Direito Civil. Turmas Tec Anal Teoria e Exercícios Prof. Ahyrton Lourenço Data de impressão: 14/12/10

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1 TRE Turmas Tec Anal Teoria e Exercícios Prof. Ahyrton Lourenço Data de impressão: 14/12/10 ELABORAÇÃO E PRODUÇÃO: UMA PARCERIA Visite o Portal dos Concursos Públicos MATERIAL DIDÁTICO EXCLUSIVO PARA ALUNOS DO CURSO APROVAÇÃO

2 MINISTÉRIO DA FAZENDA ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO FAZENDÁRIA CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS DE AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL EDITAL ESAF N. 85, DE 18 DE SETEMBRO DE Lei de Introdução ao Código Civil: vigência e revogação da norma, conflito de normas no tempo e no espaço, preenchimento de lacuna jurídica. 2. Pessoa Natural: conceito, capacidade e incapacidade, começo e fim, direitos da personalidade. 3. Pessoa Jurídica: conceito, classificação, começo e fim de sua existência legal, desconsideração. 4. Fatos Jurídicos. Ato Jurídico. Negócio Jurídico: conceito, classificação, elementos essenciais gerais e particulares, elementos acidentais, defeitos, nulidade absoluta e relativa, conversão no negócio nulo. Prescrição e Decadência. 5. Ato Ilícito. Abuso de Direito. 6. Responsabilidade Civil no novo Código Civil e seu impacto no direito do trabalho. Parte I 1. Introdução ao estudo do Direito Por uma concepção filosófica intrínseca do ser humano, o homem percebeu a necessidade de viver em grupo, em sociedade. Por mais primitivo que fossem os agrupamentos humanos sempre se fez necessário a imposição de uma ordem para regulamentar as relações humanas, como há muito já sintetizaram os Romanos Ubi societas, ibi jus Onde existe sociedade existe Direito. Nesse aspecto o Direto nasce com a necessidade de regulamentar as relações humanas. A expressão Direito decorre da palavra latina Directum, qual significa o que é reto, o que é correto, ou seja, normas de condutas que regem uma sociedade naquele tempo. DIREITO CIVIL E LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL O Direito pode ser dividido em Objetivo e Subjetivo: - Direito Objetivo a própria norma / lei de uma sociedade, a qual o indivíduo deve conhecer e cumprir. 1. Introdução ao estudo do Direito Conceito de Lei de Introdução ao Código Civil Fontes do Direito Vigência da Norma Tempo de vigência e Revogação da Norma Repristinação e a lei brasileira Conflito de Normas no Tempo Conflito de Lei no Espaço Preenchimento de Lacunas Jurídicas Analogia Costume Princípios Gerais do Direito Eqüidade Questão Comentada Direito Subjetivo é o conjunto de direitos que o indivíduo possui em uma sociedade, conferido pelo Ordenamento Jurídico. Hans Kelsen e Duguit negam a existência do Direito Subjetivo. A origem do Direto pode ser dividida em Direito Natural e Direito Positivo: - Direito Natural Jus Naturalismo Para os defensores da Corrente Naturalista o Direito decorre da Própria Natureza Humana. Será no pensamento grego que encontraremos inicialmente a idéia da existência de um Direito baseado no mais íntimo da natureza humana, como ser individual ou coletivo. Acreditavam alguns pensadores, que existe um "direito natural permanente e eternamente válido, independente de legislação, de convenção ou qualquer outro expediente imaginado pelo Atualizada SET/2009 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 1

3 homem" 1. Este pensamento já nasce numa perspectiva universal, pois a idéia de Direito Natural surge da procura de determinados princípios gerais que sejam válidos para os povos em todos os tempos. Será a partir do momento em que os pensadores gregos percebem a existência de uma grande diversidade de leis e costumes nas várias nações e povos, que eles colocam a seguinte questão: "existem princípios superiores a estas normas específicas que sejam válidas para todos os povos, em todos os tempos, ou a Justiça e o Direito são uma mera questão de conveniência?" Este é o ponto de partida para o pensamento do Direito Natural que se desenvolverá através dos tempos, e a resposta a esta questão se transformou na conquista gradual, permanente e ainda distante para nós, do que hoje conhecemos por Direitos Humanos. O Jusnaturalismo é a corrente de pensamento que reúne todo o conhecimento sobre Direito Natural que surgiu no transcorrer da história. - Direito Positivo Jus Positivismo Conjunto de Normas jurídicas vigentes em determinado lugar em determinado tempo. O Direito Positivado é a lei escrita. Divisão didática do Direto O Direito como ciência deve ser visto como um todo, pois todas as normas jurídicas de um ordenamento devem ser inter-relacionadas e harmônicas. Contudo, para fins didáticos é possível dividir o Direito Positivo em dois ramos: Direito Público e Direito Privado: Direito Público Ramo do Direito que visa regulamentar os interesses gerais da 1 (03) BODENHEIMER, Edgar. Teoría del Derecho, ob. cit., p. 127; Friedrich, Carl Joachim. La Filosofía del 2 MONTEIRO, Washington de Barros; Curso de Direito Derecho. Fondo de Cultura Económica, México, 1969, Civil Parte I; Saraiva. pp. 27 e ss; Machado Neto. A. L. Para uma Sociologia do 3 Alguns autores classificam o Direito do Trabalho como Direito Natural. Livraria Progresso, Salvador, Direito Privado. 2 Atualizada SET/2009 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores Parte I coletividade 2. Estabelece a organização do Estado e as relações o Estado com o indivíduo, sendo composto, em regra, de normas de ordem pública, de caráter cogente (imperativo). Para este ramo, em regra, alei vai sempre determinar o que PODE, NÃO PODE ou DEVE ser feito no caso concreto. São exemplos, dentre outros, do Direito Público: Direto Administrativo Direito Ambiental Direito Constitucional Direito Internacional Direito Tributário Direito Previdenciário Direto do Trabalho 3. Direito Privado Ramo do Direito que regulamenta as relações dos indivíduos, predominando os interesses particulares. São exemplos: Direito Comercial Direito do Consumidor. Importante: essa divisão é apenas para ajudar na compreensão do estudo do Direito, pois cada matéria do Direito possui relações e conexões com as demais. 2. Conceito de O tem sua origem no Ius Civile romano, que era o Direto da Cidade Romana, qual no seu tempo regulamentava toda a vida dos cidadãos romanos, sendo para os romanos o que para nós é o Direito Brasileiro. O primeiro Código Civil Brasileiro foi o de 1916 e teve vigência até Este Código foi influenciado essencialmente pelo Código Liberal Napoleônico, que teve a sua influência na Revolução Francesa, e foi um código baseado no ideal individualista e voluntarista. O atual Código Civil Brasileiro é a Lei de 10 de janeiro de 2002, que entrou em vigência em 2003, foi influenciado pelo movimento de Constitucionalização dos

4 Direitos Civis, especialmente nas idéias de igualdade, justiça e incursão da dignidade da pessoa humana, como se exemplifica, especialmente nos arts. 112, 113, 114, 421, 422, 423 todos do Código Civil. Parte I caber-lhe-á aplicar as normas legais; não as havendo, recorrerá à analogia, aos costumes e aos princípios gerais de direito. (Redação dada pela Lei nº , de 1º ) 3. Lei de Introdução ao Código Civil A Lei de Introdução ao Código Civil é consubstanciada pelo Decreto nº , de 04 de setembro de 1942, não é, na realidade uma lei integrante do Código Civil, na realidade trata-se de um conjunto de normas para regulamentar as normas, não somente as de, mas todas as leis, por conter princípios gerais sobre as normas sem qualquer discriminação, indicando como aplicá-las, determinando vigência, eficácia, interpretação e integração 4. A LICC é considerada um Código de Normas que contém normas de sobredireito que regulamenta todos os ramos do Direito, salvo naquilo que for regulamentado de forma diferente na legislação específica. 3.1 Fontes do Direito As Fontes do Direito são divididas em Fontes Formais (Lei, Analogia, Costume e os Princípios Gerais do Direito) e Fontes Não Formais (Doutrina e Jurisprudência). 3.2 Vigência da Norma A lei, para pertencer ao Ordenamento Jurídico, passa por três fases: elaboração (iniciativa, discussão e aprovação, sanção ou veto), promulgação e publicação. A Fase de Promulgação é o momento do nascimento da lei, mas somente estará vigente quando for publicada no Diário Oficial da União e respeitar o prazo legal, se houver. A publicação é o instrumento jurídico utilizado para dar conhecimento, em tese, para todas as pessoas, que a lei foi aceita no Ordenamento Jurídico Brasileiro e a partir deste momento TODAS AS PESSOAS DEVEM CUMPRI-LA, como nos orienta o art. 3º da LICC: Art. 3º Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece. O art. 1º da LICC disciplina que a lei brasileira entra em vigor em todo o território nacional 45 dias depois da sua publicação, contudo pode ser disciplinado de forma contrária. Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada. Dentre as Fontes Formais a lei para o Direito Brasileiro é a principal fonte, somente podendo ser utilizada as demais fontes quando a lei for omissa (art. 4º da LICC c/c 126 CPC); Art. 4º Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito. Art O juiz não se exime de sentenciar ou despachar alegando lacuna ou obscuridade da lei. No julgamento da lide Dessa forma, a sua obrigatoriedade / exigibilidade, NO TERRITÓRIO BRASILEIRO, não se inicia com a publicação, mas sim 45 dias depois de ser publicada. Contudo, a publicação pode determinar que a lei entre em vigor na data da sua publicação; dessa forma, se a lei for omissa sobre a vigência aplica-se o dispositivo da LICC. O período entre a data da publicação e a entrada em vigor da lei é denominado vacatio legis. 4 DINIZ, Maria Helena; Curso de brasileiro; SARAIVA. Atualizada SET/2009 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 3

5 A vacatio legis é uma espécie de elemento acidental de uma norma jurídica, que uma vez consignada, impõe a eficácia somente após o decurso de um prazo determinado no intuito de levar a lei ao conhecimento de todas as pessoas, como nos orienta o art. 8º da LC nº. 95/98: Parte I Observações: 1) O prazo de 45 dias é relativo somente às leis, não sendo aplicado aos decretos e regulamentos. 2) A Falta de Lei pode ser suprida por Mandado de Injunção. Art. 8º. A vigência da lei será indicada de forma expressa e de modo a contemplar prazo razoável para que dela se tenha amplo conhecimento, reservada a cláusula entra em vigor na data de sua publicação para as leis de pequena repercussão. A contagem do prazo de vacatio legis inclui a data da publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor no dia subseqüente à sua consumação integral (art. 8º, 1º da LC 95/98). Atenção: as leis brasileiras que serão aplicadas fora do território nacional somente entrarão em vigor 03 meses depois de oficialmente publicadas no Diário Oficial, art. 1º, 1º da LICC. Leis estaduais que sejam elaboradas com autorização do Governo Federal para a sua vigência depende de autorização do Governo Federal e entrarão em vigor no prazo estipulado pelos Estados-membros. Atenção: Dispositivo Revogado pela Lei de 1º de outubro de Casos de alteração da lei antes da vigência Caso uma lei seja novamente publicada com intuito de corrigir erros materiais ou falhas de ortografia durante o prazo de vacatio legis, incidirá novo prazo que começará a fluir na data da nova publicação, para toda a lei. 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação. Casos de alteração da lei vigente Se a lei já entrou em vigor, considera-se a correção uma nova lei, devendo correr nova vacatio legis (art. 1º, 4º da LICC). 3.3 Tempo de vigência e Revogação da Norma Caso a lei não discipline que ela será válida por tempo determinado, todas as leis são permanentes, permanecendo em vigor até que seja revogada por outra lei, por força do princípio da continuidade das leis. Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. A revogação é a supressão da força obrigatória da lei, ou seja, é o ato jurídico capaz de retirar a lei do ordenamento jurídico, acabando com a sua aplicabilidade. Somente uma lei pode revogar outra; um costume ou a falta de uso não são instrumentos jurídicos para revogação da lei. A Revogação pode ser; - TOTAL (ab-rogação) ou PARCIAL (derrogação); - EXPRESSA ou TÁCITA: 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. Revogação Expressa Ocorre quando uma nova lei declara a revogação da lei anterior totalmente ou parcialmente. As leis temporárias possuem dispositivo expresso determinando o tempo de vigência da lei (termo), perdendo eficácia independente de outra lei. 4 Atualizada SET/2009 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

6 Parte I Revogação Tácita Ocorre quando uma lei posterior não declara expressamente que revoga a anterior, mas em análise das duas leis, os dispositivos da lei anterior mostram-se incompatíveis com a nova lei ou a nova lei regulamenta inteiramente a matéria que tratava a lei anterior. CUIDADO: - Ocorre a revogação tácita de uma lei quando está é incompatível com a Constituição da República diante da hierarquia das normas. - A nova lei que estabeleça uma disposição especial ou geral a par da lei já existe NÃO revoga nem modifica a anterior. Revogará somente se houver incompatibilidade, sendo dessa forma possível se falar em revogação tácita da lei nova em detrimento da antiga, independente da nova ser geral ou especial Repristinação e a lei brasileira Repristinar significa restituir ao valor, caráter ou estado primitivo. Na ordem jurídica repristinação é o restabelecimento da eficácia de uma lei anteriormente revogada diante da revogação da lei que revogou originariamente a primeira. Outro fator importante é que em caso excepcional de declaração de inconstitucionalidade de lei pelo Supremo Tribunal Federal, poderá ocorrer a repristinação automática, como nos orienta a o art. 11 da Lei nº /99 (Lei de julgamento de Ação Direta de Inconstitucionalidade e Ação Declaratória de Constitucionalidade): Art. 11. Concedida a medida cautelar, o Supremo Tribunal Federal fará publicar em seção especial do Diário Oficial da União e do Diário da Justiça da União a parte dispositiva da decisão, no prazo de dez dias, devendo solicitar as informações à autoridade da qual tiver emanado o ato, observando-se, no que couber, o procedimento estabelecido na Seção I deste Capítulo. 1o A medida cautelar, dotada de eficácia contra todos, será concedida com efeito ex nunc, salvo se o Tribunal entender que deva conceder-lhe eficácia retroativa. 2o A concessão da medida cautelar torna aplicável a legislação anterior acaso existente, salvo expressa manifestação em sentido contrário. 3.4 Conflito de Normas no Tempo A regra sobre aplicabilidade das leis é que elas são feitas para valer para o futuro, ou seja, para as relações que nasçam depois da vigência da lei. Sob a égide da Lei de Introdução ao Código Civil não existe repristinação automática. 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência. Se porventura uma lei que revogou outra for revogada por uma terceira, a primeira não tem a sua eficácia restabelecida automaticamente, valendo a expressão: lei que morre, morre para sempre. Contudo o Direito Brasileiro prevê, excepcionalmente, que caso a terceira lei que está revogando a segunda preveja que a primeira volta a ter eficácia, haverá a Repristinação no Direito Brasileiro. No entanto quando uma lei vem revogar ou modificar uma anterior pode-se verificar o conflito da lei no tempo para as relações que se formaram sob o escopo da lei anterior. Em síntese, paira a dúvida: a lei nova é aplicada ás situações anteriormente constituídas? Para solucionar esse conflito possui o ordenamento jurídico dois critérios: 1) Disposições Transitórias; 2) Irretroatividade das Normas. 1) Disposições Transitórias São elaboradas pelo legislador no próprio texto normativo e se destinam a evitar ou solucionar eventuais conflitos que possam surgir do Atualizada SET/2009 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 5

7 confronto entre a lei nova e a antiga, sendo sempre temporária. Como exemplo, pode-se citar as disposições transitórias do Código Civil Brasileiro: 6 LIVRO COMPLEMENTAR DAS Disposições Finais e Transitórias Art Serão os da lei anterior os prazos, quando reduzidos por este Código, e se, na data de sua entrada em vigor, já houver transcorrido mais da metade do tempo estabelecido na lei revogada. Art Até dois anos após a entrada em vigor deste Código, os prazos estabelecidos no parágrafo único do art e no parágrafo único do art serão acrescidos de dois anos, qualquer que seja o tempo transcorrido na vigência do anterior, Lei no 3.071, de 1o de janeiro de Art O acréscimo de que trata o artigo antecedente, será feito nos casos a que se refere o 4o do art ) Irretroatividade da Lei Sob o escudo da irretroatividade as relações constituídas antes da nova lei não serão modificadas. Este princípio busca assegurar a certeza, a segurança e a estabilidade do ordenamento jurídico-positivo, preservando as relações consolidadas em que o interesse individual prevalece. O Código Civil de 2002 também observou o princípio da irretroatividade da norma: Art A dissolução e a liquidação das pessoas jurídicas referidas no artigo antecedente, quando iniciadas antes da vigência deste Código, obedecerão ao disposto nas leis anteriores. Entretanto, a irretroatividade não é absoluta, pois por razões de política legislativa podem recomendar que determinada situação a nova lei seja retroativa, atingindo os efeitos jurídicos praticados sob o império da norma revogada, exemplo também trazido pelo Código Civil de 2002: Art As associações, sociedades e fundações, constituídas na forma das leis anteriores, bem como os empresários, Atualizada SET/2009 Parte I deverão se adaptar às disposições deste Código até 11 de janeiro de (Redação dada pela Lei nº , de 2005) Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica às organizações religiosas nem aos partidos políticos. (Incluído pela Lei nº , de ) Art As fundações, instituídas segundo a legislação anterior, inclusive as de fins diversos dos previstos no parágrafo único do art. 62, subordinam-se, quanto ao seu funcionamento, ao disposto neste Código. A Lei de Introdução ao Código Civil disciplina: Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada. (Redação dada pela Lei nº , de 1º ) 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou. (Parágrafo incluído pela Lei nº , de 1º ) 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exercer, como alquiles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio de outrem. (Parágrafo incluído pela Lei nº , de 1º ) 3º Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso. (Parágrafo incluído pela Lei nº , de 1º ) Percebe-se que a LICC e a nossa Constituição adotam o princípio da irretroatividade da norma como regra e a retroatividade como exceção. A LICC protege o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada, aplicando-se a nova norma, em regra, aos casos pendentes e futuros. Ato Jurídico Perfeito - é ato já consumado pela lei antiga. No caso concreto o fato iniciou e findou durante a vigência da lei anterior, tendo sido findado antes da vigência da nova norma; Direito Adquirido é o Direito que foi consubstanciado integralmente pela lei anterior; Coisa Julgada é a decisão judicial que transitou em julgado (sem Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

8 possibilidade de recurso) quando a lei anterior estava vigente. 3.5 Conflito de Lei no Espaço Com fundamento do Princípio da Soberania do Estado, a lei terá aplicação nos limites do território delimitado do Estado, isso se denomina Princípio da Territorialidade. Mas o Princípio da Territorialidade não é absoluto; algumas vezes surge a necessidade do Estado regulamentar as relações entre nacionais e estrangeiros, o que permitiu o surgimento do sistema de extraterritorialidade, sem prejuízo da Soberania Nacional. O Brasil adota o Princípio da Territorialidade Moderada. Dessa forma, o Direito alienígena será, em alguns casos, aplicado no Brasil. Direitos de Personalidade começo e fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família Direito do Domicílio 5. Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. Casamentos no Brasil aplica-se a lei Brasileira (impedimentos e formalidades) 1º Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração. Casamento no Brasil de estrangeiros de mesma nacionalidade domiciliados no Brasil Pode ser feito no Consulado do País 2º O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou consulares do país de ambos os nubentes. (Redação dada pela Lei nº , de 1º ) Parte I Se os nubentes forem de nacionalidade diferente deve ser realizado por autoridade brasileira. O casamento de ambos os nubentes brasileiros no exterior pode ser feito perante autoridade consular brasileira. Não pode ocorrer no consulado brasileiro casamento de brasileiro com estrangeira. Autoridade Consular Brasileira competente para realizar casamentos, e atos de Registro Civil e de Tabeliães. Art. 18. Tratando-se de brasileiros, são competentes as autoridades consulares brasileiras para lhes celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de tabelionato, inclusive o registro de nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país da sede do Consulado. (Redação dada pela Lei nº , de 1º ) Art. 19. Reputam-se válidos todos os atos indicados no artigo anterior e celebrados pelos cônsules brasileiros na vigência do Decreto-lei nº , de 4 de setembro de 1942, desde que satisfaçam todos os requisitos legais. (Incluído pela Lei nº , de 1º ) Parágrafo único. No caso em que a celebração desses atos tiver sido recusada pelas autoridades consulares, com fundamento no artigo 18 do mesmo Decretolei, ao interessado é facultado renovar o pedido dentro em 90 (noventa) dias contados da data da publicação desta lei. (Incluído pela Lei nº , de 1º ) Casamento de nubentes com domicílio diverso 1º domicilio do casal. 3º Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do primeiro domicílio conjugal. Casamento Regime de Bens lei do país do domicílio do casal ou do 1º domicílio conjugal 4º O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que 5 Domicílio art. 70 e ss. do Código Civil: Art. 70. O tiverem os nubentes domicílio, e, se este for domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece diverso, a do primeiro domicílio conjugal. a sua residência com ânimo definitivo. Atualizada SET/2009 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 7

9 Estrangeiro casado ao naturalizar brasileiro pode alterar o regime de bens comunhão parcial de bens anuência do cônjuge Parte I divórcio de brasileiros, a fim de que passem a produzir todos os efeitos legais. (alterado pela Lei de 1º de outubro de 2009). 5º - O estrangeiro casado, que se naturalizar brasileiro, pode, mediante expressa anuência de seu cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega do decreto de naturalização, se apostile ao mesmo a adoção do regime de comunhão parcial de bens, respeitados os direitos de terceiros e dada esta adoção ao competente registro. (Redação dada pela Lei nº , de ) Divórcio no exterior de brasileiros pode ser reconhecido no Brasil observada as normas do Código Civil Brasileiro e homologada a sentença estrangeira pelo STJ SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA6. 6º - O divórcio realizado no estrangeiro, se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros, só será reconhecido no Brasil depois de três anos da data da sentença, salvo se houver sido antecedida de separarão judicial por igual prazo, caso em que a homologação produzirá efeito imediato, obedecidas as condições estabelecidas para a eficácia das sentenças estrangeiras no País. O Supremo Tribunal Federal, na forma de seu regimento interno, poderá reexaminar, a requerimento do interessado, decisões já proferidas em pedidos de homologação de sentenças estrangeiras de divórcio de brasileiros, a fim de que passem a produzir todos os efeitos legais. (Redação dada pela Lei nº , de ) Domicilio Familiar cônjuge e filhos não emancipados / incapazes Rege pelo Domicilio do Chefe de Família ou tutor ou curador 7º Salvo o caso de abandono, o domicílio do chefe da família estende-se ao outro cônjuge e aos filhos não emancipados, e o do tutor ou curador aos incapazes sob sua guarda. Pessoa sem domicílio lugar da residência ou lugar que se encontre 8º Quando a pessoa não tiver domicílio, considerar-se-á domiciliada no lugar de sua residência ou naquele em que se encontre. Bens qualificação e relações concernentes Aplica-se a lei da situação da coisa (lex rei sitae) Art. 8o Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país em que estiverem situados. Bens móveis que trouxer ou que forem transportados para outros lugares aplicase a lei do domicílio do proprietário 1º Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário, quanto aos bens moveis que ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares. 8 6º O divórcio realizado no estrangeiro, se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros, só será reconhecido no Brasil depois de 1 (um) ano da data da sentença, salvo se houver sido antecedida de separação judicial por igual prazo, caso em que a homologação produzirá efeito imediato, obedecidas as condições estabelecidas para a eficácia das sentenças estrangeiras no país. O Superior Tribunal de Justiça, na forma de seu regimento interno, poderá reexaminar, a requerimento do interessado, decisões já proferidas em pedidos de homologação de sentenças estrangeiras de 6 Atenção à EC-45/2004. Atualizada SET/2009 Penhor 7 Aplica-se a lei do domicílio do possuidor da coisa 2º O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre a coisa apenhada. Obrigações qualificar e reger lei do país que se originar a obrigação, mesmo que a execução tenha que ser aplicada no Brasil e observar a forma alienígena 7 Penhor é um direito real que consiste na tradição de uma coisa móvel ou mobilizável, suscetível de alienação, realizada pelo devedor ou por terceiro ao credor, a fim de garantir o pagamento do débito; Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

10 Art. 9º Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem. 1º Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos do ato. Obrigação decorrente de contrato residência do proponente. 2º A obrigação resultante do contrato reputa-se constituída no lugar em que residir o proponente. Sucessão causa mortis ou ausência Rege-se pela lei do último domicílio do de cujos ou do ausente. Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens. Sucessão de bens no Brasil Aplica-se a lei mais favorável, brasileira ou estrangeira 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus. (Redação dada pela Lei nº , de ) Sucessão Capacidade para suceder aplica-se a lei do domicilio do herdeiro 2º A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder. Sociedades e Fundações aplica-se a lei da sua constituição, mas para ter filiais no Brasil devem ter aprovação do Governo Federal e aplica-se então a lei brasileira Parte I Governo estrangeiro e organizações pertencentes à Estados soberanos não podem adquirir imóveis no Brasil, salvo prédios para atividades diplomáticas 2º Os Governos estrangeiros, bem como as organizações de qualquer natureza, que eles tenham constituído, dirijam ou hajam investido de funções públicas, não poderão adquirir no Brasil bens imóveis ou susceptíveis de desapropriação. 3º Os Governos estrangeiros podem adquirir a propriedade dos prédios necessários à sede dos representantes diplomáticos ou dos agentes consulares. Réu domiciliado no Brasil ou cumprindo obrigações no Brasil aplica-se a lei brasileira no tocante à competência jurisdicional Art. 12. É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação. Imóveis situados no Brasil competência exclusiva do Poder Judiciário Brasileiro para julgar. Também compete à autoridade judiciária 1º Só à.autoridade judiciária brasileira compete conhecer das ações, relativas a imóveis situados no Brasil. Ordem estrangeira compete à autoridade judiciária brasileira dar exequatur nos termos da legislação brasileira quanto á forma e da lei estrangeira quanto ao objeto 2º A autoridade judiciária brasileira cumprirá, concedido o exequatur e segundo a forma estabelecida pela lei brasileira, as diligências deprecadas por autoridade estrangeira competente, observando a lei desta, quanto ao objeto das diligências. Art. 11. As organizações destinadas a fins de interesse coletivo, como as sociedades e as fundações, obedecem à lei do Estado em que se constituírem. 1º Não poderão, entretanto. ter no Brasil filiais, agências ou estabelecimentos antes de serem os atos constitutivos aprovados pelo Governo brasileiro, ficando sujeitas à lei brasileira. Produção de Provas Lei do país que foram produzidas no entanto a lei brasileira não conhecerá as formas de provas não previstas no Brasil Art. 13. A prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei que nele vigorar, quanto ao ônus e aos meios de Atualizada SET/2009 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 9

11 produzir-se, não admitindo os tribunais brasileiros provas que a lei brasileira desconheça. Se o Juiz não conhecer a lei estrangeira, a parte que alegar cabe fazer prova do estipulado Art. 14. Não conhecendo a lei estrangeira, poderá o juiz exigir de quem a invoca prova do texto e da vigência. Sentença estrangeira validade no Brasil desde que preenchido os requisitos: Proferida por Juiz competente no exterior; Haver citação válida ou revelia; Estar a decisão sem possibilidade de recurso (transitada em julgada) e estar passível de execução para o direito estrangeiro; Estar traduzida por intérprete autorizado; Ter sido homologada pelo Superior Tribunal de Justiça 8 Art. 15. Será executada no Brasil a sentença proferida no estrangeiro, que reúna os seguintes requisitos: a) haver sido proferida por juiz competente; b) terem sido os partes citadas ou haver-se legalmente verificado à revelia; c) ter passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias para a execução no lugar em que,foi proferida; d) estar traduzida por intérprete autorizado; e) ter sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal. Atenção: Não dependem de homologação a sentença meramente declaratórias 9 - Revogado pela Lei /2009. Parte I Parágrafo único. Não dependem de homologação as sentenças meramente declaratórias do estado das pessoas. A análise do juízo é apenas sobre a forma do ato e como se faz com qualquer análise de sentença ou ato estrangeiro para aplicabilidade no Brasil, o Juiz analisa apenas se o ato ou a decisão ofende a ordem pública, a soberania nacional ou o bom costume, e caso não ofendam o Juiz não faz análise de mérito, caso ofendam não são aplicáveis. Art. 17. As leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer declarações de vontade, não terão eficácia no Brasil, quando ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os bons costumes. Também não é necessária a homologação de cartas rogatórias (pois sem caráter executivo) e execução de título executivo extrajudicial oriundo de estado estrangeiro (art. 585, 2º do PC). 2º Não dependem de homologação pelo Supremo Tribunal Federal, para serem executados, os títulos executivos extrajudiciais, oriundos de país estrangeiro. O título, para ter eficácia executiva, há de satisfazer aos requisitos de formação exigidos pela lei do lugar de sua celebração e indicar o Brasil como o lugar de cumprimento da obrigação. (Redação dada pela Lei nº , de 1º ) 3.6 Preenchimento de Lacunas Jurídicas O legislador ao elaborar as leis deve atentar pela clareza e aplicabilidade prática da norma criada, contudo a lei elaborada será sempre geral (genérica) com o objetivo de abranger o maior número de situações possíveis. 8 Vide art. 105, i da CR/88, acrescentado pela EC- 45/ Na lição do Exmo Ministro do STJ, Professor Teori Albino Zavascki: A ação puramente declaratória, e, portanto, a sentença que nela vier a ser proferida, tem Por essa generalidade o legislador não por objeto, segundo o artigo 4º do CPC, a declaração conseguirá abranger todas as situações no "da existência ou inexistência de relação jurídica" ou "da autenticidade ou falsidade de documento". Segundo presente, tampouco, as futuras. Como o Juiz os padrões tradicionais, não compõe seu objeto o juízo a respeito da violação da norma individualizada ou da sanção correspondente. A declaração de certeza, nestas preceito primário ("no transgredido todavia, pero ações, refere-se, como ensinava Calamandrei, ao incierto") e não ao mandado sancionatório. 10 Atualizada SET/2009 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

12 não pode se eximir de julgar sobre o pretexto de que inexiste lei ou que a lei é omissa, a LICC orienta como as lacunas jurídicas devem ser preenchidas. Parte I espécies de transporte coletivo terrestre de pessoa ou bagagem ante à falta de legislação específica. Art. 4º Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito. Art O juiz não se exime de sentenciar ou despachar alegando lacuna ou obscuridade da lei. No julgamento da lide caber-lhe-á aplicar as normas legais; não as havendo, recorrerá à analogia, aos costumes e aos princípios gerais de direito. (Redação dada pela Lei nº , de 1º ) Dessa forma, o Juiz, no caso concreto, por intermédio da integração do ordenamento jurídico e das normas não deixará nenhum caso sem decisão. Mas o Juiz deve observar uma hierarquia na utilização dos mecanismos de solução de lacunas. Deve utilizar a analogia primeiramente, pois como a lei para o sistema jurídico brasileiro é a principal fonte formal, o juiz deve buscar em primeiro plano uma solução e uma outra norma, para depois utilizar outros mecanismos Analogia Costume O costume resulta da prática geral, uniforme, constante, pública de atos pelas pessoas, com a convicção de sua necessidade jurídica. A repetição generalizada e reiterada de certos atos praticados é o elemento material do costume. A LICC estabelece o costume como forma supletiva de lacunas jurídicas, mas o Juiz somente pode aplicá-lo se esgotado os meios de aplicação da analogia. O costume é composto de dois elementos: o uso (elemento externo) e a convicção da necessidade de jurídica (elemento interno). Existem três espécies de costume: seundum legem quando a pratica do costume leva ao reconhecimento da lei; praeter legem quando a pratica do costume visa complementar uma lei omissa (ex.: cheque pré-datado); contra legem quando a prática usual é contraria ao dispositivo legal. Contudo, juridicamente o costume não revoga ou modifica a lei. A analogia consiste na aplicação de uma norma jurídica constituída para um caso a uma outra determinada situação de fato semelhante, entendida na expressão romana: Ubi eadem ratio, ibi idem jus. Alguns autores distinguem analogia legis (aplicar um norma existente ao caso concreto sem norma específica) da analogia jus (aplicar um conjunto de normas, para obter elementos que permitam a aplicabilidade para solucionar um caso concreto sem lei específica). Exemplo: Lei 2.681/1921 que regulamenta a responsabilidade das companhias de estrada de ferro no transporte de passageiros e bagagens pode ser utilizada por analogia à todas as Princípios Gerais do Direito O juiz não encontrando uma resposta ideal na analogia ou no costume, poderá utilizar-se dos Princípios Gerais do Direito para alcançar uma resposta justa à lacuna legal. Os Princípios Gerais do Direito são constituídos pelas regras gerais que se encontram na consciência coletiva e são universalmente reconhecidas. Algumas estão positivadas e outras tantas encontram-se apenas o inconsciente coletivo, como por exemplo: Atualizada SET/2009 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 11

13 daí a César o que é de César, ou seja ninguém pode lesar o próximo, regra consubstanciada no art. 186 do CC 10 ; Ninguém pode se enriquecer ilicitamente (art , etc. do CC); Ninguém pode alegar o desconhecimento da norma para não cumpri-la (art. 3º da LICC); Ninguém pode se prevalecer da própria torpeza ; A boa-fé é presumida ; Ninguém pode transferir direitos que não tem ; Deve-se prevalecer mais aquele que tenta evitar um dano do que aquele que busca um ganho ; entre outros. Parte I regular de maneira diferente da estabelecida nos artigos antecedentes a situação deles para com os pais. Art Incumbe ao tutor, quanto à pessoa do menor: II - reclamar do juiz que providencie, como houver por bem, quando o menor haja mister correção; ANOTAÇÕES: Eqüidade A Eqüidade consiste na aplicação do bom senso para solucionar um problema jurídico, é a aplicação do Princípio da Razoabilidade na aplicação da lei ao caso concreto, ou em latim ars boni et aequi arte do bom e do justo, princípio formador do Direito da Antiguidade Clássica. Importante salientar que a eqüidade NÃO está presente na LICC como meio de solução de lacunas legais, mas é um recurso para auxiliar o preenchimento. Dessa forma, somente pode ser utilizada quando a lei assim previr, como é o caso do art. 127 do CPC ou nas hipóteses em que o legislador formula várias alternativas e determina que o Juiz escolha a melhor no caso concreto, como ocorre nos arts ou 1.740, II ambos do CC. Código de Processo Civil Art O juiz só decidirá por eqüidade nos casos previstos em lei. Código Civil Art Havendo motivos graves, poderá o juiz, em qualquer caso, a bem dos filhos, 10 Art Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 12 Atualizada SET/2009 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

14 4. Questão Comentada TRF5 - Juiz Substituto 2001 Instruções: A questão abaixo apresenta cinco proposições das quais SOMENTE duas estão corretas. Para respondê-las use a chave abaixo. Estão corretas SOMENTE as proposições (A) I e II (B) I e V (C) II e III (D) III e IV (E) IV e V Família. I. Os brasileiros no exterior podem se casar perante as autoridades consulares. II. O divórcio de estrangeiros proferido no exterior deve passar pelo Supremo Tribunal Federal. III. O casamento de estrangeiros celebrado no Brasil segue, em qualquer caso, o princípio da lei de sua nacionalidade. IV. O domicilio da mãe estender-se-á aos filhos menores e ao cônjuge. V. A aquisição da nacionalidade brasileira por naturalização permite a mudança do regime de bens. Comentários: I. Os brasileiros no exterior podem se casar perante as autoridades consulares. Verdadeiro. Nos termos do art. 18 da LICC, Tratando-se de brasileiros, são competentes as autoridades consulares brasileiras para lhes celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de tabelionato, inclusive o registro de nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país da sede do Consulado. II. O divórcio de estrangeiros proferido no exterior deve passar pelo Supremo Tribunal Federal. Falso. A Lei Brasileira não é competente para julgar divórcio de estrangeiros proferidos no exterior, seria um absurdo se fosse diferente. Parte I III. O casamento de estrangeiros celebrado no Brasil segue, em qualquer caso, o princípio da lei de sua nacionalidade. Falso. Em regra, quanto aos Direitos de Personalidade começo e fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família é aplicada a lei do domicílio da pessoa (art. 7º, caput da LICC). O casamento realizado no Brasil segue a lei brasileira, quanto aos impedimentos e formalidades (art. 7º, 1º da LICC). Quando ambos os nubentes estrangeiros forem de mesma nacionalidade, poderá ser realizado o casamento perante autoridade consular, aplicando-se então a lei da nacionalidade (art. 7º, 2º da LICC). Casamento de nubentes com domicílio diverso aplica-se, no tocante à invalidade do matrimonio e regime de bens, a lei do primeiro domicilio do casal, e sobre regime de bens, caso mesmo domicílio, a do domicílio do casal (art. 7º, 3º e 4º da LICC). IV. O domicilio da mãe estender-se-á aos filhos menores e ao cônjuge. Falso. Domicilio Familiar cônjuge e filhos não emancipados / incapazes Rege pelo Domicilio do Chefe de Família (art. 7º, 7º da LICC). V. A aquisição da nacionalidade brasileira por naturalização permite a mudança do regime de bens. Verdadeiro. Estrangeiro casado ao naturalizar brasileiro pode alterar o regime de bens comunhão parcial de bens anuência do cônjuge (art. 7º, 5º da LICC). Resposta Correta Letra B, as alternativas I e V estão corretas. Atualizada SET/2009 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 13

15 DIREITO CIVIL CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO DAS PESSOAS NATURAIS 1. Introdução Das Pessoas Naturais Conceito e Capacidade Das Incapacidades Absolutamente Incapazes Menores de dezesseis anos As Pessoas sem discernimento Os que não puderem exprimir sua vontade Relativamente Incapazes Os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos Os ébrios habituais, os toxicômanos e os de deficiência mental reduzida Os Excepcionais sem desenvolvimento mental completo Os Pródigos Os Índios, os Falidos e Os Condenados Criminalmente Do Início da Capacidade Início da Personalidade Jurídica Fim da Personalidade Jurídica da Pessoa Natural Morte Presumida com declaração de ausência Morte Presumida sem declaração de ausência Comoriência Individualização da Pessoa Natural Nome Estado Domicilio Direitos da Personalidade Características do Direito da Personalidade Disposição do Próprio Corpo Tratamento Médico de Risco Direito de Nome Proteção à palavra e à imagem Proteção da Intimidade Questão Comentada Introdução Parte II O conceito de pessoa remete-se ao latim persona que era uma máscara utilizada pelo atores em Roma para ressoar melhor a voz, significando soar com intensidade 1. Na Idade Média esse conceito foi adotado para designar o papel desenvolvido pelo ser humano enquanto ator de sua própria vida. Do ponto de vista jurídico a pessoa é o sujeito capaz de adquirir direitos e contrair obrigações, podendo ser dividido em Pessoa Natural (nova designação de Pessoa Física) e Pessoa Jurídica (ente fictício criado pela Norma para satisfazer necessidades sociais). Pessoa Natural ser humano Pessoa Jurídica ente ficto o Direito Público Externo Estado Soberano Estrangeiro e todas as pessoas que forem regidas pelo Direito Internacional Público Interno a União; os Estados, o Distrito Federal e os Territórios; os Municípios; as autarquias, inclusive as associações públicas; as demais entidades de caráter público criadas por lei. o Direito Privado as sociedades simples (civis); sociedades empresárias (comerciais); as associações; as fundações; as organizações religiosas; os partidos políticos. 2. Das Pessoas Naturais 2.1 Conceito e Capacidade O artigo primeiro do Código Civil disciplina que toda pessoa é capaz de direitos e deveres. 1 GOMES, Orlando; Introdução ao ; 2007; Forense. Atualizada SET/2009 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 1

16 Dessa forma, pelo simples fato de uma pessoa humana existir, em tese, ela já é dotada da capacidade de adquirir direitos e contrair obrigações. A Capacidade é uma medida da Personalidade, sendo que esta somente terá seu início, no Brasil, com o nascimento com vida. Capacidade é a aptidão para ser sujeito de direitos e obrigações e exercer os atos da vida civil por si e por outrem; Personalidade é o conjunto de capacidades (aptidões) referentes a uma pessoa. A Capacidade poderá ser dividida em Capacidade de Direito e de Fato: Capacidade de Direito TODAS AS PESSOAS POSSUEM é a capacidade de adquirir ou gozar os direitos; Capacidade de Fato SOMENTE OS CAPAZES POSSUEM é a aptidão para exercer, por si só, os atos da vida civil, também chamada de capacidade de ação. A Capacidade não pode ser confundida com legitimação, pois em alguns casos a pessoa pode ser capaz para o exercício de um ato da vida civil, mas para poder executá-lo necessita de legitimação (aptidão para a pratica de determinado ato). Por exemplo: venda de ascendente para descendente (art. 496 do CC 2 ) A Capacidade Plena é o poder de exercer a Capacidade de Direito e a Capacidade de Fato. A Capacidade Limitada é o poder de exercer apenas Capacidade de Direito, necessitando da ajuda de outra pessoa para poder exercer a sua vontade. Essas pessoas são denominadas Incapazes. 2.2 Das Incapacidades Parte II A incapacidade para a lei brasileira é apenas de Fato e nunca de Direito, sendo dividida da seguinte forma: Esse critério atinge ambos os sexos; não leva 2 Art É anulável a venda de ascendente a em consideração qualquer distinção psíquica, descendente, salvo se os outros descendentes e o cônjuge do alienante expressamente houverem consentido. 2 Atualizada SET/2009 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores Incapacidade Absoluta proibição total do exercício de direitos por si só, sob pena de nulidade (art. 3º do CC). Incapacidade Relativa possibilidade da pratica de alguns atos da vida civil, desde que assistido, sob pena de anulabilidade (art. 4º do CC). O atual Código Civil adota um sistema de proteção ao incapaz, diferente do anterior que tinha uma visão de excluir o incapaz das relações civis Absolutamente Incapazes São as pessoas que possuem a proibição total da pratica da Capacidade de Fato, devendo o ato ser praticado por alguém que o represente legalmente. Sendo o ato praticado sem a representação legal, quer por alguém não habilitado ou somente pelo absolutamente incapaz, o ato é nulo. O Código Civil disciplina: Art. 3º São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I - os menores de dezesseis anos; II - os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos; III - os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade Menores de dezesseis anos Critério estritamente biológico. São conhecidos como menores impúberes, classificados como a pessoa que não atingiu ainda a maturidade suficiente para a pratica de atividade jurídica.

17 amadurecimento precoce ou desenvolvimento social adaptativo. Devem ser sempre representados por seu representante legais, que em regra são os pais e na falta destes os tutores As Pessoas sem discernimento Parte II da sentença de interdição, se era notório o estado de loucura, isto é de conhecimento público geral 4. Atenção: A velhice ou senilidade, por si só, não é causa de limitação da capacidade, salvo se motivar um estado patológico que afete o estado mental. O Código utiliza expressão genérica para referir-se às pessoas que não possuem discernimento para os atos da vida civil, seja em decorrência de enfermidade ou deficiência mental. São considerados os indivíduos que por motivo de ordem patológica ou acidental, congênita ou adquirida, não estão em condições para reger sua pessoa ou administrar seus bens, por exemplo, a demência, paranóia, psicopatia etc. Importante: Para que seja declarada a incapacidade absoluta nesse caso é necessário um processo de interdição 3. Nossa legislação não contempla o que a ciência médica denomina intervalo lúcido, dessa forma, declarado absolutamente incapaz, seus atos serão sempre nulos. Problema Jurídico: o ato praticado pelo deficiente mental antes da sentença é nulo? Os que não puderem exprimir sua vontade A expressão também muito abrangente do código abrange todas as pessoas, temporária ou permanentemente, que não puderem exprimir a sua vontade, por qualquer razão, inclusive: arteriosclerose, excessiva pressão arterial, coma, paralisia, embriagues não habitual, uso eventual e excessivo de entorpecentes ou substancia alucinógena, hipnose, etc. Em causas transitória não há que se falar em interdição 5. Dessa forma, é nulo o ato jurídico exercido por pessoa de condição psíquica normal, mas que se encontrava completamente embriagada no momento em que praticou e que, em virtude dessa situação transitória, não se encontrava em perfeitas condições de exprimir a sua vontade 6. 1) Alguns autores afirmam que como a deficiência é um estado da pessoa e a sentença é apenas declaratória, dessa forma, os atos praticados antes da sentença também são nulos. 2) O Superior Tribunal de Justiça, adotando a corrente inspirada no Direito Francês, tem entendido que deve ser respeitado o direito do terceiro de boa-fé, dessa forma, somente seria nulo o ato praticado pelo amental, antes Atenção: - O Surdo-mudo somente é considerado absolutamente incapaz se não puder manifestar sua vontade. Se puder, poderá ser 4 Nesse sentido: STJ - REsp PR 2000/ Relator(a): Ministro CARLOS A. MENEZES DIREITO Publicação: DJ p. 214 Ementa: Nulidade de ato jurídico praticado por incapaz antes da sentença de interdição. Reconhecimento da incapacidade e da ausência de notoriedade. Proteção do adquirente de boa-fé. Precedentes da Corte. 1. A decretação da nulidade do ato jurídico praticado pelo incapaz não depende da sentença de interdição. Reconhecida pelas instâncias ordinárias a existência da incapacidade, impõe-se a decretação da nulidade, protegendo-se o adquirente de boa-fé com a retenção do imóvel até a devolução do preço pago, devidamente corrigido, e a indenização das benfeitorias, na forma de precedente da Corte. 2. Recurso especial conhecido e provido 5 Art , II do CC. 6 GONÇALVES, Carlos Roberto; : Parte 3 Esse processo segue o rito do art e ss. do CPC e da Lei 6.015/73, sendo a sentença de natureza meramente declaratória de uma situação ou estado anterior, devendo ser registrada no Cartório do 1º Ofício de Registro Civil da comarca em que foi proferida para ter efeito erga omnes (art. 92 da LRP). Geral; Saraiva; Atualizada SET/2009 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 3

18 considerado relativamente incapaz ou mesmo plenamente capaz, dependendo do grau de sua expressão, sendo impedidos, em regra, apenas a praticar atos que dependam de audição (testemunho). - O Deficiente Visual não está no rol dos incapazes, sendo impedido apenas de práticas que dependam da visão e somente podendo fazer testamentos públicos. - O analfabeto não é considerado incapaz. - O ausente também não é considerado incapaz. Parte II por si só, mas precisam da assistência do representante legal. Contudo a legislação permite que pratiquem alguns atos sem a assistência, tais como aceitar mandato, ser testemunha, fazer testamento etc. Caso pratiquem atos sem a assistência, esses podem ser anulados, caso o lesado tome providências ou se o vício não for sanado posteriormente ao ato. Caso dolosamente omitam a idade ou declare-se maior perderão a proteção legal de incapaz e serão compelidos a cumprir a obrigação assumida (art. 180 CC) Relativamente Incapazes A Capacidade Relativa diz respeito àqueles que pode praticar, por si só, certos atos da vida civil, desde que assistidos. Caso os atos sejam praticados sem a assistência poderão ser passiveis de anulabilidade por iniciativa do prejudicado. Contudo há hipóteses em que o ato, mesmo sendo praticado sem a assistência, pode ser ratificado ou convalidado pelo representante legal. São relativamente incapazes para os atos da vida civil: Art. 4o São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer: I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido; III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; IV - os pródigos Os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos Art O menor, entre dezesseis e dezoito anos, não pode, para eximir-se de uma obrigação, invocar a sua idade se dolosamente a ocultou quando inquirido pela outra parte, ou se, no ato de obrigarse, declarou-se maior. Somente se opera o presente dispositivo se o erro foi escusável. Caso causem prejuízo, a obrigação de indenizar é do responsável, mas caso este não possam pagar ou não possam fazer, o incapaz responde pelo dano causado (ar. 928 do CC). Art O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazêlo ou não dispuserem de meios suficientes. Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser eqüitativa, não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem. Mas a obrigação de indenizar, em regra, é sempre do responsável (art. 932 do CC). Art São também responsáveis pela reparação civil: I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia; II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas condições; Critério meramente biológico. São conhecidos como menores púberes. Podem praticar atos, 4 Atualizada SET/2009 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

19 Os ébrios habituais, os toxicômanos e os de deficiência mental reduzida Parte II Aplicam-se neste caso também os art e Somente os dependentes de substância alcoólica ou entorpecentes são considerados relativamente incapazes, sendo que os usuários eventuais somente serão protegidos pela legislação se no momento do ato da vida civil comprovar não puderam exprimir a sua vontade, sendo protegidos como absolutamente incapazes. Os deficientes mentais aqui protegidos possuem discernimento reduzido. Para haver a proteção legal, também é necessário o processo de interdição, sendo que preceituam os artigos e 1.782, que compete ao Juiz, nos casos de interdição dos deficientes mentais, ébrios habituais e drogaditos, determinar, segundo o desenvolvimento mental do interdito, os limites da curatela, que poderão ser a privação do direito de sem assistência do curador, praticar os atos que possam onerar ou desfalcar o patrimônio. Art Pronunciada a interdição das pessoas a que se referem os incisos III e IV do art , o juiz assinará, segundo o estado ou o desenvolvimento mental do interdito, os limites da curatela, que poderão circunscrever-se às restrições constantes do art Art A interdição do pródigo só o privará de, sem curador, emprestar, transigir, dar quitação, alienar, hipotecar, demandar ou ser demandado, e praticar, em geral, os atos que não sejam de mera administração Os Excepcionais sem desenvolvimento mental completo Qualquer pessoa portadora de deficiência que tenha desenvolvimento mental incompleto pode ser beneficiada com a proteção legal da incapacidade relativa, inclusive os surdosmudos, os cegos, os portadores de certas deficiências mentais (os mentalmente fracos), os portadores de anomalias psíquicas etc. Importante: São considerados relativamente incapazes apenas os surdos-mudos que não receberam educação adequada e permanecem isolados da sociedade. Se puderem exprimir a sua vontade, são considerados capazes. O mesmo vale para todos os outros excepcionais, Os Pródigos Os Pródigos são as pessoas que dilapidam, dissipam o próprio patrimônio e seus bens, fazendo gastos excessivos e anormais. Trata-se de um desvio de personalidade e não de uma alienação mental. O atual Código Civil não interdita o Pródigo em benefício do cônjuge, descendentes ou ascendentes, mas sim para protegê-lo, por isso, é que a interdição ficará restrita apenas aos atos de administração que acarretem comprometimento do patrimônio, tais como emprestar, transigir, dar quitação, alienar, hipotecar, demandar ou ser demandado. Pode praticar por si só, sem a presença do curador, os demais atos da vida civil, como casar, fixar domicílio do casal, dar autorização para casamento de filhos etc Os Índios, os Falidos e Os Condenados Criminalmente. O Código Civil de 2002 não regulamentou a capacidade dos índios, remetendo à legislação específica e à Fundação Nacional do Índio FUNAI. Parágrafo único. A capacidade dos índios será regulada por legislação especial. A legislação que regulamenta os silvícolas é a Lei nº /73, junto com a lei que criou a FUNAI, Lei nº /67, entre outras leis que Atualizada SET/2009 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 5

20 citam esparsamente a responsabilidades como a Lei de Registros Públicos, Lei nº /73. O Falido para a lei brasileira não é considerado em incapaz, tendo apenas restrições em âmbito mercantil. Os condenados criminalmente também continuam com capacidade, mas perdem alguns direitos como investidura em funções públicas, poder familiar etc. 2.3 Do Início da Capacidade Começa a Capacidade Plena quando cessam as condições que levam à incapacidade. 6 Art. 5º A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; II - pelo casamento; III - pelo exercício de emprego público efetivo; IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. Dessa forma, a regra é que no primeiro momento do dia em que a pessoa natural completa biologicamente 18 anos, tem-se o início da Capacidade Plena, devendo por óbvio serem respeitados os demais dispositivos sobre incapacidade. Contudo existem outras formas, que não a biológica de início da capacidade, que podem ser sintetizadas: Voluntária Por concessão dos pais, ou na falta de um deles, do outro; emancipação parental requisitos: Atualizada SET/2009 Parte II o Deve ser Menor Púbere o Concedida por instrumento público; o Registro em Cartório de Pessoas Naturais, para produzir efeitos; o Não necessita de homologação judicial Judicial Por sentença judicial o Quando um dos pais não concorda com a emancipação parental, contrariando a vontade do cônjuge; o Quando o menor está sob tutela; requisitos: Menor Púbere Oitiva do Tutor Verificação do Juiz da Conveniência para o bem do menor o Obs.: Para produzir efeitos devem ser registradas em Cartório (art. 9º do CC c/c arts. 107, 1º e 91, parágrafo único da LRP). Legal Por determinação da Lei: o Pelo Casamento; requisitos: Idade mínima nupcial do homem e da mulher 16 anos menor púbere; Autorização de ambos os pais (enquanto menores); Conseqüências: Uma vez emancipado pelo casamento não retorna a incapacidade, mesmo que o casamento seja anulável ou que Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores haja posterior divórcio. No caso de nulidade, como o casamento era nulo, a emancipação também o é. o Por exercício de emprego público Deve ser efetivo; não pode ser os diaristas, os contratados e os nomeados para cargos em comissão. Contudo algumas decisões judiciais já abrandaram o rigor da lei e entendem que deve prevalecer o status de Servidor Público, pois ao ser admitido assim já demonstra a maturidade. Mais ainda, o simples emprego, com estabelecimento de economia própria, já é suficiente para a emancipação.

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