III Encontro Nacional de BIC s

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1 de BIC s de BIC s Decorreu a 18 de Maio, em Abrantes, num hotel com uma vista magnífica para a Barragem de Castelo de Bode o 3º Encontro de BIC s (Business Innovation Centers Portugueses). Neste encontro foram apresentadas as estratégias, oportunidades e desafios que se colocam à sociedade portuguesa, no desenvolvimento integral do potencial dos seus recursos endógenos. Editorial Patrícia Caires, Vice-Presidente da BICS Antes de mais, queria em nome da BICS, Associação dos Centros de Empresa e Inovação Portugueses, dar-vos as boas vindas a este evento que é o 3ª Encontro de BICs sob o tema: Inovação & Empreendedorismo - A base do sucesso dos Territórios Ganhadores. Vou abordar três tópicos actuais e fundamentais para o nosso desenvolvimento social e económico e para o posicionamento dos Centros de Empresas e Inovação e consequentemente a sua associação, BICS: A obrigatoriedade do crescimento e da competitividade A educação, inovação e empreendedorismo O Investimento Directo Estrangeiro continua na página 4. 1

2 Sessão de Abertura com a presença do Sr. Secretário de Estado da Administração Local e da Reforma Administrativa e da Presidente da Câmara Municipal de Abrantes Em particular o Sr. Secretário de Estado da Administração Local e da Reforma Administrativa, Eng. Paulo Júlio, referiu a necessidade de valorizar a agricultura, a floresta a indústria e o turismo, lembrando que há muito para fazer no âmbito do território e valorizando o exemplo de cooperação e sinergia apresentado pela Presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Dra. Maria do Céu Albuquerque, no Médio Tejo. Estratégias de Desenvolvimento Territorial No primeiro painel da tarde foram apresentadas as estratégias de Abrantes e a sua integração e sinergia com todo o Médio Tejo e a Estratégia de desenvolvimento de notoriedade e de estratégia global para a nossa Capital, Lisboa, que ambiciona ser uma das cidades mais competitivas do mundo, como referiu o Diretor Municipal de Economia e Inovação da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. Paulo Soeiro de Carvalho. Políticas de Emprego e Crescimento O segundo painel da tarde abordou as Políticas de Emprego e Crescimento, com quatro intervenções.o Presidente da EBAN (Associação Europeia de Business Angels), Paulo Andrez, apresentou os mecanismos de apoio financeiro às iniciativas empreendedoras, seguido pela Consultora da INTELI, Inês Vilhena da Cunha, que falou dos clusters criativos e a sua importância para a dinamização do empreendedorismo, fixação de talentos, diversificação económica e renovação da competitividade e atratividade dos territórios. O Diretor Geral da BICS, Victor Cardial, deu uma panorâmica sobre os objetivos e processo de dinamização de clusters tecnológicos emergentes e das ações e recursos envolvidos neste projeto apoiado pelo QREN/SIAC, com particular destaque para o Portal Portugal Innovation e o Sub-Portal Portuguese Emergent Tech Clusters. Concluindo a sessão, tivemos oportunidade de ouvir o Gestor do COMPETE, Dr. Franquelim Alves, referir os diversos apoios e programas de apoio ao empreendedorismo e à inovação, destacando a percentagem destes apoios que se destinaram a apoiar novas empresas (33%). 2

3 Admissão de Novos Associados da BICS Newsletter Na Assembleia Geral realizada a 17 de Abril de 2012, em Abrantes, foram admitidos por unanimidade dois novos Associados da BICS: - O IPN - Instituto Pedro Nunes, BIC Coimbra como Associado Efectivo - A B10 - Business Talent Entreprise Network, SA, como Associado Parceiro. Estes dois novos associados vêm reforçar ainda mais a relevância e capacidade da rede de Associados da BICS com efeitos muito relevantes na dinamização do Empreendedorismo, Inovação e Competitividade das start-ups e PME s Portuguesas. IPN-BIC Coimbra Criado em 1991 por iniciativa da Universidade de Coimbra, o Instituto Pedro Nunes (IPN) - Associação para a Inovação e Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia - é uma instituição de direito privado, de utilidade pública, sem fins lucrativos. Missão do IPN é contribuir para transformar o tecido empresarial e as organizações em geral promovendo uma cultura de inovação, qualidade, rigor e empreendedorismo, assente num sólido relacionamento universidade/empresa. Através da sua Incubadora de Empresas, o IPN promove a criação de empresas spin-offs, apoiando ideias inovadoras e de base tecnológica vindas dos seus próprios laboratórios, de instituições do ensino superior, em particular da Universidade de Coimbra, do sector privado e de projectos de I&DT em consórcio com a indústria. B10 A BTEN Business Talent Enterprise Network, nova Associada da BICS, dedica-se aos negócios da inovação empresarial, em sentido lato, atuando em matéria de introdução de novas soluções (serviços/produtos/processos), de abordagem a novos mercados e circuitos de comercialização, de utilização das novas TIC e de sistemas de informação de apoio à gestão modernos e integrados, de otimização organizacional e de processos de melhoria contínua indutores de eficiência e qualidade total, de desenvolvimento da logística e distribuição, de promoção do acesso por parte das empresas a formas de financiamento no exterior e nos mercados locais para onde se internacionalizam e de dinamização de ecossistemas empreendedores. Visita Técnica ao Tagus Valley Durante a manhã, decorreu uma visita técnica ao Tecnopolo de Abrantes Tagus Valley, onde tivemos oportunidade de provar o Melhor Azeite do Mundo e tomar conhecimento das iniciativas e projetos que a OTIC e o LINE, do Instituto Politécnico de Tomar e sediados no Tagus Valley têm vindo a desenvolver com uma taxa de sucesso muito elevada. 3

4 continuação da página 1 A obrigatoriedade do crescimento e da competitividade Neste tempo em que a austeridade e a crise económica praticamente monopolizam a atenção e a opinião, é também o tempo de pensar que existe futuro para lá da crise e que este futuro passa por uma escolha criteriosa das prioridades e dos investimentos, de forma a que o crescimento económico e o aumento de competitividade da economia portuguesa possam inverter este ciclo centrado na austeridade e na recessão. Quando se comparam as capacidades de inovação de Portugal e de outros países europeus, ressalta o paralelismo entre Portugal e a Grécia e o facto de o déficit de inovação destes dois países explicar, em parte, as dificuldades económicas - quer pelas opções de investimento no passado recente, quer pela falta de competitividade das duas economias. Apesar de Portugal ter feito um esforço considerável no aumento do investimento em Investigação e Desenvolvimento Tecnológico, este indicador ainda continua abaixo da média europeia e o sistema de inovação nacional apresenta inúmeras fragilidades: 1) fraco investimento em investigação e desenvolvimento tecnológico por parte das empresas; 2) pouco apoio às entidades que dinamizam a inovação empresarial e o empreendedorismo; 3) e a rede, que deveria ser a base do sistema de inovação, necessita de ser animada e completada: Empresas; Agências de Inovação; Centros de Investigação e Universidades, têm de se articular num quadro coerente, estável e simplificado. É cada vez mais unânime que a porta de saída para a crise está no crescimento através da inovação e da melhoria da produtividade. A educação, a inovação e o empreendedorismo O sucesso desta receita passa, em primeiro lugar por uma educação mais exigente e profissionalizante e pela introdução de uma cultura de trabalho e mérito. No médio prazo, a promoção da inovação e do empreendedorismo são a principal porta de entrada para o novo ciclo económico e deverão ser objecto de incentivos específicos. Em particular, no que diz respeito ao potencial de inovação dos sectores tradicionais, como por exemplo o turismo. A inovação e o empreendedorismo são os facilitadores e reprodutores do esforço de investimento no sistema de investigação e desenvolvimento na medida em que operacionalizam e rentabilizam o conhecimento. Só com estas mudanças culturais, na educação e na promoção da inovação e do empreendedorismo, e com uma profunda alteração das prioridades públicas é que podemos continuar a sonhar o sonho europeu. Paralelamente, considera-se relevante a existência de uma estratégia clara de investigação e desenvolvimento, inovação e empreendedorismo, que eu diria mais clara, mais pormenorizada, devidamente acompanhada por um plano de ação e eficazmente comunicada aos inúmeros players ao nível local, regional e nacional - como os BICs -, pois são estes que conhecem as particularidades locais/regionais. Esta estratégia deverá estar obviamente alinhada com as prioridades da alocação de verbas de apoio para que se faça as coisas acontecerem com o máximo de impacto possível. Os factores de competitividade e o Investimento Directo Estrangeiro A inovação e o empreendedorismo são, claramente instrumentos de longo prazo e que necessitam de ser complementados com políticas de curto prazo que respondam aos problemas de modernização da economia, da criação de emprego e do crescimento económico. No curto prazo, as medidas mais eficazes de aumento da competitividade, passam pelas reformas estruturais já iniciadas e pela nossa capacidade de desenhar quadros credíveis e vencedores na captação de Investimento Direto Estrangeiro. Este permitirá, rapidamente, incorporar know-how organizacional e de mercado e estará em melhor posição para aproveitar o potencial do nosso sistema de investigação e desenvolvimento tecnológico, sendo para tal, e conforme último barómetro de inovação da COTEC, necessário atender a 3 fatores: desburocratização, máquina fiscal eficiente e sistema judicial eficaz. É um caminho de exigência e trabalho, que certamente contará com os BICs em Portugal e na Europa, é um caminho que estará cheio de desafios, sobressaltos e como todos nós esperamos com muitos sucessos! 4

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