Políticas de Desarmamento no Brasil: Considerações sobre o Conceito de Advocacy das Organizações da Sociedade Civil e Democracia Deliberativa

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1 Políticas de Desarmamento no Brasil: Considerações sobre o Conceito de Advocacy das Organizações da Sociedade Civil e Democracia Deliberativa Autoria: Gabriela de Brelàz, Mário Aquino Alves RESUMO Este artigo tem como objetivo trazer subsídios para o entendimento do que é o advocacy das organizações da sociedade civil, utilizando como exemplo o papel de advocacy do Instituto Sou da Paz (ISP) dentro de uma análise de democracia deliberativa. Com base em uma ampla revisão da literatura focada nas origens do conceito e do acompanhamento das atividades do ISP, busca-se compreender os conceitos de advocacy e lobbying assim como ilustrar o advocacy realizado por esta organização. Através das cinco estratégias propostas por Clark é feita uma análise das atividades de advocacy realizadas pelo ISP. Concluiu-se que as ações de advocacy das organizações da sociedade civil são importantes como formas de deliberação dentro de um contexto de democracia deliberativa. A democracia deliberativa pressupõe a deliberação por parte de cidadãos e governo de assuntos que são de interesse da população e acredita-se que o advocacy feito por ISP é parte deste processo de discussão, contribuindo e fortalecendo o processo democrático. Entretanto para que este processo seja de fato democrático, torna-se fundamental encontrar mecanismos que garantam a participação de organizações que sejam porta vozes do pluralismo da sociedade brasileira. 1

2 INTRODUÇÃO A violência por meio da utilização de armas de fogo é um problema crescente e que passou a ser tratado como um dos principais desafios do mundo no século XXI. Trata-se de uma questão de segurança, saúde pública e desenvolvimento social que deve ser enfrentada pelo Estado e pela sociedade civil (NEV/USP, 2004). No Brasil a violência chega a níveis alarmantes e supera países em Guerra Civil (WAISELFISZ, 2005). De acordo com o Ministério de Saúde Brasileiro, entre 1979 e 2003, mais de 550 mil pessoas morreram vítimas de disparos de arma de fogo. Neste período as vítimas de armas de fogo cresceram 461,8%, quando a população do país cresceu apenas 51,8%. As armas de fogo são responsáveis pela alta letalidade da violência, sendo assim, a estratégia do desarmamento no Brasil é providencial para mudar esta realidade. Diversas organizações da sociedade civil atuam a favor do desarmamento fazendo advocacy, desenvolvendo campanhas de comunicação e educação, projetos sociais em comunidades de risco, entre outros. O Instituto Sou da Paz (ISP), localizado em São Paulo, é uma organização da sociedade civil (OSC) referência nesta luta e tem como missão contribuir para fazer mais efetivas as políticas públicas de segurança e prevenção da violência, para que estas sejam eficazes e pautadas pelos valores da democracia, da justiça social e dos direitos humanos (ISP, 2006). A sua atuação em advocacy ao trazer a discussão da violência e a importância do desarmamento como política pública para a agenda do Estado e da sociedade, e a sua pressão para a obtenção do Estatuto do Desarmamento, foi de grande valor para a sociedade brasileira. Mas o que exatamente significa advocacy? O conceito de advocacy é amplo e permite diversas interpretações. A maior parte dos estudos científicos nesta área é realizada fora do Brasil, principalmente, nos Estados Unidos, país onde as organizações da sociedade civil possuem grande tradição em advocacy e lobbying (ANDREWS e EDWARDS, 2004, tradução nossa). Estes dois conceitos, advocacy e lobbying muitas vezes são empregados como sinônimos, mas possuem diferenças significativas. Por advocacy podemos entender o ato de identificar, adotar e promover uma causa. É um esforço para moldar a percepção pública ou conseguir alguma mudança seja através de mudanças na lei, mas não necessariamente. Lobbying é uma forma especifica de fazer advocacy e é focada em influenciar a legislação. (AVNER, 2002, tradução nossa). Sendo assim, lobbying pode ser entendido como parte da atividade de advocacy. O objetivo deste artigo é trazer subsídios para o entendimento do que é o advocacy das organizações da sociedade civil, utilizando como exemplo o papel de advocacy do Instituto Sou da Paz dentro de um contexto de democracia deliberativa. Será feita uma revisão da literatura a fim de conceitualizar o significado de advocacy das organizações da sociedade civil dentro de um modelo de democracia deliberativa e uma análise do papel de advocacy do ISP dentro da política do desarmamento. A democracia deliberativa pressupõe a deliberação por parte de cidadãos e governo de assuntos que são de interesse da população e acredita-se que o advocacy feito por ISP é parte deste processo de discussão, contribuindo e fortalecendo o processo democrático. SOBRE O MÉTODO Este estudo é baseado em revisão da literatura e acompanhamento das atividades do ISP durante o período que antecedeu o referendo e posteriormente. Em termos de revisão da literatura, vale a pena destacar a utilização de amplo referencial de literatura norte-americana devido à grande tradição das organizações da sociedade civil dos Estados Unidos em atividades de advocacy e lobbying e, consequentemente, da maior amplitude de estudos neste tema no país. Utilizaram-se também 2

3 dados referentes à violência e às políticas de desarmamentos amplamente divulgados por ocasião do referendo. Além disso, buscou-se trazer a discussão de democracia deliberativa, seus pontos positivos e negativos, interligando esta discussão ao papel de advocacy do ISP. Em termos de acompanhamento das atividades do ISP e outras organizações da sociedade civil atuantes durante a campanha do desarmamento, utilizaram-se notícias da mídia impressa dos dois jornais de maior circulação de São Paulo: o Estado de São Paulo e a Folha de São Paulo e também os boletins eletrônicos de autoria do ISP relatando as atividades da organização. Também foram utilizados como referencial os sites do ISP, Viva Rio, IANSA, entre outros. ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL E ADVOCACY Definir sociedade civil e as organizações nela presente é um tema complexo e que gera controvérsias. Encontram-se organizações com diferentes características como, por exemplo, organizações comunitárias, instituições filantrópicas, fundações empresarias, igrejas, organizações sociais, entre outras. O ponto de convergência entre as várias organizações que compõem o terceiro setor, aqui também denominadas organizações da sociedade civil, é o seu caráter privado e a sua orientação não econômica, ou seja, a ausência do lucro como finalidade central e o intuito de propiciar benefícios para toda a comunidade ou para grupos específicos da população. (TEODÓSIO, 2002). Jürgen Habermas (1996) ressalta que a esfera da sociedade civil foi redescoberta recentemente. O autor afirma que a sociedade civil envolve as conexões não governamentais e não econômicas e as organizações não voluntárias: A sociedade civil é composta de associações, organizações e movimentos que emergem mais ou menos espontaneamente e que concordam sobre como os problemas no nível societal ressoam nas esferas da vida privada e transmitem tais reações de forma amplificada para a esfera pública. O cerne da sociedade civil abrange uma rede de associações que institucionalizam discursos sobre a solução de problemas em questões de interesse geral dentro da estrutura das esferas públicas organizadas, [...], Emergindo mais ou menos da esfera privada, este público é feito de cidadãos que buscam interpretações aceitáveis para seus interesses sociais e experiências e que querem ter uma influência na opinião institucionalizada e na formação da decisão (HABERMAS, 1996, p. 367, tradução nossa). Cohen e Arato definem sociedade civil como a esfera de interação social entre a economia e o Estado, que inclui, acima de tudo, a esfera íntima (especialmente a família), a esfera de associação (especialmente as associações voluntárias), os movimentos sociais e as formas de comunicação pública (COHEN e ARATO, 1992, p. ix). Lester Salamon (2002), pesquisador responsável por aproximar as literaturas sobre sociedade civil e terceiro setor, considera os múltiplos papéis que organizações nãogovernamentais põem em prática na esfera pública como constitutivos de sua própria identidade. Os papéis identificados seriam: 1. Provisão de serviços: é a provisão de serviços como, por exemplo, saúde, educação, assistência social, habitação, entre outros; 2. Papel de advocacy: é o papel de identificar problemas ainda não atendidos e chamar a atenção pública através da proteção dos direitos humanos e dando voz a uma ampla variedade de interesses e preocupações sociais, políticas, ambientais, étnicas e comunitárias. Alguns exemplos deste tipo de atuação são os movimentos a favor do sufrágio universal, dos direitos civis, direitos das mulheres, direitos gays, entre outros. Para o autor, através desta função o terceiro setor tem funcionado como uma válvula de controle social permitindo às minorias trazer suas reivindicações para uma opinião 3

4 pública mais ampla e exigir melhorias. Salamon também ressalta que a função de advocacy é mais importante para a saúde social de uma nação do que a função provedora de serviços também realizada pelo setor; 3. Função Expressiva: são veículos para a expressão de uma variedade de características artísticas, culturais, religiosas, étnicas e sociais da sociedade contribuindo para um maior pluralismo e representatividade de seus membros; 4. Construção da comunidade: são importantes na construção do capital social que são os laços de confiança e reciprocidade fundamentais para o funcionamento eficiente da democracia e da economia de mercado i ; 5. Guardiões de valor : ajudam a criar e sustentar um importante valor que é a iniciativa individual para fins públicos, unindo dois princípios considerados em um primeiro momento contraditórios: individualismo (o princípio de que as pessoas devem ter a liberdade de agir em assuntos que as afetam) e solidariedade (a noção de que as pessoas têm responsabilidades não apenas com si mesmas, mas também com os demais indivíduos e com a comunidade da qual fazem parte) (SALAMON, 2002, tradução nossa). De acordo com Van Tuijl, as organizações não governamentais (ONGs) podem ser definidas como operacionais e como de advocacy. As organizações operacionais são aquelas tipicamente provedoras de serviços como, por exemplo, educação, saúde, entre outros. Já organizações de advocacy, são aquelas que trabalham, primeiramente, nos corredores dos órgãos governamentais fazendo lobbying e as organizações internacionais (VAN TUIJL, 1999). Entretanto, muitas das organizações que fazem advocacy trabalham também de forma operacional, sendo assim, este conceito deve ser analisado de forma não normativa, ou seja, sem excluir a possibilidade de ambas as formas de atuação simultaneamente. Mas o que significa advocacy? Advocacy é um conceito, assim como terceiro setor, que envolve um conjunto de significados e não há um único conceito definido sobre o que são organizações de advocacy. (ANDREWS e EDWARDS, 2004, tradução nossa). Nasce da experiência de democracia norte-americana e não tem tradução exata em português. De acordo com o dicionário Michaelis, a tradução de advocacy para o português é: advocacia, advocatura, proteção, defesa, amparo. In advocacy of, em defesa de. Entretanto, a palavra advocacia não tem imbuída em si a mesma força e os mesmo significados da palavra em inglês. Nos Estados Unidos, advocacy é uma função vital e tradicional de muitas organizações da sociedade civil. Em sua obra Democracia na América, Tocqueville, a partir da observação dos hábitos, costumes e valores relacionados com as instituições sociais e políticas dos Estados Unidos já chamava a atenção para o grande poder associativo do povo americano e como este contribuiu para o desenvolvimento de uma sociedade democrática e liberal: Americanos de todas as idades, condições e aptidões se unem. Eles não iniciam apenas associações comerciais e industriais, às quais todos pertencem, mas fazem parte também de milhares de outros tipos de associações religiosas, morais, sérias, fúteis, abrangentes ou específicas, pequenas ou grandes, [...], o país mais democrático no mundo é aquele em que os homens aperfeiçoaram a arte de conseguir atingir em conjunto seus desejos comuns e aplicaram esta técnica para o maior número de objetivos. (TOCQUEVILLE, 2003, p. 596, tradução nossa). Para Márcia Avner, advocacy envolve identificar, adotar e promover uma causa. É um esforço para moldar a percepção pública ou conseguir alguma mudança seja esta através de lei ou não (AVNER, 2002, tradução nossa). De acordo com J. Craig Jenkins, advocacy em 4

5 políticas públicas é uma forma especifica de advocacy que busca influenciar a decisão de qualquer elite institucional a favor de um interesse coletivo (JENKINS, 1987, tradução nossa). Advocacy pode ser para indivíduos, para populações especificas ou causas, para o próprio interesse de uma organização ou setor ou para amplos benefícios de interesse público (BORIS e KREHELY, 2003, tradução nossa). Andrews e Edwards definem organizações de advocacy como aquelas que fazem reivindicações através da promoção ou da resistência a determinadas mudanças sociais que, se implementadas, iriam conflitar com os interesses e valores sociais, culturais, políticos ou econômicos de determinados grupos" (ANDREWS e EDWARD, 2004, tradução nossa). O racional oferecido por muitos indivíduos que realizam advocacy é que eles representam os interesses coletivos do público em geral, em oposição aos interesses econômicos específicos de alguns segmentos da sociedade. Sendo assim, o advocacy realizado pelas organizações do terceiro setor está comprometido com o interesse público. Desta forma, este tipo de advocacy é uma forma de contraposição aos interesses econômicos privados de outros grupos. (JENKINS, 1987). As ações básicas de advocacy são relacionadas à criação ou alteração das leis, monitoramento do poder legislativo, elaboração e implementação de orçamento, avaliação dos processos administrativos, entre outros. Esta atuação, na prática, se dá através de reuniões com lideranças parlamentares, audiências públicas, tribunas populares, reuniões de orçamento participativo, reuniões de secretarias municipais e estaduais entre outras. Estes encontros permitem às organizações da sociedade civil debater questões sociais, reivindicar leis, propor mudanças e acompanhar as etapas da resolução do problema diagnosticado. Estas organizações também podem ser analisadas sob a ótica de grupos de interesse, definidos de forma ampla como associações voluntárias independentes do sistema político que buscam influenciar o governo (BURSTEIN, 1998; WALKER, 1991; WILSON, 1973 em ANDREWS e EDWARD, 2004, tradução nossa). Berry denomina grupo de interesse aquele que busca o bem coletivo, e atingir este não significa atingir o beneficio próprio dos membros e ativistas da organização. (BERRY, 1977). Vale a pena ressaltar que é importante compreender o papel destas organizações não apenas como grupos de interesse isolados, mas através do Advocacy Coalition Framework que avalia estas organizações como parte de uma coalizão que é um conjunto de organizações governamentais e privadas que tem crenças em comum sobre políticas públicas e que buscam realizar seus objetivos influenciando o comportamento de várias instituições governamentais (SABATIER e JENKINS-SMITH, 1993, tradução nossa). O que significa lobbying? Dentro do contexto de advocacy surge o ato de fazer lobby. No caso brasileiro, os conceitos de advocacy e lobbying não são claros e são muitas vezes utilizados como sinônimos. Lobbying é uma forma especifica de advocacy feito com o intuito de influenciar políticas públicas (AVNER, 2001; BERRY, 1977; BORIS e KREHELY, 2003, tradução nossa). De acordo com o dicionário Houaiss de Língua Portuguesa, lobby significa atividade de pressão de um grupo organizado (de interesse, de propaganda etc.) sobre políticos e poderes públicos, que visa exercer sobre estes qualquer influência ao seu alcance, mas sem buscar o controle formal do governo; campanha, lobismo" (DICIONÁRIO HOUAISS, 2006). A palavra lobby tem sua origem na Inglaterra, [...], O uso moderno da palavra, contudo, remonta aos Estados Unidos do século XIX, [...], os caçadores de privilégio eram chamados de lobby agents, ou agentes de saguão. Três anos depois o termo era abreviado para lobbyists e, em Washington, era empregado com freqüência, mas como uma expressão de 5

6 desdém. De lá para cá, o termo pegou passando a ser empregado não só na Inglaterra e nos Estados Unidos, como na maior parte das democracias (PEREIRA RODRIGUES, 2000, p.5). A discussão de lobbying no Brasil é complexa, pois não há estudos mais aprofundados sobre o tema (ARAGÃO, 1994; RODRIGUES, 1982; TOLEDO, 1985 em OLIVEIRA, 2005) e existe um enorme desconhecimento sobre a atividade e um estigma de marginalidade, que aliado à falta de informações confiáveis, desencorajam pesquisadores e contribuem para manter este estudo em uma espécie de limbo teórico (OLIVEIRA, 2005). Lobbying em muitos casos é utilizado como sinônimo de pressão, tráfico de influência ou corrupção sendo visto, geralmente, como prática exclusiva de grupos de interesse, como grandes corporações que utilizam seu poder econômico para atingir determinados objetivos. Entretanto, esta visão é equivocada, pois existem atividades de lobby que são realizadas no país sem a violação das leis. (OLIVEIRA, 2005; PEREIRA RODRIGUES, 2000; MANCUSO, 2004). Para Pereira Rodrigues, nenhuma atividade de lobbying poderia ser mais legítima do que a exercida por grupos organizados da sociedade civil, pois se trata de uma pressão feita de baixo para cima, do cidadão para o governante, em prol de uma causa comum ou bem público (PEREIRA RODRIGUES, 2000). Mancuso também afirma que não é necessário erradicar a ação de lobby que não agride as leis do país, O lobby que obedece as leis é uma modalidade de ação que inclusive pode ser útil para o aprimoramento da qualidade das decisões políticas, ao trazer o ponto de vista de diferentes atores sociais para o interior do processo decisório" (MANCUSO, 2005). Ao fazer um comparativo deste tipo de atividade nos Estados Unidos e no Brasil vemos que no primeiro, lobbying é uma atividade legalizada e regulamentada através do Lobbying Disclosure Act, aprovado pelo Congresso em 1946 e reformado em 1995 (GROBMAN, 2004) e no Brasil isto não ocorre. Um projeto de lei que regulamenta a atividade de lobbying foi proposto em 1989 pelo então Senador Marco Maciel com o objetivo de regulamentar esta atividade, mas há 16 anos, desde 1990, está paralisado na Câmara dos Deputados. Cientistas políticos e cientistas sociais norte-americanos divergem sobre os benefícios do advocacy e do lobbying realizado por organizações do terceiro setor. Por um lado ressaltam o papel destas organizações como atores relevantes no fortalecimento do processo democrático e no fortalecimento das características cívicas por parte dos cidadãos (BERRY, 1977; EISENBERG, 2004). Por outro lado, acadêmicos avaliam a legitimidade e representatividade destas organizações que supostamente fazem advocacy pelos interesses da maioria. Quais são estes interesses? Quem os define? Quem representa estas organizações? (BORIS e KREHELY, 2003, tradução nossa). Desde sua independência, os Estados Unidos se caracterizou por ter uma sociedade civil ativa, que se destacou por proteger e defender seus direitos, ou seja, que se caracterizou por fazer advocacy. Entretanto, Theda Skocpol, co-autora do livro Civic Engagement and American Democracy junto a Morris Fiorina, afirma que nas últimas décadas ocorreram mudanças significativas no padrão de engajamento cívico por parte dos cidadãos norteamericanos e, conseqüentemente, na democracia. Os cidadãos estão cada vez menos envolvidos em moldar os assuntos de interesse geral, diminuindo seu poder sobre os líderes e as instituições. Para a autora, uma sociedade civil democrática é aquela onde indivíduos e grupos sociais influenciam o governo e a vida pública (FIORINA e SKOCPOL, 1999, tradução nossa). Fiorina analisa o lado negativo do engajamento cívico e do advocacy e afirma que a diminuição do engajamento cívico identificada nos últimos anos nos Estados Unidos pode não ser algo negativo, muito pelo contrário. Muitas vezes as pessoas e organizações que aproveitam a oportunidade de participar no processo político não são representantes da maioria da população. Ou seja, quando o engajamento é feito por uma minoria de pontos de 6

7 vista surgem, obviamente, problemas de representatividade. Esta participação deve ser representativa de uma maioria e não de alguns grupos minoritários. Sendo assim, é possível identificar um conflito entre engajamento cívico e democracia representativa (FIORINA e SKOCPOL, 1999, tradução nossa). Para Boris e Krehely as mudanças na realidade cívica, política, econômica e social, adicionadas às novas tecnologias desenvolvidas na ultima década, resultaram em novas formas das organizações fazerem advocacy e dos cidadãos participarem no processo político. O beneficio social destas novas formas de advocacy e participação cívica pode ser debatido, mas sua influência é inquestionável e merece pesquisas futuras (BORIS e KREHELY, 2003, tradução nossa). Se por um lado o processo de advocacy por parte das organizações do terceiro setor estimula e fortalece o processo deliberativo, ou seja, a discussão dos cidadãos envolvidos na esfera pública, por outro lado pode servir para a representação de interesses de uma minoria, que não necessariamente representam os interesses de uma sociedade pluralista. Estratégias de Advocacy Em termos de estratégias de advocacy, utilizamos como referencial os cinco pontos propostos por Clark. Para o autor, estes pontos são fundamentais, devendo ser levados em consideração no planejamento de advocacy e lobbying eficientes: 1)Equilibrar a análise macro com a experiência: um bom conhecimento dos estudos acadêmicos e de agências internacionais na área de lobbying e advocacy é importante, mas a ONG deve estar confiante no uso de sua própria experiência. Mesmo que a observação da realidade não esteja de acordo com a teoria, neste caso deve-se priorizar a observação da realidade; 2) Escolher o assunto com cuidado: o foco da campanha deve ser genuinamente, importante, deve ser suportado por parceiros, deve surgir da experiência da ONG e deve ser um assunto no qual a ONG é vista como autoridade. Além disso, é fundamental ter objetivos claros de políticas públicas que sejam consideradas boas políticas públicas assim como definir objetivos intermediários; 3) Utilizar análises: deve-se usar as análises de autoridades, recrutar e convencer aliados para a causa (ex: envolver acadêmicos respeitados em reuniões com gestores e formuladores de políticas púbicas). É importante garantir que todos os estudos e relatórios estão com os dados corretos e possuem prescrições e conclusões sobre as melhores soluções e que estas tenham sido amplamente analisadas e debatidas. É muito comum gastar meses pesquisando e escrevendo um relatório onde as recomendações são muito frágeis e sem muito conteúdo. Isso pode ser muito prejudicial, pois a maior parte dos leitores dá mais atenção às recomendações que às análises; 4) Gerar / Estimular apoio público: independente de quão bem trabalhado e argumentado um caso, os tomadores de decisão no âmbito das políticas públicas podem não ser persuadidos à mudar a política em questão pois eles podem não ter isso como uma prioridade dentro se sua agenda política. Sendo assim, um passo fundamental é a mobilização de apoio público. Deve-se buscar o apoio da mídia e dos formadores de opinião neste momento e também deve-se planejar cuidadosamente uma estratégia de comunicação. No caso de campanhas públicas, é importante decidir o tom a ser adotado assim como momentos / marcos a serem utilizadas (ex: reuniões oficiais, atos públicos planejados); 5) Buscar poder: identificar quem são os tomadores de decisão chave ou as pessoas de influência e trabalhar estrategicamente para conseguir reuniões com essas pessoas. Convidar acadêmicos respeitados e outras autoridades para fazerem parte dessas 7

8 reuniões e darem suporte à causa e à sua argumentação. Fazer anotações claras sobre os pontos acordados e os avanços nas reuniões e após os encontros enviar cartas de follow up, solicitando relatórios de acompanhamento ou uma nova reunião. O objetivo neste caso é reconhecer oficialmente que a ONG se tornou uma das partes nas negociações (CLARK, 1993, tradução nossa). POLÍTICAS DE DESARMAMENTO NO BRASIL Atualmente, a violência é vista como um importante problema de saúde pública a nível global. No Brasil, assim como em outros países do mundo, a violência sempre foi tratada como um problema exclusivo de segurança pública, cujas respostas e enfrentamentos encontram lugar nas instituições policiais e judiciárias. Entretanto, esta visão mostra-se relativamente arcaica e incapaz de resolver os problemas que afligem o país. Sendo assim, torna-se necessário propor medidas preventivas multisetoriais que incluem o setor da saúde. Sendo assim, é necessário compreender a violência a partir de determinantes sociais, conhecer a sua freqüência e distribuição em grupos populacionais, identificar fatores de risco, propor medidas preventivas, avaliar e monitorar as ações (NEV/USP, 2004). Os registros do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde) permitem verificar que, entre 1979 e 2003, mais de 550 mil pessoas morreram no Brasil vítimas de algum tipo de arma de fogo, num ritmo crescente e constante ao longo do tempo. Em 2003, este número foi de cerca de pessoas mortas por armas de fogo mortes por dia - fazendo com que o país tivesse o segundo maior número de homicídios por arma de fogo por ano no mundo, de acordo com as Nações Unidas, De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o Brasil, sem conflitos religiosos ou étnicos, de cor ou de raça, sem disputas territoriais ou de fronteiras, sem guerra civil ou enfrentamentos políticos levados ao plano da luta armada, consegue exterminar mais cidadãos pelo uso de armas de fogo do que muitos dos conflitos armados contemporâneos, como a guerra da Chechênia, a do Golfo, as guerrilhas colombianas ou a guerra de libertação de Angola e Moçambique. Nesses 24 anos, as vítimas de armas de fogo cresceram 461,8%, quando a população do país cresceu 51,8%. Mas todo esse crescimento, que engloba situações diferentes, foi puxado pelos homicídios com armas de fogo, que cresceram 542,7% no período, enquanto os suicídios com armas de fogo cresceram 75% e as mortes por acidentes com armas caíram 16,1%. Das 550 mil mortes por armas de fogo, , isto é, 44,1%, foram jovens na faixa de 15 a 24 anos (WAISELFISZ, 2005). A população jovem é a mais atingida, em cada três jovens que morrem no Brasil, um é vitima por arma de fogo, tornando-se esta a principal causa de morte dos jovens brasileiros, distante do segundo fator, os acidentes de transporte. No período entre 1991 e 2000, a taxa de mortalidade por homicídio aumentou 48% na população jovem (15 a 24 anos), enquanto na população total o crescimento foi de 29,4%. Estudos demonstram a existência de uma relação entre indicadores de desenvolvimento socioeconômico e distribuição de mortes por homicídio. De acordo com Barata (2002), pessoas que vivem em áreas com condições socioeconômicas mais precárias apresentam maiores riscos de morte por homicídio. Para a autora, as desigualdades de renda criam condições que propiciam conflitos e levam à alienação social. Além disso, quanto maiores as disparidades na distribuição de renda, menores os investimentos em áreas sociais tais como saúde, educação e desenvolvimento humano (BARATA, 2002). Acredita-se que uma das formas de diminuir os índices de morbidade/mortalidade por lesões intencionais (violência) seria diminuindo o acesso das pessoas ao principal instrumento utilizado para tal no país: as armas de fogo. Elas aparecem como responsáveis pelas mortes em 67,4% nas Declarações de Óbito e 88,6% nos laudos de necropsia (GAWRYSZEWSKI, 8

9 KAHN & MELLO JORGE, 2005). O mau uso de armas pequenas aumenta a letalidade de desentendimentos comuns, disputas domésticas, e crimes violentos no Brasil e no mundo. Para reduzir os índices de morbi-mortalidade por armas de fogo no Brasil era necessário criar uma legislação focada neste problema. Sendo assim, em de 2003 foi sancionado o Estatuto do Desarmamento, um conjunto de medidas direcionadas à proteção de um bem jurídico especial a segurança coletiva - que foi alcançado depois de intensa mobilização da sociedade civil, onde se destacou o papel do Instituto Sou da Paz. É uma lei que especifica e regula a circulação de armas, acessórios e munições e leva a um aumento da fiscalização sobre a produção, venda e exportação. Baseia-se na: 1) diminuição do atual estoque de armas, por meio de campanhas de desarmamento em todo o país; e na (2) contenção do crescimento do estoque de armas disponíveis, por meio da restrição ao comércio de armas no País. Em relação à restrição do comércio de armas, último item previsto no Estatuto, este item foi definido através da realização de um referendo (voto popular), em outubro de 2005 e o resultado foi negativo à proibição, ou seja, 63,9% da população votaram contra esta medida. No geral, o estatuto é considerado uma legislação avançada, se comparada a de outros países. Entretanto, mostra-se insuficiente diante da gravidade do problema causado pelo grande estoque de armas ilegais, principalmente as nacionais e de baixo calibre, responsáveis por em grande parte dos crimes e por isso, atuar sobre o estoque ilegal mostra-se fundamental para qualquer forma de controle (BUENO, 2004). Apesar do resultado negativo em relação a uma importante estratégia de combate a violência por armas de fogo, é importante refletir sobre o significado desta iniciativa já que foi a primeira vez que um país decidiu através de um referendo parte de sua política de controle de armas e foi a primeira vez que se fez um referendo sobre esse tema no mundo. O papel do ISP dentro do processo de construção do Estatuto do Desarmamento e, posteriormente, na campanha eleitoral do referendo, é um claro exemplo de advocacy das organizações da sociedade civil, tornando-se um importante ator dentro do processo da política do desarmamento. A violência é um problema social, com dimensões relacionadas à segurança, à saúde e ao desenvolvimento social, que deve, portanto, ser enfrentado por diversos setores da sociedade e do Estado (NEV/USP, 2004, p.7). O INSTITUTO SOU DA PAZ E O SEU PAPEL DE ADVOCACY A Campanha Sou da Paz pelo Desarmamento nasceu em 1997, fundada por estudantes universitários preocupados com o crescimento da violência urbana e teve como objetivo chamar a atenção da população para a necessidade de combater as armas de fogo, tema ignorado pela maior parte da sociedade brasileira. Em poucos meses, a Campanha Sou da Paz, com amplo apoio de campanha de comunicação, recolheu mais de 3500 armas, despertando uma mobilização coletiva para o enfrentamento da violência. Em 1999, nasceu o Instituto Sou da Paz, uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), com sede em São Paulo, criada e gerida para multiplicar as atividades desenvolvidas pela Campanha desde 1997, tendo como missão contribuir para a efetivação no Brasil de políticas públicas de segurança e prevenção da violência que sejam eficazes e pautadas pelos valores da democracia, da justiça social e dos direitos humanos (ISP, 2006). Para isso, o ISP busca mobilizar a sociedade e o Estado, e ao mesmo tempo desenvolver e implementar propostas inovadoras de intervenção social. A organização baseia a sua atuação em: 1) Mobilização: para influenciar políticas públicas na área de segurança, o ISP dialoga com os legisladores, responsáveis pela formulação de leis, com a sociedade civil e com a opinião pública. Um exemplo deste diálogo com o governo foi a participação do instituto no processo de formulação do estatuto do desarmamento onde acompanhou e 9

10 participou na formulação deste, monitorando medidas e ações do governo legislativo e executivo. Além disso, para tornar a causa conhecida e chamar a atenção da opinião e da agenda pública, busca ocupar o espaço de debate público participando de entrevistas e debates em diversos veículos de comunicação; realizando campanhas e eventos de conscientização da sociedade como palestras e campanhas de comunicação e materiais educativos. 2) Intervenção: A estratégia de intervenção do ISP foca a educação para a paz e, conseqüentemente, a redução da violência. São desenvolvidos projetos que apontam para possibilidades de resolução do problema da violência e os conflitos que advêm daí, sem que seja necessário o uso abusivo da força como, por exemplo: projetos de promoção da cidadania para criar e fortalecer as oportunidades de participação democráticas e estabelecer novas formas de diálogo entre diversos atores sociais e projetos de justiça e segurança pública envolvendo a polícia, o poder judiciário e o sistema carcerário. O grande objetivo destes projetos é que uma vez demonstrada a sua eficiência, eles sirvam de modelo para que o governo os replique como políticas públicas. Se considerarmos os significados de advocacy, previamente, mencionado, desde o seu surgimento como campanha de mobilização, o ISP já era um grupo de advocacy, pois já tinha como estratégia chamar a atenção da sociedade sobre um grave problema e buscar mudanças na opinião pública, ou seja, nasceu claramente como uma organização de advocacy. A causa adotada claramente foi a luta contra a violência com foco no combate às armas de fogo. No início, buscou chamar a atenção para o problema e também a mobilização da sociedade (recolhimento de armas), mas, posteriormente, a organização passou a buscar uma mudança na lei, ou seja, dentro de sua estratégia de advocacy, também fazia lobbying o qual se concretizou com a criação do Estatuto do Desarmamento. A organização também possui atividades operacionais como, por exemplo, os projetos de educação para a paz onde se destaca o trabalho realizado no Jardim Ângela até 2004 e, posteriormente, em Brasilândia e Diadema. Como mencionado anteriormente, em muitos casos diversas organizações atuam em forma de coalizões com outras organizações da sociedade civil e atores governamentais. O ISP atua em conjunto com outras organizações formando o grupo de interesse pró-controle como, por exemplo, o Viva Rio e algumas bancadas de poder legislativo. Para Bueno, o papel que as organizações pró-controle como, por exemplo, Viva Rio e ISP tiveram no processo de concretização do estatuto do desarmamento e posteriormente durante a campanha do referendo foi crucial e representa o que é o papel de advocacy de uma organização da sociedade civil. Por outro lado, o grupo pró-armas tem uma força politicamente superior e conta com o forte apoio da iniciativa privada (indústria armamentista, companhias de segurança, entre outros) o que lhe garante também uma grande força financeira (BUENO, 2004). Estratégias de advocacy e a atuação do Instituto Sou da Paz De acordo com os cinco pontos propostos por Clark, podemos observar a seguinte relação com as atividades do ISP. 1)Equilibrar a análise macro com a experiência: O ISP conta com um quadro de funcionários e conselheiros de ampla experiência e acesso a estudos acadêmicos e especialistas do assunto. Além disso, sua forma de atuação em rede (por exemplo, no IANSA International Action Network on Small Arms) lhes permite ter contato com outras organizações brasileiras e internacionais, contribuindo para um melhor conhecimento sobre a questão da violência e sobre diferentes práticas e políticas públicas. 10

11 Entretanto, esta forte intelectualização por parte do ISP não a distancia da realidade, pois desenvolve inúmeros projetos em comunidades de São Paulo. Por exemplo, vale a pena destacar o Plano Municipal de Segurança Urbana de Diadema desenvolvido pelo ISP em parceria com a Prefeitura de Diadema e que contou com um processo de consulta pública, onde a população foi convidada a debater os compromissos, desafios e ações que compuseram o documento, oferecendo suas próprias sugestões e críticas (ISP, 2006). Este forte contato com a comunidade permite analisar em profundidade as características próprias da violência brasileira, o que é fundamental para a definição da estratégia de atuação e, principalmente, a definição de políticas públicas que sejam eficazes no combate à violência e à criminalidade. 2) Escolher o assunto com cuidado: O tempo de atuação do ISP, fundado em 1997, lhes propiciou um grande conhecimento sobre a temática da violência assim como legitimidade sobre o assunto. É uma das organizações mais conhecidas de combate à violência no Brasil e o trabalho que desenvolve é referência para outras cidades e inclusive para outros países, sendo voltado para as comunidades de baixa renda, as grandes prejudicadas pelo crescimento da onda de violência no Brasil. Escolher o combate às armas como foco da campanha contra a violência foi essencial para sua estratégia de advocacy. Além disso, alguns projetos desenvolvidos pela organização trouxeram resultados positivos, como foi o caso o do projeto no Jardim Ângela que conseguiu trazer uma melhoria significativa nos índices de violência da região. 3) Utilizar análises: Apesar de o ISP contar com um amplo apoio acadêmico para a realização de estudos e relatórios é importante fazer uma análise mais minuciosa desta questão, principalmente no período que antecedeu o referendo. Três meses antes da consulta pública sobre a comercialização de armas e munições, uma pesquisa do Instituto Datafolha identificou que 80% dos respondentes eram a favor da proibição de armas no Brasil, 17% era contra a proibição e 3% não sabia. Neste mesmo período, em 1º de agosto de 2005, foi dado o início oficial à campanha do referendo onde ambos os lados, o contrário à proibição (pró armas - frente Pelo Direito à Legítima Defesa) e o favorável à proibição (pró controle - frente Brasil sem Armas) poderiam fazer sua propaganda eleitoral, comícios, distribuição de folhetos, camisetas, entre outros. No caso da frente pró-controle, além de organizações como o ISP, Viva Rio e grupos da esfera política, houve também o apoio de artistas, movimentos feministas, movimentos sindicais, patronais e sociais, e de outras organizações da sociedade civil. No caso da frente pró-armas houve um intenso apoio do lobby da bala, formado, principalmente, por fabricantes de armas e munições, empresas de segurança, sindicatos de delegados, e outras organizações da sociedade civil que defendem o direito à defesa, entre outros. O resultado do referendo onde 63,9% dos votos foram contra a proibição de armas de fogo e munição no Brasil significou uma grande mudança na previsão até então e este resultado, entre outros motivos, foi uma grande conseqüência da campanha realizada por ambas as frentes e os argumentos por elas desenvolvidos. Para entender os motivos da derrota da Campanha a favor da Lei do Desarmamento o Instituto de Estudos da Religião (Iser) desenvolveu o documento Referendo, do Sim ao Não: Uma experiência da democracia brasileira. Neste, Maria Aparecida Rezende Mota entrevistou os principais protagonistas da campanha em busca de explicações para a derrota. Os 10 entrevistados colocaram como uma das principais razões para a derrota a propaganda eleitoral ineficaz (argumentos fracos) do sim e a competente propaganda eleitoral do não (contrária a proibição da comercialização) e isto ocorreu, principalmente, devido à falta de estratégia do grupo pró controle. A verdade, afirmou Rubem César Fernandes [presidente da organização Viva Rio), na entrevista, é que não tínhamos uma estratégia específica para a campanha do referendo. Isto, porque vínhamos de uma história de 11

12 campanhas muito bem sucedidas e imaginamos o referendo como o clímax dessas campanhas... André Porto considerou, do ponto de vista publicitário, a campanha do Não, mil vezes melhor do que a campanha do Sim e que o fator decisivo foi que eles foram muito sagazes em colar, com super-bonder, o referendo ao governo. Mariana Montoro [diretora de Comunicação do ISP] seguiu a mesma linha de argumentação quando avaliou que os responsáveis pela campanha eleitoral do Não, justamente por conta do cenário anterior que lhes dava uma derrota horrível, fizeram a lição de casa muito bem feita: investiram muito em pesquisa para descobrir o que as pessoas pensavam. Foi assim que ganharam, concluiu. A campanha do Sim, por outro lado, segundo ela, se perdeu um pouco na falsa certeza da vitória; com 80% das intenções de voto contra as armas, não era preciso se preocupar tanto (REZENDE MOTA em ISER, 2006). Entre os entrevistados, é unânime a conclusão de que o grupo pró controle carecia de uma estratégia clara e definida, fruto de análises e debates, por exemplo, conforme citado por Clark. Desta forma percebemos um erro de estratégia não do ISP e demais organizações do grupo pró controle que acabou sendo um fator decisivo no resultado do referendo e, consequentemente, em toda a luta de combate à violência no Brasil. Outro agravante para a estratégia eleitoral foi a desigualdade de recursos que trouxe conseqüências muito negativas para o grupo pró-controle. A legislação eleitoral regulamentada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu doações de entidades ou associações que recebessem recursos do exterior ou tivessem benefícios decorrentes da lei. A maior parte das organizações da sociedade civil do grupo pró-controle encontravam-se nesta condição, sendo então impossibilitadas de doar recursos para a propaganda eleitoral. A resolução permitiu claramente a doação de pessoas jurídicas como, por exemplo, a indústria de armas, empresas de segurança, entre outras, fortalecendo o grupo pró armas. Rubem César Fernandes também percebeu que as regras eram absurdas para um referendo, porque inibiam a participação da sociedade. Segundo ele, referendo é uma situação para a sociedade se pronunciar, mas, as normas eleitorais, ao contrário disso, supunham que o Sim era um partido e o Não, outro partido. Portanto, a Justiça Eleitoral tratou, equivocadamente, o referendo, como uma eleição [...], De acordo com Hélio Parente não se pode fazer uma consulta popular sobre determinado assunto que afeta a vida das pessoas, em um tema tão delicado como o da segurança pública, afastando os movimentos sociais brasileiros, afastando as organizações não governamentais e, por outro lado, permitindo que os estabelecimentos comerciais, as empresas privadas, pudessem fazer o que quisessem, doar, colocar adesivos e faixas, publicar matéria em jornal etc. Então, o pleito ficou desequilibrado. Quando você desequilibra uma eleição, você acaba com ela. 4) Gerar / Estimular apoio público: Esta estratégia foi amplamente utilizada pelo ISP através de sua forte atuação em conhecidos atos públicos como, por exemplo, passeatas em prol da Paz com ampla difusão pela mídia e telenovelas, atos públicos de sensibilização com milhares de pares de sapatos de vítimas da violência e o recolhimento e destruição de armas. Entretanto, uma intensa crítica à estratégia do Sim foi a utilização de atores globais esquecendo que o público só vê o artista como o personagem, sendo necessário o depoimento de pessoas reais que de fato sofriam com o problema da violência no dia a dia (ARIOVALDO RAMOS em ISER, 2006). 5) Buscar poder: Esta estratégia também foi trabalhada pelo ISP ao estabelecer desde o início de sua atuação na construção e efetivação do Estatuto do Desarmamento, contato com atores chave no poder executivo e legislativo. Mariana Montoro, diretora de comunicação do ISP, em sua 12

13 entrevista ao ISER, destacou a importância de abastecer os deputados e senadores de informações e pesquisas: Criamos o Sou da Paz no Legislativo, um boletim que trazia alguns dados relevantes [...] Muitos deputados se referiam aos dados que estavam lá, aos números [...] Ele também nos ajudava a chegar aos deputados e aos senadores. Tinha toda uma linguagem adequada, com os projetos de lei, os dados que importavam mais, na esfera federal. Acho que deu muito certo e recomendo esse tipo de instrumento para qualquer organização que queira influenciar o Legislativo (MONTORO em ISER, 2006). Além disso, reuniões com o Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, reuniões com parlamentares e o fortíssimo apoio do Presidente do Senado Federal, Renan Calheiros possibilitou a confluência de forças em prol do desarmamento e fortaleceu o grupo pró controle. Entretanto uma das grandes críticas de três dos dez entrevistados pelo ISER foi o otimismo com bases falsas de lideranças da sociedade civil. Este otimismo de que já estava tudo ganho em face dos resultados favoráveis das pesquisas levou algumas lideranças abandonarem seu papel de advocacy, a abandonarem o barco, levando a um resultado negativo no referendo. ADVOCACY E DEMOCRACIA DELIBERATIVA Qual é a real importância do advocacy feito pelas organizações da sociedade civil? Quais os conseqüências positivas e negativas para a democracia? Qual é o seu papel dentro de um contexto de democracia deliberativa? De acordo com Habermas, as organizações da sociedade civil são parte da esfera pública, rede onde se comunicam informações e pontos de vista ii e têm um papel importante na construção de uma democracia deliberativa. Este tipo de democracia pressupõe um processo de discussão entre cidadãos e seus líderes de assuntos de interesse da população como, por exemplo, leis e políticas públicas. Defende-se a idéia de um governo onde se podem fazer argumentos, ouvir, e dialogar, permitindo a criação das leis através de um processo democrático legítimo. Entretanto, é importante ressaltar que não são os cidadãos que tomam as decisões, estas são tomadas pelo processo político institucionalizado, mas os cidadãos participam do processo de discussão que leva à tomada de decisão (HABERMAS, 1996, tradução nossa). Cohen e Arato reforçam a questão do espaço público e a participação de associações da sociedade civil como a característica dos novos movimentos sociais. Sendo assim, espaços públicos, instituições sociais (imprensa, comunicação de massa), direitos (de se associar, de falar, de reunir), instituições políticas representativas e um sistema legal autônomo, todos eles são alvo de movimentos sociais buscando influenciar políticas ou iniciar mudanças" (COHEN e ARATO, 1992, tradução nossa). Dryzek ressalta que a legitimidade democrática passou a ser vista, a partir da década de 90, como a habilidade ou oportunidade de participar de uma efetiva deliberação daqueles que estão sujeitos a decisões coletivas. Sendo assim, deliberação como um processo social distingue-se de outras formas de comunicação no sentido de que aqueles que deliberam são receptíveis a mudar seus julgamentos, preferências e pontos de vista durante o decorrer de sua interação e que ira envolver persuasão ao invés de coerção, manipulação ou manobras não éticas. Desta forma, o controle democrático passa a ser exercido de fato por cidadãos competentes e não é mais apenas um controle simbólico (DRYZEK, 2000, tradução nossa). O processo de conversações deliberativas não é apenas o processo de discutir, argumentar a fim de convencer a outra parte de um determinado ponto de vista, mas envolve também a barganha, que é uma troca de ameaças e promessas (ELSTER, 1998). Entretanto, é possível ter um processo deliberativo bem sucedido se este for baseado na argumentação e na discussão. Gambeta chama a atenção para os pontos negativos do processo deliberativo 13

14 como, por exemplo, a cooptação de partes mais fracas e a manipulação de informações por lobbies. Entretanto, o autor acredita que o processo deliberativo traz mais pontos positivos do que negativos para a qualidade e legitimidade das decisões como, por exemplo: 1) novas e melhores soluções para diferentes problemas; 2) resultados mais justos, pois protege grupos mais fracos; 3) diluição de interesses individuais; 4) decisões mais legítimas, inclusive para as minorias. (GAMBETA em ELSTER, 1998, tradução nossa). Leonardo Avritzer ao estudar a América Latina, propõe uma concepção que une o surgimento da democracia política à formação de uma esfera pública em que os cidadãos participam como iguais e podem argumentar sobre projetos coletivos para a sociedade e guiar a decisão de políticas. O autor também utiliza a concepção de esfera pública habermasiana e afirma que democratização é o resultado de transformações no espaço público e que a total democratização é a capacidade de transformar novas práticas de inovações em nível societal em uma forma pública de tomada de decisão, ou seja, em transformar práticas informais no nível público em formas de democracia deliberativa (AVRITZER, 2002, tradução nossa). O papel de advocacy do ISP aqui exemplificado fortalece o processo democrático dentro de um contexto de democracia deliberativa, pois permite que atores da sociedade civil discutam, deliberem com as autoridades governamentais sobre políticas públicas de interesse da população. Ao chamar a atenção para a causa e buscar uma mudança na opinião pública em geral e ao trazer a discussão para a agenda do Estado e da Sociedade, o ISP traz uma discussão que afeta a sociedade e que deve ser debatida por esta. O referendo pode não ter tido o resultado positivo em termos de proibição da comercialização de armas e munições, mas por outro lado, despertou uma grande discussão na esfera pública brasileira sobre um tema que afeta a população em geral. É inegável a importância do papel da sociedade civil nas consultas populares e amanhã estas podem se transformar numa rotina no processo democrático brasileiro. Entretanto para que isto de fato ocorra, o formato do debate deve ser questionado, já que o grupo pró armas teve alguns benefícios nítidos e a sociedade civil organizada se deparou com restrições legais que tiveram um impacto significativo em sua atuação. CONSIDERAÇÕES FINAIS Este artigo buscou, através de uma ampla revisão da literatura, trazer subsídios para o entendimento do que é o advocacy das organizações da sociedade civil, utilizando-se como exemplo a atuação do ISP na campanha do desarmamento no Brasil. As organizações da sociedade civil são fundamentais como forma de participação da sociedade na agenda pública e na definição de políticas públicas. Cada vez mais é possível observar uma nova dinâmica social e política que vem se firmando com a atuação política das organizações da sociedade civil. O corpo legislativo demonstrou-se, com o tempo, insuficiente como ideal de representação dos cidadãos, sendo assim, a participação social, prevista na Constituição de 1988 é fundamental para a construção da cidadania e fortalecimento da democracia deliberativa. A atuação do ISP é um bom exemplo de como organizações da sociedade civil ao fazer advocacy e lobbying conseguem chamar a atenção para uma causa e influenciar o processo de formulação de políticas públicas. Indubitavelmente, a sua atuação foi um marco histórico no Brasil e abre espaço para que outras frentes, redes de organizações entre outros busquem e pressionem o governo e a sociedade como um todo para que estas formulem, aprovem e implementem políticas sociais, econômicas, ambientais, entre outras, que promovam o desenvolvimento, diminuam as desigualdades e propiciem melhores condições de vida para a população brasileira. Estas organizações têm uma grande importância dentro de um contexto de democracia deliberativa, pois passam a ser agentes de deliberação, de discussão de políticas públicas de interesse dos cidadãos, fortalecendo e legitimando o processo democrático. Sendo assim, o 14

15 papel de advocacy das organizações da sociedade civil é certamente peça chave dentro de um processo deliberativo. Vale a pena ressaltar que para que este seja de fato democrático, tornase fundamental encontrar mecanismos que garantam a participação de organizações que sejam porta vozes do pluralismo da sociedade brasileira. Bibliografia ANDREWS, Keneth; Edwards, Bob. Advocacy Organizations in the U.S. Political Process. Annual Review of Sociology. v. 30, p , AVNER, Marcia. The Lobbying and Advocacy Handbook for Nonprofit Organizations: Shaping Public Policy at the State and Local Level. Minnesota: Amherst H. Wilder Foundation, BARATA, R. Violência Urbana e Saúde Pública. Revista da Saúde, III, 3: pp , dez BERRY, Jeffrey. The Interest Group Society. New York: Longman, BORIS, Elizabeth T.; KREHELY, Jeff. Civic Participation and Advocacy in Lester. M. Salamon The State of Nonprofit America, ed. Washington DC: Brookings Institution Press, BRASIL, Lei nº , de 23 de Dezembro de Dispõe sobre o Estatuto do Desarmamento. Disponível em <www.mj.gov.br/seguranca/desarmamento.htm>. Acesso em 15/07/2005 BUENO, Luciano. Controle de Armas: Um estudo comparativo de políticas públicas entre Grã Bretanha, EUA, Canadá, Austrália e Brasil. IBCcrim, São Paulo CLARK, John. Policy Influence, Lobbying and Advocacy. In. EDWARDS, Michael ; HULME, David. Making a Difference: NGO s and Development in a changing world. Earthscan Publications Ltd. London COHEN, Jean e ARATO, Andrew. Civil Society and Political Theory. Cambridge: The MIT Press, DRYZEK, John S. Deliberative Democracy and Beyond. Liberals, Critics, Contestations. Oxford: Oxford University Press, EISENBERG, Pablo. The Nonprofit Sector and the Will to Change. New England Journal of Public Policy, Boston, v. 20, n. 6, p , Fall2004/Winter2005. ELSTER, Jon. Deliberative Democracy. Cambridge: Cambridge University Press, FIORINA, Morris P.; SKOCPOL, Theda. Civic Engagement in American Democracy. Washington DC: Brookings Institution Press, GAMBETA, Diego. Claro! : An essay on discursive machismo. In: ELSTER, Jon. Deliberative Democracy. Cambridge: Cambridge University Press, GAWRYSZEWSKI, Vilma Pinheiro; KAHN, Túlio; MELLO JORGE, Maria Helena Prado de. Homicídios no Município de São Paulo: integrando informações para ampliar o conhecimento do problema. Revista de Saúde Pública, v.39, n.4, São Paulo, ago GROBMAN, Gary M. An Introduction to the Nonprofit Sector. A practical approach for the twenty-first century. United States: White Hat Communications, HABERMAS, Jürgen. Between Facts and Norms. Cambridge: MIT Press, JENKINS, J. Craig. Nonprofit Organizations and Policy Advocacy. In: POWELL, Walter W. (ed.). The Nonprofit Sector: A Research Handbook. New Haven: Yale University Press, IANSA. International Action Network in Small Arms. Disponível em < Acesso em 27/07/2006. INSTITUTO SOU DA PAZ. Disponível em <http://www.soudapaz.org.br/> Acesso em 27/07/

16 ISER. Referendo do sim ao não. Uma experiência da democracia brasileira. Comunicações do ISER, n. 62, MANCUSO, Wagner P. O lobby da indústria no Congresso Nacional: empresariado e política no Brasil contemporâneo Tese (Doutorado em Ciência Política) Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Universidade de São Paulo, São Paulo. OLIVEIRA, Andréa C. J Lobby e representação de interesses: lobistas e seu impacto sobre a representação no Brasil. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) - Universidade Estadual de Campinas, Campinas. PERES, Maria Fernanda Tourinho (coord.). Violência por Armas de Fogo no Brasil Relatório Nacional. Disponível na WWW em down52.zip. Consulta em 31/7/2005. São Paulo: Núcleo de Estudos da Violência / Universidade de São Paulo, PEREIRA RODRIGUES. Ricardo J. Desenvolvimento nas ações políticas da sociedade civil dentro e fora do Congresso Nacional. Câmara dos Deputados, Brasília, Disponível em <http://camara.gov.br/internet/diretoria/conleg/estudos/ pdf> em 30 mai PUTNAM, Robert. Bowling Alone: The Collapse and Revival of American Community. New York: Simon & Schuster, SABATIER, Paul A.; JENKINS-SMITH, hank C. Policy change and learning: and advocacy coalition approach. Boulder: Westview, SALAMON, Lester M.: The Resilient Sector: The State of Nonprofit America, in: The State of Nonprofit America, ed. by L. M. Salamon. Washington DC: Brookings Institution Press, TEODÓSIO, Armindo dos Santos. O Terceiro Setor e a provisão de políticas sociais: desafios, perspectivas e armadilhas da relação entre organizações da sociedade civil e Estado em Minas Gerais. X SEMINÁRIO SOBRE A ECONOMIA MINEIRA, 2002, Diamantina. Anais, TOCQUEVILLE, Alexis. Democracy in America. London: Penguin Group, VAN TUIJL, Peter. NGO s and Human Rights: Sources of Justice and Democracy. Journal of International Affairs, v. 52, n. 2: p , VIVA RIO. Disponível em <http://www.vivario.org.br/>. Acesso em 27/07/2006. WAISELFISZ, Julio Jacobo (org.). Mortes matadas por armas de fogo no Brasil Série Debates, n.vii. Disponível na WWW em edicoesnacionais/seriedebates/mostra_padrao. Consulta em 31/ 7/2005. Brasília: UNESCO, Notas i James S. Coleman, Foundations of Social Theory, Harvard University Press, 1990; e Robert Putnam, Making Democracy Work: Civic Traditions in Modern Italy, Princeton University Press, ii A esfera pública pode ser melhor descrita como uma rede onde se comunicam informações e pontos de vista (ex: opiniões expressando atitudes positivas e negativas); estas correntes de informação são sintetizadas no processo, formando varias opiniões públicas (HABERMAS, 1996, tradução nossa). 16

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