EDITORIAL Mirandaalliance. Todos os direitos reservados. Agostinho Pereira de Miranda Presidente do Conselho de Administração

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1 ANO 2009 MAIO

2 EDITORIAL A capa desta edição da Miranda Alliance Newsletter aponta para o endereço do nosso novo website. Perdoarão os leitores alguma imodéstia, mas julgamos que o novo website segue os melhores padrões das firmas de advocacia internacionais no que respeita ao seu conteúdo informativo e ao grafismo moderno e atraente, de que resulta uma navegação interessante e divertida. Quisemos construir um website que reflicta os padrões de qualidade, dimensão dos recursos e a diversidade humana e cultural de que se compõe a Miranda Alliance mercê da sua presença em 11 países de 4 continentes. Percorrendo o nosso website ficará a conhecer o entusiasmante universo da Miranda Alliance, poderá constatar as nossas capacidades, conhecer os projectos desafiantes em que estamos envolvidos, espreitar as nossas iniciativas de responsabilidade social e, quem sabe, encontrar algumas caras conhecidas. Aceite o nosso convite e desfrute da visita em Outra iniciativa recente que queremos assinalar consistiu na edição no mês passado da Revista do Ano de 2008 da Miranda Alliance. Trata-se de uma viagem, em 48 páginas de texto e fotografia, através dos mais relevantes acontecimentos da Miranda Alliance ocorridos durante o ano que passou. A publicação, disponível apenas em português, poderá ser consultada em Na edição do próximo ano fica prometida uma versão também em língua inglesa. Por fim, mas por certo não menos importante, queremos felicitar o Luís Oliveira, o Rui Andrade, o Paulo Costa e o Samuel Almeida por se terem tornado os mais recentes sócios da Miranda desde o início deste ano. É o bem merecido reconhecimento do esforço, dedicação e talento dos nossos colegas Mirandaalliance. Todos os direitos reservados. Agostinho Pereira de Miranda Presidente do Conselho de Administração Rui Amendoeira Sócio Executivo

3 ANO 2009 MAIO ÍNDICE 04 PORTUGAL O PLANO DE ACÇÃO PORTUGUÊS RELATIVO À CONTRATAÇÃO ELECTRÓNICA 06 ANGOLA DECRETO SOBRE O RECRUTAMENTO E FORMAÇÃO DE TRABALHADORES 08 BRASIL NOVA LEI SOBRE O TRANSPORTE, ARMAZENAMENTO E COMERCIALIZAÇÃO DE GÁS NATURAL 09 CABO VERDE NOVO CÓDIGO DO IMPOSTO DO SELO 10 GUINÉ EQUATORIAL RECENTES DESENVOLVIMENTOS EM MATÉRIA CAMBIAL 11 GUINÉ-BISSAU NOVO QUADRO NORMATIVO DO SECTOR DAS TELECOMUNICAÇÕES 12 MACAU BENEFÍCIOS FISCAIS NO OR/ MOÇAMBIQUE FLEXIBILIZAÇÃO DAS REGRAS CAMBIAIS 15 SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE LEI DE COMBATE AO BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS 16 TIMOR-LESTE NOVAS REGRAS PARA A TOMADA DE DECISÕES DA ADMINISTRAÇÃO 17 MIRANDAALLIANCE UM NAVIO DE CRUZEIRO NÃO UMA LANCHA DE CORRIDA

4 PORTUGAL O PLANO DE ACÇÃO PORTUGUÊS RELATIVO À CONTRATAÇÃO ELECTRÓNICA C ontratação pública electrónica governamental diz respeito à utilização de tecnologias de informação e comunicação (TIC) por parte das administrações públicas, por forma a gerirem os seus processos de contratação relacionados com a aquisição de bens, serviços e obras públicas. Em 2003 tinha sido aprovado o Plano de Acção para a Sociedade da Informação, no qual se fixavam alguns objectivos e acções chave com vista ao desenvolvimento de diversas áreas, tendo a da contratação pública sido então considerada como prioritária. O Plano baseouse, parcialmente, num Relatório sobre a Contratação Pública Electrónica Governamental de Fornecimentos, levado a cabo, em 2001, por um Grupo de Trabalho constituído pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Considerou-se que a contratação pública em Portugal se caracterizava, na altura, por a) múltiplos departamentos de pequena dimensão responsáveis pela aquisição de bens e serviços; b) mais de 1500 entidades com autonomia financeira e diferentes perfis de contratação e sem coordenação centralizada; c) um elevado grau de variação ao nível organizacional e tecnológico entre diferentes entidades de cada Ministério; d) ausência de directrizes ou políticas comuns de contratação na Administração Central; e) ausência de utilização de plataformas tecnológicas na recolha de informação relacionada com a contratação ou a partilha de conhecimento; f) ausência de monitorização ou análise história dos contratos públicos; g) recursos humanos com um grau de conhecimento jurídico global adequado, mas, na melhor das hipóteses, com um conhecimento limitado das diferentes áreas de contratação, nomeadamente de prospecção e negociação; h) um grau elevado de suspeição de que as competências para efectuar compras em entidades individualmente consideradas pudessem ser esvaziadas. Foi neste contexto que, em Junho de 2003, foi aprovado o Programa Nacional de Compras Electrónicas (PNCE), um programa de modernização com a duração de três anos (Setembro de Dezembro de 2006), que visava implementar as TIC como uma ferramenta comum na contratação pública. A fase seguinte seria o alargamento da utilização de procedimentos electrónicos em matéria de contratação pública, com o intuito de atingir os seguintes objectivos no final do ano 2007: a) reestruturação do processo de contratação pública, envolvendo um novo modelo organizacional; b) negociação centralizada de acordos-quadro relativos a bens e serviços considerados transversalmente necessários; c) implementação de procedimentos assentes em meios electrónicos. O modelo organizacional para a contratação pública foi posto em prática através da criação da Agência Nacional de Compras Públicas (ANCP), por meio do Decreto-Lei n.º 37/2007. As principais atribuições da ANCP são as de assegurar a liderança, estratégia e coordenação global no âmbito da contratação pública, nomeadamente através da centralização da prospecção estratégica de bens e serviços correntemente necessários à Administração Central, conjuntamente com as Unidades Ministeriais de Compras (UMC), cuja função é centralizar as responsabilidades em matéria de contratação ao nível ministerial. As UMC destinam-se a garantir um nível intermédio de integração organizacional e um relacionamento simples e eficiente entre a ANCP e as entidades compradoras. É importante salientar que, salvo no que respeita a veículos, a ANCP não actua como verdadeira central de compras, mas apenas enquanto unidade central de contratação. Ao nível da União Europeia, a Comissão propôs-se modernizar e simplificar ainda mais os procedimentos de contratação pública, através do lançamento do Plano de Acção para a contratação pública electrónica, em Janeiro de A referida medida visava a implementação de um quadro legal coerente para a contratação pública electrónica e complementar as Directivas 2004/17 e 2004/19, que viriam a entrar em vigor a 1 de Fevereiro de O objectivo manifestado era o de permitir a qualquer empresa, apenas com um computador e ligação à Internet, apresentar propostas para contratos públicos por via electrónica, em qualquer lugar da União Europeia. Ao longo do desenvolvimento do Plano de Acção, a Comissão mostrou-se particularmente preocupada com o facto de uma implementação desconforme, com diferentes 04

5 regras e sistemas incompatíveis nos vários Estados Membros, poder constituir um obstáculo à implementação do mesmo. Identificou também um risco de novas barreiras electrónicas surgirem no comércio transnacional ou na contratação entre governo e particulares. Como parte do Plano, a Comissão emitiu um documento explicativo relativo aos requisitos legais e uma lista preliminar de requisitos funcionais para sistemas e ferramentas de contratação electrónica, por forma a garantir que os sistemas de contratação electrónica de todos os Estados Membros cumpririam as mesmas normas legais e técnicas e seriam compatíveis entre si. Outras medidas implementadas incluem o desenvolvimento de uma nova geração de formulários padronizados, online, para a publicação de anúncios de procedimentos de contratação, e um melhorado Vocabulário Comum para os Contratos Públicos (CPV), isto é, uma lista com, aproximadamente, produtos e serviços associados a um código numérico e traduzida para 20 línguas da União. As Directivas impõem às autoridades contraentes a utilização do CPV para descrever os bens ou serviços que querem comprar. Um dos temas mais exigentes salientados pelo Plano de Acção é a utilização transnacional de assinaturas electrónicas, nomeadamente as que assentam num certificado qualificado e que são criadas por um mecanismo de criação de assinatura segura. Se as assinaturas electrónicas são já um desafio para qualquer tipo de aplicação governamental electrónica, o uso das mesmas no âmbito da contratação pública pode ser particularmente complexo. O Plano de Acção destaca, em particular, a necessidade de tornar os sistemas e as ferramentas utilizadas na contratação electrónica compatíveis entre si, para, assim, permitir aos interessados a participação em qualquer processo de contratação que tenha lugar na União Europeia. contratação pública, as quais se crê estarem a proporcionar uma redução de custos de 130 mil milhões de euros por ano em toda a União Europeia. Os anúncios de contratos aos quais se aplicam as Directivas da União Europeia sobre contratação devem ser publicados no Suplemento do Jornal Oficial da União Europeia e no Tenders Electronic Daily. Por forma a tornar mais fácil a utilização de anúncios electrónicos, a Comissão adoptou um Regulamento relativo a Formulários Padrão Revistos para a publicação de notificações. O acesso aos templates electrónicos padrão pode ser feito online no sítio do SIMAP (http://www.simap.eu.int), juntamente com a documentação técnica para o envio de anúncios em formato electrónico estruturado (XML). Em Julho de 2005, a Comissão Europeia emitiu uma Nota Explicativa SEC(2005) 959 que resume e interpreta de forma pragmática o novo quadro jurídico da União, no que respeita à contratação electrónica objecto das Directivas 2004/18 e 2004/17, com o objectivo de auxiliar os Estados Membros na transposição das normas relevantes para a legislação nacional e também as autoridades adjudicantes na efectiva aplicação. O documento segue a lógica subjacente às Directivas, segundo a qual qualquer interessado, utilizando equipamento simples e comum e com um grau mínimo de conhecimento de tecnologias da informação, deve conseguir participar num processo de contratação conduzido electronicamente. Cobre os princípios gerais do quadro legal, o uso de meios electrónicos em todas as fases do processo e as novas ferramentas e procedimentos, tais como leilões electrónicos e sistemas de aquisição dinâmicos. Além disso, trata de questões transversais, tais como a utilização de assinaturas electrónicas e como lidar com a coexistência de meios electrónicos e de papel no prazo transitório. A parte substancial destas matérias foi objecto do Decreto-Lei n.º 143-A/2008. Os potenciais benefícios da contratação electrónica são consideráveis. Com efeito, espera-se que a utilização generalizada da contratação pública electrónica permita poupar cerca de 5% por ano, a partir de Este facto vem acrescer ao efeito estimado das Directivas relativas à 05

6 ANGOLA DECRETO SOBRE O RECRUTAMENTO E FORMAÇÃO DE TRABALHADORES A pós vários anos em preparação, foi aprovado, através do Decreto n.º 116/08, de 14 de Outubro, o diploma sobre o recrutamento e formação de trabalhadores estrangeiros não-residentes e angolanos por empresas do sector petrolífero (designado por Decreto sobre o Recrutamento e Formação de Trabalhadores). Ficam revogados os anteriores diplomas relativos à formação e recrutamento de trabalhadores petrolíferos, nomeadamente o Decreto n.º 20/82 e os Decretos Executivos Conjuntos n.º 124/82 e 125/82. Âmbito O Decreto sobre o Recrutamento e Formação de Trabalhadores aplica-se às empresas estrangeiras e às empresas angolanas cuja maioria do capital seja detido por sócios estrangeiros e que prossigam actividades petrolíferas, nos termos daquele diploma, ou que prestem serviços aos operadores petrolíferos. Ao contrário do que estabelecia o Decreto Executivo 124/82, o novo diploma não prevê qualquer isenção para as empresas que tenham apenas um interesse financeiro nas actividades de prospecção e produção (i.e., os não operadores). Contratação de Expatriados O Decreto sobre o Recrutamento e Formação de Trabalhadores mantém os princípios fundamentais que, de há muito, têm orientado a contratação de trabalhadores estrangeiros nãoresidentes (expatriados), e que já se encontravam plasmados nos anteriores diplomas (nomeadamente no Decreto 20/82 e Decreto Executivo Conjunto 125/82). Assim, as empresas abrangidas pelo novo diploma estão obrigadas a preencher os seus quadros de pessoal através da contratação de cidadãos nacionais, independentemente da categoria ou função profissional em causa, bem como tratar de forma igual os trabalhadores estrangeiros e angolanos que ocupem a mesma posição, designadamente no que respeita ao perfil de funções, remuneração e benefícios sociais. Não obstante este princípio, as empresas poderão contratar trabalhadores estrangeiros não-residentes, mediante prévia autorização do Ministério dos Petróleos, desde que demonstrem a inexistência, no mercado local, de trabalhadores angolanos disponíveis devidamente qualificados para a função pretendida. Para o efeito, deverão as empresas realizar um detalhado processo de recrutamento, o qual exige, entre outros aspectos, a publicação de anúncios para recrutamento de cidadãos nacionais para as posições disponíveis, bem como a remessa ao Ministério dos Petróleos dos Curriculum Vitae enviados pelos candidatos. Contrato Programa Uma das principais inovações introduzidas pelo diploma consiste na criação da figura do Contrato Programa. Nos termos das novas regras, as empresas estão obrigadas a celebrar um Contrato Programa com o Ministério dos Petróleos, no âmbito do qual são assumidos compromissos relativamente ao desenvolvimento dos recursos humanos da empresa, nomeadamente informação acerca da respectiva estrutura orgânica e perspectivas de progressão, plano de carreira profissional e objectivos/metas a atingir no quadro do processo de integração de pessoal angolano ( angolanização ). Contribuição para a Formação As empresas abrangidas pelo diploma devem afectar anualmente, a benefício do Ministério dos Petróleos, um montante para o desenvolvimento e formação dos trabalhadores angolanos do sector petrolífero (Contribuição para a Formação). Esse montante é fixado em função do tipo de actividade exercida pela empresa e calculado por referência a um dos seguintes critérios: i) estado de desenvolvimento do respectivo bloco (concessão); ii) volume de barris de petróleo produzidos; ou iii) percentagem do volume de negócios ou do valor do contrato. Nos blocos ou áreas de concessão com mais do que uma empresa participante, a Contribuição para a Formação será paga pelo operador em nome da respectiva associação ou grupo empreiteiro. Os operadores deverão ainda cobrar a Contribuição para a Formação devida pelos seus fornecedores ou prestadores de serviços mediante retenção nos pagamentos que lhes forem devidos. Os montantes recolhidos deverão ser entregues ao Ministério dos Petróleos com destino ao Fundo de Formação e Desenvolvimento dos Recursos Humanos Angolanos do Sector Petrolífero. A Contribuição para a Formação é paga com periodicidade trimestral, até ao último dia do mês subsequente ao trimestre a que diga respeito. A declaração dos montantes devidos deverá ser previamente entregue ao Ministério 06

7 dos Petróleos até ao dia 15 desse mês. Por outro lado, durante o último mês de cada trimestre, os operadores petrolíferos deverão remeter ao Ministério uma lista de todos os contratos que celebraram, ou pretendem celebrar, com os seus fornecedores e prestadores de serviços. As despesas com a formação são consideradas despesas dedutíveis para efeitos do imposto sobre o rendimento que for devido. Contudo, o Decreto sobre o Recrutamento e Formação de Trabalhadores não estabelece qualquer isenção quanto à aplicação da Contribuição para a Formação. Espera-se que eventuais isenções venham a ser criadas através de regulamentação futura do diploma. Com efeito, tem sido prática do legislador angolano fazer uso de diplomas regulamentares para conceder isenções fiscais, pelo que não será de surpreender se a futura regulamentação do Decreto sobre o Recrutamento e Formação de Trabalhadores vier a prever isenções semelhantes àquelas que constavam do anterior Decreto Executivo 124/82. Outras Obrigações Para além do anteriormente referido, devem ainda as empresas apresentar ao Ministério dos Petróleos o seguinte: Uma lista dos trabalhadores estrangeiros já admitidos, com discriminação do nome, categoria, função, local de trabalho, remuneração, subsídios e outros benefícios sociais, justificação para a contratação, certificados de qualificações profissionais e descrição das funções; Planos de Desenvolvimento de Recursos Humanos, sendo o primeiro plano devido no prazo de 180 dias a contar da assinatura do Contrato Programa, e os planos anuais subsequentes até 31 de Outubro de cada ano; Relatórios detalhados sobre a execução dos Planos de Desenvolvimento de Recursos Humanos, a serem apresentados até 31 de Março de cada ano. Inspecção Está prevista a realização de inspecções por parte do Ministério dos Petróleos às empresas abrangidas pelo diploma para verificação do grau de cumprimento do mesmo. No entanto, não foram definidas quaisquer orientações sobre a forma como tais inspecções deverão ser conduzidas. Regime Sancionatório O incumprimento das obrigações constantes do Decreto sobre o Recrutamento e Formação de Trabalhadores poderá dar origem à aplicação de multas, cujo valor varia entre 2,5% e 50% do montante anual da Contribuição para a Formação, dependendo da natureza da infracção. Acresce que os infractores ficarão, na maioria dos casos, impedidos de celebrar quaisquer novos contratos relacionados com a actividade petrolífera, até que assegurem o pleno cumprimento das disposições constantes do diploma. Regulamentação Aguarda-se que, em futuro próximo, seja aprovada regulamentação que concretize e implemente diversas matérias previstas no diploma, assim como esclareça alguns aspectos omissos ou tratados de forma menos clara. 07

8 BRASIL NOVA LEI SOBRE O TRANSPORTE, ARMAZENAMENTO E COMERCIALIZAÇÃO DE GÁS NATURAL À semelhança do que sucede em vários outros países, o gás natural tem vindo a assumir no Brasil uma posição cada vez mais importante como fonte primária de energia. Depois de um longo período em que desempenhou um papel secundário no mix energético brasileiro, o gás natural tornou-se uma fonte alternativa de energia estratégica, tanto para o sector privado, como para o sector público. Reconhecendo essa realidade, o Senado Brasileiro aprovou, em 3 de Dezembro de 2008, um novo Projecto-Lei relativo ao transporte, armazenamento e comercialização de gás natural, a designada Lei do Gás. Espera-se que esta lei, cujo processo de elaboração demorou quase 4 anos, introduza um quadro regulatório mais claro e completo para benefício dos agentes económicos. O principal objectivo da Lei do Gás consiste na promoção de um regime de livre concorrência no mercado do gás que permita reduzir a dependência do Brasil face ao gás importado de outros países, em especial da Bolívia. Esse desiderato será alcançado através do estímulo à produção nacional e ao aumento da concorrência entre os produtores nacionais. Mas para tal é essencial investir e alargar a rede nacional de gasodutos. As principais inovações introduzidas pela Lei do Gás consistem, entre outras, i) na afirmação do princípio de que os consumidores devem ter livre acesso aos produtores, importadores e distribuidores de gás e ii) o estabelecimento do regime de concessão para a construção e utilização da rede de gasodutos, a atribuir através de concurso público. Todos os contratos anteriores à Lei do Gás relativos à operação dos gasodutos actualmente existentes ficam salvaguardados, não sendo afectados pelo novo diploma. O designado regime de autorização, que era o único consagrado na anterior legislação, continuará a aplicar-se mas apenas em relação a gasodutos operados ao abrigo de acordos internacionais ou quando o gasoduto deva ser utilizado por um único consumidor. De acordo com o regime de autorização ainda em vigor, a utilização por terceiros da capacidade de transporte de um gasoduto deve ser objecto de negociação com o respectivo proprietário. Nos termos do novo regime de concessão, a utilização da capacidade de um gasoduto vai ser objecto de regulação, estando as concessionárias obrigadas a disponibilizar a capacidade extra disponível aos demais membros da indústria com base em tarifas a serem fixadas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Relativamente aos gasodutos autorizados até à entrada em vigor da Lei do Gás, ou que estejam em processo de licenciamento ambiental, a obrigação de disponibilização de capacidade extra só será aplicável ao fim de 10 anos a contar da data da autorização. Durante os primeiros 10 anos, os operadores manterão um direito de utilização exclusivo. A Lei do Gás define ainda o regime legal aplicável ao futuro armazenamento de gás natural no âmbito da própria rede nacional de gasodutos, não obstante não existirem presentemente unidades de armazenamento de gás na rede de gasodutos brasileira. Um outro aspecto importante da nova lei consiste no facto de se permitir a utilização de fundos disponíveis em contas especiais do Estado, como é o caso da Conta de Desenvolvimento Energético, para financiar a construção e expansão da rede de gasodutos por forma a que a mesma possa chegar às zonas mais remotas do país que ainda não estão cobertas. Sendo a Lei do Gás uma lei federal, a mesma define apenas os aspectos e princípios gerais aplicáveis ao transporte, armazenamento e comercialização do gás natural, carecendo agora de ser regulamentada a nível estadual. 08

9 NOVO CÓDIGO DO IMPOSTO DO SELO CABO VERDE A través da Lei n.º 33/VII/2008, de 8 de Dezembro, foi aprovado um novo Código de Imposto do Selo em Cabo Verde, o qual entrou em vigor a 1 de Janeiro de O novo código representa um salto qualitativo importante no que respeita à definição das regras e princípios aplicáveis à liquidação, definição das taxas e pagamento do imposto. O número de situações sujeitas a imposto do selo foi substancialmente reduzido e a tributação indirecta saíu beneficiada em termos de consistência pela introdução de uma regra geral de não sujeição a imposto de todas as operações já abrangidas pelo Imposto sobre o Valor Acrescentado. Não menos importante é a abolição do imposto do selo de recibo, o qual era liquidado à taxa de 0,7%. As situações sujeitas a imposto do selo podem ser segregadas nas seguintes quatro categorias: i) operações financeiras, ii) operações societárias, iii) transacções sobre bens imóveis e iv) actos jurídicos documentados. Operações Financeiras A utilização de crédito (mútuos), suprimentos, garantias, operações de seguro, juros e comissões cobradas por instituições financeiras são as principais operações financeiras sujeitas a imposto do selo nos termos do novo código. As entidades responsáveis por proceder à liquidação, cobrança e entrega do imposto devido são os Cartórios Notariais, as instituições financeiras ou as seguradoras, dependendo das operações em causa. As taxas aplicáveis às operações financeiras variam entre o mínimo de 0,5% (no caso de garantias) e o máximo de 5% (sobre juros). O novo diploma estabelece várias isenções, entre as quais se destaca a) a utilização de crédito concedido pelo Estado ou pelo Banco de Cabo Verde; b) juros, prémios ou comissões devidas por operações realizadas junto da Bolsa de Valores de Cabo Verde; e c) suprimentos efectuados em sociedades de capital de risco. Operações Societárias A constituição ou transformação de sociedades comerciais, bem como o aumento do seu capital social, são igualmente sujeitos a imposto do selo. A entidade responsável pela liquidação, cobrança e entrega do imposto são os Cartórios Notariais e as Conservatórias do Registo Comercial, conforme o caso. O imposto é devido no momento da outorga da escritura pública que titula a operação societária em causa ou apresentação do acto a registo. A taxa de imposto aplicável é de 0,5%. A constituição de sociedades de capital de risco, e o aumento do respectivo capital social, estão isentos de imposto do selo. Transacções sobre Imóveis A transmissão da propriedade, arrendamento e locação financeira de bens imóveis encontram-se também sujeitos a imposto. Neste caso, é feita uma distinção entre as transacções sujeitas a escritura pública e as que podem ser efectuadas por meio de documento particular. No caso das primeiras, os Cartórios Notariais são responsáveis pela liquidação, cobrança e entrega do imposto ao Estado. No que respeita ao segundo tipo de transacções (não sujeitas a escritura pública), compete aos senhorios (no caso de arrendamentos) e às instituições financeiras (no caso de locação financeira) a liquidação, cobrança e entrega do imposto. O imposto é devido aquando da outorga da escritura pública ou celebração do contrato por documento particular, conforme o caso. As taxas aplicáveis variam entre 1% (transmissão de propriedade) e 10% (arrendamentos e locação financeira). Actos Jurídicos Documentados Os contratos celebrados por documento particular, escrituras públicas e demais actos praticados perante notários, tribunais e conservatórias do registo encontram-se também sujeitos a tributação em sede de imposto do selo. Os contratos celebrados por documento particular estão sujeitos a imposto do selo à taxa fixa de 1.000$00 Escudos cabo-verdianos por cada acto ou contrato. Aos contratos sujeitos a escritura pública e demais actos praticados perante notários, tribunais e conservatórias do registo é aplicável uma taxa de 15%. Entrega do Imposto A entrega dos montantes respeitantes a imposto do selo deverá ser efectuada mensalmente, até ao 15.º dia do mês imediatamente seguinte àquele em que o imposto foi pago. Para o efeito, deverá ser preenchido e entregue na Repartição de Finanças um formulário oficial, identificando cada uma das operações geradoras de responsabilidade de imposto. Declaração Anual Os sujeitos passivos de imposto que exerçam actividades comerciais ou industriais são obrigados a apresentar uma declaração anual de imposto do selo. Obrigações Contabilísticas As entidades obrigadas a manter contabilidade organizada devem organizar os seus registos contabilísticos de modo a possibilitar a identificação dos montantes de imposto do selo por si liquidados ou pagos em cada período fiscal. 09

10 GUINÉ EQUATORIAL RECENTES DESENVOLVIMENTOS EM MATÉRIA CAMBIAL E m Novembro de 2008, o Ministro das Finanças da Guiné Equatorial veio impor, através da Ordem 2/2008, um conjunto de requisitos para a realização e recepção de transferências bancárias. Esta Ordem tem dois propósitos principais: i) o combate à evasão fiscal e branqueamento de capitais e ii) a efectiva observância do Regulamento da CEMAC 02/00/CEMAC/UMAC/CM, de 29 de Abril de Sendo a Guiné Equatorial membro da Comunidade Económica e Monetária da África Central (CEMAC), os Regulamentos da CEMAC são directamente aplicáveis e obrigatórios no país, derrogando automaticamente quaisquer normais nacionais de sentido contrário. Não obstante, tais Regulamentos não têm sido aplicados de forma inteiramente consistente. É o que se tem verificado com o Regulamento 02/00/CEMAC/UMAC/CM, que procurou harmonizar as regras em matéria cambial aplicáveis a transacções entre Estados da CEMAC e países terceiros. O Regulamento da CEMAC exige que todas as transferências para pagamento de serviços ou importações sejam objecto de notificação ao Banco dos Estados da África Central (BEAC). Por outro lado, todos os pagamentos de serviços ou importações que ultrapassem 5 milhões de Francos CFA (cerca de USD) devem ser efectuados através de bancos locais. Por força do Regulamento, os bancos estão obrigados a exigir a apresentação de uma factura pro-forma ou um documento de suporte equivalente para processar esses pagamentos, podendo também solicitar documentação e informação adicional para apurar qual a origem e destino dos fundos que irão ser transferidos. A Ordem 2/2008 vem exigir a apresentação aos bancos de i) cópia da factura definitiva emitida pelo prestador de serviços original e ii) uma declaração ajuramentada sobre a origem dos fundos, para o processamento de ordens de transferência para pagamento de serviços cujo montante exceda 10 milhões de Francos CFA (cerca de USD). Ficam os bancos proibidos de processar transferências tendo por base facturas emitidas pela sede ou um departamento de compras de uma empresa mãe. No caso de transferências para pagamento de importações, é ainda exigida a apresentação de um certificado de inspecção pré-embarque emitido por uma autoridade credenciada, no qual esta deverá atestar que inspeccionou a mercadoria antes da sua importação. As empresas que recebam transferências bancárias superiores a 10 milhões de Francos CFA de um país que não seja membro da CEMAC devem também apresentar ao seu banco local uma declaração ajuramentada sobre a origem e destino dos fundos. O mesmo se aplica às pessoas físicas, sendo que neste caso o limite é reduzido para 5 milhões de Francos CFA. A Ordem 2/2008 regula ainda as transferências relacionadas com trabalhos para o Estado e as transferências de dinheiro através da Western Union ou entidades similares. Quanto a estas, a Ordem 2/2008 limita-se a complementar o disposto na Ordem 1/2007, de Junho de 2007, ao limitar as remessas a 1 milhão de Francos CFA (2.215 USD) por pessoa e por dia. 10

11 NOVO QUADRO NORMATIVO DO SECTOR DAS TELECOMUNICAÇÕES GUINÉ-BISSAU D urante o ano de 2008, foi aprovado pelo Conselho de Ministros da Guiné-Bissau o novo quadro normativo do sector das telecomunicações. O pacote legislativo compreende uma nova lei de bases das telecomunicações e vários decretos regulamentares em matéria de interligação, regulamentação da oferta de redes e serviços de telecomunicações, fiscalização, sanções e resolução de conflitos e procedimentos gerais de consulta a observar pela Autoridade Reguladora Nacional. Estes diplomas constituem, por um lado, um sinal claro do empenho das autoridades guineenses na implementação de uma nova etapa no processo de liberalização do sector das telecomunicações e, por outro lado, visam acertar o passo com as exigências e calendários em matéria de política de telecomunicações resultantes da integração da Guiné-Bissau na União Económica e Monetária (UEMOA) e na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). Um dos traços fundamentais do novo quadro normativo assenta na reformulação do estatuto e poderes do Instituto das Comunicações da Guiné-Bissau - Autoridade de Regulação Nacional (ICGB-ARN). No que toca à questão da imparcialidade e independência, é de assinalar que embora os membros do Conselho de Administração do ICGB-ARN continuem a ser nomeados por resolução do Conselho de Ministros, tal nomeação está agora dependente da realização de um concurso público. Por outro lado, são conferidos ao ICGB-ARN novos poderes ao nível da definição das regras de concorrência, e é estabelecida a obrigatoriedade de recurso ao procedimento geral de consulta pública sempre que o ICGB-ARN pretenda adoptar medidas com impacto significativo no mercado das telecomunicações. Tendo por finalidade a criação de um mercado de telecomunicações verdadeiramente concorrencial e liberalizado, são estabelecidos deveres especiais de transparência para as empresas com uma quota de mercado significativa por forma a criar condições que permitam a entrada de novos operadores. A adopção de regras de contabilidade analítica e o dever de publicação da oferta técnica e tarifária de interligação são exemplos desses deveres. A nova legislação contempla igualmente inovações do ponto de vista tecnológico, tais como a portabilidade de números e a possibilidade de realização de contratos de roaming e inclui disposições em matéria de intercepção legal, prestação de serviços de circuitos alargados, serviços fixos comutados na transmissão de dados e acesso à RDIS. 11

12 MACAU BENEFÍCIOS FISCAIS NO OR/2009 À semelhança do que se tem verificado nos últimos anos, o Orçamento da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) para 2009 (OR/2009) estabelece várias isenções de imposto e deduções à colecta, nomeadamente isenção de contribuição industrial e imposto do selo, e dedução no âmbito do imposto profissional e contribuição predial urbana. Contribuição Industrial Em 2009 não será cobrada contribuição industrial. Imposto do Selo Para as apólices de seguro subscritas ou renovadas no ano de 2009, não será devido - sobre a soma do prémio, sobreprémios e quaisquer importâncias que constituam receitas das seguradoras cobradas conjuntamente com aquele ou em documento separado - o imposto do selo que, de outra forma, seria calculado à taxa de 2% para os seguros de acidentes pessoais (incluindo seguro de viagem), seguros de acidentes de trabalho e seguros-caução, 3% para os seguros marítimos e fluviais e 5% para os seguros de qualquer outra natureza. Imposto Profissional Manteve-se, para o ano de 2009, uma dedução à colecta do imposto profissional de 25% do valor da mesma, sendo ainda de MOP95.000,00 (menos de 9.500) a parcela de rendimentos isenta. Contribuição Predial Urbana Foi criada, para o ano de 2009, uma dedução à colecta da contribuição predial urbana pelo valor fixo de MOP3.500,00 (menos de 350), a qual é lançada oficiosamente e deve encontrar-se devidamente abatida nos conhecimentos de cobrança. Nas operações bancárias a realizar em 2009 não será devido imposto do selo sobre os juros e comissões relativos a operações de crédito activas, comissões de serviço bancário e outros proveitos bancários resultantes da actividade de guarda de valores, de intermediação nos pagamentos e de administração de capitais, as quais, não fora a isenção, seriam sujeitas à taxa de 1% sobre o montante global dos proveitos anuais apurados, com exclusão dos proveitos de operações cambiais. Pela transmissão de imóveis destinados a habitação de valor inferior a MOP ,00 (menos de ) não será devido imposto do selo, desde que o adquirente seja uma pessoa singular residente permanente da RAEM e não seja proprietário de bem imóvel aqui sito. 12

13 FLEXIBILIZAÇÃO DAS REGRAS CAMBIAIS MOÇAMBIQUE H á alguns meses, foi amplamente divulgado pelos órgãos de comunicação social moçambicanos que tinham sido liberalizadas as operações de remessa de divisas de e para o exterior do País. Tal afirmação, contudo, não pode deixar de ser vista como uma leitura algo desproporcionada do impacto que a nova Lei Cambial aprovada pela Assembleia da República terá no relativamente apertado regime de controlo cambial actualmente aplicável a pagamentos transfronteiriços. A nova Lei Cambial a Lei n.º 11/2009, de 11 de Março visa substituir a Lei Cambial aprovada pela Lei n.º 3/96, de 4 de Janeiro, diploma este que havia sido concebido para uma realidade económica distinta daquela que é presentemente vivida no País. Nessa conformidade, e em jeito de preparação para a livre circulação de pessoas, bens e serviços acordada no âmbito da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral ( SADC ), a Assembleia da República considerou necessário eliminar todo o tipo de restrições relativas a pagamentos e transferências relacionados com transacções internacionais correntes. Continuam a cair no âmbito de aplicação da nova Lei Cambial todo o tipo de actos, negócios, transacções e operações i) entre residentes e não residentes, que originem ou possam originar pagamentos ao e a partir do exterior, ou ii) que a lei qualifique como operação cambial. Em virtude do referido âmbito de aplicação, a nova Lei Cambial contém uma definição detalhada de residente cambial, a qual inclui, designadamente: Os Moçambicanos que residem no País Os estrangeiros que residem no País há mais de 1 ano As pessoas colectivas constituídas em Moçambique (independentemente da nacionalidade ou origem dos respectivos sócios ou accionistas) Sucursais locais e outras formas de representação de pessoas colectivas não residentes No que toca ao princípio básico estabelecido na nova Lei Cambial, avulta a obrigatoriedade de registo para todas as operações cambiais, princípio este que no entanto carece de regulamentação a aprovar pelo Conselho de Ministros. Não obstante a obrigatoriedade de registo, a nova Lei Cambial isenta de autorização as operações cambiais que sejam classificadas como transacções correntes. De acordo com o novo diploma, consideram-se transacções correntes todos os pagamentos ou recebimentos que não tenham por finalidade a transferência de capitais, nomeadamente pagamentos relacionados com o comércio externo, remessas de valores para despesas familiares e outras obrigações correntes entre residentes e não-residentes cambiais. O conceito de transacções correntes está, contudo, sujeito a concretização por via de regulamentação a aprovar pelo Conselho de Ministros. Por conseguinte, o grau efectivo de flexibilização das regras de controlo cambial será determinado pelo tipo e/ou pelo valor das transacções que venham a ser abrangidas pelo conceito de transacções correntes. Somente com base no texto da nova Lei Cambial é prematuro aferir quão flexível será o novo regime de controlo cambial no que respeita a pagamentos ao exterior. Por outro lado, resulta claro da nova Lei Cambial que há diversas operações que ficarão sujeitas a autorização, a saber, entre outras: A abertura e movimentação de contas de não-residentes em moeda nacional, quando estejam relacionadas com operações de capitais A concessão de qualquer tipo de crédito a residentes, incluindo o aceite de letras e de livranças por não-residentes Investimentos imobiliários levados a cabo por não-residentes e pagamentos conexos Pagamento de dividendos ou lucros a não residentes Abertura e movimentação de contas por residentes junto de instituições financeiras no exterior Garantias prestadas por residentes a favor de não-residentes Transferências em execução de contratos de seguro Outra matéria a ser objecto de regulamentação 13

14 MOÇAMBIQUE FLEXIBILIZAÇÃO DAS REGRAS CAMBIAIS (cont.) são os limites aplicáveis à livre entrada e saída de divisas e outros meios de pagamento sobre o exterior. No que respeita à entrada, o princípio é o da livre entrada de quaisquer montantes, havendo no entanto uma obrigação de declaração às autoridades se o limite a fixar for excedido. Nesta conformidade, os não-residentes têm, à partida do País, o direito de se fazerem acompanhar de importâncias que não excedam o montante declarado à chegada. Também estará sujeito a limite a definir o montante de divisas e outros meios de pagamento sobre o exterior que os residentes cambiais podem levar para o exterior. Em todo o caso, ser-lhes-á exigida a apresentação de comprovativo da respectiva retenção e posse legítima, comprovativo esse a emitir por entidade autorizada a exercer o comércio de câmbios isto é, bancos, casas de câmbios, agências de viagens ou de turismo, hotéis e similares e outras entidades legalmente habilitadas para o efeito. Em sede de implementação das regras de controlo cambial, o Banco Central o Banco de Moçambique continuará a desempenhar um papel decisivo, em especial no que toca aos procedimentos de autorização e de registo das operações e ao nível da fiscalização do respectivo cumprimento pelos diversos operadores. A violação do disposto na nova Lei Cambial poder dar lugar à aplicação de multas de valor até 1 milhão de MT, e ainda à perda a favor do Estado dos bens ou montantes utilizados ou obtidos no exercício ilegal de operações cambiais. No caso de infracções especialmente graves, as empresas podem mesmo ser proibidas de exercer a respectiva actividade económica por um determinado período. Apesar da sua aplicação generalizada a todos os sectores económicos, a nova Lei Cambial prevê expressamente alguns casos especiais que serão objecto de regulamentação específica, a saber: Remessas de emigrantes moçambicanos Intercâmbio em zonas fronteiriças Transferências de ganhos de jogo por não-residentes para o exterior Bolsa de Valores Zonas Francas Outras situações definidas em legislação especial Até à data em que o Conselho de Ministros vier a aprovar a regulamentação da nova Lei Cambial, mantém-se em vigor o actual Regulamento da Lei Cambial aprovado pelo Aviso do Banco de Moçambique n.º 5/GGBM/96, de 19 de Julho de 1996, salvo quando contrariar o disposto na nova lei. A futura regulamentação terá, assim, um papel fundamental no que respeita ao grau de flexibilidade do novo regime de controlo cambial, quando comparado com o actual regime. Parece, no entanto, seguro desde já afirmar que uma liberalização absoluta, na esteira do sugerido pela imprensa local, está ainda bem distante. 14

15 LEI DE COMBATE AO BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE A Assembleia Nacional aprovou a Lei de Combate ao Branqueamento de Capitais (Lei 15/2008, de 14 de Novembro). A nova lei está dividida em duas partes principais, uma que tipifica e pune o crime de branqueamento de capitais e outra que aborda as matérias de prevenção. O crime de branqueamento de capitais depende da verificação dos seguintes elementos: i) Existência de receitas ou outros bens que resultem da prática de um dos crimes previstos no diploma, como, por exemplo, o tráfico de drogas e armas, terrorismo, corrupção, extorsão de fundos e suborno ou fraude; ii) iii) Que o agente tenha conhecimento de que a obtenção dos bens tem origem numa actividade criminosa; Que o agente pratique um dos seguintes actos: a) converta, transfira, auxilie ou facilite a ocorrência de transacções relacionadas com esses bens, com o intuito de ocultar ou dissimular a sua proveniência ilícita ou auxiliar uma pessoa implicada a eximir-se à respectiva penalidade ; ou b) oculte ou dissimule a verdadeira natureza, origem, localização e propriedade desses bens ou direitos a eles relativos; ou c) adquira ou receba os bens e os utilize, iv) detenha ou conserve. Que o acto ilícito ocorra em território Santomense ou a bordo de navios ou aeronaves Santomenses. No caso dos actos descritos em iii) a) e b), o agente é punido com uma pena de prisão de 3 a 12 anos, ao passo que no caso da alínea c) a pena de prisão é reduzida para o mínimo de 1 e o máximo de 5 anos. Os bens são ainda declarados perdidos a favor do Estado. Apesar da novidade relacionada com a criação de um novo crime de branqueamento de capitais, o diploma visa principalmente a prevenção de transacções e crimes normalmente associados ao branqueamento de capitais. Para tanto, impõe obrigações bastante pormenorizadas dirigidas tanto a entidades financeiras como nãofinanceiras, tais como: i) Dever de identificação dos clientes e recusa de realização de qualquer operação caso o cliente não permita essa identificação; ii) iii) Dever de conservação dos documentos de identificação do cliente por um período de 10 anos, e 5 anos após o termo da relação com o cliente; Análise cuidadosa de qualquer operação que seja susceptível de configurar um crime de branqueamento de capitais. Se do exame da operação resultarem indícios da prática de crime, a entidade deve dar conhecimento desse facto ao Procurador-Geral da República; iv) Colaboração com as autoridades judiciárias e de fiscalização, nomeadamente fornecendo todas as informações e apresentando todos os documentos por estas solicitados; v) Dever de segredo relativamente às informações prestadas no âmbito do dever de colaboração e quando se encontre em curso uma investigação criminal; vi) Criação de mecanismos de controle que possibilitem o cumprimento dos deveres acima descritos e a prevenção da ocorrência de operações relacionadas com o branqueamento de capitais. As referidas entidades têm também o dever de prestar formação adequada aos seus empregados na prevenção do crime. A violação dos deveres acima descritos é punida com a aplicação de coimas e outras sanções acessórias, incluindo a inibição do exercício de cargos sociais e de funções de gestão por parte do infractor. O montante da coima pode ascender a Dbs ,00 (cerca de ). Das decisões finais deverá ser dada devida publicidade. 15

16 TIMOR-LESTE NOVAS REGRAS PARA A TOMADA DE DECISÕES DA ADMINISTRAÇÃO O Conselho de Ministros aprovou as novas regras aplicáveis ao Procedimento Administrativo, as quais foram publicadas no Jornal da República sob a forma Decreto-Lei n.º 32/2008, de 27 de Agosto, que entrou em vigor na mesma data. Este diploma estabelece os procedimentos a adoptar relativamente ao processo de formação da vontade administrativa, organização e funcionamento da Administração Pública e também as regras e procedimentos para a apresentação de requerimentos, reclamações e recursos, com vista à impugnação de um determinado processo de tomada de decisão sobre um acto administrativo. O Código de Procedimento Administrativo define, ainda, os direitos dos cidadãos, permitindo aos interessados a sua participação em qualquer processo de decisão em que estejam envolvidos, e assegurando mecanismos tutelares que permitam a salvaguarda dos direitos e interesses dos particulares. O diploma estabelece, igualmente, o dever de a Administração fundamentar com razões de facto e de Direito os actos administrativos que produz. O novo regime vem também regular a forma das comunicações, prazos para tomada de decisão, e a possibilidade de recurso administrativo de decisões proferidas por quaisquer órgãos da Administração. O Código de Procedimento Administrativo estabelece vários princípios reguladores das relações entre os órgãos e agentes da Administração e os interessados, tais como, entre outros, os princípios da i) igualdade, ii) imparcialidade, iii) gratuitidade e iv) o dever de a Administração proferir decisões num prazo razoável. Outros aspectos importantes regulados no referido Código consistem nas regras aplicáveis aos actos administrativos praticados pelas autoridades administrativas, nomeadamente quanto à sua i) validade, ii) eficácia e iii) revogação, assim como a definição dos critérios para o processo de tomada de decisão da Administração, limitando-se desse modo a prática de actos discricionários. Relativamente à validade dos actos administrativos, o Código estabelece que, no caso de faltar algum requisito essencial legalmente exigido, ou se o acto lesar um direito fundamental, o mesmo deve ser considerado nulo e sem qualquer efeito, podendo ser impugnado a todo o tempo por qualquer interessado. Acresce que qualquer acto administrativo ilegal pode ser revogado pela competente autoridade administrativa por sua própria iniciativa, ou a pedido de qualquer interessado através de reclamação ou recurso administrativo. Os actos administrativos são vinculativos desde a data da sua entrada em vigor, e o seu incumprimento pode conduzir à aplicação de uma medida coerciva, a qual deve ser previamente notificada aos interessados. Para assegurar o cumprimento dos actos administrativos devidamente notificados, as autoridades administrativas podem: i) Intentar uma execução fiscal, no caso de falta de pagamento voluntário de uma quantia em dívida; ii) iii) Tomar posse administrativa de um bem, quando os particulares não cumpram a obrigação de o entregar às Autoridades Administrativas; e Exigir a prestação de um facto, que resulta de uma obrigação criada por um acto administrativo. Por outro lado, qualquer interessado tem o direito de requerer a revogação ou a alteração de quaisquer actos administrativos por meio de reclamação ou recurso, no prazo de 15 dias a contar (i) da publicação do acto no Jornal da República, (ii) da sua notificação no caso da publicação não ser obrigatória, ou, nos restantes casos, (iii) da data em que o interessado tomou conhecimento do acto em causa. O recurso suspende a vigência do acto impugnado, salvo se a lei estipular expressamente o contrário, ou quando se considere que a suspensão pode pôr em causa o interesse público. Nos casos em que o interesse público deva prevalecer, o acto administrativo mantém-se em vigor até decisão em contrário das autoridades administrativas ou judiciais. Em conclusão, o principal desafio do novo Procedimento Administrativo consiste na implementação de um sistema de garantias que minimize o risco de práticas abusivas ou discricionárias, ao mesmo tempo que confere à Administração a flexibilidade necessária para actuar eficazmente na prossecução do interesse público. 16

17 UM NAVIO DE CRUZEIRO NÃO UMA LANCHA DE CORRIDA MIRANDAALLIANCE O título deste artigo é inspirado por uma declaração proferida recentemente pelo Presidente Obama quando procurava justificar determinadas decisões da sua Administração. Uma lancha de corrida é construída para efectuar curtas, ainda que excitantes, corridas de 2 horas em condições perfeitas de navegação. Ao contrário, um navio de cruzeiro é concebido para transportar um amplo número de passageiros para os destinos mais longínquos, sem se desviar da sua rota mesmo nas condições de mar mais adversas. A ponta do compasso determina o destino final; quanto mais longa for a viagem, mais importante será navegar na direcção certa. Quando começámos a construir o nosso novo website ainda o Presidente Obama não tinha proferido as referidas declarações. No entanto, a expressão que dá título ao artigo não poderia reflectir melhor o nosso estado de espírito quanto nos lançámos a este projecto. Decidimos desde o início que não queríamos apenas fazer mais um website bonito exibindo as nossas cores e o nosso logótipo. No tempo em que vivemos, o website de uma firma de advogados deve ser capaz de transmitir muito mais do que apenas o conteúdo de uma brochura promocional. À medida que fomos planeando o trabalho e trocando ideias entre nós, tornou-se evidente que o website da Miranda teria de ser estruturado como uma plataforma que fosse capaz de transmitir diversos tipos de conteúdos, utilizando quer as tecnologias do presente, quer as do futuro. A banda larga chega, imparavelmente, a um número cada vez maior de utilizadores em todo o mundo, e passou a ser normal trabalhar com ligações de 50 megabites por segundo. O grande desafio para um website é que o mesmo tenha capacidade de pôr em contacto os destinatários certos com o tipo de conteúdos adequados, ao mesmo tempo que vai aproveitando e adaptando-se aos avanços tecnológicos. Pensemos no seguinte exemplo: Hoje os jornalistas consultam os websites das firmas de advogados em busca de notícias e retiram os comunicados de imprensa disponíveis seja em versão Word ou PDF. Os jornalistas de amanhã irão à procura de vídeos que possam inserir nas versões online dos seus jornais ou publicações. Se o website não disponibilizar esse tipo de conteúdo não estará em grande medida a cumprir a sua função. Por isso, não resta às firmas de advogados outra alternativa que não seja evoluir e adaptarem-se permanentemente à mudança. O conteúdo do nosso website tem de ser interessante e apelativo se queremos que as pessoas que o visitam adquiram o hábito de regressar regularmente. Vejamos o caso das apresentações em Power Point, por exemplo. A maioria dos websites de firmas de advogados apenas permitem que as apresentações sejam descarregadas em formato de ficheiro PDF. Como é bom de ver, o ficheiro PDF é a melhor forma de destruir o mérito e o conteúdo de uma apresentação em Power Point, porquanto não existem animações, as transições não são visíveis e perde-se a voz do apresentador. Ora, a plataforma do nosso website está preparada para permitir a breve prazo a exibição das animações e transições contidas nas apresentações PP. Por outro lado, uma firma com as características da Miranda tem fortes preocupações no plano da responsabilidade social e, nessa medida, quisemos aproveitar a plataforma do website para promover e dar visibilidade a algumas das causas e projectos que apoiamos. O cabeçalho do website contém uma ligação permanente que permite aceder a informação sobre como aderir à equipa da Miranda no projecto World Community Grid. Essa ligação está permanentemente acessível durante a consulta de todas as páginas do website. O mesmo sucede em relação à ferramenta de pesquisa que permite aos visitantes pesquisar a nossa biblioteca na busca de livros e publicações por comparação com o acervo de outras bibliotecas jurídicas. Através desta funcionalidade, colocamos a nossa biblioteca à disposição dos estudantes de Direito que desejem consultar obras que não estejam disponíveis noutras bibliotecas pesquisadas. Assumimos que o nosso website reflecte uma atitude moderna. É nosso lema procurar acompanhar as tendências mais contemporâneas, e esse espírito reflecte-se claramente na qualidade dos nossos serviços. Mais do que nunca, é dessa forma inovadora que queremos ser vistos pelos nossos clientes, e nesse sentido procuraremos que quaisquer instrumentos de promoção ou divulgação futuros estejam em sintonia com o estilo e conceito do website. Por todas estas razões percebe-se sem dificuldade porque é que o novo website não é uma lancha de corrida: não é uma brochura concebida para um evento isolado. É antes um navio de cruzeiro que está orientado para um porto de destino muito concreto. Para que possamos fruir de todas as potencialidades do website, temos de ser capazes de adaptar as nossas rotinas e comportamentos a esta nova ferramenta. A prazo, o website será o instrumento catalizador de várias mudanças nas nossas rotinas e procedimentos internos. 17

18 CONTACTOS PORTUGAL BRASIL GUINÉ-BISSAU MOÇAMBIQUE Miranda Correia Amendoeira & Associados Bichara, Barata, Costa & Rocha Advogados Octávio Lopes Advogados Pimenta, Dionísio e Associados Rua Soeiro Pereira Gomes, L Lisboa - Portugal Tel.: Fax: Rua do Ouvidor, /28/29º andares Rio de Janeiro - RJ - Brasil Tel.: Fax: Rua da Granja Caixa Postal 127 Rossio - Luanda - Bissau República da Guiné-Bissau Tel.: Fax: Rua D. Diniz, n.º 14 Bairro de Sommerschild Maputo - Moçambique Tel.: / /8 Fax: ANGOLA CABO VERDE GUINÉ EQUATORIAL SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE Fátima Freitas Advogados JD Advogados Solege - Sociedad Limitada Edmar Carvalho Advogados Luanda Edifício Monumental Rua Major Kanhangulo, 290-1º dtº C.P Luanda - Angola Tel.: /57/92 Fax: Travessa Luís de Melo, n.º 9-1º andar C.P. 958, Cidade da Praia - Santiago República de Cabo Verde Tel.: Fax: Rua Kenya s/n Malabo - República da Guiné Equatorial Tel.: Fax: Av. da Independência 392, II/III Caixa Postal 1092 São Tomé - São Tomé e Príncipe Tel.: Fax: Cabinda Rua de Macau, S/N Cabinda - Angola Tel.: Fax: Lobito Avenida Marechal Craveiro Lopes, n.º 4/B - 1º andar Lobito - Benguela EUA (HOUSTON) Miranda Alliance LLC Two Allen Center 1200 Smith Center, Suite 1600 Houston, TX EUA Tel.: Fax: MACAU Jorge Neto Valente Advogados Av. Dr. Mário Soares, 25 (Edif. Montepio) AP. 25-2º Caixa Postal 397 Macau - China Tel.: Fax: TIMOR-LESTE Miranda Correia Amendoeira & Associados Mandarin Díli - Timor-Leste Tel.: Miranda Alliance é uma associação internacional de sociedades e escritórios de advogados com presença em 11 países. 18

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