Fase de Impacto e Progresso

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Fase de Impacto e Progresso"

Transcrição

1 Fase de Impacto e Progresso Número 1. Setembro de 2010 (Reimpressão) Financiamento E Utilização De Recursos Para O Combate À Malária: A Primeira Década Da Campanha Roll Back Malaria

2

3 Dados de catalogação em publicação da Biblioteca da OMS Financiamento e utilização de recursos para o combate à malária: A primeira década da campanha Roll Back Malaria. 1. Malária - prevenção e controlo. 2. Malária - terapêutica. 3. Financiamento, da saúde. 4. Avaliação do programa. 5. Cooperação internacional. I. Parceria global com o programa Roll Back Malaria. II. Johansson, Emily White. III. Cibulskis, R. E. IV. Steketee, Richard W. ISBN (NLM classification: WC 765) 2011 Organização Mundial da Saúde em nome do Roll Back Malaria Partnership Secretariat Todos os direitos reservados. As publicações da Organização Mundial da Saúde podem ser obtidas através do departamento WHO Press, World Health Organization, Avenue Appia 20, 1211 Geneva 27, Suíça (tel.: ; fax: ; Pedidos de permissão para a reprodução ou tradução de publicações da OMS quer para venda quer para distribuição não comercial devem ser dirigidos a WHO Press, na morada referida acima (fax: ; Algumas fotografias estão sujeitas a taxas de licenciamento e podem não ser livremente reproduzidas; todas as questões relativas a fotos deverão ser endereçadas ao Roll Back Malaria Partnership Secretariat na morada indicada abaixo. As designações utilizadas e a apresentação do material constante desta publicação não implicam a expressão de qualquer opinião por parte da Organização Mundial da Saúde, do Roll Back Malaria Partnership Secretariat ou de qualquer dos seus parceiros individuais no que se refere ao estatuto legal de qualquer país, território, cidade ou área ou às respectivas autoridades ou relativamente à delimitação das suas fronteiras ou limites territoriais. As linhas tracejadas nos mapas, onde existam, representam linhas de fronteira aproximadas, sobre as quais possa não existir ainda um acordo total. Os dados financeiros fornecidos neste relatório foram compilados entre Novembro de 2009 e Janeiro de 2010 (inclusive). Devido à actualização constante da informação financeira por parte das entidades financiadoras, alguns números neste relatório poderão ter sofrido alterações durante este intervalo de tempo; nem todos os números estão ajustados a uma única data. Tais alterações são geralmente pouco significativas e não afectam, à data da publicação, o quadro geral do apoio de financiamento ao esforço Roll Back Malaria ao longo desta última década. Todos os montantes incluídos no relatório referem-se a dólares americanos (USD). A menção ou o facto de aparecerem em fotografias determinados fabricantes e/ou os respectivos produtos não implica que sejam endossados ou recomendados pela Organização Mundial da Saúde, pelo Roll Back Malaria Partnership Secretariat ou por qualquer dos seus parceiros individuais como preferência relativamente a outros de natureza semelhante. Embora tenham sido envidados todos os esforços para garantir a exactidão, a informação constante desta publicação é distribuída sem qualquer tipo de garantia, expressa ou implícita. Em caso algum poderão a Organização Mundial da Saúde, o Roll Back Malaria Partnership Secretariat ou qualquer um dos seus parceiros individuais ser responsabilizados por quaisquer danos incorridos em resultado da sua utilização. Apenas os autores identificados são responsáveis pelos pontos de vista expressos nesta publicação. Créditos relativos a fotografias Capa e páginas 15, 19, 27, 35, 46, 53, 55, 57, 59, 73: Bonnie Gillespie/Johns Hopkins University p. 5: John Brown/mondolibrary p. 6: Les Stone/Sygma/Corbis p. 8: Georgina Goodwin & Vestergaard Frandsen p. 10: Yann Arthus-Bertrand/Corbis pp. 13, 23: David Jacobs p. 16: Ann Johansson/ Corbis p. 21: JGI/Jamie Grill/Blend Images/Corbis p. 24: Howard Davies/Corbis p. 28: Thomas Lee/ mondolibrary pp. 38, 67: Ron Haviv p. 43: Thomas Omondi/mondolibrary p. 45: Pascal Deloche/Godong/ Corbis p. 63: Vestergaard Frandsen p. 65: Steven Vidler/Eurasia Press/Corbis p. 69: Andy Aitchison/Corbis p. 75: Pallava Bagla/Corbis p. 77: William Campbell/Corbis p. 78: Charles & Josette Lenars/Corbis p. 81: Richard T. Nowitz/Corbis pp. 83, 85, 87, 89, 91, 93, 95: Visuals Unlimited/Corbis Pedidos de informação Roll Back Malaria Partnership Secretariat Hosted by the World Health Organization Avenue Appia Geneva 27 Suíça Tel.: Fax: Design de messaggio studios Impresso por natura print

4 conteúdo Conteúdo Acrónimos...4 Agradecimentos...7 Prefácio...9 Sumário executivo...11 Pontos-chave 14 I. Introdução...17 Caixa 1: Enquadramento para o financiamento do controlo da malária 20 Caixa 2: Fontes de informação e Métodos de análise 22 II. Necessidades de financiamento para o controlo da malária...25 III. Fontes de financiamento e distribuições do mesmo para o controlo da malária...29 IV. Gestão e utilização do financiamento para o controlo da malária...39 V. Colocar o dinheiro em prática: Avaliação de 12 países (África)...47 VI. Conclusões e questões futuras...79 Referências...82 Anexo 1. Notas técnicas...84 Anexo 2. Carga global da malária...90 Anexo 3. Intervenções para o controlo da malária...92 Anexo 4. Antecipar o financiamento futuro

5 Acrónimos ACT AFRO AID AMRO CAD CQ DHS EFR EMRO EURO GAVI GFATM GMP IHME IPTp IPTi IRS ITNs LLIN MERG MICS MIS NMCP OCDE ODMs OMS OPS PPR RBM Terapia combinada à base de artemisina Escritório regional da OMS para África Associação Internacional de Desenvolvimento (Grupo do Banco Mundial) Escritório regional da OMS para as Américas Comité de Ajuda ao Desenvolvimento da OCDE Cloroquina Inquérito Demográfico e de Saúde Enhanced Financial Reporting um sistema de elaboração de relatórios financeiros do Fundo Mundial Escritório regional da OMS para o Mediterrâneo Oriental Escritório regional da OMS para a Europa Aliança Global para a Vacinação e a Imunização Fundo Global de Luta contra a Sida, a Tuberculose e a Malária Programa Global de Luta contra a Malária Instituto de avaliação e estatística em saúde, Universidade de Washington IPT para mulheres grávidas IPT para crianças Pulverização residual no interior de edifícios (com insecticidas) Rede mosquiteira tratada com insecticidas Rede mosquiteira tratada com insecticidas de longa duração Grupo de Referência para a Avaliação e Monitorização Inquérito de Grupos de Múltiplos Indicadores Inquérito de Indicadores da Malária Programa Nacional de Controlo da Malária Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico Objectivos de Desenvolvimento do Milénio Organização Mundial da Saúde Organização Pan-Americana da Saúde Por pessoa em risco Roll Back Malaria 4

6 SEARO SP SPR SUFI TDR TPI UNICEF USAID US-PMI VIH WPRO Escritório regional da OMS para o Sudeste Asiático Sulfadoxina-pirimetamina Taxa de positividade de lâminas Expansão do impacto Teste de diagnóstico rápido Tratamento preventivo intermitente Fundo das Nações Unidas para a Infância Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional Iniciativa Presidencial dos Estados Unidos da América contra a Malária Vírus da imunodeficiência humana adquirida Escritório regional da OMS para o Pacífico Ocidental 5

7 6

8 Agradecimentos Agradecimentos Este relatório foi redigido por Emily White Johansson (Fundo das Nações Unidas para a Infância [UNICEF]), Richard Cibulskis (Organização Mundial da Saúde [OMS]) e Richard Steketee (Parceria de Controlo e Avaliação da Malária em África [MACEPA], um programa da PATH) Apesar de este relatório ter beneficiado consideravelmente do feedback dado pelos indivíduos nomeados abaixo, a responsabilidade final do conteúdo é dos respectivos autores. Todas as informações críticas para a compilação deste relatório foram obtidas através das seguintes organizações e indivíduos: Fundo Global de Luta contra a Sida, a Tuberculose e a Malária Musoke J. Sempala, Ryuichi Komatsu e Daniel Low-Beer; o Banco Mundial Shilpa Challa e John Paul Clark; Iniciativa Presidencial dos Estados Unidos da América contra a Malária René Salgado, Trent Ruebush, Bernard Nahlen, Sonali Korde e Julie Wallace, assim como os seus colegas Lisa Hare, Paula Ginchereau, Paul Stannard e Lourdes Loch- Martinez. Agradecemos a Thomas Eisele e David Larsen da Universidade de Tulane pelo trabalho desenvolvido na ferramenta Lives Saved e ainda a Simon Hay do Malaria Atlas Project (Universidade de Oxford) pela elaboração de mapas do risco e impacto da malária. Os seguintes indivíduos levaram a cabo a revisão do relatório e prestaram uma assistência e feedback importantes: Kent Campbell, John Paul Clark, Duncan Earle, Ryuichi Komatsu, Daniel Low-Beer, Bernard Nahlen, Robert Newman e Tessa Wardlaw. O apoio à edição e revisão final foi dado por Cristina Herdman, Laura Newman, Manny Lewis (MACEPA) e Shelley Minden (consultora da PATH). Agradecemos às pessoas que se seguem pelo seu apoio administrativo e pelo trabalho desenvolvido na concepção, esquematização, formatação e produção do documento: James J. Banda, Laurent Bergeron, Marina Gavrioushkina, Elodie Genest, Bonnie Gillespie, Lauren Ptito Anderson, Michel Smitall, Prudence Smith, Christelle Thomas e Regina Ungerer. Este trabalho foi desenvolvido sob os auspícios da Parceria Roll Back Malaria (RBM) como parte da avaliação do progresso relativamente aos objectivos de O Comité de Supervisão da Parceria RBM para este e outros relatórios inclui Suprotik Basu, Valentina Buj, Alan Court, Gabrielle Fitzgerald, Bonnie Gillespie, Daniel Low-Beer, Joanne Manrique, Robert Newman, Maryse Anne Pierre-Louis, Jessica Rockwood e Thomas Martin Teuscher. O financiamento para o desenvolvimento e produção deste relatório foi disponibilizado pela Fundação Bill e Melinda Gates e pelo Fundo Global de Luta contra a SIDA, a Tuberculose e a Malária. 7

9 8

10 prefácio prefácio O lançamento da Parceria Roll Back Malaria (RBM) há cerca de uma década iniciou uma nova fase na luta contra a malária uma fase em que se optou por um acção colectiva coordenada em detrimento da fragmentação e duplicação transformando o panorama mundial da malária. Os países que estão neste momento a implementar planos com base em evidências para reforçar rapidamente as intervenções de controlo da malária estão a salvar vidas. O último Relatório Mundial da Malária de 2009 da OMS evidenciou o elevado impacto das intervenções de controlo nos casos e mortes relacionadas com a malária numa lista infindável de países em África, na Ásia e na América Latina. A UNICEF registou igualmente um declínio constante na mortalidade infantil ao longo da última década, realçando a importante contribuição do controlo da malária para atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Actualmente, em prazo limite estabelecido a nível internacional para disponibilizar um acesso universal à prevenção, diagnóstico e tratamento da malária e para reduzir para metade as mortes por malária - temos motivos para estarmos optimistas. Este ano temos de demonstrar o caminho que já se percorreu e o que ainda é necessário percorrer para concretizar as promessas dos Chefes de Estado africanos, expressas na Declaração de Abuja de 2000 e reforçadas pelo apelo do Secretário-Geral das Nações Unidas para uma cobertura universal. Financiamento e utilização de recursos para o combate à malária foi o primeiro relatório a ser publicado como parte da Fase de Impacto e Progresso da RBM de Este relatório apresenta gráficos relativamente ao aumento do financiamento externo para o controlo da malária nos últimos 10 anos em 12 países africanos, demonstrando claramente que o financiamento sustentável e fiável é fundamental para salvar vidas. Este investimento, por parte do Fundo Global de Luta contra a SIDA, a Tuberculose e a Malária, da Iniciativa Presidencial dos Estados Unidos da América contra a Malária, do Programa de Reforço do Banco Mundial e de outras entidades, resultou não só numa diminuição drástica do número de mortes e de casos de doenças relacionadas com a malária, mas também numa melhoria considerável da compreensão do que é necessário para controlar a malária. A Parceria RBM aplaude estes compromissos de financiamento e os países que têm vindo a utilizar estes recursos de forma sensata, responsável e célere. À medida que continuamos a avaliar comparativamente o progresso, país a país, com vista à erradicação da malária, é crucial que as entidades de financiamento mundiais não diminuam o seu empenho no controlo da malária face aos resultados positivos de um trabalho bem feito. O financiamento mundial actual é inferior a um terço do valor necessário para abranger todos os recursos necessários para o controlo total da malária. Num ambiente económico conturbado com novas prioridades mundiais, existem muitas reivindicações sobre os recursos disponíveis. Para maximizar o retorno do investimento na luta contra a malária e para manter as conquistas globais registadas no domínio da saúde até à data, é preciso aumentar, e não diminuir, o apoio. Se continuarmos a percorrer este caminho, conseguiremos alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio até ao ano O Plano Mundial de Acção contra a Malária, desenvolvido pela Parceria RBM em 2008, está a orientar os investimentos para que haja uma continuidade que passa por potenciar o impacto desta parceria conduzindo a um controlo e eliminação sustentáveis, sendo o objectivo final a erradicação da malária. Ao tentarmos colmatar a actual falta de financiamento e ao ajudarmos os países a implementarem os seus próprios planos de acção, podemos, conjuntamente, fazer com que a malária seja um problema do passado. Professora Awa Marie Coll-Seck Directora Executiva da Parceria RBM 9

11 10

12 Sumário executivo Sumário executivo No final da primeira década de existência da Parceria Roll Back Malaria, a carga global da malária permanece elevada, afectando desproporcionalmente as crianças e mulheres grávidas que vivem na África Subsaariana. No entanto, estão a ser feitos progressos significativos em inúmeros países endémicos da malária. O investimento em intervenções altamente eficazes, incluindo a prevenção (redes mosquiteiras tratadas com insecticidas [ITNs], pulverização residual de insecticidas no interior dos edifícios [IRS] e o tratamento preventivo intermitente na gravidez [TPIg]); o diagnóstico (uso alargado do microscópio e testes de diagnóstico rápido [TDR]) e o tratamento altamente eficaz com medicamentos antimaláricos, mais especificamente a terapia combinada à base de artemisina (ACT), está a resultar num progresso visível numa série de países. A Parceria Roll Back Malaria (RBM) definiu o objectivo de reduzir para metade a carga da malária entre 2000 e 2010 e, à medida que os países trabalham para atingir esta meta, a comunidade global está também concentrada no impacto da redução da carga da malária como um componente-chave para alcançar vários Objectivos de Desenvolvimento do Milénio: Objectivos 1 (redução da pobreza), 4 (redução da mortalidade infantil) e 6 (redução de doenças específicas, incluindo a malária). O Plano Global de Acção contra a Malária (GMAP, aprovado em 2008) clarificou de forma acrescida os objectivos e as metas da RBM, quantificando também o investimento necessário para alcançar esses objectivos; os custos de apoio ao programa foram estimados em aproximadamente $5 $6 mil milhões por ano, para a próxima década, sofrendo posteriormente alguma redução. A assistência ao desenvolvimento global da saúde quadruplicou, em termos reais, nas últimas duas décadas, verificando-se aumentos substanciais no apoio à luta contra a malária entre 2003 e Estima-se que o financiamento público da assistência à saúde constituiu, em média, dois terços da assistência à saúde total verificada durante este período. Novas iniciativas público-privadas, incluindo o Fundo Global de Luta contra a Sida, a Tuberculose e a Malária (Fundo Global), têm sido responsáveis por uma assistência à saúde mais alargada e partilhada. Reconhecendo o grande potencial das intervenções eficazes contra a malária para melhorar acentuadamente a saúde e a sobrevivência infantil e materna, o Programa de Reforço da Luta contra a Malária do Banco Mundial e a Iniciativa Presidencial dos Estados Unidos da América contra a Malária (US PMI) têm vindo a garantir um apoio adicional substancial na luta contra a malária. Entre 2003 e 2009, 81 das 108 nações endémicas da malária gastaram os seus próprios recursos governamentais e receberam apoio financeiro da comunidade mundial em virtude do seu trabalho de controlo da malária. Apesar de mais de 40 países, 10 fundações, empresas e organizações providenciarem este apoio financeiro externo, a grande maioria do financiamento para o controlo da malária é proveniente de apenas três fontes: do Fundo Global (com base em contribuições de inúmeras nações, fundações e organizações privadas), do Banco Mundial e da US-PMI. 11

13 R e s u m o e x e c u t i v o As contribuições de financiamento externas para a luta contra a malária não têm precedentes aproximadamente $4,6 mil milhões entre 2003 e 2009 tendo as contribuições anuais estabilizado recentemente em cerna de $1,6 mil milhões por ano, para o período de Dependendo da fonte de financiamento, as contribuições podem reflectir-se em valores anuais (por exemplo, o financiamento da US-PMI é aprovado anualmente) ou por períodos de cinco anos, no máximo (por exemplo, o Fundo Mundial concede normalmente um subsídio que cobre um período de financiamento de cinco anos). Assim, as contribuições actuais ou os pedidos aprovados incluem algum dinheiro que estará disponível até Os gastos e despesas dos fundos para o controlo da malária têm sido utilizados de forma oportuna e face às necessidades. Existe um intervalo de tempo típico (aproximadamente 1 a 1,5 anos) para a discussão das necessidades, dos procedimentos de aplicação, negociações, contribuições/aprovações e distribuição dos fundos. Experiências recentes em alguns países mostram geralmente que, assim que o financiamento é recebido, verifica-se uma utilização oportuna com a aquisição imediata dos materiais necessários, sendo estes distribuídos pouco tempo depois da recepção dos fundos. Em África, grande parte do apoio financeiro é distribuído equilibradamente pela prevenção (42%) e pelo tratamento (38%), com os restantes cerca de 20% a serem aplicados na gestão do programa de apoio e no reforço dos sistemas. Fora de África, o equilíbrio entre a prevenção e o tratamento é frequentemente mantido, porém, em proporções inferiores, sendo feito um investimento externo superior na gestão do programa e no reforço dos sistemas. Existe uma variabilidade elevada ano após ano nos investimentos actuais no que diz respeito às despesas por população em risco. Isto faz com que seja mais difícil para os países estabelecerem os ciclos de planeamento e implementação eficazes necessários para, ao longo do tempo, suportarem e aumentarem os seus esforços para o controlo da malária a uma larga escala. O investimento feito até à data teve um impacto dramático. Uma análise aprofundada de 12 nações africanas, sobre as quais existem informações de base recentes e mais antigas baseadas na população sobre a abrangência e a carga da intervenção, mostra que os países com gastos ainda mais modestos por pessoa foram capazes de efectuar um progresso substancial no reforço da abrangência da intervenção e na redução coincidente da morbilidade e mortalidade. Infelizmente, os países que gastam menos nos produtos básicos para o controlo da malária também alcançam menos resultados, como já seria de esperar. Estima-se que só nos 12 países analisados foram salvas aproximadamente crianças entre 2000 e 2009, devido ao reforço das medidas de prevenção da malária (ITNs e TIPg). Estes dados também sugerem que se estes 12 países atingissem uma abrangência da prevenção de 80% em 2010, poderiam ser salvas mais vidas no ano seguinte. Em resumo, o investimento na luta contra a malára salva vidas, reduz o número de doenças, especificamente em mulheres e crianças, e faz com que as populações sejam mais saudáveis e mais produtivas. Apesar de isto se tratar de informação recente, as descobertas dos benefícios são substancialmente consistentes em vários países e cenários, sugerindo que a aplicação do pacote completo das intervenções contra a malária está a alcançar o benefício esperado através dos programas nacionais. 12

14 Permanecem por resolver os seguintes problemas críticos: Apesar de o financiamento actual estar a funcionar, este representa menos de 25% do valor necessário estimado. O crescimento recente dos níveis de financiamento tem agora de ser acompanhado com a aplicação de mecanismos que assegurem o financiamento estável, de forma a fornecer uma fundação firme para o planeamento de cada país, levando à conclusão de acções de reforço do programa e a acções de programas sustentáveis. O apoio financeiro deve responder às variações das necessidades entre: a. Países com uma elevada carga histórica (muitos deles são em África) e as suas acções para responder às doenças e mortes relacionadas com a malária (muitas das quais em África) e b. Países com uma carga inferior (a sua maioria fora de África) e as suas acções para responderem aos restantes casos de transmissão malária com vista à sua erradicação. 13

15 R e s u m o e x e c u t i v o Pontos-chave 1. A malária contribui enormemente para a morbilidade e mortalidade entre crianças e mães, tendo sido claramente identificada como uma doença da pobreza; a malária tem maior impacto nas populações mais pobres em países endémicos e contribui directamente para a pobreza. 2. As necessidades de financiamento globais para o controlo da malária foram identificadas e caracterizadas no Plano Global de Acção contra a Malária (GMAP), em 2008, e estima-se que sejam, num futuro próximo, necessários $5 6 mil milhões por ano para suportar os custos de implementação dos programas. 3. O financiamento globalmente disponível para o controlo da malária aumentou substancialmente desde Os compromissos globais de financiamento e os gastos nos países endémicos da malária começaram em 2003 e, quer o Programa de Reforço da Luta contra a Malária do Banco Mundial em África, quer a US-PMI foram lançados apenas em No período de seis anos compreendido entre 2003 e 2009, aproximadamente $4,6 mil milhões de ajuda financeira externa foram canalizados para o controlo da malária; as contribuições globais de financiamento para o controlo da malária parecem estar a crescer $1,6 mil milhões por ano (aproximadamente 25% do valor necessário estimado). 4. A maioria dos recursos financeiros externos para o controlo da malária provém do Fundo Global (70% das contribuições efectuadas no período de ), da US-PMI (15% das contribuições) e do Banco Mundial (8% das contribuições) Os restantes 7% das contribuições de financiamento provêm de aproximadamente 18 países e várias agências, como financiamento bilateral O financiamento externo adicional ao sector da saúde apoia, sem dúvida alguma, os sistemas que promovem o controlo da malária (assim como algum do financiamento para o controlo da malária ajuda a reforçar os sistemas de saúde), mas não é especificamente designado por financiamento para a luta contra a malária Os países endémicos da malária estão extremamente dependentes do apoio externo do Fundo Global, da US-PMI e do Banco Mundial. * 5. O financiamento externo para o controlo da malária está a ser eficientemente utilizado, sendo aplicado oportunamente e alcançando resultados: a. Aproximadamente 85% do financiamento externo é canalizado para a região de África, que representa cerca de 90% das mortes mundiais devido à malária. b O financiamento apoia um conjunto razoável de acções nas áreas da prevenção, tratamento, reforço dos sistemas e apoio aos programas. c. Os países conseguem utilizar o financiamento externo para o controlo da malária de forma eficaz e relativamente rápida em média, mais de 80% dos fundos são gastos no período de um ano após serem disponibilizados. 6. Uma análise dos dados relativos a 12 países africanos suportam a afirmação de que o financiamento externo é utilizado eficazmente, demonstrando ainda que: a. As ligações casuais entre a aprovação de financiamento externo para o controlo da malária e a abrangência da intervenção estão bem comprovadas (aprovação compromisso desembolso despesa do país maior abrangência da intervenção). Por exemplo, logo após a aquisição das ITNs, estas foram rapidamente distribuídas aos agregados familiares, aumentando assim a abrangência do controlo. b As contribuições e os desembolsos dos financiadores e as despesas do país na compra de ITNs e ACTs possuem ainda uma variabilidade elevada ano após ano, sendo que esta variabilidade constitui um desafio para o planeamento sistemático do programa. 14

16 c. Muitas vidas foram salvas Relativamente aos 12 países africanos (descritos em detalhe neste relatório) com documentação recente do progresso, estimamos que entre 2000 e 2009, aproximadamente crianças foram salvas devido ao reforço das intervenções de prevenção (ITN e TPIg) Se, em 2010, a comunidade RBM conseguir aumentar a abrangência da prevenção em 80% nestes 12 países, estima-se que podem ser salvas mais vidas no ano seguinte. 7. Apesar de se verificar um aumento recente do financiamento para o controlo da malária, o financiamento actual disponível está muito aquém do necessário, sendo que o valor disponível pode estar a aumentar a este nível insuficiente. 8. Nos locais onde se verificaram progressos, os esforços substanciais da comunidade RBM para reforçar a abrangência do tratamento e da prevenção, com especial ênfase nas mães e crianças que vivem em África, levaram a reduções significativas da morbilidade e da mortalidade. Este progresso ocorreu em países que atraíram um financiamento substancial. Com um crescimento contínuo do financiamento e dos investimentos na luta contra a malária em países com cargas elevadas, esta é uma clara oportunidade para ajudar os países a alcançarem alguns dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio para o Objectivo 1 (pobreza), Objectivo 3 (igualdade de género e emancipação das mulheres), Objectivo 4 (redução da mortalidade infantil), Objectivo 5 (melhoria da saúde materna) e Objectivo 6 (redução de doenças específicas, incluindo a malária); sem este apoio não conseguiremos alcançar estes objectivos, especialmente em África. 9. Tendo em conta os substanciais benefícios documentados e a importância contínua de manter e aumentar o progresso no que diz respeito ao controlo da malária, os parceiros RBM devem urgentemente assegurar que o compromisso do financiamento global externo para a luta contra a malária não diminua face aos resultados de um trabalho bem feito, mas que aumente para ajudar a abordar as necessidades existentes e os recursos necessários para o controlo total da malária. Nesta última década, a prevenção e o controlo da malária têm estado entre os melhores investimentos efectuados na saúde mundial. * De salientar que famílias e governos nacionais também gastam somas substanciais em prevenção e tratamento da malária; no entanto, as informações relativas a estes gastos não são completas, pelo que este relatório se centra em tendências no auxílio financeiro externo para programas de controlo da malária. 15

17 16

18 capítulo I Introdução A malária foi claramente identificada como sendo uma doença da pobreza, afectando consequentemente de forma mais severa as populações mais pobres dos países endémicos e contribuindo directamente para a pobreza. Este aspecto foi enfatizado há cerca de duas décadas atrás 1, tendo sido novamente colocado em primeiro plano, há uma década, em documentos de orientação 2 e em publicações científicas 3-4 e, mais recentemente, com a atenção acrescida atribuída aos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. 5 As intervenções eficazes contra a malária foram identificadas, melhoradas e analisadas em termos económicos, tendo-se chegado à conclusão de que são relativamente acessíveis e altamente rentáveis. 6,7 A assistência ao desenvolvimento mundial da saúde quadruplicou, em termos reais, entre 1990 e 2007 com um aumento gradual inicial ao longo do ano de 2001 e com aumentos significativos de 2002 a Estima-se que o financiamento público da assistência à saúde constituiu, em média, dois terços da assistência à saúde total verificada durante esse período. Novas iniciativas público-privadas, incluindo o Fundo Global de Luta contra a Sida, a Tuberculose e a Malária (GFATM) e a Aliança Global para a Vacinação e a Imunização (GAVI) têm sido responsáveis por uma assistência à saúde alargada e partilhada, desde ,9 A assistência ao desenvolvimento da luta contra a malária também aumentou substancialmente, principalmente desde 2002 até ao presente. O ímpeto para este crescimento começou com o início do Fundo Global (2002) e com adições substanciais do Banco Mundial e da Iniciativa Presidencial dos Estados Unidos da América contra a Malária (US-PMI), tendo as contribuições destes últimos começado essencialmente em Estas alterações no financiamento global da saúde e da malária coincidiram praticamente com o desenvolvimento da iniciativa Roll Back Malaria (RBM), no final do ano de Ou seja, apesar de a iniciativa RBM ter-se encetado antes do aumento considerável do financiamento iniciado em 2002, neste período inicial, a Parceria RBM focou-se em estabelecer parcerias e uma visão comum com vista ao desenvolvimento de estratégias nacionais eficazes de controlo da malária, o que ajudou os programas a centrar os seus gastos em actividades eficazes assim que os recursos ficam disponíveis. De facto, durante o ano de 2000, quando o financiamento internacional para o controlo da malária começou a aumentar, havia um consenso razoável relativamente às estratégias a utilizar nos países endémicos da malária, especialmente relativamente aos situados em África que apresentavam as cargas de malária. Este pacote de intervenções abordava a prevenção (redes mosquiteiras tratadas com insecticida [ITNs], pulverização residual de insecticidas no interior dos edifícios [IRS] e tratamento preventivo intermitente na gravidez [TPIg]) e a gestão de casos com diagnóstico (uso alargado do microscópio e testes de diagnóstico rápido [TDR]) e o tratamento altamente eficaz 17

19 i n t r o d u ç ã o com medicamentos antimaláricos, mais especificamente a terapia combinada à base de artemisina (ACT). Em países endémicos da malária, os gastos governamentais do país e os gastos individuais ou do agregado familiar na prevenção e tratamento da malária foram sempre efectuados, mas a níveis diferentes. Ou seja, quando a doença é transmitida e quando a patologia está presente, o país e os respectivos habitantes não têm outra opção senão gastar os seus recursos no combate à malária. Estes gastos governamentais nacionais englobam todos os aspectos dos cuidados curativos e preventivos, sendo, porém, também muito difícil quantificar os recursos que dizem especificamente respeito à malária; por exemplo, financiamento do pessoal, instalações, formação, etc. Por isso, estes gastos raramente são designados como financiamento específico para a luta contra as doenças. Da mesma forma, nos agregados familiares, as famílias gastam dinheiro para prevenir a malária (comprando ITNs, sprays; repelentes; telas para janelas, portas e calhas, etc.) e para tratar as doenças (pagando as deslocações aos centros de saúde, os custos dos cuidados de saúde e dos medicamentos, os custos associados ao tempo de trabalho perdido, etc.). No entanto, estas despesas não são sistematicamente registadas, excepto em determinados estudos específicos. Com os recentes esforços feitos a nível nacional para reforçar as intervenções de controlo da malária, torna-se evidente que o financiamento adicional disponibilizado através do auxílio de doadores externos está a colmatar uma lacuna substancial entre o que é necessário e o que se encontra disponível para os agregados familiares e governos nacionais nestes países endémicos. Assim, o financiamento externo constitui uma elevada proporção dos recursos necessários e está a contribuir para que a carga financeira suportada pelas famílias e nações mais pobres passe a ser partilhada pela comunidade mundial. Progressivamente, torna-se evidente que, à medida que o auxílio externo aumenta e é sistematicamente aplicado nos países endémicos da malária, os benefícios das intervenções começam a ser patentes nos agregados familiares (menos infecções, doenças e mortes) e nos sistemas de saúde que os atendem (menos casos e complicações decorrentes da malária, menos internamentos hospitalares e menos mortes) resultando em menos custos de cuidados de saúde e em menos custos para os agregados familiares especificamente relacionados com a malária. Compreendendo que os custos menos quantificáveis nos países e agregados familiares serão reduzidos através do bom trabalho efectuado pelo programa de controlo da malária, e que a maioria das recentes mudanças se devem a aumentos significativos do financiamento externo, nesta parte centramonos no acompanhamento do progresso do auxílio externo para o controlo da malária. Com o início do Fundo Global e os primeiros subsídios para a luta contra a malária aprovados em 2002 e disponibilizados em 2003, 13 instalou-se um sentido de oportunidade revigorado. Doze países Benim, China, Honduras, Indonésia, República Democrática Popular do Laos, Madagáscar, Mali, Senegal, Sri Lanka, República Unida da Tanzânia (território continental e Zanzibar, recebendo cada um subsídios individuais), Zâmbia e Zimbabué onde os receptores da Parcela 1 aprovaram subsídios de apoio à luta contra a malária de cinco anos *, totalizando cerca de $200 milhões em pedidos aprovados. Na Parcela 2 (Janeiro de 2003) foram aprovados 28 pedidos adicionais de subsídios de apoio à luta contra a malária, totalizando cerca de $500 milhões. Durante o ano de 2009, o Fundo Global aprovou subsídios de apoio à luta contra a malária com um financiamento estimado de $8,1 mil milhões ** durante a sua vigência até O entusiasmo face ao progresso foi palpável e o compromisso global expandiu-se com o Programa de Reforço contra a Malária do Banco Mundial 14 lançado em A US-PMI foi anunciada em 18

20 2005 e entrou em vigor em Na fase 2 do Programa de Reforço do Banco Mundial, as oportunidades de financiamento do Banco Mundial atingiram cerca de $1,1 mil milhões. O financiamento da US-PMI sofreu um aumento considerável de $30 milhões no ano fiscal (AF) de 2006, alcançando os $135 milhões no AF de 2007 e os $300 milhões nos AF de 2008 e Estima-se que o financiamento para o AF de 2010 atinja os $500 milhões. A comunidade mundial aumentou rapidamente as centenas de milhares de dólares para milhões e agora mil milhões de dólares investidos para atingir o objectivo de travar o desastre para a saúde pública que é a malária. Este relatório compila o auxílio financeiro de doadores externos em termos de compromissos, contribuições e despesas dos países, assim como a calendarização de concretização da abrangência da intervenção e o impacto na saúde. O relatório segue o enquadramento apresentado na Caixa 1. * A maioria dos subsídios, mas não todos, foram para cinco anos. ** Esta soma substancial representa montantes máximos de financiamento aprovado para a duração de todos os subsídios actualmente aprovados através da Parcela 9 e incluem os Rolling Continuation Channels, National Strategy Applications e subsídios de múltiplos países; estes não são fundos "comprometidos" actuais e este total está condicionado pelo dinheiro disponível no Fundo Global. 19

21 i n t r o d u ç ã o Caixa 1: Enquadramento para o financiamento do controlo da malária Uma visão abrangente do financiamento para o controlo da malária requer uma abordagem sistemática para avaliar as necessidades, disponibilidade, utilização de financiamento e dos objectivos alcançados e um processo de apreciação contínua que assegure a utilização dos recursos de forma adequada às necessidades ao longo do tempo Estes componentes são objecto de mais considerações neste documento e encontram-se delineados aqui: 1. Estabelecer as necessidades de financiamento para o controlo da malária. Com o Plano Global de Acção contra a Malária (GMAP), existe uma avaliação do financiamento externo para o controlo global da malária. Embora este não entre em grandes pormenores, fornece um plano base para as nossas necessidades actuais previstas. 2. Analisar as fontes e montantes de financiamento disponíveis, provenientes de diferentes fontes. O financiamento para o controlo da malária provém de três fontes principais: despesas domésticas, despesas nacionais (incluindo despesas governamentais e outras despesas internas do país como empresas que prestam serviços de saúde a funcionários e famílias) e auxílio de doadores externos. Sendo uma doença da pobreza, a malária tem o seu maior impacto nas famílias carentes é nelas que se verifica com maior frequência casos de infecção e doença e estas gastam uma proporção mais elevada do dinheiro disponível na doença. * Assim, um princípio geral para o controlo da malária é a redução dos encargos excessivos sobre as famílias carentes e isto inclui conseguir que países mais ricos auxiliem no pagamento de alguns dos custos do controlo da malária. Presentemente, as informações sobre gastos domésticos, governamentais e de instituições privadas com a malária não são suficientemente completas para permitir uma análise abrangente das tendências. De salientar, no Relatório Mundial da Malária de 2009, uma avaliação de 31 países revela que os gastos governamentais se mantiveram constantes ou aumentaram ligeiramente entre 2004 e ** Assim sendo, este relatório centra-se nas tendências verificadas no auxílio financeiro externo. 3. Assegurar uma gestão e utilização adequada e atempada do financiamento. O financiamento tem que ser bem utilizado e de forma atempada para dele se retirarem os benefícios necessários. É necessário que tanto as entidades financiadoras como os receptores estabeleçam mecanismos administrativos e contabilísticos adequados para garantir que os fundos sejam canalizados para as necessidades e concretizam os resultados necessários. Isto implica uma relação de parceria entre financiadores e receptores que se baseia na integridade e é orientada para o impacto. 4. Documentar o impacto do financiamento em termos económicos e de saúde. Para justificar o financiamento existente e potencial futuro, doadores e receptores têm que documentar de forma sistemática o impacto do financiamento. A elaboração regular de relatórios financeiros e de impacto sobre a saúde tem que continuar a ser um componente essencial do financiamento para o controlo da malária. 5. Controlar e ultrapassar as discrepâncias 20

22 entre as necessidades, a disponibilidade e o fluxo ao longo do tempo dos financiamentos para sustentar o financiamento com base na necessidade e no progresso continuado. À medida que os países aumentam a abrangência de intervenção e reduzem a carga e transmissão da malária, as suas acções prioritárias e necessidades de financiamento podem mudar drasticamente. Algumas acções poderão prosseguir, outras ser suspensas e outras acrescentadas. O financiamento continuado deverá ser condicionado pelas necessidades actualizadas, bem como pela utilização adequada e documentada dos fundos existentes e pelos objectivos alcançados. * Ettling M, McFarland DA, Schultz LJ, Chitsulo L. Economic impact of malaria in Malawian households. Trop Med Parasitol Mar;45(1):74-9. ** WHO. Relatório Mundial da Malária 2009, p. 59, Figura

23 i n t r o d u ç ã o Caixa 2: Fontes de informação e Métodos de análise As Notas técnicas (Anexo1) fornecem informações detalhadas sobre as fontes de dados, métodos e interpretação dos dados financeiros apresentados neste relatório. Esta caixa fornece uma visão geral destas fontes de informação e a abordagem analítica utilizada neste relatório. O financiamento para o controlo da malária deriva geralmente de três fontes principais: auxílio externo de doadores, gastos governamentais nacionais e gastos domésticos ou privados ( gastos correntes ). Este relatório centra-se largamente na primeira categoria (auxílio externo de doadores) que, de acordo com o Plano Global de Acção contra a Malária da RBM, foi responsável pela metade calculada dos gastos totais em malária em Estão disponíveis diferentes tipos de informação financeira por parte dos doadores, incluindo promessa/aprovação, compromisso/obrigação, desembolso e gastos. Estas definições estão descritas em pormenor na caixa abaixo: Tipos de informações financeiras: Promessa/aprovação: Um anúncio não vinculativo da intenção de contribuir para um determinado montante de financiamento. Compromisso/obrigação: Uma obrigação firme, expressa por escrito e corroborada pela disponibilidade dos fundos necessários para um projecto, programa ou sector específico. Desembolso: Colocação de recursos à disposição de um governo ou entidade implementadora. Gasto: Utilização de fundos para o pagamento de mercadorias, edifícios/construções, equipamento, serviços ou salários. A informação para este relatório sobre compromissos, desembolsos e gastos de doadores foi recolhida de diversas fontes para avaliar o financiamento para a malária ao longo do tempo por países receptores e países doadores, bem como por área de actividade do programa. As fontes de dados analisadas incluem: Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico - Comitê de Assistência ao Desenvolvimento (OECD- DAC) mantém uma base de dados de acesso público sobre auxílio e outros fluxos de recursos aos países em desenvolvimento, com base em relatórios de bilaterais (22 países-membros da DAC), multilaterais e outras organizações internacionais. Desde Novembro de 2009, está disponível informação sobre fluxos de recursos (compromissos e desembolsos) para o controlo da malária de países doadores e para países receptores relativa ao período de tempo de 2003 a A Avaliação e métricas de saúde internacional (IHME) publicou recentemente um relatório, Financiamento Global para a Saúde 2009, que também inclui uma base de dados abrangente sobre financiamento global para projectos de saúde, incluindo contribuições para o controlo da malária. Entidades financiadoras individuais: O Fundo Global de Luta contra a SIDA, a Tuberculose e a Malária, o Programa de Reforço e Estratégia Global da Luta contra a Malária do Banco Mundial (Banco Mundial) e a Iniciativa Presidencial dos Estados Unidos da América contra a Malária (US PMI) forneceram dados sobre compromissos, desembolsos e gastos de financiamento (incluindo área de actividade por programa) com base em informação mantida regularmente para monitorizar os respectivos programas. 22

24 No entanto, organizações diferentes podem definir ou reportar esta informação financeira em termos diferentes e os detalhes sobre tais variações (incluindo métodos para a harmonização destes dados para este relatório) são abordados no Anexo 1. Na avaliação de 12 países foram utilizados os dados relativos a gastos no período de 2005 a 2008 para analisar quanto foi gasto em actividades do programa de controlo da malária utilizando fundos do Fundo Global, Banco Mundial e US-PMI. No entanto, os dados relativos a gastos, em particular, são frequentemente recolhidos e reportados de formas diferentes entre diferentes organizações, o que constitui um desafio para a harmonização dos dados para a elaboração de relatórios de gastos dirigidos para actividades de controlo da malária. Para fins deste relatório e para harmonizar estes dados na medida do possível, os dados relativos a gastos referem-se apenas a gastos em aquisição de mercadorias e taxas de expedição e outras relacionadas, salvo indicação em contrário. Consulte o Anexo 1 para obter mais informações. Com base nestes dados, o relatório analisou as seguintes questões: (1) tendências no financiamento internacional para a malária e a sua relação com as necessidades de recursos calculadas, (2) de que forma foi distribuído o financiamento para a malária pelas diferentes regiões geográficas, países e programas, (3) tempo entre o comprometimento, a liberação e a utilização dos fundos, (4) o relacionamento entre financiamento externo, resultados do programa e tendências da doença para um subconjunto de 12 países africanos. O período de tempo em análise é geralmente , tendo em conta que os aumentos mais significativos de auxílio externo para a malária tiverem início neste período e que, de um modo geral, não estão disponíveis dados de financiamento relativos a períodos anteriores. Os dados sobre desembolsos e gastos estão disponíveis para períodos mais curtos (por ex., os dados sobre gastos estão geralmente disponíveis para e os dados relativos a desembolsos estão geralmente disponíveis para ); no entanto, foi possível fazer estimativas para 2009 com uma combinação de fontes de dados disponíveis e presumindo, de forma razoável, onde os dados estão incompletos. 23

25 24

26 capítulo II Necessidades de financiamento para o controlo da malária No seguimento de um esforço consultivo detalhado em , o Plano Global de Acção contra a Malária (GMAP) 16 calculou as necessidades de financiamento anual para ampliar o seu âmbito de intervenção, o controlo sustentável e a eliminação Estes dados resumidos estão representados pelos números que se seguem e que mostram uma necessidade de financiamento inicial calculada em aproximadamente $5 mil milhões por ano ao longo dos próximos 10 anos, com a necessidade de financiamento a atingir um máximo de ~$6,2 mil milhões em 2010 (consulte a Figura 2.1). A decomposição em componentes que representam as necessidades previstas é ilustrada na Figura 2.2 para ITNs e IRS (Parte a); para infraestruturas de suporte, formação, trabalho comunitário, e monitorização e avaliação (Parte b); e para meios de diagnóstico e tratamento (Parte c). Estas estimativas Mil milhões de US$ podem ser utilizadas para comparações com financiamentos disponíveis existentes como um todo e para os componentes. Estas estimativas de custos do GMAP sugerem que as necessidades durante a próxima década de no que se refere a prevenção por meio de LLINs e IRS se manterão relativamente estáveis nos cerca de $4 mil milhões por ano. Os custos com o suporte do programa e a monitorização e avaliação mantêm-se relativamente estáveis em cerca $0,8 mil milhões; os custos relativos a meios de diagnóstico e tratamento são inicialmente na ordem dos ~$1,4 mil milhões, mas poderão vir a diminuir em anos subsequentes.* Figura 2.1. Estimativas resumidas das necessidades financeiras para uma intensificação rápida no âmbito de aplicação global dos programas de controlo da malária e da investigação, de 2010 a As estimativas das necessidades financeiras para os programas de controlo da malária nos próximos 35 anos, realizadas pelo Plano Global de Acção contra a Malária, sugerem que as necessidades anuais atingirão um pico em 2010, em cerca de $6,2 mil milhões, e manter-se-ão relativamente estáveis em aproximadamente $5 mil milhões ao longo dos 10 anos seguintes Fonte: Modelo de avaliação de custos GMAP Custos globais de investigação e desenvolvimento (~ $750M $900M / ano) Necessidades de investigação e informações antecipadas Vacinas, medicamentos, controlo vectorial e meios de diagnóstico novos Custo globais de implementação (~ $5mil milhões/ano nos próximos 10 anos) Prevenção: LLINs, IRS e IPTp Gestão de casos: medicamentos, meios de diagnóstico e tratamento de casos graves Custos de programas nacionais: infraestrutura / reforço institucional, M&E, investigação operacional, formação e funcionários da área de saúde da comunidade * O modelo de avaliação de custos do GMAP calculou uma necessidade decrescente de diagnóstico; contudo, a doença febril a requerer avaliação com RDTs ou por microscopia pode prolongar-se por mais tempo que o descrito aqui e, à medida que alguns programas passam à detecção e ao tratamento de infecção activos, a utilização de meios de diagnóstico pode, na realidade, ser mais elevada do que o calculado aqui. No entanto, para fins deste relatório, concentramonos nos custos para o período de , que são o nível máximo aqui apresentado. 25

27 N e c e s s i d a d e s d e f i n a n c i a m e n t o pa r A o c o n t r o l o d A m a l á r i a Figura 2.2. Estimativas resumidas de necessidades financeiras para : a. Para programação global de controlo vectorial. Calcula-se que as necessidades de financiamento para redes mosquiteiras tratadas com insecticidas de longa duração (LLINs), pulverização residual no interior de edifícios (IRS) e tratamento preventivo intermitente na gravidez (IPTp) se mantenham estáveis nos cerca de $4 mil milhões por ano, durante a próxima década. Mil milhões de US$ Custos máximos ~US$ 4 mil milhões 2010 Fonte: Modelo de custos do GMAP. Mil milhões de US$ Custos máximos US$ 0,8 mil milhões 2010 Fonte: Modelo de custos do GMAP IPTp LLINs IRS b Para gestão global da malária, formação, monitorização e avaliação. As necessidades de financiamento para o trabalho no programa de controlo da malária e os sistemas e formação necessários, estão calculados num valor estável de cerca de $0,8 mil milhões por ano, durante a próxima década Agentes comunitários da área da saúde Formação Monitorização e avaliação e investigação operacional Reforço institucional/de infraestruturas

28 1 0 c. Para diagnóstico e tratamento da malária. Calcula-se que as necessidades de financiamento para diagnóstico e tratamento atinjam o auge em nos $1,4 mil milhões e depois diminuam (de notar que avaliações actualizadas sugerem que as necessidades em termos de diagnóstico se mantenham estáveis durante alguns anos nos níveis de 2010, uma vez que as necessidades para a avaliação de diagnóstico da doença da febre persistirão). Mil milhões de US$ Custos máximos ~US$1,4 mil milhões 2010 Fonte: Modelo de custos do GMAP Gestão de casos graves Cloroquina e primaquina ACTs (ped.) ACTs (adulto) RDTs

29 28

30 Capítulo III Fontes e distribuições de financiamentos para o controlo da malária Na primeira década da RBM, houve um aumento sem precedentes do financiamento global para o controlo da malária, particularmente para a África Subsaariana Pode atribuir-se ao Fundo Global e ao grande grupo de países e de doadores individuais ou colectivos que contribuíram para o Fundo Global, o crédito de se ter iniciado este processo em 2002 e de se terem feito crescer os recursos ao longo do tempo. A inclusão dos fundos do Banco Figura 3.1. Compromissos de financiamento anual do Fundo Global, Banco Mundial e US-PMI e de países e entidades multilaterais participantes no Comité de Ajuda ao Desenvolvimento (CAD). Os compromissos de financiamento para o controlo da malária têm vindo a aumentar de forma consistente todos os anos, desde 2003 (~$100 milhões) até 2009 (~$1,6 mil milhões). Compromisso (US$ milhões) Outros Banco Mundial US-PMI Fundo Global Mundial e da US-PMI em 2006 gerou um apoio com uma base mais alargada. Este compromisso de financiamento e o respectivo crescimento ao longo do tempo é ilustrado na Figura Fonte: O Fundo Global, Banco Mundial e US-PMI. Notas: Os compromissos anuais de projectos financiados pelo Banco Mundial foram calculados a partir de coberturas de despesas descritas em documentos de apreciação de projectos ou, quando estes não estavam disponíveis, presumindo um fluxo constante de fundos ao longo da vida de um projecto, com o financiamento a ter início seis meses após a aprovação pelo conselho. Os compromissos por parte da US-PMI foram distribuídos proporcionalmente por anos civis, de acordo com o número de meses de um ano financeiro em cada ano civil. Os compromissos anuais do Fundo Global foram registados a partir de bases de dados do Fundo e os fundos garantidos foram atribuídos a um ano civil, pressupondo um fluxo constante ao longo do período de duração do subsídio

31 Fontes de financiamento e distribuições do mesmo para o controlo da malária Embora estes compromissos sejam essenciais, são os desembolsos para o combate à malária em países endémicos que determinam a evolução (Figura 3.2). Esta cobertura das despesas aumentou de aproximadamente $35 milhões em 2000 para ~$1,5 mil milhões em 2009, um aumento para quase 40 vezes mais. O Fundo Global foi responsável por ~$2,8 mil milhões ou mais de 60% de todos os fundos externos para o controlo da malária gastos em países endémicos da malária entre 2003 e A USAID (incluindo a US-PMI) secundou o Fundo Global como fonte de financiamento de 2003 a 2009, aumentando o desembolso para o financiamento do controlo da malária para mais de $300 milhões em 2008 (os números ainda não estão apurados para 2009); o Banco Mundial desembolsou $54,2 milhões, e os países doadores bilaterais combinados (não incluindo os EUA) e outros doadores multilaterais contribuíram com cerca de $120 milhões. Figura 3.2. Contribuições de doadores internacionais para países endémicos da malária, As contribuições financeiras internacionais para países endémicos da malária aumentaram de aproximadamente $100 milhões em 2003 para quase $1,5 mil milhões em Desembolsos (US$ milhões) Outros Banco Mundial US-PMI Fundo Global Fonte: O Fundo Global, Banco Mundial, US-PMI, base de dados da OCDE (para 2008); base de dados do IHME (para e 2009). Notas: As contribuições da PMI referem-se aos primeiros três trimestres de 2009, as do BM e de outros organismos presumem-se serem iguais aos de

32 Figura 3.3. Fundos cumulativos, aprovados, comprometidos e desembolsados do Fundo Global em todos os subsídios para a malária entre 2003 e Os intervalos de tempo do Fundo Global entre as aprovações de financiamento e compromissos são de cerca de 1 ano e os intervalos de tempo entre os compromissos e os desembolsos iniciais são mais curtos (geralmente, de 1 a 2 meses) Milhões de US$ Montantes aprovados Montantes comprometidos Desembolsos Fonte: O Fundo Global. Notas: O montante aprovado em 2003 é quase equivalente ao montante comprometido em 2004, que é semelhante ao montante desembolsado em A grande discrepância verificada em 2008 entre os montantes aprovado e comprometido deve-se a uma grande atribuição para a malária nos subsídios da Parcela 8 que só foram assinados no final do ano de Embora os subsídios da Parcela 9 para a malária estivessem a ser analisados e aprovados pelo Conselho de Administração do Fundo Global em Novembro de 2009, não tinham sido atribuídos quaisquer subsídios assinados (compromissos) ou desembolsos até ao momento da elaboração deste relatório. A ligação entre os compromissos assumidos e as contribuições está demonstrada de forma mais clara ao longo dos seis anos completos de informações fornecidas pelo Fundo Global. À aprovação inicial de um subsídio do Fundo Global, segue-se um compromisso assinado; este é geralmente assinado sob a forma de um acordo para cinco anos com compromisso inicial de Fase 1 (de dois anos) e um compromisso de Fase 2 (três anos) condicionado pelo desempenho documentado da Fase 1 e que não é considerado compromisso até essa altura. Assim, à medida que o tempo passa e novos subsídios vão sendo introduzidos (houve, até agora, nove Parcelas de subsídios do Fundo Global), os montantes aprovados vão sendo maiores, o montante dos compromissos por meio de subsídios contratados é ligeiramente menor e há agora uma proporção de certo modo estável de desembolsos relativamente aos compromissos (consulte a Figura 3.3). 31

33 Fontes de financiamento e distribuições do mesmo para o controlo da malária Fontes de financiamento As três principais fontes de financiamento (Fundo Global, Banco Mundial e US-PMI) e a quarta fonte (países participantes na rede do CAD) para os cerca de $4,6 mil milhões de compromissos de financiamento de 2003 a 2009 estão representadas proporcionalmente na Figura 3.4, sendo que o Fundo Global é responsável por aproximadamente 70%, a US-PMI contribui com cerca de 15%, o Banco Mundial com cerca de 8% e outros doadores bilaterais com aproximadamente 7%. Fundo Global 70% Figura 3.4. Apoio de compromissos do Fundo Global, Banco Mundial, US-PMI e outros países participantes na rede do CAD para o controlo da malária entre 2003 e O financiamento internacional para a malária é canalizado sobretudo por três fontes: o Fundo Global (70%), a US-PMI (15%) e o Banco Mundial (8%). De notar o facto de que mais de 40 países e mais de 10 fundações ou organizações privadas suportam o canal do Fundo Global; 18 países ou outras entidades multilaterais na rede do CAD prestam apoio bilateral para o controlo da malária. Compromissos : total de cerca de $4,6 mil milhões ao longo de sete anos. Outros doadores 7% Fonte: Dados da OCDE (Janeiro de 2010) e resumos do Banco Mundial, USAID, US-PMI e do Fundo Global. Notas: O Programa de Reforço da Luta contra a Malária do Banco Mundial teve início em 2005 e a US-PMI começou em 2006, pelo que os seus compromissos cumulativos são proporcionalmente inferiores no período de do que nos anos mais recentes. Não está disponível a totalidade dos compromissos de outros países doadores para 2009, estimando-se que sejam semelhantes aos de Existe uma base ampla de financiamento para a malária se considerarmos que 18 países contribuíram com um suporte bilateral directo para o controlo da malária e mais de 40 países e mais de 10 fundações ou organizações privadas deram a sua contribuição através do Fundo Global. Dito isto, mantém-se uma elevada dependência de três canais de financiamento USAID e US-PMI 15% Banco Mundial 8% principais (Fundo Global, Banco Mundial e US-PMI) e, em particular, aproximadamente dois terços dos desembolsos e compromissos entre 2003 e 2009 advieram do Fundo Global. As contribuições da comunidade internacional para o Fundo Global começaram em 2002, aumentaram drasticamente (duplicaram) entre 2005 e 2008 e parecem ter estabilizado em

34 Figura 3.5. Contribuições anuais para o Fundo Global de todas as fontes em As contribuições para o Fundo Global começaram em 2002, aumentaram drasticamente (duplicaram) entre 2005 e 2008 e parecem ter estabilizado em 2008 e Milhões de US$ Contribuições anuais - todas as fontes Montante total de contribuição ao longo de 8 anos = US$ 15,7 mil milhões Fonte: O Fundo Global Notas: Este montante de $15,7 mil milhões foi distribuído pelas três doenças VIH/SIDA, tuberculose e malária, com a malária a receber aproximadamente um quarto do financiamento. Enquanto a Figura 3.5 mostra a contribuição total de doadores para o Fundo Global, a Figura 3.6 mostra o montante total desembolsado por doença. Historicamente, 24% de todos os subsídios do Fundo Global têm sido atribuídos à malária, mas, tal como foi salientado anteriormente, estes 24% constituem mais de dois terços do financiamento internacional para a malária. As contribuições do Fundo Global Figura 3.6. Contribuições do Fundo Global para malária, VIH/SIDA e tuberculose por ano. Ao longo das nove Parcelas de financiamento, a malária recebeu aproximadamente um quarto das contribuições do Fundo Global. para o financiamento total para o VIH/SIDA e a tuberculose são proporcionalmente inferiores devido às inúmeras fontes que financiam o programa para o VIH/SIDA e a proporção mais elevada de financiamentos nacionais disponíveis para a tuberculose. Desta forma, quaisquer alterações no apoio do Fundo Global terão um impacto importante no financiamento geral para o controlo da malária Milhões de US$ Tuberculose Malária VIH/SIDA Fonte: Fundo Mundial. 33

35 Fontes de financiamento e distribuições do mesmo para o controlo da malária Distribuição dos financiamentos para a malária Entre os 108 países endémicos da malária (OMS: Relatório Mundial da Malária de 2009), 9 estão em fase de assegurar que não haverá qualquer reintrodução da doença, dado que estão a tentar a certificação da eliminação e 18 estão considerados como estando em fase de préeliminação ou de eliminação; aproximadamente Recebeu financiamento de doadores externos** Risco de contrair malária em países a receber financiamento 81 países receberam ajudas de financiamento de doadores externos durante a última década. A Tabela 3.1 apresenta informações resumidas sobre os compromissos de financiamento por região para financiamentos para a malária e o financiamento per capita relativo. Tabela 3.1. Países endémicos da malária, financiamento de doadores de 2003 a 2009 e população em risco. O auxílio de doadores externos suporta actualmente cerca de 81 países endémicos da malária com uma população de 2,5 mil milhões de pessoas em risco. De 2003 a 2009, este compromisso de financiamento foi mais elevado em montante total e por população em risco para a região africana (onde a carga de malária é mais elevada); globalmente, o financiamento por pessoa em risco durante estes sete anos foi de $1,64 ou aproximadamente $0,25 por ano. População em risco em países suportados por doadores (milhões) Compromisso total de financiamento ($ milhões) Financiamento total por pessoa em risco Região * (segundo a OMS) Países endémicos da malária % a receber financiamento externo AFRO % Elevado-moderado 656,5 $3 470,3 $5,29 AMRO % Elevado-baixo 88,8 $74,1 $0,83 EMRO % Elevado-baixo- eliminação 239,8 $248,2 $1,04 EURO % Baixoeliminação 22,0 $18,4 $0,84 SEARO % Moderado-baixo 1 429,2 $224,5 $0,16 WPRO % Elevado-baixo- eliminação 190,1 $269,8 $1,42 Total % 2 626,4 $4 305,3 $1,64 Notas: *Os escritórios regionais da OMS incluem África (AFRO), Américas (AMRO), Mediterrâneo Ocidental (EMRO), Europeu (EURO), Sudeste Asiático (SEARO) e Pacífico Oriental (WPRO). **Entre 27 países endémicos da malária que não recebem financiamento externo, 17 (63%) são considerados como estando em fase de pré-eliminação, eliminação ou prevenção da reintrodução do respectivo controlo da malária; assim sendo, apenas 10 países na "fase de controlo" não constam do relatório como estando a receber auxílio financeiro externo Vários países estão a receber financiamento através de subsídios regionais de múltiplos países e podem não estar incluídos nos 81 países aqui identificados. O montante do compromisso de financiamento difere ligeiramente dos montantes indicados na Figura 3.3 porque alguns subsídios do Fundo Global se destinam a trabalho em múltiplos países e não estão incluídos nesta tabela. 34

36 Mapa 3.1. Os 81 países endémicos da malária a receber auxílio financeiro externo direccionado para o controlo da malária, AMRO: 11 de 23 países recebem fundos para a malária EURO: 6 de 9 países recebem fundos para a malária AFRO: 40 de 43 países recebem fundos para a malária Afro (tonalidade de cor mais clara indica que não recebe financiamento para a malária) Amro (tonalidade de cor mais clara indica que não recebe financiamento para a malária) EMRO (tonalidade de cor mais clara indica que não recebe financiamento para a malária) EURO (tonalidade de cor mais clara indica que não recebe financiamento para a malária) SEAro (tonalidade de cor mais clara indica que não recebeu financiamento para a malária) Wpro (tonalidade de cor mais clara indica que não recebeu financiamento para a malária) Não endémico da malária EMRO: 7 de 13 países recebem fundos para a malária Notas: Países considerados endémicos da malária, mas que não estão a receber financiamento externo para a doença incluem: Região africana = Algéria, Botsuana, África do Sul; Região americana = Argentina, Baamas, Belize, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guiana Francesa, Jamaica; Região do Mediterrâneo ocidental = Egipto, Iraque, Marrocos, Omã, Arábia Saudita, República Árabe Síria; Região europeia = Arménia, Federação Russa, Turquia; Região do Sudeste Asiático = República Popular Democrática da Coreia; Região do Pacífico Oriental = Malásia. Alguns países receberam financiamento através de subsídios indirectos ou regionais e estes não estão representados numa cor mais escura neste mapa. Estes países incluem a África do Sul, a Colômbia, o Equador, o Perú, a Venezuela, o Brasil e a RPD da Coreia. WMRO: 8 de 10 países recebem fundos para a malária SEARO: 9 de 10 países recebem fundos para a malária 35

37 Fontes de financiamento e distribuições do mesmo para o controlo da malária A distribuição adequada de financiamento aos países receptores é uma consideração importante porque a infecção, doença e morte devido a malária não é homogénea e sabe-se que afectam de modo abrangente os países da África Subsaariana de forma muito mais acentuada do que os países fora de África. A Figura 3.7 mostra que embora os níveis de financiamento em 2003 eram baixos e canalizados apenas de forma ligeiramente desproporcionada para o suporte de programas em África, tem-se vindo a verificar em África o crescimento substancial do financiamento. Figura 3.7. Compromissos de financiamento para a malária cumulativos, provenientes do Fundo Global, Banco Mundial e US-PMI entre para países dentro e fora da região da África Subsaariana. Ao mesmo tempo que o financiamento tem vindo a aumentar, a proporção dirigida para fora da África Subsaariana diminuiu de 27% para 15%; isto é consistente com as estimativas de que a África Subsaariana representa cerca de 85% da carga global de malária Percentagem de financiamento que é canalizada para países fora de África 27% 21% 18% 15% 19% 17% 15% Milhões de US$ África Fora de África Fonte: Fundo Global, Banco Mundial e US-PMI O ênfase do financiamento em África também significa que o financiamento disponível por população em risco difere de região para região. De modo semelhante, dado que os países ainda são relativamente inexperientes na identificação e orçamentação das suas necessidades, o financiamento per capita varia de país para país dentro de uma região. A variação mais ampla entre países em África está ilustrada no Mapa 3.2, onde são apresentados os compromissos de financiamento cumulativos de todas as fontes externas entre 2003 e 2009 por pessoa em risco (PPR) de malária. Existe uma diferença de mais de 90 vezes em financiamento PPR entre os países com os compromissos de financiamento externo mais elevados e mais reduzidos: $0,57 na Costa do Marfim e $50,93 em São Tomé e Príncipe. Os países a receber as taxas de financiamento PPR mais elevadas são geralmente países muito pequenos (São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial, Ruanda e Suazilândia receberam cada um mais de $20,00 PPR, onde um subsídio modesto suporta o trabalho de uma população relativamente pequena. De notar que, dado que estes compromissos com a duração do subsídio se referem a um intervalo de tempo superior a sete anos de 2003 a 2009, 24 destes países têm menos de $1,00 PPR por ano e dez países têm menos de $0,50 PPR por ano. 36

38 Mapa 3.2. Compromissos de financiamento cumulativos para a duração do subsídio, de todas as fontes externas, para por pessoa em risco (PPR) de malária. Existe uma diferença de aproximadamente 90 vezes entre os níveis de financiamento PPR na África Subsaariana: A Costa do Marfim recebeu $0,57 PPR e São Tomé e Príncipe recebeu $50,93 PPR ao longo dos sete anos entre 2003 e Compromisso total de financiamento por população em risco de malária >US$ 20,00/pessoa US$ 10,00 19,99/pessoa US$ 5,00 9,99/pessoa US$ 2,00 4,99/pessoa <US$ 2,00/pessoa Fonte: Dados do Fundo Global, Banco Mundial, US-PMI, OCDE (a contar de Dezembro de 2009). Notas: Ao longo da vida actual dos subsídios para a malária para todos os países, os compromissos em termos de país por pessoa variaram entre $50,93 (São Tomé e Príncipe) e $0,57 (Costa do Marfim); não foram reportados subsídios externos ao Botsuana, Cabo Verde ou África do Sul. O desembolso anual de financiamento de doadores também não é homogéneo entre os países e de ano para ano dentro dos países. Para alguns países, os desembolsos anuais dos financiamentos foram estáveis (verificados normalmente em países com poucos fundos); noutros países, por outro lado, as flutuações anuais em desembolsos variou entre 4 a 5 vezes (consulte o Capítulo V, Colocar o dinheiro em prática). Durante a fase da escalada rápida das intervenções, é compreensível que determinados países possam registar oscilações drásticas nas suas necessidades financeiras para a aquisição e subsequente distribuição de mercadorias como LLINs ou IRS. À medida que a intervenção nacional vai aumentando, seria de esperar que as actuais oscilações nos desembolsos anuais evoluíssem para um financiamento mais estável que possa facilitar o planeamento anual eficaz do controlo da malária. 37

39 38

40 capítulo IV Gestão e utilização de financiamento para o controlo da malária No seguimento dos compromissos assumidos e dos desembolsos de financiamentos de doadores, os países estão a utilizar o dinheiro de forma relativamente rápida, conforme indicam os gastos em tempo útil. Para a US-PMI, o orçamento anual aprovado para os países é canalizado para contratos centralizados no país e que têm um enquadramento temporal limitado (no ano de atribuição) para gastos por parte dos adjudicatários. Para o Banco Mundial, foram desenvolvidos financiamentos e empréstimos de forma a que uma vez efectuado o desembolso, o gasto (especialmente para aquisição de mercadoria) ocorre de forma bastante rápida. Relativamente ao Fundo Global, estão disponíveis dados abrangentes para examinar o enquadramento temporal entre a aprovação do subsídio, a assinatura do subsídio (compromisso), desembolsos para os receptores principais e gastos. Utilizando dados dos subsídios das Parcelas e do sistema Enhanced Financial Reporting (EFR) muito recentemente desenvolvido no Fundo Global, a utilização de subsídios pode ser acompanhada ao longo do tempo. Existe um intervalo de tempo substancial entre a aprovação do subsídio por parte do Conselho do Fundo Global e a efectiva assinatura do subsídio (compromisso). Relativamente aos subsídios para a malária, apesar do indicador de desempenho-chave de 8 meses (243 dias), para a Parcela 6, a média foi de 11 meses (335 dias) e para a Parcela 7, a média foi de 11,2 meses (340 dias). Uma vez assinado um subsídio do Fundo Global, seguem-se normalmente os desembolsos da Fase 1 no espaço de 1 a 2 meses. A Tabela 4.1 mostra que a maioria do dinheiro das Parcelas 1 a 4 foi desembolsado, em conformidade com o tempo proporcional que decorreu relativamente a estes subsídios. E, ao passo que existe neste momento um desembolso incompleto relativamente à Parcela 5 a 8 (e a Parcela 9 foi aprovada em Novembro de 2009), a sua taxa de desembolso encontra-se em linha com a quantidade de tempo decorrido sobre os subsídios. 39

41 G e s t ã o e u t i l i z a ç ã o d e f i n a n c i a m e n t o p a r A o c o n t r o l o d A m a l á r i A Tabela 4.1. Subsídios do Fundo Global para a malária: montantes em dólares garantidos e desembolsados em proporção com o tempo decorrido relativamente aos subsídios das Parcelas 1 a 8. A taxa de desembolso dos subsídios correspondeu muito de perto ao tempo decorrido do subsídio. Parcelas de financiamento Total de aprovações ($ milhões) Total de acordos de subsídio ($ milhões) Total de desembolsos ($ milhões) O sistema de contabilidade EFR permite o seguimento detalhado de orçamentos anuais e as categorias das despesas. Na Tabela 4.2 são apresentadas as despesas nacionais Percentagem média desembolsada Percentagem média de tempo decorrido do subsídio Desembolso/ tempo decorrido Parcela 1 196,3 196,3 181,5 93% 94% 99% Parcela 2 517,5 448,7 402,7 91% 97% 94% Parcela 3 382,3 303,2 288,4 96% 98% 98% Parcela 4 890,4 865,2 618,2 85% 91% 93% Parcela 5 381,7 381,7 292,7 79% 70% 113% Parcela 6 285,9 238,7 166,5 72% 84% 86% Parcela 7 469,7 469,7 290,2 60% 60% 100% Parcela , ,7 552,3 39% 11% Total 4518, , ,5 74% 72% 103% Fonte: Secretariado do Fundo Global. Notas: A percentagem média desembolsada é a média da percentagem desembolsada para subsídios individuais da Parcela ou do total Apesar de os subsídios da Parcela 9 já terem sido aprovados, ainda não ocorreu a assinatura de nenhum subsídio para estabelecer o compromisso formal. Tabela 4.2. Desembolsos do Fundo Global regional para a malária e despesas nacionais contabilizadas através do EFR ao longo de No geral, 81% do dinheiro desembolsado pelo Fundo Global foi gasto no decorrer do próprio ano civil; esta proporção é consistente na maioria das regiões. Regiões do Fundo Global Orçamento $ milhões Gasto $ milhões Gastos durante o ano sob a forma de percentagem do orçamento África Oriental 541,4 444,6 82% África do Sul 193,7 151,2 78% África Ocidental e Central 329,8 263,6 80% Norte de África e Médio Oriente 100,4 89,5 89% Europa Oriental e Ásia Central 8,5 7,8 93% Ásia Ocidental e do Sul 107,9 67,6 63% Ásia Oriental e Pacífico 162,1 137,0 84% América Latina e Caraíbas 65,8 56,4 86% Todas as regiões % Fonte: Base de dados de Enhanced Financial Reporting (EFR) do Fundo Global. relativamente ao orçamento disponível. Os países gastaram em média 81% do seu orçamento anual antes do final do ano, um aspecto consistente nas várias regiões. 40

42 Figura 4.1. Gastos cumulativos médios nacionais do Fundo Global com a malária ao longo de 2008 por categoria. No geral em 2008, os países despenderam o dinheiro dos subsídios do Fundo Global na prevenção (42%), tratamento (31%), reforço dos sistemas de saúde (14%) e ambiente de apoio aos programas (13%). Reforço dos sistemas de saúde 14% Ambiente de suporte 13% Prevenção 42% Tratamento 31% Fonte: Sistema Enhanced Financial Reporting do Fundo Mundial. Representa ~$1,2 mil milhões gastos em Notas: Nem todos os países completaram a apresentação de relatórios, mas a conformidade geral com a apresentação de relatórios é boa e 93% dos relatórios esperados foram recebidos no final de Dezembro de Resumindo, os subsídios aprovados pelo Fundo Global ficam normalmente disponíveis para desembolso quase um ano depois da aprovação, mas após a assinatura do subsídio, os desembolsos e despesas ocorrem em tempo útil na vasta maioria dos subsídios. Isto defenderia que as preocupações com a capacidade de absorção de fundos do país estão a ser actualmente abordadas pelos sistemas vigentes entre o Fundo Global e os seus parceiros nacionais. Os gastos no EFR também são reportados pela área de fornecimento de serviços (utilizando as categorias padrão do Fundo Global) e podem então ser considerados nas quatro categorias de prevenção, tratamento, reforço dos sistemas de saúde e ambiente de apoio aos programas. No geral, em todas as regiões, os gastos em 2008 para o controlo da malária foram atribuídos para prevenção (42%), tratamento (31%), reforço de sistemas (14%) e apoio à gestão dos programas (13%) (consulte a Figura 4.1). Esta distribuição variou efectivamente de região para região, com gastos na prevenção a dominar todas as regiões (excepto América Latina e Caraíbas) e as distribuições de financiamentos para tratamento, reforço de sistemas e apoio à gestão dos programas variaram de região para região. No geral foi nas zonas fora de África, que registam os níveis de financiamento mais baixos e onde o risco é inferior, que se despendeu uma maior proporção de dinheiro no reforço dos sistemas e no apoio à gestão dos programas (consulte o Mapa 4.1). 41

43 G e s t ã o e u t i l i z a ç ã o d e f i n a n c i a m e n t o p a r A o c o n t r o l o d A m a l á r i A LAC 24,3% 26,3% 38,3% 11,15% Mapa 4.1. Gastos proporcionais do Fundo Global para os países endémicos da malária em 2008 conforme distribuídos pela prevenção, tratamento, reforço de sistemas de saúde e ambiente de apoio aos programas entre as oito regiões. Todas as regiões gastam uma proporção substancial na prevenção da malária; o gasto com tratamentos da malária varia de região para região (mais elevado em África, particularmente na África Oriental, Ocidental e Central); o gasto proporcional em sistemas de saúde e apoio aos programas é mais elevado fora de África. Prevenção Tratamento Reforço dos sistemas de saúde Ambiente de suporte 8,8% 31,7% Afr N 23,1% 36,4% Afr Oc 13,9% 10,7% 35,9% Eur Cas Or 40% 9,1% 13,3% 21,7% 56,9% Afr S 10,2% 5,6% 47,2% 12,6% Afr Or 10,3% 13,5% 63,6% 37% Ásia S 21,1% 22,2% Ásia Pac Or Notas: O tamanho de cada fatia dos diagramas aproxima-se da proporção relativa dos gastos do Fundo Global por região: África Oriental ($380,6 milhões); África Austral ($141,6 milhões); África Ocidental e Central ($230,7 milhões); Norte de África e Médio Oriente ($89,5 milhões); Ásia Oriental e Pacífico ($136,9 milhões); Europa Oriental e Ásia Central ($7,8 milhões); Ásia do Sul e Ocidental ($67,6 milhões); e América Latina e as Caraíbas ($56,4 milhões). 14,8% 41,90% 42

44 São apresentadas comparações com padrões de despesas em África (consulte a Figura 4.2) e fora de África (consulte a Figura 4.3) para cada uma das principais áreas de fornecimento de serviços relacionados com a malária. Em África, os gastos em ITNs e fármacos para o tratamento da malária constituem dois terços de todas as despesas; de notar que os gastos com meios de diagnóstico foram bastante baixos (apenas ~2% dos custos com tratamentos) em relação aos gastos com fármacos. Em países fora de África, o gasto com a prevenção continua a ser substancial, mas o gasto com fármacos para tratamento é proporcionalmente inferior (provavelmente devido ao número inferior de casos no geral) e os gastos respeitantes à gestão do programa e administração e em áreas de reforço dos sistemas de saúde são superiores. Isto implicaria que à medida que os países melhoram o respectivo controlo da malária e apresentam um menor número de infecções, de casos e de morbidade e de mortalidade graves, precisam igualmente de menos financiamento externo e demonstram um padrão de mudança de gastos relativamente ao reforço dos sistemas de saúde. 43

45 G e s t ã o e u t i l i z a ç ã o d e f i n a n c i a m e n t o p a r A o c o n t r o l o d A m a l á r i A Figura 4.2. Gastos de países africanos em 2008 por área de fornecimento de serviços do Fundo Global. Os gastos dos países africanos é superior na prevenção (~42%; em particular para as ITNs) e no tratamento (38%; a maior parte gasto em fármacos, apenas ~2% foi gasto em meios de diagnóstico). Tratamento: Fármacos HSS: Rec. Humanos Tratamento: Outros HSS: Sist. info. HSS: Infraestrutura HSS: Aquisição HSS: Prestação de serviços HSS: Outros Prev: BCC Tratamento: Meios de diagnóstico Amb. sup.: Outros Amb. sup.: Gestão Tratamento: Fármacos Tratamento: Meios de diagnóstico Amb. suporte: Outros Amb. suporte: Gestão Amb. suporte: Coordenação Prev: Outros Fonte: Enhanced Financial Report do Fundo Global para gastos em 2008; representa $752,8 milhões em gastos em 2008 na África Oriental, Austral, Ocidental e Central (mas não no Norte de África e região do Médio Oriente do Fundo Mundial). Notas: Reforço dos sistemas de saúde (HSS) = 11,1%, Prevenção = 41,5%, dos quais 32,3% em ITNs; Ambiente de apoio = 8,5% e Tratamento = 38,3%, dos quais apenas 2,1% são para meios de diagnóstico. Figura 4.3. Amb. sup.: Coordenação Prev: Outros Prev: Gravidez Prev: CV (IRS) Prev: ITNs Gastos nacionais fora de África em 2008 por área de fornecimento de serviços do Fundo Global. Comparado com os gastos em África, os gastos nacionais com a malária fora de África foram inferiores nos montantes globais e foram superiores na prevenção (~42%; em particular para ITNs e são semelhantes à proporção de gastos na própria África). São inferiores em termos de tratamento (~16%; a maior parte foi gasta em fármacos, apenas ~3% foi gasto em meios de diagnóstico), mas superiores no reforço de sistemas de saúde (~20%) e no apoio aos programas (22%). Tratamento: Outros Prev: CV (IRS) Prev: Gravidez HSS: Rec. Humanos HSS: Sist. info. HSS: Infraestrutura HSS: Aquisição HSS: Prestação de serviços HSS: Outros Prev: BCC Prev: ITNs Fonte: Gastos do Enhanced Financial Report do Fundo Global para 2008; representa $358,3 milhões em gastos em 2008, o que inclui os gastos do Fundo Global para o Norte de África e da Região do Médio Oriente. Notas: Reforço dos sistemas de saúde (HSS) = 20%, Prevenção = 42%, dos quais 32% em ITNs; Ambiente de apoio = 22% e Tratamento = 16%, dos quais apenas 3% são para meios de diagnóstico. 44

46 45

47 46

48 capítulo V ColoCAr o dinheiro em prática: Avaliação de 12 países (ÁfriCA) O objectivo deste capítulo é avaliar as ligações entre o financiamento global de programas de controlo da malária, a abrangência das intervenções e o impacto na saúde de forma a fornecer uma indicação geral da relação entre o financiamento global para o controlo da malária e os resultados do programa. Esta avaliação concentra-se nos 12 países africanos endémicos da malária com estimativas populacionais recentes (entre ) e antigas ( ) sobre a abrangência das intervenções contra a malária. Esta análise examinou as alterações nos gastos de cada país em mercadorias chave para o controlo da malária utilizando recursos do Fundo Global, do Banco Mundial e da US-PMI desde 2005, e as alterações na abrangência de intervenções-chave realizadas com estes fundos, incluindo aquisição de ITNs, IRS, medicamentos antimaláricos e meios de diagnóstico e tratamento preventivo intermitente durante a gravidez (IPTp). A secção final fornece uma indicação sobre o modo como estes resultados do programa afectaram a morbidade e a mortalidade associadas à malária nestes 12 países. Doze países: uma visão geral Para esta avaliação foram identificados doze países africanos endémicos da malária com base na disponibilidade de dados de inquéritos nacionais a agregados familiares da população. Os países foram incluídos nesta análise caso tivessem realizado recentemente um Inquérito Demográfico e de Saúde (DHS), um Inquérito de Grupos de Indicadores Múltiplos (MICS) ou um Inquérito de Indicadores de Malária (MIS) entre e apresentassem dados de inquéritos comparáveis durante um período anterior ( ) para permitir uma avaliação das alterações na abrangência das intervenções para o controlo da malária durante este período de tempo relevante. Os países incluídos nesta avaliação são a República Democrática do Congo, Etiópia, Gana, Quénia, Mauritânia, Moçambique, Nigéria, Ruanda, Senegal, Serra Leoa, República Unida da Tanzânia e Zâmbia (Mapa 5.1). 47

49 C o l o ca r o d i n h e i r o e m p r á t i ca : Ava l i a ç ã o d e 1 2 pa í s e s (África ) Mapa 5.1. Os 12 países no mapa. Em 2008, estes 12 países contabilizaram mais de 400 milhões de pessoas em risco de transmissão da malária (ou quase dois terços da população africana em risco) e um total de quase 3 milhões de mortes em crianças com menos de cinco anos (ou mais de dois terços do total de mortes em crianças com menos de cinco anos em África). Pessoas em risco de contrair de malária Uma vez que estes 12 países foram seleccionados com base nos dados disponíveis para esta avaliação (Tabela 5.1), podem variar noutros aspectos importantes. Estes países variam consideravelmente nas características demográficas e incluem países populosos, como a Nigéria, a Etiópia e a República Democrática do Congo, e países bastante menos populosos, incluindo a Mauritânia e a Serra Leoa. Ao todo, estes países constituem aproximadamente 60% tanto do total como de populações com menos de cinco anos que vivem em África. Em todos os países avaliados, mais de 400 milhões de pessoas estão em risco de transmissão da malária, contabilizando quase dois terços da população africana em risco. Contudo, estes países podem apresentar proporções significativamente diferentes para as respectivas populações residentes em áreas de transmissão da malária. Em 8 dos 12 países, mais de 90% de toda a população vive em áreas de transmissão estável da malária, enquanto que nos outros países (Etiópia, Quénia, Mauritânia e Ruanda) a malária é um problema sub-nacional, sendo que uma grande proporção da população vive em áreas com pouca ou nenhuma transmissão. Finalmente, estes 12 países protagonizaram o total de quase 3 milhões de mortes em crianças em 2008, contabilizando mais de dois terços do total de mortes em crianças com menos de cinco anos em África (Tabela 5.2). 48

50 Tabela 5.1. Selecção dos 12 países visão geral da disponibilidade de dados. Actividade do inquérito a agregados familiares (DHS, MICS e MIS) entre , 12 países. País Congo, Rep. Un. MICS DHS Etiópia DHS DHS MIS Gana DHS DHS MICS DHS Quénia DHS MICS DHS MIS DHS Mauritânia DHS DHS (Nat l) MICS Moçambique DHS MIS MICS Nigéria DHS DHS MICS DHS Ruanda MICS; DHS DHS DHS Senegal MICS DHS MIS MIS Serra Leoa MICS MICS DHS Tanzânia, Rep. Un. DHS DHS MIS Zâmbia MICS DHS MIS DHS MIS Tabela 5.2. Doze países características demográficas Proporção de população a residir em área de transmissão da malária Mortes em crianças com menos de cinco anos de idade devido a Mortes Taxa de totais em População total População total com menos de cinco anos de idade Sem risco Instável Estável mortalidade em crianças com menos de cinco anos de idade crianças com menos de cinco anos de idade malária (por 1000 nados-vivos) (milhares) % País (milhares) (milhares) % % % Congo, Rep. Un Etiópia Gana Quénia Mauritânia Moçambique Nigéria Ruanda Senegal Serra Leoa Tanzânia, rep. un Zâmbia Fontes: Colunas de dados 1 2: Divisão de População da ONU, Projecções da População Mundial: Revisão de 2008, Nova Iorque: UNPD; 2009; Colunas de dados 3 5: Estimativas do Malaria Atlas Project para as populações em risco em diferentes níveis de intensidade malárica do Plasmodium falciparum. Disponível em: Colunas de dados 6 7: Grupo Interagências para o Cálculo de Estimativas da Mortalidade, conforme publicado em The State of the World s Children 2010, Nova Iorque: UNICEF; 2009; Coluna de dados 8: Estimativas da Carga Global da Doença da OMS, conforme publicadas em WHO World Health Statistics 2009, Genebra: OMS; A Tabela 5.3 realça os países onde o Fundo Global, a US-PMI e o Banco Mundial estão activos e o período de tempo para estas actividades. Por exemplo, enquanto o Fundo Global financiou vários subsídios para a malária em cada um destes 12 países, começando com 6 países em 2003, a US-PMI e o Banco Mundial estão actualmente activos em apenas 8 e 10 dos 12 países, respectivamente, e, normalmente, durante um período bastante menor. Existem seis países onde as três organizações estão a financiar actividades para o controlo da malária, e seis países adicionais onde duas das três organizações estão a financiar programas. Em alguns países, estas actividades começaram apenas recentemente (por exemplo, em 2008), pelo que os programas podem não ter ainda gasto estes fundos em intervenções-chave para o controlo da malária, mas assim farão nos próximos meses e anos. 49

51 C o l o c a r o d i n h e i r o e m p r á t i c a : A v a l i a ç ã o d e 1 2 p a í s e s ( Á f r i c a ) Tabela 5.3. Actividades de financiamento do Fundo Global, Banco Mundial e US-PMI nos 12 países. Actividades do Fundo Global, Banco Mundial e US-PMI nos 12 países desde a data da aprovação do programa/financiamento ao longo da duração do programa, Os subsídios do Fundo Global começaram em ; o financiamento do Banco Mundial começou em ; e o financiamento da US-PMI começou em País Congo, Rep. Un. GFATM (2005-presente, Parcelas 3 e 8) BM (2005-presente) GFATM (2003-presente, Parcelas 2, 5 e 8) Etiópia BM (2006-presente) IPM (2008-presente) GFATM (2003-presente, Parcelas 2, 4 e 8) Gana BM (2007-presente) IPM (2008-presente) GFATM (2003-presente, Parcelas 2 e 4) Quénia BM (2007-presente) IPM (2008-presente) Mauritânia GFATM (2004-presente, Parcelas 2 e 6) BM (2006-presente) Moçambique GFATM (2005-presente, Parcelas 2 e 6) IPM (2007-presente) Nigéria GFATM (2004-presente, Parcelas 2, 4 e 8) BM (2006-presente) Ruanda GFATM (2004-presente, Parcelas 3, 5 e 8) IPM (2007-presente) GFATM (2003-presente, Parcelas 1, 4 e 7) Senegal BM (2006-presente) IPM (2007-presente) Serra Leoa GFATM (2005-presente, Parcelas 4 e 7) BM (2007-presente) GFATM (2003-presente, Parcelas 1, 4, 7 e 8) Tanzânia, Rep. Un. BM (2007-presente) IPM (2006-presente) GFATM (2003-presente, Parcelas 1, 3 e 7) Zâmbia BM (2005-presente) IPM (2008-presente) O Fundo Global, a US-PMI e o Banco Mundial atribuíram mais de $2 mil milhões a estes 12 países a partir do final de 2009 (Figura 5.1), tendo-se verificado um aumento acentuado do financiamento disponível para o controlo da malária por parte destas três organizações entre 2003 e 2009, particularmente desde 2006, quando a US-PMI e o Banco Mundial intensificaram as respectivas actividades nos países (Figura 5.2). Contudo, existem diferenças significativas entre estes países no que se refere ao compromisso de financiamento destas três organizações e existe uma variabilidade de ano para ano significativa do financiamento global para o controlo da malária na maioria destes 12 países. Além disso, alguns países (como a Nigéria) podem arrecadar grandes compromissos de financiamento para a malária, mas estes montantes são bastante pequenos quando comparados com as respectivas populações em risco (Mapa 5.2, Tabela 5.4 e Figura 5.3). 50

52 Figura 5.1. Compromissos cumulativos do Fundo Global, Banco Mundial e US-PMI, 12 países africanos, Mais de $2,2 mil milhões foram atribuídos aos 12 países pelos três principais doadores externos até Milhões de US$ Banco Mundial US-PMI Fundo Global Fonte: Consulte o Anexo 1 para obter informações detalhadas sobre a fonte. Figura 5.2. Os compromissos anuais do Fundo Global, Banco Mundial e US-PMI durante repartidos pelo período de subsídio ou empréstimo estimado ao longo de 2010, 12 países. Financiamento disponível para o controlo da malária em 12 países estimado sobre o período atribuído ao subsídio ou empréstimo, simulado com base nos compromissos anuais do Fundo Global, Banco Mundial e US-PMI para ; ocorreram aumentos substanciais em 2005, 2006 e Milhões de US$ Fundo Global 600 IPM 643 Banco Mundial Fonte: Consulte o Anexo 1 para obter informações detalhadas sobre a fonte. Notas: Estimativas dos compromissos de financiamento do GFATM, Banco Mundial e US-PMI conforme aplicados durante a vigência do período de subsídio ou empréstimo. De salientar que os subsídios do GFATM foram simulados a partir da aprovação do subsídio (aprovações dos subsídios de Fase 1 prolongadas por dois anos e aprovações dos subsídios de Fase 2 ao longo de três anos); o financiamento do Banco Mundial foi simulado a partir da aprovação do empréstimo e prolongado por três anos; os compromissos da US-PMI referem-se a períodos de um ano. Os compromissos apresentados por ano fiscal foram convertidos em estimativas por ano civil dividindo proporcionalmente a quantia total do compromisso ao longo do ano ou meses do período de subsídio ou empréstimo e aplicando o resultado aos vários anos civis. As informações sobre o compromisso estão disponíveis para os anos , sendo que este valor representa o financiamento disponível ao longo da vigência do subsídio ou empréstimo atribuído até ao ano Prevê-se que os compromissos para 2010 e anos posteriores aumentem o financiamento disponível em anos futuros, sendo aqui fornecida uma estimativa ilustrativa baseada nas informações disponíveis para

53 C o l o ca r o d i n h e i r o e m p r á t i ca : Ava l i a ç ã o d e 1 2 pa í s e s (África ) Mapa 5.2. Compromissos de financiamento cumulativos para o controlo da malária (total e por pessoa em risco [PPR]), 12 países, Alguns países recebem grandes quantias totais de financiamento para a malária, mas estas quantias são modestas quando comparadas com o número de pessoas em risco. Senegal Serra Leoa Mauritânia Gana Compromissos cumulativos para a malária ( ) do Fundo Global, US-PMI e Banco Mundial (US$) Nigéria Congo, RDC Mais de $200 milhões $100-$200 milhões Menos de $100 milhões Ruanda Zâmbia Tanzânia Não faz parte dos 12 países em avaliação Etiópia Quénia Moçambique Senegal Serra Leoa Compromissos cumulativos por PPR ( ) do Fundo Global, US-PMI e Banco Mundial (US$) Mauritânia Gana Nigéria Mais de $12,00 por pessoa em risco $9,00 $11,99 por pessoa em risco $5,00 $8,99 por pessoa em risco Menos de $5,00 por pessoa em risco Congo, RDC Não faz parte dos 12 países em avaliação Ruanda Zâmbia Etiópia Quénia Tanzânia Moçambique 52

54 Tabela 5.4. Compromissos cumulativos por pessoa em risco do Fundo Global, Banco Mundial e US-PMI, 12 países, valor actual em US$, Existem grandes diferenças entre os 12 países nos compromissos de financiamento por pessoa em risco do Fundo Global, Banco Mundial e US-PMI. País Ruanda* $0,00 $2,37 $2,37 $8,33 $9,10 $18,08 $30,74 Zâmbia $1,42 $1,42 $4,81 $5,05 $6,83 $10,34 $11,52 Tanzânia, Rep. Un. $0,31 $0,44 $1,69 $2,64 $3,09 $6,26 $9,56 Senegal $0,35 $0,35 $2,25 $3,49 $3,82 $7,94 $9,33 Quénia $0,38 $0,38 $3,36 $3,98 $4,20 $4,38 $8,03 Etiópia $0,74 $0,74 $0,74 $3,02 $3,26 $3,36 $7,94 Gana $0,20 $0,20 $1,17 $1,17 $2,47 $2,65 $6,37 Mauritânia* $0,00 $0,27 $0,27 $4,72 $6,13 $6,13 $6,13 Moçambique $0,00 $0,55 $0,55 $0,55 $2,59 $3,39 $4,89 Serra Leoa $0,00 $0,00 $1,60 $1,60 $1,60 $3,40 $3,40 Nigéria $0,00 $0,27 $0,27 $1,46 $1,82 $1,82 $2,62 Congo, Rep. Un. $0,00 $0,41 $0,91 $1,03 $1,24 $1,61 $1,61 Fonte: Consulte o Anexo 1 para obter informações detalhadas sobre a fonte dos dados de financiamento e das estimativas da população em risco. Notas: *As estimativas relativas à população em risco baseiam-se em estimativas do Malaria Atlas Project, aplicadas aos números totais da população da Divisão de População das Nações Unidas para No entanto, as estimativas da OMS relativas à população em risco (de acordo com o publicado no Relatório Mundial da Malária de 2009 da OMS) diferem significativamente destas estimativas para o Ruanda e a Mauritânia. Se as estimativas da OMS para estes dois países fossem aplicadas à tabela acima, os valores do Ruanda e da Mauritânia para 2009 seriam de $17,40 e $8,35, respectivamente. Uma vez que o financiamento abrange sete anos, o financiamento anual por pessoa em risco variou entre $0,23 (RD Congo) e $4,40 (Ruanda, consulte acima). E, como se pode constatar na Figura 5.3, o maior aumento de financiamento no Ruanda ocorreu muito recentemente em 2008 e em

55 $13.00 $12.00 $11.00 $10.00 $9.00 $8.00 $7.00 $6.00 $5.00 $4.00 $3.00 $2.00 $1.00 $0.00 C o l o ca r o d i n h e i r o e m p r á t i ca : Ava l i a ç ã o d e 1 2 pa í s e s (África ) Figura 5.3. Compromissos de financiamento anual por pessoa em risco do Fundo Global, Banco Mundial e US-PMI, 12 países, US$ actuais, Existe uma variabilidade de ano para ano significativa do financiamento atribuído para o controlo da malária nestes 12 países Ruanda** Zâmbia Senegal Tanzânia, Rep. Un. Quénia Etiópia Gana Mauritânia** Moçambique Serra Leoa Nigéria Congo, Rep. Un. Reforço dos sistemas de saúde 15% Fonte: Consulte o Anexo 1 para obter informações detalhadas sobre a fonte dos dados de financiamento e das estimativas da população em risco. Notas: **As estimativas relativas à população em risco baseiam-se em estimativas do Malaria Atlas Project, aplicadas aos números totais da população da Divisão de População das Nações Unidas para No entanto, as estimativas da OMS relativas à população em risco (de acordo com o publicado no Relatório Mundial da Malária de 2009 da OMS) diferem significativamente destas estimativas para o Ruanda e a Mauritânia, resultando em compromissos de financiamento anual muito inferiores por pessoa em risco quando se utilizam essas estimativas. Figura 5.4. Distribuição total dos gastos de subsídios do Fundo Global em cada país por actividade de área do programa, 12 países, Os gastos de subsídios do Fundo Global para a prevenção (39%) e o tratamento (37%) foram predominantes em 2008 e semelhantes nos 12 países. Tratamento 37% Ambiente de suporte 9% Prevenção 39% Mais de três quartos dos gastos com prevenção destinaram-se a redes tratadas com insecticidas em Nos gastos com tratamentos em 2008, verificou-se uma divisão de 90% 10% entre medicamentos e meios de diagnóstico. Fonte: Base de dados do Enhanced Financial Reporting (EFR) do GFATM, Notas: Um ambiente de apoio inclui a gestão do programa, o desenvolvimento de parcerias, a monitorização da resistência a fármacos e insecticidas e outras actividades relevantes. O reforço dos sistemas de saúde inclui os recursos humanos, a gestão da cadeia de aprovisionamento e abastecimento, sistemas comunitários, sistemas de informação, monitorização e avaliação ou outras actividades relevantes. O tratamento inclui medicamentos antimaláricos para o tratamento, meios de diagnósticos e outras actividades relevantes. A prevenção inclui ITNs, controlo de outros vectores, prevenção durante a gravidez, comunicação da alteração de comportamentos e outras actividades relevantes. Outros 23% Meios de diagnóstico 7% Outros 2% Redes mosquiteiras tratadas com insecticidas 77% Medicamentos antimaláricos 91% 54

56 55

57 C o l o ca r o d i n h e i r o e m p r á t i ca : Ava l i a ç ã o d e 1 2 pa í s e s (África ) Doze países: Avaliação do financiamento, da abrangência e do impacto Esta secção avalia as ligações entre as alterações nos gastos em aquisição de mercadorias-chave para o controlo da malária utilizando recursos do Fundo Global, do Banco Mundial e da US-PMI de 2005 a 2008 com alterações na abrangência de intervenções adquiridas com estes fundos e um impacto estimado sobre a carga da malária baseado nestes resultados do programa. A análise seguinte concentra-se especificamente no financiamento das quatro intervenções de prevenção e tratamento recomendadas pelo RBM: ITNs, IRS, medicamentos antimaláricos e meios de diagnóstico e IPTp. Os dados para esta avaliação foram disponibilizados por cada uma destas organizações financiadoras com base nas informações sobre gastos mantidas nas respectivas bases de dados, tendolhes, em geral, sido comunicados pelos países ou agências implementadoras. É importante notar que esses dados são frequentemente recolhidos e apresentados de forma diferente pelas diferentes organizações, o que constitui um desafio para agrupar os dados apresentados sobre gastos de financiamento combinados para intervenções-chave para o controlo da malária. Por exemplo, as organizações podem definir categorias de gastos de forma diferente e/ou incluir custos diferentes em cada uma destas categorias. Também é frequente existirem gastos que suportam a escalada de múltiplas intervenções, tais como iniciativas de reforço dos sistemas de saúde ou actividades de monitorização e avaliação mais vastas, sendo que estes fundos podem ser repartidos pelas categorias de gastos de forma diferente ou consolidados noutra categoria que não seja facilmente decomposta por área de actividade do programa. Estes problemas são detalhados nas Notas técnicas, no final deste relatório (Anexo 1). Para obter uma harmonia entre estes dados, dentro do que é possível neste relatório, os dados de gastos referem-se apenas aos gastos em aquisição de mercadorias (tais como ITNs, medicamentos antimaláricos, meios de diagnóstico, etc.) e custos relacionados com a expedição e outros, excepto indicação em contrário (Caixa 3). Normalmente, estes gastos não incluem custos associados à abrangência de intervenções de escalada, tais como gastos com a distribuição dentro do país, assistência técnica, administração do programa, programas de alteração de comportamentos e comunicação, actividades de monitorização e avaliação ou outras actividades relacionadas. Assim, os dados sobre gastos apresentados neste documento não reflectem o total dos gastos de intervenção destas organizações para determinado ano e país; no entanto, as categorias são consistentes entre os países para cada uma das organizações financiadoras. Finalmente, e conforme referido na secção anterior, este relatório inclui os gastos durante o período de 2005 a 2008 utilizando os recursos do Fundo Global, US-PMI e Banco Mundial. Enquanto o Fundo Global financiou actividades para o controlo da malária nestes 12 países desde 2003 (embora com montantes de financiamento e períodos de tempo diferentes), a US-PMI e o Banco Mundial tornaram-se activos em muitos destes países apenas recentemente. Por exemplo, a US-PMI iniciou as suas actividades na Etiópia, Gana, Quénia e Zambia em 2008 e em Moçambique, Ruanda e Senegal em Do mesmo modo, o Banco Mundial iniciou os seus programas no Gana, Quénia, Serra Leoa e República Unida da Tanzânia em Dado o intervalo de tempo entre compromissos de financiamento, desembolsos e gastos, o financiamento disponibilizado por estas organizações pode não ter sido gasto até ao final de 2008, pelo que não seria incluído nesta avaliação. 56

58 Prevenção Redes mosquiteiras tratadas com insecticidas Observou-se uma estreita relação entre os desembolsos e gastos para a aquisição de ITNs, a distribuição destas redes e os ganhos de cobertura resultantes. Dos 12 países, 11 países (à excepção de Moçambique) dispunham de dados sobre os gastos em ITNs pelo Fundo Global, Banco Mundial ou US-PMI para o período de Estes países foram analisados em grupos de acordo com os respectivos ganhos de cobertura entre um inquérito de base (normalmente, entre ) e um inquérito mais recente ( ), tendo sido categorizados do seguinte modo: países com elevado desempenho com um ganho mínimo de 40 pontos percentuais entre os dois inquéritos; países com desempenho intermédio com um ganho de pontos percentuais; e países com baixo desempenho com um ganho inferior a 11 pontos percentuais. Com base nesta definição, registaram-se cinco países com elevado desempenho (Etiópia, Quénia, Ruanda, Senegal e Zâmbia), três países com desempenho intermédio (Gana, República Unida da Tanzânia e Serra Leoa) e três países com baixo desempenho (República Democrática do Congo, Mauritânia e Nigéria). A Figura 5.5 ilustra os padrões de aquisição de ITNs de cada um destes países. Estes gastos não foram constantes ao longo deste período entre , mas, como previsto, em geral, registaram picos antes das campanhas nacionais de distribuição maciça planeadas. A propriedade de ITNs por agregado familiar aumentou após estas actividades. É importante notar que estes valores indicam que, em cada país, decorreu um intervalo de tempo muito breve entre a aquisição, a distribuição e a utilização de redes pela população ocorrendo frequentemente no espaço de um ano. Por exemplo, na Etiópia, os gastos em aquisição de ITNs passaram de $0,19 por pessoa em risco de contrair malária em 2005 para $1,13 em 2006 antes das principais campanhas de distribuição planeadas, em Os dados do inquérito de 2007 indicaram que, como consequência directa destes esforços, mais de metade dos agregados familiares possuíam pelo menos uma ITN a nível nacional elevando o valor para 66% dos agregados familiares em áreas de risco. Um padrão semelhante pode observar-se entre os países com elevado desempenho e, até certo ponto, entre os países com desempenho intermédio. Além disso, entre os países com elevado desempenho, o total de gastos de aquisição de ITNs entre o inquérito de base e o de seguimento foi entre $1,22 e $1,94 por pessoa em risco de contrair malária. * Os países com desempenho intermédio gastaram entre $0,45 e $0,69 por pessoa em risco de contrair malária na aquisição de ITNs, enquanto os países com baixo desempenho gastaram entre $0,05 e $0,13 (Tabela 5.5). De facto, estes resultados confirmam a estreita relação entre os gastos em aquisição de ITNs e os ganhos de cobertura (Figura 5.6). Com base nesta relação observada, estima-se adicionalmente que a maioria dos países tenha necessitado de gastar entre $2 e $3 por pessoa em risco na aquisição de ITNs para alcançar o objectivo de 80% de cobertura dos agregados familiares com pelo menos uma ITN (Tabela 5.6). *O Ruanda é uma excepção dado que teve níveis de gastos mais elevados que os outros países; no entanto, a maioria destes gastos ocorreu nos últimos dois anos e as vantagens de tal facto podem ainda não estar constatadas nos inquéritos existentes. 57

59 C o l o ca r o d i n h e i r o e m p r á t i ca : Ava l i a ç ã o d e 1 2 pa í s e s ( Á f r i ca ) Caixa 3: Definir as categorias de gastos Segue-se uma breve descrição das categorias de gastos utilizadas neste relatório. Os dados são apresentados em dólares americanos por ano civil. Estão disponíveis informações adicionais sobre estas categorias, fontes de dados e outras questões metodológicas no Anexo 1. ITNs. Inclui apenas os gastos em aquisição de redes tratadas com insecticidas de longa duração da US-PMI e do Banco Mundial, juntamente com os custos de expedição e outros encargos relacionados. No entanto, o Fundo Global apresenta dados sobre gastos para a categoria mais abrangente de produtos e equipamento de saúde, que inclui gastos em aquisição de ITNs, meios de diagnóstico e materiais de IRS. Antes de 2008, não era possível decompor mais esta categoria. No entanto, os dados de 2008 para estes 12 países indicam que a maior parte dos gastos nestes produtos de saúde se destinou a ITNs (em 2008, mais de três quartos dos gastos com prevenção destinaram-se a ITNs, sendo o restante dividido entre outras medidas de prevenção, tais como materiais de IRS). Adicionalmente, dadas as campanhas significativas de distribuição de ITNs decorridas em muitos dos 12 países entre , prevê-se que tenha sido utilizada uma proporção igual ou superior de gastos com prevenção na aquisição de ITNs nos anos anteriores. Assim, incluímos os dados sobre gastos com produtos e equipamento de saúde nesta categoria de ITN sem ajustes. IRS. Inclui dados de da US-PMI relativos a gastos relacionados com o custo total dos programas de IRS, incluindo materiais, operações de pulverização, custos de mãode-obra local, administração a nível nacional e assistência técnica. Os dados do Banco Mundial e do Fundo Global referem-se exclusivamente ao ano de 2008 e incluem apenas os gastos em aquisição de mercadorias de IRS. Medicamentos antimaláricos. Inclui apenas os gastos em aquisição de ACT da US-PMI e do Banco Mundial, juntamente com os custos de expedição e outros encargos relacionados. O Fundo Global não decompõe a sua categoria farmacêutica por tipo de fármaco, embora a grande maioria desses gastos se destine à aquisição de ACT. Meios de diagnóstico. Inclui os gastos em aquisição de RDTs e equipamento laboratorial (tal como microscópios) do Fundo Global e da US-PMI, e apenas a aquisição de RDT do Banco Mundial (juntamente com os custos de expedição e outros encargos relacionados). Os dados do Fundo Global referem-se apenas ao ano de IPT. Inclui apenas os gastos em aquisição de comprimidos de sulfadoxina-pirimetamina (SP) e gastos relacionados da US-PMI, Banco Mundial e Fundo Global. Os dados do Fundo Global sobre a aquisição de comprimidos de SP estão apenas disponíveis para

60 59

61 C o l o ca r o d i n h e i r o e m p r á t i ca : Ava l i a ç ã o d e 1 2 pa í s e s ( Á f r i ca ) Figura 5.5 Gastos anuais per capita em risco em aquisição de itns utilizando os fundos do gfatm, us-pmi e do Banco Mundial, 11 países, valor actual em us$, ; proporção de agregados familiares possuindo pelo menos uma itn. Existiam, na altura, ligações estreitas em termos de calendarização entre a disponibilidade do financiamento, os gastos em aquisição de ITNs, as campanhas de distribuição de ITNs e os aumentos da cobertura de ITNs. Disponibilidade de ITNs por agregado familiar Gastos anuais em aquisição de ITNs por pessoa em risco (valor actual em US$) Indica campanhas de distribuição de ITNs conhecidas Países com elevado desempenho Etiópia % de cobertura de ITNs dos agregados familiares Ruanda* $0,38 Nacional livre $1,13 53 $0,19 $0, % de cobertura de ITNs dos agregados familiares 15 Zâmbia $0,36 $3,35 % de cobertura de ITNs dos agregados familiares $1, Nacional $0,54 Gastos por pessoa em risco em US$ $1,80 $0,16 $0,89 $0,50 Gastos por pessoa em Nacional risco em US$ Gastos por pessoa em risco em US$ $4.00 $3.00 $2.00 $1.00 $ Quénia % de cobertura de ITNs dos agregados familiares 6 Senegal $0,16 $0,02 % de cobertura de ITNs dos agregados familiares $0,69 $0,21 $0,35 $0,34 Gastos por pessoa em risco em US$ 1.5 Nacional $1, $0, Gastos por pessoa em risco em US$ Fonte: (Cobertura) Base de dados global da UNICEF sobre a malária de 2009, que inclui dados do MICS, DHS e de inquéritos de indicadores de malária. Estas bases de dados estão disponíveis em: (Financiamento) Consulte o Anexo 1 para obter informações detalhas relativamente a fontes. (Populações em risco) As estimativas relativas à população em risco baseiam-se em estimativas do Malaria Atlas Project, aplicadas aos números totais da população da Divisão de População das Nações Unidas para Consulte o Anexo 1 para obter informações detalhadas. (Campanhas de distribuição) AM Noor et al 2009 Insecticide-treated net coverage in Africa: mapping progress in The Lancet, 2009, 373:

62 2. Países com desempenho intermédio Gana 3. Países com baixo desempenho República Democrática do Congo % de cobertura de ITNs dos agregados familiares 19 $0,10 $0,23 Gastos por pessoa em risco em US$ $0,41 $0, % de cobertura de ITNs dos agregados familiares $0,06 $0,04 $0,06 Gastos por pessoa em risco em US$ 9 $0, Indica campanhas de distribuição de ITNs conhecidas Disponibilidade de ITNs por agregado familiar Gastos anuais em aquisição de ITNs por pessoa em risco (valor actual em US$) Serra Leoa % de cobertura de ITNs dos agregados familiares 5 $0,45 $0,00 $0,00 República Unida da Tanzânia % de cobertura de ITNs dos agregados familiares Gastos por pessoa em risco em US$ $0, Gastos por pessoa em risco em US$ $0,41 $0, $0,07 $0, Mauritânia* % de cobertura de ITNs dos agregados familiares Nigéria $0,04 $0,01 $0,08 % de cobertura de ITNs dos agregados familiares Gastos por pessoa em risco em US$ 8 $0,09 2 $0,01 $0, Notas: Os dados relativos a gastos para 2005 baseiam-se em estimativas do Fundo Global de gastos cumulativos para , que foram divididos uniformemente por todo o período para dar origem a uma estimativa anual para o ano de Os dados relativos a gastos em ITNs para Moçambique não estão disponíveis, pelo que este país não está incluído na análise. Consulte o Anexo 1 para obter uma definição pormenorizada da categoria de gastos em ITNs Estes dados incluem geralmente apenas gastos em aquisição de mercadorias, taxas de expedição para portos, despesas com seguros e outras despesas relacionadas Os gastos com outras actividades relacionadas, necessários para aumentar a cobertura de ITNs, como as actividades de distribuição a nível nacional e reforço dos sistemas de saúde, não estão incluídas nestas estimativas Os dados relativos a gastos aqui apresentados não reflectem, por isso, os gastos destas organizações para o ano e país especificado Os gastos em ITNs do Fundo Global são calculados com base na categoria de classificação "equipamentos e produtos de saúde" que inclui gastos em ITNs, outros métodos de controlo vectoriais e meios de diagnóstico No entanto, a grande maioria dos gastos para esta categoria é em ITNs. *As estimativas relativas à população em risco baseiam-se em estimativas do Malaria Atlas Project, aplicadas aos números totais da população da Divisão de População das Nações Unidas para No entanto, as estimativas da OMS de populações em risco (de acordo com o publicado no Relatório Mundial da Malária de 2009 da OMS) difere significativamente destas estimativas para o Ruanda e a Mauritânia. Se as estimativas da OMS para estes dois países fossem aplicadas aos números acima, os gastos do Ruanda em ITNs para seriam $0,21, $1,90, $1,02 e $0,09, respectivamente, e os gastos da Mauritânia em ITN para seriam de $0,05, $0,02, $0,11 e $0,64, respectivamente. 1 $0, Gastos por pessoa em risco em US$ $0,

63 C o l o ca r o d i n h e i r o e m p r á t i ca : Ava l i a ç ã o d e 1 2 pa í s e s (África ) Tabela 5.5. Total de gastos em aquisição de ITNs por pessoa em risco entre o inquérito de base e o de seguimento, 11 países, Os países gastaram montantes diferentes na aquisição de ITNs e alcançaram ganhos de cobertura diferentes; os gastos encontram-se altamente correlacionados com os ganhos de cobertura. País % de agregados familiares que possuem pelo menos uma ITN (inquérito de base) % de agregados familiares que possuem pelo menos uma ITN (inquérito de seguimento) Alteração em pontos percentuais Gastos totais em aquisição de ITNs por pessoa em risco entre os inquéritos inicial e de seguimento (valor actual em US$) Países com elevado desempenho Etiópia 3 (2005) 53 (2007) 50 $1,32 ( ) Quénia 6 (2003) 54 ( ) 48 $1,79 ( ) Zâmbia 14 ( ) 62 (2008) 48 $1,94 ( ) Ruanda* 15 (2005) 56 ( ) 41 $5,51 ( ) Senegal 20 (2005) 60 ( ) 40 $1,22 ( ) Países com desempenho intermédio Serra Leoa 5 (2005) 37 (2008) 32 $0,45 ( ) Tanzânia, Rep. Un. 23 ( ) 39 ( ) 16 $0,69 ( ) Gana 19 (2006) 33 (2008) 14 $0,64 ( ) Países com baixo desempenho Mauritânia* 1 (2004) 12 (2007) 11 $0,05 ( ) Congo, Rep. Un. 2 (estimativa de 2001) 9 (2007) 7 $0,10 ( ) Nigéria 2 (2003) 8 (2008) 6 $0,13 ( ) Fonte: Consulte as informações detalhadas sobre a fonte dos dados de financiamento e das estimativas da população em risco. Notas: *As estimativas relativas à população em risco baseiam-se em estimativas do Malaria Atlas Project, aplicadas aos números totais da população da Divisão de População das Nações Unidas para No entanto, as estimativas da OMS relativas à população em risco (de acordo com o publicado no Relatório Mundial da Malária de 2009 da OMS) diferem significativamente destas estimativas para o Ruanda e a Mauritânia. Se as estimativas da OMS para estes dois países tiverem sido utilizadas na tabela acima, o valor do total de gastos para o Ruanda e a Mauritânia seria de $3,13 e $0,07, respectivamente. Moçambique não foi incluído nesta avaliação, uma vez que os dados sobre gastos em aquisição de ITNs não estavam disponíveis. 62

64 Figura 5.6. Total de gastos em aquisição de ITNs por pessoa em risco entre o inquérito de base e o de seguimento e o ganho de cobertura em pontos percentuais entre estes inquéritos, 9 países. Existe uma estreita relação entre os gastos em aquisição de ITNs e os ganhos de cobertura referentes a ITNs. % de aumento na posse de ITN por agregado familiar Serra Leoa Senegal Tanzânia, Rep. Un. Etiópia y = 24,242x + 6,697 R 2 = 0,80449 Quénia 10 Congo, Rep. Un. Valor gasto em US$ por pessoa em risco Nigéria 0 $0,00 $0,20 $0,40 $0,60 $0,80 $1,00 $1,20 $1,40 $1,60 $1,80 $2,00 Notas: O Ruanda e a Mauritânia não foram incluídos na análise de regressão devido à variabilidade das estimativas da população em risco e o impacto resultante nos gastos em aquisição de ITNs por pessoa em risco. Zâmbia 63

65 C o l o ca r o d i n h e i r o e m p r á t i ca : Ava l i a ç ã o d e 1 2 pa í s e s (África ) Tabela 5.6. Gastos em aquisição de ITNs adicionais estimados por pessoa em risco necessários para alcançar uma cobertura de 80 porcento, nove países. Os países necessitam de gastar aproximadamente entre $1,80 e $2,60 por pessoa em risco para alcançar 80% de cobertura dos agregados familiares com pelo menos uma ITN por agregado em relação à cobertura inicial. O total de gastos adicionais necessários para que cada país alcance a cobertura de 80 porcento depende da cobertura actual (a Zâmbia necessita de gastar $0,47 por pessoa em risco; a Nigéria necessita de gastar $2,69 por pessoa em risco)*. % de agregados familiares que possuem pelo menos uma ITN (inquérito de segui- % de agregados familiares que possuem pelo menos uma ITN (inquérito de País base) mento) Países com elevado desempenho 3 53 Etiópia (2005) (2007) 6 54 Quénia (2003) ( ) Zâmbia ( ) (2008) Ruanda** (2005) ( ) Senegal (2005) ( ) Países com desempenho intermédio 5 37 Serra Leoa (2005) (2008) Tanzânia, Rep, Un, ( ) ( ) Gana (2006) (2008) Países com baixo desempenho 1 12 Mauritânia** (2004) (2007) Congo, Rep, Un, Nigéria 2 (estimativa de 2001) 2 (2003) 9 (2007) 8 (2008) Alteração em pontos percentuais Total de gastos em aquisição de ITNs por pessoa em risco entre os inquéritos inicial e de seguimento (valor actual em US$) 50 $1,32 ( ) 48 $1,79 ( ) 48 $1,94 ( ) 41 $5,51 ( ) 40 $1,22 ( ) 32 $0,45 ( ) 16 $0,69 ( ) 14 $0,64 ( ) 11 $0,05 ( ) 7 $0,10 ( ) 6 $0,13 ( ) Objectivo do RBM Alteração em pontos percentuais necessária para atingir o objectivo do RBM Os gastos adicionais em aquisição de ITNs por pessoa em risco necessitavam de atingir uma cobertura de 80% Notas: As estimativas dos gastos adicionais necessários para alcançar a cobertura de 80% são previstas com base num modelo de regressão linear da relação observada entre os gastos em aquisição de ITNs por pessoa em risco entre o inquérito de base e o de seguimento e os ganhos de cobertura em pontos percentuais nos agregados familiares com pelo menos uma ITN (consulte a Figura 5.6). * De salientar que as estimativas dos gastos adicionais necessários para atingir a cobertura de 80% são estimativas para a concretização do objectivo de cobertura inicial e os custos continuados para a manutenção da cobertura não estão incluídos nos cálculos. Adicionalmente, isto deverá ser considerado como um primeiro passo na cobertura, tendo em conta que os programas relativos à malária são fortemente encorajados a procurar alcançar a posse e utilização de ITNs para todas as pessoas que dormem dentro de casas. **O Ruanda e a Mauritânia não foram incluídos na análise de regressão devido à variabilidade das estimativas da população em risco e o impacto resultante nos gastos em aquisição de ITNs por pessoa em risco. Os gastos totais em aquisição de ITN por pessoa em risco necessitavam de atingir uma cobertura de 80% relativamente ao inquérito de base $0,84 $2, $0,80 $2, $0,47 $2, $0,55 $1, $1,50 $1, $1,42 $2, $1,66 $2, $2,65 $2, $2,69 $2,82 64

66 Pulverização residual no interior de edifícios Os registos dos programas nacionais fornecem dados muito úteis para monitorizar a cobertura de IRS, uma vez que esta intervenção está frequentemente direccionada para áreas subnacionais. A Tabela 5.7 resume as actividades de IRS entre 2006 e 2008 em oito países que receberam apoios de financiamento da US-PMI para esta intervenção; mais de 3,7 milhões de habitações foram pulverizadas e mais de 35 milhões de pessoas-anos de protecção foram proporcionados durante O apoio da US-PMI para actividades de IRS em oito dos 12 países de avaliação (Etiópia, Gana, Quénia, Moçambique, Ruanda, Senegal, República Unida da Tanzânia [território continental e Zanzibar] e Zâmbia) perfizeram um total superior a $40 milhões durante O Banco Mundial apoiou programas de IRS em três destes países (Etiópia, Nigéria e Zâmbia), perfazendo um total de $7 milhões em gastos em actividades de IRS durante este mesmo período de tempo. Em 2008, os subsídios do Fundo Global apoiaram a IRS em três dos 12 países (Mauritânia, Moçambique e Zâmbia), perfazendo um total de $ 3,5 milhões. No geral, 10 dos 12 países receberam apoios para os respectivos programas de IRS e, em alguns países (por exemplo, a Etiópia; consulte o Relatório Mundial da Malária de 2009, OMS), o conjunto do apoio de várias fontes forneceu protecção a uma porção substancial da população em risco. Tabela 5.7. Número total de habitações pulverizadas e pessoas protegidas por programas de irs apoiados pela us-pmi, 8 países, Mais de 35 milhões de pessoas-anos de protecção foram proporcionados por programas de IRS em através de um mecanismo de apoio O financiamento adicional do Banco Mundial, do Fundo Global e outros recursos proporcionaram cobertura e protecção adicionais aos agregados familiares. Número de estruturas pulverizadas (em milhares) Número de pessoas protegidas (em milhares) Fonte: Relatório Anual da US-PMI de Número de estruturas pulverizadas (em milhares) Número de pessoas protegidas (em milhares) Número de estruturas pulverizadas (em milhares) Número de pessoas protegidas (em milhares) Número de estruturas pulverizadas (em milhares) Número de pessoas protegidas-anos de protecção (em milhares) País Etiópia Gana Quénia Moçambique Ruanda Senegal Tanzânia, Rep. Un. (Território continental) Tanzânia, Rep. Un. (Zanzibar) Zâmbia Total (em milhares) Financiamento total ( ): Financiamento total por pessoa protegida ( ): $40,5 milhões $1,14 por pessoa protegida 65

67 C o l o ca r o d i n h e i r o e m p r á t i ca : Ava l i a ç ã o d e 1 2 pa í s e s (África ) Gestão de casos de malária Meios de diagnóstico A implementação de meios de diagnóstico de grande escala pode apoiar a utilização racional de medicamentos antimaláricos e constitui um aspecto crítico dos programas de tratamento. No entanto, até à data, os dados dos inquéritos estão maioritariamente indisponíveis para monitorizar a utilização de meios de diagnóstico para melhor direccionar o tratamento apenas aos doentes febris com um teste positivo para malária. Foram desenvolvidas perguntas sobre a utilização de meios de diagnóstico para testes de malária para inclusão em inquéritos futuros e novas informações estarão disponíveis nos próximos anos. De momento, os dados de inquéritos nacionais foram recolhidos num inquérito apenas (Inquérito de Indicadores de Malária da Zâmbia de 2008), indicando que 11% das crianças zambianas com febre comunicada receberam uma picada no dedo ou no calcanhar para testes de malária. Estão actualmente a ser envidados esforços reforçados para adquirir, distribuir e fornecer formação sobre a utilização de meios de diagnóstico nos países endémicos da malária como resposta às recomendações globais de confirmação de parasitas em casos de suspeita de malária. 17 Em 2008 apenas, foram gastos $3,4 milhões pelo Fundo Global, US-PMI e Banco Mundial na aquisição de meios de diagnóstico nestes 12 países. Nos próximos anos, esperam-se gastos ainda maiores em meios de diagnóstico com base nos compromissos de financiamento destas organizações. Tratamento Nos últimos anos, África atravessou uma transição significativa em termos de actividades de tratamento da malária. Desde 2003, os países alteraram rapidamente as suas políticas nacionais sobre fármacos para promover a ACT, que se trata de uma via de tratamento mais eficaz embora mais dispendiosa. Ao mesmo tempo, a aquisição global destes medicamentos aumentou acentuadamente desde E mais recentemente ainda, os países começaram a investir em meios de diagnóstico para melhor direccionarem o tratamento da malária àqueles que apresentam um diagnóstico de malária positivo. Em conjunto, estas acções, bem como o reforço dos sistemas de distribuição, sugerem que muitos países irão melhorar a cobertura com um tratamento imediato e eficaz nos próximos anos. De momento, apenas 3 dos 12 países incluídos nesta avaliação (Gana, República Unida da Tanzânia e Zâmbia) dispõem de dados dos inquéritos que apresentam tendências para a cobertura com ACT, que corresponde ao seu tratamento de primeira linha para a malária sem complicações e é a via de tratamento actualmente adquirida, sobretudo com financiamento do Fundo Global, US-PMI e Banco Mundial. A Figura 5.7 indica que o Gana e a República Unida da Tanzânia concretizaram ganhos significativos na cobertura com um tratamento eficaz com ACT num curto período de tempo. Os dados relativos à Zâmbia indicam taxas de cobertura de ACT precoces, tendo estabilizado mais recentemente; este facto pode reflectir o aumento da utilização de meios de diagnóstico de tal modo que menos crianças febris são tratadas com ACT porque muitas não têm malária, mas a taxa é avaliada com base em crianças febris. Durante este período, o tratamento com medicamentos menos eficazes (por exemplo, cloroquina) decresceu ou permaneceu com níveis baixos nestes países. Espera-se que outros países africanos que tenham investido recentemente na expansão da cobertura de ACT apresentem resultados semelhantes nos próximos inquéritos, embora a interpretação da cobertura de tratamento apresente desafios e se torne mais difícil no futuro, à medida que os países expandem a utilização de meios de diagnóstico de malária (consulte o Anexo 1 para um debate mais exaustivo). 66

68 67

69 C o l o ca r o d i n h e i r o e m p r á t i ca : Ava l i a ç ã o d e 1 2 pa í s e s (África ) Figura 5.7. Proporção de crianças febris com menos de cinco anos de idade que receberam medicamentos antimaláricos por tipo (ACT ou CQ) nas últimas duas semanas; e gastos médios anuais por pessoa em risco na aquisição de medicamentos antimaláricos utilizando fundos do Fundo Global, US-PMI e Banco Mundial (valor actual em US$); Gana, República Unida da Tanzânia e Zâmbia, Embora os dados revelem progressos na cobertura de ACT no Gana, na República Unida da Tanzânia e na Zâmbia, os gastos em aquisição destes fármacos continuam demasiado baixos e variáveis de ano para ano Gana % de crianças febris tratadas República Unida da Tanzânia % de crianças febris tratadas Valor médio gasto por pessoa em risco em US$ Valor médio gasto por pessoa em risco em US$ $0.15 $ ,75 0,5 0,25 0 Cobertura de ACT Cobertura de CQ Gastos médios anuais em ACT por pessoa em risco (valor actual em US$) Intervalo de anos Cobertura de ACT Cobertura de CQ Gastos médios anuais em ACT por pessoa em risco (valor actual em US$) Intervalo de anos

70 Zâmbia % de crianças febris tratadas Valor médio gasto por pessoa em risco em US$ $0.45 Intervalo de anos Fonte: (Cobertura) Bases de dados globais da UNICEF de 2009, que incluem dados de MICS, DHS e Inquéritos de Indicadores de Malária. Estas bases de dados estão disponíveis em: (Financiamento) Consulte o Anexo Técnico para obter informações detalhadas sobre a fonte. (Populações em risco) As estimativas relativas à população em risco baseiam-se em estimativas do Malaria Atlas Project, aplicadas aos números totais da população da Divisão de População das Nações Unidas para Consulte o Anexo Técnico para obter informações detalhadas. Notas: Os dados relativos a gastos para 2005 baseiam-se em estimativas do Fundo Global de gastos cumulativos para , que foram divididos uniformemente por todo o período para dar origem a uma estimativa anual para o ano de Consulte o Anexo 1. para obter uma explicação detalhada da categoria de gastos em medicamentos antimaláricos. Estes dados incluem geralmente apenas gastos em aquisição de mercadorias, taxas de expedição para portos, despesas com seguros e outras despesas relacionadas. Os gastos com outras actividades relacionadas, necessárias para aumentar a cobertura de ITN, como as actividades de distribuição a nível nacional e reforço dos sistemas de saúde, não estão incluídos nestas estimativas. Os dados relativos a gastos aqui apresentados não reflectem, por isso, os gastos destas organizações para o ano e país especificado Cobertura de ACT Cobertura de CQ Gastos médios anuais em ACT por pessoa em risco (valor actual em US$) 69

71 C o l o ca r o d i n h e i r o e m p r á t i ca : Ava l i a ç ã o d e 1 2 pa í s e s (África ) A Figura 5.8 indica que, em muitos dos 12 países, os gastos em aquisição de ACT são frequentemente demasiado baixos e variáveis de ano para ano. Por exemplo, a República Unida da Tanzânia, um país que alcançou alguns progressos significativos na cobertura de ACT entre 2005 e 2008, revelou gastos altamente variáveis em ACTs durante este período de tempo passando de $0,07 por pessoa em risco de contrair malária em 2005 para $0,40 em 2006, decrescendo para $0,22 Tabela 5.8. Gastos anuais em aquisição de ACT por pessoa em risco utilizando os recursos do Fundo Global, US-PMI e Banco Mundial, 12 países, Os gastos em aquisição de ACT são frequentemente demasiado baixos e variáveis de ano para ano. País Gastos anuais em aquisição de ACT por pessoa utilizando fundos do GFATM. US-PMI e Banco Mundial em 2007 e $0,00 em Embora a cobertura de ACT tenha aumentado de 2% em 2005 para 21% em 2008, não é claro, com base nos dados de financiamento, até que ponto estes ganhos podem ser sustentados nos próximos anos. Padrões de gastos em tratamento semelhantes, mas níveis inferiores de gastos, estão a ocorrer em muitos dos outros países incluídos nesta avaliação; no entanto, as tendências na cobertura de dados não foram disponibilizadas pelos relatórios dos inquéritos nacionais. Média dos gastos em aquisição de ACT Ruanda* $0,08 $1,23 $0,77 $0,12 $0,55 Zâmbia $0,21 $0,44 $0,47 $0,67 $0,45 Quénia $0,00 $0,57 $0,06 $0,33 $0,24 Tanzânia, Rep. Un. $0,07 $0,40 $0,21 $0,00 $0,17 Gana $0,04 $0,16 $0,21 $0,17 $0,15 Etiópia $0,07 $0,34 $0,09 $0,05 $0,14 Mauritânia* $0,01 $0,00 $0,01 $0,30 $0,08 Senegal $0,13 $0,20 $0,00 $0,00 $0,08 Serra Leoa $0,00 $0,18 $0,00 $0,15 $0,08 Moçambique $0,00 $0,00 $0,00 $0,26 $0,07 Nigéria $0,01 $0,06 $0,02 $0,04 $0,03 Congo, Rep. Un. $0,01 $0,01 $0,01 $0,05 $0,02 Fonte: Consulte as informações detalhadas sobre a fonte para a Figura 5.7. Notas: *Os dados relativos a gastos para 2005 baseiam-se em estimativas do Fundo Global de gastos cumulativos para , que foram divididos uniformemente por todo o período para dar origem a uma estimativa anual para o ano de As estimativas relativas à população em risco baseiam-se em estimativas do Malaria Atlas Project, aplicadas aos números totais da população da Divisão de População das Nações Unidas para No entanto, as estimativas da OMS de populações em risco (de acordo com o publicado no Relatório Mundial da Malária de 2009 da OMS) diferem significativamente destas estimativas para o Ruanda e a Mauritânia. Se as estimativas da OMS para estes dois países tiverem sido utilizadas na tabela acima, o valor do total de gastos na aquisição de ACT para o Ruanda e a Mauritânia seria de $0,31 e $0,11, respectivamente. 70

72 Figura 5.8. Proporção de últimos nascimentos em que a mãe recebeu IPTp (duas ou mais doses de SP) através de cuidados pré-natais durante a gravidez, 10 dos 12 países em avaliação com dados, Alguns dos países que apresentam ganhos significativos na cobertura de IPTp Congo, Rep. Dem. (2007) 1 7 Nigéria (2003) Nigéria (2008) 12 Serra Leoa (2008) Quénia (2003) Quénia ( ) Ruanda ( ) Moçambique (2007) Malária durante a gravidez O tratamento preventivo intermitente durante a gravidez (IPTp) é uma medida crítica para prevenir a malária entre as mulheres grávidas em zonas endémicas, devendo ser conjugado com a utilização regular de ITNs ao longo da gravidez. O tratamento consiste em pelo menos duas doses de sulfadoxina-pirimetamina (SP) durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez, recebidas através de consultas de cuidados prénatais de rotina. O IPTp é uma actividade relativamente acessível, dado o baixo custo da aquisição de comprimidos de SP e a capacidade de incluir esta intervenção nos cuidados de rotina contínuos fornecidos durante as consultas de cuidados pré-natais. Em 2008 apenas, foram gastos $1,4 milhões nestas actividades em 3 destes 12 países (Gana, Fonte: Bases de dados globais da UNICEF sobre a malária de Tanzânia, Rep. Un. ( ) Tanzânia, Rep. Un. ( ) 1 44 Gana (2003) Gana (2008) Senegal (2005) Senegal (2006) Senegal ( ) Zâmbia (2006) Zâmbia (2007) Zâmbia (2008) Mauritânia e Zâmbia) utilizando recursos do Fundo Global. Não foram comunicados gastos para 2008 nos restantes países que recebem recursos do Fundo Global ou nos países apoiados pelos programas da US-PMI e do Banco Mundial. Estão disponíveis dados de inquéritos para monitorizar a cobertura das actividades de IPTp para 10 dos 12 países em avaliação. Estes dados indicam que a cobertura de IPTp é baixa na maioria dos países, com uma cobertura inferior a 40 porcento em 7 dos 10 países que dispõem de dados. Nomeadamente, o Gana e a Zâmbia dois dos países que apresentam uma cobertura mais elevada (44% e 60% em 2008, respectivamente) também comunicaram gastos em actividades relacionadas com a malária durante a gravidez em 2008 (Figura 5.8). 71

73 C o l o ca r o d i n h e i r o e m p r á t i ca : Ava l i a ç ã o d e 1 2 pa í s e s (África ) Impacto do financiamento e ganhos de cobertura *De salientar que as estimativas dos gastos adicionais necessários para atingir a cobertura de 80% são estimativas para a concretização do objectivo de cobertura inicial e os custos continuados para a manutenção da cobertura não estão incluídos nestes cálculos. Adicionalmente, isto deverá ser considerado como um primeiro passo na cobertura, tendo em conta que os programas relativos à malária são fortemente encorajados a procurar alcançar a posse e utilização de ITNs para todas as pessoas que dormem dentro de casas. Existem desafios significativos na medição do impacto dos programas de controlo da malária em muitos países endémicos da malária que apresentam sistemas de vigilância de doenças insuficientes. Embora sejam necessários investimentos adicionais para reforçar as informações sobre saúde e sistemas de registo essenciais nestes países, os dados provenientes destas fontes sugerem declínios significativos na carga da malária em várias áreas. As estimativas baseadas em modelos fornecem uma indicação em bruto do número de potenciais mortes evitadas a nível nacional, podendo ser utilizadas juntamente com outras fontes de dados para fornecer uma indicação geral do impacto dos programas na mortalidade. Este modelo, conhecido como a ferramenta de vidas salvas (modelo LiST), associa a abrangência de intervenções-chave para a sobrevivência das crianças a evidências empíricas sobre o efeito que estas intervenções têm na prevenção da mortalidade em crianças com menos de cinco anos. 18,19 O modelo também inclui nas suas previsões projecções demográficas actuais e causas para os perfis de mortalidade em crianças com menos de cinco anos específicas de cada país. Estas estimativas sugerem que o aumento de intervenções de ITN e IPTp entre 2000 e 2009 nestes 12 países pode ter evitado mais de mortes infantis por malária, tendo mais de três quartos destas mortes sido evitados nos últimos quatro anos (Tabela 5.9 e Figura 5.9). Estes resultados coincidem com os aumentos de compromissos globais para o controlo da malária, tendo 80% dos compromissos de financiamento entre 2003 e 2009 sido disponibilizados apenas nos últimos quatro anos (Figura 5.10). As estimativas dos modelos sugerem ainda que, se estes 12 países aumentassem a cobertura da prevenção contra a malária para 80% até ao final de 2010, poderiam ser evitadas mais de ~ mortes infantis por malária somente no próximo ano (Tabela 5.10). Conforme realçado na Tabela 5.6, seria necessário que a maioria dos países gastasse entre $2 e $3 por pessoa em risco na aquisição de ITNs para alcançar este objectivo *. E, apesar dos aumentos significativos da cobertura de ITNs dos últimos anos, a maioria dos países (mesmo os de elevado desempenho) não está a gastar esta quantia, ficando actualmente aquém de alcançar este objectivo de cobertura. 72

74 Tabela 5.9. Número estimado de mortes por malária evitadas em crianças com menos de cinco anos devido a alterações na cobertura de ITN e IPT durante , 12 países. Nestes 12 países, estima-se que ~ mortes por malária tenham sido evitadas com o aumento de ITNs e IPT desde 2000; estima-se que ~ mortes tenham sido evitadas apenas em Total Incerteza País Limite inferior Limite superior Congo ITNs Rep. Un. IPTp Etiópia ITNs IPTp Gana ITNs IPTp Quénia ITNs IPTp Mauritânia ITNs IPTp Moçambique ITNs IPTp Nigéria ITNs IPTp Ruanda ITNs IPTp Senegal ITNs IPTp Serra Leoa ITNs IPTp Tanzânia, ITNs Rep. Un. IPTp Zâmbia ITNs IPTp países ITNs IPTp Total de mortes evitadas Fonte: Eisele TP, Larsen D, Steketee RW Protective efficacy of interventions for preventing malaria mortality in children in Plasmodium falciparum endemic areas. Int J Epidemiol. In press

75 C o l o ca r o d i n h e i r o e m p r á t i ca : Ava l i a ç ã o d e 1 2 pa í s e s (África ) Tabela Número estimado de mortes por malária em crianças com menos de cinco anos que poderia ser evitado nos 12 países se o objectivo da RBM de cobertura de 80% ou 100% de ITNs e IPTp fosse alcançado até ao final de Até ao final de 2010, quase mortes por malária adicionais poderiam ser evitadas nestes 12 países se a cobertura de 80% para ITNs e IPTp fosse alcançada; este valor poderia aumentar para quase mortes por malária evitadas com uma cobertura de 100%. País Congo, Rep. Un. Etiópia Gana Quénia Mauritânia Moçambique Nigéria Ruanda Senegal Serra Leoa Tanzânia, Rep. Un. Zâmbia Total Estimativa do número de mortes evitadas em crianças com menos de cinco anos devido a alterações na cobertura de ITNs e IPTp, Mortes adicionais por malária que poderão ser evitadas se se alcançar a cobertura de 80% em finais de 2010 E se for alcançada uma cobertura de 100% até finais de 2010 Total Incerteza Total Incerteza Total Incerteza Limite inferior Limite superior Limite inferior Limite superior Limite inferior Limite superior ITNs IPTp ITNs IPTp ITNs IPTp ITNs IPTp ITNs IPTp ITNs IPTp ITNs IPTp ITNs IPTp ITNs IPTp ITNs IPTp ITNs IPTp ITNs IPTp ITNs IPTp

76 Figura 5.9. Número estimado de mortes por malária evitadas em crianças com menos de cinco anos devido a alterações na cobertura de ITN e IPT durante , 12 países. Três quartos destas mortes por malária estimadas foram evitadas desde ,500 mortes evitadas ,800 mortes evitadas ,200 mortes evitadas mortes evitadas ,600 mortes evitadas As informações de outras fontes de dados corroboram estas previsões dos modelos. Nos 12 países incluídos nesta avaliação, cinco realizaram e publicaram uma análise aprofundada do impacto dos respectivos programas de controlo da malária na morbidade e mortalidade associadas à malária com base em dados de instituições de saúde, inquéritos a agregados familiares e outras fontes. São estes países a Etiópia, Gana, Ruanda, República Unida da Tanzânia (Zanzibar) e Zâmbia (consulte a Avaliação de cinco anos do Fundo Global 18 ). 75

77 C o l o ca r o d i n h e i r o e m p r á t i ca : Ava l i a ç ã o d e 1 2 pa í s e s (África ) Tabela Resumo do impacto dos programas de controlo da malária na morbidade e mortalidade associadas à malária na Etiópia, Gana, Ruanda, República Unida da Tanzânia (Zanzibar) e Zâmbia. Foram recentemente documentadas reduções substanciais da mortalidade e uma variedade de reduções da morbidade associadas à malária em cinco países da avaliação. Países Zanzibar Ruanda Etiópia Gana Zâmbia Período de tempo vs vs vs vs Inquéritos em , 2006, 2007, 2008 Morbidade Consultas externas de malária em crianças com idade inferior a 5 anos 73% 58% 85% 33% Taxas da febre Internamentos hospitalares por malária em crianças com idade inferior a 5 anos 75% 55% 73% 55% Transfusões de sangue 95% Prevalência do parasita em crianças com idade inferior a 5 anos 97% A <1% em todas as faixas etárias 54% Prevalência de anemia infantil (Hb<8gm/dl) 87% Sem alteração 69% Esplenomegalia Mortalidade Mortalidade especificamente relacionada com a malária (nem todas confirmadas por microscopia) 71% 67% 66% Mortalidade por todas as causas Menos de 5 anos 52% 33% 28% 29% Bebés (0 11 meses) 33% 28% 22% 26% 1ª infância (1 4 anos) 71% 41% 38% 36% Fatalidade dos casos Observações IRS, ACTs introduzidas em 2004, ITNs em 2006, todas com elevadas taxas de ITNs e ACTs registaram uma subida acentuada em 2006 Intensificação de distribuição de ITNs em todas as áreas de malária em Intensificação da cobertura de ITNs com ênfase nas áreas rurais Intensificação das intervenções de ITNs, IRS, IPTp e gestão de casos cobertura * Fonte: Impact of national malaria-control scale-up programmes in Africa: magnitude and attribution of effects. Report for the Malaria Control and Evaluation Partnership in Africa (MACEPA)/PATH, Seattle, EUA citando os seguintes artigos: (Zâmbia): Chizema-Kawesha E, Mukonka V, Mwanza M, Kaliki C, Phiri M, Miller J, Komatsu R, Aregawi M, Masaninga F, Kitikiti S, Babaniyi O, Otten M. Evidence of substantial nationwide reduction of malaria cases and deaths due to scale-up of malaria control activities in Zambia Impact Evaluation Mission Report, World Health Organization, January 2009; (Zanzibar): Bhattarai A, Ali AS, Kachur SP, et al. Impact of artemisinin-based combination therapy and insecticide-treated nets on malaria burden in Zanzibar. PLoS Med 2007; 4: e309; (Ruanda e Etiópia): Otten M, Aregawi M, Were W, Karema C, Medin A, Bekele W, et al. Initial evidence of reduction of malaria cases and deaths in Rwanda and Ethiopia due to rapid scale-up of malaria prevention and treatment. Malar J 2009; 8: e14. 76

78 A Tabela 5.11 resume estes resultados impressionantes e revela a relação destes com o aumento das intervenções-chave para o controlo da malária nestes países com base nos recentes aumentos de financiamento para o controlo da malária. Por exemplo, na Zâmbia, durante o período de aumento de várias intervenções de controlo da malária, a mortalidade especificamente relacionada com a malária decresceu 66% e a mortalidade relacionada com outras causas em crianças com menos de cinco anos decresceu 29% entre e Ao mesmo tempo, a prevalência de parasitas entre crianças com menos de cinco anos diminuiu 54% e os internamentos hospitalares por malária 55%. Do mesmo modo, em Zanzibar (República Unida da Tanzânia), a mortalidade especificamente relacionada com a malária decresceu 71% e a mortalidade relacionada com outras causas em crianças com menos de cinco anos decresceu 52% entre e

79 78

80 capítulo VI Conclusões e questões futuras Tem ocorrido um progresso substancial durante a última década no financiamento global para o apoio do controlo da malária em países endémicos. A necessidade de financiamento foi evidente no início da década, mas foi definida de melhor forma com o desenvolvimento do Plano Global de Acção contra a Malária (aprovado em 2008 e que descreve uma necessidade anual entre $5-6 mil milhões. A quantidade de financiamento externo disponível aumentou dramaticamente, atingindo aproximadamente $1,6 mil milhões em compromissos em Estes fundos disponíveis derivam de vários países e organizações, mas foram amplamente canalizados através de três principais fontes: o Fundo Global, o Banco Mundial e a US-PMI. A utilização atempada deste financiamento é evidente, conforme demonstrado na avaliação de 12 países no presente relatório. Por outras palavras, à medida que os países atrairam financiamento, foram razoavelmente eficientes e atempados a utilizar os recursos para fornecerem materiais e serviços de prevenção e tratamento para as suas populações em risco. A abrangência das intervenções e as previsões mais aproximadas quanto ao impacto sugerem que o financiamento e acções subsequentes estão a salvar um número substancial de vidas e a reduzir dramaticamente a carga da malária. O financiamento disponível não correspondeu à necessidade de financiamento prevista (a Figura 6.1 apresenta uma demonstração visual desta lacuna ao longo dos últimos anos; consulte também o Anexo 4). Como consequência, os países que não foram capazes de atrair um financiamento substancial não alcançaram grandes progressos. Na avaliação de 12 países no presente relatório, vários países não receberam o devido financiamento e observa-se uma falta de progresso clara nessas situações. Este aspecto tem consequências sérias durante a recente de crise financeira global e na experiência recente com o Fundo Global, cujos subsídios aprovados da Fase 1 (solicitados para os subsídios para o VIH, tuberculose e malária da Parcela 8 e Parcela 9) sofreram reduções de 10% nos seus orçamentos. 79

81 C o n c l u s õ e s e q u e s t õ e s f u t u r a s A comunidade com malária encontra-se numa altura importante. Actualmente, aguardamos com expectativa a chegada de 2010 e o compromisso dos parceiros RBM para ampliar o âmbito do apoio de forma a atingir objectivos RBM superiores a uma cobertura de 80% para todas as intervenções. Progredimos notavelmente desde a altura em que o pedido de recursos para apoiar o controlo da malária era efectuado apenas com base na necessidade - aproximadamente mortes por ano e 250 milhões de casos todos os anos. Actualmente, a justificação para o apoio contínuo baseia-se nas intervenções efectivas que demonstraram reduzir a doença e as mortes quando aplicadas através de programas nacionais. Nesta última década, a prevenção e o controlo da malária têm estado entre os melhores investimentos efectuados na saúde mundial Figura 6.1. Previsão dos requisitos de recursos globais anuais para o controlo da malária e compromissos globais actuais quanto à malária por parte do Fundo Global, Banco Mundial e US-PMI. O Plano Global de Acção contra a Malária previu que são necessários entre $5,0 e $6,2 mil milhões por ano entre 2010 e 2015 para ampliar e sustentar o controlo e o progresso com vista à eliminação da malária a nível global Apesar de se observarem aumentos substanciais no financiamento para o controlo da malária, continuam a ficar aquém das necessidades para atingir os objectivos globais. Mil milhões de US$ Necessidade calculada (consulte a Figura 2.1) Financiamento estimado que poderá estar disponível através de pedidos aprovados existentes do Fundo Global e de apoio planeado por parte de outras fontes (consulte o Anexo 4) Fonte: Plano Global de Acção contra a Malária (RBM, 2008), Fundo Global, Banco Mundial e US-PMI. Notas: Os compromissos previstos actuais representam pedidos de subsídios aprovados do Fundo Global (nem todos os pedidos aprovados são fundos garantidos) e estimativas da US-PMI e do Banco Mundial; consulte o Anexo 4. 80

82 81

83 F o n t e s d e f i n a n c i a m e n t o e d i s t r i b u i ç õ e s d o m e s m o p a r A o c o n t r o l o d A m a l á r i a Referências 1. Shepard D, Etling M, Brinkmann U, Sauerborn R. The economic cost of malaria in Africa. Annals of Tropical Medicine and Parasitology. 1991;42: McCarthy FD, Wolf H, Wu Y. Malaria and Growth. Policy Research Working Paper Washington, DC: World Bank; Gallup JL, Sachs JD. The economic burden of malaria. American Journal of Tropical Medicine and Hygiene. 2001;64(Suppl 1,2): Sachs J, Malaney P. The economic and social burden of malaria. Nature. 2002;415: Sachs JD. Achieving the Millennium Development Goals the case of malaria. New England Journal of Medicine. 2005;352: Goodman C, Coleman P, Mills A. Economic Analysis of Malaria Control in Sub-Saharan Africa. Geneva: Global Forum for Health Research/World Health Organization (WHO); Hanson K, Goodman C, Lines J, et al. The Economics of Malaria Control Interventions. Geneva: Global Forum for Health Research/ WHO; Ravishankar N, Gubbins P, Cooley RJ, et al. Financing of global health: tracking development assistance for health from 1990 to The Lancet. 2009;373: Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), University of Washington. Financing Global Health 2009: Tracking Development Assistance for Health. Seattle; IHME: Disponível em: resources/policyreports/2009/financing_global_ health_0709.html. 10. Snow RW, Guerra CA, Mutheu JJ, Hay SI. International funding for malaria control in relation to populations at risk of stable Plasmodium falciparum transmission. PLoS Medicine. 2008;5(7):e142. doi: /journal. pmed WHO. World Malaria Report 2009.Geneva: WHO; 2009: Disponível em: report_2009/en/index.html. 12. Nabarro D. Roll Back Malaria. Parassitologia. 1999;41: Nahlen BL, Low-Beer D. Building to collective impact: the Global Fund support for measuring reduction in the burden of malaria. American Journal of Tropical Medicine and Hygiene. 2007;77(6 Suppl): The World Bank. Rolling Back Malaria: The World Bank Global Strategy and Booster Program. Washington, DC: The World Bank; Statement by USAID Administrator Andrew Natsios on the President s Initiative on Malaria. Disponível em: releases/2005/pr html. 16. Roll Back Malaria. Global Malaria Action Plan. Geneva: Roll Back Malaria; Disponível em: 17. Malaria Diagnosis and Treatment page. WHO website. Disponível em: malaria/diagnosis_treatment/en/. Accessed February 3, MACRO International, Inc. Global Fund Five- Year Evaluation: Study Area 3; The Impact of Collective Efforts on the Reduction of the Disease Burden of AIDS, Tuberculosis, and Malaria. Geneva: The Global Fund; 2009: pp Disponível em: TERG_SA3.pdf. 19. Eisele TP, Larsen D, Steketee RW. Protective efficacy of interventions for preventing malaria mortality in children in Plasmodium falciparum endemic areas. International Journal of Epidemiology. In press. 82

84 Este relatório inclui as seguintes informações de base adicionais relevantes: Roll Back Malaria Partnership (RBM). The Abuja Declaration and the Plan of Action. (An extract from The African Summit on Roll Back Malaria.) WHO/ CDS/RBM/ Abuja, Nigeria: World Health Organization/RBM; RBM. Framework for Monitoring Progress and Evaluating Outcomes and Impact. Geneva: RBM Cabinet Project/World Health Organization; RBM. Roll Back Malaria Global Strategic Plan, Geneva: RBM Partnership Secretariat; RBM Partnership, WHO, UNICEF. World Malaria Report WHO/HTM/MAL/ Geneva: WHO; The Global Fund to Fight AIDS, Tuberculosis and Malaria (The Global Fund). Updated Demand Estimate Mid-Term Review of the Second Voluntary Replenishment Caceres, Spain; 30 March 1 April The Global Fund. Resource Needs: Funding the Global Fight Against HIV/AIDS, Tuberculosis and Malaria. Resource Needs for the Global Fund Geneva: The Global Fund; UNICEF, RBM, The Global Fund. Malaria and Children: Progress in Intervention Coverage. New York: UNICEF; UNICEF, RBM. Malaria and Children: Progress in Intervention Coverage. New York: UNICEF; World Health Organization (WHO). World Malaria Report WHO/HTM/GMP/ Geneva: WHO; WHO. World Malaria Report Geneva: WHO; WHO. The Global Burden of Disease: 2004 Update. Geneva: WHO; WHO, UNICEF. Africa Malaria Report WHO/CDS/MAL Geneva: WHO; Bhattarai A, Ali AS, Kachur SP, et al. Impact of artemisinin-based combination therapy and insecticide-treated nets on malaria burden in Zanzibar. PLoS Medicine. 2007;4:e309. Chizema-Kawesha E, Mukonka V, Mwanza M, et al. Evidence of substantial nationwide reduction of malaria cases and deaths due to scale-up of malaria control activities in Zambia Impact Evaluation Mission Report, WHO; January Ettling M, McFarland DA, Schultz LJ, Chitsulo L. Economic impact of malaria in Malawian households. Annals of Tropical Medicine and Parasitology. 1994;45(1): Guerra CA, Gikandi PW, Tatem AJ, et al. The limits and intensity of Plasmodium falciparum transmission: implications for malaria control and elimination worldwide. PLoS Medicine. 2008;5(2):e38. Hay SI, Guerra CA, Gething PW, et al. A world malaria map: Plasmodium falciparum endemicity in PLoS Medicine. 2009;6(3):e doi: / journal.pmed Hay SI, Smith DL, Snow RW. Measuring malaria endemicity from intense to interrupted transmission. Lancet Infectious Diseases. 2008;8(6): Lengeler C. Insecticide-treated bet nets and curtains for preventing malaria. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2004;Issue 2:CD Noor AM, Mutheu JJ, Tatem AJ, Hay SI, Snow RW. Insecticide-treated net coverage in Africa: mapping progress in The Lancet. 2009;373: Otten M, Aregawi M, Were W, et al. Initial evidence of reduction of malaria cases and deaths in Rwanda and Ethiopia due to rapid scale-up of malaria prevention and treatment. Malaria Journal. 2009;8:e14. Tatem AJ, Noor AM, von Hagen C, di Gregorio A, Hay SI. High resolution population maps for low income nations: combining land cover and census in East Africa. PLoS One. 2007;2(12):e

85 F o n t e s d e f i n a n c i a m e n t o e d i s t r i b u i ç õ e s d o m e s m o p a r A o c o n t r o l o d A m a l á r i a Anexo I. Notas técnicas Os dados no presente relatório foram obtidos através de uma série de fontes resumidas em seguida: 1. Dados financeiros O financiamento para o controlo da malária deriva geralmente de três fontes principais: assistência externa de doadores, gastos governamentais nacionais e gastos domésticos ou privados ( gastos correntes ). O presente relatório concentra-se na primeira categoria (assistência externa de doadores), que, de acordo com o Plano Global de Acção contra a Malária da RBM, foi responsável por metade dos gastos globais totais na luta contra a malária em 2007 (RBM 2008). 1a. Dados financeiros fontes de informação Os dados das seguintes organizações foram revistos e incorporados nas análises do presente relatório: Bases de dados da OCDE-CAD A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico Comité de Ajuda ao Desenvolvimento (OCDE-CAD) mantém uma série de bases de dados de acesso público sobre ajudas e outros fluxos de recursos para os países em desenvolvimento com base nos relatórios de organizações bilaterais (22 paísesmembros do CAD), multilaterais e outras organizações internacionais. Desde Novembro de 2009, as informações sobre fluxos de recursos para o controlo da malária por parte de doadores e países receptores estão disponíveis para o período de De notar que os dados anteriores a 2007 poderão estar incompletos, por isso foram obtidas informações adicionais a partir das bases de dados do IHME (indicadas abaixo). Os dados relativos aos desembolsos brutos para o controlo da malária por parte de todos os doadores e para todos os países receptores (a preços constantes, 2007, USD) para os anos de foram transferidos utilizando o Query Wizard for International Development Statistics (QWIDS) em Novembro de Estão disponíveis mais informações em: Bases de dados do IHME O Instituto de avaliação e estatística em saúde recentemente publicou um relatório, Financiamento Global para a Saúde de 2009, que fornece um acompanhamento completo do financiamento global para os projectos de saúde, incluindo para o controlo da malária. Estão disponíveis mais informações sobre este relatório, bem como sobre dados incluídos nas suas tabelas de estatísticas em: org/resources/policyreports/2009/ financing_global_health_0709.html. O Programa de Reforço e Estratégia Global da Luta contra a Malária do Banco Mundial forneceu dados sobre os compromissos de financiamento, desembolsos e gastos para este relatório, com base nas informações mantidas regularmente para monitorizar os seus programas. O financiamento do Banco Mundial para a malária é efectuado normalmente através de um crédito IDT, que é um empréstimo sem juros em que os reembolsos começam após 10 anos e o empréstimo tem uma maturidade de 35 ou 40 anos; aplica-se um custo de serviço anual de 0,75%. Estão disponíveis mais informações sobre os países de reforço do Banco Mundial e dados de financiamento do projecto em: EXTERNAL/COUNTRIES/AFRICAEXT/EXTAFRBOO PRO/0,,menuPK: ~pagePK: ~piPK: ~theSitePK: ,00.html. A A US-PMI forneceu dados sobre os compromissos de financiamento e gastos para este relatório, com base nas informações regularmente mantidas para monitorizar os seus programas. Estão disponíveis mais informações sobre os países da US-PMI, Planos Operacionais contra a Malária e compromissos de financiamento de programas em: mops/index.html. O Fundo Global forneceu dados sobre os compromissos de financiamento, desembolsos e gastos, com base nas informações mantidas regularmente para monitorizar os seus programas. Estão disponíveis mais informações sobre os programas suportados pelo Fundo Global, incluindo os fundos garantidos e desembolsados em: Principais fontes de financiamento para assistência externa no âmbito do controlo da malária O financiamento internacional para o controlo da malária aumentou dramaticamente ao longo da última década. As principais organizações doadoras são aqui destacadas. De notar que o financiamento específico para o combate à malária é identificado aqui. No entanto, existem vários financiamentos para serviços de saúde geral que beneficiam o controlo da malária, mas não são aqui apresentados, visto não serem específicos para o combate à malária. 84

86 O Fundo Global O Fundo Global foi criado em 2002 para aumentar dramaticamente o financiamento destinado a apoiar abordagens integradas no âmbito da prevenção e tratamento da SIDA, tuberculose e malária. O Fundo Global é uma parceria entre governos, organizações multilaterais e bilaterais, o sector privado e as comunidades. Entre 2002 e 2009, o Fundo Global comprometeu-se a efectuar nove Parcelas de subsídios num valor de cerca de $3,7 mil milhões para programas de controlo da malária em mais de 80 países receptores. Estão disponíveis mais informações em O Programa de Reforço do Controlo da Malária do Banco Mundial O Programa de Reforço do Banco Mundial identificou um esforço intensivo inicial de cinco anos para ajudar a controlar a malária em África e a nível global, tendo sido iniciado em Durante a primeira fase ( ), o conselho de administração do Banco Mundial aprovou projectos em 18 países, incluindo numa grande região transfronteiriça. Em conjunto, reflectem um aumento multiplicado por oito no financiamento do Banco Mundial para o controlo da malária em África desde 2005, com um compromisso total do Programa de Reforço de aproximadamente $469 milhões. A segunda fase ( ) foi recentemente projectada. Estão disponíveis mais informações em A US-PMI A iniciativa foi estabelecida em 2005 com o objectivo de ajudar a reduzir a mortalidade relacionada com a malária em 50 porcento em 15 países-alvo na África Subsaariana. Inicialmente, foi estabelecida como uma iniciativa de cinco anos no valor de $1,2 mil milhões ( ) coordenada com programas nacionais de controlo da malária e outros doadores internacionais e agências de apoio aos programas. Estão disponíveis mais informações em fightingmalaria.gov. De notar que o Fundo Global aprovou subsídios para a malária em todos os países endémicos da malária na África Subsaariana, excepto no Botsuana. O Banco Mundial disponibiliza apoio financeiro em 18 países da África Subsaariana, onde a maioria dos projectos são suportados através dos mecanismos da International Development Assistance (IDA). O Quénia e Moçambique são suportados através de "projectos em cadeia" e o Norte e Sul do Sudão são suportados por um fundo fiduciário de vários doadores. A US-PMI apoia 15 países na África Subsaariana. O mapa africano apresenta os países que recebem apoios do Banco Mundial e/ou da US-PMI. Mapa A1.1 Países africanos com apoio de financiamento contra a malária por parte do Banco Mundial e/ou da US-PMI em Apoio do Banco Mundial e da US-PMI a nível nacional para a malária Apoio a nível nacional de ambos os organismos Banco Mundial e US-PMI Apoio nacional do Banco Mundial* Apoio nacional da US-PMI Fonte: Informações fornecidas pelo Banco Mundial e US-PMI. Notas: *Quanto ao Banco Mundial, o apoio ao Quénia e a Moçambique é fornecido através de um "projecto em cadeia". O apoio ao Sudão é representado por um fundo fiduciário de vários doadores. As agências bilaterais e multilaterais e as empresas e fundações privadas: Várias nações contribuíram com o financiamento para a saúde, incluindo o apoio para programas contra a malária, tanto directamente para os países como através do Fundo Global ou Banco Mundial ou outras organizações multilaterais (por exemplo, UNITAID, OMS, UNICEF). De modo semelhante, 85

87 as empresas, instituições e fundações privadas trabalharam para melhorar a saúde, reduzir a pobreza c o n t r o l o de A mapoiar a l á r i a a investigação nos países em vias de desenvolvimento. De notar que em 2008 a Fundação Bill e Melinda Gates (http://www. gatesfoundation.org) convocou vários parceiros para discutirem a possibilidade de melhorar o controlo da malária e atingirem o objectivo final de eliminar e erradicar a malária. Apoiam a investigação de novas ferramentas para vacinas e fármacos contra a malária, diagnóstico, controlo vectorial e o acesso alargado ao controlo da malária através de subsídios e contribuições directos para o Fundo Global. F o n t e s d e f i n a n c i a m e n t o e d i s t r i b u i ç õ e s d o m e s m o p a r A o 1b. Dados financeiros definição de termos Estão disponíveis diferentes tipos de informações financeiras por parte de doadores, incluindo promessas/aprovações, compromissos/obrigações, desembolsos e gastos. Os tipos de informações financeiras reportados por doadores incluem compromissos, desembolsos e gastos. Diferentes organizações poderão definir ou reportar estas informações financeiras através de termos diferentes. Em seguida, são apresentadas descrições específicas sobre as informações financeiras reportadas pelo Fundo Global, US-PMI e pelo Banco Mundial utilizadas no presente relatório. Compromissos Os compromissos do Fundo Global reflectem as quantias apoiadas por um acordo de subsídio assinado entre a organização e o principal receptor do subsídio do país. Os fundos só podem ser canalizados para um país depois da implementação desse acordo. Geralmente, estes subsídios destinam-se a abranger períodos de vários anos normalmente 5 anos. No entanto, o acordo assinado cria um compromisso para a Fase 1 (os primeiros 2 anos do subsídio) e os outros 3 anos do subsídio (Fase 2) podem ser considerados um "pedido aprovado", mas não um compromisso, até que a Fase 1 tenha sido concluída e a Fase 2 tenha sido assinada. Os compromissos da US-PMI reflectem obrigações planeadas para um país com base nas apropriações anuais do Congresso. Os compromissos de financiamento anuais são reportados para o período do ano fiscal do Governo dos EUA (1 de Outubro 30 de Setembro). As quantias garantidas foram convertidas para o ano civil dividindo a quantia total do período do ano fiscal de forma proporcional pelos dias/meses dos diferentes anos civis. Os compromissos do Banco Mundial reflectem a data de aprovação para a quantia do empréstimo a que o país se comprometeu para o projecto. Geralmente, estes empréstimos são destinam-se a abranger períodos de vários anos e são reportados para o período do ano fiscal do Banco Mundial (1 de Julho 30 de Junho). As quantias garantidas foram convertidas para o ano civil dividindo a quantia total do período do ano fiscal de forma proporcional pelos dias/meses dos diferentes anos civis. Desembolsos Os desembolsos do Fundo Global reflectem pagamentos periódicos efectuados ao país, que se baseiam no desempenho (relatório do progresso dos receptores quanto aos alvos e objectivos), excepto para o primeiro de um novo acordo de subsídio. Apenas as quantias garantidas podem ser desembolsadas. Os desembolsos da US-PMI reflectem transferências de fundos para a entidade implementadora com base nas obrigações planeadas para um país, com quantias registadas em conjunto com a data do desembolso. Os desembolsos do Banco Mundial reflectem os fundos aprovados que são reservados para serem utilizados pelo país, com quantias registadas em conjunto com a data do desembolso. Gastos Desde 2008, os dados relativos a gastos do Fundo Global baseiam-se em relatórios mensais dos países quanto à utilização de fundos através do sistema EFR, que também discrimina os gastos por categoria linear, área de prestação de serviços e entidade implementadora. Anteriormente, as informações relativas aos gastos eram reportadas através de Relatórios de Actualização de Progresso fornecidos pelos principais receptores como parte do ciclo de desembolsos. Os dados relativos aos gastos desta fonte podem ser discriminados de acordo com as seguintes categorias relevantes: produtos e equipamentos de saúde, medicamentos e produtos farmacêuticos e outros (incluindo recursos humanos, assistência técnica, formação, infraestruturas, material de comunicação, monitorização e avaliação, planeamento e administração e despesas gerais). Os dados relativos aos gastos são reportados por período de desembolso e foram separados por ano civil dividindo a quantia total do período de desembolso de forma proporcional pelos dias/meses dos diferentes anos civis. Os gastos cumulativos para o período de são estimados com base nos gastos cumulativos reportados através de Relatórios de Actualização de Progresso no primeiro período de Os dados relativos aos gastos da US-PMI baseiam-se nos dados fornecidos pelas entidades implementadoras quanto à utilização de fundos para os programas dos países. No âmbito deste relatório, foram disponibilizados dados relativos aos gastos de aquisição de produtos, em conjunto com as taxas de expedição e outras taxas relevantes (incluindo LLINs, ACT, meios de diagnóstico, comprimidos SP para a malária durante a gravidez e actividades de IRS), bem como custos relacionados com a assistência técnica para a distribuição de todos os produtos no país. Por conseguinte, os dados relativos aos gastos utilizados neste relatório não reflectem os gastos totais da US-PMI para um determinado país e ano, visto que não incluem os 86

88 gastos nas actividades associadas necessárias para apoiar os programas de controlo da malária, como a monitorização e avaliação, reforço dos sistemas de saúde, alteração de comportamentos e actividades de comunicação, entre outras. Os dados relativos aos gastos do Banco Mundial baseiam-se em relatórios dos países quanto à utilização dos fundos desembolsados. No âmbito deste relatório, foram disponibilizados dados relativos aos gastos de aquisição de produtos, em conjunto com as taxas de expedição e outras taxas relevantes (incluindo LLINs, ACT, meios de diagnóstico, comprimidos SP para a malária durante a gravidez e actividades de IRS). Por conseguinte, os dados relativos aos gastos utilizados neste relatório não reflectem os gastos totais do Banco Mundial para um determinado país e ano, visto que não incluem os gastos nas actividades associadas necessárias para apoiar os programas de controlo da malária, como a monitorização e avaliação, reforço dos sistemas de saúde, alteração de comportamentos e actividades de comunicação, entre outras. Gastos por áreas de actividade do programa Este relatório utiliza dados relativos a gastos para analisar o montante gasto em actividades relacionadas com os programas de controlo da malária utilizando fundos destas três organizações, de forma notável, na avaliação de 12 países. Geralmente, é preferível utilizar dados relativos aos gastos para este fim, visto que estes dados fornecem uma ideia mais precisa e atempada, permitindo avaliar até que ponto o financiamento foi utilizado em actividades específicas e até que ponto os receptores foram beneficiados. Por exemplo, os fundos garantidos e desembolsados poderão nem sempre ser gastos em programas. Estes fundos podem ser reprogramados para outras utilizações para além das programadas ou poderão ocorrer atrasos entre a garantia e o desembolso de fundos e a sua utilização na implementação do programa. No entanto, os dados relativos aos gastos são frequentemente obtidos e reportados de forma diferente em diferentes organizações, o que cria desafios na harmonização de dados para a criação de relatórios sobre gastos combinados nas actividades-chave de controlo da malária. Por exemplo, as organizações poderão definir categorias de gastos de forma diferente e/ou incluir diferentes custos em cada uma destas categorias. Para além disso, existem gastos que suportam o aumento de várias intervenções, como iniciativas de reforço dos sistemas de segurança mais amplas ou actividades de monitorização e avaliação, e estes fundos poderão ser distribuídos em categorias de gastos de forma diferente ou poderão ser consolidados numa categoria "outros" que não é facilmente discriminada por área de actividade do programa. Para fins deste relatório e para harmonizar estes dados na medida do possível, os dados relativos a gastos geralmente referem-se apenas aos gastos de aquisição de mercadorias (incluindo ITNs, medicamentos antimaláricos, meios de diagnóstico, comprimidos SP para o tratamento preventivo intermitente e IRS) e taxas de expedição e outras taxas relacionadas, salvo indicação em contrário (Tabela 1). Geralmente, estes gastos não incluem custos associados necessários para ampliar a abrangência da intervenção, como os gastos na distribuição no país, assistência técnica, administração de programas, alteração de comportamentos e programas de comunicação ou actividades de monitorização e avaliação, entre outros. Os dados relativos a gastos aqui apresentados não reflectem, por isso, os gastos destas organizações para o ano e país especificado. 1c. Dados financeiros metodologias e problemas de interpretação Utilização do valor actual em USD para os dados financeiros. Para obter uma harmonia com as informações financeiras dos doadores divulgadas publicamente, os dados financeiros utilizados no relatório são apresentados ao valor actual em USD, conforme o original fornecido pelas agências financiadoras. Embora o valor actual em USD não considere a inflação, os dados são utilizados para fornecer uma indicação global das tendências gerais de compromissos de financiamento para o controlo da malária por parte destas organizações e do custo de aquisição de produtos específicos para a malária (por exemplo, ITNs), cujo preço não aumentou significativamente durante o período de análise da avaliação de 12 países ( ). É necessária a conversão para anos civis quando um compromisso de financiamento ou desembolso se refere a um período de vários anos ou se refere ao ano fiscal de uma organização. Para este relatório, esses dados foram convertidos em períodos de ano civil dividindo a quantia do compromisso total pela duração do subsídio e proporcionalmente pelos dias/meses dos diferentes anos civis. 87

89 F o n t e s d e f i n a n c i a m e n t o e d i s t r i b u i ç õ e s d o m e s m o p a r A o c o n t r o l o d A m a l á r i a Tabela A1.1. Descrição dos custos incluídos nas categorias de gastos Fundo Global US-PMI Banco Mundial 88 Redes mosquiteiras tratadas com insecticidas Pulverização residual no interior de edifícios Medicamentos antimaláricos Meios de diagnóstico Malária durante a gravidez Custos de aquisição de mercadorias (incluindo taxas de expedição para portos e de seguros) e de gestão de abastecimento na categoria "produtos e equipamentos de saúde" reportados pelos principais receptores do financiamento nos Relatórios de Actualização de Progresso. Esta categoria reflecte a aquisição combinada de "equipamento de saúde" para a malária, incluindo ITNs e meios de diagnóstico e de IRS. No entanto, os dados relativos a 2008 demonstram que as ITNs constituíram a vasta maioria dos gastos em financiamentos concedidos pelo Fundo Global em todos os 12 países em avaliação. Também é provável que os gastos em ITNs tenham sido pelo menos iguais ou superiores em anos anteriores, tendo em conta o número de campanhas de distribuição maciça de ITNs ocorridas em Aquisição de mercadorias (incluindo taxas de expedição para portos e de seguros) relativas a materiais para IRS, reportada pelos principais receptores do financiamento através do sistema Enhanced Financial Reporting. Estes dados só estão disponíveis para o ano de Aquisição de mercadorias (incluindo taxas de expedição para portos e de seguros) na categoria medicamentos e produtos farmacêuticos reportados pelos principais receptores do financiamento nos Relatórios de Actualização de Progresso. Esta categoria refere-se a gastos em produtos antimaláricos, largamente direccionados para a aquisição de ACTs. Aquisição de mercadorias (incluindo taxas de expedição para portos e de seguros) para meios de diagnóstico (RDT e equipamento laboratorial) pelos principais receptores do financiamento através do sistema Enhanced Financial Reporting. Estes dados só estão disponíveis para o ano de Aquisição de mercadorias (incluindo taxas de expedição para portos e de seguros) para actividades relacionadas com a malária na gravidez, pelos principais receptores de financiamento através do sistema Enhanced Financial Reporting. Estes dados só estão disponíveis para o ano de Aquisição de mercadorias (incluindo taxas de expedição para portos e de seguros) para LLINs. Com base em dados relativos aos gastos, fornecidos pelas entidades implementadoras. Os gastos com LLINs ocorreram nos anos Custos totais do programa de IRS, incluindo operações de pulverização, custos laborais locais, administração a nível nacional e assistência técnica. Com base em dados relativos aos gastos, fornecidos pelas entidades implementadoras. Os gastos em IRS ocorreram nos anos de Aquisição de mercadorias (incluindo taxas de expedição para portos e de seguros) relativa a mediamentos antimaláricos e reflecte os gastos em ACT ocorridos nos anos Com base em dados relativos aos gastos, fornecidos pelas entidades implementadoras. Aquisição de mercadorias (incluindo taxas de expedição para portos e de seguros) para meios de diagnóstico (RDT e equipamento laboratorial). Com base em dados de gastos fornecidos pelas entidades implementadoras relativamente a gastos em meios de diagnóstico em Não houve referência a fundos da US-PMI gastos em comprimidos de SP para IPTp durante o período de análise ( ). Aquisição de mercadorias (incluindo taxas de expedição para portos e de seguros) para LLINs. Com base em dados relativos aos gastos, fornecidos pelos países. Os gastos com LLINs ocorreram nos anos Aquisição de mercadorias (incluindo taxas de expedição para portos e de seguros) para programas de IRS. Com base em dados relativos aos gastos, fornecidos pelos países. Os gastos em IRS ocorreram nos anos de Aquisição de mercadorias (incluindo taxas de expedição para portos e de seguros) relativa a medicamentos antimaláricos e reflecte os gastos em ACT ocorridos no ano de Com base em dados relativos aos gastos, fornecidos pelos países. Aquisição de mercadorias (incluindo taxas de expedição para portos e de seguros) para meios de diagnóstico (RDT e equipamento laboratorial) (apenas RDT). Com base em dados de gastos fornecidos pelos países relativamente a gastos em meios de diagnóstico em Não houve referência a fundos do Banco Mundial como gastos em comprimidos de SP para IPTp durante o período de análise ( ).

90 Os fundos estimados disponíveis durante a vigência do período do subsídio ou empréstimo baseiam-se nos compromissos de financiamento do Fundo Global, US-PMI e Banco Mundial entre 2003 e 2009, e foram simulados aplicando o compromisso total ao longo do período de financiamento completo. Os fundos disponíveis para subsídios do Fundo Global foram estimados prolongando as quantias de aprovação de subsídios de Fase 1 equitativamente ao longo de um período de dois anos e as quantias de aprovação de subsídios de Fase 2 ao longo de um período de três anos iniciado a partir da data de aprovação do subsídio. Os fundos disponíveis para empréstimos do Banco Mundial foram prolongados equitativamente durante um período de três anos a partir da data de aprovação. Os compromissos da US-PMI destinam-se a abranger períodos de um ano, tendo sido convertidos do ano fiscal para o ano civil utilizando o método descrito nesta secção. 2. Dados de cobertura Os dados sobre as intervenções de prevenção e tratamento provêm de inquéritos a agregados familiares a nível nacional, nomeadamente os Inquéritos Demográficos e de Saúde (DHS), os Inquéritos de Grupos de Indicadores Múltiplos (MICS) e os Inquéritos de Indicadores de Malária (MIS). Estão disponíveis mais informações sobre estes inquéritos nas páginas do MICS (http://www.childinfo.org), DHS (http://www. measuredhs.com) e MIS (http://www.measuredhs. com/aboutsurveys/mis/start.cfm). Os dados dos inquéritos estão compilados para todos os países por sedes da UNICEF e são disponibilizados numa série de bases de dados de acesso público que se encontram em Estas bases de dados foram publicadas em vários relatórios, incluindo o relatório The State of the World s Children da UNICEF, bem como vários relatórios de parceiros da RBM, incluindo o relatório Malaria and Children: Progress in Intervention Coverage da UNICEF/RBM/Fundo Mundial e os Relatórios Mundias da Malária da OMS. 3. Estimativas demográficas e de mortalidade As estimativas de populações em risco baseiam-se no trabalho do Malaria Atlas Project (MAP). Estão disponíveis mais informações sobre a sua metodologia em As estimativas do MAP sobre a fatia da população total que vive em áreas de transmissão da malária (estável e instável) foram aplicadas aos valores de população total da Divisão de População das Nações Unidas para o ano de 2008, de forma a calcular a população total que vive em áreas de transmissão da malária nos países endémicos para esse ano. As estimativas demográficas e de mortalidade baseiam-se nas estimativas apresentadas pela Divisão de População das Nações Unidas nas Projecções da População Mundial: Edição de 2008 (população total e população total com menos de cinco anos de idade) e pelo Grupo Interagências para o Cálculo de Estimativas da Mortalidade (mortalidade em crianças com menos de cinco anos). Estão disponíveis mais informações em e childmortality.org/. 4. Estimativas de vidas salvas As estimativas do número de vidas salvas provêm de previsões baseadas em modelos utilizando a ferramenta de vidas salvas (LiST) 18,19. Um consórcio de organizações académicas e internacionais, dirigido pelos Programas Internacionais da Johns Hopkins Bloomberg School, desenvolveu este modelo para calcular o impacto da intensificação de intervenções no domínio da saúde materna, neonatal e infantil na mortalidade infantil. As estimativas do modelo provêm de tendências na mortalidade relacionada com causas específicas em crianças com menos de cinco anos baseadas nos métodos delineados em Jones e outros (2003), que foram incluídas no Software Spectrum Demographic. Este modelo calcula o número potencial de mortes evitadas em crianças com menos de cinco anos por causa de morte através de alterações na abrangência de intervenções para a sobrevivência infantil (incluindo as relacionadas com a malária), com evidências empíricas do efeito destas intervenções na prevenção de mortes em crianças com menos de cinco anos. As estimativas do impacto das ITNs na mortalidade associada a outras causas em crianças com menos de cinco anos baseiam-se no trabalho de Lengeler (2004). As previsões do modelo também têm em consideração projecções demográficas actuais e perfis das causas de mortalidade em crianças com menos de cinco anos específicas de cada país (desenvolvidas em colaboração com a Carga Global da Doença da OMS: who.int/healthinfo/global_burden_disease/en/). Estão disponíveis mais informações sobre este modelo em 89

91 Anexo F o n t e s d e f i n a n c i a m e n t o e d i s t r i b u i ç õ e s d o m e s m o p a r A o c o n t r o l o d A m a l á r i a 2. Carga global de malária A malária é uma doença infecciosa grave, transmitida por um mosquito, causada pelo parasita Plasmodium que infecta os glóbulos vermelhos e provoca febres altas, anemia progressiva e que se desenvolve rapidamente para um estado grave que causa convulsões, coma e morte. A malária desenvolve-se em climas tropicais húmidos e quentes nos quais os mosquitos Anófele entram em contacto regular com os humanos, em particular nos ambientes rurais e mais pobres. Apesar de existirem quatro tipos diferentes de malária humana, a malária transmitida pelo Plasmodium falciparum é a mais comum e, sem dúvida a mais mortífera; a malária transmitida por Plasmodium vivax é comum, particularmente fora de África e provoca grandes focos de doença, mas poucas mortes; as outras duas espécies humanas de malária (Plasmodium malariae e Plasmodium ovale) são muito menos comuns. O número de vítimas da malária é impressionante com aproximadamente 250 milhões de episódios em 2008 e mais de mortes ocorrendo aproximadamente 90% das mortes em África e grande parte destas mortes em crianças com idade inferior a cinco anos (OMS, Relatório Mundial da Malária de 2009). A malária é uma das principais doenças causadoras de morte nas crianças a nível global e em particular em África. A malária contribui "indirectamente" para outras doenças graves e problemas de saúde incluindo anemia, baixo peso à nascença, má-nutrição e no agravamento de outras co-infecções, como a SIDA, a pneumonia e a diarreia. Aproximadamente 50 milhões de mulheres grávidas encontram-se em risco de exposição à malária, registando-se 60% desta exposição em África onde é mais elevada. Estas mulheres podem sofrer de doenças graves ou podem estar assintomáticas, mas serem portadoras de anemia materna e infecção no sangue da placenta contribuindo para o nascimento de nados-mortos, prematuros ou bebés com baixo peso acarretando o consequente risco acrescido de morte prematura. Assim, a malária mata crianças de três formas: 1) através de doença febril aguda que conduz a malária cerebral, doenças respiratórias, hipoglicemia e falha progressiva dos órgãos; 2) através de infecções crónicas (não tratadas ou tratadas de forma inadequada) e repetidas, conduzindo a má-nutrição, anemia grave e risco de infecções bacterianas e virais adicionais que, em conjunto, provocam a morte; e 3) através da contribuição para um trabalho de parto prematuro e recém-nascidos com baixo peso devido a infecção materna na gravidez. A malária interage, também, com a infecção por VIH, em particular na África Subsaariana, onde cada infecção agrava potencialmente a evolução e as consequências das outras infecções. Apesar de a África Subsaariana e respectivas crianças e mulheres em idade reprodutora serem as mais afectadas pela malária, esta permanece um problema importante fora de África. Com grandes populações no Sul da Ásia, Sudeste Asiático, Pacífico Ocidental e algumas partes das Américas ainda expostas à malária, ocorrem muitos casos desta doença e, a crescente resistência dos parasitas ao tratamento, permite potencialmente o ressurgimento da malária nestas áreas. O Mapa A2.1 e o Mapa A2.2 apresentam a vasta cobertura geográfica da malária e a vasta variação na intensidade e risco de transmissão. Mapa A2.1. Endemicidade malária global por Plasmodium falciparum em crianças com idades compreendidas entre 2 e 10 anos. Pf PR (2 a 10 anos) 100% 50% 0% Fonte: Malaria Atlas Project. Notas: A cor púrpura clara indica um baixo risco/intensidade e a cor púrpura mais escura indica um elevado risco/intensidade. 90

92 Mapa A2.2. Endemicidade global da malária por Plasmodium falciparum por categoria de risco Fonte: Malaria Atlas Project. Notas: O risco é categorizado como baixo nos casos em que o rácio de prevalência de Plasmodium falciparum em crianças com idades compreendidas entre dois e dez anos (Pf PR 2 10 ) é 5%; risco intermédio Pf PR 2 10 > 5% a < 40%; e risco elevado Pf PR % Outras áreas foram definidas como apresentando risco instável, onde o índice de parasitas anual Pf foi inferior a 0,1 por 1000 pessoas ou como sem risco. Estes mapas indicam que mais de 70% dos 2,4 mil milhões de pessoas com algum risco de infecção por Plasmodium falciparum vivem em áreas de risco endémico instável ou baixo, onde os obstáculos técnicos ao controlo da malária são relativamente pequenos. Os mapas também indicam que quase todas as populações nos níveis de risco intermédio e elevado vivem na África Subsaariana, onde as Figura A2.1. cargas da doença, morte e incapacidade resultantes da malária por P. falciparum permanecem elevadas. Isto é igualmente indicado na Figura A2.1, na qual a dimensão de cada fatia representa a população e a cor indica o risco ou a intensidade de transmissão. Embora uma grande percentagem da população fora de África se encontre em risco de contrair malária, o seu risco é muito inferior. Risco relativo de malária por Plasmodium falciparum por região e intensidade de endemicidade. Apesar de muitas infecções por malária ocorrerem maioritariamente na população da Ásia (Central, do Sul e Ocidental), a intensidade de transmissão e a carga da doença são muito superiores no grupo populacional menor da África Subsaariana. Américas África Ásia CSE Mundial Instável 5% Livre de malária PfAPI < 0,01% PfAPI 2-10 = 0% - 5% PfAPI 2-10 = 5% - 40% PfAPI 2-10 = 40% - 100% > 5%-<40% 40% Fonte: O Malaria Atlas Project *. Notas: Os gráficos indicam a proporção da população que vive em cada classe de endemicidade prevista Pf PR 2 10 para as Américas, África, regiões da Ásia Central, do Sul e Oriental e em todo o mundo A escala dos gráficos é proporcional à população total em risco em cada região. *Os mapas encontram-se na publicação: Hay SI, Guerra CA, Gething PW, Patil AP, Tatem AJ, Noor AM, Kabaria CW, Manh BH, Elyazar IRF, Brooker SJ, Smith DL, Moyeed RA, Snow RW. (2009). A world malaria map: Plasmodium falciparum endemicity in PLoS Medicine, 6(3): e

93 Anexo F o n t e s d e f i n a n c i a m e n t o e d i s t r i b u i ç õ e s d o m e s m o p a r A o c o n t r o l o d A m a l á r i a 3. Intervenções para o controlo da malária Actualmente, a comunidade com malária apresenta um número de intervenções altamente eficaz disponível para uma utilização alargada em cenários endémicos da malária. O controlo da malária baseia-se na prevenção da infecção, ou se a infecção ocorrer, no tratamento rápido eficaz da infecção e da doença. Claramente, a prioridade consiste numa excelente prevenção, uma vez que estaria a limitar a doença e a limitar a amplitude da necessidade de tratamento. Contudo, em termos históricos e em particular em África, a intensidade da transmissão tem sido tal que as pessoas eram picadas por um mosquito infectado quase todas a noites, conduzindo a 300 ou mais "infecções" por ano. Tal significaria que seria necessário que as medidas preventivas conseguissem uma redução de 100 vezes na intensidade de transmissão para fazer com que a frequência descesse para uma picada efectiva a cada três ou quatro meses (o que continuaria a parecer terrível para todos os que vivem em áreas sem malária). Felizmente, parece que as nossas ferramentas de prevenção são capazes de tal redução de transmissão e estão a ser feitos muitos progressos, mesmo em cenários onde existem imensos casos de malária. A prevenção baseia-se em grande medida na abordagem dos hábitos dos mosquitos e da sua interacção com os humanos. O mosquito fêmea necessita de uma refeição de sangue para ter energia e pôr ovos e procura esta refeição de sangue de forma regular, necessitando de uma refeição de sangue normalmente de três em três dias. Quando consegue picar um humano, o mosquito fêmea enche o abdómen com sangue e, como o seu peso corporal normal aumenta consideravelmente, necessita de voar para um local próximo onde possa descansar para digerir a sua refeição antes de prosseguir. Os mosquitos anoféles gostam particularmente de superfícies verticais num cenário quente, escuro, húmido e protegido como uma parede ou cortina dentro de casa. Uma vez digerida a refeição de sangue, o mosquito irá procurar uma massa de água próxima que seja adequada para pôr os ovos. Uma vez ingerida uma refeição de sangue com parasitas, estes desenvolvem-se durante cerca de dez dias no mosquito até atingirem uma nova fase antes do mosquito poder infectar outro humano. Se as medidas de prevenção conseguirem encurtar o seu prazo de vida de forma a não sobreviver os dez dias, nesse caso, não infectará ninguém. Prevenção Redes mosquiteiras tratadas com insecticidas (Insecticide-Treated Mosquito Nets [ITNs]): A maioria das ITNs são agora ITNs de longa duração (ou LLINs). As LLINs são uma das formas mais eficazes de prevenir a transmissão de malária. Ao dormir por debaixo de uma rede impregnada de insecticida, a pessoa atrai o mosquito para a rede na qual ele pousa e entra em contacto com o insecticida e morre pouco depois. Se o mosquito de alguma forma evitar a rede durante a sua procura por uma refeição de sangue, pode obter a sua refeição mas, de seguida, pousa na rede mosquiteira para descansar, entrando assim em contacto com o insecticida, acabando consequentemente por morrer. Ensaios científicos controlados efectuados numa variedade de cenários de risco de transmissão diferentes (de risco baixo a muito elevado) demonstraram benefícios consideráveis decorrentes da morte de mosquitos, da acentuada redução da transmissão e uma melhoria acentuada da sobrevivência de crianças. E, quando uma boa parte da população utiliza LLINs, comprovou-se que estas têm um efeito protector para os não utilizadores na comunidade que vivem perto dos agregados com redes provavelmente porque a morte abrangente de mosquitos fêmea é tal que são poucos os mosquitos que vivem o suficiente para transmitir a malária. As questões decisivas para a eficiência e eficácia de LLINs prendem-se com a utilização de um insecticida eficaz na sua superfície e com uma utilização regular das mesmas. As LLINs devem ser penduradas nos locais onde se dorme, devendo pelo menos uma pessoa do agregado familiar dormir debaixo das mesmas seria bom que essa pessoa fosse uma criança ou uma mulher grávida, sendo vital que exista alguém em casa que sirva de cobaia da LLIN todas as noites. Prevenção Pulverização residual no interior de edifícios (Indoor Residual Spraying [IRS]): A IRS inclui a aplicação de um insecticida de longa duração nas paredes interiores de casas e outras estruturas onde as pessoas dormem, para matar os mosquitos enquanto descansam nas paredes. A IRS é um método de prevenção altamente eficaz na prevenção da malária em cenários considerados adequados em termos epidemiológicos e logísticos. Ou seja, a IRS deve ser aplicada antes da época de transmissão (todos os anos ou duas vezes ao ano, se existirem várias épocas de transmisão ou épocas de transmissão contínuas) e é tipicamente efectuada por pessoal formado que efectua a pulverização 92

94 de todas as estruturas adequadas na comunidade. Esta é a forma mais fácil se as casas se situarem perto umas das outras, tal como nos cenários urbanos ou peri-urbanos. O tipo de insecticida pulverizado na parede depende do revestimento da parede o tijolo ou o gesso podem ser pulverizados com um tipo de insecticida enquanto que numa parede com barro ou colmo poderá ser melhor pulverizar um insecticida diferente. E, como forma de limitar a propagação de mosquitos resistentes a insecticidas, os programas de IRS podem evoluir para a utilização rotativa de insecticidas diferentes aquando dos diferentes ciclos de pulverização. Tratamento da malária rápido e eficaz: É necessário um tratamento rápido (de preferência nas 24 horas após o início da febre) com um agente antimalárico eficaz (a ACT é vastamente recomendada para a malária por Plasmodium falciparum; enquanto que a cloroquina permanece altamente eficaz na maioria dos casos de malária por Plasmodium vivax) para prevenir complicações fatais. Existem vários desafios para esta intervenção. Primeiro, muitos casos de malária não se manifestam de imediato e muitas pessoas procuram cuidados de saúde fora das estruturas de saúde normais. Isto significa que os programas devem examinar as oportunidades de ter conhecimento dos casos de malária nas diversas estruturas de tratamento às quais as pessoas recorrem. Segundo, muitos países consideravam a febre nas crianças como um sintoma de malária, mas, à medida que a prevenção é melhorada e as taxas de infecção da malária são inferiores, este poderá deixar de ser o caso. Assim, o diagnóstico da malária por meio de microscopia ou com testes de diagnóstico rápido (RDTs) é cada vez mais importante um requisito crescente para se saber quem está efectivamente infectado com malária e necessita de um antimalárico, quem não tem malária e necessita de um tratamento alternativo e os locais onde ocorrem as infecções por malária nas comunidades e na nação. Finalmente, a eficácia do fármaco é crucial e os parasitas da malária há muito que revelam a capacidade de desenvolver resistência aos fármacos antimaláricos, tornando-se numa ameaça à eficácia da intervenção. Os programas devem utilizar meios de diagnóstico para limitar a utilização de fármacos e centrar a mesma nas pessoas que necessitam, e devem controlar a eficácia dos seus fármacos ao longo do tempo para assegurar que estão a utilizar os fármacos mais eficazes disponíveis. Tratamento preventivo intermitente durante a gravidez (Intermittent Preventive Treatment during Pregnancy [IPTp]): Juntamente com a utilização regular de LLINs, o IPTp é a chave para a prevenção da malária nas mulheres grávidas em cenários endémicos da malária. O tratamento consiste em pelo menos duas doses de um fármaco antimalárico eficaz durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez. A intervenção é altamente eficaz na redução da proporção de mulheres com anemia, malária placentária e das mulheres que dão à luz bebés prematuros e com baixo peso. Actualmente, a sulfadoxina-pirimetamina (SP) é considerada um fármaco seguro e adequado para o IPTp em cenários endémicos da malária. Vigilância, detecção de casos, detecção de infecções e contenção da infecção como intervenções emergentes: À medida que determinados países progridem na sua prevenção e controlo da malária, podem ser capazes de reduzir acentuadamente a transmissão da malária de forma a que existam cada vez menos casos reais de malária. Nesse contexto, a identificação activa das restantes infecções de malária (não apenas casos, mas também infecções assintomáticas) será provavelmente um meio eficaz e necessário para controlar ainda mais a transmissão de malária. Esta abordagem foi utilizada eficazmente durante o Programa Global de Erradicação da Malária e é relevante para países que progridem para a eliminação da malária, mas deve ser desenvolvida no início do programa para estar completamente implementada quando for necessário. Apesar de existirem outras intervenções para o combate à malária, não estão amplamente recomendadas para serem adoptadas como programa nacional. Por exemplo, os repelentes de mosquitos utilizados por indivíduos podem reduzir a frequência das picadas e os mosquitos, mas é amplamente visto como uma forma de intervenção efectuada pelo indivíduo. A aplicação de larvicidas químicos em locais de reprodução de mosquitos pode ser eficaz na redução do surgimento de novos mosquitos; contudo, a frequente aplicação necessária e os custos humanos e financeiros associados a esta intervenção e os desafios para conseguir abranger os inúmeros locais de reprodução de mosquitos faz com que esta abordagem possa ser relevante apenas em alguns cenários centrais. 93

95 Anexo F o n t e s d e f i n a n c i a m e n t o e d i s t r i b u i ç õ e s d o m e s m o p a r A o c o n t r o l o d A m a l á r i a 4. Antecipação de financiamentos futuros Historicamente, o auxílio de financiamento externo tem sido providenciado numa base de curto prazo, sendo a maior parte dos compromissos para apenas um ou dois anos. Para cada um dos três principais financiadores para a malária, existem diferentes mecanismos para a forma como o financiamento é fornecido e a duração do compromisso. O Fundo Global estabeleceu um sistema de parcelas de financiamento em que um pedido de financiamento típico para cinco anos pode receber a aprovação do Fundo Global e começar com um compromisso de Fase 1 (para os dois primeiros anos). Baseada numa boa produtividade e contabilidade na Fase 1, poderá ser assinado um compromisso subsequente de Fase 2 (para os restantes três anos). O apoio do financiamento da US-PMI é fornecido ao abrigo de procedimentos padrão da USAID e o financiamento é distribuído todos os anos, de acordo com uma aprovação do Congresso dos EUA. Desta forma, os compromissos são feitos numa base anual e uma vez conhecido o nível de financiamento disponível, é possível fazer planos para as contribuições e os gastos para o ano fiscal em questão. Os compromissos da US-PMI feitos para um dado ano fiscal ficam normalmente disponíveis para desembolso em finais desse mesmo ano fiscal. O Banco Mundial concede normalmente financiamentos através de empréstimos ou subsídios da International Development Assistance (IDA). Embora os empréstimos tenham um intervalo longo até ser necessário efectuar a liquidação, o intervalo durante o qual este empréstimo está activo é normalmente de cerca de cinco anos. No entanto, tratando-se de empréstimos, os montantes reais distribuídos e despendidos são determinados entre o Banco Mundial e o Ministério das Finanças nacional e um empréstimo material pode estar sujeito a considerações adicionais como outros auxílios ao desenvolvimento em outros sectores nacionais no país. Em consequência, é quase um desafio determinar a disponibilidade de financiamento para o controlo da malária em anos futuros. Para uma melhor abordagem a este assunto, examinámos os subsídios do Fundo Global e considerámos o pedido de subsídio total aprovado pelo Conselho ao longo de cinco anos. Relativamente às primeiras quatro a cinco parcelas, a maioria dos países receberam contribuições (componentes de subsídio de Fase 1 e Fase 2 assinado) e estes podem ser avaliados relativamente aos desembolsos feitos ao longo dos cinco anos da duração do subsídio (com alguns subsídios a serem prolongados para além dos cinco anos). No caso das parcelas de subsídios mais recentes, considerámos o pedido de subsídio total para aplicações aprovadas pelo Conselho (apesar de poder ter sido apenas comprometida a Fase 1) e distribuímos o pedido pelos cinco anos previstos para o subsídio. Na Figura A4.1, apresentamos estas estimativas de possíveis recursos do Fundo Global para a duração total dos pedidos de financiamento baseados em parcelas aprovados. Como se pode ver, ao longo das primeiras 9 parcelas de subsídios aprovados, prevemos a possibilidade de haver algum financiamento disponível em Para manter os níveis de financiamento existentes ou para os aumentar para satisfazer as necessidades de financiamento esperadas, a comunidade internacional de doadores terá que assegurar fundos através do Fundo Global para suportar as aprovações existentes e necessitará de suportar financiamentos futuros para proporcionar uma base de recursos continuada que é tão essencial para o planeamento adequado a nível de país. 94

96 Figura A4.1. Pedidos aprovados pelo Fundo Global para apoio ao controlo da malária ao longo da duração das nove parcelas de financiamento existentes. Com as actuais nove parcelas de pedidos de subsídios aprovados, os recursos do Fundo Global atingirão o ponto máximo em 2010 nos cerca de $1,3 mil milhões. Serão necessários financiamentos adicionais por parte do Fundo Global, US-PMI, Banco Mundial e outros doadores internacionais existentes e potenciais (e de fontes internas em países endémicos da malária), por forma a estabilizar ou aumentar os recursos financeiros para o controlo da malária em anos futuros. 1, , , Milhões de US$ Parcelas de financiamento Fonte: o Fundo Global. Notas: Os compromissos de financiamento existentes para as Fases 1 e 2 dos subsídios são distribuídos de acordo com dados do Fundo Global; estes são maioritariamente concluídos para as primeiras 5 parcelas de financiamento. Compromissos conhecidos para as parcelas subsequentes foram distribuídos de acordo com o ano dos gastos e pedidos adicionais aprovados foram distribuídos em partes iguais pelos anos restantes. Por exemplo, no que se refere a aprovações de financiamentos da Parcela 9 em que não houve ainda qualquer concessão de subsídios, estes pedidos totais aprovados foram distribuídos equitativamente pelos 5 próximos anos, de 2010 a

Pontos principais Antecedentes e contexto Políticas e estratégias para o controle da malária Tratamento

Pontos principais Antecedentes e contexto Políticas e estratégias para o controle da malária Tratamento Resumo O Relatório Mundial da Malária de 2009 resume informação recebida de 108 países com malária endêmica e de outras fontes e atualiza a análise apresentada no Relatório de 2008. Destaca o progresso

Leia mais

INICIATIVA PRESIDENCIAL CONTRA A MALÁRIA

INICIATIVA PRESIDENCIAL CONTRA A MALÁRIA INICIATIVA PRESIDENCIAL CONTRA A MALÁRIA O norte-americano é um povo amável que se preocupa com a condição dos demais e com o futuro do nosso planeta. Todos nós nos podemos orgulhar do trabalho que a nossa

Leia mais

Mantendo o Momento Contra a Malária: Salvando Vidas em África Quarto Relatório Anual Abril de 2010

Mantendo o Momento Contra a Malária: Salvando Vidas em África Quarto Relatório Anual Abril de 2010 Sumário Executivo Iniciativa Presidencial Contra a Malária Mantendo o Momento Contra a Malária: Salvando Vidas em África Quarto Relatório Anual Abril de 2010 LISA KRAMER/PMI INICIATIVA PRESIDENCIAL CONTRA

Leia mais

RELATÓRIO DO RESUMO DA ALMA 4º TRIMESTRE DE 2014

RELATÓRIO DO RESUMO DA ALMA 4º TRIMESTRE DE 2014 Introdução RELATÓRIO DO RESUMO DA ALMA 4º TRIMESTRE DE 2014 O continente africano tem travado uma longa e árdua guerra contra a malária, em cada pessoa, cada aldeia, cada cidade e cada país. Neste milénio,

Leia mais

DOCUMENTO DE TRABALHO

DOCUMENTO DE TRABALHO ASSEMBLEIA PARLAMENTAR PARITÁRIA ACP-UE Comissão dos Assuntos Sociais e do Ambiente 26.2.2010 DOCUMENTO DE TRABALHO sobre "Cumprir os ODM: respostas inovadoras aos desafios sociais e económicos" Co-relatores:

Leia mais

RELATÓRIO DO RESUMO DA ALMA 1º TRIMESTRE DE 2015

RELATÓRIO DO RESUMO DA ALMA 1º TRIMESTRE DE 2015 RELATÓRIO DO RESUMO DA ALMA 1º TRIMESTRE DE 2015 Introdução A África alcançou um ponto de viragem crítico na sua luta contra a malária este ano à medida que objectivos, estratégias e planos globais e regionais

Leia mais

Encaminhado em 2013 para reduzir a incidência de malária em >75% até 2015 (vs. 2000)

Encaminhado em 2013 para reduzir a incidência de malária em >75% até 2015 (vs. 2000) P TRIMESTRE Introdução RELATÓRIO DE RESUMO DA ALMA: 2P o DE 205 No mês de Julho de 205, a Etiópia e a Comissão Económica das Nações Unidas para África vão ser os anfitriões da 3ª Conferência Internacional

Leia mais

PROGRAMA DE ACÇÃO COMUNITÁRIO RELATIVO À VIGILÂNCIA DA SAÚDE PROJECTO DE PROGRAMA DE TRABALHO 1998-1999 (Art. 5.2.b da Decisão Nº 1400/97/CE)

PROGRAMA DE ACÇÃO COMUNITÁRIO RELATIVO À VIGILÂNCIA DA SAÚDE PROJECTO DE PROGRAMA DE TRABALHO 1998-1999 (Art. 5.2.b da Decisão Nº 1400/97/CE) PROGRAMA DE ACÇÃO COMUNITÁRIO RELATIVO À VIGILÂNCIA DA SAÚDE PROJECTO DE PROGRAMA DE TRABALHO 1998-1999 (Art. 5.2.b da Decisão Nº 1400/97/CE) 1. INTRODUÇÃO As actividades da União Europeia no domínio da

Leia mais

Iniciativa Presidencial Contra a Malária

Iniciativa Presidencial Contra a Malária Sumário Executivo Iniciativa Presidencial Contra a Malária Sexto Relatório Anual para o Congresso Abril de 2012 Maggie Hallahan Photography Sumário Executivo A o longo dos últimos cinco anos, reduções

Leia mais

INVESTIR NA SAÚDE PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÓMICO DA ÁFRICA

INVESTIR NA SAÚDE PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÓMICO DA ÁFRICA INVESTIR NA SAÚDE PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÓMICO DA ÁFRICA FUNDAMENTO A Directora-Geral da OMS estabeleceu em 2000 uma Comissão sobre a Macroeconomia e a Saúde (CMS), composta por economistas de

Leia mais

O rendimento do investimento nas vacinas contra a malária: Estimativas preliminares sobre o impacto na saúde pública em África

O rendimento do investimento nas vacinas contra a malária: Estimativas preliminares sobre o impacto na saúde pública em África Documento informativo ( briefing ): Contexto nacional para a tomada de decisão sobre as vacinas contra a malária O rendimento do investimento nas vacinas contra a malária: Estimativas preliminares sobre

Leia mais

A SAÚDE NA AGENDA DO DESENVOLVIMENTO GLOBAL PÓS-2015

A SAÚDE NA AGENDA DO DESENVOLVIMENTO GLOBAL PÓS-2015 A SAÚDE NA AGENDA DO DESENVOLVIMENTO GLOBAL PÓS-2015 Documento de Posicionamento 1 IMVF Documento de Posicionamento A SAÚDE DA AGENDA PARA O DESENVOLVIMENTO GLOBAL PÓS-2015 Documento de Posicionamento

Leia mais

Oportunidades para os Recém-nascidos em Africa

Oportunidades para os Recém-nascidos em Africa Oportunidades para os Recém-nascidos em Africa Dados práticos, políticas e apoios programáticos para a prestação de cuidados de saúde aos recém-nascidos em África Todos os anos morrem pelo menos 1,16 milhões

Leia mais

ELIMINE A PÓLIO AGORA: ENTRE PARA A HISTÓRIA HOJE

ELIMINE A PÓLIO AGORA: ENTRE PARA A HISTÓRIA HOJE ELIMINE A PÓLIO AGORA: ENTRE PARA A HISTÓRIA HOJE 23 de outubro de 2015 ELIMINE A PÓLIO AGORA: Quanto falta para vivermos em um mundo livre da pólio? O que precisamos fazer para chegar lá? Como a família

Leia mais

RESUMO DA AVALIAÇÃO DE IMPACTO

RESUMO DA AVALIAÇÃO DE IMPACTO COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 25.6.2009 SEC(2009) 815 DOCUMENTO DE TRABALHO DOS SERVIÇOS DA COMISSÃO que acompanha a COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU E AO CONSELHO Demonstração

Leia mais

SUMÁRIO EXECUTIVO INICIATIVA PRESIDENCIAL CONTRA A MALÁRIA

SUMÁRIO EXECUTIVO INICIATIVA PRESIDENCIAL CONTRA A MALÁRIA SUMÁRIO EXECUTIVO INICIATIVA PRESIDENCIAL CONTRA A MALÁRIA Nono Relatório Anual para o Congresso Abril de 2015 SUMÁRIO EXECUTIVO Maggie Hallahan Photography luta contra a malária está a alcançar resultados

Leia mais

Bases SólidasS. Educação e Cuidados na Primeira Infância. Curso: Ciências da Educação Ano lectivo: 2007/2008 2º Ano / 1º Semestre

Bases SólidasS. Educação e Cuidados na Primeira Infância. Curso: Ciências da Educação Ano lectivo: 2007/2008 2º Ano / 1º Semestre Curso: Ciências da Educação Ano lectivo: 2007/2008 2º Ano / 1º Semestre Bases SólidasS Educação e Cuidados na Primeira Infância Docente: Prof. Nuno Silva Fraga Cadeira: Educação Comparada A Educação Primária

Leia mais

Relatório da. Avaliação intercalar da execução do Plano de Acção da UE para as Florestas Contrato de Serviço N.º 30-CE-0227729/00-59.

Relatório da. Avaliação intercalar da execução do Plano de Acção da UE para as Florestas Contrato de Serviço N.º 30-CE-0227729/00-59. Relatório da Avaliação intercalar da execução do Plano de Acção da UE para as Florestas Contrato de Serviço N.º 30-CE-0227729/00-59 Resumo Novembro de 2009 Avaliação intercalar da execução do Plano de

Leia mais

Propriedade, Prestação de Contas e Sustentabilidade na Resposta de VIH/SIDA, Tuberculose e Malária em África: Passado, Presente e o Futuro

Propriedade, Prestação de Contas e Sustentabilidade na Resposta de VIH/SIDA, Tuberculose e Malária em África: Passado, Presente e o Futuro SA10179 AFRICAN UNION UNION AFRICAINE UNIÃO AFRICANA CIMEIRA ESPECIAL DA UNIÃO AFRICANA SOBRE O VIH/SIDA, TUBERCULOSE E MALÁRIA 12-16 DE JULHO DE 2013 ABUJA, NIGÉRIA Tema: Propriedade, Prestação de Contas

Leia mais

Consumo de drogas e HIV/SIDA

Consumo de drogas e HIV/SIDA ONUSIDA COLECÇÃO BOAS PRÁTICAS Consumo de drogas e HIV/SIDA Declaração da ONUSIDA apresentada na Sessão Especial da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre Drogas Programa Conjunto das Nações Unidas sobre

Leia mais

Estratégia de parceria global da IBIS 2012. Estratégia de parceria global da IBIS

Estratégia de parceria global da IBIS 2012. Estratégia de parceria global da IBIS Estratégia de parceria global da IBIS Aprovada pelo conselho da IBIS, Agosto de 2008 1 Introdução A Visão da IBIS 2012 realça a importância de estabelecer parcerias com diferentes tipos de organizações

Leia mais

POSIÇÃO COMUM AFRICANO SOBRE ACABAR COM O CASAMENTO INFANTIL

POSIÇÃO COMUM AFRICANO SOBRE ACABAR COM O CASAMENTO INFANTIL AFRICAN UNION UNION AFRICAINE UNIÃO AFRICANA Addis Ababa, ETHIOPIAP. O. Box 3243Telephone +251 11 5517 700 Fax : 00251 11 5517844 www.au.int POSIÇÃO COMUM AFRICANO SOBRE ACABAR COM O CASAMENTO INFANTIL

Leia mais

ACTIVIDADES ESCOLA Actividades que a SUA ESCOLA pode fazer

ACTIVIDADES ESCOLA Actividades que a SUA ESCOLA pode fazer ACTIVIDADES ESCOLA Actividades que a SUA ESCOLA pode fazer Crianças e jovens numa visita de estudo, Moçambique 2008 Produzir materiais informativos sobre cada um dos temas e distribuir em toda a escola

Leia mais

PROJECTO DE NORMA REGULAMENTAR

PROJECTO DE NORMA REGULAMENTAR PROJECTO DE NORMA REGULAMENTAR Princípios aplicáveis ao desenvolvimento dos Sistemas de Gestão de Riscos e de Controlo Interno das Empresas de Seguros As melhores práticas internacionais na regulamentação

Leia mais

PARLAMENTO EUROPEU PROJECTO DE PARECER. Comissão dos Orçamentos PROVISÓRIO 2002/0211(COD) 13 de Janeiro de 2003. da Comissão dos Orçamentos

PARLAMENTO EUROPEU PROJECTO DE PARECER. Comissão dos Orçamentos PROVISÓRIO 2002/0211(COD) 13 de Janeiro de 2003. da Comissão dos Orçamentos PARLAMENTO EUROPEU 1999 Comissão dos Orçamentos 2004 PROVISÓRIO 2002/0211(COD) 13 de Janeiro de 2003 PROJECTO DE PARECER da Comissão dos Orçamentos destinado à Comissão da Indústria, do Comércio Externo,

Leia mais

Sobrevivência do Recém Nascido e da Criança

Sobrevivência do Recém Nascido e da Criança 2009 Sobrevivência do Recém Nascido e da Criança Resumo de Política Calcula-se que, todos os anos, 9,2 milhões de crianças morrem antes de atingirem o seu quinto aniversário quase uma criança a cada três

Leia mais

Em pelo menos 56 países, as taxas de novas infecções pelo HIV estabilizaram ou diminuíram significativamente

Em pelo menos 56 países, as taxas de novas infecções pelo HIV estabilizaram ou diminuíram significativamente P R E S S R E L E A S E Em pelo menos 56 países, as taxas de novas infecções pelo HIV estabilizaram ou diminuíram significativamente Novo relatório do UNAIDS mostra que a epidemia da aids parou de avançar

Leia mais

Investir na Saúde em África

Investir na Saúde em África Harmonização da Saúde em África Investir na Saúde em África Cenário para Reforçar os Sistemas na Procura de Melhores Produtos da Saúde Resumo Porquê um cenário de investimento em África? Investir nos sistemas

Leia mais

FRÁGEIS E EM SITUAÇÕES DE FRAGILIDADE

FRÁGEIS E EM SITUAÇÕES DE FRAGILIDADE PRINCÍPIOS PARA UMA INTERVENÇÃO INTERNACIONAL EFICAZ EM ESTADOS PRINCÍPIOS - Março 2008 Preâmbulo Uma saída sustentável da pobreza e da insegurança nos Estados mais frágeis do mundo terá de ser conduzida

Leia mais

ESTATÍSTICAS GLOBAIS DE 2014

ESTATÍSTICAS GLOBAIS DE 2014 EMBARGADO PARA TRANSMISSÃO E PUBLICAÇÃO ATÉ ÀS 06:30 (HORÁRIO DE BRASÍLIA), TERÇA-FEIRA, 14 DE JULHO DE 2015 FICHA INFORMATIVA ESTATÍSTICAS GLOBAIS DE 2014 15 de pessoas com acesso a terapia antirretroviral

Leia mais

O que é a campanha. Continuamos à Espera pretende INFORMAR, INSPIRAR, MOBILIZAR e AGIR em torno da Agenda de Desenvolvimento. Continuamos à Espera 1/5

O que é a campanha. Continuamos à Espera pretende INFORMAR, INSPIRAR, MOBILIZAR e AGIR em torno da Agenda de Desenvolvimento. Continuamos à Espera 1/5 O que é a campanha Continuamos à Espera é uma campanha de Educação para o Desenvolvimento e para a Cidadania Global, centrada nas temáticas da Saúde Sexual e Reprodutiva, Justiça Social, Igualdade de Género

Leia mais

Estrutura da Norma. 0 Introdução 0.1 Generalidades. ISO 9001:2001 Sistemas de Gestão da Qualidade Requisitos. Gestão da Qualidade 2005

Estrutura da Norma. 0 Introdução 0.1 Generalidades. ISO 9001:2001 Sistemas de Gestão da Qualidade Requisitos. Gestão da Qualidade 2005 ISO 9001:2001 Sistemas de Gestão da Qualidade Requisitos Gestão da Qualidade 2005 Estrutura da Norma 0. Introdução 1. Campo de Aplicação 2. Referência Normativa 3. Termos e Definições 4. Sistema de Gestão

Leia mais

PERSPETIVAS SOCIAIS EMPREGO

PERSPETIVAS SOCIAIS EMPREGO sumário executivo Organização Internacional do Trabalho PERSPETIVAS SOCIAIS E DE EMPREGO NO MUNDO Mudança nas modalidades do emprego 2 015 perspetivas sociais e de emprego no mundo Mudança nas modalidades

Leia mais

Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau)

Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) Plano de Acção para a Cooperação Económica e Comercial (2007-2009) 2ª Conferência Ministerial, 2006

Leia mais

Seminário Inverno demográfico - o problema. Que respostas?, Associação Portuguesa de Famílias Numerosas

Seminário Inverno demográfico - o problema. Que respostas?, Associação Portuguesa de Famílias Numerosas Seminário Inverno demográfico - o problema. Que respostas?, Associação Portuguesa de Famílias Numerosas Painel: Desafio Demográfico na Europa (11h45-13h00) Auditório da Assembleia da República, Lisboa,

Leia mais

ACORDO DE PLANEAMENTO ESTRATÉGICO PARA O DESENVOLVIMENTO ENTRE O GOVERNO DE TIMOR-LESTE O GOVERNO DA AUSTRÁLIA. Novembro de 2011

ACORDO DE PLANEAMENTO ESTRATÉGICO PARA O DESENVOLVIMENTO ENTRE O GOVERNO DE TIMOR-LESTE O GOVERNO DA AUSTRÁLIA. Novembro de 2011 ACORDO DE PLANEAMENTO ESTRATÉGICO PARA O DESENVOLVIMENTO ENTRE O GOVERNO DE TIMOR-LESTE E O GOVERNO DA AUSTRÁLIA Novembro de 2011 Acordo de planeamento estratégico para o desenvolvimento Timor-Leste Austrália

Leia mais

Iniciativa Presidencial contra a Malária

Iniciativa Presidencial contra a Malária Iniciativa Presidencial contra a Malária Quinto Relatório Anual Abril de 2011 SUMÁRIO EXECUTIVO INICIATIVA PRESIDENCIAL CONTRA A MALÁRIA IMA World Health Uma mãe e sua filha num centro de saúde na República

Leia mais

Ponto da situação sobre a aposentação

Ponto da situação sobre a aposentação Ponto da situação sobre a aposentação Com a publicação da Lei nº 11/2008, de 20 de Fevereiro, são introduzidas mudanças pontuais ao regime de aposentação que já tinha sido alterado nos anos mais recentes.

Leia mais

Perguntas e Respostas: O Pacote ODM (Objectivos de Desenvolvimento do Milénio) da Comissão

Perguntas e Respostas: O Pacote ODM (Objectivos de Desenvolvimento do Milénio) da Comissão MEMO/05/124 Bruxelas, 12 de Abril de 2005 Perguntas e Respostas: O Pacote ODM (Objectivos de Desenvolvimento do Milénio) da Comissão 1. Em que consiste este pacote? A Comissão aprovou hoje 3 comunicações

Leia mais

1 O termo ensino terciário é utilizado no Relatório para designar todos os tipos de ensino ao nível pós-secundário,

1 O termo ensino terciário é utilizado no Relatório para designar todos os tipos de ensino ao nível pós-secundário, RECENSÃO : Revisões das Políticas Nacionais para a Educação Ensino Terciário 1 em Portugal: Relatório dos Observadores (EDU/EC (2006) 25) Catarina Cristino Pereira Licenciada em Ciências da Educação pela

Leia mais

Capítulo 15. Impactos Cumulativos

Capítulo 15. Impactos Cumulativos Capítulo 15 Impactos Cumulativos ÍNDICE 15 IMPACTOS CUMULATIVOS 15-1 15.1 INTRODUÇÃO 15-1 15.1.1 Limitações e Mitigação 15-1 15.1.2 Recursos e Receptores Potenciais 15-3 15.2 IMPACTO CUMULATIVO DA ZONA

Leia mais

SUMÁRIO. 3º Trimestre 2009 RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO DA ACTIVIDADE SEGURADORA. Produção de seguro directo. Custos com sinistros

SUMÁRIO. 3º Trimestre 2009 RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO DA ACTIVIDADE SEGURADORA. Produção de seguro directo. Custos com sinistros SUMÁRIO Produção de seguro directo No terceiro trimestre de, seguindo a tendência evidenciada ao longo do ano, assistiu-se a uma contracção na produção de seguro directo das empresas de seguros sob a supervisão

Leia mais

Combater. A SIDA, a Malária e outras doenças TU MERECES! HIV/SIDA. Estes são os sintomas mais dolorosos do vírus da SIDA!

Combater. A SIDA, a Malária e outras doenças TU MERECES! HIV/SIDA. Estes são os sintomas mais dolorosos do vírus da SIDA! Combater A SIDA, a Malária e outras doenças Estes são os sintomas mais dolorosos do vírus da SIDA! Confiei em ti! Metesme nojo! Não estou autorizado a falar contigo. Trouxeste vergonha à tua família! Como

Leia mais

RELATÓRIO SOBRE O PALUDISMO NO MUNDO 2014 RESUMO

RELATÓRIO SOBRE O PALUDISMO NO MUNDO 2014 RESUMO RELATÓRIO SOBRE O PALUDISMO NO MUNDO RESUMO Organização Mundial da Saúde 2015 Todos os direitos reservados. As publicações da Organização Mundial da Saúde estão disponíveis no sitio web da OMS (www.who.int)

Leia mais

OMS: Terceiro relatório da situação sobre o Roteiro de resposta ao Ébola 12 de Setembro de 2014

OMS: Terceiro relatório da situação sobre o Roteiro de resposta ao Ébola 12 de Setembro de 2014 Número de casos 1 OMS: Terceiro relatório da situação sobre o Roteiro de resposta ao Ébola 12 de Setembro de 2014 Este é o terceiro de uma série de relatórios de situação regulares sobre o Roteiro de Resposta

Leia mais

Energia, tecnologia e política climática: perspectivas mundiais para 2030 MENSAGENS-CHAVE

Energia, tecnologia e política climática: perspectivas mundiais para 2030 MENSAGENS-CHAVE Energia, tecnologia e política climática: perspectivas mundiais para 2030 MENSAGENS-CHAVE Cenário de referência O estudo WETO apresenta um cenário de referência que descreve a futura situação energética

Leia mais

PRINCÍPIOS PARA A AVALIAÇÃO DA AJUDA AO DESENVOLVIMENTO

PRINCÍPIOS PARA A AVALIAÇÃO DA AJUDA AO DESENVOLVIMENTO COMITÉ DE AJUDA AO DESENVOLVIMENTO PRINCÍPIOS PARA A AVALIAÇÃO DA AJUDA AO DESENVOLVIMENTO PARIS 1991 ÍNDICE I. INTRODUÇÃO 3 II. FINALIDADE DA AVALIAÇÃO 5 III. IMPARCIALIDADE E INDEPENDÊNCIA 6 IV. CREDIBILIDADE

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DA ESTRATÉGIA DO GRUPO DE LÍDERES DO MOVIMENTO SUN: EQUIPAS DE INTERVENÇÃO POR TEMAS 14 de Maio de 2012: Secretariado do Movimento SUN

DESENVOLVIMENTO DA ESTRATÉGIA DO GRUPO DE LÍDERES DO MOVIMENTO SUN: EQUIPAS DE INTERVENÇÃO POR TEMAS 14 de Maio de 2012: Secretariado do Movimento SUN INTERVENÇÃO POR TEMAS 14 de Maio de 2012: Secretariado do Movimento SUN 1) Um dos principais resultados da primeira reunião do Grupo de Líderes do Movimento SUN (a 10 de Abril de 2012) foi a obtenção de

Leia mais

Educação é a chave para um desenvolvimento duradouro...

Educação é a chave para um desenvolvimento duradouro... Educação é a chave para um desenvolvimento duradouro...enquanto os líderes mundiais se preparam para um encontro em Nova York ainda este mês para discutir o progresso dos Objetivos de Desenvolvimento do

Leia mais

Encontros do Observatório 2014 Pobreza Infantil

Encontros do Observatório 2014 Pobreza Infantil º Uma iniciativa: Com apoio: 1 Encontros do Observatório, 23 Maio 2014 1. Contextualização O Observatório de Luta contra a Pobreza na Cidade de Lisboa definiu como prioridade temática para 2014 a, problema

Leia mais

Objetivos do Milênio da ONU: metas distantes. Resenha Desenvolvimento

Objetivos do Milênio da ONU: metas distantes. Resenha Desenvolvimento Objetivos do Milênio da ONU: metas distantes Resenha Desenvolvimento Luiz Fernando Neiva Liboreiro 14 de dezembro de 2006 Objetivos do Milênio da ONU: metas distantes Resenha Desenvolvimento Luiz Fernando

Leia mais

Normas do CAD para a Qualidade da Avaliação

Normas do CAD para a Qualidade da Avaliação Rede de Avaliação do CAD Normas do CAD para a Qualidade da Avaliação (para aplicação em fase experimental) As normas em anexo são provisórias e foram aprovadas pelos membros da Rede de Avaliação do CAD,

Leia mais

Uma resposta conjunta ao VIH/SIDA ONUSIDA. ONU/E. Debebe. Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o VIH/SIDA

Uma resposta conjunta ao VIH/SIDA ONUSIDA. ONU/E. Debebe. Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o VIH/SIDA Uma resposta conjunta ao VIH/SIDA ONUSIDA ONU/E. Debebe Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o VIH/SIDA NUSID VIH/SIDA: Uma ameaça mundial sem igual Desde que a SIDA foi descrita pela primeira vez

Leia mais

A Igualdade dos Géneros como Boa Economia

A Igualdade dos Géneros como Boa Economia A Igualdade dos Géneros como Boa Economia Um Plano de Acção do Grupo Banco Mundial Banco Mundial o acesso à terra, ao trabalho, aos mercados financeiros e de produtos é crucial para se aumentar o rendimento

Leia mais

O PARLAMENTO EUROPEU E O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA, Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia, nomeadamente o artigo 179.

O PARLAMENTO EUROPEU E O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA, Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia, nomeadamente o artigo 179. REGULAMENTO (CE) N.º 806/2004 DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 21 de Abril de 2004 relativo à promoção da igualdade entre homens e mulheres na cooperação para o desenvolvimento O PARLAMENTO EUROPEU

Leia mais

BOLSA INTERNACIONAL DE ENTRADA MARIE CURIE

BOLSA INTERNACIONAL DE ENTRADA MARIE CURIE ANEXO III DISPOSIÇÕES ESPECÍFICAS BOLSA INTERNACIONAL DE ENTRADA MARIE CURIE III. 1 - Definições FASE DE ENTRADA Para além das previstas no artigo II.1, aplicam-se à presente convenção de subvenção as

Leia mais

ACEF/1112/02397 Relatório preliminar da CAE

ACEF/1112/02397 Relatório preliminar da CAE ACEF/1112/02397 Relatório preliminar da CAE Caracterização do ciclo de estudos Perguntas A.1 a A.10 A.1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora: Universidade Do Minho A.1.a. Identificação

Leia mais

nossa vida mundo mais vasto

nossa vida mundo mais vasto Mudar o Mundo Mudar o Mundo O mundo começa aqui, na nossa vida, na nossa experiência de vida. Propomos descobrir um mundo mais vasto, Propomos mudar o mundo com um projecto que criou outros projectos,

Leia mais

DECLARAÇÃO DE CONSENSO

DECLARAÇÃO DE CONSENSO Consulta Técnica sobre HIV e Alimentação Infantil realizada em nome da IATT Equipe de Trabalho Inter Agencias sobre a Prevenção de infecções pelo HIV em mulheres grávidas, mães e seus bebes Genebra, 25

Leia mais

O COMPROMISSO DE BRAZZAVILLE NO AVANÇO EM DIRECÇÃO AO ACESSO UNIVERSAL AO TRATAMENTO, CUIDADOS, APOIO E PREVENÇÃO DO VIH E SIDA EM ÁFRICA ATÉ 2010

O COMPROMISSO DE BRAZZAVILLE NO AVANÇO EM DIRECÇÃO AO ACESSO UNIVERSAL AO TRATAMENTO, CUIDADOS, APOIO E PREVENÇÃO DO VIH E SIDA EM ÁFRICA ATÉ 2010 O COMPROMISSO DE BRAZZAVILLE NO AVANÇO EM DIRECÇÃO AO ACESSO UNIVERSAL AO TRATAMENTO, CUIDADOS, APOIO E PREVENÇÃO DO VIH E SIDA EM ÁFRICA ATÉ 2010 Brazzaville, República do Congo 8 de Março de 2006 1.

Leia mais

OMS: Primeiro relatório da situação sobre o roteiro de resposta ao Ébola 29 de Agosto de 2014

OMS: Primeiro relatório da situação sobre o roteiro de resposta ao Ébola 29 de Agosto de 2014 1 OMS: Primeiro relatório da situação sobre o roteiro de resposta ao Ébola 29 de Agosto de 2014 Esta é a primeira de uma série de actualizações regulares do Roteiro de Resposta ao Ébola. A presente actualização

Leia mais

AFOGAMENTOS EM CRIANÇAS E JOVENS ATÉ AOS 18 ANOS, EM PORTUGAL

AFOGAMENTOS EM CRIANÇAS E JOVENS ATÉ AOS 18 ANOS, EM PORTUGAL APSI Afogamentos de Crianças Principais Resultados 2002/2010 www.apsi.org.pt 1/6 AFOGAMENTOS EM CRIANÇAS E JOVENS ATÉ AOS 18 ANOS, EM PORTUGAL 2002 2010 RESUMO E PRINCIPAIS CONCLUSÕES I Introdução O afogamento

Leia mais

Temas: Recomendações: Observações:

Temas: Recomendações: Observações: TI12653 CONFERÊNCIA DA UA DOS MINISTROS DA INDÚSTRIA (CAMI) Recomendações da 18 a Sessão Ordinária da Conferência dos Ministros da Indústria da UA (CAMI 18) a Nível de Altos Funcionários Durban, República

Leia mais

ACEF/1112/20852 Relatório final da CAE

ACEF/1112/20852 Relatório final da CAE ACEF/1112/20852 Relatório final da CAE Caracterização do ciclo de estudos Perguntas A.1 a A.10 A.1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora: Fundação Minerva - Cultura - Ensino E Investigação

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 8.12.2008 COM(2008) 819 final COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO Plano de acção no domínio da dádiva e transplantação de órgãos (2009-2015): Reforçar a cooperação entre

Leia mais

Estrutura da Norma. 0 Introdução 0.1 Generalidades. ISO 9001:2008 Sistemas de Gestão da Qualidade Requisitos

Estrutura da Norma. 0 Introdução 0.1 Generalidades. ISO 9001:2008 Sistemas de Gestão da Qualidade Requisitos ISO 9001:2008 Sistemas de Gestão da Qualidade Requisitos Gestão da Qualidade e Auditorias (Mestrado em Engenharia Alimentar) Gestão da Qualidade (Mestrado em Biocombustívies) ESAC/João Noronha Novembro

Leia mais

Melhorar a segurança do paciente: primeiros passos

Melhorar a segurança do paciente: primeiros passos Parceria Africana para Segurança do Paciente Melhorar a : primeiros passos Este documento descreve uma abordagem para melhorar a utilizando um modelo de parceria, estruturado em torno do aperfeiçoamento

Leia mais

Decreto n.º 15/2004 Convenção sobre Poluentes Orgânicos Persistentes, adoptada em Estocolmo em 22 de Maio de 2001

Decreto n.º 15/2004 Convenção sobre Poluentes Orgânicos Persistentes, adoptada em Estocolmo em 22 de Maio de 2001 Decreto n.º 15/2004 Convenção sobre Poluentes Orgânicos Persistentes, adoptada em Estocolmo em 22 de Maio de 2001 Reconhecendo que os poluentes orgânicos persistentes possuem propriedades tóxicas, são

Leia mais

II Fórum do sector segurador e de fundos de pensões. Lisboa, 7 de Março de 2007. Novas regras de solvência Implementação e gestão de risco

II Fórum do sector segurador e de fundos de pensões. Lisboa, 7 de Março de 2007. Novas regras de solvência Implementação e gestão de risco II Fórum do sector segurador e de fundos de pensões Lisboa, 7 de Março de 2007 Novas regras de solvência Implementação e gestão de risco Foi com todo o gosto, e também com enorme interesse, que aceitei

Leia mais

CONTALIVRE CONTABILIDADE, AUDITORIA E GESTÃO DE EMPRESAS,LDA CIRCULAR Nº 1/2014 IRS

CONTALIVRE CONTABILIDADE, AUDITORIA E GESTÃO DE EMPRESAS,LDA CIRCULAR Nº 1/2014 IRS CIRCULAR Nº 1/2014 Com a aprovação do orçamento do estado para o ano de 2014 publicado pela lei nº 83-C/2013 de 31/12, o governo introduziu várias alterações legislativas significativas em matérias fiscais

Leia mais

Termos de Referência

Termos de Referência MAPEAMENTO DE PARTES INTERESSADAS (PARCEIROS E DOADORES) Termos de Referência 1. Contexto O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) tem vindo a trabalhar em Moçambique desde os meados dos anos 90 em áreas-chave

Leia mais

SISTEMA DE PROTECÇÃO SOCIAL EM ANGOLA

SISTEMA DE PROTECÇÃO SOCIAL EM ANGOLA SISTEMA DE PROTECÇÃO SOCIAL EM ANGOLA I- CONTEXTO 1- A assistência social é uma abordagem que visa proteger os grupos mais vulneráveis tendo em conta critérios rigorosos para uma pessoa se habilitar a

Leia mais

DECLARAÇÃO INICIAL DO GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL NA APRESENTAÇÃO DO BOLETIM ECONÓMICO DA PRIMAVERA (2009)

DECLARAÇÃO INICIAL DO GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL NA APRESENTAÇÃO DO BOLETIM ECONÓMICO DA PRIMAVERA (2009) Conferência de Imprensa em 14 de Abril de 2009 DECLARAÇÃO INICIAL DO GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL NA APRESENTAÇÃO DO BOLETIM ECONÓMICO DA PRIMAVERA (2009) No contexto da maior crise económica mundial

Leia mais

Recursos Humanos. Hotelaria: gestores portugueses vs. estrangeiros

Recursos Humanos. Hotelaria: gestores portugueses vs. estrangeiros Esta é uma versão post print de Cândido, Carlos J. F. (2004) Hotelaria: Gestores Portugueses vs. Estrangeiros, Gestão Pura, Ano II, N.º 7, Abril/Maio, 80-83. Recursos Humanos Hotelaria: gestores portugueses

Leia mais

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS CONFERÊNCIA SOBRE OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS CONFERÊNCIA SOBRE OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS CONFERÊNCIA SOBRE OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO Grupo de Trabalho 4: Fortalecendo a educação e o envolvimento da sociedade civil com relação ao vírus HIV, malária

Leia mais

Relatório Global dos Salários 2014/2015

Relatório Global dos Salários 2014/2015 Sumário Executivo Relatório Global dos Salários 2014/2015 Salários e crescimento equitativo Organização Internacional do Trabalho Genebra Sumário Executivo Iª Parte: Principais tendências nos salários

Leia mais

TERMOS DE REFERÊNCIA PARA A CONTRATAÇÃO DE UM CONSULTOR PARA PRESTAR APOIO ÀS ACTIVIDADES ELEITORAIS EM MOÇAMBIQUE

TERMOS DE REFERÊNCIA PARA A CONTRATAÇÃO DE UM CONSULTOR PARA PRESTAR APOIO ÀS ACTIVIDADES ELEITORAIS EM MOÇAMBIQUE TERMOS DE REFERÊNCIA PARA A CONTRATAÇÃO DE UM CONSULTOR PARA PRESTAR APOIO ÀS ACTIVIDADES ELEITORAIS EM MOÇAMBIQUE Local de trabalho: Maputo, Moçambique Duração do contrato: Três (3) meses: Novembro 2011

Leia mais

Brasil é 2º em ranking de redução de mortalidade infantil 3

Brasil é 2º em ranking de redução de mortalidade infantil 3 Publicação Científica do Curso de Bacharelado em Enfermagem do CEUT. Ano 2011(3). Edição 38 Aline da Silva Oliveira 1 Cristiana Maria de Sousa Macedo 1 Mércia da Silva Sousa 1 Márcia Andrea Lial Sertão

Leia mais

A WaterAid e as mudanças climáticas

A WaterAid e as mudanças climáticas A WaterAid e as mudanças climáticas Kajal Gautam, 16 anos, e a prima, Khushboo Gautam, 16 anos, regressando a casa depois de irem buscar água em Nihura Basti, Kanpur, na Índia. WaterAid/ Poulomi Basu Louise

Leia mais

A Fazer Crescer o Nosso Futuro 2 / 3

A Fazer Crescer o Nosso Futuro 2 / 3 1 / 1 A Fazer Crescer o Nosso Futuro 2 / 3 ... os recursos petrolíferos devem ser alocados à constituição de reservas financeiras do Estado que possam ser utilizadas, de forma igualitária e equitativa,

Leia mais

ACORDO DE COOPERAÇÃO ENTRE OS ESTADOS MEMBROS DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA SOBRE O COMBATE AO HIV/SIDA

ACORDO DE COOPERAÇÃO ENTRE OS ESTADOS MEMBROS DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA SOBRE O COMBATE AO HIV/SIDA Decreto n.º 36/2003 Acordo de Cooperação entre os Estados Membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa sobre o Combate ao HIV/SIDA, assinado em Brasília em 30 de Julho de 2002 Considerando a declaração

Leia mais

REDE DE INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO EM SAÚDE DA COMUNIDADE DE PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA EM IST, VIH E SIDA (RIDES IST - SIDA CPLP)

REDE DE INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO EM SAÚDE DA COMUNIDADE DE PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA EM IST, VIH E SIDA (RIDES IST - SIDA CPLP) REDE DE INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO EM SAÚDE DA COMUNIDADE DE PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA EM IST, VIH E SIDA (RIDES IST - SIDA CPLP) 1 REDE DE INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO EM SAÚDE DA COMUNIDADE DE

Leia mais

PARECER DA UMAR relativo ao O III PLANO NACIONAL DE PREVENÇÃO E COMBATE AO TRÁFICO DE SERES HUMANOS 2014-2017

PARECER DA UMAR relativo ao O III PLANO NACIONAL DE PREVENÇÃO E COMBATE AO TRÁFICO DE SERES HUMANOS 2014-2017 PARECER DA UMAR relativo ao O III PLANO NACIONAL DE PREVENÇÃO E COMBATE AO TRÁFICO DE SERES HUMANOS 2014-2017 Antes de concretizar a análise do referido Plano cumpre-nos dizer que é necessário que todos

Leia mais

Tendo em conta objectivos de sistematização dos relatórios de controlo interno, em base individual e consolidada;

Tendo em conta objectivos de sistematização dos relatórios de controlo interno, em base individual e consolidada; Avisos do Banco de Portugal Aviso nº 3/2006 Considerando que todas as instituições de crédito e sociedades financeiras, bem como os grupos financeiros, devem possuir um sistema de controlo interno adaptado

Leia mais

O Relatório da OCDE: A avaliação do sistema de ensino superior em Portugal. Lisboa, 13 de Dezembro de 2006

O Relatório da OCDE: A avaliação do sistema de ensino superior em Portugal. Lisboa, 13 de Dezembro de 2006 O Relatório da OCDE: A avaliação do sistema de ensino superior em Portugal Lisboa, 13 de Dezembro de 2006 O relatório de avaliação do sistema de ensino superior em Portugal preparado pela equipa internacional

Leia mais

DIÁLOGO SOCIAL EUROPEU: PROJECTO DE ORIENTAÇÕES MULTISSECTORIAIS PARA O COMBATE DA VIOLÊNCIA E ASSÉDIO DE TERCEIROS RELACIONADOS COM O TRABALHO

DIÁLOGO SOCIAL EUROPEU: PROJECTO DE ORIENTAÇÕES MULTISSECTORIAIS PARA O COMBATE DA VIOLÊNCIA E ASSÉDIO DE TERCEIROS RELACIONADOS COM O TRABALHO DIÁLOGO SOCIAL EUROPEU: PROJECTO DE ORIENTAÇÕES MULTISSECTORIAIS PARA O COMBATE DA VIOLÊNCIA E ASSÉDIO DE TERCEIROS RELACIONADOS COM O TRABALHO EPSU, UNI Europa, ETUCE, HOSPEEM, CEMR, EFEE, EuroCommerce,

Leia mais

Melhorar a Segurança do Paciente Pacote de Preparação para Parceria

Melhorar a Segurança do Paciente Pacote de Preparação para Parceria Parceria Africana para Segurança do Paciente Melhorar a Segurança do Paciente Pacote de Preparação para Parceria Um recurso para todos os parceiros em saúde comprometidos com o fortalecimento da segurança

Leia mais

Nota de trabalho. Estado actual das negociações comerciais multilaterais sobre os produtos agrícolas REPRESENTAÇÃO COMERCIAL

Nota de trabalho. Estado actual das negociações comerciais multilaterais sobre os produtos agrícolas REPRESENTAÇÃO COMERCIAL MISSÃO PERMANENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA JUNTO DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS REPRESENTAÇÃO COMERCIAL GENEBRA - SUÍÇA Estado actual das negociações comerciais multilaterais sobre os produtos agrícolas

Leia mais

GUIA DO PRÊMIO ODM BRASIL

GUIA DO PRÊMIO ODM BRASIL GUIA DO PRÊMIO ODM BRASIL 4ª Edição QUANDO O BRASIL SE JUNTA, TODO MUNDO GANHA. Secretaria-Geral da Presidência da República Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) Movimento Nacional

Leia mais

INVESTIR NUM MUNDO LIVRE DE PALUDISMO

INVESTIR NUM MUNDO LIVRE DE PALUDISMO INVESTIR NUM MUNDO LIVRE DE PALUDISMO Os últimos anos têm registado progressos extraordinários na luta contra o paludismo, mas os benefícios observados são frágeis e distribuídos de forma desigual. A vitória

Leia mais

PARLAMENTO EUROPEU E CONSELHO

PARLAMENTO EUROPEU E CONSELHO 27.4.2001 PT Jornal Oficial das Comunidades Europeias L 118/41 II (Actos cuja publicação não é uma condição da sua aplicabilidade) PARLAMENTO EUROPEU E CONSELHO RECOMENDAÇÃO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO

Leia mais

RESULTADOS DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2015: A COFACE APRESENTA LUCRO DE 66 MILHÕES DE EUROS, APESAR DE UM AUMENTO DE SINISTROS EM PAÍSES EMERGENTES

RESULTADOS DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2015: A COFACE APRESENTA LUCRO DE 66 MILHÕES DE EUROS, APESAR DE UM AUMENTO DE SINISTROS EM PAÍSES EMERGENTES RESULTADOS DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2015: A COFACE APRESENTA LUCRO DE 66 MILHÕES DE EUROS, APESAR DE UM AUMENTO DE SINISTROS EM PAÍSES EMERGENTES Crescimento de volume de negócios: + 5.1% a valores e taxas

Leia mais

ENCONTRO DA MEIA DÉCADA DO FÓRUM CONSULTIVO INTERNACIONAL SOBRE EDUCAÇÃO PARA TODOS Aman, Jordânia, 16-19 de Junho de 1996.

ENCONTRO DA MEIA DÉCADA DO FÓRUM CONSULTIVO INTERNACIONAL SOBRE EDUCAÇÃO PARA TODOS Aman, Jordânia, 16-19 de Junho de 1996. Doe, EOOCAC'~ 1-fJ~ Tõ~-5. - " ~ 9qr;, ENCONTRO DA MEIA DÉCADA DO FÓRUM CONSULTIVO INTERNACIONAL SOBRE EDUCAÇÃO PARA TODOS Aman, Jordânia, 16-19 de Junho de 1996. EDUCAÇÃO PARA TODOS: ATINGINDO O OBJETIVO

Leia mais

ACEF/1314/21732 Relatório final da CAE

ACEF/1314/21732 Relatório final da CAE ACEF/1314/21732 Relatório final da CAE Caracterização do ciclo de estudos Perguntas A.1 a A.10 A.1. Instituição de Ensino Superior / Entidade Instituidora: Universidade De Lisboa A.1.a. Outras Instituições

Leia mais

PORTUGAL Economic Outlook. Carlos Almeida Andrade Chief Economist Julho 2008

PORTUGAL Economic Outlook. Carlos Almeida Andrade Chief Economist Julho 2008 PORTUGAL Economic Outlook Carlos Almeida Andrade Chief Economist Julho 2008 Portugal: Adaptação a um novo ambiente económico global A economia portuguesa enfrenta o impacto de um ambiente externo difícil,

Leia mais

Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau)

Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) Plano de Acção para a Cooperação Económica e Comercial (2014-2016) 4ª Conferência Ministerial Preâmbulo

Leia mais

(Resoluções, recomendações e pareceres) RESOLUÇÕES CONSELHO

(Resoluções, recomendações e pareceres) RESOLUÇÕES CONSELHO 19.12.2007 C 308/1 I (Resoluções, recomendações e pareceres) RESOLUÇÕES CONSELHO RESOLUÇÃO DO CONSELHO de 5 de Dezembro de 2007 sobre o seguimento do Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos

Leia mais

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO (Tradução não oficial 1 ) Recomendação 202 RECOMENDAÇÃO RELATIVA AOS PISOS NACIONAIS DE PROTEÇÃO SOCIAL A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho,

Leia mais

Evaluación del Plan de Comunicación del Programa Operativo de Cooperación Territorial del Sudoeste Europeo (SUDOE) 2007 2013

Evaluación del Plan de Comunicación del Programa Operativo de Cooperación Territorial del Sudoeste Europeo (SUDOE) 2007 2013 Evaluación del Plan de Comunicación del Programa Operativo de Cooperación Territorial del Sudoeste Europeo (SUDOE) 2007 2013 UNIÓN EUROPEA 1 de junio de 2011 3. SUMÁRIO EXECUTIVO A avaliação do Plano de

Leia mais

OBJETIVO REDUZIR A MORTALIDADE

OBJETIVO REDUZIR A MORTALIDADE pg44-45.qxd 9/9/04 15:40 Page 44 44 OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO BRASIL OBJETIVO REDUZIR A MORTALIDADE NA INFÂNCIA pg44-45.qxd 9/9/04 15:40 Page 45 45 4 " META 5 REDUZIR EM DOIS TERÇOS, ENTRE

Leia mais