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1 Transplante de Córnea: O que é e serve. para que O Transplante de Córnea é o transplante de órgãos mais realizado no mundo e também o de maior sucesso. Vamos aqui explicar o que é e como funciona essa cirurgia. O que é a córnea? Córnea é o tecido transparente que fica na frente do nosso n olho. É através delee que a luz entra no nosso olho. Caso ela perca sua transparência a visão vai ficar prejudicada. Para entender melhor, imagine um u relógio com o vidro arranhado, embaçado... Mesmo que a máquina do relógio estejaa funcionando, não vai ser possível ver as horas. É igual à córnea: caso ela esteja embaçada, arranhada, mesmo que o resto do olho esteja sadio, a visão vai ficar ruim. Quem precisa fazer o Transplante? Para que serve? O transplante de córnea está indicado, obviamente, para algumas doenças da córnea. Muitas pessoas acham que essa cirurgia resolve qualquer doença no olho, mas não é assim. Só as doenças da córnea podem p se beneficiar dela. Não existe transplante de todo o olho, ou transplante de retina etc.... As principais indicações para transplante de córnea são: Ø Ceratoconee Ø Cicatrizes pós algum trauma Ø Distrofias de córnea Ø Doenças congênitas (presentess no nascimento) Paciente com ceratoconee e opacidade de córnea. Para esse caso, um transplante seria uma boa indicação Córnea em forma de d bico Ceratocone

2 No entanto, várias doenças, das mais simples, comoo conjuntivite até casos de infecção pelo vírus da herpes (herpes ocular) podem levar a complicações que necessitem de um transplantet e de córnea. Córnea com perda da transparênciaa (opacidade de córnea) De onde vem a córnea doada? Como em todo transplante, o tecido (no caso a córnea) vem de um doador morto. Após a liberação da família, a córnea é retiradaa e enviadaa a um banco de olhos. Esse banco de olhos, avalia, prepara e distribui a córnea que será usada na cirurgia. Quem pode doar a córnea? Qualquer pessoa que queira doar r seus órgãos após a morte e ajudar outras pessoas que sofrem de problemass visuais. Não há qualquer restrição em relação a ter feito cirurgias oculares, ter glaucoma etc... Também não há limitação de idade. As córneas que o banco de olhos considerar que não devem serr usadas para transplantes serão usadas em pesquisas científicas ouu em treinamentos de novos cirurgiões. Qual a importância da doação? No Brasil, o número de transplante de córnea de córnea vem crescendo, mas ainda é muito pequeno em relaçãoo ao número de pessoas que esperam por essa cirurgia. Algumas pessoas estão hoje praticamen nte cegas e após a cirurgia vão poder voltar a levar uma vida normal sem limitações. Inclusive há muitas crianças esperando esse momento. Aonde é feita a cirurgia? A cirurgia de transplante de córnea é feita por Médicoss Oftalmologistas com sub-especialidade em córnea e segmento anterior, em centro cirúrgico de clínicas e hospitais, tanto públicoss como privados. Tanto os médicos quanto os hospitais precisam estar credenciados no sistema nacional n dee transplantes.

3 Há risco de contrair doenças infecciosas? Não. As córneas são avaliadas segundo rigorosas normas de controle internacionais e só são liberadas para cirurgia com a certeza que não representam risco para o paciente que irá recebê-la. Quantas cirurgias de transplante de córnea são feitas no Brasil? O Brasil dispões de um dos maiores programas públicos de transplante de orgãos e tecidos do mundo. No primeiro semestre de 2009 foram realizados 6151 transplantes de córnea no país. O estado de São Paulo lidera as estatísticas com 2948 transplantes. Minas Gerais com 713 e Paraná com 507 vem em seguida. Há risco de rejeição de transplante de córnea? Sim. Como em todo transplante de órgão há risco de rejeição. Mas no caso da córnea essa rejeição não representa risco iminente de vida como no transplante de coração ou de rim por exemplo. Muitas vezes é possível controlar essa rejeição com colírios e tratamento sistemico. Transplante de Córnea: Como é a cirurgia Pré Operatório: Como em toda cirurgia oftalmológica, são feitos diversos exames antes da cirurgia. Dados como pressão ocular, alterações retinianas ou do nervo óptico vão alterar o prognóstico da cirurgia. Anestesia: Geralmente é feita com anestesia local com sedação. Em algumas situações, o médico pode optar por fazer anestesia geral, para diminuir a chance de algumas complicações durante a cirurgia. Técnica cirúrgica: Existem 3 tipos de transplante de córnea: Transplante Penetrante de Córnea, Transplante Lamelar de Córnea e Transplante Endotelial de Córnea. 1 Transplante Penetrante da Córnea: Esse é o modelo clássico do transplante de córnea. Nele troca-se toda a região central da córnea. Toda a sua espessura. A córnea do paciente (receptor) e a córnea doada (doador) são cortadas com uma lâmina de corte especial chamada trépano. Isso é a trepanação da córnea.

4 trépano de d cornea retiradaa da córnea doente Depois de colocar a córnea doada, sutura-se as duas partes (receptor e doador) com fios de sutura muito finos (mononylon 10.0). A sutura pode ser com pontos separados (geralmente 16) ou com uma sutura s contínua. aspecto final da cirurgia 2 Transplante Lamelar da Córnea: Nessa modalidade não retira-se toda a espessura da córnea do paciente.. Retira-se apenas a porção anterior da córnea, que está doente, mas preserva-se as camadas mais profundas da córnea que estão sadias. Obviamente esse modalidade só serve paraa alguns tipos de doenças. Principalmente as doenças que não afetam todas as camadas c da córnea.

5 A sutura da córnea é realizada da mesma forma como o transplante penetrante. 3 Transplante Endotelial da Córnea: Existem algumas doenças de córnea em que só a porção mais profunda da córnea está doente e o restante está normal. Para essas doenças é possível trocar só essa camada profunda, chamada endotélio. O transplante endotelial da córnea não é uma cirurgia tão comum. Ao contrário dos outros 2 tipos de transplante, não é preciso dar tantos pontos. A grande indicação para esse tipo de transplante é a distrofia endotelial da córnea (Distrofia de Fuchs). Pós operatório: O pós operatório do transplante de córnea o paciente vai precisar evitar grandes esforços físicos e usar os colírios (antibioticos e anti-inflamatorios) de forma correta. Esses colírios tem por objetivo evitar infecções e reduzir a chance de rejeição da córnea. O tempo de uso desses colírios varia entre 1 e 6 meses geralmente. A principal preocupação dos pacientes que se submetem ao transplante é saber quando que a visão vai ficar boa. Isso vai variar bastante, de acordo com a doença apresentada antes da cirurgia, com o tipo de transplante feito e com o astigmatismo resultante da cirurgia. Os pontos do transplante serão retirados com o passar do tempo, reduzindo o astigmatismo apresentado. Não há garantia que, depois do transplante, o paciente não precisará usar óculos, pelo contrário, grande parte dos pacientes vao precisar de óculos ou de lentes de contato para corrigir o astigmatismo, além de uma possível miopia ou hipermetropia. Quando posso retirar os pontos do Transplante de Córnea? Essa á uma pergunta que os pacientes que fizeram ou vão fazer o transplante sempre questionam. Quem vai decidir quando deve tirar os pontos do transplante de córnea é o cirurgião, baseado em critérios como: grau de astigmatismo após a cirurgia, se tem algum ponto frouxo ou com vaso sanguíneo perto (o que pode aumentar o risco de rejeição) entre outros. Em geral, o período mínimo para começarmos a retirar os pontos é de 3

6 meses após a cirurgia. Na realidade, esses pontos não incomodam e podem ficar no olho por um período grande. Ele só vai ser retirado se tiver motivo para isso. Por isso, não se preocupe em retirar os pontos agora ou não. Deixe seu médico se preocupar com isso. Depois do Transplante de Córnea vou precisar usar óculos? Depois do transplante, a cornea doada é presa ao olho (suturada) com 16 pontos em média. A força aplicada em cada um desses pontos é que vai determinar o grau de miopia ou astigmatismo (e menos raramente hipermetropia) que vai ficar no pós operatorio. É muito dificil fazer os pontos com força e tensão semelhantes de maneira que não sobre grau nenhum. É como se varias pessoas diferentes estivessem puxando um pano de cada lado. Cada um vai fazer uma força diferente e o pano dificilmente ficará perfeitamente redondo. Geralmente depois do transplante sobra um grau um pouco alto e o médico vai retirando alguns pontos para diminuir esse grau. Nem sempre conseguimos diminuir totalmente o grau e há a necessidade de usar óculos ou lentes de contato. Outras vezes é preciso dar um outro ponto para balancear as forças e fazer o grau ficar menor. Então, a resposta para a pergunta acima é: provavelmente sim! Transplante de córnea a Laser: O advento do laser chamado de femtosecond ou femtosegundo veio revolucionar a cirurgia de transplante de córnea. O laser faz os cortes da córneas (trepanação) de forma muito mais precisa. Isso além de permitir variações na técnica que aumentam o sucesso da cirurgia, diminui o astigmatismo do pós operatório. O laser pode "esculpir" a córnea, fazendo desenhos diferentes que facilitam a cirurgia. O equipamento é novo e ainda muito caro mas já está presente em alguns hospitais no Brasil.

7 GALERIA DE FOTOS Córnea em forma de bico Ceratocone Córnea com perda da transparênciaa (opacidade de córnea) Transplante de Córnea: Antes (em cima) e depois (em baixo)

8 Retirada da córnea doente Aspecto final da cirurgia

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