Estudo Prospectivo Setorial. Automotivo Relatório Final

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1 Estudo Prospectivo Setorial Automotivo Relatório Final

2 Automotivo Relatório Final Brasília Dezembro, 2009

3 República Federativa do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva Presidente Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Miguel Jorge Ministro Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) Reginaldo Braga Arcuri Presidente Clayton Campanhola Diretor Maria Luisa Campos Machado Leal Diretora Samy Kopit Moscovitch Líder de Projeto ii

4 Colaboradores do Estudo Adriano Duarte (MCT); Ali El Hage (Sindipeças); Antonio Nues Jr (ABVE); Antônio Sérgio Martins Mello (FIAT); Aurélio Santana (ANFAVEA); Adenides Esteves de Matos (Usiparts S/A Sistemas Automotivos); Alencar Silva (Plascar); Arnaldo Guido (Sindipeças); Besaliel Botelho (BOSCH); Caio Moraes (Press Consultoria); Carla Fontana (Informativo FIEP/CNI IEL); Carlos Alberto Pereira (DHB); Carlos Augusto Moraes (CGEE); Celso Aragachoy (MWM Motores); Ceres Cavalcanti (CGEE); Cláudia Banús (ANFAVEA); Cláudio Borges (APEX); Cláudio Vaz (Sindipeças); Dan Ioschpe (Ioschpe); Darin Kim (autor foto capa EPS-Automotivo); Dario Sassi Thober (Inst. VonBraun); Decio del Debbio (Daimler); Demétrio Filho (CGEE); Dib Karam (VSESA); Elaine Michon (CGEE-Eventos); Elso Alberti (vsesa); Elyas Medeiros (CGEE); Eude Oliveira (FORD); Fabián Yaksic (ABINEE); Fabio Braga (SAE Brasil); Flavia Consoni (UNICAMP); Flávio Campos (DELPHI); Flavio Gussoni (Magneti Marelli); Francisco Emilio Baccaro Nigro (IPT/SP); Francisco Galvão (EMBRAER); George Rugitsky (SINDIPEÇAS); Giancarlo Mandelli (DHB); Gilmar do Amaral (ABIPLAST); Hilton Spiler (BOSCH); Igor Carneiro (CGEE); Jayme Buarque de Holanda (INEE); João Alecrim Pereira (FORD); João Catapani Neto (Keko Acessórios S/A.); João Filho (FORD); José Antônio Silvério (MCT); José Carlos Pacovski (Formtap Indústria e Comércio S/A); José Farat (Embraer); José Luiz Albertin (SAE-Brasil); José Parro (AEA); Kleber Alcanfor (CGEE Consultas); Lélio Filho (CGEE); Leo Katsumoto (IVM-Automotive); Leonildo Bernardon (Controil Freios); Lilia Miranda (CGEE); Lilian Brandão (CGEE); Luc de Ferran (Luc de Ferran Consultoria); Luis Cassinelli (Braskem); Luís Fernando Figueira da Silva (PUC-RIO); Luis Paulo Bresciani (ABDI); Luiz Carlos Mandelli (DHB); Luiz Carlos Peluzzo (Visteon Automotive System); Luiz Carlos Pereira (SINDIPEÇAS); Magda Correa Moreira (MDIC); Marcelo Borja (FIAT); Marcelo Debien (PST Eletronics S/A); Marcelo Martin (VW); Marcelo Poppe (CGEE); Marcelo Ribeiro (Sindipeças); Marcelo Rodrigues Soares (CPFL); Marcia Tupinambá (CGEE Informação); Marco Hochreiter (Motor Press Brasil); Maria de Fátima Rosolem (CPQD); Mario Farah (SAE Brasil); Mario Sérgio Salerno (USP); Mauro Ribeiro Júnior (Inst. VonBraun); Mauro Simões (VW); Max Mauro Dias Santos (VOLVO); Mayra Oliveira (CGEE); Merheg Cachum (ABIPLAST); Miriam Machado Zitz (SEBRAE); Monika von Stabel (Oliver Wyman Consulting Gmbh); Orlando da Mota Pavan (Sabó Indústria e Comércio de Autopeças Ltda.); Orlando Strambi (USP); Osmar Rodrigues (UNESP); Patricio Rodolfo Impinnisi (LACTEC); Paulo Braga (Automotive Business); Paulo Cardamone (CSM Automotive); Paulo Cesar Amaral Maluf (Metalpó Indústria e Comércio Ltda.); Paulo Cicconi (Mangels Indústria e Comércio Ltda.); Paulo Emilio Dias Varante (Fras-Le S/A); Paulo Fernando Isabel dos Reis (PETROBRAS); Paulo Sérgio Coelho Bedran (MDIC); Paulo Sotero (ANFAVEA); Paulo Varante (FRAS-LE); Paulo Zawislak (UFRGS); Priscilla Matos (CGEE); Raul Fernando Beck (CPQD); Raul Sturari (Instituto Sagres); Reinaldo Dias Ferraz de Souza (MCT); Renato Romio (Instituto Mauá de Tecnologia); Ricardo Muneratto (FORD); Richard Sabah (APEX); Ricardo Takahira (Magneti Marelli); Rogelio Golfarb (FORD); Rogerio Vollet (GM); Rosana Pauluci (CGEE); Rosilene Silva (Sindipeças); Rodrigo Teixeira (CNI); Rodrigo Vilela Cecílio (Sabó Indústria e Comércio de Autopeças Ltda.); Rudolf Buhler (IBS); Sebastião Cardoso (VSESA); Tadeu Cavalcante C. de Melo (PETROBRAS); Thales Lobo Peçanha (Combustol); Thor Windbergs (BOSCH); Tiago Ferreira (BNDES); Tulio Coletto (BOSCH); Valter Pieracciani (Pieracciani); Vinícius Romualdo (CGEE); Vinícius Romero (AUTODATA); Virgilio Cerutti (Magneti Marelli); Willian Mufarej (Sindipeças). iii

5 SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS... 3 LISTA DE QUADROS... 5 LISTA DE SIGLAS... 6 SUMÁRIO EXECUTIVO INTRODUÇÃO PERCEPÇÃO DE LIDERANÇAS DO SETOR TENDÊNCIAS DO SETOR AUTOMOTIVO CENÁRIOS FUTUROS (2022 e 2034) Cenário 1 Brasil Importador Cenário 2 Dinâmico como Sempre Cenário 3 Entre os Líderes OPORTUNIDADES DO SETOR Novos Materiais Eletrônica Integrada Produção Limpa Tecnologias de Redução de Peso e Tamanho Tecnologias de Propulsão Híbridas / Elétrica / Alternativas PRIORIZAÇÃO DAS OPORTUNIDADES TECNOLÓGICAS MAPA TECNOLÓGICO Detalhamento Tecnológico Veículos a Combustão Veículos Elétricos Priorização das Linhas Tecnológicas MAPA ESTRATÉGICO Análise SWOT Visão de Futuro Objetivos e Ações Estratégicas

6 9. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Apêndice I Entidades e Membros do Comitê Gestor Apêndice II Relatório da Pesquisa Percepção de Lideranças Apêndice III Ferramenta da consulta eletrônica e resultados da Pesquisa Avaliação do Grau de Relevância das Tendências Apêndice IV Participantes da 1ª Oficina Identificação de Oportunidades Apêndice V Timeline História do Futuro do Setor Apêndice VI Ferramenta de Consulta e Resultados da Análise de Cenários Apêndice VII Participantes da 2ª Oficina Mapa Tecnológico Apêndice VIII Ferramenta da Pesquisa sobre as Linhas Tecnológicas Apêndice IX Participantes da 3ª Oficina Mapa Estratégico Apêndice X Histórico de Eventos do Estudo Prospectivo

7 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Etapas e produtos desenvolvidos no Estudo Prospectivo do Setor Automotivo Figura 2 Influência das tendências em um dado setor Figura 3 Variáveis e suas alterações na elaboração dos Cenários em 2022 e Figura 4 Mapa Tecnológico Veículos a Combustão Figura 5 Mapa Tecnológico Veículos Elétricos Figura 6 Ilustração transversal do motor à combustão Figura 7 Cana de açúcar tropical voltada para a produção de combustível Figura 8 Carros da Fórmula 1 já utilizam a tecnologia KERS Figura 9 Carro conceito, Concurso de Design da Volkswagen Autor: Carlos Cananéia, UNESP-Bauru Figura 10 Aplicação de interfaces veículo-rede elétrica Figura 11 Ilustração do veículo híbrido, apresentando o motor elétrico, gerador, bateria e tanque de combustível a petróleo Figura 12 Ilustração da roda elétrica Figura 13 Ilustração do conceito de Smart Grip Figura 14 Matriz de Priorização de Linhas Tecnológicas de Propulsão Veículos a Combustão Figura 15 Matriz de Priorização de Linhas Tecnológicas de Propulsão Veículos Elétricos Figura 16 Matriz SWOT Figura 17 Mapa Estratégico Desenvolvimento da Propulsão para Veículos a Combustão Figura 18 Rotas Estratégicas nas dimensões de Mercado, Investimento e Infraestrutura Político-Institucional para o Desenvolvimento da Propulsão para Veículos a Combustão Figura 19 Rotas Estratégicas nas dimensões de Tecnologia, Talentos e Infraestrutura Física para o Desenvolvimento da Propulsão para Veículos a Combustão Figura 20 Mapa Estratégico Desenvolvimento da Propulsão para Veículos Elétricos

8 Figura 21 Rotas Estratégicas nas dimensões de Mercado, Investimento e Infraestrutura Político-Institucional para o Desenvolvimento da Propulsão para Veículos Elétricos Figura 22 Rotas Estratégicas nas dimensões de Tecnologia, Talentos e Infraestrutura Física para o Desenvolvimento da Propulsão para Veículos Elétricos

9 LISTA DE QUADROS Quadro 1 Variáveis e suas alterações nos Cenários de 2022 e Quadro 2 Variáveis e suas alterações nos Cenários de 2022 e Quadro 3 Variáveis e suas alterações nos Cenários de 2022 e Quadro 4 Priorização de Linhas Tecnológicas de Propulsão Veículos a Combustão Quadro 5 Priorização de Linhas Tecnológicas de Propulsão Veículos Elétricos Quadro 6 Descrição das Dimensões da matriz SWOT Quadro 7 Análise SWOT Motores à Combustão (entre parêntesis, no final de cada característica SWOT, encontra-se a dimensão mais relacionada a ela, segundo a definição do quadro 6) Quadro 8 Análise SWOT Motores Elétricos (entre parêntesis, no final de cada característica SWOT, encontra-se a dimensão mais relacionada a ela, segundo a definição do quadro 6)

10 LISTA DE SIGLAS ABVE ABDI AEA ANFAVEA APEX BNDES CGEE CONAMA CPFL CPqD ECE EMTU EUA Finame FINEP FOB GEF GEIA GM GNV IBAMA IBGE ICMS II IMP INEE IPI IPT IQA ISO JIS LACTEC Associação Brasileira do Veículo Elétrico Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial Associação Brasileira de Engenharia Automotiva Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Centro de Gestão e Estudos Estratégicos Conselho Nacional do Meio Ambiente Companhia Paulista de Força e Luz Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações Economic Commission for Europe Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos Estados Unidos da América Financiamento de Máquinas e Equipamentos Financiadora de Estudos e Projetos Free on Board Global Environment Facility Grupo Executivo da Indústria Automotiva General Motors Gás Natural Veicular Instituto Brasileiro do Meio Ambiente Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços Imposto sobre Importação Importação Instituto Nacional de Eficiência Energética Imposto sobre Produtos Industrializados Instituto de Pesquisas Tecnológicas Instituto de Qualidade Automotiva International Organization for Standardization Just in Sequence Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento 6

11 MDIC Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior MERCOSUL Mercado Comum do Sul MP Medida Provisória NCM Nomenclatura Comum do MERCOSUL NHTSA National Highway Traffic Safety Agency OEM Original Equipment Manufacturer OICA Organisation Internationale des Constructeurs d Automobiles OMC Organização Mundial do Comércio ONU Organização das Nações Unidas OSCIP Organização da Sociedade Civil de Interesse Público P&D Pesquisa e Desenvolvimento PAAPE Programa de Apoio a Pesquisa em Empresas PBT Peso Bruto Total PDP Política de Desenvolvimento Produtivo PIA Pesquisa Industrial Anual PIB Produto Interno Bruto Pintec Pesquisa de Inovação Tecnológica PIS Programa de Integração Social PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PROCONVE Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores RAIS Relação Anual de Informações Sociais RENAVAM Registro Nacional de Veículos Automotores SAE-Brasil Society of Automotive Engineers Seção Brasil SECEX Secretaria do Comércio Exterior SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial SINDIPEÇAS Sind. Nacional da Ind. de Componentes para Veículos Automotores SUV Sport Utility Vehicle TNC Empresas Transnacionais TPS Toyota Production System TRIM Trade Related Investment Measures UNECE United Nations Economic Commission for Europe UNICAMP Universidade Estadual de Campinas USP Universidade de São Paulo 7

12 SUMÁRIO EXECUTIVO Este documento tem como objetivo principal apresentar o Estudo Prospectivo Setorial EPS para o setor Automotivo, encomendado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) junto ao Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). A indústria automotiva é uma das mais internacionalizadas cadeias produtivas que se conhece e o Brasil tem ganho, nos últimos anos, uma relevância gradativa neste setor, seja pelo potencial de seu mercado, seja por uma competência tecnológica que pode ser considerada a maior entre os países que não possuem montadoras nacionais de porte. Ocorre, porém, que a ameaça representada pela indústria chinesa, coreana e de países do leste europeu por exemplo, obriga o país a pensar em estratégias e ações que reposicione o setor automotivo tanto nos aspectos ligados diretamente à produção como no que diz respeito à ampliação da capacidade de projetar produtos e sistemas com condições de se impor nos mercados de produtos voltados para as condições brasileiras e aqueles semelhantes à nossa. O presente documento parte de um diagnóstico do setor automotivo que contempla uma análise detalhada sobre os fatores que condicionam sua estrutura industrial, bem como a dinâmica competitiva e inovadora dos agentes produtivos que integram a cadeia automotiva no Brasil e no mundo. O estudo busca sinalizar tendências e questões relevantes para a formulação de estratégias com vistas ao aumento da competitividade do setor para os próximos 25 anos. Em função do porte e da complexidade da cadeia automotiva brasileira, e tendo em vista os resultados do diagnóstico inicialmente desenvolvido pela equipe do CGEE no Panorama Setorial, as empresas brasileiras de autopeças foram escolhidas como foco principal da discussão sobre objetivos e ações estratégicas para o setor. Pelo fato das empresas de autopeças concentrarem-se nos elos finais da cadeia e serem, em grande parte, dependentes das estratégias globais e regionais definidas pelas grandes montadoras e sistemistas que atuam no país, as inter-relações entre estas e as autopeças nacionais não foi de forma 8

13 alguma relegada a um segundo plano, sendo consideradas durante todo o transcorrer dos trabalhos. O setor de autopeças no Brasil tem um parque de 650 empresas na base do Sindipeças 1, distribuídas em 11 dos 26 estados brasileiros. Tem faturamento da ordem de US$ 36 bilhões (2007) e emprega 217 mil pessoas. No ano de 2007 exportou US$ 9,1 bilhões e importou US$ 9.2 bilhões. Representa cerca de 5% do PIB industrial do país. Atende majoritariamente às montadoras (63,4% do faturamento), seguido pelo mercado de reposição (12,5%) e exportação (16,5%). A partir dos anos 90, com a reestruturação produtiva ocorrida no setor automotivo, houve a entrada de novos players estrangeiros, com a instalação de novas empresas no país ou com a aquisição total ou de parte do capital de empresas aqui já instaladas. Como resultado, em 2007, 57,6% das empresas possuíam capital nacional; já em 1997 esse número era de 69,1%. Em relação ao faturamento, 85,3% pertence a empresas com capital 100% ou majoritariamente estrangeiro, o que mostra como neste setor tem crescido a importância das empresas multinacionais. Em linhas gerais, o desenvolvimento deste estudo envolve três etapas complementares que inclui: i) a elaboração de um Panorama do Setor Automotivo; ii) a identificação de tendências, cenários futuros e oportunidades; e iii) a definição de mapas tecnológicos e estratégicos, que devem pautar a adoção de ações de políticas públicas para aumentar a competitividade global do setor. Todas as etapas do trabalho foram validadas por um grupo denominado Comitê Gestor, composto por diversos membros governamentais, empresariais e entidades de classe (Apêndice I). No que diz respeito ao Panorama Setorial, segue um resumo dos itens apresentados em detalhe a seguir: O item Introdução faz um retrospecto da indústria automotiva brasileira vis a vis o cenário mundial, enfatizando os principais movimentos de mudança da estrutura de mercado e produção ocorridos desde os seus 1 De acordo com a Pesquisa Industrial Anual (PIA), 1 realizada pelo IBGE, m 2005, as autopeças somavam unidades locais (ULs) no Brasil e empregavam pessoas. 9

14 primórdios, no início do século passado. Na seqüência é feita uma retrospectiva das modificações nas relações de fornecimento ocorridas a partir dos anos 90 no Brasil, década marcada pela entrada maciça de investimentos em novas plantas e novos players e pela introdução principalmente nestas plantas de arranjos produtivos inéditos em nível global, caso do consórcio modular da planta da Volkswagen em Resende, RJ. O item Investimentos procura analisar a dimensão financeira da inovação, incluindo; investimento em P&D, qualidade e o volume de investimentos realizados pelas principais empresas do setor. Em particular, investimentos em aquisições e fusões são citados e comentados, a partir da constatação de que o processo de redução do número dos principais players do setor ainda está em curso e, com o advento da recente crise financeira de 2008, tende a se intensificar ainda mais. A tendência de se terceirizar processos é uma das respostas das empresas no sentido de reduzir a necessidade de maiores investimentos em determinados processos; estas iniciativas por outro lado não são isentas de novos riscos; por exemplo, questiona-se hoje até que ponto as principais fornecedoras das montadoras poderão se tornar elas mesmas montadoras e líderes da cadeia no futuro, uma vez que crescentemente influenciam decisões chave os processos de inovação de produtos lançados pelas montadoras. No item Infraestrutura político-institucional são brevemente descritas e comentadas as iniciativas de política industrial relacionadas ao setor automotivo brasileiro. Em particular são abordadas a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), lançada em 2008, a Lei da Inovação e a Lei do Bem decretadas pelo atual governo entre 2004 e 2005, bem como iniciativas específicas para o setor, caso de uma linha de financiamento do BNDES voltada para atividades e recursos físicos ligados à engenharia de novos produtos. Também são apresentados os 10

15 marcos regulatórios (técnicos e comerciais) do setor, bem como as estruturas para cooperação entre os principais atores da inovação. O item 5 reserva espaço para a discussão da questão tecnológica do setor. Aqui optou-se por fazer uma discussão que julga-se fundamental: quais são os fatores que poderão atrair para o país um volume e principalmente uma qualidade maior de atividades de engenharia de novos produtos? Quais elementos são necessários para o processo do desenvolvimento tecnológico, que inclui: pesquisa e desenvolvimento, aquisição e transferência de tecnologias-chave para aplicação comercial? O pressuposto é que o Brasil é um dos países que, embora não sedie empresas líderes em nível global no setor apresenta uma razoável competência tecnológica que, caso possa ser desenvolvida em maior escala, traria benefícios importantes não só campo tecnológico como também no que se refere a aumento do fornecimento de produtos e sistemas a partir do tecido industrial local, com conseqüência altamente favorável do ponto de vista macroeconômica e social. O conceito de sede de projeto é apresentado e discutido para reforçar a conclusão acima. Este item ainda é alvo de uma discussão que envolve fortemente a questão tecnológica, a necessidade de investimentos e o futuro das inovações do setor: a sustentabilidade ambiental. Para Talentos faz-se uma retrospectiva analítica do perfil profissional e do aparelho formador de recursos humanos voltados para o setor automotivo. Aborda-se a questão da engenharia em particular, um dos pontos que - para muitos especialistas configura-se atualmente como um gargalo do setor, não só no Brasil, mas em nível mundial. Procurase também citar e comentar sobre os cursos de capacitação e especialização existentes no setor, bem como sobre as instituições chave neste campo. O item Infraestrutura física para inovação aborda e analisa estruturas físicas que apóiam os inovadores, incluindo redes de informação, transporte, saúde, energia, os laboratórios e a sua relação com as 11

16 empresas do setor (contratos, serviços, interações em geral), particularmente no que se refere aos processos de inovação que ocorrem nas empresas. Como o Brasil não sedia matrizes de empresas do setor, parte significativa da pesquisa não é feita no país; no entanto há atividades de desenvolvimento que de fato já ocorrem em empresas aqui instaladas e, desta forma, há espaço para maior desenvolvimento da infraestrutura física voltada para a inovação. A partir da discussão dos resultados do Panorama do Setor Automotivo, a ABDI, em conjunto com o CGEE, houve por bem focar o segmento das empresas brasileiras de autopeças. Desta forma, tanto a discussão das perspectivas do setor bem como a elaboração dos Mapas Tecnológico e Estratégico tem como pressuposto priorizar o tratamento destas empresas. As seguintes atividades foram desenvolvidas no Estudo de Perspectivas do Setor Automotivo: Levantamento da Percepção de Lideranças do Setor Automotivo; Levantamento e análise das Tendências relativas ao Setor Automotivo; Realização da 1ª Oficina de Trabalho do Estudo Prospectivo. A oficina se consistiu de uma reunião com a participação de representantes de empresas-chave do setor de autopeças, entidades de classe, BNDES e ABDI. Durante esta oficina, foram gerados Cenários Futuros para os anos de 2022 e 2034; Identificação de Oportunidades Tecnológicas para o setor de autopeças por meio de consulta online. Definição pelo Comitê Gestor da Oportunidade Tecnológica, considerando as oportunidades analisadas no item anterior, com vistas a orientar as iniciativas de políticas públicas de apoio ao setor, a saber em: Tecnologias de propulsão (híbridos, elétricos, etc.), considerando desenvolvimentos complementares para redução de tamanho, peso e consumo energético. 12

17 Realização da 2ª Oficina de Trabalho do Estudo Prospectivo, onde especialistas do setor, a partir da metodologia proposta pelo CGEE e sob a sua coordenação, desenvolveram o Mapa Tecnológico com o detalhamento das tecnologias mais relevantes a serem desenvolvidas pelo setor nos próximos 25 anos, dentro da Oportunidade Tecnológica selecionada. Análise e priorização das Linhas Tecnológicas mais importantes para a competitividade do setor de autopeças nacional por meio de consulta online. Realização da 3ª Oficina de Trabalho do Estudo Prospectivo, onde os participantes da Oficina anterior, mais membros do Comitê Gestor, a partir da metodologia prospectiva, desenvolveram a Visão de Futuro e o Mapa Estratégico para o foco do estudo: Tecnologias de propulsão (híbridos, elétricos, etc.), considerando desenvolvimentos complementares para redução de tamanho, peso e consumo energético. Os mapas estratégicos e tecnológicos apresentados neste relatório visam propor subsídios para a formulação e implementação de programas e políticas públicas que possam vir a fortalecer a competitividade global do segmento de autopeças nacionais para os próximos 25 anos contemplando a seguinte Visão de Futuro para o Ano 2034: Consolidar a inserção do setor de autopeças no mercado global, reforçando sua capacidade de desenvolvimento e aplicação de novas soluções visando eficiência, confiabilidade e sustentabilidade de produtos e processos, de forma a atender de maneira competitiva o mercado local e outros semelhantes, aproveitando vantagens geopolíticas e de recursos naturais brasileiros. Os mapas apontam uma séria de oportunidades, mas também vários desafios a serem enfrentados pela indústria brasileira de autopeças para que a visão de futuro seja atingida, especialmente no que se refere aos impactos que o desenvolvimento tecnológico, notadamente quanto às tecnologias de propulsão, podem trazer ao setor. Com base no conjunto de evidências discutidas ao longo 13

18 do estudo apresenta-se a seguir uma síntese das principais recomendações, que visam a auxiliar na formulação e implementação de programas e ações específicas que venham a fortalecer a sustentabilidade e a competitividade do setor no horizonte dos próximos 25 anos ( ): Aumentar a competitividade de curto prazo no setor, sob risco de uma presença cada vez maior de autopeças importadas sendo introduzidas nos veículos fabricados no Brasil. Aumentar a qualidade e a oferta de talentos para o setor, especialmente no que se refere aos aspectos ligados ao Desenvolvimento e Gestão da Inovação Tecnológica. Prospectar, dentro do universo das autopeças nacionais, quais competências existem e quais devem ser desenvolvidas dentro das tecnologias críticas elencadas neste trabalho. Especificamente, seria importante tentar identificar como o desenvolvimento das tecnologias de propulsão, notadamente de motores elétricos, vai impactar na cadeia produtiva hoje existente. Estimular a formação de spin-offs e de outros tipos de empresas de base tecnológica, que atendam às demandas de desenvolvimento das tecnologias de propulsão, especialmente as que se relacionam a motorização elétrica. Estimular a formação de redes entre empresas do setor e de empresas do setor com universidades e institutos de pesquisa como forma de aumentar a competitividade do setor, incentivando a criação e difusão de conhecimentos e formação de alianças que auxiliem a melhorar a posição competitiva global do setor. Finalmente, é importante mencionar que o setor automotivo é um dos setores selecionados no âmbito do programa para fortalecimento da competitividade de complexos produtivos, dentro da Política de Desenvolvimento Produtivo - PDP, lançada em 2008 pelo Governo Federal. Tal programa constitui um dos eixos da política industrial e contempla diversos tipos de incentivos de caráter financeiro, regulatório e de apoio técnico. As iniciativas para o setor 14

19 prevêem a desoneração de investimentos, o apoio ao fortalecimento de engenharia de projeto e recursos para o financiamento do setor de autopeças. As recomendações deste trabalho, acima elencadas, corroboram estas iniciativas, sendo portanto, fundamental que durante a etapa de acompanhamento e implementação deste estudo prospectivo, por parte da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial - ABDI, esteja articulada com as medidas previstas no âmbito da PDP de uma maneira geral. 15

20 1. INTRODUÇÃO O principal objetivo do Estudo Prospectivo Setorial Automotivo consiste na apresentação de um conjunto de objetivos e ações estratégicas que visam à ampliação da competitividade do setor para um horizonte de 25 anos ( ), além de propor um conjunto de recomendações que subsidiem a proposição e elaboração de políticas e ações governamentais para o setor de autopeças de origem nacional. A partir do diagnóstico atual do setor automotivo que contempla uma análise detalhada sobre os fatores que condicionam sua estrutura industrial, bem como a dinâmica competitiva e inovadora do setor no Brasil e no mundo, o estudo busca sinalizar tendências e questões relevantes para a formulação e implementação de um Plano Estratégico com vistas ao aumento da competitividade do setor no horizonte temporal de 25 anos. As etapas do estudo foram validadas por um grupo no projeto denominado Comitê Gestor composto por membros do governo, empresas e entidades de classe, conforme lista apresentada no Apêndice I. Em seguida, o estudo aprofunda a discussão sobre as principais tendências futuras e cenários para o setor automotivo tendo em vista os elementos chave que compõem a competitividade do setor nos próximos 25 anos. A fim de detalhar a análise sobre a Visão de Futuro para o ano 2034 e sobre os Objetivos Estratégicos para o segmento de autopeças nacionais, o estudo apresenta os principais resultados obtidos nas Oficinas de Trabalho realizadas com a participação de especialistas no setor. Finalmente, com base no panorama setorial e na síntese das perspectivas setoriais, bem como nos comentários e recomendações de especialistas do setor e contribuições do Comitê Gestor, este relatório apresenta o detalhamento dos mapas tecnológico e estratégico para o segmento escolhido. O relatório encontra-se estruturado da seguinte forma. Após esta breve introdução, a seção seguinte apresenta as perspectivas futuras do setor a partir 16

21 de dois eixos de análise. O primeiro está baseado nas percepções de lideranças do setor automotivo e centrado na análise de tendências futuras, enquanto o segundo baseia-se nos resultados de Oficinas de Trabalho com especialistas e representantes da indústria de autopeças, e apresenta uma visão sobre as tendências, possíveis cenários futuros nos próximos 25 anos, bem como oportunidades tecnológicas para o setor. A terceira seção apresenta os resultados do estudo prospectivo a partir da apresentação e detalhamento dos Mapas Tecnológico e Estratégico elaborados nas respectivas Oficinas de Trabalho. A quinta e última seção destaca um conjunto de recomendações que visam auxiliar na formulação e implementação de programas e ações específicas para fortalecer a sustentabilidade e a competitividade do setor de autopeças nacionais no horizonte dos próximos vinte e cinco anos ( ). As etapas e os produtos do Estudo Prospectivo são resumidos na Figura 1, a seguir. Figura 1 Etapas e produtos desenvolvidos no Estudo Prospectivo do Setor Automotivo. Fonte CGEE 17

22 2. PERCEPÇÃO DE LIDERANÇAS DO SETOR Conforme apresentado na Introdução deste relatório, a metodologia de trabalho do Estudo Prospectivo do Setor Automotivo contemplou a execução de uma pesquisa exploratória com lideranças relevantes do setor no país, com o objetivo de levantar suas percepções sobre fatores-chave que pudessem contribuir para uma melhor discussão acerca do posicionamento das empresas de autopeças nos próximos vinte e cinco anos. As informações levantadas foram utilizadas como subsídio para geração de cenários durante a Oficina Identificação de Oportunidades. Nesta pesquisa, foram entrevistados executivos das montadoras GM (gerente), FORD (diretor), FIAT (diretor), dos sistemistas Delphi (diretor), BOSCH (vice-presidente) e Magneti Marelli (presidente e diretor comercial). Também foram ouvidos representantes de Associações do setor, como a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva - AEA (presidente), a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores ANFAVEA (vice-presidente) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo - CIESP (ex-presidente). Além destes, o consultor Luc de Ferran 2 também foi entrevistado. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas, com perguntas abertas e agrupadas nos seguintes temas: Mercado, Tecnologia, Incentivos, Políticas Públicas, Competências e Talentos. A seguir, será feito um sumário das principais conclusões sobre cada tema abordado. O relatório completo da pesquisa encontra-se disponível no Apêndice II. Para o tema Mercado, foram elaboradas as seguintes questões com o objetivo de captar a percepção dos líderes sobre o mercado nacional, regional e global atualmente e nos próximos 25 anos: 1) Na sua visão, quais são os fatores que movem a política de desenvolvimento, produção e inserção nos mercados 2 Luc de Ferran foi mentor de uma série de automóveis FORD, entre eles o Corcel II, Del Rey, Pampa, Escort, Fiesta, Ka, Courrier, Escort XR3 e EcoSport e o motor Rocan. É engenheiro pela Escola Politécnica da USP e pai de Gil de Ferran, campeão de Indianápolis na Fórmula Indy. 18

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