Protocolo de prevenção de úlcera por pressão Enfª Allessandra CEPCIRAS/GERISCO

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1 Protocolo de prevenção de úlcera por pressão Enfª Allessandra CEPCIRAS/GERISCO

2 FINALIDADE: Promover a Prevenção da ocorrência de UPP e outras lesões da pele. JUSTIFICATIVAS: A- Longa permanência em hospitais -> consequência mais comum do aparecimento de alterações na pele; B- Fatores de risco e restrição no leito -> Aumento da Incidência;

3 C- A ocorrência de UPP -> impacto para familiares, pacientes e para o sistema de saúde; D- UPP -> danos consideráveis (dificulta processo de recuperação funcional, causa dor, infecções graves, prolonga internações, sepse e mortalidade);

4 E- Conhecimento e aplicação de medidas relativamente simples - Manter a integridade da pele em pacientes restritos ao leito; F- Recomendações para avaliação da pele e as medidas preventivas- UNIVERSAL.

5 ABRANGÊNCIA: Aplicado a todos os indivíduos vulneráveis em todos os grupos etários; Responsáveis pelas Intervenções - Todos os profissionais de saúde envolvidos no cuidado de pacientes em risco de UPP.

6 DEFINIÇÃO Úlcera por pressão (UPP): lesão localizada da pele e/ou tecido subjacente, geralmente sobre proeminência óssea, resultante da pressão ou da combinação entre pressão e cisalhamento; Cisalhamento: deformação que sofre um corpo quando sujeito à ação de forças cortantes;

7 Estadiamento de UPP: classificação da UPP que auxilia na descrição clínica da profundidade da destruição tecidual; Sistema de classificação de evidência Científicas das Recomendações ( Apêndice II do Protocolo)

8 INTERVENÇÕES PREVENCIONISTAS DAS UPP: -Identificação dos Pacientes em risco; -Implantação de Estratégias de Prevenção para todos os pacientes identificados como de risco. - Protocolo de Prevenção de UPP -> 06 etapas essenciais:

9 ETAPA 1 A- Avaliação de UPP na admissão -Avaliação de risco de UPP; -Avaliação da pele para detectar a existência de UPP ou lesões de pele já instaladas.

10 ETAPA 1 B- Ferramenta para avaliação -Confiabilidade e especificidade; -Ferramenta validada; -Permite a adoção imediata de medidas preventivas; -Associada a avaliação clínica do enfermeiro; -Escala de Braden e Escala de Braden Q ( pediatria).

11

12 ETAPA 2 A- Reavaliação de risco de desenvolvimento de UPP de todos os pacientes internados Complexidade e a gravidade - Potencialização do risco de desenvolver UPP; Ajuste das estratégias de Prevenção;

13 PROCEDIMENTO OPERACIONAL (ETAPAS 1 E 2) Abordagem estruturada de avaliação de risco (Nível evidência C); Avaliação de todos os pacientes na admissão (Escala de Braden + Avaliação clínica); Avaliação e prescrição dos cuidados com a pele Atribuição do Enfermeiro; Importante a participação da Equipe multiprofissional.

14 ETAPA 3 Inspeção diária da pele, utilizada em todos os pacientes classificados como de risco (Etapas 1 e 2).

15 ETAPA 3 Recomendações (PO): 1. Examinar a pele cuidadosamente identificando existência de UPP ( Nível de Evidência C); - Regiões submetidas à pressão por dispositivos (cateteres) d - Áreas corporais de maior risco; - Diagnóstico diferencial; 2. Inspeção em intervalos pré- definidos; 3. Aumentar a frequência se piora do estado clínico do paciente (nível de Evidência B).

16 ETAPA 4 Manejo da umidade - Manter o paciente seco e com a pele hidratada Massagem é contra indicada em presença de inflamação (nível de evidência B); Higienização e hidratação da pele - Pele seca é fator de risco; Não deve ser recomendada como estratégia de prevenção de UPP (nível de evidência B);

17 ETAPA 4 Manejo da umidade - Manter o paciente seco e com a pele hidratada Uso de produtos de barreira- Proteção da pele; Determinar causascontrolando a umidade; Uso de comadres ou papagaio nas mudanças de decúbito; Observar outras fontes de umidade (exsudato de feridas, drenos, suor e linfa).

18 ETAPA 5 Otimização da nutrição e hidratação Notificar todos os indivíduos em risco nutricional para UPP ao nutricionista; Avaliar e comunicar o nutricionista e a equipe médica sobre desnutrição ou predisposição; Avaliar junto ao nutricionista e a equipe médica a necessidade de suplementos nutricionais, ou mesmo necessidade de sondagem gástrica.

19 ETAPA 6 Minimizar pressão e/ou redistribuir a pressão Reposicionamento a cada 2 horas; - Mudança de decúbito: reduz a pressão, mantêm o conforto, a dignidade e a capacitação funcional (Nível de evidência C); Frequência das mudanças de decúbito devem ser individualizadas; Cuidado com sondas, drenos e proeminências ósseas com hiperemia;

20 ETAPA 6 Minimizar pressão e/ou redistribuir a pressão Cuidado com cisalhamento -Uso de forro móvel ou dispositivo mecânico nas mudanças de decúbito; Elevar cabeceira 30º (salvo pacientes em VM); Colchões de água, ar ou espuma; Incentivar a movimentar na cama; Proteção de proeminências ósseas Observar se nada foi esquecido sob o corpo do paciente;

21 ETAPA 6 Minimizar pressão e/ou redistribuir a pressão Uso de superfícies de apoio para diminuir pressão nos calcâneos; - Manter calcâneos afastados da superfície da cama (Nível de evidência C); - Uso de almofadas ou travesseiros abaixo das pernas para elevar calcâneos (nível de evidência B); Uso de assento de redistribuição almofadas de ar e espuma.

22 Medidas preventivas para UPP conforme classificação de risco (Plano de Cuidados) A- Baixo risco (15 a 18 pontos na Escala de Braden) Cronograma de mudança de decúbito; Otimização da mobilização; Proteção do calcâneo; Manejo da umidade, nutrição, fricção e cisalhamento; Uso de superfícies de redistribuição de pressão.

23 Medidas preventivas para UPP conforme classificação de risco (Plano de Cuidados) B- Risco moderado (13 a 14 pontos na Escala de Braden) Continuar as intervenções do risco baixo; Mudança de decúbito com posicionamento a 30º

24 Medidas preventivas para UPP conforme classificação de risco (Plano de Cuidados) C- Risco alto (10 a 12 pontos na Escala de Braden) Continuar as intervenções do risco moderado; Mudança de decúbito frequentemente; Utilização de coxins de espuma para posicionamento.

25 Medidas preventivas para UPP conforme classificação de risco (Plano de Cuidados) D- Risco muito alto ( 9 pontos na Escala de Braden) Continuar as intervenções do risco alto; Utilização de superfícies de apoio dinâmico (colchões de água e de ar); Manejo da dor

26 Estratégias de monitoramento e indicadores Indicadores de Processo: -Percentual (%) de pacientes submetidos a avaliação de risco de UPP na admissão; -Percentual (%) de pacientes de risco recebendo cuidado preventivo; -percentual (%) de pacientes recebendo avaliação diária para risco de UPP Indicadores de Resultado: - Incidência de UPP

27 ESTADIAMENTO DAS UPP ESTÁGIO I Pele intacta, com rubor não branqueável, numa área localizada, normalmente sobre uma proeminência óssea.

28 ESTADIAMENTO DAS UPP ESTÁGIO II Perda parcial da espessura da pele (rasa) com leito vermelho-rosa sem esfacelo, ou flictena fechada ou aberta, preenchida por líquido seroso.

29 ESTADIAMENTO DAS UPP ESTÁGIO III Perda total da espessura da pele.tecido adiposo pode estar visível, não estão expostos ossos, tendões ou músculos. A profundidade depende da localização.

30 ESTÁGIO IV Perda total da espessura dos tecidos, exposição de ossos, tendões ou músculos. Tecido desvitalizado e/ou tecido necrótico podem estar presente. ESTADIAMENTO DAS UPP

31 OUTROS ESTÁGIOS ESTADIAMENTO DAS UPP Inclassificáveis/não graduáveis- Perda total da espessura da pele ou de tecidos, profundidade indeterminada (profundidade da úlcera bloqueada por tecido necrótico). Suspeita de lesão de tecidos profundos: área vermelha escura ou púrpura localizada em pele intacta, provocada por danos no tecido mole subjacente pela pressão e/ou forças de torção.

32 Referência Bibliográfica - Ministério da Saúde/ANVISA/Fiocruz- Protocolo para Prevenção de Úlcera pro Pressão- 2013

33 Obrigada! Enfermeira Allessandra do Socorro Santana Coordenadora Estadual do Controle e Prevenção de Infecções Relacionados a Assistência em Saúde Telefone:

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