CONECTADA A VOCÊ. Construir e fortalecer relações também é nosso negócio

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1 CONECTADA A VOCÊ Construir e fortalecer relações também é nosso negócio

2 ANÚNCIO DUPLO Outra metade do que está no miolo da revista. Cheguei ao ao Rio em De De Maceió para cá, cá, foram cinco dias de de navio. Para uma criança de de doze anos, uma eternidade. Não esqueço do do medo que senti ao ao ver ver as as montanhas pela primeira vez. Para quem só só enxergava plano, pareciam monstros. Do Do norte, trouxe minha mãe. Lá Lá perdi meu pai pai e e deixei meus irmãos. Aqui, não tive filhos. Mas encontrei uma família que me me acolheu para toda a a vida: a a Família Light. ANÚNCIO DUPLO Outra metade do que está na segunda de capa. Um casamento que já já dura anos. Com ela, aprendi que o o lado humano deve vir vir sempre à à frente da da tecnologia. Ao Ao lado dela, vi vi o o Rio crescer e e se se mostrar para o o mundo. Graças a a ela, montei sozinho minha primeira TV. Só Só para ver ver o o homem pisar na na Lua. Com os os excursionistas da da Light, escalei o o Pão de de Açúcar. E E eu eu que morria de de medo dele Como me me sinto depois de de tantos anos? Cheio de de energia para viver os os próximos capítulos desta história. Sr. Sr. João Alves da da Costa Empregado desde Cliente desde Light: 110 anos iluminando histórias. #Light110Anos Mais histórias em: facebook.com/conexaolight

3 4 53 CARTA AO LEITOR 2 carta ao leitor 4 Modelo de Negócios da Light 6 Principais indicadores SUMÁRIO 8 planeta light É com satisfação que apresentamos a quarta edição da Conexão Light, versão em revista do Relatório Anual de Sustentabilidade do Grupo Light. Como no ano anterior, seguimos as novas diretrizes G4 da Global Reporting Initiative (GRI), mas também privilegiamos o relato integrado como forma de garantir às partes interessadas o acesso, a fidedignidade e a clareza das informações referentes à companhia. Optamos por um texto claro e direto, apresentando os principais resultados do ano. Com um visual atraente, a proposta da revista é despertar o interesse do leitor e fazê-lo procurar por mais informações no relatório completo, disponível no site da Light. Nesta edição, priorizamos os temas que são materiais para a companhia: regulação e políticas públicas; novos modelos de negócios; oferta de energia; relacionamento com o cliente e a sociedade; solidez financeira e mercado de capitais; perdas e inadimplência. Além de atender aos critérios da GRI e à priorização estabelecida pela nossa Matriz de Materialidade, utilizada desde 2009 e revista em 2014, nosso relato segue a Estrutura Internacional para Relato Integrado, detalhando o modelo de negócios, segmentando os assuntos por capitais manufaturado, natural, humano, intelectual, social e de relacionamento e financeiro e demonstrando como ocorre a geração de valor para a companhia e seus stakeholders. Nos próximos cinco anos, continuaremos comprometidos com o combate às perdas e à inadimplência, o aumento da eficiência operacional, os projetos estratégicos, a adequação do programa de investimentos e a redução do patamar de endividamento da companhia. Por fim, reafirmamos o nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável, com os nossos clientes e com o Rio de Janeiro. A Light, ao definir seu direcionamento estratégico, se preocupa em equilibrar as dimensões econômica, ambiental e social, tendo como requisitos fundamentais a ética, a transparência, a comunicação efetiva com os públicos de interesse, as boas práticas de governança corporativa e a prestação de contas. Boa leitura, Paulo Roberto Pinto Diretor Presidente Capital Social e de Relacionamento Combates às perdas comerciais 34 Marcando presença nas comunidades 36 CANAIS DE CONTATO Para atendimento de emergência e solicitações comerciais Conexão Light é uma versão em revista do Relatório de Sustentabilidade Todos os seus direitos autorais pertencem à companhia. capital manufaturado 12 Por um consumo consciente 43 Nas redes sociais twitter.com/lightclientes facebook.com/lightclientes Na internet COORDENAÇÃO Gerência de Comunicação Gerência de Estratégia e Sustentabilidade Gerência de Relações com Investidores REPORTAGENS Massi Comunicação: Viviane Massi REVISÃO Agnes Rissardo Energia garantida aos grandes eventos 16 Pluralidade de serviços e eficiência operacional 45 O renascimento da antiga usina 20 Histórias de uma geração 48 Capital financeiro DEC e FEC melhoram em 2014 capital natural 21 capital humano Impactos da geração térmica 51 Resultados 54 compromissos Escassez de chuva, esforço conjunto 23 No seu celular Faltou luz? Light Já! Envie do celular apenas o Código da Instalação para o nº A vida em primeiro lugar 26 Ética revisitada capital intelectual 28 De qualquer telefone: Disque-Light Emergência: Disque-Light Comercial: FOTOGRAFIA Equipe AG365: Alex Sant anna, Anna Fischer, Beto @gadnet PROJETO DE COMUNICAÇÃO Ana Laet Comunicação DIREÇÃO DE ARTE Ana Laet DESIGN Flavia Falcão Impresso na Gráfica Stamppa Light S.A Avenida Marechal Floriano 168, Centro Rio de Janeiro Light avança em direção à rede inteligente 30 Educação e desenvolvimento Relações com investidores ri.light.com.br Tel.: Fique por dentro de tudo o que a Light faz através dos canais Conexão Light Blog conexaolight.com.br facebook.com/conexaolight twitter.com/conexaolight youtube.com/conexaolight LinkedIn grupo Conexão Light Geração Light Site geracaolight.com.br facebook.com/geracaolight

4 4 5 MODELO DE NEGÓCIOS DA LIGHT os capitais

5 6 7 principais indicadores de sustentabilidade 1 DEVIDO À FALTA DE CHUVAS NA BACIA DO RIO PARAÍBA DO SUL, A LIGHT FOI OBRIGADA A REDUZIR A VAZÃO TRANSPOSTA PARA A BACIA DO RIO GUANDU, O QUE AFETOU DE FORMA SIGNIFICATIVA SUA GERAÇÃO. 2 O AUMENTO DAS EMISSÕES DE ESCOPO 1 ESTÁ RELACIONADO AO INÍCIO DA OPERAÇÃO DA PLANTA DE COGERAÇÃO GERENCIADA PELA LIGHT ESCO, QUE SE DÁ POR QUEIMA DE GÁS NATURAL. 3 NO ESCOPO 2, O AUMENTO DAS EMISSÕES ESTÁ RELACIONADO AO MAIOR ACIONAMENTO DE TERMELÉTRICAS. 4 JÁ NO PLANO DO ESCOPO 3, OS RESÍDUOS ORGÂNICOS EM ATERROS SANITÁRIOS FORAM OS QUE GERARAM AS EMISSÕES MAIS IMPACTANTES. ISSO SE DEVE, PRINCIPALMENTE, AOS RESÍDUOS ORIUNDOS DAS ATIVIDADES DE PODA E DA VEGETAÇÃO QUE É RETIRADA DAS ADUTORAS DAS USINAS HIDRELÉTRICAS. 5 A MAIORIA DAS AÇÕES DA ACADEMIA LIGHT É VOLTADA PARA A PROMOÇÃO DO ALINHAMENTO DA CULTURA ORGANIZACIONAL E NEM SEMPRE EXIGE CAPACITAÇÃO FORMAL, NÃO SENDO, PORTANTO, CONTABILIZADAS NAS HORAS DE TREINAMENTO. ALÉM DISSO, O INDICADOR INCLUI SOMENTE OS EMPREGADOS PRÓPRIOS. 6 OS INVESTIMENTOS EM P&D SÃO PLANEJADOS E REALIZADOS EM FUNÇÃO DA REGULAMENTAÇÃO DO SETOR, VARIANDO DE ACORDO COM O SALDO DISPONÍVEL NA CONTA DE P&D. 7 OS VALORES DA DÍVIDA LÍQUIDA INCLUEM A DÍVIDA COM O FUNDO DE Foto Lucas Landau

6 8 9 LANETA ight capital manufaturado Eficiência operacional Em 2014, a Light avançou na redução dos gastos operacionais, atuando em duas frentes: melhoria dos processos e otimização de despesas administrativas. Para isso, foram mapeados oito processos críticos relacionados à cobrança, corte e religação, manutenção e atendimento a novos clientes. Na frente de redução de despesas administrativas, as oportunidades de economia contemplam gastos com consultorias, comunicação, custas judiciais, serviços de táxi, passagem aérea, impressão, telecomunicação e redução de consumo e desperdício na área de patrimônio. No total, a companhia apurou e priorizou quase 300 iniciativas. Além disso, 40 líderes passaram por um treinamento sobre gestão para resultados. A meta é que sejam economizados mais de R$ 40 milhões até o fim de capital natural Licenciamento para obras Após a descentralização do licenciamento ambiental que ocorreu em 2007, as prefeituras receberam prerrogativa para licenciar empreendimentos de baixo e médio impacto, categoria em que se enquadra a maioria das obras da Light. No entanto, devido à falta de corpo técnico habilitado nesses municípios para executar o trabalho, a companhia firmou parceria técnica com a Prefeitura do Rio, resultando na elaboração da Resolução SMAC 478/2010 e simplificando os seus processos de licenciamento. As obras olímpicas estão sendo um grande desafio devido à urgência, ao grande número de projetos e à complexidade das estruturas. Em um total de 13 empreendimentos de alta tensão, 12 já foram licenciados e um se encontra em processo de obtenção de licença. A Subestação Olímpica e as linhas que a abastecerão estão entre os licenciamentos obtidos. capital humano PREMIAÇÕES EM 2014 Conheça alguns prêmios importantes concedidos à atuação da Light em 2014: Prêmio Ser Humano Oswaldo Checchia: Programa Vida!, na categoria Gestão de Pessoas/Organização; Prêmio de Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro: Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos; Prêmio da Associação Brasileira de Marketing Contemporâneo (ABMN): Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos,na categoria Responsabilidade Social e Sustentabilidade; Prêmio Aberje Regional : Programa Light Legal, na categoria Comunicação e Relacionamento com o Consumidor; Prêmio Socioambiental Firjan: Projeto Light Recicla, na categoria Relação com o Público de Interesse; Prêmio ABT (Associação Brasileira de Telesserviços): projetos Aplicativo da Light para Facebook: os clientes curtem essa ideia e compartilham nosso conteúdo; e Monitoria e Treinamento Light: garantindo os pilares da qualidade nos canais de relacionamento, nas categorias Mídias Sociais e Internet e Gestão de Qualidade; 16º Prêmio abrasca de relatório anual: 2º lugar no ranking nacional e menção honrosa no quesito Aspectos Socioambientais; Prêmio As Melhores Companhias para os seus Acionistas 2014, da revista Capital Aberto: 1º lugar na categoria Empresas com Valor de Mercado entre R$ 2 bilhões e R$ 5 bilhões; Guia Exame de Sustentabilidade 2014: classificada como uma das 61 empresas mais sustentáveis do Brasil. Confira os outros reconhecimentos da Light no ano em

7 10 11 LANETA ight capital financeiro Bandeiras tarifárias capital social e de relacionamento PEE realizou primeira Chamada Pública capital intelectual Primeira patente internacional da Light em P&D Obtida em 2014 e concedida em reconhecimento a um projeto de P&D, a patente internacional é pioneira e inédita para a companhia. O produto, a manta polimérica, é um revestimento desenvolvido para proteção de postes de madeira contra a ação de cupins e fogo, agressores que causam danos à estrutura dos postes, gerando interrupções no fornecimento de energia elétrica e riscos de acidentes. A manta polimérica, que é atóxica e não agride o meio ambiente, prolonga a vida útil dos postes de madeira de 15 para 25 anos, aproximadamente, representando uma redução de 40% na demanda de manutenção e substituição. A obtenção de uma patente internacional sinaliza o quanto o projeto foi inovador e original. Desenvolvimento de sucessores Com o objetivo de valorizar e desenvolver profissionais identificados como potenciais sucessores, para que possam assumir atividades de maior responsabilidade e complexidade dentro da empresa, em 2014, a Academia Light também elaborou o Programa de Desenvolvimento de Sucessores. Ele tem como insumo as avaliações dos comitês de carreira da companhia e conta com ações de desenvolvimento específicas para cada estágio de carreira, considerando as diferentes habilidades exigidas para cada nível de liderança. Dessa forma, a empresa contribui para que a transição de gerações seja feita de forma estruturada e responsável, minimizando o risco de perda do capital intelectual e cooperando para a perenidade da organização. Normas e procedimentos assegurados O estabelecimento de padrões de trabalho é uma segunda forma de se armazenar e disseminar as informações dentro da companhia. Os processos e práticas da Light são descritos em normas e procedimentos internos, fundamentados, por sua vez, no setor de atuação da organização; nas LIGHT SEMPRE COM VOCÊ! AGÊNCIA VIRTUAL Chat: de 2ª a 6ª, das 8h às 20h. DISQUE LIGHT VOCÊ SABIA? A Aneel define mensalmente, na última semana, o tipo de Bandeira que entrará em vigor no mês seguinte. Você deve ficar atento à divulgação das Bandeiras na sua conta: ela sinalizará o tipo vigente. É uma oportunidade para controlar o seu consumo e evitar surpresas. A Bandeira Tarifária não é mais um custo incluído e sim uma nova forma de apresentar um gasto que hoje já está na sua conta de luz, mas que passa despercebido pela maioria dos clientes. É um mecanismo regulatório que desloca no tempo o momento do recolhimento do custo pelo acionamento das usinas térmicas. Os recursos recebidos pelas distribuidoras com a aplicação das Bandeiras Tarifárias serão utilizados integralmente para pagar os custos de energia gerada. orientações estratégicas; nos valores e princípios organizacionais; e no atendimento aos requisitos legais e regulamentares exigidos no contrato de concessão e nas regulamentações relacionadas às suas principais atividades. Existem três níveis de padrão: estratégico, tático e operacional. A minuta do documento normativo é submetida à validação dos órgãos operacionais e funcionais envolvidos em sua implantação. Depois de aprovada, ela é publicada no Portal Intranet e amplamente divulgada. A companhia também possui um Banco de Documentos Técnicos onde estão armazenados as normas e os procedimentos, os catálogos, as instruções para operação de equipamentos, os documentos referentes à Segurança e Medicina Ocupacional e ao Sistema de Gestão Ambiental, entre outros. REDES SOCIAIS facebook.com/lightclientes twitter.com/lightclientes Emergência Comercial Com objetivo de sinalizar aos consumidores os custos de geração de energia elétrica, o sistema de Bandeiras Tarifárias passou a vigorar em 2015, tendo 2013 e 2014 como anos testes. O funcionamento é simples: as cores das Bandeiras (verde, amarela ou vermelha) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade. A Bandeira Tarifária não é mais um custo e sim uma nova forma de apresentar um gasto que hoje já está na conta de luz, mas que passa despercebido pela maioria dos clientes. É um mecanismo regulatório que BANDEIRA TARIFÁRIA. MAIS TRANSPARÊNCIA NA SUA CONTA DE LUZ. adianta, mês a mês, o recolhimento do custo pelo acionamento das usinas térmicas. Os recursos recebidos pelas distribuidoras com a aplicação das Bandeiras serão utilizados integralmente para pagar os gastos da energia, que Entenda as Bandeiras Tarifárias e tenha uma nova relação com sua conta de luz. já foi gerada. Quer saber mais? Acesse bandeirastarifarias Em 2014, o Programa de Eficiência Energética (PEE) da Light realizou sua primeira Chamada Pública de Projetos (CPP), instituída pela Resolução ANEEL nº 556/2013. Os seis projetos aprovados totalizam, aproximadamente, R$ 4,8 milhões em investimentos, sendo R$ 300 mil por meio de contrapartida dos próprios clientes selecionados. Para esclarecer dúvidas, a companhia promoveu dois workshops voltados para clientes, Circuito Cidade Inteligente A Light concluiu, em 2014, as obras do Centro de Demonstração em Eficiência Energética e Smart Grid, mais conhecido como Circuito Cidade Inteligente. O espaço é integrado ao Museu Cidade Light da Energia, Inteligente já em funcionamento desde O objetivo central A Light concluiu, em 2014, as obras do Centro de do Circuito é ajudar o consumidor a entender Demonstração em Eficiência Energética e Smart Grid, o novo conceito de redes inteligentes (smart mais conhecido como Circuito Cidade Inteligente. O grid). Os visitantes terão a oportunidade de espaço é integrado ao Museu Light da Energia, já em interagir com recursos sonoros e visuais que funcionamento desde O objetivo central do Circuito é ajudar o consumidor a entender o novo conceito vão simular situações do cotidiano na rede elétrica, como desligamento, furto de energia, sobrecarga e restabelecimento da rede. de redes inteligentes (smart grid). Os visitantes terão a oportunidade de interagir com recursos sonoros e visuais que vão simular situações do cotidiano na rede elé- No Circuito, será possível também conhecer um modelo de casa eficiente, com tomadas trica, como desligamento, furto de energia, sobrecarga inteligentes, controlador digital de ar-condicionado, recuperador de calor para chuvei- e restabelecimento da rede. No Circuito, será possível também conhecer um modelo de casa eficiente, com ros, sistema de iluminação natural, carro elétrico e painel fotovoltaico. O Circuito Cidade tomadas inteligentes, controlador digital de ar-condicionado, recuperador de calor para chuveiros, sistema de Inteligente é o primeiro do gênero na América Latina e contou com um investimento de iluminação natural, carro elétrico e painel fotovoltaico. O Circuito Cidade Inteligente é o primeiro do gênero R$ 4,3 milhões por meio de recursos do Programa de Eficiência Energética da ANEEL. na América Latina e contou com um investimento de R$ 4,3 milhões por meio de recursos do Programa de Eficiência Energética. ESCOs, consultores, fabricantes e associações de classes; e publicou um folder e um conjunto de perguntas e respostas para esclarecer as dúvidas mais frequentes em sua página na internet, dando total transparência ao processo. Durante a CPP, a Light contou também com o apoio da GIZ (Empresa do Governo Alemão de Cooperação Internacional) na elaboração do workshop, do edital e demais documentos técnicos de apoio. I./2015

8 12 13 CAPITAL MANUFATURADO Energia garantida aos grandes eventos Investimento em infraestrutura e subestação exclusiva para as Olimpíadas Copa do Mundo no Brasil, e no Rio de Janeiro. Um evento que mobilizou muita gente comprometida em fazer com que tudo transcorresse conforme o idealizado. A atuação da Light no fornecimento de energia merece destaque, pois todas as obras e ações planejadas foram concluídas dentro do prazo estabelecido. O plano de operação e manutenção foi realizado com sucesso, sem interrupções de energia elétrica durante todo o evento, lembra Márcio Pereira Ridolfi, Superintendente Técnico de Alta Tensão. A estrutura criada pela Light envolveu, aproximadamente, 1,6 mil profissionais. A companhia criou a Sala da Copa e instituiu reuniões diárias, além de conferências antes e depois dos jogos do Brasil e das partidas no Maracanã. Com planejamento e esquema tático, as equipes de campo cuidaram das inspeções e manutenções preventivas em posições estratégicas. O Centro de Operação da Distribuição monitorou todos os circuitos que atenderam às principais instalações do evento. Meses antes dos jogos, realizamos uma manutenção preventiva em todos os circuitos elétricos relacionados ao evento, por exemplo, rede hoteleira e aeroportos, bem como planejamos estrategicamente o posicionamento das equipes de emergência: tudo isso amparado por um plano de contingência amplamente divulgado dentro e fora da Light, detalha Marco Antônio de Araújo, Gerente de Planejamento da Expansão de Alta Tensão. Internamente, a Light mobilizou sua força de trabalho para garantir que tudo corresse bem durante o evento. Além de mensagens, sorteios e ações para engajamento de todos por meio do movimento #BrilhaBrasil e do projeto Orgulho de Ser Light, foram implantadas algumas iniciativas específicas para os profissionais que atuaram nesse período. Totalmente concluída em maio de 2014, a usina fotovoltaica do Maracanã gera, aproximadamente, 500 MWh de energia por ano, diminuindo as emissões de cerca de 300 toneladas de gás carbônico na atmosfera. A usina contribuiu para demonstrar, durante a Copa do Mundo, que o Brasil busca um perfil de produção de energia muito mais sustentável. Esse projeto se destaca na promoção da geração distribuída para diversificar a matriz energética brasileira, por meio de uma fonte energética inesgotável: o sol, acrescenta Marco Antônio Donatelli, presidente da Light Esco. Para organizar o trabalho, a Light criou o GT Light-Olimpíadas, que vai acompanhar planos de obra, manutenção e operação. Marco Antônio de Araújo Gerente de Planejamento da Expansão de Alta Tensão Foto Tiago de Paula Carvalho

9 14 15 Energia exclusiva para o Parque Olímpico Além de todo esse conjunto de obras, Light e Furnas criaram, em janeiro de 2014, a SPE Olímpica, empresa responsável pela construção da Subestação Olímpica, que será dedicada, exclusivamente, ao forneci- INFRAESTRUTURA DA CIDADE Light tem participação ativa no conjunto de obras do governo do Rio mento de energia elétrica ao Parque Olímpico, já em construção na Barra da Tijuca. Caberá à Light a responsabilidade pela operação dessa subestação. A subestação, concebida sob o viés sustentável, com transformadores utilizando óleo vegetal em vez de óleo naftênico, é compacta e está sendo construída em SUBESTAÇÃO OLÍMPICA Com capacidade de 120 MVA, o empreendimento poderia suprir a demanda de energia de uma bairro como Ipanema um terreno de 3 mil m 2. As obras estão em ritmo acelerado e em fase final de monta- Olimpíadas na Cidade Maravilhosa Muito do que foi feito para a Copa do Mundo será aproveitado para os Jogos Olímpicos que acontecem no Rio de Janeiro em agosto de Toda a cidade é um canteiro de obras, e a Light já arregaçou as mangas faz tempo. São diversos projetos que vão desde a construção de novas subestações até a instalação de novas linhas de transmissão em 138 kv e de distribuição em 13,8 kv, abrangidos pelo repasse de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). O fato de as competições serem concentradas no Rio está exigindo um esforço maior das equipes. Para organizar o trabalho, a companhia criou o GT Light- -Olimpíadas, que vai acompanhar planos de obra, manutenção e operação, destaca Araújo. Em 2014, a companhia estabeleceu um conjunto de obras prioritárias no sistema de alta tensão subestações e linhas de transmissão para reforçar o suprimento de energia das instalações olímpicas, de acordo com os planos estratégicos definidos pela Autoridade Pública Olímpica, pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) e pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Três dessas obras foram concluídas ainda em 2014: construção de ramais subterrâneos para a nova Subestação Gardênia e reconstrução de circuitos em Cascadura e Cordovil, restando 12 projetos a serem finalizados. Na rede de média tensão, estão em andamento obras que vão garantir o suprimento de energia elétrica dos locais onde ocorrerão algumas competições, como a Arena de Vôlei de Praia em Copacabana, o Estádio da Lagoa, a Marina da Glória, o Parque do Flamengo, o Maracanã e o Engenhão, entre outros. E também dos locais de apoio ao evento, com destaque para a Vila dos Atletas, complexo na Barra da Tijuca. Há ainda a participação ativa da Light no conjunto de obras do governo do Rio de Janeiro para melhorar a infraestrutura da cidade, como o Passeio Olímpico, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), o Metrô e as vias expressas. A Light presta contas, regularmente, do andamento dessas obras ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico. Dos R$ 548,9 milhões investidos, em 2014, no desenvolvimento de redes de distribuição e expansão, R$ 71,9 milhões foram destinados a investimentos específicos para a Copa do Mundo e as Olimpíadas. A nossa responsabilidade é enorme, porque, além de construir a Subestação Olímpica, vamos operá-la. Wilson Cleber de Oliveira Diretor Presidente e Financeiro da SPE Olímpica e Assessor Geral do Projeto Olimpíada gem dos equipamentos e instalação dos ramais subterrâneos em 138 kv. Para se ter uma ideia de sua dimensão, a Subestação Olímpica, cuja capacidade é de 120 MVA, poderia suprir a demanda de energia de todo o bairro de Ipanema, na Zona Sul do Rio, onde a Light possui, aproximadamente, 120 mil clientes. Os desafios de uma obra desse porte são muito grandes, a começar pelo prazo de apenas 16 meses que estamos tendo para executar o projeto, muito provavelmente inédito pelas dimensões e características da subestação. E a nossa responsabilidade é enorme, porque, além de construir, vamos operá-la, garantindo o fornecimento permanente de energia ao Parque Olímpico enquanto os olhos do mundo se voltam para o Rio de Janeiro, ressalta Wilson Cleber de Oliveira, Diretor Presidente e Financeiro da SPE Olímpica e Assessor Geral do Projeto Olimpíada. Os investimentos previstos na Subestação Olímpica somam mais de R$ 150 milhões. Conforme compromisso firmado pelo governo brasileiro junto ao Comitê Olímpico Internacional (COI), o prazo para entrega da obra é no fim de maio de 2015.

10 17 CAPITAL MANUFATURADO O renascimento da antiga usina Nova unidade geradora em prédio centenário A antiga Usina Fontes Velha, primeira do Complexo de Ribeirão das Lajes e desativada em 1989, vai dar lugar a um novo empreendimento da Light Energia: a PCH Lajes, uma pequena central hidrelétrica que acrescentará 17 MW à capacidade instalada da Light Energia, prevista para iniciar suas operações em Adaptar um prédio com mais de cem anos de construção tem sido um grande desafio para a companhia, tendo em vista a idade do projeto original. O detalhamento dos desenhos existentes necessita que, de forma complementar, sejam executadas diversas prospecções locais nas estruturas, além de toda uma preocupação com a preservação das características arquitetônicas do prédio, avalia Felipe Pinheiro da Cruz, Gerente de Futuros Empreendimentos. Em 2014, o projeto avançou com a criação da empresa Lajes Energia S.A., que será responsável por construir, operar e fazer a manutenção da nova usina, e com a assinatura do contrato referente à construção e gerenciamento do empreendimento, formalizado em agosto do ano passado. Para a concepção da usina, a companhia tem adquirido os mais modernos equipamentos, fabricados com tecnologia de ponta, garantindo confiabilidade compatível com a importância do empreendimento. A equipe dedicada ao projeto convive diariamente com o desafio de conduzir a obra dentro de um complexo que permanece em funcionamento. O Complexo de Lajes, localizado no município de Piraí, Rio de Janeiro, possui mais três usinas hidrelétricas: Fontes Nova, Nilo Peçanha e Pereira Passos, além das usinas elevatórias de Santa Cecília e Vigário, que permitem a transposição das águas do Rio Paraíba do Sul. A PCH Lajes irá compor esse conjunto de obras de engenharia tão importante para o Rio, já que, pelas turbinas do complexo passam 96% das águas de abastecimento público da cidade do Rio e sua Região Metropolitana. Elaboramos um plano de trabalho capaz de integrar tanto os envolvidos na construção da PCH Lajes como aqueles ligados à operação e à manutenção do complexo. Também mantemos rotineiramente uma intensa comunicação entre supervisores da obra e do complexo, principalmente no que diz respeito às mudanças operacionais que afetam as atividades, acrescenta Felipe Cruz. Prevista para entrar em operação em 2016, a PCH Lajes vai acrescentar 17 MW à capacidade da Light Energia Além de aumentar a capacidade de geração de energia, a nova usina trará outros benefícios, entre eles, o aumento da flexibilidade operacional, o controle de cheias no Rio Piraí, a melhoria da qualidade da água do Reservatório de Lajes e a modernização do suprimento da adutora da Cedae. Soma-se a esses benefícios o fato de que a instalação da usina tem interferido positivamente na oferta de empregos locais e no crescimento da arrecadação municipal. A obra encontra-se em fase de adequação do projeto executivo às estruturas existentes, compatibilizando as dimensões dos equipamentos aos espaços definidos para implantação da PCH Lajes. Também já foram retirados todos os equipamentos das unidades 7 e 8 da antiga Usina Fontes Velha, onde será implantada a unidade geradora, e iniciadas as demolições para adequação da casa de força ao projeto da PCH. Em 2015, está prevista a montagem do conduto forçado, de aproximadamente 700 metros de extensão, para transportar as águas provenientes do Reservatório de Lajes à nova PCH. Além disso, serão executadas obras civis para adequar a casa de força aos equipamentos da nova unidade geradora de energia, entre outra ações. Sentimos um orgulho muito grande em executar um projeto desse porte, pois, além de ser extremamente desafiador, a Light é responsável tanto pela obra quanto pela gestão do projeto em si, declara Felipe Cruz. A área de Engenharia não está sozinha na construção da PCH. A Lajes Energia tem uma comissão que acompanha o projeto, compos- "Adaptar um prédio com mais de cem anos de construção tem sido um grande desafio para a companhia". Felipe Pinheiro da Cruz Gerente de Futuros Empreendimentos

11 18 19 ta por representantes de diversas as demandas de energia elétrica da dêmico e uma nova referência áreas da empresa. Nossos princi- área de concessão da Light. para a região do Vale do Paraíba. pais parceiros são a Superintendên- Tamanha importância motivou a As áreas de visitação vão in- cia de Desenvolvimento de Negócios, a equipe de comercialização de energia, as áreas tributária, regulatória, jurídica, financeira, RH, TI, companhia a investir na criação de um museu no local, aproveitando parte do espaço e os equipamentos remanescentes. Ele será instalado cluir um setor dedicado à história da usina, desde as primeiras prospecções e estudos para a viabilidade da construção de um complexo "É um tipo de projeto que acaba envolvendo praticamente toda a companhia. suprimentos, segurança do trabalho e meio ambiente, entre outras. É um tipo de projeto que acaba envol- no mesmo prédio que abriga a futura PCH Lajes e a Usina Fontes Nova, em operação atualmente. De cunho hidrelétrico até a desativação dos geradores que faziam parte de Fontes Velha. Previsto para inaugurar João Vieira de Araújo Superintendente de Gestão e Engenharia da Geração vendo praticamente toda a compa- institucional e científico, o museu vai em 2016, o museu colocará todo um nhia, pontua João Vieira de Araújo, mostrar aos visitantes a parte histó- acervo cultural e técnico à disposi- Superintendente de Gestão e Enge- rica dos fatos e como funcionavam ção de estudantes de engenharia, nharia da Geração. Ele cita também os equipamentos daquela época. técnicos, profissionais e até mes- a parceria com a Superintendência A ideia do museu sobre a pri- mo público leigo, interessados nas de Usinas e Engenharia da Gera- meira usina de grande porte do histórias de progresso em Ribeirão ção. Ela está ao nosso lado para Brasil é uma convergência de mo- das Lajes a partir dos empreendi- mitigar os impactos das obras nas tivações. Ela foi concebida pelo mentos da Light. rotinas operacionais e, no futuro, se Presidente da Light, Paulo Roberto ocupará da manutenção da PCH, acrescenta o Superintendente. Preservação histórica A construção da Usina Fontes Velha iniciou-se em 1905, aproveitando os recursos hídricos disponíveis em Ribeirão das Lajes para gerar energia elétrica e atender ao Rio de Janeiro, na época Distrito Federal. No início do século XX, a Usina Fontes Velha garantiu sozinha Pinto, que vislumbrou sua dupla função: valorizar a memória sobre a ação da empresa na região e no Brasil e abrir um novo ponto de interesse na cidade de Piraí, lembra o Gerente do Instituto Light e Centro Cultural, Paulo Bicalho. De acordo com ele, o museu representa a valorização da história da Light e de sua contribuição para o progresso do Rio de Janeiro e do Brasil. Constitui-se também em um novo vetor de atração de turistas do meio aca- Capacidade Instalada da Light Energia (MW) Ilha dos Pombos (Rio Paraíba do Sul) Fontes Nova (Complexo de Lajes) Nilo Peçanha (Complexo Lajes) Pereira Passos (Complexo de Lajes) Santa Branca (Rio Paraíba do Sul)

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