des- alinhado É tempo de Natal! Nº 45 DEZEMBRO DE LETRA

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1 alinhado des- Nº 45 DEZEMBRO DE LETRA É tempo de Natal!

2 EDITORIAL Editorial Agostinho Sequeira Guedes Director da ESIC ÍNDICE Ficha técnica Editorial A Escola em Notícia Os Nossos Clubes O Mundo à Nossa Volta Os Nossos Escritores Os Nossos Críticos A Voz dos Pais Quem fala assim Última Página FICHA TÉCNICA Neste Jornal, colaboraram Alunos, Professores, Funcionários, Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Secundária de Inês de Castro. Paginação: Direcção de Comunicação e Marketing. EFEMÉRIDE 20 de Dezembro Dia Internacional da Solidariedade Inês de Castro, um passado com um presente! Naquele tempo, tudo corria ao ritmo das estações do ano! Cada momento simbolizava um estado de coisas que os homens procuravam viver e conservar, aprendendo o caminho da Natureza. Hoje, a vivência humana alterou-se, a agitação é muito forte e o conhecimento disparou. A nossa Inês de Castro, aquela que recebeu o seu nome de rainha, está mais atual do que nunca e, apesar dos pequenos acertos que são aguardados, sente-se bem mais confortável do que em dois mil e sete. Na hora da prestação de contas, todos sentimos que vale a pena investir um pouco de cada um de nós. É aqui, nesta casa, que todos aprendemos o valor e a importância da cidadania! Somos construtores das futuras gerações, por isso, a nossa missão é relevante. O conhecimento é fundamental! Toda a Comunidade deve comungar da ideia de que o que conseguimos fazer em rede, no tempo certo, em prol dos jovens de hoje, vai com certeza refletir-se numa sociedade futura mais exigente e mais feliz. Já é tempo de Natal! Reflitamos sobre as nossas ações e na sua pertinência para a melhoria da sociedade. Votos de festas felizes e de um ano novo 2012 mais suave! 02 03

3 A ESCOLA EM NOTÍCIA A ESCOLA EM NOTÍCIA Assembleia da República - Visita dos Delegados deturma Pedro Simões Assistente Comenius na ESIC Palma Gonçalves Supervisora do Assistente Comenius No dia catorze de novembro de 2011, os Delegados de Turma da nossa escola tiveram a oportunidade de visitar a Assembleia da República, em Lisboa. Por esses dias, a Assembleia andava um pouco agitada, devido ao facto de estar a decorrer o debate, através de comissões organizadas, do Orçamento de Estado para Na nossa visita guiada, tivemos conhecimento de que o edifício da Assembleia fora, em outros tempos, um Mosteiro, o Mosteiro de S. Bento da Saúde. Visitámos o Salão Nobre, a Sala dos Passos Perdidos, a Sala do Senado e a Sala das Sessões; e tomámos conhecimento da importância da Escadaria Nobre. No Salão Nobre, o meu olhar e atenção desviaram-se para as cores das pinturas existentes nas suas paredes, pinturas essas que nos remetem para tempos de Glória ((bem diferentes dos atuais) _ os Descobrimentos. Foi também nesta sala que tirámos uma fotografia com o deputado com assento parlamentar por Vila Nova de Gaia, Dr. Luís Menezes. Prosseguimos a visita e seguimos para a Sala dos Passos Perdidos, assim designada pelo facto de ser o local de espera dos que requeriam entrevista com os deputados. Atualmente, as entrevistas são marcadas através do site da Assembleia da República, evitando tempos de espera muito grandes. Contudo, o nome desta sala ainda se apropria aos jornalistas que esperam e desesperam por obter Visita de Estudo à Região Demarcada do Douro No passado dia 17 de Novembro, a nossa turma e as turmas 1º C e 11ºF realizaram uma visita de estudo ao Douro, no âmbito das disciplinas de Economia, Técnicas de Secretariado e Geografia. A visita teve início pelas 7:30h e a primeira paragem foi em Mesão Frio. Aí, apreciamos a paisagem e tirámos algumas fotografias, a serem incluídas num concurso de fotografia destinado a todas as turmas envolvidas. Seguimos viagem pelas margens do Rio Douro até à Quinta da Pacheca, onde fomos guiados por uma funcionária que fez uma breve resenha da história da quinta e nos mostrou o esplêndido hotel de turismo rural inserido nesse espaço. 04 algumas palavras dos deputados, ministros, líderes de partidos que por lá passam. Seguimos para a Sala do Senado, onde se realizam as reuniões de comissões, colóquios e as sessões do projeto do Parlamento dos Jovens. Contudo, foi na Sala das Sessões que assistimos a parte do debate do Orçamento de Estado na especialidade (neste caso, relativo à área da economia), onde estava presente, entre outros, o ministro Álvaro Santos Pereira. Deixámos a Assembleia saindo pela Escadaria Nobre, por onde transitam, aquando da sua visita ao nosso país, personalidades nacionais e estrangeiras. Os Delegados de Turma à saída da Assembleia, no exercício das suas funções de representatividade Turma 11ºH Esclareceu, ainda, as nossas dúvidas sobre o processo de produção do vinho fino. Fomos almoçar à Escola Profissional do Rôdo e, da parte da tarde, visitámos o Museu do Douro, onde vimos uma exposição sobre o quotidiano das gentes da região e uma recriação da casa de Dª. Antónia Ferreirinha, figura proeminente ligada ao Douro. Por fim, regressámos por Vila Real e pela Serra de Marão. Esta visita foi muito interessante, pois deu-nos a oportunidade de aprender de forma diferente e ficarmos a conhecer o que de melhor se produz no nosso país. No âmbito do Programa Comenius, a Escola Secundária Inês de Castro foi novamente candidata a Escola de Acolhimento de um Assistente. A candidatura foi aceite e a escola recebeu uma assistente turca, Mine Kilci, recémlicenciada em inglês, via ensino, numa universidade do seu país de origem e que nunca exerceu funções docentes. Mas em que consiste o Programa Comenius? Quais são os seus objetivos? O Programa Comenius visa melhorar a qualidade e reforçar a dimensão europeia da educação, desde o ensino pré-escolar ao secundário, bem como dos estabelecimentos e organizações que oferecem esses mesmos níveis de ensino, de modo a atingir todos os intervenientes e agentes da atividade educativa. Tem como objetivos específicos desenvolver o conhecimento e sensibilizar os jovens para o valor das culturas e das línguas europeias e ajudar os jovens a adquirir as aptidões e as competências básicas de vida, necessárias ao seu desenvolvimento pessoal, à sua vida profissional e a uma cidadania europeia ativa. Pretende melhorar e aumentar a mobilidade de alunos e pessoal educativo nos diferentes Estados-membros da EU (não sendo a Turquia um estado membro); incentivar a aprendizagem de línguas estrangeiras modernas; reforçar a qualidade e a dimensão europeia da formação de professores; apoiar a melhoria dos métodos pedagógicos e da gestão da escola. O Programa Comenius inclui dois tipos de ações descentralizadas e, portanto, geridas pela Agência Nacional PROALV - Parcerias e Mobilidades Individuais, sendo esta ultima ação a que se aplica à Assistente Comenius na ESIC. A quem se destina o Programa Setorial Comenius? Destina-se a alunos, escolas, docentes e outro pessoal educativo, da educação pré-escolar ao ensino secundário; futuros professores; estabelecimentos de ensino superior Primeira Caminhada Solidária ligados à formação de professores; pessoas e organismos responsáveis pela organização e oferta de educação a nível local, regional e nacional; serviços de orientação, aconselhamento e informação. O que faz o Assistente Comenius numa Escola de Acolhimento? O Assistente Comenius ensina a sua disciplina, que pode ser qualquer uma do currículo. No nosso caso específico, e de acordo com a sua formação académica, a Assistente colabora com todas as docentes da área disciplinar de inglês na planificação de aulas, assim como na docência, produzindo materiais e instrumentos para a sua prática letiva, melhorando as suas competências, e enriquecendo os seus conhecimentos de línguas estrangeiras. Por outro lado, a sua presença na escola tem um grande impacto junto de toda a comunidade educativa. Em primeiro lugar, porque é oriunda de um país estrangeiro, com uma grande diversidade cultural e diferente do que se encaixa no perfil europeu, pelo que há uma natural curiosidade relativa às suas tradições, costumes e festividades. Por outro lado, o seu impacto junto dos alunos é particularmente interessante: as aulas são mais participadas, os alunos ficam mais motivados e comunicam efetivamente em língua inglesa, tentando vencer os obstáculos inerentes à comunicação numa língua estrangeira, o que é extremamente enriquecedor no contexto da sala de aula, assim como para a melhoria dos seus conhecimentos e das suas competências. Por fim, a Assistente Comenius colabora também em atividades extracurriculares, nomeadamente do Plano Anual da Escola, divulgando informação relativa ao seu país, no que respeita à história, cultura, gastronomia, música, sendo também importante a sua participação em visitas de estudo organizadas pelos diversos departamentos, numa partilha de saber e enriquecimento mútuo. As professoras responsáveis: Carla Alves, Cláudia Fernandes e Carina Veríssimo No passado dia 30 de outubro, decorreu, no âmbito do ginal de Gaia até à Afurada e regresso. projeto Agir Solidário, a 1ª Caminhada Solidária com o Esta iniciativa contou com a presença de várias dezenas mote: Vem caminhar para ajudar!. de participantes da nossa comunidade. Por apenas um euro de inscrição, este evento teve como Conseguimos angariar 118 euros! Obrigada a todos os principais objetivos: incentivar o gosto pela caminhada participantes! como forma de promover a saúde, fomentar o convívio entre os participantes, proporcionar o contacto com a natureza e poder apreciar alguns recantos naturais da nossa orla marítima e, ainda, ajudar famílias carenciadas de Canidelo e Afurada. A concentração foi marcada para as 10 horas no restaurante Ar de Mar e o percurso foi feito ao longo da mar- 05

4 A ESCOLA EM NOTÍCIA A ESCOLA EM NOTÍCIA Happy Halloween As Professoras Maria Fernanda Oliveira e Maria Luisa Ferreira Porto Barroco Ana Cunha, nº3 Daniela Martins, nº8 Jessica Ferreira, nº12 11ºC No passado dia 31 de Outubro, o Clube 7ª Arte passou o filme O Estranho Mundo de Jack. Tendo em consideração a temática do filme e o facto de a data ser coincidente com a celebração do Halloween, a professora Fernanda Oliveira, em colaboração com a docente de História, Maria Luisa Ferreira, procedeu à dinamização das seguintes atividades: decoração do auditório, contextualização histórica e cultural do Halloween, assim como a promoção da língua e respetivo vocabulário alusivo a esta temática, de forma lúdica e pedagógica, através da visualização de um PowerPoint. Promoveu-se a interação com os alunos em termos de conhecimentos, uma vez que, à medida que iam aparecendo as imagens, os alunos eram questionados relativamente ao vocabulário. Procurou-se, também, envolver e integrar os alunos no Concurso de Decoração de Abóboras, explorando a sua criatividade e destreza técnica, de acordo com a especificidade dos cursos frequentados. Esta atividade contou com a colaboração da professora Yolanda Jiménez e do professor Jorge Amílcar e respetivos alunos. Esta atividade contou, igualmente, com a colaboração das professoras Manuela Azevedo e Aida Santos. Os vencedores deste concurso foram os alunos Cristiano Marques e Bruno Sousa, de Mesa/ Bar( 2 D), que obtiveram o 1º lugar; Hugo Lapa e Inês Neto, de Mesa/Bar(2D), obtiveram o 2º lugar; os alunos Patrícia Bastos e Maria Rosa, do 2º C, alcançaram o 3º lugar, tendo-lhes sido atribuído um diploma e um prémio simbólico alusivo ao evento. De um modo geral, esta iniciativa correu bem e teve uma grande adesão por parte dos alunos. A avaliação realizada por discentes e professores foi bastante positiva e contribuiu para a cooperação entre docentes de diferentes áreas disciplinares e para a integração dos novos alunos nas atividades e eventos da ESIC, procurando, assim, promover um ambiente cultural e social propício ao sucesso escolar No âmbito do estudo do Sermão de Santo António Aos Peixes, do Padre António Vieira, e para que ficassem a compreender melhor o Barroco como corrente artística, as turmas do 11º ano partiram à exploração do melhor exemplo que poderiam ter deste estilo, a cidade do Porto. Começámos por visitar a Igreja de São Francisco e pode dizer-se que ficámos deveras surpreendidos com o que vimos. O interior deste edifício está repleto de talha dourada, sendo absolutamente esplêndido. É inimaginável, para aqueles que nunca a visitaram, o quão rica e repleta de pormenores é. Sentimo-nos absolutamente estupefactos e ficámos até boquiabertos com a visão que nos foi proporcionada. Além da igreja, pudemos visitar as catacumbas, onde observámos ossadas verdadeiras! Seguidamente, subimos a rua das Flores, uma rua histórica, onde se situa a Igreja da Misericórdia, da qual apenas observámos a fachada; apesar disso, pudemos perceber que é bastante rica em azulejo, o que é muito característico dos edifícios barrocos. O último edifício que visitámos foi a grande e internacionalmente conhecida Torre dos Clérigos. Uma torre alta, majestosa, imponente. Uma torre com 76 metros de altura e uma escadaria de 197 degraus, uma escadaria que fez as almas ociosas, e até as mais ativas, sofrerem! A subida dos 197 degraus foi custosa, mas, quando chegá- mos ao cimo desta torre e pudemos ver a beleza da paisagem, concluímos que aquelas dores nas pernas valiam a pena e que voltaríamos a fazê-lo! No complexo deste edifício, existe também uma belíssima igreja que possui grande quantidade de pedra mármore. A nossa exploração terminou pelos Clérigos, mas existem muitos mais edifícios no Porto que demonstram bem a riqueza da arte barroca. Para nós, alunos do décimo primeiro ano, esta visita de estudo foi extremamente importante, visto que nos ajudou a compreender melhor as caraterísticas da arte barroca. Aconselhamos vivamente os nossos colegas a visitarem os edifícios referidos. Garantimos que ficarão agradados com a visita! 1ª Eliminatória das XXX Olimpíadas Portuguesas de Matemática As Professoras Maria Manuel Carrapa e Teresa Carmo 1º Lugar 2º Lugar 3º Lugar De mão em mão Alunos da Turma C do 11ºAno Comunicamos a toda a comunidade escolar que a turma C auxiliares. do 11º ano está a implementar um projeto solidário designado A campanha de recolha decorrerá ao longo do ano letivo De Mão Em Mão. e o material oferecido deverá ser entregue no PBX ou na De Mão em Mão tem por base uma atitude solidária, assim portaria da nossa escola, ao cuidado da turma C do 11º como uma sensibilização à reutilização e à poupança. Está ano. integrado no âmbito do programa Comenius, onde as Futuramente, os manuais recolhidos serão postos ao dispor turmas B e C do 11º ano têm vindo a desenvolver o tema de quem deles necessite e que deverá comprometer-se Ecologia e Reciclagem. Com este projecto, pretende-se a devolvê-los no final do ano lectivo, para que possam promover a reutilização de manuais escolares e de livros continuar o circuito de reutilização. 06 Mais uma vez, a nossa escola participou neste concurso e os alunos corresponderam com entusiasmo. Para participar em qualquer desafio, é preciso treino. Para este também; e bastante, pois, desta vez, os problemas não eram fáceis. Vale a pena o desconforto da procura na incerteza, que pouco a pouco se vai transformando em certeza luminosa. Que alegria quando se descobre a solução! É assim que se vai forjando um cientista, na procura paciente e perseverante da solução de uma questão, de um enigma É assim que se prepara o FUTURO! Os professores de Matemática desta escola sabem-no bem e, por isso, trabalham com alegria na preparação dos seus alunos. Os resultados foram afixados na escola e enviados para a SPM (Sociedade Portuguesa de Matemática). Os alunos mais bem classificados em cada uma das categorias foram os seguintes: Categoria Júnior Inês Dias, 7º A. Categoria A Gonçalo Santos, 8º E. Categoria B Rita Pichel, 12º A. 07

5 A ESCOLA EM NOTÍCIA A ESCOLA EM NOTÍCIA Magusto de S.Martinho No passado dia 11 de Novembro, celebrou-se na ESIC o tradicional Magusto de S. Martinho. Esta atividade contou com a colaboração dos professores das áreas técnicas, a saber, Yolanda Jiménez, Jorge Amílcar e Tânia Almeida, assim como dos alunos das respetivas turmas, nomeadamente o 10º M. De um modo geral, os alunos demonstraram empenho, profissionalismo e criatividade no cumprimento das suas funções, designadamente no serviço e decoração das mesas alusivas ao evento. A professora Fernanda Oliveira colaborou com a pesquisa e selecção dos provérbios relacionados com esta celebração, com Prof.ª Fernanda Oliveira o intuito de promover os conhecimentos e saberes populares, que se têm vindo a perder ao longo dos anos. Posteriormente, os formandos procederam ao recorte e à colocação dos referidos provérbios nos cartuchos das castanhas, como forma de promover e divulgar a cultura e tradição populares. Para terminar esta comemoração de modo animado e participativo, realizou-se um concurso de Karaoke, dinamizado pela animadora sociocultural, Cláudia Sousa. O balanço da atividade foi bastante positivo, graças à participação e envolvimento de toda a comunidade educativa da Esic. Vila do Conde, espraiada Entre pinhais, rio e mar! Romance de Vila do Conde, José Régio No dia nove de novembro de 2011, as turmas A, B, C e I do oitavo ano realizaram uma visita de estudo a Vila do Conde, no âmbito das disciplinas de Ciências Físico-Químicas, Língua Portuguesa, Geografia e História. Visitámos a Nau quinhentista, a Alfândega Régia, a Casa Museu de José Régio, o Museu de Rendas de Bilros e o museu da Ciência. Cada turma tinha o seu roteiro e, em cada museu, à nossa espera estava um guia, que nos recebia e orientava na visita. Na nossa visita à nau, a guia foi-nos revelando rotinas diárias da tripulação, sua constituição, onde eram transportadas a mercadorias e a função de cada elemento da tripulação. Passámos de seguida para a Alfândega Régia, fundada em 1487 por D. João II. A Alfândega tinha por função controlar as mercadorias que chegavam ao porto, de forma a serem cobrados os impostos da sisa e da dízima a entregar ao rei. Na Alfândega, pudemos ainda observar amostras de diversos produtos que lá davam entrada e ver a exposição de maquetes de diferentes embarcações. Após o almoço, visitámos o Museu das Rendas de bilros. Prof.ª Filomena Neves Aqui, e após a apresentação das rendas, da sua importância e evolução, fomos assistir ao trabalho de algumas rendeiras e chegámos mesmo a experimentar. Finalizámos a nossa visita pela exposição de trabalhos, alguns dos quais expressavam a ligação da cidade à atividade marítima e aos descobrimentos. E, assim, partimos para o Museu da Ciência onde realizámos experiências com água, verificámos os seus efeitos, falámos sobre o ciclo da água, poluição e efeitos no planeta. E se Vila do Conde espelha as atividades marítimas e a sua ligação com o mar, José Régio, escritor vilacondense, espelha a sua admiração pela cidade e, por isso, não podíamos deixar de visitar a sua Casa-museu. Antes de regressar ao autocarro, e enquanto algumas turmas ainda concluíam as suas visitas, o 8º B teve ainda a oportunidade de subir ao monte de Santa Clara, onde se encontra o Mosteiro com o mesmo nome, a sua igreja e de onde parte o aqueduto de Vila do Conde. De lá, a vista panorâmica permitiu-nos situar os museus visitados e apreciar a cidade. Visita de Estudo a Vila do Conde As professoras responsáveis: Carla Cunha e Carmina Magalhães No dia 2 de Novembro, as turmas D, E, F e G do oitavo ano, no âmbito das disciplinas de História, Língua Portuguesa e Educação Tecnológica, foram conhecer a antiga casa de José Régio, em Vila do Conde. José Régio nasceu a 17 de Setembro de 1901, em Vila do Conde, e viria a falecer a 22 de Dezembro de 1969, vítima de doença cardíaca. Além de uma vasta criação literária nas áreas do romance, ficção, poesia, teatro, ensaio, entre outras, manteve a colaboração em jornais e revistas. Trabalhador incansável, acumulou tarefas docentes com múltiplas atividades. É de realçar o seu envolvimento político, em momentos marcantes da vida nacional, defendendo convicta e frontalmente os seus ideais democráticos. Foi ainda colecionador empenhado de peças antigas de arte popular, particularmente de temática religiosa. Ainda integrada na mesma visita, as referidas turmas foram à Alfândega Régia e visitaram o interior de uma réplica de uma Nau Quinhentista. O edifício da Alfândega Régia Museu da Construção Naval fica situado na rua Cais da Alfândega, no coração da zona ribeirinha de Vila do Conde, onde, outrora, laboraram os estaleiros navais vilacondenses. A exposição permanente patente ao público assume três vertentes que traduzem a função do Museu: a navegação Portuguesa, a história da Alfândega Régia, seu funcionamento, oficiais e produtos desalfandegados, e, simultaneamente, a história da con- 08 strução naval, tipos de barcos construídos em Vila do Conde, e respetivas técnicas e processos utilizados na Construção Naval. A Nau, para além de um importante elemento de atracão turística e lúdica, tem uma função pedagógica, pois incorpora o saber ancestral dos carpinteiros e calafates dos estaleiros vilacondenses. Esta visita de estudo teve vários objectivos, alguns dos quais se destacam: promover o respeito pelo património histórico-cultural; fomentar o gosto pelo passado; aprender a observar e desenvolver o espírito crítico; identificar momentos significativos da história expansionista portuguesa Casa Museu José Régio Alfândega Régia Museu de Renda de Bilros Museu da Ciência Escritor português na ESIC Luís Miguel Rocha impressiona público Cláudia Valente, nº4 David Fernandes, nº6 Tiago Magalhães, nº23 10ºA No passado dia 29 de outubro, decorreu, na Escola Secundária Inês de Castro, uma apresentação feita pelo escritor Luís Miguel Rocha do seu mais recente romance, A Mentira Sagrada. Um grupo de alunos da Escola de Música de Canidelo abriu a sessão, executando músicas em articulação temática com a obra. Após uma breve síntese da biobibliografia do escritor, este passou à revelação da sua Mentira Sagrada, destacando aspetos considerados por ele essenciais à compreensão da intriga e das principais personagens da obra. O público, ainda que escasso, mostrou-se interessado, fez perguntas e pediu autógrafos no final. Integrada no projeto Um mês, um escritor, esta foi a primeira de um conjunto de sessões em que a Escola receberá um autor português para divulgação da respetiva obra. 09

6 OS NOSSOS CLUBES OS NOSSOS CLUBES Os Clubes da ESIC A Coordenadora dos Projetos: Gabriela Reis Filme: Billy Elliot - 1ªSessão do Clube da Sétima Arte Mónica Canedo nº16 10ºL CLUBE DE INGLÊS Coordenadoras: Manuela Magalhães e Gabriela Reis CLUBE DE FOTOGRAFIA Coordenadora: Alexandra Lage CLUBE JAPONÊS Coordenadora: Ester Pinto CONTRA-REGRA Coordenadora: Joana Félix CLUBE DE DEBATE Coordenadora: Filomena Neves CLUBE DE SÉTIMA ARTE Coordenadora: Luísa Ferreira CLUBE DA AMNISTIA INTERNACIONAL Coordenadora: Florentina Queirós PROJETO DECOJOVEM Coordenadora: Isabel Teixeira 17 de outubro de 2011, 15:20h, Auditório da ESIC. O meu nome é Billy Elliot e tenho onze anos. Vivo numa pequena cidade inglesa, com o meu pai, o meu irmão e a minha avó, que tem Alzheimer. A minha mãe faleceu já há algum tempo. Aqui, na minha cidade, muitos dos homens trabalham nas minas, inclusive o meu pai e irmão. Mas andam constantemente em manifestações e greves. Eu ando na escola e, para além disso, pratico boxe, por influência do meu pai. Na mesma academia em que pratico boxe, realizam-se aulas de ballet, com que fico fascinado. A professora de ballet, Srª Wilkinson, desafiou-me a experimentar e viu em mim um talento fora do normal para a dança (pelo menos é o que ela diz). Propôs-me fazer um casting para entrar numa escola de dança em Londres e, a partir daí, treinou-me para vencer. O pior foi quando o meu pai e irmão descobriram que eu faltava ao boxe para frequentar as aulas de dança. Foi uma guerra entre nós. Eles queriam que desistisse do meu sonho, mas eu não desisti. Na noite de Natal, fui com um amigo à academia, dançar, e foi aí que o meu pai se emocionou e percebeu realmente que eu tinha nascido para a dança. Saiu a correr e foi até à casa da Srª Wilkinson, saber mais sobre essa hipótese que era a minha entrada para a escola de dança. Ela passou-lhe toda a informação que tinha sobre o assunto e o meu pai, finalmente, decidiu levarme a Londres para a audição. Viemos de autocarro; nunca tínhamos cá estado. A audição correu bem e o júri deu-me a oportunidade de entrar para a escola, também graças à carta que a minha professora mandou a recomendar-me. Alguns anos passaram; hoje, sou um homem feito. Faço da dança a minha vida e acho que a minha família e amigos se orgulham muito de mim. CLUBE DA PROTEÇÃO CIVIL Coordenador: José Geraldes PROJETO CANTINHO DOS ANIMAIS Coordenadoras: Sara Magalhães e Bárbara Silva O Beijo no Asfalto Prof.ª Joana Félix Clube 7ª Arte Prof.ª Luísa Ferreira Nos passados dias 4 e 5 de dezembro, o contra-regra, clube de teatro da nossa escola, levou ao palco do auditório do Conservatório de Música do Porto o espetáculo O beijo no asfalto, do dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues, com encenação dos professores Pedro Manana e Joana Félix. A sala esteve quase cheia nos dois dias, o que demonstra a grande participação que a nossa comunidade educativa tem nos eventos culturais da escola. Os espetáculos mostraram o fruto do trabalho que vem sendo desenvolvido por este clube, que já conta oito anos de existência, e os aplausos fizeram-se sentir no final, o que deixou toda a equipa (atores e técnicos) muito satisfeita com o resultado do seu esforço. Para alguns atores, foi o último trabalho com o grupo, já que a vida escolar e profissional os levou para outros voos; mas decerto que a nova equipa de trabalho (resultado das audições do mês passado) está cheia de vontade de iniciar o próximo projeto! Um muito obrigado coletivo a todos os que partilharam connosco estes dois momentos de Teatro! Proporcionar aos alunos um espaço simultaneamente de lazer e de aprendizagem, através das novas tecnologias audiovisuais, foi um princípio subjacente à criação do Clube da 7ª Arte. No Clube da 7ª Arte, procuramos diversificar a oferta do material audiovisual a projetar; dos grandes clássicos às últimas novidades do ecrã, do romance à comédia, passando pela aventura, pelo épico, cinema de animação, drama, suspense, biografia, entrevista, entre outros, em curta, média ou longa-metragem. Pretende-se ir de encontro aos interesses de toda a comunidade escolar e promover um espaço de reflexão crítica, fruição artística e interdisciplinaridade. Cartaz dos filmes em exibição no 1º período 10 11

7 O MUNDO À NOSSA VOLTA O MUNDO À NOSSA VOLTA O Grito do Silêncio Ana Cristina Cunha nº3 11ºC Portugal é um país onde o número de palavras pronunciadas e o valor destas varia na razão inversa. Dizendo isto de outra forma, fala-se muito e faz-se pouco. A solução deste problema reside no silêncio; mas, como não podia deixar de ser, os portugueses andam cada vez menos silenciosos. Assistimos, atualmente, a um rebuliço de manifestações, manifestações onde as pessoas falam, gritam, berram, barafustam, criticam, mas nunca apresentam propostas que conduzam à resolução dos problemas. Disto tudo resulta muito barulho e pouca mudança. Outro problema que advém da falta de silêncio é a falta de educação. Ao que parece, o objetivo primordial deixou de ser a comunicação, dando esta lugar a um fenómeno novo, o atropelamento da palavra! Mas o que é o atropelamento da palavra? Con- Visita à Reserva Natural Local do Estuário do Douro No âmbito do Projeto Comenius, a turma C do 11º ano fez uma caminhada até à RESERVA NATURAL LOCAL DO ESTUÁRIO DO DOURO. O Projeto Comenius é um projeto de educação ambiental, aprovado pela Agência Nacional Proalv (programa aprendizagem ao longo da vida) e em parceria multilateral entre escolas. Tem como tema principal a Ecologia e Reciclagem. A RNL do Estuário do Douro situa-se na margem sul do rio Douro, no Concelho de Vila Nova de Gaia, conservando uma significativa riqueza ornitológica. Protege uma área siste nada mais nada menos do que na vontade de dizer muito e ouvir pouco, acabando por se esmagar a palavra do outro para se sobrevalorizar a nossa própria palavra. Estes casos de atropelamento são muito comuns. Para assistirmos a um, basta ligar a televisão e ver dois políticos, de partidos opostos, a debaterem algo. É como se os verbos concordar e aceitar não existissem, tal como a expressão bem comum, porque, pelos vistos, o bem nunca é comum e muito menos conseguido em conjunto. Como podemos ver, o dom do silêncio é cada vez mais desvalorizado e o barulho excessivo está em crescente popularidade. Assim sendo, e sendo eu contra esta moda, finalizo com um ditado popular que, na minha opinião, diz tudo: Um gesto vale mais do que mil palavras. Profª.Cláudia Fernandes de 62 hectares. Esta pequena reserva natural serve para proteção das aves que nidificam e passam o inverno no Estuário do Douro (refúgio ornitológico). Pretendemos, assim, com esta visita aprender novos termos ecológicos; saber proteger o ambiente e a sua importância no futuro; conhecer um local que tem condições propícias para descanso, alimentação e abrigo das aves migradoras. Incentivar o gosto pela caminhada como forma de promover a saúde e, ainda, fomentar o convívio entre os alunos e professores foram outros dos objetivos desta visita. Projeto Comenius Ecologia e Reciclagem Projeto de educação ambiental aprovado pela Agência Nacional Proalv (programa aprendizagem ao longo da vida) e em parceria multilateral entre escolas. Coordenação geral: Turquia. Os Nossos Parceiros: Espanha; Holanda; Itália; Lituânia; Polónia; Reino Unido; Turquia O programa Comenius visa melhorar a qualidade e reforçar a dimensão europeia da educação, desde o ensino pré-escolar até ao secundário, bem como dos estabelecimentos e organizações que oferecem esses mesmos níveis de ensino, de modo a atingir todos os intervenientes e agentes da atividade educativa. As parcerias multilaterais envolvem mobilidades entre os países ligados ao projeto e, para isso, existe uma verba atribuída em função do número de mobilidades a realizar no período de dois anos, que cobre despesas de viagem, alojamento e alimentação. O projeto Ecology and Recycling Waste Materials foi apresentado em fevereiro de 2011 pela professora Maria José Madeira Gomes à agência nacional Proalv e foi aprovado em junho do mesmo ano. Duas turmas foram escolhidas e envolvidas diretamente no projeto: a turma 11º B, orientada pela professora Maria Manuela Magalhães, e o 11º C, pela professora Maria José Madeira Gomes. Isto não significa que outras turmas não possam contribuir de algum modo para a implementação e sucesso deste projeto na nossa escola. Contamos com a colaboração de todos. O texto que segue, referente aos objectivos, está já publicado no site da escola, em Projetos. O objetivo primordial deste projeto é promover uma consciencialização ecológica, curiosidade pela reciclagem e tolerância, na União Europeia. Pretende-se despertar o interesse pelo ambiente, ecologia, equilíbrio na natureza, aquecimento global, energia renovável, materiais recicláveis; e consciencializar os jovens e população em geral da possibilidade de construir um mundo melhor para as gerações vindouras. Prof. Mª. José Madeira Gomes Coordenadora do Projeto em Portugal Prof. Mª. Manuela Magalhães Assessora da Coordenadora Objetivos específicos: aprendizagem dos novos termos ecológicos; conhecimento dos materiais reutilizáveis e recicláveis; importância da energia renovável; proteção do ambiente e a sua importância no futuro; proteção dos recursos naturais; soluções para evitar a poluição da água, do ar e do solo; alteração dos hábitos relativamente ao ambiente e ma- Foto em Novi Ligure, escola do 1º ciclo. 13 teriais reutilizáveis; conhecimento de formas de reciclagem noutros países; conhecimento das maravilhas naturais dos outros países; conhecimento das culturas dos outros países; interação com outros jovens de outros países. Novi Ligure, Itália 1º Encontro dos coordenadores do projeto e diretores das escolas envolvidas. De 17 a 21 de outubro último, os países envolvidos neste projeto tiveram oportunidade de trocar impressões acerca do desenvolvimento do mesmo, proceder a algumas alterações e escolher o logótipo a assinalar em todos os documentos. Vários logótipos foram desenhados pelos diferentes alunos dos vários países e, para nosso contentamento, o dos nossos alunos foi o eleito. Este é o logótipo: Este encontro foi muito produtivo, não só pela agenda de trabalho, como pela aquisição de novos valores culturais e educativos. O programa proporcionado pela nossa anfitriã e coordenadora do projeto em Itália, professora Antonietta Lombardi, foi extraordinário, permitindo uma comunicação muito positiva entre todos os parceiros. As professoras Maria José Madeira Gomes, Maria Manuela Magalhães e o nosso diretor, Agostinho Guedes, são testemunhas do bom ambiente que se viveu nestes dias. 12

8 O MUNDO À NOSSA VOLTA O MUNDO À NOSSA VOLTA OS NOSSOS ESCRITORES Viajámos de comboio até Turim, onde, acompanhados por uma guia turística, visitámos os locais mais emblemáticos desta cidade. Uma cidade elegante e sofisticada, conhecida pelos seus cafés típicos e restaurantes de alto nível. Nessa mesma semana, fomos ainda até Génova e ficamos surpreendidos com a beleza desta cidade porto de mar. Os edifícios históricos, as ruas estreitas e a luz que irradiava no porto constituíram uma atração magnífica. Cartazes altamente significativos para o nosso projeto. Uma cidade a exigir alteração de hábitos quotidianos. Não é de esquecer, obviamente, as especialidades gastronómicas com as quais fomos confrontados durante este tempo! A próxima paragem será em Essex, Reino Unido, de 16 a 20 de Janeiro de Desta vez, levaremos alunos e alunas das turmas já referidas. Mais precisamente, oito no total. Neste sentido, já realizámos uma reunião com os Encarregados de Educação dos alunos envolvidos no projeto. A seleção dos alunos obedeceu a alguns critérios, um deles relacionado com a possibilidade de acolhimento de jovens dos outros países em suas casas, em Março de De 12 a 16 de Março, seremos nós os anfitriões! Entretanto, os nossos alunos continuam ativos no projecto, com atividades orientadas para uma consciencialização social e ambiental. Na biblioteca, temos um espaço de exposição e divulgação que pretendemos melhorar substancialmente. Fiquem atentos aos nossos cartazes espalhados pela escola. Contribuam para um modo de vida sustentável, seguindo boas práticas ambientais. Informação ou Desinformação. Ana Cunha nº3 11ºC Vivemos num mundo em que as páginas dos jornais já não estão vocacionadas para informar acerca do progresso, do acontecimento histórico ou do facto. Hoje em dia, a política jornalística baseia-se num ato muito característico de certas mentes ocas que esvoaçam por aí, a transmissão da fofoca! Notícias como Ana Isabel, da Casa dos Segredos, é agredida em direto ou A pobre da gata da Lili Caneças morreu devido a uma tendinite tornaram-se capa dos nossos jornais e revistas. No entanto, a fome em África é relegada para um quadradinho insignificante, no canto mais recôndito da página mais ignorada. Na minha opinião, nós, seres humanos, devíamos deixar de prestar atenção a unhas partidas e ao rosa-choque, para que, em detrimento do supérfluo, fosse realçado o que realmente é a informação. 14 Entrevista ao Esgrimista Miguel Machado Inês Faustino nº11 7ºB No âmbito da disciplina de Língua Portuguesa, fiz uma entrevista ao director técnico da Federação de Esgrima, porque é o desporto que pratico e também porque Miguel Machado é amigo do meu pai. Inês Faustino: Olá, Miguel! Obrigada por teres aceite o meu convite. Miguel Machado: Olá! I.F: Com que idade começaste a praticar esgrima? M.M: Comecei a praticar esgrima aos 11 anos. I.F: Que motivo te levou a praticar esse desporto? M.M: A minha mãe praticava e, um dia, levou-me a mim e ao meu melhor amigo, Adérito. A partir desse momento, gostámos e ficámos amantes deste desporto. I.F: Onde começaste a praticar? M.M: Comecei a praticar esgrima no Vilanovense Futebol Clube. I.F: Com que idade abandonaste a alta competição? M.M: Deixei aos 22 anos: primeiro, para terminar o meu curso superior de educação física; segundo, para tirar um curso de mestre de armas em França, durante 2 anos. I.F: Quais os títulos que conseguiste ao longo da tua carreira? M.M: Fui campeão nacional de seniores, individual e por equipas. Participei em campeonatos do Mundo e da Europa. I.F: Esses resultados foram positivos? M.M: Sim, principalmente ao nível da experiência. I.F: Neste momento, concretamente, o que fazes na Federação? M.M: Faço a preparação e organização de provas nacionais, visito as salas de armas espalhadas pelo país, faço acompanhamento das mesmas. Sou responsável, também, pela Seleção Nacional, sou árbitro nacional e internacional, deslocando-me várias vezes a outros países para arbitrar. Dou aulas de esgrima na Casa Pia em Lisboa e nos Pupilos do Exército. I.F: Obrigada, Miguel, pela tua colaboração. M.M: De nada, foi um prazer. 15 Carta a Albert Einstein Caro amigo Einstein, Daniel Silva nº5 7ºB Canidelo, 11 de novembro de 2011 Há muito tempo que ouço falar de si. Desde pequeno que nutro um enorme fascínio por si e pela sua obra. Já li cerca de seis biografias suas. Conheço as suas teorias mais importantes, como a fantástica teoria da relatividade (ambas!). Aproveito, também, para lhe dizer que é um dos meus heróis. Eu, Daniel Silva, tive de criar mais de 40 rascunhos para esta carta ficar perfeita para si! Apesar de todas as biografias o identificarem como um homem maldisposto e arrogante, sei que as suas ideias mudaram o planeta, por isso o admiro tanto. Sei, também, que o episódio da bússola, oferecida pelo seu pai, mudou a sua vida, apesar de o senhor ter sido mau aluno, até mesmo péssimo, a todas a disciplinas, exceto Matemática. Eu sou uma pessoa interessada por todas as disciplinas e gosto de ser um bom aluno, por isso, como pode ver, não segui o seu exemplo. Mas um dos meus sonhos é ser como o senhor, destacando-me como um prémio Nobel, quer na sociedade em geral, quer na científica. Despeço-me com os melhores cumprimentos, O seu fã NÚMERO UM, Daniel Silva, nº5, 7ºB P.S. Obrigado pelos seus feitos pela humanidade.

9 OS NOSSOS ESCRITORES OS NOSSOS ESCRITORES OS NOSSOS CRÍTICOS Confusão Confusão Vagueia na minha cabeça. Tantos sentimentos Unidos. Sinto-me presa, Presa a ti Sem poder escapar. No entanto, Acabando por não me importar, Sinto uma coisa estúpida na minha cabeça Que é totalmente diferente Daquilo que estava a pensar. Revelação Pensava que ia encontrar o príncipe encantado e que me casaria com ele no verão. Mas reparei numa rapariga a quem tiraram tudo o que tinha e percebi que havia sonhos maiores que os meus. Marley, o cão Liliana Freitas 9ºG Cátia Martins nº6 9ºH Inês Lopes nº24 7ºB disquei a folha. Mas quem acabou por ficar magoado fui eu! Os meus dentes, apesar de não serem muito grandes, são como agulhas. Tomei isso como culpa das folhas Rebolei, esperneei, parecia estar a lutar com algo invisível, mas difícil de derrotar. Acabei por desistir, mas não me dei por vencido Bastava esperar pelo próximo monte! Joana Alta Cabelo curto E volumoso Tem um cão Que para ela é formoso Anda na escola A estudar Para no futuro Um curso tirar É simpática Gosta de brincar Mas acima de tudo Não é cabeça no ar Ama a família Não vive sem a mãe É a sua vida E o seu pai também Sentia o pelo a roçar na casca grossa, áspera e estranhamente Já sorriu confortável da árvore. Uma folha caiu mesmo por Já chorou cima da minha muito estimável orelha. Percebi, de imediato, Mas no fim apenas viu a vontade de morder as folhas que sentia. Que foram coisas que o vento levou Olhei em frente e, então, vi um grande monte de folhas amarelas, vermelhas, castanhas Eu podia controlar as De nada se arrepende patinhas e esperar que o meu dono acabasse de as juntar. Serviu de lição Seria bem mais fácil desfazê-las assim Isso não de- E com a vida aprendeu morou muito do meu precioso tempo de cão! Mal vi o dono Que o seu melhor amigo é o cão encostar-se à árvore vizinha à minha, percebi que o seu trabalho estava terminado, mas faltava eu começar o meu! É amiga e companheira Baixei-me, dei algumas passadas em direção ao monte e Ouvinte e sincera parei, pois apercebi-me que o meu dono me olhava desconfiado. Isto não é brincadeira Devolvi-lhe o olhar e soube logo que ele pensara que eu ia fazer asneira! (sim, porque não faço poucas, mas Vive a vida a dançar quem quis ter um cão foi ele, não eu!) Recuei e corri. Sem sequer se preocupar Corria o mais que podia, enquanto o dono levava as mãos Quando vai parar à cabeça, especialmente ao ouvir os meus latidos divertidos Ou até descansar e ao ver-me com a língua de fora, ao vento. Saltei, aterrando mesmo em cima do alvo. Fez este poema Reparei, então, numa folha que insistia em ficar agarrada Para a aula de Português ao meu pelo. A minha pata parecia ter ganho uma segunda Porque a professora pediu pele. No entanto, não gostei da brincadeira e mor- E quer ter boa nota de vez 16 Eu Joana Paiva nº9 10ºL Um Novo País, Diferente e Saudável. Numa terra distante Um dia nasci As leis faço-as eu, pois fui eu que a descobri! As pessoas que cá morarem Vão ter de cumprir Todos os deveres Senão, terei de agir! Os direitos são: Liberdade de expressão; Liberdade de bem-querer; Liberdade de viver! Assim vão gostar! Ninguém vai sofrer Discriminação de amar Nem de conviver Os deveres são Ajudar o outro com o coração! Cumprir a lei sem exceção! Todos os deveres Têm um valor universal Claro, é a LIBERDADE Vai ser um país BESTIAL! Podê-lo-ei chamar Portugal? Inês Faustino nº11 7ºB Ágora Ao assistir ao filme Ágora, pude aperceber-me de como o ser humano é de tal forma influenciável e frágil perante vários aspetos do Mundo, principalmente no que diz respeito à religião. Ela é uma das melhores maneiras de manipular o Homem, que, na minha opinião, acaba por ser manipulado por ele mesmo. O que eu quero dizer é o seguinte: será que todos os acontecimentos e ações que os seres humanos cometem em nome da religião são mesmo vontade de Deus? Ou vontade do Homem? A meu ver, ao longo dos tempos, o ser humano tem vindo a adequar ao seu critério todas as leis da religião e tudo o que ela implica, e, deste modo, a aproveitar-se da mesma para fins perversos e mórbidos. Na verdade, não importa quão puro e divino seja o acontecimento, porque, de algum modo, a mente humana acabará por deturpá-lo completamente. Apesar de tudo, a religião, bem como a fé, são fatores de muita importância para o ser humano, pois apoiam-no e são formas de refúgio quase indispensáveis nos momentos mais difíceis. Existência de Deus Juliana Mendes nº25 10ºG Rui Cardoso nº 22 11º D A problemática da existência de Deus tem estado presente na mente do Homem desde que nos apercebemos do Universo e de tudo o que nos rodeia. O Homo Sapiens Sapiens é uma espécie extraordinária. Tal como o nome indica, temos uma relação particular com o conhecimento que mais nenhuma espécie conseguiu alcançar. A nossa aparente fragilidade física é compensada pelas nossas soberbas capacidades intelectuais. É por isso que sentimos a necessidade de explicar tudo aquilo que os nossos olhos veem, o mundo, o Universo e como tudo isto começou. Ao contrário de outras espécies, a vida não faz sentido para nós enquanto grupo, o que significa que cada ser humano irá procurar o significado da sua própria vida. De facto, é difícil aceitar a ideia de que todos nós nascemos apenas para possibilitar a sobrevivência da espécie. Temos de estar cá por alguma razão, senão não estaríamos. E é então que nos deparamos com uma realidade dura e perturbadora: a morte. Porque é que vivemos sabendo aquilo que nos espera desde o nosso primeiro nanossegundo de vida? Qual é, então, o significado da vida? Esta é uma questão para a qual não há resposta desde que foi formulada. Uma das tentativas de resposta é a religião. Uma outra vida depois da morte parece fazer sentido perante a perceção de que não somos infinitos. E a explicação acerca da criação do Universo e 17

10 OS NOSSOS CRÍTICOS A VOZ DOS PAIS de todos nós recai sobre uma palavra pequena mas, ao mesmo tempo, do tamanho do Universo: Deus. Sendo um ateu, devo dizer que compreendo a razão pela qual a humanidade teve de criar tal conceção. Um Deus perfeito, Todo-Poderoso é a resposta a todos os problemas com os quais nos temos deparado ao longo da nossa existência. No entanto, gostava de propor ao leitor o seguinte raciocínio dedutivo: Deus é perfeito; Deus é o Universo e tudo o que há no Universo; a perfeição é nada, uma vez que tudo (isto é, aquilo que não é nada: uma simples partícula seria tudo, se fosse a única coisa) é imperfeito; logo, o Universo é imperfeito e o próprio Deus seria, então, imperfeito. Isto constitui um paradoxo. E, se Deus é perfeito e nada é perfeito, então Deus é nada. E nada não existe, pois tudo é alguma coisa e alguma coisa é tudo. O leitor está confundido? Também eu, e fui eu quem escreveu isto! O que eu quero dizer é que a vida aconteceu por acaso, o ser humano foi criado por acaso e eu, assim como toda a gente, fui criado por acaso. E qual era a probabilidade desse acaso? Certamente, 1 em [Inserir número com muitos zeros]. Mas a probabilidade de que qualquer outra forma de vida tivesse surgido e de que todo o universo tivesse seguido um rumo diferente era exatamente a mesma. Imagine um dado, com seis números. A probabilidade de sair o número 3 num lançamento é de 1 em 6, mas essa é também a probabilidade de me sair qualquer um dos outros números (a não ser que consideremos a probabilidade de sair um número que não o 3, probabilidade essa que seria de 5 em 6). Concluindo, o Universo baseia-se num conjunto de leis matemáticas racionais que podem, como já foi provado anteriormente, ser descobertas. E, apesar de, provavelmente, nos extinguirmos sem termos descoberto verdadeiramente como é que o Universo e a vida surgiram, nunca desistiremos de procurar as respostas e de descobrir o nosso fascinante mundo. Do mesmo modo que não desistiremos de viver, apesar de estarmos condenados à morte. Os Gastos do Barroco Duarte Coelho nº9 11ºD A arquitetura do Barroco é bela. O Barroco é, para quem não sabe, um estilo (uma atitude) que nasceu em Itália, a partir das experiências maneiristas de finais do século XVI, e que se expandiu para outros países europeus. Apresentava algumas características principais, como a tendência para a representação realista, a procura do movimento e do infinito, a importância cenográfica dos contrastes luminosos, o gosto pelo teatral, a tentativa de integração das diferentes disciplinas artísticas. Apesar de reconhecer que a arquitectura do barroco é admirável, penso que esta implicou um grande desperdício de dinheiro. 18 Ao dizer dinheiro, não estou a falar daquele que nós conhecemos (moedas e notas), não, estou a falar do ouro, das jóias que chegaram ao país das colónias, durante esse período e que, nós, portugueses, pensávamos serem inesgotáveis. Digo pensávamos serem inesgotáveis, porque é a única explicação que encontro para uma utilização tão desrespeitosa de bens preciosos como se fez na época do Barroco. Tomemos como exemplo a igreja de S. Francisco, no Porto: é uma igreja bela, não haja dúvidas acerca disso, mas, a meu ver, tinha-se conseguido fazer um trabalho idêntico sem gastar 600 kg de ouro a decorar o seu interior, pensando que não são uns estonteantes euros (tendo em conta que o preço do grama do ouro está a rondar os 45 euros). Eu não sei o que os leitores pensam, mas, quanto a mim, foi dinheiro mal gasto, se tivéssemos esse dinheiro disponível, agora, nos cofres do estado, não estaríamos, com certeza, na crise em que estamos. Além disso, reparemos também nos materiais de construção que eram usados na arte do Barroco. Vemos azulejos, madeiras nobres e pedras raras. Realço o facto de em Portugal não existirem muitos destes materiais, o que significa que tinham de ser importados, sendo possível concluir que não foram baratos. Vejamos, agora, a igreja do Carmo, no Porto: como é do conhecimento público, esta igreja tem a sua fachada coberta de azulejos que são muito caros. Eu pergunto: não teria sido mais barato contratar um artista para fazer um mural decorativo? Eu poderia dar muitos mais exemplos destes gastos exagerados, mas acho que me fiz entender. Compreendo, ainda, que existem pessoas que veem a arte como sendo algo inestimável, e a essas pessoas digo que existe neste mundo arte soberba feita de materiais reciclados, que são bem mais baratos que ouro e pedras preciosas. Não afirmo, de qualquer maneira, que a arquitetura Barroca não é admirável, mas acho que, por menos, seria possível ter feito mais. Carta dos Direitos e Deveres dos Pais na Europa A Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Secundária Inês de Castro (APESCA) saúda toda a comunidade escolar e lembra que educar constitui um símbolo de esperança. É a prova de que as pessoas depositam esperança no futuro e acreditam nos valores que transmitem às novas gerações. Assim, os pais deveriam ter o direito de ver respeitada a sua principal responsabilidade como educadores de jovens. Deveriam ver respeitados os seus deveres de pais e postas em relevo as suas tarefas de primeiros responsáveis pela educação dos seus filhos. Nos seus esforços educativos, deveriam poder contar com o apoio de especialistas Direitos e Deveres dos Pais na Europa 1) Os pais têm o direito de criar os filhos sem discriminação de cor da pele, origem étnica, nacionalidade, credo, sexo ou extrato económico. Os pais têm o dever de incutir nos filhos o sentido da responsabilidade, de modo a permitir a construção de uma sociedade mais humana. 2) Os pais têm o direito ao reconhecimento da sua primazia como educadores dos filhos. Os pais têm o dever de educar os filhos de modo responsável e de não os negligenciar. 3) Os pais têm o direito de proporcionar aos filhos o pleno acesso ao sistema educativo, com base nas suas necessidades, capacidades e méritos. Os pais têm o dever de se envolver pessoalmente na educação escolar dos filhos. 4) Os pais têm o direito de acesso a toda a informação que as escolas possuam, relativamente aos seus filhos. Os pais têm o dever de prestar às escolas frequentadas pelos seus filhos toda a informação necessária para que se atinjam os objetivos educativos comuns. 5) Os pais têm o direito de escolher a educação mais adequada às convicções e valores que considerem importantes para a educação dos seus filhos. Os pais têm o dever de fazer uma escolha bem informada e consciente da educação que desejam dar aos seus filhos. 6) Os pais têm o direito de ver respeitados pelo sistema 19 APESCA em educação, bem como da sociedade em geral. Sabemos que a responsabilidade dos pais para com os filhos constitui um marco insubstituível na sociedade humana. Contudo, esse processo seria quase impossível sem os esforços desenvolvidos pelas escolas. Neste sentido, a APESCA transcreve a Carta dos Direitos e Deveres dos Pais na Europa, por julgar ser importante para conhecimento de todos aqueles que se preocupam com estas questões. Trata-se de um documento que as Associações de Pais e todos os intervenientes no processo educativo deveriam adotar como se de mandamentos se tratasse. educativo formal os conteúdos espiritual e cultural da educação que dão aos seus filhos. Os pais têm o dever de ensinar os seus filhos a respeitar e a aceitar os outros e as suas convicções. 7) Os pais têm o direito de exercer influência na política implementada pela escola dos seus filhos. Os pais têm o dever de se envolverem pessoalmente na vida das escolas frequentadas pelos seus filhos, dado que aqueles constituem um elemento vital da comunidade local. 8) Os pais e as suas associações têm o direito de ser consultados ativamente sobre a política das autoridades públicas em matéria de educação, a todos os níveis. Os pais têm o dever de ter organizações representativas e democráticas para defesa dos seus interesses. 9) Os pais têm o direito a assistência material das entidades públicas, quando motivos de ordem financeira impedirem o acesso dos seus filhos ao ensino. Os pais têm o dever de consagrar tempo e de se envolverem pessoalmente na educação dos seus filhos, bem como de apoiar as suas escolas para que os seus objetivos educativos sejam atingidos. 10) Os pais têm o direito de exigir às autoridades públicas responsáveis um ensino de alta qualidade. Os pais têm o dever de se apoiar entre si, no sentido de melhorarem as suas capacidades como primeiros educadores e parceiros na relação família/escola. Boas Festas e Feliz Ano Novo!

11 QUEM FALA ASSIM QUEM FALA ASSIM Mine apresenta-se Olá, ESIC! Chamo-me Mine Kılcı e sou da Turquia. Moro em Aydın, na Turquia. Well, it s better to stop writing in Portuguese, otherwise I ll make mistakes :) As most of you know, I m the Comenius Assistant (English Language Assistant) of the school. I ve graduated from English Language Teaching department of Balıkesir University in June During my 2nd year at the university, I studied in Lodz University in Poland for a semester as an Erasmus student. I met many Portuguese there. I had close friends from Portugal who influenced my decisions to choose Portugal for Comenius Assistantship. Now I m here, living happily and meeting my Erasmus friends around Portugal. What I most like about Portugal is the ocean. I think Portugal and Turkey are very similar in many aspects: the climate, vegetation and hospitality and benevolence of the citizens. As for the food, I have to say I love Turkish food but Portuguese food is also very good, as I love fish! The Symbols and Traditions of Christmas The Date of Christmas The idea to celebrate Christmas on December 25 originated in the 4th century. The Catholic Church wanted to eclipse the festivities of a rival pagan religion that threatened Christianity s existence. The Romans celebrated the birthday of their sun god, Mithras during this time of year. Although it was not popular, or even proper, to celebrate people s birthdays in those times, church leaders decided that in order to compete with the pagan celebration they would themselves order a festival in celebration of the birth of Jesus Christ. Although the actual season of Jesus birth is thought to be in the spring, the date of December 25 was chosen as the official birthday celebration as Christ s Mass so that it would compete head on with the rival pagan celebration. Christmas was slow to catch on in America. The early colonists considered it a pagan ritual. The celebration of Christmas was even banned by law in Massachusetts in colonial days. Mistletoe and Holly Two hundred years before the birth of Christ, the Druids used mistletoe to celebrate the coming of winter. They would gather this evergreen plant that is parasitic upon 20 Mine Kilci Comenius Assistant In my free time, I usually watch movies or series which are usually comedy, action or fantastic ones. I often go out to discover more of Porto. I like taking photos of almost everything different and interesting, because for me the architecture of the buildings in the streets is different and interesting, since I come from a different country and religion. I like meeting new people, chatting and learning about different cultures, because learning never stops and is a lifelong process. The more I learn, the happier I m. I like analysing languages, too. For a month I ve been taking Portuguese language courses in Escola Secundária António Sérgio on Tuesday and Thursday evenings. I hope I ll be talking in Portuguese with you soon! As you all know, learning about different cultures and languages is valuable. If any of you is interested in learning Turkish language and Turkish culture, just come to the English Club room! I will be glad to teach you! I like working in ESIC and I consider myself lucky because I work in a very well equipped school with nice teachers and beautiful students. Teacher: Fernanda Oliveira other trees and used it to decorate their homes. They believed the plant had special healing powers for everything from female infertility to poison ingestion. Scandinavians also thought of mistletoe as a plant of peace and harmony. They associated mistletoe with their goddess of love, Frigga. The custom of kissing under the mistletoe probably derived from this belief. The early church banned the use of mistletoe in Christmas celebrations because of its pagan origins. Instead, church fathers suggested the use of holly as an appropriate substitute for Christmas greenery. Poinsettias Poinsettias are native to Mexico. They were named after America s first ambassador to Mexico, Joel Poinsett. He brought the plants to America in The Mexicans in the eighteenth century thought the plants were symbolic of the Star of Bethlehem. Thus the Poinsettia became associated with the Christmas season. The actual flower of the poinsettia is small and yellow. But surrounding the flower are large, bright red leaves, often mistaken for petals. The Christmas Tree The Christmas Tree originated in Germany in the 16th century. It was common for the Germanic people to decorate fir trees, both inside and out, with roses, apples, and colored paper. It is believed that Martin Luther, the Protestant reformer, was the first to light a Christmas tree with candles. While coming home one dark winter s night near Christmas, he was struck with the beauty of the starlight shining through the branches of a small fir tree outside his home. He duplicated the starlight by using candles attached to the branches of his indoor Christmas tree. The Christmas tree was not widely used in Britain until the 19th century. It was brought to America by the Pennsylvania Germans in the 1820 s. Christmas Lights The appeal of the Christmas light is often likened to the starts in the sky, or the glisten of freshly fallen snow in the moonlight. Early Christmas lights were not quite as safe as today s light strings. Candles were used in trees inside the home, and lit in windows. Hot flames and live trees were not the safest mix, but the temptation to add lights to Christmas decorating was too strong to curb. Many factors have contributed to the widespread use of Christmas lights, including lighting contests promoted by manufacturers, war propaganda using holidays as an opportunity to bond the nation, and local celebrations across the country to try and start traditions of hope and peace. Light strings are now found in all shapes, sizes, and colors, as well as in cool-to-the-touch LEDs. Xmas This abbreviation for Christmas is of Greek origin. The word for Christ in Greek is Xristos. During the 16th century, Europeans began using the first initial of Christ s name, X in place of the word Christ in Christmas as a shorthand form of the word. Although the early Christians understood that X stood for Christ s name, later Christians who did not understand the Greek language mistook Xmas as a sign of disrespect. The Candy Cane Candy canes have been around for centuries, but it wasn t until around 1900 that they were decorated with 21 red stripes and bent into the shape of a cane. They were sometimes handed out during church services to keep the children quiet. One story (almost certainly false) that is often told about the origin of the candy cane is as follows: In the late 1800 s a candy maker in Indiana wanted to express the meaning of Christmas through a symbol made of candy. He came up with the idea of bending one of his white candy sticks into the shape of a Candy Cane. He incorporated several symbols of Christ s love and sacrifice through the Candy Cane. First, he used a plain white peppermint stick. The color white symbolizes the purity and sinless nature of Jesus. Next, he added three small stripes to symbolize the pain inflicted upon Jesus before His death on the cross. There are three of them to represent the Holy Trinity. He added a bold stripe to represent the blood Jesus shed for mankind. When looked at with the crook on top, it looks like a shepherd s staff because Jesus is the shepherd of man. If you turn it upside down, it becomes the letter J symbolizing the first letter in Jesus name. The candy maker made these candy canes for Christmas, so everyone would remember what Christmas is all about. Santa Claus The original Santa Claus, St. Nicholas, was born in Turkey in the 4th century. He was very pious from an early age, devoting his life to Christianity. He became widely known for his generosity for the poor. But the Romans held him in contempt. He was imprisoned and tortured. But when Constantine became emperor of Rome, he allowed Nicholas to go free. Constantine became a Christian and convened the Council of Nicaea in 325. Nicholas was a delegate to the council. He is especially noted for his love of children and for his generosity. He is the patron saint of sailors, Sicily, Greece, and Russia. He is also, of course, the patron saint of children. The Dutch kept the legend of St. Nicholas alive. In 16th century Holland, Dutch children would place their wooden shoes by the hearth in hopes that they would be filled with a treat. The Dutch spelled St. Nicholas as Sint Nikolaas, which became corrupted to Sinterklaas, and finally, in Anglican, to Santa Claus. In 1822, Clement C. Moore composed his famous poem, A Visit from St. Nicholas, which was later published as The Night Before Christmas. Moore is credited with creating the modern image of Santa Claus as a jolly fat man wearing a red suit. However, his authorship is controversial. Some scholars suggest that it was Henry Livingston Jr. who wrote the poem.

12 QUEM FALA ASSIM QUEM FALA ASSIM Christmas Crossword Teacher Maria Fernanda Oliveira Christmas Wordsearch Teacher Maria Fernanda Oliveira 22 23

13 ÚLTIMA PÁGINA Esic é Cultura A Equipa de Eventos Culturais e Recreativos ESIC É CULTURA é um projeto que visa implementar, coordenar, articular e apoiar actividades culturais ecléticas, que se pretende venham a definir um perfil cultural da Escola numa perspetiva de trabalho colaborativo entre todos os agentes educativos. A Equipa de Eventos Culturais e Recreativos foi criada com o intuito de operacionalizar o projecto. No âmbito da diversidade de atividades culturais a realizar ao longo do ano letivo, destacam-se sessões literárias, exposições de arte, espetáculos, concertos, concursos e a comemoração de datas festivas. Este leque de atividades funciona como o espelho daquilo que a ESIC vai construindo no seu quotidiano, sempre com o objetivo de projetar a sua voz no interior e no exterior, mostrando o que de melhor se vai criando, não só com recursos internos, mas também com o apoio das inúmeras parcerias que se foram estabelecendo ao longo do tempo de vida da Escola. Pretende-se que a singularidade, a elegância e a distinção sejam a imagem de marca das actividades deste projeto e que todos se revejam e participem nestes momentos especiais que contribuem para fazer da ESIC a nossa família e a nossa casa. Recordemos alguns momentos da celebração dos 26 anos da ESIC. 24

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