-se»

Leia mais

Infecção Bacteriana Aguda do Trato Respiratório Inferior

Infecção Bacteriana Aguda do Trato Respiratório Inferior ESPECIALIZAÇÃO EM MICROBIOLOGIA APLICADA CASCAVEL - 2009 Infecção Bacteriana Aguda do Trato Respiratório Inferior Profa. Vera Lucia Dias Siqueira Bacteriologia Clínica DAC - UEM Sistema Respiratório Pneumonias

Leia mais

INFECÇÕES BACTERIANAS

INFECÇÕES BACTERIANAS INFECÇÕES BACTERIANAS 1. Salmonelose (enterocolite), febre tifóide, febres entéricas Salmonella: Espécies x doenças: S. typhi (febre tifóide) S. paratyphi A, B, C (febres entéricas) Outras espécies (salmonelose)

Leia mais

Tecido sanguíneo. Prof. Msc. Roberpaulo Anacleto

Tecido sanguíneo. Prof. Msc. Roberpaulo Anacleto Tecido sanguíneo Prof. Msc. Roberpaulo Anacleto Transporte Regulação Proteção Funções do Sangue Sangue É um tecido conjuntivo especializado pois apresenta sua matriz extracelular totalmente fluida. O sangue

Leia mais

Genética Bacteriana. Prof (a) Dra. Luciana Debortoli de Carvalho

Genética Bacteriana. Prof (a) Dra. Luciana Debortoli de Carvalho Universidade Federal de Juiz de Fora Departamento de Microbiologia, Parasitologia e Imunologia Genética Bacteriana Prof (a) Dra. Luciana Debortoli de Carvalho Introdução O DNA existe como uma hélice de

Leia mais

UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS - UNIPAC CURSO DE ENFERMAGEM DANIELLY CRISTINA DA SILVA LUANA CAROLINE URETRITE GONOCÓCICA E NÃO-GONOCÓCICA

UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS - UNIPAC CURSO DE ENFERMAGEM DANIELLY CRISTINA DA SILVA LUANA CAROLINE URETRITE GONOCÓCICA E NÃO-GONOCÓCICA UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS - UNIPAC CURSO DE ENFERMAGEM DANIELLY CRISTINA DA SILVA LUANA CAROLINE URETRITE GONOCÓCICA E NÃO-GONOCÓCICA BOM DESPACHO 2011 UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS

Leia mais

A brucelose, também conhecida como febre ondulante, febre do Mediterrâneo

A brucelose, também conhecida como febre ondulante, febre do Mediterrâneo O que é? A brucelose, também conhecida como febre ondulante, febre do Mediterrâneo ou febre de Malta, é uma zoonose causada por microrganismos do gênero Brucella sendo que a infecção é quase sempre transmitida

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS PÓS GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS VETERINÁRIAS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS PÓS GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS VETERINÁRIAS UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS PÓS GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS VETERINÁRIAS CLOSTRIDIOSES EM AVES Larissa Pickler Médica Veterinária Mestranda em Ciências Veterinárias - UFPR Formas

Leia mais

QUESTÃO 40 PROVA DE BIOLOGIA II. A charge abaixo se refere às conseqüências ou características da inflamação. A esse respeito, é INCORRETO afirmar:

QUESTÃO 40 PROVA DE BIOLOGIA II. A charge abaixo se refere às conseqüências ou características da inflamação. A esse respeito, é INCORRETO afirmar: 22 PROVA DE BIOLOGIA II QUESTÃO 40 A charge abaixo se refere às conseqüências ou características da inflamação. A esse respeito, é INCORRETO afirmar: a) Se não existisse o processo inflamatório, os microorganismos

Leia mais

Procedimentos Técnicos NOME FUNÇÃO ASSINATURA DATA ELABORADO POR

Procedimentos Técnicos NOME FUNÇÃO ASSINATURA DATA ELABORADO POR Versão: 1 Pg: 1/6 NOME FUNÇÃO ASSINATURA DATA ELABORADO POR Ivo Fernandes Sobreiro Gerente da Qualidade 01/09/2009 DE ACORDO Renato de Lacerda Diretor Técnico 05/09/2009 APROVADO POR Jose Carlos Santos

Leia mais

FECUNDAÇÃO FECUNDAÇÃO OU FERTILIZAÇÃO

FECUNDAÇÃO FECUNDAÇÃO OU FERTILIZAÇÃO FECUNDAÇÃO Prof. Dr. Wellerson Rodrigo Scarano Departamento de Morfologia 1 FECUNDAÇÃO OU FERTILIZAÇÃO Processo pelo qual o gameta masculino (espermatozóide) se une ao gameta feminino (ovócito) para formar

Leia mais

Profilaxia intraparto para EGB. Importância para o RN. Profª Drª Roseli Calil Hospital da Mulher - CAISM/UNICAMP

Profilaxia intraparto para EGB. Importância para o RN. Profª Drª Roseli Calil Hospital da Mulher - CAISM/UNICAMP Profilaxia intraparto para EGB Importância para o RN Abordagem do RN com Risco de Infecção ovular e colonizado por Streptococcus do grupo B Profª Drª Roseli Calil Hospital da Mulher - CAISM/UNICAMP Infecção

Leia mais

Colibacilose Aviária. Disciplina de Doença das Aves Curso de Medicina Veterinária MV Leonardo Bozzi Miglino Mestrando em Cinecias Veterinarias - UFPR

Colibacilose Aviária. Disciplina de Doença das Aves Curso de Medicina Veterinária MV Leonardo Bozzi Miglino Mestrando em Cinecias Veterinarias - UFPR Disciplina de Doença das Aves Curso de Medicina Veterinária MV Leonardo Bozzi Miglino Mestrando em Cinecias Veterinarias - UFPR Introdução Enfermidade sistêmica ou localizada causada E. coli, incluindo

Leia mais

Aos bioquímicos, técnicos de laboratório e estagiários do setor de imunologia.

Aos bioquímicos, técnicos de laboratório e estagiários do setor de imunologia. POP-I 67 Página 1 de 5 1. Sinonímia Teste rápido Anti-½ - OraQuick ADVANCE 2. Aplicabilidade Aos bioquímicos, técnicos de laboratório e estagiários do setor de imunologia. 3. Aplicação clínica O ensaio

Leia mais

Crescimento Microbiano

Crescimento Microbiano Crescimento Microbiano Fatores que influem no crescimento Temperatura ph Oxigênio Agitação Pressão osmótica Temperatura Para todos os microrganismos existem três temperaturas cardeais: Temperatura mínima

Leia mais

Diagnóstico Imunológico das Infecções Congênitas

Diagnóstico Imunológico das Infecções Congênitas Diagnóstico Imunológico das Infecções Congênitas Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita Vírus da Rubéola Togavirus Vírus de RNA fita simples Principal epítopo dominante:

Leia mais

Tipo de itens. O sangue é o principal fluído que circula no organismo humano.

Tipo de itens. O sangue é o principal fluído que circula no organismo humano. Tipo de itens O sangue é o principal fluído que circula no organismo humano. 1. Quais são as suas principais funções? Transporte de nutrientes, defesa, regulação térmica e controlo 2. Quais os seus constituintes?

Leia mais

Papilomavírus Humano HPV

Papilomavírus Humano HPV Papilomavírus Humano HPV -BIOLOGIA- Alunos: André Aroeira, Antonio Lopes, Carlos Eduardo Rozário, João Marcos Fagundes, João Paulo Sobral e Hélio Gastão Prof.: Fragoso 1º Ano E.M. T. 13 Agente Causador

Leia mais

Senhor Presidente PROJETO DE LEI

Senhor Presidente PROJETO DE LEI Senhor Presidente PROJETO DE LEI " INSTITUI O ESTÍMULO À REALIZAÇÃO DO 'EXAME DO COTONETE' (EXAME DE CULTURA DE STREPTOCOCCUS B"), EM TODAS AS GESTANTES QUE REALIZAM O PRÉ-NATAL NOS HOSPITAIS E MATERNIDADES

Leia mais

ALUNO(a): Observe o esquema a seguir, no qual I e II representam diferentes estruturas citoplasmáticas.

ALUNO(a): Observe o esquema a seguir, no qual I e II representam diferentes estruturas citoplasmáticas. GOIÂNIA, / / 2015 PROFESSOR: DISCIPLINA: SÉRIE: 3º ano ALUNO(a): Lista de Exercícios NOTA: No Anhanguera você é + Enem Questão 01) Observe o esquema a seguir, no qual I e II representam diferentes estruturas

Leia mais

A importância hematofágica e parasitológica da saliva dos insetos hematófagos. Francinaldo S.Silva.

A importância hematofágica e parasitológica da saliva dos insetos hematófagos. Francinaldo S.Silva. Universidade Federal de Pernambuco Centro de Ciências da Saúde Departamento de Parasitologia PET A importância hematofágica e parasitológica da saliva dos insetos hematófagos. Francinaldo S.Silva. Maria

Leia mais

Gênero Treponema. Características gerais. Fisiologia e Estrutura

Gênero Treponema. Características gerais. Fisiologia e Estrutura Departamento de Microbiologia Instituto de Ciências Biológicas Universidade Federal de Minas Gerais http://www.icb.ufmg.br/mic Gênero Treponema Características gerais Esse gênero de bactérias gram-negativas

Leia mais

SÍNDROME DE HIPER-IgM

SÍNDROME DE HIPER-IgM SÍNDROME DE HIPER-IgM Esta brochura é para ser usada pelos pacientes e pelas suas famílias e não deve substituir o aconselhamento de um imunologista clínico. 1 Também disponível: AGAMAGLOBULINEMIA LIGADA

Leia mais

RESPOSTA IMUNE AOS MICRORGANISMOS. Prof. Aline Aguiar de Araujo

RESPOSTA IMUNE AOS MICRORGANISMOS. Prof. Aline Aguiar de Araujo RESPOSTA IMUNE AOS MICRORGANISMOS Prof. Aline Aguiar de Araujo INTRODUÇÃO Número de indivíduos expostos à infecção é bem superior ao dos que apresentam doença, indicando que a maioria das pessoas tem condições

Leia mais

Citologia Clínica. Exame qualitativo da urina. Exame de urina de rotina. Profa. MsC Priscila P. S. dos Santos

Citologia Clínica. Exame qualitativo da urina. Exame de urina de rotina. Profa. MsC Priscila P. S. dos Santos Citologia Clínica Aula 9 Exame qualitativo de Urina Profa. MsC Priscila P. S. dos Santos Exame qualitativo da urina Diagnóstico de doença renal, no trato urinário, sistêmicas não relacionadas com o rim.

Leia mais

GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS

GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS POP n.º: I 140 Página 1 de 6 1. Sinonímia Detecção qualitativa do DNA bacteriano de Chlamydia trachomatis (CT) e Neisseria gonorrhoeae (NG) por PCR ( Polymerase Chain Reaction) em urina de homens e mulheres,

Leia mais

GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS

GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS POP n.º: I 22 Página 1 de 5 1. Sinonímia Beta 2 Microglobulina, b2m 2. Aplicabilidade Aos técnicos e bioquímicos do setor de imunologia 3. Aplicação clínica A beta-2-microglobulina é uma proteína presente

Leia mais

c) Macrófagos e células B apresentam antígenos a células T helper. (Preencha as lacunas.). 2 pontos.

c) Macrófagos e células B apresentam antígenos a células T helper. (Preencha as lacunas.). 2 pontos. Questão 1 Você é um imunologista que quer ficar rico e decide deixar o mundo da ciência, conseguindo um emprego como consultor de roteiro em um novo seriado de drama médico. Você avalia o conhecimento

Leia mais

Tecnologia de leites e derivados Prof. Andréa Matta Ristow PROCESSAMENTO DO IOGURTE

Tecnologia de leites e derivados Prof. Andréa Matta Ristow PROCESSAMENTO DO IOGURTE Tecnologia de leites e derivados Prof. Andréa Matta Ristow PROCESSAMENTO DO IOGURTE Leites Fermentados Exemplos: iogurte, bebidas lácteas fermentadas, coalhada, kefir, entre outros. A fermentação pode

Leia mais

Microrganismos e hospedeiros: microbiota residente, transitória e doenças

Microrganismos e hospedeiros: microbiota residente, transitória e doenças UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA DEPARTAMENTO DE PARASITOLOGIA, MICROBIOLOGIA E IMUNOLOGIA Microrganismos e hospedeiros: microbiota residente, transitória e doenças Disciplina: Microbiologia Aplicada

Leia mais

Métodos para detecção de alérgenos em alimentos. Gerlinde Teixeira Departamento de Imunobiologia Universidade Federal Fluminense

Métodos para detecção de alérgenos em alimentos. Gerlinde Teixeira Departamento de Imunobiologia Universidade Federal Fluminense Métodos para detecção de alérgenos em alimentos Gerlinde Teixeira Departamento de Imunobiologia Universidade Federal Fluminense Antigenos vs Alérgenos Antigeno Imunógeno Qualquer substância capaz de estimular

Leia mais

Mal estar, febre de início súbito, cefaléia, dores musculares e, em casos graves, alterações hepáticas, renais e vasculares.

Mal estar, febre de início súbito, cefaléia, dores musculares e, em casos graves, alterações hepáticas, renais e vasculares. LEPTOSPIROSE Nomes populares Doença de Weil, Icterícia Infecciosa Agente causador Bactérias patogênicas do gênero Leptospira Espécies acometidas Roedores sinantrópicos (principal reservatório natural).

Leia mais