Editorial. Um grande time

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2 Editorial Diretoria Presidente: Domingos Martins Vice-presidente: Alfredo Kaefer Secretário: Claudemir Bongiorno Tesoureiro: João Roberto Welter Diretores efetivos: Roberto Kaefer e Guilherme dos Santos Diretores suplentes: Sidnei Bottazzari, Ciliomar Tortola, Ademar Rissi, Dilvo Grolli, Roberto Pecoits e Valter Pitol Conselheiros fiscais efetivos: Paulo Cesar Cordeiro, Célio Martins Filho e Pedro Henrique de Oliveira Conselheiros fiscais suplentes: Evaldo Ulinski, Paulo Karakida e Marcos Batista Delegados representantes efetivos: Domingos Martins e Osvaldo Ferreira Junior Delegados representantes suplentes: Claudio de Oliveira e Rogério Gonçalves Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná Av. Cândido de Abreu, Salas 303/304 Curitiba/PR - CEP: Tel.: sindiavipar.com.br Fale conosco Se você tem alguma sugestão, crítica, dúvida ou deseja anunciar na revista Avicultura do Paraná, escreva para nós: Um grande time Em ritmo de Copa do Mundo, o balanço dos primeiros meses de 2014 mostra que a avicultura do Paraná está batendo um bolão. O estado continua a apresentar seguidamente recordes de produção para uma demanda que só tende a aumentar. Isso porque, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o mercado oriental pode, no médio prazo, aumentar a importação do frango brasileiro devido aos recentes surtos de gripe aviária na China e no Japão. Além disso, como você vai ver nesta edição da revista Avicultura do Paraná, a matéria de capa (a partir da página 22) traz uma minuciosa análise sobre como a carne de frango se tornará a principal fonte de proteína animal para o mundo até Nesse contexto, imaginemos a importância do Brasil para suprir uma demanda que só tende a aumentar. E imaginemos ainda a importância do Paraná, o maior estado produtor e exportador avícola do país. É por isso que o Sindiavipar anuncia a parceria com a Associação Paranaense de Avicultura (Apavi) para a criação conjunta do Workshop da Avicultura Paranaense 2014: uma maneira de fortalecermos a nossa indústria e de nos prepararmos para os desafios que estão por vir. Porque, assim como no futebol, um time bem entrosado é também um time vencedor. Domingos Martins Presidente do Sindiavipar Foto: Sindiavipar Ed. nº 40 - Mai/Jun 2014 Expediente As matérias desta publicação podem ser reproduzidas, desde que citadas as fontes. selo SFC Produção: Centro de Comunicação centrodecomunicacao.com.br Jornalista responsável: Guilherme Vieira (MTB-PR: 1794) Editora-chefe: Cecilia Gibson (MTB-PR: 6472) Colaboração: Allan Oliveira, Bruna Robassa, Gabriela Titon, Giórgia Gschwendtner, Maria Luiza de Paula, Mariana Macedo, Rafael Neves, Stephany Guebur Design e diagramação: Cleber Brito Comunicação e Marketing: Mônica Fukuoka Impressão: Maxi Gráfica

3 Foto: Agrostock 20 Economia 22 Capa A mais consumida Com a ascensão dos países em desenvolvimento, a carne de frango tem sido o produto de entrada na formação de uma nova classe média urbana. Confira as perspectivas de crescimento para o consumo da carne. Agroindústria Após puxar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sugere que o potencial inexplorado da agroindústria brasileira ainda é enorme e que o assunto deve ser prioridade na economia nacional. Foto: Studio Cl Art Seções Espaço Sindiavipar...04 Canal aberto...05 Radar...06 Ciência Agenda...08 Observatório...08 Eventos...10 Entrevista...14 Logística...16 Workshop...18 Economia...20 Capa Fiep Ciência e Tecnologia Mito ou verdade? Da guerra ao campo A agricultura e a indústria de proteína animal também começam a desfrutar dos benefícios de uma nova tecnologia: os drones. Alguns dos experimentos mais avançados do país estão sendo feitos em um campo de testes nos arredores de Piracicaba (SP). Entidades...28 Ciência e Tecnologia...30 Oportunidades...32 Adapar...34 Gastronomia...36 Associados...38 Bem-estar...40 Mito ou verdade?...42 Combustível de frango É possível a fabricação de biocombustível a partir do óleo de vísceras não comestíveis de frango? A revista Avicultura do Paraná foi conversar com especialistas para saber mais sobre essa história. Descubra na página 42. Foto: Ramzi Hashisho/Free Images Saúde do trabalhador...44 Notas e registros...46 Artigo técnico...48 Culinária...49 Estatísticas...50

4 Espaço Sindiavipar Diálogo para o sucesso O primeiro semestre de 2014 foi marcado por uma série de reuniões, cursos, feiras e eventos que dizem respeito à avicultura paranaense. O resultado de mais diálogo entre empresas e entidades tem dado bons frutos, já que os resultados de produção e exportação do primeiro trimestre de 2014 indicam que a avicultura do Paraná segue na liderança nacional do setor. Confira os principais eventos que marcaram os meses de março e abril: MARÇO Exaustores em aviários 11/03: Após a reunião entre representantes da avicultura e o deputado estadual Rasca Rodrigues (PV), que aconteceu no dia 11 de março, o Projeto de Lei 02/2014, que estabelece normas para a instalação de exaustores em aviários no estado do Paraná, de autoria de Rasca Rodrigues, será retirado de tramitação na Assembleia Legislativa por um prazo de seis meses. Nesse período, serão feitos estudos técnicos e científicos para avaliar se há impacto causado pelos gases expelidos pelos exaustores. De acordo com Icaro Fietcher, do Sindiavipar, não há nenhuma pesquisa que comprove a necessidade de trocar os exaustores nos aviários. Também participaram da reunião representantes da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf), Organização da Cooperativas do Paraná (Ocepar), Câmara Municipal de Chopinzinho e Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep). Tecno Food 25 a 27/03: Entre os dias 25 e 27 de março Curitiba recebeu a Tecno Food Brazil/Mercoláctea, voltada para atender todas as atividades ligadas ao agronegócio vinculadas ao processamento de proteína animal, dando ênfase a aves, suínos e bovinos. Durante a feira, no dia 26 de março, representantes do Sindiavipar se reuniram com outras entidades do setor avícola que formam o Comitê Estadual de Sanidade Avícola (Coesa). Foram discutidas questões relativas a procedimentos sanitários. 4 sindiavipar.com.br

5 Espaço Sindiavipar ABRIL Paraná na liderança 29/04: No dia 29 de abril o Sindiavipar convidou a imprensa para a divulgação dos resultados de produção e exportação na avicultura do primeiro trimestre de Os dados do Sindiavipar mostram que, até março, o estado atingiu o acumulado recorde de 382,29 milhões de cabeças abatidas. Isso representa uma alta de 6% e 8,4% ante aos resultados de 2012 e 2013, quando foram abatidas, respectivamente, 360,71 e 352,65 milhões de aves no mesmo período. E, para consolidar o bom momento do setor, o Sindiavipar e a Associação Paranaense de Avicultura (Apavi) anunciaram a criação conjunta do Workshop da Avicultura Paranaense, um evento voltado à capacitação da indústria avícola com a disseminação de conhecimento técnico a todas as engrenagens do setor. A primeira edição será realizada no dia 24 de outubro, em Foz do Iguaçu (PR). Canal aberto A representatividade do Paraná Mal chegamos à metade do ano e as notícias positivas já parecem valer por 2014 inteiro. A indústria avícola do Paraná continua seu trabalho sustentável em busca de expansão e resultados, o que justifica as perspectivas otimistas para os próximos meses. Além disso, o estado tem sido palco das principais feiras do setor de proteína animal nacionais e internacionais. Em março tivemos a realização da primeira Tecno Food Brazil, uma feira que trouxe como proposta a disseminação do conhecimento científico à cadeia produtiva, característica tão importante para que consigamos agregar valor ao nosso produto. Em agosto será a vez da International FoodTec Brasil, feira alemã que desembarca no país pela primeira vez e já chega com a escolha de Curitiba como sede. E ao longo do ano teremos ainda a realização do Workshop da Avicultura Paranaense 2014, um evento que selará a parceria do Sindiavipar com a Associação Paranaense de Avicultura (Apavi) para fortalecer a nossa avicultura, e o VII Encontro Técnico da Unifrango, iniciativa já bastante conhecida e elogiada pelo setor. Todos esses fatores ajudam a nos fortalecer como o estado brasileiro mais representativo de proteína animal do Brasil. Um resultado certamente influenciado pelo fato de sermos o maior e mais desenvolvido polo avícola nacional. Icaro Fiechter Diretor executivo do Sindiavipar Foto: Sindiavipar sindiavipar.com.br 5

6 Radar O que foi notícia A edição n 16, de maio/junho de 2010, da revista Avicultura do Paraná trazia em sua capa matéria que reportava a importância do mercado consumidor de carne Halal para a avicultura. E na última edição, n 39, de março/abril de 2014, o assunto foi retomado para saber como está o desenvolvimento desse segmento. Vimos que o Brasil é o maior exportador mundial de frango Halal, produzido conforme os princípios do Islã, mas ainda deixa a desejar no atendimento da própria demanda interna. Um mercado que gira em torno de 1 milhão de consumidores em potencial, com base no número de muçulmanos que vivem no país e que ainda não encontram opções no mercado da carne de frango para consumir. É dessa forma que a revista Avicultura do Paraná continua a abordar temas de grande interesse para a indústria avícola do estado. E você pode ter acesso a todo esse conteúdo também. Basta acessar: sindiavipar.com.br/revistas para conhecer todas as edições da publicação. Não perca tempo, acesse já! Fotos: César Machado fotos.indd :42:15 fotos.indd :42:15 fotos.indd :42:15 UMa Foto perfeita CaUsa UMa ótima impressão o melhor e mais completo banco de imagens do agronegócio. suínos, aves, bovinos, culturas, alimentos, carnes, maquinário, etc. fotos.indd :42:15

7 Ciência Campylobacter Pesquisa identifica um novo desafio para a avicultura brasileira Em busca da qualidade dos produtos avícolas brasileiros, que são reconhecidos internacionalmente, a indústria nacional e instituições brasileiras de pesquisa têm investido em projetos que visam à qualidade microbiológica da carne de frango. Engajado nesta proposta, o Centro de Diagnóstico e Pesquisa em Patologia Aviária (CDPA) da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) atua em linhas de pesquisa que contribuam com o crescimento e fortalecimento da cadeia avícola, dentre elas, a pesquisa de Campylobacter. O Campylobacter, responsável pela campilobacteriose, que possui como reservatório natural às aves, é reconhecido como uma bactéria emergente e de importância para saúde pública. Este microrganismo já é discutido em diversos países europeus e também na Nova Zelândia e nos Estados Unidos, havendo inclusive legislação específica em alguns casos. No Brasil, dados sobre a ocorrência e disseminação deste agente na cadeia avícola são escassos, exigindo a realização de trabalhos para que possa ser observada a situação atual de disseminação desta bactéria. Quando a questão é o controle da disseminação de Campylobacter spp., a transmissão horizontal é considerada significativa entre aves e granjas. Trabalhadores, bem como veículos, animais silvestres ou domésticos e insetos podem proporcionar a disseminação da contaminação entre lotes ou a manutenção do agente. Uma vez as aves colonizadas, o Campylobacter será excretado em grande quantidade pelas fezes, o que proporcionará sua rápida disseminação. Apesar das aves não apresentarem sinais clínicos da doença e perda do rendimento zootécnico, lotes contaminados podem carrear esta bactéria até o abate e possibilitar contaminação cruzada das carcaças que posteriormente serão comercializadas e poderão causar campilobacteriose quando cozida ou consumida de forma inadequada. A campilobacteriose, zoonose que é responsável por infecções entéricas, esta associada ao consumo de produtos de origem animal contaminados por esta bactéria, sendo a carne de frango um dos principais responsáveis pela transmissão desta enfermidade para o homem. Existe uma grande variação na ocorrência desta bactéria entre lotes e também entre os dados de ocorrência informados pelos diferentes países, entretanto, em geral os relatos de incidência são considerados elevados. No Brasil, o grupo de pesquisa de Campylobacter da UFRGS vem atuando para disponibilizar dados da situação epidemiológica brasileira, bem como realizando projetos de pesquisa que contribuam para a redução da contaminação nas granjas avícolas e nos matadouros-frigoríficos. Existe um consenso entre os pesquisadores de que a eliminação da contaminação bacteriana das carcaças durante o abate é uma tarefa complexa, já que a tecnologia disponível e viável, não é capaz de eliminar completamente uma contaminação pré-existente. Mesmo com uma série de trabalhos para mitigar este risco de disseminação, o número de lotes positivos que chegam para o abate continua elevado, bem como o número de carcaças positivas após o resfriamento. Trabalhos realizados no Brasil e em outros países demonstram a importância dos chuveiros como medida de redução da contaminação das carcaças durante o abate; entretanto, intervenções como a regulagem constante dos equipamentos e cuidados com a logística de abate atuam como medidas que auxiliam na redução da contaminação final das carcaças. Atualmente, o grupo de pesquisa de Campylobacter do CDPA/UFRGS atua principalmente na avaliação qualitativa e quantitativa de Campylobacter durante processo de abate, os quais estão entre os pioneiros no Brasil, buscando mitigar o risco de contaminação dos produtos avícolas. Gustavo Perdoncini - Médico Veterinário, M.Sc. e doutorando em Ciências Veterinárias com ênfase em Sanidade Avícola na Faculdade de Veterinária da UFRGS. Vladimir Pinheiro do Nascimento - Médico Veterinário, Ph. D. e Professor de Medicina de Aves da Faculdade de Veterinária da UFRGS. sindiavipar.com.br 7

8 Agenda XXIII Congresso Centro-Americano e do Caribe de Avicultura 2014 Data: 18 a 20 de junho Local: La Habana - Cuba Realização: Federação de Aves da América Central e do Caribe Informações: Site: aviculturacuba.com III Congresso Brasileiro de Bioética e Bem-Estar Animal Data: 5 a 7 de agosto Local: Fiep - Curitiba (PR) Realização: Conselho Federal de Medicina Veterinária e Universidade Federal do Paraná Informações: cfmv.org.br Valorizar quem é essencial A produção agrícola é de grande importância para a economia do país, sendo um setor que contribui em grande parte para o PIB. Por isso, é preciso lembrar-se dos trabalhadores que se dedicam diariamente ao ofício que leva alimento às mesas das famílias e movimenta a economia no Brasil. No dia 25 de maio é comemorado o Dia do Trabalhador Rural, data que marca uma homenagem às pessoas dedicadas à produção agropecuária do país. Esse é um momento para ressaltar a importância desse trabalho e da valorização desses profissionais, prezando sempre por condições dignas de trabalho. International FoodTec Brasil Data: 5 a 7 de agosto Local: Expo Unimed / Curitiba (PR) Realização: Deutsche Messe - Koelnmesse Informações: (41) Site: foodtecbrasil.com.br Conferência Facta 2014 Data: 18 a 20 de agosto Local: Tauá Hotel & Convention Atibaia / Atibaia (SP) Realização: Facta Informações: (19) Site: facta.org.br Consultoria para NRs O Sesi e o Senai têm o conhecimento, os cursos e as consultorias que a sua empresa precisa para seguir as Normas Regulamentadoras (NRs). As NRs regulamentam e fornecem orientações sobre procedimentos obrigatórios relacionados à segurança e medicina do trabalho. Toda empresa, seja ela privada ou pública, deve obedecer a essas regras. No País, há 36 NRs que orientam a respeito das normas sobre segurança e medicina do trabalho. E para evitar multas, o Sesi e o Senai podem auxiliar você. Visite sistemafiep.org.br/nrs para mais informações ou entre em contato com o Sindiavipar. Quer divulgar seu evento aqui? Entre em contato conosco pelo ou ligue (41) sindiavipar.com.br

9 Observatório International FoodTec Brasil desembarca em Curitiba Uma das mais importantes feiras do setor alimentício mundial será realizada em solo nacional. A International FoodTec Brasil abre suas portas entre os dias 5 e 7 de agosto de 2014, no Expo Unimed em Curitiba (PR). A feira é uma versão derivada da consagrada Anuga FoodTec, tradicional da cidade alemã de Colônia, e que também já teve edições na China e na Índia. Hoje o Brasil dispõe do quinto maior mercado alimentício e de matérias-primas renováveis, o que garante seu papel de destaque no cenário mundial, afirma o vice-presidente de feiras internacionais da Koelnmesse, Denis Steker, companhia organizadora da feira na Alemanha. Para a realização da versão brasileira da feira, a empresa conta com a parceria da Hannover Fairs Sulamérica, que dentre outras análises segundo seu diretor comercial, Valério Regente escolheu Curitiba para ser a sede do evento devido ao grande potencial do Paraná como produtor de proteína animal, principalmente avícola. O Paraná ser o maior estado produtor e exportador de carne de frango do Brasil influencia absolutamente na decisão de trazer a International Foodtec para Curitiba. O fato de termos as indústrias produtoras nesse setor com forte presença no estado, aliado ao fato da cidade de Curitiba oferecer uma infraestrutura excelente, traz uma combinação única, que não só aumenta a relevância da feira, como também as chances de sucesso do evento como fomentador de negócios, afirma. Um dos diferenciais promovidos pela feira será a sua plataforma de negócios globalizada. De acordo com a assessoria de imprensa do evento, mais de 30% dos expositores serão estrangeiros. Para nós está claro que a International FoodTec Brasil será a mais importante feira para a indústria alimentícia do Brasil saindo do eixo tradicional do Sudeste, comenta Denis Steker. Uma próxima edição da International FoodTec Brasil já está programada para JBS assume BR Frango O abatedouro BR Frango, localizado no município Santo Inácio e paralisado há um ano, pertence agora ao grupo JBS Foods, líder mundial na produção de alimentos, com 340 unidades de produção que exportam para mais de 150 países nos cinco continentes. A planta foi criada com a promessa de abater 10 milhões de aves por mês e oferecer em torno de 2,5 mil empregos diretos. O contrato que dá a JBS o direito de administrar a estrutura implantada pelo empresário Reinaldo Morais foi assinado no dia 3 de abril em Colorado, com a presença de diretores das duas empresas e mais de 30 prefeitos dos municípios que serão beneficiados pela reativação do abatedouro. O clima dos prefeitos, diretores e empresários é de otimismo com a economia da região e a oferta de empregos. sindiavipar.com.br 9

10 Evento Conhecimento e comércio Tecno Food Brazil/Mercoláctea 2014 promove o debate técnicocientífico com foco no desenvolvimento da indústria A necessidade de agregar valor aos produtos brasileiros de proteína animal foi um dos objetivos que definiram a Tecno Food Brazil/Mercoláctea 2014 (TFB), feira internacional que estreou sua primeira edição em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), no último mês de março. Com a proposta de unir aspectos comerciais junto à disseminação de conhecimento técnico-científico, o evento reuniu visitantes únicos, entre produtores, técnicos, autoridades e profissionais ligados às cadeias produtivas da carne e do leite, que puderam assistir a uma programação chamada de O Pátio do Conhecimento, com 36 horas de palestras, debates, workshops e mesas-redondas, e ainda dispuseram de 24 horas de feira comercial. A realização da TFB, além disso, também reforçou o fato do Paraná ser um forte produtor e exportador de carnes com a liderança do mercado avícola ao escolher o estado para sediar sua primeira edição. A importância de trazermos a Tecno Food para o Paraná e a consolidarmos como um player nacional e internacional é a possibilidade de oferecer mais tecnologia e conhecimento científico para aumentar a competitividade de nossa indústria, afirma o presidente da TFB, Rubens Zago. É importante destacar também que a maioria dos nossos visitantes foram os cabeças das empresas, ou seja, pessoas com alto poder para as tomadas de decisões, ressalta o presidente. O governador do estado do Paraná, Carlos Alberto Richa, comentou em seu discurso durante a solenidade de abertura da TFB que o Paraná se orgulha e se sente honrado em poder sediar esse grande evento, tanto pela relevância da feira como também pela importância do agronegócio para o estado e para o Brasil. Após sua fala, Richa recebeu das mãos do diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Icaro Fiechter, uma cópia da edição n 39 da revista Avicultura do Paraná. O Sindiavipar esteve presente com um estande no qual exibia as principais ações da entidade na defesa dos interesses da indústria avícola paranaense. Ainda durante a abertura da feira, outras personalidades da indústria de proteína animal foram premiadas por seu trabalho em prol da cadeia produtiva. Pela atuação nas áreas sanitária e de tecnologia do setor, o homenageado foi o presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Inácio Afonso Kroetz. O ex-ministro da Agricultura e atual presidente da recém-criada Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, foi reconhecido por seu desempenho político e associativo. Turra reforçou a visão geral do evento sobre a necessidade de oferecer produtos com maior processamento ao mundo. Para mim é triste ouvir que comemoramos a exportação de commodity. Nós precisamos exportar produto com valor agregado. E a Tecno Food Brazil 10 sindiavipar.com.br

11 Evento permite que exista esse espaço da inovação, tão necessário para a gente ter competitividade em todo o mundo, analisa. Por fim, Mário Lanznaster, da Aurora Alimentos, foi escolhido destaque empresarial do ano, e Darci Mariotti, da Labema Alimentos, como história viva da indústria. O presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, comemorou a realização e o sucesso da TFB, um evento que para ele só tem a contribuir com o aprimoramento das indústrias produtoras do estado. A Tecno Food Brazil/Mercoláctea 2014 é mais um ponto que vem para somar na consolidação do Paraná como um estado de vanguarda na avicultura brasileira. Com seu perfil mais técnico, a feira ajuda a disseminar o conhecimento para todos os elos da cadeia avícola e de proteína animal, aprimorando o nosso contínuo desenvolvimento, comenta. Garantia analítica na avicultura Promovida pelo Sindiavipar e a empresa de consultoria e capacitação no agronegócio Agroqualitá, um dos eventos de maior destaque para a indústria avícola foi a Garantia analítica na avicultura: campo, processamento e distribuição. AUTORIDADE O governador do Paraná recebe a revista Avicultura do Paraná O ciclo de palestras contou com representantes dos laboratórios NSF Bioensaios, A3Q, Anallitus, Food Inteligence, além de representantes da ABPA, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Adapar. O foco esteve voltado à importância da análise laboratorial para a garantia da sanidade avícola com a tradução de resultados acadêmicos a uma linguagem mais simples às indústrias, reforçando a necessidade do processo para a manutenção da qualidade da carne de frango desde o campo até sua distribuição nas gôndolas. A ideia é trazer o que temos de mais moderno em termos de análise laboratorial. Os palestrantes demonstram a importância da garantia analítica não só para o mercado interno como também para requerimentos do mercado externo e ainda no escopo da saúde pública, explica a diretora da Agroqualitá, Dione Kamila Francisco. De acordo com Dione, outro fator que deve ser levado em consideração pelas empresas é que a garantia analítica é fator decisivo em questões de geopolítica para o comércio internacional, na situação de que alguns países utilizam restrições sanitárias como maneira de disfarçar medidas protecionistas. Normas e legislações podem ser utilizadas como uma barreira sanitária, o que acaba se tornando um prejuízo para o Brasil. Mudar uma normativa, ou uma exigência específica, são artifícios que alguns países têm para ganharem tempo até que nós consigamos nos adequar, analisa. Ela comenta que mesmo com as tentativas de restrições, o Brasil conta com uma boa qualidade sanitária e de garantia analítica na avicultura, mas que isso deve ser cada vez mais evidenciado. A qualidade da nossa carne de frango é muito boa. Mas não basta sermos bons, cada vez mais nós temos que provar que somos bons. E a garantia analítica é uma ferramenta imprescindível para esse resultado, pontua. sindiavipar.com.br 11

12 Evento Exemplo para o mundo Diretor-geral da FAO afirma durante AveSui 2014 que sistema de integração avícola é exemplo de harmonia social e distribuição de renda A 14ª edição da Feira Latino- -Americana da Indústria de Aves e Suínos (AveSui 2014), realizada em maio, em Florianópolis (SC), teve como principal destaque a participação do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Roberto Graziano, que foi homenageado no evento com o título de Personalidade Mundial do Agronegócio. Por onde eu vou mundo afora encontro o frango brasileiro. É sem dúvida o produto agroindustrial brasileiro mais bem acabado, disse. Uma das maiores autoridades mundiais em agricultura e alimentação, Graziano comentou ainda que o sistema de integração, utilizado pela avicultura e suinocultura brasileiras, é uma referência de harmonia social e distribuição de renda, devendo ser adotado como modelo pelo mundo. O sistema de contrato de integração é um grande exemplo de que não há contradição entre a agricultura familiar e o agronegócio. A ideia do agrobusiness foi exatamente para incorporar todos os produtores. Não são apenas os grandes que fazem parte das cadeias produtivas do agronegócio analisa. Para o diretor-geral da FAO, o que deve ser reconhecido é que no mundo todo há uma disputa entre os pequenos e os grandes produtores. E que, no Brasil, essa crise foi solucionada pelo governo ao oferecer uma resposta à questão por meio de seus dois caminhos para a política agrícola: um para o pequeno produtor e outra para o grande produtor, de modo que cada um tem o seu próprio acesso a recursos financeiros. Segundo Graziano, a grande incerteza que ronda o agronegócio mundial diz respeito aos impactos ambientais que estão sendo causados pelo homem. Nós temos um grande desafio que reintroduz o conceito keynesiano (de John Maynard Keynes, economista britânico) da incerteza. Uma incerteza em que nós não sabemos ainda qual será o impacto da produção de alimentos no campo climático. Há uma mão humana por detrás da degradação ambiental, isso é inegável. Há uma mão humana no uso de pesticidas, de defensivos, há uma mão humana na perda de solos aráveis. Nós temos a responsabilidade de reduzir o impacto do homem, pontua Graziano. Além dos efeitos da ação hu- 12 sindiavipar.com.br

13 Evento PRESENÇA Presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, marcou presença para prestigiar a feira mana, outra certeza é a de que até 2050 seremos cerca de 9,6 bilhões habitantes, de acordo com a própria Organização das Nações Unidas (ONU), o que demandará um aumento de 60% na produção de alimentos, ou 30% caso se consiga reduzir o atual desperdício mundial de comida. Um desafio que deverá ser enfrentado por todos os produtores, uma vez que, na visão do diretor-geral da FAO, vender produtos será cada vez mais associado à previsibilidade dos impactos ambientais causados durante sua produção, com a valorização das mercadorias que melhor respeitarem a natureza. O agricultor brasileiro sempre soube vencer os desafios que enfrentou. E eu acho que essa necessidade de certificações e restrições ambientais é apenas mais um deles, avalia Graziano. Balanço da feira A AveSui 2014 fechou a edição deste ano com um volume total de 17,5 mil visitantes únicos durante os três dias de atividades, uma movimentação financeira estimada em R$ 370 milhões e cerca de 550 congressistas no Seminário Técnico Científico. De acordo com Andréa Gessulli, organizadora do evento, a feira foi "um sucesso e cumpriu o seu papel como fomentadora de novos negócios e parcerias". No ano que vem, o evento acontecerá entre os dias 12 e 14 de maio, novamente na capital catarinense. A AveSui 2014 reuniu mais de 150 empresas nacionais e internacionais e centenas de produtos e serviços dos setores de aves e suínos. Sindiavipar O Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) esteve presente na AveSui 2014 com a divulgação do plano de ações da entidade. O mais importante deles foi a apresentação do Workshop da Avicultura Paranaense 2014, que no dia 24 de outubro reunirá o setor avícola do estado e do Brasil para a disseminação de conhecimento a todas as engrenagens da indústria. Nesta edição, o workshop abrangerá as cadeias do frango de corte, matrizes de reprodução e aves de postura. Isso devido à parceria do Sindiavipar com a Associação Paranaense de Avicultura (Apavi), entidades que se unem para construir uma representatividade mais sólida e consolidam o bom momento vivenciado pela avicultura do Paraná. sindiavipar.com.br 13

14 Entrevista Nasce a ABPA Ubabef e Abipecs juntam forças para representar o setor de proteína animal Em março deste ano foi criada a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que já nasce sob a alcunha de ser a maior entidade representativa do setor de proteína animal do Brasil. Francisco Turra, ex-presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), foi o indicado para assumir o cargo de presidente executivo da nova associação. Nesta entrevista à revista Avicultura do Paraná, Turra comenta sobre o peso da ABPA, que agora representa um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 80 bilhões e é responsável por 10% da balança comercial do agronegócio brasileiro. E também sobre a possibilidade de a entidade vir a englobar o setor de bovinos no futuro. Algo para o qual a associação não precisaria nem mudar de nome. Avicultura do Paraná: De que maneira a junção da Ubabef com a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) impacta o setor de proteína animal brasileiro? Francisco Turra - Temos dois setores parecidos, equivalentes, com interesses em comum, que antes tinham dupla representação em diversas oportunidades. Agora, falamos uma única língua em uma única representação. A ABPA é a mostra maior da necessidade de unirmos as forças dos vários elos da cadeia produtiva para buscar fortalecimento e sustentabilidade. Falamos de setores altamente organizados, com PIB total de R$ 80 bilhões, responsáveis por 10% da balança comercial do agronegócio brasileiro, com saldo em torno de US$ 10 bilhões. São cadeias gerenciadas, profissionalizadas, que precisam de unificação e representação de acordo com o que elas significam para o país. É com este foco que nasce a ABPA que busca, também, otimizar processos e ganhar agilidade e expandir trabalhos por meio das sinergias e deverá conquistar ganhos para a avicultura e a suinocultura do Brasil. E os desafios são muitos. Entre as metas traçadas para a nova entidade está a abertura de mais 15 mercados para carne de aves do Brasil, que hoje é exportada para 155 países. Para suínos, a meta de ampliação é de 10 mercados, frente aos 70 abertos hoje. Que benefícios o segmento de carne suína pode obter da avicultura brasileira para aumentar seu consumo interno e externo? Como conciliar os interesses de ambos os seguimentos? O objetivo alcançado foi construir uma entidade com representatividade ainda maior, que viabilizasse sinergias e ampliasse o papel político-social das 14 sindiavipar.com.br

15 Entrevista antigas associações. São cadeias com demandas similares em vários aspectos, e que contam com modelos produtivos semelhantes e desafios equivalentes. Como bem destacou um dos membros do grupo de trabalho, há muito pontos em comum na agenda institucional das duas proteínas: questões e debates técnicos semelhantes, mesmos mercados alvo no exterior, etc.. Embora o fortalecimento e as sinergias sejam a base da ABPA, a preservação das identidades setoriais serão mantidas. Em cada uma das 13 câmaras setoriais temáticas haverá grupos separados para tratar de questões inerentes a cada cadeia produtiva. O próprio modelo de gestão segue identidades próprias, com duas vice-presidências: de aves, assumida pelo ex-diretor de Mercados da Ubabef, Ricardo Santin; e de suínos, comandada pelo ex-presidente da Abipecs, Rui Eduardo Saldanha Vargas. Nesse sentido, a ABPA nasce para dar mais força institucional à cadeia da proteína animal brasileira, seja no mercado interno ou nas exportações. A união do segmento avícola com o de suínos pode resultar também em uma possível fusão com o setor bovino futuramente? Eu acho que um dia haverá a fusão das entidades que defendem a proteína animal. Um dia. Não é uma coisa tão súbita pelo seguinte: bovinos têm características muito diversas. Já nós (Ubabef e Abipecs) estávamos numa proximidade maior, num diálogo com as mesmas empresas. Então tudo acabou convergindo. Mas até mesmo o pessoal do setor bovino admite iniciar uma conversa. Porque no Brasil a profusão de entidades pode ser negativa no seguinte aspecto: é ruim quando duas entidades que representam o mesmo setor não falam a mesma língua. E o que nós temos hoje é unidade. Nós falamos a mesma língua. Eu acho que um dia haverá a fusão das entidades que defendem a proteína animal Acompanhamos recentemente na Tecno Food Brazil/Mercoláctea 2014 a necessidade do Brasil de agregar mais processamento aos produtos de proteína animal oferecidos ao mercado mundial. Nesse contexto, que iniciativas a ABPA vislumbra a curto e médio prazo para ajudar a fomentar a indústria? Essa é uma bandeira que tenho empunhado há anos, desde a criação da antiga Ubabef. Nesse sentido, dentro de nossa estrutura desenvolvemos uma série de iniciativas com este foco, como o nosso Núcleo de Inteligência Competitiva (NIC), que tem o exato objetivo de levantar nichos e mercados para explorarmos no setor internacional, melhorando a rentabilidade por várias vias entre elas, pelo embarque de produtos processados. Trata-se de um trabalho de inteligência de mercado, onde estratégias e oportunidades são desenhadas. Ao mesmo tempo, temos investido esforços para a abertura e expansão em mercados onde poderemos ter uma boa penetração de produtos com maior valor agregado. A crise geopolítica com a Ucrânia pode tornar o mercado russo, que tem a fama de ser um cliente difícil, mais aberto para a exportação brasileira? Nós jamais torcemos por guerra, mas politicamente a crise na Ucrânia pode ter beneficiado o Brasil, sim. Acho que a Rússia será um mercado que vai se abrir ao Brasil de forma mais intensa porque hoje, em tese, ela está eliminada do G8 pelos Estados Unidos e pela Europa. Eles têm que comprar, têm que se suprir de proteína animal. Como o senhor avalia a escolha de Neri Geller para comandar o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento? O Neri Geller é um grande conhecedor do agronegócio e parceiro das cadeias agroindustriais. É o perfil de ministro que o Brasil precisa, com conhecimento técnico e setorial do nosso agro. A escolha do nome de Neri Geller para o ministério não poderia ter sido mais feliz. Pode-se dizer que a ABPA nasce com mais peso de reivindicação junto ao governo brasileiro? A ABPA nasce com maior força institucional, juntamente com todos os benefícios agregados que isso pode trazer. Uma delas é a força de reivindicação, assim como a uniformização dos pleitos para a busca de resultados equânimes, que beneficie a todos os elos. A ABPA é uma força maior junto aos vários elos de articulação com a sociedade, seja o Poder Público, autoridades internacionais ou mesmo representações setoriais. sindiavipar.com.br 15

16 Logística Foto: Agrostock Gargalo já na armazenagem As limitações dos problemas de logística no Brasil existem desde a estocagem da produção Exportar frango para o mercado externo é uma tarefa complexa, que envolve armazenagem, transporte e escoamento. É comum que produtores reclamem de deficiências que não dependem deles, como em rodovias e terminais marítimos. No setor avícola, como em outros, sai na frente quem conta com boa estrutura logística. Por essa razão, uma das empresas mais competitivas do ramo ocupa o 3º lugar no ranking nacional de abates sem tocar em um pintainho sequer. O nicho da Unifrango, criada há 13 anos em Apucarana-PR, é outro. Fundada por empresas produtoras de frango justamente para suprir demandas de armazenagem frigorificada, se especializou e investe pesado no setor. Conta hoje com 19 acionistas, entre abatedouros e incubatórios. Como reconhece Hudson Silveira, um dos gerentes da Unifrango, é uma carência generalizada. Falta sim espaço de armazenagem, no Sul e em outras regiões do Brasil, afirma o representante. O Centro de Distribuição (CD) da companhia, segundo Silveira, tem capacidade atual para 9 mil toneladas. Já está acima da média brasileira, mas ainda é considerada insuficiente. Estamos projetando um espaço que deverá suportar 24 mil toneladas, conta. Um dado curioso mostra como a limitação de armazenamento não afeta apenas a indústria avícola. Segundo a Unifrango, apenas 30% do espaço do CD em Apucarana são utilizados pelos acionistas. O restante é ocupado por outras empresas, não avícolas, que não têm local próprio para estocar a produção. Bovinos, suínos, ovinos e caprinos, todos carecem de abrigo em frigoríficos. Demanda atrasa outras prioridades A competitividade do frango brasileiro, assim como de outros itens de proteína animal e também da agricultura, cresce conforme aumenta o valor agregado dos produtos. Investimentos na agroindústria, por esse motivo, não devem ser deixados de lado. Mas a necessidade urgente de ampliar a capacidade de armazenagem acaba por atrasar essa demanda, segundo especialistas. Um cálculo da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) aponta que as empresas do estado somaram R$ 2,1 bilhões de investimentos em Deste montante, porém, apenas 55% foram empenhados em industrialização. O restante foi para armazenagem e outros pontos de logística, uma demanda que não deve parar de cessar tão cedo. Para 2014, o foco ainda deve ser investir em armazenagem da produção, que é algo mais emergencial, explica Flávio Turra, gerente de operações da Ocepar. A organização, que tem contato com as cooperativas, afirma que quase todas ainda têm déficit de capacidade de armazenagem, em maior ou menor escala. 16 sindiavipar.com.br

17 Logística Para além da armazenagem As cadeias produtivas animais e vegetais buscam formas mais inteligentes de fazer a mercadoria chegar até o consumidor. O transporte, conforme reconhece a maior parte dos especialistas, ainda é um grande gargalo. As rodovias não estão totalmente dimensionadas para o fluxo de caminhões, e temos lutado para que as ferrovias cresçam em ritmo mais acelerado, conta Silveira. Empresários do setor avícola do Norte do Paraná atuam junto ao poder público para reivindicar que uma malha ferroviária mais ampla passe pela região, levando tanto aos portos de Paranaguá (PR), Santos (SP) e outros do Sul do país, como também ao interior brasileiro. Além disso, conforme conta o diretor da Unifrango, outros nichos ainda são pouco explorados. O setor produtivo brasileiro ainda tem muito a crescer, por exemplo, na logística pela água. Muita mercadoria poderia circular por rios amplos que correm por várias regiões, afirma. A Unifrango possui, segundo ele, um departamento específico para estudar a viabilidade de novos projetos logísticos. As rodovias, de acordo com analistas, vêm recebendo carga cada vez maior com o crescimento das vendas de numerosos itens da pauta nacional de exportações. Soja e milho, por exemplo, aumentaram a saída para o mercado em 74,6% e 318,0% respectivamente, nos últimos cinco anos. Os dados, da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), mostram que existe uma demanda inadiável por melhorias nas estradas. Os portos também precisam, sim, ganhar em estrutura e agilidade. Mas o escoamento seria mais barato e eficiente simplesmente se houvesse mais investimento em reparos e duplicações nas rodovias usadas pelo negócio agropecuário, exemplifica Natália Orlovicin, economista da consultoria INTL FCStone, de atuação internacional. O Governo Federal confirmou, por exemplo, para 2014 a concessão de um trecho da BR-163, entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), que ainda é de terra batida em boa parte. Concluída, a estrada vai facilitar o acesso aos portos do chamado Arco Norte (Amapá, Pará, Roraima, Amazonas e Acre), que têm ajudado a desafogar o trânsito de mercadorias exportadas no Brasil. **

18 Workshop Workshop da Avicultura Entidades oficializam parceria para fortalecer a avicultura paranaense palestras sobre o mercado, sanidade, bem-estar e nutrição animal. A nossa avicultura conquistou a vanguarda do conhecimento técnico, e o Workshop da Avicultura Paranaense 2014 vem com mais força, sendo uma forma de continuarmos semeando os resultados futuros na busca por novos procedimentos, explica o presidente do Sindiavipar. O evento é dirigido a funcionários das empresas avícolas de todo o Brasil e tem como foco a capacitação técnica da mão de obra industrial da avicultura brasileira. A programação completa e a data para a abertura das inscrições serão divulgadas em breve. A indústria avícola do Paraná acaba de ganhar mais força. O Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) e a Associação Paranaense de Avicultura (Apavi) anunciaram durante coletiva de imprensa a criação conjunta do Workshop da Avicultura Paranaense 2014, um evento voltado à capacitação da indústria avícola com a disseminação de conhecimento técnico a todas as engrenagens do setor. A primeira edição será realizada no dia 24 de outubro deste ano, em Foz do Iguaçu (PR). A parceria é uma aproximação entre as duas entidades representativas da avicultura paranaense, que juntas abrangem as cadeias do frango de corte, matrizes de reprodução e as aves de postura. Esse esforço conjunto entre o Sindiavipar e a Apavi é um primeiro passo para trazer mais sinergia ao nosso setor, construindo uma representatividade ainda mais sólida para a indústria avícola, afirma o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins. O presidente da Apavi, Claudio Cesar Casagrande, corrobora a opinião de Martins. O Workshop da Avicultura Paranaense 2014 vai selar a parceria entre a Apavi e o Sindiavipar, trazendo mais benefícios para esse segmento econômico tão importante para o estado e o País, pontua. O evento dará continuidade ao sucesso do Workshop Sindiavipar, com Patrocínio Você pode disseminar sua marca para todo o setor avícola sendo patrocinador do Workshop da Avicultura Paranaense Para mais informações, entre em contato pelo 18 sindiavipar.com.br

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20 Agroindústria pede mais Estudos sugerem que o potencial inexplorado ainda é enorme, e o assunto deve ser prioridade na economia nacional O primeiro Censo Industrial do Brasil, realizado em 1907, apontou a existência de 3 mil indústrias. Eram principalmente fábricas de tecidos, carne-seca e cigarros, entre outras áreas rudimentares. Mais de um século depois, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o número de indústrias é superior a 483 mil. O poder de fogo do país no setor é demostrado no campo e na cidade. Mas será que já estamos próximos do nosso limite? Um estudo do mesmo Ipea, publicado em fevereiro, sugere que não. De acordo com o pesquisador Gesmar Rosa, que conduziu o trabalho, o poder multiplicador da agroindústria sobre os bens agropecuários, no Brasil, é de três vezes. Isso significa que uma matéria-prima qualquer, seja um pintainho ou um grão de soja, passa a valer o triplo, em média, após ser beneficiada em território nacional. Pode parecer um bom índice, mas nos Estados Unidos esse potencial chega a dez vezes. Por onde ainda é possível, então, buscar crescimento na agroindústria? No ano passado, o Ipea compilou suas sugestões no livro Brasil em Desenvolvimento O capítulo Agroindústria e desenvolvimento: uma análise da distribuição regional e dos efeitos diretos na economia, de Gesmar Rosa, faz uma série de avaliações sobre o assunto e uma recomendação primordial: poder público e iniciativa privada devem ampliar ainda mais o foco na agroindústria. Começando em casa O IBGE apura que o Paraná possui mais de 44 mil indústrias de transformação, das quais 12 mil (27%) são agroindústrias. Costuma-se dizer que o estado tem vocação para o negócio agropecuário, que emprega mais de 256 mil pessoas apenas na indústria. Como todas as outras regiões brasileiras, o escopo agroindustrial paranaense tem alguns pontos fortes, nos quais a produção já é tradicional e lidera rankings nacionalmente. Uma das principais demandas, segundo o estudo do Ipea, é justamente o fomento das especialidades regionais. Na agricultura, principalmente, commodities como a soja e o milho, em boa parte exportadas em estado bruto para a China e a União Europeia, têm ganhado espaço contínuo. O crescimento amplia o faturamento nestas áreas, mas limita a expansão de empreendimentos agroindustriais de menor porte e de atuação localizada, o que a pesquisa considera desaconselhável. A integração de políticas setoriais com as de desenvolvimento regional é um caminho para o desenvolvimento 20 sindiavipar.com.br

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