1º Congresso de Controlo da Qualidade Laboratorial dos países de Língua Portuguesa. 21 a 24 de junho de 2015, no Rio de Janeiro

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1 1º Congresso de Controlo da Qualidade Laboratorial dos países de Língua Portuguesa 21 a 24 de junho de 2015, no Rio de Janeiro Começo por saudar a realização deste 1º Congresso de Controlo da Qualidade Laboratorial dos Países de Língua Portuguesa (CCQL-PLP) e o 42.ª Congresso da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas, a sua organização, os preletores e os participantes em geral. Na Pessoa do ilustre Presidente da SBAC, Dr. Jerolino Lopes Aquino, a subida honra de poder partilhar com V.ª Ex.ª este magnífico exemplo de cooperação e amizade e que constitui um momento de particular satisfação emoção e gratidão para todos nós. Bem-haja Caro Presidente É, de facto, um privilégio e é com o maior empenho que o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, de Portugal, participa na organização do 1º Congresso de Controlo da Qualidade Laboratorial dos Países de Língua Portuguesa, em parceria com a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC). No âmbito das atribuições que competem ao Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, I. P. na qualidade de laboratório do Estado e de laboratório nacional de referência para a saúde, incumbe-lhe promover, organizar e garantir a Avaliação Externa da Qualidade no âmbito laboratorial, nomeadamente através da coordenação de programas de avaliação externa da qualidade laboratorial. Também, no âmbito da internacionalização da sua missão, o Instituto Ricardo Jorge, tem mantido uma cooperação estreita e mutuamente proveitosa com a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), materializada através da celebração de um Protocolo de Cooperação Técnica, tendo sido acordada uma conjugação de esforços, no sentido, designadamente da organização de um Congresso a realizar na área do controlo da qualidade laboratorial para países de Língua Portuguesa, havendo, ainda, a intenção do alargamento desta parceria 1

2 aos demais países da América Latina. Congresso esse projetado e que se concretiza na presente data. A organização deste Congresso numa feliz e frutuosa e diria mesmo muito afectuosa parceria entre a SBAC e Instituto Ricardo Jorge, reune profissionais da área laboratorial de patologia clínica/análises clínicas, genética médica e medicina forense, anatomia patológica, microbiologia de águas e microbiologia de alimentos, contando com a adesão de várias entidades de Portugal de reconhecido mérito, aqui presentes, nomeadamente a Associação Nacional de Laboratórios, a Ordem dos Farmacêuticos, a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, o Instituto Nacional de Medicina Legal, A DGS, a ACSS IPO, entre outras. Permitam-me também mencionar a honra de podermos partilhar este evento com os nossos irmãos de Angola e que saúdo a presença de Sua Exa. o Senhor Secretário de Estado da Saúde de Angola, e também os representantes de Moçambique e de Cabo Verde. A implementação e monitorização de ferramentas de gestão laboratorial possibilitam a realização de uma avaliação periódica e posterior melhoria do desempenho dos laboratórios. Neste sentido, pretende-se com este Congresso apresentar um projeto de cooperação entre os vários países de língua portuguesa, no âmbito da implementação de programas de avaliação externa da qualidade, tendo em conta as prioridades e realidades de cada país. Acresce também o facto deste 1º Congresso de Controlo de Qualidade Laboratorial para países de Língua Portuguesa decorrer em simultâneo com o 42º Congresso da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas, o que permitirá a troca de conhecimentos e experiências entre os participantes constituindo, assim, um valor acrescentado para os vários intervenientes. Certos da importância para todos os países envolvidos, decidimos que este Congresso tenha uma periodicidade bienal, sendo o país de acolhimento sempre um dos países de língua portuguesa, estando previsto que Portugal tenha essa 2

3 responsabilidade em 2017, iniciativa esta, que mereceu já todo o nosso acolhimento. Prevaleço-me desta oportunidade para, desde já, convidar todos os presentes a honrar-nos com a vossa presença em 2017 no nosso também maravilhoso Portugal. Salienta-se, ainda e neste contexto, que o INSA de Portugal Dr. Ricardo Jorge como membro integrante da Rede dos Institutos Nacionais de Saúde Pública e das Instituições Equivalentes da CPLP encontra-se a colaborar na criação e implementação dos Institutos Nacionais de Saúde Pública da CPLP, designadamente no desenvolvimento e avaliação da implementação do Sistema de Apoio à Gestão Estratégica (SAGE), merecendo a cooperação a nível da temática do Controlo da Qualidade Laboratorial, especial destaque. Senhor Presidente, senhores membros da mesa, ilustres presentes, Permitam-me que elucide, ainda que de forma breve, a história do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge. Fundado em 1899 pelo médico e humanista Ricardo Jorge, como braço laboratorial do sistema de saúde português, o nosso Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, I.P., sob a tutela do Ministério da Saúde, desenvolve uma tripla missão; como laboratório do Estado no sector da saúde, laboratório nacional de referência e observatório nacional de saúde. O INSA, é o laboratório do Estado que tem por missão contribuir para ganhos em saúde pública através de atividades de investigação e desenvolvimento tecnológico em ciências da saúde, de atividade laboratorial de referência, observação da saúde e vigilância epidemiológica, bem como coordenar a avaliação externa da qualidade laboratorial, difundir a cultura científica, fomentar a capacitação e formação de recursos humanos e ainda assegurar a prestação de serviços diferenciados, nos referidos domínios; A sua intervenção está direcionada para os domínios, designadamente da alimentação e nutrição, doenças infeciosas, epidemiologia, genética humana, 3

4 promoção da saúde, prevenção de doenças não transmissíveis e saúde ambiental; no âmbito dos objetivos estratégicos e respetivas linhas de atuação competelhe, ainda: Garantir os compromissos nacionais e internacionais; Desenvolver a colaboração internacional; Desenvolver parcerias estratégicas com outras organizações; Estabelecer redes de referenciação laboratorial; Desenvolver instrumentos de vigilância epidemiológica; Dirigido por um Conselho Diretivo, os recursos humanos do Instituto Ricardo Jorge ultrapassam atualmente os 500 colaboradores, dos quais mais de metade com formação universitária, incluindo 80 com o grau de doutor ou equivalente. No que respeita a cooperação com instituições do Brasil: o INSA, I.P., tem desenvolvido parcerias, com as seguintes entidades: Fundação Oswaldo Cruz Fiocruz INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial Universidade de São Paulo Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Universidade Federal Fluminense Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos Universidade Federal do Rio Grande do Sul Universidade Federal do Rio Instituto Nacional de Pesquisas da Amazónia, Manaus Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Universidade Estadual de S. Paulo Universidade Estadual de Campinas UNICAMP Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão 4

5 Entre 2013 e 2015, foram estabelecidos Protocolos de Cooperação e elaborados planos anuais entre a Unidade de Avaliação Externa da Qualidade com a: Sociedade Brasileira de Analises Clinicas (SBAC); o Programa Nacional de Controlo de Qualidade (PNCQ), e o Laboratório Central (LACEN)\Secretaria Estadual de Saúde SC. A este propósito, permitam-me que destaque a parceria estabelecida com o Laboratório Central LACEN\ Secretaria Estadual de Saúde de Santa Catarina, em fevereiro de 2015, designadamente na pesquisa e desenvolvimento no âmbito da formação e apoio à concretização de bolsas de mestrado e pós-doutoramento, na área de avaliação externa da qualidade, e do qual amanhã mesmo iremos proceder à assinatura de uma adenda no âmbito da partilha de informação e divulgação do conhecimento e investigação no domínio da segurança alimentar. Senhor Presidente, senhores membros da mesa, ilustres presentes, Os Programas de Avaliação Externa da Qualidade (EQAS - External Quality Assessment Schemes) são uma ferramenta crucial que beneficia os laboratórios participantes, através da identificação e avaliação das capacidades dos laboratórios, orientando-os nas ações corretivas e melhorias, assim como através da formação contínua do pessoal do laboratório nos métodos de diagnóstico padrão, de forma a contribuir para o aumento da perceção dos sucessos e mudanças na prática do laboratório. Implementar estes programas em todos o Países da CPLP, colaborar e apoiar a sua implementação, colaborar cientificamente com todas a instituições neste domínio é o desiderato lógico de quem, como todos nós, caminha para melhoria da qualidade e o sucesso de todos os que trabalham em benefício do cidadão. 5

6 Senhor Presidente, senhores membros da mesa, ilustres presentes, O Instituto Ricardo Jorge, manifesta, nesta sede, a total disponibilidade para o reforço comum da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas, em manter e dinamizar a cooperação, do ponto de vista do exercício da sua missão e atribuições, de ambas as partes, com instituições de saúde e de investigação dos demais países da CPLP, num clima de estreitamento de uma cooperação considerada da maior importância, em articulação com as demais entidades nacionais e internacionais, com instituições homólogas ou outras, através da criação e desenvolvimento de compromissos e de relações de cooperação, de forma a que os parceiros envolvidos possam beneficiar de ações colaborativas nos domínios a que se dedicam, e com resultados efetivos de bem-estar, na área da saúde, em termos da melhoria da qualidade de vida para os nossos concidadãos. Termino citando Carlos Drummond de Andrade Necessitamos sempre de ambicionar alguma coisa que, alcançada, não nos torna sem ambição. Ao Presidente da SBAC pelo seu exemplo e a todos nós que jamais nos falte a ambição para alcançarmos. Muito obrigado espero por todos vocês em 2017 em Portugal 21 de junho de

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