UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADE DE ECONOMIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONEGÓCIOS E DESENVOLVIMENTO REGIONAL

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADE DE ECONOMIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONEGÓCIOS E DESENVOLVIMENTO REGIONAL Aline Beatriz Mucellini OS EFEITOS DAS EXPORTAÇÕES DE CARNE BOVINA SOBRE O NÍVEL DE EMPREGO DA INDÚSTRIA FRIGORÍFICA DE MATO GROSSO CUIABÁ MT 2010

2 ii ALINE BEATRIZ MUCELLINI OS EFEITOS DAS EXPORTAÇÕES DE CARNE BOVINA SOBRE O NÍVEL DE EMPREGO DA INDÚSTRIA FRIGORÍFICA DE MATO GROSSO Dissertação apresentada à Universidade Federal de Mato Grosso como requisito para obtenção do título de Mestre em Economia, no Programa de Pós-Graduação em Agronegócios e Desenvolvimento Regional. Orientador: Profª. Drª. Sandra Cristina de Moura Bonjour CUIABÁ MT 2010

3 iii M942e Mucellini, Aline Beatriz. Os Efeitos da exportação de carne bovina sobre o nível de emprego na indústria frigorífica de Mato Grosso. Cuiabá, xiv, 78f. ; il. color. 30 cm (Incluem figuras tabelas). Orientadora: Sandra Cristina de Moura Bonjour. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal de Mato Grosso. Faculdade de Economia. Programa de Pós-Graduação em Agronegócios e Desenvolvimento Regional, Carne bovina - Exportações. 2. Indústria frigorífica - Empregos. 3. Modelo ARMA. 4. Comércio exterior Mato Grosso. I. Título. CDU 339.5:637.5(817.2)

4 iv Aline Beatriz Mucellini OS EFEITOS DAS EXPORTAÇÕES DE CARNE BOVINA SOBRE O NÍVEL DE EMPREGO DA INDÚSTRIA FRIGORÍFICA DE MATO GROSSO Dissertação apresentada à Universidade Federal de Mato Grosso como requisito para obtenção do título de Mestre, em Economia no Programa de Pós-Graduação em Agronegócios e Desenvolvimento Regional. Aprovada em: 13/09/2010. BANCA EXAMINADORA Profª. Drª. Sandra Cristina de MouraBonjour UFMT Prof. Dr. Adriano Marcos Rodrigues Figueiredo UFMT Prof. Dr.Antônio Carvalho Campos UFV

5 v AGRADECIMENTOS Meus profundos agradecimentos... Primeiramente a Deus. Aos meus pais, pelo amor e educação intensos, e pelo empenho dedicado aos meus estudos. Ao Gustavo, pelo apoio, compreensão e companheirismo em toda a jornada do mestrado. À Prof. Dra. Sandra C.M. Bonjour, pela orientação e paciência durante todo processo de construção deste trabalho. Ao Profs. Drs. Adriano M. R. Figueiredo, Dilamar Dallemole e Antônio Carvalho Campos (UFV) pelas contribuições e sugestões oferecidas neste trabalho. Ao Programa de Pós-Graduação em Agronegócios e Desenvolvimento Regional da UFMT pela oportunidade de realizar o curso de mestrado. Aos colegas e amigos do mestrado, que mesmo nos momentos duros de estudo, estiveram presentes para tornar esta nossa caminhada mais feliz, pois a amizade ameniza as mais árduas circunstâncias. A todos os professores e funcionários do Programa de Pós-Graduação em Agronegócios e Desenvolvimento Regional da UFMT pelo aprendizado e atendimento prestado. A todos minha sincera e profunda gratidão!

6 vi Se quiser lucrar em um ano, plante arroz; em 10 anos plante uma árvore, em 100 anos, Eduque (Provérbio chinês).

7 vii LISTA DE FIGURAS Figura 1. Evolução do rebanho bovino do estado de Mato Grosso, de 1994 a Figura 2. Apresentação esquemática do recorte da cadeia produtiva da bovinocultura de corte do estado de Mato Grosso Figura 3. Remuneração (em salários mínimos) dos trabalhadores da indústria frigorífica bovina do estado de Mato Grosso em 2008, em porcentagem Figura 4. Taxa de rotatividade (em porcentagem) de emprego da indústria frigorífica bovina em Mato Grosso de 2002 a Figura 5. Estoque de emprego do setor de transformação da carne bovina em Mato Grosso de 2002 a Figura 6. Mapa de distribuição do número de empregos da indústria frigorífica por região do estado de Mato Grosso em Figura 7. Mapa de distribuição de unidades frigoríficas por região do estado de Mato Grosso em Figura 8. Evolução do abate de bovinos no estado de Mato Grosso, de 2002 a Figura 9. Quantidade exportada e consumo interno de carne bovina do estado de Mato Grosso, de 2002 a Figura 10. Estoque de emprego e produtividade do trabalho da indústria frigorífica de Mato Grosso, de 2002 a Figura 10. Função de Autocorrelação para os valores das exportações de carne bovina de Mato Grosso Figura 11. Função de Autocorrelação para os valores de emprego da indústria frigorífica de Mato Grosso Figura 12. Exportações, estoque de emprego, consumo interno de carne bovina e produtividade da indústria frigorífica, Mato Grosso de 2002 a Figura 13. Distribuição das raízes unitárias do modelo estimado Figura 14. Distribuição dos resíduos da estimação do modelo ARMA(0,2)

8 viii LISTA DE TABELAS Tabela 1. Principais produtos de carne bovina exportados pelo estado de Mato Grosso, em US$ F.O.B., de 2004 a Tabela 2. Evolução do abate nacional de bovinos por região, de 1998 a Tabela 3. Relação dos produtos bovinos mais exportados por Mato Grosso e suas nomenclaturas, em Tabela 4. Teste de causalidade de Granger para as variáveis estudadas Tabela 5. Resultados da estimação do modelo ARMA para a variável dependente Log (emprego) Tabela 6. Teste Dickey-Fuller para série de resíduos do processo ARMA(0,2)

9 ix LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS ABIEC AIC ALICEWEB AR ARMA CAGED CLT CNAE DF FAC FIEMT FOB HOS IBGE IMEA IPEA IPEADATA ISIC MA MAPA MDIC MERCOSUL MQO MTE NCM PIB P&D RAIS Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne Akaike Information Criterion Sistema de Análise das Informações de Comércio Exterior via Internet Auto-regressivo Auto-regressivo e média móvel Cadastro Geral de Empregados e Desempregados Consolidação das Leis do Trabalho Classificação Nacional de Atividades Econômicas Teste de Dickey Fuller Função de Autocorrelação Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso Free on Board (Livre de Frete) Hecksher-Ohlin-Samuelson Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada Base de dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada International Standard Industrial Classification Média móvel (do inglês, moving average) Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Mercado Comum do Sul Mínimos Quadrados Ordinários Ministério do Trabalho e Emprego Nomenclatura Comum do Mercosul Produto Interno Bruto Pesquisa e Desenvolvimento Relação Anual de Informações Sociais

10 x SC SECEX SISBOV SISCOMEX Schwarz Criterion Secretaria de Comércio Exterior Sistema de Gestão para Certificadoras de Rebanho Bovino e Bubalino Sistema Integrado de Comércio Exterior

11 xi SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO A DINÂMICA NAS RELAÇÕES DE COMÉRCIO, EMPREGO, LOGÍSTICA E OS ENCADEAMENTOS DO SETOR DA CARNE BOVINA DE MATO GROSSO O COMÉRCIO INTERNACIONAL DE MATO GROSSO A CADEIA PRODUTIVA DA BOVINOCULTURA DE MATO GROSSO Mercado de Trabalho Atual do Setor de Carne Bovina O Segmento de Abate e Processamento Sazonalidade e Ciclo da Pecuária Bovina de Corte Aspectos Tecnológicos Canais de Comercialização e Coordenação dos Segmentos Insumos Relações de Mercado Estrutura de Mercado O SISTEMA LOGÍSTICO ATUAL DE MATO GROSSO O Sistema e Infra-Estrutura de Transportes de Mato Grosso REFERENCIAL TEÓRICO A ESCOLA CLÁSSICA E A ESCOLA KEYNESIANA A TEORIA HECKSHER-OHLIN-SAMUELSON A TEORIA DE NICHOLAS KALDOR METODOLOGIA FONTES DE DADOS E DEFINIÇÃO DAS VARIÁVEIS PROCESSO ESTOCÁSTICO ESTACIONÁRIO PROCESSO AUTO-REGRESSIVO (AR) PROCESSO DE MÉDIA MÓVEL (MA) O MODELO ARMA CAUSALIDADE RESULTADOS... 59

12 xii 5.1 ANÁLISE DOS RESULTADOS OBTIDOS E DAS VARIÁVEIS ASSOCIADAS TESTE DE CAUSALIDADE AVALIAÇÃO DOS COMPONENTES DAS SÉRIES ESTIMAÇÃO DO MODELO DE REGRESSÃO CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 75

13 xiii RESUMO Mucellini, Aline Beatriz. Universidade Federal de Mato Grosso, Setembro de Os Efeitos das Exportações de Carne Bovina Sobre o Nível de Emprego da Indústria Frigorífica de Mato Grosso. Orientadora: Profª. Drª. Sandra Cristina de Moura Bonjour. Este trabalho tem por objetivo estudar as relações entre o comércio internacional da carne bovina do estado de Mato Grosso e o mercado de trabalho da indústria frigorífica. Especificamente, fez-se uma análise comparativa com outras variáveis associadas ao modelo estudado, o consumo interno de carne bovina e a produtividade da indústria frigorífica estadual, para verificar a adequação com o modelo teórico de Kaldor de crescimento industrial relacionado de forma direta e positiva com a elevação do nível de emprego e conseqüentemente elevação da produtividade do trabalho da indústria. Posteriormente, analisou-se a relação de causalidade entre essas duas variáveis, esperando que o nível de emprego da indústria fosse determinado pela demanda externa por carne, estimou-se um modelo econométrico auto-regressivo e de média móvel (ARMA) para especificar a relação de causa das exportações sobre o nível de emprego de acordo com os valores defasados e de termos de resíduos. Os resultados mostraram que no caso do estado de Mato Grosso as suposições da teoria de Kaldor acerca do crescimento industrial são válidas, pois o nível de emprego é induzido pela demanda, ou seja, determinado pelas exportações e não através de recursos exógenos como, por exemplo, a taxa de câmbio. E a produtividade do trabalho acompanhou o crescimento da produção industrial, entretanto, em menor ritmo, validando mesmo assim a segunda lei de Kaldor. Palavras-Chave: Exportações de carne bovina. Nível de emprego. Modelo ARMA.

14 xiv ABSTRACT Mucellini, Aline Beatriz. Federal University of Mato Grosso, September, The Effects of Exports of Beef about the Employment Level of Slaughtering Industry of Mato Grosso. Advisor: Profª. Drª.Sandra Cristina de Moura Bonjour. This work aims to study the relationship between international trade in beef in the state of Mato Grosso and the labor market of the meatpacking industry. Specifically, there was a comparative analysis with other variables associated with this model, domestic consumption of beef and productivity of state meatpacking industry, to check the suitability with the theoretical model of Kaldor industrial growth related directly and positively with increasing levels of employment and therefore increase labor productivity in the industry. Subsequently analyzed the causal relationship between these two variables, hoping that the employment level of the industry is determined by foreign demand for beef, it was estimated an econometric model and autoregressive moving average (ARMA) to specify the relationship question of exports on the level of employment in accordance with the terms and lagged values of waste.the results showed that in the case of Mato Grosso assumptions on Kaldor's theory of industrial growth are valid, because the level of employment is driven by demand, ie determined by exports, not through exogenous resources such as the exchange rate. And labor productivity accompanied the growth of industrial production, however, to a lesser pace, validating yet Kaldor's second law. Keywords: Exports of beef. Employment. ARMA model.

15 1. INTRODUÇÃO O estudo da relação entre o efeito do comércio internacional sobre o mercado de trabalho, especialmente sobre os baixos salários daqueles trabalhadores pouco especializados, tem incorrido em opiniões diferentes em torno destas questões pelo mundo. O ponto central do debate é a percepção do efeito da globalização sobre o emprego. Após a segunda metade dos anos de 1980, o interesse sobre a relação entre o comércio, o crescimento econômico e os seus efeitos no emprego e distribuição da renda, aumentou devido à elevação significativa dos fluxos internacionais de bens e capital. Davidson e Matusz (2004) mostram as diferentes vertentes no que diz respeito às teorias de comércio internacional. Existem estudos que possuem uma predisposição para se opor a liberalização comercial, com argumentos de que reduzem os custos de produção e com uma regulamentação menor que em outros países permitem a empresas estrangeiras competir com os produtores internos, resultando em menor produção interna e menos empregos domésticos. Por outro lado, aqueles que desejam ver uma maior liberalização argumentam, muitas vezes, que o livre comércio expande os mercados para a exportação, resultando em uma maior demanda de produtos, uma maior produção nacional e mais empregos. De Negri et al. (2006) expõem que a incorporação de novas tecnologias aos processos produtivos é um elemento importante de efeito sobre o mercado de trabalho. Assim como no exterior, no Brasil a tecnologia e a inovação têm modificado constantemente velhos padrões de organização da produção, inovando nas formas de produzir os mesmos produtos ou produtos antes inexistentes. As inovações tecnológicas, especialmente nos processos produtivos, costumam substituir o trabalho, em particular o menos qualificado. No Brasil, a abertura comercial foi iniciada no final da década de 1980 e foi aprofundada no início da década de A partir dessa data foi seguido por uma liberalização financeira, com efeitos sobre a balança de pagamentos. Outro fator importantetem sido o efeito sobre o mercado de trabalho brasileiro após a liberalização comercial.

16 2 A indústria frigorífica empregou, em 2008, no estado de Mato Grosso pessoas. Em comparação com o ano de 2007 houve um decréscimo no número de empregos na ordem de 3,63%. Contudo, um crescimento de 23,38% se comparado com o ano de O que evidencia uma elevação na geração de postos de trabalho na indústria transformadora da cadeia produtiva da bovinocultura estadual. Essa quantidade de postos de trabalho da indústria transformadora representava em termos gerais, 4,5% do total de empregos formais de todo o estado de Mato Grosso em 2008 (MTE, 2008). Dentro do cenário nacional, o estado de Mato Grosso possui o maior rebanho de bovinos, sendo de cabeças em 2008, representando 13,02% do rebanho nacional, possuindo, além disso, apesar da queda na produção frigorífica do ano de 2007 para 2008, o maior número de abates do país com cabeças no ano de 2008 (IBGE, 2008). A importância do setor da pecuária bovina em Mato Grosso dá-se principalmente pelo fornecimento de alimentos e geração de divisas com as exportações, pois, segundo dados do IMEA (2008), há um comprometimento da produção estadual com o abastecimento interno, já que do total produzido em 2008, 75,98% destinaram-se ao mercado local. Mesmo com a diminuição da produção no ano de 2008, foram mantidas as proporções dos produtos comercializados interna e externamente, com participação de 25,33% destinado ao exterior e em 2008 com 24,02% do total. Os valores relativos à geração de divisas advindas das exportações de carnes de bovinos são significativos, pois considerando apenas o elo das indústrias frigoríficas dentro da cadeia produtiva da carne, essa foi responsável por 12,88% do total produzido em toda balança comercial de Mato Grosso do ano de 2008, ou seja, US$ F.O.B. (MDIC, 2008). A permanência da importância do setor no estado está ligada às mudanças na agropecuária nacional com evolução do padrão tecnológico empregado e a integração dos mercados, ou seja, ao melhor desempenho com a produtividade. As transformações ocorridas na economia mundial, através da disseminação de informações e tecnologias, levaram a fortes pressões econômicas e comerciais. Desse processo surgiu um novo padrão de competição adaptado às modificações nas preferências da demanda, que passaram a exigir novos produtos e novas formas de produção da carne bovina.

17 3 O novo padrão de competição fez com que dentro do estado se ampliassem as plantas frigoríficas, pois ocorria a expansão dos mercados consumidores internacionais e também da produção nas propriedades rurais dentro do estado. Este trabalho busca informações acerca da relação entre a demanda externa pelos produtos bovinos estadual e o crescimento de sua indústria frigorífica. Se o crescimento do setor estaria dependente apenas das variações da demanda através das exportações de carne. E através dessa investigação trazer contribuições para o setor industrial, principalmente identificar os elementos desse comércio internacional que favoreçam a indústria de Mato Grosso. Desta maneira, com o desenvolvimento da cadeia de produção da carne bovina matogrossense nos últimos anos, e com sua produção voltada para o comércio internacional, a questão central do estudo é: onível de emprego do setor estaria sofrendo influência direta das oscilações das exportações da carne? Existem incertezas sobre o que impulsiona o comércio, as ligações entre as causas do comércio e dos seus efeitos sobre o mercado de trabalho nem sempre são claras. No caso de considerações de modelos de comércio sob competição imperfeita, não há uma clara compreensão das implicações do comércio para o mercado de trabalho. Isto porque, na presença de mercados competitivos imperfeitos, a maneira que as empresas irão responder às mudanças no nível de concorrência internacional, não pode ser prevista, a priori, sem fazer suposições restritivas sobre o comportamento das empresas" e a exata estrutura de mercado (CHETWIN; BAIRAM, 2001). Segundo Britto (2007), a taxa de crescimento das exportações, a taxa de crescimento do setor industrial, assim como sua taxa de emprego são fatores importantes e coloca que segundo a teoria de Kaldor, a taxa de crescimento de uma nação é determinada pela taxa de crescimento das exportações, sendo esse o elemento autônomo da demanda agregada, de forma que possuem relação positiva. Essa premissa contraria vigorosamente a visão neoclássica tradicional que é centrada em fatores do lado da oferta, e representa um passo à frente no que se refere aos modelos keynesianos, uma vez que identifica as exportações como o principal componente da demanda agregada e não o investimento. Ferrari (2005), Barbosa- Filho (2001) e Freitas (2003), também estudaram o papel das exportações no processo de

18 4 crescimento da economia das nações como resultado da combinação de um modelo de crescimento liderado pela demanda. O objetivo geral deste estudo é analisar os efeitos do comércio internacional, especificamente das exportações de carne bovina sobre os níveis de empregos do setor de carne bovina do estado de Mato Grosso. Especificamente, objetiva-se: Analisar o comportamento do emprego, das exportações e de variáveis associadas ao modelo de estudo (produtividade e consumo interno). Analisar a causalidade entre as exportações de carne bovina e o emprego na indústria de carne bovina de Mato Grosso Desenvolver um modelo de análise do comportamento das exportações e do nível de emprego na indústria de carne bovina de Mato Grosso, por meio de modelagem de séries temporais. Como hipótese inicial espera-se constatar como resultado do estudo que o nível de emprego do setor da bovinocultura esteja sim, sendo influenciado pela demanda externa, ou seja, através das exportações desses produtos. Apesar da consolidação da produção e das exportações de carne bovina, o setor da bovinocultura ainda não está totalmente fortalecido, pois vem sofrendo influências da comercialização. O mercado interno tem enfrentado dificuldades de várias amplitudes, que prejudicam as negociações entre produtores e frigoríficos. O acentuado descarte de matrizes no passado recente, entre 2003 e 2006, a migração da pecuária para produção de etanol em algumas regiões brasileiras, especialmente na região Sudeste brasileira foram alguns dos fatores já conhecidos da cadeia produtiva de bovinos que se mostraram problemáticas a partir da segunda metade de 2008 (ABRAFRIGO, 2009). Dados do IMEA (Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola) mostram a composição do rebanho do estado. Somente em 2008 ocorreu a recuperação do rebanho de fêmeas que existia no ano de 2004, com 8,08 milhões de cabeças de fêmeas (com mais de 36 meses) e 17,85 milhões de cabeças do restante do rebanho. A composição do abate mensal estadual entre machos e fêmeas para o ano de 2008, foi de 37,16% do rebanho abatido era

19 5 composto por fêmeas adultas, ou seja, de cabeças, e as demais cabeças formadas entre os demais animais (IMEA, 2009). Por outro lado, a Abrafrigo destacou também que ocorreu a elevação da capacidade instalada das indústriasno mercado, a interrupção de diversos financiamentos para a indústria, a estratégia equivocada de alguns dirigentes de frigoríficos, motivada pela ambição de crescer sem medir conseqüências de longo prazo, a desunião entre os elos da cadeia produtiva e, finalmente, o comportamento voraz dos que mantiveram margens incompatíveis em relação aos demais setores, inibindo o maior giro da mercadoria em suas prateleiras. Todos estes acontecimentos causaram uma situação de paralisação dos abates, grandes demissões e até o fechamento de várias plantas frigoríficas em todo o país e principalmente em Mato Grosso a partir do segundo semestre de Ocorreu no estado o não pagamento por parte das indústrias aos pecuaristas, além de demissões em massa que dificultaram as atividades em todo setor desde então. O não pagamento de débitos atrasados forçou os frigoríficos a buscarem alternativas para reduzir a resistência dos pecuaristas no fornecimento de animais para o abate. O trabalho está organizado em seis seções. Esta primeira consiste na apresentação das idéias introdutórias, o problema e seus objetivos, sua importância e proposições a serem discutidas. Adiante, é feita a caracterização do comércio internacional, do mercado de trabalho para a carne bovina, uma abordagem dos aspectos gerais da cadeia produtiva da carne bovina e dos sistemas logísticos mais utilizados no escoamento da produção de carne do estado de Mato Grosso na seção 2. Na seção 3 está o referencial teórico discutindo as correntes de pensamentos da teoria de base do comércio internacional e do mercado de trabalho, estudando vários autores e teorias. A metodologia utilizada, as variáveis de estudo para as análises e o modelo econométrico para analisar o comportamento das séries temporais está situada na seção 4. Seguido da análise dos resultados e discussões na quinta seção, apresentando os resultados obtidos dos cálculos e sua confrontação com a teoria e finalizando na seção 6 com as considerações finais e sugestões para publicações futuras.

20 2. A DINÂMICA NAS RELAÇÕES DE COMÉRCIO, EMPREGO, LOGÍSTICA E OS ENCADEAMENTOS DO SETOR DA CARNE BOVINA DE MATO GROSSO Esta seção contextualiza o setor da bovinocultura do Estado de Mato Grosso considerando seu comércio, os dados de emprego, as relações dentro e fora da cadeia produtiva bovina e também os aspectos logísticos importantes. As informações contidas foram obtidas através de dados secundários das principais entidades ligadas ao setor. 2.1 O COMÉRCIO INTERNACIONAL DE MATO GROSSO A pecuária de corte tem posição de destaque na economia no país como um todo e no estado mato-grossense principalmente. Essa condição deve-se ao desempenho dos mercado doméstico e internacional. O Brasil possui o segundo maior rebanho mundial, sendo superado apenas pela Índia, que não explora a pecuária bovina com fins comerciais. Devido a isso, o Brasil e é caracterizado como o país com o maior rebanho bovino comercial do mundo e maior exportador de carne bovina (BRASIL, 2007). Fatores naturais como o clima, a extensão territorial e disponibilidade de fatores de produção criam condições decompetitividade na produção e industrialização, inclusive o que diz respeito ao ganho de qualidade dos produtos nos últimos anos. O fato da maior parte do gado brasileiro ser alimentado a pasto tem sido, adicionalmente, um fator de valorização da carne bovina no mercado internacional. Segundo Tirado et al. (2008), para que o Brasil se tornasse o principal fornecedor de carne bovina do mundo, houve uma melhoria nos índices deaproveitamento da produção nacional, constatado após o Plano Real, sendo esse um período de mercado interno insuficiente para a absorção da produção. Juntamente, ocorreu um esforço da economia nacional para a elevação da pauta de exportações, além das aplicações de técnicas modernas de produção e utilização dos cruzamentos. Esse cenário se completa quando se verifica que a indústria frigorífica brasileira vem, desde o final da década de 80, investindo na modernização de sua infra-estrutura produtiva.

21 Milhões 7 Devido às condições favoráveis à produção da carne bovina dentro do estado de Mato Grosso, este se tornou o maior produtor de bovinos para abate desde 2001, e, consequentemente, suas exportações cresceram consideravelmente. Conforme pode ser observado na Figura 1, o rebanho mato-grossense seguiu uma trajetória ascendente de produção de 1994 a 2005, quando voltou a retomar em 2007 o movimento de crescimento dos anos anteriores Figura 1. Evolução do rebanho bovino do estado de Mato Grosso, de 1994 a Fonte: SIDRA, IBGE, Além de a infra-estrutura produtiva ser ampliada, outras transformações intensas contribuíram para a ampliação da comercialização internacional da carne bovina como um todo. Entre elas está a estabilização de energia elétrica, na região Centro-Oeste, e a conseqüente ampliação da capacidade instalada dos frigoríficos abatedores. Esse processo foi acentuado pela desvalorização cambial de janeiro de 1999, pela simultânea concentração do capital, na indústria, e redistribuição geográfica de modernas unidades frigoríficas de abate. O comércio internacional estadual tem em sua pauta produtos basicamente primários, sendo os dez principais produtos exportados: grãos de soja, resíduos do óleo de soja, carnes desossadas de bovino, milho em grão, algodão debulhado, óleo de soja bruto, carnes de galos e galinhas, óleo de soja refinado, ouro em barras e pedaços e miudezas de galos e galinhas.

22 8 Todos esses produtos juntos arrecadaram US$ , representando 92,76% do total arrecadado com as exportações pelo estado de Mato Grosso no ano de 2008, segundo dados do MDIC (2008). A exportação de carne bovina mato-grossense tem crescido, possuindo grande importância para o estado tanto em termos de geração de empregos, como para a integração das atividades produtivas em toda a cadeia produtiva da bovinocultura. Segundo MDIC (2008), a exportação de carne bovina de Mato Grosso é baseada nos seguintes produtos (Tabela 1). Tabela 1. Principais produtos de carne bovina exportados pelo estado de Mato Grosso, em US$ F.O.B., de 2004 a Descrição dos Produtos Carnes desossadas de bovino, congeladas Carnes desossadas de bovino, frescas ou refrigeradas Outras miudezas comestíveis de bovino, congeladas Tripas de bovinos, frescas, refrig. congel. salg Línguas de bovino, congeladas Outras pecas não desossadas de bovino, congeladas Fígados de bovino, congelados Rabos de bovino, congelados Carnes de bovinos, salgadas/em salmoura/secas Outros cortes não considerados TOTAL Fonte: MDIC, Observa-se que há concentração das exportações nas carnes desossadas de bovino, com maior valor agregado representando 75,22% das exportações desses produtos no ano de Ocorreu também um crescimento significativo de outros cortes, como miudezas, tripas, fígado, rabo. Contudo, as carnes desossadas resfriadas tiveram um decréscimo significante, com queda de 68,38% de 2007 para 2008, provavelmente advindo de cancelamentos de contratos de países importadores desse produto.

23 9 Os principais países de destino das exportações mato-grossenses são a China, Países Baixos, Espanha, Tailândia, Itália, França, Venezuela e Reino Unido que juntos representam 61,51% do total exportado, gerando divisas de milhares de dólares para o estado no ano de 2008 (MDIC,2008). Existem outros fatores externos que têm a capacidade de influenciar a competitividade das empresas e indústrias. Como exemplo, as condições de infra-estrutura adequadas para o sistema de distribuição que, no caso de Mato Grosso, são precárias e insuficientes para o escoamento de toda a produção existente. Essa condição deteriora a competitividade dos produtos tanto para o mercado interno quanto para o internacional, mostrando um panorama de possibilidade de interferência governamental para políticas setoriais. 2.2 A CADEIA PRODUTIVA DA BOVINOCULTURA DE MATO GROSSO Para o melhor entendimento, a cadeia produtiva da bovinocultura delimitada será restringida ao setor de abate e processamento (representado pelas indústrias frigoríficas), e os canais de comercialização ex post a este segmento (representado pelos entrepostos e revendedores atacadistas e a destinação para o mercado externo). Conforme Figura 2. Figura 2. Apresentação esquemática do recorte da cadeia produtiva da bovinocultura de corte do estado de Mato Grosso. Fonte: Adaptado de FAMATO; FABOV (2008).

24 Porcentagem Mercado de Trabalho atual do Setor de Carne Bovina A quantidade de empregos formais e a taxa de participação dos diversos sub-setores da atividade econômica do estado de Mato Grosso, apresentou uma evolução de 154% desde 1994 em toda atividade produtiva. Pois, essa representava empregos formais em 2008, segundo os registros administrativos da RAIS (MTE, 2008). Uma característica do trabalho formal é que a maioria desses empregos no estado é de contratos com prazo indeterminado, e que apenas uma pequena parcela dos contratos são temporários, ou, de prazo determinado. A quantidade de empregos formais da atividade da indústria de transformação no estado de Mato Grosso em 2008 foi de postos de trabalho, aumentando os postos de trabalho com uma variação positiva de 10,97% sobre o ano anterior (MTE, 2008). Em relação à remuneração dos trabalhadores desse setor, a grande maioria, 62,95% dos trabalhadores recebe de 1,01 a 1,5 salários mínimos, outros 12,62% recebem de 1,51 a 2 salários mínimos e a seguinte parcela significativa de 11,83% de trabalhadores desse setor recebem de 0,5 a 1 salário mínimo para o mesmo ano de referência, dados o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE, 2008) , ,51 11,83 12,62 5,14 1,87 0,91 0,71 0,6 0,22 0,07 0,07 0,51 Figura 3. Remuneração (em salários mínimos) dos trabalhadores da indústria frigorífica bovina do estado de Mato Grosso em 2008, em porcentagem. Fonte: MTE, 2008.

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