Os programas como práticas de subjetivação e governamento o caso da governança solidária local

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1 Os programas como práticas de subjetivação e governamento o caso da governança solidária local Resumo O presente trabalho é oriundo de pesquisa de mestrado em Educação, na linha dos Estudos Culturais, no qual se propõe a problematização do modo como determinados programas que emergem no âmbito social, podem estar atuando sobre os indivíduos de forma determinante, na medida em que se utilizam de discursos que imprimem um caráter de pedagogização capaz de funcionar concretamente, moldando e modificando modos de ser e estar no mundo. Para tanto, tomou se como frente de investigação o Programa de Governança Solidária Local, visto como um novo estilo de governança adotado pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre/RS, que se apresenta como baseado na democracia participativa e na parceria entre governo e sociedade, que estimula o protagonismo e o empreendedorismo dos cidadãos e sua co responsabilidade na gestão compartilhada das ações públicas 1. E espera se, por meio desta amostra analítica, colocar em evidência o modo como este e outros programas podem estar incidindo sobre a população no sentido do seu governamento, ou seja, com vistas a dirigir as condutas e ações dos indivíduos em determinados sentidos e não em outros. Universidade Luterana do Brasil Palavras chave: subjetivação, governamento, discurso, participação social 1 FEIJÓ, Jandira; DE FRANCO, Augusto. (Orgs.). Olhares sobre a experiência da Governança Solidária Local de Porto Alegre. Porto Alegre: Edipucrs, 2008, p. 40. X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.1

2 Introdução Este artigo busca analisar o conjunto de relações de poder/saber que podem estar imbricadas no modo como determinados programas são concebidos e postos em funcionamento no contexto social. Contudo, não sendo possível abranger a totalidade dos programas atualmente existentes, tomou se como frente de análise a Governança Solidária Local, um Programa 2 posto em prática no âmbito da sociedade porto alegrense, e que parece incidir não apenas sobre o padrão de relação sociedade e Estado, mas sobre os sujeitos, de modo especial, na medida em que se utiliza de estratégias discursivas capazes de orientar o modo de pensar, agir e se posicionar dos sujeitos no seu contexto de inserção/atuação 3. Tal pressuposto baseia se na cadeia enunciativa presente em alguns materiais empíricos que tratam sobre a GSL, os quais foram publicados e utilizados pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre/RS/Brasil a partir do ano de 2005 o Documento de Referência do Programa de Governança Solidária Local (2005) e uma cartilha intitulada Governança Solidária Local (2005). Segundo tais materiais o Programa de Governança Solidária Local seria um sistema de governo que estaria apostando na cooperação e na ajuda mútua entre instituições governamentais, não governamentais, empresas e pessoas que, em prol de interesses e objetivos comuns, se envolveriam voluntariamente nessa iniciativa, passando a participar nas decisões e ações do governo. Numa leitura superficial, poder se ia afirmar que se trata apenas de documentos concebidos com o fim de apresentar o Programa, a proposta de/do governo (dita de governança ) e as possibilidades de participação dos cidadãos, incutindo aí a ideia de abertura política, ou seja, de os indivíduos poderem exercer o pátrio poder de atuar efetivamente em uma sociedade que vem se posicionando, ao longo dos anos, como esfera democrática. Porém, ao olhar mais de perto o modo como foram articulados e 2 Para implantar a Governança Solidária Local (GSL) foi criada uma unidade administrativa denominada Secretaria Municipal de Coordenação Política e Governança Local (SMCPGL), vinculada à Prefeitura Municipal de Porto Alegre, a qual elaborou um programa que expressa o modelo de gestão e a relação com a sociedade, no que tange ao estilo de governança adotado e sua finalidade o assim denominado Programa de Governança Solidária Local (PGSL). 3 A partir deste ponto a sigla GSL poderá ser utilizada em substituição/referência à Governança Solidária Local ; e a sigla PGSL na referência ao Programa de Governança Solidária Local. X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.2

3 postos em evidência/circulação os enunciados utilizados, poder se ia perceber (também) um caráter discursivo com potencial de convencimento, portanto de ação sobre os sujeitos. Discursos, estes, que carregariam em si possíveis práticas não vislumbradas na superficialidade do olhar. Neste ponto, o trabalho se ampara no pensamento foucaultiano, segundo o qual nada há por trás das cortinas, nem sob o chão que pisamos; há enunciados e relações, que o próprio discurso põe em funcionamento; analisar o discurso seria dar conta exatamente disso: de relações históricas, de práticas muito concretas, que estão vivas nos discursos (FISCHER, 2001, p ). Daí a importância de investigar e compreender melhor os discursos e fenômenos sociais, de desconstruí los, de desnaturalizá los, de tomá los não como algo desde sempre dado, mas como algo historicamente construído (VEIGA NETO, 2003a, p.7), para que, desta forma, seja possível intervir, diminuindo ou modificando seus efeitos. No caso da Governança Solidária Local, interessa estudá la, examinar como ela se tornou o que é, como está envolvida com a sociedade em que se insere, como podemos entender melhor, através dela, as transformações que o mundo está sofrendo (VEIGA NETO, 2003b, p.104). Mais que isso: como atua pedagogicamente sobre os sujeitos, produzindoos e governando os? Ressalta se, contudo, que não se pretende apresentar neste trabalho o olhar de um especialista, ou seja, de sujeito com conhecimentos que lhe conferem o poder de representar determinado objeto, de falar sobre ele. Mas um olhar subjetivo e comum, que carrega em si a visão prévia do objeto do qual se fala. Porém um olhar inquieto e incomodado que, tendo percorrido a seara dos Estudos Culturais, já não consegue observar o mundo sem questionar o modo como pode estar sendo acessado, cotidianamente, pelos discursos, mídias, práticas, programas e fenômenos sociais, os quais, em alguma medida, podem estar produzindo modos de ser, estar e atuar no mundo contemporâneo. Conforme nos aponta Fischer (2002), vivemos em um tempo caracterizado por uma verdadeira revolução cultural, propiciada pelas forças que assumem, no cotidiano da X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.3

4 sociedade contemporânea, as distintas formas de comunicação e informação. Trata se de lutas de poder que, em nosso tempo, tornam se, crescentemente, lutas em que predomina o simbólico, o discursivo (HALL, 1997, p.20 apud FISCHER, 2002). Porém a grande e necessária luta a ser empreendida será aquela que se faz contra tudo aquilo que mais submete nossa subjetividade e que nos leva a indagar, na opinião de Fischer (2002), sobre como cada um de nós participa dos processos de produção de sentidos na nossa sociedade 4. A cultura e os meios de informação e comunicação se tornam, cada vez mais, lugar de verdades, de formulação e fixação de significados e identidades. E estas verdades precisam ser examinadas criticamente, seja em seu processo de fabricação, seja em seus efeitos sociais e subjetivos. Daí a necessidade de ampliar nossa compreensão sobre as formas concretas com que somos diariamente informados, os modos como nossas emoções são mobilizadas, as estratégias de produção e construção de sentidos sobre a vida social e política na qual estamos inscritos, o modo como somos interpelados e convocados pelos discursos para agir e pensar de determinada forma. Segundo Fischer (2002), o ato de olhar criteriosamente os materiais discursivos nos remete a um trabalho possível (e necessário) em relação a ultrapassar as chamadas evidências, a ir além do que nos é dado ver de imediato. No caso da GSL, interessa analisar como é orientada a produção dos sujeitos da Governança para sabermos, entre outros aspectos, de que modo o funcionamento do poder e a constituição de determinadas subjetividades movimentam a vida da sociedade porto alegrense numa dada direção e não em outras. 4 FISCHER, Rosa Maria Bueno. O dispositivo pedagógico da mídia: modos de educar na (e pela) TV. In. Educ. Pesqui. vol.28 no.1 São Paulo Jan./June Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=s &script=sci_arttext>. Acesso em: 10 mar X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.4

5 A emergência dos programas De maneira geral, o modo como são concebidas as políticas públicas, os projetos e programas de governo é pouco conhecido das pessoas que integram os grupos aos quais se destinam as ações neles propostas. Geralmente são de conhecimento público apenas quando já estão em via de serem colocados em prática, tendo pouca ou nenhuma abertura à participação social no seu fomento. Elege se um grupo e este será responsável pela concepção da proposta de ação, tendo como premissa, sobretudo nos últimos anos, intencionalidades revestidas (ou posicionadas como) de legitimidade social, que visam atender a coletividade, as necessidades da população. Contudo, ao serem colocados em prática, tais programas acabam atingindo uma grande massa da população que, por vezes, desconhece sua abrangência, funcionalidade, objetivos, e a própria figuração dentro do processo. Mas esta seria apenas uma das preocupações. Ou a menos impactante, talvez, tendo em vista a capacidade de adaptação do ser humano. A outra preocupação, problematizada neste trabalho, relaciona se aos programas como tecnologias pedagógicas que atuam na produção de subjetividades e padrões de comportamentos, no interior de uma lógica de caráter econômico/funcionalista, que visa, cada vez mais, a emergência de sujeitos empreendedores, participativos, pró ativos, etc., que saibam gerir a si mesmos tanto quanto às situações/demandas externas. Haja vista que, conforme consta no seu Documento de Referência (2005, p.13), o que a GSL pretende é dar continuidade a programas (ou experiências ) anteriormente operacionalizados a exemplo do Orçamento Participativo, avançando para formas menos adversariais e mais cooperativas, de democracia participativa (incutida aí a ideia de que não buscava resistência política e sim um sujeito governável que tivesse certo grau de senso político e autonomia, mas que a utilizasse em prol do Estado e não contra ele), isto é, um tipo de participação social na qual a influência e o controle social dos munícipes pudesse se dar de maneira proativa e propositiva ao invés de apenas reativa e reivindicativa (Ibid. p.13). Nas palavras de Cezar Busatto (ex secretário da SMCPGL, um dos idealizadores do Programa), trata se de uma democracia de base, a qual estaria exigindo: X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.5

6 (...) o comprometimento com o outro, uma unidade com o outro, um amor fraterno, um espírito de comunidade, ou seja, uma identidade superior que se desenvolveria a partir das potências de cada pessoa que entraria em interação com o outro e o meio em seu entorno (BUSATTO apud FEIJÓ & DE FRANCO, 2008, p.17). Pressupõe se daí a idealização de um cidadão consciente e ético, capaz de exercitar o sentido da humanidade, do respeito e da cooperação, que se percebesse como parte de um mundo articulado de pessoas, culturas e relações, e que pactuasse com o sonho coletivo de um mundo melhor, com mais qualidade de vida e menos desigualdades (sociais, econômicas, ambientais). Que, de alguma forma, viesse a contribuir para a concretização deste sonho. Possivelmente um discurso com vistas à responsabilização dos sujeitos com as causas compreendidas, no âmbito da GSL, como de legitimidade social. Está se, conforme nos colocam Saraiva & Veiga Neto (2009, p.191) diante de um trabalho que já não prioriza o corpo e seus movimentos mecânicos, mas a alma dos indivíduos. O que se quer denota ser, sobretudo, atingir a mente dos sujeitos. No contexto da Governança Solidária Local (GSL), as ações/práticas que compõem o que ela denomina governança solidária se traduzem em um conjunto de estratégias político administrativas para gerir as demandas e os recursos (tangíveis e intangíveis) disponíveis na seara municipal. Esse modelo de gestão proposto pela GSL em seu Programa poder se ia ser compreendido como um modo particular de governar que, por um lado, remete a um conjunto de saberes que estatui uma racionalidade própria, particular ao Estado de governar (FOUCAULT apud VEIGA NETO, 2002, p.18); e, por outro, poderá refletir práticas de governamento que, mais do que governar o Estado, se ocupam da direção das condutas dos indivíduos. Implica uma compreensão política, mas também implica uma compreensão pedagógica, isto é, atenção a estratégias, por vezes sutis, que estão presentes nas diversas práticas sociais (culturais, econômicas, políticas, etc.), bem como nos textos, mídias, instituições, regulamentos, entre outros, e que influenciam modos de pensar, de ser e agir dos sujeitos, atuando de tal forma que, ao mesmo tempo em que governam, fazem governar. X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.6

7 Diz respeito a um tipo de governamentalidade que busca programar os indivíduos e controlá los em suas formas de agir, sentir, pensar, e de situar se diante de si mesmos, da vida que levam e do mundo em que vivem, através de processos e políticas de subjetivação (GADELHA 2009, p.151). Vistos pela ótica pedagógica, os programas não representam somente uma carta de intenções; uma exigência de ordem administrativa (ANDRÉ, 2001, p.188). Trata se, de acordo com Vasconcellos (1995), de uma metodologia de trabalho que possibilita resignicar a ação de todos os agentes (p. 143). Porém, tomados pelo viés dos Estudos Culturais, poder se ia inferir que tais programas compreendem práticas, de caráter discursivo pedagógico, que ensinam modos de ser, estar e atuar no mundo contemporâneo que atuam concretamente sobre os indivíduos. De acordo com Fischer (2002, p.200), tudo está imerso em relações de poder e saber, que se implicam mutuamente. A cultura e os meios de informação e comunicação se tornam, cada vez mais, lugar de verdades, de formulação e fixação de significados e identidades. E estas verdades precisam ser examinadas criticamente, seja em seu processo de fabricação, seja em seus efeitos sociais e subjetivos. Do governo do estado ao governo dos sujeitos Nessa linha de pensamento, a Governança Solidária Local, apresenta uma discursividade que, a seu modo, aciona os sujeitos, os mobiliza e os conecta tendo como fim explícito uma gestão participativa, denominada no Programa como Governança Solidária, sem uma intencionalidade aparente que não fosse a de abertura política. Porém, para além do que se enxerga numa primeira leitura, verifica se a proeminência de uma estratégia de estreitamento da relação sociedade Estado, na qual se vislumbra a intenção de mobilização e utilização do capital humano e social existente nas comunidades. Haja vista o modo como se apresenta em sua definição: A Governança Solidária Local é uma rede intersetorial e multidisciplinar que se organiza territorialmente para promover espaços de convivência capazes de potencializar a cultura da solidariedade e cooperação entre governo e sociedade local. Seu objetivo é estimular parcerias baseadas X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.7

8 nos princípios da participação, autonomia, transversalidade e na coresponsabilidade em favor da inclusão social, aprofundando o comprometimento das estruturas de governo com as comunidades locais em ambiente de diálogo e pluralidade, e estabelecendo relações com a sociedade cada vez mais horizontalizadas. 5 Ou seja, como um programa de governo, foi concebido para a indução e fomento de parcerias entre poder público, comunidade, associações e empresas privadas, utilizando o capital social local de modo a formar uma rede solidária e cooperativa que viabiliza ações, projetos e campanhas. Nesse sentido, qualquer indivíduo que tivesse contato com a discursividade presente nos materiais utilizados pela GSL, se tornaria naturalmente parte desse capital social, afinal, conforme posto na cartilha da Governança Solidária Local: Você [o indivíduo que estaria acessando e sendo acessado por esse discurso] pode dar ideias que só você tem. Você pode fazer coisas que só você pode fazer. Você pode ajudar a planejar o futuro de sua região e do seu bairro. E você pode ajudar a antecipar esse futuro desejado, com o que puder para realizar as ações da agenda de prioridades da sua localidade. 6 Segundo o antropólogo organizacional Ignacio García, da Universidade de Buenos Aires, o termo Capital Social faz referência às redes de relacionamento baseadas na confiança, cooperação e inovação que são desenvolvidas pelos indivíduos dentro e fora da organização, facilitando o acesso à informação e ao conhecimento7. Na visão deste autor, o Capital Social é a mistura (ou amálgama) que interconecta as várias formas do Capital Humano, criando o ativo intangível8 mais valioso as redes humanas de trabalho. 5 PREFEITURA DE PORTO ALEGRE. Documento de Referência do Programa de Governança Solidária Local. Porto Alegre: Secretaria de Coordenação Política e Governança Local, 2005, p.9. 6 PMPA. Governança Solidária Local: Programa de Governança Solidária Local (cartilha). Porto Alegre: Secretaria de Coordenação Política e Governança Local, 2005, p GARCIA, Ignácio. As Redes Humanas de Inovação. Artigo publicado na HSL Online, em 21 de setembro de Disponível em: <http://www.hsm.com.br/editorias/redes humanas de inovacao>, acesso em: 26 mar Para Hoss at. al. (2010), ativos intangíveis são incorpóreos representados por bens e direitos associados a uma organização. Independentemente de estarem contabilizados possuem valor e podem agregar vantagens competitivas, tal como é o caso de uma marca. X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.8

9 A noção de Capital Humano, na perspectiva do sociólogo Oswaldo López Ruiz, refere se a um conjunto de habilidades, capacidades e destrezas que em função do avanço do capitalismo, deve se tornar valor de troca (2007, p.18), e que, para isso acontecer; esses atributos humanos precisam, de certa maneira, ser abstraídos das pessoas concretas nas quais existem, e se articular (alinhar) em função de um fim externo a elas (LOPEZ RUIZ apud GADELHA, 2009, p.146). Tomados no âmbito da Governança Solidária Local, parecem converter se em potencial estratégico para a efetivação da proposta e o cumprimento dos seus objetivos. Porém a GSL não teve origem no acaso, isto é, ela deriva de práticas pré existentes que, a seu modo, serviram como condição de possibilidade para a sua implantação, a exemplo do Orçamento Participativo (OP). O OP é apresentado como um processo pelo qual a população decide, de forma direta, a aplicação dos recursos em obras e serviços que viriam a ser executados pela administração municipal 9. Tem origem na Gestão Pública Participativa, comumente denominada social democracia, caracterizada como uma visão alternativa de gestão fundada na participação popular e que tem como elementos centrais, além da participação cidadã, a busca de um novo modelo de desenvolvimento para o Brasil, a concepção participativa e deliberativa de democracia e a reinvenção político institucional (MOTTA apud FERREIRA & SANTOS, 2008, p.20). Já na Governança Solidária Local, cada comunidade assume o papel de identificar as necessidades locais e eleger as prioridades a serem atendidas, porém a responsabilidade seria compartilhada, pois a própria comunidade teria recursos que lhe dariam condição de atender algumas das necessidades apresentadas, ficando as demais a encargo do Estado (contempladas com os recursos do orçamento público). Assim, mais do que identificar necessidades, a comunidade teria que descobrir suas potencialidades, para então colocá las a serviço da sua região. Uma concepção de governança na qual a influência e o exercício do controle social dos munícipes pudessem se dar de várias maneiras, pró ativas e propositivas, em vez de apenas reativas e reivindicativas ; e a participação democrática cidadã pudesse ser 9 Definição encontrada no site da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Disponível em: <http://www2.portoalegre.rs.gov.br/op/default.php?p_secao=15>, acesso em 05 mar X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.9

10 entendida a partir do pressuposto de que cidadania é direito e também é responsabilidade, isto é, não se resume a somente pedir recursos e sim mobilizar e alavancar recursos novos, que não podem ser captados com (ou da) receita fiscal, mas que devem ser encontrados na base da sociedade (FEIJÓ & DE FRANCO, 2008, p ). Na crítica de Ferreira (2007, p.33, quadro 01), uma participação para desonerar o Estado, característica dos modelos de gestão baseados na Terceira Via. A Terceira Via seria uma concepção político econômica que se refere a uma estrutura de pensamento e de prática política que visa adaptar a social democracia a um mundo que se transformou fundamentalmente ao longo das duas ou três últimas décadas (...) e é uma tentativa de transcender tanto a social democracia do velho estilo quanto o neoliberalismo (FERREIRA, 2007, p. 22). Entretanto, de acordo com Cezar Busatto 10 e Jandira Feijó 11 (2006), idealizadores do Programa, a ideia não era reintroduzir na prática de governo a concepção de Estado mínimo de base neoliberal, mas democratizar o poder local com o objetivos de promover o empoderamento das comunidades e das redes sociais locais e promover novas arquiteturas públicas de co gestão entre sociedade e governo, para atender aos desafios da inclusão social e da sustentabilidade. (BUSATTO & FEIJÓ, 2006, p.156). Tal modelo estaria, então, inserido numa forma de Estado que, de acordo com Gomes (2009), teria evoluído passando: Pelo Walfare State, onde o que importava era a concessão de benefícios sociais aos trabalhadores, para que pudessem enfrentar o sistema de produção capitalista, pelo Estado liberal e neoliberal, caracterizando se o Estado mínimo, da menor intervenção, até um modelo pós neoliberal, onde há uma valorização maior da participação social no Estado e nas decisões públicas. (GOMES apud COPATTI, 2010, p.2) Contudo, não se pretende aqui discutir concepções políticas, e sim, a partir das poucas concepções apresentadas, ver e fazer ver o modo como é apresentado e defendido o modelo de gestão posto em prática no âmbito da Governança Solidária Local 10 Secretário de Coordenação Política e Governança Local de Porto Alegre ( ). 11 Jornalista. Responsável pela Assessoria de Comunicação da SMCPGL até fevereio de ( ). X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.10

11 e analisar o modo como os sujeitos são posicionados nessa teia discursiva. Ou seja, problematizar os enunciados que anunciam ou denunciam práticas de subjetivação e governamento. Nesse sentido, há que se considerar, nas palavras de Busatto e Feijó (2006), a intenção latente de, por um lado, mostrar à comunidade a sua força, fazendo a perceberse empoderada para agir e assumir compromissos ditos de co gestão ; e, por outro lado, de elevar a comunidade à condição de co gestão, promovendo uma gestão de caráter participativo, para, por meio da democratização do poder, atingir a própria condição de governar. E, ao que parece, governar muito, pois além de gerenciar recursos públicos, teria a seu dispor os recursos da comunidade (o dito capital social), além de ter a própria população assumindo compromissos compreendidos historicamente como de responsabilidade do Estado. Até porque, de acordo com Jandira Feijó (2008, p.27), o caminho para o fortalecimento da democracia passaria, indubitavelmente, pela Responsabilidade Social e Pela Governança Solidária Local e, portanto, a responsabilização dos sujeitos parece ter sido um dos maiores objetivos (senão o maior) desse Programa. Segundo consta em seu Documento de Referência, a GSL buscava a ampliação do capital social de cada região (2005, p.15), fundamentada no entendimento de que estratégias de investimento em capital social seriam: (...) descentralizadas em termos de gestão, compostas por ações integradas e convergentes; promovidas em parceria por vários atores (estatais, empresariais e sociais); com desenho suficientemente aberto para promover e estimular a negociação; flexíveis (capazes de desencadear inovações que modifiquem seu desenho original); planejadas para exigir no sentido de estimular e não apenas cobrar obrigatoriamente contrapartidas de seus participantes (público alvo ou beneficiários); planejadas para realizar investimentos permanentes e em ambientes favoráveis ao invés de tentar apenas realizar gastos para ofertar recursos e coisas; capazes de mobilizar e alavancar recursos novos ao invés de ficarem eternamente dependentes apenas da execução de um orçamento institucional; desenhadas com mecanismos que permitam a fiscalização permanente dos participantes e evitem interferências políticas indevidas, como a violação de critérios em virtude de práticas de clientelismo; e, por fim, capazes de permitir monitoramento e avaliação constantes como mecanismos ou X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.11

12 procedimentos previstos no seu próprio desenho original (Documentode Referência, 2005, p.15 16). Uma gestão na qual o Estado não se exime do papel de governar. Ao contrário, nos põe a pensar se não se trata de uma governamentalidade na qual se faz parecer que se governa menos (já que se estaria democratizando o poder), para, justamente, governar mais, pois ao democratizar, compartilha se a gestão e, com ela, as responsabilidades, fazendo com que os munícipes assumam, voluntariamente, determinados compromissos. Em alguma medida, é como se os sujeitos introjetassem, levassem o Estado para dentro de si, assumindo suas ideias como se deles fossem, e acreditando se como parte desse ente que governa. Desta forma, permitem se serem governados ao mesmo tempo em que governam a si mesmos e as demandas externas que lhes são apresentadas. Percebe se, nesse modelo de gestão, uma economia de governo, graças à qual se consiga obter os maiores resultados a partir dos mínimos esforços, tendo em vista que o que a Governança Solidária busca é o maior protagonismo das comunidades. Contudo, um protagonismo emoldurado pela ideia fundante de que o que se busca é a redução da desigualdade, fazendo, para isso, emergir o protagonismo das comunidades em sua busca de emancipação, qualidade de vida e sustentabilidade do desenvolvimento (Ibid. p.10). Entenda se por governamentalidade, na visão foucaultiana: (...) o conjunto constituído pelas instituições, os procedimentos, análises e reflexões, os cálculos e as táticas que permitem exercer essa forma bem específica, embora muito complexa, de poder que tem por alvo principal a população, por principal forma de saber a economia política e por instrumento técnico essencial os dispositivos de segurança; (...) que trouxe, por um lado, o desenvolvimento de toda uma série de aparelhos específicos de governo [e, por outro], o desenvolvimento de toda uma série de saberes (FOUCAULT, 2008, p ). Assim, na medida em que vários atores sociais, imbuídos do sentido de cooperação para o desenvolvimento local, se envolvessem, voluntariamente, nas causas que julgassem serem importantes para o crescimento da sua comunidade se gestaria o que a GSL denomina protagonismo local. Ser protagonista significaria, na visão da GSL, ter autonomia, ou seja, identificar as necessidades, apontar soluções às demandas locais X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.12

13 e mobilizar esforços para a concretização de resultados, dependendo minimamente do governo. Afinal, a GSL buscava parceria e, por meio dessa parceria, teria acesso ao capital social existente nas comunidades. Segundo consta na cartilha da Governança Solidária Local (2005, p.7), ao cooperarem em prol do desenvolvimento humano e social, os parceiros estarão produzindo um tipo indispensável de recurso para o desenvolvimento, o chamado capital social. Sendo assim, abrir espaço à participação social seria, ao que parece, a garantia de acesso e dinamização desse capital social. Trata se de valores econômicos que, de acordo com Costa (2009, p.172), instituem processos e políticas de subjetivação que vêm transformando sujeitos de direitos em indivíduos microempresas empreendedores. Nessa direção, a GSL poderia estar atuando como uma espécie de Coaching acompanhando e munindo seus usuários/cidadãos de ferramentas e estratégias gerenciais de modo a que estes administrem suas vidas (suas escolhas, ações e atitudes) e suas relações, com vistas ao atingimento de melhores resultados. Cabe ressaltar que, enquanto técnica e/ou prática, o coaching é tomado aqui com certo estranhamento, pois se verifica um forte apelo de verdade que incide sobre as formas de existência dos indivíduos, dirigindo suas condutas ensinando modos de ser, de agir e de se portar frente aos problemas econômicos, sociais, ambientais, entre outros. No caso da Governança Solidária Local, sua proposta seria fazer de cada cidadão um indivíduo protagonista, com um papel importante e insubstituível na promoção do desenvolvimento da cidade (Cartilha da GSL, 2008, p.9), para o que seria preciso reconhecer esse potencial e dinamizá lo (p.9). Por essa razão estariam sendo promovidos, no contexto de abrangência da GSL, eventos de sensibilização e capacitação, buscando o empoderamento dos cidadãos e, por conseguinte, das comunidades. No que tange ao conceito de empoderamento, na cartilha da Governança Solidária Local (2005, p.7), este está definido como um processo pelo qual um indivíduo, grupo social ou instituição adquire autonomia para realizar, por si, as ações e mudanças X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.13

14 necessárias ao seu crescimento e desenvolvimento pessoal e social numa determinada área ou tema. Porém, na perspectiva foucaultiana, o poder não existe por si só nem é algo que se detém como objeto tangível, palpável. O que existem são práticas ou relações de poder, algo que se exerce e se efetua. O poder não se aplica pura e simplesmente como uma obrigação ou uma proibição aos que não tem, ele os investe, passa por eles, apoia se neles, do mesmo modo que eles, em sua luta contra esse poder, apoiamse por sua vez nos pontos em que ele os alcança (FOUCAULT, 2010, p.26). Para Foucault, o poder não está localizado apenas no aparelho do Estado e nada mudará na sociedade se os mecanismos de poder que funcionam fora, abaixo, ao lado dos aparelhos do Estado a um nível muito mais elementar, quotidiano, não forem modificados (FOUCAULT, 2004, p ). O poder passa por todos, ainda que nem todos tenham consciência disso, e, desta forma, faz melhor uso do poder aquele que tem conhecimento da sua existência. É preciso ter uma percepção densa, de longo alcance, que permita localizar onde estão os pontos frágeis, onde estão os pontos fortes, a que estão ligados os poderes (Ibid. p.151). A Governança Solidária Local, ao se voltar para o capital humano/social existente nas comunidades, parece se servir justamente desta percepção. Para escapar a este jogo de saber/poder (ou aos efeitos de dominação), cabe, àqueles que se batem e se debatem encontrar, eles mesmos, o projeto, as táticas, os alvos de que necessitam (FOUCAULT, 2004, p.151). Considerações finais Com base nas ferramentas teóricas proporcionadas por Michel Foucault, enquanto analisava a cadeia enunciativa problematizada neste texto, e as possíveis relações de saber/poder nela existentes, não escapava ao processo de formular hipóteses que poderiam (ou não) ser confirmadas posteriormente. X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.14

15 A primeira hipótese era a de que a democracia participativa, no âmbito da Governança Solidária Local, pudesse estar concebida como caminho para a concretude da vontade maior da GSL que seria a implementação de um ambiente participativo e solidário que alavancasse atitudes e projetos de responsabilidade social. Ambas articuladas como estratégia para ampliar os recursos tangíveis e intangíveis localizados nas regiões abrangidas pela administração pública municipal. Sobretudo porque, no contexto da GSL, o sujeito era percebido como um tipo de capital a ser gerido/administrado (por ele mesmo, por sua comunidade e pelo próprio governo) e redimensionado no sentido do seu aproveitamento nas causas compreendidas como de legitimidade político social. Neste contexto, a responsabilidade, sem mácula ao seu sentido original (de dever/obrigação), parecia assumir a conotação de direito, pois ao participar de forma co responsável (trabalhar ao lado do governo, assumindo responsabilidades de forma conjunta com o Estado), poderia significar uma oportunidade de elevação do status do sujeito à condição de co gestor, de governar de forma participativa. Uma ideia bastante atraente para quem vive ou se sente à margem de um sistema que há muitos anos se diz democrático, mas que poucas oportunidades têm oferecido à participação social nas ações e decisões governamentais, a não ser por meios indiretos. Por outro lado, o estímulo ao empreendedorismo parecia ser estratégico para a promoção de iniciativas e ações que alavancassem o desenvolvimento sustentável no âmbito local e municipal, razão pela qual se buscava reforçar a potencialidade dos sujeitos (e da comunidade) apontando seu poder de ação e decisão (para que se sentissem empoderados, segundo discurso da GSL), e, desta forma, se investia em espaços e projetos de capacitação com vistas a municiar os sujeitos com ferramentas ditas apropriadas à gestão participativa. As redes de governança seriam, por conseguinte, o lugar de convergência, concentração e captação do ambicionado capital social, e como possível estratégia para o exercício do controle nas mais variadas direções. Sobretudo porque, distribuídos no interior destas redes não se encontravam apenas integrantes da sociedade civil, mas agentes do governo. X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.15

16 E, na trama destas estratégias, a busca pela tão almejada sustentabilidade econômica, social e ambiental. Mas também da sustentabilidade política, já que ao propor determinados projetos e programas os governantes buscam se firmar como gestores. Cabe destacar que esta reconfiguração da relação sociedade Estado reflete a racionalidade neoliberal acerca das formas de governar a população. Ao modificar se a lógica das obrigações do Estado, possibilitando a busca de parcerias para o cumprimento de suas metas, admite se a hipótese do enfraquecimento do Estado, que parece não dar conta da solução dos problemas apresentados pela população. No caso da Governança Solidária Local, nos deparamos com uma governamentalidade que propõe o compartilhamento das responsabilidades do governo com a sociedade, chamando a isso de co gestão. E, de um modo sutil e gradual, os sujeitos vão assumindo responsabilidades historicamente compreendidas como sendo do Estado. As fronteiras entre o que é público e o que é privado se tornam tênues e frágeis, porém a soberania do Estado se mantém, já que cabe (ainda) a ele o ato de governar. Mas, se por um lado o Estado, ao adotar uma gestão dita de caráter participativo e focada na responsabilidade social, em alguma medida se desonera de certas obrigações, por outro lado, na tentativa de formar sujeitos dotados de determinado senso político e capacidade operativa (munidos, conforme prega a GSL, com ferramentas adequadas a uma atuação efetiva e eficaz), assume outro papel historicamente compreendido como sendo da escola o de educador (algo que se poderá discutir em futuros trabalhos). E passa a utilizar se de estratégias que atuam pedagogicamente sobre os sujeitos, produzindo modos de ser, pensar e agir. Porém, ao focar seus discursos apenas na comunicação do desejado, segundo seus interesses, o que promove poderá não ser a produção de massa crítica, mas de uma consciência política dirigida a fins específicos (postos, geralmente, como causas de legitimidade social), revelando sujeitos imersos em relações de saber/poder que refletem processos de pedagogização e práticas de subjetivação e governamento. X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.16

17 Referências bibliográficas ANDRE, M. E. D. O projeto pedagógico como suporte para novas formas de avaliação. In. Amélia Domingues de Castro e Anna Maria Pessoa de Carvalho (Orgs.). Ensinar a Ensinar. São Paulo, BUSATTO, Cezar. A Essência da Governança Solidária Local. In. Olhares sobre a Experiência da Governança Solidária Local de Porto Alegre. Feijó, J. & de Franco, A. (orgs.). Porto Alegre RS: EDIPUCRS, 2008, p BUSATTO, Cezar; FEIJÓ, Jandira. A Era dos Vagalumes: o florescer de uma nova cultura política. Canoas: Ed. ULBRA, COPATTI, L. C. A efetivação da cidadania através da participação no poder local. PERSPECTIVA, Erechim. v.34, n.126, p , junho/2010. Disponível em: <http://www.uricer.edu.br/new/site/pdfs/perspectiva/126_110.pdf>. Acesso em: 04 fev COSTA, Sylvio de Souza Gadelha. Governamentalidade neoliberal, Teoria do Capital Humano e Empreendedorismo. In. Revista Educação & Realidade. 34(2): mai/ago FEIJÓ, Jandira; DE FRANCO, Augusto (Orgs.). Olhares sobre a experiência da Governança Solidária Local de Porto Alegre. Porto Alegre: EDIPUCRS, FERREIRA, C. da Silva; SANTOS, C. S. dos Santos. Uma breve comparação entre modelos de participação popular: Orçamento participativo e governança solidária local na Prefeitura municipal de porto alegre. Revista de Gestão USP, São Paulo, v. 15, n. 2, p , abril/junho FISCHER, Rosa M. Bueno. Foucault e a análise do discurso em educação. In: Cadernos de Pesquisa, n. 114, p , novembro/2001. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cp/n114/a09n114.pdf>. Acesso em: 10 mar A paixão de trabalhar com Foucault. In: COSTA, Marisa Vorraber (Org.) Caminhos Investigativos I: novos olhares na pesquisa em educação. 2 ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2002, p O dispositivo pedagógico da mídia: modos de educar na (e pela) TV. In. Educ. Pesqui. vol.28 no.1 São Paulo Jan./June Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=s &script=sci_arttext>. Acesso em 10 mar X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.17

18 FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. 20 ed. Rio de Janeiro: Grall, Segurança, território, população: curso dado no Collège de France ( ). Editado por Michel Senellart e dirigido por Francois Ewald e Ajessandro Fontana. Tradução: Eduardo Brandao. Revisão de tradução: Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução de Raquel Ramalhete. 38. Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, GADELHA, Sylvio. Biopolítica, governamentalidade e educação: Introdução e conexões, a partir de Michel Foucault. Belo Horizonte: Autêntica, GARCIA, Ignácio. As Redes Humanas de Inovação. Artigo publicado na HSL Online, em 21 de setembro de Disponível em: <http://www.hsm.com.br/editorias/redes humanasde inovacao>, acesso em: 26 mar HOSS, Osni; et. al. Gestão de ativos intangíveis: da mensuração à competitividade por cenários. 1 ª ed. São Paulo: Atlas, 2010 PREFEITURA DE PORTO ALEGRE. Governança Solidária Local: Documento de Referência. Porto Alegre: Secretaria de Coordenação Política e Governança Local, Governança Solidária Local (DVD). Porto Alegre: Secretaria de Coordenação Política e Governança Local, Governança Solidária Local: Programa de Governança Solidária Local (cartilha). Porto Alegre: Secretaria de Coordenação Política e Governança Local, LOPEZ RUIZ, Oswaldo. Os executivos das transnacionais e o espírito do capitalismo: Capital humano e empreendedorismo como valores sociais. Rio de Janeiro: Azougue Editorial, SARAIVA, Karla; VEIGA NETO, Alfredo. Modernidade Líquida, Capitalismo Cognitivo e Educação Contemporânea. In. Revista Educação e Realidade, UFRGS, Disponível em: <http://educa.fcc.org.br/pdf/rer/v34n02/v34n02a12.pdf>. Acesso em: 20 mar VASCONCELLOS, C. S. Planejamento: Plano de Ensino Aprendizagem e Projeto Educativo. São Paulo: Libertat, VEIGA NETO, Alfredo, et. al (orgs.). Imagens de Foucault e Deleuze: ressonâncias nietzschianas. Rio de Janeiro: DP&A, X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.18

19 . Cultura, Culturas e Educação. In. Revista Brasileira de Educação. Maio/Jun/Jul/Ago 2003(a) Nº 23.. Pensar a escola como uma instituição que pelo menos garanta a manutenção das conquistas fundamentais da Modernidade. In: COSTA, Marisa. V. (org). A escola tem futuro? Rio de Janeiro: DP&A, 2003(b). X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.19

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