UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU FACULDADE INTEGRADA AVM. O Papel do Pedagogo Empresarial no Setor Público

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1 1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU FACULDADE INTEGRADA AVM O Papel do Pedagogo Empresarial no Setor Público Por: Regina Célia Gomes Lima Orientadora Profª. Fabiane Muniz Rio de Janeiro 2011

2 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU FACULDADE INTEGRADA AVM O papel do Pedagogo Empresarial no Setor Público Apresentação de monografia à Universidade Candido Mendes como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Pedagogia Empresarial. Por:. Regina Célia Gomes Lima

3 AGRADECIMENTOS 3 Agradeço primeiramente a DEUS pela minha vida e por tudo que vi, ouvi e aprendi. Obrigado pela graça. Obrigado pela vida! A minha mãe Constância In Memorian que sempre esteve comigo, muitas vezes presente e hoje no meu coração e na minha memória, a Selma que apareceu na minha vida na hora certa, a minha filha pelo amor, carinho, respeito e apoio incondicional, a professora Fabiane Muniz por sua orientação e conselhos, necessários para a realização deste trabalho.

4 DEDICATÓRIA 4. A minha mãe Constância In Memorian, a minha filha Erica, que sempre me apoiou e me incentivou e está sempre presente comigo em todos os momentos da minha vida, vocês fazem parte dessa Vitória.

5 5 Maravilhoso é volver os olhos para trás e constar quantos obstáculos vencidos, quantos sacrifícios, quantos esforços, quantas preocupações... Mas é maravilhoso ainda olhar para frente e com fé, sabendo que existe uma força maior, que nos acompanha dia-adia, e que, ao descortinarmos um novo horizonte poderemos fazer o bem, dando àqueles que precisam, um pouco do que sabemos (autor desconhecido)

6 6 RESUMO Este trabalho teve a finalidade de análise e apresentação dos resultados obtidos com relação ao perfil do pedagogo que atua em espaços não escolares, realizados sob o enfoque do novo profissional exigido pela sociedade contemporânea, que deverá, sobretudo, ser capaz de integrar a dimensão teórica a uma preocupação com a prática cotidiana do fazer institucional, bem como de garantir a articulação entre as abordagens da gestão do trabalho administrativo, pedagógico e comunitário, como também, da educação profissional, desenvolvidos em espaços não escolares, evitando-se a fragmentação deste estudo. Utilizei como base inicial, para o referencial teórico a revisão da literatura.

7 7 METODOLOGIA A metodologia utilizada neste estudo foi análise e descrição dos dados delimitados, de maneira a esclarecer acerca de seus respectivos objetivos, utilidades e conseqüências. Sobre a pesquisa qualitativa e descritiva por traçar um panorama acerca das ações pedagógicas no ambiente empresarial. Quanto à coleta de dados foi feita uma revisão da literatura pertinente, e a partir da consulta e leitura de livros, trabalhos acadêmicos, publicações referentes ao assunto que levam ao problema proposto, como leitura de livros, jornais, revistas, questionários e a resposta, após coleta de dados, pesquisa bibliográfica, pesquisa de campo, observação do objeto de estudo, também através de entrevistas aberta com técnica de investigação, e questionários, etc.

8 8 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 09 CAPÍTULO I - O Pedagogo e a Pedagogia 10 CAPÍTULO II - O profissional de Pedagogia nas empresas públicas 16 CAPÍTULO III - O papel do pedagogo 22 CAPÍTULO IV - Pedagogia e gestão do conhecimento 30 CONCLUSÃO 38 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 39 WEB GRAFIA 40 ANEXOS 41

9 9 ÍNDICE 46 FOLHA DE AVALIAÇÃO 48 INTRODUÇÃO Espero que este trabalho ajude os profissionais, que como eu que querem se dedicar ao aspecto mais lindo da vida empresarial, a satisfação e realização profissional das pessoas, ao manifestarem seus dons e talentos através do trabalho. A verdadeira função do Pedagogo, como condutor do conhecimento das pessoas em direção a um objetivo determinado e da Pedagogia como a ciência e a arte da Educação, o processo de influências que formam a personalidade humana. Além da Escola, as Empresas seriam as grandes beneficiadas pelos trabalhos e atividades pedagógicas cada vez mais comprovo que a necessidade dos trabalhos pedagógicos dentro das empresas, e assim o nosso trabalho é admirado pelos empresários cada vez com mais e obtendo os melhores resultados. Sei que tanto as empresas como a Pedagogia têm os mesmos objetivos e ideais. Ambas agem em direção à realização de objetivos definidos, trabalhando com as mudanças no comportamento das pessoas. Este trabalho desenvolveu-se de forma a entender o perfil profissional do Pedagogo a partir da sua atuação em espaços não escolares. Utilizei como base inicial, para o referencial teórico a revisão da literatura.

10 10 CAPÍTULO I O PEDAGOGO E A PEDAGOGIA Pedagogia é o campo do conhecimento científico, que se ocupa do estudo sistemático da educação e em suas varias modalidades, e da prática educativa concreta, que se realiza em todos os aspectos que formam uma sociedade. O que a humanidade produz, cria, transforma, em sua atividade histórico social, vai construindo os saberes que formam o patrimônio cultural acumulado. (LOPES, Trindade e Cadinha, 2008,p.21) Como surgiu a Pedagogia Durante séculos e séculos, o problema educativo (a formação do caráter e da personalidade das pessoas) foi objeto de estudo e de meditação, sem que houvesse atribuído a este conjunto de conhecimentos, mais ou menos sistematizados qualquer designação específica. Eram os filósofos que estudavam os problemas educativos. Porém, entre a realidade prática e a filosofia havia uma grande distância. Aos poucos, foram surgindo pessoas que começaram a se relacionar diretamente com as questões práticas educativas os PEDAGOGOS. Na Grécia e em Roma, chamava-se PEDAGOGO ao servo ou escravo que era guardião, conduzia e acompanhava as crianças. O próprio termo significa, aquele que conduz a criança. Com o tempo, o PEDAGOGO, que começou como simples condutor ou guardião da criança, acabou por se transformar, e, Roma, num Preceptor (mestre encarregado da educação no lar). Quando Roma (que era guerreira), conquistou a Grécia, entre os prisioneiros reduzidos à escravidão, vieram muitos atenienses cultos e ilustrados, com habilidades e conhecimentos que causavam muita admiração aos romanos.

11 11 Juvenal, em Roma, escreveu a respeito dos gregos atenienses: Eles têm gênio galhofeiro, audácia pronta, linguagem fluente. Imaginais que seja um único indivíduo? Pois oculta, dentro de si, uma infinidade. É ao mesmo tempo gramático, geómetra, pintor, advinho, médico, mágico, sabe tudo quanto quer saber, compreende tudo quanto quer compreender. Diante desta multiplicidade de conhecimentos, os romanos entregaram a educação dos seus filhos a gregos, seus escravos, muitos dos quais eram sábios, filósofos, sofistas, oradores, matemáticos, pintores, etc... - Os PEDAGOGOS-ES-CRAVOS. Com o desaparecimento da escravatura, sob influência do Cristianismo, o Pedagogo-Escravo deixou de existir. Passaram, então, a receber o nome de PEDAGOGOS, os estudantes pobres, que aprendiam com os filósofos e se instalavam, nos castelos senhoriais e nos solares (morada de famílias nobres), servindo de preceptores (professores encarregados da educação das crianças no lar) dos filhos dos fidalgos e dos grandes senhores. Enquanto estudavam, ensinavam. Recebiam como pagamento pequenas importâncias. Na maioria dos casos, ensinavam a troco de hospedagem, alimentação, luz e roupa lavada. Com o tempo, e como a instrução era de difícil acesso, estes PEDAGOGOS-ESTUDANTES começaram - com autorização dos respectivos senhores - a reunir aos filhos do palácio onde trabalhavam, outras crianças de famílias conhecidas da redondeza. A pedagogia Empresarial se ocupa basicamente com conhecimentos as competências, as habilidades e as atividades diagnosticadas como indispensáveis para a melhoria da produção da empresa.(ribeiro, 2004,p.358 ) 1.1 Assim surgiram as primeiras escolas particulares. Nessa época, a palavra PEDAGOGO, começou a ser usada como sinônimo de Mestre-escola. Como estes Pedagogos passaram a se apresentar com ar doutoral de superioridade, o público passou a atribuir à palavra PEDAGOGO, durante muito

12 12 tempo, o significado de pedante (quem ostenta conhecimentos que na verdade não tem). Foi da palavra PEDAGOGO que derivou, o termo PEDAGOGIA, vocábulo que aparece para designar uma ciência e uma arte que tinha raízes antiqüíssimas, quase tão velhas como o da própria humanidade e o da educação das pessoas. No século XVIII surge, pela primeira vez, no Dicionário Língua Francesa, o vocábulo PEDAGOGIA, como Ciência da Educação, que já se usava na linguagem corrente. Com a formação definitiva da Ciência da Educação, o vocábulo PEDAGOGIA se enobreceu e enobreceu a palavra e a profissão de PEDAGOGO. Hoje o PEDAGOGO é o especialista em PEDAGOGIA, a Ciência e a Arte da Educação. Hoje o PEDAGOGO é o especialista em conduzir o comportamento das pessoas - e não apenas as crianças - para uma mudança de comportamento - aprendizagem em direção aos objetivos da Educação, o processo de formação da personalidade humana equilibrada A Mudança e o Desafio na área de Pedagogia Segundo, MANZOLILLO (1995, P. 7): A capacidade mutativa, no mundo moderno, é questão de sobrevivência. Uma empresa tem que ser capaz de prever, antecipar-se e resolver problemas. E ser administrada para o futuro. Sem dúvida, não é possível prever-se completamente todas as circunstâncias futuras. Mas a empresa tem que estar preparada para o que der e vier, para isso, tem que ser dinâmica, tendo em vista que os problemas não seguem os padrões formais burocráticos. Isto significa que a empresa é uma organização em constante mudança, em mudança acelerada para melhor ou seja, uma organização em desenvolvimento. É sabido que as instituições dependam das pessoas. Daí a importância de se desenvolverem as pessoas para desenvolver as organizações. A mudança das reformas dos anos 80 e 90, pouco a pouco trazem novos desafios para o curso de Pedagogia e percebemos que estas alterações legais associadas às transformações e exigências sociais fizeram com que, a atuação do Pedagogo, ultrapassasse as fronteiras das escolas e cargos executivos (diretorias, secretarias, ministério) e este profissional passa a atuar em outras instituições, até porque as transformações ocorridas no currículo da Pedagogia o capacita para tal.

13 13 Há duas décadas, nas várias organizações científicas e profissionais de educadores, tem se debatido em todo o país, questões relativas ao campo de estudo da Pedagogia, da identidade profissional do pedagogo, do sistema de formação de pedagogos, da estrutura do conhecimento pedagógico. LIBÂNEO comenta que: Todos os educadores seriamente interessados nas ciências da educação, entre elas a Pedagogia, precisam concentrar esforços em propostas de intervenção pedagógica nas várias esferas do educativo para enfrentamento dos desafios colocados pelas novas realidades do mundo contemporâneo.( 1999, p. 59 ) Diante dos desafios atuais no campo da Educação com mudança na legislação, mudança do currículo dos cursos de Pedagogia, muitas polêmicas giram em torno desses cursos e de qual seria sua função neste momento. A Pedagogia deveria estar integrada ao ensino e a pesquisa, pois não é possível pensar num pedagogo que não saiba, ou que não possa ensinar/pesquisar. Podemos acompanhar diariamente profissões antigas e tradicionais sendo substituídas por novas atuações com novos requisitos em termos de conhecimentos e perfil profissional. Como profissionais da educação e professores do curso de pedagogia, sentimos a necessidade de realizar esta pesquisa com a intenção de possibilitar aos pedagogos a compreensão de sua capacidade de atuação profissional em ambientes que extrapolem as unidades escolares e aumentar suas áreas de atuação com o objetivo que se tornem cada vez mais empregáveis. Para tanto é necessário que o curso de formação forneçam elementos que façam com que estes profissionais tenham segurança e competência profissional. Com as mudanças culturais, financeiras, políticas, tecnológicas que vêm ocorrendo aceleradamente nos últimos anos na sociedade contemporânea, podemos perceber a interferência destas mudanças na área educacional e profissional de várias formações no que enfatiza compromissos com a inclusão social, percebemos a direta repercussão nos processos formativos dos profissionais da educação, no caso específico, desta pesquisa: o Pedagogo, o

14 14 Grupo de Pesquisa Educação e Inclusão Social, na Linha Gestão Educacional e Educação Profissional, este estudo, tem por objetivo definir o perfil do Pedagogo que exerce suas atividades profissionais em espaços não escolares o que implica: não só pensar nas políticas educacionais no Brasil, como na responsabilidade de um comprometimento com a qualidade social voltada para a cidadania e para a inclusão social além de propiciar aos pedagogos a compreensão de sua capacidade profissional e o desenvolvimento de competências em ambientes que extrapolem as unidades escolares e ainda, aumentem suas áreas de atuação, para que se tornem cada vez mais empregáveis. No mundo contemporâneo, com as mudanças nas relações de trabalho, as empresas também precisaram se reorganizar em relação aos cargos, funções e atividades dentro das organizações, Minarelli, assim se posiciona: As grandes empresas e corporações, para sobreviver à crise econômica mundial e atender às novas demandas do mercado, eliminaram ou redesenharam cargos e, em muitos casos, operações inteiras." E em relação às pessoas atuando dentro deste novo contexto profissional.os trabalhadores precisarão reciclar-se periodicamente para manter seus conhecimentos atualizados e desenvolver outras habilidades. ( 1996, p. 17 e 18) O mesmo autor completa dizendo que esta mudança tem um deslocamento do foco no trabalho onde antes era enfatizado as atividades manuais e hoje, a atenção em relação aos trabalhadores está centrada no intelecto. Estes acontecimentos são resultantes da nova relação de trabalho estabelecida no mundo moderno, onde se pode perceber a necessidade de um profissional com um perfil voltado a ajudar a organização, de qualquer segmento, a atingir os seus objetivos e metas organizacionais. Onde a atuação deste profissional está mais relacionada a seu perfil em consonância com a organização, do que a determinação de uma formação acadêmica. Isto se dá porque as necessidades do mundo do trabalho hoje estão mais voltadas a uma visão ampliada e rica do mundo e também por sabermos que alguns conteúdos específicos para a realização de uma tarefa pode ser facilmente aprendido, mas interação entre as habilidades do profissional e da instituição já é uma questão mais profunda e difícil de ser encontrada e desenvolvida.

15 15 Percebemos que o mundo do trabalho globalizado tem como tarefa repensar novas formas de relações trabalhistas que possam em alguma medida, organizar o processo de trabalho e as influências que articulam o desenho do novo mapa do mundo. Um dos setores mais sensível, e por isto, mais desestabilizável, é o meio acadêmico, universitário, de onde provém toda a gama de profissionais lançados em um mundo já afetado, e ainda não estabilizado, em face de inexorabilidade da impactologia da maré globalizante que, atinge a todos os setores de atividade humana. A constatação da fragmentação dos saberes traz um desafio para a educação e ensino contemporâneos: religar os conhecimentos dispersos o que exige uma nova postura dos sujeitos diante da dinâmica dos sistemas vivos planetários. Para Morin, educação e ensino são termos que se confundem e se distanciam igualmente: A Educação" é uma palavra forte: "Utilização de meios que permitem assegurar a formação e o desenvolvimento de um ser humano (...)". O termo "formação", com suas conotações de moldagem e conformação, tem o defeito de ignorar que a missão do didatismo é encorajar o autodidatismo, despertando, provocando, favorecendo a autonomia do espírito. O ensino, arte ou ação de transmitir os conhecimentos a um aluno, de modo que ele os compreenda e assimile, tem um sentido mais restrito, porque apenas cognitivo. A bem dizer, a palavra ensino não me basta, mas a palavra educação comporta um excesso e uma carência. ( 2001, p. 10) Assim, verificamos que é de responsabilidade muito especial e pertinente que a Universidade não apenas acompanhe a reboque as profundas e rápidas transformações que estão ocorrendo, sobretudo se antecipa, na formação de profissionais da educação com as qualificações e o perfil que a sociedade do século XXI exige. Segundo, MANZOLILLO (1995, P. 7): A capacidade mutativa, no mundo moderno, é questão de sobrevivência. Uma empresa tem que ser capaz de prever, anteciparse e resolver problemas. E ser administrada para o futuro. Sem dúvida, não é possível prever-se completamente todas as circunstâncias futuras. Mas a empresa tem que estar preparada para o que der e vier, para isso, tem que ser dinâmica, tendo em vista que os problemas não seguem os padrões formais burocráticos. Isto significa que a empresa é uma organização em constante mudança, em mudança acelerada para melhor ou seja, uma organização em

16 16 desenvolvimento. É sabido que as instituições dependam das pessoas. Daí a importância de se desenvolverem as pessoas para desenvolver as organizações. A educação é uma ação e um processo de formação pelo qual os indivíduos podem integrar-se criativamente na cultura em que vivem. (LIBÂNEO, 2008, p.162) CAPÍTULO II O PROFISSINAL DE PEDAGOGIA NAS EMPRESAS PUBLICAS O Pedagogo começou a ser chamado para atuar na empresa no final da década de 60, início de 70. Esse período foi muito influenciado pela tecnocracia. Nesse momento, o papel da educação era contribuir para a aceleração do desenvolvimento econômico e do progresso social. Os princípios da racionalidade, eficiência e produtividade foram transportados da economia para a educação, de modo conciliatório com a política desenvolvimentista. A concepção de educação que predominava trazia consigo a ideologia desenvolvimentista, fundamentada nos princípios da Teoria do Capital Humano, muito presente no cenário nacional, respaldando políticas e ações que visavam o aperfeiçoamento do sistema industrial e econômico capitalista. Na década de 70, observou-se uma crescente automação do processo de trabalho, de novas tecnologias. No entanto, a classe trabalhadora se encontrava totalmente despreparada para o estágio de desenvolvimento industrial. O mercado de trabalho passou, então, reclamar a profissionalização dos trabalhadores para acompanhar as mutações que estavam ocorrendo no mundo do trabalho, decorrentes de transformações tecnológicas. A escola encontrava-se despreparada para oferecer contribuições na profissionalização dos trabalhadores para que atendessem as perspectivas de desenvolvimento

17 17 industrial. Sendo assim, buscaram-se outros mecanismos situados fora da escola formal para formar o trabalhador viável àquele momento. A formação profissional passou a ter seu âmbito cada vez mais definido no local de trabalho ou através de treinamentos pela própria empresa. No momento de sua chegada, o Pedagogo encontrou uma empresa com características tayloristas-fordistas, com trabalhadores com pouca escolaridade. O seu papel então se voltou quase exclusivamente para a área de treinamento. Ele era a pessoa que fazia o levantamento das necessidades, planejava, ministrava os treinamentos, avaliava, e ainda conduzia alguns processos de escolarização que ocorriam dentro da organização. Como ratifica a fala de uma das Pedagogas entrevistadas. Em um primeiro momento, o Pedagogo era contratado para atuar nos famosos Centros de Treinamento das Empresas. Estes espaços eram específicos em treinar o funcionário nas diversas tarefas que eles teriam de realizar no seu trabalho, os cursos funcionavam quase como um adestramento. Neste contextos os Pedagogos definiam horários, métodos de ensino e avaliação, e orientavam os instrutores operacionais leigos em didática, como "treinar". A eficácia era o quanto os funcionários sabiam fazer a tarefa, com rapidez e qualidade (Pedagoga). A presença do Pedagogo na empresa a sua atuação estava voltada para a coordenação de programas educativos, como a viabilização de programas de ensino normal que proporcionassem a escolaridade básica aos empregados que não tinham; a condução dos programas de treinamentos, o planejamento, a organização, a avaliação dos treinamentos, a formação de instrutores, e ainda ministrava cursos de relações humanas, motivação, liderança etc. A ênfase da sua prática estava no pedagógico, no sentido de trabalhar com o processo de aprendizagem dentro dos programas de ensino formal e dos treinamentos, para atender as necessidades que a empresa tinha de possuir um trabalhador que soubesse ler, escrever, contar e ser especialista em determinada função. Essa forma de atuação atendia aos interesses do modelo produtivo com características taylorista/fordista que centrava as ações de formação na construção de um saber técnico, no saber fazer. Nesse

18 18 período (década de 70) em função de uma crescente automação do processo de trabalho, e do fato da escola formal não atender às expectativas imediatistas do mercado, a formação profissional no local de trabalho passou a ter grande ênfase, proporcionando uma demanda grande de treinamentos. O pedagogo precisa ter habilidades especificas como saber pensar, escutar, aprender, ter capacidade de tomar decisões, ser criativo e principalmente ter muito conhecimento, além de responsabilidade e inteligência. Todas essas características são fundamentais para se formar um bom profissional. (Libaneo 2001, p. 115 ) No presente cenário de incorporação tecnológica e de mudança comportamental entre gestores e funcionários dentro das organizações está obrigando a modernização das mesmas em relação a seu próprio projetos. Entre as muitas funções da Pedagogia Empresarial que visa a qualificação de pedagogos e administradores para atuarem no interior das empresas, visando os processos de planejamento, capacitação, treinamento e desenvolvimento de seus colaboradores com o propósito de aumentar a produtividade em consequência a lucratividade da organização.de acordo com Ribeiro: A pedagogia Empresarial se ocupa basicamente com conhecimentos as competências, as habilidades e as atividades diagnosticadas como indispensáveis para a melhoria da produção da empresa.(2004,p.358 ) O pedagogo deve desempenhar atividades de articulador dessas mudanças nas organizações, sempre em parceria com especialistas identificando e analisando as vantagens e benefícios dessas mudanças para o trabalho dos colaboradores. Segundo Lorenzo: Além do trabalho em corporação, os Pedagogos empresariais podem ampliar seus serviços prestando consultorias. Entretanto, obter sucesso neste campo não é tarefa fácil. È preciso que o Pedagogo tenha experiência, conhecimento teórico e uma ampla rede de contatos. Em outras organizações são vivenciadas a importância da experiência do Pedagogo em situações semelhantes. ( 2003, p.197 )

19 19 Ter uma vasta experiência nas áreas de desenvolvimento de equipes, o Pedagogo empresarial pode utilizar seus conhecimentos para liderar projetos inovadores de forma a instruir a empresa a alcançar sucesso buscando o melhor de sua equipe e também para atuar como conselheiro entre a equipe e seus líderes de forma a resolver problemas que possam atrapalhar o desenvolvimento da organização. Usa como estratégia a avaliação de desempenho e o desenvolvimento dos funcionários e seus dirigentes, tal processo de modo continuo A natureza da pesquisa Para atingir os objetivos propostos, optei por fazer uma pesquisa qualitativa, usando a entrevista aberta como técnica de investigação Sujeitos Este estudo constituiu-se de chefes da Divisão de Recursos Humanos e pedagogos que atuam no setor de treinamento e desenvolvimento de três empresas públicas e privadas. A escolha das empresas deve-se o fato de ter vários setores de treinamentos bem estruturados e já possuírem em seu quadro de funcionários, pedagogos atuando nestes departamentos, além de serem de grande e médio porte e estarem localizadas no estado do Rio de Janeiro. A realização deste trabalho, procedeu - se através de contatos telefônicos e visitas feitas diretamente nos setores de treinamento das empresas, para que fosse marcada as entrevistas com os devidos profissionais Coleta de dados Os dados foram obtidos mediante entrevista aberta (Anexo). Estas foram realizadas, tendo como base um pequeno conjunto de questões orientadas visando a obtenção de dados sobre:

20 20 a) Estabelecer a relação existente entre o trabalho desenvolvido pelo Setor de Divisão de Recursos Humanos e o pedagogo; b) Verificar se nos centros de treinamentos e a Divisão de Recursos Humanos, apresentam-se como espaços de trabalhos, oferecendo perspectivas futuras para o trabalho deste profissional. Geralmente os Pedagogos são responsáveis pelo Programa de Integração de novos funcionários, ou seja, eles têm a responsabilidade de veicular, nos primeiros momentos do empregado novo na empresa, todas as informações que precisam saber sobre a Organização e sobre a atividade que irá desenvolver. O momento da integração é fundamental para a empresa porque é nesse momento que, além de se transmitirem informações sobre a instituição, informações técnicas, burocráticas, passa-se a ideologia da organização, a cultura, a missão, os valores e as expectativas com relação ao trabalhador que está entrando na Organização. Praticamente todas as empresas que pesquisamos desenvolvem o programa de integração, e, em todas, o Pedagogo é o responsável por esse processo. Ou seja, o Pedagogo começa a exercer poder e influência a partir do primeiro momento em que o trabalhador coloca os pés na empresa, é ele que mostra a cara da empresa. O Pedagogo acompanha todo o desenvolvimento profissional do funcionário, acompanhando a performance, viabilizando cursos internos e externos, técnicos ou comportamentais, palestras, cursos de idiomas e acompanha o processo de avaliação de desempenho desse profissional. Sendo assim, a proximidade e o acesso a todos os funcionários é constante, o que dá condição a esse profissional de exercer um papel significativo no desenvolvimento dos empregados. Um dos propósitos do Pedagogo nas organizações é a de qualificar todo o pessoal da organização nas áreas administrativas, operacionais e gerenciais, elevando a qualidade e produtividade.(ferreira,1985, p.254)

21 2.4. Procedimentos 21 Uma vez escolhidos aqueles que eu iria entrevistar e após confirmação do local, hora e datas das entrevistas, iniciou-se a coleta dos dados através do contato direto com os profissionais. A receptividade das empresas foram as melhores possíveis, os entrevistados geralmente, me apresentavam e indicavam para outros profissionais da mesma empresa, sendo que de unidades e setores diferentes ou de outras empresas, para serem entrevistados também. Os dados foram obtidos através de gravações, anotações e observação feitas nos locais. Preparar os empregados dentro das perspectivas do modelo atual é um grande desafio para as organizações, e o Pedagogo desempenha um papel importante enquanto facilitador, enquanto agente provocador de mudança de mentalidade, de cultura Limitações do estudo Apesar de se tratar de entrevista aberta, o que poderia causar interferências e até desvios pessoais, os entrevistados não desviaram muito as suas respostas às perguntas feitas, sentiram-se bem familiarizados com as questões abordadas e contribuíram bastantes para as questões abordadas assim como os objetivos propostos. Algumas limitações foram consideradas ainda: A importância de entrevistar um número maior de profissionais de treinamentos, pelas próprias limitações decorrentes do fato, deste trabalho ser feito/realizado somente pela autora; A pouca literatura existentes sobre as relações entre o Pedagogo e a empresa;

22 22 A impossibilidade de acompanhar, por um período maior, uma programação de treinamento a fim de vivenciar a prática pedagógica na empresa. Apesar dessas pequenas limitações, considerei válida a realização deste estudo, por ser um tema pouco explorado, contribuindo assim para a ampliação do conhecimento sobre a relação existente entre a Divisão de Recursos Humanos, o treinamento e pedagogo. CAPÍTULO III O PAPEL DO PEDAGOGO O Pedagogo Empresarial deve sempre considerar a solução dos problemas da Educação dos funcionários, principalmente no aspecto social, da vida em grupo. O Pedagogo é o agente educacional da empresa, sua função é a concretização da educação dentro dos interesses empresariais de cada momento específico. Sendo assim, é dentro do contexto da empresa flexível, dos programas de controle do processo de trabalho, do modelo das competências que o Pedagogo se estabelece na empresa como um profissional que agrega valores, pois juntamente com outros profissionais como o Psicólogo, o Administrador, o Assistente Social, a equipe de Recursos Humanos, educa e forma o trabalhador dentro das perspectivas empresariais atuais. Nas empresas esses profissionais atuam na área de Recursos humanos, em setores como: Desenvolvimento e Treinamento, Recrutamento e Seleção, Desenvolvimento Gerenciado. Eles não têm uma função específica

23 23 de Pedagogo. Embora se afirme que, devido à sua formação, o seu forte seja treinamento, ele atua em várias frentes, como recrutamento, seleção e contratação. De forma geral, é denominado de Analista de Recursos Humanos ou Consultor de Recursos Humanos, fazendo parte de um grupo, dentro de Recursos Humanos, do qual fazem parte também, o Psicólogo e o Administrador As responsabilidades do Pedagogo Empresarial 1. Conhecer e encontrar as soluções práticas para as questões que envolvem a otimização da produtividade das pessoas humanas - o objetivo de toda Empresa. 2. Conhecer e trabalhar na direção dos objetivos particulares e sociais da Empresa onde trabalha. 3. Conduzir com atividades práticas, as pessoas que trabalham na Empresa - dirigentes e funcionários - na direção dos objetivos humanos, bem como os definidos pela Empresa. 4. Promover as condições e atividades práticas necessárias aos treinamentos, eventos, reuniões, festas, feiras, exposições, excursões, etc... no desenvolvimento integral das pessoas, influenciando-as positivamente (processo educativo), com o objetivo de otimizar a produtividade pessoal. 5. Aconselhar, de preferência por escrito, sobre as condutas mais eficazes das chefias para com os funcionários e destes para com as chefias, a fim de favorecer o desenvolvimento da produtividade empresarial. 6. Conduzir o relacionamento humano na Empresa, através de ações pedagógicas, que garantam a manutenção do ambiente positivo e agradável, estimulador da produtividade. È a capacidade de uma instituição de descobrir erros e corrigi-los, mudando a base de conhecimento e valores para que novas

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