Empresas enfrentam um tsunami fiscal

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Empresas enfrentam um tsunami fiscal"

Transcrição

1 Novas regras de faturação não alteram formas de emissão Pág.28 Nº 1477 / 25 de janeiro de 2013 / Semanal / Portugal Continental 2,20 J DIRETOR João Peixoto de Sousa Bolsa com valorizações recorde + 123% + 53% + 42% + 39% + 28% Pág. 31 Presidente da Toyota Caetano Portugal considera Empresas enfrentam um tsunami fiscal Págs. 46 e 47 SUPLEMENTO METAL Evolução das exportações continua a ser positiva PUB Pág. 7 SUPLEMENTO FRANCHISING Taxa de sucesso do microcrédito ronda os 75% Pág. VIII Regresso aos mercados não afasta austeridade O regresso de Portugal aos mercados é positivo, mas o processo de consolidação orçamental tem de continuar. Esta é a opinião dos especialistas da Golden Broker, Banco Carregosa, Banco Best, XTB Portugal, Fincor e Orey Financial. PUB Págs. 40 e 41 PUB

2 2 SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO 2013 ABERTURA Causas do dia-a-dia ANTÓNIO VILAR ADVOGADO Top da semana Cumpre esclarecer, antes de mais, que esse encontro foram, afinal, dois melhor, dois em um, embora os meus interlocutores usem o mesmo apelido, Espírito Santo. Um encontrei-o encafuado entre uns cobertores imundos, deitado na escadaria do meu prédio, entre garrafas desabitadas já de qualquer esperança. Uma côdea de pão, rapada, foi o que me levou à conversa. Tem fome?. O outro, entrou-me pela casa dentro aliás é habitual frequentador da minha intimidade através das ondas anestesiantes das televisões. Não me deixou falar e debitou palavras, palavras e mais palavras em resposta a pergunta nenhuma. Porque não se cala? (era a pergunta que queria fazer-lhe mesmo arriscando o meu futuro). O Espírito Santo que, julguei eu, teria fome e frio contou-me (faltavam-lhe na boca tantos dentes que tive que adivinhar restos de muitas frases) que vivia na rua há anos entre muitas pernoitas nas cadeias construídas como é que ele o sabia? com os dinheiros de um outro Espírito Santo que ele, porém, não sabia quem era. Eu que perguntasse, porque toda a gente o conhecia Dois homens, duas vidas, a desigualdade absoluta. Portugal O mundo está virado de pernas para o ar, concluí ao pensar nestes encontros fortuitos. Lembrei-me, então, de Galeano e do seu Crónica breve de um encontro fortuito O mundo em que vivemos despreza a honestidade, castiga o trabalho, recompensa a falta de escrúpulos, alimenta o canibalismo. famoso livro Patas Arriba, La Escuela del Mundo al Revés onde constata o que cada um de nós também poderia dizer: o mundo em que vivemos despreza a honestidade, castiga o trabalho, recompensa a falta de escrúpulos, alimenta o canibalismo. Cuando un delicuente mata por alguna deuda impaga, la ejecución se llama ajuste de cuentas; y se llama plan de ajuste la ejecución de un país endeudado, cuando la tecnocracia internacional decide liquidarlo. ( ) La economía mundial es la más eficiente expresión del crimen organizado. Los organismos internacionales que controlan la moneda, el comercio y el crédito pratican el terrorismo contra los países pobres, y contra los pobres de todos los países, con una frialdad profesional y una impunidad que humillan al mejor de los tirabombas. (ob. cit., 7ª ed., p ). Não tenho soluções na manga para sugerir, mas sei, profundamente sei, que assim não podemos seguir. O lixo e o luxo não podem coabitar mais, rasgando o essencial da condição humana. O capitalismo financeiro, por vezes virtual, é o que está a dar. Leva à constituição de fortunas infinitas e, ao mesmo tempo, entope as valetas por onde corre a miséria humana. Era conveniente que alguns senhores do mundo tivessem mais cuidado na destruição física, social e psicológica a que estão a levar muitos, quase todos. E que os da política se desamarrassem dos cadeados da economia e da finança que os tolhe e de que, por vezes, sobrevivem hipocritamente, até. Acompanhei, também profissionalmente como advogado, o caso BPN e não tenho dúvidas em considerar que ele é a expressão do crime financeiro organizado e apadrinhado politicamente. Para além de saber que dos rendimentos que tiro do meu esforço diário de 12 ou mais horas de trabalho (muitas vezes sem conhecer o que é um sábado ou um domingo) o Estado me expropria escandalosamente uma parte substancial para dar aos que foram do BPN, nada mais sei dos processos em curso. E adivinho que ninguém, jamais, saberá. Entretanto os ilustres engenheiros financeiros que armaram a roubalheira continuam o seu caminho, cada vez mais poderosos e até famosos. E, porventura, já a preparar o próximo assalto. Resta-me, neste resumo dos encontros com os Espírito Santo, que, afinal, foi tão breve que nunca mais terminará, perguntar, com o maior ingenuidade: porque não desconsiderar a personalidade jurídica do BPN (o real) e ir à personalidade financeira (às contas na Suíça, p. ex.) dos principias accionistas e clientes desse banco? Alguém me pode responder? NUNO AMADO O responsável do BCP chegou a esta instituição numa altura muito difícil. Não teve problemas em sair do grupo Santander e entrar numa aventura arriscada. Os resultados começam a surgir e o banqueiro tem motivos para estar satisfeito. É que muitos analistas têm perspetivas positivas para os próximos 12 meses quanto ao desempenho do bcp Millennium. Trata-se da história de sucesso de uma reestruturação. A que acresce agora uma descida da perceção de risco para o país. Poderá ser uma aposta, ainda assim, algo arriscada, mas à frente do banco está um gestor de topo, reconhecido pelo seu profissionalismo, humildade e competência. A instituição está praticamente a renascer das cinzas. Nesta edição Em Foco 33 Escolha na aplicação dos duodécimos complica processamento de salários Internacional...Pág. 11 Setor automóvel europeu tem de reduzir a produção Invest Lisboa... Pág. 12 É necessário investir na internacionalização Atualidade... Pág. 16 QREN financia com oito milhões novo parque empresarial no Norte Humor económico 37 Mercados Crédito Agrícola acelera processo de internacionalização Empreender... Pág. 21 Empreendedores devem estudar casos de start-ups Empreender... Pág. 22 Undel garante presença no mercado internacional Turismo... Pág. 25 Orientação gera receitas turísticas na ordem de 1,5 milhões de euros 46 Automóvel Empresas estão perante um tsunami Fantasporto... Pág. 26 Festival Internacional de Cinema do Porto anima turismo Fiscalidade... Pág. 28 Regras de faturação e comunicação de elementos ACEA... Pág. 47 Portugal com a segunda maior quebra europeia nas vendas automóveis EDITOR E PROPRIETÁRIO Vida Económica Editorial, SA DIRETOR João Peixoto de Sousa COORDENADORES EDIÇÃO João Luís de Sousa e Albano Melo REDAÇÃO Virgílio Ferreira (Chefe de Redação), Adérito Bandeira, Ana Santos Gomes, Aquiles Pinto, Fernanda Teixeira, Guilherme Osswald, Marta Araújo, Patrícia Flores, Rute Barreira, Susana Marvão e Teresa Silveira; PAGINAÇÃO Célia César, Flávia Leitão, José Barbosa e Mário Almeida; PUBLICIDADE PORTO PUBLICIDADE LISBOA ASSINATURAS IMPRESSÃO Naveprinter, SA - Porto DISTRIBUIÇÃO Imprensa EM REVISTA EXPANSIÓN Taxa de desemprego chega a 26% em Espanha O número total de desempregados, em Espanha, atingiu os 26%, no ano passado. O que se traduziu em cerca de seis milhões de pessoas sem trabalho. No último trimestre verificouse um acréscimo de 200 mil pessoas desempregadas. Os especialistas referem que existem excessivas incertezas e volatilidade e avisam que qualquer evento mundial como as eleições na Alemanha ou na Itália pode provocar alterações importantes a nível internacional e modificar as expetativas. Como a economia espanhola só deverá recuperar no final deste ano, tudo indica que só a partir de 2014 é que haverá a criação de emprego líquido. THE WALL STREET JOURNAL Ratings da Zona Euro ainda vão tardar a subir Haverá que esperar ainda algum tempo até que as agências de rating subam os MEMBRO DA EUROPEAN BUSINESS PRESS TIRAGEM CONTROLADA índices da Zona Euro. Há países que têm conseguido manter a sua credibilidade junto das agências de notação financeira, como é o caso da Irlanda, enquanto outros têm assistido a uma degradação. Ainda que haja quem pense que os ratings têm pouca importância para os mercados, a realidade é que as notações continuam a ser muito importantes para os credores. LES ECHOS Número de entidades financeiras cai na Europa O número de estabelecimentos financeiros continuou a descer de forma evidente na Zona Euro, no ano passado. O recuo foi de 6%, face ao exercício anterior. A Europa contava com 7059 entidades financeiras no final do ano passado. Acusada de todos os males e de estar na origem da crise financeira que atinge a economia mundial, o setor está a pagar uma fatura elevada. A União Europeia, no seu conjunto, perdeu 511 estabelecimentos e contava no dia 1 de janeiro passado com 9076 entidades. TIRAGEM DESTA EDIÇÃO 4000 Município (Porto) TAXA PAGA R ANTÓNIO JOSÉ SEGURO O líder do maior partido da oposição continua a não saber aproveitar as fragilidades dos atuais governantes. De tempos a tempos aparece com ideias peregrinas que mais não são do que inconsequentes. Se se fizer uma retrospetiva, a liderança de Seguro tem sido um deserto de ideias. Pior ainda, é notório que não há uma estratégia claramente definida. Nunca deu bons resultados reagir ao sabor dos adversários. Os portugueses esperam ideias concretas, soluções para um país que se afunda rapidamente. Seguro fica-se pelas frases feitas e por uma bíblia de intenções. ÁLVARO SANTOS PEREIRA Portugal foi o segundo país da OCDE que mais destruiu empregos no terceiro trimestre do ano passado, apenas superado pela Grécia. O que significa que não existe uma política económica efetiva para o país ou que o ministro da Economia está de mãos atatadas face ao ministro das Finanças. É certo que está numa situação complicada, mas o facto é que não tem conseguido impor-se no seio do Governo. Entretanto, o tecido empresarial nacional vai definhando.

3 SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO ATUALIDADE Isenção do ISP sobre o gás natural A utilização de gás natural, enquanto combustível industrial, por parte dos operadores exploradores de instalações detentoras de Acordos de Racionalização dos Consumos de Energia (ARCE) passa a estar abrangida pela isenção do imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP). Este processo será gerido pela Direção-Geral de Energia e pela Autoridade Tributária e Aduaneira, com o apoio da ADENE. FMI quer extinção das inspeções-gerais da Administração Central e a criação de uma única estrutura O Fundo Monetário Internacional (FMI), representado em Portugal por Abebe Selassie, recomendou ao Governo a extinção das 15 inspecções-gerais da Administração Central e a criação de uma única estrutura inspetiva. TERESA SILVEIRA O Fundo Monetário Internacional (FMI), representado na troika em Portugal por Abebe Selassie, recomendou ao Governo, no relatório apresentado nos primeiros dias de janeiro, a extinção das 15 inspeções-gerais da Administração Central do Estado, que agregam 2363 trabalhadores, e a criação de uma única estrutura inspetiva de âmbito nacional. Pequenas poupanças, mas maiores sinergias e eficiência podem ser geradas através da redução da fragmentação de serviços em diferentes ministérios ( ), avança o FMI no ponto 38 do relatório para Portugal. Diz ainda que, quando o Plano para a Redução e Melhoramento da Administração Central (PREMAC) tiver sido implementado por inteiro, haverá áreas na Administração Central que poderão ser consideradas para simplificação acrescida, nomeadamente as inspeções-gerais, que poderão ser fundidas para criar um único gabinete nacional de inspeções, com maiores ganhos na eficiência e eficácia das funções de inspeção existentes, incluindo a perspetiva financeira. Não há qualquer decisão tomada ou pensada, diz o Governo Questionado pela Vida Económica sobre se o Governo admite acolher esta recomendação do FMI, o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, recusou comentá-la. Limitou-se a dizer que não há qualquer decisão tomada ou pensada pelo Governo. Recorde-se que a Administração Central do Estado compreende 15 inspeções-gerais da Administração Interna; da Agricultura, do Mar, do Ambiente e Ordenamento do Território; da Defesa; da Educação e Ciência; do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE); a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT); a Inspeção das Obras Públicas, Transportes e Comunicações; a das Finanças; a dos Serviços de Justiça; a Inspeção-Geral Diplomática e Consular; a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde; a Inspeção-Geral do Ministério da Solidariedade e da Segurança Social e a das Atividades Culturais. Contactado pela Vida Económica, Pedro Pimenta Braz, o novo inspetor-geral do Trabalho nomeado para o cargo precisamente esta semana, limitou-se a dizer que não quer, neste momento, fazer qualquer comentário. O mesmo sucedendo com o Ministério da Agricultura quanto à recém-criada Inspecção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT), resultante da fusão da Inspeção-Geral da Agricultura e Pescas e da do Ambiente e do Ordenamento do Território. Questionado pela Vida Económica, o gabinete na ministra Assunção Cristas não remeteu qualquer resposta. Esta é uma ideia absolutamente inclassificável Por sua vez, e reagindo de forma crítica, o presidente do Sindicato dos Inspetores da Educação e do Ensino (SIEE) disse repudiar a proposta do FMI, notando que, de tão absurda, se recusa a acreditar que possa vencer. Para José Calçada, esta é uma ideia absolutamente inclassificável, lembrando que as inspeções-gerais, por força do universo sobre o qual se debruçam, possuem características específicas e culturas-de-organização diferenciadas, que nada ganham - nem mesmo em termos de eficiência ou eficácia - em ver-se diluídas ou descaracterizadas. A Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) conta atualmente com 205 inspetores. Um número que, na opinião do presidente do SIEE, é brutalmente insuficiente e situado, aliás, no limiar da massa crítica, dado o universo sobre o qual trabalham os inspetores. Mais optimista, muito embora apenas representando os funcionários da Autoridade Tributária e Aduaneira não englobada neste estudo do FMI, ao presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos não repudia a ideia de fundir as 15 inspecções gerais numa só estrutura. Em declarações à Vida Económica, Paulo Ralha apenas diz: a racionalização, por princípio, é positiva; tudo depende da forma como for executada. CANDIDATURAS ATÉ 31 DE JANEIRO Concurso de ideias do BICMINHO incentiva projetos empresariais inovadores Um concurso de ideias lançado pelo BI- CMINHO, aberto aos empreendedores da região, oferece aos projetos vencedores consultadoria gratuita para o arranque ou desenvolvimento de negócios inovadores. Esta iniciativa procura captar ideias de negócio com o objetivo estratégico de estimular o envolvimento de jovens estudantes, investigadores, empresas e público em geral, explica Sara Machado, coordenadora do projeto i9eibt promovido pelo BICMINHO. Para o primeiro prémio, está assegurado um ano de serviço de contabilidade e co-gestão. O vencedor poderá contar também com seis meses de incubação e apoio no desenvolvimento da imagem corporativa. Os projetos classificados do segundo ao quinto lugares ganharão direito a um ano de serviço de contabilidade e co-gestão. A ação decorre no âmbito do projeto i9eibt Apoio à criação de EIBT Empresas Inovadoras de Base Tecnológica, um programa comparticipado pela CCDR-N através do ON.2 O Novo Norte. De acordo com Sara Machado, o concurso de ideias visa estimular a criação de empresas ou a sua modernização com base em projetos baseados em inovação e em novos desenvolvimentos tecnológicos. As ideias a concurso deverão ser inovadoras, exequíveis, comercializáveis e responder às necessidades de mercado, potenciando o desenvolvimento económico e competitividade do tecido económico da região do Minho. Grau de inovação, exequibilidade da ideia, sustentabilidade, impacto económico e social da atividade são alguns dos critérios que determinarão os projetos vencedores. Sara Machado destaca que neste concurso de ideias todos os concorrentes com classificação igual ou superior a 50 poderão usufruir dos apoios técnicos previstos no projeto i9eibt, que incluem a realização do plano de negócios, a obtenção de financiamento, candidaturas a sistemas de incentivo e acompanhamento na implementação do plano de negócios, entre outros apoios. A entrega de propostas está aberta até ao dia 31 de janeiro de As candidaturas deverão ser apresentadas em impresso próprio que poderá ser obtido através de download em

4 4 SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO 2013 ATUALIDADE transavia.com lança campanha de voos desde 29 euros Torne o seu sonho realidade a um preço que parece mentira. Esta é o mote para a nova campanha de promoções que a transavia.com lançou na última terça-feira e que termina às 10 h da próxima terça, 29. Com tarifas de ida a partir de 29 euros para viagens realizadas entre 4 de fevereiro e 26 de outubro, as reservas terão de ser feitas nestes sete dias, em Defesa nacional é tema de seminário em Lisboa A Associação Industrial Portuguesa (AIP), a EuroDefense-Portugal e a AFCEA Portugal, com o apoio da Direcção-Geral de Armamento e Infraestruturas de Defesa, realizam hoje, na Sala dos Presidentes da AIP, em Lisboa, um seminário sobre A importância da internacionalização no desenvolvimento da base tecnológica e industrial de defesa nacional. Câmara da Póvoa de Varzim assina acordo de cooperação com a Vida Económica O concelho tem apostado no desenvolvimento, potenciando os recursos naturais e mantendo o equilíbrio entre os vários setores de atividade ços públicos. O concelho tem apostado no desenvolvimento, potenciando os recursos naturais e mantendo o equilíbrio entre os vários setores de atividade - disse João Luís de Sousa. É uma das poucas regiões onde a economia do mar tem expressão ao conciliar o turismo com a atividade pesqueira. E, ao contrário do que aconteceu em outras zonas do país, a Póvoa de Varzim nunca abandonou a agricultura, que se vem afirmando na região como uma atividade sustentável e competitiva. Para João Luís de Sousa, o equilíbrio entre os vários setores de atividade também se deve à estratégia da autarquia pela ação reguladora e estímulo à iniciativa privada. João Peixoto de Sousa e José Macedo Vieira na assinatura do protocolo. Associativismo cresce em contraciclo Apesar da conjuntura desfavorável, o número de associados da Associação Empresarial da Póvoa de Varzim tem vindo a aumentar revelou José Gomes O município da Póvoa de Varzim assinou há dias um protocolo de colaboração com o Grupo Vida Económica. O acordo prevê o desenvolvimento em parceria de várias iniciativas e o estabelecimento de um canal fluido de informação, tendo em vista a divulgação das ações e projetos da Câmara da Póvoa de Varzim, no fomento da atividade económica e social do concelho. As iniciativas a realizar contam com a colaboração da Associação Empresarial da Póvoa de Varzim. A primeira ação a realizar no âmbito deste protocolo de cooperação será um seminário sobre as empresas familiares, com a intervenção e o testemunho de vários empresários do concelho. José Macedo Vieira, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, referiu-se a este protocolo como uma oportunidade de favorecer o investimento e a criação de emprego. Hoje, mais do que nunca, cabe às Câmaras Municipais e aos Governos tomar iniciativas que estimulem o crescimento. Temos que ter uma vocação proactiva de modo a criar condições favoráveis às pequenas e médias empresas disse Macedo Vieira. Para o presidente da autarquia poveira, o acordo estabelecido com o Grupo Vida Económica reflete as preocupações comuns com vista a uma melhor informação dos agentes económicos e divulgação da atividade produtiva do concelho, destacando a Associação Empresarial como um parceiro fundamental. Este protocolo é um bom exemplo para o país, afirmou. O acordo de colaboração entre a Câmara da Póvoa de Varzim e a Vida Económica vai envolver um conjunto de iniciativas de divulgação e estímulo da atividade económica. PUB Economia poveira é tradicionalmente dinâmica O protocolo que agora assinamos com a Câmara da Póvoa de Varzim é o primeiro que formaliza a cooperação entre o nosso grupo editorial e uma autarquia, criando expectativa quanto às iniciativas a desenvolver afirmou João Luís de Sousa. O diretor adjunto da Vida Económica referiu que o acordo com a Câmara da Póvoa de Varzim não acontece por acaso. Além de ser um concelho tradicionalmente dinâmico na atividade económica, o município da Póvoa de Varzim foi um dos primeiros a dar prioridade à requalificação urbana, antecipando-se às outras regiões do país na valorização dos espa- Alves. Para o presidente da Associação Empresarial da Póvoa de Varzim o acordo de cooperação entre a Câmara e o grupo Vida Económica vai contribuir para aumentar a informação dentro e fora do concelho. Esta associação é uma das mais antigas do país, celebrando 120 anos de atividade em 2013.

5 SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO ATUALIDADE Líderes europeus do retalho reunidos em Portugal Lisboa vai acolher no dia 28 de janeiro um encontro europeu do setor do comércio, dedicado ao Papel do Comércio Moderno na Retoma Económica. Este evento, organizado em Portugal pelo EuroCommerce com o apoio da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), vai trazer a Portugal os principais líderes do setor do comércio europeu e representantes de todos os países que integram a União Europeia. Portugal é referência no sistema elétrico de Cabo Verde Portugal sempre foi o nosso maior parceiro e é a referência para o nosso novo sistema elétrico, disse António Baptista, diretor da Direcção-Geral de Energia (DGE) cabo-verdiana, no encerramento do 2.º Encontro dos países de expressão oficial portuguesa, organizado pela CERTIEL, dedicado à evolução das instalações elétricas, e que decorreu recentemente na cidade de Praia, em Cabo Verde. Fundo de Eficiência Energética disponibiliza três novas linhas de apoio FERNANDA SILVA TEIXEIRA A ADENE Agência para a Energia apresentou publicamente, no passado dia 22 de novembro, três novos avisos do Fundo de Eficiência Energética (FEE) para apoio financeiro a candidaturas destinadas às áreas Residencial, Indústria e Setor Público, que visem o desenvolvimento de projetos e iniciativas que promovam a eficiência energética e a alteração de comportamentos neste domínio. Refira-se apenas que, comparativamente às anteriores linhas, os novos apoios surgem agora com alterações significativas nos critérios de elegibilidade das empresas, de forma a alargar o seu número de beneficiários. Apoios para instalação de painéis solares térmicos no segmento residencial mantêm-se Assim sendo, a primeira das linhas apresentadas, denominada Aviso 03 Edifício Eficiente 2012, é especialmente dedicada ao segmento residencial e visa apoiar candidaturas para implementação em edifícios existentes, unifamiliares ou multifamiliares, de soluções para melhorar a eficiência energética. Na continuidade do anterior aviso 01-FEE-Edificio Eficiente-2012, a nova linha contempla a instalação de coletores solares térmicos e de janelas eficientes, para edifícios com certificado energético (CE) no qual essas medidas constem como oportunidade de melhoria, ou na ausência de CE, mediante um diagnóstico e estudo energético que comprovem a aplicabilidade e do impacto das soluções. Os custos decorrentes da elaboração do diagnóstico e estudo prévio demonstrativo da aplicabilidade técnica e do impacto da operação e Beneficiários Dotação Orçamental Comparticipação da emissão e registo do Certificado Energético do edifício ou fração abrangida são também abrangidos. Os beneficiários do incentivo do FEE poderão ser pessoas singulares proprietárias de edifícios ou frações, e as candidaturas podem ser submetidas através de Empresas de Serviços Energéticos (ESE), qualificada segundo o SQESE, ou outras empresas fornecedoras de soluções energéticas elegíveis ao aviso. A dotação orçamental prevista atinge os dois mil milhões de euros, sendo metade para cada uma das áreas abrangidas, e a comparticipação será de 50% das despesas totais elegíveis, até ao limite de 1500 euros, no caso da instalação de sistemas solares térmicos, ou 1250 euros, no caso de janelas eficientes. Indústria contemplada com apoios à realização de auditorias energéticas Orientado para o setor industrial, o Aviso 04 SGCIE 2012 dará continuidade ao financiamento de medidas inseridas no Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE) com a designação Programa para a Energia Competitiva da Industria. Na prática esta medida está vocacionada para operadores de instalações abrangidas por Acordo de Racionalização dos Consumos de Energia no âmbito do SGCIE, nomeadamente apoio à realização de auditorias energéticas e a instalação de equipamentos e sistemas de gestão e monitorização dos consumos de energia. Contando com uma dotação orçamental de cerca de um milhão de euros, os apoios vão do ressarcimento de 50% do custo das auditorias energéticas obrigatórias, para operadores com consumos anuais inferiores a 1000 tep/ano, à comparticipação de 25% dos investimentos realizados em equipamentos e sistemas de gestão e monitorização dos consumos de energia. Apoios procuram incentivar também a integração no Programa ECO.AP Por fim, o denominado Aviso 05 CE.Estado prevê o apoio a investimentos que visem a execução dos estudos prévios, AVISO 03 AVISO 04 AVISO 05 Residencial Indústria Setor Público Pessoas singulares proprietárias de edifícios de habitação ou frações autónomas em edifícios de habitação existentes G ( G ST G JE) Sistemas solares térmicos: 50% das despesas totais elegíveis, e até ao limite de 1.500G; Janelas eficientes: 50% das despesas totais elegíveis, e até ao limite de 1.250G. Todos os operadores de instalações abrangidas por um ARCE-Acordo de Racionalização dos Consumos de Energia no âmbito do SGCIE G G Auditorias energéticas: 50% das despesas totais elegíveis, e até ao limite de 750G; Equipamento e sistemas de gestão dos consumos de energia: 25% das despesas totais elegíveis, e até ao limite de G; Administração central, (empresas públicas, universidades, entidades públicas empresariais, fundações públicas, etc.) e local (autarquias e municípios). 100% das despesas totais elegíveis, e até ao limite de G análises técnicas e a criação de ferramentas e metodologias de análise conducentes à Certificação Energética e da Qualidade ao Ar Interior dos edifícios e sistemas integrantes do Programa ECO.AP, ou, complementarmente, auditorias que possibilitem a identificação de médias de consumos de energia para utilização no referido programa. São potenciais beneficiários desta linha as entidades da Administração Central, nomeadamente os serviços e organismos da administração direta e indireta do Estado, empresas públicas, universidades, entidades públicas empresariais, fundações públicas, associações públicas ou privadas com capital maioritariamente público, bem como da Administração Local, nomeadamente autarquias e municípios. A comparticipação do FEE para cada operação é de 100% das despesas totais elegíveis, até ao limite de 25 mil euros, mas a dotação orçamental é de apenas 250 mil euros. Recorde-se apenas que o Programa ECO.AP visa alcançar uma redução de consumos energéticos do Estado até 30% face aos atuais valores, mediante a celebração de contratos de gestão energética com as ESE, e através da implementação de Planos de Ação de Eficiência Energética ministeriais. Os resultados deste Programa serão acompanhados através do Barómetro de Eficiência Energética e Carbono na Administração Pública.

6 6 SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO 2013 ATUALIDADE Lisboa acolhe novo centro do Wall Street Institute O Wall Street Institute (WSI) acaba de abrir o maior centro de inglês da Península Ibérica, em Lisboa, com capacidade para mil alunos, um investimento de 250 mil euros. A abertura do novo centro faz parte da estratégia da empresa em reforçar presença no nosso país, possibilitando aos alunos uma maior proximidade a cada centro. MSC Cruzeiros cresce 14% em 2012 A MSC Cruzeiros em Portugal apresentou um crescimento de 14% em relação a 2011, com o número de passageiros portugueses a aumentar para 9462 até ao final de Para 2013, a grande novidade apresentada para 2013 é a presença do navio MSC Opera em Lisboa durante o verão, que fará oito cruzeiros com partida e chegada a Lisboa num itinerário de 11 dias. Pirataria está a diminuir A pirataria chegou ao nível mais baixo dos últimos cinco anos, com 297 navios atacados em 2012, em comparação com 439 em 2011, revelou o relatório global de pirataria do International Maritime Bureau (IMB) da Câmara de Comércio Internacional (CCI). Os valores mundiais baixaram devido a uma redução drástica da pirataria na Somália, embora a África Oriental e Ocidental continuem a ser as áreas mais atingidas, com 150 ataques em A nível global, 174 navios foram abordados por piratas no ano passado, 28 foram sequestrados e 28 foram atacados. O centro de denúncias de pirataria do IMB também registou 67 tentativas de ataque. O número de pessoas reféns diminuiu de 802, em 2011, para 585, em 2012, e mais 26 pessoas foram raptadas com pedido de resgate na Nigéria. Seis tripulantes foram mortos e 32 foram feridos ou agredidos. Os dados de pirataria do IMB mostram uma redução de raptos e ataques a navios mas as equipas devem permanecer vigilantes, particularmente nas águas altamente perigosas da África Oriental e Ocidental, referiu o capitão Pottengal Mukundan, diretor do IMB, que tem monitorizado a pirataria a nível mundial desde Na Somália e no Golfo do Aden, foram reportados apenas 75 ataques a navios em 2012, em comparação com 237 em 2011, correspondendo a 25% dos incidentes em todo o mundo. O número de raptos de somalis baixou para metade, de 28 em 2011 para 14 no ano passado. O IMB refere que as marinhas estão a travar a pirataria ao largo da costa africana, com ataques preventivos e fortes ações contra os navios-mãe. No entanto, a ameaça e a capacidade dos piratas somalis armados mantém-se forte. A presença contínua das marinhas é fundamental para garantir que os números da pirataria somali continuem baixos, disse o capitão Mukundan. Este progresso pode ser facilmente revertido se os navios de guerra forem retirados da área. Portugal está a ir pelo caminho Em Portugal cerca de 71% das empresas não pagam IRC, assim como 55% dos trabalhadores não pagam IRS, pois não atingem o mínimo. Perante esta realidade, o segredo não está tanto em obrigar que poucos paguem muito mas que muitos paguem alguma coisa. Esse é o caminho para Portugal, defendeu Paulo Gaspar. Convidado pelo Curso de Contabilidade do Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto (ISCAP) para o debate anual sobre as principais medidas previstas no Orçamento de Estado, o consultor da Deloitte e especialista em questões relacionadas com o IRC falou com a Vida Económica. FERNANDA SILVA TEIXEIRA Começando por recordar que o IRS é a grande fonte de receita do Estado e onde menos se consegue fugir e que o IVA está no limite, pois temos hoje uma das taxas nominais mais altas da Europa, Paulo Gaspar defendeu na passada semana perante a plateia presente no ISCAP que o país está a ir pelo caminho errado, e que não será com aumentos sucessivos de impostos que sairemos desta recessão. 71% das empresas em Portugal não pagam IRC, assim como 55% dos portugueses não pagam IRS, pois não atingem o mínimo. E esta é a grande questão, garantiu o consultor, defendendo que o segredo está em alargar a base tributável do que propriamente em aumentar taxas. Mil empresas pagam 50% do IRC e tal acontece porque a maior parte das empresas apresentam prejuízos. Esta situação pode ser revertida com maior fis- FISCALISTA ROGÉRIO FERNANDES FERREIRA AFIRMA O grande perigo da redução do IRC para 10% é ser TERESA SILVEIRA Do ponto de vista legal, o grande perigo da medida de redução do IRC para 10% para as novas empresas que se instalem e façam novos investimentos em Portugal a partir de 2013 prende- -se com o facto de a mesma poder ser considerada como um auxílio de Estado, proibido nos termos da legislação europeia, explicou à Vida Económica o fiscalista Rogério Fernandes Ferreira. E, no caso português, tratar- -se-á de um auxílio de Estado se aplicar, seletivamente, direta ou indiretamente, a um grupo de entidades, o que pode acontecer mesmo que se trate apenas de novos investimentos ou das empresas exportadoras, considera o fiscalista. Em qualquer caso, diz o mesmo responsável, medidas seletivas poderão ser justificadas por razões genéricas de desenvolvimento económico, embora também fosse importante que a medida se alargasse a qualquer empresa da União Europeia e não apenas a empresas portuguesas, por forma a não estarmos perante regras discriminatórias, que são inadmissíveis num mercado comum. Concordando que o controlo deste tipo de medidas será bem difícil e poderá ter efeitos indesejáveis em sede evasão fiscal, Rogério Fernandes Ferreira diz que é importante assegurar que elas não implicam despesa fiscal, dadas as obrigações de Portugal assumidas com a troika.

7 SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO ATUALIDADE NERSANT organiza missão empresarial a Marrocos e Argélia A NERSANT Associação Empresarial da Região de Santarém está a organizar uma missão empresarial aos mercados de Marrocos e Argélia. Esta viagem de negócios, que se realiza entre os dias 17 e 23 de Fevereiro, incidirá especificamente nas cidades de Casablanca e Argel, e prevê a realização de reuniões institucionais, visitas técnicas e reuniões com empresas. Vodafone debate tecnologia e inovação nas empresas Promover o debate sobre tecnologia e inovação entre o tecido empresarial e o meio académico foi o objetivo da 1ª edição do Vodafone Technology Watch, que acaba de decorrer em Lisboa. Este evento, que será organizado anualmente pela Vodafone Portugal, reuniu alguns dos principais docentes universitários das áreas da tecnologia, em conjunto com alguns parceiros e especialistas da Vodafone. errado a nível fiscal EDITORIAL calização, mas também porque o IRC é demasiado complexo e de tão complexo acaba por excluir muitas pequenas empresas. Por essa razão, Paulo Gaspar advoga que o segredo não está tanto em obrigar que poucos paguem muito mas que muitos paguem alguma coisa. Esse é o caminho para Portugal. A terminar a sua intervenção o consultor explicou ainda que este imposto não sofreu grandes alterações em sede de Orçamento o que afetará pouco as empresas. Na prática, explicou o especialista, as duas grandes medidas estão relacionadas com os escalões de derrama porém, o universo abrangido compreende apenas as cerca de 1500 maiores empresas nacionais, pois são aquelas que apresentam lucros muito elevados. Trabalhadores ainda não têm consciência do impacto das alterações ao IRS Já ao nível do IRS as alterações são muitas e a grande maioria dos trabalhadores por contra de outrem ainda não sabe ao certo qual será o seu salário no final deste mês. A única certeza é que a generalidade vai ver o seu rendimento diminuir. É certo que em 2013 os trabalhadores portugueses vão ver o seu rendimento líquido reduzido todavia, apenas mensalmente irão perceber qual o verdadeiro impacto das retenções da fonte e das novas tabelas agora publicadas, que incluem os efeitos, sobretudo, do aumento do IRS e das limitações das deduções fiscais, mais a taxa de 3,5%, começou por afirmar Carlos Matos. Para o consultor, o resultado óbvio desta redução do orçamento familiar será o inevitável agravamento da quebra do consumo. As famílias portuguesas passarão a ter um rendimento mais baixo mensalmente, e como tal irão gastar menos, e se acrescermos o efeito psicológico do medo do que vai acontecer num futuro próximo, o consumo também se retrairá. Questionado se os portugueses irão aceitar a proposta do governo de diluir o pagamento de metade dos dois subsídios de férias e de natal, pelos 12 meses do ano, Carlos Matos revelou acreditar que a maioria dos trabalhadores portugueses vá optar por receber pelo menos um subsídio em duodécimos. Esta é uma boa opção que tenderá a minimizar o impacto da carga fiscal se o trabalhador auferir um rendimento mais baixo. Até para as próprias empresas, em termos de tesouraria, esta medida é benéfica contudo, salienta o especialista, tudo depende de como mentalmente fazemos as nossas contas pois há portugueses que estão habituados a utilizar os subsídios para pagarem seguros da casa, e outras despesas pontuais de maior valor. Ainda assim, Carlos Matos acredita que o pior ainda poderá estar para vir e antevê que, no futuro, os subsídios poderão passar a incorporar no salário, havendo na prática uma redução da retribuição mensal. JOÃO LUÍS DE SOUSA DIRETOR ADJUNTO Regresso ao futuro O regresso de Portugal aos mercados previsto no acordo com a troika para Setembro de 2013 parecia uma meta difícil de alcançar. Perante a evolução desfavorável do crescimento e do desemprego, o cenário mais provável seria o prolongamento do período de assistência externa. Mas o Governo aproveitou a acalmia dos mercados e aumento da confiança externa e decidiu jogar na antecipação, surpreendendo quase tudo e quase todos, ao conseguir colocar um financiamento em obrigações de dívida pública a cinco anos. A procura foi de tal forma elevada que o valor do financiamento subiu durante a operação para dois mil e quinhentos milhões de euros - em vez dos dois milhões inicialmente previstos, a uma taxa de juro inferior a 5%. No mercado secundário as obrigações a 10 anos são agora transacionadas com uma taxa abaixo dos 6%, depois de terem andado acima dos 17%. Com esta iniciativa, Portugal antecipou em nove meses a meta de regresso aos mercados, recuperando a capacidade de emitir dívida no estrangeiro, em condições normais. Ao voltar aos mercados em janeiro, o país consegue superar o objetivo do programa, tal como já acontecera em relação à correção do défice externo. Da mesma forma que a troika foi criticada por terem falhado as previsões do desemprego e do crescimento, deveria agora ser enaltecida pela antecipação dos objetivos na balança comercial e na emissão de dívida. A emissão desta semana é um fator altamente positivo, com mérito para o Governo, a troika, e as instituições europeias que estão a conseguir alguma estabilidade na zona Euro. Os abomináveis especuladores parecem ter entrado em hibernação. Em vez do nem mais tempo, nem mais dinheiro, temos o menos tempo mas mais dinheiro. considerado um auxílio de Estado E, na opinião do fiscalista, estas medidas deverão representar uma acentuada perda de receita, atendendo a que não chamam ao imposto as empresas que dele se apartam, mas, antes, beneficiam as que cumprem as suas obrigações. Isto, para mais sabendo-se que são bem poucas e concentradas as que pagam imposto, uma vez que mais de 60% não pagam IRC e 10% das declarações com coleta representam mais de 80% do total da receita e 1% das empresas pagam mais de 50% do IRC. Com estes constrangimentos, e na hipótese de vir aí um chumbo de Bruxelas, Rogério Fernandes Ferreira aponta outro caminho. Defende, aqui, uma solução legal, do ponto de vista comunitário, e que respeite, também, o princípio da igualdade. Prefiro realçar a medida relativa a lucros retidos e reinvestidos e que melhor promoverá a capitalização e o autofinanciamento das empresas, hoje tão necessário por falta de financiamento bancário, avança o fiscalista. Ministério da Economia não confirma aprovação de Bruxelas no IRC A proposta do Governo, enviada pelo ministro Álvaro Santos Pereira à Comissão Europeia, de reduzir a taxa de IRC para 10% para novos investimentos em Portugal a partir de 2013 ainda não recebeu luz verde Bruxelas. Questionada pela Vida Económica, fonte oficial do gabinete do ministro Álvaro Santos Pereira disse apenas que o Ministério da Economia e do Emprego não tem, de momento, qualquer comentário a fazer sobre esta matéria e que todos os comentários serão feitos em momento oportuno. Igualmente questionado pela Vida Económica, o presidente da comissão que vai rever o IRC, António Lobo Xavier, escusou-se a responder a quaisquer questões, alegando ter assumido o compromisso de não conceder entrevistas enquanto estiver a liderar esta estrutura. Declarou, ainda assim, à margem da cerimónia de tomada de posse da comissão, que se as taxas [de IRC] não baixarem, será difícil dizer que o imposto se tornou altamente competitivo em Portugal. Mas o regresso aos mercados não deve ser por si só motivo de euforia. A economia interna está mais deprimida que nunca. Tal como refere José Ramos, em entrevista à Vida Económica, as empresas portuguesas estão a ser varridas por um tsunami fiscal. O Estado, seja a administração central seja a administração local, agrava os atrasos nos pagamentos às empresas. As exigências burocráticas e obstáculos à economia não param de aumentar. As condições para as empresas que pretendam iniciar ou apenas manter a sua atividade são agora claramente piores, em comparação com o início do programa de assistência externa. Ao antecipar a obtenção de financiamento externo no mercado, o Governo está também a aumentar a dívida pública para além do previsto. O programa de assistência externa previa que os mercados permanecessem fechados para Portugal até Setembro deste ano, disponibilizando a ajuda de 78 mil milhões de euros. Ao contrair mais dívida em antecipação, o país vai chegar a Setembro com a confiança dos credores, mas também mais endividado. Em vez do nem mais tempo, nem mais dinheiro, temos o menos tempo mas mais dinheiro. O regresso antecipado aos mercados pode não significar o caminho de futuro, com a confiança dos credores a refletir as contas equilibradas e a racionalidade da despesa pública. Pode ser apenas o regresso ao passado e à tentação de gastar acima das possibilidades, com os credores a avaliarem mal a nossa capacidade para fazer face ao reembolso dos empréstimos e pagamento dos juros. Se os mercados voltam a confiar e isso nos permite obter financiamento adicional para dever ao exterio,r cada vez mais será um triste e efémero motivo de orgulho.

8 8 SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO 2013 ATUALIDADE Halcon propõe Açores a partir do Porto A Halcon Viagens acaba de lançar um programa exclusivo para os Açores com visita às ilhas de São Miguel e da Terceira com a duração de quatro dias pelo valor de J 193 por pessoa. Este valor será acrescido de J 95 de taxas de aeroporto e combustível e J 30 de processo de reserva. O programa tem partidas do Porto e estadia de duas noites no hotel São Miguel Park 3* e de uma noite no Hotel Terceira Mar 4*. ICC explica práticas bancárias no comércio internacional Mafalda Oliveira Monteiro será uma das oradoras convidadas do workshop sobre Práticas Bancárias no Comércio Internacional, iniciativa promovida pelo ICC Portugal em parceria com o ICC Espanha que terá lugar em Lisboa, no dia 28 de janeiro. A sócia da Miranda esclarecerá os presentes sobre as regras uniformes aplicáveis às garantias a pedido, na perspetiva da empresa, do ordenador e do beneficiário. APIGRAF CONTESTA OPINIÃO DO PRESIDENTE DA ERC Empresas do setor gráfico têm capacidade para imprimir jornais e revistas José Augusto Constâncio, presidente da Apigraf. A apigraf, associação que representa em Portugal as empresas gráficas, de comunicação visual e transformadoras do papel, reagiu em comunicado, através do seu presidente, José Augusto Constâncio, às declarações proferidas pelo presidente da ERC, Carlos Magno, à margem da conferência Motores de busca o seu a seu dono, organizada pela Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social, em que este último afirmou que se corre o risco de não se ter jornais impressos em papel dentro de meses em Portugal devido a problemas sérios no setor gráfico. A apigraf não pode deixar de manifestar a sua surpresa pela afirmação proferida, uma vez que o setor gráfico em Portugal é constituído por empresas com recursos humanos, tecnológicos e capacidade de produção ao nível do que de melhor existe na Europa. Naturalmente que o setor que a apigraf representa não é alheio à crise que o país atravessa e que a redução das tiragens e de número de publicações em circulação tem afetado as empresas que representamos, refere José Augusto Constâncio. No entanto, apesar de algumas estarem em maiores dificuldades do que outras, existem empresas com capacidade de resposta instalada para imprimirem os jornais e revistas que se editam. Não entendemos assim o alcance da declaração do senhor presidente da ERC, acrescenta. Não é pela eventual situação financeira menos saudável que o setor atravessa, à semelhança de muitos outros que constituem a nossa economia, que vão deixar de ser impressos jornais ou revistas, conclui o presidente da associação. Este setor representa no seu conjunto cerca de 1,8% do PIB, emprega mais de 20 mil trabalhadores e gera anualmente um volume de negócios de 248 milhões de euros. ACL e Embaixada dos Estados Unidos dinamizam relações comerciais A Associação Comercial de Lisboa Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa assinou na Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA), em Lisboa, um memorando de entendimento com o Departamento de Comércio americano, com vista a dinamizar as relações comerciais entre Portugal e os Estados Unidos e apoiar o investimento. Este memorando foi assinado pelo Secretário-geral da Associação Comercial de Lisboa - Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, Pedro Madeira Rodrigues, e pelo Embaixador dos Estados Unidos, Allan Katz, em representação do Departamento de Comércio dos EUA. Os Estados Unidos integram um grupo de 10 países (Alemanha, Angola, Brasil, Colômbia, Espanha, EUA, França, Marrocos, Moçambique e Polónia) nos quais a ACL vai ajudar as empresas suas associadas na internacionalização, nomeadamente através de formação sobre comércio internacional, estudos de mercado e análise sectorial para o conjunto de países selecionados. A ACL dará ainda apoio na preparação de viagens individuais de negócios mediante a pesquisa e seleção de potenciais parceiros de negócio no mercado alvo e marcação de reuniões individuais ou visitas a empresas e preparação de candidatura a concursos internacionais e projetos QREN. Cursos online gratuitos de universidades ibero-americanas disponíveis em Portugal A rede Universia estabeleceu uma parceria com a Miríada X, uma plataforma de Cursos Online MOOC s (MOOC: Massive Open Online Courses), que consiste na oferta de formação gratuita de 58 cursos online, proporcionados por 18 universidades ibero-americanas. O projeto nasce de uma iniciativa da Telefónica - através da Telefónica Learning Services e da Universia a maior rede de universidades de língua portuguesa e hispânica, promovida pelo Banco Santander através da sua Divisão Global Santander Universidades, e conta ainda com a colaboração da Fundação CSEV (Centro Superior para o Ensino Virtual). Os utilizadores registados na plataforma Miríada X poderão matricular-se gratuitamente em todos os cursos que sejam do seu interesse, podendo frequentar estes programas formativos quer sejam ou não alunos das universidades, através da página Será ainda concedido o prémio de melhor curso online publicado na plataforma Miríada X, pelo Ministério da Educação, Cultura e Desporto, pela Telefónica Learning Services e pela Universia, que constará de 10 mil euros.

9 SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO ATUALIDADE/Opinião Aeroporto João Paulo II candidato ao prémio Air Transport News O Aeroporto de Ponta Delgada/João Paulo II, gerido pela ANA - Aeroportos de Portugal, SA, é um dos 5 finalistas candidato ao prémio da publicação on line Air Transport News na categoria aeroportos até 10 milhões de passageiros. Os outros quatro finalistas que competem nesta categoria são dois aeroportos turcos (Esenboga e Izmir), um francês (Bordéus) e um indiano (Rajiv Gandhi). Câmara da Póvoa de Varzim divulga apoios ao turismo Os sistemas de apoio financeiro ao turismo estiveram em análise na semana passada, durante uma conferência organizada pela Câmara da Póvoa de Varzim. Esta iniciativa organizada pelo município, em parceria com a entidade Turismo do Porto e Norte de Portugal, teve por objetivo impulsionar e estimular o empreendedorismo, a criação e a expansão de negócios. É um clássico: durante cada recessão e esta é a minha quinta recessão ressurge o protecionismo. Após quatro anos de crise económica, o desemprego é um aspeto crítico para os EUA (7,7%) e Europa (11,7%). Obviamente, os governos querem proteger as empresas nacionais e os empregos, especialmente se quiserem ser reeleitos... Se o protecionismo está de volta, também é muito mais subtil do que no passado. Longe vão os dias em que os governos aplicavam barreiras tarifárias (inaceitáveis para a Organização Mundial do Comércio) ou impunham medidas básicas, como a passagem por um ponto de entrada pequeno e congestionado para as mercadorias que eram importadas (como os franceses fizeram com os gravadores de vídeo japoneses nos anos 90). Hoje, as medidas protecionistas são conduzidas através de regras ambientais, requisitos sanitários, normas de segurança, etc. Além disso, as campanhas compre nacional ou cooperação forçada com empresas locais completam uma ampla gama de medidas disponíveis para as administrações assustadas. A casaca muda, mas o animal continua a ser o mesmo. Protecionismo com uma nova casaca Pode ser mais adequado falar de nacionalismo económico. Muitas das economias emergentes estabeleceram como objetivo a internacionalização das suas empresas campeãs nacionais. Para esse fim, elas podem contar com uma grande reserva de liquidez. A China tem agora 3300 mil milhões de dólares de reservas em moeda estrangeira e a Rússia tem 530 mil milhões de dólares. Montantes consideráveis de dinheiro são canalizados para as empresas através de fundos soberanos: o ADIA, de Abu Dhabi, gere As empresas com garantias do Estado são uma nova forma de protecionismo 624 mil milhões de dólares, o SAFE, da China, controla 567 mil milhões de dólares e o Fundo Nacional de Assistência da Rússia tem 149 mil milhões de dólares. As empresas com garantias do Estado são uma nova forma de protecionismo: STÉPHANE GARELLI PROFESSOR NO IMD significa financiar empresas nacionais com dinheiro do Governo para ajudá-las a ter sucesso no exterior. Na China, 21 das 22 maiores empresas têm ligações estreitas ao Estado. Entretanto, o mercado interno onde estas empresas operam torna-se cada vez mais difícil de penetrar. A explosão de marcas globais de mercados emergentes e seu impacto sobre a competitividade mundial obrigou as economias avançadas a reagir. A reindustrialização tornou-se a palavrachave. Com razão: nos últimos 20 anos, a participação da indústria em percentagem do PIB caiu de 16% para 11,2% nos EUA e de 17,7% para 11,4% no Reino Unido. A participação da indústria transformadora mundial da maioria dos países industrializados caiu 20%, com exceção da Alemanha. O re-shoring, que consiste em trazer de volta para casa alguma capacidade de produção, está cada vez mais na moda. A General Electric traz de volta a produção de alguns eletrodomésticos da China para Louisville, Kentucky. A Apple e a Hewlett Packard também planeiam investir na fabricação nos EUA. A tensão entre o nacionalismo económico nas economias emergentes e reindustrialização nas economias avançadas vai definir a competitividade mundial nos próximos anos. O protecionismo será uma solução tentadora para essas pressões. Alguns governos vão mesmo usar a ameaça de nacionalização para alcançar os seus objetivos, como a iniciativa do ministro francês Arnaud Montebourg contra a Mittal (mas que teria custado à França mais de mil milhões de dólares em indemnizações e por isso o Governo arrefeceu os ânimos ) No final, a maioria dos governos será muito cuidadosa: o protecionismo é uma faca de dois gumes que se pode voltar contra o seu utilizador, mesmo com uma nova casaca... Stéphane Garelli é professor do IMD, na Suíça. Desempenha também o cargo de diretor de Competitividade do IMD World Center. O IMD está classificado como a primeira escola de executivos fora dos Estados Unidos (Financial Times ) e a primeira do Mundo em programas abertos (FinanciAL TIMES 2012). Face às dificuldades que o país atravessa, enquanto contribuintes, bem sabemos que as dívidas fiscais podem ser regularizadas através de pagamento em prestações, junto da Autoridade Tributária. Conforme foi amplamente divulgado pela Autoridade Tributária, foram dadas instruções claras aos Serviços de Finanças para admitirem o pagamento das dívidas fiscais pelos contribuintes em planos prestacionais. Resultante da minha experiência, posso confirmar que é isso mesmo que tem acontecido efetivamente, são inúmeros os casos em que se assiste ao imediato diferimento dos planos prestacionais requeridos. Sucede, porém, que na realidade esta questão não fica por aqui! Isto porque, normalmente, no despacho de deferimento do pagamento em prestações os contribuintes acabam por ser confrontados com a exigência de prestação de garantia idónea. Ou seja, se o contribuinte pretender beneficiar do pagamento naquelas prestações específicas, dispõe de prazo habitualmente de 15 dias para prestar garantia no processo executivo, sem a qual o respetivo plano então aprovado ficará sem efeito. PATRÍCIA MENESES LEIRIÃO Mestre em Direito Fiscal, Sócia Responsável Departamento Direito Fiscal da Gali Macedo & Associados Em tempos de crise faz sentido exigir garantia nos pagamentos em prestações? Ora, parece-me a mim que a Autoridade Tributária ainda não está sensibilizada de que a medida em si de aprovar planos prestacionais só se pode traduzir em receita relevante para os cofres do Estado se não for exigida de forma intransigente a prestação de garantia idónea. Acrescendo ainda que, para a Autoridade Tributária, nem todas as garantias são idóneas, acabando a análise das mesmas por ser bastante exigente e criteriosa. Conscientes de que estamos a atravessar um momento particularmente difícil e que no atual contexto económico ninguém escapa à adversidade, quando todos os meses empresas e indivíduos fazem e refazem as suas contas várias vezes, questiono-me como é possível, no meio de tantas dificuldades, os contribuintes regularizarem as suas dívidas junto da Autoridade Tributária. Se o caminho for o da exigência de garantias, provavelmente torna-se uma missão impossível. Senão vejamos: se o contribuinte dispuser da verba em dívida muito mais o beneficia pagar a quantia de imediato evitando assim os pesados juros, bem como os custos que muitas vezes as garantias acarretam. E não se julgue que é argumento invocar que o contribuinte pode sempre lançar mão do pedido de dispensa de garantia. Uma vez que se dirá: lá poder, pode, todavia o pedido é sempre indeferido, a não ser que o contribuinte seja um sem-abrigo e a sua condição possa ainda ser atestada por entidade credível. Para reflexão: fará sentido exigir garantias no atual contexto de austeridade máxima? Porque não contrabalançar as subidas de imposto com a facilitação do pagamento desses mesmos impostos? Não deveria o pedido de dispensa de garantia ser analisado com outros olhos? É que, se o objetivo da Autoridade Tributária é arrecadar receita facilitando o pagamento aos contribuintes, eu diria que na prática esse objetivo não está a ser alcançado. Talvez a Autoridade Tributária pense que sim, mas na verdade apenas contabilizará os planos prestacionais aprovados, e não os que são levados em diante. Muitos ficam pelo caminho, acabando a Autoridade Tributária por nada receber, simplesmente porque não foi prestada a tal garantia idónea, ficando o plano prestacional aprovado sem efeito. Autoridade para as Condições do Trabalho tem novo inspetor-geral A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) é dirigida a partir desta semana por um novo inspetor-geral, Pedro Pimenta Braz, e por dois subinspetores-gerais, Manuel Maduro Roxo e António Robalo dos Santos, todos da carreira inspetiva desta Autoridade. Pedro Pimenta Braz é licenciado em Engenharia Agrícola pela Universidade de Évora, Mestre em Ciências e Tecnologia dos Alimentos pela Universidade Técnica de Lisboa e exerceu recentemente as funções de inspetor-geral da Agricultura e Pescas; Manuel Maduro Roxo é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, Mestre em Direito das Empresas na Especialização de Direito do Trabalho pelo ISCTE e exerceu as funções de subinspetor-geral na anterior Direção da ACT; António Robalo dos Santos é Mestre em Gestão pelo Instituto de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa e pós-graduado em Segurança e Higiene do Trabalho pelo Instituto Superior Técnico. A Autoridade para as Condições do Trabalho, entidade tutelada pelo Ministério da Economia e do Emprego, tem por missão a promoção da melhoria das condições de trabalho em Portugal Continental através da fiscalização do cumprimento da legislação laboral e da promoção de políticas de prevenção dos riscos profissionais, quer no âmbito das relações laborais privadas quer no âmbito da Administração Pública.

10 10 SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO 2013 ATUALIDADE/Opinião Adrave promove oportunidades no meio rural A Adrave e a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso organizaram estas semana um seminário sobre a Dinamização da Microeconomia em Contexto Rural. No encontro foram apresentados o projeto ITERA-AA, aprovado pelo Intereg IV B, e as medidas de apoio à microeconomia local, entre elas o projeto PROVE, que pretende criar um sistema de comercialização de proximidade de produtos agrícolas. Produção de seguros baixa 5,3% No ano de 2012 a produção de seguro direto em Portugal superou os 11 mil milhões de euros, menos 5,3% face ao período homólogo de A variação negativa ficou a dever-se essencialmente à quebra de 6,9% verificada no ramo Vida, tendo a produção Não Vida igualmente registado um decréscimo (-2,2%). Contrariando esta tendência, as operações de capitalização registaram um reforço. O tempo da Justiça, do processo e da decisão judicial! No âmbito da reforma do Código do Processo Civill (CPC), o legislador, no projecto, apresenta a redução e controlo dos prazos como o paradigma, que tudo resolverá! Nas linhas estratégicas da reforma consta que: No que diz respeito a sanções pelo não cumprimento do prazo no Novo Processo Civil, o juiz deve proferir sentença no prazo de 30 dias a contar da conclusão do processo, sob pena de a produção de prova realizada perder eficácia (cfr. art. 613.º do Projeto). Além disso, no processo será expressamente assinalada a inobservância de um prazo para a prática de ato pelo juiz ou pela secretaria, logo que Na administração da justiça incumbe aos tribunais assegurar a defesa dos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos decorram, respetivamente, três meses ou dez dias sobre o termo do prazo fixado para a prática desse ato, consignando-se a concreta razão da sua inobservância (cfr. arts. 158.º e 164.º do Projeto). No seguimento desta menção em processo, caberá ao órgão de gestão do tribunal a elaboração de relatório que contenha informação respeitante ao grau de cumprimento dos objetivos estabelecidos, indicando as causas dos principais desvios, de acordo com a al. e) do art. 12.º da Proposta de Lei para a reforma da organização judiciária. ANTÓNIO RAPOSO SUBTIL dvogado e ex-presidente do CDL da OA Por regra, que não comporta exceções, todas as reformas legislativas do direito adjetivo (processual) tomam posição firme sobre o tempo de criação legislativa ou jurisdicional, que na terminologia forense tem a denominação prazo, período, fase processual, etc. São conhecidas as menções ao tempo da decisão de forma castradora e diletante, nomeadamente impondo a lei uma decisão de imediato (artigos 17.º- D nºs 1 e 3; 17º C, nº3, al. a) do CIRE), no prazo de 3 dias úteis (artigo 17º-G, nº3, do CIRE), logo que (artigo 17º-D, do CIRE). Também temos exemplos recentes, muito significativos, ao tempo do processo, dos quais realçamos a previsão do artigo 17º-G, nº1, ex vi 17º-D, nº 5 do CIRE, que estabelece que, caso seja ultrapassado o prazo ( ), o processo negocial é encerrado. Mas onde reside o referencial do tempo da Justiça? Na posição prévia e normativa do legislador? Na estipulação resultante da decisão judicial que fixa o prazo limite? Num critério externo estatístico definidor do padrão de justiça? Como Sófocles, reconheçamos que Apenas o tempo revela o homem justo; basta um dia para pôr a nu um pérfido. O tempo, como prazo processual, tem sido associado a uma ideia de realização e de responsabilidade no cumprimento do objetivo fixado, sendo que, para os Advogados, por regra, o decurso do mesmo, quando impõe um comportamento, gera uma cominação (por exemplo: confissão dos fatos, caducidade do direito, fixação de multa, etc.). Pretende o Governo que, para controlo dos prazos processuais, que irão ser substancialmente reduzidos, sempre que os mesmos não forem cumpridos pelo Tribunal, seja lavrada em ata a menção e a respetiva justificação, procurando atingir-se um tempo mais reduzido para a Justiça, por via da avaliação do desempenho dos tribunais. Desde logo, importa fazer a pergunta: e os Advogados, na sua qualidade de mandatários, também podem utilizar o recurso a um tempo sem tempo, mas com justificação em ata? Não. Para os advogados, é proposta outra técnica, a saber: a falta a julgamentos não tem justificação, num tempo concreto, nem, por regra, é facultado o pedido de adiamento de diligências. Entendemos as razões, louvamos o propósito do controlo do tempo da decisão judicial, para se atingir um tempo da Justiça razoável; mas existem condições para tornar esse controlo efectivo e gerador de uma cominação, como acontece com os advogados? Sabemos que, no passado recente, noutras reformas processuais, se pretendeu atingir um idêntico objetivo, reduzindo os prazos da decisão e fixando um tempo do processo (prazo limite para a sua conclusão), mas sabemos também que os resultados foram reduzidos, por não existir um controlo gerador de responsabilidade para quem, em última instância, viola o tempo da Justiça (o Estado). Vamos aguardar a reforma da Lei da Organização Judiciária para avaliar se o respeito, por todos, do tempo numa dimensão efetiva constitui um objetivo da anunciada revolução legislativa, em benefício dos cidadãos e reconhecendo o imperativo constitucional, constante do artigo 202.º da CRP: Na administração da justiça incumbe aos tribunais assegurar a defesa dos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos, reprimir a violação da legalidade democrática e dirimir os conflitos de interesses públicos e privados. PRECISAMOS DE VOLTAR A TER UMA AGENDA PARA O CONHECIMENTO Por um novo Portugal digital A integração da FFCN na FCT e o crescente desinvestimento público na área da sociedade da informação e conhecimento levantam muitas reservas em relação ao futuro estratégico desta área no nosso país. Em 2013 Portugal é já claramente um país da linha da frente em matéria de infraestruturas de última geração ligação das escolas e de grande parte de instituições públicas em banda larga, forte modernização da administração pública central e local e uma boa rede de espaços públicos de acesso universal à internet, com grande impacto em zonas mais isoladas e segmentos sociais mais desfavorecidos. Por isso, importa que a nova agenda digital seja a base de um novo Portugal digital. A reconstrução de um Portugal digital tem que ser um projeto global da sociedade, assente numa verdadeira parceria estratégica alargada entre o Estado e os atores económicos e sociais, capaz de dar resposta às seguintes questões: Qual o caminho a dar às TIC enquanto instrumentos centrais duma política ativa de intervenção pública como matriz transversal da renovação da nossa sociedade? Qual a forma possível de fazer das empresas (e em particular das PME) os atores relevantes na criação e valor e garantia de padrões de qualidade e vida social adequados, num cenário de crescente deslocalização económica? Qual o papel efetivo da educação como quadro referencial essencial da adequação dos atores sociais aos novos desafios da sociedade do conhecimento? Os atores do conhecimento de que tanto se precisa são educados ou formados? Qual o papel do I&D enquanto área capaz de fazer o compromisso necessário entre a urgência da ciência e a inevitabilidade da sua mais do que necessária aplicabilidade prática para efeitos de indução duma cultura estruturada de FRANCISCO JAIME QUESADO Especialista em Estratégia, Inovação e Competitividade inovação? Qual o sentido efetivo das políticas de empregabilidade e inclusão social enquanto instrumentos de promoção dum objetivo global de coesão social? O que fazer de todos os que pelo desemprego se sentem cada vez mais marginalizados pelo sistema? A consolidação dum novo Portugal digital entre nós passa em grande medida pela efetiva responsabilidade nesse processo dos diferentes atores envolvidos Estado, universidade e empresas. No caso do Estado, no quadro do processo de reorganização em curso e de construção dum novo paradigma tendo como centro o cidadão-cliente, urge a operacionalização de uma atitude de mobilização ativa e Portugal não pode fugir ao desafio de se tornar verdadeiramente uma sociedade em rede e para tal o envolvimento público nos próximos anos é uma peça fundamental. empreendedora da revolução do tecido social. A reinvenção estratégica do Estado terá que assentar numa base de confiança e cumplicidade estratégica entre os atores empreendedores que atuam do lado da oferta e os cidadãos que respondem pela procura. A experiência de implementação dos projetos executados nos últimos anos, envolvendo as mais variadas naturezas de entidades (administração pública central, local, universidades, centros I&D, outras entidades) constitui um laboratório único a desenvolver no futuro. Portugal não pode fugir ao desafio de se tornar verdadeiramente uma sociedade em rede e para tal o envolvimento público nos próximos anos é uma peça fundamental. Um novo Portugal digital é um ponto central para uma nova agenda de competitividade.

11 SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO ATUALIDADE/Internacional Citigroup ganha quase 1,2 mil milhões no quarto trimestre É uma boa notícia para o setor financeiro norte-americano e para a economia, em geral. O gigante Citigroup obteve um resultado líquido de 1196 milhões de dólares, nos três últimos meses do ano, mais 25% do que em igual período do ano passado. As receitas totais subiram 6%, para perto de 18,2 mil milhões de dólares. Em termos anuais, os resultados baixaram e os responsáveis do banco admitem que se mantém um contexto difícil, sobretudo devido às pressões sobre os spreads e às alterações regulatórias que estão a afetar o setor financeiro. O banco está numa situação confortável em termos de solvência. Nokia elimina mais de mil postos de trabalho O fabricante finlandês de telemóveis Nokia anunciou uma nova redução na sua força de trabalho na Finlândia. Uma reestruturação que tem por objetivo reduzir custos e que vai afetar cerca de 1200 trabalhadores. A medida, que também pretende aumentar a rentabilidade, contempla a externalização de parte das atividades relacionadas com as tecnologias de informação. Os despedimentos terão lugar maioritariamente naquele país. A medida faz parte de um amplo plano de reestruturação que prevê o corte de dez mil postos de trabalho em todo o mundo e implica o encerramento de vários centros industriais. Além disso, inclui a venda de todos os negócios e ativos que não sejam rentáveis. Setor automóvel europeu tem de reduzir a produção O setor automóvel europeu está numa fase quase apolítica. As marcas têm obrigatoriamente que mudar de estratégia. As tendências no longo prazo não favorecem a compra de automóveis. Os construtores estão a funcionar a cerca de 70% da sua capacidade, longe dos 80% a 85% para serem rentáveis. Os fabricantes têm de continuar o percurso de redução da sua capacidade de produção para se adaptarem à nova realidade da procura de automóveis. O corte nos custos é outra das estratégias a seguir, mas não é fácil, tendo em conta as atuais condições. Apenas a VW produz, neste momento, dentro dos parâmetros da rentabilidade. É responsável pela venda de um entre quatro veículos na Europa. A decisão da Renault de eliminar postos de trabalho na Europa sucede a igual decisão por parte da Peugeot, da General Motors e da Ford. Um outro aspeto contribui para o agravamento das dificuldades, é que a média de vida dos veículos continua a crescer, face aos melhores processos de fabrico. Um consumidor europeu fica com um carro, em média, mais de oito anos, contra 7,6 há pouco mais de uma década. Entretanto, a população europeia está a descer, facto que tem implicações nas vendas automóveis. Também as redes sociais e as compras por internet estão a fazer com que haja menos a necessidade de conduzir. A indústria automóvel europeia tem de se adaptar a um cenário em que cada vez haverá menos aquisições de veículos. PUB NBB &VOCÊ. A NBB é uma rede internacional de Consultores especializados em Fusões & Aquisições e Corporate Finance, líder mundial no seu setor, com mais de 60 escritórios em 28 países. E, ao contrário dos tempos que correm, a NBB continua a crescer. Assim, a NBB procura profissionais de referência para integrar a sua rede nacional e internacional de Partners. Uma oportunidade única de potenciar o seu percurso e experiência, descobrindo uma nova forma de juntar sucesso & compromisso, trabalho & rentabilidade. Seja você a nossa próxima aquisição. Ficha Técnica: Empresa NBB National Business Brokers Atividade Consultoria em Fusões & Aquisições e Corporate Finance Serviços Fusões e Aquisições Corporate Finance Reorganização Empresarial Avaliação de Empresas Contatos Telefone: Web: Moradas Porto Rua do Passeio Alegre nº Porto Lisboa Rua Sousa Martins, º Lisboa Contacte-nos em: ou através do

12 12 SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO 2013 NEGÓCIOS E EMPRESAS Empresas portuguesas marcam presença na Colombiatex A Têxtil Serzedelo, Arco Têxteis, Gierlings Velpor, Lemar, Lipaco, Paulo de Oliveira, Rendibor e Teviz foram as oito empresas que fizeram parte da delegação portuguesa presente da 25ª edição da Colombiatex, que se realizou de 22 a 24 de Janeiro, no Centro de Convenciones, Plaza Mayor, em Medellín, apoiadas pela Associação Selectiva Moda. RUI COELHO, DIRETOR EXECUTIVO DA INVEST LISBOA, AFIRMA É necessário investir na O maior entrave à internacionalização das empresas portuguesas está na escassez de recursos financeiros que lhes permitam investir na internacionalização, afirma à Vida Económica Rui Coelho, diretor executivo da Invest Lisboa. A Câmara Municipal de Lisboa e a Invest Lisboa, em colaboração com as empresas locais, estão a desenvolver projetos de promoção da cidade. A participação no MIPIM é um desses projetos, mas outros serão criados. VIRGÍLIO FERREIRA Vida Económica - Quais as mais valias das empresas portuguesas em marcarem presença neste MIPIM com a Invest Lisboa e a CML? Rui Coelho - A CML e a Invest Lisboa estão a assumir as suas responsabilidades na promoção de Lisboa e procuram, através desta presença no MIPIM a maior feira mundial do setor imobiliário, que se realiza de 12 a 15 de março, em Cannes dar condições às empresas para se promoverem, sob a marca Lisboa uma marca cada vez mais forte e apelativa beneficiando de economias de escala, ou seja, de menores custos e de maior projeção do que obteriam participando individualmente. Esta colaboração com empresas de Lisboa será o modelo a seguir na organização de novos projetos de promoção económica internacional da cidade. Estamo Participações Imobiliárias, PLMJ Sociedade de Advogados, Lispolis - Pólo Tecnológico de Lisboa, Partners in Business, o consultor imobiliário Camilo Costa e o arquiteto Mário Santos são alguns dos parceiros já confirmados no stand Lisbon: Atlantic Business Hub, no MIPIM, mas Lisboa tem muitos argumentos para competir pela captação de empresas, afirma Rui Coelho. acreditamos que ainda irão aderir mais parceiros, devido às vantagens que a presença neste certame, e neste modelo, pode trazer às empresas. Estamos a negociar uma parceria com um importante parceiro na área da imprensa especializada e num outro nível, o da colaboração institucional, teremos a colaboração do Turismo de Lisboa e de outras instituições que, não trabalhando especificamente o setor do imobiliário, são atores importantes da economia da cidade e estão interessados na sua projeção internacional. VE - Qual a vantagem para o setor imobiliário associar-se a estes projetos internacionais? RC - Lisboa tem muitos argumentos para competir pela captação de empresas, centros de serviços partilhados, centros de investigação e empreendimentos turísticos, sendo certamente a Serviço local gratuito para investidores A Invest Lisboa é uma parceria entre a Câmara Municipal de Lisboa (CML) e a Associação Comercial de Lisboa / Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa (ACL), que conta com o apoio da AICEP e foi fundada em 2009 com o objetivo de promover e captar investimentos, empresas e empreendedores para Lisboa. Para além de promover Lisboa nos mercados internacionais, apoia de forma personalizada, gratuita e confidencial os investidores, as empresas e os empreendedores com projetos de investimento em Lisboa, independentemente da sua nacionalidade, do setor de atividade e da dimensão dos seus projetos, fornecendo informações, contactos, oportunidades capital europeia onde se podem encontrar as melhores oportunidades de investimento no setor de investimento, locais para instalação dos seus negócios e consultoria desde a ideia até à concretização do investimento. Em complemento ao apoio personalizado, foi criado um serviço de Escritórios Virtuais, a incubadora de empresas Startup Lisboa, a Bolsa de Permutas para Empreendedores e um programa de workshops gratuitos, sobre temas de interesse para investidores e empreendedores. A Invest Lisboa trabalha em estreita colaboração com a Direção Municipal de Economia e Inovação da CML, e com muitos outros parceiros públicos e privados, procurando ser um facilitador e um dinamizador da economia da cidade de Lisboa.

13 SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO NEGÓCIOS E EMPRESAS Centro de Competências para as Cidades do Futuro arranca no Porto O Centro de Competências para as Cidades do Futuro da Universidade do Porto arrancou, oficialmente, com o projeto Future Cities, financiado em 1,6 milhões de euros e que irá transformar a cidade do Porto numa smart city, um laboratório vivo à escala urbana, que pode mesmo levar à potencialização de negócios e à comercialização de tecnologias. Grupo Portucel Soporcel com novo produto na Paperworld 2013 O grupo Portucel Soporcel marca novamente presença na Paperworld, a maior feira do mundo dedicada a papel e material de escritório, onde apresentará um novo produto, Explorer ilight 75g/m2.2. O evento, que decorre entre 26 e 29 de janeiro de 2013, na cidade de Frankfurt, permitirá dar destaque às várias marcas do grupo. internacionalização Empresas em promoção conjunta com a marca de Lisboa em Cannes imobiliário tendo em conta a relação qualidade/preço da oferta. No entanto, devido à escassez de financiamento que afeta o mercado local, é cada vez mais necessário ir procurar, nos mercados internacionais, os investimentos e os negócios de que a cidade precisa. VE - Quais os principais desafios que se colocam à internacionalização das empresas portuguesas? RC - Temos excelentes empresas, com excelentes produtos e serviços, que têm conseguido exportar cada vez mais nos últimos anos, com vários setores que têm crescido a taxas de dois dígitos. Temos também empresas que se têm instalado em vários mercados internacionais com sucesso. No entanto, porque partimos de um desequilíbrio muito grande entre as importações e as exportações, ainda precisamos, como país, de aumentar, e muito, as exportações. Para isso, estamos convencidos que é necessário investir na internacionalização. Ora é precisamente por acreditarmos que o maior entrave à internacionalização das empresas portuguesas está na escassez de recursos financeiros que lhes permitam investir na internacionalização que desenvolvemos este projeto em que procuramos, agregando interesses, obter economias de escala que permitam às empresas, com um menor investimento, promover os seus produtos e serviços internacionalmente. VE - Perspetivas para 2013 do mercado imobiliário e dos investimentos na cidade de Lisboa? RC - Há inúmeros fatores que afetam a evolução do mercado imobiliário e a captação de investimentos para Lisboa, designadamente a evolução da economia internacional. No que diz respeito aos fatores que a CML controla, penso que é unânime que tem sido desenvolvido um bom trabalho: a elaboração do PDM e de outros planos urbanísticos, a aposta na reabilitação urbana, a reconversão de zonas degradadas (como a Mouraria), a devolução à cidade da frente ribeirinha, a reconversão do Terreiro do Paço numa nova atração turística, entre tantos outros projetos que têm vindo a ser implementados e a tornar a cidade mais atrativa para habitantes, turistas e negócios. São estes projetos que nos permitem agora apostar mais na promoção nos mercados externos. Dito isto, penso que as perspetivas são muito positivas se comparadas com a realidade dos últimos anos. PUB

14 14 SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO 2013 NEGÓCIOS E EMPRESAS AgroCluster Ribatejo expande atividade para a região Oeste Tendo em conta a sua estratégia de expansão territorial, o AgroCluster do Ribatejo assinou, no passado dia 11 de janeiro, em Óbidos, um protocolo de colaboração com a óbidos.com Associação Empresarial de Oeste. Esta parceria constitui o primeiro eixo de entendimento entre Oeste e Ribatejo. A obidos.com funcionará como uma delegação do AgroCluster Ribatejo para a zona oeste. UTL atribui Doutoramento Honoris Causa a Silviero Sansavini No próximo dia 1 de fevereiro de 2013, pelas 14h30, terá lugar, no Salão Nobre do Instituto Superior de Agronomia (ISA), a cerimónia de atribuição do grau de Doutor Honoris Causa da Universidade Técnica de Lisboa ao professor Silviero Sansavini, grande figura mundial nas áreas científicas. Xerox entre os líderes mundiais de inovação A Xerox registou 1215 patentes nos EUA em 2012, posicionando a empresa como um dos principais inovadores mundiais, alimentado o desafio de encontrar novas formas de simplificar as formas de trabalhar. No somatório de patentes de 2012 estão incluídas não só as desenvolvidas pela própria Xerox como de empresas detidas pela Xerox, incluindo Palo Alto Research Center (PARC). A joint venture da Xerox no Japão, a Fuji Xerox Co. Ltd., registou 686 patentes em Em conjunto, o grupo Xerox obteve 1900 patentes, que colocaram a Xerox no top 10 da lista mundial do IFI Patent Intelligence. Isto significa mais quase 300 patentes em relação ao ano passado, ou seja, um aumento de 17 %. O registo de patentes são uma forma de mostrar o nosso compromisso com o investimento com a inovação, mas, sobretudo, são as pessoas que criam as patentes que tornam estas invenções em soluções para os nossos clientes, diz Sophie Vandebroek, chief technology officer da Xerox e presidente da Xerox Innovation Group. Os nossos cientistas estão a explorar a criatividade e o focus no cliente, enquanto os engenheiros aplicam essas inovações em soluções que não só melhoram a nossa tecnologia documental, mas também simplificam os processo de negócio complexos através de serviços da Xerox em várias indústrias, como saúde, finança, serviço ao cliente e transportes. Os cientistas da Xerox já registaram mais de 60 mil patentes desde A empresa reconheceu recentemente 12 cientistas por registarem 1550 patentes nos últimos anos. Além da National Medal of Technology, a mais alta distinção atribuída pelo presidente dos EUA, a Xerox recebeu ainda diversos outros prémios, como ser nomeada para o ranking World s 100 Most Innovative Companies dathomson Reuters Em conjunto, a Xerox e a Fuji Xerox investem cerca de 1,5 mil milhões de dólares anualmente em pesquisa, desenvolvimento NOTAS SOBRE Arrendamento Urbano Requisitos e elementos dos novos contratos «Sei que a legislação de arrendamento acabou de ser alterada e pretendo celebrar um contrato para arrendar um apartamento que já não habito. Por este motivo, gostaria de saber, em primeiro lugar, qual é o prazo mínimo para a celebração do contrato, pois não sei se precisarei do apartamento daqui a dois ou três anos. Também gostaria de saber se o contrato tem que ser escrito e o que nele deve constar.» De acordo com as alterações legislativas que entraram em vigor recentemente, o leitor poderá celebrar o contrato de arrendamento habitacional em questão pelo prazo que entender desde que o mesmo não seja superior a 30 anos e o inquilino aceite, pois deixaram de vigorar as limitações mínimas de prazo que até há pouco tempo estavam em vigor. Pelo exposto o leitor poderá celebrar o contrato com prazo certo ou com duração indeterminada, podendo, ainda, convencionar-se que, após a primeira renovação, um contrato com prazo certo passe a ter duração indeterminada. Se as partes nada estipularem, passará a considerar-se o contrato como tendo sido celebrado com prazo certo, pelo período de dois anos. Na celebração de contrato com prazo certo, o mesmo deve constar de cláusula expressa, muito embora se renove, automaticamente, no seu termo e por períodos sucessivos de igual duração, á exceção dos contratos celebrados por prazo não superior a 30 dias que só serão renováveis se tal for expressamente previsto no contrato. Nos termos do DL 266-C/2012 de , o contrato de arrendamento deve sempre ser celebrado por escrito e do mesmo devem constar, obrigatoriamente - A identidade das partes, indicando os seus nomes, números de identificação civil e identificação fiscal e, quando aplicável, a naturalidade, data de nascimento e estado civil; - O domicilio ou a sede do senhorio; - A identificação e localização do arrendado, ou da sua parte; - O fim habitacional ou não habitacional MARIA DOS ANJOS GUERRA ADVOGADA do contrato, com indicação, no caso de se tratar de habitação não permanente, do motivo da transitoriedade; - A existência da licença de utilização, o seu número, a data e a entidade emitente, ou a referência a indicação de que aquela não é exigível; - O quantitativo da renda e - A data da celebração. Para além de quaisquer outras cláusulas permitidas por lei e pretendidas pelas partes, no contrato de arrendamento podem ainda constar, diretamente ou por remissão para regulamento anexo: - A identificação dos locais de uso privativo do arrendatário, dos de uso comum a que ele tenha acesso e dos anexos que sejam arrendados com o objeto principal do contrato - A natureza do direito do locador, sempre que o contrato seja celebrado com base num direito temporário ou em poderes de administração de bens alheios; - O número de inscrição na matriz predial ou a declaração de o prédio se encontrar omisso; - O regime da renda, ou da sua atualização; - O prazo; - A existência do regulamento da propriedade horizontal, que deverá ser anexado ao contrato depois de assinado; - Domicílio convencionado. A indicação do domicílio convencionado do arrendatário, muito embora seja facultativa, é importante para facilitar futuros procedimentos, pois, ainda que não coincida com o endereço do imóvel arrendado, corresponde ao local para o qual devem ser remetidas as comunicações e notificações relativas ao contrato de arrendamento. De referir que, sob pena de se presumir que o imóvel foi entregue ao locatário em bom estado de manutenção, deve ser anexado ao contrato um documento onde se descreva o estado de conservação do local e suas dependências, bem como do prédio em geral. Não obstante as recomendações supra que permitem que o leitor tenha ideia do que é necessário à celebração do contrato, recomenda-se que o mesmo seja sempre elaborado e supervisionado por advogado.

15 SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO NEGÓCIOS E EMPRESAS EMPRESA DO GRUPO VISABEIRA NO TOP 100 Turvisa entre as maiores empresas de Moçambique Código de Processo do Trabalho Anotado e comentado - 2ª edição Autor: Adalberto Costa Páginas: 480 (15,5x23,0 cm) P.V.P.: 23 A Turvisa, empresa da Visabeira Moçambique que agrega toda a oferta turística do grupo em solo moçambicano, foi considerada uma das 100 maiores empresas a operar neste país africano. O resultado consta de uma pesquisa levada a cabo pela empresa de consultadoria KPMG e publicado na revista 100 Maiores Empresas de Moçambique. Vocacionada para o turismo de lazer e de negócios, a Turvisa conta com diversos hotéis, resorts e restaurantes, distribuídos ao longo do território moçambicano, nomeadamente, em Maputo, Nampula, Lichinga, Songo (Barragem de Cahora Basa) e no Parque Nacional da Gorongosa. Especial destaque para a marca Girassol, que, agregando a operação hoteleira, disponibiliza mais de 500 camas, e constitui, desde sempre, uma garantia de qualidade no panorama turístico moçambicano. Este estudo da KPMG deu ainda à Turvisa uma menção honrosa, em termos de volume de negócio, no estratégico setor de alimentação e bebidas. País com vastos recursos naturais e um enorme potencial de atração, Moçambique elegeu o turismo como uma das áreas prioritárias para o desenvolvimento e progresso económico, aposta que se tem revelado compensadora. Em 2011, o turismo foi responsável por receitas na ordem dos 230 milhões de dólares, com a entrada no país de aproximadamente dois milhões de turistas estrangeiros. Aposta no mercado moçambicano Pedro André de Sousa, administrador da Visabeira Moçambique, adianta que esta classificação da Turvisa como uma das cem maiores empresas a operar em Moçambique reflete o acerto da aposta que ao longo de mais de duas décadas temos vindo a fazer neste país africano, frisando ainda que o esforço de internacionalização da actividade do Grupo Visabeira também sai reforçada. Pedro André de Sousa garante ainda que Moçambique continuará a ser, nos próximos anos, uma aposta central em termos de investimento, designadamente na área do turismo, vista como um dos pilares do desenvolvimento económico que o país pretende e para o qual queremos contribuir. A Visabeira Moçambique, onde está incluída a Turvisa, constitui já um grupo de referência na economia e no tecido empresarial moçambicano. Os grandes objectivos neste mercado passam por estabelecer-se como operador de destaque na construção e desenvolvimento de infra-estruturas necessárias à modernização do país, constituir-se como fornecedor integrado e complementar de soluções tecnológicas, imobiliárias, industriais, turísticas e de serviços e ser um parceiro estratégico local nas suas áreas de actividade. Banca e Empresas - Parceiros? Autor: António Guimarães Pimenta Páginas: 240 (15,5x23,0 cm) P.V.P.: 16,90 A tributação dos Estabelecimentos Estáveis Autor: José Carlos de Castro Abreu Páginas: 200 (15,3 x 23,0 cm) P.V.P.: 15 Embaixador da Hungria no Fórum Portucalense Na próxima terça-feira, dia 29 de janeiro, o Fórum Portucalense organiza um jantar- -debate com o Embaixador da República da Hungria, Norbert Konkoly. O evento terá lugar no Hotel Infante de Sagres, situado na Praça Filipa de Lencastre, Porto, com início às 20H00. As inscrições podem ser feitas até 25 de Janeiro através do site do Fórum na internet por ou telemóvel Compre já em Prova de vinhos brancos Luís Pato no Palácio da Bolsa A Sala de Provas dos Vinhos de Portugal, da ViniPortugal, no Palácio da Bolsa, no Porto, acolherá uma prova vertical de vinhos brancos de Luís Pato, no próximo dia 2 de fevereiro, pelas 16h30. A prova será comentada pelo próprio Luís Pato, que apresentará quatro vinhos brancos de diferentes idades, procurando demonstrar a evolução e a tradição de uma casa que tem produzido vinhos com muita qualidade. Luis Pato é um dos produtores mais prestigiados a nível nacional, responsável pela projeção dos vinhos da Bairrada.

16 16 SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO 2013 ATUALIDADE/QREN Portugal recebeu 4000 milhões de euros do QREN em 2012 Até ao final de 2012, Portugal recebeu da Comissão Europeia 51,4% da dotação do QREN. Feitas as contas, serão cerca de milhões de euros, o que representa um valor acima da média da UE a 27 (36,7%). Os dados são referentes ao ano passado e ainda preliminares, mas permitem perceber que, em 2012, foram injetados pelo QREN na economia portuguesa perto de 4000 milhões de euros, 900 milhões dos quais só no mês de dezembro. Governo desafia capital de risco a apoiar empresas e aumentar taxa de execução do QREN O secretário de Estado do Empreendedorimo, Competitividade e Inovação, Carlos Oliveira, assegura que há muito dinheiro público disponível, mas uma fraca taxa de execução. Referindo-se aos programas de financiamento para a criação de empresas, o membro do executivo desafia o capital de risco a apoiar as empresas, de forma a que a reprogramação seja otimizada. QREN financia com oito milhões novo parque empresarial no Norte O Programa Operacional Regional do Norte, que funciona ao abrigo do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e é tutelado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, vai cofinanciar com oito milhões de euros a construção do Parque Empresarial de Recuperação de Materiais (PERM), em Santa Maria da Feira. MARTA ARAÚJO O investimento total da obra, de 12,8 milhões de euros, fica a cargo da Empresa Intermunicipal PERM, composta pelos municípios de Arouca, Oliveira de Azeméis, S. João da Madeira, Santa Maria da Feira e Vale de Cambra. O novo parque empresarial tem como missão proceder à legalização de empresas que se dedicam à recuperação e reciclagem de materiais, sobretudo sucatas, e promoverá a racionalização do espaço ocupado, atualmente feito de forma desordeira e com danos ambientais. A primeira pedra da obra foi lançada pelo secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, António Almeida Henriques. Para o governante, o PERM surge como resposta integrada para elevar a qualidade e qualificação do setor na região de Entre Douro e Vouga, com uma concentração significativa de depósitos de veículos em fim de vida. O sistema de reembolso foi alterado em Janeiro passado explica à Vida Económica Johannes Ruckert, director.

17 SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO NEGÓCIOS E EMPRESAS/Empresas Familiares Outlets da Neinver com certificação internacional em qualidade e ambiente A Neinver, empresa imobiliária especializada em retalho e segundo operador europeu de centros outlet, é a primeira empresa do setor a obter a dupla certificação internacional em Qualidade e Ambiente ISO em todos os seus centros outlet com mais de um ano de atividade. A empresa obteve as certificações para os 13 centros que gere na Alemanha, Espanha, Itália, Polónia e Portugal. Brinquedos portugueses brilham em Londres A Science4you, empresa portuguesa que se dedica à produção, desenvolvimento e comercialização de brinquedos científicos em parceria com a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, abriu uma filial em Londres e participou, este semana, na London Toy Fair. Acabamos de abrir uma filial em Londres e continuamos a apostar em força na internacionalização, refere Miguel Pina Martins, CEO da Science4you. REFLEXÕES SOBRE EMPRESAS FAMILIARES ANTÓNIO NOGUEIRA DA COSTA Consultor Empresas Familiares Principais atributos do empresário familiar Especialistas na consultoria a Empresas Familiares e elaboração de Protocolos Familiares Santiago Porto As caraterísticas que diferenciam uma empresa familiar de uma não familiar são inúmeras; contudo, existem duas que se diferenciam de todas as outras: a existência de um rosto e, normalmente, um apelido que é comum ou partilhado com a empresa. Quer estejamos perante um negócio de bairro, ou geograficamente localizado, ou um com presença global, normalmente associa-se o rosto do seu fundador ao atual líder, cujo apelido também muitas vezes identifica a própria empresa. A título de exemplo nacional, veja-se o caso de Adelino Apolónia e o seu Verdadeiro Supermercado Apolónia, localizado na Galé e Almancil; os vinhos da casa Ermelinda Freitas que rapidamente estão a impor-se sob a batuta das duas últimas gerações Ermelinda e Leonor; até ao caso singular de Américo Amorim e a sua Corticeira Amorim que identificam a maior empresa transformadora de cortiça do mundo. Dada a sua relevância, nos próximos artigos serão analisadas cada uma destas particularidades, apresentando-se um exemplo que seja particularmente ilustrativo. Atributos do empresário familiar Fonte: La Imagen de la Empresa Familiar en España, Edelman e Instituto Empresa Familiar, 2006 Firmo aposta na internacionalização e mostra produtos na Paperworld MARTA ARAÚJO A Firmo, empresa familiar portuguesa que atua nos setores da papelaria e do material escolar e de escritório, dá um passo em frente no seu processo de internacionalização, tendo, mais uma vez, a sua presença assegurada na Paperworld. Trata-se de uma das mais importantes feiras da fileira a nível mundial e realiza-se de 26 a 29 de janeiro em Frankfurt, na Alemanha. O certame promete juntar dezenas de expositores que darão a conhecer as suas coleções e novidades aos mais de 15 mil visitantes esperados. E a chancela portuguesa, que conta 60 anos de história e foi incrementando, ao longo da sua evolução, a gama de produtos que fabrica e comercializa, quer continuar a mostrar o que vale fora de portas. Uma enorme montra Para Rui Santos Carvalho, administrador da empresa, esta feira é uma enorme montra na qual a Firmo não quer deixar de estar presente. Para o mesmo responsável, o mercado internacional continua a ser uma das nossas mais fortes apostas, pelo que esse objetivo de fortalecer a nossa presença nos mercados onde já estamos e entrar em novos países reveste-se de uma importância ainda maior. Dispondo hoje de um vasto leque de linhas e coleções de material escolar, de escritório e papelaria em geral, a Paperworld constitui uma excelente oportunidade para que a Firmo possa mostrar os seus produtos. Em destaque estará a nova coleção 2013, incluindo a gama Regresso às Aulas para o próximo ano letivo, nas várias áreas, bem como estabelecer contactos com outras empresas do setor e perceber o que estão as grandes empresas mundiais a fazer neste momento, que é também de crise em muitos outros países além de Portugal, sublinha o administrador. Atualmente a Firmo dispõe da sua sede, no Porto, onde existe um cash & carry, de um armazém e uma fábrica em Vila Nova de Gaia, com showroom, e de um cash & carry em Alfragide, Lisboa. Rui Santos Carvalho, administrador da Firmo, garante que a aposta da marca passa pela internacionalização. COMO ANALISAR AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DA SUA EMPRESA : G 140 G 110 Vida Económica Patricia Flores Tel.: Fax: ENQUADRAMENTO: PROGRAMA PUB

18 18 SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO 2013 NEGÓCIOS E EMPRESAS/PME Fabridoce com Certificação Internacional da SGS A empresa aveirense Fabridoce Doces Regionais, Lda., maior empresa produtora dos famosos Ovos Moles de Aveiro IGP, obteve recentemente a Certificação Alimentar IFS Food, após auditoria da SGS, Organismo líder mundial em Certificação. A Fabridoce conseguirá, através desta certificação, entrar com mais facilidade nas grandes cadeias de distribuição alimentar. Vinhos da Quinta do Portal com altas pontuações na Wine Advocate Os vinhos da Quinta do Portal mereceram altas pontuações nas provas realizadas pela prestigiada revista norte-americana Wine Advocate. Robert Parker, um dos mais notáveis críticos de vinhos mundiais, destacou, especialmente, o Portal Grande Reserva Tinto 2007 e o Auru 2001, atribuindo-lhes 94 e 93 pontos, respetivamente. São de realçar os 92 pontos dados ao Portal Grande Reserva Tinto É com um brilhozinho nos olhos, como diria o Sérgio Godinho, que verifico por todo o país uma adesão dos jovens à agricultura. Esta apetência é suscitada por boas e más razões. As más, toda a gente sabe quais são: a crise, o desemprego, a ilusão de um negócio de sucesso certo e imediato. As boas são mais selectivas, mas elas ajudam-nos a peneirar as vontades, a separar o trigo do joio. Num recente artigo publicado pelo JN com a assinatura da jornalista Alexandra Figueira, registo, pela voz da AJAP Associação dos Jovens Agricultores de Portugal, que ser agricultor exige saber, vocação e sobretudo terra. Não podia estar mais de acordo, mas numa diferente ordem progressiva. A vocação é uma condição incontornável. Tem Vocação, terra, saber JOSÉ MARTINO engenheiro agrónomo josemartino.blogspot.pt de ser avaliada previamente. Não se é empresário agrícola para experimentar, trata- -se de projecto de vida. É claro que nem todos nascem agricultores. Mas é essencial que o gosto pelo risco, pelo discernimento na hora de decidir, pelo contacto com a natureza, pela determinação nos objetivos ( levar a carta a garcia ), é o ADN do processo formativo de um negócio. E depois é preciso ter terra. Como é preciso ter ovos para fazer omeletes. Este Governo, através da Lei 63/2012, apelidada de Lei da Bolsa de Terras, deu um passo importante no acesso dos jovens agricultores à terra. Mas ainda é um passo insuficiente. Há mais de dois anos, lancei uma petição pública a defender a criação de um Banco de Terras (diferente de Bolsa de Terras) através de uma iniciativa legislativa que fosse sufragada no Parlamento. O meu apelo público teve eco junto do Bloco de Esquerda, que preparou um projecto de lei, mas cujo Governo de então do engº José Sócrates meteu na gaveta. Como disse e sublinho, este Governo deu um passo importante com a citada lei, mas é preciso que os diplomas da sua regulamentação sejam instrumentos da sua eficácia ao serviço dos jovens que querem dedicar-se à agricultura, que felizmente são muitos, da modernização da nossa agricultura. O saber exige conhecimento, que se adquire por via da frequência de estabelecimentos de ensino superior e/ou profissional dedicados a este sector económico, bem como pelos estágios e visitas de estudo. Mas não se esgota aqui. O agricultor tem de se manter sempre actualizado, sempre aberto a frequentar cursos de formação, em Portugal e no estrangeiro, a procurar conhecer e estudar exemplos do que de melhor se faz no sector. O Governo deve avaliar se a rede/qualidade/eficácia de ensino profissional, médio e superior está verdadeiramente a responder às necessidades e aos superiores interesses das agriculturas e do bem público supremo de Portugal. Defendo que neste momento histórico se deve arrepiar caminho e de uma vez por todas têm que se utilizar de forma eficaz os fundos financeiros da formação profissional e ensino, utilizando como bitola ou referencial o empreendedorismo, a criação de emprego e de riqueza. A bem das agriculturas de Portugal! um leque alargado de serviços de apoio aos proprietários Os proprietários de imóveis estão confrontados com o aumento do IMI, taxas camarárias, os encargos inerentes à sua habitação e as alterações legislativas que regulam os seus direitos e obrigações. A Aprenor Associação de Proprietários do Norte de Portugal é uma nova estrutura associativa que lhe proporciona um conjunto único de serviços: gestão de condomínios, aconselhamento jurídico, atualização de rendas, arrendamento de imóveis, obtenção de benefícios fiscais em IMT, IMI, IVA, apoio à conservação de imóveis, assistência técnica. Ao fazer a sua pré-inscrição na associação pode começar já a beneficiar dos serviços sem qualquer compromisso, tendo a opção de se tornar posteriormente associado, em condições preferenciais, com isenção de joia. Pode efetuar a sua pré-inscrição por telefone (tel ) ou por Aprenor Associação de Proprietários do Norte de Portugal Rua Gonçalo Cristóvão, 14, 6.º Porto

19 SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO Exportações no porto de Sines atingem máximo histórico O porto de Sines fechou o ano de 2012 com um novo máximo histórico de movimentação de mercadorias, alcançando um total de 28,6 milhões de toneladas movimentadas. Representa um crescimento global homólogo de 11%, puxado pelos três principais segmentos de carga, os granéis sólidos, a carga geral e os granéis líquidos. De destacar ainda que os movimentos de carga tiveram um crescimento muito mais acentuado que os movimentos de descarga, com os primeiros a aumentarem 18% e os segundos a cresceram 8%. Para o novo recorde de movimentação de mercadorias destacaram-se muito positivamente o Terminal Multipurpose, o Terminal de Contentores (TXXI) e o Terminal de Granéis Líquidos, registando um crescimento homólogo de 34%, de 23% e de 7%, respetivamente. Nos contentores foi igualmente registado um novo máximo histórico no ano que agora terminou, tendo sido movimentados TEU, mais 24% que em Com a 2.ª fase de expansão do Terminal XXI concluída em 2012, o movimento de contentores continuou a crescer sustentadamente nos serviços já existentes e iniciaram-se novos serviços que lhe permitiu consolidar a rede de ligações diretas para praticamente todos os continentes do mundo. O número de navios escalados cresceu 5% e, globalmente, o seu porte aumentou 13%, estando em linha com o perfil cada vez mais sustentado deste porto hub ao receber navios de grande dimensão e de calados acima de 16 metros. NEGÓCIOS E EMPRESAS/PME Var. homóloga (%) Movimentação de mercadorias (Kton) Granéis sólidos 5,407 4,042 34% Carga geral 6,88 5,600 23% Granéis líquidos 16,276 16,151 1% Total 28,563 25,792 11% Contentores (TEU) 553, ,495 24% Exportações (Kton) 6 791, ,007 27% Movimento de navios Navios entrados 1,653 1,573 5% GT , ,873 13% TRANSUNION SEGUE-SE À AZKAR Grupo Dachser adquire empresa espanhola O Grupo Dachser um dos maiores grupos privados do mundo na área da logística e transporte de mercadorias, presente em Portugal através da Dachser Air & Sea Logistics e da Azkar acaba de adquirir a Transunion, empresa espanhola especializada no transporte aéreo e marítimo. Desta forma, a Dachser reforça a rede de transporte aéreo e marítimo nos continentes europeu, da América Central e do Sul, concretamente em Espanha, Turquia, Argentina, Peru e México, mercados onde a Transunion (TU) está presente em 15 diferentes localizações. A aquisição, efetivada no início do ano, espera apenas a aprovação por parte da autoridade da concorrência. A Dachser continua, assim, a expandir a rede de logística global, em linha com o projeto de crescimento estratégico Global 2.0. A aquisição da rede complementar da Transunion permite-nos oferecer aos nossos clientes um acesso ainda melhor ao mercado da América Latina, assim como uma excelente presença no terreno em Espanha e na Turquia, explica Thomas Reuter, diretor executivo da Dachser Air & Sea Logistics. Reuter afirma ainda que ficámos muito satisfeitos por as famílias de acionistas da TU terem decidido moldar o futuro da companhia como parte integrante da Dachser. Fundada em 1978, estima-se que, em 2012, a Transunion tenha gerado receitas na ordem dos 95 milhões de euros. O CEO Federico Camáñez que se tem, de um modo particular, dedicado ao desenvolvimento internacional da TU nos últimos 20 anos vê a fusão com a Dachser como um desafio e, ao mesmo tempo, uma oportunidade para os clientes e para os 235 colaboradores que emprega. Cámañez continuará responsável pela direção da empresa, reportando diretamente a Thomas Reuter. Edições digitais Vida Económia Agora disponíveis no seu tablet Visite já a nossa livraria online e consulte os títulos disponíveis Compatível com ipad e Android Disponível em PDF / epub

20 20 SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO 2013 NEGÓCIOS E EMPRESAS/PME Aerlis promove Vila Franca de Xira A Associação Empresarial da Região de Lisboa, em parceria com a Associação de Dinamização Empresarial, a Associação Empresarial dos Concelhos de Vila Franca de Xira e Arruda dos Vinhos e a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, organiza a conferência Oportunidades económicas para o desenvolvimento de Vila Franca de Xira, no dia 7 de fevereiro, na Sociedade Filarmónica Recreio Alverquense. TAAG aumenta eficiência energética A TAAG Linhas Aéreas de Angola terminou o ano de 2012 com poupanças de 30,1 milhões de dólares com o seu programa de eficiência energética. Na sequência da adesão ao programa Green Team, a companhia aérea introduziu uma série de medidas organizacionais que permitiram não só a poupança de vários milhões de dólares, mas também a conservação dos equipamentos. ACL e CIEP criam serviço Internacionalizar Hoje A Associação Comercial de Lisboa (ACL) e a Confederação Internacional dos Empresários Portugueses (CIEP) desenvolveram um novo serviço, Internacionalizar Hoje, de apoio à exportação e internacionalização. O seu objetivo é ajudar as empresas associadas a alcançarem sucesso na abordagem aos mercados externos. Este serviço, que abrange um conjunto de países previamente O objetivo é ajudar as empresas associadas a alcançarem sucesso na abordagem aos mercados externos selecionados (Alemanha, Angola, Brasil, Colômbia, Espanha, EUA, França, Marrocos, Moçambique e Polónia), inclui formação sobre comércio internacional, estudos de mercado e análise sectorial para o conjunto de países selecionados. Apoio a candidaturas QREN O Internacionalizar Hoje dará ainda apoio na preparação de viagens individuais de negócios mediante a pesquisa e seleção de potenciais parceiros de negócio no mercado alvo. Um novo serviço no âmbito do qual a CIEP e a ACL ajudarão os seus associados na marcação de reuniões individuais ou visitas a empresas e preparação de candidaturas a concursos internacionais e projetos QREN. Mar Pedagógico sensibiliza jovens O Fórum Empresarial da Economia do Mar está a desenvolver a iniciativa Mar Pedagógico, Sérgio Almeida Director Geral Powercoaching Elisabeth Ribeiro Senior Consultant Powercoaching Director Geral Nobel Biocare Francisco Almada Lobo C Cri cal Manufacturing Preços (c/ IVA incl.) P blico e Geral ssinantes e ssocia os n e Como Vencer nos Negócios Liderança Comunicação Empreendedorismo Inovação Publico Alvo: rgani a es e essoas ue rocura solu es sustent eis e cria as ara encer nos neg cios De nir os rinc ios a i eran a Descobrir uais as estrat gias ara o Sucesso Global Pro o er o reen e oris o e a no a o Potenciar a Co unica o Posi a nas rgani a es Organização: Porto Anje 7 fevereiro 14h30-18h30 Informações e inscrições: i a con ica Patricia lores el a atricia ores i aecono ica t um conceito baseado nas quintas pedagógicas e do desenvolvimento de roteiros turísticos para famílias e escolas que pretende despertar as crianças para a importância do mar e o que lhes pode proporcionar no futuro. Esta iniciativa consiste na divulgação da Nova Economia do Mar, em que grupos de crianças e jovens, em idade escolar, são convidados a contactarem diretamente com a atividade de várias entidades relacionadas com o mar, nos seus municípios. Esta iniciativa pretende despertar nos jovens uma nova consciência marítima: um conjunto de conhecimentos, imagens, experiências, atitudes e valorizações acerca do mar, dos seus recursos e potencialidades que permitem um desenvolvimento crescente e sustentado, e assim saber e compreender o que são os oceanos, a sua realidade geográfica, histórica, económica e cultural, sem os quais é muito difícil entender o seu verdadeiro significado. Com esta iniciativa, pretende-se fazer com que a futura população ativa tome conhecimento do nosso principal recurso, o mar, para que possa tirar partido dele, afirma Fernando Ribeiro e Castro, secretário-geral do Fórum da Economia do Mar. O programa foi concebido pelo Colégio Pedro Arrupe e inicialmente desenvolvido com a colaboração da Câmara Municipal de Peniche, mas está já a ser alargado a todos os municípios nacionais, no âmbito do programa Municípios Luso- -Atlânticos.

Sistema de Incentivos para a Competitividade Empresarial

Sistema de Incentivos para a Competitividade Empresarial Sistema de Incentivos para a Competitividade Empresarial COMPETIR + O Sistema de Incentivos para a Competitividade Empresarial tem por objetivo promover o desenvolvimento sustentável da economia regional,

Leia mais

1º TRIMESTRE EXPORTAR A 1ª VEZ MISSÕES EMPRESARIAIS. Condições de participação ARGÉLIA CHINA E MACAU MARROCOS TURQUIA FEVEREIRO MARÇO

1º TRIMESTRE EXPORTAR A 1ª VEZ MISSÕES EMPRESARIAIS. Condições de participação ARGÉLIA CHINA E MACAU MARROCOS TURQUIA FEVEREIRO MARÇO FEVEREIRO MARÇO ARGÉLIA CHINA E MACAU MARROCOS TURQUIA ÁFRICA DO SUL E MOÇAMBIQUE COLÔMBIA E CHILE ÍNDIA ISRAEL Condições de participação CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO 1 AS são uma ação financiada pelo FEDER,

Leia mais

SINAIS POSITIVOS TOP 20 (atualizado a 10JUL2014)

SINAIS POSITIVOS TOP 20 (atualizado a 10JUL2014) SINAIS POSITIVOS TOP 20 (atualizado a 10JUL2014) 1. Taxa de Desemprego O desemprego desceu para 14,3% em maio, o que representa um recuo de 2,6% em relação a maio de 2013. Esta é a segunda maior variação

Leia mais

Os Desafios da Fileira da Construção. As Oportunidades nos Mercados Externos

Os Desafios da Fileira da Construção. As Oportunidades nos Mercados Externos Os Desafios da Fileira da Construção As Oportunidades nos Mercados Externos Agradeço o convite que me foi dirigido para participar neste Seminário e felicito a AIP pela iniciativa e pelo tema escolhido.

Leia mais

INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP ****

INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP **** INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP **** Gostaria de começar por agradecer o amável convite da CIP para participarmos nesta conferência sobre um tema determinante para o

Leia mais

FUNDO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

FUNDO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA FUNDO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Aviso 10 Edifício Eficiente 2015 LNEC - LABORATÓRIO NACIONAL DE ENGENHARIA CIVIL DIREÇÃO EXECUTIVA DO PNAEE LISBOA, 29/06/2015 O que é? Fundo de Eficiência Energética (FEE):

Leia mais

Na minha opinião como estão as empresas a atravessar a crise?

Na minha opinião como estão as empresas a atravessar a crise? Na minha opinião como estão as empresas a atravessar a crise? O sector empresarial sente a crise como está a sentir a restante sociedade. A elevada taxa de desemprego de 12,3% traduz bem o drama social

Leia mais

Maputo, a sua capital, é o seu porto de mercadorias por excelência e principal centro de comércio.

Maputo, a sua capital, é o seu porto de mercadorias por excelência e principal centro de comércio. Missão Empresarial Moçambique 28 agosto 3 setembro 2014 Moçambique: porta de entrada na África Austral Moçambique é hoje um mercado em expansão com mais de 24 milhões de consumidores, que tem vindo a registar

Leia mais

Competitividade, Emprego e Investimento. 17 de outubro de 2012

Competitividade, Emprego e Investimento. 17 de outubro de 2012 Competitividade, Emprego e Investimento 17 de outubro de 2012 Introdução O Programa do XIX Governo estabelece a consolidação orçamental como um dos objectivos centrais da presente legislatura; Contudo,

Leia mais

CONCLUSÕES DA REUNIÃO EMPRESARIAL PORTUGAL - ESPANHA. 22 de junho de 2015

CONCLUSÕES DA REUNIÃO EMPRESARIAL PORTUGAL - ESPANHA. 22 de junho de 2015 CONCLUSÕES DA REUNIÃO EMPRESARIAL PORTUGAL - ESPANHA UMA UNIÃO EUROPEIA MAIS FORTE 22 de junho de 2015 A União Europeia deve contar com um quadro institucional estável e eficaz que lhe permita concentrar-se

Leia mais

FUNDO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

FUNDO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA FUNDO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Oportunidades de financiamento de projetos de eficiência energética AREA Alto Minho DIREÇÃO EXECUTIVA DO PNAEE PONTE LIMA, 5/06/2015 FUNDO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA (FEE)

Leia mais

MARÇO EXPORTAR A 1ª VEZ MISSÕES EMPRESARIAIS NORTE DE ÁFRICA MARROCOS ARGÉLIA AMÉRICA DO SUL CHILE & COLÔMBIA. Condições de participação

MARÇO EXPORTAR A 1ª VEZ MISSÕES EMPRESARIAIS NORTE DE ÁFRICA MARROCOS ARGÉLIA AMÉRICA DO SUL CHILE & COLÔMBIA. Condições de participação EXPORTAR NORTE DE ÁFRICA AMÉRICA DO SUL MARROCOS ARGÉLIA CHILE & COLÔMBIA Condições de participação CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO MERCADOS PARTIDA CHEGADA 1 Marrocos 23-03- 26-03- 2 Argélia 23-03- 26-03- 3

Leia mais

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos.

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/2.ª Fase 14 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

Sessão de Divulgação - ALBUFEIRA

Sessão de Divulgação - ALBUFEIRA Sessão de Divulgação - ALBUFEIRA Entidade: Centro de Emprego de Loulé Tema: Apoios à de Empresas e Criação do Próprio Emprego IEFP,I.P. 1. O Plano de Negócios 2. Apoios à Criação do Próprio Emprego ou

Leia mais

IMPRENSA Resumo Diário 20 e 19 SET 2015

IMPRENSA Resumo Diário 20 e 19 SET 2015 [domingo, 20] 1. Entrevista. Manuel Castro Almeida: "Os municípios vão poder atribuir dinheiro à criação de empresas". Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional garante que as primeiras verbas dos

Leia mais

Valor: Qual a fatia de investidores da América Latina no ESM?

Valor: Qual a fatia de investidores da América Latina no ESM? Entrevista com Klaus Regling, Diretor Executivo do Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM) Valor Econômico, 16 de julho de 2013 Valor: Por que buscar investidores no Brasil agora? Klaus Regling: Visitamos

Leia mais

SIALM SISTEMA DE INCENTIVOS DE APOIO LOCAL A MICROEMPRESAS 1 SIALM SISTEMA DE INCENTIVOS DE APOIO LOCAL A MICROEMPRESAS

SIALM SISTEMA DE INCENTIVOS DE APOIO LOCAL A MICROEMPRESAS 1 SIALM SISTEMA DE INCENTIVOS DE APOIO LOCAL A MICROEMPRESAS 1 SIALM 2 OBJETIVO COMPLEMENTARIDADE O SIALM Sistema de Incentivos de Apoio Local a Microempresas foi criado pela Portaria n.º 68, de 15 de fevereiro, e enquadra-se no Programa Valorizar, estabelecido

Leia mais

MISSÕES EMPRESARIAIS

MISSÕES EMPRESARIAIS EXPORT 2º SEMESTRE 2014 1º SEMESTRE 2015 MISSÕES EMPRESARIAIS ÁFRICA ARGÉLIA TUNÍSIA MOÇAMBIQUE ÁSIA AMÉRICA CHINA CUBA PERU EQUADOR ESTADOS UNIDOS EUROPA POLÓNIA CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO 1 DESCRIÇÃO

Leia mais

07/01/2009 OJE Economia contrai 0,8% este ano e terá entrado em recessão em 2008 A crise financeira e a recessão mundial vão provocar este ano uma contracção de 0,8% na economia nacional, penalizada pela

Leia mais

COMENTÁRIOS DA CIP À PROPOSTA DE ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2015 E ÀS

COMENTÁRIOS DA CIP À PROPOSTA DE ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2015 E ÀS COMENTÁRIOS DA CIP À PROPOSTA DE ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2015 E ÀS REFORMAS FISCAIS A CIP lamenta que a dificuldade em reduzir sustentadamente a despesa pública tenha impedido que o Orçamento do Estado

Leia mais

DECLARAÇÃO INICIAL DO GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL NA APRESENTAÇÃO DO BOLETIM ECONÓMICO DA PRIMAVERA (2009)

DECLARAÇÃO INICIAL DO GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL NA APRESENTAÇÃO DO BOLETIM ECONÓMICO DA PRIMAVERA (2009) Conferência de Imprensa em 14 de Abril de 2009 DECLARAÇÃO INICIAL DO GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL NA APRESENTAÇÃO DO BOLETIM ECONÓMICO DA PRIMAVERA (2009) No contexto da maior crise económica mundial

Leia mais

MISSÕES EMPRESARIAIS

MISSÕES EMPRESARIAIS EXPORT 2º SEMESTRE 2014 1º SEMESTRE 2015 MISSÕES EMPRESARIAIS ÁFRICA MOÇAMBIQUE ARGÉLIA TUNÍSIA ÁSIA AMÉRICA CHINA PERU EQUADOR CUBA ESTADOS UNIDOS EUROPA POLÓNIA CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO 3 CUSTOS: MOÇAMBIQUE

Leia mais

Iniciativas financeiras e fiscais para o Investimento, Crescimento e Emprego. Vítor Gaspar

Iniciativas financeiras e fiscais para o Investimento, Crescimento e Emprego. Vítor Gaspar Iniciativas financeiras e fiscais para o Investimento, Crescimento e Emprego Vítor Gaspar Lisboa, 23 de maio de 2013 Início de uma nova fase do processo de ajustamento 1ª fase: Prioridade na consolidação

Leia mais

VALES SIMPLIFICADOS - INTERNACIONALIZAÇÃO, INOVAÇÃO, EMPEENDEDORISMO, E I&D. Condições de Enquadramento

VALES SIMPLIFICADOS - INTERNACIONALIZAÇÃO, INOVAÇÃO, EMPEENDEDORISMO, E I&D. Condições de Enquadramento VALES SIMPLIFICADOS - INTERNACIONALIZAÇÃO, INOVAÇÃO, EMPEENDEDORISMO, E I&D Condições de Enquadramento Portaria nº 57-A/2015 de 27 de Fevereiro de 2015 0 VALES SIMPLIFICADOS - INTERNACIONALIZAÇÃO, INOVAÇÃO,

Leia mais

Relatório de Gestão & Contas - Ano 2012 RELATÓRIO DE GESTÃO. Resende e Fernandes, Construção Civil, Lda.

Relatório de Gestão & Contas - Ano 2012 RELATÓRIO DE GESTÃO. Resende e Fernandes, Construção Civil, Lda. RELATÓRIO DE GESTÃO Resende e Fernandes, Construção Civil, Lda. 2012 ÍNDICE DESTAQUES... 3 MENSAGEM DO GERENTE... 4 ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO... 5 Economia internacional... 5 Economia Nacional... 5

Leia mais

Faro, 2 de agosto de 2012

Faro, 2 de agosto de 2012 Faro, 2 de agosto de 2012 Estímulo 2012 A medida ativa de emprego Estímulo 2012, aprovada pela Portaria nº 45/2012, tem por objetivo: Apoiar a contratação de desempregados; Promovendo e aumentando a sua

Leia mais

REABILITAÇÃO URBANA E ARRENDAMENTO: OPORTUNIDADES DO NOVO REGIME JURÍDICO. Conferência na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa

REABILITAÇÃO URBANA E ARRENDAMENTO: OPORTUNIDADES DO NOVO REGIME JURÍDICO. Conferência na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa REABILITAÇÃO URBANA E ARRENDAMENTO: OPORTUNIDADES DO NOVO REGIME JURÍDICO Conferência na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa 18 de maio de 2012 Intervenção do Presidente da CIP Minhas Senhoras

Leia mais

MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA --- EMBARGO DE DIVULGAÇÃO ATÉ ÀS 21:00 HORAS DE 01.01.13 --- Palácio de Belém, 1 de janeiro de 2013 --- EMBARGO DE DIVULGAÇÃO ATÉ ÀS 21:00

Leia mais

no Sistema Financeiro Carlos David Duarte de Almeida Vice-Presidente do Conselho de Administração

no Sistema Financeiro Carlos David Duarte de Almeida Vice-Presidente do Conselho de Administração As consequências do Orçamento Estado 2010 no Sistema Financeiro Carlos David Duarte de Almeida Vice-Presidente do Conselho de Administração As consequências do OE 2010 no Sistema Financeiro Indice 1. O

Leia mais

AGENDA PARA A COMPETITIVIDADE DO COMÉRCIO, SERVIÇOS E RESTAURAÇÃO 2014-2020

AGENDA PARA A COMPETITIVIDADE DO COMÉRCIO, SERVIÇOS E RESTAURAÇÃO 2014-2020 AGENDA PARA A COMPETITIVIDADE DO COMÉRCIO, SERVIÇOS E RESTAURAÇÃO 2014-2020 18 dezembro 2014 Colocar os setores do Comércio, Serviços e Restauração virado para o exterior e a liderar a retoma económica

Leia mais

O pacote de austeridade que Paulo Portas e Maria Luísa Albuquerque esconderam aos portugueses

O pacote de austeridade que Paulo Portas e Maria Luísa Albuquerque esconderam aos portugueses Federação Nacional dos Professores www.fenprof.pt O pacote de austeridade que Paulo Portas e Maria Luísa Albuquerque esconderam aos portugueses A conferência de imprensa realizada por Paulo Portas e pela

Leia mais

PROGRAMA IMPULSO JOVEM

PROGRAMA IMPULSO JOVEM PROGRAMA IMPULSO JOVEM (O PROGRAMA IMPULSO JOVEM APRESENTA UM CONJUNTO DE MEDIDAS DE INCENTIVO À CRIAÇÃO DE EMPREGO JOVEM, UM DOS PRINCIPAIS DESAFIOS COM QUE PORTUGAL SE CONFRONTA ATUALMENTE.) 1. PASSAPORTE

Leia mais

NEWSLETTER Nº 8 AGOSTO CONHECIMENTO INOVAÇÃO CRIATIVIDADE EFICIÊNCIA VALOR POTENCIAMOS O VALOR DAS ORGANIZAÇÕES

NEWSLETTER Nº 8 AGOSTO CONHECIMENTO INOVAÇÃO CRIATIVIDADE EFICIÊNCIA VALOR POTENCIAMOS O VALOR DAS ORGANIZAÇÕES NEWSLETTER Nº 8 AGOSTO CONHECIMENTO INOVAÇÃO CRIATIVIDADE EFICIÊNCIA VALOR POTENCIAMOS O VALOR DAS ORGANIZAÇÕES Resultado da cimeira "particularmente positivo para Portugal" A cimeira europeia de quinta-feira

Leia mais

JORNAL OFICIAL. 2.º Suplemento. Sumário REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA. Terça-feira, 24 de fevereiro de 2015. Série. Número 33

JORNAL OFICIAL. 2.º Suplemento. Sumário REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA. Terça-feira, 24 de fevereiro de 2015. Série. Número 33 REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA JORNAL OFICIAL Terça-feira, 24 de fevereiro de 2015 Série 2.º Suplemento Sumário PRESIDÊNCIA DO GOVERNO REGIONAL Decreto Regulamentar Regional n.º 1/2015/M Aprova o Regulamento

Leia mais

Praça José Fontana, 4-5º 1050-129 Lisboa T 213 156 200 808 202 922 microcredito@microcredito.com.pt

Praça José Fontana, 4-5º 1050-129 Lisboa T 213 156 200 808 202 922 microcredito@microcredito.com.pt Praça José Fontana, 4-5º 1050-129 Lisboa T 213 156 200 808 202 922 microcredito@microcredito.com.pt Com o Apoio : 2014 RELATÓRIO Notas introdutórias O ano de 2014 foi um ano marcado por uma recuperação

Leia mais

Bem vindos a este novo passo do projeto CIP - FAZER ACONTECER A REGENERAÇÃO URBANA.

Bem vindos a este novo passo do projeto CIP - FAZER ACONTECER A REGENERAÇÃO URBANA. CIP FAZER ACONTECER A REGENERAÇÃO URBANA UM NOVO PASSO Seminário 16 de abril de 2012 Intervenção do Presidente da CIP Bem vindos a este novo passo do projeto CIP - FAZER ACONTECER A REGENERAÇÃO URBANA.

Leia mais

Uma Rede de apoio à competitividade das empresas. 30 de abril de 2014, ISCTE-IUL, Lisboa

Uma Rede de apoio à competitividade das empresas. 30 de abril de 2014, ISCTE-IUL, Lisboa Uma Rede de apoio à competitividade das empresas 30 de abril de 2014, ISCTE-IUL, Lisboa Quem somos Quem somos? Onde estamos? Criada pela Comissão Europeia no âmbito do Programa Quadro para a Competitividade

Leia mais

V A L E I N O V A Ç Ã O Page 1 VALE INOVAÇÃO (PROJETOS SIMPLIFICADOS DE INOVAÇÃO)

V A L E I N O V A Ç Ã O Page 1 VALE INOVAÇÃO (PROJETOS SIMPLIFICADOS DE INOVAÇÃO) V A L E I N O V A Ç Ã O Page 1 VALE INOVAÇÃO (PROJETOS SIMPLIFICADOS DE INOVAÇÃO) Março 2015 V A L E INO V A Ç Ã O Pag. 2 ÍNDICE 1. Enquadramento... 3 2. Objetivo Específico... 3 3. Tipologia de Projetos...

Leia mais

A crise na Zona Euro - Implicações para Cabo Verde e respostas possíveis:

A crise na Zona Euro - Implicações para Cabo Verde e respostas possíveis: A crise na Zona Euro - Implicações para Cabo Verde e respostas possíveis: Uma Mesa-Redonda Sector Público-Privado 7/10/2011 Centro de Políticas e Estratégias, Palácio do Governo, Praia. A crise na Zona

Leia mais

Inovação Empresarial e Empreendedorismo

Inovação Empresarial e Empreendedorismo Inovação Empresarial e Empreendedorismo Portugal 2020 Programa Operacional INFEIRA GABINETE DE CONSULTADORIA, LDA. RUA DO MURADO, 535, 4536-902, MOZELOS 227 419 350 INFEIRA.PT 0 Tipologia de Projetos Na

Leia mais

MGI Internacional. Presença em mais de 80 países

MGI Internacional. Presença em mais de 80 países MGI Internacional Presença em mais de 80 países Presente em mais de 80 países e com mais de 280 escritórios em todos os Continentes, a MGI é uma das maiores associações internacionais de empresas independentes

Leia mais

Neste artigo iremos dedicar especial atenção às novas regras do. IRS, introduzidas pela Reforma levada a cabo pelo Governo no final

Neste artigo iremos dedicar especial atenção às novas regras do. IRS, introduzidas pela Reforma levada a cabo pelo Governo no final TENDÊNCIAS NOS NEGÓCIOS PARA 2015 Neste artigo iremos dedicar especial atenção às novas regras do IRS, introduzidas pela Reforma levada a cabo pelo Governo no final de 2014. Não deixe de estar por dentro

Leia mais

Porque é que o Turismo. é essencial para a Economia Portuguesa?

Porque é que o Turismo. é essencial para a Economia Portuguesa? Porque é que o Turismo é essencial para a Economia Portuguesa? 14 milhões de hóspedes Vindos do Reino Unido, Alemanha, Espanha, França, Brasil, EUA Num leque de países que alarga ano após ano. 9,2 % do

Leia mais

Newsletter 07-08/2012 julho/agosto de 2012

Newsletter 07-08/2012 julho/agosto de 2012 Legislação fiscal Ratificações do Presidente da república (Convenções para evitar a dupla tributação e prevenir a evasão fiscal em matéria de impostos sobre o rendimento). Republica Democrática de Timor

Leia mais

Comentários da AIP-CCI ao Anteprojeto da Reforma do IRS

Comentários da AIP-CCI ao Anteprojeto da Reforma do IRS Comentários da AIP-CCI ao Anteprojeto da Reforma do IRS Globalmente, a Associação Industrial Portuguesa Câmara de Comércio e Indústria (AIP-CCI) considera positivo o Anteprojeto de Reforma do IRS efetuado

Leia mais

APRESENTAÇÃO DA NOVA POLÍTICA DE INCENTIVOS 2014-2020 SISTEMA DE INCENTIVOS PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL COMPETIR +

APRESENTAÇÃO DA NOVA POLÍTICA DE INCENTIVOS 2014-2020 SISTEMA DE INCENTIVOS PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL COMPETIR + APRESENTAÇÃO DA NOVA POLÍTICA DE INCENTIVOS 2014-2020 SISTEMA DE INCENTIVOS PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL COMPETIR + Ponta Delgada, 28 de Abril de 2014 Intervenção do Presidente do Governo Regional

Leia mais

Benefícios Fiscais. Incentivos em regime contratual

Benefícios Fiscais. Incentivos em regime contratual Benefícios Fiscais O Estatuto dos Benefícios Fiscais consagra um conjunto de medidas de isenção e redução da carga fiscal para diversos tipos de projectos e investimentos. Os incentivos e benefícios fiscais

Leia mais

Encontro Nacional de Instaladores da APIRAC-Associação Portuguesa da Indústria de Refrigeração e Ar Condicionado. Batalha, 8 Julho de 2010

Encontro Nacional de Instaladores da APIRAC-Associação Portuguesa da Indústria de Refrigeração e Ar Condicionado. Batalha, 8 Julho de 2010 Encontro Nacional de Instaladores da APIRAC-Associação Portuguesa da Indústria de Refrigeração e Ar Condicionado Batalha, 8 Julho de 2010 As vossas necessidades... O apoio aos Empreendedores e às PME s

Leia mais

Breve síntese sobre os mecanismos financeiros de apoio à internacionalização e cooperação

Breve síntese sobre os mecanismos financeiros de apoio à internacionalização e cooperação Breve síntese sobre os mecanismos financeiros de apoio à internacionalização e cooperação 1 Incentivos financeiros à internacionalização Em 2010 os incentivos financeiros à internacionalização, não considerando

Leia mais

Choques Desequilibram a Economia Global

Choques Desequilibram a Economia Global Choques Desequilibram a Economia Global Uma série de choques reduziu o ritmo da recuperação econômica global em 2011. As economias emergentes como um todo se saíram bem melhor do que as economias avançadas,

Leia mais

APOIOS ÀS PME S. Açores. Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada

APOIOS ÀS PME S. Açores. Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada APOIOS ÀS PME S Açores Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada PROGRAMA DE APOIO À RESTAURAÇÃO E HOTELARIA PARA A AQUISIÇÃO DE PRODUTOS REGIONAIS LINHA DE APOIO À REABILITAÇÃO URBANA DOS AÇORES

Leia mais

Missão Empresarial à China

Missão Empresarial à China Missão Empresarial à China Fornecedores do setor automóvel Xangai e Pequim 9 a 14 de setembro de 2013 Atualização Enquadramento A previsão do Governo Chinês emitida em Janeiro deste ano estima que em 2013

Leia mais

PRESIDÊNCIA DO GOVERNO Resolução do Conselho do Governo n.º 125/2014 de 4 de Agosto de 2014

PRESIDÊNCIA DO GOVERNO Resolução do Conselho do Governo n.º 125/2014 de 4 de Agosto de 2014 PRESIDÊNCIA DO GOVERNO Resolução do Conselho do Governo n.º 125/2014 de 4 de Agosto de 2014 Através da Resolução do Conselho de Governo n.º 97/2013, de 3 de outubro, foi criada a Linha de Apoio à Reabilitação

Leia mais

Reforma do Ensino Superior

Reforma do Ensino Superior Reforma do Ensino Superior O assunto da Reforma do Ensino Superior e suas implicações na Universidade da Madeira (UMa) exige o envolvimento não só do Conselho Geral, mas também de toda a comunidade académica,

Leia mais

V Congresso da Indústria Portuguesa Agro-Alimentar COMPETITIVIDADE E CRESCIMENTO. Intervenção do Presidente da FIPA

V Congresso da Indústria Portuguesa Agro-Alimentar COMPETITIVIDADE E CRESCIMENTO. Intervenção do Presidente da FIPA V Congresso da Indústria Portuguesa Agro-Alimentar COMPETITIVIDADE E CRESCIMENTO Intervenção do Presidente da FIPA Exmo. Secretário de Estado Agricultura, Exmo. Senhor Presidente da CIP, Estimados associados

Leia mais

ESTRATÉGIA ORÇAMENTAL 2011-2015 Administração Pública e Segurança Social

ESTRATÉGIA ORÇAMENTAL 2011-2015 Administração Pública e Segurança Social ESTRATÉGIA ORÇAMENTAL 2011-2015 Administração Pública e Segurança Social O Ministro das Finanças apresentou recentemente o "Documento de Estratégia Orçamental 2011-2015", que contém diversas medidas a

Leia mais

PROPOSTAS DE ALGUMAS MEDIDAS CONCRETAS PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL

PROPOSTAS DE ALGUMAS MEDIDAS CONCRETAS PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL PROPOSTAS DE ALGUMAS MEDIDAS CONCRETAS PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL 1 São muitas e variadas as soluções e medidas de apoio à competitividade empresarial. Na intervenção de abertura o Presidente da

Leia mais

No entanto, antes de ser financeira, a crise tem uma natureza económica.

No entanto, antes de ser financeira, a crise tem uma natureza económica. INTERVENÇÃO DO PRESIDENTE DA AEP - ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DE PORTUGAL, JOSÉ ANTÓNIO BARROS, NA CONFERÊNCIA «O QUE FAZER POR PORTUGAL? MEDIDAS PARA ULTRAPASSAR A CRISE», SOB O TEMA «AS PESSOAS E AS EMPRESAS

Leia mais

Discurso do Secretário de Estado do Emprego. Octávio Oliveira. Dia Nacional do Mutualismo. 26 de outubro 2013 Centro Ismaili, Lisboa

Discurso do Secretário de Estado do Emprego. Octávio Oliveira. Dia Nacional do Mutualismo. 26 de outubro 2013 Centro Ismaili, Lisboa Discurso do Secretário de Estado do Emprego Octávio Oliveira Dia Nacional do Mutualismo 26 de outubro 2013 Centro Ismaili, Lisboa Muito boa tarde a todos! Pretendia começar por cumprimentar o Senhor Presidente

Leia mais

A Portugal Ventures está á procura de projetos com as seguintes características:

A Portugal Ventures está á procura de projetos com as seguintes características: 1. O que é o Candidatura ao FIAEA? Este programa de apoio ao empreendedorismo, é uma iniciativa liderada pela SDEA e pela Portugal Ventures, que visa fortalecer o ecossistema de empreendedorismo nas áreas

Leia mais

CONCURSO DE IDEIAS PARA A CRIAÇÃO DE EMPRESAS INOVADORAS REGULAMENTO

CONCURSO DE IDEIAS PARA A CRIAÇÃO DE EMPRESAS INOVADORAS REGULAMENTO REGULAMENTO Artigo 1.º - Enquadramento O Concurso de Ideias para a Criação de Empresas Inovadoras é uma iniciativa do BICMINHO no âmbito da execução da operação n.º NORTE-07-0364-FEDER-000006 Apoio à Criação

Leia mais

Prémio Tâmega e Sousa Empreendedor: Onde as ideias se concretizam [Regulamento do Concurso Projetos Empresariais ]

Prémio Tâmega e Sousa Empreendedor: Onde as ideias se concretizam [Regulamento do Concurso Projetos Empresariais ] Prémio Tâmega e Sousa Empreendedor: Onde as ideias se concretizam [Regulamento do Concurso Projetos Empresariais ] Preâmbulo O Prémio Tâmega e Sousa Empreendedor é uma iniciativa da Comunidade Intermunicipal

Leia mais

Novas medidas e benefícios fiscais para 2014. Abílio Sousa

Novas medidas e benefícios fiscais para 2014. Abílio Sousa Novas medidas e benefícios fiscais para 2014 Abílio Sousa Programa Vetores essenciais das medidas de natureza fiscal constantes da lei do OE 2014 DLRR um novo benefício fiscal para PME A reforma do IRC

Leia mais

DAMOS FORÇA AO FINANCIAMENTO DAS EMPRESAS

DAMOS FORÇA AO FINANCIAMENTO DAS EMPRESAS AGOSTO 2015 LINHA PME CRESCIMENTO 2015 (TAE 2,876%) DAMOS FORÇA AO FINANCIAMENTO DAS EMPRESAS Vai efetuar uma candidatura ao Programa Portugal 2020? Procura uma opção de financiamento para agilizar a gestão

Leia mais

Agradeço muito o convite que me foi endereçado para encerrar este XI Congresso da Ordem dos Revisores Oficias de Contas.

Agradeço muito o convite que me foi endereçado para encerrar este XI Congresso da Ordem dos Revisores Oficias de Contas. Senhor Bastonário da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, Dr. José Azevedo Rodrigues; Senhor Vice-Presidente do Conselho Diretivo da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas e Presidente da Comissão Organizadora

Leia mais

ROSÁRIO MARQUES Internacionalizar para a Colômbia Encontro Empresarial GUIMARÃES 19/09/2014

ROSÁRIO MARQUES Internacionalizar para a Colômbia Encontro Empresarial GUIMARÃES 19/09/2014 ROSÁRIO MARQUES Internacionalizar para a Colômbia Encontro Empresarial GUIMARÃES 19/09/2014 REPÚBLICA DA COLÔMBIA POPULAÇÃO 48 Milhões SUPERFÍCIE 1.141.748 Km2 CAPITAL Bogotá 7,3 milhões PRINCIPAIS CIDADES

Leia mais

Índice de Risco de 2011 PORTUGAL

Índice de Risco de 2011 PORTUGAL Índice de Risco de PORTUGAL Índice de Pagamentos Índice de Risco Explicação dos valores do Índice de Risco 190 180 170 160 150 140 130 120 110 100 2004 2005 2006 2007 2008 100 Nenhuns riscos de pagamento,

Leia mais

INICIATIVA PARA O INVESTIMENTO E EMPREGO

INICIATIVA PARA O INVESTIMENTO E EMPREGO FISCAL N.º 1/2009 JAN/FEV 2009 INICIATIVA PARA O INVESTIMENTO E EMPREGO Nuno Sampayo Ribeiro No Conselho de Ministros de 13 de Dezembro de 2008 foi aprovado um reforço do investimento público. O qual será

Leia mais

Apoios Financeiros ao Investimento no Turismo. Anadia, 25 de Fevereiro de 2008 Miguel Mendes

Apoios Financeiros ao Investimento no Turismo. Anadia, 25 de Fevereiro de 2008 Miguel Mendes Apoios Financeiros ao Investimento no Turismo Anadia, 25 de Fevereiro de 2008 Miguel Mendes 2 Apoios Financeiros ao Investimento no Turismo Índice 1 Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT) 2 Crédito

Leia mais

Apresentação 8 de Fevereiro de 2012

Apresentação 8 de Fevereiro de 2012 Apresentação 8 de Fevereiro de 2012 Programa REVITALIZAR Apresentação Pública Lisboa, Ministério da Economia e do Emprego 8 Fevereiro 2012 O Programa REVITALIZAR é uma iniciativa do Governo que tem por

Leia mais

Portugal 2020. Pedro Gomes Nunes. Director Executivo. Lisboa, Fevereiro 2014. www.risa.pt

Portugal 2020. Pedro Gomes Nunes. Director Executivo. Lisboa, Fevereiro 2014. www.risa.pt Pedro Gomes Nunes Director Executivo Lisboa, Fevereiro 2014 RISA - Apresentação ÁREAS DE NEGÓCIO Estudos e Projectos + 20 anos de experiência + 1.500 candidaturas a Fundos Comunitários aprovadas. + 1,6

Leia mais

Linha de Crédito PME Crescimento 2015 - Respostas a questões das Instituições de Crédito - Versão v.1

Linha de Crédito PME Crescimento 2015 - Respostas a questões das Instituições de Crédito - Versão v.1 1. Condições a Observar pelas Empresas Beneficiárias Condições genéricas: 1.1. Localização (sede social) em território nacional; inclui Regiões Autónomas da Madeira e Açores, bem como Portugal Continental.

Leia mais

Programas de Apoio ao Investimento em Portugal - Síntese Zeta Advisors

Programas de Apoio ao Investimento em Portugal - Síntese Zeta Advisors Programas de Apoio ao Investimento em Portugal - Síntese Zeta Advisors 1 The way to get started is to quit talking and begin doing. Walt Disney Company ÍNDICE 1. Programa de Apoio ao Empreendedorismo e

Leia mais

POCI Aviso n.º3/si/2015 Programa Operacional Fatores de Competitividade INOVAÇÃO PRODUTIVA ENQUADRAMENTO E OBJETIVOS BENEFICIÁRIOS

POCI Aviso n.º3/si/2015 Programa Operacional Fatores de Competitividade INOVAÇÃO PRODUTIVA ENQUADRAMENTO E OBJETIVOS BENEFICIÁRIOS ENQUADRAMENTO E OBJETIVOS POCI Aviso n.º3/si/2015 Programa Operacional Fatores de Competitividade INOVAÇÃO PRODUTIVA O objetivo específico deste concurso consiste em conceder apoios financeiros a projetos

Leia mais

PME Investe VI. Linha de Crédito Micro e Pequenas Empresas

PME Investe VI. Linha de Crédito Micro e Pequenas Empresas PME Investe VI Linha de Crédito Micro e Pequenas Empresas Objectivos Esta Linha de Crédito visa facilitar o acesso ao crédito por parte das micro e pequenas empresas de todos os sectores de actividade,

Leia mais

Auxílio estatal N 254/2002 Portugal Linha de crédito bonificada a investimentos do sector turístico.

Auxílio estatal N 254/2002 Portugal Linha de crédito bonificada a investimentos do sector turístico. COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 26.07.2002 C (2002) 2943 Assunto: Auxílio estatal N 254/2002 Portugal Linha de crédito bonificada a investimentos do sector turístico. Excelência, PROCEDIMENTO Por carta n.º

Leia mais

fazem bem e dão lucro

fazem bem e dão lucro Melhores práticas de fazem bem e dão lucro Banco Real dá exemplo na área ambiental e ganha reconhecimento internacional Reunidos em Londres, em junho deste ano, economistas e jornalistas especializados

Leia mais

REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE S. JOÃO DA

REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE S. JOÃO DA 1 REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE S. JOÃO DA MADEIRA ACTA Nº 26/2006 - DEZEMBRO --- DATA DA REUNIÃO: Sete de Dezembro de dois mil e seis. ------------------------- --- LOCAL DA REUNIÃO: Sala

Leia mais

aware ANGOLAN DESK DIREITO DO TRABALHO Outubro 2010 N.1

aware ANGOLAN DESK DIREITO DO TRABALHO Outubro 2010 N.1 ANGOLAN DESK DIREITO DO TRABALHO Outubro 2010 N.1 Seminário: As Relações entre Portugal e Angola: O Investimento Angolano em Portugal 17 de Novembro de 2010, no Auditório da Abreu Advogados Reserve na

Leia mais

ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO

ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO 1 ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO 1 Abrandamento da atividade económica mundial ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO 1.1. Evolução da conjuntura internacional A atividade económica mundial manteve o abrandamento

Leia mais

Seminário Orçamento do Estado 2016

Seminário Orçamento do Estado 2016 Seminário Orçamento do Estado 2016 As opiniões aqui expressas vinculam apenas o seu autor e podem não corresponder às posições da Jaime Carvalho Esteves Dezembro de 2015 FORUM PARA A COMPETITIVIDADE A

Leia mais

SIALM Sistema de Incentivos de Apoio Local a Micro empresas. CCDRC, 14 fevereiro 2013

SIALM Sistema de Incentivos de Apoio Local a Micro empresas. CCDRC, 14 fevereiro 2013 SIALM Sistema de Incentivos de Apoio Local a Micro empresas CCDRC, 14 fevereiro 2013 PROGRAMA VALORIZAR RCM n.º 7/2013, de 9/01 Valorização do território do interior e de baixa densidade demográfica e

Leia mais

Ex.ª Srª. Presidente da Mesa da Assembleia Municipal

Ex.ª Srª. Presidente da Mesa da Assembleia Municipal Ex.ª Srª. Presidente da Mesa da Assembleia Municipal Exm.º Sr. Presidente da Câmara Exmos. Srs. Vereadores Caros Colegas Ilustres presentes Relativamente à proposta 313 de 2014, que visa apreciar as Demonstrações

Leia mais

REMESSAS E CRÉDITOS DOCUMENTÁRIOS

REMESSAS E CRÉDITOS DOCUMENTÁRIOS MARÇO 2013 - nº 87 CONSULTA Operações Vivas, Pendentes, Encerradas e em Análise; Créditos Documentários de Importação e Exportação; Remessas Documentárias de Importação e Exportação. TEMPLATES DE OPERAÇÕES

Leia mais

S. R. MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

S. R. MINISTÉRIO DAS FINANÇAS RELATÓRIO SOBRE REGIME DE CAPITALIZAÇÃO PÚBLICA PARA O REFORÇO DA ESTABILIDADE FINANCEIRA E DA DISPONIBILIZAÇÃO DE LIQUIDEZ NOS MERCADOS FINANCEIROS (REPORTADO A 25 DE MAIO DE 2012) O presente Relatório

Leia mais

WORKSHOP :EMPREENDEDORISMO E CRIAÇÃO DO PRÓPRIO EMPREGO

WORKSHOP :EMPREENDEDORISMO E CRIAÇÃO DO PRÓPRIO EMPREGO WORKSHOP :EMPREENDEDORISMO E CRIAÇÃO DO PRÓPRIO EMPREGO Entidade: Centro de Emprego de Loulé Tema: Apoios à Criação do Próprio Emprego e de Empresas 1. O Plano de Negócios 2. Apoios à Criação do Próprio

Leia mais

A Engenharia Portuguesa no Mundo. Internacionalização e Exportação

A Engenharia Portuguesa no Mundo. Internacionalização e Exportação A Engenharia Portuguesa no Mundo Internacionalização e Exportação CARLOS MATIAS RAMOS, Bastonário da Ordem dos Engenheiros Começo por citar um texto da autoria do Eng. Ezequiel de Campos, que consta do

Leia mais

PERGUNTAS E RESPOSTAS

PERGUNTAS E RESPOSTAS Fundo de Eficiência Energética PERGUNTAS E RESPOSTAS Aviso 12 Requalificação de Sistemas Solares Térmicos 2015 Perguntas e Respostas Aviso 12 Requalificação de Sistemas Solares Térmicos 2015 v0 0 ÍNDICE

Leia mais

Soluções de seguro de créditos no apoio à exportação. COSEC - Estamos onde estiver o seu negócio. www.cosec.pt

Soluções de seguro de créditos no apoio à exportação. COSEC - Estamos onde estiver o seu negócio. www.cosec.pt Soluções de seguro de créditos no apoio à exportação. COSEC - Estamos onde estiver o seu negócio. www.cosec.pt COSEC Companhia de Seguro de Créditos 2012 1 2 Sobre a COSEC O que é o Seguro de Créditos

Leia mais

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta.

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta. EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de março Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/2.ª Fase 15 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

BES AS APOIO FINANCEIRO BES AS FINANCEIR ÕES ÀS EMPRESAS FINANCEIR ÕES UÇ SOL

BES AS APOIO FINANCEIRO BES AS FINANCEIR ÕES ÀS EMPRESAS FINANCEIR ÕES UÇ SOL 38 PME Líder SOLUÇÕES FINANCEIRAS BES Helen King/CORBIS APOIO FINANCEIRO ÀS EMPRESAS O BES disponibiliza uma vasta oferta de produtos financeiros e serviços, posicionando-se como o verdadeiro parceiro

Leia mais

GUIA PORTUGAL 2020: SAIBA TUDO SOBRE OS NOVOS FUNDOS COMUNITÁRIOS

GUIA PORTUGAL 2020: SAIBA TUDO SOBRE OS NOVOS FUNDOS COMUNITÁRIOS 1. INTRODUÇÃO Saiba tudo sobre as regras de funcionamento dos novos apoios financeiros vindos de Bruxelas 2. O QUE MUDA PARA AS EMPRESAS? Descubra as principais diferenças entre o Portugal 2020 e o QREN

Leia mais

Índice PORTUGAL - BREVE CARATERIZAÇÃO A CIP ATIVIDADE ASSOCIADOS ORGANIZAÇÃO E CONTACTOS

Índice PORTUGAL - BREVE CARATERIZAÇÃO A CIP ATIVIDADE ASSOCIADOS ORGANIZAÇÃO E CONTACTOS Índice PORTUGAL - BREVE CARATERIZAÇÃO A CIP ATIVIDADE ASSOCIADOS ORGANIZAÇÃO E CONTACTOS Portugal Breve caraterização Portugal Caraterização geral Inserido na União Europeia desde 1986, Portugal é o país

Leia mais

Portugal Brasil Moçambique Polónia

Portugal Brasil Moçambique Polónia www.promover.pt www.greatteam.pt Portugal Brasil Moçambique Polónia QUEM SOMOS - Prestamos serviços técnicos de consultoria de gestão e formação nos diversos setores da economia. - Presentes em Lisboa,

Leia mais

Boletim Mensal de Economia Portuguesa. N.º 11 Novembro 2014. Gabinete de Estratégia e Estudos Ministério da Economia

Boletim Mensal de Economia Portuguesa. N.º 11 Novembro 2014. Gabinete de Estratégia e Estudos Ministério da Economia Boletim Mensal de Economia Portuguesa N.º 11 Novembro Gabinete de Estratégia e Estudos Ministério da Economia GPEARI Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais Ministério

Leia mais

AGENDA. Portugal 2020 Enquadramento Geral. Sistema de Incentivos às Empresas. Concursos

AGENDA. Portugal 2020 Enquadramento Geral. Sistema de Incentivos às Empresas. Concursos Luís Coito Turismo de Portugal, I.P. Guimarães, 10 de abril de 2015 AGENDA 1 Portugal 2020 Enquadramento Geral 2 Sistema de Incentivos às Empresas 3 Concursos 1 2020 Enquadramento Geral PORTUGAL 2020 ESTRATÉGIA

Leia mais

POLÍTICA DE PME's Debate promovido pela AIP. 11 Setembro 2007

POLÍTICA DE PME's Debate promovido pela AIP. 11 Setembro 2007 POLÍTICA DE PME's Debate promovido pela AIP 11 Setembro 2007 Durante o 1º trimestre de 2007, o PIB cresceu 2,0% Crescimento do PIB 2,5% 2,0% 1,5% 1,5% 1,7% 2,0% 1,0% 1,1% 1,0% 0,9% 0,5% 0,5% 0,5% 0,0%

Leia mais

NOS@EUROPE. O Desafio da Recuperação Económica e Financeira. Prova de Texto. 2+2 Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas

NOS@EUROPE. O Desafio da Recuperação Económica e Financeira. Prova de Texto. 2+2 Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas NOS@EUROPE O Desafio da Recuperação Económica e Financeira Prova de Texto 2+2 Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas Anita Santos Diogo Gautier Helena Santos Eurico Alves Dezembro de 2011 1 A Crise Atual:

Leia mais

RESUMO DE IMPRENSA. Quarta-feira, 18 de Março de 2009

RESUMO DE IMPRENSA. Quarta-feira, 18 de Março de 2009 RESUMO DE IMPRENSA Quarta-feira, 18 de Março de 2009 JORNAL DE NEGÓCIOS 1. Teresa Ter-Minassian, Conselheira Especial do FMI analisa a economia portuguesa. Preocupa-me o défice externo elevado e o baixo

Leia mais

Recibo-veRde eletrónico versus. uma ALteRAção meramente

Recibo-veRde eletrónico versus. uma ALteRAção meramente Recibo-veRde eletrónico versus fatura-recibo: breves notas SobRe uma ALteRAção meramente psicológica Pelo dr. João t. c. batista pereira( 1 ) sumário: 1. Regime aplicável aos devedores acessórios dos prestadores

Leia mais