TRÁFICOS HUMANOS a moderna forma de escravidão

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1 FORUM ABEL VARZIM e LOC/MTC - MOVIMENTO de TRABALHADORES CRISTÃOS COMEMORAÇÕES do 50.º ANIVERSÁRIO da MORTE do PADRE ABEL VARZIM 22 de outubro de Espaço Santa Catarina - Lisboa «TRÁFICO de SERES HUMANOS» Referência à ação do Pe. Varzim nos anos 50 Conferência/Debate O Forum Abel Varzim e a LOC/MTC, no âmbito das Comemorações do 50.º Aniversário da Morte do Padre Abel Varzim, de colaboração com a CAVITP - Comissão de Apoio à Vitima do Tráfico de Pessoas, organizaram uma conferência no Espaço Santa Catarina, em Lisboa, sobre o tema do Tráfico Humano. Intervenções de Irmã Rosilene Linares Boa Tarde! É um prazer estar aqui com vocês para partilhar aquilo que constitui o meu passado com a CAVITP, como a Irmã Júlia disse. Eu não sou uma especialista em "Tráfico", tenho tentado ser uma escapista em escutar esta realidade, e é isso que eu vou partilhar. Não nenhum estudo pessoal, mas é aquilo que, enquanto Comissão, nós temos reflectido sobre esta triste realidade, mas tão presente na sociedade de hoje. O tráfico já há muito tempo constitui uma escravidão, o escândalo do Século XXI, constituindo um dos maiores escândalos da nossa sociedade. Nunca se vendeu tanto as pessoas, como actualmente. Nunca se evoluiu tanto em todos os domínios, nível tecnológico, relações, globalização, e tudo mais, mas também nunca se vendeu tanta gente como neste Século XXI. O que é o Tráfico de pessoas? É oferecer, entregar, recrutar, aliciar, aceitar, transportar, alojar e acolher, qualquer pessoa, recorrendo à violência, ao rapto à ameaça grave, a manobra fraudulenta, ao abuso da autoridade, e principalmente aproveitando-se da vulnerabilidade da pessoa, da sua incapacidade física ou psíquica, ou de outras incapacidades.

2 A única finalidade do tráfico humano, é a exploração, embora ele apareça como uma grande ajuda. Mas a única finalidade é a exploração. E enquanto exploração constitui um grande crime. Como é que se dá essa exploração? A exploração acontece através da prostituição ou outras formas de exploração sexual, ou casamentos forçados, a exploração por trabalhos forçados e mendicidade, a exploração pela remoção de órgãos, a exploração pela adoção ilegal e a exploração por participação em conflitos armados. É um crime que viola profundamente os direitos humanos, e se repercute de maneira traumática, na saúde física e psicológica. Nós não podemos, nem imaginar, como fica uma pessoa vítima de tráfico. O que é que passa na cabeça de uma mulher, de uma criança, de um homem que diariamente é explorado, maltratado [pisado] na sua dignidade. Um aspecto muito importante no tráfico humano, que durante muito tempo foi muito discutido, e que actualmente está muito claro, é que o consentimento da vítima é irrelevante para se tornar um crime. Durante muito tempo ouviu-se dizer que as vítimas sabiam ao que vinham quando vinham para Portugal; olhe, elas quiseram! Hoje já não se ouve, porquê? Hoje uma pessoa a quem se diga você vai ser traficada, violada, explorada, manter 500 relações sexuais por dia, e depois lhe retirarem o dinheiro todo. Se se disser isso, ela vai dizer, sim eu quero, obrigada eu vou para a Europa!... O consentimento da vítima é irrelevante, não importa se a vítima disse sim, eu vou. Mas ela não disse sim eu vou para o tráfico. É muito importantes nós colocarmo-nos na posição do outro. Ninguém quer ser maltratado. Ninguém quer ser traficado, isso aí é irrelevante mesmo. Quem são as vítimas?, mulheres, crianças e homens. Há muitos homens traficados para exploração laboral e sexual. Outro aspecto dramático do tráfico, é que ele está associado a outros crimes, e isso dificulta imenso chegar aos verdadeiros culpados. Está associado a outros crimes, como sequestro, extorsão, lavagem de dinheiro, corrupção, tráfico de drogas, tráfico ilícito de emigrantes. O tráfico de pessoas acontece em quase todos os países do mundo. Nuns dois ou três não acontece. Entre países, entre fronteiras, entre continentes, em todas as direcções. Um mesmo país pode ser o ponto de partida, ou de chegada, ou servir para ligação entre outros. Durante muito tempo pensou-se que Portugal era simplesmente um país de transição, do qual não se saía nem se chegava, para ficar aqui. Actualmente não. Sabe-se que Portugal constitui um país de origem, em que saem pessoas daqui e em que também chegam pessoas para ser traficadas. Conhecem-se hoje as rotas da América do Sul, da África, da Ásia, dos Estados Unidos, Rússia, Austrália. As rotas da América do Sul, só para termos uma noção de como as pessoas hoje circulam, porque antigamente era tão difícil. Essa circulação não é por livre vontade mas é para exploração. As rotas da África onde o tráfico é no próprio Continente, mas 2

3 também fora dele. As rotas da Ásia, dos Estados Unidos, da Rússia, da Austrália, donde vem muita gente. Depois temos também, as fases do tráfico humano. A fase do aliciamento, a fase do transporte e a fase da exploração. Como é que se faz a fase do aliciamento? Os estudos mostram que a fase do aliciamento acontece por anúncios em jornais, revistas, contatos pela Internet, como chats, ou salas de conversa, referencias familiares ou conhecidos, falsas oportunidades de emprego, escolas, agencias de recrutamento de Modelos e/ou viagens e também pela divulgação sentimental, ou seja casamento falso. Depois a fase de transporte, pode ser direto, por exemplo dirigido a Lisboa, ou passar por outros lugares até chegar ao seu país de origem. Normalmente em cada paragem há sempre um contacto com um elemento da rede, que contacta a vítima, ou se não o fizer, pelo menos vigia se ela está a fazer o percurso correcto. Os documentos de identificação podem ser falsos ou oficiais. Esse também é outro dado, porque durante algum tempo os documentos eram falsos, e agora os documentos são oficiais e falsos. E fase da exploração, quando a vítima chega ao país de destino, ela é inicialmente despojada dos seus documentos. Em 2006, na primeira investigação que fizemos, foinos dito que esses documentos eram mesmo rasgados, e a pessoa ficava mesmo sem documentos. Actualmente, os últimos estudos de 2012/2013, indicam que raramente fazem isto, deixam a pessoa com os documentos, mas exploram de outra maneira. Ter os documentos acaba por não dar Proteção nenhuma. A fase de exploração, é a fase em que a vítima tem de pagar, tudo aquilo que ela recebeu desde o seu país de origem: a viagem, a hospedagem, e tudo o que vai acontecendo no país de destino. E é nesta fase que a vítima se sente extremamente dependente do traficante e da pessoa que a explora. E esta fase é a fase de maior sofrimento, em que ela se depara com uma realidade para a qual não estava preparada, e da qual não vê como sair. Por isso é que existem tantas "Comissões" a tentar ajudar. O problema não é pequeno, é bem gigante. Dois a quatro milhões de pessoas, são traficadas por ano. É muita, muita gente. Só na Europa, 500 a 800 mil são traficadas por ano, a maioria delas, mulheres e crianças. E crianças bem crianças, além dos bebés, crianças de 9, 8, 7, 12 anos. Esta atividade é terceira, atividade ilegal, mais lucrativa. Dá muito dinheiro o tráfico humano para os traficantes e gera muito sofrimento e dor para as vítimas do tráfico. Destes 22 milhões 85% provêem da exploração sexual, é mesmo triste, só perde para o tráfico das armas e drogas. Embora também existam estudos que digam que o tráfico humano tende a ser a segunda forma mais fácil de ganhar dinheiro, ou a primeira forma mais fácil de ganhar dinheiro. Vou dar também alguns dados feitos aqui em Portugal, para todos pensarmos sobre esses números. Este estudo foi feito entre junho de 2010 e julho de 2012, pelo IEEI - 3

4 Instituto de Estudos Estratégicos Internacionais, pela análise qualitativa de informação e de entrevistas com vítimas de tráfico, sinalizadas ou apoiadas por ONG s ou sinalizadas pela equipa de investigação. São dados reais, pessoas que em algum momento da sua vida, se sentiram exploradas a traficadas. Esse estudo revela que no mínimo de 250 a 270 vítimas de tráfico, são exploradas em cada ano. Em Portugal, a origem das vítimas, por Continente e a seguinte: de África 40%, da Europa 30%, da América do Sul 13% e da Ásia 13%. Por nacionalidade as nigerianas e as brasileiras são as mais presentes em Portugal, representam respectivamente 28 e 12%. A seguir as do Gana e da Roménia, com 12 e 10% respectivamente. A idade das vítimas no momento da sinalização: a maioria delas tem entre 26 a 35 anos, seguidas pelas de 18 a 25 anos. Também aparecem algumas vítimas entre 11 e 15 anos, aqui em Portugal, não é longe. Bem pertinho de nós, é no Rossio, é na Baixa, é em Benfica, onde eu vivo, onde vive cada um de nós. Essas pessoas vieram para Portugal directamente, ou então de modo indirecto, 68% fizeram muitas paragens antes de chegarem aqui. O tipo de tráfico: Das pessoas que foram entrevistadas por volta de 2000/2100, 67% eram pessoas vítimas de exploração sexual e 28% de exploração laboral. Como a Irmã Júlia disse, parece que há mais exploração laboral, em Portugal, que sexual. Parece, porque as vítimas de exploração sexual não estão a ser sinalizadas. Têm medo também, de se mostrar. Enquanto que na laboral é mais fácil invadir uma propriedade e descobrir 50/60 trabalhadores. Já uma pessoa sozinha na rua, ou sozinha num apartamento ou numa residência está mais escondida. A modalidade da exploração sexual nestas pessoas entrevistadas, a maioria delas é exploração na rua, seguidas de exploração num apartamento. Depois aquelas de são exploradas em apartamento/rua, ora no apartamento, ora na rua. Os métodos de recrutamento. Como é que as pessoas são convidadas a deixar o seu país. Em 75% dos casos os recrutamentos são feitos por contactos pessoais, e às vezes de gente muito próxima, e até familiares e amigos. Eles usam métodos que nós às vezes não usamos para a evangelização. Como disse, em cerca de 75% dos casos o recrutamento faz-se por contactos pessoais, e nós às vezes imaginamos que era assim uma coisa muito distante. Ai que foi, pela Internet, por uma chamada telefónica. Isso também é, mas a maioria do recrutamento é por boca a boca, numa relação muito próxima. Quem são os angariadores que chamam as vítimas e fazem parte da rede? Do estudo realizado na maioria eram portugueses, seguidos pelos brasileiros. Os contatos pessoais eram feitos por portugueses, depois os brasileiros e os nigerianos que ficam muito perto destes, e os romenos. Qual o tipo de relação com as vítimas? A maioria tinha uma relação desconhecida, que se fizeram amigos por momento. Mas mais de 24% os angariadores que se fizeram amigos da família. Também 23% eram amigos diretos da vítima. Também se fizeram amigos mas não são, porque um verdadeiro amigo não faz isso. Mas fizeram-se amigos para conseguir a vítima. Os tipos de aliciamento. 4

5 Promessas de emprego, representam 84%. Quem é que não quer ter um bom emprego, ganhar bem e viver bem, num país da Europa? Se falarmos isso aqui em Portugal, muita gente quer, naturalmente não? Também buscar empregos na Europa é outro aliciante. Imaginemos o Brasil, onde nalguns lugares, nem há televisão, ou lá nos confins do Continente Africano, na Ásia, na Somália, na Nigéria. Se nós aqui, muitos dos nossos amigos e familiares querem ir para um lugar melhor, nos outros Continentes também. Dessas entrevistas, desses estudos, 89% dos casos não foram reportados às autoridades, ou seja, não foram denunciadas e sinalizados com tráfico. Alguns, só cerca de 3% foram denunciados diretamente, pelas vítimas. Outro estudo é do Observatório do Tráfico de Seres Humanos OTSH (2013) o estudo mais oficial. Foram sinalizados 308 presumíveis vítimas de tráfico de seres Humanos (TSH). Dessas 308, 299 eram cidadãos nacionais e estrangeiros sinalizados em Portugal. Destes 49 menores e 250 adultos. E foram sinalizados também, no estrangeiro, 9 cidadãos nacionais adultos. Estas vítimas sinalizadas, não significa que sejam vítimas confirmadas, como vítimas de tráfico. A nacionalidade das vítimas, só algumas, porque outras estão em segredo de justiça, é a seguinte: Roménia 185; Nigéria 18; Bulgária 14; Brasil 14; Guiné-Bissau 7; Bósnia Herzegovina 6. No que se refere a vítimas portuguesas eram 31, sendo 17 menores. E qual o tipo de exploração: 14 exploração sexual, 3 por adoção/venda de recémnascidos, 7 informação desconhecida, 7 em segredo de justiça. Dessas 299 vítimas, 45 foram confirmadas como exploração laboral, 80 vítimas não foram confirmadas como vítimas, 116 vítimas estão tidas como caso pendente, ainda estão em investigação, e dessas 116 só 28 se caracterizam como exploração sexual e 74 como exploração laboral. Um total de 46 vítimas foram sinalizadas pelas ONG s, sendo 23 para exploração sexual e 10 como exploração laboral. E aqui podemos perguntar-nos: porque será que as ONG s sinalizaram 46 vítimas, sendo 23 de exploração sexual e dos casos em investigação, 116 pendentes só aparecem 28 em exploração sexual. Onde estão essas vítimas, porque não aparecem. E 12 vítimas não foram consideradas nada. Isso quer dizer que os estudos não revelam a dramaticidade do tráfico. Porque é muito difícil que uma vítima diga abertamente, numa pesquisa, eu sou uma vítima de tráfico! Então, os dados devem vir pelas organizações, não diretamente da polícia. Numa frase sintética. Existem 30 milhões de pessoas que já foram traficadas no mundo. E 74% são adultos, 26% abaixo dos 18 anos e 55%, mulheres. E porquê mulheres? Porque 70% das mulheres no mundo, não têm direito à educação. Setenta por cento das mulheres, não sabe ler nem escrever. Associando a isso a desigualdade de género, onde a mulher é vítima de violência, maus-tratos, abandono. E associando a isso a desigualdade social, e outras tantas coisas que vocês sabem tão bem como eu, pela experiência de vida, 55% de mulheres traficadas é muita mulher. 5 E o que faria o Padre Abel Varzim com estes dados?

6 O tráfico é um crime extremamente organizado, difícil de combater, fomentado pela vulnerabilidade social, marcado pela invisibilidade. Diz-se que é muito difícil ter dados concretos. É diferente, por exemplo, da desnutrição, do rendimento mínimo, do Ébola. As vítimas aparecem claramente, dá para contar. No tráfico não. E essa invisibilidade dificulta imenso a proteção das vítimas. Este crime está também profundamente enraizado ma desigualdade de género. Há muitas mulheres traficadas, muitas mesmo. É um crime que progride com a globalização da indiferença. Parece que o tráfico nos vai atingir. Ai, só acontece com alguém distante. Não. Isso acontece com gente tão próximo de nós. Não acontece só num outro país, num outro mundo. Acontece mesmo aqui ao lado. E precisamos de estar despertos para essa realidade. 6 Eu trago aqui dois depoimentos, acho que também é importante pensarmos. Os depoimentos não são inventados, são ditos por pessoas que viveram isto, e só para nós percebermos como é que as coisas acontecem de forma tão próxima. Uma das vítimas, chama-se aqui Ochoa, mas é um nome fictício. É da Nigéria, e foi sinalizada aqui em Portugal. Ela vivia na Nigéria onde a família todos os dias recebia dinheiro da sua bem sucedida irmã que vivia na Europa. Um dia a irmã de Ochoa ligoulhe e disse-lhe, queres juntar-te comigo aqui em Portugal, onde podes receber dinheiro mais do que suficiente para ti e para a nossa família? A irmã mandou-lhe dinheiro para a passagem e Ochoa não hesitou. Embarcou para Portugal. Chegou cheia de esperança de que ia arranjar trabalho semelhante ao da irmã. Não sabia que a irmã tinha sido apanhada por uma rede de traficantes que a forçavam, não só a prostituir-se mas a recrutar mais vítimas para serem exploradas. O sonho de trabalho desapareceu. Nunca percebeu bem quem era a sua exploradora, mas sabia que tinha de entregar o dinheiro para impedir que o VUDU a matasse a si, ou à sua família. Mesmo que enfrentasse o Vudu e tentasse fugir não saberia como. O seu passaporte foi-lhe retirado logo que chegou a Portugal. Os exploradores, esses, continuavam a enviar dinheiro para a sua família. Quem sabe quantas vítimas poderão resultar desta fórmula. Essa jovem tinha 17 anos quando chegou a Portugal e foi trazida pela sua irmã, que ela não sabia que estava sendo vítima de exploração. Para ela, e para a família na Nigéria, que continua a receber mensalmente 50,00, às vezes 100,00, dos traficantes, a irmã estava a viver na Europa com um trabalho digno. Então já não é uma nigeriana, são duas da mesma família. Mais próximo temos outro caso que passou nas nossas mãos, na CAVITP, que nós partilhamos e não sei se constitui uma vítima de tráfico, mas uma potencial vítima sim. E nos faz pensar que não está distante o tráfico humano. Está muito perto. Eu particularmente recebi um telefonema de uma irmã do Brasil pedindo alojamento na nossa casa, para uma jovem porque vinha para Portugal par se encontrar com o noivo, porque se ia casar e tinha que vir antes do casamento, e queria conhecer a pessoa e também queria trabalhar. Eu respondi, por e.mail e pedi mais informações. Entretanto, antes de vir a resposta do e.mail, veio uma carta duma irmã do Brasil, também

7 Dominicana como eu, e que pedia que eu recebesse essa jovem que viria trabalhar em Portugal e também conhecer um jovem com quem se iria casar. Eu alertei a Irmã, da situação do tráfico, mas ela insistiu a favor da jovem, que trabalhava na casa dessa Irmã, e que estava muito disposta a vir. Mais uma vez tentei alertar para o risco do tráfico. Lembrei que às vezes na nossa fragilidade, aquilo que parece tão lindo, tão maravilhoso, pode não ter um final feliz. Mas as pessoas quando querem uma coisa diferente, também ficam difíceis de nós as sensibilizarmos. Entretanto a jovem estava muito encantada do namorado, eu pedi o endereço do rapaz e a cidade onde vivia, tentei falar com uma pessoa de confiança dessa cidade para tentar descobrir o que é que o rapaz fazia no local. Entretanto, passado um tempo, disse para ela o que eu ia fazer e pedi-lhe que não comunicasse com o rapaz, eu faria isso. Passado um tempo a jovem escreveu a dizer que não era preciso alojamento, que ela tinha decidido vir por conta própria, não precisava mais de alojamento, e que o namoro tinha acabado. Começou na Internet e acabou pela Internet. Entretanto descobri que isso não era verdade, a jovem veio. A Irmã do Brasil também não sabe dela, pode estar aqui ou pode estar noutro país. É um caso muito próximo, e é isto que acontece todos os dias e que nós achamos que não acontece. A pessoa que a contactou, trabalhava no Norte de Portugal e que seria o esposo dela, nunca conseguimos descobrir quem era, porque pela morada e endereço que deu, quer pelos chats da Internet, não sabemos onde se encontra a rapariga. É uma tristeza. Pela nossa sensibilidade pelo nosso dia-a-dia, temos de ter a coragem de dizer NÃO ao Tráfico, e pode começar por uma simples conversa numa paragem de autocarro. Passar informação e dizer que isso acontece, que não é fantasia, que não é invenção, e que acontece todos os dias e muitas vezes durante o dia, também é uma forma de combater o tráfico. Obrigado! 7 Texto retirado de gravação. Editado. FONTES: - OIT - ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL do TRABALHO; - «COMPREENDER e COMBATER o TRÁFIDO de SERES HUMANOS - Actas do Seminário para Religiosas - Organização e Compilação para a OIM por Stefano Volpicelli, 2004; - Organização Internacional para as Migrações; - União Internacional dos Superiores Gerais. INTERNET:

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