Eu fiz o mesmo quando alertei que as ações da incorporadora PDG, na época a R$ 9,00, atingiriam R$ 1,50. Rigorosamente o mesmo com Gafisa,

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Eu fiz o mesmo quando alertei que as ações da incorporadora PDG, na época a R$ 9,00, atingiriam R$ 1,50. Rigorosamente o mesmo com Gafisa,"

Transcrição

1 ALERTA: O que você vai ler nas próximas linhas é polêmico e revelador. O texto pode ser ofensivo a determinadas audiências. Recomenda-se discrição na leitura. Olá. Meu nome é Felipe Miranda. Há quase cinco anos, eu fundei, junto ao Caio Mesquita e ao Rodolfo Amstalden, a Empiricus Research, a primeira casa de pesquisa independente voltada a investimentos do Brasil. Hoje, a Empiricus é referência em recomendações de investimento, contando com 200 mil leitores diariamente. Chegamos a um tamanho que nem nós mesmos aventávamos quando da criação da Companhia. Agradeço todos os dias por isso. Aos leitores e a nossos profissionais seria impossível chegar aqui sem tamanhas competência e paixão. É a nossa vocação, de fato. Talvez a esta altura você já conheça a Empiricus por conta de nossos serviços prestados nos últimos anos. Temos ajudado milhares de investidores a ganhar dinheiro com o cenário de queda da Bolsa brasileira desde nossa fundação, alta dos imóveis e comportamento volátil da taxa de câmbio. Nós alertamos nossos leitores, por exemplo, a evitar as ações da Petrobras, pouco antes do início de seu derretimento. Também recomendamos vender ações de construtoras às vésperas de problemas emblemáticos de estouro de orçamento, parcerias mal feitas e de práticas que desrespeitavam os acionistas minoritários. Evitamos com isso prejuízos da ordem de até 90%. Alguns de nossos leitores ficaram ricos apostando na queda das ações de Petrobras ou de grandes incorporadoras. Outros ganharam bom dinheiro seguindo a recomendação de comprar dólar a R$ 1,90. Em outras palavras, nossos assinantes puderam lucrar mesmo num ambiente extremamente desafiador para o mercado de capitais. Que seja de meu conhecimento, não há uma única empresa de pesquisa e/ou consultoria no Brasil com histórico tão consistente de acerto em suas recomendações de investimento aos clientes. Aqui cito apenas exemplos mais contundentes. Poderia perder um tempo enorme na lista de acertos. Mas eu não escrevo este texto para isso. Faço referência à capacidade de fazer nossos assinantes ganharem dinheiro num ambiente difícil tão somente por uma questão: há tempos muito mais difíceis por vir. Projetamos a mais importante crise para o Brasil desde Ela está aí, batendo à nossa porta. Só por isso eu tenho dedicado uma enormidade de tempo e dinheiro nos últimos meses preparando este material. Em resumo, quero falar de um evento específico cuja ocorrência deve se dar num futuro bastante próximo, com implicações pronunciadas sobre as finanças de cada brasileiro e, até mesmo, sobre nosso modo de vida. Esta esperada crise encontra suas raízes no colapso do sistema financeiro de 2008, cujo ápice é marcado pela quebra do centenário banco norte-americano Lehman Brothers e pelo consequente caos em Wall Street. Para tentar neutralizar impactos do tsunami externo por aqui, o Brasil abandonou os pilares tradicionais de política econômica e seguiu uma série de medidas heterodoxas, com implicações trágicas, conforme será visto um pouco à frente. Para nosso caso, os problemas a ser vistos nos próximos meses serão muito piores do que os vivenciados em Se houve quem classificasse a crise de seis anos atrás como uma marolinha para o Brasil, desta vez não existirá espaço para qualquer metáfora parecida. Isso ficará claro em alguns minutos. Adiantando um pouco, tão logo haja catálise do que eu projeto, teremos disparada da inflação, aumento destacado do desemprego, interrupção do crédito, maior endividamento da população e grande salto do dólar. Acredite: o argumento aqui, conforme ficará evidente, é estritamente técnico. Não faço uma projeção sequer sem o devido embasamento, tampouco tenho a pretensão de assustar o leitor. Tenho uma vida dedicada a investimentos e às recomendações financeiras. Comecei a investir em ações ainda aos 14 anos, por influência de meu pai e também meu herói -, que era um grande investidor de Bolsa. Solidifiquei a prática com a teoria. Cursei Economia na USP e um mestrado em Finanças na FGV, de onde me tornei professor aos 26 anos. Criado em educação jesuíta, eu aceitei ao chamado da minha vocação e tenho me dedicado às finanças integralmente. Fiz toda minha carreira profissional como analista de investimentos, para, então, fundar a Empiricus. Jamais colocaria uma vida construída sob os pilares da ética, do amor ao trabalho e da dedicação por conta de uma simples tese catastrofista. Tudo que faço aqui é levar meu esforço de pesquisa dos últimos meses a uma conclusão lógica.

2 Eu fiz o mesmo quando alertei que as ações da incorporadora PDG, na época a R$ 9,00, atingiriam R$ 1,50. Rigorosamente o mesmo com Gafisa, Brookfield, Hering e Marisa. De novo, apenas alguns exemplos. Quando dos primeiros anúncios, ninguém levou a sério. A princípio, fui taxado de louco. O tempo provou de que lado estava a sanidade. Já expus em oportunidades anteriores o grosso de meu racional, tanto a nossos leitores quanto em conferências de economia. Alguns ouvintes ficaram furiosos. Mas, veja: nenhum deles conseguiu refutar minha pesquisa, embora sejam incapazes, ao menos por enquanto, de aceitar a intensidade das conclusões previstas. Por conta disso, antes de prosseguir com a leitura, faço um alerta a você: As palavras a serem ditas aqui gerarão polêmica. Elas podem ofender bastante gente. Esquerdistas, direitas, petistas, tucanos e qualquer outra classificação semelhante. Com efeito, eu já recebi uma enxurrada de s de ódio sobre minha tese. Reconheço que, a princípio, as ideias e soluções a serem apresentadas podem parecer radicais. Talvez até mesmo antipatrióticas. Minha sensação é de que, ao ler o começo desta carta, você dirá: Não há espaço para isso acontecer. Não aqui. Não agora. Tenha um pouco mais de paciência. Respondo com o pedido de que prossiga até o final da argumentação. E lembre-se: Ninguém acreditou em mim inicialmente quando eu alertei para os problemas das construtoras, a fragilidade do modelo de negócios das varejistas de moda, a dívida da Petrobras. Ninguém também supunha que o dólar poderia ultrapassar R$ 2,10 quando ele estava a R$ 1,90 em poucos meses, a taxa de câmbio voou a R$ 2,45. Foi exatamente o que aconteceu. E é o que nos traz à data presente. Os exatos mesmos problemas antes identificados para as empresas acima ou para nossa taxa de câmbio agora ameaçam a economia brasileira como um todo. Vou explicar exatamente como chegamos até aqui. Ficará claro como falamos de algo importante e crítico para você e para cada brasileiro. A próxima fase desta crise vai afetar cada ponto de nosso modo de vida. A poupança de milhões de pessoas será dizimada. A mudança vai afetar seus negócios e seu emprego. Veremos impactos dramáticos sobre as poupanças, os investimentos e as aposentadorias. Além de outras implicações menores, mas também importantes. Os destinos de viagem serão alterados, a escola dos filhos pode ser revista, local e forma sua família faz compras talvez mude. Mais especificamente, faço referência à volta de condições anteriores ao Plano Real. Os mais antigos sabem do tamanho do problema. Os mais jovens podem perguntar a seus pais. Falo de inflação alta, perda da metade do poder de compra do salário ao longo do mês, congelamento de preços, problemas de desabastecimento, falta de produtos nas prateleiras, impossibilidade de planejamento por consumidores e empresários. Vou explicar como cada um desses eventos vai ocorrer. Então você poderá decidir por você mesmo se há ou não embasamento em minha argumentação. De minha parte, eu nunca estive tão convicto a respeito dessa crise quanto de qualquer outra situação em minha vida. Economia não admite experiências de laboratório. Erros cobram seu preço e as consequências são grandes. Obviamente, o mais importante aqui não é exatamente o que está acontecendo, mas sim o que você pode fazer a respeito. Dito de outra forma, você estará preparado quando esta crise se materializar? O que eu proponho neste material é mostrar a você exatamente aquilo que eu mesmo estou fazendo, para proteger e até mesmo aumentar meu próprio patrimônio, da mesma maneira que você poderá fazer. Note que eu poderia, com quase 100% de certeza, afirmar que a maior parte dos brasileiros não estará preparada quando os preços de produtos básicos dispararem, seu acesso a crédito secar, bancos fecharem e seus cartões de crédito pararem de funcionar. A forma de viver de cada brasileiro está prestes a mudar isso eu lhes prometo. Nesta carta, vou mostrar exatamente o que está acontecendo. Você pode questionar cada um de meus apontamentos. Ao final, vai perceber que estou certo em todas as alegações, uma por uma. Então, você poderá julgar e decidir por você mesmo. Daí, pergunta-se: você vai agir agora para proteger a si mesmo e a sua família da catástrofe econômica que está sendo formada?

3 Eu espero que sim. E é por isso que escrevo esta carta. Vou levá-lo exatamente pelo caminho que eu mesmo estou seguindo pessoalmente, para que você, caso queira, possa segui-lo também. Infelizmente, não posso garantir que você sairá desta crise sem nenhum ferimento. Mas posso lhe assegurar que você estará muito à frente daqueles que não seguirem os passos propostos. Peço desculpas. Estou apressando um pouco as coisas. Deixe-me dar um passo atrás e mostrar, nos termos mais simples possíveis, o que está acontecendo, o porquê de tamanha preocupação e qual é meu prognóstico para os próximos 12 meses O Maior Problema desde o Início do Plano Real Eu acredito que nós, como brasileiros, estamos prestes a observar um verdadeiro colapso no nosso sistema econômico, com desdobramentos relevantes sobre o cotidiano de cada cidadão. Basicamente, há cerca de cinco anos, o Governo brasileiro mudou dramaticamente sua política econômica. Passamos a desafiar décadas de um conhecimento acumulado e consolidado em macroeconomia. Abandonamos o pilar ortodoxo para nos render à maior intervenção do Estado na Economia, a uma economia pautada no assistencialismo e ao estímulo excessivo ao consumo. Qual o resultado? Falência das contas públicas e impossibilidade das famílias continuarem aumentando o consumo nesta velocidade. Mais uma vez, aponto esses elementos a partir de meus conhecimentos em contabilidade e em finanças. Com o mesmo viés crítico que analiso empresa, observo as contas públicas e o balanço das empresas. Veja, por exemplo, a questão mais simples associada à análise de uma companhia com ações listadas em Bolsa, a saber: sua capacidade de gerar caixa. Ou seja, quanto varia seu caixa, ponderado pelas mudanças na dívida evidentemente, ano após ano? Se uma empresa queima caixa de forma sustentada, sua própria existência em longo prazo está em risco. Dificilmente você compraria a ação de uma empresa que, resultado após resultado, queima caixa. O Brasil, se entendido de forma análoga, tem queimado caixa de maneira sistemática. O total de suas despesas supera suas receitas. Pior ainda, a diferença em desfavor das receitas tem aumentado. O déficit nominal brasileiro, que mede esta relação, mira os 4% ao ano e as contas públicas tiveram em maio seu pior resultado da história, mesmo com uma contabilidade nacional bastante criativa e uma porção de receitas extraordinárias. A sustentabilidade das contas do Estado brasileiro está em risco, como fruto de uma política deliberada de aumento dos gastos públicos. Os empresários não confiam mais no Brasil e veem seu espaço ocupado pelo setor público. Há, inclusive, um termo técnico para isso: crowding-out. Sem confiança, os empresários simplesmente não investem. É aquilo que se convencionou chamar de espírito animal dos empresários. A relação Investimento sobre PIB, que nunca foi uma maravilha, vem caindo de maneira consistente: depois de atingir o ápice de 19,5% no fim de 2010, recuou para apenas 18,1%. Somente essa variação impõe impacto negativo da ordem de 0,5% na capacidade de crescimento do PIB. Breve pausa para reflexão: há certo consenso entre os mais competentes economistas de que a variável-chave para o crescimento sustentável e de longo prazo, sem inflação, é o investimento. Isso porque, ao investir, o empresário aumenta sua capacidade produtiva à frente e pode responder a aumentos da demanda oferecendo mais produtos. Caso contrário, ou seja, sem investimentos, só pode responder com aumentos de preço. Agora, pasmem! Perguntada recentemente sobre as razões para o Brasil não crescer, a presidente Dilma respondeu da seguinte forma: Eu não sei. Se não temos um diagnóstico, como poderemos sequer considerar um bom prognóstico? Isso é absolutamente inacreditável, não é mesmo? Entretanto, não se dá a devida publicidade ao fato. Talvez você discorde sobre o quão ruim está a situação da economia brasileira. Eu respeito sua opinião. Peço, porém, que considere os seguintes pontos todos os dez elementos estritamente factuais: 1 - O crescimento médio do PIB no governo Dilma, se confirmadas as projeções de consenso para 2014, deve ser de 1,8% ao ano. Veja: esse é o pior resultado desde o governo Collor. Temos a primeira evidência

4 empírica e incontestável de que retornamos a condições anteriores a O gráfico abaixo resume a evolução recente da economia brasileira: Há ainda de se pontuar que minha projeção de 1,3% para crescimento da economia brasileira em 2014 está entre as mais otimistas. O Banco Santander, por exemplo, já estima evolução de apenas 0,9% neste ano, enquanto o brilhante economista Affonso Celso Pastore sugere pífio crescimento de 1% em 2014 e de, acreditem, 0,8% em Mas este crescimento mais baixo desde a Era Collor não é resultado de uma conjuntura internacional desfavorável? A simples observação da imagem abaixo comprova a resposta negativa. O gráfico compara a evolução do PIB brasileiro nos governos Dilma, Lula, FHC, Itamar e Collor, contextualizando com o resto do mundo, os países emergentes/pobres e nossos vizinhos latino-americanos. Eis o resultado: Até 2013, mesmo sem considerar o resultado pífio previsto para este ano, observamos o crescimento mais baixo desde a Era Collor.

5 2 - A inflação tem sido persistentemente alta e acima do centro da meta, de 4,5% ao ano. Simplesmente, temos ignorado esses 4,5% e observado, de maneira sistemática, uma inflação beirando o teto da meta. A imagem abaixo ilustra bem o argumento: Mas isso não é o pior. As estimativas para a inflação oficial de 2014, conforme levantamento do próprio Banco Central junto a agentes de mercado, rondam exatamente os 6,50%, teto da meta. E até mesmo o Relatório Trimestral de Inflação, do nosso BC, projeta 6,40% para este ano, colado nos 6,50%. Isso é particularmente problemático porque corremos um risco grande de estourar o intervalo da meta, ferindo a credibilidade do Banco Central e impondo um custo alto à sociedade. A rigor, em 12 meses, já estamos acima da meta. No intervalo encerrado em junho, a inflação foi de 6,52%. Para 2015, a situação não é muito diferente. A mediana das projeções dos economistas também aponta inflação próxima a 6,50%. Não custa lembrar: o trabalhador é quem mais sente os efeitos negativos da inflação, ao ter o poder de compra de seu salário corroído pela escalada dos preços. Sim, há coisas ainda mais desagradáveis a respeito da inflação. Já teríamos estourado o teto da meta não fosse pelo controle de preços. Ou seja, estamos artificialmente maquiando a inflação, ao represar alguns preços, com exemplos mais claros nos setores de energia e combustíveis. Sem desonerações, a inflação ronda 8,50% ao ano. O próprio governo admite controlar preços, sem nenhum tipo de constrangimento. Em entrevista à Folha de S. Paulo em 14 de maio, o ministro Mercadante reconheceu que o governo controla preços de combustíveis e energia elétrica. O represamento de preços tem consequências conhecidas e desastrosas, como sugestão de maior inflação futura, desalinhamento de preços relativos e destruição de determinados setores. O setor de etanol foi simplesmente destruído pelo controle deliberado do preço da gasolina. Veja o que diz matéria do jornal Valor Econômico, do dia 17 de junho de 2014: A indústria de etanol do Brasil enfrenta tanto pressões de aumento do custo da terra e da mão de obra, como tornou-se uma vítima não intencional do controle de preços da gasolina para frear a inflação, avalia a Agência Internacional de Energia. E completa:

6 No Brasil, a AIE nota que o aumento da capacidade de produção de etanol estagnou, várias plantas foram fechadas e mais capacidade pode estar em risco. Quando todos achávamos que havíamos consolidado a política de combate à inflação, passamos a cometer erros triviais, com impactos gigantescos sobre a sociedade. Nem sequer estamos sendo criativos. Tivemos a proeza de resgatar erros antigos e com consequências conhecidas. Esses dois primeiros pontos já seriam suficientes para provarmos o argumento do quão grave é o problema atual. Combinamos simplesmente baixíssimo crescimento econômico e inflação alta. Temos, portanto, o mais negativo dos mundos, a chamada estagflação. Mas, calma. Há coisas graves ainda pela frente, capazes de reforçar o prognóstico de algo simplesmente catastrófico para os próximos 12 meses. Falamos de inflação que pode chegar a 15% ao ano, forte redução do poder de compra, aumento do desemprego para 10% e interrupção súbita do crédito, com consequente dificuldade das famílias em arcar com suas obrigações financeiras. Estamos prestes a observar concreta mudança em nosso cotidiano. Precisamos nos blindar. Continuemos na nossa lista 3 - As contas públicas estão completamente desajustadas, de tal sorte que o Governo brasileiro vai, em breve, encontrar grandes dificuldades para se financiar. Ou seja, as taxas de juro devem subir com vigor, impactando fortemente o orçamento das famílias e a capacidade de crédito. Não há como brigar contra os fatos. Vemos uma clara deterioração das contas públicas brasileiras. Nossa economia para pagar dívida e juros, o chamado superávit primário, foi, na média, de 3,1% do PIB no intervalo de 2001 a 2008, sem considerar aqui receita de dividendos e concessões. Considerando agora o intervalo de 2009 a 2013, esse percentual caiu para 1,5% do PIB. Para 2014, devemos terminar com menos de 1% do PIB, algo que é, obviamente, insuficiente para estabilizar dívida bruta ou líquida. Isso sem nenhum incremento significativo do investimento público. O que tem aumentado é o consumo do governo esta métrica bateu 22% do PIB, o nível mais alto da série histórica iniciada em Mais uma proeza notável ao Brasil: somos um dos poucos países do mundo em que essa variável supera o investimento. 4 - O resultado de nossas relações com o resto do mundo, que já era péssimo, fica cada vez pior. O chamado déficit em transações correntes, medida do saldo de nossas contas com o exterior sem considerar as movimentações de capital, vem crescendo sistematicamente e atinge níveis preocupantes.

7 Em maio, o déficit brasileiro em conta corrente montou a US$ 6,635 bilhões, o mais alto para um mês de maio em toda a série histórica. O desempenho é inclusive pior do que projetado pelo próprio BC, em US$ 6 bilhões. Soma-se ao já delicado resultado apresentado até abril, conforme demonstrado por gráfico abaixo: Qual o problema disso? Para que não haja saída líquida de dólares do Brasil e perda de reservas internacionais, precisamos da entrada de moeda estrangeira por meio da conta de capital. Por sua vez, a conta de capital possui, grosso modo, duas subdivisões: i) Investimento Estrangeiro Direto (IED); e ii) Investimentos de portfólio. O ponto nevrálgico aqui é que o IED está inferior ao déficit em conta corrente. Portanto, para fechar nosso balanço com o resto do mundo, estamos dependendo do investimento em portfólio, que é muito volátil e sensível à menor das mudanças das condições da economia mundial. Por enquanto, com o Brasil oferecendo um juro estratosférico e os Bancos Centrais mundiais mantendo juro zero, parece não haver grande problema. Mas a situação está próxima de mudar. O Banco Central norte-americano deve começar a subir sua taxa de juro em 2015, voltando a atrair recursos para os títulos dos EUA hoje presentes nos mercados emergentes. Neste momento, vai faltar dólar no Brasil. Teremos uma disparada da taxa de câmbio, com impactos diretos sobre a inflação, sobre os importadores e sobre as empresas com dívida em dólar. Peço a devida atenção a este ponto. Em resposta à crise, o Banco Central dos EUA injetou uma quantidade cavalar de dólares no mercado. Conforme mostra o gráfico abaixo, os ativos totais do Fed saíram de US$ 869 bilhões em agosto de 2007 para US$ 4,3 trilhões em junho de 2014.

8 Ou seja, para voltar à normalidade histórica, o Banco Central norte-americano precisa retirar cerca de US$ 3,5 trilhões do sistema. As condições de liquidez vão mudar dramaticamente a partir de O mercado de trabalho se enfraquece em ritmo assustador. A criação líquida de postos de trabalho em maio foi de , segundo dados do Caged. Trata-se do pior mês de maio desde Estamos com novo argumento de situação sem precedentes desde o Plano Real. Isso não é coincidência. Por que o desemprego, então, ainda não aumentou? Simplesmente, por uma questão de forma de se medir. Só é considerado desempregado quem está procurando emprego, mas não encontra. O desemprego não aumenta simplesmente porque as pessoas têm desistido de procurar emprego. Tomo a liberdade de emprestar argumento do excepcional economista Alexandre Schwartsman para o fechamento do primeiro trimestre: a População em Idade Ativa cresce entre 1% e 1,5% ao ano (1,3% no trimestre em questão), enquanto a geração líquida de empregos foi próxima a zero. Trocando em miúdos, só há redução da taxa de desemprego porque parcela da população simplesmente desistiu do mercado de trabalho, e não se pode atribuir o pleno emprego à competência da gestão pública. 6 - Estamos à beira do apagão. Os analistas do banco Brasil Plural escreveram relatório recentemente apontando uma pequena chance de 100% de racionamento de energia ainda em De acordo com eles, o nível dos reservatórios chegará a 10% em novembro, a se manter o atual ritmo. Isso é extremamente preocupante. Para usar as palavras dos próprios analistas, há um elefante político que não pode ser ignorado. Sejamos justos aqui. Há um único culpado para o nível tão baixo dos atuais reservatórios: São Pedro. Realmente, choveu muito pouco e ninguém detém controle sobre isso. Ponto final. Agora, a falta de planejamento, a concentração da matriz energética e o impedimento ao aumento da capacidade de oferta de energia é culpa total e irrestrita do Governo. Em setembro de 2012, foi anunciada a famosa MP 579, que alterou as regras para concessões de energia, com o objetivo de reduzir as tarifas de eletricidade de novo, o tal controle de preços. A medida destruiu a rentabilidade de empresas de energia, adicionou incerteza jurídica ao marco regulatório do setor e, portanto, afastou iniciativas em prol de novos investimentos. Além disso, desrespeitou contratos existentes. O exemplo de Cemig é emblemático. A companhia tinha concessões vencendo em 2015, com renovação automática prevista para mais 20 anos, conforme definido em contrato inicial. Quando se fala em renovação automática de qualquer contrato, supõe-se, obviamente, preservação das mesmas condições iniciais. Então, veio a MP 579 propondo condições completamente diferentes para a renovação das concessões, ferindo com clareza o pressuposto de automática.

9 O resultado foi a devolução, pela Cemig, das usinas de São Simão, Jaguara e Miranda, por não aceitar a aplicação das novas regras. Ou há uma nova definição para o conceito de renovação automática ou houve quebra de contrato. 7 - A Petrobras foi simplesmente destruída. O gráfico abaixo apresenta a evolução das ações da Petrobras nos últimos cinco anos. Ele fala por si só: De uma máxima de R$ 40,00, as ações chegaram à mínima de R$ 12,57. O patrimônio nacional sendo simplesmente reduzido a 1/3 de seu valor. Quem tinha R$ 40 mil em ações da Petrobras chegou à mínima de R$ Além de ser historicamente motivo de orgulho, Petrobras tem em sua base de acionistas milhares de brasileiros, de forma direta ou através da aplicação de seu FGTS. Estamos mexendo com a poupança do cidadão comum. Chegamos a essa situação simplesmente porque a empresa tem o preço de seus produtos controlado pelo Governo. Quando impede-se o reajuste de preço da gasolina, Petrobras se vê obrigada a comprar produtos por um preço superior a seu preço de venda. O resultado? Queimas sucessivas de caixa, num momento em que a companhia tem um ambicioso plano de investimento para tocar, e explosão de sua dívida líquida. Mais uma conquista para o Brasil: Petrobras hoje apresenta a maior dívida corporativa de todo o mundo. A evolução abaixo resume a questão.

10 8. Com inveja da Petrobras, a Eletrobras, outra estatal relevante, também foi destruída. Eletrobras nunca foi exemplo de eficiência. A empresa é historicamente reduto do PMDB, possui rentabilidade sobre o patrimônio baixa e entra em projetos ruins, para atender anseios políticos. Sempre foi assim. E a empresa, de uma forma ou de outra, se virava. Mas a situação degringolou a partir da MP 579 a mesma que falei acima. O gráfico abaixo traz a trajetória das ações de Eletrobras nos últimos cinco anos. Não é muito diferente de Petrobras: A situação de Eletrobras é ainda mais complicado do que aquela apresentada acima para Cemig. A empresa também foi exposta a condições piores (e de baixíssima rentabilidade) para renovar concessões. Mas, diferentemente de Cemig e de outros participantes de mercado, Eletrobras aceitou termos que implicavam retornos negativos para determinados projetos. Isso porque era do interesse da União (principal acionista e que votou proporcionalmente às suas ações em Assembleia) manter as concessões pouco rentáveis. A resposta foi imediata. Suas ações simplesmente derreteram em Bolsa.

11 Ultrajados com a questão, acionistas minoritários recorreram à CVM (regulador do mercado de capitais), basicamente dizendo que a União não poderia votar na Assembleia sobre o tema, por uma questão de conflito de interesse o que me parece óbvio, não é mesmo? A União propõe novos termos, que só servem a ela mesma, e vota sobre a questão? Assim diz o artigo 115, parágrafo 1 da Lei das S.A.s: o acionista deve exercer o direito de voto no interesse da companhia e será considerado voto abusivo aquele exercido com o fim de causar dano à companhia, aos seus acionistas ou a obter vantagem ou que possa resultar em prejuízos. A adesão à renovação das concessões sob os termos previstos pela MP 579 trouxe benefício exclusivo ao controlador (o Governo) e prejuízo aos demais. A União reagiu ao pedido dos minoritários. Fez uma oferta bastante justa para compensar os danos bilionários: um evento sobre mercado de capitais, com a presença do ministro Guido Mantega. E o pior: a CVM flerta com o aceite da proposta. Pode parecer engraçado, mas somente para quem não é acionista de Eletrobras. A prática inibe não somente investimentos nas ações de Eletrobras, mas também de outras ações do setor elétrico, além de inibir a confiança de empresários no segmento. 9. A indústria brasileira fica menor, a cada dia. De novo, imagens valem mais do que mil palavras:

12 A produção industrial brasileira está simplesmente atônita. Isso num Governo que supostamente tinha uma política industrial explícita. O tal Plano Brasil Maior, lançado em 2011, tinha objetivos muito bem definidos para Eram eles: - aumentar a taxa de investimento dos 18,4% vistos em 2010 para 22,4% do PIB; - elevar dispêndio empresarial de Pesquisa e Desenvolvimento como percentual do PIB de 0,59% para 0,90%; e - diversificar a pauta de exportações, aumentando a participação brasileira no comércio internacional de 1,36% para 1,60%. Pronto. Chegamos em 2014, o que nos dá a prerrogativa de analisar se atingimos os resultados. A conclusão é assustadora. Não cumprimos nenhum dos três objetivos.

13 A relação Investimento sobre PIB não somente descumpriu a meta de 22,4%, como inclusive caiu frente ao ponto inicial. Dos 18,4%, batemos vergonhosos 18,1%. Sobre o investimento em P&D, ainda não há dados muito atualizados. Mas pesquisas feitas para 2011 apontaram uma enorme subida da razão gastos em P&D sobre PIB de 0,49% para 0,50%. Alguém, em sã consciência, admitiria um crescimento dessa relação para 0,90% em três anos? A respeito das exportações, a coisa fica ainda mais pitoresca. Não diversificamos nossa pauta, tampouco aumentamos nossa representatividade na corrente de comércio mundial. A participação dos produtos manufaturados nas exportações era de 39,4% em Passou a 38,7% em Tínhamos 1,35% da exportação mundial em Encerramos o ano passado em 1,29%. A política industrial é um fracasso retumbante. O Medo é Político Também Os pontos acima resumem o tamanho de nosso problema econômico. Mas ainda preciso de, ao menos, uma menção honrosa à questão política. Em entrevista recente ao Valor Econômico, Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, falou assim: O brasileiro gosta do seu país, gosta de morar aqui, de investir aqui. Mas o grau de incerteza hoje é tal que as pessoas estão pensando em investir fora do Brasil, estão pensando até em sair do Brasil. Há um medo que vai além da economia, é medo político também. Há uma sensação de medo que as pessoas não têm coragem de manifestar abertamente. Medo de uma atitude contra a liberdade de imprensa, contra a democracia. Há razão de ser nesse medo. Não há nada mais antidemocrático e desrespeitoso à democracia quanto uma lista negra de jornalistas, a serem perseguidos pelo Estado e seus defensores. Veja, então, texto recente publicado no site do partido do Governo: Personificados em Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Guilherme Fiúza, Augusto Nunes, Diogo Mainardi, Lobão, Gentili, Marcelo Madureira entre outros menos votados, suas pregações nas páginas dos veículos conservadores estimulam setores reacionários e exclusivistas da sociedade brasileira a maldizer os pobres e sua presença cada vez maior nos aeroportos, nos shoppings e nos restaurantes. Tratam críticos como inimigos de guerra e convocam companheiros a lutar. Há exemplos semelhantes na História daqueles que não respeitam a liberdade de imprensa e querem calar as vozes dissonantes. Em 10 de fevereiro de 1933, Joseph Goebbels, responsável pelo marketing do Partido dos Trabalhadores Nacional-Socialista, alertou assim: Um dia nossa paciência vai acabar, e calaremos esses judeus insolentes, bocas mentirosas! O resto da História todo mundo conhece. O princípio democrático deve ser respeitado em sua integralidade. Além de ferir o preceito da liberdade, qualquer recrudescimento dessa condição teria um resultado rápido e com consequências desastrosas: fuga de capitais, tanto de brasileiros remetendo seu dinheiro ao exterior quanto de estrangeiros preferindo outros mercados ao nosso. Tudo isso trará consequências gigantescas antes do que as pessoas pensam. Para ser preciso, já está trazendo. Os primeiros passos dessa crise estão em curso. Estão acontecendo justamente agora, bem em frente aos nossos olhos. Desculpe, mas eu não consigo esgotar o tema em sua totalidade. A esta altura, porém, imagino que já tenha ficado claro que você precisa proteger seu patrimônio e aumentar sua poupança nos próximos anos. Em poucos minutos, vou lhe mostrar exatamente como eu estou protegendo meu dinheiro, e o que eu recomendo que você também faça. Antes, deixe-me mostrar exatamente como chegamos neste ponto A morte do Brasil aos 20 anos de idade O Brasil, tal qual nós conhecemos hoje, nasceu em 1994, com a estabilização da economia. Antes disso, tínhamos um outro país, em que famílias, amedrontadas com a inflação, corriam para o supermercado tão logo recebiam seus salários, empresários não investiam por conta da falta de confiança na

14 moeda e da incerteza jurídica, consumidores não compravam porque a inflação era galopante e não existia crédito. O Plano Real marca, inequivocamente, um novo Brasil. Com isso, até mesmo o maior dos radicais, de esquerda ou direita, há de concordar. A História começa em O período anterior era pré-história. A implementação do Plano Real divide-se em três partes. A primeira marca o ajuste fiscal, com a criação do Fundo Social de Emergência e do Imposto sobre Movimentações Financeiras. A segunda corresponde ao período da URV, caracterizado pela indexação completa da economia e alinhamento forçado de todos os preços relativos. Finalmente, a última transforma a URV em moeda, com a introdução do Real. Eis o impacto imediato do Plano: A inflação desabou com o real. Em paralelo, houve vigoroso crescimento econômico, sob empurrão da demanda reprimida, confiança nos negócios e recomposição dos salários reais. O crescimento da economia em 1994 foi de 5,9%. A indústria andou muito bem e também a agropecuária, cuja evolução foi de 5,5%, rendendo-a o apelido de âncora verde do real. O surto de crescimento durou pouco. Para manter a inflação baixa, foi usada a chamada âncora cambial. O real foi forçadamente sobrevalorizado por meio de taxas de juros muito altas. A consequência foi óbvia: baixo crescimento econômico e disparada das importações nos anos seguintes. Para manter o câmbio apreciado e oferecer dólares ao mercado na taxa desejada, chegamos a perder US$ 1 bilhão de reservas internacionais por dia, durante vários dias. Duas crises simultâneas como resultado: nas contas externas e nas contas públicas. A semente da destruição estava plantada. O estouro do modelo era inevitável. A resposta veio em 1999, quando inicia-se uma nova fase, marcada pelo famoso tripé macroeconômico. Abandona-se a âncora cambial, com o novo regime sendo detalhado em junho. Ficaram definidos como elementos centrais da política econômica: 1 câmbio flutuante; 2 metas de superávit primário; e 3 sistema de metas de inflação. O tripé caracteriza o final do Governo FHC e também o primeiro mandato do Governo Lula. Durante esse período, observamos dois ciclos de crescimento no Brasil. O primeiro veio do rali das commodities. O preço dos produtos que vendemos ao exterior ficou 40% mais caro frente ao preço dos produtos que compramos do setor.

15 É o que os economistas chamam de melhora dos termos de troca. Com 40% de ganho chegando de navio do exterior, pudemos distribui-los entre os cidadãos brasileiros. E o segundo ciclo representou a explosão do consumo sob empurrão do crédito. Qual o problema? Ambos acabaram. As commodities andam de lado ou até mesmo caem desde a crise de E as famílias brasileiras, sem crescimento econômico, já muito endividadas e enfrentando juros muito altos, não conseguem mais crescer seu consumo. Precisamos de um terceiro. Mas não há nenhum sinal de que ele vai acontecer. Ao contrário, o modelo está esgotado e as coisas tendem a piorar fortemente. Precisamos agir antes disso. Ficará claro para você nas próximas linhas. Em resposta à crise de 2008, o Governo brasileiro abandonou o clássico tripé macroeconômico e adotou a chamada nova matriz econômica. Entre as medidas mais emblemáticas da nova política econômica, destaco: - Aumento dos gastos públicos; - Maior intervenção do Estado na Economia; - Leniência no combate à inflação; - Incremento da participação do BNDES, com estímulo à criação e ao fortalecimento de gigantes nacionais; - Controle de preços; - Atuações pesadas e frequentes no mercado de câmbio; - Novo marco regulatório do setor petróleo e publicação da MP 579 (aquela do setor elétrico; - Criatividade na contabilidade nacional; e - Concessões mal feitas, fixando-se simultaneamente taxa de retorno e qualidade é, óbvio, numa bivalência inatingível. Deixe que o próprio Governo apresente a tal nova matriz econômica. Em entrevista ao Valor em dezembro de 2012, Márcio Holland, secretário de Política Econômica, apresentou os pontos do novo tripé da seguinte forma: i) taxa de juro baixa; ii) taxa de câmbio competitiva; e iii) consolidação fiscal amigável ao investimento. Sobre a taxa de juro, Holland destacou a queda de 5,25 pontos percentuais em 12 meses, num processo que permitiria aos agentes econômicos rever seus modelos de negócio e criar um ambiente favorável ao crescimento. Parecia fazer sentido. O governo Dilma havia começado com taxa Selic de 10,75% ao ano, levara o juro básico num primeiro momento a 12% para combater a inflação e logo implementara afrouxamento monetário vigoroso, levando o juro ao piso histórico de 7,25% ao ano. Não há mentiras nisso. Mas há uma nuance de interpretação. Atingimos a mínima histórica para os juros simplesmente por uma janela de oportunidade criada pelo contexto internacional, com juros reais negativos em todo mundo, como resposta dos Bancos Centrais desenvolvidos à quebra da Lehman Brothers em setembro de Não houve qualquer novo equilíbrio de taxa de juro. A Selic já é superior àquela do início do Governo Dilma. E deve subir (muito) mais para combater a inflação em Agora preciso falar em tom severo da tal taxa de câmbio competitiva. A política cambial brasileira tem sido desastrosa. Simplesmente ignoramos o pressuposto do câmbio flutuante.

16 Primeiro, a tentativa do Governo era depreciar o real, para poder aumentar a competitividade das nossas exportações e estimular a indústria. Dá-lhe IOF e coisas parecidas. Agora, o Banco Central usa o câmbio como instrumento de combate à inflação, deixando claro nas atas de suas reuniões que precisa do dólar a R$ 2,20 para manter a Selic no nível atual. A turma de Alexandre Tombini vem sistematicamente vendendo dólares (de forma direta ou por meio de swaps cambiais) para impedir a inflação. Com isso, reduz reservas internacionais num momento de farta liquidez global. Estamos queimando munição quando mais precisaríamos guardá-la. Com isso, tornamo-nos cada vez mais frágeis às vésperas do início do ciclo de alta das taxas de juro pelo mundo. Quando efetivamente precisaremos vender dólares, estaremos com nível de reservas no limite. De novo, vai faltar dólar. Para encerrar o ponto e combater em caráter definitivo a hipótese de taxa de câmbio competitiva, não há qualquer ganho de competitividade das exportações vindo da melhora dos fundamentos da economia brasileira. A desvalorização do real nos últimos tempos é resultado exclusivo do elevado déficit externo e da falta de poupança pública. A imagem abaixo resume o quão competitivas têm se tornado nossas exportações na comparação com outros emergentes: Ficou para o final a questão fiscal. Não foi à toa. Aqui temos a cereja do bolo. A política fiscal brasileira tem sido ultrajante, não havendo qualquer tipo de consolidação, muito menos amigável ao investimento. O governo tem, cada vez mais, ocupado o espaço do investimento privado, sem ele mesmo preencher adequadamente essa lacuna. Na entrevista em questão, Márcio Holland foi categórico. No ano que vem (2013), voltamos à meta de superávit cheia, sem desconto. Ou seja, falávamos de um primário de 3,1% do PIB para E o que aconteceu, de fato? O superávit primário do ano passado foi de 1,9% do PIB, mesmo com as receitas extraordinárias do campo de Libra e do Refis. Filtrando por esses elementos, teríamos um primário pífio de 0,9% do PIB. Alguém poderia argumentar que o primário foi menor porque o próprio governo resolveu fazer investimentos, tendo notado ausência desse componente no setor privado. Isso já seria ruim, per se, dado o impacto de queda média da produtividade. Mas nem sequer é verdadeiro. Tirando as estatais, o investimento público da União passou de R$ 59,4 bilhões em 2012 (equivalente a 1,35% do PIB) para R$ 63,2 bilhões em 2013 (1,31% do PIB). Então, pergunta-se: a que consolidação fiscal se refere o governo?

17 Eu não tenho nada contra o Sr. Márcio Holland. Ao contrário. Eu gosto dele. Fui seu aluno no mestrado da FGV. Ele é certamente um sujeito de bem, trabalhador e bom economista. Mas o diagnóstico está completamente errado, beirando a dissimulação. Qual o resultado da nova matriz econômica? Há pouco tempo, o Brasil era destino certo do investidor estrangeiro. O queridinho entre os BRICs (grupo que reúne também Rússia, Índia e China). Atraímos a Copa do Mundo, seremos sede das Olímpiadas. Em pouco tempo, ganharíamos posto da quinta maior economia do mundo, algo impensável antes. Protagonizamos a capa da revista The Economist, talvez a mais importante do mundo sobre economia e finanças. Em novembro de 2009, a conceituada revista britânica trouxe o Cristo Redentor em forma de foguete, desgarrando-se do morro do Corcovado e dirigindo-se a maiores altitudes. O Brasil teria decolado, com argumentos esmiuçados numa longa reportagem de 14 páginas. A imagem era inspiradora: Pouco tempo depois, como resultado da desastrosa nova matriz econômica, aquele conjunto de medidas adotada pelo governo brasileiro em resposta à crise de 2008, as coisas haviam mudado completamente. Exatos quatro anos depois, a mesma The Economist, também em reportagem de capa de 14 páginas, questionava: o Brasil estragou tudo? A imagem, desta vez, já não inspirava ninguém.

18 Bastaram quatro anos para destruirmos todo o otimismo. A ideia de quinta maior economia do mundo foi abandonada, a presença entre os BRICs foi até mesmo questionada e especialistas apontam legado nulo dos grandes eventos esportivos. Talvez você ainda esteja anestesiado pelo futebol da Copa do Mundo. Mas peço que saia do escopo esportivo por um minuto. Veja, por exemplo, o que diz matéria da CNBC publicada no dia 26 de junho: Especialistas em mercados emergentes estão pessimistas em investir no Brasil, a despeito da Copa do Mundo. ( ) Não há potencial positivo algum neste Governo, mesmo se tudo der certo, afirma Drausio Giacomelli, responsável por pesquisa de mercados emergentes do Deutsche Bank. Não se trata de ganhar ou não a Copa. Falemos do que interessa: um Governo incapaz de entregar os anseios populares por educação, transporte e infraestrutura no geral. Eles podem entregar estádios, mas não o que realmente importa, diz ele. Giacomelli também critica a condução da política monetária na administração Dilma: Eles fizeram tudo errado desde o começo. Colocaram-se na pior posição possível para um mercado emergente, de estagflação (baixo crescimento e alta inflação). A agência internacional de classificação de risco Standard and Poor s já rebaixou o rating brasileiro, de forma que, na opinião da agência, há um maior risco de que o país dê um calote em sua dívida. E a agência Moody s acaba de alertar para a mesma possibilidade, caso o próximo governo não tome atitudes severas. A situação certamente já não é boa. E deve piorar muito mais. A Economia é impiedosa. Se você comete erros de política econômica, não passa impune. O economista Ricardo Amorim, aquele que comenta no programa Manhattan Connection, foi outro que recentemente alertou. Em matéria com o economista, o site InfoMoney, citando Amorim, trouxe o seguinte: a inflação está alta e grávida. Os preços administrados terão de subir após as eleições porque os governos vêm represando todo tipo de tarifa pública há dois anos. A conta deverá ser parcelada porque, se subir tudo de uma vez, a inflação das tarifas pode chegar a 14% em A pergunta é: o que acontece a partir de agora? A metáfora com a gravidez é clássica. Não existe inflação um pouco alta. Inflação necessariamente cresce. E deve crescer muito. Marcio Garcia, professor de Economia da PUC-RJ, trouxe tese semelhante em resposta ao jornal Valor Econômico de 27 de junho: A inflação não vai ficar parada nos 6,5%, há uma inflação represada de 1,5 ponto percentual; os [preços] monitorados vão ter que subir; o câmbio não pode ficar muito tempo nesse nível de R$

19 2,20 porque o déficit em conta corrente continua crescendo e é elevado. Tudo isso vai colocar pressão na inflação. Se você não tiver um BC que leve a inflação de volta à meta, passamos por um outro regime. Um regime turco, argentino ou até venezuelano. A situação é mesmo grave. Depois de represar preços por dois anos, o Governo precisará soltar as amarras em Somente esse movimento, supondo uma liberação única, deve colocar a inflação brasileira em 10% ao ano. Mas temos riscos ainda maiores. O Banco Central norte-americano deve começar a subir sua taxa básica de juro justamente em Isso vai causar um grande retorno de recursos para os EUA, com maior demanda por dólar. Ou seja, a taxa de câmbio pode caminhar rapidamente para cima. O dólar não salta gradualmente quando se trata de valorizações. Eu tenho um mestrado em câmbio e, se tem uma coisa que aprendi, é que a moeda norte-americana, quando se move para cima, o faz através de grandes saltos. O dólar deve bater, com margem para algo ainda mais alto, R$ 2,50. Essa é uma projeção conservadora e está bastante alinhada àquela prevista para 2015 pela mediana das estimativas dos economistas brasileiros, conforme o relatório Focus, levantamento feito pelo próprio Banco Central. Temos dois problemas importantes derivados dessa subida de taxa de juro nos EUA. O primeiro é a grande dificuldade para fechar nossas contas com o exterior. Lembre-se que estamos dependendo da conta de capitais para fechar o balanço e observaremos justamente fuga de capitais. Pela terceira vez, faço o alerta: vai faltar dólar. E o segundo relacionado ao reforço importante ao problema da inflação, através do famoso repasse cambial. A disparada do dólar significa aumento do preço dos produtos transacionados no mercado internacional, os chamados tradeables. Aos poucos, também os não tradeables, por uma questão de preços relativos, também vão reagindo. Em certo tempo, temos uma escalada generalizada dos índices de preços apenas por conta do efeito câmbio. Peço a gentileza de prestar atenção nas seguintes variações: entre maio e junho do ano passado, o Ibovespa, nosso principal índice de 2013, caiu nada menos do que 15,12%. Em paralelo, o dólar disparou 10,69%. Em apenas dois meses. Por que tamanha mudança? Simplesmente porque o Banco Central dos EUA, em maio de 2013, sinalizou que poderia, em breve, começar a reduzir seus estímulos à economia e subir suas taxas de juro. Uma simples sinalização verbal foi suficiente para causar destruição de valor para as ações brasileiras e essa valorização do dólar. Imagine quando houver, de fato, aumento das taxas de juro nos EUA. Um investidor norte-americano que estivesse comprado em ações brasileiras em maio do ano passado teria perdido 25% em apenas dois meses. Você acha mesmo que este sujeito vai ficar comprado em nossas ações quando o juro começar a subir lá fora? Eu acho que não. E toda essa disparada do dólar vai também impactar sobre a inflação. Combinando o repasse integral das tarifas públicas represadas e a desvalorização esperada do câmbio, entendo que a inflação brasileira pode chegar a 12% ao ano, para uma meta de 4,5%. Não há saída para uma inflação bem acima da meta. O Banco Central terá de subir a taxa Selic. E como a diferença entre a inflação projetada e a meta é grande, o movimento dos juros terá de ser expressivo. Não haveria surpresa em vermos taxa Selic de 15% ao ano. A implicação imediata de um juro básico desse tamanho é óbvia: recessão. Imagino que você entenda esse conceito. Se o Brasil cresce 1% ao ano com juro básico de 11% ao ano, quanto vai crescer com a Selic a 15%? Falamos de estagnação da economia, queda dos salários, aumento dramático do desemprego, esgotamento do crédito, queda vertiginosa do preços dos imóveis (muito sensíveis às taxas de juro) e aumento do endividamento das famílias. Tudo isso num ambiente de inflação alta. Já temos: o menor crescimento econômico desde o Governo Collor, a menor criação de postos de trabalho para um mês de maio desde 1992, o pior resultado das contas públicas para um mês de maio de toda a série histórica e o maior déficit em conta corrente para um mês de maio em toda a série histórica do Banco Central.

20 E teremos: a maior taxa Selic desde 2006 e descumprimento da meta de inflação, com a maior variação de preços desde Rasgamos o que foi construído em 1994 e aperfeiçoado em 1999, sob o pretexto de implementação de uma nova matriz econômica, heterodoxa. Temos um único resultado prático: voltamos a Se, metaforicamente, nasce um novo País em 1994, com a estabilização da economia, podemos dizer que a nova matriz econômica e suas consequências representam o falecimento desse Brasil. Morremos aos 20 anos de idade, de forma prematura. Isso é coisa da Venezuela Mas, no Brasil? É possível? Eu conheço amigos, colegas e familiares ainda reticentes em aceitar essa ideia. Talvez você esteja com postura semelhante também. É o que os psicólogos chamam de normalcy bias, uma espécie de estado mental em que os seres humanos entram quando deparam-se com um desastre ou uma grande crise. As pessoas simplesmente subestimam tanto a probabilidade de uma catástrofe quanto seus efeitos. Alguns chegam a reconhecer o problema, mas afirmam: uma crise dessas proporções é impossível. Pode ser coisa de Venezuela, Argentina Mas no Brasil, não. Pois bem. Veja o que aconteceu com a Grã-Bretanha nos anos 70. Embora muitas pessoas não saibam, a libra esterlina foi a reserva de valor clássica por cerca de 200 anos. A moeda era a grande referência internacional até o final da Segunda Guerra. A partir de então, quando a Europa se recompunha com o Plano Marshall, os britânicos passaram a perseguir uma agenda social-nacionalista, com o governo tomando conta da maior parte das indústrias, sob a alegação de maior distribuição de renda. Em pouco tempo, o país basicamente quebrou. Uma marca emblemática ocorre em 1967, quando o Partido Trabalhista decide por uma desvalorização da moeda de 14%, de maneira súbita. Isso, supostamente, teria impacto positivo no endividamento das famílias. O desdobramento, porém, foi justamente o empobrecimento da população, procedido por rápido aumento da inflação, culminando no famoso Inverno do Descontentamento na década de 70. Para conter a inflação, salários foram congelados, greves aconteciam diariamente nos mais variados setores, até mesmo em postos de saúde. A situação chegou a ser tão grave que alguns hospitais passaram a atender somente casos de pacientes cujo estado era de emergência. Em 1975, a inflação britânica subiu a 26,9% em apenas um ano! Em 1974, o governo local estabelecera a chamada semana de três dias, em que o uso de energia elétrica nos negócios foi limitado a três dias por semana, sem permissão de hora-extra. As televisões tinham de interromper suas transmissões às 22h30, como forma de economizar energia. Imagine isso. A Inglaterra foi uma superpotência global por 150 anos. Quando começaram a permitir um pouco de inflação a partir da desvalorização de sua moeda, as coisas simplesmente colapsaram. A foto abaixo evidencia o tamanho do problema. Isto é Londres, com lixo empilhado na praça porque não havia dinheiro suficiente para pagar aos lixeiros um salário minimamente justo:

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Agosto 2013 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Julho 2013 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

A política de juros e de câmbio está no rumo do crescimento?

A política de juros e de câmbio está no rumo do crescimento? A política de juros e de câmbio está no rumo do crescimento? Luiz Carlos Bresser-Pereira O Estado de S.Paulo, 1.8.2007. O ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser-Pereira e o ex-diretor de Política Econômica

Leia mais

O CENÁRIO ECONÔMICO EM 2015

O CENÁRIO ECONÔMICO EM 2015 O CENÁRIO ECONÔMICO EM 2015 Luís Artur Nogueira Jornalista e economista Editor de Economia da IstoÉ DINHEIRO Comentarista Econômico da Rádio Bandeirantes São Paulo 11/11/2014 Qual é o verdadeiro Brasil?

Leia mais

Denúncia: poupança e o imóvel.

Denúncia: poupança e o imóvel. Denúncia: O que está por trás da onda de saques da poupança? A verdade perturbadora que coloca em risco os dois pilares patrimoniais da família brasileira: a poupança e o imóvel Caro leitor, As próximas

Leia mais

Os fatos atropelam os prognósticos. O difícil ano de 2015. Reunião CIC FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2015

Os fatos atropelam os prognósticos. O difícil ano de 2015. Reunião CIC FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2015 Os fatos atropelam os prognósticos. O difícil ano de 2015 Reunião CIC FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2015 O cenário econômico nacional em 2014 A inflação foi superior ao centro da meta pelo quinto

Leia mais

AS CONTAS EXTERNAS DO BRASIL ESTÃO SE DETERIORANDO?

AS CONTAS EXTERNAS DO BRASIL ESTÃO SE DETERIORANDO? AS CONTAS EXTERNAS DO BRASIL ESTÃO SE DETERIORANDO? Josué Pellegrini 1 As contas externas de um país estão retratadas no seu balanço de pagamentos, registros das transações econômicas entre residentes

Leia mais

Comitê de Investimentos 07/12/2010. Robério Costa Roberta Costa Ana Luiza Furtado

Comitê de Investimentos 07/12/2010. Robério Costa Roberta Costa Ana Luiza Furtado Comitê de Investimentos 07/12/2010 Robério Costa Roberta Costa Ana Luiza Furtado Experiências Internacionais de Quantitative Easing Dados do Estudo: Doubling Your Monetary Base and Surviving: Some International

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA MUNICIPAL DE NOVA PRATA RS RELATÓRIO BIMESTRAL 01/2015 JANEIRO E FEVEREIRO DE 2015

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA MUNICIPAL DE NOVA PRATA RS RELATÓRIO BIMESTRAL 01/2015 JANEIRO E FEVEREIRO DE 2015 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA MUNICIPAL DE NOVA PRATA RS RELATÓRIO BIMESTRAL 01/2015 JANEIRO E FEVEREIRO DE 2015 Como Presidente e Gestora do Instituto de Previdência

Leia mais

Paineiras Hedge FIC FIM

Paineiras Hedge FIC FIM Cenário Econômico e Perspectivas A experiência de observar ciclos econômicos no passado sugere que é sempre prudente analisar a conjuntura econômica sob dois prismas interligados, porém distintos: o fundamento

Leia mais

AINDA DÁ PARA SALVAR O ANO? E O QUE ESPERAR DE 2015?

AINDA DÁ PARA SALVAR O ANO? E O QUE ESPERAR DE 2015? AINDA DÁ PARA SALVAR O ANO? E O QUE ESPERAR DE 2015? Luís Artur Nogueira Jornalista e economista Editor de Economia da IstoÉ DINHEIRO Comentarista econômico da Rádio Bandeirantes Atibaia 17/05/2014 Qual

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Agosto 2011

Relatório Econômico Mensal Agosto 2011 Relatório Econômico Mensal Agosto 2011 Tópicos Economia Americana: Confiança em baixa Pág.3 EUA X Japão Pág. 4 Mercados Emergentes: China segue apertando as condições monetárias Pág.5 Economia Brasileira:

Leia mais

Panorama da Economia Brasileira. Carta de Conjuntura do IPEA

Panorama da Economia Brasileira. Carta de Conjuntura do IPEA : Carta de Conjuntura do IPEA Apresentadoras: PET - Economia - UnB 25 de maio de 2012 1 Nível de atividade 2 Mercado de trabalho 3 4 5 Crédito e mercado financeiro 6 Finanças públicas Balanço de Riscos

Leia mais

ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015. Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014

ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015. Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014 ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015 Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014 SUMÁRIO 1. Economia Mundial e Impactos sobre o Brasil 2. A Economia Brasileira Atual 2.1. Desempenho Recente

Leia mais

O cenário econômico atual e a Construção Civil Desafios e perspectivas

O cenário econômico atual e a Construção Civil Desafios e perspectivas O cenário econômico atual e a Construção Civil Desafios e perspectivas 1 O conturbado cenário nacional Economia em recessão: queda quase generalizada do PIB no 2º trimestre de 2015, com expectativa de

Leia mais

FILOSOFIA DE INVESTIMENTO. Retorno esperado de um lançamento 80% 100% + 20% 100% ( ) = 60% ( 1 20% ) 20 =1,15%

FILOSOFIA DE INVESTIMENTO. Retorno esperado de um lançamento 80% 100% + 20% 100% ( ) = 60% ( 1 20% ) 20 =1,15% Através da CARTA TRIMESTRAL ATMOS esperamos ter uma comunicação simples e transparente com o objetivo de explicar, ao longo do tempo, como tomamos decisões de investimento. Nesta primeira carta vamos abordar

Leia mais

CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015

CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015 CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015 1 SUMÁRIO 1. Economia Mundial e Impactos sobre o Brasil 2. Política Econômica Desastrosa do Primeiro Mandato 2.1. Resultados

Leia mais

Nakano vê risco de queda de 2% a 4% no PIB deste ano

Nakano vê risco de queda de 2% a 4% no PIB deste ano Nakano vê risco de queda de 2% a 4% no PIB deste ano Sergio Lamucci, de São Paulo Valor Econômico, 09/04/2009 O economista Yoshiaki Nakano acha improvável o Brasil escapar de uma contração do Produto Interno

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Julho 2012 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

2015: um ano de desafios e oportunidades

2015: um ano de desafios e oportunidades 2015: um ano de desafios e oportunidades Luís Artur Nogueira Jornalista e economista Editor de Economia da IstoÉ DINHEIRO Comentarista Econômico da Rádio Bandeirantes São Paulo 25/02/2015 Adeus grau de

Leia mais

Cenário Macroeconômico 2015 X-Infinity Invest

Cenário Macroeconômico 2015 X-Infinity Invest Cenário Macroeconômico 2015 X-Infinity Invest SUMÁRIO PANORAMA 3 ATUAL CONTEXTO NACIONAL 3 ATUAL CONTEXTO INTERNACIONAL 6 CENÁRIO 2015 7 CONTEXTO INTERNACIONAL 7 CONTEXTO BRASIL 8 PROJEÇÕES 9 CÂMBIO 10

Leia mais

Março / 2015. Cenário Econômico Bonança e Tempestade. Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos

Março / 2015. Cenário Econômico Bonança e Tempestade. Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Março / 2015 Cenário Econômico Bonança e Tempestade Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos 1 Bonança Externa Boom das Commodities Estímulos ao consumo X inflação Importações e real valorizado 2

Leia mais

www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Octubre- Diciembre 2015

www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Octubre- Diciembre 2015 www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Octubre- Diciembre 2015 Prof. Rubens Sawaya Assistente: Maria Gorete da Silva PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO

Leia mais

BRASIL Julio Setiembre 2015

BRASIL Julio Setiembre 2015 Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Julio Setiembre 2015 Prof. Dr. Rubens Sawaya Assistente: Eline Emanoeli PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE

Leia mais

Boletim Econômico Edição nº 77 julho de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico

Boletim Econômico Edição nº 77 julho de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Boletim Econômico Edição nº 77 julho de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Sistema bancário e oferta monetária contra a recessão econômica 1 BC adota medidas para injetar

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Junho 2013 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

São Paulo (SP), 14 de agosto de 2015.

São Paulo (SP), 14 de agosto de 2015. São Paulo (SP), 14 de agosto de 2015. Discurso do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil, na abertura do X Seminário Anual sobre Riscos, Estabilidade Financeira e Economia Bancária.

Leia mais

Cenário Macroeconômico

Cenário Macroeconômico INSTABILIDADE POLÍTICA E PIORA ECONÔMICA 24 de Março de 2015 Nas últimas semanas, a instabilidade política passou a impactar mais fortemente o risco soberano brasileiro e o Real teve forte desvalorização.

Leia mais

Argumentos Contra e a Favor da Valorização O que é o IOF Medidas Adotadas Resultados. Câmbio X IOF Resumo da Semana

Argumentos Contra e a Favor da Valorização O que é o IOF Medidas Adotadas Resultados. Câmbio X IOF Resumo da Semana Câmbio X IOF Nesta apresentação será exposto e discutido parte do debate sobre a valorização do real frente outras moedas, em especial o dólar. Ao final será apresentado um resumo das notícias da semana.

Leia mais

CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real

CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real Capítulo utilizado: cap. 13 Conceitos abordados Comércio internacional, balanço de pagamentos, taxa de câmbio nominal e real, efeitos

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Setembro 2011 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

O câmbio real e a realidade do câmbio.

O câmbio real e a realidade do câmbio. SUMÁRIO EXECUTIVO. Um cálculo de câmbio real; Risco de downgrade é real, mas não por conta déficit; Exposição Cambial aumentou significamente; Compromissadas evidenciam fragilidade. O câmbio real e a realidade

Leia mais

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012 Palestra: Macroeconomia e Cenários Prof. Antônio Lanzana 2012 ECONOMIA MUNDIAL E BRASILEIRA SITUAÇÃO ATUAL E CENÁRIOS SUMÁRIO I. Cenário Econômico Mundial II. Cenário Econômico Brasileiro III. Potencial

Leia mais

02/02/2013. Para onde correr?

02/02/2013. Para onde correr? 02/02/2013 Para onde correr? Juros historicamente baixos, crescimento modesto, inflação elevada e um ambiente menos hostil, mas ainda cheio de incertezas. Decidir onde aplicar, num cenário desses, é um

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

03 Passos para o Seu Dinheiro da Poupança

03 Passos para o Seu Dinheiro da Poupança 03 Passos para o Seu Dinheiro da Poupança Render 5 Vezes Mais por Leandro Sierra Índice Apresentação...03 Introdução... 04 Passo 1...05 Passo 2... 08 Educação Financeira para a Segurança do seu Investimento...

Leia mais

2015: UM ANO DECISIVO

2015: UM ANO DECISIVO 2015: UM ANO DECISIVO 1. EMENTA: o presente trabalho tem por objetivo abordar as necessidades de mudanças para que o país volte a crescer mais do que neste momento, com um patamar de inflação menor do

Leia mais

Brasilia (DF), 16 de dezembro de 2014.

Brasilia (DF), 16 de dezembro de 2014. Brasilia (DF), 16 de dezembro de 2014. Discurso do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil na Comissão de Assuntos Econômicos, no Senado Federal Página 1 de 8 Exmo. Sr. Presidente

Leia mais

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando INFORMATIVO n.º 42 NOVEMBRO de 2015 A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando Fabiana D Atri - Economista Coordenadora do Departamento de Pesquisas e

Leia mais

Carta Mensal Abr/Mai de 2013 nº 175

Carta Mensal Abr/Mai de 2013 nº 175 Carta Mensal Abr/Mai de 2013 nº 175 Destaques do mês - Preocupado com a inflação, mas também com as incertezas do cenário internacional, Copom inicia ciclo de aperto monetário com elevação de apenas 0,25%

Leia mais

Ajuste Macroeconômico na Economia Brasileira

Ajuste Macroeconômico na Economia Brasileira Ajuste Macroeconômico na Economia Brasileira Fundação Getúlio Vargas 11º Fórum de Economia Ministro Guido Mantega Brasília, 15 de setembro de 2014 1 Por que fazer ajustes macroeconômicos? 1. Desequilíbrios

Leia mais

A QUEBRA DA PETROBRAS

A QUEBRA DA PETROBRAS A QUEBRA DA PETROBRAS No final de 2014, eu fiz um estudo em cima do mercado financeiro brasileiro e nesse estudo eu analisei com propriedade a alta do dólar e a queda do Ibovespa para as mínimas da crise

Leia mais

QUESTÕES SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA

QUESTÕES SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA QUESTÕES SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA JOÃO RICARDO SANTOS TORRES DA MOTTA Consultor Legislativo da Área IX Política e Planejamento Econômicos, Desenvolvimento Econômico, Economia Internacional, Finanças

Leia mais

Panorama Econômico Abril de 2014

Panorama Econômico Abril de 2014 1 Panorama Econômico Abril de 2014 Alerta Esta publicação faz referência a análises/avaliações de profissionais da equipe de economistas do Banco do Brasil, não refletindo necessariamente o posicionamento

Leia mais

Porque adoro discordar do meu chefe.

Porque adoro discordar do meu chefe. Estratégia Econômica: A Gradual tem os produtos sob medida para você. Nossa equipe conta com consultores de investimento que podem te auxiliar nas decisões de investimento, de acordo com perfil, prazo

Leia mais

Mercados nervosos, investidores tensos. O que pensar?

Mercados nervosos, investidores tensos. O que pensar? 16/07/2008 Mercados nervosos, investidores tensos. O que pensar? Paulo Ângelo Carvalho de Souza Presidente Bolsas em queda; juros em alta; rentabilidade em queda; inflação em alta; preço do petróleo fora

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Agosto de 2015. Turim Family Office & Investment Management

Relatório Econômico Mensal Agosto de 2015. Turim Family Office & Investment Management Relatório Econômico Mensal Agosto de 2015 Turim Family Office & Investment Management ESTADOS UNIDOS TÓPICOS ECONOMIA GLOBAL Economia Global: EUA: PIB e Juros... Pág.3 Europa: Recuperação e Grécia... Pág.4

Leia mais

Bolsa de Valores de Tóquio A Bolsa de Valores de Tóquio é a mais antiga do Japão, tendo sido estabelecida em 1878 (Foto: Cortesia de Getty Images)

Bolsa de Valores de Tóquio A Bolsa de Valores de Tóquio é a mais antiga do Japão, tendo sido estabelecida em 1878 (Foto: Cortesia de Getty Images) Economia A Economia do Japão em uma Era de Globalização Bolsa de Valores de Tóquio A Bolsa de Valores de Tóquio é a mais antiga do Japão, tendo sido estabelecida em 1878 (Foto: Cortesia de Getty Images)

Leia mais

Relatório Mensal Agosto/2015

Relatório Mensal Agosto/2015 1. Cenário Econômico Relatório Mensal GLOBAL: A ata da reunião de julho do FOMC (Federal Open Market Committee) trouxe um tom mais conciliador. Embora a avaliação em relação à atividade econômica tenha

Leia mais

Quem Paga a Conta? Rodrigo R. Azevedo. Setembro 2013

Quem Paga a Conta? Rodrigo R. Azevedo. Setembro 2013 Quem Paga a Conta? Rodrigo R. Azevedo Setembro 2013 2 Melhoras institucionais do Brasil desde 1994: aceleração do crescimento e queda da inflação 9% Brasil: Crescimento do PIB 24% IPCA Inflação Anual 7%

Leia mais

Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia. Prof.: Antonio Carlos Assumpção

Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia. Prof.: Antonio Carlos Assumpção Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia Prof.: Antonio Carlos Assumpção Contabilidade Nacional Balanço de Pagamentos Sistema Monetário 26- Considere a seguinte equação: Y = C + I + G

Leia mais

HORA DE COMPRAR AÇÕES DA PETROBRAS?

HORA DE COMPRAR AÇÕES DA PETROBRAS? A reprodução indevida, não autorizada, deste relatório ou de qualquer parte dele sujeitará o infrator a multa de até 3 mil vezes o valor do relatório, à apreensão das cópias ilegais, à responsabilidade

Leia mais

1º a 15 de agosto de 2011

1º a 15 de agosto de 2011 1º a 15 de agosto de 2011 As principais informações da economia mundial, brasileira e baiana Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia Diretoria de Indicadores e Estatísticas Coordenação

Leia mais

Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio

Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio MB ASSOCIADOS Perspectivas para o Agribusiness em 2011 e 2012 Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio 26 de Maio de 2011 1 1. Cenário Internacional 2. Cenário Doméstico 3. Impactos no Agronegócio 2 Crescimento

Leia mais

Cenário Econômico para 2014

Cenário Econômico para 2014 Cenário Econômico para 2014 Silvia Matos 18 de Novembro de 2013 Novembro de 2013 Cenário Externo As incertezas com relação ao cenário externo em 2014 são muito elevadas Do ponto de vista de crescimento,

Leia mais

INFORMATIVO FUNDOS GALT FIA - FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES GERAL DIVIDENDO - FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES. Química 12% Papel e Celulose 8%

INFORMATIVO FUNDOS GALT FIA - FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES GERAL DIVIDENDO - FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES. Química 12% Papel e Celulose 8% Outubro de 2015 INFORMATIVO FUNDOS GALT FIA - FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES O Geral Asset Long Term - GALT FIA é um fundo de investimento que investe em ações, selecionadas pela metodologia de análise

Leia mais

'Década perdida foi a da alta das commodities', diz economista de Cambridge

'Década perdida foi a da alta das commodities', diz economista de Cambridge 'Década perdida foi a da alta das commodities', diz economista de Cambridge José Gabriel Palma Veja, 16.1.2016, entrevista a Luís Lima Gabriel Palma, professor da universidade britânica, afirma que latino-

Leia mais

Análise CEPLAN Clique para editar o estilo do título mestre. Recife, 17 de agosto de 2011.

Análise CEPLAN Clique para editar o estilo do título mestre. Recife, 17 de agosto de 2011. Análise CEPLAN Recife, 17 de agosto de 2011. Temas que serão discutidos na VI Análise Ceplan A economia em 2011: Mundo; Brasil; Nordeste, com destaque para Pernambuco; Informe sobre mão de obra qualificada.

Leia mais

Ativa Corretora. Novembro de 2010

Ativa Corretora. Novembro de 2010 Ativa Corretora Novembro de 2010 Roteiro A economia global passa por ajustes severos, quase que simultaneamente, o que torna o trabalho de previsão ainda mais complexo do que o normal. Existem ainda questões

Leia mais

Os investimentos no Brasil estão perdendo valor?

Os investimentos no Brasil estão perdendo valor? 1. Introdução Os investimentos no Brasil estão perdendo valor? Simone Maciel Cuiabano 1 Ao final de janeiro, o blog Beyond Brics, ligado ao jornal Financial Times, ventilou uma notícia sobre a perda de

Leia mais

Cenário Econômico Brasil em uma nova ordem mundial. Guilherme Mercês Sistema FIRJAN

Cenário Econômico Brasil em uma nova ordem mundial. Guilherme Mercês Sistema FIRJAN Cenário Econômico Brasil em uma nova ordem mundial Guilherme Mercês Sistema FIRJAN Cenário Internacional Cenário mundial ainda cercado de incertezas (1) EUA: Recuperação lenta; juros à frente (2) Europa:

Leia mais

CAPITALIZAÇÃO DA PETROBRAS E DÚVIDAS SOBRE A ECONOMIA GLOBAL

CAPITALIZAÇÃO DA PETROBRAS E DÚVIDAS SOBRE A ECONOMIA GLOBAL Julio Hegedus Assunto: Balanço Semanal InterBolsa BALANÇO SEMANAL 24 DE SETEMBRO DE 2010 BALANÇO SEMANAL 20 A 24/09 CAPITALIZAÇÃO DA PETROBRAS E DÚVIDAS SOBRE A ECONOMIA GLOBAL Capitalização da Petrobras

Leia mais

Consultoria. Crise econômica - o que ainda está por vir e os impactos na hotelaria. Novembro/2015. Juan Jensen jensen@4econsultoria.com.

Consultoria. Crise econômica - o que ainda está por vir e os impactos na hotelaria. Novembro/2015. Juan Jensen jensen@4econsultoria.com. Consultoria Crise econômica - o que ainda está por vir e os impactos na hotelaria Novembro/2015 Juan Jensen jensen@4econsultoria.com.br Cenário Político DilmaI: governo ruim, centralizador e diagnóstico

Leia mais

COMO CONSTRUIR CENÁRIOS MACROECONÔMICOS. Autor: Gustavo P. Cerbasi(gcerbasi@mandic.com.br) ! O que é cenário macroeconômico?

COMO CONSTRUIR CENÁRIOS MACROECONÔMICOS. Autor: Gustavo P. Cerbasi(gcerbasi@mandic.com.br) ! O que é cenário macroeconômico? COMO CONSTRUIR CENÁRIOS! O que é cenário macroeconômico?! Quais os elementos necessários para construção de cenários?! Etapas para elaboração de cenários macroeconômicos! Análise do comportamento das variáveis

Leia mais

Brasil joga na terceira divisão do comércio mundial

Brasil joga na terceira divisão do comércio mundial Entrevista Arturo Porzecanski Brasil joga na terceira divisão do comércio mundial Para especialista em américa latina, próximo presidente terá trabalho para recuperar a imagem do país lá fora RAUL JUSTE

Leia mais

CONSUMIR? SEU DINHEIRO VOCÊ SABE #212. Especialista diz que brasileiro não sabe comprar

CONSUMIR? SEU DINHEIRO VOCÊ SABE #212. Especialista diz que brasileiro não sabe comprar #212 SEU DINHEIRO A SUA REVISTA DE FINANÇAS PESSOAIS VOCÊ SABE CONSUMIR? Especialista diz que brasileiro não sabe comprar COMO PARAR ANTES DO TEMPO CONHEÇA A MELHOR ESTRATÉGIA PARA LARGAR O BATENTE AOS

Leia mais

Perspectivas para a Inflação

Perspectivas para a Inflação Perspectivas para a Inflação Carlos Hamilton Araújo Setembro de 213 Índice I. Introdução II. Ambiente Internacional III. Condições Financeiras IV. Atividade V. Evolução da Inflação 2 I. Introdução 3 Missão

Leia mais

Em Compasso de Espera

Em Compasso de Espera Carta do Gestor Em Compasso de Espera Caros Investidores, O mês de setembro será repleto de eventos nos quais importantes decisões políticas e econômicas serão tomadas. Depois de muitos discursos que demonstram

Leia mais

Alguns preferem papéis federais mais curtos, de menor risco, mas há os que sugerem títulos um pouco mais longos corrigidos pela inflação.

Alguns preferem papéis federais mais curtos, de menor risco, mas há os que sugerem títulos um pouco mais longos corrigidos pela inflação. Empírica Investimentos na mídia EXAME Janeiro 23/12/2014 Com juro alto, renda fixa é mais atrativa e Petrobras, opção A alta dos juros na semana passada por conta da instabilidade externa tornou mais atrativos

Leia mais

Agenda. 1. Conjuntura econômica internacional 2. Conjuntura nacional 3. Construção Civil Geral Imobiliário

Agenda. 1. Conjuntura econômica internacional 2. Conjuntura nacional 3. Construção Civil Geral Imobiliário Agenda 1. Conjuntura econômica internacional 2. Conjuntura nacional 3. Construção Civil Geral Imobiliário Cenário Internacional Cenário Internacional Mundo cresce, mas pouco. Preocupação com China 4 EUA

Leia mais

Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento

Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento Henrique de Campos Meirelles Novembro de 20 1 Fundamentos macroeconômicos sólidos e medidas anti-crise 2 % a.a. Inflação na meta 8 6 metas cumpridas

Leia mais

"Desvalorizar o real e abrir mais o País dariam um rumo à indústria"

Desvalorizar o real e abrir mais o País dariam um rumo à indústria Nº EDIÇÃO: 816 30.MAI.13 ENTREVISTAS Edmar Bacha, economista e ex-presidente do BNDES "Desvalorizar o real e abrir mais o País dariam um rumo à indústria" O economista Edmar Bacha, que integrou a equipe

Leia mais

DIAGNÓSTICO SOBRE O CRESCIMENTO DA DÍVIDA INTERNA A PARTIR DE 1/1/95

DIAGNÓSTICO SOBRE O CRESCIMENTO DA DÍVIDA INTERNA A PARTIR DE 1/1/95 DIAGNÓSTICO SOBRE O CRESCIMENTO DA DÍVIDA INTERNA A PARTIR DE 1/1/95 JOÃO RICARDO SANTOS TORRES DA MOTTA Consultor Legislativo da Área IX Política e Planejamento Econômicos, Desenvolvimento Econômico,

Leia mais

Para crescer, é preciso ampliar investimento público, afirma Bonelli

Para crescer, é preciso ampliar investimento público, afirma Bonelli 1 28dez12 Para crescer, é preciso ampliar investimento público, afirma Bonelli Por Chico Santos Do Rio Regis Bonelli: "O governo teria, se fosse melhor gestor, a possibilidade de fazer deslanchar o investimento

Leia mais

capítulo 5 O CONTROLE FINANCEIRO DA ORGANIZAÇÃO Senhores, aqui estão os relatórios financeiros do ano passado. Podemos pagar nossas dívidas?

capítulo 5 O CONTROLE FINANCEIRO DA ORGANIZAÇÃO Senhores, aqui estão os relatórios financeiros do ano passado. Podemos pagar nossas dívidas? 22 capítulo 5 O CONTROLE FINANCEIRO DA ORGANIZAÇÃO A Contabilidade é o instrumento que as empresas usam para controlar suas finanças e operações. E os demonstrativos contábeis balanço patrimonial e demonstração

Leia mais

Entrevista / Ricardo Amorim por Roberto Ferreira / Foto Victor Andrade

Entrevista / Ricardo Amorim por Roberto Ferreira / Foto Victor Andrade Entrevista / Ricardo Amorim por Roberto Ferreira / Foto Victor Andrade 28 r e v i s t a revenda construção entrevista_ed.indd 28 14/05/10 22:05 País rico e já estável era rricardo Amorim, economista formado

Leia mais

César Frade Finanças Aula 02

César Frade Finanças Aula 02 César Frade Finanças Aula 02 Olá Pessoal. Estamos nós aqui mais uma vez para tentar entender essa matéria. Concordo que a sua compreensão não é das mais fáceis, mas vocês terão que concordar comigo que

Leia mais

A Lição de Lynch. O mago dos investimentos conta como ganhar nas bolsas depois de Buffet e Soros

A Lição de Lynch. O mago dos investimentos conta como ganhar nas bolsas depois de Buffet e Soros A Lição de Lynch O mago dos investimentos conta como ganhar nas bolsas depois de Buffet e Soros Por Laura Somoggi, de Marblehead (EUA) É muito provável que o nome Peter Lynch não lhe seja familiar. Ele

Leia mais

Cenário Macroeconômico

Cenário Macroeconômico COMBATE INFLACIONÁRIO, INCERTEZA POLÍTICA 1 28 de Dezembro de 2015 O cenário fiscal ainda se mantem desafiador, uma vez que o quadro político permanece incerto, com a recente troca no comando do Ministério

Leia mais

COMO A GIR NA CRI $E 1

COMO A GIR NA CRI $E 1 1 COMO AGIR NA CRI$E COMO AGIR NA CRISE A turbulência econômica mundial provocada pela crise bancária nos Estados Unidos e Europa atingirá todos os países do mundo, com diferentes níveis de intensidade.

Leia mais

Relatório Mensal. 2015 Março. Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro - PREVI-RIO DIRETORIA DE INVESTIMENTOS

Relatório Mensal. 2015 Março. Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro - PREVI-RIO DIRETORIA DE INVESTIMENTOS Relatório Mensal 2015 Março Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro - PREVI-RIO DIRETORIA DE INVESTIMENTOS Composição da Carteira Ativos Mobiliários, Imobiliários e Recebíveis

Leia mais

METAS PARA A INFLAÇÃO, INTERVENÇÕES ESTERILIZADAS E SUSTENTABILIDADE FISCAL

METAS PARA A INFLAÇÃO, INTERVENÇÕES ESTERILIZADAS E SUSTENTABILIDADE FISCAL METAS PARA A INFLAÇÃO, INTERVENÇÕES ESTERILIZADAS E SUSTENTABILIDADE FISCAL Aluno: Carolina Machado Orientador: Márcio G. P. Garcia Introdução A liquidez abundante no mercado financeiro internacional e

Leia mais

O áudio está sendo apresentado simultaneamente na Internet, no endereço ri.totvs.com.br.

O áudio está sendo apresentado simultaneamente na Internet, no endereço ri.totvs.com.br. Operadora: Bom dia. Sejam bem-vindos à teleconferência da TOTVS referente aos resultados do 4T e ao ano de 2014. Estão presentes os senhores Laércio Cosentino, Diretor Presidente e Membro do Conselho da

Leia mais

Perspectivas da Economia Brasileira

Perspectivas da Economia Brasileira Perspectivas da Economia Brasileira CÂMARA DOS DEPUTADOS Ministro Guido Mantega Comissão de Fiscalização Financeira e Controle Comissão de Finanças e Tributação Brasília, 14 de maio de 2014 1 Economia

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Junho 2012 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

Crescimento Econômico Brasileiro e o temor da Inflação

Crescimento Econômico Brasileiro e o temor da Inflação BRICS Monitor #4 V.1 n 4 Crescimento Econômico Brasileiro e o temor da Inflação Fevereiro de 2011 Núcleo de Análises de Economia e Política dos Países BRICS BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisa

Leia mais

Setor Externo: Triste Ajuste

Setor Externo: Triste Ajuste 8 análise de conjuntura Setor Externo: Triste Ajuste Vera Martins da Silva (*) A recessão da economia brasileira se manifesta de forma contundente nos resultados de suas relações com o resto do mundo.

Leia mais

Evitar a recessão no Brasil

Evitar a recessão no Brasil Evitar a recessão no Brasil Prof. Dr. Antonio Corrêa de Lacerda Federação Nacional dos Engenheiros - FNE São Paulo, 12 de Março de 2015 1 2 3 4 5 O quadro internacional A economia brasileira Comércio,

Leia mais

Análise Setorial. Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados

Análise Setorial. Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados Análise Setorial Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados Abril de 2015 Sumário 1. Perspectivas do Cenário Econômico em 2015... 3 2. Balança Comercial de Março de 2015... 5 3.

Leia mais

INDICADORES ECONÔMICOS PARA ANÁLISE DE CONJUNTURA. Fernando J. Ribeiro Grupo de Estudos de Conjuntura (GECON) - DIMAC

INDICADORES ECONÔMICOS PARA ANÁLISE DE CONJUNTURA. Fernando J. Ribeiro Grupo de Estudos de Conjuntura (GECON) - DIMAC INDICADORES ECONÔMICOS PARA ANÁLISE DE CONJUNTURA Fernando J. Ribeiro Grupo de Estudos de Conjuntura (GECON) - DIMAC FORTALEZA, Agosto de 2013 SUMÁRIO 1. Fundamentos da Análise de Conjuntura. 2. Tipos

Leia mais

Apresentação do presidente da FEBRABAN, Murilo Portugal no 13º Seminário Tendências Perspectivas da Economia Brasileira: Cenário Econômico e Político

Apresentação do presidente da FEBRABAN, Murilo Portugal no 13º Seminário Tendências Perspectivas da Economia Brasileira: Cenário Econômico e Político 1 Apresentação do presidente da FEBRABAN, Murilo Portugal no 13º Seminário Tendências Perspectivas da Economia Brasileira: Cenário Econômico e Político Cenários para os países desenvolvidos, sua inter

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Novembro 2012 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

A Crise Internacional e os Desafios para o Brasil

A Crise Internacional e os Desafios para o Brasil 1 A Crise Internacional e os Desafios para o Brasil Guido Mantega Outubro de 2008 1 2 Gravidade da Crise Crise mais forte desde 1929 Crise mais grave do que as ocorridas nos anos 1990 (crise de US$ bilhões

Leia mais

SÍNTESE DA CONJUNTURA

SÍNTESE DA CONJUNTURA SÍNTESE DA CONJUNTURA O quadro geral da economia brasileira, que já se mostrava bastante difícil nos primeiros meses do ano, sofreu deterioração adicional no terceiro trimestre, com todos os indicadores

Leia mais

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV CENÁRIO ECONÔMICO EM OUTUBRO São Paulo, 04 de novembro de 2010. O mês de outubro foi marcado pela continuidade do processo de lenta recuperação das economias maduras, porém com bons resultados no setor

Leia mais

Número 12 (18 de abril de 2008) Publicação periódica do Clube Brasileiro-Catalão de Negócios. Com o apoio de:

Número 12 (18 de abril de 2008) Publicação periódica do Clube Brasileiro-Catalão de Negócios. Com o apoio de: Clube Brasileiro-Catalão de Negócios (CB-CN) Av. Juscelino Kubitschek, 1726 conj. 111 sala 9 Vila Olímpia São Paulo SP Brasil CEP: 04543-000 www.cb-cn.com E-mail: info@cb-cn.com Número 12 (18 de abril

Leia mais

Jornalista: Eu queria que o senhor comentasse (incompreensível)?

Jornalista: Eu queria que o senhor comentasse (incompreensível)? Entrevista concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, após cerimônia de apresentação dos resultados das ações governamentais para o setor sucroenergético no período 2003-2010 Ribeirão

Leia mais

Boletim Econômico Edição nº 89 novembro de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico

Boletim Econômico Edição nº 89 novembro de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Boletim Econômico Edição nº 89 novembro de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Crise não afeta lucratividade dos principais bancos no Brasil 1 Lucro dos maiores bancos privados

Leia mais

Respostas Erradas para Perguntas Difíceis

Respostas Erradas para Perguntas Difíceis Carta do Gestor Respostas Erradas para Perguntas Difíceis Caros Investidores, Ao longo das últimas semanas, continuamos a observar a piora dos fundamentos da economia brasileira. Os problemas que surgem

Leia mais

4 SETOR EXTERNO. ipea

4 SETOR EXTERNO. ipea 4 SETOR EXTERNO RESTRIÇÕES EXTERNAS AO CRESCIMENTO ECONÔMICO Tradicionalmente, as restrições ao crescimento da economia brasileira são consideradas como limites impostos pela deterioração incontornável

Leia mais