PREVENÇÃO E COMBATE A LAVAGEM DE DINHEIRO E AO FINANCIAMENTO DO TERRORISMO LEGISLAÇÃO

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1 Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa Lato Sensu em O Direito e a Inteligência no Combate ao Crime Organizado e ao Terrorismo Trabalho de Conclusão de Curso PREVENÇÃO E COMBATE A LAVAGEM DE DINHEIRO E AO FINANCIAMENTO DO TERRORISMO LEGISLAÇÃO e TIPOLOGIAS Autora: Daniela Castello Branco Guimarães Mamede Orientador: Prof. Mário Sérgio Ferrari Brasília - DF

2 Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa Lato Sensu em O Direito e a Inteligência no Combate ao Crime Organizado e ao Terrorismo Trabalho de Conclusão de Curso PREVENÇÃO E COMBATE A LAVAGEM DE DINHEIRO E AO FINANCIAMENTO DO TERRORISMO LEGISLAÇÃO e TIPOLOGIAS Autora: Daniela Castello Branco Guimarães Mamede Orientador: Prof. Mário Sérgio Ferrari Brasília - DF

3 DANIELA CASTELLO BRANCO GUIMARÃES MAMEDE PREVENÇÃO E COMBATE A LAVAGEM DE DINHEIRO E AO FINANCIAMENTO DO TERRORISMO LEGISLAÇÃO e TIPOLOGIAS Monografia apresentada à Pró-Reitoria de Pós- Graduação e Pesquisa Lato Sensu, da Universidade Católica de Brasília, como requisito parcial para obtenção do Certificado de Especialista em O Direito e a Inteligência no Combate ao Crime Organizado e ao Terrorismo Orientador: Prof. Mário Sérgio Ferrari Brasília

4 RESUMO O estudo da prevenção da lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo com enfoque nas atividades ilegais que geram os lucros a serem lavados são temas de grande importância na atualidade. Considerado o principal mecanismo de disfarce dos lucros obtidos em atividades ilegais, a lavagem de dinheiro funciona como fornecedora dos recursos a serem reinvestidos nas atividades criminosas. O objetivo desta pesquisa é mostrar que mesmo com os constantes esforços de órgãos internacionais e nacionais a eficiência de detecção dos crimes esta sempre correndo atrás das ações do crime organizado. O estudo é feito usando conceitos e entendimentos de legisladores e autores renomados no assunto. O resultado mostra que se por um lado as leis reforçam o monitoramento e detecção dos indícios de lavagem de dinheiro, por outro lado as organizações criminosas são ágeis e buscam novas formas de camuflar os recursos ilícitos do crime organizado. PALAVRAS-CHAVE: Lavagem de Dinheiro, indício, Crime Organizado, Lei 9613/98. 4

5 Sumário Introdução Aspectos Históricos da Lavagem de Dinheiro O Crime Organizado A Receptação A Lavagem de Dinheiro O Conceito de Lavagem de Dinheiro As Fases da Lavagem de Dinheiro As Principais Tipologias de Lavagem de Dinheiro Iniciativas Internacionais de combate à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo A Convenção de Viena A Legislação Pátria A Lei de 3 de Março de A Evolução - Lei / Organizações Criminosas A Detecção de Indícios pelo Sistema Bancário Os Crimes A Detecção de Indícios Comitê de Basiléia para Supervisão Bancária Grupo de Ação Financeira sobre Lavagem de Dinheiro GAFI Unidade Financeira de Inteligência FIU Grupo de Egmont Estratégia Nacional de Combate à Lavagem de Dinheiro ENCLA Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional DRCI O Sigilo Bancário - A Lei Complementar 105/ A Prevenção e o Combate à Lavagem de Dinheiro O COAF e suas Funções O Esforço Nacional Conclusão Referências

6 Introdução A mídia brasileira tem mostrado, em diversos momentos, matérias estarrecedoras sobre a ação de quadrilhas e organizações criminosas envolvidas no tráfico de drogas, de armamento sofisticado, atos terroristas, dentre outros crimes com alto grau de lesividade. Alguns de seus membros, mesmo tendo suas liberdades privadas, atuam dentro de presídios e não interrompem a busca constante de recursos. Para tanto, fazem uso de telefones celulares, de informantes e mensageiros, por meio dos quais se comunicam com o mundo além das grades carcerárias. É constante, também, a imprensa noticiar as inúmeras situações em que empresários são identificados pela polícia especializada como integrantes de verdadeiras empresas criminosas, numa busca incansável pela obtenção de lucros originados em atividades ilegais. Outra triste realidade que destaco é a participação de parcela considerável de agentes públicos, que em parceria com a iniciativa privada criam esquemas de corrupção e desvio de verbas públicas, culminando em enriquecimento ilícito. Todo o dinheiro arrecadado de forma ilícita não teria sentido caso não pudesse ser utilizado sem riscos de identificação de sua origem e de seus proprietários. Decorre da necessidade de transformá-lo em dinheiro que, aparentemente, foi resultado de trabalho limpo, que os agentes do delito fazem uso do processo que visa legalizá-lo, processo este mundialmente conhecido como lavagem de dinheiro. É preciso ter presente que o desenvolvimento tecnológico e a proliferação do uso da internet aproximaram os mercados, independente de sua localização física. Este canal, mundialmente utilizado, torna realidade os contratos virtuais e o comércio eletrônico em geral, onde negócios são aperfeiçoados de forma instantânea. Com isto, a prestação pecuniária da parte compradora pode ser cumprida sem qualquer deslocamento físico, de frente a um computador conectado à grande rede, com a simples digitação de alguns caracteres como senhas e 6

7 outras formas de identificação eletrônica em algum site especializado. Posteriormente, o bem adquirido pode ser enviado ao novo dono pelo correio ou por meio de transporte apropriado. Decorre daí as facilidades para as transferências eletrônicas de valores, que são convertidos para a moeda do país de destino de forma automática, dificultando qualquer forma de controle pelo país de origem. Isto é prato cheio para aqueles que pretendem ocultar a origem do capital ganho de forma ilícita. Devido à proporção que essa prática alcançou, várias nações se comprometeram a criminalizar esta ação delituosa em seus ordenamentos jurídicos. O Brasil, em março de 1998, tipificou o crime de lavagem de dinheiro na Lei 9.613, que foi alterada em julho de 2012 pela Lei , tornando mais eficiente a punição aos crimes de lavagem de dinheiro. As alterações na legislação inovam quanto à caracterização anterior do crime, pois passa a considerar as circunstâncias em que o dinheiro originou em atividades ilícitas, tais como o terrorismo, o tráfico de drogas, o sequestro e o contrabando de armas, além de condutas culpáveis contra a administração pública e o Sistema Financeiro Nacional. Além disto, o novo ordenamento jurídico passou a conceituar lavagem de dinheiro como qualquer recurso com origem ilícita ou oculta, enrijecendo as punições à conduta culpável. Foi estabelecido no texto da nova lei que o Poder Judiciário pode acolher denúncias do crime mesmo em circunstâncias de prescrição e insuficiências de provas, bem como realizar o confisco prévio dos bens dos denunciados. Outra inovação é a inserção de apreensões de bens em nome de terceiros, contrapondo-se à legislação anterior, que previa a apreensão de valores e bens tão somente em nome do acusado de crime de lavagem de dinheiro. Com o intuito de avançar no combate a estes delitos, foi criada no Congresso Nacional, uma Comissão Mista Especial, composta por Deputados e Senadores, com propostas que visem a combater o crime de terrorismo, bem como ações voltadas para a sua prevenção. O relatório final da Comissão deu origem ao Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 499/2013, que define o crime de terrorismo e as circunstâncias em que tal crime se configura. O PLS está em debate no Plenário do Senado Federal e já recebeu emendas ao texto e requerimentos de diversos parlamentares, para incluir novas comissões técnicas em sua análise. Entre outros 7

8 dispositivos, a proposta determina pena de reclusão de quinze a trinta anos a quem oferecer, obter, guardar, manter em depósito, investir ou contribuir de qualquer modo para a obtenção de ativo, bem ou recurso financeiro com a finalidade de financiar, custear ou promover prática de terrorismo. Conhecer a prática e buscar, incansavelmente, formas de prevenir e combater esta modalidade de delito é tarefa complexa para as instituições financeiras e públicas. De certo, que sem a participação do poder público e das empresas privadas, principalmente aqueles componentes do sistema financeiro, esta tarefa seria praticamente impossível de se concretizar. O debate desta problemática está cada vez mais inserido nas agendas das políticas públicas de segurança. A troca de informações entre os países interessados em estancar essa prática tem provocado o patrocínio conjunto de seminários, congressos e cursos, onde se procura criar formas de antecipar a ação de criminosos, bem como desenvolver tecnologias que permitam identificar a utilização do sistema bancário como ferramenta capaz de ocultar a origem do dinheiro, haja vista o envolvimento, em regra, involuntário deste segmento nos caminhos perseguidos pelos criminosos, que chamaremos neste trabalho de lavadores. Esta monografia traz baseada na legislação brasileira, um entendimento de como se desenvolve a prática de transformar o dinheiro ilegal em recursos que aparentam origem lícita e as possibilidades de combate ao crime organizado e o terrorismo. Assim, o objetivo maior é contextualizar o assunto, visando popularizar os conhecimentos mínimos para melhor distribuir a responsabilidade de obstar o sucesso do delito. Todo o distanciamento entre as pessoas contribui para ocultar a mudança repentina da condição sócio-econômica de um cidadão sem que ninguém perceba. Contudo, esta pesquisa propõe-se a identificar indícios de lavagem de dinheiro e terrorismo que são levadas ao conhecimento dos órgãos competentes e que não são suficientes para estancar tal prática criminosa. Desta forma, a presente pesquisa, de cunho basicamente exploratória, inicialmente apresenta a doutrina sobre a legislação brasileira de combate a 8

9 lavagem de dinheiro e ao terrorismo. Num segundo momento, o trabalho trata das normas emanadas pelos órgãos regulamentadores, demonstrando que não há dúvidas acerca de sua correta aplicação. Paralelamente, para explicar a atividade bancária de detecção de indícios de lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo foi necessário explorar as recomendações dos órgãos internacionais, criados para centralizar e controlar as ações desse segmento. Adianta-se, que estas recomendações influíram os países signatários de suas convenções na criação de suas leis, dos quais o Brasil faz parte. Os normativos do Banco Central do Brasil que disciplinam a matéria foram levados em conta, na medida em que, se bem aplicados, presume-se que o resultado das análises das movimentações financeiras com indícios de lavagem de dinheiro terá maior eficácia. Cabe ressaltar que as análises e os ensinamentos encontrados nos doutrinadores consultados, mesmo quando divergentes, foram consideradas para apresentar um melhor entendimento da intenção de nossos legisladores. 9

10 1. Aspectos Históricos da Lavagem de Dinheiro A lavagem de dinheiro é um fato de proporções mundiais. O desenfreado processo de globalização, principalmente no que tange a esfera financeira, não mais respeita fronteiras. As ofertas de melhores condições nos mercados financeiros fazem com que elevadas somas de dinheiro mudem de país em frações de minutos, segundo as Organizações das Nações Unidas ONU 1. Porém, não é somente no mercado financeiro que se busca multiplicar o dinheiro. Outros ramos da atividade econômica também são observados, como o turismo, por exemplo. Estas práticas não atingem somente a esfera econômica. Reflete diretamente na política e comportamentos internos. Trata-se de um fenômeno complexo que afeta os direitos sociais e os direitos e garantias individuais, na medida em que o alto volume de dinheiro movimentado consegue influir em decisões que atingem diretamente a vida em sociedade, emperrando a função maior que o Estado historicamente busca, qual seja: o bem comum. Ressalte-se, que grande parte dessas fortunas está nas mãos de organizações criminosas, advindas de delitos de toda natureza, mas principalmente do tráfico de substâncias entorpecentes, segundo a ONU. A necessidade de legalizar o dinheiro de origem criminosa faz com que essas organizações movimentem suas fortunas diversas vezes, com a intenção de imprimir aparência lícita de sua origem. 1.1 O Crime Organizado O crime organizado, que atua em várias frentes, movimenta cifras que ultrapassam muitas atividades dos mercados internacionais. Para se ter uma ideia, um estudo realizado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime - (UNODC) 2 e publicado no site da ONU em 16 de julho de 2012, o resultado do tráfico 1 Site 2 Site: 10

11 de drogas, uma das mais importantes fontes de recursos ilícitos, é maior do que todo o comércio internacional realizado pela indústria automobilística e vai muito além dos ganhos do turismo mundial. Com a escalada do crime organizado nas últimas décadas, e a conseqüente potencialização dos lucros auferidos, as quadrilhas passaram a buscar cada vez mais assegurar o proveito do crime. Em termos históricos, o crime de lavagem de dinheiro surgiu por volta da década de 20 nos Estados Unidos, quando as chamadas organizações criminosas procuraram meios de disfarçar e ocultar grandes quantidades de bens e valores que obtinham por meio de práticas ilícitas. Foi aí, no início do século XX, quando realmente parece ter surgido a expressão lavagem de dinheiro. A origem deste termo estaria vinculada à montagem de uma rede de lavanderias para aparentar procedência lícita do dinheiro auferido com atividades ilegais. A doutrina é pacífica ao considerar esta data como o marco do que hoje conhecemos em relação a essa prática. Não raro, os autores relacionam a expressão lavagem de dinheiro com as ações dos gangsteres americanos durante o período chamado de Lei Seca", também conhecido como Período da Proibição, que se instalou nos Estados Unidos naquela década. Segundo Peter Lilley 3, as atividades de lavagem de dinheiro não se limitavam às lavanderias, pois também eram utilizadas as empresas criadas para lavar carros, conhecidas como lava jato: A expressão lavagem de dinheiro parece ter surgido nos Estados Unidos, na década de 20. As quadrilhas daquela época se empenhavam em fazer mais ou menos a mesma coisa que as quadrilhas de hoje: desvincular os recursos provenientes do crime das atividades criminosas em si. Para conseguir isso, as quadrilhas se apoderaram de empresas onde o dinheiro girava rapidamente como as lavanderias e os lava - rápidos passando em seguida a misturar o dinheiro proveniente de suas atividades nefastas com aquele legalmente ganho, criando assim uma razão comercial lógica para a existência de grandes somas. Embora a expressão lavagem seja hoje associada à preocupação mundial com a limpeza dos recursos, sua origem está vinculada à utilização original de empresas que realmente lavavam algum artigo roupas e carros. 3 LILLEY, Peter. Lavagem de Dinheiro Negócios ilícitos transformados em atividades legais. 2 ed. São Paulo: Futura, 2001, p

12 Foi nesta época, e tendo como pano de fundo este cenário, que surge o mais lendário personagem representante do crime organizado da história: Alphonse Capone mais conhecido como Al Capone. Este americano, descendente de italianos (os pais migraram de Nápoles para os Estados Unidos em 1883), nasceu em Nova York no ano de 1899, no bairro do Brooklyn. Porém, foi na cidade de Chicago que ele assumiu o controle do crime organizado, já no final da década de 20. Sua fortuna teve origem especialmente com a venda de bebidas ilegais. Suas ações alertaram os demais criminosos da época para a relevância do desenvolvimento de novas técnicas de lavagem de dinheiro. Sua carreira no crime encerrou-se com sua prisão em 1931, por sonegação fiscal. Esta é, de certo, a mais estudada e a mais conhecida história do crime organizado nos Estados Unidos. Destaca-se que este país foi o primeiro a criminalizar a prática de lavagem de dinheiro. Este fato histórico, mundialmente conhecido, a ponto de ter sido tema de grandes produções cinematográficas, teve grande influência no desenvolvimento qualitativo das organizações criminosas. Numa explicação lógica e fazendo analogia ao mundo moderno, é possível inferir como este processo chamado de Proibição contribuiu para o desenvolvimento das organizações criminosas, organizando o submundo como ele antes nunca esteve organizado. Os negócios escusos eram alimentados com grandes somas de dinheiro advindas do contrabando e venda clandestina de bebidas. Estes valores serviam para financiar a corrupção, sendo que essa atividade ilegal impunha um elevado nível organizativo, a ponto de merecer aproximação com atividades lícitas. Seguindo a linha de raciocínio e os ensinamentos de Rodolfo Tigre Maia 4, resta demonstrar que as necessidades da época não são diferentes do que hoje percebemos, senão vejamos o que ele diz a esse respeito: Os insumos precisavam ser adquiridos e embarcados para os locais de manufaturamento. A operação requer caminhões, motoristas, mecânicos, depósitos e trabalhadores. Atividade manufatureira eficiente e lucrativa requer economia de escala. Isso impõe grandes instalações onde o uísque, a cerveja ou o vinho possam ser fabricados, engarrafados e encaixotados para armazenamento e distribuição para venda a granel para distribuidores ou salões/clubes noturnos. [...]. Acresce a óbvia necessidade de proteger fisicamente os transportes através da contratação de guardas armados. 4 MAIA, Rodolfo Tigre, Lavagem de Ativos Provenientes de Crime Anotações às disposições criminais da Lei 9.613/98. São Paulo: Malheiros, 1999, p

13 Como empreendedor de atividades ilegais, observa Mark Haller [...], contrabandistas têm de aprender também como usar instituições legítimas para servir suas empresas ilegais : têm de operar com bancos para lidar com seu dinheiro, com seguro para proteger suas embarcações, e têm de aprender métodos corporativos para obter o controle das companhias químicas e de cosméticos das quais desviam álcool. Eles igualmente têm de lidar com várias companhias legítimas para adquirir caminhões, barcos, tubos de cobre, açúcar de milho, garrafas e rótulos (ABADINSK, 1996:93 apud MAIA, 1999:27-28). Por fim, para encerrar este relato sobre a história do crime organizado, não se pode deixar de falar de Meyer Lansky, a quem muitos estudiosos do tema atribuem ser a figura central para o estudo da lavagem de dinheiro, segundo informa Rodolfo Tigre Maia 5. A ele é imputado o ponto de partida da metodologia de lavagem de dinheiro nos moldes que conhecemos hoje. É claro que o desenvolvimento tecnológico veio facilitar as ações de criminosos na atualidade. Todavia, em proporção ao que a época oferecia, podemos dizer que foi Lansky quem incorporou uma das primeiras técnicas reais de lavagem. Com o fim da Proibição as organizações criminosas estavam entrando em séria crise. Dentre os fatos que Rodolfo Tigre Maia 6 cita os que mais contribuíram para isto foram as lutas internas entre as diversas facções criminosas pelo controle do mercado ilegal, o avanço das forças da ordem, a necessidade de exploração e desenvolvimento de novos mercados que assegurassem a manutenção das estruturas organizativas criadas e as enormes margens de lucro desaparecidas com o final da Lei Seca. Em decorrência dessa crise que se instalava entre as organizações criminosas, o momento reclamava uma reorganização, necessária para a sobrevivência das atividades ilegais, que de longe eram mais lucrativas que as atividades normais. Passou-se, então, a revisão e a reformulação das principais estratégias de atuação para superar a crise. Nessa aspiração, as organizações criminosas passaram a dividir o mercado nacional entre aquelas mais poderosas, dando início ao que conhecemos como cartelização, isto é, a formação dos cartéis. Na aplicação de parte do dinheiro sujo, estreitam-se os laços com a política e buscase um incremento da corrupção de servidores e agentes públicos. Dentre as 5 Ibidem, p MAIA, Rodolfo Tigre, Lavagem de Ativos Provenientes de Crime Anotações às disposições criminais da Lei 9.613/98. São Paulo: Malheiros, 1999, p

14 atividades que se tornaram mais intensas destacam-se a exploração do jogo e o aumento do tráfico de entorpecentes. A notícia que circula em nossa literatura 7 é que Lansk fez suas primeiras incursões em bancos estrangeiros europeus em Em troca da permissão da exploração de caça-níqueis em Nova Orleans, por ele e por seus associados, Lansk intermediou a abertura de uma conta em um banco suíço para esconder os lucros do Governador do Estado da Louisiania Huey Long. O dinheiro, de origem ilegal, podia agora ser disfarçado por empréstimos frios, concedidos pelos bancos suíços, podendo, inclusive, ser declarado ao fisco e, até mesmo, ser merecedor de benefícios e incentivos fiscais. Temos aqui uma das primeiras técnicas de lavagem de dinheiro, atinente ao conceito hoje reconhecido. Rodolfo Tigre Maia 8 assevera que Meyer Lansk superou a maior parte de seus concorrentes nos Estados Unidos, haja vista sua astúcia, sua forma de gerenciamento e sua rede de relacionamento. Dentre os fatores que contribuíram para essa escalada de sucesso, Maia 9 destaca que: [...] Em primeiro lugar, seus investimentos extraordinariamente lucrativos na Flórida, Cuba, Las Vegas e no tráfico internacional de narcóticos sobrepujaram os obtidos por seus colegas criminosos. Em segundo lugar, Lansky, dentre as figuras do crime organizado, era único na forma escrupulosamente honesta com que dividia os lucros entre seus acionistas. Em terceiro lugar, e talvez a chave para o sucesso de Lansky, foi seu reconhecimento de que era importante mais do que suborna-lo fazer políticos poderosos e os operadores do direito parceiros em suas atividades ilegais (CHAMBLISS, 1988: apud MAIA, 1999:30). 1.2 A Receptação Encontrado em Rodolfo Tigre Maia 10 a explicação que a receptação é o primeiro delito cuja objetividade jurídica se aproxima do que atualmente constitui o escopo precípuo da incriminação da lavagem de dinheiro, qual seja, impedir a 7 Ibidem, p MAIA, Rodolfo Tigre, Lavagem de Ativos Provenientes de Crime Anotações às disposições criminais da Lei 9.613/98. São Paulo: Malheiros, 1999, p Ibidem, p MAIA, Rodolfo Tigre, Lavagem de Ativos Provenientes de Crime Anotações às disposições criminais da Lei 9.613/98. São Paulo: Malheiros, 1999, p

15 utilização de produtos de crime. Informa, também, que no antigo Direito Romano, não havia termo técnico para designar o que hoje conhecemos como receptação. À época, a expressão geralmente usada era celare, sendo a ação considerada furto e o receptador punido como ladrão. Segundo Rodolfo Tigre Maia 11, a questão de aproveitamento de ativos resultantes de crimes já era combatida pelos gregos e essa prática remonta à Antiguidade Clássica. Aquele povo defendia como máxima a expressão ambos são ladrões, tanto quem recebeu quanto quem roubou. Também em Roma se assegurava que comete o crime quem dele tira proveito. Tigre Maia 12 trás breve lição de Heleno Fragoso, que também não encontrou um termo que representasse o conceito atual de receptação. [...] Na época imperial encontramos incriminada a receptatio, compreendendo especialmente o que os Códigos modernos denominam favorecimento pessoal, embora fosse igualmente punida a receptação real [...]. quando dispõe: O Código Penal Brasileiro disciplina no seu art. 180 o crime de receptação Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte. Tigre Maia 13 encerra a tipificação do crime de receptação afirmando que é por meio da repressão de tais condutas que se amplia a proteção patrimonial evitando-se, assim, que o bem material do crime fosse cada vez mais distanciado de seu legítimo titular. E concluindo a discussão comenta: Daí o entendimento doutrinário no sentido de que a receptação pode ser definida como crime que acarreta a manutenção, consolidação ou perpetuidade de uma situação patrimonial anormal, decorrente de um crime anterior praticado por outrem. É um crime parasitário de outro crime (HUNGRIA, 1967: ). 11 Ibidem, p Ibidem, p MAIA, Rodolfo Tigre, Lavagem de Ativos Provenientes de Crime Anotações às disposições criminais da Lei 9.613/98. São Paulo: Malheiros, 1999, p

16 Encerradas estas breves considerações históricas, o próximo capítulo retornará aos tempos modernos, e irá apresentar o conceito as técnicas e as etapas do processo utilizado para lavar o dinheiro adquirido de forma ilegal, tendo como finalidade a sua melhor compreensão. 16

17 2. A Lavagem de Dinheiro O Professor Dr. Antônio Scarance Fernandes, ao assinar o prefácio da obra de Marco Antônio de Barros Lavagem de Dinheiro - Implicações Penais, Processuais e Administrativas 14, assim se pronuncia: A Lavagem de Dinheiro vem se constituindo em tema central dos estudos que se realizam e das discussões que se travam a respeito do crime organizado. Percebeu-se a necessidade de novas maneiras de combate a essa criminalidade, não servindo mais para esse desiderato as clássicas formas de persecução penal existentes e os tipos penais já construídos. Fortaleceu-se a conscientização de que não bastava a perseguição e punição dos executores materiais, devendo a complexa teia da persecução ser ampliada para abranger, além dos mentores intelectuais, dos executores materiais e dos partícipes, próximos da estrutura material da organização, também aqueles que atuam à distância, mas dão importantíssima colaboração para o grupo, com a transformação do dinheiro sujo em dinheiro limpo. Proporcionam, com suas atividades, suporte financeiro à entidade criminosa e garantem a continuidade de suas atuações delituosas. Encontrado, também em um prefácio, informações que considero relevantes, e que chamou a atenção não somente pelo conteúdo, mas também pelo título Prefácio: Minha Adorável Lavanderia - desta vez na obra do americano Peter Lilley Lavagem de Dinheiro Negócios ilícitos transformados em atividades legais 15, traduzida para a língua pátria por Eduardo Lasserre. O texto abaixo transcrito parece ter sido retirado de um relatório financeiro, cuja referência assim se apresenta: (Rede de Combate aos Crimes Financeiros, Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, Relatório Fincen, março de 1996, 1, 1º) e traz as seguintes considerações: Com poucas exceções, os criminosos são motivados por uma só coisa: o lucro. A ganância move o criminoso e o resultado final é que o dinheiro ilegalmente conseguido precisa ser introduzido nos sistemas financeiros legítimos de uma nação [...] A lavagem de dinheiro envolve disfarçar ativos de forma que eles possam ser usados sem que seja descoberta a atividade ilegal que os gerou. Esse processo tem conseqüências sociais e econômicas devastadoras. A lavagem de dinheiro oferece o combustível que permite aos traficantes de drogas, terroristas e negociantes de armas 14 BARROS, Marco Antônio, Lavagem de Dinheiro. Implicações Penais, Processuais e Administrativas. 1 ed. São Paulo: Oliveira Mendes, 1998, Prefácio, p.xi 15 LILLEY, Peter. Lavagem de Dinheiro Negócios ilícitos transformados em atividades legais. 2 ed. São Paulo: Futura, 2001, Prefácio. 17

18 manter e ampliar suas operações [...] se não for controlada, a lavagem de dinheiro pode minar a integridade das instituições financeiras dos Estados Unidos e do mundo todo. É preciso perceber que a preocupação com o crime de lavagem de dinheiro não está localizada em um determinado país, nem tampouco pode ser considerada dentro dos limites territoriais dos países, haja vista que o caminho que esta prática ilegal percorre não respeita fronteiras, formas de governo e afronta a soberania dos povos por onde ela passa. Tanto isto é verdade que atualmente existe uma cooperação transnacional com a prevenção e com o combate a este ato ilícito. 2.1 O Conceito de Lavagem de Dinheiro Para conceituar a lavagem de dinheiro parto do que a própria lei estabelece. No ordenamento pátrio, este tipo penal está disciplinado na Lei 9.613/98, da qual falarei em momento mais oportuno. Trato neste instante somente do artigo 1º da referida Lei porque ali encontraremos o conceito adotado pelo Brasil, e que será respeitado durante todo o desenvolvimento deste trabalho. O título do capítulo I já adianta o conceito que se segue, quando preceitua: Dos Crimes de Lavagem ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores. Portanto, vejamos o que diz o caput do citado artigo: Art. 1º - Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos e valores provenientes, direta ou indiretamente, de crime. Como se pode perceber, o termo lavagem abarca uma seqüência de atos que tem por único objetivo legalizar o dinheiro originário de atividades ilícitas nos mercados legais, permitindo, assim, que os seus detentores possam desfrutá-los sem risco. O que é mais vergonhoso é que este desfrute passa pela aplicação dos recursos financeiros em novas atividades criminosas, além da compra de agentes públicos por meio da famosa propina e corrupção. 18

19 Marco Antônio de Barros 16, que à luz de suas explicações nos parece um pouco cético, não somente conceitua o crime em si, como também analisa cada verbo nuclear contido no artigo primeiro da norma nacional e nos premia com as seguintes justificativas: Lavagem é o ato de lavar ou limpar banhando. Emprega-se a expressão lavagem de dinheiro no sentido figurado para destacar a limpeza ou o branqueamento do dinheiro, que sendo sujo transmuta-se em limpo. É a reciclagem de dinheiro ilegal. Ocultar significa encobrir, esconder, sonegar, não revelar. Dissimular é ocultar com astúcia, fingir, disfarçar. Ocultar ou dissimular a natureza, aqui compreendida a própria especificidade dos bens, direitos e valores. Ocultar ou dissimular a origem, ou seja a procedência desses bens, direitos ou valores. Ocultar ou dissimular a localização, isto é, onde possam esses bens, direitos ou valores ser [sic] encontrados. Ocultar ou dissimular a disposição, neste caso o local em que estariam metodicamente colocados, ou a situação em que se encontram. Ocultar ou dissimular a movimentação, que corresponde à deslocação ou mudança de posição de tais bens, direitos ou valores. Ocultar ou dissimular a propriedade de bens, direito ou valores que integrem o patrimônio da pessoa e que sejam provenientes de crimes antecedentes, produtos de ilícitos específicos. André Luís Callegari 17 nos lembra de que praticamente todos os autores que analisaram o fenômeno de lavagem de dinheiro acabaram por defini-lo de maneira semelhante. Não obstante concordo com Callegari, e não deixarei de apresentar a conceituação defendida por outros autores, até mesmo para comprovar a afirmação da qual concordo. Neste sentido, vejamos o que diz Peter Lilley 18 : A lavagem é o método por meio do qual os recursos provenientes do crime são integrados aos sistemas bancários e ao ambiente de negócios do mundo todo: o dinheiro negro é lavado até ficar mais branco que o branco (de onde decorre a esclarecedora denominação francesa blanchiment 16 BARROS, Marco Antônio, Lavagem de Dinheiro. Implicações Penais, Processuais e Administrativas. 1 ed. São Paulo: Oliveira Mendes, 1998, p CALLEGARI, André Luís. Imputação Objetiva Lavagem de Dinheiro e Outros Temas do Direito Penal. 2 ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2004, p LILLEY, Peter. Lavagem de Dinheiro Negócios ilícitos transformados em atividades legais. 2 ed. São Paulo: Futura, 2001, p

20 d argent alvejamento do dinheiro). É através deste processo que a identidade do dinheiro sujo ou seja, a procedência criminosa e a verdadeira identidade dos proprietários desses ativos é transformada de tal forma que os recursos parecem ter origem em uma fonte legítima. As fortunas criminosamente amealhadas, mantidas em locais e/ou moedas instáveis, são metamorfoseadas em ativos legítimos que passam a ser mantidos em respeitáveis centros financeiros. Para Rodolfo Tigre Maia 19 a lavagem de dinheiro trata-se de um complexo de operações que tem por finalidade tornar legítimos ativos oriundos da prática de atos ilícitos penais, mascarando esta origem para que os responsáveis possam escapar da ação repressiva da justiça. Para não alongar muito mais nesta fase do trabalho, meramente conceitual e acreditando reluzir os conceitos elencados, insiro neste espaço jurisprudência brasileira que se amarra com os conceitos até aqui apresentados: RHC 80816/SP São Paulo RECURSO EM HABEAS CORPUS Relator(a): Min. SEPÚLVEDA PERTENCE Julgamento: 18/06/2001 Órgão Julgador: Primeira Turma Publicação: DJ 18/06/01 PP EMENT VOL PP EMENTA: Lavagem de dinheiro: L /98: caracterização. O depósito de cheques de terceiro recebidos pelo agente, como produto de concussão, em contas-correntes de pessoas jurídicas, às quais contava ele ter acesso, basta para caracterizar a figura de lavagem de capitais mediante ocultação da origem, da localização e da propriedade dos valores respectivos (L , art. 1º, caput): o tipo não reclama nem êxito definitivo da ocultação, visado pelo agente, nem o vulto e a complexidade dos exemplos de requintada engenharia financeira transnacional, com os quais se ocupa a literatura. 2.2 As Fases da Lavagem de Dinheiro Segundo o dicionário eletrônico Aurélio fase é Qualquer estágio (ou etapa) de uma evolução, que compreende uma série (ou um ciclo) de modificações. Para o termo técnica o sinônimo apresentado traduz o entendimento de Maneira, jeito ou habilidade especial de executar ou fazer algo. Trago ao conhecimento esta 19 MAIA, Rodolfo Tigre, Lavagem de Ativos Provenientes de Crime - Anotações às disposições criminais da Lei 9.613/98. São Paulo: Malheiros, 1999, p

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