ANÁLISE DAS TRANSAÇÕES DO SISTEMA AGROINDUSTRIAL DE OVOS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ANÁLISE DAS TRANSAÇÕES DO SISTEMA AGROINDUSTRIAL DE OVOS"

Transcrição

1 V I S E M E A D P O L Í T I C A D O S N E G Ó C I O S E E E C O N O M I A D E E M P R E S A S ANÁLISE DAS TRANSAÇÕES DO SISTEMA AGROINDUSTRIAL DE OVOS Autor: FABIO MATUOKA MIZUMOTO Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo FEA/USP. Formado em Engenharia Agronômica pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo ESALQ/USP. Pesquisador do Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial PENSA/FIA/FEA/USP. Endereço Postal: Av. Professor Luciano Gualberto, 908, sala G 109, CEP , São Paulo. Telefone para contato: (18)

2 ANÁLISE DAS TRANSAÇÕES DO SISTEMA AGROINDUSTRIAL DE OVOS RESUMO O objetivo do presente trabalho é analisar as transações existentes ao longo do sistema agroindustrial de ovos de forma estruturada e sistematizada para detectar os desafios e as oportunidades do setor. De acordo com a teoria econômica dos contratos, dada as características de uma transação, espera-se uma estrutura de governança correspondente, que pode ou não estar alinhada com a estrutura de governança vigente. O não alinhamento dos arranjos organizacionais pode indicar falhas e oportunidades de coordenação. O levantamento de dados segue o modelo operacionalizado por Loader (1997), em que a forte contribuição é a possibilidade de analisar as assimetrias de perspectiva decorrentes de cada um dos agentes envolvidos na mesma transação. INTRODUÇÃO A abertura da economia trouxe ganhos para diversos sistemas produtivos brasileiros. Para ilustrar, o sistema agroindustrial do açúcar e álcool, das carnes, da laranja e do café são exemplos de sistemas produtivos que tiveram que ganhar eficiência para aproveitar as oportunidades do mercado internacional. Na medida em que tornaram-se mais eficientes, o mercado nacional também apresentou reflexos positivos. Por outro lado, o sistema agroindustrial de ovos brasileiro apresenta baixo desempenho no mercado nacional, que reflete na atividade pouco expressiva no mercado internacional. Internamente, o sistema agroindustrial de ovos movimenta cerca de R$ 1,1 bilhões por ano no Brasil. Segundo Santos Filho (1998) 1 apud Figueiredo, desse valor, aproximadamente 23% é destinado à rações, 12% referem-se ao pagamento de salários e 25% são gerados pelos canais de distribuição. Desta forma, verifica-se que um crescimento da atividade geraria valor interno distribuído ao longo da cadeia produtiva. A análise de competitividade do sistema produtivo de ovos sugere um estudo das transações incorridas pelos agentes envolvidos no setor, com o objetivo de identificar os desafios a serem superados para obter ganhos de eficiência. OBJETIVO E METODOLOGIA O objetivo do presente trabalho é analisar as transações existentes ao longo do sistema agroindustrial de ovos de forma estruturada e sistematizada para detectar os desafios e as oportunidades do setor. O aporte teórico com base em estruturas de governança, utilizado neste trabalho, têm sido utilizado com sucesso no estudo de cadeias produtivas de alimentos pois captam as constantes transformações que ocorrem no âmbito tecnológico e no âmbito institucional dessas cadeias e que afetam o arranjo organizacional das firmas atuantes, Zylbersztajn (1995). De acordo com esta teoria, dadas as características da transação, espera-se uma determinada estrutura de governança 1 Santos Filho, J.I. Sobre as cadeias produtivas de aves. Comunicação Pessoal,

3 que pode ou não estar alinhada com a estrutura de governança atuante. O não alinhamento dos arranjos organizacionais pode indicar falhas e oportunidades de coordenação. A metodologia utilizada é uma combinação de um estudo exploratório e entrevistas pessoais semi-estruturadas com agentes da avicultura de postura. Foram entrevistados agentes de produção, comercialização e lideranças associativas nos Estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais, os três Estados líderes em volume de produção de ovos. A coleta dos dados foi realizada junto ao Centro de Estudos em Economia Aplicada (CEPEA/ESALQ/USP). O levantamento de dados segue o modelo operacionalizado por Loader (1997) em sua análise da estratégia de suprimento de batatas produzidas no Egito e comercializadas na Inglaterra. Cada transação será analisada sob o ponto de vista dos dois agentes considerando não só as características das transações mas também considerando as implicações de como esses custos são identificados. A forte contribuição do modelo proposto é a possibilidade de analisar as assimetrias de perspectiva decorrentes de cada um dos agentes envolvidos. O SISTEMA AGROINDUSTRIAL DE OVOS Ovos apresenta grande importância para o Estado de São Paulo pois representa o quinto produto de maior valor de produção agropecuária em 2000 e 2001, segundo o Instituto de Economia Agrícola, Informações Econômicas (2002). Martins (1996) analisou a cadeia produtiva de ovos, identificando a apropriação de valor gerado por avanços tecnológicos entre os agentes da Cadeia. Segundo a autora, o grande número de criadores em termos absolutos e em relação ao número de compradores, dificulta a apropriação dos ganhos realizados na etapa produtiva pelos criadores. Utilizando dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares FIPE/USP de 1981/82 e 1991/92 e dados encomendados pela Associação Paulista de Avicultura (APA) de 1994, a pesquisadora observou que os atacadistas apresentam cotas crescentes na participação sobre o preço do varejo. A participação dos varejistas também é crescente, no entanto, bastante oscilante. No período analisado, a participação do supermercado na venda de ovos cresceu 149% e a das avícolas 250%. O trabalho de Sugano (1999) analisou a cadeia produtiva de ovos em Bastos-SP, sob ótica da economia dos custos de transação, com destaque para a estrutura de governança, a coordenação e o aprendizado tecnológico desta cadeia. O autor destaca a importância da transação entre os produtores de ovos de Bastos e os compradores de ovos: é considerado um ponto frágil ao longo da cadeia uma vez que as relações são informais. De acordo com Martins (1996), os atacadistas desempenham um papel que não se restringe apenas à distribuição de ovos. Os varejistas têm preferências por tipos de ovos que o produtor tem dificuldade em atender pois a distribuição de tipos de ovos está diretamente relacionado com a distribuição de idade 2 dos lotes e alguns aspectos de manejo. Dessa forma, os atacadistas garantem espaço de intermediação, além de promover a substituição de mercadoria com ovos quebrados ou trincados, reposição de mercadoria nas gôndolas e manutenção de um estoque de equilíbrio. Segundo Mizumoto (1996), nos primórdios da avicultura de postura brasileira, os criadores concentravam esforços no manejo e a cooperativa, figura presente na época, era fundamental no fornecimento de ração e na comercialização dos ovos. O desenvolvimento da tecnologia de fabricação de ração reduziu o investimento necessário para obter essas instalações e o avicultor obteve ganhos com a fabricação da ração de consumo interno. Segundo Martinez (2002), a 2 Quanto mais velho a idade do lote, maior o tamanho dos ovos 3

4 predominância de integração vertical dos processos produtivos de fabricação de ração e de processamento de ovos pelo avicultor norte-americano é justificada pela alta da atividade de criação, tais como susceptibilidade a doenças, dificuldade de ajustes na oferta vis-avis a demanda dado o longo ciclo da atividade, especificidade locacional e especificidade temporal (perecibilidade dos ovos). Martins (1996) justifica a ausência de um modelo como o de contratos da avicultura de corte pela maior complexidade da atividade de postura, em que a qualidade do manejo tem caráter decisivo na atividade de longo-prazo e que as oscilações de renda do avicultor exigem decisões que analisem um grande horizonte temporal. REVISÃO DA LITERATURA Os trabalhos de Davis e Goldberg (1957) 3 e Goldberg (1968) 4 apud Zylbersztajn (2000), são referidos como um marco no estudo dos negócios agroalimentares. O conceito ficou conhecido na escola norte-americana como agribusiness e explora as relações de dependência entre a indústria de insumos, produção agropecuária, indústria de alimentos e os canais de distribuição. A ótica sistêmica desenvolvida por Davis e Goldberg permite avaliar o desempenho das cadeias produtivas e analisar a interdependência de cada elo. Segundo a Teoria Neoclássica, cada produtor sabe os preços e a tecnologia de produção que maximiza lucros, o consumidor sabe os preços e suas preferências de modo a maximizar sua utilidade dado um nível de renda, preços se ajustam para equilibrar oferta e demanda de cada produto. No entanto, existem custos nas relações entre os agentes econômicos, custos estes distintos dos custos de produção e que Coase (1937), em seu trabalho seminal The Nature of The Firm identifica e denomina como custos de transação. Coase, ao buscar explicações para a existência da firma e a sua escala limite, identifica que existem custos de se utilizar o sistema de preços como coordenador: custos de saber quais são os preços relevantes, custos de informação, entre outros. No estabelecimento inicial de agribusiness, o sistema de preços é tido como coordenador implícito. Em desenvolvimentos posteriores, os autores passaram a considerar a importância do ambiente institucional em seus estudos. Goldberg chegou a desenvolver estudos com o paradigma da estrutura-conduta-desempenho da organização industrial, introduziu elementos institucionais e aspectos contratuais como variáveis explicativas de coordenação. Zylbersztajn (1995) propõe que o Sistema Agroindustrial (SAG) seja estudado como um conjunto de relações contratuais entre empresas e agentes especializados, com o objetivo de atender aos consumidores. A figura 1 ilustra o modelo. 3 Davis, J.H. e Goldberg, R.A. (1957) A Concept of Agribusiness. Division of Research. Havard University, Boston, 136p. 4 Goldberg, R.A. (1968) Agribusiness Coordination: A Systems Approach to the Wheat, Spybean, and Florida Orange Economies. Division of Research. Havard University, 256p. 4

5 Figura 1 Sistema de Agribusiness e Transações Típicas FLUXO DE INFORMAÇÃO E PRODUTOS INSUMOS AGRICULTURA INDÚSTRIA ATACADO VAREJO CONSUMIDOR FLUXO DE INFORMAÇÃO E REMUNERAÇÃO Fonte: Zylberstajn (1995) Considerando o modelo proposto por Zylbersztajn (1995), a visão sistêmica e o aprofundamento detalhado das transações geram informações fundamentais para o processo de decisão estratégica. Para analisar a transação, Williamson (1985) propõe a sua análise com base na especificidade dos ativos, à e envolvidos. Especificidade de ativos, de acordo com o autor, desdobra-se em: a) especificidade locacional em que, sendo o ativo não deslocável, quanto menor a distância entre os agentes, maior o incentivo para a internalização da atividade; b) especificidade dos ativos físicos, pode-se estabelecer uma relação direta entre a especificidade dos ativos físicos e a propensão à internalização da atividade, no entanto, dependente do contexto dos agentes; c) especificidade do ativo humano, relação direta com a propensão à internalização de atividade; d) ativos dedicados são aqueles elaborados para uma utilização específica e, portanto, com altos incentivos para integração vertical. Figura 2 Eficiente Freqüência baixa característica do investimento não-específico misto específico mercado trilateral trilateral ou governança unificada (contrato clássico) (contrato neoclássico) (contrato neoclássico) mercado bilateral governança unificada alta (contrato clássico) (contrato relacional) (contrato relacional) Fonte: adaptado de Williamson (1996) De acordo com Williamson (1996), a firma neoclássica é definida como uma função de produção enquanto que pela economia dos custos de transação a firma é uma estrutura de governança, figura 2. Dada as características das transações, as governanças podem ser de Mercado, de Hierarquia (governança unificada) ou Híbrida, apresentado diferentes custos. A governança de Mercado apresenta maiores incentivos e menores controles do que a governança de Hierarquia. Assumindo a governança de Mercado e Hierarquia como extremos polarizados, a estrutura de governança Híbrida apresenta características intermediárias, dentro deste contínuo. 5

6 ANÁLISE DAS TRANSAÇÕES Tabela 1 - Transação entre Fábrica de Ração e Produtores de Ovos Objetivo fornecimento de ração para poedeiras em seus diferentes estágios de produção, de acordo com as exigências sanitárias e genéticas do plantel Direção Contratual De: Fabrica de Ração Para: Produtores de Ovos Alta, baixo armazenamento e alto consumo de ração Alta, sujeito a quebra contratual por parte do demandante especificidade de ativos Baixa, ativos envolvidos poderm processar ração para outras criações Baixa, pleno conhecimento dos componentes da ração Medio a Baixo Estrutura de governança esperada Mercado Estrutura de governança atual Integração vertical pelo produtor de ovos Direção Contratual De: Produtores de Ovos Para: Fabrica de Ração Alta, baixo armazenamento e alto consumo de ração Alta, sujeito a quebra contratual no suprimento de ração especificidade de ativos Alta, formulação da ração é específica às características do plantel Alta, verificação da formulação pós-processamento é onerosa Alto, sujeito a fraudes na formulação Estrutura de governança esperada Integração vertical Estrutura de governança atual Integração vertical pelo produtor de ovos Fonte: autor, adaptado de Loader (1997) A estrutura de governança esperada difere entre as duas direções contratuais analisadas e, no caso da direção contratual de produtores de ovos para fábrica de ração, ocorre alinhamento da estrutura de governança esperada e atual. A integração da atividade de fabricação de ração pelo produtor de ovos é justificada pela alta da transação, o alto volume consumido em contrapartida com a baixa possibilidade de armazenar ração pronta e a alta sobre os componentes introduzidos na ração. Na direção contratual inversa, a governança esperada é a de mercado, ou seja, a fábrica de ração desenvolveria suas atividades com autonomia própria, alocando sua produção no mercado, dada a versatilidade dos equipamentos em produzir rações para diversos segmentos além da avicultura de postura. As duas perspectivas de análise contrastam diferenças na percepção de especificidade de ativos, e. 6

7 Tabela 2 - Transação entre Produtores de Ovos e Processamento de Ovos Objetivo seleção, lavagem, classificação dos tipos de ovos e embalamento conforme o mercado de destino Direção Contratual De: Produtores de Ovos Para: Processamento de Ovos Media especificidade de ativos Alta Baixa, mensuração do processamento é fácil e rápida Medio Estrutura de governança esperada Integração vertical Estrutura de governança atual Integração vertical Direção Contratual De: Processamento de Ovos Para: Produtores de Ovos Baixa, muitas vezes o fornecimento alternativo é viável especificidade de ativos Alta, equipamentos específicos para o processamento de ovos Baixa, mensuração do processamento é fácil e rápida Alto Estrutura de governança esperada Integração vertical Estrutura de governança atual Integração vertical Fonte: autor, adaptado de Loader (1997) A estrutura de governança esperada alinha-se com a estrutura de governança atual nas duas direções contratuais. É possível encontrar as duas situações: produtores de ovos integrando seu processamento ou processadores de ovos integrando para trás, no entanto, cabe destacar que a maior parte dos casos concentra-se no primeiro tipo de integração. A integração vertical pelo produtor de ovos pode ser explicado pela alta da transação, em que a classificação é um etapa essencial ao longo cadeia de valor na comercialização de ovos. A integração por parte do processador de ovos pode ser explicada como parte de sua estratégia na garantia do suprimento de ovos. As divergências ocorrem para e. 7

8 Tabela 3 - Transação entre Processador de Ovos e Canais de Distribuição Objetivo comercialização e distribuição de ovos Direção Contratual De: Processamento de Ovos Para: Canais de Distribuição Alta, concentração de agentes comercializadores especificidade de ativos Medio, produto processado conforme mercado de destino, ativos de transporte não específicos Media, assimetria de informação Alto Estrutura de governança esperada Hibrida Estrutura de governança atual Mercado, Hibrida e Integração Vertical Direção Contratual De: Canais de Distribuição Para: Processamento de Ovos Media, certa facilidade em encontrar fornecedores alternativos especificidade de ativos Baixa, ativos aceitam a maioria dos hortifrutigranjeiros Media, assimetria de informação Medio Estrutura de governança esperada Mercado Estrutura de governança atual Mercado, Hibrida e Integração Vertical Fonte: autor, adaptado de Loader (1997) Verifica-se que, especificidade de ativos e foram as variáveis da transação que divergiram entre as duas direções contratuais de análise. A alta, na direção contratual de processamento de ovos para a distribuição assemelha-se à encontrada por Brousseau e Codron (2000), em que a comercialização de produtos perecíveis implica no desafio de ajustar as preferências dos consumidores e as variações em quantidade e qualidade de oferta. Na direção contratual inversa, a não atinge a mesma proporção, dada a baixa concentração de fornecedores de ovos. O destaque desta transação ocorre para a existência de múltiplos alinhamentos estáveis. via mercado coexistem com integração vertical e formas híbridas. A maior parte das transações ocorrem via mercado, mas também encontra-se transações governadas por contratos e relações em que ocorre integração vertical para trás. Os contratos de fornecimento são utilizados por grandes redes de supermercado. Em sua maioria, preços e quantidades não são determinados via contratual, a figura do contrato existe, num extremo, para efeitos cadastrais e, em outro, para exigir exclusividade de fornecimento. Dentre os fornecedores cadastrados, os negócios são fechados semanalmente, em sistema de leilão. Existem divergências entre os produtores de ovos na questão do fornecimento de ovos para grandes redes de supermercados. Os produtores que firmam contratos com supermercados procuram segurança nas vendas atrelada à reputação do cliente enquanto que outros produtores recusam o fornecimento pela obrigatoriedade de prazo, descontos e bonificações. 8

9 Casos de empresas produtoras de ovos, cujos fundadores eram comerciantes de ovos, sugerem a ocorrência de integração vertical para trás nessa transação. Tabela 4 - Transação entre Canais de Distribuição e Consumidor Objetivo Direção Contratual De: Consumidor Para: Canais de Distribuição Baixa, produto sempre disponível especificidade de ativos Baixa, produto commoditie Media, assimetria de informação quanto à qualidade do produto Baixo Estrutura de governança esperada Mercado Estrutura de governança atual Mercado Fonte: autor, adaptado de Loader (1997) Na transação entre canais de distribuição e o consumidor, verifica-se que a e o são as variáveis da transação que divergem conforme a direção contratual de análise. O alinhamento das estruturas de governança esperada e atual ocorre nas duas direções contratuais. CONSIDERAÇÕES FINAIS entrega de ovos ao consumidor final Direção Contratual De: Canais de Distribuição Para: Consumidor Alta, dificuldade de prever as reações do consumidor especificidade de ativos Baixa/media, produto processado conforme mercado de destino, ativos de transporte não específicos Media, assimetria de informação Alto Estrutura de governança esperada Mercado Estrutura de governança atual Mercado Verificou-se que a atividade de processamento de ovos apresenta-se integrada ao produtor de ovos, permitindo considerar a análise da transação processamento de ovos e canais de distribuição válida para a transação produtores de ovos e canais de distribuição. Os múltiplos alinhamentos que ocorrem entre produtores de ovos e os canais de distribuição podem ser explicados pelas diferenças na percepção dos agentes para as seguintes variáveis da transação:, especificidade de ativos e. A metodologia utilizada também permitiu verificar que, em outra transação, ocorre o alinhamento entre a estrutura de governança esperada e a atual em apenas uma direção contratual. É o caso da direção contratual de fábrica de ração para produtores de ovos em que a estrutura de governança esperada é a de mercado e a atual é a de integração vertical pelo produtor de ovos. 9

10 Através desses resultados é possível verificar que a transação que apresenta o maior desafio de coordenação é a distribuição de ovos. Corrobora o resultado de Sugano (1999) que detectou fragilidade na comercialização de ovos em seu estudo sobre a cadeia produtiva de ovos em Bastos-SP. A coordenação da distribuição de ovos tem sua importância alavancada pelo fato dessa transação apresentar a maior geração de valor dentro do SAG de Ovos como concluiu Santos Filho (1998) apud Figueiredo, em que se destaca o crescimento da participação de supermercados e avícolas segundo Martins (1996). Estudos futuros, que aprofundem a investigação sobre as estruturas de governança presentes na comercialização de ovos poderão complementar as inferências feitas nesta pesquisa, por hora abrangente e de caráter investigativo. BIBLIOGRAFIA Brousseau, E. e Codron (2000) The Combination of Governance Structures: Supplying French Supermarkets with Off-Season Fruit Review of Agricultural Economics. Doc. Eletrônico: Coase, R. (1937) The Nature of the Firm Economica, 4 (November). Reprinted in. (1998), The Firm, the Market, and the Law. The University of Chicago Press: Chicago Figueiredo, E.A.P. Avicultura de corte ou de postura? In: Doc. eletrônico Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Informações Econômicas (2002) Série Técnica Apta. Instituto de Economia Agrícola. V. 32 n.1, Janeiro Loader, R. (1997) Assessing transaction costs to describe supply chain relationships in agri-food systems Supply Chain Management vol. 2, n.1 pp Martinez, S.W. (2002) Vertical Coordination of Marketing Systems: Lessons From the Poultry, Egg, and Pork Industries Eletronic Report from the Economic Research Service N. 807 United States Department of Agriculture Martins, S.S. (1996) Cadeias Produtivas do Frango e do Ovo: Avanços Tecnológicos e sua Apropriação São Paulo. 112p. Tese de Doutoramento, Fundação Getúlio Vargas. Mizumoto, C. (1996) A Comunicação Empresarial na Avicultura de Postura: Brasil e Argentina (uma Análise Comparada) São Paulo, 154p. Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo. Sugano, J.Y. (1999) Estrutura de, Coordenação e Aprendizado Tecnológico na Cadeia Agroindustrial do Ovo em Bastos-SP. Lavras-MG. 149p. Dissertação (mestrado) Universidade Federal de Lavras Zylbersztajn, D. (1995) Estruturas de governança e coordenação do agribusiness: uma aplicação da nova economia das instituições São Paulo, 238p. Tese de Livre- Docência. Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade. Universidade de São Paulo. Williamson, O.E.(2000) Why Law, Economics, and Organization? UC Berkely Public Law and Legal Theory Working Paper Series. Social Science Research Network Paper Collection, (1996) The Mechanisms of Governance Oxford University Press, Inc. 429p.. (1985) The economic institutions of capitalism: firms, markets, relational contracting. New York: Free Press. 10

Introdução aos Agronegócios Seminário Temático I. Profª Caroline P. Spanhol

Introdução aos Agronegócios Seminário Temático I. Profª Caroline P. Spanhol Introdução aos Agronegócios Seminário Temático I Profª Caroline P. Spanhol A Origem do conceito Cada dia mais, as propriedades rurais... Perdem sua auto-suficiência Passam a depender mais de insumos e

Leia mais

Revisando... Segmentos antes da porteira: Insumos agropecuários Serviços agropecuários

Revisando... Segmentos antes da porteira: Insumos agropecuários Serviços agropecuários Revisando... Segmentos antes da porteira: Insumos agropecuários Serviços agropecuários Segmentos dentro da porteira: Produção agrícola Produção pecuária Segmentos depois da porteira: Agroindústria Canais

Leia mais

Guilherme Augusto Vieira,MV,MSc

Guilherme Augusto Vieira,MV,MSc Guilherme Augusto Vieira,MV,MSc Doutorando História das Ciências UFBA,UEFS ABA QUALYAGRO PEC NORDESTE 2013 Guilherme Augusto Vieira gavet@uol.com.br Agronegócio Contexto Pessoal Início trabalhos com Agronegócio

Leia mais

Desenvolvimento Rural e Cadeias Produtivas

Desenvolvimento Rural e Cadeias Produtivas Desenvolvimento Rural e Cadeias Produtivas Larissa Bueno Ambrosini Carlos Alberto Oliveira de Oliveira Pesquisadores Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária Porto Alegre, 21 de novembro de 2012. O debate

Leia mais

COORDENAÇÃO E GOVERNANÇA NA CADEIA PRODUTIVA DE FRANGO: UM ESTUDO DE CASO DE UMA COOPERATIVA NO OESTE PARANAENSE

COORDENAÇÃO E GOVERNANÇA NA CADEIA PRODUTIVA DE FRANGO: UM ESTUDO DE CASO DE UMA COOPERATIVA NO OESTE PARANAENSE COORDENAÇÃO E GOVERNANÇA NA CADEIA PRODUTIVA DE FRANGO: UM ESTUDO DE CASO DE UMA COOPERATIVA NO OESTE PARANAENSE Cinara Kottwitz Manzano Brenzan (CTESOP) cinaramanzano@yahoo.com.br Jose Paulo de Souza

Leia mais

CENÁRIO DA CADEIA PRODUTIVA DO OVO NO ESTADO DE SÃO PAULO

CENÁRIO DA CADEIA PRODUTIVA DO OVO NO ESTADO DE SÃO PAULO CENÁRIO DA CADEIA PRODUTIVA DO OVO NO ESTADO DE SÃO PAULO sergio kenji Kakimoto (UFSCar ) sergiokakimoto@gmail.com Hildo Meirelles de Souza Filho (UFSCar ) hildo@power.ufscar.br O Brasil é o sétimo maior

Leia mais

TEORIA DOS CUSTOS DE TRANSAÇÃO

TEORIA DOS CUSTOS DE TRANSAÇÃO TEORIA DOS CUSTOS DE TRANSAÇÃO TEORIA DOS CUSTOS DE TRANSAÇÃO PRINCIPAIS AUTORES COASE, R. H. The nature of the firm (1937). WILLIAMSON, O. E. Market and Hierarchies: analysis and antitrust implications

Leia mais

Palavras-chaves: Governança, Agronegócio, Bovinocultura de corte.

Palavras-chaves: Governança, Agronegócio, Bovinocultura de corte. ESTRUTURA DE GOVERNANÇA NAS TRANSAÇÕES ENTRE FRIGORÍFICOS E PECUARISTAS DE BOVINOS DE CORTE NA REGIÃO NOROESTE DE MATO GROSSO: SOB A ÓTICA DOS PECUARISTAS Marcio Goncalves dos Santos (IFMT ) marcio.santos@jna.ifmt.edu.br

Leia mais

Semana Acadêmica Faculdade de Agronomia Temática: Mercado de Trabalho para Agrônomia. Prof. Antonio Domingos Padula 21/10/2011

Semana Acadêmica Faculdade de Agronomia Temática: Mercado de Trabalho para Agrônomia. Prof. Antonio Domingos Padula 21/10/2011 Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS Escola de Administração - EA Centro de Estudos e Pesquisas em Agronegócios - CEPAN Semana Acadêmica Faculdade de Agronomia Temática: Mercado de Trabalho

Leia mais

Agronegócios: conceitos e dimensões. Prof. Paulo Medeiros

Agronegócios: conceitos e dimensões. Prof. Paulo Medeiros Agronegócios: conceitos e dimensões Prof. Paulo Medeiros Agricultura e Agronegócios Durante milhares de anos, as atividades agropecuárias sobreviveram de forma muito extrativista, retirando o que natureza

Leia mais

O Supply Chain Evoluiu?

O Supply Chain Evoluiu? O Supply Chain Evoluiu? Apresentação - 24º Simpósio de Supply Chain & Logística 0 A percepção de estagnação do Supply Chain influenciada pela volatilidade do ambiente econômico nos motivou a entender sua

Leia mais

A RELAÇÃO ENTRE OS CUSTOS DE TRANSAÇÃO E O FLUXO DE CAIXA DAS ORGANIZAÇÕES

A RELAÇÃO ENTRE OS CUSTOS DE TRANSAÇÃO E O FLUXO DE CAIXA DAS ORGANIZAÇÕES A RELAÇÃO ENTRE OS CUSTOS DE TRANSAÇÃO E O FLUXO DE CAIXA DAS ORGANIZAÇÕES Oldair Luiz Goncalves (IFES) ogoncalves@ifes.edu.br Simone de Souza (IFES) simones@ifes.edu.br A economia dos custos de transação

Leia mais

16/02/2010. Relação empresa-cliente-consumidor. Distribuição física do produto final até ponto de venda final

16/02/2010. Relação empresa-cliente-consumidor. Distribuição física do produto final até ponto de venda final Logística de Distribuição e Reversa MSe. Paulo Cesar C. Rodrigues paulo.rodrigues@usc.br Mestre em Engenharia de Produção Conceito Relação empresa-cliente-consumidor Distribuição física do produto final

Leia mais

FINANCIMANENTO DO CAPITAL DE GIRO ATRAVÉS DA DESVERTICALIZAÇÃO CASO DE UMA AGROINDUSTRIA DO SETOR DE SUÍNOS

FINANCIMANENTO DO CAPITAL DE GIRO ATRAVÉS DA DESVERTICALIZAÇÃO CASO DE UMA AGROINDUSTRIA DO SETOR DE SUÍNOS FINANCIMANENTO DO CAPITAL DE GIRO ATRAVÉS DA DESVERTICALIZAÇÃO CASO DE UMA AGROINDUSTRIA DO SETOR DE SUÍNOS Luís Henrique Andia Renato de Castro Garcia RESUMO Nos últimos anos as empresas agroindustriais

Leia mais

Mercado de ovos: panorama do setor e perspectivas

Mercado de ovos: panorama do setor e perspectivas Mercado de ovos: panorama do setor e perspectivas Luiz Rodrigo Teixeira Lot Estudante de Graduação Esalq/USP CPF: 300.278.998-45 Universidade de São Paulo Escola Superior de de Agricultura Luiz de Queiroz

Leia mais

Organizações Rurais & Agroindustriais, Lavras, v. 8, n. 2, p. 147-159, 2006

Organizações Rurais & Agroindustriais, Lavras, v. 8, n. 2, p. 147-159, 2006 A COORDENAÇÃO SIMULTÂNEA DE DIFERENTES CANAIS COMO ESTRATÉGIA DE DISTRIBUIÇÃO ADOTADA POR EMPRESAS DA AVICULTURA DE POSTURA A coordenação simultânea de diferentes canais... 147 Simultaneous coordination

Leia mais

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CUSTOS DE TRANSAÇÃO E ARRANJOS INSTITUCIONAIS ALTERNATIVOS: UMA ANÁLISE DA AVICULTURA DE CORTE

Leia mais

Integração Vertical, Grupos Estratégicos e Competitividade: o caso do sistema agroindustrial da soja no Brasil

Integração Vertical, Grupos Estratégicos e Competitividade: o caso do sistema agroindustrial da soja no Brasil Integração Vertical, Grupos Estratégicos e Competitividade: o caso do sistema agroindustrial da soja no Brasil Autoria: Leonardo Junho Sologuren, Germano Mendes De Paula Resumo As profundas mudanças no

Leia mais

ANÁLISE DOS CONTRATOS NA AVICULTURA DE CORTE: o caso de uma cooperativa do Oeste do Paraná

ANÁLISE DOS CONTRATOS NA AVICULTURA DE CORTE: o caso de uma cooperativa do Oeste do Paraná ANÁLISE DOS CONTRATOS NA AVICULTURA DE CORTE: O CASO DE UMA COOPERATIVA DO OESTE DO PARANÁ wrocha@unioeste.br Apresentação Oral-Estrutura, Evolução e Dinâmica dos Sistemas Agroalimentares e Cadeias Agroindustriais

Leia mais

O SISTEMA INTEGRADO DE PRODUÇÃO DE FRANGO DE CORTE EM MINAS GERAIS: UMA ANÁLISE SOB A ÓTICA DA ECT

O SISTEMA INTEGRADO DE PRODUÇÃO DE FRANGO DE CORTE EM MINAS GERAIS: UMA ANÁLISE SOB A ÓTICA DA ECT O SISTEMA INTEGRADO DE PRODUÇÃO DE FRANGO DE CORTE EM MINAS GERAIS: UMA ANÁLISE SOB A ÓTICA DA ECT Alceu Richetti Antônio Carlos dos Santos RESUMO: Pelo presente trabalho tem-se por objetivo fazer uma

Leia mais

I d ei a s Fu n d a d o r a s. Apresentação. Paulo Bastos Tigre

I d ei a s Fu n d a d o r a s. Apresentação. Paulo Bastos Tigre I d ei a s Fu n d a d o r a s Apresentação Paulo Bastos Tigre Professor titular do Instituto de Economia da UFRJ Ideias fundadoras são aquelas que efetivamente abrem novos caminhos para o pensamento científico

Leia mais

Sistema Agroindustrial

Sistema Agroindustrial Sistema Agroindustrial......... Prof. Adriano Alves Fernandes DCAB - Departamento de Ciências Agrárias e Biológicas CEUNES- Universidade Federal do Espírito Santo 1- Introdução Para o entendimento das

Leia mais

Empresas de instalação de gás natural nos ambientes construídos: uma análise baseada no custo de transação

Empresas de instalação de gás natural nos ambientes construídos: uma análise baseada no custo de transação Empresas de instalação de gás natural nos ambientes construídos: uma análise baseada no custo de transação Luís Henrique Piovezan (SENAI-SP, Uniban e Escola Politécnica da USP) lhpiovezan@aol.com Adalberto

Leia mais

MBA EM LOGÍSTICA E SUPLLY CHAIN MANAGEMENT

MBA EM LOGÍSTICA E SUPLLY CHAIN MANAGEMENT PÓS - GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO MBA EM LOGÍSTICA E SUPLLY CHAIN MANAGEMENT SIGA: TMBALSC*11/01 Av. Conselheiro Nébias, 159 Bairro Paquetá Santos SP - CEP 11015-001 - Fone: (13) 3228 6000 Rua

Leia mais

Importância da Logística. O lugar da Logística nas Empresas. Custos Logísticos são significativos

Importância da Logística. O lugar da Logística nas Empresas. Custos Logísticos são significativos IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA Importância da Logística O lugar da Logística nas Empresas A logística diz respeito à criação de valor; O valor em logística é expresso em termos de tempo e lugar. Produtos e serviços

Leia mais

AS TRANSAÇÕES ENTRE SUPERMERCADOS E SEUS FORNECEDORES DE FRUTAS, LEGUMES E VERDURAS

AS TRANSAÇÕES ENTRE SUPERMERCADOS E SEUS FORNECEDORES DE FRUTAS, LEGUMES E VERDURAS XXX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Maturidade e desafios da Engenharia de Produção: competitividade das empresas, condições de trabalho, meio ambiente. São Carlos, SP, Brasil, 12 a15 de outubro

Leia mais

IV Semana de Ciência e Tecnologia IFMG campus Bambuí IV Jornada Científica 06 a 09 de dezembro de 2011

IV Semana de Ciência e Tecnologia IFMG campus Bambuí IV Jornada Científica 06 a 09 de dezembro de 2011 IV Semana de Ciência e Tecnologia IFMG campus Bambuí IV Jornada Científica 06 a 09 de dezembro de 2011 O SISTEMA LOGÍSTICO DO MILHO EM UM ARMAZÉM GRANELEIRO NA CIDADE DE BAMBUÍ: UM ESTUDO DE CASO Luiz

Leia mais

MARKETING. Marketing # Vendas MARKETING. Vendas. Marketing 26/02/2013 MARKETING ESTRATÉGICO MARKETING OPERACIONAL.

MARKETING. Marketing # Vendas MARKETING. Vendas. Marketing 26/02/2013 MARKETING ESTRATÉGICO MARKETING OPERACIONAL. Material Didático Disciplina: Comercialização Agroindustrial # Vendas Prof. responsável: José Matheus Yalenti Perosa Vendas Objeto Produtos Necessidade dos consumidores Atividade humana ou processo social,

Leia mais

CUSTOS DA CADEIA PRODUTIVA DO FRANGO: PARCERIA ENTRE COOPERATIVA E PEQUENOS PRODUTORES FAMILIARES NO ESTADO DE SANTA CATARINA

CUSTOS DA CADEIA PRODUTIVA DO FRANGO: PARCERIA ENTRE COOPERATIVA E PEQUENOS PRODUTORES FAMILIARES NO ESTADO DE SANTA CATARINA CUSTOS DA CADEIA PRODUTIVA DO FRANGO: PARCERIA ENTRE COOPERATIVA E PEQUENOS PRODUTORES FAMILIARES NO ESTADO DE SANTA CATARINA DIRCEU DUARTE TALAMINI; FRANCO MULLER MARTINS; ANTONIO JORGE OLIVEIRA; EMBRAPA

Leia mais

Conceitos e tarefas da administração de marketing DESENVOLVIMENTO DE ESTRATEGIAS E PLANOS DE MARKETING

Conceitos e tarefas da administração de marketing DESENVOLVIMENTO DE ESTRATEGIAS E PLANOS DE MARKETING Sumário Parte um Conceitos e tarefas da administração de marketing CAPITULO I MARKETING PARA 0 SÉCULO XXI A importância do marketing O escopo do marketing 0 que é marketing? Troca e transações A que se

Leia mais

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E Prof. Marcelo Mello Unidade III DISTRIBUIÇÃO E TRADE MARKETING Canais de distribuição Canal vertical: Antigamente, os canais de distribuição eram estruturas mercadológicas verticais, em que a responsabilidade

Leia mais

Dia Mundial da Alimentação 870 milhões de pessoas sofrem de subnutrição crônica

Dia Mundial da Alimentação 870 milhões de pessoas sofrem de subnutrição crônica 1 Dia Mundial da Alimentação 870 milhões de pessoas sofrem de subnutrição crônica 2 MISSÃO O IICA é instituição do Sistema Interamericano que provê cooperação técnica, inovação e conhecimento especializado

Leia mais

LOGÍSTICA Prof. Edwin B. Mitacc Meza

LOGÍSTICA Prof. Edwin B. Mitacc Meza LOGÍSTICA Prof. Edwin B. Mitacc Meza Prova 1 09 de Maio de 2013 Nome: 1ª QUESTÃO (1,0) Segundo os dados divulgados pela ood and Agriculture Organization (AO, 2011) sobre as exportações brasileiras, em

Leia mais

METODOLOGIA. Preparado para: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALUMÍNIO - ABAL

METODOLOGIA. Preparado para: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALUMÍNIO - ABAL METODOLOGIA Preparado para: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALUMÍNIO - ABAL Março de 2010 Sumário 1. INTRODUÇÃO... 3 2. PESQUISA DE PREÇOS... 3 3. PRINCIPAIS CONCEITOS... 4 3.1. Especificação dos Insumos... 4

Leia mais

SISTEMA AGROINDUSTRIAL DA CANA-DE-AÇÚCAR: CARACTERIZAÇÃO DAS TRANSAÇÕES ENTRE USINAS E EMPRESAS DE ALIMENTOS 1

SISTEMA AGROINDUSTRIAL DA CANA-DE-AÇÚCAR: CARACTERIZAÇÃO DAS TRANSAÇÕES ENTRE USINAS E EMPRESAS DE ALIMENTOS 1 III SEMEAD SISTEMA AGROINDUSTRIAL DA CANA-DE-AÇÚCAR: CARACTERIZAÇÃO DAS TRANSAÇÕES ENTRE USINAS E EMPRESAS DE ALIMENTOS 1 Marcos Fava Neves (*) Roberto Silva Waack (**) Adriana Mamone (***) RESUMO Este

Leia mais

Empreendedorismo e Competência do Gestor no Agronegócio. Prof. Dr. Osmar Manoel Nunes

Empreendedorismo e Competência do Gestor no Agronegócio. Prof. Dr. Osmar Manoel Nunes Empreendedorismo e Competência do Gestor no Agronegócio. Prof. Dr. Osmar Manoel Nunes 1 Conceito de Agronegócio As propriedades rurais tradicionais eram muito diversificadas, com várias culturas e criações

Leia mais

A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DE COMPETITIVIDADE: UM ESTUDO DE CASO

A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DE COMPETITIVIDADE: UM ESTUDO DE CASO A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DE COMPETITIVIDADE: UM ESTUDO DE CASO MARCELO MÁRCIO ROMANIELLO 1 ; JUSSARA MARIA SILVA 2 ; ANTÔNIO CARLOS DOS SANTOS 3 RESUMO: O presente estudo analisou a tecnologia

Leia mais

A Sustentabilidade nos Sistemas Associativistas de Produção

A Sustentabilidade nos Sistemas Associativistas de Produção IV SIMPÓSIO BRASILEIRO DE AGROPECUÁRIA SUSTENTÁVEL IV SIMBRAS I CONGRESSO INTERNACIONAL DE AGROPECUÁRIA SUSTENTÁVEL A Sustentabilidade nos Sistemas Associativistas de Produção Prof. José Horta Valadares,

Leia mais

XIII SIMPEP Bauru, SP, Brasil, 6 a 8 de Novembro de 2006

XIII SIMPEP Bauru, SP, Brasil, 6 a 8 de Novembro de 2006 A gestão logística integrada ao sistema de planejamento e controle da produção (PCP) na cadeia de carne de frango, na empresas A e B, na região noroeste do paraná Flávia Morini Garcia (UEM) flavia.morini@polinutri.com.br

Leia mais

Administração de sistemas de base agrícola: análise de fatores críticos

Administração de sistemas de base agrícola: análise de fatores críticos ISSN 0080-2107 Administração de sistemas de base agrícola: análise de fatores críticos Decio Zylberstajn 1. INTRODUÇÃO As mudanças em curso na sociedade geraram, a partir dos anos 1970, um ciclo de reorganização

Leia mais

ESTABILIDADE E DIFUSÃO DE ARRANJOS VERTICAIS DE PRODUÇÃO: UMA CONTRIBUIÇÃO TEÓRICA 1

ESTABILIDADE E DIFUSÃO DE ARRANJOS VERTICAIS DE PRODUÇÃO: UMA CONTRIBUIÇÃO TEÓRICA 1 ESTABILIDADE E DIFUSÃO DE ARRANJOS VERTICAIS DE PRODUÇÃO: UMA CONTRIBUIÇÃO TEÓRICA 1 Décio Zylbersztajn Antonio Carlos Lima Nogueira Palavras chave : estabilidade e difusão de sistemas verticais, coordenação

Leia mais

PERDIGÃO. Redesenhando a Operação Logística de sua cadeia de suprimentos

PERDIGÃO. Redesenhando a Operação Logística de sua cadeia de suprimentos Ce ntr a l d e Ca se s ESPM / EX AM E CASE Nº 016 Case-Study PERDIGÃO Redesenhando a Operação Logística de sua cadeia de suprimentos Este case descreve o processo de adaptação de uma grande indústria de

Leia mais

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM PROCESSOS GERENCIAIS 1º SEMESTRE

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM PROCESSOS GERENCIAIS 1º SEMESTRE CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM PROCESSOS GERENCIAIS 1º SEMESTRE DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO Ementa: Identificar os elementos básicos das organizações: recursos, objetivos e decisões. Desenvolver

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA CAMPUS DOM PEDRITO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM AGRONEGÓCIO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA CAMPUS DOM PEDRITO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM AGRONEGÓCIO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA CAMPUS DOM PEDRITO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM AGRONEGÓCIO DISCIPLINA: Administração Financeira PROFESSOR: Nelson de Mello AULA 1 12/08/2015 Administração Financeira Prof.

Leia mais

3. Mercados Incompletos

3. Mercados Incompletos 3. Mercados Incompletos Externalidades são, na verdade, casos especiais clássicos de mercados incompletos para um patrimônio ambiental. Um requerimento chave para se evitar falhas de mercado é a de que

Leia mais

Subsistemas baseados em confiança: o caso da produção familiar de verduras

Subsistemas baseados em confiança: o caso da produção familiar de verduras Subsistemas baseados em confiança: o caso da produção familiar de verduras Paulo Furquim de Azevedo Evandro Jacóia Faulin Resumo Este artigo investiga as particularidades de subsistemas baseados em confiança,

Leia mais

2.2 - Três óticas de cálculo

2.2 - Três óticas de cálculo Universidade Federal do Rio Grande do Sul Faculdade de Ciências Econômicas Departamento de Ciências Econômicas ECO-02215 - Contabilidade Social O Produto da economia e suas óticas de cálculo As três óticas

Leia mais

ANÁLISE DAS TRANSAÇÕES NA CADEIA PRODUTIVA DE ENERGIA DE BIOMASSA DE ORIGEM FLORESTAL

ANÁLISE DAS TRANSAÇÕES NA CADEIA PRODUTIVA DE ENERGIA DE BIOMASSA DE ORIGEM FLORESTAL ! "#$ " %'&)(*&)+,.- /10.2*&4365879&4/1:.+58;.2*=?5.@A2*3B;.- C)D 5.,.5FE)5.G.+ &4- (IHJ&?,.+ /?=)5.KA:.+5MLN&OHJ5F&4E)2*EOHJ&)(IHJ/)G.- D - ;./);.& ANÁLISE DAS TRANSAÇÕES NA CADEIA PRODUTIVA DE ENERGIA

Leia mais

Logística e Organização de Cadeias Produtivas

Logística e Organização de Cadeias Produtivas II SEMANA ACADÊMICA DE ENGENHARIA AGRÍCOLA ENGENHARIA DO AGRONEGÓCIO Logística e Organização de Cadeias Produtivas Prof. Luís César da Silva UFES - CCA Desafios do Agronegócio Globalizado Atender padrões

Leia mais

Comercialização no agronegócio. Aulas 1 e 2

Comercialização no agronegócio. Aulas 1 e 2 Comercialização no agronegócio Aulas 1 e 2 Principais itens da cadeia produtiva Produtos finais disponíveis ao consumidor; Elos a MONTANTE e a JUSANTE da agropecuária; Transações entre os segmentos;

Leia mais

Prof. Fabiano Geremia

Prof. Fabiano Geremia PLANEJAMENTO ESTRÁTEGICO PARA ARRANJOS PRODUTIVOS CURSO INTERMEDIÁRIO PARA FORMULADORES DE POLÍTICAS Prof. Fabiano Geremia Planejamento Estratégico ementa da disciplina Planejamento estratégico e seus

Leia mais

Introdução aos Agronegócios Seminário Temático I. Profª Caroline P. Spanhol

Introdução aos Agronegócios Seminário Temático I. Profª Caroline P. Spanhol Introdução aos Agronegócios Seminário Temático I Profª Caroline P. Spanhol Agronegócios no Brasil Em 2010, o agronegócio foi responsável por 22,4% do PIB do País e em 2011 pode chegar a 24% ou 25% (MINISTÉRIO

Leia mais

A Visão Contratual da Governança de Empresas Familiares: Um Estudo Sobre o Setor de Distribuição de Insumos Agrícolas

A Visão Contratual da Governança de Empresas Familiares: Um Estudo Sobre o Setor de Distribuição de Insumos Agrícolas A Visão Contratual da Governança de Empresas Familiares: Um Estudo Sobre o Setor de Distribuição de Insumos Agrícolas Autoria: Fabio Matuoka Mizumoto, Roberto Pedroso Junior Resumo Este artigo propõe a

Leia mais

GERENCIAMENTO DE PROJETOS EM UM ESCRITÓRIO DE ARQUITETURA: VISÃO TRADICIONAL X NEGÓCIOS BASEADOS EM PROJETOS

GERENCIAMENTO DE PROJETOS EM UM ESCRITÓRIO DE ARQUITETURA: VISÃO TRADICIONAL X NEGÓCIOS BASEADOS EM PROJETOS GERENCIAMENTO DE PROJETOS EM UM ESCRITÓRIO DE ARQUITETURA: VISÃO TRADICIONAL X NEGÓCIOS BASEADOS EM PROJETOS Ana Carolina Freitas Teixeira¹ RESUMO O gerenciamento de projetos continua crescendo e cada

Leia mais

GESTÃO ESTRATÉGICA EM COOPERATIVAS AGROINDUSTRIAIS

GESTÃO ESTRATÉGICA EM COOPERATIVAS AGROINDUSTRIAIS GESTÃO ESTRATÉGICA EM COOPERATIVAS AGROINDUSTRIAIS ENSAIO Cláudio Antonio Pinheiro Machado Filho Professor do Programa de Mestrado Profissional em Administração da Universidade Metodista de Piracicaba

Leia mais

Administrando os canais de distribuição (aula 2)

Administrando os canais de distribuição (aula 2) 13 Aula 2/5/2008 Administrando os canais de distribuição (aula 2) 1 Objetivos da aula Explicar como os profissionais de marketing usam canais tradicionais e alternativos. Discutir princípios para selecionar

Leia mais

STRATEGIC MANAGEMENT IN AGRIBUSINESS COOPERATIVES

STRATEGIC MANAGEMENT IN AGRIBUSINESS COOPERATIVES Cláudio Antonio Pinheiro Machado Filho Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial (PENSA) FEA/USP Grupo de Estudos de Governança Corporativa FEA/USP R. Valson Lopes, 101 Butantã, São Paulo

Leia mais

LEITE E DERIVADOS JULHO / 2013 /2009

LEITE E DERIVADOS JULHO / 2013 /2009 LEITE E DERIVADOS JULHO / 2013 /2009 1. Mercado nacional: preços pagos ao produtor e produção histórica e estimada no Mercosul Os preços nominais médios brutos 1 pagos ao produtor em julho, ponderados

Leia mais

SISTEMA AGROINDUSTRIAL DA UVA NO BRASIL: ARRANJOS, GOVERNANÇAS E TRANSAÇÕES

SISTEMA AGROINDUSTRIAL DA UVA NO BRASIL: ARRANJOS, GOVERNANÇAS E TRANSAÇÕES SISTEMA AGROINDUSTRIAL DA UVA NO BRASIL: ARRANJOS, GOVERNANÇAS E TRANSAÇÕES EDUARDO PROFETA PEREIRA; AUGUSTO HAUBER GAMEIRO; UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO PIRASSUNUNGA - SP - BRASIL eduardoppereira@yahoo.com.br

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 16(R1) Estoques

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 16(R1) Estoques COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 16(R1) Estoques Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IAS 2 (IASB) Índice Item OBJETIVO 1 ALCANCE 2 5 DEFINIÇÕES 6 8 MENSURAÇÃO

Leia mais

1 Introdu ç ão. 1.1. A questão de pesquisa

1 Introdu ç ão. 1.1. A questão de pesquisa 1 Introdu ç ão 1.1. A questão de pesquisa A temática estratégia é muito debatida no meio acadêmico e também possui destacado espaço nas discussões no meio empresarial. Organizações buscam continuamente

Leia mais

CARACTERÍSTICAS E ATRIBUTOS TRANSACIONAIS DA PRODUÇÃO DE ROSAS NA REGIÃO DE BARBACENA-MG

CARACTERÍSTICAS E ATRIBUTOS TRANSACIONAIS DA PRODUÇÃO DE ROSAS NA REGIÃO DE BARBACENA-MG CARACTERÍSTICAS E ATRIBUTOS TRANSACIONAIS DA PRODUÇÃO DE ROSAS NA REGIÃO DE BARBACENA-MG Características e atributos transacionais da produção de rosas... 177 Characteristics and transaction attributes

Leia mais

Influência dos custos de transação no lucro de uma empresa: aplicação do modelo de caixa de Miller-Orr

Influência dos custos de transação no lucro de uma empresa: aplicação do modelo de caixa de Miller-Orr Influência dos custos de transação no lucro de uma empresa: aplicação do modelo de caixa de Miller-Orr Dany Rogers (FAGEN/UFU) danyrogers@yahoo.com.br Pablo Rogers (FAGEN/UFU) pablorogerss@yahoo.com.br

Leia mais

Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18

Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18 Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18 Características Agropecuárias A sociedade brasileira viveu no século XX uma transformação socioeconômica e cultural passando de uma sociedade agrária para uma sociedade

Leia mais

Identificar as oportunidades de mercado. Realizar análise de mercado. Elaborar previsão de vendas. Utilizar instrumentos de marketing.

Identificar as oportunidades de mercado. Realizar análise de mercado. Elaborar previsão de vendas. Utilizar instrumentos de marketing. : Técnico em Administração Descrição do Perfil Profissional: Identificar, interpretar, analisar fundamentos, conteúdos, sentidos e importância do planejamento na Gestão Mercadológica, Administrativo-Financeira,

Leia mais

MBA Executivo em Logística e Supply Chain Management

MBA Executivo em Logística e Supply Chain Management ISCTE BUSINESS SCHOOL INDEG_GRADUATE CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO MBA Executivo em Logística e Supply Chain Management www.strong.com.br/alphaville - www.strong.com.br/osasco - PABX:

Leia mais

CONTRIBUIÇÃO DA CERTIFICAÇÃO ORGÂNICA PARA UM NOVO MODELO DE GOVERNANÇA NO COMPLEXO AGROINDUSTRIAL CITRÍCOLA BRASILEIRO

CONTRIBUIÇÃO DA CERTIFICAÇÃO ORGÂNICA PARA UM NOVO MODELO DE GOVERNANÇA NO COMPLEXO AGROINDUSTRIAL CITRÍCOLA BRASILEIRO CONTRIBUIÇÃO DA CERTIFICAÇÃO ORGÂNICA PARA UM NOVO MODELO DE GOVERNANÇA NO COMPLEXO AGROINDUSTRIAL CITRÍCOLA BRASILEIRO Organic Certification s Contribution to a New Governance Model in the Brazilian Citrus

Leia mais

Sistemas de Informações

Sistemas de Informações Sistemas de Informações Prof. Marco Pozam- mpozam@gmail.com A U L A 0 5 Ementa da disciplina Sistemas de Informações Gerenciais: Conceitos e Operacionalização. Suporte ao processo decisório. ERP Sistemas

Leia mais

PROPOSTA DE MÓDULO DE FINANCIAMENTO, CONTRATOS, COMERCIALIZAÇÃO E ASSOCIATIVISMO PARA O SNPA

PROPOSTA DE MÓDULO DE FINANCIAMENTO, CONTRATOS, COMERCIALIZAÇÃO E ASSOCIATIVISMO PARA O SNPA Diretoria de Pesquisas Coordenação de Agropecuária PROPOSTA DE MÓDULO DE FINANCIAMENTO, CONTRATOS, COMERCIALIZAÇÃO E ASSOCIATIVISMO PARA O SNPA (Coordenação de Agropecuária) E DA GEPAD (Gerência de Planejamento,

Leia mais

Futuras competições nos mercados: Implicações estratégicas para produtores Agrícolas

Futuras competições nos mercados: Implicações estratégicas para produtores Agrícolas Futuras competições nos mercados: Implicações estratégicas para produtores Agrícolas Hamish R Gow Associate Professor, International Agribusiness and Director, PFID F&V Delineamento da apresentação Tendências

Leia mais

22/02/2009. Supply Chain Management. É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até os fornecedores originais que

22/02/2009. Supply Chain Management. É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até os fornecedores originais que Supply Chain Management SUMÁRIO Gestão da Cadeia de Suprimentos (SCM) SCM X Logística Dinâmica Sugestões Definição Cadeia de Suprimentos É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até

Leia mais

MBA EM GESTÃO ESTRATÉGICA DE ESPORTES

MBA EM GESTÃO ESTRATÉGICA DE ESPORTES PÓS - GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO MBA EM GESTÃO ESTRATÉGICA DE ESPORTES SIGA ZMBAEESP11/00 Rua Almirante Protógenes, 290 Bairro Jardim Santo André SP - CEP 09090-760 - Fone: (11) 4433 3222 Av.

Leia mais

Margem de comercialização da carne bovina nos diferentes elos da cadeia. Novembro de 2009

Margem de comercialização da carne bovina nos diferentes elos da cadeia. Novembro de 2009 Margem de comercialização da carne bovina nos diferentes elos da cadeia Novembro de 2009 Sumário 1. INTRODUÇÃO... 2 2. METODOLOGIA... 2 2.1. BASE DE DADOS... 2 2.2. MÉTODO DE ANÁLISE... 3 3. EVOLUÇÃO DOS

Leia mais

CURSO DE DIREITO DA CONCORRÊNCIA E REGULAÇÃO

CURSO DE DIREITO DA CONCORRÊNCIA E REGULAÇÃO Fagundes Consultoria Econômica jfag@unisys.com.br Escola Superior da Advocacia - ESA CURSO DE DIREITO DA CONCORRÊNCIA E REGULAÇÃO Noções de Microeconomia Índice Fundamentos de Microeconomia: princípios

Leia mais

MARKETING CONECTADO: Redes e Alianças no mercado Global. A cooperação como vantagem competitiva: novos estudos nas cooperativas de crédito.

MARKETING CONECTADO: Redes e Alianças no mercado Global. A cooperação como vantagem competitiva: novos estudos nas cooperativas de crédito. MARKETING CONECTADO: Redes e Alianças no mercado Global A cooperação como vantagem competitiva: novos estudos nas cooperativas de crédito. Afinal, o que é uma rede? Rede é uma composição de ligações que

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 16. Estoques. Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IAS 2 (IASB)

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 16. Estoques. Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IAS 2 (IASB) COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 16 Estoques Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IAS 2 (IASB) Índice Item OBJETIVO 1 ALCANCE 2 5 DEFINIÇÕES 6 8 MENSURAÇÃO

Leia mais

Classificações dos SIs

Classificações dos SIs Classificações dos SIs Sandro da Silva dos Santos sandro.silva@sociesc.com.br Classificações dos SIs Classificações dos sistemas de informação Diversos tipo de classificações Por amplitude de suporte Por

Leia mais

Aceitação e segmentação do mercado de produtos derivados da carne de peru

Aceitação e segmentação do mercado de produtos derivados da carne de peru ACEITAÇÃO E SEGMENTAÇÃO DO MERCADO DE PRODUTOS DERIVADOS DA CARNE DE PERU RODRIGO PULICI; FLÁVIO ROCHA ALVES; AUGUSTO HAUBER GAMEIRO; FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA, UNIVERSIDADE DE SÃO

Leia mais

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão Estratégica de Negócios

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão Estratégica de Negócios Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão Estratégica de Negócios Apresentação O programa de Pós-graduação Lato Sensu em Gestão Estratégica de Negócios tem por objetivo desenvolver a

Leia mais

XVI SEMEAD Seminários em Administração

XVI SEMEAD Seminários em Administração XVI SEMEAD Seminários em Administração outubro de 2013 ISSN 2177-3866 Mecanismos de governança em empresas de torrefação e moagem de café no Brasil CAROLINE FOSCACHES DE OLIVEIRA QUEVEDO USP - Universidade

Leia mais

ASPECTOS LOGÍSTICOS DO ESCOAMENTO DO AÇÚCAR PAULISTA: TRECHO USINA PORTO DE SANTOS

ASPECTOS LOGÍSTICOS DO ESCOAMENTO DO AÇÚCAR PAULISTA: TRECHO USINA PORTO DE SANTOS ASPECTOS LOGÍSTICOS DO ESCOAMENTO DO AÇÚCAR PAULISTA: TRECHO USINA PORTO DE SANTOS Maria Rita Pontes Assumpção Mestrado em Gestão de Negócios Universidade Católica de Santos Resenha da Dissertação de Bruno

Leia mais

A AGREGAÇÃO DE VALORES E A BUSCA POR NOVOS OS NICHOS NO MERCADO DE CACAU

A AGREGAÇÃO DE VALORES E A BUSCA POR NOVOS OS NICHOS NO MERCADO DE CACAU A AGREGAÇÃO DE VALORES E A BUSCA POR NOVOS OS NICHOS NO MERCADO DE CACAU ANTONIO CESAR COSTA ZUGAIB RESUMO A queda de preços do cacau verificada no final da década de 80 e por toda a década de 90, culminando

Leia mais

Plano de Marketing. Introdução (breve) ao Marketing Análise de Mercado Estratégias de Marketing

Plano de Marketing. Introdução (breve) ao Marketing Análise de Mercado Estratégias de Marketing Plano de Marketing Introdução (breve) ao Marketing Análise de Mercado Estratégias de Marketing 1 Plano de Marketing É o resultado de um processo de planejamento. Define o quevai ser vendido, por quanto,

Leia mais

Autor(es) FELIPE DE CAMPOS MARTINS. Orientador(es) ALEXANDRE TADEU SIMON. Apoio Financeiro PIBITI/CNPQ. 1. Introdução

Autor(es) FELIPE DE CAMPOS MARTINS. Orientador(es) ALEXANDRE TADEU SIMON. Apoio Financeiro PIBITI/CNPQ. 1. Introdução 19 Congresso de Iniciação Científica GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS: APRIMORAMENTO DA METODOLOGIA DE DIAGNOSTICO E PROPOSIÇÃO DE UM MÉTODO PARA IMPLANTAÇÃO BASEADO EM PROCESSOS DE NEGÓCIO Autor(es) FELIPE

Leia mais

A TI NA COMPETITIVIDADE E COORDENAÇÃO DA CADEIA DO LEITE: UMA ANÁLISE NA CIDADE DE LAVRAS-MG

A TI NA COMPETITIVIDADE E COORDENAÇÃO DA CADEIA DO LEITE: UMA ANÁLISE NA CIDADE DE LAVRAS-MG A TI NA COMPETITIVIDADE E COORDENAÇÃO DA CADEIA DO LEITE: UMA ANÁLISE NA CIDADE DE LAVRAS-MG André Luiz Zambalde 1 Humberto Ferreira Silva Minéu 3 Jussara Maria da Silva 2 Aleandra Silva Figueira 3 Talestre

Leia mais

Sistemas de Identidade Preservada em Cadeias Agroindustriais: o caso de produtos não geneticamente modificados

Sistemas de Identidade Preservada em Cadeias Agroindustriais: o caso de produtos não geneticamente modificados Sistemas de Identidade Preservada em Cadeias Agroindustriais: o caso de produtos não geneticamente modificados Fabiana Cunha Viana Leonelli fabiana@dep.ufscar.br Mestranda pelo Departamento de Engenharia

Leia mais

Geração de renda, emprego e impostos no agronegócio dos estados da região sul e restante do Brasil

Geração de renda, emprego e impostos no agronegócio dos estados da região sul e restante do Brasil Geração de renda, emprego e impostos no agronegócio dos estados da região sul e restante do Brasil Umberto Antonio Sesso Filho * Joaquim José Martins Guilhoto ** Rossana Lott Rodrigues *** Antonio Carlos

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DEPARTAMENTO DE ECONOMIA RURAL E EXTENSÃO - DERE

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DEPARTAMENTO DE ECONOMIA RURAL E EXTENSÃO - DERE MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DEPARTAMENTO DE ECONOMIA RURAL E EXTENSÃO - DERE AGRONEGÓCIOS III CONCEITO DE AGRONEGÓCIOS 3.1 - Introdução

Leia mais

Gestão & Regionalidade ISSN: 1808-5792 revista.adm@uscs.edu.br. Universidade Municipal de São Caetano do Sul. Brasil

Gestão & Regionalidade ISSN: 1808-5792 revista.adm@uscs.edu.br. Universidade Municipal de São Caetano do Sul. Brasil Gestão & Regionalidade ISSN: 1808-5792 revista.adm@uscs.edu.br Universidade Municipal de São Caetano do Sul Brasil Barcellos Sopeña, Mauro; Almeida, Felipe ESTRUTURAS DE GOVERNANÇA NO SETOR DE TRANSPORTE

Leia mais

MBA É COM A FGV. MBA em Logística e Supply. Chain Management SUA MELHOR DECISÃO.. São José dos Campos - SP

MBA É COM A FGV. MBA em Logística e Supply. Chain Management SUA MELHOR DECISÃO.. São José dos Campos - SP MBA É COM A FGV SUA MELHOR DECISÃO.. São José dos Campos - SP MBA em Logística e Supply Chain Management Coordenação Acadêmica: Prof. Jamil Moysés Filho FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS A Fundação Getulio Vargas

Leia mais

Projeto de Pesquisa: Governança em Tribunais de Justiça de Brasil e Portugal 1

Projeto de Pesquisa: Governança em Tribunais de Justiça de Brasil e Portugal 1 Projeto de Pesquisa: Governança em Tribunais de Justiça de Brasil e Portugal 1 1. INTRODUÇÃO Tomás de Aquino Guimarães, professor, Universidade de Brasília Luiz Akutsu, doutorando em Administração, Universidade

Leia mais

METODOLOGIA PARA ESTUDO DAS RELAÇÕES DE MERCADO EM SISTEMAS AGROINDUSTRIAIS

METODOLOGIA PARA ESTUDO DAS RELAÇÕES DE MERCADO EM SISTEMAS AGROINDUSTRIAIS METODOLOGIA PARA ESTUDO DAS RELAÇÕES DE MERCADO EM SISTEMAS AGROINDUSTRIAIS Carlos Enrique Guanziroli - Antonio Marcio Buainain - Hildo Meirelles de Sousa Filho 1 Instituto Interamericano de Cooperacão

Leia mais

1. INTRODUÇÃO SISTEMA INTEGRADO DE CONTABILIDADE

1. INTRODUÇÃO SISTEMA INTEGRADO DE CONTABILIDADE 1. INTRODUÇÃO A contabilidade foi aos poucos se transformando em um importante instrumento para se manter um controle sobre o patrimônio da empresa e prestar contas e informações sobre gastos e lucros

Leia mais

Investimentos privados em agricultura urbana em Nairóbi, Quênia

Investimentos privados em agricultura urbana em Nairóbi, Quênia Investimentos privados em agricultura urbana em Nairóbi, Quênia Caleb Mireri - calebmireri@avu.org Deptº de Planejamento e Gerenciamento Ambiental, Universidade Kenyatta, Nairóbi, Quênia Foto 1: C. Mireri

Leia mais

Gestão de Múltiplos Segmentos e os Desafios para Distribuidores de Insumos

Gestão de Múltiplos Segmentos e os Desafios para Distribuidores de Insumos Gestão de Múltiplos Segmentos e os Desafios para Distribuidores de Insumos Matheus Alberto Cônsoli* Lucas Sciencia do Prado* (Participação Markestrat no REMF Fórum Executivo de Gestão de Distribuidores

Leia mais

Produção integrada de frango de corte: uma analise SWOT do modelo de gestão adotado por produtores da microrregião de Anápolis-GO

Produção integrada de frango de corte: uma analise SWOT do modelo de gestão adotado por produtores da microrregião de Anápolis-GO Produção integrada de frango de corte: uma analise SWOT do modelo de gestão adotado por produtores da microrregião de Anápolis-GO Ieso Costa MARQUES ieso@brturbo.com.br Eliane Moreira Sá de SOUZA eliane.mss@hotmail.com

Leia mais

Pesquisa sobre a integração da Logística com o Marketing em empresas de grande porte

Pesquisa sobre a integração da Logística com o Marketing em empresas de grande porte III SEGeT Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia 1 Pesquisa sobre a integração da Logística com o Marketing em empresas de grande porte Alexandre Valentim 1 Heloisa Nogueira 1 Dário Pinto Junior

Leia mais

Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: Tendências da Indústria Automobilística Brasileira

Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: Tendências da Indústria Automobilística Brasileira Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: Tendências da Indústria Automobilística Brasileira Francisco Eduardo Barros Pires Introdução O conceito de gerenciamento da cadeia de suprimentos está baseado no

Leia mais

Sistemas de Informação Empresarial. Gerencial

Sistemas de Informação Empresarial. Gerencial Sistemas de Informação Empresarial SIG Sistemas de Informação Gerencial Visão Integrada do Papel dos SI s na Empresa [ Problema Organizacional ] [ Nível Organizacional ] Estratégico SAD Gerência sênior

Leia mais