FICHA TÉCNICA. Concepção Marcelo Garcia João Cruz Rodrigo Salgueiro Naira de Araújo. Revisão Ludmila Schmaltz Pereira

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1 SENAR INSTITUTO

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3 FICHA TÉCNICA Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil Senadora Kátia Abreu Secretário Executivo do SENAR Daniel Carrara Presidente do Instituto CNA Moisés Pinto Gomes Secretário Executivo do Instituto CNA Marcelo Garcia Diretor Técnico do Instituto CNA João Cruz Concepção Marcelo Garcia João Cruz Rodrigo Salgueiro Naira de Araújo Revisão Ludmila Schmaltz Pereira Programação Visual Adrien Scultori

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5 APRESENTAÇÃO O Sistema CNA/SENAR ao criar o Observatório das Desproteções Sociais no Campo e assumir total compromisso com as 8 Metas do Milênio coordenadas pela ONU encontrou um campo importante de atuação e intervenção social que é a educação. Em 2009, identificando na mediação de nossos estudos e pesquisas as dificuldades enfrentadas por estudantes, famílias e professores de regiões rurais, desenvolvemos uma metodologia educacional. Após muitos debates e ensaios pedagógicos, chegamos ao que hoje chamamos de Projeto Escola VVIVA. As dificuldades vivenciadas no universo das escolas rurais são as mais diversas possíveis: distância das casas até a unidade escolar, infraestrutura inadequada, baixa escolaridade dos pais dos alunos, participação dos filhos nas atividades laborais da família, descontinuidade na formação dos professores, ausência de bibliotecas, distanciamento do mundo digital e do acesso a internet, entre outros. Uma nova forma de ver e fazer a escola é o desafio do Projeto Escola VIVA. Uma escola preocupada em ser referência para os alunos, famílias e comunidade. Uma escola aberta, que ofereça formação profissional aos alunos e aos seus pais, que promova atividades culturais sistemáticas, que garanta a formação continuada do corpo docente e que trate o estudante como um indivíduo que tem suas próprias histórias, vivências e desafios. Isso significa um acompanhamento especial e é aí que entram os Professores da Família, que são o elo de ligação entre a família, o aluno e a escola. Estes profissionais têm a importante responsabilidade de criar vínculos de confiança, para que todos os envolvidos no processo educacional possam desenvolver uma nova forma de se

6 relacionar com a escola, com a educação e com a comunidade. Nossa primeira Escola VIVA está funcionando e este ano vamos ampliar para mais cinco. Conhecer e entender nossos problemas é uma decisão responsável que o país precisa tomar. Esse passo que estamos dando faz parte de uma longa jornada social que quer reafirmar a educação como o caminho seguro para o desenvolvimento e o futuro do Brasil. A escola deve ser VIVA para que a vida possa ganhar novos significados para a população mais vulnerável. A educação liberta. A educação promove. A educação pode levar cada um para um espaço seguro e feliz. Nós, do Sistema CNA/SENAR, acreditamos neste processo e é por isso que convido você a conhecer nossa proposta. Senadora Kátia Abreu Presidente da CNA

7 PROJETO ESCOLA VIVA Escola Estadual Brigadas Che Guevara Monte do Carmo - TO

8 1 - NOVA ESCOLA NO CAMPO O SENAR - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e o Instituto CNA, ambos integrantes do Sistema CNA, o primeiro, responsável pelo desenvolvimento de ações de Formação Profissional Rural e pela Promoção Social dos trabalhadores, produtores rurais e suas famílias, e o segundo, responsável por estudos e pesquisas sociais no campo, estão propondo um novo desafio: intervir no desenvolvimento de ações de melhoria do ensino nas áreas rurais, garantindo padrões de qualidade compatíveis à importância da educação na formação do cidadão brasileiro. Na área rural brasileira, a realidade não tem sido acompanhada pela oferta de políticas públicas, principalmente no que diz respeito à educação. Podemos aumentar o grau de desenvolvimento no campo, porém, é necessário que haja investimento humano assim como melhoria na formação técnica do trabalhador, tendo em vista as novas tecnologias existentes. Nessa perspectiva, a escola deve representar um efetivo espaço macro funcional, com a articulação das políticas públicas que saem do universo estanque dos seus serviços. A Escola deve ser o principal instrumento de desenvolvimento social e comunitário de sua cidade. Pensando nisso, o Sistema CNA/SENAR desenvolveu o Projeto Escola VIVA, onde o pressuposto básico se dá pela compreensão de que a educação envolve o conjunto de pessoas e espaços de uma sociedade, e que a construção de novos saberes e valores implica num compromisso do poder público e da sociedade civil para a efetiva mudança no padrão de qualidade e no acesso de todos aos bens sociais e culturais de direito.

9 2 - UMA ESCOLA DEVE SER VIVA Para uma escola ser VIVA, é necessário constituir um espaço de educação integral que seja simultaneamente articulador de atividades e conteúdos pedagógicos e agregador das expectativas de alunos, familiares, professores e comunidade. A Escola VIVA tem como base um tripé de desenvolvimento: Educação + Proteção Social + Trabalho. Isso pode ser alcançado através de cinco principais eixos de atuação: Acompanhamento do rendimento e desenvolvimento escolar do aluno a partir de uma sistemática agenda de visitas domiciliares realizadas pelos Professores da Família. D e s e n v o l v i m e n t o d e c u r s o s l i v r e s e profissionalizantes para os alunos e atividades individuais e coletivas complementares ao conteúdo trabalhado na escola. Desenvolvimento de cursos profissionalizantes e de aumento de escolaridade para a família. Formação continuada do corpo docente da escola. Transformação da unidade escolar em espaço de referência na comunidade.

10 3 - ARTICULAÇÃO COM A COMUNIDADE Para que isso ocorra, a proposição de uma série de ações complementares é fundamental para que se consiga alcançar o objetivo de tornar a escola em um real espaço de referência. Tais como: Proporcionar aos alunos e às suas famílias um ambiente acolhedor, apto à escuta dos processos individuais e coletivos envolvidos na construção de conhecimentos e valores; Desenvolver um projeto de construção coletiva, atento às necessidades de cada grupo envolvido na escola, e atendo às multiplicidades de conhecimentos, focando assim o projeto na realidade e no desejo de seus participantes; Envolver a cidade, através do conjunto de suas instituições, no desafio da construção de uma educação integral, criando um sentimento de pertencimento e de responsabilidade no desenvolvimento das crianças e adolescentes através de mecanismos de conexão e visibilidade no campo social, econômico e cultural; Desenvolver um programa de inclusão digital.

11 Desenvolver atividades culturais, estimular e proporcionar aos alunos e familiares a participação em eventos culturais. Proporcionar aos familiares oportunidades de avaliação e de participação na educação de seus filhos, bem como ofertar oportunidades de alfabetização ou aumento de escolaridade dos mesmos; Proporcionar aos familiares espaços de aprendizado técnico voltado à geração de renda e proporcionar ainda a construção viável de lugares e/ou espaços protegidos para as crianças, implicando-os no combate permanente do trabalho infantil; Envolver, no espaço da escola, os agentes públicos da saúde, assistência social, esporte e lazer, trabalho e renda, cultura, entre outros, criando um ambiente de sinergia e oportunidades; Desenvolver acompanhamento pedagógico aos alunos e suas famílias através dos Professores da Família. Queremos uma escola nova, dinâmica, que seja referência para a comunidade, diferente de um modelo de mera transmissão de conhecimento, sem troca de experiências, sem atividades, sem vida. Queremos uma escola aberta, com a participação de todos.

12 4 - ATORES ENVOLVIDOS NA CONSTRUÇAO DE UMA ESCOLA VIVA Para fazer frente à construção e gestão coletiva do projeto, é proposta a formação de um grupo gestor, composto por representantes da Secretária Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Assistência Social, Secretaria Municipal de Trabalho e Renda, Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, direção da escola, professores, Professores da Família, alunos, família, além de outros órgãos ou instituições que possam propor ações complementares ao projeto, a partir das especificidades de cada cidade. 5 - PROFESSORES DA FAMÍLIA Já não é novidade que a realidade rural possui peculiaridades e características que precisam ser levadas em consideração, e que requerem o desenvolvimento de alternativas para as situações apresentadas. As dimensões territoriais, a falta de estrutura de transporte, a falta de ofertas de serviços, a dificuldade no acesso e na oferta de políticas públicas, entre outros, se colocam como obstáculos às famílias. Morar distante da escola, estar vulnerável às intempéries naturais, manter uma rotina escolar nesse contexto, entre outros fatores, são obstáculos comuns que dificultam o acesso, a permanência e o bom desenvolvimento dos alunos nas escolas. Os Professores da Família entram em cena como uma alternativa concreta para a escola e como aliados n a lut a constante contra a evasão escolar e o baix o rendimento dos alunos.

13 Seu papel é o de criar vínculos de confiança com os alunos e as famílias, a partir do estreitamento das relações, do acompanhamento do desenvolvimento escolar, do conhecimento das dificuldades, da troca de informações com o corpo docente da escola, da proposição de atividades complementares ao conteúdo trabalhado formalmente na unidade de ensino. E, principalmente, da construção de uma rotina de visitas domiciliares, que aliada ao objetivo de dinamizar a escola, fará com que se tornem uma importante referência educacional e social, tratando cada aluno como único e especial. 6 - MEMORIAL O conhecimento da realidade de cada aluno e a troca de experiências são fundamentais para a criação de vínculos de confiança. O projeto propõe a elaboração dos Memoriais como estratégia de aproximação com os alunos, conhecimento de suas histórias, sonhos, expectativas, sentimentos, e como forma de estímulo e reconhecimento pelo esforço dispensado às atividades apresentadas. O objetivo do Memorial é incentivar os alunos, a partir de sua relação com a educação e a escola, a escreverem sobre suas vidas e expectativas. Configura-se como um exercício onde as experiências do passado são resgatadas e elaboradas, proporcionando a ampliação das perspectivas futuras. A elaboração do memorial se dá através da narração das experiências de vida e das passagens mais fortes e significativas de cada um. Consiste numa profunda reflexão sobre suas histórias, suas trajetórias, a partir do filtro da consciência, da memória.

14 7 - AMBIENTE É claro que queremos uma escola onde desejamos estar. Uma escola dinâmica, com vitalidade, bem estruturada, com espaços de lazer, cultura e informação apropriados. Partindo desse princípio, o projeto propõe adequações infraestruturais na escola a partir das necessidades identificadas, que podem ser desde a reforma de uma cozinha, a construção de uma lavanderia, a pintura das salas de aula até a construção de uma biblioteca, ou sala de informática, sempre dependendo das demandas mais urgentes apresentadas. Acreditamos que educação seja um constante diálogo entre professores, alunos, famílias, comunidade, e serviços, articulado com atividades que estimulem a constante busca pelo saber nas diversas áreas do conhecimento, tornando a escola um espaço realmente eficaz e prazeroso, de crescimento, de ampliação das perspectivas e de transformação pessoal e social. 8 - FALE CONOSCO Se você quiser saber mais sobre o Projeto Escola VIVA, entre contato conosco. Tel.: (61) /

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